30.6.15

Capítulo 63


   - Pictures in my pocket. Are faded from the washer. I can barely just make out your face. - A expectativa crescia a cada vez que cantara aquele trecho. Bem, e a paciência estava a um fio! Joe passara mais de minutos repetindo o mesmo trecho incansavelmente olhando fixamente para os olhos dela. Por insistência de Demi, depois que deixaram as crianças na escola naquela linda manhã californiana de muito sol, foram direto para a gravadora já que ela insistia para trabalhar, e Joe não ousara em negar o pedido da esposa já que naquele dia Demi completava os seus trinta e sete anos de vida. Ela estava radiante! Tão linda em sua beleza feminina; vestia um confortável vestido soltinho de cor branca com estampa de pequenas florzinhas cor de rosa. Joe tinha a admirado por tantas vezes naquele dia, a cada sorriso dela o coração derretia, mas, infelizmente, ele estava perdendo a paciência! Tentara a todo custo explicar a Demi como ela deveria cantar aquele simples primeiro trecho da então música que tinham escrito juntos chamada In case, porém Demi sempre gargalhava ou desafinava quando Kevin começara a tocar o ritmo que Nick tinha criado no violão que se encaixava perfeitamente com todas as estruturas da música. - Food you saved for later.. In my refrigerator It's been too long sin... Demetria! - Joe a repreendeu como repreendia Elizabeth quando a menina aprontava. Deus! Ele já estava no limite e tudo que Demi fazia era rir.

   - Desculpa amor, desculpa! Eu prometo que vou tentar. - Disse Demi tentando não rir. Na verdade ela simplesmente adorava quando Joe cantava, por isso errava a letra, o ritmo e desafinava apenas para que ele cantasse novamente e ela pudesse escutar a voz maravilhosa de Joe. - Por que você não canta a música toda? Você pode tocar para ele, Kevin? – Perguntou olhando para Joe e logo para Kevin, e ambos assentiram suspirando. Por Deus! Ela só queria escutar ele cantar mais uma vez e sabia que Joe não cantaria sem que eles estivessem trabalhando.

   - Só mais essa vez. - Disse Joe ajeitando-se no pequeno sofá. Demi assentiu completamente animada roubando um selinho de Joe e naquele mesmo tempo a música que Nick tocava no piano roube-lhe a atenção. Combinava perfeitamente com o que Kevin tocava no violão enquanto Joe começara a cantar. Era tão perfeito que Demi já tinha a música completa em mente.

   - Nick! - Gritou o Jonas mais novo e Joe parou de cantar assim como Kevin parou de tocar. - Dessa vez é sério. - Disse para os dois emburrados e depois de dar um selinho rápido nos lábios de Joe, Demi caminhou apressada para o lado oposto da sala onde Nick tocava o piano tão concentrado, os dedos deslizavam pelas teclas divinamente com tanta experiência, Nick chegara estar de olhos fechados e cantarolava baixinho a letra de uma música que Demi não conseguia entender. - Nick, é perfeita! - Disse embasbacada e Nick assustou-se quando Demi levou a mão ao seu ombro. Céus! Ele estava tão concentrado naquele mundo que criara que tinha se esquecido de que estava cercado pelos irmãos e pela cunhada.

   - Ah Dem. - Disse levando a mão ao coração. - Você me assustou! - Disse a olhando. - É para a sua música, estou trabalhando nela desde que você estava em coma. - Demi sorriu para Nick e o abraçou mesmo sem jeito.

   - Está perfeito! - Disse animada e Nick sorriu tímido.

   - Você gostou mesmo? Acabei de terminar. - Demi assentiu e já puxava Joe e Kevin para que Joe pudesse cantar já que a música estava pronta.

   - Só mais essa vez, eu juro! - Disse Demi puxando o cordão fino cor de prata que Joe usava. Como não iria trabalhar na NY Times naquele dia, Joe tirara folga dos ternos que usava diariamente para dar espaço ao look confortável optando por uma camisa de cor preta, calças jeans claras e sapatênis pretos. - Canta para mim amor, só mais vez. - Joe sorriu tímido quando Demi lhe espalmou o peito e pôs-se na ponta das sapatilhas para beijá-lo na boca.

   - O que você quiser princesa. - Disse dando um leve beijo na testa dela. A vontade de Joe era de beijá-la com ardor enquanto a rodeava com os braços, mas estava envergonhado por conta dos irmãos.

A voz dele a encantava, era serena e macia. Demi sem perceber fechou os olhos e curvou os lábios num pequeno sorriso durante todo o tempo que Kevin tocara o violão junto à voz de anjo de Joe com Nick acompanhando os irmãos naquela melodia perfeita que criara. Demi estava tão orgulha deles, principalmente de Joe, que ficara com tanto receio de cantar durante muito tempo por conta do fim da banda anos e anos atrás, tinha sido um trauma difícil para ele superar, mas agora Demi o sentia mais leve e seguro para fazê-lo. Quando a canção terminou, Demi os olhou e sorriu orgulhosa e os juntou para um abraço em grupo.

   - Obrigada meninos! - Disse abraçando Nick e Kevin para depois, ah depois! Ela escorreu para os braços de Joe se aninhando ao corpo dele. - Estou muito orgulhosa de você. - Sussurrou sem mesmo perceber que Nick e Kevin inventaram a falsa desculpa que buscariam café para que eles pudessem ficar sozinhos.

   - Nós temos cinco minutos. - Disse buscando os lábios dela com os seus. Tinha sido tão ruim ficar sem ela durante todo aquele tempo que estavam separados que agora Joe tinha a necessidade inacabável de beijá-la e tocá-la sempre que podia.

   - An? - Disse de cenho franzido com os lábios tão próximos aos dele que só depois de roçá-los aos seus, Joe explicou sobre a desculpa dos irmãos e a beijou como desejava. - Obrigada por cantar para mim. - Agradeceu roçando os lábios aos dele. - Eu amo a sua voz. - Joe fechou os olhos e encostou a testa pedindo mentalmente que o corpo se acalmasse, já que não poderiam passar dos beijos. – Quero que você cante sempre para mim amor. - Joe procurou os lábios dela com os seus para beijá-los com amor e assim que a olhou nos olhos, segundos depois de partir o beijo ofegando, ele assentiu arrancando um sorriso de orelha a orelha de Demi.

   - Que tal comermos alguma coisa? - Perguntou enlaçando os dedos aos dela e os levando a altura de seus lábios para que pudesse beijá-los. - Nós podemos planejar o que podemos fazer. Você precisa se alimentar. - Demi assentiu pensando no seu pequenino e de repente a ansiedade para tê-lo em seus braços a tomou de um jeito inigualável, e Deus, ainda faltava cinco meses e alguns dias.

   - Eu estou pensando em tantas coisas. - Comentou enquanto caminhavam serenamente para fora do estúdio. - Acho que eu poderia escrever todo o meu álbum agora mesmo. - Joe a abraçou de lado sorrindo consigo mesmo.

   - Um passo de cada vez. - Sussurrou apenas para que ela ouvisse. - Nada de trabalho em excesso, vamos cuidar primeiro da sua saúde e do nosso pequeno, depois nós decidimos o que vamos fazer. - Demi assentiu e o puxou para um rápido beijo.

   - Amor, será que nós conseguimos gravar hoje? - Perguntou assim que adentraram o elevador.

   - Se a senhorita cantasse. - Disse a abraçando por trás aproveitando que ainda estavam sozinhos no elevador. - Dem.. Sobre ontem à noite. - Sussurrou e ela virou-se para deleitar-se dos lábios dele. Ah! Tinha sido maravilhoso tomar uma longa chuveirada morna trocando beijos intensos e carinhos com Joe. - Foi maravilhoso. - Suspirou nos lábios dela e os roçou com carinho. - E eu adorei fazer amor com você. - Demi sorriu e o beijou no peito onde repousou a cabeça lembrando-se da noite. Tinham feito amor boa parte da noite, sempre trocando beijos apaixonados e declarações de como se amavam, e estavam tão envolvidos naquele laço intenso que adormeceram sem que percebessem, cansados e satisfeitos.

   - Confesso que eu fiz de propósito. - Disse baixinho e Joe a olhou nos olhos ainda sem entender. - Eu adoro quando você canta, a sua voz é tão linda e eu sinto que tudo vai ficar bem.. Desafinei, errei a letra e o ritmo de propósito. - Um sorrisinho culpado curvou-se nos lábios dela quando Joe estreitou os olhos.

   - Demetria! - Joe estreitou os olhos ao olhá-la e a vontade era de esquentar-lhe o bumbum com boas palmadas. - Eu não sei o que eu faço com você! - Disse a puxando pela mão assim que chegaram ao térreo. - Você é uma pestinha - Demi revirou os olhos e olhou para os lados antes que atravessassem a rua.

   - Pensei que iríamos para a lanchonete do estúdio. - Comentou enlaçando o braço dele com o seu.

   - Você prefere hambúrguer ou uma fatia de bolo? - Perguntou enlaçando os dedos e ela sorriu aliviada por não ter que escutar o sermão de Joe. - Não pense que eu esqueci, só vou ser um anjo com você porque hoje é o seu aniversário. - Demi engoliu em seco ao vê-lo esboçar aquele sorrisinho carregado de segundas intenções.

   - Bolo. - Murmurou emburrada e ele riu a abraçando de lado para que eles pudessem atravessar a rua.

   - Não vão gravar? - Perguntou Kevin assim que Joe abriu a porta da pequena cafeteria que costumavam frequentar desde que compraram e montaram o estúdio.

   - Tenho que alimentar a minha gatinha. - Demi revirou os olhos e escondeu o rosto no peito de Joe enquanto ele, Kevin e Nick riam. Às vezes ela o odiava e a culpa era toda daqueles apelidos bobos que Joe sempre criara. 

   - Joseph! - Sussurrou envergonhada socando o peito dele e Joe riu beijando-lhe a testa com carinho.

   - Nós vamos comer, vocês vem? - Perguntou aos irmãos. 

   - Não vamos segurar vela. - Disse Kevin e Joe riu erguendo as mãos. 

   - Que tal fazermos essa pestinha passar vergonha? - Disse Joe esboçando aquele sorrisinho travesso enquanto caminhavam para a região onde tinham algumas mesas vazias. Demi os olhou e arregalou os olhos! Ah não! Eles não fariam nada, fariam? Quando a ideia de correr porta a fora lhe iluminou a mente Joe já batia palmas assim como Nick e Kevin e eles começaram a cantar parabéns chamando toda a atenção dos clientes da cafeteria. A sorte era que não era horário de pique, mas ainda sim o local estava movimentado, o que foi suficiente para Demi esconder-se nos braços de Joe enquanto ele ainda cantava junto com os irmãos alegremente. - Parabéns! - Joe gritou e em questão de segundos ela era esmagada por Nick, Kevin e Joe ao mesmo tempo naquele abraço em grupo que a fez rir e derramar algumas lágrimas de felicidade. Eles eram simplesmente os melhores. Demi deu um jeitinho de se acomodar um pouquinho nos braços de cada um dos irmãos Jonas, estava tão feliz e envergonhada. - Ei! Vem cá. - Joe a chamou dos braços de Kevin louco para envolvê-la num abraço de urso. - Pequena. - Sussurrou assim que afogou o rosto na curva do ombro dela. - Eu te amo, ok? - Demi o olhou e assentiu roçando os lábios aos dele com carinho e amor.

   - Eu também! - Joe riu e a beijou na bochecha. Missão cumprida! Demi estava corada e todos os olhavam. - Estão nos olhando. - Murmurou envergonhada o puxando pela mão para a mesa mais próxima e vazia que encontrara.

   - O que você vai querer princesa? - Perguntou Joe assim que se sentaram e a garçonete os atendeu. Demi ao seu lado e Kevin e Nick a sua frente.

   - Hoje nós vamos querer uma fatia de bolo e suco natural de laranja. - Disse acariciando a barriga e Joe sorriu quando ela disse “nós” referindo a ela e ao pequeno Bernardo. Depois dos pedidos anotados, a conversa divertida arrancou sorrisos e muitas gargalhadas de todos, principalmente de Demi que já não se aguentava mais de rir das histórias que Kevin contava das aventuras de Joe e Nick quando pequenos.

   - Eu vou contar aquela história constrangedora que a mamãe sempre conta. - Disse Joe emburrado a Kevin e Demi o abraçou de lado ainda rindo. - E eu vou contar às histórias que a sua mãe conta sobre você, Dem. - Disse a Demi, que no mesmo instante controlou-se para não rir.

   - Tudo bem, chega de histórias! - Disse Kevin os olhando. - Como foi a viagem? - Nick flagrou exatamente o momento em que Joe sorriu e olhou para Demi. Céus! Ele nem precisou usar palavras para descrever como se amavam. Nick sorriu feliz pelo irmão e por Demi, eles mereciam toda a felicidade do mundo.

   - Foi maravilhosa! - Disse Joe enlaçando os dedos aos de Demi e sorrindo para ela com amor. - Cara, não tem coisa melhor que tirar um tempo para ficar com a sua garota. Sabe, não só para namorar, é bom para conversar, se divertir um pouco para esquecer os problemas. - Demi sorriu orgulhosa abraçando-o de lado. - Não é meu anjo? - Joe acariciou o rosto dela com a mão livre admirado com a beleza de Demi. Roçara o nariz dela com o seu e a olhou nos olhos derretendo-se de paixão por aquele marrom lindo que era os olhos de Demi. Beijara-a com carinho e logo os pedidos chegaram e a conversa seguiu tranquila e divertida.

...

   - É, você está mesmo de quatro por ela. - Joe ergueu as mãos em sinal de inocência quando Kevin aproximou-se para ajudá-lo com a gravação da demo que Demi cantava.

   - Ela é tão linda. - Disse Joe todo apaixonado olhando para a cabine de parede de vidro onde Demi cantava com o coração cada verso de In case. - Eu a amo tanto. - Kevin massageou-lhe os ombros e Joe suspirou.

   - A mamãe ficava louca quando você sumia com a baixinha, sabia? Ela morria de medo do que Eddie poderia fazer com você, Demi era só uma menina e vocês dois aprontavam tanto... - Joe riu ao relembrar das tantas aventuras que já tinha vivido ao lado de Demi, daria uma boa história, caso revolvesse escrever um livro. - Cara, para onde vocês iam? - Perguntou Kevin intrigado e Joe teve que rir da careta do irmão.

   - Para o apartamento da nossa família, ninguém ia para lá, então nós ficamos com o lugar. - Disse dando de ombros.

   - Hum... Ela está mandando super bem. - Disse Kevin colocando os headphones e Joe assentiu orgulhoso.

   - Claro que está, é a minha garota. - Minutos mais tarde Demi, ansiosíssima, finalmente saiu da cabine depois de terminar a música, ela tinha trabalhado um pouco na letra e mudara apenas alguns trechos.

   - Como ficou? - Perguntou ansiosa depois que fizera aquele antigo toque de mão, que na verdade estava mais para um esbarrão de braços com Kevin e Nick.

   - Perfeita. - Disse Joe a abraçando por trás. - Nick, você pode mostrar para ela? - Perguntou ao irmão, mas o seu sentido estava em Demi e em suas pequenas mãos femininas que tinham os dedos enlaçados nos cabelos dele já que Demi se virou para beijar-lhe o maxilar e o peito.

   - Claro. - Disse Nick guardando o áudio de Demi numa das pastas do computador. - Kev, você pode pegar, por favor, para mim um CD que tem escrito músicas na minha gaveta? - Disse para o irmão. - Separei algumas músicas para o seu CD, Dem. Se quiser nós podemos escolher algumas, as melhores nós compramos e editamos a seu gosto. - Demi assentiu e puxou Joe para sentar-se junto consigo a cadeira que estava vazia ao lado de Nick.

   - Comporte-se. - Sussurrou assim que sentou-se entre as pernas dele, e Joe, como sempre, esboçou aquele sorrisinho pervertido, mas apenas brincou com as pontas dos dedos na barriga dela e descansou a cabeça no ombro de Demi enquanto ela discutia com Nick as músicas que poderiam comprar para regravá-las a seu gosto, sem contar as músicas que ela gravara antes do coma.

   - Nós precisamos marcar a sessão de fotos para o encarte, apostarmos nos singles.. - Disse Nick minutos mais tarde. Tinham discutidos tantos assuntos a respeito do mais novo álbum de estúdio de Demi, eram tantos detalhes que ainda tinham a tratar que todos já estavam zonzos.

   - Eu sei.. - Disse Demi recostando no peito de Joe. - Quanto tempo para tudo ficar pronto? - Perguntou depois segundos em silêncio.

   - Cinco meses no máximo? - Sugeriu Nick olhando para os irmãos.

   - Dois anos no mínimo. - Demi olhou abismada para Joe. Chegara estreitar os olhos.

   - Joe! - Grunhiu cruzando os braços como uma criança teimosa.

   - Demetria! Nós vamos ter um bebê! - Disse apontando para a barriga já volumosa dela. - Não podemos lançar nada agora sem divulgação, sem eventos, está muito em cima da hora, sem contar que a sua saúde não está cem por cento, como você vai viajar pelos quatro cantos desse planeta? Simplesmente não podemos arriscar agora sendo que assim que lançarmos o seu álbum temos que agendar shows pelo país e depois temos que escalar países a dedo para levarmos a turnê. Seria estressante e egoísta demais, seria mais corrido que o normal, correríamos o risco de não atingirmos a nossa meta com as vendas, fora que no final você estaria acabada. - Demi virou-se para olhá-lo nos olhos e quando desviou o olhar intenso de Joe para descansar a cabeça no peito dele, admitiu consigo mesma que ele tinha razão. Precisaria focar agora em sua saúde e na saúde do seu pequeno, e quem sabe, se tudo desse certo, resolveria-se com os seus fãs contando a verdade.

   - Mas.. - Murmurou. O coração de Demi estava cheio de esperanças e sonhos. Se pudesse, faria de tudo um pouco. Lançaria um álbum, faria a turnê mais animada de todas as suas turnês, cuidaria da sua saúde e teria o seu pequeno Bernardo e ainda cuidaria dele com todo o amor do mundo. - Eu posso fazer tudo isso. - Joe a abraçou carinhosamente e sussurrou que ela era capaz, porém não era a hora certa para dividir-se em várias mulheres para dar conta de tudo que tinha para ser feito.

   - Cada coisa ao seu tempo. - Joe deu um leve beijo no ombro dela sentindo-se culpado por vê-la pensativa demais. Queria que Demi sorrisse todos os dias, principalmente naquele dia, já que ela completava mais um ano de vida.

   - Nós podemos fazer uma mini turnê. - Comentou Kevin chamando a atenção de todos. - Você tem tantas músicas Dem, nós podemos selecionar as suas preferidas e as preferidas dos fãs para montar uma mini turnê acústica. - A ideia era boa. Kevin conseguiu arrancar um sorriso de Demi, que aliviou o coração de Joe.

   - Nós podemos levar a turnê para as pequenas cidades do país, podemos visitar três cidades numa semana para não ser muito cansativo. - Disse Joe. O sorriso nos lábios dela se alargava cada vez mais. Tudo bem que o que Demi queria no momento era criar músicas novas e cantá-las com amor para os seus fãs, mas como não era possível cumprir a outra parte, uma mini turnê para aquecê-los para o novo CD não seria nada ruim.

   - Eu aceito! - Disse animada e os rapazes finalmente conseguiram respirar normalmente. - Você vai ser o meu guitarrista. - Joe arregalou os olhos e riu quando ela apontou para ele. - Não aceito não como resposta. - Disse roubando um selinho. - Mike precisa de férias, Joseph! - Joe engoliu em seco quando ela se levantou do nada indo à procura da bolsa.

   - Querida. - Chamou-a. - Para onde você vai? - Perguntou assim que ela despediu-se de Kevin e Nick com um abraço apertado.

   - Buscar as crianças. - Disse como se fosse óbvio e Joe assentiu levantando-se para despedir dos irmãos.

   - Pensei que nós buscaríamos as crianças no horário normal. - Disse enlaçando os dedos aos dela enquanto esperavam o elevador. - Tomara que esteja vazio. - Murmurou para Demi, que riu revirando os olhos assim que as portas manearam para abrir.

   - Ei. - Disse assim que ele a envolveu com os braços e a recostou na parede metálica gelada quando as portas fecharam-se. - Joseph.. As crianças.. - Disse aproveitando as oportunidades que os lábios dele não estavam colados nos seus. - Meu Deus! Você está muito assanhado! - Disse ofegando quando os lábios dele colaram em seu pescoço num beijo quente e demorado e depois Joe encostou a testa a sua também ofegando. - Nada disso! - Seria ótimo dar uns amassos com ele naquele elevador, mas Demi se lembrara das câmeras de segurança e que a qualquer momento alguém poderia flagrar Joe com a mão em sua calcinha.

   - Eu estou com saudades. - Choramingou a puxando para os braços, mas Demi, que não era boba, desvinculou dos braços dele assim que a porta do elevador se abriu para que um casal se juntasse a eles.

   - Nós matamos a saudade na nossa cama, querido. – Disse Demi e enlaçou os dedos aos de Joe assim que o elevador parou no térreo. - Quero passar o dia com os meus anjos. - Comentou enquanto caminhavam para o estacionamento onde o carro de Joe estava estacionado. - Eles merecem folga, estão estudando demais. - Murmurou franzindo o cenho com o flash da câmera que quase a cegou. Diabos! Seria épico se ela saísse na rua sem que um paparazzo a fotografasse, aquela deveria ser uma das piores desvantagens de ser uma artista conhecida.

   - Eu estava pensando. - Disse abrindo a porta do carona para Demi para que logo ele adentrasse o carro não gostando nada daquele tanto de paparazzi que os cercavam, mas preferiu ignorá-los. - Acho que vou conversar com Sara sobre a minha cargo horária, quero diminuí-la e trabalhar no meu escritório em casa. - Demi sorriu e o olhou surpresa. Seria ótimo se Joe pudesse ficar em casa, ele era um ótimo pai e poderia cuidar das crianças enquanto ela estivesse fora de casa futuramente. Sem contar que ele era "uma" ótima dona de casa.

   - Você acha mesmo necessário? - Perguntou já que sabia que Joe era a peça chave da empresa e ele ajudava Sara com tudo que podia.

   - Não sei se ela vai aceitar, ou se ela pode aceitar.. mas não vou descartar a hipótese. - Disse assim que deu partida no carro. - Quero curtir mais os meus filhos, Daniel já tem até barba e está enorme; Elizabeth é praticamente uma mulher feita, ela me deixa bobo, é a sua cara. - Disse todo orgulhoso. - Posso trabalhar no estúdio com o Kev e o Nick, sem essa coisa de passar o dia todo fora de casa, é muito cansativo e estressante. - Literalmente cansativo e estressante. Toda vez que era final de dia Joe chegava em casa exausto, mal tinha tempo para brincar com Daniel e com Lizzie, e às vezes o mau humor o dominava de tal forma que ele acabava brigando com Demi.

   - Faça o que for melhor para você querido, sei que você quer cuidar da nossa família, mas você não precisa fazer tudo sozinho, ok? Eu estou aqui para cuidar de nós também! - Joe sorriu mesmo sem olhá-la já que estava focado no trânsito. - Sabe, às vezes nós priorizamos muito o que a sociedade diz. Os homens sustentam a casa enquanto as mulheres cozinham e cuidam das crianças. Nós não precisamos seguir esse padrão, amor. - Joe entendeu o que ela quis dizer e assim que o carro parou no sinal vermelho ele depositou um beijo carinhoso nos lábios de Demi.

   - Nós podemos fazer isso. - Demi sorriu de orelha a orelha quando mais tarde ele estacionou o carro numa vaga do estacionamento da escola das crianças, fora a oportunidade perfeita para enchê-lo de beijos como ela tinha feito. Cada beijo mais estalado e mais quente que o outro pelo rosto e os lábios bonitos de Joe.

   - Deus! Eu te amo Joseph! - Joe riu e finalmente segurou delicadamente o rosto dela com as mãos e a beijou com paixão na boca.

   - Eu também te amo pequena. - Disse acariciando a bochecha dela com a ponta dos dedos não ousando em desviar os olhos dos lindos olhos marrons de Demi. - Vamos? - Demi assentiu sentindo-se perdida nos olhos dele. Eram tão lindos naquela mistura de mel e verde maravilhosa. 

O sorriso nasceu em seus lábios quando ele abriu a porta educadamente e lhe estendeu a mão a qual ela agarrou e sorriu lindamente para ele. - Linda! - Joe roubou um beijo sem nem mesmo se importar com o horário de pique, já que os alunos que estudavam pela manhã iam embora, ou seja, o local estava tão cheio de adolescentes e carros barulhentos.

   - Acho que eles estão no refeitório. - Disse Demi agarrando-se ao braço de Joe para não se perder. Céus! Como fariam para encontrar Lizzie e Dan no meio daquele tanto de adolescente? Demi os procurou com os olhos por todos os lugares que passavam, até que quando chegavam ao corredor encontrou Elizabeth junto a Daniel e Jenny, mas o casal estava tão envolvido que não notaram a presença deles.

   - Isso não é justo. - Disse o garoto fechando a porta do armário. - Nós temos que pensar em alguma coisa, eu sei que vai dar certo. - Disse para a namorada a abraçando de lado. - Eu vou conversar com ela, tudo bem? - Só quando Dan beijou o topo da testa de Jenny que vira os pais parados poucos há centímetros os observando.

   - Tudo bem. - Disse Jenny, que logo olhara na mesma direção que Dan e Lizzie. O sorriso nasceu em seus lábios e assim que os pais de Daniel se aproximaram um pouco mais, cumprimentara-os educadamente e ah! Ela sabia que dia era aquele, então surpreendeu Demi com um abraço apertado e carinhoso, que a deixou perdidamente vermelha de vergonha quando percebeu que estava mais parecendo uma fã histérica que a namorada de Daniel. Mas Deus! Era a Demi Lovato em carne e osso na sua frente! A mulher era simplesmente incrível! 

   - O que vocês estão fazendo aqui? - Perguntou Daniel surpreso e ignorando Elizabeth que já estava nos braços do pai.

   - Resolvemos buscar você e a sua irmã, quero passar o dia com os meus bebês. - Daniel corou quando a mãe o abraçou e o beijou na bochecha. Por que ela tinha que fazer aquilo logo agora? - Por que você não se junta a nós? - Convidou Jenny, que sorriu sem jeito e quase infartou.

   - Obrigada pelo convite Sra. Jonas, mas tenho compromisso hoje à tarde. - Disse a menina educadamente mostrando o seu melhor sorriso.

   - Apenas Demi, mocinha! É uma pena, nós vamos ter brigadeiro, bolo, pipoca e um monte de besteira. Tem certeza que não pode? - Daniel sorriu feliz por ver a mãe e a namorada se entendendo. Dan agradecia a Deus todos os dias por não ter que enfrentar a fúria da mãe como enfrentara para que pudesse ficar com Jenny, já não bastava Alex que vivia para perturbá-lo.

   - Obrigada pelo convite Demi, mas eu realmente não posso. - Era uma pena. Demi tinha certeza que o que impedia Jenny de ter uma tarde divertida com ela e a família era Alex, mas não iria se meter na vida da menina. Aliás, ela ainda chegaria naquela etapa, só precisava organizar bem como faria tudo que planejava.

   - Então eu acho que posso guardar um pouquinho de brigadeiro para você, e se Daniel não comer tudo, ele trás amanhã. - Elizabeth gargalhou da vermelhidão do irmão e Demi, como não era boba, expulsou a menina dos braços de Joe mostrando língua para Lizzie e enroscou-se a ele enquanto caminhavam para o estacionamento.

   - Mãe! - Disse Daniel todo envergonhado abraçando Jenny de lado. - Seria legal se você pudesse passar à tarde na minha casa. - Sussurrou o garoto caminhando um pouco mais devagar para que pudesse ter um pouco mais de privacidade.

   - Eu adoraria Dan, mas você sabe que não posso. - Sussurrou de volta olhando para os olhos do namorado.

   - Se quiser posso tentar convencê-la, sei lá, não acredito que ela está mesmo disposta a nos separar. - Doía o coração de Dan só em pensar que a possibilidade de perder Jenny era grande e o pior era, a própria mãe da garota estava disposta a separá-los sobre quaisquer circunstâncias.

   - Eu sei, mas não é bom forçar a barra. - Murmurou dando um beijinho carinhoso no peito de Dan.

   - Nós temos que pensar em alguma coisa. - Disse o garoto apenas para que Jenny pudesse ouvir. - Você vai esperá-la ou vai ficar por aqui? - Perguntou assim que chegaram ao estacionamento.

   - Ela disse que passaria para me buscar. – Jenny sorriu completamente envergonhada quando Daniel roubou um selinho e no mesmo instante flagrara Demi os olhando com um sorriso de orelha a orelha nos lábios. – Os seus pais estão te esperando. – Disse a menina envergonhada.

   - Deixa Elizabeth segurar vela mais um pouquinho. – Dan riu ao olhar na direção do carro do pai para encontrá-lo tentando beijar a mãe e assim que conseguiu, Lizzie, que estava sentada nos bancos de trás, revirou os olhos e grunhiu alguma coisa que os fez rir entre o beijo.

   - Eles são tão.. – Jenny riu junto com o garoto. Não era à toa que a internet estava cheia de história e boatos que Joe e Demi se pegavam vinte e cinco horas por dia.

   - Sim! Eles são terríveis. – Murmurou Daniel a contra gosto se lembrando da vez que os flagrou no sofá da sala prestes a... – Acho que eu mereço um beijo, o que você acha? – Dan recostou-se no fundo do carro que estava ao lado do carro do pai e puxou Jenny para os seus braços.

   - Eu não sei. – Brincou a menina acariciando o rosto do namorado assim que ele curvou-se para que ela não precisasse ficar na ponta dos pés para beijá-lo.

   - Ignora. – Sussurrou rindo junto com Jenny. Ah não! Demi era impossível, mesmo a poucos metros deles, ela conseguia chamar a atenção com aquela gargalhada gostosa e contagiante. – Minha linda. – Ronronou buscando os lábios dela com os seus da forma mais carinhosa possível. Era incrível aquela sensação maravilhosa que tomava conta de si quando ele tinha Jenny em seus braços, Dan sentia que a amava de todo coração, que ela seria a única mulher capaz de amá-lo e fazê-lo sorrir.

   - Jeniffer. – A voz dura de Alex e a buzina escandalosa do carro assustou o casal. Daniel, que antes abraçava a menina e a beijava agora estava rígido e mal podia respirar, ele estava tão assustado.

   - Eu já estou indo mamãe. – Disse Jenny tão assustada quanto Daniel. – Eu amo você. – Disse o olhando nos olhos. Como não sorrir? Daniel era tão lindo que as bochechas de Jenny coraram quando ele roubou um selinho e abriu aquele sorriso matador.

   - Eu também meu anjo. – Dan a envolveu num abraço rápido e enlaçou os dedos aos dela para que pudesse levá-la até o carro de Alex, e depois que ele o fez, esboçou o seu melhor e mais inocente sorriso para a mãe de Jenny a cumprimentando. – Bom dia Sra. Shorty. – Disse educadamente acenando, mas Alex apenas o olhou dos pés a cabeça e partiu com o carro sem ao menos direcionar-lhe a palavra.

   - Daniel, está tudo bem? – Dan assustou-se quando sentiu a mão da mãe em seu braço, mas logo sentiu-se mais que protegido apenas por tê-la.

   - Está mamãe. – Disse fitando o carro de Alex até que o mesmo sumisse do seu campo de visão. – Vamos para casa? Estou ansioso para comer brigadeiro. – Dan olhou para a mãe e sorriu a puxando para um abraço apertado. Por mais que as coisas não estivessem boas para ele e Jenny, não queria estragar aquele dia por nada, e muito menos deixar Demi mais preocupada do que ela já parecia estar.

Continua.. Oi! tudo bem? Estou bem graças a Deus!! As coisas não estão boas para o Dan e a Jenny, será que eles vão suportar a pressão da Alex ou vão aceitar que não podem ficar juntos? E a Demi? O que ela vai fazer? Está acabando!! Beijos e muuuuito obrigada pelos comentários do capítulo anterior, lá vem tretas para vcs!

ps. estou com sono e acho que não revisei direito o capítulo hsaushau

23.6.15

Capítulo 62

A sensação deveria ser semelhante à de estar no paraíso, ao menos Joe pensara naquela questão por todo o tempo que estivera com Demi em seus braços a amando e recebendo o amor dela. Ah como ela o deixara o louco! O sorriso formou-se em seus lábios ao lembrar-se de como ela dançara para ele, de como ela tinha feito amor com ele à noite toda e um bom pedaço da manhã sem deixar de provocá-lo com aquele jeitinho de menina terrível. Espreguiçando-se ainda de olhos fechados Joe logo procurou o corpo quente de Demi para envolvê-lo em seus braços, mas onde ela estava?

   - Dem? – Chamou todo manhoso tateando o espaço a sua volta. A preguiça era tão grande que Joe se negara em encarar a luz dos raios do sol que invadia o quarto, mas precisava se enroscar a Demi para sentir o calor do corpo dela envolver o seu. – Bebê? – Chamou choramingando enquanto se erguia para recostar na cabeceira da cama e finalmente abrir os olhos para procurar por sua menina. Estava sozinho! Joe fitou o espaço vazio que pertencia à Demi e esboçou um pequeno sorriso, queria tanto abraçá-la e beijá-la. Pensando naquela questão ele se levantou e procurou pelo short de dormir que vestira depois que tomara banho no meio da madrugada com Demi enroscado às outras peças de roupa. Ah! A noite tinha sido fantástica! Principalmente depois que Demi o soltou depois de torturá-lo incansavelmente! Ele tinha a agarrado nos braços e a amou da forma mais selvagem e primitiva que vinha do fundo do seu ser. E fora assim pelo resto da noite até horas atrás. Estava tão ansioso para vê-la que escovara os dentes e lavara o rosto rapidamente antes de sair do quarto a passos longos para procurá-la primeiro na sala, onde não a encontrou e depois na cozinha, onde Demi também não estava. – Demi? – Chamou de cenho franzido e então caminhara para sala e só agora percebera para a porta estava entreaberta. A ansiedade o corroia a medida que se aproximava da porta, até os cabelos arrumara pensando em como Demi gostava quando estavam arrumados.

E lá estava ela! Um sorriso de menino surgiu nos lábios de Joe quando ele a viu debruçada sobre a proteção do deck, Demi estava tão distraída fitando as montanhas que mal percebeu quando Joe, com todo o cuidado do mundo abriu um pouco mais a porta cruzando os dedos para que não fizesse barulho.

   - Oi. – Disse assim que estava ao lado dela também repousando os braços no parapeito da proteção do deck.

   - Oi. – Demi arregalou levemente os olhos em susto, mas logo voltou a relaxar quando percebeu que era apenas Joe.

   - Bom dia. – Disse quebrando o silêncio e ela o olhou e não resistiu ao sorrisinho dele e riu tornando a fitar as montanhas.

   - Bom dia. – Disse sem conseguir esconder um sorriso. - Bom dia Joseph. – Começara a corar só porque ele a olhava daquela forma que a deixava de pernas bambas e louca para se esfregar no corpo dele.

   - Bom dia Dem. – Tomara-a de surpresa nos braços e a beijou na testa sentindo o coração transbordar de amor por aquela mulher. – Bom dia meu anjo. –  Disse roçando os lábios dela com um beijo delicado e rápido, e ele sorriu quando a olhou nos olhos e a envolveu num abraço de urso.

   - Amor! – Demi o envolveu pelo pescoço levando as mãos diretamente para os cabelos da nuca dele como sempre fazia e roçou-lhe os lábios com os seus num beijo apaixonado. – Te amo. – Sussurrou nos lábios dele e assim que os roçou novamente Joe a imprensou contra a proteção do deck e fez daquele beijo o beijo mais intenso e apaixonado daquela manhã.

   - Eu também te amo. – Disse Joe ofegando escondendo o rosto no pescoço dela para distribuir beijinhos carinhosos por aquela região. – Amo você também pequeno. – Disse depositando um beijo demorado na barriga de Demi, que sorriu emocionada e o abraçou aninhando-se ao corpo dele quando Joe ergueu-se e a olhou tão apaixonado com aqueles lindos olhos esverdeados.

   - Amor. – Ronronou roçando os lábios no peito dele. – Eu não quero ir embora. – Disse toda manhosa o abraçando pela cintura. – Mas eu quero voltar para casa para mimar os meus pequenos. – Claro que tinham feito amor por boa parte do tempo na noite passada, mas também tiveram um tempo para conversar e em meio à conversa Demi havia pedido para Joe reservar as passagens de volta para aquele mesmo dia.

   - Bebê. – Disse a beijando no topo da cabeça. – Você quem decide. – Disse e ela choramingou o fazendo rir. – Daniel e Elizabeth não podem ficar aqui conosco, tem a escola Dem. – Demi assentiu ainda choramingando, e Joe sabia que era a mais nova fase da gravidez.

   - Eu sei. – Murmurou descansando a cabeça no peito dele. – Mas eu estou com muitas saudades, não quero ficar mais um dia sequer longe deles. – Joe assentiu. Também sentia saudades das crianças, mas ficara tanto tempo sem ter a companhia de Demi como sua mulher e amiga que se dependesse da vontade de Joe, ele ficaria até o prazo do aluguel da cabana vencer. – Mas eu também quero ficar com você, e fazer amor. – O último trecho o fez rir. Porque as mulheres tinham que ser tão confusas?

   - Nós podemos fazer amor na nossa cama. – Sugeriu. – Ou na bancada da cozinha, no sofá da sala, na escada, no closet. Onde você quiser. – Demi sorriu enquanto lhe espalmava o peito.

   - Eu vou sentir falta daqui. – Disse por fim virando-se para fitar as montanhas e Joe a abraçou carinhosamente por trás. – Eu me senti tão bem aqui, como se eu estivesse em casa. – Joe assentiu depositando um beijo no pescoço dela.

   - Mas nós temos que voltar para a nossa casa. – Disse levando as mãos à barriga de Demi para acariciá-la. – Temos que organizar tudo para a chegada desse pequenino. – Demi sorriu e assentiu relaxando o corpo no dele.

   - Falar nele.. Eu estou faminta! – Joe riu e a apertou nos braços. – Querido! – Ah! O sorriso sapeca dela o fez sorrir e Joe roubou um beijo. – Você está me apertando. – Murmurou manhosa ainda nos lábios dele.

   - Eu sei. – Disse a virando para que pudesse fitar-lhe o rosto. – Que tal comer alguma coisa e depois nós podemos arrumar a nossa bagagem, o que você acha meu anjo? – Joe riu quando ela suspirou toda dramática e assentiu fazendo bico.

   - Amor! – Ronronou e ele riu gostosamente a abraçando contra o peito.

   - Vamos meu anjo. – Disse a envolvendo com os braços. – Juro que podemos voltar outra vez. – Ah sim, ele já tinha em mente o que faria.

   - Promete? – Perguntou o olhando nos olhos e Joe assentiu a abraçando de lado enquanto caminhavam para dentro da cabana.

   - Prometo meu anjo. – Demi ganhou um beijo na testa e sorriu involuntariamente. A felicidade não cabia em seu peito, o seu relacionamento com as crianças estava bem, o seu relacionamento com Joe estava simplesmente perfeito e em seu ventre o seu pequenino Bernardo crescia forte e saudável.

...

   - Dem.. – Os gemidos escapavam pelos lábios de Joe conforme as mãos mágicas de Demi massageavam os seus ombros e os lábios dela eram roçados ora nas costas largas ora no pescoço e no maxilar. – Nós vamos nos atrasar. – Gemeu quando as mãos dela espalmaram o seu peito e os lábios roçavam atrás de sua orelha o deixando completamente louco de tesão por ela. Diabos! Deveria ser a gravidez, ou melhor, os hormônios femininos enfurecidos! Tudo bem que Demi adorava fazer amor com ele, mas Deus! A mulher estava impossível! Não que Joe não gostasse, bem pelo contrário e não tinha sido à toa que passaram praticamente toda a tarde fazendo amor depois do rápido lanche que fizeram antes de começar a arrumar as malas. – Meu Deus Demetria! – Disse controlando-se para não puxá-la para o colo e enfiar-se nela mais uma vez. A massagem era divina, porém Demi estar nua não o ajudava muito a relaxar já que o corpo dela, principalmente os seios roçavam as suas costas. – Meu Deus! Vem aqui pestinha. – Joe a puxou para o colo e a beijou na boca a trazendo para si.

   - O que eu fiz? – Joe acariciou o rosto bonito de Demi e sorriu ao vê-la esboçar aquele sorrisinho carregado de segundas intenções.

   - O que você fez danadinha? – Disse distribuindo beijo pelo tórax dela até que os seus lábios roçaram delicadamente o mamilo direito e logo o esquerdo. – Está me provocando com essas maravilhas. – Demi gargalhou e acomodou-se sobre ele ficando com o corpo de Joe entre as pernas e com os seios roçados no peito largo. – Não faz isso. – Choramingou agora porque o sexo dela roçava superficialmente o dele.

   - Joseph! – Disse ainda rindo do jeito que ele movia o quadril na esperança de se encaixar a ela. – Olha para mim. – Pediu repousando as mãos nos ombros dele e Joe a olhou aproveitando para repousar as mãos à cintura dela. – Relaxa, ok? – Demi roçou os lábios aos dele e o olhou nos olhos. – Nós só estamos namorando amor, não tem nada de mais. – Joe procurou os lábios dela com os seus e os beijou rapidamente.

   - Eu sei meu anjo. – Disse deliciando-se do cheiro de frutas dos cabelos dela. – Só que nós não deveríamos estar fazendo amor Dem, temos que terminar de arrumar as nossas coisas, nosso voo é daqui.. – Demi arqueou as sobrancelhas quando ele espiou a hora no relógio e a olhou de olhos arregalados. – Quarenta minutos! – Demi apenas revirou os olhos e tombou o corpo sobre o dele de forma que Joe ficasse deitado. – Nada disso! Agora nós vamos terminar de arrumar as malas e vamos tomar o banho mais rápido de nossas vidas, entendeu mocinha? – Disse invertendo as posições e Demi fez careta reprovando o plano de Joe.

   - Eu quero fazer amor. – Disse envolvendo o pescoço dele com os braços repousando as mãos nos cabelos da nuca e o acolhendo entre as pernas.

    - Dem.. estamos atrasados princesa. – Claro que a vontade dele era de amá-la incansavelmente, sentir todo o amor que Demi tinha por ele, mas ainda havia tantas coisas para serem resolvidas até que embarcassem rumo à Los Angeles.

   - Só mais essa vez, uma rapidinha amor. – Pediu toda manhosa logo roçando os lábios aos dele e Joe retribuiu o beijo sabendo que teria problemas com o voo já marcado. – Prometo que não te perturbo mais. – A essa altura do campeonato Joe já se fundia a ela tão surpreso por sentir Demi mais que pronta para recebê-lo.

   - Quando nós chegarmos em casa vou apagar esse seu fogo. – Murmurou começando a se mover e Demi riu em meios aos gemidos que escapavam por seus lábios. A ansiedade para estar em casa já a corroía.

 Joe tivera que ter muito jogo de cintura para não ceder a todas as vontades de Demi, céus! Ele quase tivera um infarto enquanto fazia amor com ela, Demi definitivamente o deixou louco com todos aqueles gemidos provocantes e com o jeito que ela gemeu o nome dele quando finalmente chegou ao ápice, o que o fez explodir junto com ela. Ah Demi! Joe a beijou na boca e sorriu ainda ofegando quando ela aninhou-se a ele toda manhosa esboçando aquele sorriso lindo. Se pudesse ficaria a tarde toda com ela nos braços a amando, mas tinham que voltar para casa e com muita pressa Joe a levou para o banheiro para um rápido banho e quando estavam no closet riam das brincadeiras bobas que inventavam mais que organizavam as malas e se vestiam. Mas o que podiam fazer? Era tão bom ser um casal bobo e apaixonado, Demi não deixava de rir das palhaçadas de Joe e ele não deixava de rir do jeito de menina que ela corava quando ele dizia algo quente e ousado. Nem parecia a Demi da noite passada que o seduziu da forma mais simples e provocante. Despedir da cabana foi a pior parte, e Joe não esperava que os olhos de Demi marejassem como havia acontecido, mas ele achara tão fofo que depois que trancara a porta principal e entregou a chave à proprietária da cabana, abraçou Demi e a beijou na testa prometendo voltar o mais breve possível.

   - Ainda está emburrada? – Perguntou afastando as mechas dos cabelos dela do pescoço para que pudesse depositar um beijo ali. Sim, Demi ficara emburrada em todo o trajeto da cabana ao aeroporto, e agora na fila enorme para conferir toda a documentação ela preferira mexer no celular a conversar com ele.

   - Não estou emburrada. – A vontade de Joe era de apertá-la nos braços! Claro que ela estava emburrada, e Demi sempre ficava a coisa mais fofa quando estava emburrada. – Joseph! Será que você pode me devolver o meu celular? – Agora ela o olhava? Joe guardou o celular que habilmente tomara das mãos de Demi no bolso e cruzou os braços como ela cruzava virando para olhá-lo. – Agora vai me imitar também? – Joe olhou para os lados e resolveu ignorar as pessoas que os olhavam e as que os fotografavam, descruzou os braços e puxou Demi para o peito.

   - Dá para parar com isso? – Pediu pondo uma mecha dos cabelos dela atrás da orelha. – Você está tão linda e essa carranca não combina com você. – Aos poucos aquele sorriso bonito surgia nos lábios dela. – Não vou ganhar um beijo? – Demi mordeu o lábio inferior e fitou os olhos de Joe, claro que o beijaria! Então pôs-se na ponta dos pés à medida que envolvia o pescoço dele com os braços para beijá-lo na boca com amor e carinho. – Prometo que nós vamos voltar junto com as crianças, tudo bem? – Disse um tempo depois que Demi encostou a testa a dele e fitou-lhe os olhos com os lindos olhos marrons dela.

   - Tudo bem, desculpe por ser infantil. – Sussurrou e roçou os lábios aos dele. – Estão nos olhando. – Sussurrou virando-se e Joe riu a abraçando por trás.

   - O aeroporto está lotado, e você está chamando a atenção. – Demi o olhou sobre o ombro e Joe riu da careta que ela fez.

   - É tão.. – Ora! Ela o surpreendeu quando ergueu-se para roubar um selinho estalado dos lábios dele. – Estranho, na cabana nós estávamos sozinhos o tempo todo e agora está todo mundo nos olhando. – Joe assentiu dando um passo junto com ela quando a pessoa que estava à frente de Demi avançou alguns passos.

   - A culpa é sua. – Cantarolou e ela riu repousando as mãos junto às dele em sua barriga.

   - Sabe o que seria bem legal? – Indagou como uma criança e Joe arqueou as sobrancelhas esperando pelo o que ela diria. – Se você comprasse chocolate para mim. – Depositara um beijo nos lábios dele e o olhou com os olhos brilhando com a esperança de convencê-lo.

   - O que eu vou ganhar? – Perguntou depois de roçar os lábios aos dela e dar outro passo junto com Demi.

   - Um beijo. – Disse dando um beijinho no queixo dele e Joe riu a aninhando nos braços. Geralmente as pessoas costumavam ser mais respeitosas, mas ninguém conseguia controlar os benditos paparazzi. Deus! Eles começavam a surgir do nada e os atacavam com aquelas câmeras de flashes ultra potentes. – Você vai ficar bem? – Perguntou preocupado a aninhando nos braços de forma protetora.

   - Claro que sim, vou esperar aqui na fila, qualquer coisa te ligo. – Joe assentiu com receio, tirou o casaco que vestia e o vestiu em Demi.

   - Está frio. – Disse ajeitando a peça no corpo dela e Demi sorriu o vendo todo preocupado.

   - Chocolate branco ao leite com cookies. – Agora fora ela quem arrumara o suéter que ele vestia. – Te amo! – Gritou quando ele afastou-se e logo corou quando Joe gritou de volta que a amava e de repente todos, incluindo aqueles que mal notavam a sua presença, olharam exclusivamente para ela. 
...


   - Joe, arruma a mantinha. – Sussurrou nos lábios dele e Joe os cobriu com a manta. Passaram praticamente toda a viagem trocando beijos e cochichando, o que fez com que a aeromoça os visitasse a cada cinco minutos para reclamar da “bagunça” que faziam, e agora, depois que Demi os cobriu com a manta que ela tanto gostava de se enroscar, as visitas da jovem aeromoça cessaram. – Arruma amor, se não ela vai nos descobrir. – Disse e riu junto com ele.

   - Hum.. – Murmurou em meio ao selinho que trocavam e Demi deitou a cabeça no ombro dele para que a respiração voltasse ao normal. – Cansada? – Perguntou enlaçando os dedos aos dela.

   - Não muito. – Disse procurando o tablete de chocolate no bolso do enorme casaco de frio que Joe a envolveu. – Estou ansiosa para mimar os nossos filhotes. – Joe riu do jeito que ela se referiu a Daniel e Elizabeth. – Será como eles estão? – Joe a olhou e roubou um rápido selinho.

   - Eles estão bem, minha mãe sabe como mimá-los. – Denise adorava cuidar dos netos e conseguia mimá-los mais que Demi, Miley e Dani juntas. – E o nosso pequeno? Dem, eu estou tão feliz. – O sorriso dele era tão brilhante e contagiante que a fez sorrir também. Não pudera escolher um homem melhor para ser o pai de seus filhos. Joe era o melhor pai de todo o mundo! – Estou ansioso para pegá-lo no colo, sabe? Para ensiná-lo andar, brincar comigo, com a Lizzie e com o Dan. Ele é um presente de Deus, sabia? Ele o confiou a nós porque sabe que o nosso amor é verdadeiro e que um bebê nos ajudaria a resolver os nossos problemas bobos. – O sorriso de Demi ia de orelha a orelha, os olhos estavam marejados e o coração transbordava de amor por aquele homem.

   - Meu Deus! Eu te amo tanto Joseph, tanto! – Joe sorriu quando ela o abraçou com tanto carinho e o beijou na bochecha antes de beijá-lo na boca. A sensação de amar e ser amado não se comparava a nenhuma, o amor era tão grande e vivo, tão forte e acolhedor. – Obrigada por me fazer mulher. A mulher mais feliz e realizada desse mundo. – Não pouparia os seus sorrisos e nem nada que o impedisse de mostrar o quanto a amava. Joe a olhou nos olhos por incontáveis minutos. Olhá-la nos olhos era como se conectasse a sua alma a de Demi, era apenas mais uma prova que o seu coração pertencia a ela assim como o coração dela pertencia a ele. Os lábios estavam roçados minutos depois, os dedos enlaçados e a paz e o amor os tomavam. Até que o limpar de garganta familiar quebrou o encanto e o sorriso sapeca de Demi o fez sorrir também.

   - Senhor e Senhora Jonas. – A voz feminina rígida fez com que Demi escondesse o rosto no braço de Joe para que pudesse abafar o seu riso.

   - Perdão? – Disse Joe assim que descobriu-se. A vontade dele era de se acabar de rir junto com Demi, era tão divertido pirraçar aquela pobre aeromoça.

   - Nós acabamos de pousar. – Informou a moça levemente corada e quando Demi a olhou perguntou-se mentalmente se aquela menina estava corada por conta da situação embaraçosa que os flagrou ou porque Joe era um homem de deixar qualquer mulher desnorteada e com a calcinha molhada.

   - Obrigado. – Ah! Ele tinha que esboçar aquele sorriso galanteador para deixar a aeromoça mais corada e sem jeito. Demi cerrou os olhos e esperou que ficassem sozinhos para acertá-lo com um tapa no braço. – O que fiz? – Disse de cenho franzido verificando se tudo estava em perfeita ordem com a sua mochila.

   - Nada Joseph, nada. – Joe riu do biquinho dela e a puxou para um rápido beijo.

   - Deixa de ser ciumenta Demetria, eu sou o seu menino, o seu escravo sexual, eu faço tudo por você bebê. – Demi riu do drama dele enquanto verificava se tudo estava em ordem com a sua bolsa.

   - Você é muito exagerado Joseph. – Disse assim que desceram a escada do avião e caminhavam pela pista. Já era noite em Los Angeles.

   - Não sou. – Disse a abraçando de lado e Demi fez careta atrapalhando-se com a bolsa, o travesseiro e a manta que carregava nos braços. – Dem, eu me sinto abusado sexualmente e a culpa é sua. – Disse e ela arregalou os olhos olhando para os lados rezando mentalmente para que ninguém os ouvisse.

   - Até parece que você não gosta. – Sussurrou e ele esboçou um rápido sorriso sacana.

   - Então você não vai negar? – Perguntou arqueando as sobrancelhas e ela revirou os olhos. – Confesso que fiquei tenso quando você me amarrou, mas eu gostei de levar palmadas no bumbum. – Porque ele tinha que tocar naquele assunto logo agora? Demi tornou a olhar para os lados e quase infartou quando notou a presença de um homem de idade que vinha logo atrás. – Foi quente bebê. Você estava tão gostosa que eu pensei que eu goz.. – Demi o agarrou pelo braço e Joe teve que si controlar para não gargalhar escandalosamente do quão corada ela estava. Ora, ele só estava a pirraçando como sempre. – O que foi? Agora você está coradinha, mas na hora que você ficou de quat.. – Demi grunhiu escondendo o rosto no travesseiro e Joe não resistiu, acabou gargalhando fazendo Demi ficar ainda mais vermelha de vergonha.

   - Joseph!  - Disse ainda escondendo o rosto. – Dá para parar? – Murmurou o espiando por uma brecha do travesseiro. O aeroporto estava lotado como sempre e as pessoas os olhavam completamente curiosas para saber o porquê Joe gargalhava tanto.

   - Desculpa. – Ele disse ainda rindo e Demi o xingou mentalmente. – Dem, sério. Eu nunca vou esquecer quando você fez aquilo... você sabe.. – Disse a olhando daquele jeito safado e se Demi pensara que estava corada, agora o rosto estava mais que vermelho, chegara senti-lo quente. – Oh meu Deus! Eu estou brincando Dem. – Disse a abraçando sem jeito por conta do travesseiro e da manta que Demi carregava. – Não precisa ficar vermelhinha meu anjo. – Disse ainda rindo e ela escondeu o rosto no peito dele. – Estou brincando Dem. – Disse dando um leve beijinho no topo da cabeça dela. – Olha para mim. – Pediu e riu quando Demi murmurou um não manhoso. – Ei, eu tenho que buscar as nossas malas, você pode ligar para Daniel e avisar que nós já chegamos? – Demi assentiu ainda com o rosto escondido no peito dele. – Demi! Estou falando sério! – Como controlar o riso? Demi estava literalmente vermelha.

   - Idiota! Você disse que estava falando sério. – Murmurou sem olhá-lo enquanto procurava o celular na bolsa.

   - E estou. Já volto. – Ao menos ele dera um beijo em seus lábios antes de sair apressado para buscar as malas. Demi verificou a hora no celular e depois de uma conversa rápida no celular com Daniel, ficara a espera de Joe observando as pessoas a sua volta. O local estava tão cheio e às vezes ela acenava para as garotas histéricas que lhe gritava o nome. Será como o mundo reagiria a sua verdade? Algumas daquelas pessoas, principalmente os adolescentes eram os seus fãs, eles a tinham como um exemplo de vida, como uma pessoa que superara as barreiras impostas pela sociedade e que seguiu em frente. Seria um choque para eles, Demi tinha certeza que sim, mas não queria e nem mudaria aquela situação por nada. O mundo poderia desabar em suas costas, sabia que teria aqueles que entenderiam e teria aqueles que a usaria como motivo de piada e gozação, mas cada pessoa tinha a sua opinião a respeito de uma determinada situação, e por mais injusta que essa opinião fosse, nada poderia ser feito além de aceitar ou ignorá-la, e Demi estava disposta a enfrentar todas as criticas sendo elas positivas ou negativas que viria assim que contasse o real motivo do coma.

   - Oi! Nós podemos tirar uma foto? – A voz alegre da adolescente sorridente a trouxe de volta para realidade e depois das apresentações, Demi sorriu para a câmera abraçada a adolescente e a menininha que a acompanhava. – Obrigada! Nós te amamos! – O sorriso de Demi foi de orelha a orelha e ela acenou alegremente para as garotas. Era engraçado, a menininha de cabelos lisos e de cor clara era a cara de Elizabeth. Foi impossível não se lembrar da sua pequena menina e não sorrir encantada. Deus! O tempo passava tão rápido, Demi ainda se lembrava como se fosse no segundo anterior de quando Lizzie era apenas uma menina que estava sempre ao seu lado, a menina era a sua fiel companheira e não a largava por motivo algum, elas se divertiam com as brincadeiras mais simples, conversavam sobre bonecas e garotos.

   - Querida? O táxi está nos esperando. – Demi assentiu ainda pensando em Elizabeth e enlaçou os dedos aos de Joe para não se perder no meio daquela multidão. – Está tudo bem? – Perguntou Joe assim que entraram no táxi e se sentaram nos bancos de trás enquanto o taxista punha as malas no porta-malas.

   - Está, eu só estava pensando. – Disse esboçando um pequeno sorriso para ele.

   - Conseguiu falar com Daniel? – Joe a olhou com receio e Demi assentiu franzindo o cenho com o olhar esquisito dele. – O que ele disse? – Perguntou acariciando a barriga dela de forma protetora. Quando pegara as malas e fora à procura de Demi, Joe tinha a flagrado fitando a menininha de cabelos lisos e claros. Será que Demi queria uma menina e não um menino? Pensara consigo.

   - Que está nos esperando. – Disse levando a mão de encontro à dele à barriga e os dois fitaram aquele leve volume do milagre que crescia no ventre de Demi.

   - Você queria uma menina? – Sussurrou depois de cumprimentar o taxista e orientá-lo a respeito do endereço da casa de Denise. Joe ainda fitava a barriga concentrado no seu pequeno bebê.

   - Eu o quero independente de ser um menino ou uma menina. – Disse repousando a mão sobre a dele. – Por quê? – Demi o olhou e viu o alivio nos olhos de Joe, ele até estava mais relaxado.

   - Aquela menininha.. O jeito que você a olhou. Eu não sei, apenas pensei que você queria uma menina. – Disse sem jeito e Demi riu deitando a cabeça no ombro dele.

   - Vou adorar ter um menininho carente igual o pai e o irmão. – Joe sorriu todo galante e Demi riu o beijando no maxilar. – Aposto que ele vai ter os olhos como os seus e vai ser comilão como Daniel.  – Conversaram em cochichos sobre o bebê por toda a curta viagem. Cada qual com uma ideia mais exagerada para aquela vida que se fortalecia a cada dia no ventre de Demi.

   - Está pronta? – Joe cochichou levando o dedo à campainha e Demi sorriu ansiosa. – Tem certeza? – Ela riu e ele finalmente tocou a campainha. Demi estava tão ansiosa que Joe riu quando ela mordeu o lábio inferior e logo esboçou um sorriso de orelha a orelha quando a porta foi aberta e Elizabeth correu para os braços da mãe e a abraçou calorosamente.

   - Oi meu amor! – Os homens nunca seriam tão carinhosos e protetores como as mulheres eram com os seus filhos, Joe tinha certeza que não. Ele sorria observando Demi distribuir beijinhos pelo rosto de Elizabeth com tanto amor e carinho, os olhos chegavam a brilhar iluminados de amor. Ela era tão protetora e carinhosa, estudara a menina com os olhos para checar se tudo estava bem e a acolheu novamente nos braços dando um beijinho na testa de Lizzie. Ah! E a menina estava radiante nos braços da mãe.

   - Ei bonitão. – Joe sorriu ao olhar para trás e encontrar Daniel pronto para envolvê-lo num abraço de urso naquela brincadeira que eles sempre faziam. Tudo bem que as mulheres tinham uma forma mais “exagerada” de demonstrar o amor, e ele e Dan, como todo homem, eram um pouco mais sutis e bobos. – Senti sua falta. – Disse o garoto arrancando um sorriso do pai.

   - Também senti a sua falta. – Disse o olhando nos olhos. Tinha algo em Daniel que o lembrava de si mesmo, deveria ser o jeito tímido e ao mesmo tempo divertido que o menino herdara.

   - Papai! – Daniel franziu o cenho, porém riu da encenação um tanto exagerada de Elizabeth se jogando nos braços do pai roubando toda a atenção como ela sempre fazia, mas os braços de Demi envoltos a sua cintura o fez sorrir de orelha a orelha e acolher a mãe nos braços.

   - Oi mamãe. – Demi beijou o garoto com tanto carinho, sussurrou que o amava, e roçou o nariz de Dan num beijo de esquimó que fez o garoto sorrir e corar ao mesmo tempo em que envolvia a mãe num abraço de urso como tinha feito com o pai.

   - Oi meu pequeno. – Demi o olhou nos olhos e suspirou. Daniel poderia ter a idade que fosse, poderia estar maior que o pai ou não, mas ele sempre seria o seu pequenino bebê manhoso.

   - Senti saudades. – Daniel sorriu todo envergonhado e curvou-se para beijar a bochecha da mãe.

   - Também senti saudades. – As bochechas de Demi assumiram um leve avermelhado assim como as de Dan.

   - Como ele está? – Os olhos do garoto iluminaram-se e Demi sorriu como uma gata manhosa quando sentiu o carinho que Dan fazia em sua barriga.

   - Está bem. – Disse Demi. Era incrível como ela conseguia sentir que o seu pequeno estava bem, pois o seu amor por aquela pequena vida só aumentava incontrolavelmente assim como ela tinha certeza que o amor de Bernardo crescia por ela.

   - Ele vai ficar muito feliz com o lanche que a vovó preparou. – Disse Elizabeth espalmando as costas do irmão com as mãos. – Depois nós podemos ouvir o coração dele? – Perguntou a menina olhando para a mãe e logo para o pai.

   - Quando chegarmos em casa. – Disse Joe esboçando um pequeno e cúmplice sorriso para Demi. Logo estavam na cozinha sobre os cuidados de Denise, que tratou de acolhê-los como uma verdadeira mãe.

   - Como está as orações meu amor? – Demi sorriu discretamente observando Denise verificar se Joe estava bem assim como ela tinha feito com Daniel e Elizabeth.

   - Bem, mamãe. – Disse Joe sorrindo para a mãe e em troca ganhou um beijo na testa. – Como foi o último culto? – Perguntou enquanto Denise o servia com frutas cortadas em cubinhos.

   - É para a mocinha comer tudo. – Demi sorriu quando Denise a beijou na testa e a serviu com uma tigela cheia de frutas cortadas. Oh Deus! Ela estava tão aliviada que não era a bendita canjica. – Maravilhoso, o pastor perguntou por você. – Comentou Denise enquanto servia Paul.

   - Dem vai conosco ao próximo culto. – Comentou esboçando um sorriso lindo para ela, que, como sempre, corou.

   - É bom, se não Eddie vai puxar a orelha dela. – Demi revirou os olhos e mostrou língua para Joe quando ele riu. – Como foi a viagem? – Ah! Demi corou quando viu o sorrisinho mal intencionado surgir nos lábios de Joe e bem, ele roçava a perna dela com a dele.

   - Como foi a viagem querida? – Droga! Porque ele tinha que ser tão cara de pau e sem vergonha? Demi arrumou algumas daquelas mechas dos cabelos atrás da orelha e olhou rapidamente para Daniel e Elizabeth.

   - Bem, foi ótima. – Disse sem jeito. – A vista era incrível, nós estávamos rodeados de montanhas e da natureza. – Demi fitou a tigela desejando poder se esconder. Porque a lembrança da maldita parede de vidro não lhe deixava em paz? O arrepio por todo o corpo e o íntimo sensível eram frutos das pernas de Joe esfregadas as suas, o que a deixou mais nervosa e envergonhada.

   - As macieiras eram lindas. – Comentou Joe como se nada estivesse acontecendo debaixo da mesa e Demi cerrou os olhos tentando afastar as pernas das dele, mas Joe tinha prendido a sua perna direita entre as dele. – Eu peguei uma maçã para a minha pequena. – Ah! Agora ela estava tão corada e sem saber como poderia esconder aquele sorriso apaixonado que insistira nascer em seus lábios. Joe poderia ser um completo safado, mas também era tão fofo! Demi queria poder beijá-lo e enroscar-se a ele toda manhosa, mas decidiu apenas ceder aos encantos dele. E bem, Joe a fez ficar vermelha por tantas vezes que Demi estava considerando a ideia de sumir pelos próximos séculos.

...

   - Pai, o tio Nick pediu para avisar que o estúdio está livre amanhã. – Joe olhou rapidamente para Demi para não perder o foco do trânsito e a flagrou com um sorriso sonhador estampado nos lábios. Como passaram boas horas na casa de Denise conversando sobre a viagem e o bebê, a noite caíra e o cansaço chegara. Então resolveram que estava na hora de ir para casa.

   - Como o seu tio sabe que estamos em Los Angeles? – Perguntou Joe um tanto intrigado movendo a mão que estava na marcha para o joelho de Demi.

   - Olha. – Elizabeth esperou o carro parar no sinal vermelho para mostrar para o pai as diversas fotos dele e de Demi no aeroporto que já circulavam na internet. – Vocês são fofos. – Disse Elizabeth sorrindo ao ver as fotos dos pais abraçados e trocando carinhos.

   - Pequena. – Joe sorriu todo apaixonado ao olhar para Demi. Por mais que tivera Demi em seus braços por longos quatro dias, Joe ainda se sentia tão carente do amor dela. – Anjinho. – Elizabeth revirou os olhos, mas riu quando o pai esticou-se para conseguir beijar os lábios da mãe. – Amo você bebê. – Ele disse todo manhoso e em troca recebeu um beijo rápido nos lábios.

   - Amor, nós podemos gravar amanhã? – Mesmo com a pouca luz do interior do carro Demi fitara os olhos dele intensamente à medida que o acariciava no rosto. – Por favor, por favor. – Sussurrou e deu uma série de selinhos nos lábios de Joe. – Eu quero que você trabalhe comigo, por favor, amor. – Tornou a sussurrar toda manhosa o beijando.

   - Dem. – Como poderia resistir a ela? Demi distribuiu selinhos pelo rosto dele com intuito de convencê-lo. Ora, não faria mal trabalhar com ela, bem pelo contrário, seria ótimo estar ao lado dela para que pudesse protegê-la e proteger o seu pequeno Bernardo. – Tudo bem. – Disse por vencido e Demi sorriu de orelha a orelha apertando-lhe as bochechas.

   - Eu te amo, eu te amo! – Ela repetira que o amara conforme distribuía beijinhos pelo rosto dele, o que fez Joe sorrir e dar um beijo demorado nos lábios dela assim que os carros de trás começaram a buzinar incansavelmente. – Por que a mocinha está rindo? Eu sei que você faz isso com o Eric. – Disse quando flagrou Elizabeth os espiando e abafando o riso com a mão.

   - O papai é muito fofo! – Lizzie riu quando a mãe fingiu estar com ciúmes, mas logo Demi ria junto consigo. – E ele é muito carente! – Disse a menina assim que massageou os ombros do pai e ele ronronou todo manhoso.

   - A culpa é de vocês duas que não me dá carinho. – Demi arqueou as sobrancelhas e riu. – Você tem que cuidar do papai princesa, a sua mãe é muito malvada comigo. – Elizabeth sorriu toda boba e curvando-se sem jeito, beijou-o na bochecha. – Amo você pequenina. – Demi os olhou e sorriu. Ela adorava como Joe era diferente dos outros homens, ele era tão carinhoso e brincalhão.

   - Dan? – Chamou o menino. Daniel estava tão quieto, pela lógica era para ele estar perturbando Elizabeth como sempre fazia ou com o celular em mãos, mas Dan fitava pensativo o movimento dos carros lá fora. – Daniel? – Chamou e segundos depois ele a olhou um pouco assustado. - Você cuidou do Buffy e dos filhotes? – Perguntou Demi observando atentamente o garoto pelo retrovisor interno.

   - Nós cuidamos deles, eu e o vovô. – Disse Daniel com tanta calma. Demi o conhecia perfeitamente para saber que alguma coisa estava errada, principalmente porque Daniel nunca suspirava e observava o movimento dos carros lá fora.

   - Onde está o seu celular? – Perguntou virando-se no banco para que pudesse olhá-lo.

   - No meu bolso. – Disse de cenho franzindo fitando os olhos preocupados da mãe.

   - Está carregado? – Perguntou Demi cruzando os dedos para que o motivo de Dan estar tão quieto fosse apenas o celular descarregado.

   - A carga está completa. – Daniel sustentou o olhar da mãe, mas Demi tivera que se sentar já que Joe pedira.

   - Está tudo bem? – Perguntou o olhando pelo retrovisor e na mesma hora que Daniel assentiu Elizabeth o olhou e indagou para começar a falar.

   - Elizabeth! – Daniel a repreendeu com um olhar severo. – Está mamãe. Eu só estou um pouco cansado. – Disse forçando um pequeno sorriso para Demi, que, sem acreditar naquela história, olhou de Daniel para Elizabeth. Se eles pensavam que ela tinha acreditado, estavam enganados.



Continua... Oi! Como vocês estão? Eu estou bem. Será o que aconteceu...? Espero que estejam gostando, beijos! Obrigada pelos comentários!!!