11.8.14

Capítulo 8

Como era possível não sorrir? Demi digitou "Ele era a coisinha mais linda do mundo" habilmente e enviou a mensagem para Denise via whatsapp. Invertendo a posição que estava deitada, Demi não conseguia parar de sorrir. Na foto o pequenino forçava os bíceps, tinha os punhos cerrados e vestia apenas um macacão jeans claro. Os cabelos negros e lisos caiam na testa e Joe forçava um pequeno sorriso. Demi mordeu o lábio inferior e deslizou o dedo no ecrã do Iphone. Na segunda foto Joe deveria ter três ou quatro anos. Os cabelos negros e lisos eram cheios e Joe tinha um grande sorriso nos lábios enquanto olhava para a câmera. Demi guardou o celular no bolso e saiu do quarto às pressas.

   - Joe? - Chamou-o enquanto descia os degraus da escada. - Joseph? - Joe não estava na cozinha e pelo visto não estava na sala. Demi caminhou pelo corredor e verificou os dois pequenos estúdios, o dela e o dele. E nada de Joe. Mais para o final do corredor Demi virou para a esquerda e logo entrou no escritório de Joe. E mais uma vez nada de Joe. Caminhando pela casa, Demi conferiu a cozinha e as salas de jantar. Onde ele estava? Caminhando mais um pouquinho, Demi escutou um barulho vindo da sala, mas revirou os olhos ao ver os seis filhotes de Buffy aprontando na casa. Só restara a lavanderia. - Amor? - Chamou enquanto caminhava em direção à lavanderia. Demi abriu a porta e sorriu ao vê-lo em pé.

   - Vocês estão chegando? - Disse ao telefone. Demi aproximou-se dele e analisou o que ele fazia. - Nós vamos sair de casa às.. - Joe conferiu a hora no relógio de prata e sorriu para Demi. - Nós já estamos saindo.. Daqui a quinze minutos. - Joe murmurou um "Humrum" e logo desligou o telefone dizendo um "eu te amo". - Era Lizzie. - Disse enquanto guardava o telefone no bolso e conferiu a maquina de lavar.

   - O que você está lavando? - Demi franziu o cenho. Era praticamente impossível Joe ir à lavanderia.. Ou melhor.. Eles iam quando precisavam "fugir" de Dan e Lizzie e de suas confusões, na lavanderia ninguém iria interrompê-los...

   - São os meus uniformes de jogar bola. - Joe enterrou as mãos nos bolsos da calça e sorriu timidamente para Demi.

   - Você vai jogar hoje? - A semana passara como um piscar de olhos e já era sexta-feira, o dia que Joe jogava futebol e também o inicio do final de semana com a família.

   - Hoje é sexta. - Joe aproximou-se da esposa preenchendo toda a distância antes existente. - Eu adoraria que você se juntasse a nós. - Demi assentiu rindo. Ela em campo era uma completa tragédia e motivos para riso. Aliás, não era porque não sabia jogar, mas sim porque sempre acabava levando os mais estranhos tropeções e sempre que fazia um gol no meio de tantos marmanjos as comemorações com dancinhas eram sempre hilárias.

   - Oh não, sem zoações. - Envolvendo os braços ao pescoço dele, Demi o beijou nos lábios. - Está tudo pronto? - Perguntou o olhando.

   - Nossas coisas já estão no carro. - Roubou um selinho. - Nick levou os nossos bebês. - Demi fez biquinho, mas Joe logo o desfez.

   - Nós podemos ir? Eu tenho que ligar para Beth. - Joe riu da careta de Demi. A maior preocupação era Miley.. - Você sabe amor, Miley só vive falando besteiras e vai que.. - Assentindo, Joe desfez o abraço e a puxou pela mão.

   - Miley não falará nenhuma besteira, bebê. - Disse enquanto caminhavam pelo corredor. - Eu só estou preocupado com o tempo, pode chover a qualquer hora. - Demi revirou os olhos ao ver aquele tanto de filhote.. A casa estaria revirada quando voltassem no domingo. - E enquanto a isto.. bem, precisamos de uma empregada. - Joe tinha as chaves do carro em mãos e coçava os cabelos da nuca com esta observando Demi fuzilar os pobres e indefesos cães com os olhos.

   - Empregada.. Não. - Disse colocando o filhotinho branco que estava no sofá na cesta. - Olha aqui rapazinho, é melhor você cuidar dos seus bebês. - Advertiu Buffy, que choramingou ao levar a bronca. - Max está responsável por alimentá-los, mas se esta casa estiver revirada quando nós voltarmos, nós vamos ter uma conversinha. - Conteu-se para não gargalhar Joseph. Querendo ou não, e participando ou não, a casa estaria revirada quando eles voltassem e Buffy estaria muito encrencado.

   - Vamos bebê. - Puxando-a pela mão, Joe finalmente conseguiu quebrar aquela estranha conexão de olhares entre Buffy e Demi. - Não se preocupe, vou pedir um dos homens para limpar a sujeira deles. - Depois de trancar a porta de casa, Joe abriu a porta do carro para a esposa e a mesma adentrou o carro.

   - Eu os adoro, mas não consigo combater toda a sujeira deles sozinha. - Joe assentiu enquanto adentrava o carro. - É praticamente impossível. - Murmurou enquanto punha o cinto.

   - Nós precisamos de uma emprega Demetria. - Disse assim que ligou o carro.

   - Sem chance. - Demi o observou enquanto ele guiava o carro para fora da garagem. - Nós não podemos ter uma empregada por vários motivos. - Joe assentiu para que ela continuasse. Ele queria entendê-la e o motivo para que não pudessem ter uma empregada doméstica. - Uma mulher de idade não daria conta, uma mocinha tem que estudar. E bem, se você não se lembra, Daniel adora admirar as empregadas. - Joe gargalhou tombando a cabeça para trás.

   - Dan é um adolescente e é normal ele se sentir atraído pela mulherada. - Para Demi, Daniel ainda era o seu bebezinho e não um adolescente "atraído pela mulherada".

   - Não quero saber das aventuras de Daniel, mas naquela casa não terá empregadas. - Joe preferiu não discutir, era ela quem dava a palavra final.. - Nós somos quatro ao total. Não é possível que não conseguimos limpar a nossa própria bagunça. - A ideia de Dan com uma mulher a deixava louca de ciúme. Por Deus! Daniel era um garoto, o garotinho dela de quase dezessete anos, mas ainda sim o seu pequeno menino sorridente.

   - E quando você estiver em turnê? Não dou conta do trabalho e da bagunça de casa sozinho. - Demi observou os primeiros pingos de chuva no para-brisa e lembrou-se de quando estava longe de casa. Era insuportável estar sozinha mundo a fora. Eram tantos lugares, tantas pessoas diferentes.. E sempre pela madrugada, quando começava a chover e ela estava dentro de um ônibus no meio da estrada de uma cidade que ela mal conhecia, as lágrimas escorriam pelo rosto ao lembrar-se dos filhos e de Joe. A vida de celebridade, musicista, jurada e atriz até poderia trazer coisas boas, mas a deixava longe de quem ela mais amava.

   - Vamos mudar de assunto. - Assim que ligou o rádio, Civil War, dos Guns, encheu seus ouvidos e Demi relaxou no banco do carro afastando as más lembranças.

   - Está tudo bem? - Joe diminuiu a velocidade do carro e o guiou para o acostamento.

   - Está. - A chuva já caía com toda a força de uma tempestade e Demi encolheu-se no banco assustada com a mudança repentina do tempo.

   - Daqui a quarenta minutos nós chegamos. - Praticamente em todos os finais de semana a família se reunia na casa de praia dos pais de Demi ali mesmo em Los Angeles, e como Demi voltara de turnê completara uma semana, todos estavam animados para revê-la. - Abaixe o banco, pegue o travesseiro e a manta, você pode dormir enquanto dirijo. - Finalmente parando o carro no acostamento, Joe deu um jeito de alcançar o banco de trás para buscar o travesseiro e a manta para Demi, já que a mesma estava encolhida demais para fazê-lo. - Droga. - Sem querer o tênis tocou o aparelho de som do carro trocando a música, Joe bateu a cabeça no teto do carro e logo escorregou para o banco do motorista choramingando.

   - Machucou? - Joe deparou-se com olhos amarronzados da esposa perto dos seus, mas a luz cintilante do interior do carro fazia os olhos de Demi parecerem negros, os lábios maravilhosamente mais avermelhados e os cabelos mais loiros. Joe tentou puxá-la para o colo enquanto a beijava, mas Demi não permitiu. - Não, você não machucou. - Demi balançou a cabeça em negação quando ele tentou puxá-la para o colo novamente.

   - Vamos princesa, está tocando crazy, está chovendo e estamos na estrada sozinhos. - Deslizando os dedos pelas bochechas dela, Joe tentava seduzi-la ao som de Crazy do aerosmith..

   - Maluco. - Demi finalmente cedeu aos encantos dele. Com uma habilidade desconhecida por ela mesma, Demi surpreendeu-se ao perceber que já estava montada sobre ele. As costas encontravam o volante, ela tinha o corpo dele entre as pernas e as mãos estavam nos ombros dele. Demi só não acreditava que iriam fazer aquilo bem ali... - Joseph, espere. - Sussurrou entre o beijo voraz. O celular tocara, trazendo-a para a realidade. - Amor, só um minuto. - Disse o enchendo de selinhos.

   - Hum.. Vermelho. - Demi riu enquanto pegava a bolsa, Joe já tratara de livrar-se da jaqueta de couro preta e desabotoou a blusa de botões branca que ela vestia. - Por Deus, Dem.. - Antes que ele pudesse dizer algo impróprio ou até mesmo abocanhar um de seus seios, Demi levou o dedo indicador até os lábios dele e livrou-se das mãos dele no sutiã vermelho.

   - Estamos a caminho. - Disse ao telefone, era Danielle. - Não estou entendendo, a ligação está ruim. - Demi arregalou os olhos quando Joe desabotoou a calça jeans que ela vestia e tentara abaixá-la. - Dani? - Murmurou no telefone, mas a ligação caira.

   - Está chovendo bebê, e o sinal aqui é horrível. - Demi jogou o Iphone no banco do passageiro. E antes de voltar aos amassos, olhou para trás e tudo que viu fora os pingos de chuva colidindo contra o para-brisa e a água escorrendo freneticamente junto com o vai e vem do limpador de para-brisa.

   - Eu sei. - Sussurrou. Além do espaço limitado junto com Joe no banco do motorista, Demi tentava não bater a cabeça no teto do carro. Joe a beijou trazendo-a de volta ao clima do amasso. Demi apenas deixou-se guiar enquanto ele a segurava pela cintura e a beijava na boca. Acariciando-o rapidamente no rosto, Demi desceu as mãos pelas laterais do pescoço logo desarrumando a gola da camisa gola polo cor-de-rosa. Espalmou o peito com as mãos e buscou um pouco de ar entre o beijo selvagem, descendo-as mais um pouco Demi finalmente encontrou o cós da calça que ele vestia e o traçou.. Ele estava pronto. O gemido escapou pelos lábios de Joe assim que Demi desceu o zíper da calça e o acariciou ainda envolvido no algodão da box preta. Erguendo-se para ajudá-la a livrar-se da calça, Joe arregalou os olhos assustado.

   - Aí.. - Choramingou e Demi franziu o cenho.

   - O que foi? - Perguntou afastando-se para olhá-lo. - Amor, calma. - Agora ela entendia porque ele estava pálido. - Calma, calma. - Sussurrou o beijando no rosto. Joe estava paralisado.. O zíper.. As bolas.. Ai meu Deus!

   - Demi.. - Choramingou desesperado. - Está doendo. - Os olhos dele estavam arregalados, a boca pálida assim como a face.

   - Mantenha calma, nós vamos resolver isto. - Completamente sem jeito, Demi moveu-se para o banco do passageiro enquanto tentava colocar as peças de roupa no devido lugar. - Joseph! Para com isso, nós vamos dar um jeito. - Homens! Eles pensam ser o significado de bravura, mas é só alguém ou alguma coisa os tocar com força entre as pernas que eles viram bebês chorões e indefesos.

   - Aí! - Demi arregalou os olhos. Deveria doer muito ou era drama..

   - No três eu vou descer o zíper, respira fundo. - Joe arregalou os olhos e o envolveu com as mãos.

   - Não, vai doer. - Choramingou fitando a esposa.

   - Vamos, esse menino aguenta. - Demi afastou as mãos dele com cuidado sobre o olhar amedrontado de Joe. - Um.. - Joe respirou fundo. - No três! - Traiçoeira! Ela desceu o zíper "no três" e Joe quase infartou de susto.

   - Demi, Demi, Dem.. - Joe choramingava puxando-a para o colo.

   - Joseph, já passou. - Demi o beijou no rosto e o abraçou. - Você não toma jeito. - Acertando-o com um senhor tapa no dedo, Demi praticamente pulou para o banco do passageiro. Em um minuto Joe tinha as bolas ferradas no zíper da calça e no minuto seguinte tentava acariciá-la...

   - Obrigado. - Agora Joe estava vermelho de vergonha.. Dera-se conta do drama desnecessário que fizera.

   - Ei, está tudo bem. - Demi curvou-se e o beijou na bochecha. - É melhor nós irmos, está chovendo e escuro. - Joe assentiu. Anoitecera rápido demais..

   - Sim, eu acho que estamos quase chegando. - Joe verificou o GPS e assentiu, em questão de poucos minutos chegariam a casa de praia. - Não tem graça. - Disse ao ver Demetria morder o lábio inferior para não rir enquanto ele dava partida no carro.

   - Tem sim. - Demi enterrou a cabeça no travesseiro para não gargalhar escandalosamente.

   - Chata. - Joe franziu o cenho ao escutar a gargalhada abafada de Demi. Mas de qualquer forma ele fizera um vexame por pouca coisa...
Com tamanha certeza Joe jamais tentaria fazer amor no carro novamente.. Estava traumatizado por conta de um maldito zíper e das gargalhadas de Demetria por todo o caminho. Céus! Tinha vontade de aquietá-la com uma palmada naquele traseiro enorme. Demi não parava de rir, chegara chorar deixando-o completamente irritado e nervoso. Em uma semana ele tinha levado uma panelada na cabeça e tivera as bolas presas ao zíper da calça, e tudo que Demi fazia era rir.

   - Você pode, por favor, parar? - Disse completamente irritado estacionando o carro bruscamente.

   - Joe, amor, desculpa. - Demi curvou-se para beijá-lo, mas acabou gargalhando com o rosto enterrado no pescoço dele.

   - Irritante. - Joe recebeu um selinho nos lábios quando ela finalmente parou de rir.

   - Não fica bravo. - Sussurrou entre os tantos selinhos que distribuía pelo rosto dele. - Eu te amo, e nós podemos fazer o que você quiser na cama. Não fica bravo. - Sussurrou espalmando o peito dele.

   - Promete? - Demi sorriu timidamente e selou os lábios aos dele.

   - Prometo. - Demi o beijou mais uma vez antes de sair do carro. A garagem tinha pelo menos cinco automóveis contando com os dele. A casa, lê-se mansão, era fantástica. Demi presenteara os pais assim que eles completaram trinta e oito anos de casados. A maioria das luzes do térreo estava acesa, Demi já podia ouvir as gargalhadas de Miley e Anne ainda do hall da casa. Seria o final de semana maravilhoso.

   - Encontre-me amanhã cedinho na praia. - Demi imprensou Joe contra a parede e o mesmo cerrou os olhos ao fitá-los.

   - Calado. - Sussurrou para que não os escutasse.

   - Na praia? - Elizabeth não desgrudava os olhos dos olhos azuis do rapaz. Joe analisou o sujeito de cima a baixo. Ele iria arrebentá-lo! O rapaz era pelo menos trinta centímetros mais alto que Lizzie, tinha a pele bronzeada típica dos surfistas da Califórnia, os cabelos loiros cortados como os de Daniel, e olhos azuis que deixavam as mulheres loucas.

   - Sim princesa, amanhã vou te raptar e nós vamos conhecer toda a região. - Joe estava boquiaberto. Pensara, como Lizzie poderia ser tão boba? Ela até riu.

   - Filho dum.. - Antes mesmo que o rapaz selasse os lábios aos de Lizzie, Demi empurrou Joe com toda a força contra a "parede", entretanto, assustou-se Demetria com tantos olhares.

   - Vocês são estranhos. - Disse Anne. Joe estava deitado no chão, e bem.. Demi estava de quatro sobre ele.

   - Demetria! - Joe tentou soltar-se, mas Demi o impediu. - Eu vou matá-lo! - Grunhiu erguendo-se com Demi nos braços. Ele estava terrivelmente furioso! Furioso!

Continua... É hoje que a Lizzie apanha de vara de goiaba, kkkkkk Brinks.. E essa entrada triunfal Jemi? Preparem-se para fortes e loucas emoções.. haha Beijos e obrigado pelos comentários!

8.8.14

Capítulo 7 + Divulgação

Filhotes! Elizabeth gritara por causa de filhotes! 

Filhotes fofos e terríveis. Demi quase tivera um ataque do coração e fora preciso de água com açúcar seguido de um calmamente. Céus! Ela estava assombrada. Pensara que o pior tinha acontecido a sua menina, tudo isso por conta da maldita mulher misteriosa. Esqueça isto. Pensava  aleatoriamente. Não faria bem a ninguém caso ela ficasse paranoica por causa de uma maldita mulher. Mas a Sra. Clarkson escutara.. Oh sim! Demi insultou a pobre senhora até que a mesma desistiu de argumentar com a esposa do Jonas e fora embora completamente sem graça. 

   - Venha aqui Demetria! - Joe envolveu a cintura de Demi com os braços impedindo-a de correr até a pobre Clarkson para que elas pudessem prolongar a discussão. - Eu juro que vou te dar umas boas palmadas! - Demi fechou os olhos quando o primeiro flash a cegou. - Fique perto de mim. - Demi o abraçou de lado escondendo o rosto com o braço enquanto caminhavam para dentro de casa. Infelizmente tinham caído na cilada dos paparazzi, que já tinham a capa baffo dos próximos jornais e revistas. Joe já imaginara as reportagens. "Editor chefe da NY Times impede a diva revoltada de atacar uma pobre velhinha." Já outros seriam mais ousados. "Joe Jonas e Demi Lovato são flagrados no maior amasso na porta de casa." Sim, a mídia era cruel e infelizmente eles estariam nas próximas edições de todos os informativos até que outros artistas resolvessem aprontar algo bombástico.

   - Joseph! - Demi o repreendeu quando o mesmo finalmente fechou o portão de casa. - Você tem noção do que o meu coração de mãe passou? Culpa dessa enxerida, você viu como ela falou com Dan? - Demi estava indignada. A Sra. Clarkson batera na porta com uma cesta cheia de filhotes de golden retrieve com menos de seis semanas de vida. E Elizabeth gritara de tanta felicidade. A garota amava filhotes.

   - Você não precisava fazer esse escândalo. - Disse Joe a seguindo para dentro de casa. - Agora todos estão pensando que eu estou abusando da minha própria esposa no meio da rua. - Demi parou de andar e virou-se para olhá-lo.

   - Ninguém ousaria insinuar tal absurdo. - Demi sustentou o olhar dele, mas logo respirou fundo e fechou os olhos. - Eu confesso que estou assustada, tudo bem? - Disse jogando-se no sofá entre Lizzie e Dan. - O que você faria se uma mulher estranha resolvesse te assustar? - Joe respirou fundo e sentou-se no sofá menor. - E Beth gritou, Joe. Eu pensei que a casa tinha sido invadida e que alguma coisa de ruim estivesse acontecendo. - Demi puxou a menina para o peito e a beijou na testa.

   - Demi, esquece isto. - Disse a olhando. - Você está assustando as crianças. - Joe observou Lizzie e logo Daniel. Estavam quietos demais. - A casa está cercada de seguranças. E eu já conversei com a polícia, nós estamos seguros. - Joe levou as mãos ao rosto e respirou fundo. Maldita hora que esta mulher resolveu aparecer, mas ele tinha certeza que não era nada.. Ele estava tão preocupado.. Não era nada bom para Demi.. O que era aquilo? Joe franziu o cenho ao sentir algo mole, babado e quente contra o joelho. Afastando as mãos do rosto, Joe cerrou os olhos ao olhar para o bolinha de pelos cor de caramelo.

   - Não a assuste. - Lizzie chamou o filhotinho e o mesmo correu para os seus braços. - O papai só está preocupado Lola, ele não é malvado. - Demi arqueou as sobrancelhas ao olhar para a menina.

   - Quem é Lola, Elizabeth? - Demi tinha aquela expressão séria e intimidadora.

   - Lola, esta é a mamãe. - Lizzie ergueu o filhote para Demi, e o mesmo a lambeu no rosto. - Mamãe, esta é Lola. - Demi cerrou os dentes ao sentir um focinho gelado na perna.

   - Quantos filhotes? - Perguntou. Demi não resistira ao filhotinho branco e o pegou no colo. - Este parece com você rapaz. - Demi cariciou os pelos de Buffy quando ele aproximou-se dela e lambeu o filhote.

   - Seis filhotes. - Disse Dan. Demi olhou para o garoto que tinha no colo quatro filhotes danados e travessos. - Nós podemos ficar com eles? - Perguntou o menino admirado com aquelas bolinhas de pelo fofas.

   - Não, não podemos. - Pronunciou-se Joe. - São seis filhotes, e tem o seu amigo. - Buffy parecia mais um pinto no lixo. Ele brincava com um filhote, lambia o outro e os protegia.

   - Mamãe. - Lizzie olhou para Demi esperançosamente.

   - Nós vamos encontrar um lar para eles. - Lizzie tinha os olhos marejados, mas Demi não deixou-se comover para o bem dela e de Lola. - Meu anjo, vai ser melhor para eles. Não podemos criar seis filhotes, ninguém daria conta de limpar a sujeira e arrumar a bagunça. Buffy nos dá trabalho, imagine seis dele. - Lizzie assentiu calada. Filhotes eram fofos e brincalhões, e ela gostaria tanto de ficar com eles.

   - Eu posso ficar com Lola? Eu a amo. - Demi olhou para Joe e depois para a menina.

   - Beth, Lola é uma garota, e ela vai crescer. - Daniel assentiu já entendendo onde a mãe queria chegar. - Não podemos criar um casal. - O coração partiu em milhares de pedaços ao ver a feição da filha. Lizzie estava agarrada a pequena Lola.

   - Por que você não escolhe outro filhotinho? - Sugeriu Joe também de coração partido. - E nós podemos encontrar um lar conhecido para Lola, dai você poderá visitá-la. - Demi assentiu encorajando a filha.

    - Lena, ela sempre quis ter um golden. - Lizzie fitou os olhos castanhos da cadelinha e recebeu uma lambida no rosto. - Ou vocês acham que a tia Miley? Porque o tio Kevin tem alergia a cães. - Miley adorava cães, e Demi tinha certeza que a pequena Lola seria bem recebida por Miley. - Ou Anne, você só tem que convencer o vovô. - Depois da morte de Oliver, o cãozinho de Demi, Eddie simplesmente não quis adotar outro animalzinho, ele ficara mais triste que a própria Demi.

   - Que tal a tia Selena? - Sugeriu Daniel. - Ela é sua madrinha Lizzie, seria um ótimo presente de aniversário ou natal. - Lizzie assentiu pensativa, mas Demi interveio.

   - Sel vive viajando, ela é muito ocupada para cuidar de um animalzinho. - Demi e Selena viviam em conflito. Selena simplesmente vivia para trabalhar, apenas trabalhar o tempo todo. E Demi alertara a amiga sempre que podia. Ficara tão preocupada com Selena, que ainda não resolvera a vida amorosa e vivia de coração partido.

   - Mama quer adotar um cachorro, ela diz que se sente muito sozinha. - Disse Joe  olhando para Lizzie e logo para Lola.

   - Mas e o vovô? - Lizzie perguntou.

   - Eles vivem brigando Lizzie, seus avós são malucos. - Joe riu ao lembrar-se das confusões que os pais sempre se envolviam. - Não se preocupe, nós vamos encontrar um lar para todos esses filhotes. - Lizzie esperava que os pais realmente encontrasse um lar para aqueles filhotinhos.

   - Eu acho que eles estão com fome. - Comentou Daniel. - Nós temos mamadeiras suficientes para todos eles? - Perguntou colocando filhote por filhote na cesta.

   - Demi? - Joe arqueou as sobrancelhas para olhá-la.

   - De jeito nenhum, ninguém toca nos meus enxovais. - Demi tinha todas as chupetas de Daniel, as roupinhas de Lizzie e todos os brinquedos dos pequenos. E ninguém se atrevia a tocar nos acessórios dos seus bebês, caso contrário arrumaria uma confusão daquelas... - Nós podemos comprar mamadeiras na farmácia e pedimos entrega em domicílio. - Em questão de segundos Daniel tinha o telefone em mãos e Lizzie procurava o número da farmácia na lista.

   - Está tudo bem? - Joe sentou-se colado a Demi. Por mais que ficara irritado com a atitude dela, ele também estava preocupado.

   - Está. - Sussurrou deitando a cabeça no ombro dele. - Eu exagerei um pouquinho. - Murmurou.

   - Um pouquinho? Tem certeza que foi só um pouquinho? - Joe riu assim que Demi encolheu-se envergonhada. Ela tivera praticamente um surto.

   - Aqui em casa tem panelas bem maiores. - Demi riu quando Joe arregalou os olhos. - Só para avisar. - Piscando para ele, Demi desviou o olhar aterrorizado do mesmo para fitar os filhos. - Conseguiram? - Perguntou.

   - Sim, quem vai pagar? - Disse Lizzie enquanto pegava Lola no colo, e automaticamente Joe apontou para Demi e Demi apontou para ele.

   - Decidam-se. - Daniel revirou os olhos. Às vezes, lê-se sempre, os pais eram mais imaturos que eles, os filhos. Brigavam por bobeira, se pegavam o tempo todo nos dois sentidos, e às vezes a mãe dormia no sofá. Era estranho, mas Dan sabia que eles se amavam muito e muito.

   - Eu pago. - Pronunciou-se Joe e Demi comemorou. - Já que há pessoas egoístas demais nesta casa. - Disse olhando diretamente para Demi, que revirou os olhos.

   - Está insinuando alguma coisa Joseph? – Demi arqueou as sobrancelhas ao olhá-lo. – Você prefere uma panela de ferro ou inox? – Daniel gargalhou e Lizzie mordeu o lábio inferior para não rir.

   - Não querida. - Joe engoliu seco fitando-a nos olhos. Era ele insinuar alguma coisa que Demi entraria em greve de sexo para o resto da vida, ela era cruel quando queria.

   - Vamos, eu estou brincando. - Demi riu. Joe chegara ficar rígido e tenso. - Vamos dividir. - Demi o beijou na bochecha e logo o puxou para que pudessem subir.

   - A mamãe manda no papai. - Lizzie sussurrou para Dan e o mesmo assentiu.

   - Ela manda em todos nós. - Dan pegou o filhotinho branco e o pôs no colo. - Porque você não fica com ele? - Lizzie fitou os olhos negros do cãozinho branco que o irmão estendeu para ela e balançou a cabeça negativamente.

   - Ele é fofo. - Disse enquanto acariciava o filhote. - Mas eu queria muito Lola, Dan. - Lizzie olhou para a pequenina encolhida perto do pai e sorriu. Lola era a menor dos irmãos. Tinha olhos castanhos e pelagem caramelada. - Buffy está cuidando dela. - Disse ao olhá-los. Buffy estava meio deitado meio sentado e os filhotes, que antes estavam na cesta, estavam três deles encolhidos perto do pai, tinha um no colo de Dan e os outros dois brincavam juntos perto de Buffy.

   - Ele é um bom garoto, Lizzie. - Dan colocou o filhotinho no chão e o mesmo correu para junto dos irmãos. Seis filhotes danados. Sendo dois deles de pelagem branca, dois de pelagem caramelada e dois de pelagem champagne. - Mas no mundo deles as coisas são diferentes. - Elizabeth assentiu. Era realmente uma pena, pois ela gostara tanto da pequena Lola.

   - Você já escolheu o nome de cada um deles? - Lizzie perguntou fitando os olhos verdes do irmão.

   - Ainda não dos meninos, mas das meninas nós temos Lola e Lady. - Dan apontou para o filhotinho champagne e Lizzie riu. Lady rolava no chão, pulava com o irmãozinho de pelagem branca e corria toda feliz com as orelhinhas balançando.

   - Lady é terrível. - Comentou Lizzie aterrorizada ao vê-la se enroscando aos pelos de Buffy.

   - Lady? Qual delas. - Disse Joe sentando-se no sofá junto com Demi.

   - A champagne, ela é terrível. - Joe pôs uma mecha teimosa do cabelo da filha atrás da orelha da mesma e sorriu timidamente ao fitá-la. Ela era a cópia da mãe quando Demi tinha entre quinze e dezesseis anos. As diferenças estavam na cor da pele, já que Lizzie era um pouco bronzeada naturalmente e porque adorava ir a praia, na cor do cabelo já que o de Lizzie era castanho claros, na cor dos olhos já que os de Lizzie eram castanho esverdeados e os de Demi eram castanho amarronzados, e bem.. as sardas eram as mesmas.

   - Não dê nome a eles. - Choramingou Demi. Era assim que começava.. Primeiro você dá nome, brinca um pouquinho, dá carinho, amor, e quando eles encontrassem um lar para os filhotinhos já não iriam querer mais doá-los já que estariam completamente apegados uns aos outros.

   - Acho que o nosso pedido chegou. - Disse Daniel assim que viu o segurança adentrar a sala.

   - Eu já volto. - Joe apressou-se em levantar-se, ele não queria que Demi fosse à rua...

   - Nós temos leite suficiente para alimentá-los? - Perguntou Lizzie para a mãe.

   - Filhotes não podem tomar leite de vaca, nós precisamos preparar um alimento especial para eles. - Murmurou Daniel fitando as seis bolinhas peludas enroscadas ao pai. A mãe tinha razão, era filhote demais.

   - Por que nós compramos mamadeiras? - Perguntou Demi franzindo o cenho.

   - Não faço ideia. - Murmurou o garoto. - É melhor pesquisar na internet. - Demi assentiu um tanto desanimada, como ela iria alimentar aquela tanto de filhote? Sem contar que estava louca para descansar.

   - Lola.. - Chamou-a. - Ei menina. - Lizzie a pôs sobre o balcão da cozinha e a mãe só não brigou com a menina porque estava cansada demais. - Bebê, só mais um pouquinho. - Demi revirou os olhos quando Lola comeu a ração especial para filhotes assim como Lizzie pedira. - Você é uma boa menina. - Lizzie acariciou os pelos de Lola sorrindo de orelha a orelha, e Demi perguntou-se o que ela poderia fazer para que Lola pudesse ficar com eles, mas era tão complicado.. E pelo que ela conhecia de Elizabeth, a menina entraria em depressão assim que Lola encontrasse um lar.

Continua.. Oi! Estou feliz que vocês estão gostando da fic. Isso é muito bom. Desculpem-me pela insegurança, é que eu nunca escrevi uma fic com dois adolescentes como filhos do meu casal principal, daí acho que surgiu a insegurança. Mas ainda tem muita coisa, mais muita coisa mesmo para acontecer nessa fanfic. Obrigado pelos comentários, sei que é complicado para vocês assim como é complicado para mim. Vou responder os comentários no próximo post!
Divulgando: Jemi e Nelena Love

ps: Stella Macedo, força. Deve ser muito difícil passar por isto. Mas confie em Deus, ele tem todas as respostas sempre e sempre. Tudo bem? Um abraço bem apertado menina! Beijos.

5.8.14

Capítulo 6

 O sol começara adormecer e o céu ganhara tons alaranjados no horizonte. Os pássaros voavam em bando para casa e a leve brisa gelada da noite chegava aos poucos. Não tinha nada mais bonito que o final da tarde em Los Angeles. - Posso saber por que o senhor está tão distraído? - Oferecendo um sorriso tímido, o garoto a chamou para deitar-se com ele na grama.

   - Eu gosto de deitar aqui. - Dan observou a mãe deitar-se como ele. O corpo esticado e as mãos atrás da cabeça. - É tão lindo. - Comentou fitando o azul meio claro e meio escuro do céu.

   - É. - Demi ergueu-se para olhá-lo e sorriu. O seu garoto era uma espécie de galã de cinema. Ela se orgulhava tanto dele. Desde pequeno Daniel sempre fora apegado a ela. Ele tinha ciúmes e um carinho tão especial pela mãe. Demi sentia faltava daquele bebezinho que adorava mamar e emocioná-la até com uma fralda suja. Seu pequeno tinha crescido tão rápido. Parecia que tinha sido ontem que ela estava na sala de parto correndo risco de vida. Mas valeu a pena cada dor, cada sofrimento. Por Daniel e Lizzie, Demi daria a vida. Hoje ela se orgulhava de quem o seu menino era. - Você adorava mexer nas minhas roseiras quando era bebê. - Disse ao lembrar-se do dia do parto de Lizzie. Demi não hesitou em sorrir. Naquele dia Dan tinha brincado o dia inteirinho no jardim com Buffy, e tudo que ela escutava era: "Mama briga, Uffy." Daniel brincava com Buffy, e sempre que iria aprontar falava para o fiel amigo que ele não poderia mexer nas roseiras da mãe.

   - Papai adorava te dar rosas, e você sempre sorria. - Daniel sorriu ao olhá-la. - Então um dia eu pensei, se eu te desse rosas você iria sorrir para mim. - Demi mordeu o lábio inferior e sorriu. A competição entre Joe e Dan para conquistá-la era uma loucura. Aliás, os dois competiam desde sempre para conquistá-la, até a pequena Elizabeth entrara na competição.

   - Você é a cara do seu pai. - Demi o beijou na bochecha e pôs-se nos cotovelos para olhá-lo. - Tão carente.. E ai? Você vai me contar quem é Brooke? - Demi gargalhou ao ver o garoto ficar corado de um segundo para o outro. - Vamos, conte. Você está suspenso da escola e a Brooke tem um pouquinho de culpa nisso, ela é importante, não é? - Daniel revirou os olhos e assentiu.

   - Não é que ela é importante. - Disse pensativo. - Ela não é a garota certa para mim. - Demi franziu o cenho ao olhá-lo. - Ela é do tipo extrovertida demais, não leva as coisas a sério e é o brinquedinho do time. - Demi revirou os olhos e deitou-se na grama.

   - E porque você a beijou? - Perguntou. Às vezes a lógica dos homens não fazia sentido.

   - Ela me beijou e eu a beijei de volta. - Disse calmamente. - Ela só ficou comigo porque nossa família tem dinheiro e você e o papai são famosos. - Dinheiro sempre era um problema. Sem ele vinha às dificuldades, e com ele vinha às pessoas falsas e outros.

   - E você está apaixonado? - Perguntou completamente curiosa.

   - Não. Brooke é uma boa garota, mas não é uma que eu quero na minha vida. - Demi arqueou as sobrancelhas e o olhou.

   - Você vai com calma mocinho. - O alertou. - Eu sou nova demais para ser avó. - Daniel assentiu rindo.

   - Você não corre esse risco. - Beijando-a na bochecha, Dan levantou-se e ajudou a mãe a se levantar. - Está ficando frio aqui fora, e eu estou com fome. - Abraçando-a de lado, eles caminharam para dentro de casa entre cochilos e risadas baixas.

   - Papai está num drama que só. - Comentou Elizabeth assim que avistou o irmão e a mãe.

   - O que ele tem? - Daniel perguntou franzindo o cenho.

   - Ele não para de choramingar sobre a panelada. - Daniel gargalhou junto com Lizzie. Joe tinha sido zoado praticamente a tarde toda.

   - Eu vou cortar a mesada de você. - Demi tentou não rir, mas acabou rindo. - Eu já desço para preparar o jantar. - Dan e Lizzie riam tanto que nem perceberam quando a mãe subiu as escadas com euforia. - Joe? - Disse assim que adentrou o quarto. E lá estava ele, deitado na cama apenas de box com cara de sono.

   - Oi. - Joe arqueou as sobrancelhas e sorriu quando Demi fechou a porta e a trancou. - O que foi? - Perguntou quando ela sentou-se na beirada da cama.

   - Estou preocupada com você. - Demi enterrou os dedos nos cabelos de Joe para acariciá-los. - Está tudo bem? Dê certeza. - Disse e logo forçou um sorriso. Nos dezesseis anos de casados, quatro anos de namoro mais um ano amizade somavam-se vinte e um anos que se conheciam e Demi nunca se sentiu tão envergonhada como estava se sentindo.

   - Minha cabeça não está doendo mais. - Joe a puxou para deitar-se com ele com um meio sorriso nos lábios. - Está tudo bem, não fique com receio. Aliás, eu fui mimado o dia inteirinho bebê. - Disse rindo. Quem diria que uma panelada daria tantos mimos a ele. Antes do almoço Demi pediu a Dianna que preparasse pão de queijo e suco de acerola, no almoço Demi preparou uma maravilhosa pizza caseira junto com outros pratos que ele adorava, na sobremesa ela colocou colher por colher de brigadeiro na boca dele, e bem.. No lanche da tarde Joe não aguentava comer mais nada.

   - Mas.. - Demi suspirou e o deixou beijá-la calando-a. - Se alguma coisa de ruim acontecesse com você e a culpa fosse minha, eu jamais me perdoaria. - Suspirou nos lábios dele.

   - Não pense nessas bobagens. - Joe deu um selinho nos lábios dela. - Sei que por mais que eu te perturbe às vezes com o meu ciúme bobo, você jamais me acertaria com uma panela ou faria algum mal a mim. Então esqueça essa história, fique despreocupada. Eu vou reforçar a segurança da nossa casa e ninguém vai ousar em nos perturbar, tudo bem? - Demi assentiu suspirando pesadamente. Não tinha sido um dia fácil.. A imagem daquela mulher de lenço e óculos negros não saía de sua cabeça.. Não tinha um traço sequer familiar... Ou se tinha Demi não se lembrara..

   - Tudo bem. - O sorriso dela mudou completamente o rumo da conversa. Era aquele sorriso travesso que Joe conhecia muito bem.. - Eu gostaria de saber por que o senhor está apenas de cueca na cama? - Demi enterrou a cabeça no pescoço dele para mordiscá-lo.

   - Por quê? - Joe riu quando ela murmurou "Ah não Joe.." assim que ele inverteu as posições. - Porque eu estava te esperando. - Sussurrou na orelha logo provocando-a com uma leva mordida. - Nós temos que tirar o atraso. - Demi tentou, mas não evitou gargalhar.

   - Atraso? - Perguntou com as sobrancelhas arqueadas. - Você é um homem de sorte, a minha greve de sexo não durou nem cinco horas. - Agora foi Joe quem gargalhou.

   - Eu sei. Eu sou um cara muito sortudo. - Os lábios encontraram os dela em um selinho demorado. - A minha garota me mimou à tarde inteirinha, e agora ela vai fazer amor comigo. - Os olhos de Demi brilharam e o sorriso dela ia de orelha a orelha. Joe desabotoava botão por botão da camisa xadrez sem ousar em desviar os olhos dos dela.

   - Hum.. - Demi mordeu o lábio inferior e o ajudou a livrar-se da camisa. - Você é mesmo um sortudo. - O peso do corpo másculo caiu sobre o corpo feminino assim como os lábios se juntaram aos dela. Lento e intenso. A língua dele acariciava a dela, as mãos dele apertavam a silhueta e os seios, estes ele os segurava firmemente provocando os mamilos com os dedos. - Joe? - Chamou sentindo os beijos dele no pescoço.

   - Hum.. - Murmurou envolvendo o mamilo esquerdo com os lábios e segurando seio direito com a mão livre. Joe fixou os olhos aos dela provocando-a.

   - Eu quero você agora. - Relutante ele deixou o mamilo de Demi e selou os lábios aos dela. - Temos quer ser rápidos. - Sussurrou enquanto ele despia o short dela. - Dan e Lizzie a qualquer momento vão nos procurar. - Demi observou atentamente o sorriso malicioso formar-se nos lábios dele enquanto o mesmo despia a box.

   - Vem cá princesa. - Joe ofereceu um sorriso galanteador a Demi estendendo a mão para ela. - Linda.. - Sussurrou assim que Demetria pôs-se de pé graciosamente. As curvas, convidativas compunham o corpo de sua amada. Tocara-a no quadril puxando-a para si. As mãos deslizaram um pouco mais para baixo atingindo o traseiro em cheio apalpando-o com gosto. Demi automaticamente gemeu, espalmou o peito e deliciou-se com a sensação das mãos dele explorando seu corpo. As mãos másculas deslizaram um pouco mais para baixo indo e vindo, e Joe mordeu o lábio inferior ao dar um leve tapa no traseiro de Demi e escutá-la gemer.

Obrigando-o afastar um pouco as pernas para que a coxa dela pudesse encaixar-se entre as pernas dele, Demi desceu as mãos pelo peitoral, o abdômen e quando Joe pensou que Demi fosse repousar as mãos em sua cintura, ela na verdade encheu as mãos com o traseiro dele e o mesmo riu. Mordiscando o ombro largo, Demi tratou de roçar a coxa a dele, o que fazia os íntimos tocarem-se acidentalmente. 

Quando Joe pôs-se cabisbaixo Demi encaixou os lábios aos dele adentrando a língua a boca sem rodeios. Ela o provocava. Os movimentos da língua sincronizados aos movimentos na coxa dele.. Demetria.. Demetria..

   - Um.. - Disse auxiliando-a. - Dois.. - Joe deu um passo e ela moveu-se com ele, até porque as pontas dos pés de Demi estavam sobre os pés dele. - Três.. - Disse no terceiro passo. Joe cerrou os olhos ao vê-la olhar para trás. As mechas loiras roçavam os mamilos e outras caiam sobre o rosto de Demi.

   - O que nós estamos fazendo? - O sorriso divertido só fez o coração de Joe bater mais rápido. Por que diabos eles estavam nus e andando pelo quarto com ela na ponta dos pés dele?

   - O que nós estamos fazendo? - Joe a pegou pelo traseiro impulsionando-a para cima fazendo com que Demi enlaçasse as pernas na cintura dele. - Oh Deus. - Os seios estavam à mercê da boca dele, eram convidativos e exibidos.

   - Joe. - Demi acariciou os cabelos dele ao sentir os lábios carnudos roçar o mamilo dela. - Eu adoro isso. - Sussurrou fechando os olhos e tombando a cabeça para trás. Mais alguns passos e Joe chutou a porta do banheiro e o adentrou assim que a porta abriu. - Banheiro, Joseph? - Joe assentiu ainda com o mamilo na boca caminhando em direção ao balcão.

   - Você pode gemer a vontade, ninguém vai nos escutar. - Demi escorregou pelo corpo dele, mas logo o abraçou e o beijou.

   - Safado. - Sussurrou arranhando o abdômen dele.

   - Psiu... - Joe levou o dedo indicador até os lábios de Demi calando-a. O dedo traçou os lábios e logo acariciou as maçãs do rosto. Demi fechou os olhos e o deixou agir.. Ele selou os lábios aos dela num beijo casto, deslizou as mãos pelos ombros e logo guiou-as para o tórax e finalmente tocou a ponta dos seios. Um passo para o lado esquerdo e Joe jogou os cabelos de Demi para trás os fazendo cair divinamente pelas costas em mechas loiras e cumpridas. Mais alguns passos e ele a cercou como um caçador cerca a sua presa. Os braços rodearam o corpo dela quando ele a abraçou por trás firmemente fazendo-a gemer ao sentir a ereção roçar o traseiro. - Você é maravilhosa, Demetria. - Sussurrou. Os lábios selaram a tatuagem de pena que Demi tinha atrás da orelha esquerda distraindo-a enquanto ele a imprensava contra o balcão do banheiro. - Deixe o corpo tombar para frente amor, eu vou te pegar por trás. - Demi franziu o cenho e gemeu ao contrair os músculos do íntimo. - Levante essa maravilha de traseiro para mim. - As pálpebras fecharam e ela suspirou pesado ao sentir as mãos dele na cintura dela. - Pronta? - Era como se o íntimo estivesse sendo consumido pelo fogo ardente do desejo. Demi tombou a cabeça para trás e ronronou o sim mais sofrido de toda a sua vida. E então ela o sentiu invadindo-a aos poucos.

   - Joseph! - O gritou quando ele bateu no fundo do íntimo. Demi franziu o cenho e o olhou pelo espelho. Os olhos cerrados e a boca em uma linha na expressão séria, o suor começando a escorrer pelo corpo colado ao dela e ele a segurava firmemente pela cintura enquanto se movia precisamente. - Amor, por favor. - Gemeu.

   - Quieta bebê. - Joe deixou um gemido escapar e a abraçou com mais força quebrando toda a pouca distância que antes existia entre eles. Joe sussurrava palavras ousadas e outras que Demi mal entendia o significado. Ele mantinha o mesmo ritmo deixando-a louca por mais e mais.

   - Por favor. - Sussurrou o olhando nos olhos pelo espelho. Joe mordiscou-lhe o ombro e a beijou no pescoço e manteve os olhos fixos aos dela enquanto se movimentava no mesmo ritmo tendo que segurá-la pela cintura com mais firmeza. - Me.. - A cabeça tombou para trás, os lábios estavam entreabertos e então ela gemeu chegando lá..

   - Dem.. - Joe repousou as mãos no balcão e a estocou até que alcançasse o ápice derramando-se violentamente nela.

   - Joe. - Demi o chamou. Ela mal conseguia enxergar. A visão estava embaçada e ela apostava que iria desmoronar a qualquer momento. - Deus.. - Murmurou assim que ele a puxou para o peito abraçando-a.

   - Você está bem? - Perguntou beijando-a na testa.

   - Estou ótima. - Ofegou ao sentir os íntimos roçarem-se. - Amo você Joe. - Demi selou a bochecha dele com um beijo carinhoso e enterrou a cabeça no pescoço dele sentindo-se como a mulher mais feliz do mundo apenas por estar ali.

   - Eu também te amo anjo. - Baixinha e manhosa. Joe riu suavemente ao perceber que ela não desgrudaria dele por bons minutos, aliás, ele conhecia bem aquela mulher depois do sexo.. Mas ele surpreendeu-se depois de alguns minutos. Demi o convidara para tomar banho de ducha.. Ora, vindo dela era um convite muito especial, já que a mesma adorava dormir durante horas e horas para repor as energias e quase sempre recusava banho depois que eles faziam amor.                             
   - Você viu a minha camisa militar? - Trocavam-se depois do banho.

   - Foi mal. - Demi sorriu um tanto sem graça.. Ela acabara vestindo a camisa dele.

   - Tudo bem, fica melhor em você. - Joe riu da careta da amada e voltou a procurar por uma peça de roupa. - Eu estava pensando em uma coisa. - Disse enquanto vestia a T-shirt branca.

   - Sim. - Demi prendia os cabelos em um rabo de cavalo, estava vestida com a camisa militar de Joe e usava um confortável short de dormir.

   - Minhas férias estão chegando, Sara vai me liberar por dois meses. - Joe secou os cabelos molhados com a toalha e aproximou-se de Demi para que ela pudesse penteá-los. - Você topa uma segunda lua de mel? - A primeira lua de mel tinha sido incrível. Aliás, não tinha como não ser. A Itália era o ambiente perfeito, mas mal passaram os três meses planejados e Demi já tinha que voltar para o trabalho. E quando ela finalmente voltou da turnê.. Bem, ela estava grávida de Dan.

   - Seria maravilhoso. - Demi sorriu de orelha a orelha. A ideia era fantástica. Nos dezesseis anos de casados, eles mal tiveram tempo para aproveitar juntos além das noites quentes. Era a responsabilidade com a família e o trabalho. Seria ótimo sair um pouco da rotina e quem sabe aquecer ainda mais o relacionamento... claro, se fosse possível..

   - Nós podemos ir para o lugar que você quiser. - Erguendo-se na ponta dos pés, Demi alcançou os lábios dele com os dela.

   - Eu amo você. - Ora, se ele soubesse que ela ficaria tão feliz teria contado antes. - Amo muito. - Disse depois de distribuir vários selinhos pelo rosto dele. Envolvendo os braços na cintura dela, Joe a beijou intensamente apertando-a contra ele. Mas antes mesmo que pudessem terminar o beijo, Demi afastou-se bruscamente. Joe arregalou os olhos ao vê-la pálida e assustou-se com outro grito. Um grito.. A mulher de lenço e óculos negros...

Continua... Vocês estão gostando da fanfic? Sério, estão gostando ou não? Eu acho que não.. O blog está muito parado, as visualizações e os comentários caíram muito.. Então eu pensei que o que eu estou escrevendo não é o melhor para esse blog e ainda considero a ideia de cancelar esta fanfic. Seria uma pena cancelar.. Mas fazer o que? Nem ideias extraordinárias eu estou tendo.. Claro que essa fic já está toda planejada.. Mas eu acho que não está agradando a ninguém. É falta de hot? Momentos Jemi? O que eu posso fazer para melhorá-la, sugestões? Bem, é isto. Obrigado pelos comentários. Beijos garotas e comentem!! 


2.8.14

Capítulo 5

Umm.. Olhos atentos, o dedo indicador no touchpad.. A barra de rolagem desceu e Demi lembrou-se que precisava dos óculos de leitura. Ela precisaria, segundo a receita, de: Sweet condensed milk (leite condensado), três colheres de achocolatado e margarina. Aquilo parecia ser bom. Não, não.. Era ótimo, maravilhoso, perfeito, a melhor coisa existente na face da Terra. Brigadeiro. E o melhor, o brigadeiro era apenas dela já que estava sozinha em casa e não era nenhum pouquinho egoísta...

   - Eu sei, eu sei. - Disse enquanto abaixava a tampa do macbook. - Eu não vou dividir com você. - Demi franziu o cenho. Olhos negros carentes, o focinho preto e a pelagem branca. Buffy chorava deitado no chão pedindo por carinho e atenção. - Só um pouquinho, uma colherzinha de sobremesa. - Demi agachou-se e acariciou o cachorro. - Mas é só uma, ok? Hum.. Você não pode mesmo. - Depois de acariciar mais os pelos de Buffy, Demi caminhou para a despensa a procura dos itens que precisava. Oh Deus! Uma lata de sweet condensed milk, achocolatado e margarina. Ah! Era com certeza o seu dia de sorte... Cantarolando, Demi levou os itens até o balcão próximo ao fogão, buscou uma panela sorrindo boba. - Você sabe, brigadeiro é a melhor coisa do mundo. - Demi acariciava os pelos da barriga de Buffy com o pé enquanto selecionava músicas para a playlist "Brigadeiro". - Ei, volta aqui! - A gargalhava foi inevitável, assim que ela cantou o primeiro trecho de Drunk in love da Beyoncé do jeito mais desafinado que conseguira Buffy chacoalhou a cabeça e depois correu para bem longe de Demi.

O cheiro era inebriante, Demi fechou os olhos e aspirou novamente. Fantástico, maravilhoso.. Tudo bem, um pouquinho de brigadeiro quente no dorso da mão não faria mal a ninguém. Quente! Quente! Muito quente! A primeira coisa que Demi fez foi lamber o local rosado onde estava o brigadeiro. O que é pior? Estar com o dorso da mão queimado ou estar com a língua queimada? Diabos! Ela teria que ter calma.

   - Lembre-se Demi, você precisa de uma hora a mais na academia. - Disse a si mesma. Ora, manter-se em forma aos trinta e seis não era fácil. A maratona de exercícios era dura, fora a dieta rígida que a nutricionista programou. Se ela quisesse manter a barriga lisa, as pernas e o bumbum longe das malditas celulites, os exercícios e a dieta teriam que ser seguidos sem desvio. Mas um pouquinho de brigadeiro não mataria ninguém.. Demi pausou a música e praticamente saltitou até a sala com a panela de brigadeiro. A internet com certeza era o melhor invento do mundo. Graças a página de receitas ela conseguiu encontrar o famoso doce brasileiro que tanto amava. Cantarolando Roar, Demi ligou a tevê e deitou-se no sofá. Cartoon, Disney, Animal Planet, multishow.. e Sex Zone? Que diabos era aquilo? Estava desbloqueado. Desbloqueado. Canal adulto. Sexo na tevê!

Os olhos arregalaram e Demi trocou de canal. Coitada aquela mini mulher praticamente sendo devorada por um homem que era pelo menos três vezes maior que ela. Bizarro. Era melhor assistir Cartoon, bem melhor e divertido.

   - Agora você aparece. - Demi aninhou-se a panela de brigadeiro protegendo-a do focinho de Buffy. - É apenas meu. - Disse fazendo biquinho e Buffy a lambeu. Diabos. Na boca! - Rapaz, eu não deixo ninguém te castrar e você acaba com a minha alegria assim? - Demi revirou os olhos assim que o cachorro a lambeu de novo. - Esse mês nós vamos ter uma conversinha com o seu veterinário. - Demi cerrou os olhos ao fitar o cachorro e subiu tropeçando nos degraus da escada por conta da pantufa para limpar-se. Cães eram amigáveis, brincalhões, protetores e fofos. Mas quando eles resolvem te lamber não é nada interessante, ainda mais quando a lambida é na boca.

Um degrau, dois degraus..

   - Buffy! - Os olhos marejaram e ela estava boquiaberta. - Você? Ah não! - Demi passou as mãos nos cabelos os bagunçando e caminhou até o sofá. A panela de brigadeiro, pelos brancos amarronzados! - Meu brigadeiro. - Choramingou ao ver o cachorro lamber os lábios e envolta da boca onde estava sujo de brigadeiro. - Você é um vadio filh.. - Antes que Demi pudesse completar a frase o cachorro correu para a escada e as subiu correndo. Demi sentou-se bruscamente no sofá e empurrou a panela. Ela estava emburrada como uma criança teimosa. Mas era o brigadeiro dela. Cachorro idiota. Ainda emburrada Demi trocou de canal.. O sex zone não era tão ruim.. Era estranho.. Pensando por um lado era bem estranho assistir pessoas transando, bem e por outro lado também era estranho. Ora, era estranho de qualquer forma. Revirando os olhos, Demi trocou de canal e logo desligou a tevê. A melhor coisa que ela poderia fazer era dormir, pois dormir é sempre bom e ela estava cansada. Cansada e muito frustrada. - Idiota. - Murmurou deitando-se no sofá. 

Tudo estava ficando escuro, a respiração calma e o corpo relaxado no sofá. Até que o som suave da campainha soou fraco pela sala. Era impossível ter um pouco de paz? Ela estava com o dorso da mão e a língua superficialmente queimados, o brigadeiro tinha sido devorado pelo cachorro e o sex zone estava desbloqueado!

   - Uma mulher não pode ter um pouco de paz? - Murmurou calçando as pantufas e ajeitando a camisa xadrez de botões que usava. O dia estava lindo. O céu azul limpo, o sol raiava e tudo parecia como um filme de conto de fadas. As roseiras exibindo-se, a grama verde e bem cortada. Trilhando o caminho de pedras, Demi caminhou até o enorme portão que a protegia dos mais lunáticos indivíduos. - Bom dia. - Disse educadamente para um dos seguranças antes de abrir o portão. A rua estava deserta. Exceto pelo carro preto. Demi franziu o cenho e olhou para os lados a procura de quem tocara a campainha. Ninguém. Fechando o portão, Demi caminhou para dentro de casa. Carro preto.. - Oh Deus. - Murmurou assim que o som da campainha soara. - Eu cuido disso Max. - Demi correu até o portão e o abriu, nada...

   - Não é adequado senhora. - Disse Max e Demi revirou os olhos. Um passo para fora de casa. Demi olhou para os lados franzindo o cenho. O carro preto estava do outro lado da rua. Demi cerrou os olhos ao fitar o carro. O vidro agora estava pela metade e alguém a encarava. Lenço preto e óculos escuros.. Era uma mulher. - Por favor Demetria. - Max a interrompeu.

   - No carro. - Sussurrou.

   - O quê? - Max olhou para o carro, mas a janela já estava fechada e tudo que ele podia ver era o vidro escuro.

   - Uma mulher Max. - Demi apontou para o carro que já se movimentava preguiçosamente. - Anote a placa. - Sussurrou e adentrou a casa.

   - Sem placa. - Demi empalideceu. Sem placa. - Eu vou chamar a polícia. - Demi o impediu de buscar o telefone no bolso.

   - Não é nada demais. - Sussurrou e logo espiou pelo olho mágico. - Não está mais aqui. - Disse estranhamente mais calma. - Deve ser apenas uma brincadeira de mal gosto. - Ora, aquilo sempre acontecia. A casa já tinha sido invadida por fãs, paparazzis e até mesmo um maniaco com uma tesoura cega e ladrões.. - Eu vou voltar para casa, qualquer coisa me informe. - Não era nada demais.. Era apenas uma mulher de lenço e óculos negros.. Talvez fosse uma pegadinha, uma brincadeira de mal gosto.. Ou com certeza era alguém que tinha como objetivo deixá-la perturbada e amedrontada. Oh Deus! A campainha... Demi agarrou a panela que tinha brigadeiro e com muita determinação caminhou pelo caminho de pedras que levava até o portão e impediu que Max o abrisse...

   - Flores para u... - Ela o acertou com a panela. O acertou em cheio!

   - Joseph? - Demi largou a panela e o abraçou. - Amor, você está bem? - As flores tinham caído no chão e Joe parecia meio tonto e assustado.

   - Demi? - Demi o abraçou de lado para que o mesmo não perdesse o equilíbrio. - Eu não sabia que você estava tão brava. - Choramingou passando a mão na cabeça.

   - Calma. E eu não estou brava. - Joe estava tão tonto e fora de si.. Demi sentia-se culpada. Maldição! Porque ela tinha que o acertar? Ou melhor, porque diabos ela queria acertar alguém com uma panela? - Amor, desculpa. - Murmurou quando ele deitou a cabeça no ombro dela.

   - Ele está chorando? - Demi procurou a dona da voz e sorriu. Olhos azuis acinzentados, cabelos negros lisos e presos num coque casual, as bochechas rosadas e lábios carnudos avermelhados. Anne. A garota era um pouco mais alta que Demi e era esbelta.

   - Não deu certo? - A outra voz ela também conhecia. Daniel. Demi olhou para o lado e os avistou. Anne e Dianna, Dan e Lizzie.

   - Claro que deu. - Demi acariciou os cabelos de Joe e o beijou na bochecha. - Eu não estou mais de greve. - Sussurrou apenas para que Joe ouvisse. Depois da panelada seria pecado manter-se de greve. - Ei, a dor vai passar. - Sussurrou acariciando os cabelos dele.

   - O que está acontecendo? - Lizzie perguntou franzindo o cenho. Era muito estranho chegar da escola e encontrar o pai agarrado a mãe como um bebê e uma panela caída no chão.

   - Depois eu explico. - Demi olhou para a mãe como quem pede socorro e Dianna assentiu colocando os adolescentes para dentro. - Joe? - Chamou-o. - Você está bem? - Tornou a perguntar enquanto brincava com os cabelos dele.

   - Acho que eu mereci. - Choramingou manhoso a olhando. - Eu só estou meio tonto. - Demi o beijou na bochecha e o abraçou mais. Ela poderia até estar chateada com ele, mas jamais o acertaria com uma panela.

   - Você pode caminhar? - Perguntou o analisando atentamente. Joe assentiu e Demi o soltou. - São lindas. - Um buquê de margaridas amarelas. - Obrigado. - Demi beijou os lábios dele demoradamente erguendo-se na ponta dos pés. Joe era um charme de terno, e agora que ele tinha os cabelos bagunçados e cara de sono ele ficava fofo.

   - Eu não gosto dessa panela. - Disse assim que Demi agachou-se para pegar a panela.

   - Eu também não. - Demi sorriu completamente sem graça para Max e logo para Joe. Aquela panela era amaldiçoada. Primeiro ela tinha se queimado quando preparava brigadeiro naquela panela. Segundo, Buffy comeu o brigadeiro que estava naquela panela. E terceiro, ela tinha acertado Joe com a panela suja de brigadeiro. Era a panela que era amaldiçoada ou o brigadeiro?

   - Vocês são estranhos. - Anne comentou assim que o casal adentrou a cozinha. A irmã estava sem jeito e segurava as margaridas e a panela, e Joe tinha a gravata frouxa, os cabelos arrepiados e cara de sono.

   - Anne! - Dianna a repreendeu e Demi riu fraco.

   - Está tudo bem. Só foi um mal entendido. - Disse enquanto colocava a panela na pia.

   - Mas e a panela? - Lizzie perguntou e Demi revirou os olhos enquanto colocava as flores em um vaso.

   - Sem querer eu acertei o seu pai com a panela. - Daniel gargalhou e Lizzie mordeu o lábio inferior para não rir.

   - Nada de mesada até o final do ano. - Joe esboçou um sorriso ao ver a feição dos filhos.

   - Mãe! - Lizzie choramingou e Demi riu.

   - Vocês vão sobreviver. - Elizabeth estava boquiaberta. Sem a mesada do pai significava que estava sem livros e filmes já que a mesada da mãe não dava para comprar um pacote de salgadinho.

   - Precisa de compressa? - Perguntou Dianna ignorando as reclamações dos netos. - Demi, dê um beijinho nesse rapazinho para a dor passar. - Dianna riu ao ver a filha beijar o biquinho de Joe. Mais grudentos que eles, não existia.

   - Não faz essa cara. - Murmurou Demi. - Eu estou me sentindo muito mal. - Disse arrumando os cabelos dele e o beijando nos lábios.

   - Que tal você me recompensar? - Sussurrou olhando-a nos olhos. - Massagem, comida, filmes, sex.. - Antes mesmo que Joe pudesse completar a frase Demi o beijou.

   - Vou pensar, mas você não pode ser um menino malvado. - Demi pegou a compressa que Dianna lhe entregara e a arrumou na cabeça de Joe. - Eu vou cuidar de você amor. - Demi o beijou repetidas vezes nos lábios. Muito não chegava nem perto do quão culpada ela se sentia por acertá-lo.

   - Vocês são tão.. - Dianna gesticulou as mãos e desistiu de encontrar uma definição. - Vamos cozinhar. - Disse por fim.

   - Sim, eu quero preparar algo que envolva pizza, Joe adora pizza. - Disse pensativa. - Ou podemos assar pão de queijo? Joe adora pão de queijo. - Dianna revirou os olhos e assentiu.

   - Eu posso fazer o pão de queijo enquanto você prepara o almoço. - Disse enquanto lavava as mãos.

   - Duas formas de pão de queijo e suco de acerola. Joe gosta tanto de pão de queijo e suco de acerola, mãe. - Novamente Dianna revirou os olhos. Graças a Deus, Anne ainda não namorava sério, pois Demetria, mesmo casada, dava trabalho quando se tratava das coisas do coração.

   - Demi querida, foi apenas uma panelada. - Disse Dianna observando Joe. Ele até ria junto com Anne e os filhos. - Ele vai sobreviver, não é o fim do mundo. - Demi assentiu também olhando para Joe.

   - Hoje aconteceu algo muito estranho. - Sussurrou enquanto separava os itens que precisava para o molho da pizza. Demi contou cada detalhe para Dianna. A mulher de óculos e lenço negro, o carro sem placa e as duas vezes que tocaram a campainha e não era ninguém.. Ninguém..

Continua... Suspense? Será se..? Haha! Sem spoilers u.u Como vocês estão? Eu estou bem. Tadinho do Joe apanhou no lugar da suposta mulher misteriosa.. Quem vocês acham que é a tal mulher? Ou não é nada importante? Obrigado pelos comentários! Beeeeeijos <3
ps: Eu estou sem capítulos prontos para fazer maratona. E o sexo anal não rola porque dhsfdaida sei lá, é nojento.