29.8.15

Aviso

Meninas, a semana foi muito corrida e eu comecei a escrever o capítulo ontem.. Ainda falta muito, então até qualquer dia! Beijos

20.8.15

Capítulo 69

Sussurros em seu nome lhe perturbava. O mar estava tão lindo azul e calmo naquela tarde de sol, as ondas quebradas chegavam à terra firme molhando os pés descalços de Joe, mas de calmo só tinha o mar. A poucos centímetros de seu corpo em movimento os cabelos de Demi chicoteavam o vento, vez ou outra ela olhava para trás sorrindo logo gargalhando acelerando o passo para que ele não a pegasse.

   - Eu vou te pegar! – Gritou Joe correndo o mais rápido que podia, tinha que confessar que Demi estava dando trabalho já que ele ofegava tanto. – Eu vou te pegar pequena! – Tornou a gritar e a gargalhada gostosa dela o fez rir.

   - Joe! – O sorriso dela era tão hipnotizante que Joe perdeu-se nele quando pegou agilmente Demi em seus a envolvendo em seu calor. – O que foi seu bobo?! – Até a voz dela lhe encantava e hipnotizava. Joe a ergueu em seus braços e Demi envolveu as pernas em sua cintura. Fitara a própria coleção de estrelas, as sardinhas que pintavam o rosto dela na região dos olhos e do nariz, eram tão lindas e sexies, Joe as olhava tão encantado, perdeu-se naqueles olhos marrons e na beleza dos lábios bonitos dela.

   - Você é tão linda. – Disse Joe pondo-se de joelhos e deitando a amada na areia da praia. – Tão linda. – O sussurro lhe escapou por entre os lábios. Nada era capaz de lhe chamar mais a atenção que aquela mulher. Os olhos não conseguiam fitar nada além dos olhos marrons, a sede dos lábios dela parecia sufocá-lo então Joe se curvou deitando-se sobre o corpo da amada com todo o cuidado do mundo, roçou o nariz ao dela e o sorriso nos lábios de Demi o fez suspirar.

   - Joseph... – O gemido de dor dela em seu nome o deixou confuso e quando fitara os olhos marrons não vira mais a felicidade, apenas o medo espantado neles. – Joe. – O outro gemido de dor dela o assustou.

   - Dem, o que foi? – Perguntou preocupado e assustado quando as lágrimas começaram a rolar pelo rosto dela. Será que ele tinha a machucado? Deus! Ela era tão pequena e delicada, jamais se perdoara se tivesse a machucado.

   - Joe! – Quando Joe ergueu-se assustado para olhá-la, o coração saltou a mil por hora. Seguiu a mão dela que caminhava para a direção do ventre e o coração antes agitado ficou a um fio de parar. O vestido estava sujo de sangue naquela região, o sangue sujava até as suas pernas e suas mãos, Joe olhou aos arredores assustado sem saber o que poderia fazer e quando olhou para os olhos apavorados de Demi virou-se para olhar para trás e o medo o engoliu numa enorme e devastadora onda de sangue.

   - Demi! – O grito apavorado foi o suficiente para que Nick freasse o carro bruscamente. Miley, no banco de carona arregalou os olhos azuis ao olhar para o cunhado deitado no banco de trás completamente suado e ofegando, os olhos esverdeados arregalados, o peito subia e descia tão rápido e Joe olhava assustado para os quatro ventos. – Demi, Demi. – Tornou Joe a chamar por Demi ainda assustado e um pouco mais calmo ao notar que nada mais tivera que um sonho, ou melhor, um pesadelo.

   - Joe, calma. – Disse Miley quando Nick voltou a ligar o carro dirigindo um pouco mais devagar até que o irmão estivesse completamente calmo. – Você desmaiou, está tudo bem. – Disse assim que Joe a olhou com os olhos arregalados, mas ergueu-se ainda ofegando e acomodou-se ao banco tão aliviado por saber que só tinha sido um pesadelo.

   - Onde está a Demi? Está tudo bem com ela e com o meu filho? – Perguntou assim que se lembrou da ligação de Daniel. Ele tinha ficado tão apavorado quando escutou a voz mais apavorada do filho no telefone, logo a Jenny se juntara a conversa brigando com Daniel, mas o garoto continuou a falar com o pai de uma forma tão apavorada que Joe acabou pensando no pior e desmaiou.

   - Está tudo bem. – Disse Miley com o tom de voz mais manso para acalmá-lo. – Demi está em trabalho de parto, Alex a levou para o hospital. – Joe arregalou os olhos ao olhar para Miley. Alex? Será que.. Ai meu Deus!

   - Nick, nós podemos ir mais rápido? A minha pequena precisa de mim. E eu quero ver o meu garoto nascer. – Nick arqueou as sobrancelhas ao olhar para Joe assim que parou o carro, e quando Joe olhou pela janela respirou fundo nervoso ao perceber que Nick acabara de estacionar o carro no estacionamento.

   - Joseph, cuidado! – Gritou Miley assim que Joe saiu cambaleando do carro e logo estava correndo pelo estacionamento em direção à entrada principal do hospital, e de tão ansioso que ele estava quase fora atropelado no estacionamento por dois carros.

   - Jose.. Joseph Adam Jo.. Joseph Adam Jonas! – Por que diabos aquela mulher catava as letras no teclado? Joe ofegava muito e sentia que colocaria um ovo a qualquer momento, ele tinha que ser rápido, aliás, a recepcionista tinha que ser rápida para que ele pudesse apoiar Demi e o seu pequeno Bernardo. – Senhora, a minha esposa está dando a luz. – Disse agoniado andando de um lado para o outro e a mulher nada disse, apenas murmurou “Hum”. – Eu quero ver o meu filho nascer! – Disse já nervoso e a mulher arregalou os olhos com o olhar assassino de Joe.

   - Ele só está nervoso. – Disse Nick aproximando-se com os dedos enlaçados aos de Miley. – Joseph, calma, não tem muito tempo que ela está na sala. – Joe adentrou os cabelos com as mãos e os puxou. Tudo que ele queria naquele momento era estar ao lado de Demi e de Bernardo.

   - Sr. Jonas, Kyle irá acompanhá-lo. – Joe assentiu um pouco mais aliviado quando o enfermeiro aproximou-se e os cumprimentou. Nunca tinha sido tão impossível manter as mãos relaxadas, os dedos estavam tão trêmulos que Joe franziu o cenho enquanto tirava o suéter à medida que caminhava ao lado do enfermeiro que o instruiria e o prepararia para que ele pudesse acompanhar o parto, mas Joe já sabia muito bem como funcionava aquele processo, estivera ao lado de Demi no parto de Daniel e no de Elizabeth, por isso tirava as roupas sem se importar com as normas do hospital, ele só queria ser rápido e ágil o suficiente para dar forças a Demi.

   - Pai! – Joe esboçou um sorriso nervoso ao ver Elizabeth junto com Daniel, Eric e Jenny próximos à porta da sala do parto. Ele já estava propriamente vestido para acompanhar o parto e completamente ansioso também.

   - Orando por nós. – Disse Joe assim que Daniel e Elizabeth o abraçou. Não era hora para ele surtar como sentia que estava prestes a fazer, as crianças estavam nervosas e assustadas, ele podia sentir.

A dor era como se estivesse a partindo no meio. As pernas estavam fracas e o peito subia e descia rápido, Demi sentia a garganta seca de tanto gritar e as lágrimas de preocupação molhar o rosto. Não sabia ao certo há quanto tempo estava ali deitada naquela sala onde havia homens e mulheres pedindo que ela fosse forte. Alex tinha a levado para o hospital às pressas conforme a dor piorava, doía tanto que Demi tinha a visão turva, os sentidos desfigurados e o pensamento focado apenas em Bernardo e no bem dele. O seu pequeno estava a um passo de vir ao mundo, ela só tinha que ser um pouco mais forte, focar a força exclusivamente para ajudar o pequeno a nascer e não em esmagar a mão de Dianna. Por um momento pensara em Joe. Será que ele estava esperando por ela lá fora ansioso e orando para que Deus a ajudasse naquele momento difícil? Demi já tinha implorado tanto para que ele a ajudasse, que enviasse os seus anjos para auxiliar aqueles homens e mulheres e para que o próprio lhe desse forças e ajudasse o pequeno Bernardo a nascer. E Deus respondera que não era para ela ter medo, Demi tinha certeza que aquela voz que ecoava em sua mente era a voz dele. Era difícil não ter medo e anular a negatividade, mas tentava a todo custo ser corajosa e forte.

Mais lágrimas molharam o rosto vermelho de Demi, rolavam rápidas e grossas. A respiração estava tão falha que alternava em gritar e respirar pela boca. Quando a outra contração a atingiu com uma dor absurda quase lhe tirando a vida, Demi tombou a cabeça para trás e fechou os olhos gritando na mesma proporção da dor, apertou a mão da mãe e quando a olhou Dianna pediu que ela continuasse, podia ver ao menos três de sua mãe e ao lado dela estava o seu Joe lhe olhando com os olhos marejados e com lágrimas rolando deles. Naquele momento Demi umedeceu os lábios e sentiu toda a força que achara que não existia preenchê-la, o coração gritou de amor por aquele homem e por tudo que eles tinham construído juntos, Joe assumiu o papel de Dianna e enlaçou os dedos aos da esposa, beijou-lhe a testa e o medico gritou que já podia ver a cabeça do pequeno os deixando eufóricos e ansiosos, principalmente Demi que sorriu em meio à dor sentindo-se incrivelmente forte. Deus estava a ajudando e não poderia ser mais especial, ajeitara-se a cama de parto e com muita determinação e com todo o amor que sentia por aquele pequeno ser que tanto amava, respirou fundo e fez toda a força que conseguira, gritara, sentira a dor consumi-la e deixá-la completamente exausta, mas o choro que a começo era apenas um chiado intensificou-se forte e escandaloso preenchendo os seus ouvidos. O melhor som do mundo.

   - Eu consegui. – Disse Demi ofegando e ansiosa para ver o filho. Sentia-se tão orgulhosa de si mesma e completamente agradecida e entregue a Deus, às vezes Demi pegava-se pensando em como poderia existir um ser tão majestoso como ele. Ele sempre cuidava de todos que ela amava, dava-lhe o melhor e o maior, e agora lhe dera um filho e forças para tê-lo em seus braços. – Eu consegui Joe. – Disse mesmo com a voz rouca e falha. Joe a olhou todo orgulhoso e sorridente, beijou-a na mão e depositou um selinho demorado em seus lábios.

   - Meu anjinho, eu estou tão orgulhoso. – A voz dele estava carregada de emoção, dos olhos as lágrimas ainda rolavam e nos lábios estava o lindo sorriso de menino, mas antes que pudessem trocar todos aqueles olhares apaixonados e outro selinho, a enfermeira aproximou-se segurando um pacotinho branco nos braços.

   - Ei, olha só a mamãe e o papai. – O sorriso estava prestes a extrapolar o seu espaço. Os olhos carregados de felicidade e amor, Demi ergueu-se mesmo com o corpo protestando e fitou o seu pequeno, que na verdade não tinha nada de pequeno. Bernardo não era muito comprido, deveria ter os seus trinta e sete centímetros e bem.. Agora Demi sabia o porquê sempre estava com fome, o pequeno era cheinho e tão lindo. Ele era saudável e perfeito, Demi tocou a mão do pequeno com o dedo indicador e sorriu emocionada quando Bernardo envolveu o seu dedo com a mão. – A vovó também está aqui. – Disse a enfermeira assim que Dianna aproximou-se e sorriu de orelha a orelha observando o neto.

   - Posso pegá-lo? – Perguntaram ao mesmo tempo, mas por mais ansioso que Joe estivesse para pegar Bernardo no colo, sabia que deixaria que Demi o fizesse primeiro.

   - Tenho que levá-lo, mas daqui a pouco ele estará com vocês. – Demi deixou que levasse o filho, ele era tão lindo e tudo que ela mais queria fazer era aninhá-lo em seus braços observando cada traço enquanto discutia com Joe sobre quem Bernardo mais se parecia.

   - Ele é tão lindo. – Disse Demi sorrindo de orelha a orelha olhando na direção que a enfermeira partiu com o seu pequeno nos braços.

   - Ele se parece com você. – Dianna sorriu emocionada quando olhou para a filha. Demi era apenas um bebezinho dias atrás e agora acabara de dar a luz ao terceiro filho. O tempo passava tão rápido, ainda podia se lembrar como se fosse ontem de todas as travessuras de sua pequena, de como ela sonhava em ter a sua própria família e ganhar o mundo com a sua música. A felicidade era imensa por saber que tudo dera certo para a sua pequena.

   - As roupinhas dele, amor. – Disse Demi olhando para Joe que entendeu o que ela queria dizer. Como o parto os pegou de surpresa a bolsa de Bernardo com tudo que ele precisaria naqueles primeiros dias estava em casa.

   - O seu pai foi buscar, já deve estar chegando. – Disse Dianna e Demi assentiu aliviada. A roupinha que Joe comprara para o pequeno era perfeita e era a primeira roupinha que Demi queria que Bernardo usasse.

   - Acho que eu não posso ficar. – Joe olhou para a esposa e suspirou. Demi nunca imaginaria como ela era especial para ele. – Amo você anjinho, até daqui a pouco. – Beijando-a na testa, Joe olhou para as enfermeiras que aguardavam para cuidar de Demi e pediu que elas tivessem cuidado com a sua menina e então com pesar ele saiu da sala desejando estar com Demi. Estava preocupado, Demi estava radiante, porém parecia tão fraca e abatida, queria poder fazer alguma coisa para vê-la saudável e diabos.. porque um parto tinha que ser tão difícil como era?

   - Joseph! Como eles estão? - Denise parecia atordoada e tão agitada quanto Joe quando chegara ao hospital. Olhando para a mãe, Joe sorriu com lágrimas nos olhos e Denise o envolveu nos braços num abraço carinhoso de mãe.

  - Estão bem. – Disse Joe sem partir o abraço. Ele precisava tanto daquele abraço acolhedor de mãe, pois estivera com tanto medo de algo ruim acontecer com Demi ou com o pequeno Bernardo. – Ele é tão lindo, mãe. – Disse assim que olhou para os olhos da mãe e Denise o beijou no rosto e o abraçou com mais força.

   - Estou ansiosa para vê-lo, aposto que ele tem os seus olhos. – Joe não queria mesmo largar a mãe, então a abraçou de lado para que eles pudessem caminhar para a sala de espera.

   - A Dianna disse que ele se parece com a Dem. – Comentou Joe esboçando aquele seu sorriso de menino. Seria justo com Demi que pelo menos um de seus filhos herdasse os seus lindos olhos marrons. – Ele é tão fofinho mãe, tão lindo. – Denise sorriu observando Joe falar de Bernardo. Ele estava tão feliz que os olhos chegavam a brilhar, a voz macia e alegre.

   - Ai meu Deus! – Daniel andava de um lado para o outro agoniado, tinha as mãos na cintura e chegara a suar. Elizabeth estava sentada ao lado de Eric, as mãos da menina tremiam e Lizzie parecia estar longe em seus pensamentos. – Como eles estão? – Perguntou Daniel quase derrubando o pai. Deus! O garoto estava a ponto de ter um ataque do coração de tão nervoso e preocupado.

   - Calma, eles estão bem. – Disse Joe apoiando as mãos nos ombros de Dan para aquietá-lo num só lugar. – Ocorreu tudo bem, Bernardo é saudável e as enfermeiras estão cuidando dele e da sua mãe. – Disse olhando para os olhos do garoto que acabou abraçando o pai com força.

   - A mamãe está bem? – Perguntou Elizabeth levantando-se num salto ao notar o pai. Estivera tão preocupada, principalmente depois que mentira dizendo que iria ao banheiro, mas na verdade passara por despercebida para a área restrita e ouviu os gritos arrepiantes da mãe.

   - Está. – Disse Joe puxando Lizzie para o abraço que partilhava com Daniel. – Quero que vocês sejam compreensivos um com o outro, nada de briga e nenhuma confusão Daniel. Nós temos que cuidar da mamãe e do Bernardo, tudo bem? – As crianças se olharam e trocaram aqueles olhares confidentes até que assentiram. Por a mãe e o irmão eles poderiam manter uma espécie de trégua por um tempo.

   - A mamãe está mesmo bem? – Perguntou Elizabeth olhando atentamente para o pai e Joe assentiu a olhando nos olhos.

   - Está meu anjo, ela só precisa de repouso. – Joe beijou a testa da filha e a abraçou carinhosamente para confortá-la. Lizzie parecia mais assustada que feliz. - Um parto não é nada fácil, mas ela vai ficar bem. – Joe correu os olhos pela sala e espantou-se a início ao ver Alex sentada ao lado de Jenny e uma menininha que ele não conhecia os observando. Na verdade ele nem prestara bastante a atenção quando Miley dissera que Alex levara Demi para o hospital já que todo foco estava em Demi e Bernardo.

   - Mas você disse que ela estava bem! – Disse a menina e Joe arqueou as sobrancelhas.

   - Ela está bem meu anjinho, o que o papai quis dizer é que ela precisa se recuperar do parto para ficar novinha e folha. – Elizabeth correu dos braços do pai para os braços das avós que conversavam entre si e Joe caminhou até Alex e Jenny para cumprimentá-las. – Oi mocinha. – Disse sentando-se ao lado de Jenny e eles trocaram um abraço confortável em consideração a boa amizade que tinham. Joe adorava conversar com Jenny e ela com ele, a personalidade da menina parecia tanto com a dele, os gostos musicais e cinematográficos eram os mesmos, o que resultava uma boa tarde de conversas animadas.

   - Por que você não conversa Elizabeth? Ela é sua amiga e precisa distrair um pouquinho. – Disse Alex à filha assim que percebeu que Joe queria conversar a sós com ela, porém estava sem jeito para pedir que Jenny os deixasse sozinhos.

   - Obrigado, eu não sei o que aconteceria se você não estivesse por perto. – Disse Joe assim que Jenny caminhou até Elizabeth sobre o olhar da mãe e de Joe. E pensando no que acabara de falar Joe franziu o cenho sem entender o porquê Demi estar perto de Alex e vice-versa. – A bolsa estourou? Como aconteceu? – Perguntou curioso fitando os olhos de Alex.

   - Demi me procurou. – Começou a dizer e Joe levou a mão à testa. Até quando ele teria que vigiá-la? Às vezes Demi era como uma criança que era só sumir de vista que começara apontar. – Nós tivemos uma conversa sincera, esclarecemos muitas coisas que nos perturbavam há anos. Perdoamos-nos. Quando ela estava de saída à bolsa rompeu e as cólicas começaram, tentei entrar em contato com você, mas o seu celular estava desligado, então achei melhor levá-la para o hospital enquanto Jenny tentava contato com um de seus filhos para te avisar. – Joe estava surpreso e ao mesmo tempo queria dar umas boas broncas em Demi, ela deveria descansar e não procurar encrencas, ao menos Alex não era mais uma “inimiga” e sim uma amiga que Joe seria eternamente grato.

   - Não é bom guardar rancor por ninguém e eu fico muito feliz por vocês duas, isso era muito importante para a Dem, ela estava se preparando há meses para conversar com você. Sem contar que as crianças tem uma amizade forte. – Joe franziu o cenho ao observar os filhos. Daniel conversava com Miley e Nick, e Elizabeth ainda estava nos braços das avós e Jenny desconfiada e assustada.

   - Então, está tudo bem com a Demi e o bebê? – Alex não deixou de sorrir ao ver o sorriso de orelha a orelha de Joe. Ele estava tão radiante. Bernardo era o centro das atenções, para todos da família Joe contava sobre o pequeno e como ele era fofo.

(...)

A aparência física era gasta e sofrida. Demi estava tão cansada e abatida que assim que Joe, um tanto preocupado, adentrou o quarto e a encontrou dormindo, ele arregalou os olhos assustado com o estado da esposa uma vez que Demi não sofrera tanto como no parto dos outros dois bebês.

   - Oh meu anjo. – Sussurrou Joe baixinho sentando-se na poltrona branca que ficava logo ao lado da cama e aproveitando que Demi estava mais próxima do lado que ele estava, Joe curvou-se e tocou-lhe a mão com todo o cuidado do mundo. Observou centrado o quanto delicada ela era, como era a mulher mais linda e encantadora mesmo depois de um parto que exigira muito dela. – Obrigado por protegê-la. – Tornou a sussurrar Joe agradecendo a Deus por ter atendido todos os seus pedidos.

   - Joseph? – A voz fraca e sonolenta de Demi soou pegando Joe desprevenido. Era para ela estar dormindo para recuperar as forças. – Onde está o nosso Bernardo? – Perguntou Demi o fitando. As mães eram simplesmente os seres mais incríveis de todo o mundo! Joe sorriu e depositou um beijo na mão da esposa, respirou fundo sem conseguir conter o sorriso e a agradeceu de todo o seu coração por ter sido forte para dar à luz ao pequeno Bernardo.

   - Ele deve está chegando. – Se fosse Demi a única a estar completamente ansiosa para ter o bebê nos braços.. Joe só faltara invadir a sala do pediatra que realizava os demais processos de pesar, medir e verificar se estava tudo bem com Bernardo. A ansiedade era tão grande e sufocante que ele considerara aquela loucura, mas acabara se convencendo que esperar mais algumas horas não o mataria até porque ele já esperara nove meses. – Como você está? Est.. Está doendo muito? – Perguntou com receio e medo que alguma coisa de errado estivesse acontecendo com Demi.

   - Eu só quero o nosso filho, Joe. – Disse Demi um pouco baixo demais fitando os olhos brilhantes de Joe. – Estou cansada e me sinto vazia querido, e não está doendo mais, o pior já passou. – Demi sorriu na tentativa de animá-lo, pois sabia que Joe estava preocupado com o seu estado de saúde. – Agora eu acho que mereço um beijo e depois você pode buscar Bernardo para mim. – Joe esboçou aquele sorriso apaixonado e curvou para cobrir os lábios da amada com os seus num beijo lento e carregado de amor.

   - Olha só Bernardo, acho melhor a gente voltar outra hora, o papai e a mamãe já estão providenciando um bebezinho para brincar com você. – O coração de Demi quase saiu pela boca ao ouvir a voz da enfermeira que a ajudara no parto, olhara para Joe esboçando o seu melhor sorriso e ajeitou-se na cama na melhor posição para receber Bernardo em seus braços. – Olha o papai, anjinho. – Bernardo era tão encantador que rolaram lágrimas de pura alegria pelo rosto de Joe assim que ele se levantou e se aproximou da enfermeira para ver o seu bebê.

   - É o papai, rapazinho. – Joe não secou as lágrimas e nem se importava com elas, aninhou Bernardo em seus braços fortes mesmo com os resmungos de Demi. Ele era tão lindo! Simplesmente lindo e saudável! A pele ainda estava rosada, mas Joe tinha certeza que ele puxara a mãe. As bochechas eram cheinhas, o rosto tinha os traços delicados como o rosto de qualquer recém-nascido, os cabelos eram uma leve sombra não escura e não muito clara, mas alguns fiozinhos denunciara que Bernardo teria os mesmos cabelos castanhos amarronzados da mãe. Deus! O pequeno não chegara a ser um bebê gordinho, ele não era muito comprido e os membros não eram magros, eram levemente cheinhos e fofos. – Deus! Você é tão lindo meu amor, tão lindo! – Disse Joe emocionado levando o rosto à região da barriga de Bernardo para começar a beijá-lo dali ao rosto.

   - Joe! – Murmurou Demi toda manhosa. Ela estava tão ansiosa para aninhar Bernardo em seus braços por mais que ver Joe mimar Bernardo fosse à coisa mais fofa do mundo.

   - É só a mamãe meu anjinho. – Disse Joe tentando acalmar o pequeno já que quando tentara colocá-lo nos braços da mãe com todo o cuidado do mundo Bernardo começou a chorar assustado e faminto.

   - Sou eu, a mamãe anjinho. – As lágrimas rolaram incontrolavelmente pelo rosto de Demi assim que aninhara o pacotinho azul com o seu aninho o protegendo em seus braços. Ele era simplesmente lindo! Tão lindo e delicado o seu bebezinho. Demi o beijou e o tocou nas mãos e acariciou as bochechas, contornou a orelhinha rosada e com muito cuidado acariciou os poucos cabelos ralos que cobriam a cabeça do pequeno. – Shh.. shh.. A mamãe está aqui. – A voz soou tão carinhosa quase numa canção de ninar. Demi o tocou e o beijou, conversou com o pequeno até que ele estivesse mais calmo, porém ainda continuara irritado até que a enfermeira pediu que Demi o alimentasse e ela o fez. Ajudou Bernardo o posicionando em seus braços para que ele não engasgasse e pudesse abocanhar o bico de seu seio da forma correta para se alimentar e garantir a produção do leite materno uma vez que é necessário estimular as glândulas mamarias localizadas ao arredor do bico do seio.

   - Ele está com muita fome? – Perguntou Joe curioso assim que a enfermeira os deixou a sós e curvando-se para poder olhar o filho mamar.

   - Está, mas ele não é desesperado como os irmãos. – Demi deixou de fitar o filho por alguns segundos para sorrir e fitar os olhos de Joe. Céus! Daniel e Elizabeth eram recém-nascidos tão esfomeados e insaciáveis, já Bernardo estava com fome, porém não precisava fazer um escândalo para chamar a atenção da mãe. – Olha como ele é lindo amor, tão lindo e paciente.  – Joe acabou se sentando ao lado de Demi na cama, deitou a cabeça no ombro dela e brincou com Bernardo o tocando com os dedos até que o pequeno envolveu o indicador de Joe com a sua mãozinha cheinha numa leve pressão.

   - Papai ama você rapazinho. – Disse Joe curvando-se para depositar um beijinho delicado na testa do filho.

   - Joe, amor... – O sussurro de Demi assustou Joe que observava Bernardo mamar a minutos e mais minutos e quando Demi o olhou nos olhos Joe quase infartou preocupado ao ver as lágrimas que rolavam pelo rosto dela, mas logo um sorriso formou-se nos lábios bonitos acalmando os seus nervos. – Nosso menino, amor. Ele é tão lindo. – Disse Demi emocionada. Esboçando um sorriso orgulhoso, Joe ergueu-se e secou as lágrimas que rolavam pelo rosto de Demi, fixou o olhar no dela e depositou um beijo apaixonado nos lábios dela.

   - Nosso menino, princesa. – Olharam-se com os olhos brilhando de alegria até que trocaram outro beijo lento e gentil. E claro, focaram em Bernardo por tanto tempo conversando com o pequeno e rindo das expressões que o bebê fazia quando a mãe o tocava até que a canção de ninar cantada pelos pais foi o suficiente para fazê-lo dormir depois de golfar.

Ficar longe do pequenino fora um problema para Demi, ela queria segurá-lo o tempo todo para observá-lo dormir serenamente e guardar o sono tranquilo de Bernardo e Joe a importunava já que também queria segurar Bernardo e mimá-lo enquanto o pequeno dormia. Discutiam numa troca de olhares porque não podiam “dialogar” porque gritariam um com o outro.

   - Eu quero ficar com ele. – Sussurrou Joe tentando pegar o pequeno e Demi franziu o cenho e usou a mão livre para empurrá-lo. – Deixa de ser egoísta Demi! – Murmurou Joe tentando se equilibrar para pegar Bernardo dos braços da mãe, porém Demi o empurrou de novo e dessa vez Joe caiu da cama.

   - Eu não sou egoísta! Só quero ficar com o meu bebê. – Joe cerrou os olhos ao olhá-la. Era óbvio que ela era egoísta, ele só queria segurar Bernardo um pouquinho e depois o colocaria no berço.

   - Nosso bebê! Querida, deixe-me segurá-lo só um pouquinho. – Só depois de beijar Bernardo e verificar se estava tudo bem com ele que Demi o ajeitou nos braços do pai que sorriu bobo vendo o seu pequenino vestido com a roupinha que ele mesmo tinha comprado meses atrás quando descobriu que a amada esperava um bebê seu. – Vou colocá-lo no berço. – Disse Joe ainda bobo beijando e aspirando aquele cheirinho fascinante de bebê.

   - Verifique se tem não nenhum objeto que possa machucá-lo. – Disse Demi assim que Joe aproximou-se do berço. Ela queria tanto poder se levantar para ajudá-lo, mas estava morrendo de medo de fazer algum movimento brusco demais e complicar a cicatrização dos pontos ou qualquer outra coisa que poderia prejudicá-la. – Joe, cuidado! – Disse assim que viu que Joe segurava Bernardo só com um braço e com o outro usava a mão para tatear a superfície do colchão.

   - Eu sei amor, não vou deixar nada de mal acontecer com o nosso bebê. – Joe deitou Bernardo de lado berço, uma posição um pouco desconfortável, porém uma das mais seguras segundo os médicos para que o recém-nascido não corresse nenhum risco de morte durante o sono. – Você tinha que vê-lo, ele é tão lindo dormindo. – Comentou enquanto cobria o pequeno com o cobertor antialérgico azul com desenhos de estrelas brancas que Bernardo ganhara do tio Kevin.

   - Queria que as crianças estivessem aqui com a gente. – Choramingou Demi tristonha e enciumada vendo Joe beijar a bochecha de Bernardo desejando um bom sono e dizendo que amava o pequeno. – Eu, você e os nossos anjinhos. Seria tão perfeito. – Joe sorriu assentindo e sentou-se a beirada da cama.

   - Elizabeth está muito assustada e preocupada com você. – Disse Joe ajeitando o cobertor no corpo de Demi. – Daniel estava para colocar um ovo. Eles estão preocupados com você, querida. – Demi franziu o cenho não gostando nada de saber que os filhos estavam naquele estado, um parto não era lá um bicho de sete cabeças.

   - Pensei que você não queria ficar comigo. – Disse Demi um pouco baixo demais para não acordar Bernardo quebrando o silêncio que se formara entre eles. – Alex me trouxe para o hospital, ela é incrível Joe. Ela estava tão preocupada e nervosa, mas mesmo assim conseguiu me acalmar. – Joe assentiu lembrando-se da conversa com Alex. Ela realmente parecia ser uma boa pessoa.

   - Eu estava negociando com um espanhol que Sara está louca para conseguir um contrato, mas não deu muito certo.. Ele parecia não entender as coisas ou fingia não entender, perdi a paciência e quando eu estava descendo as escadas para voltar para o escritório meu celular tocou, era Daniel. Ele me avisou que você tinha entrado em trabalho de parto de uma forma tão desesperada que pensei no pior e desmaiei. – Demi o olhou com curiosidade e riu.

   - Um homem desse tamanho desmaiando, Joseph! – Demi tornou a olhá-lo, mas dessa vez concentrou-se em todos aqueles músculos dos braços e o peitoral largo. – Você é tão forte, não consigo te imaginar desmaiado no meio da rua só porque Dan foi um pouquinho exagerado. – Tocara os braços dele contornando os bíceps e finalmente espalmou o peito como ela adorava fazer.

   - Só tenho músculos Dem, se eu estivesse no seu lugar e tivesse que dar a luz... Uau! Eu não teria conseguido. – Disse Joe um tanto assustado só de imaginar como aquilo acontecia... Era tão estranho e encantador ao mesmo tempo.

   - E eu não suportaria passar o dia no escritório mexendo com aquela papelada chata, trabalhando com pessoas exigentes e que não falam a nossa língua. Ah! E Eu acabaria surtando com aquelas planilhas e aquela coisa de organizar documentos por data. – Joe riu e aproximou-se mais da esposa gostando de sentir as mãos femininas delas em seu peito o acariciando.

   - Eu acho que eu seria uma boa mãe, não melhor que você, mas eu iria adorar amamentar, ficar com o meu bebezinho o dia toda e não deixar ninguém tocar nele. – Demi fez careta com a indireta dele, mas riu enquanto ele a abraçava de lado.

   - Nós vamos acordar o nosso pequeno. – Sussurrou Demi aninhando-se a ele da melhor forma que pudera. Tudo estava tão bem e em perfeita ordem. A relação com Joe só melhorava a cada dia, a carreira estava parada, porém tudo estava nos eixos e ela até fora indicada ao Grammy! Elizabeth já não estava mais estranha e Demi sentia que tinha feito à coisa certa com a filha, orientou-a e a encaminhou, de agora em diante deixaria que Lizzie tomasse as próprias decisões, claro que a acompanharia de longe para que a menina não fizesse uma besteira horripilante. Bem, Daniel não parecia tão triste como estava quando terminou o namoro com Jenny, e Demi tinha certeza que se ela fosse um pouquinho mais persistente Alex aprovaria o namoro. E a melhor parte sobre si mesma. Ela estava bem, feliz e segura consigo mesma. O medo havia sumido e junto com culpa e a família ganhara um novo membro, aliás, ganhara sete membros contando com Bernardo e a cachorrada! – O que foi? – Perguntou Demi baixinho fitando os olhos de Joe que fitava os dela intensamente. Mas ele não disse nada, esboçou um pequeno sorriso e continuou a fitar os olhos dela e conforme se aproximava Joe revezava em fitar os olhos e os lábios de Demi. Ele o fez até que os lábios estavam a pouquíssimos centímetros de selar os dela, as respirações se misturavam e o desejo estava estampado nos olhos de ambos até que Joe o saciou selando os lábios aos dela.

Joe não queria passar dos limites e nem forçar nada, naquele momento ele só queria mostrar a Demi como ele estava feliz e orgulhoso por ela ter sido uma guerreira, então o beijo fora simples, porém era o suficiente para que ambos sentissem o quão especial um era para o outro. Até que o grunhido do estômago de Demi a deixou tão corada de vergonha que ela finalizou o beijo com um rápido selinho e escondeu o rosto na curva do pescoço de Joe.

   - Dem? Você ainda não comeu? – Perguntou Joe da forma mais carinhosa que conseguira para não constrangê-la mais. – Está tudo bem. – Disse afastando-se um pouco para que pudesse olhá-la. – Você ainda não comeu? – Perguntou acariciando o queixo dela com a mão e Demi desviou o olhar dele ainda envergonhada.

   - Não. – Murmurou e Joe cerrou os olhos. Ela deveria estar com fome, o esforço físico fora devastador, não era para menos que o estômago gritava por comida.

   - Deus! Eu vou buscar comida para você. – Joe a beijou rapidamente no rosto e levantou-se determinado a enfrentar quem quer que fosse para trazer comida para Demi. Céus! Ela precisava se alimentar para recompor as forças para estar bem para amamentar Bernardo.

   - Sr. Jonas, vim verificar como Demi e o bebê estão. – Joe surpreendeu-se ao topar com o médico que fizera o parto de Bernardo assim que abriu a porta do quarto e com ele uma mulher de branco trazia um carrinho com algumas bandejas, o que deveria ser o jantar de Demi.

   - Demi precisa se alimentar. – Murmurou Joe um pouco irritado conforme a mulher adentrava a sala com o carrinho. Bem, Demi estava literalmente faminta e o prato de sopa recheado de verduras e carne nunca pareceu satisfazê-la tanto, Joe apostara que se Dianna estivesse ali naquele exato momento enquanto a filha se alimentava, ela daria pulos de alegria.

   - Vocês fizeram um bom trabalho, ele está dormindo tem muito tempo? – Perguntou o médico depois que verificou se tudo estava nos conformes com Bernardo.

   - Pouco mais de uma hora, ele mamou e dormiu. – Joe estava tão encantado observando Demi comer avidamente uma cocha de frango que mal olhara para o médico. Aquela deveria ser a primeira vez em anos de casado que ele a via comer daquela forma.

   - É um bebê muito saudável e forte. – De certo modo Joe não gostou nadinha da forma que o Dr. Allan, médico que fizera o parto de Bernardo, olhou para Demi, porém preferiu ignorar aquela pontadinha de ciúme que começara a incomodá-lo. Nesses últimos meses Joe não podia negar que tinha sido fácil controlar o ciúme, ele tentara a todo custo e conseguira claro que agora não brigava com Demi como fazia antes, bastava um olhar matador para os homens que devorava a esposa com os olhos ou até mesmo ignorá-los e seguir em frente com Demi ao seu lado. – Não foi um parto fácil, nós pensamos que ela não tinha mais forças, mas ela nos surpreendeu. – Joe arqueou as sobrancelhas afirmando consigo mesmo que aquele médico estava apenas impressionado com a força de Demi, e que a maneira que ele a olhava era apenas admiração...

   - É o nosso terceiro filho. Os partos nunca são fáceis, mas a Dem é muito forte e Deus sempre nos ajuda. – Comentou Joe esboçando um sorriso assim que Demi o olhou e corou ao perceber que era observada enquanto se alimentava como uma selvagem. Mas Deus! Ela estava tão faminta que poderia comer um elefante e ainda repetir.

   - Srta. Lovato! Não sei se a senhorita se lembra, mas fiz o parto do seu filho a algumas horas. – Agora Joe tinha certeza que aquele médico estava um pouco empolgado demais. – Digo: a senhorita estava um pouco nervosa e não deve se lembrar de mim. – Suspirando, Demi choramingou mentalmente. Poxa, o frango estava tão delicioso e ela não poderia simplesmente pedir que ficasse sozinha com a comida, Bernardo e Joe.

   - Por favor, Sra. Jonas. – Disse Demi esboçando o seu melhor sorriso. – Claro que eu me lembro, nunca vou me esquecer. – Até hoje não tinha um simples detalhe no parto de Daniel que ela não se recordava, das palavras de Dianna a primeira vez que vira o rosto do pequeno. Com Lizzie também era o mesmo assim como com Bernardo. – Está tudo bem com o meu filho? – Perguntou já que até agora não sabia muito sobre Bernardo. E saber que ele nascera com nada mais nada menos que três quilos e seiscentas gramas e trinta e sete centímetros de comprimento lhe dera um sorriso magnífico, o pequeno era realmente saudável, não havia nada que pudesse lhe roubar o sono, claro, apenas a fome de Bernardo nas próximas noites.

   - Pega ele para mim amor. – Joe sorriu de orelha a orelha ao ouvir o choro chiado de Bernardo, ele era tão calminho que assim que estava aninhado aos braços do pai parou de chorar sentindo-se protegido e aquecido.

   - Quero ficar com ele querida. – Demi fez careta, mas assentiu e observou cada detalhe conforme Joe caminhava e se sentava à cadeira. – Nós podemos receber duas visitas? – Perguntou a Allan que ainda estava no quarto, mas dessa vez estava mais focado em Bernardo a fitá-la indiscretamente.

   - Os seus filhos? – Por que ele tentava flertar com ela mesmo com Joe presente? Ela era casada e a aliança de ouro e brilhantes mostrava muito bem aquilo.

   - O senhor pode chamá-los para mim? Daniel e Elizabeth. – Bem, fuzilá-lo não pareceu dar muito certo, então ao menos poderia despachá-lo e ainda ter os seus bebês todos juntos e pertinho dela e de Joe.

   - Claro. Com licença. – Demi respirou fundo aliviada quando o homem saiu do quarto, porém levou a mulher que a serviu junto com a comida. – Amor, por que você não bateu nele? – Disse assim que olhou para Joe, mas ele estava tão envolvido sorrindo e olhando para Bernardo em seus braços.

   - Joe, quero ficar um pouquinho com ele. – Murmurou manhosa e Joe levantou-se e caminhou a passos lentos para perto dela.

   - É só a mamãe, não precisa ter medo pequeno. – Bernardo adorava ficar nos braços do pai, prova disso foi quando Joe foi colocar o pequeno nos braços de Demi e ele ameaçou chorar, mas assim que ouviu a voz da mãe acalmou-se. – O papai vai ficar ai pertinho. – Disse Joe sentando-se a cama e descansando a cabeça no ombro de Demi para fazer o que ele mais gostava: olhar e mimar Bernardo.

   - Mãe? – Demi sorriu de orelha a orelha ao escutar a voz de Elizabeth e logo a porta foi aberta pela menina e por Daniel. Eles pareciam tão receosos e assustados, mas assim que olharam para Demi e o pacotinho azul em seus braços, respiraram aliviados e só Elizabeth caminhou até a beirada da cama, Daniel preferiu ficar de longe os olhando. – Ai meu Deus! – Murmurou a menina arregalando os olhos ao fixar o olhar no pequeno Bernardo. Aquilo era tão fantástico e estranho ao mesmo tempo. Lizzie se lembrara do que acontecera naquela manhã, a barriga da mãe estava enorme e nela tinha um bebezinho que agora estava nos braços da mãe quietinho.

   - Vem cá. – Demi chamou a menina e Lizzie sentou-se a beirada da cama e pela primeira vez sorriu ao olhar para o irmão. – A sua irmãzinha está aqui pequeno, ela sempre vai cuidar de você quando a mamãe não estiver por perto, o papai, ela e o seu irmão. – Daniel engoliu em seco assim que a mãe o olhou e ele respirou fundo caminhando para perto da cama. – Tudo bem meu amor? – Perguntou a Daniel que assentiu balançando a cabeça. Ele estava sério e não parava de fitar Bernardo.

   - Posso tocá-lo? – Perguntou Elizabeth curiosa fitando os olhos da mãe e Demi assentiu esboçando um pequeno sorriso para a filha.

   - É só um bebezinho querida, ele não vai te machucar. – Disse Joe ao ver que a filha tocara apenas o pé de Bernardo e esperara pela reação dele. – Ele gosta de apertar o dedo. – Joe levou o dedo à mãozinha do pequeno e Bernardo a apertou. – Você gosta mais do papai do que a mamãe, não é pequeno? O papai vai contar muitas historinhas para você, vai te ensinar a deixar a mamãe louca e conquistar as gatinhas da escola. – Demi arqueou as sobrancelhas e só não gargalhou porque acordaria assustaria Bernardo.

   - E o papai vai dormir no quintal nesse frio enquanto a mamãe dorme na cama quentinha com o bebezinho dela. – Joe engoliu em seco com o olhar da esposa, sabia que ela estava brincando, mas aprendera com anos e anos de casado que jamais deveria duvidar da capacidade de uma mulher, principalmente a de Demi.

   - Ele não está com fome? – Perguntou Elizabeth levando o dedo para a mãozinha de Bernardo que o recebeu com um abraço tímido. – Eu posso pegá-lo no colo? Doeu muito? Por que ele está com os olhos fechados? – Às vezes Elizabeth deixava Demi tonta com tantas perguntas, e daquela vez não foi diferente.

   - Ele é muito pequeno ainda, quando ele estava dentro da barriga tudo era escuro, por isso ele ainda não consegue enxergar direito e não abriu os olhos, ele precisa se adaptar ao nosso mundo. – Explicou Demi deslizando as pontas dos dedos pelo rosto de Bernardo. – Ele já mamou, e você pode ficar um pouquinho com ele, mas tem que ter muito cuidado, ele não pode cair e nem ficar exposto ao frio e calor. – Pensar que Bernardo poderia cair ou que ela não conseguira posicioná-lo corretamente nos braços assustara a menina e Lizzie não queria mais pegar o irmão com medo de machucá-lo. – E doeu muito querida, mas sempre vale a pena. – O sorriso dos filhos falava mais alto que toda aquela dor, vê-los felizes e sempre ao lado dela era o que mais importava.

   - Vocês vão ter mais bebês? – Perguntou Elizabeth brincando com a mãozinha de Bernardo ao mesmo tempo em que fitava os olhos da mãe e logo os do pai.

   - Eu estou velha para ter mais bebês. – Comentou Demi fitando o rosto de Bernardo. – Ter um bebê dá muito trabalho e é uma responsabilidade enorme, e eu já tenho três bebês para cuidar. – A felicidade de Demi era tão grande que ela mal conseguiu conter um sorriso ao olhar para Bernardo, Elizabeth e Daniel.

   - Você não está velha. – Disse Daniel pela primeira vez sentando-se ao lado da irmã e fixando o olhar no irmão.

   - É claro que não está. Nós ainda podemos ter muitos bebês, querida. – Pronunciou-se Joe e Demi arqueou as sobrancelhas ao olhá-lo.

   - A fabrica está oficialmente fechada. – Demi riu da careta de Joe e o beijou no rosto. Daniel e Elizabeth já a deixava maluca de preocupação, imagina Daniel, Elizabeth e Bernardo? Demi iria enlouquecer. – O que foi Dan? Você não.. não gostou dele? – Perguntou Demi ao garoto com um pouco de receio. Daniel a intrigava com aqueles lindos olhos verdes fitando incansavelmente o pequeno Bernardo.

   - Eu.. – Começou a dizer Daniel recebendo os olhares carregados de ansiedade dos pais e da irmã. – Ele é tão.. tão lindo. – Disse o garoto esboçando um sorriso para o pequeno Bernardo. – E pequeno. Eu nunca fiquei perto de um bebê assim, tenho medo de machucá-lo. – Daniel realmente estava com medo de machucar o irmão, tanto que quando levara a mão até a do pequeno a tocou com muito receio. – Fiz alguma coisa de errado? – Perguntou o garoto assustado afastando a mão quando o pequeno moveu os bracinhos e ameaçou a chorar.

   - Claro que não, ele só está com fome. – Disse Joe e Bernardo realmente estava com fome, sugara o bico do seio da mãe sem pestanejar quando Demi o ofereceu.

   - Isso dói? – Perguntou Elizabeth curiosa como sempre observando o irmão se alimentar.

   - Ei, rapazinho, vai devagar. – Disse Demi ajeitando o pequeno nos braços. Bernardo estava mais esperto e sugava com mais fome. – Não dói, mas quando os dentinhos começam a nascer e o bebê começa a te morder dói. – Demi olhou para Elizabeth e logo para Daniel e riu. – Vocês dois adoravam fazer isso comigo. No dia que você nasceu Daniel estava com tanto ciúme que chorou quando viu que tinha um bebezinho mamando no lugar dele e praticamente te expulsou e tomou o seu lugar. – Disse Demi a Elizabeth, e eles riram da careta de Daniel.

   - A gente dava muito trabalho? – Perguntou Daniel aproximando-se mais de Bernardo para depositar um beijinho no pé do pequeno.

   - Vocês ainda dão trabalho. – Disse Joe enlaçando os dedos aos de Demi. – Você adorava quebrar os vasos de cristal da sua mãe e Elizabeth as maquiagens. Uma vez vocês quebraram a nossa árvore de natal e a casa quase pegou fogo. – Eram tantas lembranças que Joe poderia passar a noite em claro contando todas as histórias de Daniel e Elizabeth quando eram bebê.

   - Acho que eu me lembro. – Disse Daniel estranhando a irmã aninhando-se a ele para que pudessem ficar juntos e confortáveis perto da mãe observando Bernardo. – Na verdade eu me lembro da bronca que a gente levou, acho que nunca vi a mamãe tão brava. – Demi era uma ótima mãe, sempre fazia o impossível pelos filhos e cuidava deles com a sua vida, mas quando eles aprontavam, ela não perdoava.

   - Eu me apresentei naquele dia, obriguei o meu piloto a pilotar na nevasca, cheguei em casa faltando poucas horas para a meia-noite, improvisei a melhor ceia e montei a árvore de natal, não passou da meia-noite e vocês dois deram um jeito de derrubá-la, deu curto-circuito no pisca-pisca, a árvore começou a pegar fogo, o fogo passou para a cortina e se não fosse o alarme de incêndio e o seu pai... – Naquela noite Demi quase morrera, não por conta das chamas que por um pouco não incendiaram toda a sua casa, quase morrera de preocupação e medo pelos filhos e Joe.

   - Nós passamos o natal onde? – Perguntou Elizabeth de olhos arregalados brincando com os pezinhos de Bernardo.

   - No hospital. – Disse Joe levantando-se da cama para conferir a hora no relógio. – Vou pedir para Kevin ficar com vocês essa noite, está tarde e nós precisamos descansar. – Os protestos foram tantos, ninguém queria ir para a escola no dia seguinte e muito menos Demi queria que eles ficassem longe.

   - Eles não podem ficar comigo? – Perguntou Demi tirando Bernardo do seio e o colocando para golfar.

   - Você precisa de uma boa noite de sono Dem, e não tem espaço para nós três na cama e nem na poltrona. – Joe passara um mês dormindo numa poltrona quando Demi estava em coma, era tão desconfortável, mas de lá ninguém o tirou e nem o tiraria naquela noite, fora que dormir com Daniel e Elizabeth na poltrona era algo impossível.

   - Não podemos levar a mamãe e o bebê hoje para casa? – Perguntou Elizabeth. A menina gostava tanto de ficar com a mãe e conversar sobre milhares e milhares de coisas, e agora com Bernardo ela não largaria Demi nem mesmo para ficar com Eric.

   - Hoje não princesa, talvez amanhã ou depois. – Disse Joe para a infelicidade dos filhos. – Vocês tem um minuto para se despedir da mamãe e do Bernardo. – Demi recebeu beijos exagerados e abraçados afobados, Daniel e Elizabeth não queriam ir, mas Joe os levou para que Kevin ou Nick cuidasse deles naquela noite.

   - Joe, a gente podia dar um jeito. – Disse Demi assim que Joe adentrou o quarto. E ele cerrou os olhos ao ver que Demi não estava na cama, estava em pé e ajeitava Bernardo no berço.

   - Deus! Você é tão teimosa Demetria, por que não me esperou? Não quero que você fique fazendo estripulias, está na hora de descansar querida. – Demi assentiu calada, cobriu Bernardo com o cobertor até a altura do peito deixando os bracinhos de fora para que ele não corresse nenhum risco durante o sono. – Onde Dan e Lizzie dormiriam? Prometo que amanhã cedinho vou buscá-los na casa do Kev, tudo bem? – Demi conferiu mais uma vez se Bernardo estava seguro e bem e só depois assentiu virando-se para olhar para Joe.

   - Você está feliz? – Perguntou Demi o olhando com certa curiosidade e Joe assentiu esboçando o seu sorriso de menino que inevitavelmente deixava a esposa de pernas bambas.

   - E você? Está feliz? – Perguntou Joe envolvendo o corpo de Demi com os braços quando ela o envolveu pelo pescoço com os dela repousando as mãos no lugar de sempre: em seus cabelos da nuca.

   - Muito feliz meu amor. – Algumas lágrimas rolaram pelo rosto de Joe e outras pelo rosto de Demi, trocaram um selinho demorando e se abraçaram por minutos e mais minutos pensando derramando lágrimas e esboçando lindos sorrisos observando juntos Bernardo dormir.


Continua... Oi, como vocês estão? Eu estou bem!! Ufa! Esse capítulo me deu um trabalho que ninguém faz ideia, demorei em escrever e postar porque eu não sabia o que escrever, na verdade eu sabia, mas não como montar e organizar... Não sei se ficou bom, se é o último ou.. Eu simplesmente não sei! Tentei estendê-lo o máximo que pude porque a história realmente chegou ao final.. é, chegamos depois de quase um ano a escrevendo eu cheguei lá.. Não vou dizer que é “oficialmente” o último capítulo no título e nem nessa nota final porque vou enrolar vocês mais um pouquinho, talvez o próximo capítulo seja mais focado no Daniel e na Jenny com algumas fofuras do Bernardo e até flashbacks, depois teremos o epílogo e será o “adeus” </3; Meninas, sério, de coração, obrigada pelos comentários do último capítulo. Nesses dois últimos meses os comentários diminuíram tanto, oscilavam entre 3 e 6, e geralmente eu tinha 12 comentários por capítulo.. Eu pensei que ninguém estava mais gostando da fic ou sei lá.. Acho que vocês não me abandonaram certo? Obrigadaaa!
ps. Hoje é o aniversário da nossa princesa. Só Deus sabe como eu amo essa mulher, como a admiro e torço para que ela seja feliz! 

11.8.15

Capítulo 68


   - Alex. – Só agora o silêncio fora quebrado. O coração de Demi estava prestes a sair pela boca, as mãos suavam gelado e os olhos estavam focados nos de Alex. Por que ela não conseguia falar tudo de uma vez para acabar com aquela agonia? – Será que.. Será que a gente pode conversar? – Tudo bem. Demi arregalou os olhos quando a porta fora fechada brutalmente quase batendo em seu nariz. Diabos! A mulher era difícil. – Alex, eu só quero conversar. – Disse Demi sabendo que Alex estava a escutando do outro lado da porta. – Por favor, vamos conversar, não vou tomar muito do seu tempo. – Insistiu batendo à porta freneticamente.

   - Conversar o que? – Demi arregalou os olhos quando de repente quase caiu quando a porta fora aberta revelando a mulher furiosa.

   - Por favor, nós temos muita coisa para conversar. – Demi não esperou ser convidada e adentrou a casa na primeira brecha de Alex sabendo que se ela não fosse ousada jamais resolveria os seus problemas.

   - Eu deveria te colocar no olho da rua pelos cabelos Lovato. – Como não fora convidada para entrar e também não esperava ser, Demi sentou-se ao sofá branco macio e confortável antes mesmo que Alex a convidasse, estava cansada e a barriga pesava. – O que foi? Você não tem sofá em casa e vem esfregar esse traseiro gordo no meu? – Demi ignorou a piada sem graça e abraçou-se para ajudar a se proteger do frio. Era por Daniel que ela estava ali, pensava a cada vez que piscava.

   - Olha, eu não quero brigar. – Começou a dizer Demi procurando fitar os olhos de Alex. – Nossa amizade não acabou muito bem. Eu estava chateada e drogada quando você contou para o Joe sobre o Wilmer e eu, naquela noite eu estava descontrolada e acabei descontando tudo em você. – Demi forçou um sorriso lembrando-se vagamente do que acontecera naquela noite e de quando acordara no dia seguinte na casa de seus pais com o terrível sentimento de culpa. – Nunca te pedi desculpa pelo que fiz, quando saí da reabilitação eu estava tão focada em mim mesma e você havia sumido do mapa. – Disse arriscando-se a olhar para Alex que até então estava calada escutando atentamente o que Demi tinha a dizer. – Desculpa por ter te.. socado. – Demi umedeceu os lábios e continuou a sustentar o olhar de Alex e quando percebeu que ela não falaria nada preferiu prosseguir. – Sei que não deve ter sido fácil estar envolvida num escândalo daquele tamanho, a mídia contorceu muitas coisas e muitas vezes inverteu os papeis. Não posso mudar as consequências dos meus atos que refletiram em sua vida, mas se você me perdoar nós podemos começar do zero por nossos filhos. – Pelo visto Alex não era todo aquele monstro que se mostrara ser naquele banheiro meses atrás, Demi notara como ela estava pensativa e torcia para que Alex considerasse a ideia.

   - As coisas não são tão simples assim. – Era a primeira vez que Alex dirigia a palavra à Demi sem que com elas estivesse a raiva e o rancor. – Você tem razão quando diz que a mídia inverteu muitos papeis. Passei anos sendo insultada e motivo de piada, não conseguia emprego e só não passei fome porque os meus pais me ajudaram. Sabe, uma vez uma velha até chamou a polícia dizendo que eu tinha batido na estrelinha do pop, passei a noite na cadeia até que descobrissem que era apenas um engano enquanto você estava se passando de santa e era amada por todos. Eu passei por muita coisa, por muita coisa mesmo até que todos se esquecessem. – Demi não estava tão surpresa já que conhecia perfeitamente como a mídia e as pessoas tinham a capacidade contorcer um fato e julgar cruelmente.

   - Sinto muito por tudo que você passou. A mídia sempre está inventando mentiras para lucrar mais sem se importar com as pessoas. – O que ela iria dizer? O silêncio reinou entre elas e a início Demi se sentiu tão desconfortável, mas quando olhou para Alex a lembrança do tempo em que elas se conheceram invadiu-lhe a mente. Eram apenas meninas perdidas em si mesmas e reprimidas pelo mundo, era a única explicação cabível para o que juntas elas faziam. – Então, você me perdoa? – Perguntou quebrando o silêncio.

   - Perdoo. – Disse Alex num sussurro quando era mais tarde surpreendendo Demi. – Mas não quer dizer nada, Jeniffer continuará longe do seu filho. – Demi respirou fundo pensando em como trabalharia aquela questão. Ter o perdão de Alex depois de saber por tudo que ela passara por sua causa era um peso a menos em suas costas, mas saber que Daniel continuaria infeliz assim como Jenny era horrível.

   - Alex, por favor, são apenas adolescentes apaixonados. Daniel sente a falta dela e aposto que Jenny também sente a dele. Você não pode fazer isso com eles. – Disse Demi com a esperança que Alex fosse mudar de ideia.

   - Eu já te perdoei e você já pode ir embora. – Demi franziu o cenho quando Alex caminhou até a porta e a abriu dando espaço para que ela pudesse passar.

   - Eu não vou embora enquanto não resolvermos isso. – Disse Demi cruzando os braços sobre o peito sem se intimidar com a cara feia que Alex fizera.

   - Eu já te perdoei, mas isso não significa que nós vamos virar amigas ou sei lá o que. Vamos Demi, eu estou perdendo o meu tempo, tenho muitas coisas para fazer. – Demi continuou sentada ciente que ninguém a tiraria dali até que Alex lhe desse um bom motivo para que Daniel e Jenny não pudessem ficar juntos.

   - Por que eles não podem ficar juntos? – Perguntou persistente acomodando-se mais ao sofá e Alex apontou para a rua num pedido para que Demi fosse embora. – Me dê um bom motivo. – Disse a olhando nos olhos e Alex bufou impaciente fechando a porta e sentou-se ao sofá oposto ao que Demi estava sentada.

   - Eu não quero que Jenny se machuque, e você é sinônimo de confusão. – Disse rapidamente.

   - Ela não vai se machucar de nenhuma forma, Daniel a ama. – Disse Demi pacientemente. Tudo bem que uma vez ou outra ela estava metida em alguma confusão, mas Jenny não tinha nada a ver com as suas bagunças.

   - Não vai se machucar? Você se lembra da última vez que nós nos encontramos naquele colégio? O seu filho estava envolvido numa briga e ainda por cima levou a minha filha junto, Jenny vai perder a bolsa e a culpa é dele. – Bem, Demi engoliu em seco sem saber se seria bom contar a Alex sobre a sua conversa com a Sra. Truscott. – Isso não vai dar certo Demi, Jeniffer é só uma menina e não quero que ela sofra por injustiças e calunias, fora o comportamento explosivo do seu filho. – Daniel só queria defender a mãe de todas aquelas mentiras e bobagens que os colegas diziam, sempre tinha sido daquela forma desde que Dan era apenas um garotinho.

   - Eu já disse: Daniel não vai machucar Jenny, ele é um bom menino e ama a sua filha. – Tornou Demi a insistir.

   - E eu já disse: Jeniffer não vai namorar o seu filho. – Disse Alex irritada. – E, aliás? Por que diabos você está aqui depois de tudo que eu fiz? Só para pedir desculpa? – Demi respirou fundo mais uma vez ao olhar para os olhos de Alex para tentar descobrir o porquê dela sempre tentar afastar as pessoas com aquele jeito rude.

   - Daniel é um bom garoto Alex! Ele ama a sua filha e ela o ama. Não me importo com o que você fez, eu só quero que o meu filho e Jenny possam ser felizes juntos. – Demi ofegou cansada e tornou a respirar fundo se levantando. – E Jenny não vai perder a bolsa, a Sra. Truscott só estava tentando assustá-la. – Disse sem coragem para contar a verdade.

   - Eu vazei aquelas fotos, estraguei a sua reputação, você quase morreu numa cama de hospital e diz que não se importa? – Disse Alex já alterada e Demi massageou as têmporas e curiosamente tornou a respirar fundo ofegando.
   - Eu só quero que eles sejam felizes, ok? Você fez aquilo porque estava descontrolada ou sei lá o que. – Disse Demi um pouco alto demais, porém se controlou para não ficar nervosa. – Sabe, por um lado foi até bom o que você fez, só assim aprendi a confiar mais em mim mesma e dar valor a vida e as pessoas que me cercam. – Demi e Alex olharam para o lado quando a pequenina menina de cabelos claros amarrados em Maria Chiquinha surgiu na sala vestida com o seu pijama branco com coraçõezinhos vermelhos.

   - Mamãe, por que você está demorando. – Disse a pequena um tanto intimidada com a presença de Demi caminhando para perto da mãe.

   - Meggy, eu disse para você me esperar lá em cima. – Disse Alex carinhosamente pegando a menina no colo.

   - Você estava demorando muito. – Demi sorriu para a filha de Alex e por um momento lembrou-se de Marissa e da Sra. Truscott...

   - Fica me esperando na cama que a mamãe já vai subir para brincar com você. – Alex e Meggy tocaram um beijinho de esquimó e Demi sorriu lembrando-se de Elizabeth enquanto a pequena corria em direção à escada.

   - As suas filhas são lindas, você só tem as duas? – Perguntou Demi fitando os olhos de Alex. Era tão estranho, num momento Alex parecia uma pessoa comum e no outro se mostrava completamente agressiva e rebelde.

   - Obrigada. – Disse Alex com um pouco de receio caminhando em direção à janela. – Jeniffer e Megan. Apenas nós três. – Por um momento a vontade de Demi era de caminhar até Alex e abraçá-la para espantar toda aquela tristeza carregada em seus olhos, agora tudo parecia fazer sentido. Por isso Alex queria proteger Jenny de um futuro coração partido, ela tinha os seus motivos e naquele momento Demi percebeu que tudo que Alex fazia era proteger a filha mesmo que fosse de forma egoísta.

   - O pai delas... – Disse Demi com a voz um pouco baixa e receosa já que não queria se intrometer nos assuntos de Alex por mais curiosa que ela estivesse.

   - Johnny faleceu no ano passado, poucos meses antes das suas fotos vazadas. – Com o coração falando mais alto Demi caminhou em passos lentos até que estivesse próxima a Alex o suficiente para tocá-la no ombro. – Tumor no cérebro, quando nós descobrimos já era tarde demais, ele faleceu na semana seguinte. Não foi fácil os primeiros meses sem ele, as meninas estavam ficando depressivas e a cada semana eu fazia uma loucura diferente. – A ideia de perder Joe era tão absurda que os olhos de Demi lacrimejaram. Céus! Tudo tinha uma explicação e Demi estava surpresa com a de Alex. Deveria ser tão difícil acordar todos os dias e se lembrar de que a pessoa que você mais ama no mundo está morta. A única razão para continuar eram os filhos.

   - Eu sinto muito Alex, de coração. – Disse Demi baixinho ao ver as primeiras lágrimas rolando pelo rosto de Alex.

   - Eu não sei por que estou te contando isso. – Disse Alex limpando as lágrimas e forçando um pequeno sorriso. – Você deveria me odiar por tudo que eu fiz. – Demi a abraçou, sim ela tinha feito e só um tempo depois a soltou.

   - Eu não te odeio. O que aconteceu foi uma lição para mim e para a minha família. - Demi esboçou um pequeno sorriso pensando em como a vida tinha mudado para melhor depois que tudo acontecera. – Não precisamos ser rudes uma com a outra, não precisamos desses sentimentos negativos nas nossas vidas. O que aconteceu quando éramos adolescentes está lá no passado e sempre estará. O que nos resta é esquecer e dar boas risadas de nós mesmas. Sei que você é uma boa pessoa e só quer proteger as suas filhas, eu também faria o mesmo, mas do que adianta proteger os nossos filhos debaixo das nossas asas sendo que eles não estão felizes? Não vou insistir mais, você sabe o que faz. – Demi acomodou a bolsa no ombro preparando-se para partir. Alex tinha um bom motivo, por mais egoísta que fosse, para proteger a filha. – Foi bom conversar com você Alex. – Disse Demi a surpreendendo com outro abraço e Alex assentiu a abraçando de volta.

   - Igualmente Lov.. Demi. – Aquela era a primeira vez que Demi via um sorriso verdadeiro nos lábios de Alex e o melhor de tudo era saber que aquele sorriso era por elas.

   - Vou te deixar em paz. – Disse Demi e elas riram enquanto Alex abria a porta. – Dê um abraço em Jenny e Meggy p.. – Demi franziu o cenho e apoiou a mão ao batente da porta. O coração quase saiu pela boca quando sentira um líquido quente escorrer pelas pernas, a leve cólica começando.. – Bernardo, nós combinamos para a semana que vem. – Disse levando a mão livre para acariciar a barriga.

   - Você está bem? – Perguntou Alex preocupada. O rosto de Demi começara a ficar vermelho conforme o tempo se passada.

   - Acho que ele vai nascer. – Disse Demi com dificuldade fechando os olhos tentando se acalmar. Não poderia ficar nervosa já imaginando a dor que teria que enfrentar, o medo de não conseguir e tantas outras bobeiras que poderiam assombrar uma mulher naquele momento.

(...)


   - Josh, você viu o Daniel por ai? – A garota estava agitada, correra por toda a escola atenta a procura de Daniel ou Elizabeth, porém não encontrara ninguém e o nervoso começara a dominar Jenny. Essa era hora para eles sumirem?

   - O que você quer com ele? Até uma hora atrás você não o olhava nos olhos e agora quer saber onde ele está. – Jenny deu um passo para trás quando o rapaz mais alto que Daniel, forte e ruivo se levantou um tanto irritado.

   - Não é da sua conta. – Disse a menina engolindo em seco sem se intimidar e dando um passo em direção ao garoto. – Onde ele está? É um caso de vida ou morte. – Disse Jenny um pouco mais firme, porém ainda estava nervosa. A mãe ligara agora pouco pedindo para que ela procurasse Daniel ou Elizabeth porque Demi entrara em trabalho de parto e Joe não atendia ao telefone. – Vamos Josh, é sério. – Murmurou agoniada e o amigo de Daniel respirou fundo saindo da defensiva.

   - Acho que ele está atrás do ginásio. – Disse o rapaz pensativo e Jenny pediu por um momento que caísse um raio naquele grupinho a poucos metros deles que cantava e tocava violão fazendo um enorme e terrível barulho na cobertura que estavam. – Ou no vestuário feminino. – Jenny assentiu com os olhos arregalados e correu pelo jardim em direção ao ginásio dando graças a Deus que a neve já estava completamente seca e o sol irradiava os seus raios intensamente.

   - Daniel? – Chamou o nome do garoto ofegando e levando as mãos ao joelho enquanto procurava Daniel com os olhos atrás do ginásio, porém estava tudo vazio. – Dan, você está ai? – Disse a menina caminhando de uma ponta até a outra e logo adentrara o ginásio, mas estava tudo vazio também e a ideia de procurar Daniel no vestuário feminino lhe causou arrepios só de imaginar o que ele fazia lá e com quem o fazia. – Tudo bem, ele não é mais o seu namorado. – Disse para si mesma subindo os degraus da pequena escada que dava no vestuário feminino. Por que diabos Elizabeth tinha que sumir logo agora? Jenny sempre a encontrava no intervalo e pelos corredores, mas ninguém tinha sinal da menina. – Daniel? – Chamou Jenny um pouco baixo demais quando abriu a porta do vestuário feminino. Diabos! Estava tão nervosa que a barriga doía absurdamente. Jenny olhou para os quatro cantos, os armários estavam fechados como o de costume, a mesa principal estava vazia assim como alguns bancos. Não havia ninguém ali e o nervoso estava a dominando, precisava achar Daniel ou Elizabeth para que eles tentassem entrar em contato com Joe o mais rápido possível enquanto a sua mãe levava Demi para o hospital. Quando Jenny iria virar as costas e caminhar de volta para a escola o baque contra um dos armários a assustou e então o gemido feminino foi o suficiente para que ela se sentisse enjoada. Ele estava lá e estava acompanhando...

Engolindo em seco e controlando o coração junto com as lágrimas, Jenny caminhou na direção do barulho que ouvira na terceira fileira de armários onde encontrou Daniel sem camisa. As costas do rapaz tinham arranhões cor de rosa, os cabelos escuros e lisos estavam tão bagunçados e as mãos... Bem, as mãos estavam no traseiro nu da menina que o acompanhava. E não demorou muito para que Jenny reconhecesse a menina nua da cabeça aos pés. Nua.. Por que ela estava chorando? Daniel não merecia as suas lágrimas, e por um momento Jenny pensou em virar as costas antes mesmo que fosse notava, mas Demi precisava dela naquele momento e Daniel devorando os lábios da menina que o desprezou não iria impedi-la.

   - Da..Daniel. – Chamou o rapaz com a voz alta e firme limpando as lágrimas antes que Daniel soltasse a menina completamente assustado e com os olhos arregalados.

   - Jenny? – A voz do rapaz estava trêmula, os lindos olhos verdes estavam arregalados e as bochechas completamente vermelhas. Por que ele tinha que ser fofo até naquele momento constrangedor? Daniel olhou da ex-namorada a Brooke, a menina que um dia estivera apaixonado e que o desprezou. – Vista-se. – Sussurrou sem graça buscando a camisa que ele vestia antes de Brooke o agarrar ferozmente atrás do ginásio e a entregou para a menina nua. – Jenny, eu.. eu.. eu posso expl.. – Antes mesmo que Dan pudesse completar a frase Jenny arqueou as sobrancelhas e lançou um olhar mortal para Brooke que estava tão envergonhada quanto Daniel.

   - Não precisa. – Disse a menina fitando intensamente os olhos de Daniel. – Será que a gente pode conversar? É muito sério. – Demi e o pequeno Bernardo não saiam de sua mente e no momento era a preocupação suficiente para atormentá-la enquanto não soubesse que estava tudo bem. – Vou esperar lá fora. – Sussurrou ignorando o traseiro ainda nu de Brooke e a excitação de Daniel. Será que daria tempo de vomitar todo o café da manhã? Jenny revirou os olhos e caminhou para fora daquele maldito vestuário feminino. Que Deus a controlasse para que ela não socasse Daniel com tanta força e o empurrasse da escada junto com aquela maldita menina. – Droga! – Sussurrou Jenny cerrando os punhos e franzido o cenho quando a menina que estava com Daniel saiu às pressas do vestuário lhe lançando um olhar assassino.

   - Jeniffer? – Era tão bom ouvir o seu nome na voz calma de Daniel. Jenny preferiu não olhá-lo enquanto caminhavam em silêncio para fora daquele ginásio para que não cometesse uma loucura. – Jenny, eu.. – Quando a menina o olhou o coração quase saiu pela boca. Por que diabos ele tinha que ser absurdamente lindo? A pele clara, os olhos verdes, os cabelos agora partidos de lado e bem arrumados. Daniel era um verdadeiro galã com aquele ar doce e fofo que deixava as meninas loucas.

   - Está tudo bem, não é da minha conta. – Disse a menina controlando a voz para que não parecesse mais nervosa que ela estava.

   - Eu não sei onde eu estava com a cabeça. – Começou a dizer Daniel um pouco baixo demais e Jenny só não o olhou porque sabia que seria constrangedor demais. – Você me salvou da minha.. da minha primeira vez. – Por que diabos ele estava dizendo aquilo? Jenny revirou os olhos com tanta vontade e por um pouco não o esbofeteou.

   - Isso.. isso não é da minha conta. – Disse Jenny bufando irritada. – Olha, eu só vim atrás de você porque a sua mãe entrou em trabalho de parto e não conseguimos entrar em contato com o seu pai. – Daniel não sabia se estava decepcionado por Jenny o procurar para dizer aquilo ou se estava simplesmente assustado por saber que a sua mãe morria de dor naquele exato momento enquanto ele quase fazia uma besteira.

   - Ai caramba. – Disse o rapaz sentindo-se zonzo e Jenny o segurou para que ele não caísse duro no chão. – Quem está com ela? Como você sabe? – Perguntou um pouco exasperado demais. – Você sabe, os bebês saem por lá e ai meu Deus! – Homens! Jenny ignorou o ataque de pânico de Daniel e o puxou pela mão sentindo os malditos arrepios.

   - A minha mãe está com ela. – Jenny não sentiu raiva quando toda a cor sumiu do rosto de Daniel, ele morria medo de Alex e não era segredo para ela e para mais ninguém. – Nós precisamos entrar em contato com o seu pai. A minha mãe tentou falar com ele, mas ele não atende. – Jenny tentara soltar a mão de Daniel assim que pisaram no corredor, mas ele enlaçou os dedos aos dela e a olhou como um menino assustado.

   - Onde está Elizabeth? – Perguntou Daniel fitando os olhos de Jenny desejando beijá-la nos lábios, mas a preocupação logo o lembrara de que a sua mãe estava em trabalho de parto e aquilo era o suficiente para deixá-lo tonto.

   - Eu não sei, não a encontrei. – Disse Jenny.


(...)

A sorte era que os vidros das janelas da pick-up eram escuros o suficiente para escondê-los. As mãos femininas exploravam o corpo masculino e as mãos desse exploravam o corpo delicado de Elizabeth. Os gemidos vez ou outra escapavam pelos lábios de ambos e às vezes eram cessados com beijos quentes e selvagens enquanto juntos se moviam sem pressa, apenas sentiam o calor um do outro sussurrando palavras desconexas.

   - Elizabeth. – Sussurrou Eric tão concentrado em fitar os lindos olhos da amada deixando o corpo nu cair sobre o dela com cuidado para não machucá-la. Lizzie era tão delicada e linda, e a cada sorriso tímido que ela esboçava o coração de Eric batia mais rápido e ele tinha certeza de que queria realizar tudo que dissera quando mais cedo para os pais de Elizabeth.

   - O que foi meu amor? – A voz menina soou tímida como sempre. Eric a olhou e perdeu-se no quão Elizabeth estava linda. Os cabelos lisos e claros espalhados numa bagunça sexy no banco de trás do carro, os olhos estavam especialmente mais claros e mostravam-se numa mistura magnífica de verde e mel, os lábios rosados com a sombra de um sorriso e todas aquelas sardinhas no rosto levemente bronzeado eram de tirar o fôlego.

Lizzie também fitou os olhos do namorado como ele fitava os dela. O olhar sem malicia alguma, apenas com um misto de amor, paixão e desejo carregava os lindos olhos azuis como o céu azul e limpo numa tarde de verão. Eric era tão lindo que Elizabeth o observou por minutos e minutos enquanto juntos eles se movimentavam tímidos e apaixonados. Toda vez que faziam amor era daquele jeito, ninguém sabia como começar ou como não ficar corado, mas quando finalmente conseguiam era como encontrar o caminho certo depois de uma enorme confusão para achá-lo. Devolver os movimentos de Eric deixava Lizzie tão tímida quanto o próprio Eric, mas Elizabeth relaxou e adentrou os cabelos da nuca de Eric com os dedos quando ele repousou a testa na dela e juntos eles se amaram até que finalmente, tímidos e corados, chegaramm ao ápice. Não tinha sido uma má ideia namorar no fundo daquela lanchonete, o carro estava estacionado em frente a uma parede de pedras e havia árvores para protegê-los.

   - Oi. – Elizabeth riu tímida quando Eric ergueu o tronco e a olhou.

   - Oi. – Disse a menina erguendo-se para depositar um selinho nos lábios do rapaz e depois que eles riram do nada, trocaram mais alguns beijos e um ajudou a vestir o outro.

   - Você aceita se casar comigo? – Os olhos de Elizabeth arregalaram-se e a menina olhou para o namorado quase tendo um ataque do coração. – Não é um pedido oficial. – Disse Eric a puxando para entre as suas pernas para que pudessem se sentar juntos.

   - Aceito. – Disse a menina o beijando no pescoço. – E não é uma resposta oficial. – Ronronou quando ele esquivou-se de seus beijos para beijá-la no pescoço.

   - Pensei que o seu pai ficaria bravo. – Disse Eric quebrando o silêncio que se formara entre eles. Elizabeth era literalmente a cópia da mãe, até naquela parte a menina não negava o sangue. Lizzie quase dormia nos braços de Eric cansada e manhosa.

   - Ele está bravo, mas acho que a minha mãe está o controlando. – Tornou a ronronar repousando as mãos sobre as de Eric na região de seu ventre.

   - Você acha que ele vai deixar você se casar comigo? – Perguntou Eric interrompendo o cochilo de Elizabeth que murmurou alguma coisa pedindo para que ele ficasse quieto. – Lizzie, não dorme. – Disse o rapaz a beijando no maxilar sem sucesso algum.

   - Eu não sei se é possível, mas às vezes você consegue ser mais chato que o Daniel. – Murmurou a menina mal humorada e Eric riu a apertando mais contra o corpo. – Você quer ir ao Grammy comigo? A minha mãe está concorrendo esse ano. – Aquela tinha sido a notícia que deixara Demi maluca de felicidade e Joe maluco de preocupação já que Demi queria tanto antecipar as coisas, sair para comprar roupas e planejar uma festa que marcaria o ano caso ela ganhasse a categoria que concorria.

   - Claro meu anjo, com você eu vou até ao fim do mundo. – Lizzie riu e virou-se para beijá-lo nos lábios, mas antes que pudesse aprofundar o beijo como desejava o celular começou a tocar. – Por que esse bundão não espera. – Murmurou a menina irritada quando pegou o celular dentro da bolsa e quando foi atender Daniel desligou. – Estranho, tem chamadas perdidas da minha mãe, da Jenny, do Daniel e de um número desconhecido. – O coração quase saiu pela boca quando pensara que alguma coisa estava acontecendo e no mesmo instante Elizabeth atendeu a chamada de Daniel quando a foto do rapaz surgiu na tela do celular e o rosto da menina empalideceu.

(...)

   - No, yo no voy a firmar este acuerdo el Sr. Jonas , tengo un nombre para proteger. Y ustedes, los norteamericanos , destruirás mi empresa con las malditas revistas de chismes y la pornografía. – Tinha exatas duas horas que Joe explicava as cláusulas do contrato que tanto tentava negociar com o Sr. Carlos Valle Verde, dono de um jornal importante da Espanha que Sara insistia em uma parceira.

   - Sr. Valle Verde, nós já discutimos sobre esses aspectos, não trabalhamos com pornografia. – Disse Joe arrumando a gravata e tentando entender o porquê daquele velho barrigudo ser contra a indústria pornográfica e ter em seus braços uma garota que deveria ter a idade de ser a sua filha completamente nua enquanto ele calculava como deveria bater o taco na bolinha de golfe. Deus! Como existia tanta gente exótica naquele mundo!

   - Jack! Vino para el Sr. Jonas! – Gritou o velho e Joe franziu o cenho tentando entender o que o homem dizia. O Espanhol não era tão difícil, mas aquele homem estava tão bêbado que Joe não tinha mais paciência para tentar decifrar as palavras emboladas e traduzi-las.

   - Obrigado, mas não bebo. – Joe franziu o cenho incomodado e caminhou até a proteção da cobertura luxuosa adentrando os bolsos com as mãos. Aquela menina nua deveria estar na escola, não nos braços daquele marmanjo. – O senhor tem até o final dessa semana para assinar, passar bem. – Sara que o perdoasse, mas ele não toleraria mais aquele bêbado tarado que o enrolara por toda a manhã com aquela conversa fiada. Enquanto descia a escada aliviado por estar longe daquele maldito campo de golfe que cheirava a cigarro e sexo, Joe sentiu o celular vibrar no bolso assim que adentrou o hall movimentado. A voz de Daniel soou e o coração desesperou-se, a garganta ficou seca e de repente tudo estava escuro.

Continua... Oi! E ai? O que vocês acham que aconteceu? Gostaram da Demi e da Alex? Obrigada pelos comentários e comentem a opinião de vocês!! A Sam acertou cara! Mas será que a Demi e a Alex vão se aproximar? Beijos e até mais!