26.4.17

Capítulo 38


Em Agosto, o verão estava estampado por toda Nova York. O Central Park era a prova viva. A grande quantidade de árvores, flores e o lago mudavam de acordo com a estação. Como era verão, o sol brilhava intensamente no céu claro com poucas nuvens! Boa parte do dia passado tinha sido agradável, a temperatura tinha caído um pouco à noite, mas nos primórdios da manhã os termômetros marcavam quase trinta graus!  Resumindo, não tinha sido uma boa escolha dormir vestindo moletom! Ainda mais quando Joe naturalmente esquentava qualquer ser enquanto dormia. Por diabos ele era tão quente? Será que era febre? Respirando fundo completamente aliviada por se livrar do moletom, Demi levou a mão à testa de Joe o examinando. Estava tudo normal. Caso estivesse com febre, Joe não estaria tão tranquilo e sereno dormindo profundamente.

   - Droga! – Murmurou Demi desviando o olhar do namorado para desligar o despertador do celular. Que milagre tinha sido aquele? Ela tinha acordado pouquíssimos minutos antes do despertador! Definitivamente era algo fora do normal, sempre acontecia o contrário...

O que faria? Dentro de uma hora e meia Demi deveria estar no escritório no prédio da Gyllenhaal trabalhando como em todas as manhãs. Como Joe ficaria? Ela não poderia deixá-lo naquele hospital sozinho! Não mesmo. Quando o segundo despertador começou a tocar, não teve jeito. Joe murmurou ainda em sono e tateou a cama a procura de algo que Demi tinha certeza que era ela. Ele estava tão bonito dormindo, aliás, ele sempre ficava bonito enquanto dormia. Deitado de bruços, Joe abraçava o travesseiro e tinha os lábios entreabertos. A respiração estava tão calma! O cabelo macio bagunçado, as bochechas tinham aquela leve lembrança de quando coradas e a aliança no dedo dele fez Demi sorrir de orelha a orelha.

   - Ei.. – Ela não resistiu e o beijou na bochecha, e não demorou muito para Joe abrigá-la no peito abraçando-a por trás. – Joseph. – Chamou sorrindo e ele apenas murmurou contra o cabelo dela. – Acorda, príncipe. – Aos poucos ela conseguiu se virar ficando de frente para ele. – Vamos, acorda. – Ah! Ela tinha ganhado o dia! Foi tão lindo quando, aos pouquinhos, ele abriu os olhos relevando aquele verde magnífico! E o sorriso nos lábios? Demi acariciou a bochecha dele com a ponta dos dedos admirada com a beleza daquele homem.

   - Bom dia. – O beijo não passou de um breve roçar de lábios, trocaram olhares apaixonados e Joe beijou carinhosamente a testa de Demi. – Até que essa cama não é ruim. – Ele disse levando a mão a cintura dela por baixo da camisa.

   - Não é. – Demi obsevou atentamente o toque dele em seu corpo e também guiou a mão para tocá-lo no músculo do braço coberto pela blusa de moletom. – Não está com calor? – Perguntou porque ela estava com calor e podia sentir que Joe continuava quente.

   - Um pouco. – Quando ele se ergueu para tirar o moletom, Demi engoliu em seco porque ela tinha visto de camarote cada movimento dos músculos dos braços dele flexionados e boa parte da barriga chapada à mostra quando a camisa subiu. – O que foi? – Ele perguntou e umedeceu os lábios voltando a se deitar.

   - Nada. – Ela só tinha levado a mão à barriga dele para acariciá-lo ali. – Não sei o que fazer com a Gyllenhaal. – Disse mais concentrada em deslizar as pontas dos dedos abaixo do umbigo dele arranhando levemente aquela região com as unhas arrancando um gemido baixinho de Joe.

   - Dem.. – Ele gemeu mais uma vez e enlaçou os dedos aos dela antes que alguém despertasse por completo.. – Você tem que ir, eu entendo. – Disse a olhando nos olhos. – Posso resolver as coisas por aqui, depois vou para casa.

   - Só vou sair daqui com você. – Disse brincando com o anel dele. – A Gyllenhaal vem depois.

   - Dem.. – Demi negou balançando a cabeça. Ele não a convenceria. Jamais! Ela cuidaria dele pelo menos naquela parte da manhã, era mais importante. – Não quero te prejudicar no trabalho.

   - Está tudo bem, ok? – Relutante Joe assentiu, encostou os lábios nos dela num beijinho rápido que foi interrompido quando bateram à porta.

   - Bom dia! – A mesma médica que tinha atendido Joe na noite passada adentrou o quarto assim que Demi abriu a porta e cedeu passagem. – Como você passou a noite? – Bem, Joe sorriu um pouco envergonhado sem deixar de olhar para Demi. Ele tinha passado a noite muito bem!

   - Bem. – Ele disse se ajeitando para que a médica pudesse aferir a pressão e realizar os demais procedimentos. – Já posso ir para casa? – Perguntou assim que a médica verificou os batimentos cardíacos dele e aplicou a insulina no músculo do braço esquerdo.

   - Você está liberado. – Disse finalmente arrancando um sorriso de Joe. – Lembre-se de tomar os seus remédios todos os dias, nada de bebida alcoólica e tem que tomar insulina corretamente e se alimentar! Pessoas com o seu estado de saúde precisam de acompanhamento médico, e eu quero você no meu consultório uma vez por mês. Nós precisamos fazer alguns exames. – Demi franziu o cenho e o coração quase saiu pela boca.

   - Está tudo bem? – Perguntou preocupada porque Joe tinha a saúde delicada e deveria ser a terceira vez que ele passava mal a ponto de parar no hospital.

   - Está. São apenas exames de rotina necessários para pessoas com essa condição de saúde. – Aquilo soou tão formal. – O café da manhã será servido dentro de uma hora.

   - Não posso tomar café da manhã em casa? – Perguntou Joe porque ele sabia que Demi não o deixaria enquanto ele estivesse naquele hospital, e ele não queria prejudicá-la de forma alguma no trabalho. Já bastava tudo que Jake tinha feito na conferência.

   - Bem.. – Era possível ficar mais constrangedor? A médica olhou de Demi para Joe e sorriu cabisbaixa. – Você já pode ir, mas lembre-se do que eu disse: Tem que se alimentar e tomar a insulina antes das refeições principais, e nada de bebida alcoólica. – Joe assentiu esboçando um pequeno sorriso. No dia passado ele tinha ficado tão nervoso porque pediria Demi em namoro que a única coisa que tinha o sustentado tinha sido o café da manhã. E ele realmente não teve a intenção de tomar tanto vinho como tinha feito, era apenas o nervoso falando mais alto que a razão.

Antes de buscarem o atestado médico, Joe e Demi passaram no banheiro para fazer a higiene matinal e logo seguiram até o consultório e pagaram o hospital no setor financeiro no caminho de saída. E durante todo o processo eles ficaram de mãos dadas e trocaram olhares apaixonados.

   - Vamos pegar um táxi. – Disse Joe. Demi franziu o cenho e negou balançando a cabeça. Era bom caminhar abraçada com ele e a sensação térmica naquela manhã estava tão gostosa. A sensação de sentir os raios de sol aquecer o corpo e toda aquela vista magnífica de Nova York era boa.

   - Nós vamos passar no mercado e na Rocco’s, é caminho para o seu apartamento. – Disse Demi observando o movimento das pessoas e dos carros. – Ei, nada de careta. – Ela o cutucou no braço quando o flagrou com aquela cara de emburrado que ela conhecia bem. – Nós vamos comprar comida e tomar um reforçado café da manhã na Rocco’s, eles têm pão integral e todo o tipo de massa que você pensar. – Joe assentiu e antes que eles pudessem atravessar a rua de mãos dadas, beijou a testa de Demi.

A mulher era exagerada! No mercado, a cada meia hora Demi perguntava se estava tudo bem e ela tinha comprado tanta coisa que não deu certo tomar café da manhã na Rocco’s. Demi apenas comprou pão integral, muffins e um belo pedaço de bolo quando passou pela padaria. Ah! E Joe não tinha gostado nenhum pouco de como os rapazes que trabalhavam na padaria eram íntimos de Demi.

   - Nós deveríamos ter passado na Rocco's primeiro. Você está calado, o que foi? – Perguntou Demi assim que as portas do elevador do prédio de Joe abriram no andar onde o rapaz morava. Desde a Rocco’s, Joe estava calado e quando Demi falava ou perguntava alguma coisa ele só respondia com sim e não. – Joseph! – Ela o reclamou quando ele deu de ombros. – O gato comeu a sua língua? – Resmungou enquanto abria a porta do apartamento. O clima desagradável entre eles só foi quebrado porque Lucy latiu e pulou alegre quando as suas duas pessoas favoritas adentraram aquele apartamento silencioso. A cadelinha estava tão feliz que corria de um lado para o outro e latia sem perder o fôlego. – Ei princesa, vem cá! – Demi se agachou para abraçar a cadelinha e riu quando ela quase a derrubou de tão feliz que estava. – Ele está mal humorado. – Disse Demi à cadelinha que mesmo em seus braços olhou para Joe que passou direto para a cozinha. – Ei, você não vai falar com a Lucy? Ela sente a sua falta. – Disse Demi assim que adentrou a cozinha com Lucy a sua cola que correu para perto do dono para apoiar as patinhas nas pernas de Joe e se espreguiçar.

   - Oi princesa, senti saudades de você. – Ok, o problema não era Lucy. Demi franziu o cenho quando Joe acariciou atrás das orelhinhas da cadelinha e se agachou para poder abraçá-la. O que ela tinha feito para deixá-lo emburrado daquele jeito?

   - Eu vou preparar o café da manhã. – Ao menos ele a olhou e assentiu antes de voltar toda a atenção para Lucy. Geralmente as pessoas julgavam mal os homens, principalmente os que moravam sozinhos. O apartamento de Joe era organizado e limpo, o que ajudou bastante Demi a preparar o café da manhã. Ela começou higienizando as frutas para que pudesse cortá-las em cubinhos. O próximo prato foi os mistos que quase queimaram quando Joe disse que iria ao quarto e já voltaria para ficar com ela. – O que você fez, pequena? – Demi sorriu para Lucy assim que ela pôs-se nas patinhas traseiras ficam em pé. E era óbvio que Lucy queria comida. E Demi a presenteou com um pedaço do bolo e se preparou para esquentar o leite. Até mesmo as panelas, que não eram muitas, estavam organizadas! – Joseph! – Reclamou assim que fechou o armário e se deparou com Joe escorado sobre o balcão a olhando. – Você me assustou. – Disse desviando o olhar do olhar intenso dele para caixa de leite. – Você vai ficar mesmo calado? – Perguntou segundos mais tarde quando o leite já estava em temperatura ambiente e pronto para se juntar a tigela de cereal.

   - De onde você conhece aquele rapaz da padaria? – Demi arqueou uma sobrancelha e mordeu o lábio inferior para conter um sorriso. Ele estava com ciúme! Como ela não tinha percebido? Ele estava todo fofo no mercado e depois que passaram na Rocco’s, Joe mal tinha dito uma palavra. – E o outro. – Disse enquanto abria as cortinas da cozinha permitindo que a luz do sol adentrasse ainda mais aquele espaço o iluminando perfeitamente.

   - Da padaria. – Demi puxou uma cadeira para que pudesse se sentar a mesa e quando Joe se sentou e a olhou, ela deu de ombros só para provocá-lo porque ele tinha feito a mesma coisa mais cedo. – Algum problema? – Perguntou espetando um cubinho de fruta com o garfo, e quando o levou para boca, ela olhou para Joe.

   - Vocês são amigos? – Perguntou mal-humorado quando se lembrou de como o rapaz tinha sorrido e olhado para Demi. Será que ele não tinha visto a aliança no dedo dela? Ou melhor, será que ele não tinha notado que Demi estava acompanhada?

   - Conhecidos. – Disse tocando a perna dele com a dela. – Por quê? – Perguntou começando a roçar a perna a dele e discretamente Demi observava a reação de Joe. As bochechas dele coraram e ele umedeceu os lábios antes de provar o bolo e beber um pouco do iogurte natural.

   - Você já.. Hum.. Já namorou algum deles? – Perguntou minutos mais tarde. Ele tinha enrolado bastante para fazer aquela pergunta, e Lucy tinha o ajudado já que ela não se cansava de comer bolo e Joe dava de bom grado fatias à cadelinha.

   - Não. – Disse o olhando e Joe desviou o olhar do dela porque estava com vergonha. – Eu conheci a Rocco’s quando comprei o meu apartamento. Gosto das massas deles. – Como sabia que ele estava com vergonha, Demi roçou a perna a dele com mais força e sorriu quando Joe também sorriu cabisbaixo. – Você fica um amor com ciúme, mas por favor, não fica mudo, isso é muito chato. – Ela levou a mão a dele e enlaçou os dedos sem deixar de olhá-lo.

   - Eu só não sei como isso funciona direito. – Disse e fez careta quando Lucy latiu e apoiou as patinhas na perna esquerda dele pedindo por mais comida. – Desculpa por ser chato. – Ele retribuiu o carinho roçando a perna dela com a dele timidamente. – Obrigado por fazer o melhor café da manhã, gatinha. Está uma delícia. – Disse e Demi sorriu de orelha a orelha porque adorava quando ele a chamava de gatinha.

   - Não vai comer mais? – Perguntou e Joe assentiu dando para Lucy um pedacinho do misto para que então ele pudesse comer sossegado. – Você está se sentindo bem? – Demi estava satisfeita por vê-lo comer com fartura e vontade, eram raros os momentos que Joe comia e quando acontecia era gratificante.

   - Estou bem. – Ele disse provando das frutas. – E você? Tudo bem? – Perguntou o olhando e Demi assentiu prontamente. – Você vai trabalhar?

   - Bem.. – Ela olhou a hora no relógio da cozinha. Não eram nove horas, ainda dava tempo de pegar o turno da manhã. – Vou levar o seu atestado e resolver alguns problemas ainda na parte da manhã. – Ela não queria ir, mas sabia que poderia ter problemas seriíssimos caso não justificasse a falta, até porque Jake não era Jason para perdoar faltas.

   - Podemos almoçar juntos? – Perguntou cobrindo a mão dela com a dele e Demi assentiu sorrindo. – Posso te levar para Gyllenhaal? – Demi perdeu o fôlego quando ele roçou a perna contra a dela e a olhou daquele jeito que ela conhecia muito bem.

   - Nada disso! Você vai ficar quieto aqui com a Lucy descansando, ok? Nós saímos para almoçar ou quando eu chegar, improviso alguma coisa para a gente comer. – Joe revirou os olhos, mas assentiu.

   - Eu posso cuidar da cozinha, não quero que você se atrase ainda mais. – Disse e Demi assentiu se levantando. Ela ainda teria que se arrumar e poderia levar certo tempo para ficar pronta. – Eu posso te levar lá, nós podemos pegar um táxi. – Demi negou balançando a cabeça e se aproximou para que pudesse sentar ao colo dele.

   - Não. Está tudo bem. – Disse observando os pelinhos da barba que começavam a nascer no queixo de Joe. – Só preciso de um beijo. – Os lábios dele faziam um bom trabalho distribuindo beijinhos pelo pescoço. Demi chegou a fechar os olhos quando os beijos ficaram mais intensos causando arrepios em todo o corpo e as mãos de Joe começaram apalpá-la com vontade no bumbum e na cintura. – Amor.. – Gemeu e Joe finalmente guiou os lábios para os dela iniciando um beijo intenso e apaixonado. Aos poucos Demi se sentou ao colo de Joe com o corpo dele entre as pernas e se moldou ao corpo másculo deixando que as mãos tocassem o corpo dela sem restrição. E se Lucy não tivesse latido e apoiado às patinhas na perna de Demi, bem, a cama seria a próxima parada. – Eu acho que já vou. – Demi respirou fundo tentando colocar todos os pensamentos em ordem, mas o beijo que Joe depositou no tórax dela a desconcentrou completamente.

   - Vou te esperar para o almoço. – Ele disse a olhando e Demi assentiu puxando o cabelo da nuca dele. – Obrigado por cuidar tão bem de mim. – Tudo que ela tinha feito foi sorrir e Joe não resistiu ao queixo dela e o beijou.

   - É melhor eu ir. – Relutante Demi se levantou assim como Joe que franziu o cenho com toda a encenação de Lucy. – É melhor colocar ração para ela. – Disse arrumando a blusa ao corpo e arrumando o cabelo. Sair na rua descabelada não era uma opção. – Ei menina, se comporta, ok? – Lucy estava tão interessada em comer que não deu muita atenção para Demi, a pequenina preferiu seguir Joe que tinha o saco de ração em mãos e caminhava em direção a tigela dela.

   - Ao menos ela não vai querer sair para rua. – Toda vez que Joe abria a porta do apartamento, era uma dificuldade para controlar Lucy, pois ela queria ir para rua sobre quaisquer circunstâncias. E com a pequenina envolvida com a ração, Demi não teria problemas para sair do apartamento e Joe com uma cachorrinha fujona. – Posso te acompanhar até o seu apartamento? – Joe tinha a bolsa de Demi em mãos e não queria entregá-la para namorada de forma alguma.

   - Hoje não, é melhor você ficar quieto aqui. – Aos poucos Demi coseguiu pegar a bolsa das mãos dele e o abraçou carinhosamente. – Eu vou me cuidar, não precisa ficar preocupado. – Disse e Joe assentiu relutante. – Até a hora do almoço. Qualquer coisa é só ligar. – Ele tornou a assentir e beijou ternamente os lábios de Demi sem querer deixá-la partir, e bem, ela também não queria ir, mas não havia muitas escolhas.




    - Meu Deus! Não dá para ter sossego com você! – Por um pouco Lucy escapuliu! Sorte era que Joe era ágil e conseguiu pegar a pequenina no colo e fechou a porta do apartamento. – O que eu faço com você? – Perguntou acariciando as orelhinhas de Lucy que encostou a cabeça no peito dele e o lambeu. – O que você acha da gente dá uma voltinha no Central Park? – Bem, Lucy precisava passear e ficar preso naquele apartamento não seria legal. Demi que o perdoasse. Enquanto decidia o que faria, Joe limpou o quarto e a bagunça da cozinha. Era uma pena ter que jogar as pétalas de rosa no lixo e guardar as velas, se ele não tivesse desmaiado na noite passada, à noite com Demi seria fantástica! Entretanto à noite no hospital não foi ruim, eles se divertiram e foi tão especial.

Desde quando havia tantas notificações no celular? Joe se deitou na cama e franziu o cenho. As pessoas estavam curtindo a foto dele com Demi no restaurante, pessoas que ele não conhecia e bem, praticamente todos os seus primos, primas, tios e tias tinham curtido a foto no instagram de Demi, exceto uma pessoa.. Rose estava sem a foto do perfil e tinha deixado mais de quinze mensagens para ele. Não eram duas, cinco ou dez mensagens! Eram dezesseis! E todas elas eram pequenos textos e a última uma mensagem de voz de pouco mais de um minuto e alguns segundos. O que ele faria? Joe respirou fundo se sentindo nervoso e até mesmo frio na barriga ele sentia. A coragem era tão pouca para começar a ler as mensagens de Rose, que Joe preferiu responder os outros contatos. Começando por Derick e alguns de seus primos que insistiam em perguntar sobre Demi e o que uma moça tão bonita como ela queria ao lado dele. Por que diabos todo mundo tinha que ser tão curioso? Era por aquele motivo que ele evitava tirar fotos..

   - Lucy, vem cá. – Chamou a cadelinha quando ela adentrou o quarto e apoiou as patinhas na cama, mas acabou subindo nela quando ouviu a voz do dono. – Acho que eu estou encrencado. – Ele comentou acariciando as orelhas de Lucy que se aninhou a ele e preferiu ficar quietinha sentindo o carinho. – Acho que é melhor a gente ir. – Ah sim! Ele queria muito fugir antes que.. Deus! O que era aquilo? Rose ficou online e começou a digitar. Ele não queria enfrentá-la agora porque não sabia o que diria para menina. Tinha o que dizer?

“Então...?” – Rose.

O que tinha para falar de um “Então...?” ele nem mesmo tinha lido as outras mensagens e ouvido a mensagem de voz.

“Desde quando você visualiza e não responde? Nova York te mudou, Joseph Jonas.” – Rose.

Ela tinha o chamado de Joseph Jonas e colocado o ponto final na frase. Rose nunca colocava o ponto final porque dizia que a conversa ficava muito “formal”. Aquilo era simplesmente uma droga!

“Ro! Eu vou acabei de abrir a sua conversa. Como está a vovó?” – Joe.

“Sério Joseph? Você visualizou tem cinco minutos e nada!” – Rose.

Ela nem mesmo esperou que ele digitasse. Rose estava uma fera! E ela não o perdoaria tão cedo. Quando Joe começou a ler a mensagem da prima, Demi enviou uma mensagem para ele e bem, ele foi ler a mensagem dela e respondê-la o mais rápido possível com um “Eu estou bem. Também te amo!”.

“Como está a vovó? Agora você também é cara de pau? A vovó está super preocupada com você! Você não liga, demora um século para responder as nossas mensagens e só sabemos que você está vivo quando você é marcado numa foto... Todos estão preocupados com você em Nova York, mas pelo visto as coisas estão boas demais por aí...” – Rose.

Três pontinhos nunca era bom. O que ele diria? Joe massageou as têmporas e franziu a boca quando olhou para Lucy. As coisas não estavam boas para o lado dele. Não mesmo.

“Se você continuar mandando esse tanto de mensagem, eu não vou conseguir ler todas as outras suas. E a gente se falou não tem nem quatro dias. Está tudo bem, eu estou me virando. Nova York não é um bicho de sete cabeças, e fala para vovó que eu vou ligar para ela.” – Joe.

“ Você não precisa ser grosso comigo. Eu não sou a sua garota de recados. Claro, Nova York não é um bicho de sete cabeças. Todos nós percebemos como você está muito bem aí. Quer saber? Nem precisa ler as minhas mensagens, não é importante mesmo. Você deve estar ocupado com o seu trabalho na melhor empresa de tecnologia do país e com a sua namorada. Vou te deixar em paz.” – Rose.

Rose nem mesmo deu chances para que ele pudesse respondê-la. Era simplesmente horrível quando ela fazia todo aquele drama, e toda vez que acontecia Joe ficava sem saber o que fazer para contornar a situação, mas daquela vez era pior porque ele realmente se sentia culpado. Ligar pelo menos uma vez no dia para avó não faria mal algum. Clara se preocupava com ele, céus! E como se preocupava! Ela tinha o criado e o protegia com a própria vida.

“Estou com tantas saudades de você. Eu estava conversando com a minha mãe e talvez eu vou te visitar. Claro, se você quiser. Sinto muita a sua falta. Essa fazenda, literalmente, não é a mesma sem você. Tudo está tão chato.” – A primeira mensagem de Rose o fez sorrir e tinha sido pelo menos uma hora antes da foto com Demi. – Rose.

“Nós estamos comendo o seu bolo, a vovó o fez para receber o pessoal da fazenda vizinha, o filhinho deles também é diabético.” – Rose.

“Você já viu o céu essa noite? Eu e o Derick subimos na torre da caixa d’água para ver o céu. As três marias estão brilhando tanto. Sempre que as vejo, penso em você. Joseph, você está aí?” – Rose.

“Quando você vem para casa? Eu acabei de chegar aqui em casa, o Derick me deixou na porta, está ficando frio e nós vimos tantos vagalumes da estrada. Lembra de quando a gente pegava e colocava dentro do pote de vidro? Os grilos estão cantando muito!” – Rose.

“Droga, Joseph. Eu sinto a sua falta! E eu te amo tanto, ficar longe de você está acabando comigo. Meu coração dói. Eu queria ser adulta para poder ficar com você em Nova York. A gente podia alugar um apartamento e... Você sabe... Ficar juntos.” – Rose.

“Você está aí? Por que está demorando tanto para responder? Você nunca demora a responder, estou começando a ficar preocupada. Dizem que o transito dessa cidade é uma loucura, estou rezando para que tudo esteja bem.” – Rose.

“Você está bem, eu posso sentir que está! Ah! Eu estava pensando, você vem mesmo para minha formatura? Não falta muito tempo e eu quero muito dançar com você. A minha primeira dança da noite, sei que vai ser especial só porque vai ser com você!” – Rose.

“Joseph? Você está aí? Só estou enviando essa mensagem para você não se esquecer de tomar a sua insulina e ficar longe de besteiras! Sempre é bom lembrar.” – Rose.

“A mamãe fez torta para o jantar. Lembra de quando você dormia aqui e ficava todo envergonhado quando a mamãe te oferecia alguma coisa? Os seus: Sim senhora e Não senhora são tão fofos.” – Rose.

A saudade de Rose o pegou de jeito e Joe franziu o cenho porque sentia tanta falta da prima e de passar o dia todo com ela. Rose era uma amiga incrível e deveria ser uma das poucas pessoas que o entendia na fazenda. Magoá-la, mesmo que não fosse intencionalmente, era horrível, porém ele não podia corresponder os sentimentos dela. Rose fazia parte da família, mesma não sendo de sangue, e ele a enxergava como a irmã que nunca teve. Era apenas uma menina apaixonada. A última mensagem que ele tinha lido sobre a torta e de como ele ficava envergonhado tinha sido trinta minutos mais cedo que a próxima mensagem.

“Agora eu entendi o porquê de você não responder as minhas mensagens e ficar tanto tempo sem dar notícia.” – Rose.

“Demi Lovato? Sério? Ela é/era amante do presidente da Gyllenhaal, você sabia? Está nos principais canais de notícias e na internet. Desculpa por te dar essa notícia assim.” – Rose.

“Por que Joseph? Eu sempre estive aqui para você, e você prefere esse tipo de mulher que mal conhece. O seu lugar não é em Nova York, o seu lugar é aqui no Texas cuidando da fazenda e com uma mulher ao seu lado que te ama e que te fará feliz. Estou decepcionada.” – Rose.

“O que ela tem que eu não tenho?” – Rose.

“Deus! Eu sou tão estúpida por ficar implorando o seu amor, mas eu não consigo te esquecer uma noite sequer. Passo o dia pensando no que nós poderíamos estar fazendo caso você estivesse aqui... Pensando em como seria perfeito se você gostasse de mim como eu gosto de você.” – Rose.

“O que ela tem que eu não tenho??? ME RESPONDE JOSEPH! O que ela tem que eu não tenho?” – Rose.

“EU TE ODEIO TANTO POR ME FAZER SOFRER! E MESMO TE ODIANDO EU NÃO CONSIGO PARAR DE TE AMAR E PENSAR EM COMO A GENTE SERIA FELIZ NESSA DROGA DE FAZENDA SE VOCÊ ME AMASSE COMO EU TE AMO.” – Rose.

O que ele responderia? Joe chegava estar pálido e tinha a boca numa linha. Ele não queria machucar Rose, mas também não queria machucar Demi. De quem era mesmo a culpa? Todinha dele por ter uma mulher apaixonada por ele e uma garota de dezesseis anos também apaixonada por ele. A coragem para ouvir a mensagem de voz era tão pouca, primeiro Joe fitou o teto do quarto, depois olhou para Lucy que já dormia encolhida no corpo dele e então apertou o botão do play. Não poderia ser pior que as mensagens, poderia? Claro que poderia! Rose estava chorando, ele conhecia muito bem a voz embolada dela de choro. E novamente ela dizia que estava muito decepcionada com a pessoa que ele tinha se tornado...:

“Menos de três meses para o cara que eu conhecia mudar completamente. Tudo por causa de uma mulher. Uma mulher nojenta e repugnante. Você sempre foi contra esse tipo de coisa, traição. E está com uma destruidora de lares. Você sabia que o cara tem três crianças e uma esposa que se diz devastada? E você está com ela. Quase não te reconheci quando vi aquela foto. Cabelo arrepiado e sem óculos? Lembra de quando eu insistia em arrepiar o seu cabelo e tirar esses malditos óculos? Você sempre reclamava! Não vou comentar sobre a sua barba... Eu só me sinto traída e você conseguiu partir o meu coração em milhares e milhares de pedaços, não sei se vou conseguir te perdoar. Eu só queria que você me amasse, Joseph. Não serei uma menina para sempre, você sabe que não. E mesmo sendo uma menina, eu sei o que é bom para você e eu sou capaz de te dar tudo que você precisar: amor, carinho, lealdade, cumplicidade e quem sabe até mesmo filhos. A vovó ficaria tão feliz. Não sei o que ela vai pensar quando souber que você está com uma destruidora de lares. Estou decepcionada.” – Rose.

Não, Rose não faria aquilo! Joe fechou os olhos e respirou fundo. Quem estava decepcionado era ele! Demi não era uma destruidora de lares! Ela era uma mulher guerreira que só queria ser amada, ela era apenas uma vítima! Como diabos Rose poderia julgá-la daquela forma? Aquilo era tão complicado! Quando o celular vibrou mais uma vez, Joe pensou em jogá-lo contra a parede e acabar com tudo aquilo. Rose tinha passado de todos os limites! Ele era um homem livre que sabia o que era melhor para ele! Ninguém precisava tomar posse da vida dele.

“Estou contando os segundos para ficar com você. E nós vamos ter o melhor almoço no nosso primeiro dia "oficial" como namorados. Obs.: Até que pratos saudáveis não são péssimos como eu estava pensando. Te amo muito!” – Demi.

Só Demi para fazê-lo sorrir. Ele a respondeu todo apaixonado e ela o respondeu de volta dizendo que teria que resolver uma papelada com o pessoal do departamento. Rose estava online. E a vontade de respondê-la era quase nula.

“Eu estou bem. Pode deixar que vou ligar pra vovó.” – O que mais ele poderia responder? Rose tinha visualizado no mesmo instante que ele enviou a mensagem e parecia estar esperando mais respostas. – “Nós já conversamos sobre isso. Você sempre será a minha garotinha.” – Era o melhor que ele poderia fazer. Por mais que estivesse magoado com Rose, ele não queria ser grosso com ela ou perder o controle da situação.

“Ótimo. A última coisa que ela merece é mais um neto para preocupá-la, até então você era o único que tinha juízo... Você é um idiota Joseph, sinceramente. Eu não quero ser sua garotinha, eu quero ser a sua mulher! Pena que esse puta estragou os nossos planos e deve estar rindo de mim agora mesmo. E claro, você é um banana e se deixar ser manipulado. B A N A N Ã O! !” – Rose.

“Agora você passou de todos os limites. Eu estou decepcionado com você! Desde quando você julga as pessoas sem conhecê-las? Não é para isso que os seus pais lutam todos os dias. Eu não consigo ficar com raiva de você, até entendo, mas eu sempre deixei muito claro que você é como uma irmã para mim e eu jamais vou te imaginar dessa forma. Não diga coisas sobre a Demi, você não a conhece.” – Joe.

Ele não responderia mais nenhuma mensagem de Rose. Não alimentaria mais aquela conversa porque não tinha sentido. O único fruto daquela discussão foi a dor de cabeça que começava perturbá-lo.

   - Você quer passear com o papai, princesa? – Perguntou carinhosamente para Lucy que o olhava com os lindos olhos cor de mel como se soubesse que ele estava triste. – Ei, eu vou ficar bem, ok? – O coração dele transbordou de amor quando Lucy começou a lambê-lo como se estivesse cuidando dele.

Rose tinha conseguido estragar o dia. Joe estava tão desanimado para se levantar e aproveitar a manhã que se não fosse por Lucy, que para animá-lo o lambeu e começou a pular na cama, Joe teria passado o dia inteiro lá pensando nas palavras da prima. No final das contas, os Lucy e Joe lucraram. A cadelinha estava demasiadamente feliz envolta pela guia cor de rose que Joe segurava. O dia estava tão bonito e sentir todo aquele calor era bom. Joe caminhou um pouco pelo Central Park e resolveu soltar Lucy da guia para que ela pudesse correr com os outros cães. A pequenina era tão alegre e feliz. Joe não conseguia se imaginar sem ela para alegrar o seu dia. E foi divertido quando Lucy correu até ele com a linguinha para fora da boca e latiu como se o convidasse para brincar com ela. Joe foi de bom grato, correu pelo parque com a pequenina e não deu vinte minutos para que ele ficasse cansado e todo suado já que estava quente. O resto do passeio foi tranquilo, Joe preferiu segurar Lucy nos braços já que o cimento estava quente demais para ela caminhar e eles descansaram num banquinho na sombra e tomaram água mineral enquanto observavam o movimento do parque.

   - O que você acha da gente cozinhar pra Demi? – Ele tinha acabado de abrir a porta do apartamento. Faltavam trinta minutos para o horário de almoço da Gyllenhaal e Demi chegaria a qualquer momento. Lucy apenas o olhou e correu para cozinha certamente para tomar água, e Joe fez o mesmo. – Eu acho que a senhorita precisa de um banho. – A temperatura estava muito elevada e a cadelinha era peluda, e como era! Os próximos minutos foram tensos! Quando Lucy viu o xampu, a escola e a toalha.. Ela correu! Foi difícil para pegá-la, Lucy entrou para debaixo da mesa e Joe era um homem grande. Resumindo: foi um desastre, mas Joe acabou por pegar a pequenina e a levou para o banheiro. – Se você colaborar, vai ser rapidinho. – Disse para tentar acalmá-la, e ele ficou mais encharcado que a cadelinha, mas depois de muita insistência Lucy cedeu finalmente ao banho. – Foi tão ruim assim? – Ela era uma gracinha! Joe sorriu enquanto secava o pelo de Lucy com a toalha. Ela estava grande, gordinha e muito saudável! – Eu te amo. – Ele disse se preparando para beijá-la entre as orelhas e Lucy o lambeu no queixo. Ela estava feliz, diferente daquele filhotinho faminto procurando por comida num saco de lixo.

Lucy estava limpa e Joe percebeu que a pequena estava mais relaxada depois do banho. Assim que organizou a bagunça do banho de Lucy, foi a vez de Joe tomar banho. Até que a manhã com Lucy o fez esquecer da desastrosa conversa com Rose, mas quando estava debaixo do chuveiro, Joe pensou na prima e nas palavras dela. Rose estava sendo mimada e precipitada por julgar Demi sem conhecê-la. E falando nela.. Joe tinha acabado de vestir a bermuda quando bateram à porta.

   - Oi. – Ele sorriu de orelha a orelha ao abrir a porta e se deparar com Demi. Ela estava simplesmente linda! A roupa social que ela vestia era tão sexy e se ajustava perfeitamente ao corpo curvado. Joe gostava de como a camisa branca feminina de botões moldava os seios e a saia secretária de cor cinza mostrava discretamente as curvas do bumbum e das coxas. O blazer de Demi estava perfeitamente dobrado e repousava no braço. O cabelo marrom estava penteado e caia tão lindamente pelos ombros, e a maquiagem era leve e destacava os olhos marrons.

   - Oi. – Ela sorriu igualmente para ele observando o cabelo molhado e despenteado, a barba nascendo e os olhos verdes. Joe estava sem camisa e ele era demais! O peito largo abrigava alguns pelos assim como um pouco abaixo do umbigo e os braços eram fortes.

   - Você está linda. – Elogiou quando ela adentrou o apartamento. Ele estava corado, mas não era de vergonha.

   - Você também! – Demi sorriu quando ele a abraçou apertado e a beijou no pescoço. – Você está tão cheiroso. – Disse quando ele levou as mãos a cintura dela e a olhou nos olhos.

   - Acabai de tomar banho. – Era óbvio que ele tinha acabado de tomar banho, o cabelo molhado e as gotículas no peito eram as provas perfeitas. – Você também está cheirosa. – Os dois sorriram e se ajeitaram para trocar um beijo matando toda a saudade que sentiam um do outro. – Como foi no trabalho? – Joe roubou um selinho e pegou o blazer e a bolsa para colocá-los sobre a mesinha onde ele guardava as chaves e outros pertences.

   - Ah, foi a mesma canseira de sempre. – Disse enlaçando os dedos aos dele para que pudessem caminhar para cozinha. – A Sel me deixou aqui, e ela preferiu passar a manhã toda conversando com a Mary. Tivemos um pequeno problema com os estagiários e para completar o dia, o Jake resolveu não aparecer e tudo ficou uma loucura. – Joe puxou uma cadeira para que Demi pudesse se sentar.

   - Problema com a rede? – Perguntou buscando pelos biscoitos e o suco de caixinha que tinha comprado especialmente para Demi já que tudo que eles preparavam tinha que ser sem açúcar.

   - Não, tudo bem com essa parte. – Demi sorriu para Lucy e a acariciou a mimando quando a pequenina apoiou as patinhas em sua saia e latiu pedindo atenção. – Você acha que eu sou ciumenta? – Perguntou do nada quando Joe a serviu e se sentou à mesa ao lado dela.

   - Ciumenta? – Joe acariciou a bochecha dela e sorriu a olhando. – Acho que você só cuida do que é seu, por quê? – Ele não conseguiu resistir à beleza dela, principalmente quando Demi mordeu o lábio inferior e colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha. Joe a puxou para um beijo intenso com direito a mãos bobas e tudo mais! E quando eles finalizaram o beijo, Demi sorria com a cabeça apoiada no peito dele.

   - A Sel disse que eu sou muito ciumenta. – Ela disse ainda afetada com o beijo que trocaram. – Eu só não gosto de toda atenção que ela dá para Mary, isso é tão chato. Quando ela está com a Mary, eu me sinto completamente sozinha e deslocada. – Demi ergueu a cabeça para olhar nos olhos de Joe que fitavam os dela intensamente.

   - Dem.. – Começou a dizer alguns segundos mais tarde. Ele só conseguia acariciá-la e fitar os lindos olhos marrons dela pensando em como aquela mulher era especial para ele. – Você é ciumenta, e eu acho isso tão fofo. – Ok, ele estava mais interessado em beijá-la e Demi não recusou o beijo dele. Ela repousou a mão no músculo do braço de Joe e correspondeu ao beijo gostando do carinho que recebia na bochecha. – A sua relação com a Sel é.. O Ed acha que vocês têm um caso. – Demi riu e o som da risada dela era tão gostoso e contagiante que Joe também riu. – Isso é um sim, gatinha? – Perguntou a acariciando no queixo.

   - Não, amor. Nós nunca tivemos nada. – Era estranho, Demi sabia que era e sabia que Sel também pensava o mesmo, mas elas simplesmente se comportavam daquela forma quando se tratava da amizade, razão da qual a maioria das pessoas pensavam que elas eram um casal. – Às vezes rola um clima, mas é apenas um clima, nada demais. – Joe riu imaginando como Ed ficaria eufórico caso estivesse ali com eles. – Nós já combinamos que se nada der certo, vamos casar e adotar lindas crianças e ficar velhinhas juntas. – Joe fez careta e a puxou para mais um beijo de arrepiar.

   - Você vai ficar velhinha comigo. – Disse no ouvido dela aproveitando para mordiscá-la na orelha. – Eu sinto muito por estragar o seu plano com a Sel, mas você é só minha. – Demi sorriu acariciando o cabelo da nuca dele enquanto sentia os beijos de Joe em seu pescoço.

   - Acho que alguém está muito carente. – Comentou quando ele se ergueu e a olhou diretamente nos lábios antes de beijá-los cheio de paixão. – Joe, nós vamos fazer o almoço. Você precisa comer. – Ela ofegava e tinha gemido baixinho quando Joe começou a desabotoar a camisa dela durante os beijos que ele distribuía no pescoço e no tórax. – Não, almoço. – Ela impediu a mão dele de desabotoar mais botões e de acariciá-la no seio como Joe sabia que ela gostava. Estava no horário de almoço e tudo que importava era Joe se alimentar corretamente. – Nós podemos namorar depois do almoço, ok? Agora não. – Relutante Joe assentiu descansando a cabeça no ombro dela.

   - Eu só sinto a sua falta. – Ele disse manhoso e Demi sorriu e se virou para que pudesse beijá-lo brevemente nos lábios. – Alguém perguntou? – Disse se referindo a aliança brilhando no dedo dela.

   - Apenas a Mary. – Disse com cara de poucos amigos. Ela realmente não gostava de Mary e não tinha nada que a faria mudar de opinião. – As pessoas olharam, principalmente no departamento. Você sabe, mulheres são curiosas. – Joe assentiu e Demi revirou os olhos. – Por que a Lucy está dormindo uma hora dessa? – Perguntou Demi de cenho franzido. Lucy não era de dormir, e muito menos ficar quieta quando tinha comida.

   - Ela está cansada. Nós caminhamos no parque e quando chegamos, ela tomou banho. – Demi cerrou os olhos quando o olhou e Joe deu de ombros sorrindo sem graça. – Dem, eu não podia deixar a minha menina sem passear. E ficar aqui dentro sem fazer nada é chato. – Ele se lembrou de Rose e no mesmo instante desviou o olhar de Demi. Será que ele deveria contar sobre a prima? Demi ficaria profundamente magoada se ouvisse Rose a chamar de puta, e ela não merecia ouvir aquela palavra nem mesmo numa brincadeira de mau gosto, aliás, ninguém merecia.

   - Eu só fico preocupada com você. – Disse quando ele a olhou nos olhos. – Tudo bem? – Perguntou porque geralmente Joe sustentava o olhar dela ou simplesmente corava, mas dessa vez ele estava pensativo.

   - Tudo. – Ele a beijou na bochecha e pegou um biscoito. – Você já sabe o que nós vamos cozinhar? Estou começando a ficar com fome. – Ah.. Ela também! Demi bebericou um pouco do suco e respirou fundo quando Joe se espreguiçou mostrando como ele era forte e uma tentação! Diabos, ela queria lamber aquele abdômen e beijá-lo nas entradas da virilha.

   - Já tomou a insulina? – Perguntou pegando um biscoito sem deixar de fitar o peito de Joe.

    - Vou tomar agora. – Ele disse se levantando para se espreguiçar mais dessa vez mostrando como ele era alto e bonito.

   - Pensei em cozinhar macarrão com alguns legumes e vegetais, o que você acha?

   - Vou grelhar frango para acompanhar. – Demi assentiu e se levantou para separar o que usaria para preparar o almoço já que o tempo que tinha com Joe não era muito.

Cozinhar tinha sido divertido, e como! Lucy participou ativamente do momento pedindo por biscoitos. As músicas que tocavam no rádio eram agradáveis e por minutos Joe e Demi cantarolaram cada pedacinho das canções enquanto preparavam o almoço como um casal: mais se beijavam e cantavam do que cozinhavam e conversavam, mas ainda sim era divertido e o resultado foi satisfatório. O macarrão de Demi com molho branco acompanhado de vários legumes e verduras junto com o frango grelhado e apimentado de Joe tinha rendido uma maravilhosa refeição.

   - A gente já pode namorar agora? – Demi mal havia colocado macarrão para Lucy e Joe já estava na cola dela. E diabos, porque ele estava mesmo sem camisa? Era desconcertante e milhares de pensamentos maliciosos passavam pela mente de Demi. – Podemos? – Tornou a perguntar a abraçando por trás já que Demi estava ocupada demais tampando as vasilhas que estavam às sobras do almoço.

   - Quantas horas? – Perguntou se virando para abraçá-lo pelo pescoço e começar a beijá-lo no pescoço.

   - Meio dia e meia. – Demi franziu o cenho, mas fechou os olhos para beijar Joe quando ele se curvou para beijá-la.

   - Eu tenho que voltar para a Gyllenhaal no máximo até duas horas. – Disse e Joe assentiu começando a desabotoar os botões da camisa dela. – Amor, eu não quero começar algo que não vamos terminar. – Disse o impedindo de prosseguir e Joe respirou fundo controlando as mãos. – Eu não quero estragar tudo porque tenho que sair daqui às pressas, vai ser broxante. – Comentou deslizando as mãos pelo peito dele.

   - Não vai ser broxante, você confia em mim? – Se ela confiava nele? Demi assentiu timidamente e em troca Joe se curvou para beijá-la todo cheio de cuidado e carinho. – Confia? – Tornou a perguntar levando as mãos à cintura dela e a olhando nos olhos.

   - Confio. – Bastou Demi dizer aquelas palavras para Joe se curvar e beijá-la sem pressa enquanto suas mãos trabalhavam em desabotoar os botões da camisa e acariciar cada pedacinho de pele que era descoberta.

   - Vamos para o quarto? – Perguntou entre os beijos que distribuía no pescoço de Demi que assentiu prontamente. Joe a conduziu para o quarto com os dedos enlaçados aos dela, e quando finalmente chegou ao destino, ele ajudou Demi a tirar a camisa a repousando sobre o criado-mudo. – Srta. Lovato, você é simplesmente linda. – Ele acariciou os seios mesmo sobre o sutiã e quando olhou para os olhos de Demi, sorriu a puxando para um beijo.

Era tão bom ter Demi agarrada a ele. Joe suspirou quando tiveram que interromper o beijo, a respiração dele estava falha assim como a dela e por segundos ele repousou a testa a de Demi recuperando o fôlego. Trocaram sorrisos quando se olharam e Demi se deixou ser guiada por Joe até a cama, onde ele pôs se joelhos e a guiou para que ela fizesse o mesmo, claro que primeiro Demi tirou o sapato de salto e quando o fez, ela apoiou as mãos nos ombros de Joe logo às subindo para o cabelo da nuca dele o puxando e acariciando.

   - Os seus olhos são lindos. – Ela disse fitando os olhos dele e logo os lábios, onde o beijou castamente. – Ei, eu te amo muito! Muito Joseph! – O coração de Demi batia tão forte e ela sabia que deveria dizer aquelas palavras porque o que sentia por Joe era único e especial. Ele a fazia feliz, amada e segura apenas por ser aquele homem incrível.

Os olhos dele eram tão bonitos e intensos que Demi gemeu baixinho fitando os olhos dele quando Joe começou a beijá-la do umbigo até que os beijos estavam entre os seios onde ele mordiscou e beijou cheio de fome se livrando do sutiã com a ajuda dela já que a experiência dele com aquele tipo de roupa era pouquíssima. Outro gemido escapou pelos lábios dela quando os mamilos receberam os toques dos dedos másculos os estudando e excitando até que um mamilo foi envolto pelos lábios e segundos depois Joe mordiscou o outro e o sugou levemente.

   - Eles são lindos. – Disse Joe beijando a curva dos seios gostando de como a pele clara de Demi ficava rosada facilmente. Ele gostava tanto dos seios dela que quando a deitou na cama, continuou a brincar sem muita pressa e com carinho naquela parte do corpo da amada a fazendo suspirar e puxar o cabelo da nuca dele o estimulando a continuar. – Você é tão linda. – Elogiá-la nunca era demais. Joe se ergueu e sorriu encantado com a beleza da amada. O cabelo castanho dela estava esparramado ao redor da cabeça e formava ondas tão bonitas e brilhantes, os olhos meigos fitavam os dele e o sorriso não saía dos lábios de Demi por um segundo sequer.

   - Você também Joe. – Ela espalmou o peito largo gostando de como os pelos escuros davam a Joe um forte ar másculo. Então ela o beijou no peito e o beijou na boca o abraçando para que pudesse espalmar as costas largas com as mãos enquanto ele a apertava no bumbum e na cintura. – Você está tão carente amor. – Disse quando ele a olhou nos olhos depois de beijá-la na boca se esfregando ao corpo dela.

   - Estou. Sinto sua falta, princesa. – Ele franziu o cenho quando tentou pôr-se entre as pernas dela sem sucesso por conta da saia. – Acho que você não precisa dessa saia. – Demi sorriu quando ele se curvou para beijá-la nos seios e na barriga encaminhando os beijos em direção ao cós da saia, onde Joe estudou como funcionava até que encontrou o zíper e o desceu logo descendo a saia. – Eu gosto de vermelho. – Ah sim, ela tinha percebido como ele gostava! Joe deixou um gemido baixinho escapar por entre os lábios quando abaixou a saia e deparou-se com a calcinha vermelha de renda. – Posso tirar? – Diabos! Ele a olhava intensamente nos olhos, os dedos estavam sobre o fundo da calcinha a acariciando e foi o suficiente para desconcentrar Demi e excitá-la.

   - Você quer tirar? – Perguntou arqueando o corpo contra os dedos dele e Joe não precisou respondê-la porque sabia que ela queria que ele se livrasse daquela peça o mais rápido possível, e foi o que ele fez, desceu a calcinha e não conseguiu controlar o pequeno sorriso ao vê-la completamente nua. – Por que você não tira essa bermuda? – Demi o abraçou quando ele se deitou sobre ela para beijá-la no pescoço aproveitando para acariciá-la da nádega esquerda até a coxa repousando a mão na parte de trás do joelho. – Me deixa tirar essa bermuda, amor? – Demi o puxou pelo cabelo para que Joe a olhasse nos olhos, e quando ele o fez, sorriu e mordeu o lábio inferior dela iniciando um beijo rápido.

   - Ainda não. – Ele disse se erguendo e a olhando detalhadamente gravando cada detalhe para nunca esquecer. – Eu quero te dar prazer. – Demi mordeu o lábio inferior entendendo o que ele queria dizer. Joe não parava de olhá-la e ele a beijou entre os seios beijando esses brevemente antes de descer beijos molhados pela barriga lisa dela.

Além da ansiedade, Demi pensou que infartaria a qualquer segundo. Ele a lambeu e sorriu timidamente. Foi tão sexy que ela gemeu alto. Então a respiração quente dele estava lá, os olhos verdes fitavam os dela, o que tornava tudo mais intenso e prazeroso. Quando ele a beijou no ponto mais sensível, Demi mordeu o lábio inferior e não ousou em desviar o olhar do dele por mais que quisesse fechar os olhos e apenas sentir. E aos pouquinhos foi acontecendo. Primeiro ele distribuiu beijinhos inocentes e depois começou a investir com a língua na região mais sensível fazendo Demi gemer alto e manhosa.

   - Eu estou fazendo certo? – Era a segunda vez que ele perguntava aquilo enquanto fazia sexo oral nela. Demi mordeu o lábio inferior e franziu o cenho porque era demais para ela vê-lo naquela posição...

   - Você pode soprar e colocar o dedo. – As bochechas dele coraram, mas a partir daquele ponto, tudo só ficou mais intenso. Joe trabalhava a língua muito bem na entrada dela e no clitóris sensível o beijando e o chupando, então ele o soprou como ela tinha sugerido e Demi arqueou o corpo de tanto prazer. – Devagar... – Murmurou manhosa quando ele começou acariciá-la com o dedo e aos poucos a penetrou fazendo Demi fechar os olhos e morder o lábio inferior com força o sentindo começar a se mover devagar.

Joe era carinhoso e por minutos enlaçou os dedos aos dela e se dedicou a beijá-la e lambê-la fazendo Demi gemer alto até atingir o orgasmo completamente satisfeita e sorridente.

   - Isso foi muito gostoso. – Sussurrou no ouvido dele quando Joe se deitou sobre para beijá-la na bochecha e logo nos lábios.

   - Você é muito gos...gostosa. – Demi sorriu porque mesmo fofo e tímido, ele era sexy e a excitava a ponto de a barriga doer de ansiedade. – Eu amo como a gente faz amor. – Disse e a beijou na boca.

   - Eu também Joe. – Demi o empurrou pelo peito e se ergueu junto com ele. – Você já me torturou demais, eu quero você agora! – Rapidamente ela desabotoou o botão da bermuda e aos trancos e barrancos ajudou Joe a tirá-la junto com a cueca. A vontade de Demi era de prolongar mais aquela tarde e retribuir o carinho de Joe, mas o tempo era curto e ela sabia que teria que sair às pressas para ir trabalhar. Só não podia deixar de tê-lo, e foi o que ela fez. Ajudou-o a ficar nu e o tocou na ereção e quando ele finalmente se juntou a ela, Demi o abraçou com força e abraçou a cintura dele com as pernas o ajudando a se mover da forma que podia, e Joe a beijava sem se cansar de sentir o gosto dela, as mãos procuravam apertá-la nos seios e em todos os lugares viáveis.

Os gemidos se misturaram as declarações, os beijos não prosseguiam porque ofegavam um na boca do outro e os corpos não paravam um segundo sequer parados. O calor entre eles era tanto, que Joe acabou tão suado que o cabelo chegava estar colado a testa, mas mesmo assim Demi o abraçava e distribuía beijos pelo rosto dele o ajudando a se mover até que alcançaram o ápice ofegando e um chamando pelo outro.

   - Me abraça. – Não tinha cinco minutos que Joe tinha deitado ao lado dela ainda ofegando, mas era o suficiente para Demi se sentir sozinha. – Joe, me abraça. – Joe a abraçou e encostou a cabeça no peito dela. O coração de Demi batia tão rápido e quando ele a olhou nos olhos, encontrou-a de olhos fechados e com um leve sorriso nos lábios. – Eu queria passar a tarde todinha com você te ensinando milhares de coisas. – Ela disse e ele sorriu se erguendo para beijá-la na boca.

   - Você está aqui agora, é o que importa. – Disse se deitando em frente a ela e a acariciando na cintura. – Você está linda. – Ele sorriu a olhando nua. Ele não podia se lembrar de ter visto aquela mulher mais bonita do que daquela forma. – Está doendo? – Perguntou acariciando o seio esquerdo dela que estava levemente avermelhando e Demi negou balançando a cabeça e juntou a mão a dele o estimulando a acariciá-la.

   - Vou tentar sair da empresa o mais rápido possível para ficar com você. – Ela disse observando a mão grande dele quase cobrir todo o seio e a aliança que se destacava na pele morena.

   - Posso te buscar. – Ele disse se aproximando para beijá-la na boca. – É perigoso ficar andando por aí à noite. – Demi assentiu porque depois da noite que ela quase foi estuprada num beco escuro, sair à noite sozinha não era mais a mesma coisa.

   - Posso pegar um táxi, não quero você andando por aí, você ainda precisa descansar. – Disse acariciando o cabelo dele. – Eu nem deveria ter feito amor com você, aposto que fazer esforço físico não está na lista de recomendações da sua médica. – A pontada de ciúme estava lá misturada à preocupação. Era impossível não sentir ciúme de Joe com outra mulher.

   - Ficar sem você só me deixaria doente. – Demi riu alto quando Joe passou para cima dela a abraçando exageradamente e a beijando no pescoço.

    - Está fazendo cócegas. – Ela não conseguia parar de rir porque os pelinhos da barba dele roçados a pele do pescoço realmente faziam cócegas. – Joseph! – Demi segurou o rosto dele com as mãos e sorriu de orelha a orelha o olhando nos olhos. Ele era simplesmente apaixonante! E também sorria para ela todo apaixonado. – Você é muito bobo. – Ela disse o olhando nos olhos e Joe arqueou uma sobrancelha aos poucos aproximando o rosto do dela e roçando os corpos.

   - E você me ama mesmo eu sendo muito bobo. – Demi assentiu prontamente e quando ele se deitou a cama, ela se aninhou ao peito dele e respirou fundo. – Princesa, como você me levou ao hospital? – Perguntou minutos depois de apenas acariciá-la e receber os carinhos dela.


      - A minha mãe estava chegando ao restaurante com um homem, graças a eles, consegui te levar ao hospital. – Joe enlaçou os dedos às mechas do cabelo castanho e as puxou levemente fazendo Demi suspirar e ronronar de olhos fechados. – Joe, o homem que ela estava. Eu o conheci no último jantar da Gyllenhaal. Ele foi tão gentil comigo, eu estava deslocada no meio daquele tanto de gente desconhecida e tinha um homem que não saía do meu pé, então ele me socorreu e me levou à varanda do restaurante. Ele me chamou de Demetria, eu me apresentei como Demi. Ele é tão familiar, o nome dele é David.  – Ele não era um cliente, daquilo Demi tinha certeza.


   - O que você está tentando dizer? – Perguntou deslizando as mãos pelas costas nuas dela e Demi respirou fundo sem saber o que diria a ele.

   - Eu nunca vi a minha mãe com amigos. E o David não é um cliente, não é um amante e nem nada do tipo. Ele parecia conhecê-la e eles estavam tão íntimos no refeitório do hospital. Tenho medo do que ela está aprontando. – Disse porque no fundo era o que realmente sentia. A confiança em Dianna nunca tinha se consolidado, mas meses atrás ela ainda era capaz de arriscar um voto de confiança pela mãe. Meses atrás. – Ela estava tentando se aproximar. Disse que ontem eu era a única prioridade dela. – Demi não olhou para Joe, focou em sentir o carinho que ele fazia no couro cabeludo dela e fechou os olhos quando o sono veio.

   - Dem, você já pensou na possibilidade dela ter se arrependido? – Ele tinha custado a dizer aquelas palavras porque sabia que o assunto era delicado e importante para Demi.

   - A cota de chances dela já estourou. Não consigo mais fazer isso, sempre lutei para que nós duas pudéssemos ser uma família normal e feliz, mas ela consegue se superar quando o assunto é fazer besteira. Já cansei de chorar por ela, tem coisas que a gente tem que abrir mão, e é o que eu estou fazendo. Depois de anos insistindo no erro, eu aprendi da pior forma que ela jamais vai mudar. – A início Joe não disse nada porque Demi tinha razão, Dianna tinha a machucado e confiar nela era uma tarefa difícil.

   - Quem sabe um dia. – Ele sorriu quando Demi assentiu tristonha. Ela ainda tinha esperanças!

   - Jamais vou abandoná-la, eu só não vou mais correr atrás. Vou seguir o meu caminho, se ela me quiser na vida dela, ela sabe onde me procurar. – Joe a surpreendeu com um beijo de tirar o fôlego e Demi o correspondeu na mesma proporção, e quando eles finalizaram o beijo, Demi respirou fundo porque tinha passado da hora de ir trabalhar.

   - O que foi? – Ele perguntou e então seguiu o olhar dela em direção ao relógio. – Você está atrasada. – Resmungou quando ela se levantou para buscar pelas peças de roupa e as vesti-las. – Eu vou chamar um táxi. – Quando Demi começaria a reclamar, Joe se levantou e a beijou aproveitando para acariciá-la no bumbum. – Apenas vista a roupa, princesa. – Enquanto ligava para o táxi, Joe caminhou até o closet para buscar por uma camisa e a vestiu assim como o resto das roupas. E ele ficou satisfeito por assistir de camarote Demi se vestir. Ela era simplesmente linda e ele a queria de novo!

   - Eu posso caminhar até a empresa. – Ela insistiu se aproximando dele, e Joe negou balançando a cabeça.

   - Vou te buscar mais tarde. – Disse arrumando a gola da camisa dela. – Só estou cuidando de você, meu anjo. – Ele se curvou e a beijou com tanto carinho na testa que Demi sorriu. – Isso foi rápido. – O som do interfone tinha acabado de soar e Joe franziu o cenho porque teria que ficar longe de Demi, ele até mesmo já sentia saudade do cheiro e dos beijos dela. – Vamos? – Ele sorriu a observando se olhar no espelho do banheiro. E como sempre, ela estava linda!

   - Você já sabe, qualquer coisa é só ligar. – Disse Demi assim que o namorado abriu a porta do quarto. Ela se despediu de Lucy exageradamente e como o táxi já estava na porta do prédio, descer de escada foi à única opção já que o elevador estava a muitos andares acima do de Joe.

   - Amor, tenha cuidado, ok? Não fica com receio de ligar. – Ele disse aquelas palavras a olhando nos olhos e a acariciou no queixo antes de roubar um selinho. – Vou te buscar mais tarde. Eu te amo. – Demi o abraçou com força e o beijou assim como Joe a beijou: intensamente.

   - Eu também te amo! – Ela sorriu quando Joe abriu a porta do carro para ela. Ele pagou o taxista e soou muito sério quando disse ao homem que era para deixá-la em frente ao prédio da Gyllenhaal intacta.

Não demorava nem quinze minutos para chegar à Gyllenhaal andando, então de carro o tempo era reduzido para pouco mais de cinco minutos. Porém quando passou de cinco minutos, Demi franziu o cenho. O táxi estava na rua principal da Gyllenhaal a apenas uma quadra do prédio da empresa, a única coisa que atrapalhava o carro de avançar era o trânsito.

   - Eu posso ficar aqui. – Disse ao taxista que a olhou com certo receio. Joe era realmente ameaçador quando queria.

   - A corrida já está paga. – O homem disse envergonhado e Demi revirou os olhos.

   - Está tudo bem, eu estou atrasada e o prédio onde trabalho está logo à frente. – Ela não deu muito tempo para o homem pensar, abriu a porta do táxi e uma enxurrada de buzinas quase a deixou surda e uma moto quase a atropelou. 

Quando chegou a calçada, Demi respirou fundo e pôs-se a caminhar apressadamente, e conforme caminhava ela podia sentir o clima diferente. As pessoas olhavam para ela de uma forma diferente, principalmente alguns homens e mulheres. O que diabos estava acontecendo naquela cidade? Conforme se aproximava da Gyllenhaal, o caos só aumentava e Demi arregalou os olhos quando ouviu a sirene do carro da polícia e avistou uma boa quantidade de polícias em frente ao prédio da empresa. As pessoas eram curiosas e passar por elas era complicado! Até mesmo a imprensa estava presente, mas Demi o fez, ela pediu licença e com muita luta conseguiu chegar perto da área limitada pela polícia.

  - O que aconteceu? – Perguntou Demi quando olhou para o lado e viu que o homem era Ed. E ele a abraçou de lado a cumprimentando e quando começaria a falar, o alvoroço repentino o atrapalhou. Ed apontou na direção da porta principal do prédio e quem saía de cercado por polícias era Jake Gyllenhaal.


Continua... Gente! Oi, tudo bem com vocês? Esse capítulo era para ter saído na segunda-feira, mas eu passei muito mal a ponto de parar no hospital e ter que tomar soro na veia '-' Mas eu consegui terminá-lo ainda essa semana! E espero que vocês tenham gostado, particularmente falando, eu queria ter feito um "hot" melhor, mas não consegui... Enfim, comentem! Obrigada pelos comentários do capítulo anterior, já já respondo! Beijos e até o próximo capítulo. ps. FERROU PARA O JAKE? hahaha

17.4.17

Capítulo 37

Esperar era uma tortura. O sofá branco da sala de espera do hospital era confortável, um ótimo local para tirar uma bela soneca já que tudo estava tão quieto e era tarde da noite. Porém Demi estava preocupada a ponto de perder o sono, a fome e a paciência. Sentada ao sofá, nada conseguia distraí-la e melhorar o humor... Tudo que ela queria saber era se estava tudo bem com Joe. Ele tinha sido atendido assim que chegou ao hospital algumas horas atrás.

   - Chocolate? – Por diabos Dianna tentava ser gentil? Demi fitou a embalagem do bombom de avelã e fez careta.

   - Eu odeio avelã. – Murmurou sem nem dar chance a Dianna. Aquilo era ridículo! A mulher tinha a gerado e a sustentado até a época da faculdade e não sabia que ela simplesmente odiava tudo que tinha avelã.

   - Demi, você quer comer? – Por uma fração de segundos a mão de Dianna cobrindo a dela a distraiu, mas assim que a olhou nos olhos, Demi se livrou daquele toque nauseante e resolveu olhar a hora no celular. Quem Dianna pensava que era? Nada tinha mudado! Ela continuava a péssima e traiçoeira mãe de sempre. – Então tenta descansar um pouco. – Insistiu e Demi preferiu ficar calada por alguns segundos, pois precisava controlar a vontade de insultar aquela mulher.

   - Você já pode ir. – Disse fitando os olhos da mãe. Ela não queria soar rude, mas foi inevitável. – O seu.. encontro deve estar te esperando, e nós duas sabemos que você não quer estragar a sua noite por minha culpa. – Demi não tinha visto o homem que acompanhava Dianna porque estava envolvida demais pensando em como Joe estava no decorrer do caminho até o hospital. Uma coisa ela tinha certeza, se Dianna estava com um homem e arrumada daquele jeito.. Bem, ela com certeza estava em horário de expediente... A mulher estava tão bonita! O cabelo loiro estava impecável, a maquiagem perfeita e a roupa tão bem elaborada que Demi tinha certeza que ela não era nada perto da beleza da mãe, que mesmo com os seus quarenta e poucos anos arrasava muitas meninas de vinte e poucos anos como ela. – A Sel está a caminho. – Disse um pouco intimidada com a forma que Dianna a olhava.

   - Essa noite a minha única prioridade é você. – Ela não iria desistir? Demi a olhou horrorizada quando Dianna finalmente segurou a mão dela como tinha tentado fazer poucos segundos atrás. O que ela tinha dito? Aquilo estava tão errado! Demi ainda podia se lembrar como se fosse ontem de todas as noites que precisou de Dianna para abraçá-la e dizer um “Tudo vai ficar bem” quando adolescente, mas a mãe nunca tinha dado sequer a oportunidade, a dispensava com um simples olhar e sumia por dias. Sem citar as vezes que ela apanhava só por dirigir a palavra a Dianna.

   - Não, eu não sou a sua prioridade coisa nenhuma. – Disse já sem paciência para aqueles joguinhos. Ela não merecia passar por aquilo! Já chega de ser boba! Pensou desfazendo do toque daquela mulher. – A Selena vai chegar a qualquer momento, você já pode ir, ok? – Ela tinha sustentado o olhar de Dianna mostrando como estava magoada e decidida a deixá-la ir de vez. Era burrice insistir no erro, e depois de anos e anos procurando pela atenção da mãe, Demi tinha descoberto da pior forma que não valia a pena lutar por algo que ela nunca teria. – Obrigada por ajudar com o Joe. – Agradeceu só porque era importante, tudo que envolvia Joe era.

   - Sei que eu errei com você, mas as coisas não precisam ser assim. – Dianna se levantou no mesmo instante que Demi a barrando de deixá-la sozinha.

   - O que você quer? Que eu finja que nada aconteceu? – Disse Demi claramente chateada a olhando nos olhos. – Você estava dormindo com o meu... com o Jake quando nós estávamos juntos, e o pior, você sabia que ele era casado e mesmo assim me aconselhou a ficar com ele. Você me decepcionou mais uma vez, e eu já estou cansada! Não vou mais correr atrás de você, não vou mais te obrigar a me amar ou qualquer coisa. Você segue com a sua vida e eu com a minha. – Era o melhor a ser feito. Demi disse aquelas palavras olhando nos olhos de Dianna e não ousou desviar o olhar. – Não sei com você, é como se um peso enorme saísse dos meus ombros. Mas eu aposto que você deve estar radiante, não? Finalmente se livrou de mim como sempre quis. – O sorriso esboçado não foi correspondido. Demi nunca tinha visto Dianna daquele jeito. Pela primeira vez, ela sabia que tinha a machucado e se sentiu tão mal por ter o feito, mas por outro lado ela estava feliz por ter liberado toda a raiva e frustração através daquelas palavras.

   - Eu juro qu.. – Antes mesmo que Dianna pudesse completar a frase, Selena chamou por Demi. – Que eu sinto muito. – Demi não ouviu o resto daquela frase e nem viu como Dianna estava triste e arrependida. A mulher fitou a filha nos braços da melhor amiga e se sentiu a pior pessoa do mundo. Demi confiava numa desconhecida e preferia desabafar com ela a com a própria mãe. Estava valendo a pena viver a vida toda em função do luxo? Trocar a sua garotinha por noitadas que não significavam nada? Arrumando a bolsa ao ombro, Dianna preferiu sair daquela sala antes mesmo que desabasse em choro.


   - Você está bem? – Era tão bom sentir o carinho dos dedos de Selena no couro cabeludo, sentir o cheiro do perfume dela lhe invadindo as narinas, sentir o abraço reconfortante. A segurança que Sel passava conseguia acalmar o interior de Demi de uma forma incrível!

   - Pensei que eu fosse perdê-lo. – A voz soou falha e o sentimento de vulnerabilidade era agonizante. Demi olhou nos olhos de Selena só porque sabia que ali encontraria o equilíbrio que precisava para ficar bem. – Eu fiquei com tanto medo, Sel. – Murmurou deixando algumas lágrimas rolarem e Selena tratou de enxugá-las.

   - Tudo vai ficar bem, ok? Foi só um susto. – Sel colocou uma mecha do cabelo de Demi atrás da orelha e lhe acariciou o cabelo da nuca para ajudá-la a relaxar como sempre acontecia. E foi tiro e queda! Até mesmo os olhos Demi fechou se sentindo mais relaxada e segura. – Vamos sentar um pouco? Você precisa descansar. – Demi não protestou, enlaçou os dedos aos de Sel e deixou ser guiada até o sofá que estava sentada com Dianna minutos atrás, a única diferença era que agora com Sel, Demi tinha cedido ao sono e tinha a cabeça deitada no ombro da amiga. – Dem? – Chamou e o murmuro manhoso de Demi a fez sorrir. Sel odiava quando Demi ficava triste. – Você não está desconfortável com essa roupa? – Perguntou porque sabia que Demi era toda esquemática para descansar.

   - Eu só estou preocupada com o Joe. – Quando abriu os olhos e avistou Ed caminhando ao lado da médica na direção delas, Demi se ergueu ansiosa para saber notícias do namorado. Será que tudo estava bem? Pela cara de Ed, Demi respirou fundo aliviada porque sabia que se algo ruim tivesse acontecido, Ed não conseguiria esconder.

   - Boa noite senhoritas. – A moça as cumprimentou enquanto folheava a prancheta em mãos e quando finalmente as olhou, Demi quase teve um ataque do coração de ansiedade. – A má alimentação não é uma boa combinação para diabéticos hipertensos, principalmente junto com o álcool, mas já está tudo bem com o senhor Jonas. Ele está repousando e já pode receber visitas. – Como ela tinha deixado aquele detalhe passar por despercebido? Joe não tinha almoçado, provavelmente tinha pulado o lanche da tarde e no restaurante ele mal tinha tocado na comida, só compartilhado a garrafa de vinho com ela.

   - Tudo bem baixinha? – Demi só saiu do transe quando Ed a puxou para um abraço apertado e a beijou na testa. – Posso falar com o seu namorado primeiro? – Perguntou esboçando um sorriso na tentativa de fazer Demi sorrir também, mas tudo que ela tinha feito foi uma careta ciumenta. – Cinco minutinhos, ok? – Ed sorriu para Demi e não esperou a resposta dela, apressou o passo antes em direção ao quarto. – Joe? – Ele tinha batido à porta do quarto onde estava o amigo e só o adentrou quando Joe permitiu a entrada. – Está tudo bem? Você nos assustou. – Ed sorriu quando abraçou Joe calorosamente. Depois de perder a irmã e os pais, qualquer susto como aquele era agonizante.

   - Eu estou bem. – E aquele sorriso tímido estava nos lábios de Joe. Ele parecia cansado e um pouco abatido, mas acima de tudo estava tão frustrado que Ed tentou animá-lo dando um leve soco no ombro. – Ed, eu estou bem. – Joe riu quando Ed o abraçou novamente e bagunçou o cabelo dele.

   - Que cara é essa? – Perguntou Ed se acomodando a beirada da cama.

   - Desmaiei no segundo que eu a pediria em namoro. – Murmurou adentrando o cabelo com os dedos. – Isso é tão.. Eu não sei como vou olhá-la, é tão frustrante. – Disse e Ed riu de como Joe estava fazendo tempestade num copo d’água.

   - Ela vai invadir esse quarto a qualquer segundo, nunca vi a Demi tão preocupada! Passei na frente dela só para saber se está tudo realmente bem. – Joe franziu o cenho, mas assentiu. O que ele faria com aquela vergonha?

   - Não sei o que vou fazer, estou com vergonha. – Murmurou massageando as têmporas.

   - Vergonha de que? – Perguntou Ed arqueando uma sobrancelha. – Onde estão as alianças? Você vai pedi-la em namoro aqui? – Joe vestia apenas uma camisola e as roupas dele estavam devidamente dobradas e postas sobre a poltrona.

   - Eu não sei. – Disse se livrando do lençol que o cobria já que estava começando a ficar com calor. – E se ela não quiser namorar comigo? – Ed revirou os olhos quando o olhou e buscou pelas alianças no bolso da calça de Joe.

   - É claro que ela quer ser a sua namorada. – Disse entregando as alianças ao amigo. – Não pense besteiras! Vocês nasceram para ficar juntos e quando aquela mulher adentrar esse quarto parecendo uma força da natureza, você vai pedi-la em namoro e pronto! – Tinha como negar? Ed estava tão sério e determinado que tudo que Joe fez foi assentir. – Você não é mais aquele menino inocente recém-chegado do Texas Joseph, ou você pega firme com ela, ou outro cara pega. – Joe franziu o cenho não gostando nada daquela ideia, mas ele tinha entendido muito bem o que Ed queria dizer. – Eu vou chamá-la, ok? – Por que diabos Ed era tão inquieto? Joe fitou os olhos verdes do amigo e antes mesmo que pudesse pedir por um tempo, Ed saiu do quarto às pressas! Aquilo poderia ser mais constrangedor? Ah, ele usava uma maldita camisola! Quando a batida leve soou, Joe escondeu as alianças debaixo da coxa direita para que pudesse senti-las e permitiu a entrada.

Aquela mulher era o motivo de todo o nervoso dele! Demi era simplesmente linda e pensar que ela estava com ele deixava o coração do rapaz cada vez mais acelerado! Joe não conseguiu desviar o olhar do dela e foram pouquíssimas às vezes que ele piscou. O transe só foi quebrado quando Demi se sentou à beirada da cama e sorriu quando o olhou. O sorriso mais lindo do mundo!

   - Você está bem? – Perguntou emocionada e apaixonada. Aquela noite tinha sido a prova perfeita para que Demi soubesse que perder Joe não era uma opção. Ela jamais o perderia, não importava o que deveria ser feito, ele era apenas dela e vice-versa. – Amor, eu fiquei tão preocupada. – Antes mesmo que ele pudesse respondê-la, Demi o abraçou com força e ele a abraçou de volta.

   - Eu estou bem. – Joe aspirou o cheiro dela e sorriu feliz por tê-la em seus braços. – Nada de ruim vai acontecer, eu prometo! Nada vai separar a gente. – Ele disse aquelas palavras a olhando nos olhos. Ele também tinha ficado com medo de perdê-la e tinha sido horrível.

   - Não faça mais isso, ok? – Os olhos dela estavam marejados! O marrom brilhava em inocência e não deixava de fitar o verde dos olhos de Joe por nada. – Promete que vai se alimentar bem? – Disse o acariciando no rosto e Joe assentiu quando ela o olhou nos olhos. – Eu vou ficar no seu pé vinte e quatro horas e vou cuidar de você meu bebezão. – Tinha soado tão fofo que Joe sorriu a abraçando completamente apaixonado por ela. A ideia de ter Demi só para ele era tudo que Joe mais queria.

   - Eu te amo muito gatinha. – Demi sorriu de orelha a orelha com o beijinho que recebeu na bochecha. Ela levou as mãos ao rosto de Joe e os olhos brilharam de felicidade. Ele era literalmente um bebezão! Ela adorava como os olhos dele eram verdes e másculos, os lábios carnudos e a barba uma leve sombra que a arranhava quando ele a beijava no pescoço. E aquele cabelo bagunçado? Demi riu enquanto tentava organizar aquelas mechas escuras como Joe sempre fazia: arrumadinho, mas o cabelo dele insistia em ficar arrepiado, deveria ser porque o corte ainda era recente.

   - Eu também te amo gatinho. – As bochechas dele coraram, mas Joe sorriu tão lindamente que Demi também sorriu. – Acho que você já pode me beijar. – Ela estava ansiosa para sentir os lábios dele nos dela, e Joe o fez com tanto carinho. Primeiro ele cobriu a mão de Demi com a dele, acariciou-a com o polegar e quando finalmente a olhou nos olhos, levou a mão livre para o rosto dela para acariciá-la na bochecha direita.

   - Você é a mulher mais linda que eu já vi. – Ele disse a olhando desde o vestido bonito agarrado as pernas ao pequeno decote e aqueles penetrantes olhos marrons. Acariciando-a no queixo, Joe a beijou exatamente ali como gostava de fazer, então levou a mão para a cintura de Demi a apertando conforme ele juntava os lábios aos dela. Não demorou nada que aquele beijo esquentasse o clima, principalmente porque ele tinha acariciado o seio de Demi como ela gostava e ela o impulsionou para que ele deitasse na cama. Iria acontecer e Joe não se importava se estavam ou não num quarto de hospital! Ele puxou Demi para se deitar sobre ele enquanto ainda a beijava e a acariciava ansioso para sentir as curvas dela e o calor intenso envolvê-lo..  – Droga. – Murmurou nos lábios de Demi quando bateram à porta. Estava tão bom ficar ali com ela. – Vem princesa. – Joe a beijou na bochecha e se ergueu para que pudesse dar suporte a Demi que tinha encostado a cabeça no ombro dele.

   - Pensei que fosse algum funcionário. – Disse Demi e ela fez careta quando Selena abraçou Joe e o beijou na bochecha. Ela só não sabia se estava com ciúme da amiga ou do namorado. – Solta o meu namorado, chata! – Resmungou Demi, mas ela acabou sorrindo para Sel.

   - Vocês estavam fazendo alguma coisa que não deveriam? – Ed riu de como as bochechas de Joe coraram o entregando, já Demi sorriu sapeca dividida entre abraçar Joe e segurar a mão de Selena.

   - Brincadeiras a parte. – Disse Selena se recostando no criado-mudo para que pudesse continuar brincando com os dedos de Demi. – Alta só amanhã. – Ela disse fitando os olhos de Joe para depois fitar os de Demi. – Está ficando tarde e eu pensei que a gente poderia buscar roupas no seu apartamento Dem, e comer alguma coisa no refeitório, você não pode passar a noite de barriga vazia. – Ficar longe de Joe estava fora de cogitação! Demi o olhou toda manhosa e deu um breve selinho nos lábios dele.

   - Sel, eu não estou com fome e esse vestido é confortável. – Disse soltando a mão de Selena para que pudesse abraçar o namorado e quando Joe a beijou brevemente, Demi sorriu se sentiu a mulher mais sortuda do mundo.

   - Gatinha, você tem que comer. – Ele acariciou o cabelo dela e sorriu observando como Demi era bonita e manhosa. – E eu acho que vai esfriar, então é bom você ficar bem quentinha para dormir comigo.

   - Nós estamos aqui! – Disse Ed quando o beijo que Joe e Demi trocavam já tinha se prolongado o suficiente.

   - Prometo que não demoro nada e que vou trazer algumas revistinhas para a gente ler. – Joe assentiu e a beijou na testa carinhosamente. – Você quer alguma coisa? Posso trazer um conjunto de moletom para você. – Sugeriu se levantando.

   - Você pode passar lá no apartamento para mim? – Disse Joe a Ed que assentiu prontamente. O quarto do rapaz estava arrumado para o resto da noite e Joe não queria que Demi o encontrasse cheio de pétalas de rosas e tudo mais. – Obrigada princesa, mas o Ed vai cuidar disso para não te atrasar. – Demi esperava que ele a soltasse, mas foi de bom grado para os braços dele se despedir com um beijo apaixonado e um abraço apertado.

   - Até daqui a pouco! – Demi sorriu o olhando e Joe sorriu de volta.

   - Tão apaixonada. – Cantarolou Selena apertando as bochechas de Demi quando elas já estavam fora do quarto esperando por Ed que tinha esquecido de pegar a chave do carro e do apartamento de Joe com o mesmo.

   - Ele é tão apaixonante. – Suspirou apaixonada e Sel revirou os olhos, mas riu de toda a encenação de Demi.

   - O que a Dianna queria? – Perguntou colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha e olhando para Demi que respirou fundo e deu de ombros.

   - A mesma conversa de sempre. – Resmungou fitando os olhos da amiga. – Ela me ajudou com o Joe e está tentando se aproximar, mas eu realmente não me importo mais com ela. – Demi sorriu quando olhou para trás e sentiu as mãos de Ed em seus ombros. – Cheio de segredinhos. – Brincou e Ed arqueou uma sobrancelha abraçando Sel de lado.

   - Onde você a encontrou? – Perguntou Selena voltando a conversa.

   - Na calçada do Mandarin. – Comentou entediada. Ela não queria falar sobre Dianna porque não mudaria nada, só contribuiria para o desgosto que sentia por aquela mulher. – Para onde nós estamos indo? – Perguntou assim que iria seguir o corredor reto em direção ao hall do hospital, mas Sel e Ed viraram à esquerda.

   - Para o refeitório, você tem que comer. – Disse Ed assim que Demi se aproximou.

   - Eu realmente não estou com fome. – Murmurou. Ela só queria trocar de roupa e ficar com Joe.

   - Vamos, ordem do seu namorado. – Disse Ed a incluindo no abraço. Selena riu da careta de Demi, ela era realmente teimosa quando queria. Joe ainda teria muito trabalho, sorte era que ele era tão paciente e cuidadoso.

   - Um pouco de leite e biscoitos não fará mal, Dem. – Comentou Selena olhando para Demi que assentiu estudando o hospital. Ela literalmente odiava lugares como aqueles. Tudo era tão branco, poucos eram os itens de decoração distribuídos por ali. Será que o pessoal não sabia que um quadro cheio de cores vivas poderia alegrar o ambiente? Até mesmo um jarro com flores descontrairia aquele clima pesado. Chegam ao refeitório, Demi respirou fundo quando viu que ali havia mais pessoas e até mesmo objetos de cores diferentes do branco padrão. Ela só não esperava que em uma mesa não muito longe da qual se acomodou com os amigos, estava Dianna e o homem que a acompanhava.

   - Se quiser, a gente pode comer em outro lugar. – Disse Ed também percebendo a presença de Dianna. Ele sabia que Demi nunca acabava bem quando aquela mulher estava por perto.

   - Dem, podemos ir? – Sel trocou um breve olhar com Ed para então fitar Demi.

Aquele homem ao lado de Dianna. Ele era tão familiar! Demi sabia que ele não era um cliente.. Não mesmo! Dianna jamais tomaria café num hospital com um cliente. Aliás, ela jamais tomaria café com qualquer pessoa! A mulher era metida demais para tal coisa. O clima entre eles não era de amantes, nem de amigos, eles estavam mais para velhos conhecidos. Quem era aquele homem? Ele não era jovem, porém não era velho. Parecia tão familiar.. Colocaria-o na faixa dos quarenta não passando de quarenta e cinco, na mesma faixa etária de Dianna. O corte de cabelo era moderno e em meio aos fios castanhos estavam os grisalhos. Estava na ponta da língua! Ela conhecia aquele homem bonito de algum lugar e guiada pela curiosidade, Demi se levantou e conforme caminhava em direção à mesa onde a mãe estava, Dianna a flagrou e enrijeceu.

   - David? – Vê-lo de perto tinha ajudado muito a decifrar o enigma. Era aquele mesmo David do jantar da Gyllenhaal. Naquela noite, Demi tinha certeza que David era familiar e agora tinha se lembrado de que ele tinha a chamado pelo nome verdadeiro, não pelo apelido como ela tinha se apresentado. – Fornecedor de matéria prima da Filadélfia? – Sim, ele estava sem graça e não tinha como mentir. Demi fitou Dianna com uma sobrancelha arqueada esperando por uma resposta. É claro que tinha que ter o dedo podre dela!

   - Dianna. – Demi observou como David olhava para Dianna com aqueles olhos marrons familiares como se pedisse permissão. Era diferente! Geralmente os homens olhavam para Dianna com certeza intimidade, desrespeito e até mesmo desejo. Mas aquele homem demonstrava respeito.

   - Achei que você não se meteria mais no meu caminho. – Tudo bem, Demi não esperava por aquele tom rude. Dianna a olhava com o mesmo desprezo e abuso de poder da infância e adolescência de Demi. E mesmo adulta, Demi sentiu arrepios por receber aquele olhar cruel da mãe. – Vamos embora, essa pirralha mal agradecida dramática só traz dor de cabeça. – Demi e David não entenderam nada do que estava acontecendo. Demi acabou com os olhos marejados como sempre acontecia e David sem saber o que fazer, mas Dianna o arrastou para fora daquele refeitório sem olhar para trás.

  - Ei, tudo bem? – E como era de costume depois que Dianna a maltratava, lá estava Selena para acolhê-la nos braços. Porém naquela noite Demi estava determinada a esquecer. Rapidamente limpou as lágrimas e assentiu quando fitou os olhos de Sel.

***

   - Que carinha é essa? – Quando se tratava de Joe, os sorrisos sempre eram verdadeiros, porém Demi estava pensativa e ainda abalada com o susto de mais cedo. Selena tinha tentado animá-la enquanto ela tomava banho e se trocava, mas Dianna tinha conseguido estragar tudo.

   - Acho que eu só estou cansada. – Ela fechou a porta do quarto e se aproximou do namorado só depois de colocar a mochila sobre a poltrona. – Falei com a enfermeira sobre as roupas que eu trouxe para você, eles examinaram tudo. – Demi sorriu e se sentou ao lado de Joe na cama.

   - Já fiquei em hospitais que o meu acompanhante tinha que ser homem. – Ele a beijou na bochecha e a abraçou aproveitando para beijá-la no pescoço. – Só é cansaço? – Perguntou acariciando o rosto dela e Demi assentiu enlaçando os dedos aos dele.

   - Minha mãe me dá nos nervos. – Resmungou. – Está tudo bem, amor. Você está se sentindo melhor? – Perguntou o olhando nos olhos e Joe assentiu fazendo careta.

   - Comi um prato transbordando de sopa. – Ele disse de um jeito engraçado e Demi riu brevemente se levantando para que pudesse pegar a mochila. – Odeio ter que passar a noite aqui. – Comentou enquanto tirava a camisola e Demi mordeu o lábio inferior sem conseguir controlar os pensamentos... Ela adorava como os braços de Joe eram fortes, a barriga cheia de gominhos e o peito largo. – Prometo que vou comer direitinho só para a gente não ter que passar a noite num quarto como esse de novo.– Diabos! Ele era tão inocente. – Só sinto saudade de você, eu estou bem Dem. Não sei porque não posso ir para casa. – Demi sorriu entregando a camisa branca para ele. Existia um homem mais fofo que aquele?

   - Por que o senhor não pode ir para casa? Eles estão preocupados com a sua saúde, Joe. Você é um menino especial e precisa se cuidar. Ficar sem comer o dia todo e finalizar a noite só com vinho no estomago não é uma boa ideia. – Demi arrumou a camisa nos ombros largos dele e entregou a calça de moletom.

   - Eu não gosto muito de ser um menino especial. – Disse segurando a calça e olhando para os olhos da namorada. – Isso é um saco, eu não posso fazer nada. – Ele precisava envolvê-la porque as alianças ainda estavam no mesmo lugar: debaixo da coxa direita. – Me dá um beijo? – Pediu a puxando facilmente para o colo arrancando um sorriso de Demi. Ela gostava de quando ele burlava a timidez e a olhava cheio de desejo e amor. – Eu adoro quando você veste camiseta e jeans. – A estampa da camisa dela nada mais era que     os fantasmas do PAC-MAN. – Eu gosto do Clyde e do Ink. – Disse se referindo aos fantasmas, respectivamente, laranja e o azul. – Mas os meus preferidos são o Blinky e o Pink. – Ela sabia porque os fantasmas vermelho e cor de rosa eram os preferidos dele.. O beijinho sobre os personagens foi exatamente sobre os mamilos e Demi fechou os olhos quando Joe os beijou novamente aproveitando que ela estava distraída para colocar as alianças em outro lugar. – Você não está usando sutiã. – Ele disse louco para tirar a camisa dela. Os olhos verdes chegavam a brilhar de tesão.

   - Não podemos namorar aqui. – Disse manhosa o beijando no pescoço e Joe a apertou no bumbum perdido no carinho que recebia. – É melhor você vestir a calça antes que alguém entre nesse quarto.. – Foi difícil sair do colo dele, mas antes de sair, Demi apertou o membro dele constatando o que já sabia: ele estava duro.

   - Gatinha. – Chamou se levantando e Demi engoliu em seco porque ele era alto e forte, e com aquele volume na cueca branca e lindos olhos verdes carentes era capaz de enlouquecer qualquer mulher de desejo. – A gente podia quebrar as regras. – Disse vestindo a calça sem desviar o olhar do dela.

   - O que você sugere? – Demi se sentou ao lado dele na cama e sorriu quando Joe se curvou para beijá-la na boca.

   - E se a gente fizer amor aqui? – Sugeriu nos lábios dela. O coração de Demi quase rasgou o peito e ela umedeceu os lábios para beijar os dele.

   - Bem.. – O olhar dele a fez corar, mas também sorrir envergonhada. – Não tem como trancar a porta. – Disse o olhando e Joe assentiu dando um leve beijinho na bochecha dela. – Nós temos que fazer isso. – Joe franziu o cenho enlaçando os dedos aos dela sem entender o que Demi queria dizer. – Sexo em um lugar público, a adrenalina é deliciosa. – Ela se deitou na cama e fitou o teto assim como Joe tinha feito.

   - Eu quero fazer com você. – Disse a olhando e segundos depois Demi desviou o olhar do teto para olhá-lo nos olhos. – Nós fizemos na reprografia e foi.. – Ele não soube o que dizer porque tinha sido bom e ruim porque Jake tinha filmado e exposto Demi na conferência.

   - Foi gostoso.. – Completou porque sabia que apesar de tudo, tinha sido fantástico fazer amor com aquele homem, sempre era! – Confesso que estou desconfortável com o ambiente em que trabalhamos. Ter câmeras nos vigiando é perturbador. O Jason era contra essa política, digo, ele sabia que era necessário ter câmeras nos corredores, no estacionamento, e em outros locais públicos.. Não tínhamos nada invasivo demais até o Jake assumir a empresa. – Joe assentiu se erguendo para que pudesse deitar direito na cama. Deitar na horizontal da cama com os pés no chão era desconfortável.

   - Não vamos mais fazer amor na Gyllenhaal. – Ele acomodou Demi ao lado dele e a olhou nos olhos gostando de como o marrom tinha aquele brilho especial só dele. – Vamos conversar? Acho que eles não podem nos proibir de conversar e trocar beijinhos. – As alianças estavam no bolso direito da calça e Joe ansiava para pedir Demi em namoro, ele só precisava do momento certo.

   - Na verdade eles podem sim. – Demi se levantou para acender o abajur e apagar a luz do quarto logo voltando para a cama. – No hospital os pacientes devem repousar cedo, e é estritamente proibido compartilhar a cama com o acompanhante. – Disse acariciando o cabelo da nuca dele e admirando o sorriso sapeca de Joe.

   - A gente já quebrou duas regras. – Ele fechou os olhos gostando do carinho e logo os abriu para fitar os de Demi. – Você já fez sexo em um lugar público? – Perguntou curioso.

   - Eu perdi a minha virgindade no quartinho que ficava debaixo da escada no andar do apartamento da minha mãe. É considerado um local público, então... – Joe fez careta, mas riu junto com Demi.

   - André, certo? – Perguntou se referindo ao primeiro namorado de Demi e ela assentiu. – A gente pode conversar sobre isso, certo? – Perguntou levando a mão a cintura dela para acariciá-la.

   - Sobre sexo? – Perguntou e Joe assentiu a apertando levemente na cintura.

   - Foi o único lugar público? O quartinho.. – Demi deslizou os dedos pela bochecha dele gostando de sentir a barba pinicá-la e logo voltou para o cabelo da nuca dele o puxando e acariciando.

   - Bem.. – Ela sorriu tímida, mas não ousou em desviar o olhar do dele. – Meus hormônios estavam enfurecidos quando eu era adolescente... Já transei em uma sala vazia da faculdade, no vestuário masculino e na reprografia. – Joe deu um breve beijo nos lábios dela e levou a mão para acariciá-la na bochecha.

   - A gente tem a mesma idade e você é duas vezes mais esperta que eu. – Demi riu da careta dele.

   - Eu acho tão fofo você ter esperado. – Ela disse se aproximando mais dele para tocá-lo no músculo do braço. – Cada coisa acontece no momento certo. É como aquele velho ditado: nada é por acaso. – Joe assentiu cobrindo os lábios dela com os dele iniciando um beijo apaixonado que os envolvia a cada roçada de língua.

As mãos dela estavam tateando as costas largas por debaixo da camisa e as mãos dele estavam divididas entre puxar o bico dos seios e apertar o bumbum. Os íntimos estavam prontos e ansiosos para o que estava por vir, Joe deu um jeito de deitar entre as pernas de Demi e ela o acolheu de bom grado enlaçando a cintura dele com as pernas e gemendo baixinho quando sentiu o volume duro contra a entrada.

  - Joe, olha pra mim. – Pediu e ele arrastou os beijos do pescoço até o queixo dela. – Eu te amo, amor. – Disse e ele sorriu antes de beijá-la na boca deixando o peso do corpo cair aos pouquinhos sobre o dela.

   - Eu também te amo princesa. – Ele controlou a respiração e quando estava prestes a beijá-la novamente, Demi adentrou a calça que ele vestia com a mão e o segurou mesmo sobre a cueca. – Posso? – Perguntou quando os dedos já estavam prontos para desabotoar o botão da calça jeans que Demi vestia, e quando ele fez, Joe umedeceu os lábios porque ela estava tão molhada e pronta para ele.

   - A parte mais frustrante de fazer amor em público é quando alguém interrompe. – Disse Demi. Quem estava mais frustrado? Joe ou Demi? Quando bateram à porta, Joe teve que se deitar ao lado de Demi e ela resolveu que seria melhor ficar sentada na beirada do colchão.

   - Boa noite. – A enfermeira era simpática e deveria ter a idade de Demi. A moça acendeu a luz e adentrou o quarto. – Tenho que aferir a sua pressão. – Disse a Joe que assentiu todo tímido porque até então ele estava excitado e com certeza descabelado.  – Daqui a pouco eles vão conferir os quartos, não é adequado a senhorita ficar na cama com o paciente. – Foi constrangedor e Demi teve a impressão que a moça sabia exatamente o que estava acontecendo naquele quarto antes de adentrá-lo, sorte era que não se tratava de uma enfermeira rude. – A pressão está normal. – Disse assim que tirou o aparelho do braço esquerdo de Joe.

   - Não posso ir para casa? – Perguntou Joe. Ele queria tanto passar a noite fazendo coisas mais interessantes com Demi..

   - Amanhã depois do café da manhã, claro, se a sua médica te liberar.

   - Tenho trabalho pela manhã. – Murmurou envergonhado, mas a moça sorriu compreensiva.

   - Nada que um atestado médico resolva. – Disse anotando os dados referentes à pressão aferida naquele horário. – Estou encerrando meu turno de hoje agora, a enfermeira que entrará no meu lugar não é nada gentil, então se comportem. – Tudo bem. Eles não sabiam atuar. As bochechas de Joe coraram e as de Demi também. Quando a moça saiu, o clima só não ficou constrangedor porque os olhares que trocaram eram apaixonados e aos poucos sorriram.

   - Acho que a gente pode jogar um pouco, o que você acha? – Perguntou Demi acomodada à poltrona.

   - Só se você ficar aqui comigo. – Ele disse a olhando nos olhos e Demi arqueou uma sobrancelha. – Vou me comportar, palavra de escoteiro. – Ela sorriu assentindo. Ele deveria ser a coisa mais fofa do mundo quando era criança.

   - Você é um bom escoteiro, certo? – Joe assentiu feliz quando ela se sentou a cama. – O que você quer jogar? – Perguntou quando ele se ergueu apoiando as costas na cabeceira da cama.

   - Qualquer coisa. – Tudo que ele menos queria fazer no momento era jogar.

  - Amor, ânimo! – Joe encostou a cabeça no ombro dela e para fazê-lo sorrir Demi o beijou brevemente na boca. – Jogo da velha, ok? Quer apostar?

   - Vale tudo? – Homens! Demi revirou os olhos, mas assentiu iniciando o aplicativo do jogo da velha.

   - Temos alguns limites, vale quase tudo. – Ela o apertou na coxa e o beijou na bochecha.

   - Apostado! – O jogo estava tão divertido que tiveram que controlar as risadas e a euforia já que estavam no hospital. Foram minutos e minutos de concentração, mas ainda sim acabaram empatados com três vitórias. Como o celular de Demi tinha uma grande quantidade de jogos, juntos eles se divertiram até que o aparelho estava descarregado e então recorreram às revistas em quadrinhos.

   - Eu estou sem os meus óculos, está ruim para ler. – Reclamou Joe algum tempo depois de se concentrar bastante para ler todos aqueles balõesinhos das falas dos personagens, mas por conta da pouca luz e o problema de vista, ficava complicado ler. – Você pode ler para mim? – Perguntou beijando o ombro de Demi e ela assentiu.

   - Ah, qualé, pudinzinho... você não quer dar partida na sua Harley? – Imitou Demi a fala da Harley Quinn e Joe riu assim como ela. Era tão bom ler as aventuras do Batman ao lado daquela mulher! Na verdade aquela revistinha contava a história da famosa Harley Quinn e de sua paixonite pelo violão Coringa. – Docinho... Eu trouxe a almofada de PUUUM... – Eles só pararam para trocar um rápido beijo e então Demi narrou toda a história de forma tão espirituosa e as encenações dela eram as melhores!

   - A Harley é tão boba por se apaixonar por um cara como o Coringa. – Comentou Joe assim que a namorada leu a última página da história que tinha terminado com a Harley internada no Asilo Arkham, um hospital psiquiátrico para os criminalmente insanos. – Ela tinha tudo para crescer, e o pior é que o relacionamento deles é abusivo, o Coringa a maltrata tanto. – Demi assentiu colocando a revistinha sobre o criado-mudo aproveitando para buscar por mais uma.

   - Ninguém manda no coração, amor. – Demi levou a mão ao rosto dele para acariciá-lo. – Infelizmente ela nunca terá o amor do Coringa, mas um dia a ficha dela cairá e quem sabe ela encontre um cara que a amará e nós teremos um novo casal apaixonado do crime para tirar a paz do Bruce nas próximas edições?! – Era uma teoria difícil, mas Joe e Demi sabiam que quando se tratava de HQ, nada era impossível. – Quer ler The Walking Dead? – Perguntou mostrando a revistinha para Joe que negou balançando a cabeça. Estava na hora de tomar uma atitude.

   - Você gostou do nosso jantar? – Perguntou se deitando e quando Demi se ajeitou para se levantar, Joe a segurou pela mão. – Essa cama é grande demais e cabe perfeitamente nós dois. – Disse a olhando nos olhos e Demi respirou fundo afetada e se deitou com ele.

   - Sim! A vista da cidade é tão linda. – Comentou sorrindo ao se lembrar do Central Park daquele ângulo que o restaurante proporcionava. – O nosso jantar foi diferente, fiquei muito preocupada quando você passou mal, mas a noite está sendo incrível mesmo aqui no hospital. Com você, eu nunca fico entediada e tudo é tão incrível. – Joe se aproximou para beijá-la e o fez demonstrando como ele a amava.

   - Antes de desmaiar e te deixar super preocupada. – Ele começou a dizer e para fazê-la sorrir, depositou um beijinho na ponta do nariz dela. – Eu estava dizendo que eu não me imagino mais sozinho.. E é verdade, Dem. É como aquele velho clichê, você deu cores ao meu mundo e meu sorriso é graças a você. – O olhar dela estava fixo ao dele, era apaixonado e tranquilo. – Fiquei com tanto medo de não voltar para você, não me imagino mais sem você, gatinha. Eu deveria ter feito isso mais cedo quando a gente estava jantando naquele restaurante elegante, mas eu estava tão nervoso.. – Joe alcançou as alianças no bolso da calça sem chamar a atenção de Demi já que ela não conseguia olhar para outro ponto sem ser o verde dos olhos dele. – Você aceitar ser oficialmente a minha namorada? – Ele não ficou tímido como tinha pensado. Não desviou o olhar do dela e a voz tinha soado firme e gentil.

   - É claro que sim! – Como fazia para parar de sorrir? Demi simplesmente não conseguia esconder o sorriso e a felicidade estampada nos olhos marrons! – Sim, sim e sim! – Ela tinha conseguido se deitar sobre ele e distribuir muitos beijinhos no rosto de Joe que não parava de sorrir. – Eu te amo muito, Joe! – E ele não duvidava das palavras dela! Os olhos dela demonstravam amor assim como todas as atitudes.

   - Eu também te amo muito, Demi! – Ele sorriu observando o sorriso dela que se aproximou para beijá-lo na boca sem pressa alguma. – Não sei se me precipitei. Se você não gostar, nós podemos trocar. – Disse mostrando as alianças a ela que se ergueu um tanto descabelada assim como ele.

   - Você é um amor! – Demi o beijou na bochecha e quando o olhou nos olhos, quase chorou. Ela já tinha se apaixonado muitas vezes e nenhum dos namorados teve aquele cuidado de comprar alianças, nem mesmo André. – Eu não sei o que dizer. – Uma lágrima rolou e Demi mordeu o lábio inferior. Não era à toa que Joe era especial e a fazia se sentir única e amada. – Obrigada! Obrigada! Está tudo perfeito, amor! – O amor era incrível! Ele curava todas as feridas aos pouquinhos e era capaz de dar novos sorrisos e motivos para ser feliz. Era o queJoe tinha feito na vida de Demi, ele encontrou tudo bagunçado e a conquistou de tal forma que nada mais importava.

   - Mão direita, princesa. – Quando ela ofereceu a mão para ele, Joe beijou cada dedo carinhosamente. – Sempre vou cuidar de você, te proteger e te amar. – Ele tinha dito aquelas palavras de todo o coração assim que colocou a aliança cravejada de zircônia no dedo da amada.

   - Sempre vou cuidar de você, te proteger e te amar. – Demi sorriu enquanto colocava a aliança no dedo dele. E as lágrimas rolavam livremente, ela não podia evitá-las porque estava muito feliz.

   - É apenas o nosso primeiro passo. – Disse levando as mãos a cintura dela. – Nós ainda vamos casar e ter muitos bebês. – Se ela estava feliz? Estava radiante! O sorriso ia de orelha a orelha e não queria sumir dos lábios por nada.

   - Nós ainda vamos pensar sobre muitos bebês. – Os dois riram e se abraçaram com força. – Te amo! – Ela disse ao mesmo tempo em que ele quando se olharam. O beijo estava prestes a acontecer, mas então bateram à porta e Demi se apressou em se afastar de Joe e ele a deitar na cama. E uma coisa eles tinham em comum: o sorriso.



Continua... Oii! Tudo bem com vocês? Tentei escrever esse capítulo o mais rápido que pude, eu espero que vocês gostem! Obrigada pelos comentários e até o próximo capítulo! 😘😘