31.7.14

Capítulo 4

O peito subia e descia mostrando o quão ofegante estavam. Demi ainda tinha os olhos fechados e os lábios entreabertos. Por Deus! Ela mal conseguia mover um músculo sequer, estava cansada e sentia-se como uma gelatina. Já Joseph, bem, Joe não conseguiu conter um sorriso. Ainda ofegando e fazendo um pequeno esforço ele conseguiu alcançar os lábios levemente inchados de Demi e os selar com os dele.

   - Meu Deus. - Demi sorriu ao abrir os olhos e fitar o teto. O arrepio percorreu todo o corpo e ela gemeu aflita. Tinha sido loucura o que eles tinham feito. Uma loucura extremamente prazerosa que tinha ultrapassado todo o limite do seu ser. - Ai meu Deus. - Disse agora rindo. Céus! Por mais cansada que ela estivesse, Demi sentia-se como não se sentia há meses. Estava tão feliz e completa.

   - O que foi? - Sorriu ao escutar o som da risada contagiante da amada. - Hum. - Joe ergueu-se para olhá-la, mordeu o lábio inferior ao vê-la nua e deslizou as mãos pelo corpo de Demi as repousando na cintura.

   - Eu estou tão feliz que estamos juntos. - Demi sorriu timidamente e levou a mão esquerda ao rosto de Joe para acariciá-lo. - Há quanto tempo nós não fazemos amor como fizemos hoje? - O sorriso de menino aqueceu-lhe o coração.

   - Eu confesso que estava cansado de rapidinhas no seu camarim. - Demi assentiu rindo. Quando se está em turnê o tempo é limitado, ainda mais quando a turnê é mundial e a pressão e expectativa de todos em uma pessoa, no caso ela, é grande demais.

   - Agora nós podemos aproveitar o nosso tempo juntos. - Demi o convidou para um beijo lento e intenso, que, quando fora para ser partido ela sussurrou que o amava ainda nos lábios do mesmo.

   - Eu também. - Não tinha coisa melhor do que amar e ser amada. O sentimento era tão inigualável que só aqueles que amavam de todo o coração sabia como era. O amor era tão grande e único que às vezes Demi pensara que poderia morrer de amor.

   - Me abraça? - Pediu com um sorriso atravessado nos lábios. Analisando-a com carinho e divertimento nos olhos Joe a abraçou por trás e sorriu ao sentir o pequeno, delicado e nu corpo da sua mulher roçar o seu. - Está cansado? - Sussurrou enquanto fingia desenhar cada pedaço da tatuagem do braço de Joe.

   - Não. E você? - Joe deitou a cabeça no ombro de Demi fitando os dedos dela deslizarem por sua pele tatuada.

   - Só um pouquinho. - As pálpebras fecharam-se automaticamente e Demi bocejou. - Nós temos que dormir. - Murmurou. Abrindo os olhos novamente, Demi os arregalou levemente ao fitar o relógio de LED. - Droga, são quatro da manhã Joe. - Choramingou. Daqui a duas horas ambos teriam que estar de pé para levar as crianças na escola e resolver o problema de Daniel. O sábado tinha sido estranhamente.. bom com direito a uma bela lasanha no almoço e eles assistiram filmes pelo resto do dia. Demi ainda não tinha conversado com o garoto sobre o que tinha ouvido as escondidas porque tinha prometido para Joe que não iria o fazer. Já no domingo o dia tinha sido muito "agitado"... Dan e Lizzie passaram o dia na casa de Denise, e bem.. Assim que os garotos saíram de casa pela manhã a maratona de sexo começou e teve um breve intervalo apenas para que pudessem repor as energias e buscar as crianças no fim da tarde. Então o dia seguiu entre cochilos e orgasmos até as quatro da manhã.

  - A culpa não é minha. - Demi revirou os olhos e logo os fechou. Joe desligou o abajur e voltou a abraçá-la. - Dorme bebê. - Demi virou-se para dar um leve selinho nos lábios dele e assim que ela voltou para a posição de origem o corpo relaxou e a maravilhosa sensação de adormecer a invadiu e ela finalmente dormiu.

A respiração quente de Joe batia atrás de sua orelha. Ia e vinha, quente e calma. Demi murmurou alguma coisa indecifrável e fechou os olhos novamente. Estava bem aquecida por conta de Joe, estava dormindo tranquilamente em sua cama macia e estava quase babando de felicidade no travesseiro. Mas porque tinha uma coisa quente e muito dura contra o traseiro? Por que ela tinha a sensação de estar sendo esmagada contra o colchão?

   - Joseph? - Murmurou. - Ah não Joe.  - Choramingou ao perceber que ele estava quase deitado por cima do seu corpo. - Joe? - Demi tentou ergue-se sem sucesso. Joe tinha uma perna entre as dela, a barraca armada contra seu traseiro, o peito colado as costas, os braços sobre os dela com as mãos perto da cabeça da mesma e a cabeça estava entre a curvinha do pescoço e o ombro. Céus! A barba dele fazia cócegas! - Joseph! - Demi tentou o empurrar e choramingou ao perceber que era impossível mover um monte de músculos. - Joe? Amor. - Choramingou afundando a cabeça no travesseiro. - Joseph, por favor, Joe! - Disse mais alto e Joe apenas murmurou um "Hum". - Não deite em cima de mim, eu sou apenas uma pobre mulher. - Choramingou tentando o empurrar.

   - O que foi? - Sussurrou ainda em sono.

   - Graças a Deus. Deita no outro lado. - Pediu pacientemente com a voz firme para despertá-lo. - Vai amor, deita. - Como um menino obediente Joe deitou-se ao lado dela e a puxou para o peito.

   - Demi, vá dormir. Quero que você esteja disposta amanhã. Nós vamos transar o dia inteirinho. - Demi revirou os olhos e aninhou-se ao peito dele. Era a única alternativa que lhe restara já que Joe tinha envolvido o corpo dela com os braços prendendo-a.
Bip! Bip! Bip! Bip! Bip! Bip dos infernos! Demi mal tinha entrado no segundo sono e o despertador tocara. Diabos!

   - Não senhor! - Disse em alto e bom som. Quando fora desligar o despertador dos infernos Joe a abraçou por trás. - É melhor você tirar esse pau da minha bunda Joseph! - Joe arregalou os olhos mesmo estando sonolento.

   - Foi sem querer. - Sussurrou corado e tímido. - Está na hora de levantar? - Joe ainda estava em estado de alerta.. Alguém estava uma fera e ele preferia não arriscar a vida.

   - Está. - A vontade de abraçá-la infelizmente era menor que o medo que ele sentia de ela o atacar. Demi parecia tão sonolenta e cansada que ele tinha vontade de aninhá-la no peito para que ela pudesse dormir tranquilamente segura em seus braços.

   - Bom dia Dem. - Joe surpreendeu-se quando ela o abraçou e o beijou na bochecha.

   - Bom dia. - Demi forçou um sorriu ainda com sono e o olhou. - Se você dormir em cima de mim eu juro que vou te bater. - Então ela sorriu de novo e o beijou no canto da boca.

   - Certo. - Joe riu fraco e espreguiçou-se. - Banho, café da manhã, escola, trabalho e? - Perguntou enquanto se levantava.

   - Eu pretendo dormir o dia inteiro. - Demi correu na frente dele e entrou no banheiro. - Eu preciso fazer xixi. - Sussurrou encostando a porta para que ele ainda não entrasse.

   - Pronto? - Perguntou segurando-se para não gargalhar e Demi murmurou um não. - Pronto? - Perguntou novamente e adentrou o banheiro quando ela murmurou "Aham".

   - Oi. - Disse enquanto lavava as mãos e Joe riu ao vê-la vermelha. - Idiota. - Murmurou colocando creme dental na escova de dente.

   - Porque você está corada? - Perguntou enquanto pegava a escova de dente. - Alternativa a: porque está nua? Alternativa b: porque eu sei que você estava fazendo xixi? Alternativa c: porque eu sou tão lindo que você fica corada? Ou alternativa d: Todas as alternativas anteriores. - Demi revirou os olhos e o xingou com a boca cheia de espuma.

   - Alternativa e: você é um idiota. - Disse exasperadamente atirando espuma de creme dental nos quatro pontos cardeais.

   - Bebê, seu bumbum é maravilhoso. - Disse olhando descaradamente para o traseiro de Demi. - Oh yeah! - Demi arregalou os olhos ao sentir os dedos dele estalar contra o traseiro.

   - Nós vamos nos atrasar e a culpa vai ser sua. - Demi guardou a escova de dente e assim que virou-se para caminhar para a ducha o acertou com um tapa no traseiro que o fez pular. - Gostoso. - Piscou para ele já debaixo da ducha. A água morna caía por todo o corpo levando consigo todo o cansaço. Tomar banho era uma das sete maravilhas do mundo.

   - Vou implorar para que Sara me dê alguns meses de férias. - Sussurrou para si mesmo enquanto adentrava o box. Os olhos estavam fechados e a espumava corria pelo corpo cheio de curvas.

   - Ei, você está aí. - Demi sorriu assim que abriu os olhos e o viu. - Vem cá. - Quando Joe deu mais um passo para frente Demi o beijou com ardor. As costas chocaram-se contra a parede revertida por cerâmica gelada e Demi gemeu nos lábios dele. - É apenas banho. - Os lábios dele cobriram a boca de Demi por diversas vezes enquanto a água morna caía sobre eles. E quando Demi percebeu que ele já estava ficando animadinho, ela resolveu cessar os beijos e banhar-se e banhá-lo.

(...)


   - Uau. Você tem talento. - Demi sorriu ao ver o resultado no espelho. - Bom trabalho querido. - Joe repousou o secador e a escova na penteadeira e curvou-se para beijar os lábios dela.

   - O que eu não faço por você? - Joe adentrou os dedos aos fios loiros de cabelo e os jogou para trás. - Está linda princesa. - Demi corou com o elogio e beijou-lhe o peito.

   - Pensei que você fosse trabalhar. - Disse enquanto ajeitava a roupa no espelho. Louboutin lady peed preto de sola vermelha, confere. Terninho preto confere. Maquiagem confere. E cabelo confere.

   - Não gosto da sua saia. - Disse de cara feia. - É muito curta e colada demais. - Oh sim.. A saia de Demi batia um pouco acima da metade das coxas.. Céus.. O bumbum..

   - Interessante. - Demi ajeitou o blazer e logo passou as mãos nos cabelos. - Está pronto? - Perguntou ajeitando a bolsa no antebraço.

   - Estou. - Joe pegou a pasta e emburrado a seguiu para fora do quarto. - Você ouviu o que eu disse sobre a sua saia? - Disse enquanto desciam as escadas. Rebola para direita.. Rebola para a esquerda. Maldita Demetria!

   - Amor, escuta bem o que eu vou dizer. - Demi virou-se ainda na metade da escada para olhá-lo. - Eu gosto da minha saia e vou usá-la independente de ser curta e colada demais. - Joe revirou os olhos quando Demi virou as costas e terminou de descer as escadas.

   - Eu gosto do seu traseiro, você é a minha menina e se algum cara resolver flertar com essa maravilha de bumbum, eu vou socá-lo. - Homens e suas infantilidades.

   - Qual a parte de "nós somos casados e eu te amo" que você não entendeu? - Disse adentrando a cozinha. - Bom dia crianças. - Demi esboçou um belo sorriso amoroso e acolhedor, e sentou-se a mesa entre Lizzie e Dan.

   - Qual a parte de "eu não quero que outro homem te olhe" que você não entendeu? - Joe sentou-se de frente a Demi.

   - DR. - Daniel revirou os olhos junto com Lizzie.

   - Lizzie, minha saia é curta? - Demi perguntou para a menina, mas ainda fuzilava Joe com os olhos.

   - Levante-se. - O barulho desgastante da cadeira arrastando-se pela cerâmica só faltou trincar os dentes. - É uma saia muito bacana. - Lizzie ajeitou o tecido no corpo da mãe e assentiu. - Nós podemos comprar uma para mim? É tão linda. - Demi jogou a cabeça para trás e gargalhou ao ver o marido boquiaberto.

   - Lizzie. - Choramingou Joe fitando os olhos cor de mel da menina. - Meu amor, você é o bebê do papai, não quero que você use esse micro pedaço de pano que a sua mãe chama de roupa. - Joe censurou Demi com o olhar e ela só não ergueu o dedo do meio porque estavam com os filhos. - Que falta de vergonha Demetria. - Joe balançou a cabeça negativamente e logo mordeu um pedaço de melão.

   - Nós podemos ir? Enquanto vocês discutem a hora passa e eu e Lizzie temos aula. - Demi levou o guardanapo aos lábios para limpá-los.

   - Estou esperando no carro. - Demi pegou as chaves do carro na bolsa e levantou-se. - Joseph! Qual o seu problema? - Disse assim que ele a imprensou contra a parede da sala.

   - Você. - Joe engoliu o pedaço do misto e Demi cerrou os olhos. - Vai tirar essa saia. - Disse a olhando nos olhos e Demi apenas o empurrou e seguiu caminho.

   - Eu vou pedir para Denise te dar umas boas palmadas. - Sussurrou quando ele a abraçou por trás. Os lábios dele colaram ao pescoço dela enquanto os braços do mesmo envolviam o corpo feminino. - Deixa de ser infantil, nós vamos nos atrasar. - Virou-se e cobriu a boca dele com a dela o sujando de batom vermelho. Sim, Joe era um homem engravatado vestido em seu terno preto caro com os lábios avermelhados.

   - Ah não! - Daniel revirou os olhos ao vê-los. O pai tinha as mãos no traseiro da mãe e a beijava ferozmente.

   - Vocês! - Elizabeth os chamou. - Estamos atrasados! Atrasados! E não queremos outro bebê. - Espalmando a mão no peito dele, Demi o empurrou, olhou rapidamente ofegante e corada para os filhos e correu para o carro.

   - Vamos, carro crianças.

(...)


   - Letra D.. Novembro.. Daniel Henri Jonas. - Demi revirou os olhos pela milésima vez desde que estivera na sala da senhora Truscott. A sala era ampla e bem organizada. Branco gelo nas paredes com detalhes azuis no gesso como detalhes. Os moveis eram brancos e impecáveis. A mesa da senhora Truscott era imensa e de vidro, e logo atrás dela a vista paranômica de Los Angeles da janela era magnifica. - Assinem aqui. - Truscott ajeitou os óculos meia lua e encarou Daniel sentado ao lado da mãe.


   - Dan não tem problemas com notas. - Disse Demi franzindo o cenho antes de assinar a papelada. - Elas estão perfeitas. - Demi encarou a fileira de "A" e "B" e sorriu orgulhosa.


   - Mas o comportamento está F. - Joe assinou a papelada e estremeceu ao entregá-la. Aquela mulher deveria ser uma bruxa. - Nós temos regras Sra. Jonas, regras que devem ser seguidas e respeitadas. - Demi enlaçou os dedos aos do garoto e franziu o cenho. A mão de Daniel estava suada e gelada. - É proibido o uso de qualquer acessório como bonés, gorros, toucas, chapéus e outros. E também não permitimos qualquer instrumento musical na nossa instituição de ensino. Nosso objetivo é preparar os nossos alunos para a vida Sr. e Sra. Jonas. - Demi levou a mão ao queixo, a boca em uma linha e então ela cerrou os olhos.

   - Desculpe-me Truscott, mas há vários alunos por essa escola com bonés, toucas e toda essa merda. - Joe tombou a cabeça para trás e Daniel tentou não rir ao ver a cara da sra. Truscott. - Eu mesma vi com os meus próprios olhos um grupo de garotos carregando seus violões nas costas agora pouco. Eu só não entendo o porquê dessa palhaçada toda. Meu filho tem boas notas e não há reclamação dos professores, intrigante.. - Demi perdera totalmente a paciência. Aquela mulher por acaso pensara que ela era idiota? Nenhuma palavra corrupta fazia sentido.

   - Há regras... - Demi arqueou as sobrancelhas ao fitar a mulher tremer as mãos. - Perdão. - Uma moça serviu a pobre senhora com um pouco de água. - Por favor, vamos conversar civilizadamente. - Disse recompondo-se.

   - Bem, eu e Joseph temos compromisso. - Demi cruzou as pernas e a encarou com certo tédio. - Vou ser breve. - Disse enlaçando os dedos aos próprios. - Daniel não é esse rebelde que a senhora diz ser. Há alunos desta escola, que.. Como posso dizer.. São desagradáveis e preconceituosos com o meu menino. Daniel é um jovem como qualquer outro, ele foi criado e educado para ser um homem. Não um moleque cheio de propostas indecentes e maliciosas. Estamos resolvidas? - Sem saída, a diretora engoliu seco e assentiu relutante. - Ótimo. - Demi levantou-se numa pose perfeita e entrelaçou o braço ao de Joe assim que o mesmo levantou-se. - E reveja a organização das suas regras e dos modos dos seus alunos. - Sorrindo educadamente Demi virou-se e saiu da sala assim que Dan abriu a porta.

   - Mãe! Uau. - Daniel riu e a abraçou de lado. Uns olhavam admirados e outros cerravam os olhos transbordando de ódio e inveja. - Ei, vem cá. - Dan a envolveu com os braços num abraço apertado. - Obrigado por me defender. - Sussurrou.

   - É o meu dever. - Demi o beijou na testa e sorriu ao fitar os olhos verdes do filho. - Está na hora da sua aula bebê. - E mais uma vez o flashback do primeiro dia de aula de Daniel passou como um filme em sua cabeça.

   - Eu amo vocês. - Dan sussurrou para os pais antes de caminhar pelo corredor para ir para sala.

   - A velha é uma bruxa. - Joe sussurrou enquanto caminhavam abraçados de lado para o estacionamento da escola.

   - Eu sei. - Demi riu fraco e o olhou. - Você tem mesmo que ir trabalhar? - Disse assim que Joe abriu a porta do carro para ela.


   - Tenho. - Joe repousou a mão no joelho de Demi. - Tenho que cumprir meu horário, caso contrário adeus férias. - Oferecendo um sorriso de "eu sinto muito" Joe desceu mais a mão para a coxa nua de Demi.

   - É melhor você tirar essa mão mal-intencionada da minha coxa. - Repreendeu-o com o olhar. Era só escorregar mais um pouquinho.. Distraí-la com um beijo rápido nos lábios.. Chamá-la com a voz rouca e ele já estava com a mão dentro da calcinha rendada.

   - Eu e a minha pobre mãozinha não somos mal-intencionados. - Joe ofereceu um sorriso malicioso para Demi e escorregou a mão mais um pouquinho. - É isso o que dá usar roupas curtas. - Demi cerrou os olhos irritada. Aquele assunto sempre era motivo de briga. Ora, era ela quem decidia o que vestir e o que não vestir, não o marido que era ciumento e se desse brecha iria controlá-la.

   - Eu estou oficialmente em greve de sexo! - O carro morreu e Joe arregalou os olhos. - E liga essa porra, eu não estou disposta a ouvir uma orquestra de buzinas e palavrões! - Engolindo seco Joe ligou o carro. Ele estava bastante mal para quem teve uma maratona histórica de sexo no final de semana.

Continua... AAh! Demi sambando até no Joe... Ainda tem coisa pela frente.. muita coisa.. Bem, depois de ser ameaçada de morte e várias outras coisas eu decide, por minha vida, continuar com a fanfic :p Vamos ver no que dá. Obrigado pelos comentários, obrigado mesmo! Beijos.
ps. Sexo a...? O.O Gente, eu não consigo escrever isso não.. É tão O.O e nojento ><


27.7.14

Capítulo 3 - Parte 2/2




Querer o melhor para o filho não era ser muito dura e chata, era? Talvez ele realmente tivesse um bom motivo para estar expulso da escola.. Mas Demi não entendia.. Expulso. A coordenação da Buckley School não iria expulsar um aluno como Daniel, tinha alguma coisa de errado, algo que ela não sabia. Porque não fazia sentido o seu menino está expulso. Se Daniel fosse o rebelde que a diretora alegava que era, porque ele não agia de tal forma em casa? Até com os Lovatics, fãs da Demi, ele tinha uma boa relação.. Seria certo Demi o julgar? Nunca era bom agir de forma precipitada como ela tinha feito. Aliás, não era a mesma que dizia que não devemos julgar o próximo sem conhecê-lo? No caso de Dan era a história que o fez ser expulso. Ela deveria dar uma chance para o garoto, ao menos tentaria entendê-lo como uma boa mãe faria. De certo modo Demi sentia-se como uma péssima mãe por não ouvi-lo.

   - Ok, dê uma chance para o garoto. - Murmurou para si mesma sentando-se na cama. Dan merecia uma chance, mas um tal de Joseph estava ferrado, muito ferrado. Joe era tão cara de pau. Céus! Aquele assunto era importante, muito importante. E ele pretendia contar quando? No final do ano letivo? Ao menos ele iria contar? Demi revirou os olhos. Às vezes Joe era bobo demais. Tudo bem.. Ela só iria conversar com Daniel e tudo iria se resolver. Demi levantou-se e respirou fundo uma, duas, três vezes.. Conforme descia as escadas cautelosamente, a voz do garoto se aproximava. Daniel parecia estar nervoso.

   - Daniel, quieto. Você acha que ficar nervoso vai ajudar? Bem pelo contrário, você vai acabar passando mal. - Demi encolheu-se no canto da escada. - Sua mãe só está pensando no melhor para vocês. Tudo que ela faz é pensando em vocês, e ela tem razão em estar chateada. - O silêncio instalou-se por alguns minutos, e logo o suspiro pesado do garoto e um cochicho de Lizzie o quebrou.

   - Eu não faço porque quero. - Sussurrou o garoto. - É horrível estar com pessoas fúteis que só se importam com dinheiro e aparência. - Demi encolheu-se ainda mais ao ver o garoto de costas. - Tudo que eu faço é para defendê-la. - Demi arregalou os olhos surpresa..  - Eu não entendo porque a maioria das pessoas insulta a mamãe. Um garoto a chamou de gorda e eu o soquei. E eu não me arrependo. Uma vez um garoto do ensino médio me pediu para que eu os filmasse.. Você sabe pai. - Demi corou bruscamente. Aquilo era tão estranho. Então no fundo tudo o que o seu garotinho fez foi para protegê-la. - Já me pediram fotos da mamãe nua, videos e tudo que eu fiz foi socá-los. Claro que na vez que eu beijei a Brooke no corredor eu mereci a advertência. Mas fora isto eu jamais fiz nada por diversão ou rebeldia. Se as pessoas falam mal da minha família, é meu dever socá-las. - Demi não hesitou em sorrir. Caso alguém falasse de Dianna, ela faria o mesmo. - E a senhora Truscott, não acredite nela. Tudo que ela quer é que você e a mamãe vão à escola. Vocês são famosos e os paparazzis sempre estão os seguindo. Então se vocês estiverem lá na segunda-feira, a escola será divulgada na mídia mundial. - Daniel tinha razão. Caso Demi e Joe aparecesse na escola Buckley, a escola seria divulgada e o famoso comportamento rebelde de Dan iria ganhar mais fama.

   - Eu não fazia ideia. - Joe parecia mais chocado que Demi e Lizzie. - Você poderia ter contado antes. - Murmurou. - Eu e a sua mãe iríamos tomar providências, ou melhor, nós vamos. - Disse firmemente e Demi sorriu.

   - Eu não quero que você conte a ela essas coisas. - A voz do garoto tornou-se mais baixa e frágil. - Você viu como ela está animada? Não quero preocupá-la com essas besteiras. Vão ser as melhores férias em família. - Demi sorriu e teve vontade de correr para abraçá-lo.
   - De qualquer forma nós vamos ter que conversar e ir até a escola. - Demi viu que Joe estava em pé e de costas para ela, e subiu mais alguns degraus. - Eu vou subir para ver como ela está. - Por Deus! Ela tropeçou no primeiro degrau de cima e arrastou-se pelo corredor já chegando perto do quarto gemendo de dor. Isso é que da ficar escutando conversa dos outros. Maldita quina! - Ei! Você estava escutando? - Demi arregalou os olhos ao vê-lo logo atrás dela.

   - Foi sem querer. - Murmurou mancando até a cama. - Onde eles estão? - Perguntou jogando-se na cama.

   - Foram buscar Buffy na casa da senhora Clarkson. Você está bem? - Perguntou cautelosamente observando-a. A feição de Demi era como a de quem está com dor.

   - Nós precisamos reformar essa casa. - Murmurou emburrada. - Eu odeio essas quininhas filhas duma puta. - Demi tivera vontade de acertá-lo com o ferro de passar roupas. Joe gargalhava, aquilo doía muito.

   - Ninguém manda escutar a conversa dos outros escondida. - Joe sentou-se ao lado da mulher deitada e respirou fundo. - Nós precisamos conversar. - Disse completamente sério e Demi assentiu.

   - Eu não sei o que pensar Joe. - A situação de Dan era complicada demais, tão complicada a ponto de Demi não encontrar uma solução. - Imagina como deve ter sido horrível passar por isso. Nós precisamos fazer alguma coisa. - Joe assentiu e a puxou para o colo confortando-a. O assédio da mídia e das pessoas estava passando do limite. Por mais que fossem figuras públicas, celebridades conhecidas por todo o mundo, eles ainda precisavam de um pouco da privacidade que a carreira lhes roubou, e principalmente de respeito.

   - Ontem Dan foi advertido porque ajudou um colega trancado a sair do armário, mas a senhora Truscott pensa que Dan o trancou. - As mãos deslizaram pelos cabelos de Demi em um carinho leve. - Ele é um bom menino. - Joe sabia que Daniel e Elizabeth eram tudo para Demi. Por eles, ela era capaz de dar a própria vida.

   - Nunca duvidei disto. - Sussurrou aninhado-se a ele. - Eu fiquei brava porque é o futuro dele que está em jogo. Eu quero que Dan e Elizabeth tenham uma vida longe dessa loucura. Quero que eles possam sair na rua em paz, que eles possam ter uma família normal e menos problemática. - Apertando-a contra o peito, Joe sussurrou palavras doces. Demi era a melhor mulher do mundo para cuidar dos seus filhos, Joe tinha certeza que tinha feito a melhor escolha. Mas porque ela não pensava da mesma forma? Por que ela sempre tinha que pensar de forma negativa? Eles tinham uma família abençoada e perfeita. Os filhos, por mais que brigassem a maior parte do tempo eram unidos, e eles eram pais amorosos.

   - Dem, olha para mim. - Pediu tocando-a no queixo delicadamente. Os olhos amarronzados estavam fixos aos dele. - Você é a melhor mãe desse mundo. Não quero que você fique se culpando, não vai fazer bem para ninguém. - Não iria fazer bem principalmente para ela.. Demi era instável emocionalmente, e se ela ficasse se culpando não iria fazer bem para a saúde da mesma.. O que desencadearia uma série de problemas.

   - Mas às vezes eu acho que não sou o melhor pa.. - Antes que ela pudesse completar a frase Joe selou os lábios aos dela.

   - Por Deus, mulher! Você não imagina o quanto é importante para mim. - Joe sorriu ao vê-la franzir o cenho. - Demi, eu amo quando você fica brava e me bate, amo quando você me insulta e me chama de cachorro. Amo quando nós assistimos filmes juntos, ou melhor, quando nós fazemos amor durante todo o filme. Eu amo até quando você está de TPM e fica toda nervosinha. Eu te suporto só porque eu te amo. - Demi acabou o acertando com um tapa, mas o beijou calorosamente.

   - Eu também só te suporto porque te amo. - Demi sorriu de orelha a orelha e o abraçou. Ora, eles mal conseguiam passar um dia sem trocar ao menos uma ligação, imagina se estivessem separados? Seria praticamente impossível uma vez que eram melhores amigos. - Amo muito. - Sussurrou agarrada mais a ele.

    - Eu sei. - Joe riu e virou-se para deitar-se por cima dela. - Eu prometo que nós vamos resolver o problema com a escola. - Os lábios de Demi curvaram-se em um sorriso, mas que foi logo desfeito quando ele selou os lábios aos dela várias vezes. Tudo iria ficar bem, ela tinha certeza que iria.

Continua.. Oi! Como vocês estão? Estão gostando da fic? Eu não estou gostando.. Não está bom, está muito estranho.. O que vocês acham? Eu estou pensando em cancelar.. Não me leve a mal, mas é melhor cancelar do que começar uma coisa que não está legal. Opinem garotas. Beijos no core.
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26.7.14

Capítulo 3 - Parte 1 / 2

A luz do sol adentrava as pequenas brechas das persianas longas da janela do quarto e da porta de vidro que dava acesso à varanda. O quarto iluminou-se num tom dourado tão impecável e ao mesmo tempo romântico. Remexendo-se na cama, Joe tateou-a procurando Demi para abraçá-la. Ou a noite passada tinha sido apenas um sonho? Analisando pelo fato dele estar completamente suado e ofegando por conta do sonho que tivera com Demi.. Ah não! Já tinha acontecido uma vez.. Será? Demi não estava na cama, e provavelmente não estaria no banheiro e no closet julgando pelo silêncio.. Respirando fundo, Joseph levou as mãos aos cabelos os penteando para trás. Não, não tinha sido um sonho.. Ele ainda podia sentir o corpo dela roçando o dele, as caricias, os beijos.. Depois de segundos relembrando cada detalhe sem hesitar em sorrir, Joe caminhou preguiçosamente para o banheiro. 


Terno preto e gravata vermelha vinho. As mãos espalmaram o peito estufado e subiram para o colarinho da camisa branca alinhando-o perfeitamente. O cabelo negro estava úmido e penteado para trás. Alguns passos e ele alcançou a poltrona do closet onde deixara a pasta. O dia mal tinha começado e os pensamentos relacionados ao trabalho já corriam por sua mente. A esperança de encontrar Demetria na cozinha fazia seu coração bater um pouquinho mais acelerado, se ele permitisse animar-se mais do que já estava certamente iria infartar. Joe estava tão ansioso e sentindo-se maravilhosamente bem só pelo fato dela estar em casa. Ao encostar a porta do quarto, os olhos de Joe encontraram com os do filho.


   - Bom dia. - Sorriu para o garoto que parecia muito sonolento.

   - Bom dia. - Daniel sorriu para o pai logo espreguiçando-se. Estava sem camisa e o típico cordão de prata fino com o pingente de plaquinha envolvia seu pescoço e caia um pouco assim do peito. Os cabelos lisos e escuros de fios grossos estavam jogados para trás, típico do charme de galã do garoto. - Mamãe está dormindo? - Perguntou ao pai.

  - Eu não sei, quando acordei ela não estava na cama. - Joe fitou os olhos verdes do garoto por segundos até que Dan apontou para o final do corredor.


  - Eu aposto que Lizzie está tramando alguma coisa, por isso que a mamãe não está no seu quarto. - Daniel cerrou os olhos ao olhar para a direção do quarto da irmã. - Você não vem? - Perguntou enquanto caminhava para o quarto de Lizzie.


  - Tudo bem. - Joe repousou a pasta na mesinha de pernas que mais pareciam finas pilastras e seguiu o garoto. "Não Daniel" Estava escrito de vermelho nas letras miúdas logo abaixo do nome de Lizzie. A porta do quarto da menina mais parecia a porta de um camarim.

  - Eu avisei. - Daniel cruzou os braços e sorriu como se tivesse desvendado o maior enigma do mundo. Demi estava deitada na cama de Lizzie embrulhada as cobertas da menina dormindo profundamente. - Lizzie a sequestrou. - Sussurrou para o pai e o mesmo revirou os olhos.

   - Se eu acordá-la nós estamos ferrados. - Joe sorriu como um menino teimoso e aproximou-se da cama.


  - Bom dia. - Lizzie acabara de sair do banheiro e parecia nem se importar com a invasão masculina. - Você fez o café da manhã? - Lizzie beijou a bochecha do pai carinhosamente como sempre fazia e esperou ansiosamente por um sim.


   - Hum.. Não. - Joe sorriu amarelo e a menina revirou os olhos. - Por que vocês não nos esperam lá na cozinha? Eu vou acordá-la. - Lizzie assentiu e saiu do quarto puxando o irmão. O dia mal tinha começado e eles já estavam prontos para discutir.. - Dem? - Joe acariciou o rosto de Demi e a beijou na testa. - Bebê, acorda. - Chamou-a distribuindo selinhos pelo rosto da mesma. - Demi, acorda. - Os lábios selaram os dela carinhosamente.


  - Hum.. - Ronronou movendo-se preguiçosamente na cama. - Amor, vem cá. - Joe arregalou os olhos e riu quando Demi o puxou para que ele se deitasse com ela. - Me abraça? - Sussurrou manhosa.


   - Está na hora de levantar. - Cantarolou abraçando-a calorosamente. - Não dorme. - Joe beijou o topo da cabeça de Demi e a mesma encolheu-se contra o corpo dele.


   - Ah Joe. - Sussurrou de olhos fechados. - Eu estou com sono, amor. - Demi simplesmente era terrível para acordar, ainda mais quando era temporada de férias ou nos finais de semana. Era manhosa e birrenta, o insultava com palavrões "pesados" e quando ela finalmente se levantava, passava pelo menos oito horas do dia mal humorada.


   - Bebê, eu tenho que ir trabalhar. - Disse fazendo carinho nos cabelos dela.


   - Mas hoje é sábado. - Demi levantou-se para olhá-lo, mas logo aninhou-se ao peito dele. - Não vai. - Demi o abraçou como quem abraça um ursinho de pelúcia numa noite fria.


   - Demi.. Você sabe que as coisas não funcionam assim. - Demi mais do que ninguém sabia como era ter que seguir horários rígidos que mal permitia que ela respirasse..


   - Ligue para o seu chefe e diga que você está resfriado. - Murmurou manhosa. - Você não iria trabalhar o dia inteiro, iria? - Perguntou mais manhosa do que já estava.


   - Até as duas da tarde. - O olhar esperançoso de Demi não ajudava, os olhos chegaram a ganhar um brilho especial enquanto ela implorava fazendo biquinho. - Aliás, bom dia princesa. - Roubando um selinho, Joe riu ao ver as bochechas coradas de Demi e buscou o celular no bolso da calça.


   - Diga para Sara que se ela te liberar hoje, eu vou comprar um vibrador novo para ela. - Sara Matthew, recém-divorciada, era a chefe de Joe. Uma senhora simpática dona de cinquenta porcento das ações da NY Times, que adorava Demetria. Quando se encontravam as duas conversaram por horas e horas.


   - Demi! - Joe a repreendeu com o olhar, mas não deixou de rir. - Sara? Bom dia. Joseph Jonas.. - Enquanto Joe conversava com a chefe, Demi aproveitava para cochilar um pouquinho agarrada a ele.


   - Mãe? Vocês não vão tomar café? - Daniel perguntou da porta do quarto.


   - Nós já estamos indo. - Dan riu quando a mãe piscou para ele e logo voltou para cozinha.


   - Então? - Perguntou curiosa assim que Joe desligou o telefone.


   - Você deve um vibrador novinho em folha para Sara. - Demi sorriu de orelha a orelha e o abraçou calorosamente.


   - Eu estou com muitas ideias para o nosso final de semana. - Em questão de segundos Demetria estava de pé completamente animada. - Mas eu preciso me trocar e escovar os dentes. - Demi franziu o cenho em uma careta engraçada ao lembra-se que acabara de acordar. - Você pode descer para arrumar café para os garotos? - Perguntou tímida.


   - Claro que posso. - Joe levantou-se e sorriu ao olhar para baixo. Tão baixinha e amável. - Eu fiquei de enviar alguns arquivos para Sara, devo trabalhar mais tarde no escritório. - Comentou enquanto caminhavam pelo corredor.


   - Ah Joe! - Demi hesitou ao entrar no quarto e virou-se para olhá-lo. - Amor, quando se trata de você eu sou completamente egoísta. Eu estou com tantas saudades de estar com você e com nossos bebês que não suporto a ideia de ficar um minuto sem vocês. - Demi observou o sorriso crescer nos lábios dele. - Eu sei que é pedir muito, mas você precisa de férias Joseph. Todos nós precisamos, você vai acabar explodindo. - Demi aproximou-se e deu um leve e rápido selinho nos lábios dele. - Cuide dos nossos pequenos. - Lançando-lhe um olhar divertido, Demi correu para o quarto e logo para o banheiro. Joe suspirou fundo e sorriu. É.. Era como ela o deixava. Bobo e cada vez mais apaixonado. Só então Joe despertou do transe ao escutar o grito de Elizabeth vindo cozinha. Céus! Era melhor ele descer antes que seus bebês se matassem.


   - Daniel! Idiota. - Joe surpreendeu-se, mas riu ao vê-los. Lizzie estava agarrada as costas do garoto. As pernas envolviam a cintura de Dan e o peito colado às costas. Ambos gargalhavam e pareciam se divertir juntos.
   - Lizzie, você é pesada. - Daniel riu da risada da irmã e a fez deslizar para o chão. - Meu Deus! Você está vermelha. - Dan estendeu a mão para ajudá-la a levantar-se. Ambos sorriam um para o outro. Estavam felizes e Joe sentiu o coração aquecer-se assim que Lizzie cochichou no ouvido do irmão e os dois gargalharam juntos. - Ei! Nós podemos buscar Buffy depois do almoço, o que você acha? - Sentando-se a mesa com a irmã, Daniel sorriu ao perceber que o pai os assistia.

   - O que você e a sra. Clarkson vão fazer com os filhotes? - Lizzie perguntou ao irmão. A sra. Clarkson acompanhara Daniel desde os primeiros passos e gostava bastante do garoto. Só não gostava muito de Demi, as duas trocavam farpas a cada palavra. Entretanto Demi mantinha a boa educação apenas por conta do filho. Lola, a golden retriever cor de champagne da sra. Clarkson era a parceira fiel de Buffy há anos.

   - Eu não sei. Acho que a mamãe não nos deixaria criar seis filhotes. - Daniel olhou para Joe e o mesmo assentiu. - Sra. Clarkson só quer um filhote, então eu tenho que encontrar um lar para os outros seis. - Seis filhotes. E Dan não fazia ideia do que fazer com eles.

   - Seis filhotes é muito. Imagina só ter que passear, alimentar e dar banho em seis filhotes travessos. - Comentou Joe enquanto tirava o paletó. - Vocês dois não teriam tempo. - Joe tinha razão. Por mais que os garotos pretendiam cuidar dos filhotes, o trabalho era duro e ainda tinha a escola. Escola.. E Daniel não estava nada bem na escola..

   - Você não iria trabalhar? - Perguntou Lizzie curiosa como sempre e Joe murmurou um "Humrum". - A mamãe ainda está dormindo? - Elizabeth assustou-se ao sentir a testa ser selada.

   - Estou aqui. - Demi sorriu para a garota. - Bom dia crianças. - Daniel a abraçou calorosamente antes mesmo que Lizzie tivesse a chance de fazê-lo. Ora, a menina estreitou os olhos e todo aquele clima descontraído entre eles evaporou.

   - Bom dia. - Demi sorriu ao fitar os olhos do seu menino. Dan era como o pai. Galã. - Você está linda. - Beijando-a carinhosamente na bochecha, Demi o abraçou e sorriu. Seu pequeno Daniel tinha crescido.

   - É melhor você vestir uma camisa, não quero que o meu bebê fique resfriado. - Como sempre Dan corou ao receber um beijo carinhoso na bochecha. Desde pequenino ele corava com todos os carinhos que recebia da mãe.

   - Bom dia mamãe. - Elizabeth mal esperou que Demi soltasse o irmão e abraçou-a. - Você está maravilhosamente linda. - Demi fez uma careta, mas riu. Ora, o cabelo estava preso num rabo de cavalo. Ela estava sem maquiagem e usava roupas simples. Nada mais que uma camisa da Nirvana e um short curtíssimo branco, e calçava sandálias pretas simples.

   - Estão com fome? - Perguntou e os três assentiram. Então o café da manhã seguiu entre pequenas discussões de Lizzie e Dan, e bem.. Joe não tirava os olhos de certo traseiro.. Ele não perdia a oportunidade de apertá-la enquanto a mesma cozinhava atrás do balcão. E o melhor era que eles apenas com olhares provocantes.

   - Vocês têm planos para o final de semana? - Lizzie perguntou preguiçosamente deitada no sofá depois de deliciar-se com o magnífico café da manhã que a mãe preparou.
   - Eu o papai temos um compromisso muito importante com o videogame. - Dan e Joe fizeram um toque de mãos bem estranho e Demi os censurou com o olhar.

   - Eu tenho planos. - Demi sentou-se no sofá, já que antes estava deitada com Joe para contar o que planejava. - Nós podemos preparar o almoço juntos.. Hum.. Baralho ou uno depois do almoço? E nós podemos passar a tarde toda assistindo filmes juntos. - Demi olhou para Joe e o mesmo assentiu.

   - Eu estou dentro, e vocês? - Joe sorriu ao sentir os dedos da amada em seus cabelos os bagunçando como ela sempre fazia.

   - Por mim tudo bem, mas eu e Lizzie precisamos ir à casa da sra. Clarkson depois do almoço. - Dan riu ao observar a careta que a mãe fizera.

   - Bem, eu iria passar o final de semana com os meus livros. - Lizzie sorriu timidamente para a mãe e notou que a mesma tinha o mesmo sorriso tímido que ela. - Mas posso ler depois. - Lizzie não hesitou em sorriu ao fitá-los. Mesmo deitado no sofá, o pai tinha um braço envolvendo a cintura da mãe como se estivesse a protegendo. Quando eles se olhavam calorosamente, não deixavam de sorrir e trocar palavras carinhosas.

   - Lizzie, você está lendo cinquenta tons? Acho que era este o nome do livro que você estava carregando ontem. - Elizabeth arregalou os olhos e sentiu o rubor tomar conta por todo o rosto. Droga!

   - Não.. Não.. Eu não estou lendo. - Disse gaguejando. Joe estava sério e Demi com os olhos arregalados. - Idiota! - Lizzie estreitou os olhos ao fitar o irmão. Ela sabia que ele fazia para pirraçar. - Mãe, Daniel está expulso da escola! - Meu Deus! Joseph tombou a cabeça para trás e passou as mãos pelos cabelos. Dan arregalou os olhos e engoliu seco ao fitar a mãe. E Elizabeth, bem, Lizzie pareceu arrependida depois do feito.

   - Você está o que Daniel? - Demi respirou fundo para evitar ter um ataque do coração. Chegara ficar pálida de nervoso.

   - Mãe, eu posso explicar. - Antes mesmo que Daniel pudesse respirar, Demi levantou-se bruscamente. Ninguém ousou em mover um músculo, estavam assustados e surpresos.

   - Explicar? Como você me explica isto Daniel Henri Jonas! - Demi passou as mãos pelos cabelos e respirou fundo várias vezes. - Expulso, expulso.. - Murmurou andando de um lado para o outro freneticamente.

   - Demi, calma. - Joe sentou-se no sofá e massageou as têmporas. - Demetria! Calma. - Antes mesmo que Demi pudesse partir para cima do garoto, Joe laçou os braços a cintura da mesma impedindo-a.

   - Calma? Você quer que eu fique calma? - Demi cravou as unhas aos pulsos de Joe o fazendo gemer de dor. - Você sabia dessa merda? Sabia Joseph? - Joe engoliu seco e assentiu. Ora. A coisa tinha ficado feia para ele. - Eu não acredito nisso. - Murmurou chateada. Eles tinham feito amor a noite toda, tinham conversado sobre os filhos e Joe não teve coragem de contar nada para ela? Franzindo o cenho, Demi soltou-se dos braços de Joe e subiu as escadas logo entrando no quarto. O que diabos estava acontecendo com Daniel? O garoto era excelente, tinha boas notas, mas em todas as escolas o comportamento "rebelde" era o mesmo. Seu pequeno menino sorridente. Demi deitou-se na cama ainda bagunçada e deixou cair as primeiras lágrimas. Tantas eram as lembranças. O primeiro dentinho, quando ele disse a primeira palavra, os primeiros passos, a confusão do primeiro corte de cabelo e o mais importante, o primeiro dia de aula.



  Flashback On


   - Mama, não. - Daniel choramingou ao ver a colher cheia de sopinha. - Dan cheio mama. - Disse olhando para a mãe.

   - Mas você não comeu nada. - Demi espiou Lizzie no cercadinho e pegou o pequeno Daniel nos braços. - Meu amor, hoje é o seu primeiro dia na escola. Tem que comer para ficar forte. - Demi arrumou os cabelos do pequeno para o lado e logo a camisa branca de botões com o escudo da escola. - Você está tão lindo. - Os olhos marejaram e Demi o beijou na bochecha. Aos recém quatro anos completos Daniel era uma fofura. Os cabelos escuros e lisos penteados para o lado, os grandes olhos verdes e o sorriso que nunca saia dos lábios do pequeno.

   - Escola? - Perguntou o pequeno com os olhos fixos aos da mãe. - Mama, Dan quer ficar com Izzie no "dinho" e Uffy? Ele não podí fica sozinho mama. - "Dinho" era cercadinho. Daniel agora brincar de montar bloquinhos coloridos com a irmã no cercadinho. Os pequenos até que se entendiam.. Claro que às vezes eles brigavam por causa dos brinquedos, mas acabam juntos.

   - Mas você tem que ir para escola. - Demi deu um beijinho carinhoso na testa do pequeno e o abraçou. - Você está crescendo tão rápido. - Murmurou ainda com o pequeno nos braços.

   - Vamos? - Demi limpou a lágrima que escorria e assentiu. - Ei, é só a escola. - Joe curvou-se para pegar Lizzie no cercadinho e aproximou-se de Demi. - Não é bebê? Hoje é o dia de ir para escola. - Daniel não parecia muito interessado, na verdade ele estava assustado. Não era acostumado a ficar longe de casa e tinha medo do que essa tal de "escola" fosse.

   - Mama, Izzie omí. - A pequena choramingou erguendo os bracinhos para que a mãe pudesse pegá-la. Enquanto ajeitavam-se para ir até a garagem Dan e Lizzie travavam uma verdadeira guerra choramingando. - Omí mama, omí mama. - Dizia a pequena freneticamente.

   - Não seja dramática Beth. - Demi conferiu se o cinto da cadeirinha estava nos conformes e beijou o pequeno na testa antes de adentrar o carro novamente com Lizzie nos braços. - Não morde! - Demi cerrou os dentes ao sentir os lábios da pequena envolver o bico do seio carregado de leite. Se Daniel era um verdadeiro beberrão de leite nos tempos que mamava, Elizabeth conseguia ser mais beberrona ainda. A pequenina mamava o tempo inteirinho. Não tinha exceções. Dia, tarde e noite. Premiação e festas de família. Demi mal podia respirar. - Devagar pequena. - Sussurrou enquanto acariciava o rosto da filha. Lizzie tinha os fios castanho claros presos em um "coqueiro", as bochechas coradas que pediam para ser mordidas e apertadas, o sorriso era simpático e gostoso, e os olhos grandes e cor de mel, ou esverdeados, eram como os do pai. As perninhas eram gordinhas e Demi adorava mordê-las, o que fazia a pequena gargalhar. Lizzie era simpática e sorridente, contrário a Daniel, que era tímido e sorridente.

   - Ansioso? - Joe sorriu para o pequeno pelo retrovisor.

   - Um "poquinho", medo papa. - Demi riu da careta que o pequeno fizera. Ele estava bastante tenso por não saber o que o esperava.

   - Não morde Elizabeth! - Demi a repreendeu com o olhar, mas sorriu quando a pequena sorriu para ela ainda com o bico do seio na boca.

   - Chegamos. - Cantarolou Joe ao estacionar o carro.

   - Mama. - Dois múrmuros ao mesmo. Daniel porque estava aflito e Lizzie porque a mãe vestiu-se impedindo-a de mamar. - Izzie omí. - A pequena deitou a cabeça no ombro da mãe enquanto elas saiam do carro.

   - Mamãe sabe que você está com fome, mas nós temos que deixar o seu irmão na escola. Depois você pode mamar. - Daniel estremeceu ao escutar a mãe dizer que eles iriam "deixá-lo" na escola. Meus Deus! Aquilo não estava certo! O que ele tinha feito de errado? A família estava o abandonando?

   - Mama. - Dan correu atrás da mãe e envolveu a perna da mesma com o corpo. - Não mama. - Choramingou a olhando como se implorasse para que ela não o deixasse. - Dan ama você mama. - Disse rapidamente.

   - Joe, segure Lizzie. - Ótimo. Não bastava ter um marido ciumento, os dois filhos tinham que querer estar com ela o tempo todo. - Mamãe também te ama. - Pegando-o no colo, Demi distribuiu selinhos pelo rosto de Dan o acalmando. - Está tudo bem, é só a escola. Aqui é bem legal, tem várias crianças quem vão adorar brincar com você. - Assim que chegaram à recepção, Demi observou bem o lugar. Tudo era tão branco e ao mesmo tempo colorido. Era o lugar certo para o primeiro ano de Dan na escola.

   - Sr, e Sra. Jonas, boa tarde. - Disse uma jovem mulher vestida comportadamente em um terninho preto, até os cabelos estavam presos. - Este é o nosso querido Daniel? - A moça esboçou um sorriso simpático e Dan encolheu-se nos braços da mãe.

   - Ele está um pouco assustado. - Demi sorriu um pouco incomodada com o olhar intimidante de uma mesma funcionária da escola.

   - Está tudo bem. Você vai adorar seus coleguinhas. - Daniel franziu o cenho e enterrou o rosto no pescoço da mãe totalmente desinteressado. - Vamos para a sala? - Estava piorando. A moça o tocara nas costas.

   - Eu posso acompanhá-lo? - Demi perguntou educadamente. Ela sabia que Dan ficaria menos tenso se ela o acompanhasse até a sala e o colocasse na cadeirinha, e quem sabe até cantarolasse uma música para ele.

   - Perdão. Mas é não é adequado levá-lo para a sala, ele tem que fazer isto sozinho. - Demi olhou para Joe e logo para o pequeno.

   - Apenas hoje, ele está nervoso e eu posso ajudá-lo. - Demi esboçou um dos seus melhores sorrisos convincentes para que pudesse ajudar o pequeno. - Só hoje. - Choramingou e a moça respirou fundo.

   - Apenas hoje Sra. Jonas. - Demi sorriu de orelha a orelha e sussurrou alguma coisa para Dan.

   - Papai e Lizzie querem um beijo, Dan. - Dan beijou a bochecha do pai e a de Lizzie choramingando. Aquilo era uma droga! - Podemos ir? - A moça assentiu e Demi lançou um olhar ansioso para Joe. Contra vontade Daniel tivera que caminhar, ele segurava a mão da mãe e não queria soltá-la. Aquele lugar era imenso e lindo. A decoração era sofisticada, entretanto a natureza era presente. Tinha pequenos arbustos, grama e flores. O ambiente perfeito junto com a melhor educação infantil de LA.

   - A professora de Dan se chama Maria, ela está conosco há mais de vinte e cinco anos. - Demi assentiu. Nem ela tinha vinte e cinco anos, tinha vinte e três.. Assim que aproximaram-se da sala, Demi surpreendeu-se com o tanto de crianças. Uns pulavam, outros gargalhavam e tagarelavam sem parar. Daniel arregalou os olhos e olhou para a mãe.

   - Você tem muitos coleguinhas. - Demi sorriu o encorajando.

   - Boa tarde. - A mulher gordinha de cabelos vermelhos mais parecia uma joaninha dos anos oitenta. - Sou Maria, Sra. Jonas. - Demi adorou conhecê-la, dificilmente as pessoas, mesmo "profissionais", mantinham controle ao encontrar uma celebridade como ela.

   - Olá. - Sorriu educadamente. - Este é o seu novo aluno. - Demi piscou para Maria e a moça, e sussurrou no ouvi de Dan. - Diga oi.

   - Oi. - O pequeno murmurou sem olhá-las.

   - Diga seu nome meu amor. - Demi sorriu para as crianças que se aproximavam deles.

   - "Danhiéu Ri Jonas" - Daniel Henri Jonas. O pequeno não conseguia pronunciar "Daniel" perfeitamente e nem o "Henri".

   - Muito bem. - A professora o elogiou. - Vamos entrar? Nossa aula já vai começar. - Demi adentrou a sala sobre o olhar curioso de um bando de crianças. Uns surpreenderam-se. Outros, principalmente as meninas, sorriram ansiosamente sabendo quem ela era.

   - Seja um bom menino, mamãe ama você. - Demi o sentou na primeira cadeirinha na parede onde tinha um desenho de um dinossauro verde. Dan nunca estivera tão tímido. - Comporte-se. - Assim que ela virou o rosto, ele a beijou como sempre fazia. - Até mais tarde meu amor. - Demi levantou-se sobre o olhar do pequeno e sorriu o encorajando.

   - Não se preocupe, ele vai se acostumar. - Demi sorriu assentindo.

   - Espero que sim, há uma semana ele não parava de falar sobre a escola, e agora está tímido. - Demi observou o filho sentado na cadeirinha, os coleguinhas de Dan já se aproximavam e tentavam conversar com o mesmo. - Acho que é melhor eu ir, qualquer coisa me ligue. - Demi entregou a mochila completamente verde e preta, as cores do Max Steel de Dan para a professora e tornou a olhar para o pequeno. Ele estava tão bonitinho vestido na camisa branca de botões, a calça preta social e o tênis preto. - Até mais tarde. - Sentindo o coração partir ao sair da sala, Demi caminhou acompanhada da moça que a atendera até a recepção.

   - Mama! - Demi franziu o cenho e olhou para trás. - Mama. - O coração partiu-se e ela agachou-se para envolvê-lo com os braços. Tão pequeno o seu menino.

   - Não chora bebê. - Demi o beijou na bochecha e disse que tudo iria ficar bem.


FlashBack Off



Continua.. Oi! Primeiramente eu queria pedir desculpas pela demora para postar. Eu estava resolvendo coisas da faculdade.. É! Eu entrei para a faculdade e vou cursar engenharia da computação O.O E não tive muito tempo para escrever porque a matricula era só até sexta-feira e eu tive que correr atrás de muitas coisas junto com a minha mamãe. Bem, espero que vocês gostem do capítulo, eu disse que iria ter flashback :D
Calma gente, a história tem um objetivo e eu estou o trabalhando.. Vocês vão entender melhor o Dan na outra parte do capítulo.. Ele tem motivos para estar expulso da escola... Vou tentar postar ainda hoje para recompensá-las, ok? Beeeeijos e obrigado pelos comentários.
Ps: Eu tinha movido Wouldn't change a Thing para o rascunho, pois eu estava reescrevendo porque o que tem de escrito errado não é pouco shusa Mas como duas pessoas pediram eu voltei a postá-las.
DESCULPEM SE HOUVER ALGUM ERRO ORTOGRÁFICO, ESTOU POSTANDO PELO CELULAR!

22.7.14

Capítulo 2

Furiosa. Demetria Jonas estava furiosa ao cubo! Como três pessoas poderiam viver naquela casa? Céus! Nem a empregada deu conta da bagunça e pediu demissão assim que viu a patroa. Primeiro tivera que reunir todos e destinar tarefas a cada um deles. Segundo, Demi tivera que ir ao supermercado assim que jogara fora toda aquela porcaria que Joe chamava de comida. Por Deus! Doritos, pizza e hambúrgueres não eram nada saudáveis. E quando era mais tarde, depois que aquela casa era digna de ser chamada de “Lar” e os seus filhos estavam bem alimentados, Demi finalmente realizara sua fantasia de estar aconchegada em sua cama quentinha e macia depois de tomar um banho de banheira de rainha.

   - Demi? – Joe a chamou. Finalmente depois de doze meses o lado esquerdo da cama estava preenchido. Mas do que adiantara ter a sua mulher deitada em sua cama sendo que a mesma estava te ignorando. – Está dormindo? – Perguntou. Demi nada respondeu. Respirou fundo e fechou os olhos o ignorando. Como iria aproximar-se dela? Demi estava deitada com as costas viradas para ele e ainda usara seu moletom! – Amor, não faz isso. – Disse tocando-a no braço. Ótimo, ela não o atacara. Bom sinal.. – Vem cá. – Abraçando-a por trás, Joe afastou os cabelos loiros e colou os lábios ao pescoço feminino o beijando carinhosamente. Estava com tantas saudades que não poderia esperar mais para tê-la.

   - Joseph, para. – A voz dela soou tão calma. Demi acendeu o abajur, virou-se para olhá-lo e Joe pudera perceber que ela estava muito chateada.

   - Demi, por favor. – Sussurrou olhando-a. – Até quando você vai me ignorar? – Perguntou chateado.

   - O que você faria se estivesse viajando e eu estivesse aqui em casa cuidando dos nossos filhos e quando chegasse tudo estivesse uma bagunça? – Demi sustentou o olhar dele até que o mesmo suspirou fundo e tombou a cabeça para trás. – Eu não ligo se a casa está de pernas para o ar, mas Joseph, o que você estava pensando quando comprou aquelas porcarias calóricas cheias de sódio? Você não se lembra da sua consulta no médico? – Há alguns meses Joe tivera uma gripe muito forte e quando consultou o médico, o mesmo o alertou em relação à pressão alta deixando Demi superpreocupada. – Fora as crianças. Por Deus! Você sabe que eles precisam de alimentos saudáveis, não dessa porcaria toda. – Joe entendia a preocupação de Demi e tinha que admitir que deixara se levar pelos pedidos calorosos dos filhos e acabou perdendo o controle da situação.

   - Eu sei que errei, ok? Mas não gosto de deixá-los passar vontade. – Demi não poderia deixar de agradecer por seus filhos serem abençoados de ter um pai tão dedicado como Joe. Entretanto ele vacilou feio.

   - Eu também não. Mas às vezes nós temos que ser duros. Você sabe. Nós já fomos adolescentes e sabemos que nessa fase tudo é motivo para festejar sem se preocupar com o amanhã. – De certo modo Demi estava certa.. Geralmente os adolescentes são inconscientes, claro que há exceções, mas infelizmente seus filhos não faziam parte deste grupo.

   - Eu sei. – Sussurrou completamente manhoso olhando-a. – Nós podemos namorar agora? – Demi riu vendo os lábios franzidos de Joe em um biquinho fofo.

   - Eu não disse que nós iríamos namorar. - Provocando-o, Demi livrou-se do cobertor e engatinhou para cima dele.

   - Eu estou com saudades. - Joe a segurou suavemente pela cintura adorando sentir as mãos femininas em seu peito. - Não ganho um beijinho? - Demi encostou os lábios nos dele em um beijo estalado demorado.

   - Você é muito carente Joseph. - Sussurrou mordendo o lábio inferior e logo aprofundando o beijo deixando as mãos dele vagar sem quaisquer restrições por seu corpo. Quem Demi queria enganar quando mais cedo estava emburrada e muito chateada? Era evidente que ela não iria conseguir manter distância dele por mais nenhum segundo. Joe era como um cachorrinho carente e manhoso, que, quanto mais carinho e atenção você dá, ele se aninha mais a você.

   - Isto é um sim Demetria? - Perguntou com um sorriso torto nos lábios deixando-a desnorteada.

   - Talvez um sim meu amor. - Provocando-o, Demi espalmou o peitou largo sorrindo de modo sedutor. Encaixou a boca ao pescoço dele o mordiscando até que alcançasse o lóbulo da orelha. Gemeu o nome dele o seduzindo e Joe foi a loucura apertando-a com gosto.

   - Diga sim. - Demi acariciou o rosto dele adorando sentir a áspera barba recém-feita contra a palma de sua mão. - Eu quero você. - O polegar e o indicador traçava seus lábios, Joe capturou o indicador entre seus dentes lançando a Demi um olhar provocante.

   - Não. - Sussurrou entre um sorriso charmoso. Joe sabia que ela estava o desafiando, ele conhecia aquele olhar delicioso cheio de desejo.

   - Demetria.. Demetria. - Entrando no jogo, Joe esboçou um sorriso galanteador e a agarrou com certa força contra o corpo quebrando toda a distância entre eles. - Você não tem jeito. - Os lábios tocaram-se brevemente quentes e macios. - Eu vou me enterrar em você a noite toda.. - Demi estremeceu ao sentir a respiração quente contra a orelha. - Quero sentir cada pedacinho do seu intimo me envolvendo.. - Joe evitou sorrir ao escutar a respiração pesada e sentir o corpo dela se aninhando mais ao dele. - Quero te escutar Dem, escutar você gemer para mim. - A essa altura Demi implorava silenciosamente para que ele cumprisse cada promessa. - Sua resposta ainda é não? - Joe encostou a testa na dela e ficou a fitar os olhos dela que refletiam os seus.
   - Nós vamos fazer amor a noite toda. - Demi selou a promessa unindo os lábios aos dele saboreando o gosto que tanto amava e travando uma guerra lenta e gostosa com a língua de Joe.

   - Nós vamos. - Sussurrou numa pequena pausa e voltou a beijá-la com ardor enquanto suas mãos apertava a cintura, acariciava as curvas da silhueta levando a blusa consigo. Sentir a pele macia e quente em suas mãos era mais um desejo realizado. 

Subindo as mãos mais um pouquinho, Joe deliciou-se ao sentir os seios macios e nus roçarem sua camisa com os mamilos enrugados lhe cutucando prontos para serem apreciados em seus lábios. - Linda. - Sussurrou ainda de olhos fechados com um pequeno sorriso nos lábios. Demi sorriu de orelha a orelha e deu um selinho estalado nos lábios dele. As mechas loiras caíram pela extensão das costas e algumas delas pelos ombros roçando os mamilos. Joe sorriu admirado, repousou as mãos na cintura dela e apreciou a vista da mulher que amava nua da cintura para cima até que a mesma corasse. - Ei! Você é linda. - Aquietando uma mecha teimosa atrás da orelha, Demi levou as mãos ao peito de Joe e curvou-se para beijá-lo brevemente.

   - Quieto. - Demi riu da careta, mas concentrou-se em tirar a camisa militar que ele vestia. O calor instalou-se em seu ventre e os dedos roçaram o peito largo. Demi respirou fundo sem saber para onde olhar. Ela adorava ser envolvia pelos braços fortes, adorava roçar os seios ao peito dele e adorava arranhá-lo no abdômen. - Tão forte. - Demi distribuiu selinhos pelo peito e acariciou os bíceps e todos aqueles "ícepes". - Joe.. - Choramingou. Em um segundo ela estava no comando, mas no outro já estava debaixo dele.

   - Deixa. - Murmurou olhando-a intensamente. Quando a mão esquerda esperta de Joe adentrava a calça de moletom, Demi o impediu, mas quando ele fitou seus olhos ela cedeu. - Molhada. - Sussurrou. Demi contorceu-se quando as pontas dos dedos dele entreabriu os lábios do seu intimo e ficou a provocá-la movimentando-se preguiçosamente. - Humm.. - Joe envolveu o seio esquerdo com a mão deixando o mamilo entre os dedos para puxá-lo e abocanhou o seio direito avidamente. A língua quente rodeou o mamilo rígido e o chupou e o mordiscou. Os dedos roçando o intimo e a boca alternava-se de seio de segundo em segundo. Demi usou a mão esquerda para puxá-lo para um beijo e a direita ela a guiou até a mão dele dentro da calça de moletom tentando convencê-lo a acelerar os movimentos preguiçosos.

   - Ah não! - Murmurou frustrada. Demi tinha certeza que se ele movimentasse os dedos mais um pouquinho ela finalmente chegaria lá.. Mas tudo que Joe fez foi rir e deixar o intimo livre de seus dedos ousados. Ao fitar os olhos dele, Demi engoliu seco.. Aquele olhar cheio de desejo e uma pitada de malicia, ela sabia o que ele iria fazer. A pele alva das coxas grossas era revelada conforme as mãos de Joe traziam a calça junto com a calcinha cor de rosa cada vez mais para baixo.

   - Você é tão linda. - Demi não pôde evitar as bochechas rosadas, mas sorriu e o chamou para um breve beijo. A vista era maravilhosa. Começava com pés delicados de unhas pintadas de preto, pernas maravilhosas e excitantes com um belo par de coxas que guardavam o seu pequeno tesouro.. Demi não era uma modelo esbelta e magra. Ela era uma mulher cheia de curvas excitantes e delicadas. Não tinha seios grandes demais, eram proporcionais ao corpo dela. Por fim tinha um queixo que Joe adorava morder, uma boca que ele adorava beijar, olhos amarronzados ternos e doces e os cabelos tingidos de loiro. Ela era simplesmente linda e encantadora. - Abra para mim. - Demi fechou os olhos e respirou fundo. O coração batia cada vez mais desesperado enquanto ela afastava uma perna da outra demoradamente abrindo-se para ele. Ai meu Deus!

   - Ai meu Deus! - Murmurou com muita dificuldade para respirar. Primeiro ele deslizou as mãos dos joelhos até a virilha enquanto a apertava gostosamente. Segundo.. A língua quente e macia traçou a virilha de forma tão lenta que Demi choramingou baixinho. - Joseph.. - Ela gemeu quase chorando ao sentir os lábios dele tocando os lábios do seu intimo, a língua tocando sua apertura e rastejando até aquele pontinho mágico que a fez reprimir um grito. Joe ajudou-a acomodar as coxas em seus ombros largos sem perder o foco do que fazia. Os dedos de Demi adentrou os fios grossos e negros dos cabelos de Joe e os puxou levemente enquanto ela quase rasgava o lençol. Ele a circulava, a penetrava, a lambia e a deixava cada vez mais desesperada por mais. O calor que estava instalado no ventre estava cada vez mais concentrado e pronto para libertar-se. Por mais que Demetria implorasse, puxasse as mechas dos cabelos negros, pesasse as pernas o obrigando a fazer mais rápido, ele continuava lento e preguiçoso. Apertando as pálpebras e franzindo o cenho Demi controlou-se para não gritar e apenas sussurrou um longo "Joseph", o sussurro mais sofrido e gostoso de toda a sua vida.

   - Sim querida. - Joe lambeu os lábios e deitou-se sobre ela observando o vai e vem dos seios conforme Demi ofegava. - Está tudo bem? - Joe deslizou os dedos pelo rosto de Demi e a beijou na boca.

   - Eu não sinto minhas pernas. - O sorriso que ele exibiu era tão sedutor que Demi não deixou de corar.

   - Nós só estamos começando. - As mãos de Joe subiam e desciam pela silhueta do corpo feminino. - Sabe, foram os piores meses da minha vida. - Joe curvou-se e a beijou ternamente. Conforme se beijavam numa tentativa frustrada de matar toda a saudade, Demi deslizou as mãos pelas costas largas até que elas encontrassem o cós da calça que Joe usava. Joe arqueou o corpo a ajudando, não poderia esperar mais um segundo para tê-la. Demi riu quando sem querer puxou a box e acidentalmente a soltou fazendo Joe assustar-se com o elástico estalando em sua pele. Joe encaixou-se nela sem nem estar totalmente nu, aliás, a calça e a box pairavam no joelho e quando Demi percebeu que suas mãos não conseguiam chegar por conta do desespero de Joe para mover-se, resolveu usar os pés.

   - Joseph.. - Gemeu franzindo o cenho quando ele saiu e entrou preguiçosamente. As mãos dele apertando-a nas coxas fazendo-a abrir mais as pernas e envolvê-las um pouco abaixo do traseiro macio dele. Joe mergulhava e voltava, gemia, a beijava na boca e pressionava o peito contra os seios. Aumentava a velocidade das investidas gradualmente e os testículos chegaram a tocá-la na região intima quando ele a estocava. Demi choramingava gemendo pedindo mais, ela estava quase lá.. Só mais um pouco.. Os olhos arregalaram-se levemente e ela gemeu adorando sentir os jatos dele no seu interior. Mesmo chegando lá primeiro que ela, Joe concentrou-se em continuar a se mover até que a sua garota arqueasse o corpo e gemesse o nome dele.


(...)


Quem diria que aquela noite seria tão quente.. Ele a seduziu e ela cedeu já não aguentando mais um minuto sem tê-lo. Vestida com as roupas dele, aninhada ao peito dele, Demi dormia tranquilamente junto com ele. Ambos estavam esgotados. O dia tinha sido cansativo demais, e fazer amor na cama e na banheira é cansativo. Mas era também gratificante. Demi estava tão feliz que não deixou de fazer amor com Joe em seus sonhos. Seria parte do sonho a voz de Lizzie a chamando? Por Deus! Ela não queria abrir os olhos, não queria mover-se. Seu corpo gritava por descanso, mas o espirito prestativo de mãe lutava para atender a menina.

   - Hum.. - Murmurou franzindo o cenho e aninhando-se mais a Joe. Ele era quente e macio.. - O que foi? - Tornou a murmurar com toda a preguiça que tinha.

   - Mãe! - Elizabeth sussurrou cutucando-a freneticamente.

   - O que foi? - Lizzie precisou concentrar-se bastante para entender a fala embolada da mãe.
   - Mãe, acorda. - Sussurrou aflita.

   - Beth, o que foi? - Mesmo sentindo o corpo pesar para trás implorando por descanso, Demi ergueu-se para olhá-la.

   - Está doendo. - Murmurou aflita.

   - O que está doendo Elizabeth? - Demi respirou fundo e levantou-se deixando Joe sozinho na cama.

   - Cólica. - Demi arregalou os olhos levemente e tornou a respirar fundo. - Está doendo muito e muito. - A menina choramingou manhosa.

   - Vamos, eu vou cuidar de você. - Enquanto calçava as pantufas Demi aproveitou para olhar para o relógio digital. Um zero embaçado, o número três, dois pontinhos 
verde fluorescente piscando e logo o número dois junto com o nove. Droga! Ela precisava dos óculos de grau. - Porque você está vestindo este pijama? Quando nós estamos com cólica temos que nos agasalhar. - Demi revirou os olhos ao ver que a menina usava um mini short junto com uma regata branca. - Elizabeth! - Demi respirou fundo e contou de um até dez mentalmente. O quarto da menina estava tão gelado que mesmo vestindo o moletom de Joe, Demi sentiu-se como se estivesse pelada na Rússia.

   - Está doendo. - Choramingou a menina.

   - Vai tomar banho, eu vou separar o pijama e desligar o ar condicionado. - Na Califórnia a baixa temperatura era quase inexistente, o clima sempre era agradável. O quarto de Lizzie deveria estar a menos de dez graus Celsius. - Elizabeth, vai. - Demi encarou a menina, e a mesmo bufou irritada e entrou para o banheiro. Depois de separar o pijama e um par de meias, Demi aproveitou para organizar a estante de livros e guardar o violão no closet. O quarto de Lizzie era grande e completamente amarelo, a cor favorita da menina. Cadernos e livros perto da cama, carregador de celular no meio do cobertor junto dos ursinhos de pelúcia, notebook ligado e na mesinha da penteadeira tinha uma pequena pilha de livros junto das escovas de cabelo, a chapinha e o secador.

"Mamãe! Mamãe! Mamãe está dormindo no chão. Ela está adormecida há muito tempo. Eu escovo o  cabelo dela do jeito que ela gosta. Ela não acorda. Eu tento acordá-la. Mamãe! Minha barriga dói. É  fome. Ele não está aqui. Estou com sede. Na cozinha, eu puxo uma cadeira para a pia, e bebo água de lá. A água respinga no meu suéter azul." Demi franziu o cenho ao ler o pequeno trecho do livro que estava aberto em cima da pequena pilha.. " - Não, querida.  É pequeno.  Quando estiver dentro de você, eu vou te foder muito forte. - Eu praticamente entro em convulsão. Debruçando-se sobre mim, ele me beija mais uma vez em meus ombros."

   - Ah não! - Demi choramingou ao fechar o livro. Cinquenta Tons de Liberdade. Aquele livro era uma verdadeira febre entre os adolescentes.

   - O que foi? - Lizzie franziu o cenho assim que saiu do banheiro. A mãe estava tão pálida e parecia irritada.

   - Eu vou preparar chá de canela e nós duas vamos ter uma conversinha. - Demi cerrou os olhos ao fitar a menina e deu dois tapinhas no livro o carregando consigo logo saindo do quarto. Tudo bem. Demi sabia que a curiosidade sobre sexo nesta idade era insuportável.. Mas Cinquenta Tons já era demais! Quando era adolescente o máximo que fizera era ler a categoria de Sexo da Cosmo sobre orgasmos.

Depois de preparar o chá e a compressa, Demi subiu as escadas cautelosamente morrendo de preguiça, checou o quarto de Dan e sorriu ao vê-lo dormir. O quarto de Dan, contrário ao de Lizzie, era organizado. Mas alguns passos e Demi entrara no quarto da filha.

   - Oi. - Murmurou aproximando-se da menina. Demi repousou as canecas no criado-mudo, ligou o abajur e desligou a luz do quarto. - Vai melhorar. - Beijou a testa da filha, puxou o cobertor para baixo e repousou a compressa um pouco abaixo da barriga da mesma.

   - Não vai se deitar comigo? - Lizzie perguntou olhando para a mãe. Demi respirou fundo e pôs-se debaixo das cobertas. - Está brava? - Lizzie bebericou o chá e fitou os olhos da mãe.

   - Estou cansada bebê. – Cansada não era nem o começo. A viagem tinha sido cansativa, a organização da casa e a maratona no supermercado tinha sido estressante, e no final da noite ela tinha feito amor com Joe durante horas e horas. – Beth, você tem que se aquecer bastante quando estiver começando sentir cólica. Nada de roupas leves e ar condicionado. – Demi bebericou o chá e respirou fundo. – Você tomou algum remédio? – Perguntou. Há um ano Demi deixara sua pequena sozinha. As recomendações foram tantas. Demi sabia que Joe e Daniel não iriam dar à mínima quando a menina dissesse que estava com cólica ou algo do tipo. E Lizzie era tímida demais quando se tratava de tal assunto.

   - Não. – Choramingou contorcendo-se. – Está doendo. – Elizabeth tombou a cabeça para trás e tornou a choramingar.

   - Não pense na dor, relaxe e tente dormir. – Demi esticou o braço para colocar a caneca no criado-mudo e desligar o abajur.

   - Eu não estou com sono. – Murmurou.

   - Eu vou buscar um copo d’água e o remédio. – Elizabeth choramingou quando a mãe levantou-se da cama. Demi estava com tanto sono que pensara que iria desmaiar enquanto descia degrau por degrau da escada. Céus! E para subir? Estava tão cansada, tão cansada.. – Está melhor? – Perguntou quase dormindo em pé.

   - Não. – Lizzie tomou um pouco de água e logo o comprimido junto com o resto d’água. – Deita comigo. – Murmurou manhosa e Demi deitou-se com a menina depois de repousar os óculos de grau no criado-mudo.

   - Tudo bem, vamos conversar um pouco. – Demi lutava para manter-se acordada, e ela precisava distrair a menina, caso contrário Lizzie sofreria o resto da noite com a cólica. – Você está lendo Cinquenta Tons, Elizabeth? – Disse cautelosamente.

   - Não exatamente. – A menina aninhou-se ao peito da mãe. – Uma menina que eu conheci hoje na escola insistiu para que eu lesse, mas eu disse que não tinha o livro. Ela me emprestou o dela, mas eu só aceitei por educação. – Demi respirou fundo completamente aliviada.

   - Eu pensei que você estivesse lendo. – As bochechas das duas estavam coradas, até isto elas tinham em comum.

   - Posso te perguntar uma coisa? – Elizabeth parecia receosa demais e Demi não sabia se respondia sim ou não.

   - O que você quer saber? – Sussurrou temendo a pergunta.

   - Não fique brava. Nós somos amigas, certo? – Demi riu e assentiu. – Eu só estou perguntando por que estou curiosa para saber, e tipo, a senhora sabe com quem foi meu primeiro beijo e essas coisas. – Demi revirou os olhos com “a senhora”. – Você e o papai, você sabe mãe.. – Lizzie corou por alguns segundos e respirou fundo. – Ele foi o primeiro..?  - Demi arregalou os olhos envergonhada e murmurou um “sim”. Geralmente conversar sobre sexo com a filha era bastante embaraçoso, mas no fundo Demi sentia-se bem por ter tal intimidade com Lizzie. Era melhor ela orientar a sua pequena do que um estranho.

   - Tudo bem. Eu vou contar. – Disse depois do silêncio constrangedor entre as duas. – Seis meses de namoro, eu tinha dezessete anos e o seu pai vinte. Acabou acontecendo depois que nós brigamos por besteira. – Demi acariciava os cabelos da menina enquanto contava sobre o relacionamento com Joe. Eram tantas histórias, tantas confusões e felicidades. – Beth? – Chamou-a num sussurro. Ajeitando o cobertor no corpo da filha, Demi desligou o abajur, beijou a testa de Lizzie sussurrando “Boa noite” e logo adormeceu.




Continua... Oi ! Desculpem pela demora para postar, eu estava enrolada com algumas coisas do final de semana e não deu para escrever. Espero que vocês gostem do capitulo. Aviso garotas, no momento minha internet está horrível, eu estou pelo celular usando internet 3g O.O


Obrigado pelos comentários, eu gostaria de responder a cada uma de vocês. Mas como ta complicado, vou responder as principais perguntas aqui. A fic é Jemi absoluta, e como vocês sabem desde as outras temporadas a Demi é a minha personagem principal junto com o Joe. Tipo, eu comecei o capítulo passado com o Dan e a Lizzie para vocês ficarem mais por dentro da realidade da família Jonas, os garotos funcionam como as tretas e até nos momentos de reconciliação... É mais ou menos isto, no próximo post eu explico melhor, ok ? Mil desculpas por algum erro ortográfico, beeeeijos e não deixem de comentar!