Oi, tudo bem? Então, passei para avisar que eu vou postar o próximo capítulo provavelmente amanhã ou terça, ele está quase pronto, só está faltando a parte do Joe.. Eu não pude escrever antes porque a semana passada foi semana de prova que só acaba amanhã, então eu estava sem tempo. Beijos, e não se desanimem com a fic, está só no começo e tem muita coisa para acontecer com o Joe e a Demi..
21.3.16
12.3.16
Capítulo 7 - Assassinato
A noite caiu sobre Nova York como um piscar de olhos. Nas
ruas da cidade os homens cortejavam as mulheres com cantadas baratas e sorrisos
presunçosos, o que aconteceu com Demi desde que havia saído de casa e partia
para o restaurante que Dianna pediu para que ela a encontrasse. O nervoso a
dominava, as mãos trêmulas não saiam de dentro dos bolsos da jaqueta jeans que
Demi vestia sobre o vestido delicado. O que Dianna queria? Demi não
conseguia parar de pensar no “rapaz” que
estava “apaixonado” por ela que
Dianna havia lhe apresentado alguns anos atrás. Não passava de um golpe e
Dianna acabou faturando muitos dólares quando ela se deixou influenciar pelas
palavras doces de Antônio Castillo, um homem de vinte e nove anos e um famoso
dono de vinícola espanhola, e acabou na cama dele por três vezes. Deus! O que
Dianna queria? Demi tornou a pensar. Não queria atender a ligação da mãe a início,
mas acabou inconscientemente atendendo surpreendendo a si mesma. Eram tantas
ideias absurdas que passavam por sua cabeça. Será que Dianna diria que era
mentira tudo que havia dito sobre Inácio Lovato, seu pai? Será que ela tentaria
arrumar algum “pretendente” para ela? Demi esperava de todo o coração que fosse
a primeira opção, ela não era mais uma adolescente inocente que se deixaria se
influenciar pela mãe mentirosa e por homens que só pensavam com a cabeça
debaixo.
Caminhando por mais alguns quarteirões, Demi adentrou o
restaurante que ficava em frente ao Central Park e procurou pela mãe que já a
esperava em uma das mesas mais afastadas das mesas já ocupadas. Respira, você
consegue. Disse mentalmente a si mesma e caminhou até a mesa onde a mãe estava
sentada.
- Vivi para ver
a minha menininha usar um vestido por vontade própria. – Demi revirou os olhos
quando Dianna a abraçou. Por que diabos ela insistia em ser falsa quando as
duas sabiam que não era daquela forma que as coisas funcionavam? As duas se
sentaram e Demi preferiu checar alguma mensagem no celular a ter que olhar para
a mãe.
- Senhoras, boa
noite. – O garçom quebrou o clima tenso que já se formava na mesa. – Posso
anotar os seus pedidos? – Demi verificou o cardápio e pediu o primeiro suco que viu e
escolheu um prato qualquer, já Dianna pediu por uma bebida com álcool e
escolheu um prato que Demi nem mesmo sabia pronunciar o nome.
- Então. – Demi
estava tão desconfortável e angustiada que mal conseguiu olhar nos olhos de
Dianna, permaneceu fingindo estar envolvida com o cardápio por vários minutos,
até que não suportou mais sentir o olhar da mãe sobre si.
- Preciso de
dinheiro, as contas venceram, os armários estão vazios e as minhas roupas
ultrapassadas. – Demi achou que não iria conseguir olhar para a própria mãe,
mas quando o fez não conseguiu desviar o olhar da figura de Dianna por nada.
Era por isso que ela ligou? A mulher literalmente não se importava? Era isso?
Indignada, Demi franziu o cenho, fitou as suas unhas pintadas de cor de rosa e
tornou a fitar a mãe.
- Pensei que.. –
Começou a dizer e um nó se formou em sua garganta. – Que.. esquece! - Os olhos marejaram do nada e Demi desviou o
olhar para outra mesa. – Posso te dar dinheiro para pagar as contas e para
comprar alimentos. – Disse voltando a olhar para a mãe.
- Quanto às
roupas Demetria? É a terceira vez que uso esse casaco. – Demi a olhou de cenho
franzido. Dianna estava vestida melhor até mesmo que ela e aquelas roupas
deveriam ser novinhas em folha.
- É no que eu
posso ajudar. – Disse calmamente sem querer perder a paciência e Dianna inchou
a olhando indignada. – Não sou rica e estou economizando para comprar um carro.
– Disse desconfortável com o olhar da outra.
- Demetria, eu
preciso de roupas. – Dianna a olhou ignorando completamente a sua explicação.
- Você não pode
vender um de seus casacos de pele caríssimos? Aposto que eles valem mais do que
eu posso te dar. – Disse cheia de receio. Não era aquele assunto que ela queria
discutir. – Ou você pode trabalhar..
- Eu não vou me
desfazer da minha coleção, Demetria! – Disse a mais velha como se fosse o maior
absurdo do mundo a ideia de trabalhar como qualquer
pessoa normal.
- Mãe, por
favor. – “Mãe” saiu antes mesmo que
ela pudesse se dar conta. – Eu pensei que você estava me convidando para jantar
para conversarmos.. – Insistiu sentindo os batimentos cardíacos se duplicarem a
cada segundo.
- Estamos
conversando oras. – Resmungou Dianna sem muita paciência. – Eu te chamaria para
jantar para falar mais o que?
- Você disse
que.. ele te machucou. – Demi fitou o
próprio colo e piscou algumas vezes tentando espantar o choro compulsivo. – Eu
quero saber, a gente pode superar isso juntas. – Uma lágrima solitária havia rolado pelo rosto bonito, mas
Demi tratou de limpá-la o mais rápido possível. Sentia-se tão estúpida e
vulnerável, queria poder fazer alguma coisa por Dianna, queria poder entendê-la
e mostrar todo o amor reprimido em seu peito à mãe que sempre a desprezava.
- Não diga
tolices. – A risada incrédula alcançou os ouvidos de Demi que se sentiu pior
ainda. – Não há nada para saber Demetria. Apenas me agradeça por vir ao mundo,
e o mínimo que você pode fazer em agradecimento é pagar as minhas contas. – O
tom rude de Dianna assustou ainda mais Demi que engoliu em seco e tratou de
limpar as lágrimas que rolavam por seu rosto. Por que Dianna tinha que
machucá-la daquela forma?
- Você deveria
ter feito enquanto ainda tinha tempo. – O coração de Demi gritou em dor e ela
se apressou em abrir a bolsa à procura da carteira. – Melhor que fazer uma
criança inocente sofrer, Dianna. – Jogando algumas notas de valor suficiente
para pagar a conta sobre a mesa, Demi se levantou e tornou a limpar as lágrimas
que rolavam por seu rosto. – Até amanhã o dinheiro estará na sua conta. – Dito
isso virou as costas e saiu o mais rápido que podia para longe daquela mulher
que a sufocava de todas as formas e assim que o fez Demi desabou em choro em
plena rua ignorando os olhares curiosos daqueles por onde ela passava.
“(...)
mas nem tudo são flores. E nem sempre serão; Você é muito jovem. Nem sempre
você e a sua mãe vão se entender, será assim com ela e com muitas outras
pessoas. Só não vale a pena ficar triste, tudo bem? Gaste o seu tempo sorrindo
e sendo feliz, aproveite o máximo de tudo que você tem e das pessoas que te
cercam porque nem todos que você ama estarão aqui para sempre, ok? (...)”.
Será que Jason estava certo? Foi pensando nas palavras
dele que Demi encontrou ânimo para ir a encontro da mãe, porém mais uma vez ela
a machucou com toda aquela ganância por dinheiro. Até quando seria daquele
jeito? Não tinha como eliminar todo aquele amor que Demi sentia pela mãe, era
impossível e tão errado, porém necessário. Dianna nunca dava o braço a torcer,
para Demi aquele era o momento que elas deveriam reformular toda a relação que
tinham uma vez que Dianna havia dito o que realmente tinha acontecido no
passado. Mas lá estava ela mais uma vez chorando e com o coração gritando de
dor, só caberia a Demi esquecer que tinha uma mãe.
- Desculpe moça,
você está bem? – De todas as pessoas que viviam em Manhattan, Demi jamais
pensaria que trombaria com Jake ao virar a rua naquele estado que ela se
encontrava. – Demi? Você está bem? – Jake a segurou gentilmente pelos ombros e
a olhou um tanto preocupado e por mais que Demi estivesse envolvida na própria
dor, ela o sentiu tenso e muito nervoso. – Por favor, fique calma. – Demi o
abraçou e se deixou ser abraçada por Jake por pelo menos cinco minutos de
muitas lágrimas. – Fique aqui, volto em cinco minutos, tudo bem? – Não deu nem
tempo responder, Jake a envolveu com o paletó e sumiu como um borrão, aliás,
tudo que Demi conseguia ver eram borrões e as vistas estavam tão embaçadas por
conta do choro. Acabou que Demi se sentou no pequeno muro de um canteiro de
flores de um prédio e se envolveu mais ao paletó de Jake para matar o frio. O
que ela tinha pensado? Dianna nunca cederia, era como esmurrar uma parede de
concreto. Que boba que ela era!
Foram mais de dez minutos esperando por Jake, Demi
aproveitava o tempo completamente alheia ao movimento da rua e as pessoas que
passavam por ela. Apenas observava o céu e as estrelas deixando algumas
lágrimas caírem molhando o rosto e o paletó de Jake. Que Deus lhe desse forças,
pedia silenciosamente vez ou outra fechando os olhos em oração e então mais
lágrimas vinham com o seu desabafo, o coração em pedaços doía horrores. Estava
na hora de esquecer, seguir a vida sem Dianna, os seus péssimos namorados ou
qualquer lembrança do passado. Ela conseguiria encontrar alguém para amar e
para amá-la.
- Desculpe por
fazê-la esperar. – Jake surgiu do nada, tão nervoso que as mãos chegavam tremer
e vez ou outra o rapaz olhava para trás assustado.
- Você está bem?
– Demi perguntou, a voz num fio e no fundo ela não queria saber, queria apenas
esquecer Dianna de uma vez só, se é que era possível.
- Estou! –
Respondeu com um pouco de exagero. – Eu.. Eu.. Eu estava assistindo uma partida
de beisebol com alguns amigos, um arremesso e os Yankees ganhariam o jogo, só
fiquei nervoso e um pouco ansioso. – Demi franziu o cenho e aceitou a mão que
Jake lhe oferecia. – E você? O que aconteceu? – Perguntou o rapaz olhando para
trás mais uma vez quando eles começaram a caminhar serenamente.
- Nada demais,
apenas bobeira minha. – Disse forçando um sorriso e Jake a olhou desconfiado.
Se ela queria esquecer o passado, teria que começar não chorando por Dianna.
- Tudo bem, já
sei, não é da minha conta. – Jake a abraçou de lado e Demi observou a mão em
seu ombro tremer algumas vezes. – Então? Vamos comer alguma coisa? – Perguntou olhando
para trás e Demi também olhou.
- Você está
realmente bem? – Tornou a perguntar e Jake assentiu.
- Vamos jantar?
– O rapaz perguntou e Demi franziu o cenho. Até que estava com fome quando saiu
de casa para encontrar a mãe, mas agora..
- Eu passo.
- Que tal um
hambúrguer? – Perguntou o rapaz e Demi negou. – Algodão doce? Pizza? Nachos?
Cachorro quente? Churros? Ou um sorvete?! – Perguntou por último e Demi riu. –
Ei, aceita o hambúrguer, vai ser delicioso e muito divertido. – Pensar em um
delicioso hambúrguer despertou a sua fome, ela só não poderia contar para
Selena que a mataria se soubesse que ela estava quebrando o cronograma
alimentar que elas haviam feito junto à nutricionista.
- Tudo bem, um
hambúrguer. – Concordou pensando que não faria nenhum mal e ela estava certa.
Comer com Jake havia sido divertido, ele tentava animá-la e parecia muito
feliz, por mais tenso que estivesse, com a ideia de comer um delicioso
hambúrguer do McDonald’s.
- Ah não Demi!
Não acredito que você não vai comer. – Estavam sentados a mesa há mais de
trinta minutos, Jake sempre tentava manter o clima entre eles agradável, mas
Demi estava calada e pouco comia, preferia concordar com o que ele falava e rir
de alguma piada ao se interagir, mas mesmo assim estava sendo estranhamente
divertido para ela.
- Está
fantástico, mas é muito grande. – Ela olhou desacreditada para o hambúrguer,
era realmente enorme e muito saboroso, porém ela já estava em seu limite.
- Tudo bem
princesa. – Jake sorriu para ela buscando por seus dedos para enlaçá-los aos
dele. – Vamos? – Demi assentiu e abraçou o braço de Jake enquanto eles
caminhavam para fora do fast food. – Está melhor? – Jake perguntou conforme
caminhavam. À noite, o céu e as estrelas eram tão lindos. Demi assentiu e
esboçou um pequeno sorriso ao fitar o céu e os tantos arranha-céus de
Manhattan.
- Obrigada pela
noite, Jake. – Mais uma vez ele tinha a salvado de Dianna e de todos aqueles
sentimentos ruins que vinham junto com ela. – Eu vou pegar um Táxi para voltar
para casa. – Disse assim que avistou um grupo de taxistas a poucos metros de
onde estavam.
- Não! – Demi o
olhou e franziu o cenho, porque às vezes ele parecia estar tão nervoso? – Eu
posso te levar. – Disse o rapaz mais calmo e de repente ele parou no meio do caminho e a olhou intensamente. – Passa essa noite comigo? – Pediu a puxando
mais para ele e Demi não soube o que fazer. – Estou com saudade do seu beijo,
do seu toque, do seu gosto… – Nenhuma mulher seria capaz de resistir ao toque
dos lábios de Jake contra o pescoço, das mãos dele espalmadas as
costas sem permitir que ela pudesse escapar dos braços fortes e do calor
que o corpo forte masculino emanava.
- Eu tenho que
trabalhar amanhã cedo. – Disse de olhos fechados enlaçando o pescoço de Jake
com os braços sentindo os beijos que ele agora distribuía pelo rosto
deixá-la tonta de tesão.
- Eu te levo
para casa amanhã às sete. – Os olhos marrons fitaram os azuis e os lábios se
fundiram com o mais puro desejo desesperado que um corpo sentia para ter o
outro, tanto foi que Demi acabou gemendo nos lábios de Jake quando ele a
apertou mais contra o corpo.
- Às sete e
quarenta. – Corrigiu ofegando e se deixando ser beijada mais uma vez.
- Às sete e
quarenta. – Jake a olhou e ofegou, Demi retribuiu o olhar e também ofegou, o
que fez os dois rir e de mãos dados caminharam até onde o carro de Jake estava
estacionado, cerca de dez metros de onde estavam.
A então “viagem” até
o apartamento de Jake não durou menos de dez minutos, o trânsito não estava
muito cheio como o de costume naquele horário e como sempre acontecia Demi
namorou Nova York fascinada com a beleza da cidade. Aquele lugar era tão lindo,
os prédios enormes de arquitetura sofisticada a cada esquina, as ruas largas e
as pessoas umas alheias às outras. Demi se lembrou de quando era adolescente e
cruzava cada esquina da cidade ao lado de Selena. Era tão divertido, elas riam
de qualquer coisa e na maioria das vezes estavam comendo besteiras e flertando
com os garotos estrangeiros que eram de tirar o fôlego de qualquer adolescente
com os hormônios a mil. Falando em hormônios.. Demi se sentiu exatamente da
mesma forma de quando via os garotos estrangeiros quando ela e Jake adentraram
o apartamento aos beijos. No elevador tinha sido difícil trocar algum carinho
visto que havia senhoras junto a eles, mas, céus, quando Jake destrancou a
porta do apartamento Demi o puxou pelo colarinho da camisa e o empurrou contra
a porta lhe atacando os lábios com tamanha fome. O que estava acontecendo com
ela? Não houve tempo para pensar, não quando ela desbotou ferozmente os botões
da camisa branca e quando Jake se livrou do paletó e da jaqueta que ela vestia.
Os lábios se fundiram e mais tarde depois de muitas mãos trabalhando em vários
pontos sensíveis, só deu tempo de Jake buscar pelo preservativo na carteira e
eles se uniram num só ofegando e movendo os corpos com desespero. O primeiro
round foi no sofá, mas logo veio o segundo na cama.
Demi se sentia tão bem nos braços de Jake, ela gostava da
forma como ele a olhava intensamente nos olhos, da forma como ele a segurava
pela cintura e entrava e saía de seu corpo. Rodeando o pescoço dele com os braços,
Demi o puxou para um beijo avassalador que se prolongou por minutos,
desgrudavam os lábios apenas para repor o ar e trocar olhares intensos.
A ideia de se
envolver com um homem a assustava. Havia os ex-namorados trapaceiros e
mentirosos e descobrir que Inácio Lovato não passava de um homem sem coração, um
monstro que violentou Dianna quase deixava Demi doente. Mas Jake parecia uma
exceção, Demi não conseguia sentir medo ou qualquer desconfiança em relação a
ele, o bonito rapaz de olhos azuis havia a conquistado a partir do momento que a
salvou de ser drogada naquele pub noite atrás. Foi confiando em Jake que Demi
permitiu possuí-lo e ser possuída por ele durante boa parte da noite até que os
dois finalmente estavam esgotados adormecidos.
***
- Jake? – O
quarto que passou a maior parte da noite sendo iluminado apenas pela luz do
abajur estava completamente claro, havia amanhecido e o celular de Demi havia a
despertado às sete e meia para que desse tempo de Jake levá-la para casa. –
Jake? – Os seios estavam escondidos com parte do lençol, os cabelos longos,
lisos e castanhos pouco emaranhados caiam divinamente pelas costas e pelos
ombros femininos. Como acontecia toda manhã, Demi sustentava a sua carinha de
sono e particularmente estava louca para dormir, mas tinha que trabalhar e foi
por conta daquela pequena razão que ela chamava Jake que dormia profundamente.
– Jake, eu estou indo. – Disse depois de beijá-lo no maxilar. Ele estava tão
bonito dormindo que Demi preferia pegar um táxi a acordá-lo. – Dorme querido, mas
tarde nós conversamos. – Demi o beijou de novo no maxilar e Jake esboçou um
pequeno e sonolento sorriso a puxando para os seus braços.
- Demi? – Ele
cobriu o corpo dela com o dele quente e forte e colou os lábios no pescoço dela
para beijá-lo. – Eu quero você mais uma vez princesa. – A voz rouca soou contra
o ouvido de Demi que suspirou e envolveu o corpo de Jake com os braços.
- Bom dia para
você também. – Ela disse tentando ser agradável pela manhã e até esboçou um
sorriso ao ver o sorriso que Jake esboçou para ela antes de levar os beijos do
pescoço para perto dos seios de pele alva que tinham pequenos rosados que
entregavam que a boca de Jake esteve ali por várias vezes.
- Bom dia. – O
sorriso esperto dele sumiu quando os mamilos receberam beijos quentes e
carinhosos. – São lindos. – Demi corou e roubou um rápido selinho.
- Sete e
quarenta, tenho que ir para casa. – Se ela pudesse ficaria na cama o dia inteiro
dormindo e quem sabe fazendo amor com Jake, mas havia o trabalho. Demi ronronou quando os lábios de
Jake depositaram acima de seu umbigo um beijo provocante e então os beijos
começaram a descer naquela direção. – Jake! Tenho que trabalhar, sério, não
posso me atrasar de novo. – Habilmente Demi se soltou dos braços fortes de Jake
e buscou por suas roupas.
- Dorme comigo
essa noite? – Ele pediu completamente lindo sentado à cama e com cara de sono.
E todos aqueles músculos? Demi demorou um pouco para processar o que Jake havia
dito, aqueles gominhos, os braços, os olhos azuis.. Ele era bom demais para ela.
- Jake.. – Demi
forçou um sorriso apanhando o vestido para vesti-lo depois de vestir sua roupa
íntima. Outra noite e depois mais uma noite.. O sexo era bom, Jake era uma boa
companhia, mas pensar em transar, por mais que Demi tenha o feito durante toda
a noite, ainda era assustador e um pouco desconfortável. – Eu... Eu tenho que trabalhar
em alguns projetos fora do escritório, não sei se hoje tenho à noite
disponível. – Disse arrumando o vestido no corpo ao mesmo tempo em que calçava
os sapatos e procurava pela jaqueta e a bolsa. – Eu já estou indo, vou pegar um
táxi. – Demi se sentou a beirada da cama e sorriu para Jake acariciando o peito
bonito dele com as mãos. – Não, você não vai me levar hoje. – Disse antes que
ele começasse a argumentar. – Outro dia, ok? Obrigada pelo hambúrguer e pela
noite maravilhosa.
- Você tem
certeza que não quer que eu te leve? – Jake perguntou levando as mãos ao rosto
de Demi.
- Está cedo. –
Disse fazendo careta e Jake riu. Quase oito da manhã não era tão cedo. – Eu vou
ficar bem, ok? – Jake assentiu e antes de deixá-la partir beijou os lábios de
Demi que retribuiu o beijo.
Conseguir pegar um táxi àquela hora da manhã foi tão
fácil quanto piscar os olhos, Demi observou toda a sua Nova York pela janela do
carro. Tudo estava como o de costume: extremamente movimentado. Quando o táxi
chegou ao destino, Demi pagou pela corrida e apressada adentrou o prédio
rezando para não estar atrasada, teria que estar na Gyllenhaal até as oito e
quarenta no máximo, porém a sorte não estava ao seu lado. O elevador estava na
cobertura e subir o jogo de escadas estava fora de cogitação, os exercícios
ficavam para o final de semana e quando ela tinha tempo para o final da tarde
durante a semana.
- De..mi? – A
mão gelada em seu ombro por um pouco não paralisou o seu coração. E aquela voz
chorosa? Demi arregalou os olhos ao se virar para encontrar uma Selena pálida
de boca sem cor alguma, os olhos vermelhados e que tremia.
- Sel? O que
aconteceu? – Perguntou tão pálida quanto Selena que a abraçou com força. – O
que aconteceu? – Tornou a perguntar nervosa fitando a amiga com o modelito que
geralmente usava para trabalhar: saia secretária preta, camisa branca de botões
e blazer preto. – Selena?! – Demi franziu o cenho limpando as lágrimas que
rolavam pelo rosto de Selena e também tremula, adentrou às pressas o elevador
quando o mesmo chegou ao hall carregado de passageiros.
- Ai! Ai meu
Deus! – Selena respirou fundo mal conseguindo ver um palmo nítido a sua frente.
– Dem, o Jason. – Choramingou nervosa e a tremedeira a tomou completamente.
- O que tem o
Jason? – Perguntou Demi umedecendo os lábios. – O que aconteceu Sel? – Tornou a
perguntar massageando as têmporas e tentando não pensar no pior.
- Eu.. eu
cheguei mais cedo, mas eles não me deixaram entrar. – Disse respirando fundo
para tentar se acalmar. – A CIA, o FBI, a imprensa.. Estão todos lá. – Demi
arregalou os olhos e engoliu em seco tentando não pensar no pior, mas já era
tarde demais. – O Jason foi assassinado.
Continua... Oi meninas, como vocês estão? Eu estou bem! Vocês estão gostando da fanfic? Vou ser sincera com vocês, estou ficando mais animada depois de escrever o capítulo 8.. tá monótono, mas é necessário por enquanto.. Comentem a opinião de vocês. Repostas AQUI
5.3.16
Capítulo 6 - Jason + Divulgação
Que tal dá uma passadinha lá no blog da Mile, vocês não vão se arrepender!! >> Wonderland Fanfics
Manhattan, Nova York, NY – USA 07:40 AM
Pelo incrível que pareça a noite de sono de Demi havia
sido incrível e como o normal o despertador teve muito trabalho a realizar
desde as sete as sete e quarenta da manhã, horário em que Demi finalmente se
sentou a cama e bocejou profundamente se espreguiçando. Se ela tivesse um
desejo seria não sair daquela cama tão cedo. O banho morno caiu do céu e a
ajudou a despertar. Desde muito nova Demi sempre admirou as mulheres
independentes vestidas em seus terninhos e sapatos de salto que andavam pelas
ruas de Nova York atendendo milhares de ligações importantes apressadas para
não chegarem atrasadas em seus trabalhos. Orgulhava-se de fazer parte daquele
grupo incrível de mulheres. A camisa branca de botões ficava excelente em seu
corpo, realçava os seus seios bonitos e as curvas se destacavam na saia lápis
que batia acima dos joelhos, nada curto e nem muito revelador. A maquiagem e o cabelo ficaram prontos em menos de vinte minutos, Demi organizou tudo que
precisava em sua bolsa e em sua pasta para que pudesse trabalhar naquele dia e
partiu em direção ao elevador controlando o psicológico para não surtar na
bagunça que acontecia naquele espaço àquela hora da manhã. Porém o elevador não
estava tão caótico como ela tinha pensado, ao menos naquele andar.
As três crianças do casal do
seu andar eram adoráveis, tinham bochechas graciosas que Demi sempre quis
apertá-las. Quando as viam, Demi pensava em como seriam os seus filhos, se é
que ela os teria, mas mesmo assim os imaginavam com os rostinhos cheinhos como
o dela quando criança e com os seus olhos amarronzados.
Em cada andar daquele prédio
parecia ter um morador mais cômico e irritante que o outro. Acabou que o
elevador atingiu o limite de peso conforme subia os andares e a mistura
começou. De um lado as crianças brincavam barulhentas e seus pais tentavam ser
sutis em sua discussão. Outros falavam ao telefone, alguns estavam ansiosos e
irritados com as crianças.
A rua estava movimentada naquela manhã, o trânsito
conturbado, e um esquadrão de homens e mulheres vestidos com seus terninhos
caminhavam em direção ao trabalho. Demi arrumou a bolsa no ombro e segurou com
mais força a alça da pasta de couro negro. Como morava naquela região onde os
arranha-céus estavam concentrados, geralmente Demi caminhava todos os dias até
o prédio da Gyllenhaal que ficava a cinco quarteirões do prédio onde morava. A
caminhada era boa e sempre a ajudava a refletir sobre a vida independente que
mal havia começado e já era conturbada. Pensar na vida e presenciar as mães
carinhosas que levavam os filhos para as creches por um pouco não a fez derramar
lágrimas. Será que um dia iria ter um filho com o homem que amava? Será que
conseguiria amar a criança sem deixar que o seu trauma de infância
interferisse? Arrumando as mechas do cabelo bagunçado pelo vento atrás da
orelha, Demi pensou em Dianna. Selena havia dito que se fosse preciso, era para
ela procurar a mãe. Mas o que elas iriam conversar? Dianna não era fácil e
nunca dava para confiar no que ela dizia. E se ela pedisse por uma conversa
sincera? Será que resolveria? A mente de Demi disparou em novas esperanças.
Talvez se ela conversasse com a mãe a respeito do assunto elas poderiam tentar
juntas superar aquela situação, mas a raiva e a estupidez bloqueavam a ideia de
se aproximar de Dianna. Poxa! Independente do que Dianna havia vivido não era
justo a ela, uma criança inocente, crescer solitária e sem nenhum carinho.
- Bom dia Srta.
Lovato. – A recepcionista a cumprimentou assim que Demi adentrou o prédio da
empresa quinze minutos mais tarde. Acenando brevemente, Demi partiu para o
elevador que por sinal estava vazio e não levou mais que um par de minutos para
que o elevador a levasse para o andar onde trabalhava. O movimento no
departamento ainda era fraco, Demi cumprimentou os poucos colegas que já
estavam no andar e destrancou o escritório que pertencia a ela e o adentrou.
- Demi, bom dia
querida. – A voz masculina adentrou a sala e Demi, que guardava a bolsa e a
pasta na prateleira, virou-se e sorriu para Ed, um simpático e bonito rapaz que
trabalhava naquele mesmo departamento. – Temos documentos a serem assinados por
Jason e por você. – Disse o rapaz repousando a pasta, onde certamente estavam
os documentos, sobre a mesa de vidro. – Fique à vontade para assiná-los, mas
precisamos deles até o final da tarde. – Demi assentiu buscando pela pasta e a
abriu para averiguar a papelada. – Quando tudo estiver pronto, é só me chamar
que eu os levo para o Jason.
- Não é
necessário, eu mesma levo os documentos a ele. – Sorrindo em agradecimento, o
rapaz pediu licença e a deixou sozinha no escritório com os documentos que Demi
atentamente leu e assinou todos os campos onde era necessário a sua assinatura.
Era melhor resolver logo aquela questão, caso contrário ela se envolveria com o
trabalho e se esqueceria de assinar a papelada.
Aproveitando que tomaria café da manhã no refeitório,
Demi organizou os documentos que precisavam chegar a Jason para que pudesse
fazer uma coisa só quando fosse pegar o elevador. O escritório do presidente da
empresa ficava no último andar do prédio, e foi para onde Demi foi antes do
refeitório.
- Está tudo bem
com você? Você não tem essa carinha triste. – Sorrindo timidamente, Demi
recebeu um abraço apertado de Jason ao adentrar o escritório dele.
- Está. –
Afirmou para que Jason não a enchesse de perguntas como ela sabia que ele
faria. – Bem, Ed me entregou esses documentos relacionados ao nosso último
software. Precisam da minha assinatura e da sua. Já os assinei, só falta você. –
Jason assentiu tomando educadamente os documentos das mãos de Demi.
- Mentir é muito
feio Srta. Lovato. – Disse Jason caminhando em direção a grande cadeira de
couro atrás da mesa de vidro enquanto analisava os documentos. – Sente-se. –
Disse ainda envolvido com os documentos e Demi, sem alternativa, sentou-se a
cadeira que ficava de frente a de Jason. – Sabia que conversar sempre ajuda?
Coloca tudo para fora, você é só uma menina e é a minha melhor Designer e uma
ótima amiga. – Demi engoliu em seco sabendo que não sairia ilesa. Jason era
aquele tipo de pessoa sempre prestativa e um ótimo amigo. – Aconteceu alguma
coisa no dia que você sumiu pela manhã? – Perguntou o homem mais velho
arrumando os óculos de grau ao rosto enlaçando os próprios dedos repousando os
cotovelos sobre a mesa.
- Problemas
com.. – Demi fitou os olhos de Jason intrigada com os azuis que pertenciam a
eles e arrumou uma mexa do cabelo atrás da orelha esquerda. O que diria? Não
queria que ninguém mais soubesse daquela história, era nauseante pensar em ser
alvo de pena, mas também não queria mentir. – Com a minha mãe. Não temos uma
boa relação e acabamos discutindo, nada demais, mas eu fiquei muito chateada e
perdi o controle da situação. Desculpe por não avisar. – Era melhor assim e não
era mentira.
- Tudo bem. –
Disse adentrando os cabelos grisalhos com os dedos. – Tenho um neto, Demi. – Demi
fitou o homem a sua frente de sobrancelhas erguidas em surpresa. Até onde sabia
Jason era viúvo a mais de vinte anos e desde então nunca havia se envolvido com
ninguém. Ela só não sabia que ele tinha um filho e que já era avó. – Nós sempre tivemos uma relação maravilhosa quando ele ainda era adolescente, sempre
fomos amigos, mas ele mudou muito.. mas ainda é um bom rapaz, tenho certeza que é. – A voz de Jason era calma, porém havia uma
pitada de preocupação que Demi conhecia muito bem. – A nossa relação não é a mesma depois que ele se formou e abriu a própria empresa. O negócio ainda é pequeno, o meu menino sabe como administrá-lo e tem ideias incríveis, mas é muito ambicioso e
competitivo. Não são qualidades ruins para um empresario, mas o segredo é ter paciência para que as coisas aconteçam no seu tempo.. – Disse começando a assinar os documentos. – Nós discutimos na
noite passada, nossa relação se fortaleceu depois que o pai dele faleceu sete
anos atrás e agora está estável, mas nem tudo são flores. E nem sempre serão; Você é muito jovem Demi.
Nem sempre você e a sua mãe vão se entender, será assim com ela e com muitas
outras pessoas. Só não vale a pena ficar triste, tudo bem? Gaste o seu tempo
sorrindo e sendo feliz, aproveite o máximo de tudo que você tem e das pessoas
que te cercam porque nem todos que você ama estarão aqui para sempre, ok? –
Demi assentiu sorrindo e de coração apertado por saber que Jason falava da
esposa e das tantas pessoas amadas que já tinha perdido. Era por isso que ela
adorava conversar com ele. – Agora vá mocinha, quero o seu departamento
trabalhando a todo vapor. – Demi riu e fez questão de caminhar até Jason para
se despedir com um caloroso abraço logo sendo expulsa do escritório do chefe
pelo mesmo.
***
A hora do café da manhã e o almoço já havia se passado.
Agora a mesa do refeitório pela terceira vez, Demi ria das caretas de Selena
que contava exageradamente como o guarda de trânsito havia multado com a estúpida desculpa de pegar o número de seu telefone.
- Você é muito,
muito, muito exagerada! – Disse Demi mordiscando um biscoito e rindo ao
assimilar tudo que Selena havia dito.
- Pode até ser.
– Selena bebericou o suco e a olhou com curiosidade. – E o Jake? Como foi com
ele ontem à noite? – Perguntou assumindo o posto de amiga séria já que não
queria que nenhum cara usasse Demi como um brinquedo.
- Divertida. Nós
cozinhamos e assistimos a um filme qualquer. – Respondeu. – Conversamos mais
que assistimos.
- Senhoritas. – Demi riu discretamente ao ver Ed parado ao lado de Selena a olhando como se a amiga fosse a coisa mais encantadora do mundo. – Permita-me dizer Selena, você sempre está linda, mas hoje você está fantástica. – Sem conseguir disfarçar mais, Demi gargalhou da careta de Selena quando Ed lhe beijou a mão e piscou para ela antes de voltar a mesa cheia de homens onde estava sentado.
- Você é definitivamente a pior melhor amiga do mundo! – Selena revirou os olhos ao ver o rosto de Demi avermelhado e então a amiga acenou para aquele tanto de marmanjo que também ria as suas custas.
- Você deveria dar uma chance para ele. – Disse Demi finalmente sem ofegar ou rir. – Ele é lindo e um ótimo rapaz.
- Calada Demetria! O foco não é esse, ele não tentou
nada? – Perguntou analisando a amiga atentamente.
- Tudo bem Selena, mas nós ainda vamos conversar sobre o Ed. – Disse Demi lançando o mesmo olhar que Selena havia lhe lançado. Ela sabia que no fundo Sel nutria sentimentos pelo rapaz, só não sabia o porquê de Selena não dar uma chance ao Ed. - Trocamos
alguns beijos. – Disse revirando os olhos ao se lembrar da noite passada. – Eu
acabei bocejando, acho que ele pensou que era uma indireta para ele ir para
casa. Mas eu juro que foi sem querer, eu só estava cansada. – Disse com
desgosto e Selena riu.
- Vão se
encontrar de novo? – Perguntou Selena.
- Ele perguntou
se eu tenho algum horário livre para almoçar, ainda vamos combinar. –
Lembrar-se do acordo de combinar um possível almoço com Jake a fez se lembrar
de que ainda não tinha checado as mensagens no celular.
- Ele é
grudento? – Perguntou Selena de cenho franzido.
- Acho que não.
– Disse Demi depois de pensar e repensar sobre todos os seus momentos com Jake.
Ele era carinhoso e prestava atenção nas coisas que ela dizia.
- Você quer sair
com ele de novo? – Selena tornou a perguntar. O movimento do refeitório foi
observado por Demi enquanto ela pensava na pergunta da amiga. Jake era um cara
legal, não havia um porque para não querer sair com ele mais uma vez.
- Talvez sim,
talvez não. Eu estou muito confusa sobre tudo Sel. – Disse olhando nos olhos de
Selena. – Mas eu quero tentar. – Selena assentiu e Demi sorriu voltando comer
os deliciosos biscoitos. As duas conversaram pelo resto de tempo que tinham e
juntas voltaram ao trabalho que não parou em momento algum durante aquela tarde
quente nova-iorquina. Demi estava concentrada em finalizar o seu projeto
principal e Selena, deitada no sofá da amiga, bocejava de cinco e cinco minutos
enquanto lia alguns documentos e passava os dados para as planilhas do Excel.
- Se você
bocejar mais uma vez eu juro que te expulso daqui. – Ralhou Demi arrumando os
óculos de grau ao rosto e Selena cantarolou um “chata” para irritar a amiga. –
Sel, é sério, eu estou superconcentrada aqui e você está me atrapalhando. –
Selena revirou os olhos e conseguiu ficar quieta pelos próximos quinze minutos,
mas daí o celular de Demi tocou alertando que haviam novas mensagens.
- É o Jake? –
Perguntou Selena se levantando e correndo para o lado de Demi que a olhou feio
e a empurrou.
- Deixa de ser
curiosa. – Disse enquanto pegava o celular sobre a mesa e empurrava Selena que
a essa altura do campeonato já ria e fazia de tudo para permanecer ao lado de Demi
mesmo sendo empurrada.
- Outro
encontro? – Disse Selena de sobrancelhas arqueadas ao ler a mensagem que Jake
havia enviado para Demi. – Você já pode levá-lo para jantar lá em casa, quero
conhecer esse rapaz que está apaixonada pelo meu bebê. – Demi revirou os olhos
e Selena gargalhou abraçando calorosamente a amiga. – Eu estou torcendo por
você. – Demi sorriu ao fitar os olhos de Selena e se aninhou ao abraço da
amiga, ela só não esperava que o celular começaria a vibrar e que o nome
“Dianna” surgisse na tela.
Continua... Oi!! Como vocês estão? Tô bem! Gente, esse é um dos "últimos" capítulos calmos.. Agora que o Jake já está "infiltrado" na vida da Demi e vocês já sabem como a relação do Jake e do Jason é, bem, preparem-se.. Não foram capítulo "monótonos" à toa. Ahh, o Joe já está a caminho! ps. Será o que a Dianna quer com a Demi?
Obrigada pelos comentários do capítulo passada, repostas Aqui
1.3.16
Capítulo 5 - Jantar
Dormir era tão
bom, não era à toa que o sono era considerado uma das melhores coisas do mundo.
Era recarregar a bateria para que o corpo pudesse trabalhar novamente.
Apesar da cabeça pesada, dos olhos inchados e da mente confusa, Demi havia tido
uma boa noite de sono. Apagou nos braços de Selena por toda a noite e os sonhos
não foram ruins, porém também não foram bons. Na maioria das vezes os sonhos de
Demi eram uma terrível confusão, nada que a deixasse com a pulga atrás da
orelha. Agora estava acordada fitando a parede do quarto como se ela fosse a
coisa mais interessante de todo o mundo. Os pensamentos pareciam congelados e
absolutamente nada lhe passou pela cabeça enquanto fitava a parede, até que o
barulho do relógio sobre a mesa despertou a sua atenção. O relógio sempre fazia
barulho quando marcava uma hora inteira ou quando faltava meia hora para um
próximo horário. Cinco e meia da manhã. Deveria ser a primeira vez que Demi
acordava naquele horário, um verdadeiro milagre. Geralmente o despertador
tocava às sete da manhã e Demi só se levantava as sete e quarenta e cinco. Mas
lá estava ela acordada às cinco e meia da manhã. Faltava uma hora e meia para o
despertador começar perturbá-la. Agora uma hora e vinte e nove minutos.. Demi
fechou os olhos e tentou dormir, mas não conseguiu, não quando Selena respirou
fundo e ela tomou um susto ao perceber que tinha a cabeça deitada no colo da
amiga. Pobre Selena! Deitada sentada, Selena estava sentada sobre a mão
esquerda e a direita estava próxima ao ombro direito de Demi. O corpo estava
gelado por conta da baixa temperatura da madrugada e Sel suspirava vez ou
outra.
- Sel. – Chamou
se erguendo e a cabeça pesou tanto que Demi franziu o cenho. – Selena. – Chamou
mais uma vez e a amiga acordou assustada.
- Dem? O que
foi? Você está bem? – Perguntou Selena ainda sonolenta olhando para a amiga.
- Estou bem. –
Limitou-se a dizer. – Só deite direito. – Pulando para fora da cama, Demi
caminhou em direção ao closet à busca de um travesseiro e um cobertor.
- Obrigada. –
Disse Selena assim que Demi lhe entregou o travesseiro e o cobertor que havia
buscado no closet. – Você está bem? – Tornou a perguntar quando Demi se deitou
ao seu lado abraçando o travesseiro e se cobriu com o cobertor.
- Só estou
cansada e minha cabeça está muito pesada. – Disse fitando os próprios dedos. –
Vamos dormir, ok? Nós temos trabalho mais tarde. – Selena assentiu se acomodando
a cama de Demi. Agora estava explicado o porquê que a amiga tinha uma tremenda
dificuldade para acordar. A cama era macia e muito confortável. Quando Selena
se esticou pronta para voltar a dormir e fechou os olhos, Demi fez o mesmo,
porém quem disse que ela tinha sono? Deus! Eram cinco da manhã! Ela tinha que
dormir mesmo que não tivesse sono, caso contrário seria horrível passar o dia
com sono e mal humorada. Resmungando, Demi se virou, abraçou o travesseiro e fechou
os olhos. Tudo bem, ela era uma verdadeira mestre em dormir, mas porque não
estava funcionando? Desistindo dez minutos mais tarde, Demi levou a mão ao
criado-mudo ao lado da cama à busca do celular. Uma porrada de snaps e muitos
likes masculinos no instagram. Quando a Gyllenhaal lançava os seus produtos no
mercado, eles montavam uma premie e quem palestrava a respeito dos produtos era
Demi acompanhada de Jason. Juntos, os dois davam um verdadeiro show, muito
divertido e engraçado, para as pessoas que os assistiam e a maioria dessas
pessoas eram homens, garotos e garotas fanáticos por tecnologia. E como Demi
era bonita demais e tão fanática por games, design, séries e entendia muito
de outras áreas daquele mundo, segundo os homens, ela era perfeita demais para existir.
Ao menos em alguma coisa ela era boa..
- Não consegue
dormir? – Perguntou Selena a assustando quando repousou o queixo em seu ombro.
-
Definitivamente não. – Demi respirou fundo gostando do carinho que a mão de
Selena fazia em sua barriga e ela abriu a nova mensagem de Jake do dia passado.
“Hm..
O que você está fazendo? Estou tão entediado e sozinho. O programa de culinária
é tão chato, ao menos aprendi a preparar um macarrão incrível. Topa experimentar
o melhor macarrão do mundo – juro que não vou decepcioná-la – e tomar um
delicioso vinho comigo? Estou ansioso para encontrá-la. Jake.”
- Não vai
respondê-lo? – Perguntou Selena sorrindo ao ver o pequeno sorriso de Demi. –
Ele está muito interessado. Nenhum cara costuma enviar mensagem, e você já
recebeu duas mensagens dele. – Demi ponderou a ideia de responder a mensagem de
Jake, mas então pensou em que não seria uma boa ideia, primeiro porque ela não
estava à procura de um relacionamento, se apaixonar e todas as coias que vinham
com um cara como Jake e segundo: ela não sentia vontade de estar com ninguém,
não sentia vontade de viver, de casar, ter filhos e traumatizá-los como tinha
acontecido com ela.
- Eu não sei. –
Disse num suspiro. Ela não podia suportar a ideia de ter um relacionamento por
mais que quisesse muito um. Alguns homens, sem generalizar, mentiam, traiam e
usavam as mulheres como o homem que a gerou fez com Dianna, e pior, eles
abusavam de suas parceiras mesmo num relacionamento. E se Jake fosse como um
desses homens? Talvez fosse exagero pensar tamanho absurdo dele, ele tinha sido
fantástico na noite passada, havia a salvado do rapaz que queria abusá-la,
tinha bebido com ela e tinha sido um dos melhores caras com quem Demi já tinha
compartilhado a cama. Mas um relacionamento era algo muito grande.. E o que
Jake pensaria quando ela contasse a ele tudo sobre a vida?
- Demi, você
está bem? – Selena perguntou se erguendo e Demi se virou ficando deitada de
barriga para cima.
- Sinceramente?
Eu não sei. – Disse fitando o teto. – Até o domingo antes dela aparecer a única
coisa que eu queria era dormir com um cara muito gostoso que enviaria mensagem
no dia seguinte perguntando se a gente podia fazer alguma coisa. Então o nosso
relacionamento cresceria ao poucos, sabe? Com alguns meses a gente se
apaixonaria, brigaria por bobeiras, transaria apaixonadamente nos lugares mais
improváveis e finalmente eu diria a ele que o amava e ele diria que também me
amava. A gente se casaria, nada muito exagerado, teria uma lua de mel muito
divertida e com muito sexo, alguns anos depois eu descobria que tinha um
pequeno ser crescendo no meu ventre, nós duas surtaríamos com típicos gritos e
danças ridículas, o meu bebê nasceria assim como muitos outros. Nós viveríamos numa
casa bem grande com muitas crianças bonitas e cães. – A lágrima solitária rolou
pelo rosto bonito de Demi e o coração dela se espremeu no peito com dor. – Mas eu
não sei administrar toda essa situação.. O Jake é maravilhoso, ele me salvou de
um cara que tentou me drogar no pub. Mas eu não posso usá-lo e depois
descartá-lo como um objeto. É claro que ele quer mais que sexo, eu só não sei
se eu posso dar a ele mais que isso e se há espaço na minha vida agora para ele,
não depois de tudo. – Demi nunca conheceu um homem que não mentisse ou um que
não tentasse enganá-la. A prova disso eram os namoros mal sucedidos por conta
de mentiras e traições e agora o único homem que ela tinha esperanças de amá-la
de verdade era um monstro. Jake estava em sua vida não tinha mais que quarenta
e oito horas e ele tinha sido o melhor de todos. Não a julgou quando a viu
beber, não a queria como uma propriedade, não a tratou como uma pobre menina
indefesa que não podia se comportar como alguém livre e com vontades, em
momento algum ele a criticou ou a ridicularizou, ele a fez se sentir livre e
protegida.
- Você está
certa, você não pode usá-lo. – Disse Selena olhando para os olhos da amiga. –
Mas você precisa organizar os seus sentimentos e os seus objetivos, você é tão
jovem e inteligente, há tantas coisas ainda para viver. Nós vamos superar essa
história juntas, você não tem culpa Dem, não tem e eu prometo que tudo vai
ficar bem. – Automaticamente as duas se abraçaram e Selena sorriu ao ver o
sorriso lindo da amiga nos lábios.
- Você fala como
se você fosse uma velhinha. – As lágrimas rolaram mesmo com o sorriso em seus
lábios, Demi ainda se sentia péssima, mas saber que Selena estava ao seu lado eliminava
uma boa parte da tristeza que a consumia.
- Sou vinte e
nove dias mais velha que você e a única que tem juízo. – Selena tinha Demi nos
braços e sorria observando os olhos marrons da amiga tão brincalhões quanto os
seus.
- Você é muito
chata, isso sim! – Demi riu, mostrou língua e tornou a abraçar Selena como se nela
encontrasse forças e apoio e novamente as lágrimas estavam lá molhando o seu
rosto e a camisa de Selena.
- O Jake, como
ele te fez sentir? – Perguntou Selena dez minutos mais tarde enquanto brincava
com os cabelos lisos de Demi que estava quase dormindo adorando o carinho que
recebia.
- Ele me fez
gozar muito. – Brincou, mas logo estava séria sentindo como seria duro confiar
novamente em um homem. – Não fui ao pub encontrar um cara, eu só queria
esquecer de alguma forma. Beber e dançar pareciam boas opções, beijei alguns
caras e confesso que não tenho ideia do porque eu o fiz. Então ele apareceu. –
Disse num suspiro. – Tinha um estrangeiro, britânico eu acho, conversando
comigo, ele era simpático e tinha um bom papo. O Jake estava sentado em um dos
bancos do bar e eu senti o olhar dele sobre mim durante toda a noite. John,
acho que esse era o nome do rapaz, ou era Johnny, tentou colocar alguma coisa
na minha bebida durante a nossa conversa, mas o Jake não deixou, ele apareceu
do nada e me salvou. – Selena capturou o pequeno sorriso de Demi e sorriu
também. Ela mal havia visto esse tal de Jake, mas já gostava muito do rapaz só porque ele fazia Demi sorrir. – Eu
me senti segura com ele por mais que eu tenha sido uma idiota e não o agradeci
como deveria. Geralmente os barmans deixam que caras nojentos como o Jorge
drogar mulheres inocentes, até mesmo outros homens e mulheres contribuem para
essa.. coisa. Mas o Jake. – Outro suspiro e Selena soube que a possibilidade de
Demi gostar do rapaz era muito grande. – Ele me salvou, me ajudou a distrair e
fez amor comigo a noite to..
- Quem é Jorge?
– Interrompeu Selena de cenho franzido.
- John, Johnny
ou Jorge, sei lá. – Resmungou Demi. – Eu só dormi com o Jake por isso Sel, de
alguma forma eu senti que podia confiar nele e o deixei se aproximar, e
aconteceu. – Selena assentiu pegando o celular de Demi para ler mais uma vez as
mensagens de Jake.
- Quem sabe ele
não é diferente? – Disse depois que leu a primeira mensagem e depois a outra. –
E eu já disse: você é uma mulher muito especial. O que aconteceu no passado não
tem como consertar Dem, mas você pode fazer tudo de um jeito diferente na sua vida. O que importa não é o que fizeram
com você, é como você vai aplicar isso na sua vida. Pense melhor, e se for
preciso talvez até.. – Selena a olhou de cenho franzido e suspirou não
acreditando no que diria. – Converse com a sua m..mãe, reflita sobre tudo que
você viveu até esse último segundo, e não se culpe independente do que a Dianna
disser, você é tão vítima quanto ela. – Curvando-se, Selena depositou um beijo
carinhoso na testa da amiga e limpou as novas lágrimas que rolavam pelo rosto
bonito de Demi. – Quem sabe o Jake seja o
cara? Só cabe a você, minha menina bonita, a decidir a sua felicidade, eu
te amo Dem. – Trocando olhares confidentes como as irmãs de vida inseparáveis
que Selena e Demi eram, as duas se abraçaram e em meio a muita brincadeira boba
por mais triste e desanimada que Demi estivesse, elas acabaram dormindo pelo
resto de tempo que tinham até que o despertador de Demi começou a maratona de
sons irritantes até que elas estavam de pé.
***
“Mil
desculpas por não respondê-lo na noite passada, acabei dormindo, estava muito,
muito – culpa sua – cansada. Sim! Eu..”. Quieta na cadeira giratória, o que era um milagre, Demi
tinha o celular em mãos e estava a mais de meia hora tentando escrever alguma
mensagem para Jake, porém sem sucesso. Jake queria que ela o encontrasse, mas
ela não sabia se poderia encontrá-lo e receber todos os beijos deliciosos dele,
o abraço reconfortante, os bonitos olhos azuis fitando os seus.
“Mil
desculpas por não respondê-lo na noite passada, acabei dormindo. Eu estava muito,
muito – culpa sua – cansada. Sim! Eu adoraria comer o seu maravilhoso macarrão e
tomar uma pequena quantidade de vinho visto que eu, juro, que nunca mais vou
beber novamente. Ou nós podemos marcar outra coisa se você.. hum.. já fez o seu
“maravilhoso” macarrão e descobriu que ele não é comestível, foi você quem
disse que não sabia cozinhar! Estou brincando, eu adoraria encontrá-lo Jake, a
nossa noite foi realmente muito boa, não mais que a sua companhia. Demi”.
Era só clicar em enviar. Demi comprimiu a boca numa linha
e o rosto assumiu a expressão raramente séria. E se ela estivesse se metendo
numa enorme furada? Não era melhor deixá-lo para lá quieto e entediado nas
férias que ela sonhava em ter? Eram tantos problemas e tantas coisas na cabeça,
a tarde sentada a cadeira giratória tinha sido dura, Demi havia trabalhado em
tantos relatórios, e aquelas malditas pastas que Selena havia deixado em seu
escritório no dia passado estavam carregadas de problemas que só alguém como
ela dentro da empresa poderia resolver, o que era uma verdadeira dor de cabeça
já que Demi tinha que fazer uma série infinita de ligações e mandar muitos,
muitos mesmo, emails para clientes e fornecedores.
- Essa cara.. –
Disse Selena a estudando assim que adentrou o escritório da amiga sem bater à
porta. – Você tem certeza que o Jake te fez gozar muito? – Disse apenas para
provocá-la como elas sempre faziam. – E por que você não está girando como um
menino selvagem lambão nessa cadeira idiota? Pelo visto a minha irmã melhor
amiga vinte e nove dias mais nova que eu amadureceu. – Selena se aproximou
esperando Demi atacá-la com alguns tapas e respostas afiadas, mas tudo que ela
fez foi suspirar. – Nossa, você está realmente muito chata. – Dessa vez foi Selena
quem suspirou frustrada. – Dem.. – Começou a dizer puxando uma cadeira para que
pudesse sentar ao lado da amiga. – Eu sei que essa história dos seus pais é
muito séria, mas não adianta ficar se remoendo de tristeza. – Demi a olhou pela
primeira vez desde que a amiga pisou em seu escritório e observou como os
cabelos de Selena lisos com lindas curvas e castanhos ficavam ainda mais
bonitos com toda a luz do sol que adentrava a sala. Selena era um pouco mais
alta que ela, era magra, morena e dona de olhos castanhos hipnotizantes.
- Eu sei, Sel. –
Disse colocando uma mexa do cabelo castanho atrás da orelha. – É que eu me
sinto tão mal, como uma carga indesejada. – Comentou rapidamente fechando os
olhos e cobrindo o rosto com as mãos. – Eu não sei como responder a mensagem do
Jake. – Disse rápido demais e Selena pegou o celular sobre a mesa.
- Eu amo você,
olhe pelo lado bom. – Tudo bem, Selena sabia que as tentativas para arrancar
sorrisos de Demi estavam indo de mal a muito, definitivamente muito, pior. – Eu
não estou ajudando. – Murmurou deitando a cabeça no ombro de Demi, que assentiu
forçando um pequeno sorriso. – Ao menos você sorriu. – Disse Selena começando a
ler a mensagem de Demi para Jake.
- Eu não me
sinto segura com você. – Disse Demi do nada e Selena se levantou num pulo. – Own,
você é fofa, mas eu suspeito que você seja pelo menos noventa por cento
lésbica. – Selena fez careta e revirou os olhos se agarrando mais a amiga para
terminar de ler a mensagem.
- Talvez eu só
goste muito de você, chata. – Resmungou observando que Demi ainda não tinha
enviado a mensagem para Jake. – Dem, você não vai enviar? – Perguntou Selena a olhando
e Demi fez careta.
- Eu não sei. –
Murmurou entre dentes. – Eu estou traumatizada o suficiente para não querer um
relacionamento com um cara, os chifres pensam Selena. – Resmungou com desgosto
e Selena riu desacreditada. – Pensei que eu poderia transar com ele, tipo o
Justin Timberlake e a menina lá que eu esqueci o nome em amizade colorida, claro,
sem a parte que eles se apaixonam e a Time Square. – Selena a analisou dos pés
a cabeça mesmo sentada e Demi arqueou as sobrancelhas a olhando.
- Você vai
precisar de um bom bronzeado para parecer a Natalie
Portman, você está mais para o Gasparzinho. – Demi cerrou os olhos e os
revirou com vontade porque sabia que Selena odiava quando ela fazia aquilo e
cantarolou mentalmente “Keep, keep
bleeding luv”.
- Não é a Natalie Portaman! – Disse Demi como se
fosse o maior absurdo. – É a Mila Kunis. –
As duas reviraram os olhos e Demi se permitiu rir. – Enfim, eu pensei que eu
poderia encontrar um cara legal, mas Sel, acredite ou não, eu não me sinto a
vontade com a ideia de transar. – Selena mordeu o lábio inferior, franziu o
cenho e fitou os olhos marrons de Demi que carregavam culpa e medo.
- Uau, você não
querer transar é a coisa mais estranha do mundo. – Comentou Selena com certo
espanto fitando a mesa de vidro sempre organizada de Demi com blocos de notas
coloridos, uma caneca branca com estampa de corações cheia de canetas
coloridas, lápis e marca-textos, o notebook ligado com o projeto atual que Demi
trabalhava e à direita, alinhado ao notebook, estava uma pilha de documentos
que certamente Demi estudaria mais tarde. – Talvez.. – Ponderou pensativa. –
Não há nada demais na sua mensagem, Dem. Vocês podem se encontrar, conversar um
pouco, distrair sem necessariamente ter sexo envolvido. Quando aconteceu tinha
álcool em suas veias e nas dele, agora é diferente. Não acho que fará algum mal
a você, e é até bom, as meninas estão comentando que você está diferente, e
realmente, toda vez que te espio pelas persianas você está distante, séria e
triste. – Selena observou os longos e espessos cílios de Demi tremerem quando a
dona deles piscou repetidas vezes e lançou o olhar para baixo brincando com os
dedos nas pulseiras que usava no pulso esquerdo.
- Eu só estou
confusa. – Disse levantando o rosto para fitar os olhos da amiga. – Muita coisa
mudou na minha cabeça, estou tentando me acostumar, mas não é fácil. – Sem se
importar se ficaria numa posição desconfortável, Selena envolveu Demi com os
braços e a beijou no alto da cabeça sussurrando palavras doces.
- Imagino que
sim Dem. – Selena tornou a beijá-la no topo da cabeça e levantou arrumando a
saia lápis no corpo. – Não quero que você pense mais nessa história por hoje, responda
o rapaz e termine o seu trabalho mocinha, ainda faltam muitas horas para as
cinco e meia. – Demi assentiu esboçando um pequeno sorriso e quando Selena a
deixou sozinha, ela tornou a ler a mensagem e finalmente a enviou.
***
- Não é um
encontro. – A noite finalmente tinha chegado e Demi corria da cozinha para a
sala, da sala para a cozinha de seu apartamento, e claro, Selena estava ao
celular acompanhando mesmo de longe a agonia da amiga.
- “Então porque você está arrumando a casa?
Você nunca arruma a casa quando eu vou visitá-la.” – Questionou Selena do
outro lado da linha enquanto Demi verificava se tinha tudo que precisaria na geladeira
para preparar o jantar.
- Você
praticamente mora aqui, não preciso arrumar a casa para recebê-la. – Imaginando
a careta engraçada da amiga, Demi colocou o celular sobre o balcão da cozinha
colocando a ligação no viva-voz já que acabaria se machucando se continuasse a
sustentar o celular com o ombro e a se mover agilmente pela casa. – E eu não
estou arrumando a casa, só estou verificando se tenho tudo para o jantar. –
Justificou-se finalmente fechando a porta da geladeira. Jake havia respondido a
mensagem que ela havia enviado e eles passaram boa parte da tarde conversando
via mensagens e como o rapaz queria muito encontrá-la, Demi não viu um por que
para não convidá-lo para jantar em seu apartamento naquela noite. O que era bom
já que Demi mal tinha tempo para pensar em Dianna e no homem que a gerou.
- “Ele deve estar chegando, já são quase sete
e meia.”. – Disse Selena indiferente e Demi riu pegando o celular para
levá-lo para o quarto.
- Nós podemos
fazer uma noite do pijama aqui em casa, prometo que vou arrumar a casa para
recebê-la. – Demi riu e tagarelou com Selena por exatos vinte minutos, o tempo
em que decidia se ficaria com a roupa que havia vestido depois do banho ou se
escolhia um de seus vestidos, mas como ela tinha combinado com Jake que seria
um jantar em que os dois ficariam super a vontade, havia escolhido uma típica
blusa, calças jeans e sapatos de salto. – Sel, ele chegou, vou desligar. –
Disse assim que a campainha soou e quando pegou o celular viu que eram sete e
meia da noite, hora que ela e Jake combinaram.
- “Boa sorte Dem, divirta-se e qualquer coisa,
qualquer coisa mesmo, você pode me ligar. Até amanhã, amo você.” – Despedindo-se
de Selena, Demi guardou o celular no bolso, verificou o visual no espelho do
closet e correu para abrir a porta um pouco nervosa.
- Tudo bem. –
Disse a si mesma respirando fundo e então destrancou a porta e a abriu. Uau.
Jake era sem dúvida o cara mais bonito com quem Demi já tinha ficado. O suéter
azul escuro abraçava todos os músculos do torso forte e os braços musculosos.
As calças eram pretas e os sapatos também, o perfume dele era inebriante e o
sorriso de tirar o fôlego.
- Oi. – Automaticamente
Demi mordeu o lábio inferior e colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha. Ele
era demais para ela!
- Oi! – Dando
espaço para que Jake adentrasse o apartamento, Demi fechou a porta a trancando e
com o coração a mil se virou. – Você está linda. – Demi pôs-se na ponta dos pés
e levou as mãos à nuca de Jake para brincar com os fios de cabelo daquela
região quando o braço forte dele rodeou sua cintura.
- Você também,
Jake. – Demi sorriu para ele, e ele sorriu para ela. Trocaram olhares intensos
e finalmente se beijaram cheios de saudade um do outro. – Jake! – Ela ronronou
entre o beijo ao sentir algo gelado tocando a sua cintura. – O que é isso? –
Perguntou curiosa e Jake a soltou de seu abraço.
- Vinho e
chocolate. – Ele disse piscando para ela e Demi novamente ficou na ponta dos
pés para beijá-lo na boca sussurrando nos lábios dele “obrigada”. – O seu
apartamento é muito bonito. – Demi sorriu assentindo. Gostava do apartamento,
tinha o seu gosto estampado e era muito confortável e espaçoso. – Você mora
sozinha? – Perguntou enlaçando os dedos aos dela quando Demi o puxou em direção
a cozinha.
- Moro. – Puxando
um banco para que Jake se sentasse, Demi foi à busca das duas taças que havia
separado mais cedo e sorriu para o homem bonito que a olhava com admiração. – Está
preparado para cozinhar o nosso jantar? – Perguntou repousando as taças sobre o
balcão junto ao vinho e foi nesse mesmo instante que Jake a puxou para os
braços.
- É claro que
sim! Você vai ter a honra de comer o melhor macarrão de todo o mundo. – Demi
arqueou as sobrancelhas e riu de toda a animação de Jake que a segurava
gentilmente pela cintura.
- Você ao menos
já cozinhou alguma vez na vida? – Perguntou Demi naquele velho e divertido tom
brincalhão repousando as mãos nos ombros dele os massageando brevemente.
- Bem.. – De
sobrancelhas arqueadas novamente, Demi fechou os olhos ao receber beijos
quentes em seu pescoço quando Jake a puxou mais para si. – Uma vez o macarrão
instantâneo queimou, mas fora isso eu sei cozinhar muito bem. – Macarrão
instantâneo. Demi se lembrou dos seus tempos de faculdade e do pequeno
apartamento que dividia com Selena, por muitos meses elas se alimentaram
daquele tipo de comida instantânea e nada saudável, mas com o passar do tempo e com as visitas da mãe de Sel, as duas pegaram o jeito com a cozinha e se
tornaram mulheres de mão cheia, ao menos Demi já que Selena não levava muito
jeito com o fogão.
- Jake! – Ela
riu ao olhá-lo fingindo estar pensativo. – Nós não vamos passar fome essa noite,
eu estou apostando que o seu macarrão ficará uma delícia. – Disse os servindo
com o vinho super gelado que Jake havia a presenteado.
- Tudo bem,
prometo que será o melhor macarrão que você já comeu em toda a sua vida. – Demi
riu e não só naquele momento. Jake era uma verdadeira graça, havia a feito rir
durante toda a noite enquanto preparavam o tal macarrão maravilhoso e ele era
bom, sim, Jake, apesar de muito atrapalhado na cozinha, tinha memorizado todos
os ingredientes e preparado um molho excepcional enquanto abraçava Demi por
trás e cantarolava versos de várias canções americanas bebericando vinho,
beliscando pequenos pedaços de chocolate e roubando beijos de tirar todo o
fôlego de Demi.
- Ficou
realmente muito bom. – Sentados à mesa de jantar, Jake tinha acabado de servir
Demi com o fantástico macarrão que por um pouco queimaria se Demi não
desligasse a chama do fogo interrompendo o beijo caloroso que Jake e ela
trocavam. – Admita, eu tive que dar um pequeno e sutil empurrão. – Comentou
Demi depois de uma garfada e outra do macarrão para provocar o rapaz que sorriu
para ela depois de bebericar o vinho.
- Você só
desligou a chama do fogão. – Ele disse como se fosse a coisa mais simples do
mundo e Demi riu deixando que ele enlaçasse os dedos da mão direita aos da sua
mão esquerda. – Eu estou adorando o nosso jantar Demi. – As bochechas
inevitavelmente assumiram um leve rosado e Demi teve que bebericar sutilmente o
vinho antes de olhar para Jake.
- Eu também
Jake. – Ela disse esboçando um lindo sorriso para ele vez fitando os olhos
azuis hipnotizantes vez fitando os lábios bonitos. O jantar transcorreu em um agradável silêncio em
que Demi e Jake trocavam olhares e pequenos sorrisos enquanto se deliciavam do
macarrão. – Espere um minuto, eu já volto. –
Disse Demi se levantando e organizando a louça suja para levá-la para a pia.
- Deixe-me
ajudá-la. – Jake interveio se levantando para ajudar a Demi com a louça.
- Ei, não,
espere aqui. – Aproveitando que ela estava perto dele, Demi roubou um beijo de
Jake pondo-se na ponta dos pés e caminhou direto para a cozinha levando os
pratos e talheres. – Você é muito teimoso. – Disse assim que topou com Jake pelo menos cinco minutos mais tarde quando ela caminhava de volta para a sala para buscar a travessa de vidro, mas
Jake já a levava para a cozinha.
- Não tem
problema Demi, posso ajudá-la com a louça, eu não sou tão terrível assim na
cozinha. – Demi fez careta, recebeu um beijo quente e lento nos lábios e
assentiu. Não seria tão ruim ter a ajuda de Jake, ela arrumaria sozinha a
bagunça da cozinha num piscar de olhos, e agora com ajuda seria mais rápido
ainda.
- Separei alguns
filmes ou se você quiser nós podemos conversar. – Comentou Demi um pouco tensa
puxando Jake pela mão de volta a sala depois que eles arrumaram a cozinha.
- Nós podemos
fazer os dois. – Demi assentiu e se soltou de Jake para ligar a televisão e o
aparelho de DVD com o filme que havia escolhido mais cedo.
- Pipoca,
chocolate ou biscoitos? – Perguntou Demi tirando os sapatos de salto e Jake fez
o mesmo a observando.
- Não obrigada,
eu estou bem. – Apagando as luzes, a sala ficou completamente escura exceção à
luz da televisão, Demi puxou Jake pela mão para caminhar sobre o tapete e
finalmente chegaram ao sofá confortável.
- Fique à
vontade Jake. – Ela disse rindo quando ele se sentou no sofá completamente
desconfortável e sem jeito. – À vontade Jake! – Ainda rindo, Demi o empurrou e
o homem grande caiu de lado deitado no sofá. Demi o olhou e sorriu quando ele
também o fez. Será que ela estava sendo precipitada demais? Eles tinham
cozinhado juntos, jantaram trocando sorrisos e olhares significativos, lavaram a
louça e agora estavam deitados no sofá para assistir ao filme que começaria
quando ela desse play no menu
inicial. Aquilo era programa para namorados! A consciência a avisou e Demi não
fez nada mais além de se deitar ao lado de Jake e dar play no filme. – Se
comporte. – Avisou se virando para olhá-lo e os dois acabaram rindo.
- Prometo que
vou ser um bom menino. – Os olhos dele estavam fixos aos dela, Demi levou a mão
ao rosto do rapaz e o acariciou, acariciou o lábio inferior com os dedos e os
juntou aos seus num beijo rápido.
- Vamos assistir
ao filme. – Afetada com a forma que Jake a olhava e desconfortável por estar
nos braços de um homem, Demi se virou e focou a atenção no filme que tinha
acabado de começar.
O que estava acontecendo com ela? Jake não a machucaria como
o homem que machucou Dianna, era apenas um jantar, apenas um cara que ela possivelmente "gostava". Ela tinha que trabalhar para seguir a vida como se nada tivesse
acontecido. Não era como se saber que tinha sido fruto de um estupro mudaria as
coisas. Ela sempre seria aquela Demi apaixonada demais, que se doava demais, que
se importava demais. Dianna nunca a amaria. O homem que a gerou nunca a amaria se
é que ele sabia que ela existia.. Ela tinha Selena, um apartamento bacana, um
bom emprego que não deixava que absolutamente nada faltasse dentro de casa e se
ela tivesse um pouquinho de sorte e não fosse estúpida, ela poderia ter Jake na
sua vida. Quem sabe ele poderia amá-la, casar-se com ela e juntos eles poderiam
construir um lar e enchê-lo de bebês que ela poderia e lutaria para amar da
forma que ela queria que Dianna a amasse.
- Demi? – Jake a
chamou cinquenta minutos mais tarde quando o filme já estava previsível demais.
– Pensei que estivesse dormindo. – Ele disse quando Demi se virou para olhá-lo.
- Não está
gostando do filme? – Ela perguntou acariciando o peito dele sobre o suéter azul
marinho e fitando os olhos de Jake.
- Estou, e você?
– Quando ela assentiu, Jake colou os lábios aos dela num beijo rápido. – Você
sempre frequenta o Cafe? – Perguntou deslizando e subindo a mão pela silhueta
do quadril de Demi.
- Às vezes, a
primeira vez que eu estive lá foi há seis anos. Eu tinha dezesseis anos e o
André me levou para conhecer o lugar junto com a Sel, foi o primeiro pub que a
gente conheceu. – Demi sorriu ao se lembrar de André, o entregador de pizza
sexy, como ela e Selena o chamavam. Céus! Onde ele estava? Ele tinha sido um
dos seus poucos namorados que não a traiu e o mais gentil de todos.
- Deixe-me
adivinhar, ele era o seu namorado. – Demi assentiu rindo da careta de Jake. –
Vocês beberam muito? – Jake perguntou esboçando um sorriso esperto ao subir
mais a caricia que fazia no quadril de Demi para a costela esquerda, mas Demi
revirou os olhos e levou a mão dele para o seu quadril já imaginando onde seria
a próxima estadia se ela permitisse que ele subisse mais a mão.
- Não muito, mas
a gente tinha identidades falsas. – Disse sorrindo ao se lembrar daquela noite.
- Ele foi o seu
primeiro namorado? – Jake perguntou e Demi assentiu sorrindo ao se lembrar das
suas loucas aventuras com André no cômodo debaixo da escada do apartamento que
morava com a mãe e a avó.
- Não exatamente, mas o
primeiro sério. – Jake assentiu
entendendo o que Demi queria dizer e roubou um longo beijo.
- Por que vocês
terminaram? – Demi arrumou algumas mechas do cabelo atrás da orelha e fixou os
olhos aos de Jake, ele parecia tão interessado em saber mais sobre o seu
relacionamento com André.
- Ficamos um ano
e meio juntos, a gente se entendia, mas eu tinha o meu objetivo e ele tinha o
dele. Terminamos quando eu fui aceita na faculdade, ele morava no outro lado da
cidade e trabalhava o dia inteiro e entregava pizzas à noite, nós ainda
tentamos, mas não deu certo. – Terminar com André tinha sido um golpe duro, mas
foi graças ao relacionamento com o jovem entregador de pizza que Demi
amadureceu e aprendeu que o amor não era um conto de fadas e que nem sempre as
coisas eram fáceis como acontecia nos filmes. – E você? Quando foi o seu primeiro relacionamento sério? –
Perguntou sem se cansar de acariciar o rosto de Jake na ponta de seus dedos e ela
depositou um beijinho demorado nos lábios dele.
- Bem.. – Ele
começou a dizer rindo repousando a mão na lateral do quadril feminino. – Eu
tinha quatorze anos, e não foi bem um
relacionamento sério. – Demi revirou os olhos, mas riu. – A gente
estudava na mesma escola, mas não foi nada mais que uma noite.
- Homens! – Ela
disse revirando os olhos e se surpreendeu quando Jake a beijou
calorosamente.
- Vocês mulheres
não vivem sem a gente. – Ele disse depositando um beijo na bochecha
dela e Demi
se aconchegou ao abraço de Jake quando se virou.
- E nem vocês. –
Retrucou Demi fechando os olhos. No trabalho tinha sido tão cansativo e havia
sido o primeiro dia de todos os anos que Demi trabalhava na Gyllenhaal e que ela
tinha odiado estar trancada no escritório e trabalhando sem pausa alguma. Era o
que acontecia quando ela não tinha uma boa noite de sono.
- Você deve
estar cansada. – Disse Jake vinte minutos depois. Demi lutava para ficar
acordada, os olhos piscavam declarando a luta dela e tudo que ela dizia era
“Humrum” sem ao menos processar o que Jake havia dito. – Demi? Vou levá-la para
cama, tudo bem? – Demi franziu o cenho e se ergueu bocejando.
- Droga. –
Murmurou envergonhada. – Eu estou bem. – Jake riu da cara de sono dela e Demi
pensou que ela era uma completa idiota. Eles haviam jantado juntos e Jake
deveria estar esperando algo a mais.
- De qualquer
forma está tarde. – Verificou a hora no relógio de pulso e os olhos azuis se
arregalaram. – Muito tarde, e você tem que trabalhar amanhã cedo. – Disse
calçando os sapatos e Demi assentiu chateada consigo mesma também calçando os
sapatos de salto.
- Se bem que
esse filme não ajudou em nada. – Comentou se levantando junto com Jake para
acompanhá-lo.
- Tudo foi
perfeito. – Disse Jake quando Demi abriu a porta do apartamento. – Ei, não
precisa descer comigo, você está cansada e quente, aqui fora está frio.
- Está tudo bem,
só quero acompanhá-lo. – Demi trancou a porta do apartamento guardando a chave
do bolso da calça e abraçou Jake pela cintura gostando de forma absurda de como
os braços dele ficavam bem envolvendo a sua cintura.
- Você é
simplesmente linda. – Elogiou quando eles já estavam dentro do elevador em
completo silêncio. Demi olhou para cima e sorriu encontrando os olhos dele sobre
ela, aconchegou-se mais nos braços de Jake e o sorriso se alargou quando ele a
apertou nos braços e a beijou na bochecha. – Tem certeza que quer ir lá fora?
Está frio. – O elevador tinha acabado de chegar ao hall do prédio.
- Não tem
problema. – Demi engoliu o riso ao ver o casal homossexual que se preparava
para adentrar o elevador olharem-na de cima a baixo como eles sempre faziam e
comentarem algo a respeito certamente de Jake.
- Demi. – A rua
geralmente movimentada durante o dia estava deserta àquela hora da noite, poucos eram os carros que transitavam por ali e fazia um pouco de frio. Demi fitou
Jake a sua frente, pelo menos vinte centímetros mais alto que ela, respirar
fundo e olhá-la sorrindo. – Eu realmente adorei o nosso jantar. – Disse
arrumando as mechas do cabelo dela que o vento havia bagunçado atrás das
orelhas quentes por conta do recente cochilo. – Adorei cozinhar, conversar e assistir
aquele filme que eu nem sei o nome abraçado a você. – Os dois riram e se
encaixaram perfeitamente um nos braços do outro. Quando trocar olhares intensos
já não era o suficiente, beijaram-se calorosamente, ofegaram e trocaram outro
beijo.
- Obrigada pela
noite, Jake. – Sem jeito, Demi o beijou na bochecha e sorriu sem graça
aproveitando para espalmar o peito dele. – E desculpe por cochilar,
definitivamente não fazia parte dos meus planos. – Jake riu assentindo e a
beijou mais uma vez.
- Quando nós
podemos nos encontrar? – Perguntou deslizando as pontas dos dedos pelo rosto de
Demi que secretamente estava surpresa. Um novo encontro denunciava um grande
interesse da parte dele. – Que tal para almoçar? Você tem algum horário livre?
- Claro, nós
podemos combinar. – Disse esboçando um tímido sorriso ao olhá-lo nos olhos.
- Podemos. Tenha
uma boa noite, Demi. – Jake segurou gentilmente o rosto dela e
beijou-lhe os
lábios com carinho se despedindo. – Eu realmente quero que isso aconteça entre a gente. – Ele disse quando já estava a pelo menos dois passos longe dela e Demi assentiu engolindo em seco e forçando um sorriso.
- Tenha uma boa
noite, Jake. – Acenando, ela o viu partir em direção ao carro preto estacionado
no outro lado da rua. Será que ele valia a pena?
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