29.6.14

Epílogo

 Oito meses depois...

Buffy conhecia muito bem aquela risadinha.. O sol irradiava sua luz e seu calor naquela tarde. O jardim da família Jonas estava repleto de vida. A grama verde, os pássaros cantavam e a leve brisa era excitante. Daniel ajeitou o boné que caia sobre o seu rosto e levou o dedo indicador até os lábios pedindo "silêncio" ao seu fiel amigo.
   - Mama briga, Uffy. - Dan acariciou os pelos brancos do amigo e caminhou até a roseira da mãe.. Não era tão difícil.. Ele já tinha visto o pai fazer aquilo diversas vezes, e agora ele queria tentar também. Sem hesitar, Daniel envolveu o talo da rosa vermelha com a mãozinha fofa e na mesma hora choramingou afastando a mão. Aquela rosa era tão linda e ele tinha a certeza que a mãe iria adorar recebê-la. Mas porque ela tinha o machucado? Buffy grunhiu como se perguntasse o que tinha acontecido e sentou-se ao lado do amigo. - Dodói. - Murmurou derramando mais lágrimas ao ver uma gotinha vermelha brotar em seu dedo indicador.
   - Daniel! Está na hora do lanche. - O coração quase saiu pela boca ao escutar a voz da mãe. Desesperado, Dan derramou mais lágrimas e correu para a entrada da casa. - Buffy? Onde está Dan? - Demi franziu o cenho ao ver o cão sozinho, pois o mesmo era à sombra de Daniel. - Daniel? - O chamou rodeando a enorme casa. Demi fitou o cantinho que tinha preparado mais cedo com Joe para que Dan pudesse brincar na área perto do jardim. O engraçado era, o patinho de Dan estava lá quieto junto com os outros brinquedos. Mas onde ele estava? - Meu amor, cadê você? - Tornou o chamar tentando esconder a preocupação com a voz doce.
   - Mama. - Demi sorriu ao vê-lo correr até ela. Ele estava escondido perto das roseiras. Parecia um homenzinho vestido de camisa xadrez, bermuda e all star. Seu pequeno bebê manhoso. - Dodói. - Dan mostrava o dedinho indicador para ela e as lágrimas escorriam sem cessar dos grandes olhos verdes.
   - Oh meu amor. - Demi curvou-se cuidadosamente para beijar o dedinho dele. - Mãe não quer que você mexa nas roseiras. - Demi o repreendeu com um olhar e Dan pôs-se cabisbaixo caminhado de mãos dadas com a mãe.
   - Dan omí. - Disse ainda choramingando.
   - Eu sei meu bem, mamãe estava preparando o seu lanche. - Demi o olhou e sorriu. Danado que aquele menino, só ele mesmo! Daniel iria completar dois anos daqui a duas semanas, ele estava com um ano e onze meses, não parava quieto de forma alguma. Eram vinte e quatro horas na ativa.
   - Papai, dodói. - Dan soltou a mão da mãe e correu até o pai, que estava sentando a mesa.
   - Estava aprontando de novo? - Joe o sentou no colo o abraçando. Aprontar era o que Dan mais fazia claro, não propositalmente, era mais curiosidade mesmo.. Ele tinha quem puxar e Demetria sabia muito bem disso.. - Vamos limpar o seu dedinho e a mamãe vai dar um beijo mágico que vai sarar na mesma hora. - Demi riu os observando, o bebê mexeu-se na barriga já de nove meses deixando-a ofegante.
   - Princesa da mamãe, vai com calma. - Era uma menina! Demetria não poderia estar mais radiante. Ela e Joe tinham um menino e uma menininha que estaria com eles na próxima semana, o casamento não poderia estar melhor e a carreira estava radiante. A participação no The X Factor foi um sucesso! Joe estava feliz trabalhando na NY Times e na Jonas Records com os irmãos e a amada. Eram tempos de paz e harmonia. No mês passado Kevin e Dani tinham sido pais. A filhinha deles, a pequena Alena era a cara do pai. Miley e Nick conseguiam ser mais corujas que Demi e Joe com o mais novo membro da família. Bryan já tinha seus quatro meses e era o bebê mais sorridente da face da terra, uma verdadeira cópia da mãe. - Você quer um beijo? - Demi riu da carinha de carente do seu pequeno Daniel ao aproximar-se nos braços do pai.
   - Mama. - Dan corou bruscamente encolhendo-se nos braços do pai. Demi selara seu dedinho machucado com os lábios.
   - Está melhor anjinho? - Demi aproximou-se de Joe para beijar a bochecha de Daniel repetidas vezes.
   - Eu não ganho um beijo? - Demi acabara de voltar a cortar a maçã para Daniel, mas aqueles meninos dela.. Céus! Daniel e Joe eram tão carentes de carinho feminino. Eles praticamente disputavam a atenção dela tentando impressioná-la de diferentes formas. Homens!
   - Vem cá bebezão, você machucou? - Demi riu do biquinho que Joe fizera e selou os lábios aos dele ternamente.
   - Mama! Dan omí! - Os dois acabaram rindo entre o beijo. Daniel era uma figura.
   - Não pode ter ciúmes do papai. - Demi beijou a testa de Dan carinhosamente, ele estava naquela fase da qual queria ser o centro de tudo. - E você não o provoque. - Joe franziu o cenho ao receber um selinho rápido.
   - Eu não estou provocando. - Disse emburrado. - Você é um bebê muito malvado Daniel! - Joe sentou o pequeno no balcão da cozinha para que ambos ficassem perto de Demi. - Como Lizzie está? - O nome de origem Hebraica significava "Deus é abundância". Elizabeth. Fora uma sugestão dos avós maternos e paternos à Demi e Joe.
   - Beth está bem. - Todos chamavam a pequena de Lizzie, apenas Demi a chamava de Beth. - Não para quieta. - Demi acariciou a barriga brevemente e suspirou. Para ela era difícil ficar muito tempo em pé, a coluna doía e a barriga pesava.
   - Uffy! - Dan sorriu de orelha a orelha ao ver o amigo entrar pela porta da cozinha. - Mama, Uffy balho mama. - "Mamãe, Buffy dá trabalho mamãe". Demi gargalhou. Oh pequeno Daniel! - Uffy brincá ora mama, Dan ansado. - "Buffy quer brincar toda hora mamãe, Daniel está cansado.". Daniel ainda não sabia formar frases perfeitas, mas sabia muita coisa. No seu pequeno vocabulário já existia quase quarenta palavras.
   - É mesmo bebê? Você está cansado? - Demi sorriu fascinada ao olhá-lo, estava tão esperto. - Buffy só quer brincar o tempo todo? Você gosta de brincar com ele? - Demi olhou para Joe e sorriu, ele também parecia fascinado.
   - Uffy! - O sorriso de Daniel dizia tudo. Ele amava o seu fiel amigo.
   - Joe, você pode pegar para mim? - Disse referindo-se a faca que caíra no chão. Joe a olhou por breves segundos antes de se abaixar para pegar a faca.
   - Ai meu Deus. - Os olhos seguiram o traço do liquido que escorria pelas pernas de Demetria. - Demi? - Joe estava tremendo.
   - Tudo bem? - Ela perguntou. Parecia calma, mas estava ficando pálida. O gemido de dor assustou Daniel e Buffy, Demi apoiou-se em Joe para não cair. Sentia-se fraca.
   - Nós vamos para o hospital. - Joe lançou um olhar aflito para o pequeno Daniel, e segurando Demi com um braço, Joe levou o outro até o pequeno para colocá-lo no chão.
   - Mas o parto é na próxima semana. - Contestou apoiando-se mais a ele.
   - Amor, sua bolsa estourou. - Joe a ajudava caminhar até a primeira sala, que graças a Deus era mais próxima da cozinha e do hall.
   - Papai, Dan omí. - Daniel os seguia completamente confuso.
   - Eu sei anjo, só que nós temos que ir para o hospital. A mamãe não está bem. - Joe deitou Demi no sofá em formato de "L" e olhou para o pequeno. - Meu anjo, você é um rapazinho esperto. Papai precisa ir lá em cima buscar a bolsa da mamãe, cuide dela por nós. - As palavras praticamente se atropelavam. Joe subiu as escadas correndo para buscar toda a documentação e a bolsa de Demi e da bebê.
   - Mama? - Dan aproximou-se da mãe e a olhou. Porque ela estava toda molhada? O rosto brilhava e escorria suor.
   - Sua irmã está nascendo bebê. - Demi acariciou a barriga com um pouco de dificuldade tentando mostrar que estava tudo bem.
   - Izzie? - Demi sorriu de orelha a orelha. De alguma forma Daniel entendia o que ela dizia. Durante os meses de gravidez, Demi explicava todos os dias para Dan que ele teria uma irmã. E como Joe beijava a barriga de Demi e conversava com ela, Daniel fazia a mesma coisa, só não conversava.. Beijava porque depois de fazê-lo, o sorriso da mãe iluminava o seu dia. - Dodói? - Daniel perguntou ao ver as lágrimas escorrendo pelo rosto de Demi. Beijou a barriga da mãe como ela fizera com o seu dedinho machucado.
   - Demi? - Joe quase caiu da escada junto com as três bolsas que carregava. - Nós já vamos. - As veias do pescoço saltavam de nervoso, as mãos tremiam e ele começara a suar frio. - Eu vou levar as bolsas para o carro. - Demi quase riu, mas uma contração a impediu. Atrapalhado, Joe mal olhou para o molho de chaves que pegara na mesinha e correu para a garagem. Droga! O Audi R8 branco de Demetria não serviria para uma emergência. Quando voltou para buscar outras chaves, assustou-se com grito de Demi. A Mercedes era mais adequada para a situação. Daniel veio correndo quando Joe o chamou, ele parecia aflito e falava sem parar "Mama". Com Daniel e as bolsas já no carro, Joe voltou para casa. Precisava levar Demi imediatamente para o hospital.
   - Respira fundo. - Demi gemeu mais alto quando ele tentou erguê-la. - Vai dar tudo certo. - Joe caminhava com Demi apoiada a ele cautelosamente. Ela estava tão pálida que ele ficara preocupado.
   - Mama! - Daniel parecia apavorado vendo o estado da mãe.
   - Mamãe está bem querido. - Demi tombou a cabeça e gemeu apertando as pálpebras com força. - Liga para minha mãe. - Sussurrou meio tonta. A visão ficou meio turva e Demi só escutava a voz de Joe se misturando com a de Dianna junto com a de Dan e depois a voz desesperada de Denise. - Joe? Você pode ir mais devagar? - De repente tudo estava confuso. Joe estava em pé ao lado dela com umas pessoas de azul.
   - Demi, não durma agora. - A voz feminina a alertou enquanto Demetria era movida para a cadeira de roda.
   - Amor, você vai ficar bem. - Joe selou os lábios aos dela rapidamente e seguiu-a com Daniel.
   - Papa, mama? - Daniel já perdera a fome. Ele não entendia o que estava acontecendo, só podia sentir a aflição dos pais.
   - Ela vai ficar bem. - Joe respirou fundo vendo os enfermeiros correr com Demi para a sala de parto já numa maca. Ele não poderia ir, pois Daniel não poderia ficar sozinho.
A dor era insuportável e gritar não adiantava nada. Onde estava Joe? Ele tinha sumido assim do nada e a única coisa que ela enxergava era o movimento de pessoas a sua volta vestidas de azul. Elizabeth estava bem? Droga, Joe. Ela queria Joe.
   - Onde está o Joe? - Perguntou mais calma para a mulher que a olhava. A dor estava passando.. 
   - Seu marido? - A mulher perguntou e Demi assentiu balançando a cabeça. - Está se trocando. - Demi sentiu-se aliviada. Ela precisava dele..
   - Está tudo bem com minha a minha filha? - Perguntou tentando se mover sem sucesso, deveria ser a anestesia local.
   - Demi? - Demi tombou a cabeça para o lado esquerdo e sorriu. Dianna estava em prantos. De certa forma Demi sentia-se melhor, um pouco tonta e muito dolorida, mas muito melhor depois da anestesia. - Meu Deus, você está pálida. - Demi franziu o cenho e o procurou com os olhos.
   - Mãe, cadê o Joe? - Perguntou assim que Dianna entrelaçou os dedos aos dela e beijou as costas de sua mão.
   - Ele e Denise estão a caminho. - Dianna arrumou os cabelos de Demetria já molhados de suor. Estava tão preocupada. Demi mal tinha completado vinte e dois anos, e já tinha o seu segundo filho. Sua menina crescera tão rápido e a deixara cheia de saudades.
Minutos mais tarde Joe adentrou a sala junto com Denise, não se sabia ao certo quem estava mais pálido. Se era Demi de dor, se era Joe de preocupação, se era Denise de agonia, ou se era Dianna de aflição, medo e preocupação. Mas de certa forma todos sabiam que quem estava em maus lençóis era Demi. Quando teve a primeira contração, Demi gritou sentindo-se rasgar de dentro para fora. O coração estava disparado. Joe tinha os dedos entrelaçados aos de Demi e toda vez que ficara mole para desmaiar Denise o alertava ou Demi apertava mais ainda sua mão. Quando tivera a segunda contração Demetria pensou que não iria aguentar mais um minuto se quer. Estava doendo muito e muito.
   - Vamos mãe, ela já estava vindo. - O médico a olhou nos olhos por alguns minutos e Demi assentiu já em prantos. Estava emocionada e pensara que iria morrer de tanta dor. Quando tivera a terceira contração quase perdera a consciência. Todos estavam desesperados e tensos demais. Se a mãe perdesse a consciência iria por em risco a própria vida e a do bebê.
   - Demi? Pequena, eu estou aqui com você. - Joe roçou os lábios aos dela rapidamente tentando mantê-la acordada. - Tenta por nossa filha. - Demi fixou os olhos aos dele por breves segundos e assentiu. Agora ela teria que conseguir. Demi segurou a mão de Dianna e a de Joe firmemente e respirou fundo. A quarta contração. O suor escorreu pelo rosto, as veias saltaram.. Ela deu o seu melhor. As lágrimas rolaram freneticamente pelo rosto. O silêncio tenso foi quebrado pelo choro alarmado da sua pequena Beth. Ela tinha conseguido.
   - Parabéns. - A enfermeira entregou o pacotinho rosa claro para Demi também emocionada.
   - Oi. - O sorriso de Demi era o mais inigualável de todos. As lágrimas não cessavam de forma alguma. Juntando mais um pouquinho de forças, Demi a aninhou nos braços e beijou-a na testa. - Você é tão linda princesa. - Demi sentia-se a mulher mais realizada e feliz de todo o mundo. Elizabeth era tão pequena. - Mamãe te ama muito pequena. - Demi repousou os lábios na testa de Lizzie e fechou os olhos. Ficara com tanto medo de não conseguir, e agora ela estava lá, toda acanhada em seus braços.

(...)

Depois de descansar bastante, Demi finalmente estava acordada novamente. O sorriso insistia em estar estampado em seus lábios. Ela estava boba com sua bebê. Céus! Uma menina! Lizzie não era como Dan, ela mamava calmamente, ainda não tinha mostrado os seus olhos para os pais. Tão tranquila e pequena. Joe estava tão aliviado depois do parto complicado. Ele mimava a pequena nos braços da mãe sem se cansar. Mas tinha um rapazinho que não estava nada satisfeito...
   - Joe, você pode buscar Dan? - Perguntou. Demi ainda estava levemente abatida e fraca, segundo o médico, Demi precisava de um prato de sopa cheio de nutrientes.
   - Vocês vão ficar bem? - Dianna revirou os olhos na poltrona, mas sorriu.
   - Claro que vamos. - Demi sorriu ao vê-lo olhar para a filha. Joe estava radiante.
   - Tudo bem. - Joe beijou a testa de Lizzie e logo a de Demi. - Cuide das minhas princesas! - Disse a Dianna antes de sair do quarto. Ora, como ele iria parar de sorrir? Estava tão feliz com suas meninas, e agora iria buscar seu garotinho na sala de visitas.
   - Joseph! - Selena sorriu ao vê-lo. - Como a Demi e a Lizzie estão? - Disse depois de um abraço apertado.
   - Lizzie está mamando. - Kevin gargalhou da cara de bobo de Joseph o deixando envergonhado.
   - Cadê o meu rapazinho? - Perguntou procurando Daniel com os olhos.
   - Nick o levou para dar uma volta, Daniel está muito irritado e faminto. - Disse Miley sorridente.
   - Demi quer apresentá-lo para Lizzie. - Por Deus! Eles ficaram tanto tempo envolvidos com o parto, Daniel deveria estar uma fera de tão bravo. Ele sempre ficava quando estava com fome.
   - Nick está chegando. - Kevin anunciou. Ah! Mas ele não aceitava aquilo de jeito nenhum. Por que diabos a mãe e o pai sumiram, assim, do nada o deixando sozinho e faminto? Dan cravou seus dentinhos no dedo de Nick e saiu correndo ao encontro do pai.
   - Daniel! - Joe o repreendeu, mas acabou gargalhando junto com Kevin e as garotas. - Não pode morder bebê. - Disse o pegando no colo. Dan era um bebê bonzinho, sem citar a parte das artimanhas.. não era violento e nunca mordera ninguém, bem pelo contrário, era tão doce e amigável.
   - Papa, mama. - Choramingou deitando a cabeça no ombro de Joe.
   - Isso doeu bundão! - Nick deu um leve tapa no traseiro de Dan ainda rindo. Daniel já tinha o traseiro avantajado e a mãe ainda colocava fralda G..
   - Nicholas! - Joe controlou-se para não rir. Seu pequeno era mesmo muito manhoso. - Vou levá-lo para a Demi. - Disse educadamente tentando não rir, era capaz de Daniel mordê-lo. - Não fica chateado, mamãe estava cuidando da sua irmãzinha. - Joe deslizava as mãos pelas costas do pequeno tentando acalmá-lo.
   - Dan omí, papa. - Daniel agarrava-se ao pai todo manhoso. Ficara com saudades!
   - Nós vamos dar um jeito, anjo. - Joe deu duas batidas na porta do quarto antes de abri-la. Os olhos verdes arregalaram de pura surpresa. Porque a mãe estava deitada naquela cama e principalmente, porque tinha um pacote rosa nos braços da mãe DELE, e porque o pacote rosa estava mamando no lugar DELE. Era ironia demais, ele estava faminto e a mãe amamentava aquele pacote rosa!
   - Oi Dan. - Demi sorriu de orelha a orelha ao vê-los juntos. Seus anjos. - Mamãe estava com saudades. - Daniel mal a olhou, ele mantinha os olhos grudados no pacotinho rosa que mamava nos seios que eram DELE.
   - Mama! - Dan olhou de Demi para o pacote rosa como se fosse a coisa mais absurda do mundo e deixou as lágrimas rolar.
   - Daniel, não chora. - Demi olhou aflita para Joe, ela não esperava aquela reação. O pior era: Demi não podia pegá-lo no colo, não agora.
   - Ele está com ciúmes. - Dianna pegou o pequeno dos braços de Joe para acalmá-lo. - Não chora, olha só para a sua irmãzinha. - Dianna curvou-se com o pequeno. Daniel franziu o cenho fazendo careta ao ver que o pacote rosa era um.. bebê?.
   - Lizzie, volte a mamar. - Joe observava à pequenina nos braços da mãe. Daniel era tão manhoso e escandaloso, que chamara a atenção da pequena.
   - Joe, segure Beth. - Demi beijou a testa de Lizzie delicadamente e a entregou para Joe. - Vem cá meu amor. - Daniel suspirou aliviado ao voltar para o seu trono. - Por que você está chorando? - Demi o deitou como deitara Lizzie o ninando.
   - Dan omí. - Choramingou levando a mãozinha até o seio da mãe. Demi respirou fundo. Daniel iria completar dois anos. Estava na época de negar o seio ao invés de deixá-lo mamar.
   - Papai vai fazer uma mamadeira para você. - Demi acariciou o rosto do pequeno como fez quando estava deitada naquela cama há dois anos. Daniel era recém-nascido e faminto.
   - Dan mama. - Daniel tornou a levar a mão ao seio da mãe, Demi hesitou, mas acabou cedendo.
   - Como ela está? - Perguntou Demi fitando Joe e Lizzie.
   - Acho que está com sono. - Assim que Lizzie nascera, estava meio rosadinha. Ela era tão fofa e delicada. As mãos eram pequeninas demais e gordinhas. Joe jurava que a boca era completamente igual à de Demi. Os poucos cabelos davam a perceber que Lizzie teria cabelos castanhos como os da mãe. As bochechas rosadinhas e o nariz pequenino. Joe tinha vontade de mordê-la. Tão linda sua menina. - Como Daniel está? - Perguntou curioso. Os pais realmente não esperavam aquela reação do pequenino, estavam surpresos. Daniel tirara Lizzie do colo e mamara no peito da mãe.
   - Ele só está estressado, está quase dormindo. - Demi conhecia seu bebê perfeitamente. Dan gostava de estar sempre com os pais, e como ficara longe e quando voltara tinha um bebê no lugar dele ficara enciumado. - Não é bebê? - Daniel caiu no sono com a canção de ninar que a mãe cantara. Demi acertara em cheio.
   - O menino ciumento dormiu? - Joe aproximou-se de Demi com Lizzie nos braços.
   - Dormiu, deixe-me pegá-la? - Demi beijou carinhosamente a testa de Dan e sussurrou um "eu te amo" antes de entregá-lo para o pai e pegar Lizzie. - Oi, é a mamãe. - Demi sorriu aninhado-a ao colo. - Você está com fome anjo? - Demi liberou o seio direito e a colocou para mamar, já que Dan mamara no esquerdo.

(...)

O tempo passara voando. Claro, não tão depressa assim. Mas Demi tinha certeza que não faltava mais nada. Daqui a duas semanas Lizzie completaria seus dois meses. Nesses quase dois meses, Demi tivera que aprender tudo de novo, mas ela amava aquele sentimento interminável e inigualável. Ser mãe era a melhor coisa do mundo! Seus filhos eram.. bem, cada um era de um jeito. Lizzie ainda era pequena demais para defini-la, mas mostrara ser um bebê alegre e apaixonante. E Daniel, céus, a cada dia que se passava ele crescia um pouquinho e ficava mais fofo. Dan tinha aprendido amar a irmã e a compartilhar os pais com a mesma. Toda noite ele ajudava a mãe a cuidar de Lizzie. Primeiro era o banho, e, por milagre ou algo assim, uma vez Daniel emprestou o patinho de borracha amarelo para a irmã, mas só foi uma vez, ok? Aquele patinho era dele! Na hora que a mãe iria amamentar Lizzie, Daniel ficara quieto, mas não pedia para mamar, ele estava começando uma relação amigável com a mamadeira. E sempre, quando digo sempre, é sempre mesmo, Daniel sempre beijava a testa da irmã assim que ela dormia. Não existia coisa mais fofa que ele. Demi e Joe estavam orgulhosos demais daquele menino.
   - Olha só Paul, nossas netinhas. - Denise derramava lágrimas ao vê-las juntas. Alena com seus três meses e Lizzie com seus dois. - Tão lindas. - Denise limpou as lágrimas que rolavam pelo rosto e beijou Alena e logo Lizzie. Joe e Dem, Kevin e Dani acabaram de chegar para a ceia de natal da família.
   - Está faltando alguém.. - Paul sorriu ao ver o rabo azul atrás da árvore de natal. - Quem será que está escondido atrás da árvore de natal da vovó? - A risadinha de Dan aqueceu seu coração. - Bryan, você quer chocolate? - Na mesma hora que escutara a palavra "chocolate", Daniel saiu atrás da árvore de natal eufórico, assustara o avô com aquela fantasia de Sullivan do Monstros s.a e ainda gritou um "Bú!" para não perder a graça.
   - Daniel! - Joe o repreendeu. Na brincadeira, Dan acabara tropeçando e o rabo da fantasia tirara o pisca-pisca da tomada.
   - Deixe-o brincar, ele está uma gracinha. - Denise riu do pequeno, ele não perdia a pose.
   - Ele está vestido com está fantasia tem três dias. - Demi revirou os olhos e sentou-se entre Miley e Dani. - Como estão os bebês? - Demi beijou a pequena Alena e logo Bryan. Alena era completamente fofa e cheinha, os olhos acinzentado meio azuis, Demi não conseguia definir a cor dos olhos da pequena. Alena com três meses já esboçava os seus sorrisos fofos e mordia a língua. Bryan era a cópia de Miley, e a cor da pele era como a de Nick, branca rosada. Os olhos grandes e azuis e o sorriso mostrava seu primeiro dentinho. E ele não parava de sorrir. Bochechudo que só. Ah! E a sua pequena Lizzie. Tão linda. Elizabeth estava produzida no rosa e branco. Parecia a miniatura de uma bailarina, e agora ela demonstrava ser como Dan. Mamava avidamente por horas e horas. Estava grande e ficando esperta. Seus olhos eram como os do pai. Castanho-esverdeado, diferente dos do irmão, que eram verdes puros.
   - Bryan está louco para andar. - Comentou Miley. O tamanho não limitava as travessuras do pequeno. - Hoje ele passou o dia inteiro se arrastando pela casa. - Demi riu da avidez do pequeno Bryan ao devorar o seio da mãe.
   - Graças a Deus, Alena é quieta. Só quando está com o pai que não para de sorrir. - Demi sorriu ao ver as bebês se olharem, Alena ofereceu um pequeno sorriso para Lizzie e aninhou-se no colo da mãe.
   - Beth está ficando tão esperta. - Demi beijou a testa da filha e a ajeitou nos braços. - Só vive faminta. - Os olhos iluminaram-se ao ver o sorriso apaixonado de Joe para ela no outro lado da sala. Ele era o homem mais maravilhoso que um dia ela já conhecera. A noite passada tinha sido tão especial, os bebês ficaram com Dianna para que os pais pudessem comemorar o aniversário de casamento... Três anos! - Bem, Daniel só viv... - Antes que pudessem terminar a frase. O pequeno e travesso Daniel as assustou com um "Bú!" vestido naquela fantasia de Sullivan azul e verde toda peluda. - Daniel! - Demi semicerrou os olhos e o pequeno virou as costas para correr. Era engraçado, ele corria e o rabo rastejava no chão.
   - Papai! Mama ava. -"Papai, mamãe está brava". Dan olhou um tanto aflito para Demi e ergueu os bracinhos para Joe o pegar.
   - Você assustou a mamãe. - Joe riu divertido, a cada dia Daniel aprontava uma nova travessura. - Por que não vamos lá para você dar um beijinho de desculpas na mamãe e na Lizzie? - Joe levantou-se sobre o olhar de expectativa de todos e caminhou junto com o pequeno até Demi e Lizzie.
   - Por que você está escondido Daniel? - Demi o repreendeu com o olhar. Estava brava com o pequeno por conta de uma lista enorme de travessuras. Primeiro. Ele quebrara um vaso de cristal e andara em cima das rosinhas que começaram a nascer. Resultado: Dan quase cortara o dedo nos restos do vaso tentando "esconder" a bagunça que fizera debaixo do tapete e acabara com a vida das rosinhas que começaram a nascer. Segundo. Daniel deixara cair a paleta de mais de duzentas cores de sombra para os olhos importada! Demi ficara uma fera. Terceiro. Ele não queria tirar aquela fantasia por nada, foram três dias de escândalo para tomar banho e assistindo Monstros s.a. Quarto. Daniel iria passar o natal vestido com aquela fantasia de Sullivan que ganhara de Joe. Bem, a lista era enorme..
   - Dan veio pedir desculpas por todas as travessuras. - Joe teve que segurar-se para não rir, Daniel tentava se esconder atrás dele. O que era meio impossível com aquela fantasia.
   - É mesmo? - Demi arqueou as sobrancelhas e mordeu o lábio inferior para não gargalhar. Seu pequeno travesso era tão fofo. Dan sorriu timidamente quando o pai agachou-se e sussurrou o que era para ele fazer.
   - "Culpa". - Disse todo vermelhinho de vergonha e olhou para o pai. Demi não hesitou em gargalhar. Queria mordê-lo.
   - Você assustou Beth. - Demi tirou aquela coisa peluda da cabeça de Dan com a ajuda de Joe aliviada por o pequeno não recuar. - Mamãe não ganha um beijo? - Foi impossível não sorrir. Daniel beijou a testa de Lizzie e segurou a mãozinha dela com a dele. Demi suspirou emocionada e conteve-se para não chorar.
   - Mama. - Dan choramingou todo manhoso. Por mais que aceitasse Lizzie, ele sentia falta de estar nos braços da mãe o tempo todo. Ora, sem querer ele deu um selinho nos lábios da mãe. Agora ele parecia um tomatinho na fantasia do Sullivan.
   - Daniel. - Dan olhou para cima e ergueu os bracinhos. Estava cansado. Tinha sido um dia longo.. - Oh meu Deus. - Era muito complicado pegá-lo no colo. A fantasia não ajudava em nada, apenas piorou a situação. - Está com sono? - Joe finalmente conseguiu o segurar firmemente contra o corpo.
   - Podemos levá-los para o seu quarto? Lizzie está cochilando. - Joe apenas assentiu aninhando o pequeno nos braços.
   - Ela está dormindo? Dan já desmoronou. - Não era para menos. Daniel estava de pé desde cedo e não dormiu durante o dia.
   - Está. - Sussurrou adentrando o quarto após Joe. - Tire a fantasia de Dan. - Demi deitou a pequena Lizzie na cama já adormecida. Beijou-a na testa e acariciou o rosto delicado da sua bebê. - Mamãe te ama. - Demi sorriu ao vê-la suspirar em seu sono.
   - Ele está tão esperto. - Joe despia a fantasia cuidadosamente do pequeno enquanto Demi cercava a cama com travesseiros e almofadas.
   - Está. - Demi beijou a testa de Dan e sorriu ao olhá-los. Lizzie ao lado direito da cama e Daniel ao esquerdo. Seus anjos.
   - Nossos bebês são lindos. - Demi o abraçou ternamente. Ela sorria ao observa-los dormir.
   - Eles são os melhores presentes do mundo. - Os lábios de Demi alcançaram os de Joe os roçando. - Obrigada. - Os olhos encontraram os dela e ambos sorriram.
   - Eu amo você. - Os corpos chocaram-se atraídos por aquele calor que os envolviam. Os olhos revezavam entre o chocolate da íris feminina e pelos lábios rosados macios. Os lábios selaram os dela ternamente. Afastaram-se por segundos e fitaram-se. Quando ele curvou-se e apossou dos lábios dela, Demi teve a certeza que enquanto estivesse no calor dos braços de Joe, enquanto ele fosse dela, iria ser feliz para todo o sempre.

Fim...

Oi! Então.. Como vocês estão? Eu estou emocionada. Poxa, passou tão rápido. Lembro-me de como se fosse ontem quando a Demi contou que estava grávida para o Joe. Do casamento, da lua de mel, da briga na noite de natal.. De qualquer forma eu amei escrever esta fanfic para vocês. Cada comentário foi um sorriso. Obrigada Deus por me permitir a escrever esta fanfic. Obrigada leitores maravilhosos pelo apoio  ♥ Obrigada Luana Malik por me ajudar a escolher o nome dos bebês, por me influenciar a escrever hots OUSADOS e pelas ideias incríveis! 
Bem, no próximo post vou explicar o que vai acontecer aqui no blog.. Sobre a possível "segunda temporada" ou não e várias outras coisas. Obrigada lindas!!!

DIVULGANDO: Jemi Lovely


14 comentários:

  1. vai ter a segunda temporada? *-* diz que sim
    anw queria ver quando a lizzie crescer e arrumar um namoradinho e o joe ficar com ciumes
    capitulo perfeito, como sempre!!!

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  2. Hey sei que fiquei um bom tempo sem ler e comentar porque me afastei um pouco de fics jemi mas seu blog me prende de uma maneira que quando minha amiga que ler falou que estava no final tive que voltar a ativa, devo admitir que morrir de saudades do pequeno Daniel, lembro-me quando ele nasceu(acho q parei de ler nessa parte) enfim amei todos os capitulos, e a Lizzie vou falar que fiquei com ciumes pelo Dan, chorei uns capitulos anteriores vc nao devia fazer isso conosco lol espero que você continue com o blog pois será o unico que sobre jemi que lerei, você escreve maravilhosamente bem e suas historias são tao perfeitas que não me importo que seja uma nova temporada ou uma nova história basta vc escrever, tentearei comentar mais vezes!
    xo

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  3. Necessito de uma segunda temporada! Perfeição resume ❤️

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  4. Por favor, segunda temporada.... Eu imploro 🙏😘❤️

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  5. Final mais que perfeitoooo...com certeza está merecendo uma 2° temporada...fiquei super emocionada com o final..♥♡♥♡♥♡
    To torcendo que tenha a temporada...minha diva >.<
    Beijosss ☆★☆★☆★☆

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  6. Esse final ♥ essa história ♥ esse Dan ficando tão esperto e lindo e fofo ♥♥
    Foi o melhor final que você poderia dar pra essa história diva :)
    E se não der pra fazer a 2ª temporada quero uma fic diva como essa :)
    Beijinhoooos *----*

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  7. por favor daca a segunda temporada eu preciso cara....... Q cap fofo amo o dani ele e mt lindo e a lizie oh jemi nem se fala kkk amei a fic espero pelo 2 temporada bjs

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  8. Aaaaaaa segunda temporada por favoooooor eu nao vo aguentar sem a fic nao vai ter outra igual a essa pfpf sua historia e tao perfeita :c esse capitulo foi perfeito merece ter uma continuaçao u,u bjjjs posta logo :p

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  9. awwwwwwwwwwwwn esse Dan tão sapeca e a Lizzie então? Os bebês da Demi são tão mordíveis como ela :3
    buuuuuuuua acaboooou ç.ç
    2 temporadaa eu não vou aguentar sem mais uma temporada sério, é tão perfeito. seria muito prfto, tem que continuar pq isso merece uma 2 tempoada. shiu não reclame u_u kkk
    posta logo amanda

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  10. Boa tarde Amanda!! Estou sem palavras pra dizer tudo que acho sobre essa fic!! Mas vou tentar resumir... a palavra que a define melhor é a perfeição!!! Todos os caps foram emocionantes, muito mesmo!! Você é uma pessoa que tem um talento maravilhoso que é o dom de escrever!! Poucas pessoas o tem!! Conseguir nos emocionar frequentemente igual você fa é para poucas escritoras...parabéns!!
    Agradeço a você pelos momentos de alegria que nos proporcionou com essa fic!! Mas como sou fã dela, te peço que faça uma nova temporada!! Por favor!!! Não imagino ficar sem ela... :-( O Dan é muito fofo!!! Eu sou apaixonada por esse bebê!!
    Agora também tem a Beth.... eu ficarei muito feliz se você fizer uma nova temporada!! Cheguei achorar com este epílogo!! Já li umas três vezes, mas todas as vezes que leio me emociono!! Pensa com carinho!! Bju!!

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  11. Amei sua fanfic Fiquei apaixonada por ela. Olho eu sei que é chato fica pedindo pra divulgar, mas é que estou começando agora e queria uma opinião. então se puder passa lá ficarei muito feliz.e se puder divulgar tbm XD
    In Real Life>http://ddlovatod.blogspot.com.br/

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  12. eu juro por deus que eu sempre imaginei que a filha deles teria nome de Lizzie kkkkkkk
    é serio, eu ja tinha escrito uma fanfic que o nome da filha deles era lizzie
    ai to chorosa </3 nao creio que acabou
    me lembro como se fosse ontem que eu tinha começado a ler a fic :/
    quero uma segunda temporada pelo amor de deus

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  13. To mal, chorando litros parecendo uma criança levando vacina,meus olhos estão tao inchados!!!❤

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