18.7.14

Capítulo 1


Sexta-feira. O corredor amplo e bem polido era pisoteado por estudantes cansados demais de um dia de aula. Todos pareciam desesperados para voltar para casa. Uns apenas buscavam por seus objetos pessoais e os materiais escolares nos respectivos armários loucos para fugir daquele lugar.. Já outros eram trancados nos armários pelos valentões do ensino médio. A típica faxineira resmungava ao ver os bolos de chiclete grudados nas carteiras e até no chão, sem contar o zelador molestador de garotinhas.. Mais um dia de terror na escola.

   - Daniel Jonas, advertência! – Não! Isto significava que ele estava expulso da Buckley School! Expulso!

   - O que eu fiz? – O garoto tirou o boné da cabeça e passou as mãos pelos cabelos os bagunçando e bufou irritado. – Ele estava preso no armário. – Daniel apontou para o garoto que já estava no final do corredor e logo olhou indignado para a diretora.

   - Eu não quero saber das suas desculpas, mocinho. – Velha desg... Daniel semicerrou os olhos ajeitando a mochila nas costas e a outra mochila com o violão. – As regras são claras, nada de instrumentos musicais, bonés e muito menos trancar os seus colegas no armário. – A diretora, a senhora Truscott parecia impaciente fitando o garoto.

   - Eu não o tranquei. – Disse como se fosse o maior absurdo do mundo. Ser um valentão era como se ele estivesse indo contra todos os ensinamentos dos pais.

   - Dan, papai está nos esperando. – Daniel encarou a diretora por breves segundos com os olhos cerrados. Aquilo não ficaria assim. Estava tão distraído a ponto de não perceber a presença da irmã. Ora, que diabos Elizabeth faria com aquele tanto de livro? A irmã mais nova era a miniatura da mãe. Entretanto os cabelos eram castanhos claros e os olhos como os do pai: castanho-esverdeados.

   - Lembre-se Jonas, você só entra neste instituto de ensino na segunda-feira acompanhado por seus responsáveis. – Passando as mãos pelo terninho azul marinho, a diretora acenou brevemente para a pequena Elizabeth e virou as costas.

   - Eu odeio esta escola. – Sussurrou caminhando ao lado da irmã.

   - Você tem notícias da mamãe? – Lizzie perguntou ao irmão tendo que olhar para cima para fitar os olhos do mesmo. Daniel com quase dezessete anos estava com a mesma altura que o pai. Não era forte, mas também não era magro demais. Os cabelos castanhos escuros curtos nas laterais da cabeça e maiores em cima.

   - Ela não responde minhas mensagens. – Disse semicerrando os olhos quando a luz do sol lhe pegou de surpresa. – E você? – Perguntou fitando Elizabeth e a “biblioteca” que ela carregava nos braços.

   - Também não. – Lizzie esperou o irmão abrir a porta do carro para que pudesse adentrá-lo. Ao menos teria um final de semana maravilhoso devorando livros.

   - Uau. Esta energia positiva de vocês está me contagiando. – Ironizou ao fitar os filhos claramente entediados no banco de trás. Joseph aos trinta e nove estava na lista dos homens mais sexies do mundo. A idade só lhe trouxera músculos e o deixara mais sexy. Muito sexy..

   - Nós podemos ir para casa? – Perguntou Daniel deslizando o polegar freneticamente pelo ecrã do Iphone.

   - Você tem notícias da mamãe? – Perguntou Elizabeth brincando com os cabelos do pai enquanto o mesmo dirigia.

   - Ela não responde minhas mensagens. – Elizabeth franziu o cenho ao olhar para o irmão. – Vocês têm notícias dela? – Perguntou olhando para a filha pelo retrovisor.

   - Ela também não responde minhas mensagens. – Disse Daniel guardando o Iphone no bolso da calça. – Nós podemos ir para casa? – Tornou a perguntar. Joe observou o filho por segundos e percebeu que ele não estava bem. Caso estivesse, Elizabeth e Daniel estariam brigando como cão e gato. Fora que Dan era um garoto alegre e cheio de energia positiva.

   - Tem jogo hoje. – Toda sexta-feira Joseph jogava futebol com os irmãos e os amigos. A única vantagem era que o esporte o ajudava a manter-se em forma junto com a academia.

   - Não podemos ficar em casa? – Choramingou Elizabeth. – Eu prometo cuidar de Dan e do cachorro. – Tornou a choramingar tombando a cabeça para trás. Futebol era um saco!

   - Sinto muito crianças. – Seguiram para casa em silêncio. Joseph tentara puxar assunto, mas parecia que ninguém estava disposto a prolongar a conversa. – Vinte minutos. – Disse fitando o relógio que ganhara de Demi.

   - Você está brincando? – Elizabeth arregalou os olhos. – Vinte minutos não é meu banho! – Resmungou franzindo o cenho.

   - Você perdeu dois minutos resmungando, mocinha. – Joe sorriu ao vê-la adentrar a casa acompanhada por Daniel pisando duro. Elizabeth era a cópia perfeita da mãe. Tinha a personalidade forte e desafiava tudo e a todos. O rádio tocava Drive, um dos hits de Miley. Joe esticou as pernas e levou as mãos para trás da cabeça acomodando-se ao banco. Por um momento permitiu-se pensar nas aventuras com Demetria.. Estava com tantas saudades dos beijos, das caricias e de estar com ela. Nos quase doze meses vira Demi poucas vezes. No começo do ano ele viajou com os filhos para o Canadá para que pudessem comemorar o dia das mães, e quando a turnê de Demi passara por Los Angeles encontraram-se apenas por dois dias e duas noites. Joe preferiu afastar as lembranças das poucas e quentes noites que passara com Demi, tudo que ele não precisava era ficar excitado..

   - Onde está Lizzie? – Disse assim que Daniel adentrou o carro.

   - Ela estava na cozinha. – Comentou distraído checando as mensagens no celular.

   - Está tudo bem? – Perguntou. Estava tão preocupado com o seu garoto.

   - Promete que não vai brigar? – Daniel olhou cautelosamente para o pai.

   - Pelo amor de Deus! Você não engravidou nenhuma garota, engravidou? – Joe surpreendeu-se ao ver o garoto ficar corado e completamente sem jeito.

   - Pai! Não. – Disse rapidamente envergonhado. – É só uma advertência. – Joe respirou fundo e acomodou-se ao banco.

   - O que aconteceu? – Perguntou desligando o rádio. – Sua mãe vai ter um infarto. – Daniel sabia que a mãe iria matá-lo. Aquela era a última advertência que ele poderia tomar. Agora eram quatro advertências e uma suspensão na metade do ano letivo e significava que ele estava expulso da Buckley School.

   - Pai, eu não entendo. – Disse guardando o telefone. – Alguns garotos da minha classe usam boné e outros tocam violão, por que eu não posso? Tudo que eu faço naquela porcaria de escola é motivo para polêmica. – Só tinha uma explicação e Joe era ciente dela.. – Na hora da saída eu estava esperando Lizzie, mas o pessoal do time prendeu um garoto dentro do armário e eu o ajudei. Mas a diretora acha que fui eu. – Daniel fitou Elizabeth adentrando o carro e franziu o cenho. Uma bolsa térmica?

   - O que foi? – A garota ajeitou a bolsa no colo. – Eu não quero passar fome e sede no estádio. – Daniel revirou os olhos e bufou irritado.

   - Lizzie, nós vamos jogar bola, não morar no estádio. – Por Deus! A paz entre aqueles dois não existia. Nos quase trinta minutos até StubHub Center Daniel e Lizzie discutiram, ou melhor, quase guerrearam sem cessar. Cada um com um argumento melhor. Deus! Eles eram a cópia perfeita da mãe, argumentativos. Joe tinha certeza que eram.

   - Quietos! – Joe franziu o cenho ao vê-los ofegar. Por Deus! Elizabeth tinha uma faca de plástico em mãos e ameaçava o irmão. – Eu juro que não vou me arrepender de acertar umas boas palmadas em vocês. – Daniel e Elizabeth assustaram-se ao fitar o pai. Quem costumava fazer ameaças e as cumprir era Demi. Joe sempre era calmo e compreensivo, mas tudo tem limites. – Mais uma ofensa e à coisa vai ficar feia. – Lizzie e Dan assentiram ainda assustados, dificilmente o pai os advertia de tal forma. Quando Joe finalmente estacionou, Daniel e Lizzie pareciam mais aliviados e menos desconfortáveis um com o outro, aliás, estavam livres para manter toda a distancia possível, o StubHub era grande o suficiente para isto.

   - Você pode ligar para a mamãe? – Daniel perguntou enquanto atravessavam a rua. Lizzie ao lado esquerdo de Joe e Dan ao lado direito do pai.

   - Preciso me trocar, depois eu ligo tudo bem? – Joe o olhou rapidamente e o garoto assentiu. – Por favor, não quero ser chato, mas esta desunião entre vocês me deixa triste. - Ora, eram diferentes. Cada um com sua personalidade difícil e opiniões muito diferentes. O que Dan e Lizzie não sabiam era que aquela rivalidade acabava deixando o pai chateado. Joe sempre tivera amizade com os irmãos e esperava que os seus filhos também fossem unidos e compartilhassem uma amizade verdadeira. – Prometam para mim que não vão brigar enquanto o velho aqui se exercita? – Daniel olhou para Lizzie, e Lizzie olhou para Dan. Assentiram calados, mas acabaram rindo junto com o pai. – Cuide da sua irmã. – Joe beijou a testa de Lizzie carinhosamente e apenas piscou para Dan antes de deixá-los na arquibancada.

   - Você contou para o papai que está expulso da escola? – Daniel assentiu enquanto se sentavam nas primeiras cadeiras da primeira fila. – Daniel, você está muito ferrado. – Daniel apenas assentiu novamente. Ferrado era pouco. Quando a mãe voltasse para casa ele estaria ferradíssimo, mais do que já estava.

   - É melhor você não contar nada para a mamãe. – Advertiu-a. Elizabeth era os olhos e os ouvidos de Demi, ela sempre ferrava o irmão em todas as oportunidades e não oportunidades que tinha. – Eu quero contar, tudo bem? – Dan fitou os olhos da irmã e a mesma assentiu.

   - Você sente muito falta da mamãe? – Lizzie perguntou depois de alguns minutos de silêncio.

   - Sinto, você sabe que todos nós sentimos falta da mamãe, mas daqui a alguns dias ela vai estar conosco. – Daniel desviou o olhar do campo de futebol para fitar a irmã. Até as sardas de Demi a pequena Elizabeth herdara. Daniel sorriu para a irmã e a abraçou de lado por alguns segundos. Por mais que tivessem suas diferenças, eles se entendiam.

   - Eu estou sonhando? – Joe sorriu de orelha a orelha ao vê-los abraçados. Ah! Seus bebês eram tão lindos.

   - Talvez. – Lizzie sorriu para o pai e logo desgrudou-se de Dan. – Aproxime-se. – Disse ao pai enquanto mexia na bolsa.

   - O que você vai fazer? – Joe franziu o cenho, mas aproximou-se.

   - Quando mamãe está fora eu sou a mulher da casa. – Lizzie finalmente achou o que procurava. – E eu tenho que cuidar de vocês, homens irresponsáveis e despreocupados. – Daniel gargalhou da cara do pai enquanto Lizzie esparramava o liquido pastoso pelo rosto do mesmo.

   - Uau. – Joe realmente não esperava por aquilo. – Eu não sabia que eu era um homem irresponsável. – Disse fitando os olhos castanho-esverdeados da filha.

   - Pois é, mamãe me orientou sobre homens. – Elizabeth parecia despreocupada enquanto cobria o rosto do pai com o protetor solar. – O sol está forte, aliás, o senhor almoçou papai? – Perguntou arqueando as sobrancelhas.

   - Comi pizza. E vocês? – Como estudavam pela manhã e tinha aula de educação física no inicio da tarde, Lizzie e Dan costumavam almoçar no colégio já que Joe trabalhava à tarde. Só quando Demi estava em casa que ela os buscava para o almoço e os levava de volta para a escola e os esperava na casa de Dianna ou Denise, acontecia toda sexta-feira.

   - A comida da cantina é horrível. – Disse Daniel e Lizzie assentiu. – Você ligou para a mamãe? – Perguntou.

   - Elizabeth. – Joe a repreendeu. Tudo bem, ele sabia que ela só queria cuidar dele, mas protetor solar atrás das orelhas já é demais. – Ligue para ela, o pessoal está me esperando. – Joe entregou a carteira junto com as chaves e o celular para Dan o orientando de como deveria proteger a irmã no meio daquele tanto de homem. O estádio não estava lotado, era apenas o pessoal do time e poucas pessoas na arquibancada, mas como Joe era protetor e ciumento demais quando se tratava de Lizzie, todo cuidado era pouco. Sua garotinha já tinha os seus quinze anos e ele sabia que ela era graciosa demais e que os homens a apreciava..

   - Está chamando? – Lizzie perguntou observando o irmão impacientemente.

   - Eu aposto que a mamãe esqueceu o celular na poltrona do avião ou esqueceu-se de carregá-lo. – Lizzie assentiu balançando a cabeça. Sabia que a mãe, às vezes, ou quase sempre.. era muito lerda e também sobrecarregada e acabava se atrapalhando.

   - Eu odeio futebol. – Lizzie buscou o Ray ban wayfarer na bolsa junto com os headphones, tudo que tinha a fazer era cochilar até aquele maldito jogo acabar. – Daniel, você quer comer alguma coisa? – Perguntou para o irmão que já observava o jogo.

   - Você trouxe barra de cereal? – Perguntou sem ousar em desviar os olhos do jogo. Lizzie revirou os olhos e entregou para o irmão a barrinha de cereal.

   - O que você está fazendo? – Os olhos verdes estavam cerrados e fixos aos castanho-esverdeados da irmã.

   - Eu preciso de um ombro para cochilar. Um ombro largo, ok? – Mulheres! – Se alguém fizer gol não se levante e não grite. – Música, confere. Óculos escuros, confere. Ombro largo também confere. Lizzie ajeitou a cabeça no ombro do irmão e o beliscou quando o mesmo a chamou de chata. Ora, ela era uma garota e queria passar longe de estádio e futebol, mas estava lá. Então a única coisa que poderia ser feita para recompensá-la era implicar com Dan.


Matá-lo! Lizzie precisava pensar em um plano brilhante para ferrar de vez com a vida de Daniel. Céus! Aquele garoto não parava de gritar. Ela tinha certeza que ele fazia para implicar.. E como tudo podia melhorar.. ou não, Bryan se juntou a eles. Bryan com seus cabelos amarronzados e olhos azuis era de tirar o fôlego de qualquer garota, ele era um pouco mais velho que Lizzie e um pouco mais novo que Dan. Claro, Elizabeth era a última a nascer da família, a caçula. Perguntara-se onde diabos Alena estava. Caso a prima estivesse lá, elas poderiam conversar, caminhar e quem sabe jogar alguma coisa juntas. Mas Alena passava boa parte do tempo com a mãe e quando não estava com esta, estava na escolinha de balé. Lizzie preferia livros, séries, filmes e arriscar-se no piano por diversas horas. Demi era sua parceira de travessuras, aliás, a própria mãe era sua melhor amiga. E não é nada legal quando sua melhor amiga te deixa sozinha.


   - Elizabeth! – Daniel a chamou assim que a mesma levantou-se rapidamente dizendo apenas “Vai se ferrar”. Às vezes Lizzie parecia mais com a mãe do que muitos diziam. O comportamento rebelde e explosivo surpreendia a todos, Lizzie era exatamente como Demi quanto tinha os seus quase quinze. Em um movimento brusco a bolsa que a menina usava foi ao chão, irritada, Lizzie agachou-se para pegá-la. Depois de respirar fundo, Lizzie decidiu que o melhor a fazer era caminhar. Só assim ela poderia pensar sobre a vida e bolar um plano para vingar-se do irmão. Estava cansada de caminhar, deveria ser a segunda volta que dera envolta do campo. Talvez agora ela atendesse. Lizzie pegou o Iphone na bolsa e discou o número que sabia de cor. Um toque, dois toques, três toques e desligado. Ora! Estava chamando e Demi não atendia. Lizzie tornou a guardar o telefone na bolsa e quando olhou para frente o sorriso quase explodiu em seu rosto.

   - Oi meu amor. – Demi a abraçou com toda a força que tinha, beijou-lhes o rosto e disse que a amava. Estava morrendo de saudades.

   - Eu estava com saudades. – Elizabeth não ousou em partir o abraço, voltou a enterrar a cabeça no pescoço da mãe para matar toda a saudade que tinha. – Eu não quero te largar. – Disse rindo.

   - Eu também não. – Demi sorriu amplamente enquanto acariciava os cabelos da sua menina. – Por que você estava sozinha? – Perguntou calmamente assim que Lizzie partiu o abraço.

   - Daniel estava me perturbando. – Demi revirou os olhos e fez careta. Ela precisava fazer alguma coisa. Daniel e Lizzie precisavam dar uma trégua. – Você está linda mamãe. – Lizzie parecia encantada ao olhar para a mãe. Demi realmente estava linda. Os cabelos loiros jogados de lado, a típica maquiagem que jamais a abandonara. Céus! E aquela espécie de blusão-vestido de linha rosa bebê que batia exatamente no meio das coxas grossas. Lizzie tinha a certeza que o pai iria ter uma crise de ciúmes.. E para fechar com chave de ouro Demi usava uma bota rasteira de cano baixo country de cor clara.

   - Só não mais que você. – Demi riu ao vê-la corar e a abraçou novamente. – Vamos atrás do seu pai e do seu irmão. – Demi ouvia de bom grado cada história que Lizzie contava. A garota parecia radiante ao lado da mãe, Demi também não estava diferente, sorria e gargalhava junto com Lizzie.

   - Eu vou acordá-lo. – Lizzie estreitou os olhos ao ver o irmão cochilar na cadeira, seria a vingança quase perfeita..

   - Beth, deixe-me acordá-lo. – Demi queria apertar as bochechas de Dan como sempre fazia e abraçá-lo calorosamente.

   - Ele me perturbou à tarde inteirinha, não me deixou cochilar. É a vingança perfeita. – Lizzie fez biquinho, mas a mãe a repreendeu.

   - Depois você se vinga. – Demi piscou para Lizzie logo subindo o primeiro degrau que dava acesso a primeira fila de cadeira. – Dan, acorda meu amor. – Demi lembrou-se do seu pequeno e sorridente menino. Céus, passaram-se dezessete anos? Lembra-se de como o seu pequeno era danado, de como ele era fofo e fazia de tudo para conquistá-la.. – Bebê, acorda. – Demi beijou carinhosamente a testa do filho e o mesmo abriu os olhos. – Oi. – Demi sorriu de orelha a orelha ao vê-lo sorrir.

   - Eu estava com saudades. – Daniel a abraçou calorosamente apertando-a contra o peito. – Você está linda. – Demi sorriu ao receber um beijo na bochecha.

   - Vocês estão me deixando envergonhada. – Demi virou-se e deparou-se com Lizzie que os observava nada feliz.

   - Daniel! – Elizabeth semicerrou os olhos e o irmão estremeceu! Droga! Lizzie iria entregá-lo. – Mãe, Dan est.. – Antes que Lizzie pudesse completar a frase, Demi desviou o olhar da filha para encontrar o de Joe aproximando-se deles. O coração quase saiu pela boca. O suor escorria pelo peito moreno esculpido. Os ombros largos e os braços fortes. Por Deus! Seu homem era completamente lindo.

   - Pequena? – Joe sorriu de orelha a orelha ao vê-la. Então a loira gostosa que os jogadores secavam era a sua Demi? Ela estava linda. – Você está maravilhosamente linda. – Demi corou e sorriu envergonhada.

   - Não é para tanto. – Demi o olhou e mordeu o lábio inferior. Estava louca para beijá-lo.

   - Eu estou louco para te abraçar, mas preciso de um banho. – Joe sorriu completamente sem graça. Ele passara as últimas duas horas correndo atrás de uma bola, estava melado de suor e não cheirava muito bem, e a sua garota estava lá.. – Prometo que é rápido. – Joe não deixava de fitar os olhos dela. Estava morrendo de saudades. Depois de segundos fitando-se, Joe piscou para Demi e desceu o primeiro degrau para caminhar para o vestuário. Joe estava muito mais malhado e forte do que estava há alguns anos. No antebraço direito tatuara o símbolo que significava “Me ajude a te ajudar” e nas costas do mesmo braço tatuara um coração vazado e uma flecha. Demi o seguiu com os olhos até o mesmo sumir no meio de homens fortes e sem camisa.

   - Ele está morrendo de saudades. – Comentou Lizzie. – Papai dormiu todas às noites abraçado com o seu travesseiro. – Demi sorriu para a filha. Foram noites difíceis sem Joe. Para amenizar a saudade, eles se comunicavam todas as noites antes de dormir. E Demi sempre dormia com uma camisa dele e com o ursinho de pelúcia que ganhara do mesmo.

   - Lizzie é muito curiosa mamãe. – Daniel fuzilou a irmã com os olhos por breves segundos e abraçou a mãe de lado. – Eu gostei do seu cabelo. – Daniel sentou-se ao lado de Demi observando-a. Sua mãe com certeza era a mulher mais linda de todo o planeta.

   - Você também não fica para trás. – Demi riu da careta que o menino fizera e beijou-lhes a bochecha carinhosamente. – Sente-se Lizzie. – Lizzie sentou-se no colo da mãe e descansou a cabeça no tórax da mesma e ficou a fazer caretas para o irmão.

   - Você chegou que horas? Nós estávamos tentando te ligar, mas só dava caixa postal. – Dan ignorou as caretas da irmã e olhou para a mãe.

   - Eu cheguei agora pouco. – Demi fitou os olhos do filho enquanto brincava com os cabelos de Lizzie. – Meu celular descarregou. – Demi riu da careta de Daniel. Geralmente ela recebia criticas duras em relação a celular.

   - Dan pensou que você esqueceu o celular na poltrona do avião. – Demi gargalhou gostosamente. Aquilo já acontecera diversas vezes.

   - Eu só esqueci uma vez. – Defendeu-se e Daniel e Lizzie assentiram com um “Aham”. – Vocês estão aqui desde que horas? – Demi perguntou observando o estádio. Já era final de tarde e começara anoitecer rapidamente.

   - Papai nos buscou na escola e nos levou para casa para tomar banho e nos arrumar em vinte minutos. – Choramingou Elizabeth.

   - Como você sabia que estávamos aqui? – Perguntou Daniel curioso.

   - Paparazzi.- Demi revirou os olhos. Conforme os anos se passaram e a fama aumentara os malditos paparazzi não deixava a sua família em paz.

   - Lá vem o papai. – Demi o procurou com os olhos e o encontrou aproximando-se junto de Nick e Bryan. Por Deus! Joe era de tirar o fôlego. Demi abraçou Bryan calorosamente e logo Nick. A cada elogio ela corava mais um pouquinho..

   - Oi. – Joe sorriu timidamente olhando-a. Demi murmurou um “oi” também tímida e aproximou-se mais os fazendo rir. – Eu estou morrendo de saudades. – Sussurrou colando o corpo ao dela. Sentir o calor do corpo dela era como estar em casa depois de uma eternidade longe. O olhar preso ao dela. As respirações se misturando enquanto os lábios tocavam-se superficialmente. As pálpebras fecharam-se ao sentir a pressão dos lábios dele contra os dela. Um beijo de amor cheio de saudade. Ficar tanto tempo longe um do outro nunca mais viria à tona. Era castigo demais ficar longe dos braços de quem você ama. Tempos sem sentir o calor do corpo de Demi contra o dele eram maus tempos.

   - Amo você. – Demi sussurrou nos lábios dele sem querer deixá-los. – Muito. – Sussurrou no ouvido dele o abraçando calorosamente.

   - Eu também te amo bebê. – Joe beijou a bochecha de Demi abraçando-a com aquele típico abraço de urso. – Eu não quero te soltar. – Sussurrou a fazendo rir.

   - Eu também não. – Demi encaixou a cabeça ao pescoço de Joe e aproveitou com todas as fibras do seu ser o tempo que ficara nos braços dele. – Chato. – Demi mostrou língua para Nick enquanto caminhavam. Ora, ela estava morrendo de saudades de Joe, e Nick os atrapalhara.

   - Nós temos todo o tempo do mundo para matar a saudade. – Sussurrou Joe abraçando-a por trás enquanto caminhavam para fora do estádio.

   - Claro que temos. – Demi o olhou sobre o ombro e sorriu ao receber um selinho. – Eu estou louca para ir para casa. – Suspirou frustrada. Estar confinada dentro de um avião por várias horas junto de pessoas desconhecidas que observava todos os seus movimentos atentamente não era estar muito confortável. Tudo que Demi mais queria era estar aconchegada em sua cama quentinha e macia depois de meses longe dela abraçada a Joe.

   - Está muito cansada mamãe? – Daniel perguntou olhando admirado para os pais. Era meio louco. A maioria dos alunos da classe tinha pais separados ou que brigavam o tempo todo. Mas os seus pais eram tão diferentes. O amor que existia entre eles sempre estivera vivo desde que o garoto começara a entender as coisas.

   - Estou bebê. – Demi sorriu o olhando. Estar em turnê durante um ano não era brincadeira. A pressão psicológica era fatal. Fora a saudade sufocante que estava de casa e dos seus amores.

   - Uau. – Nick arregalou os olhos ao ver a quantidade de paparazzi que os esperava no lado de fora do estádio.

   - Está com segurança? – Lizzie perguntou para a mãe.

   - Eles levaram as minhas malas para casa. – Demi comprimiu a boca em uma linha. Seria complicado passar por aquele tanto de paparazzi apenas com os seguranças do estádio. Despediram-se de Nick e Bryan calorosamente e Demi prometera que iria os visitar o mais breve possível. Quando era mais tarde, depois do stress com os paparazzi, e do longo engarrafamento finalmente chegaram em casa.

Continua.. Então. Está aqui o primeiro capítulo. Daniel já está expulso da escola.. A Demi vai surtar, preparem-se para o próximo capítulo... Beijos!


12.7.14

Prólogo - Staying Strong

   - Honey.. – A cutucou pela terceira vez. – Honey! – Pierre revirou os olhos e bufou irritado. Demetria Lovato poderia ser a diva da música, mas naquele salão francês a única diva era ele. – Eu vou logo avisando, se o seu cabelo ficar manchado e cair descolorante nos seus headphones a culpa não é minha! – Vendo a sua estrela revirar os olhos e guardar os headphones na bolsa, Pierre pudera respirar novamente. Demi Lovato era um problema quando se tratava de cabelos.
   - O que deu nele? – Demi cruzou as pernas e fitou Louis atrás do balcão.
   - Demi querida, se você continuar trocando a cor do cabelo de minuto em minuto você vai ficar careca! – Louis largou a revista de moda no balcão e caminhou até Demi. Era esbelto, porém forte. Olhos azuis e cabelos negros.
   - O Jonas vai te dar um pé na bunda caso você apareça careca, querida. – Pierre sorriu cinicamente para Demi. – E nós não queremos isso. – Demetria semicerrou os olhos ao encará-lo. Bitch!
   - Não queremos. – Demi tombou a cabeça e fechou os olhos. Ficar loira era um saco! Primeiro você tinha que passar praticamente um dia inteirinho no salão. Segundo não é interessante quando dois caras querem roubar o seu homem. E terceiro porque tinha que demorar tanto?
Graças a Deus ela voltaria para casa. Estava com tantas saudades dos seus bebês, saudades de discutir com Joe e até de passear pelo condomínio com o cachorro. E da tarde das garotas? Céus! Nunca pensara que iria gostar.. Mas cozinhar era excelente. Acontecia todo final de semana. Todos se juntavam para passar ao menos um dia juntos como uma grande família. As mulheres costumavam cozinhar, jogar poker ou até mesmo arriscar-se a jogar futebol com os rapazes. Demi amava a vida que levava longe dos holofotes. Os adolescentes discutiam seus dilemas e costumavam gargalhar das trapalhadas dos pais e avós. Demi podia sentir aquela energia maravilhosa correr em suas veias. Sentia-se tão sozinha quando estava longe de casa trabalhando. Era como se a sua parte mais viva ficasse em LA juntos dos filhos e de Joe, em casa ela não era a celebridade que ganhara uma premiação ou lotara um estádio. Era apenas ela. A Demi esposa que amava discutir e fazer amor com Joe, a Demi mãe que tinha o coração enorme e acolhedor e a Demi mulher cheia de dilemas e incertezas, mas que era extremamente feliz por ser exatamente quem ela era.
   - Baby, quieta. – Pierre parecia mais concentrado que o normal. Ora, fora ele quem pintara os cabelos de Demi de vermelho, loiro, preto, castanho, mel e uma lista gigante de cores.. Ao menos Joe não poderia reclamar. – Querida, você está uma rainha. – Demi sorriu ao olhar-se no espelho. Loira!
   - Você é um gênio. – Em um impulso ela o abraçou completamente feliz. Há tempos Demi queria chegar a aquele tom. Estava tão perfeita.
   - Demi Lovato eu te adoro. Mas não quero vê-la neste salão pelos próximos três meses, esta maravilha de cabelo precisa respirar. – Demi assentiu sorrindo de orelha a orelha. Como Joe reagiria? Ele teria que gostar. Aliás, Joe implorava para que ela voltasse com o vermelho. Só que de vermelho Demi jamais pintaria novamente.
   - Vocês são incríveis. – Disse sorridente entregando as notas de cem dólares a Louis.
   - Cliente vip Louis. – Pierre piscou para Louis, que corou por breves segundos. Pelo menos Demi ganhara um bom desconto.. – Está de férias? – Perguntou observando na gloriosa loira a sua frente.
   - Graças a Deus. – Demi fechou a bolsa ajeitando-a debaixo do braço. – Minha turnê de um ano acabou na noite passada. – Um ano longe de casa. Um ano na estrada longe dos seus bebês. Um ano longe dos braços de Joe. 
   - Estou ansioso para o próximo show. – Confessou Pierre com um sorriso tímido. Demi sabia que ele era fã.. Aliás, Pierre e Louis estiveram na área vip do show passado.
   - Vou ficar te devendo desta vez. Tudo que eu mais quero é ir para casa. – Demi sorriu calorosamente abraçando Pierre logo Louis.
   - Boa viagem Honey, nos dê notícias. – Os olhos de Pierre já estavam marejados. Odiava despedidas. Sorrindo de orelha a orelha, Demi assentiu antes de sair do pequeno e estiloso salão francês. Não poderia estar mais ansiosa para voltar para casa.

Continua.. Espero que gostem. Comentem!!! 

5.7.14

Sinopse - Staying Strong

Aos trinta e seis anos Demetria Jonas vive uma vida feliz ao lado da família que construíra ao lado de Joseph Jonas. Os filhos já não são mais bebês e o trabalho agora não é problema. Joseph fora promovido a editor chefe da New York Times, dirige a carreira da esposa e a de um exército de jovens maravilhosamente talentosos. O casamento está cada vez melhor.. Nunca é monótono. E a cada dia que se passa ambos têm a certeza de que não poderiam estar melhor. Pedir Demi em casamento fora a melhor coisa que um dia Joe fizera. A mulher da sua vida lhe presenteara com dois maravilhosos filhos e muito amor e carinho. A vida é perfeita. Quase perfeita.. Entretanto, o que aconteceria se o passado viesse à tona? E se ficar forte fosse extremamente... impossível? O que Demetria Jonas faria para manter-se sã? E se o pior acontecesse.. Como ela ficaria forte? 



Hello!! Como vocês estão? Yo estoy bien! Espero que gostem da "sinopse". Não me xingue, ok? Olha, eu li os comentários.. Estão tão variados e ao mesmo tempo "iguais".. Então resolvi juntar uma coisinha na outra e adicionar flashbacks a história foi a melhor coisa que pensei, sei lá, durante toda a fic se for necessário. Bem, então é isso.. no prólogo eu trago mais notícias, maaaaas a fanfic vai demorar um pouquinho. Ainda estou de "férias" :p Beeeeeijos <3

1.7.14

AVISO

Olá, como vocês estão? Eu estou bem graças a Deus. Então, passei para contar um pouquinho sobre os meus planos para a próxima fanfic. Bem, vejo que LSS é realmente querida e decidi fazer uma "segunda" temporada para finalizá-la de vez. Eu tenho em mente o que quero fazer na "nova" temporada, só estou com um leve dúvida. Daniel e Elizabeth, crianças ou adolescentes? Eu acho melhor adolescentes \o/ Tipo, quero evoluir esse relacionamento do Joe e da Demi na fanfic, amadurecê-lo um pouco mais, torná-lo mega quente e muito diferente do relacionamento dos outros casais. Na história passada o tema foi mais briga por conta do trabalho da Demi até um pouquinho do trabalho do Joe e como a Demi conseguiria associar a carreira e a vida pessoal em um tempo só. E nessa futura nova temporada eu gostaria de trabalhar bastante com o psicológico da Demi testando-a.. Não vou soltar spoilers aqui.. Mas já sei o que vou fazer e espero que concordem com a escolha da "fase" dos personagens adolescentes.. 
*Talvez eu poste a sinopse esta semana ou na outra, por agora eu quero me afastar um pouco, cuidar mais da minha vida pessoal e dos meus interesses... Para as histéricas: eu não estou abandonando o blog, é uma pausa para poder respirar, tipo, não é muito legal escrever fanfics, você fica pensando como vai escrever aquele hot.. a próxima briga e zzZzz hushhsa é um dilema daqueles.. Espero que compreendam, ok? É bem melhor do que começar a história e abandonar o blog assim do nada, isso é bem chato. Se quiseram entrar em contato é só falar comigo no Twitter:  @mylittlediley *
Gente, comentem ok? Não digo isso por conta de aumentar o número de comentários do blog. É importante que vocês comentem e leiam as notas finais. Os comentários são como coordenadas para mim, e para vocês as notas finais, ok gatenhas? Beijos e opinem :) 

29.6.14

Epílogo

 Oito meses depois...

Buffy conhecia muito bem aquela risadinha.. O sol irradiava sua luz e seu calor naquela tarde. O jardim da família Jonas estava repleto de vida. A grama verde, os pássaros cantavam e a leve brisa era excitante. Daniel ajeitou o boné que caia sobre o seu rosto e levou o dedo indicador até os lábios pedindo "silêncio" ao seu fiel amigo.
   - Mama briga, Uffy. - Dan acariciou os pelos brancos do amigo e caminhou até a roseira da mãe.. Não era tão difícil.. Ele já tinha visto o pai fazer aquilo diversas vezes, e agora ele queria tentar também. Sem hesitar, Daniel envolveu o talo da rosa vermelha com a mãozinha fofa e na mesma hora choramingou afastando a mão. Aquela rosa era tão linda e ele tinha a certeza que a mãe iria adorar recebê-la. Mas porque ela tinha o machucado? Buffy grunhiu como se perguntasse o que tinha acontecido e sentou-se ao lado do amigo. - Dodói. - Murmurou derramando mais lágrimas ao ver uma gotinha vermelha brotar em seu dedo indicador.
   - Daniel! Está na hora do lanche. - O coração quase saiu pela boca ao escutar a voz da mãe. Desesperado, Dan derramou mais lágrimas e correu para a entrada da casa. - Buffy? Onde está Dan? - Demi franziu o cenho ao ver o cão sozinho, pois o mesmo era à sombra de Daniel. - Daniel? - O chamou rodeando a enorme casa. Demi fitou o cantinho que tinha preparado mais cedo com Joe para que Dan pudesse brincar na área perto do jardim. O engraçado era, o patinho de Dan estava lá quieto junto com os outros brinquedos. Mas onde ele estava? - Meu amor, cadê você? - Tornou o chamar tentando esconder a preocupação com a voz doce.
   - Mama. - Demi sorriu ao vê-lo correr até ela. Ele estava escondido perto das roseiras. Parecia um homenzinho vestido de camisa xadrez, bermuda e all star. Seu pequeno bebê manhoso. - Dodói. - Dan mostrava o dedinho indicador para ela e as lágrimas escorriam sem cessar dos grandes olhos verdes.
   - Oh meu amor. - Demi curvou-se cuidadosamente para beijar o dedinho dele. - Mãe não quer que você mexa nas roseiras. - Demi o repreendeu com um olhar e Dan pôs-se cabisbaixo caminhado de mãos dadas com a mãe.
   - Dan omí. - Disse ainda choramingando.
   - Eu sei meu bem, mamãe estava preparando o seu lanche. - Demi o olhou e sorriu. Danado que aquele menino, só ele mesmo! Daniel iria completar dois anos daqui a duas semanas, ele estava com um ano e onze meses, não parava quieto de forma alguma. Eram vinte e quatro horas na ativa.
   - Papai, dodói. - Dan soltou a mão da mãe e correu até o pai, que estava sentando a mesa.
   - Estava aprontando de novo? - Joe o sentou no colo o abraçando. Aprontar era o que Dan mais fazia claro, não propositalmente, era mais curiosidade mesmo.. Ele tinha quem puxar e Demetria sabia muito bem disso.. - Vamos limpar o seu dedinho e a mamãe vai dar um beijo mágico que vai sarar na mesma hora. - Demi riu os observando, o bebê mexeu-se na barriga já de nove meses deixando-a ofegante.
   - Princesa da mamãe, vai com calma. - Era uma menina! Demetria não poderia estar mais radiante. Ela e Joe tinham um menino e uma menininha que estaria com eles na próxima semana, o casamento não poderia estar melhor e a carreira estava radiante. A participação no The X Factor foi um sucesso! Joe estava feliz trabalhando na NY Times e na Jonas Records com os irmãos e a amada. Eram tempos de paz e harmonia. No mês passado Kevin e Dani tinham sido pais. A filhinha deles, a pequena Alena era a cara do pai. Miley e Nick conseguiam ser mais corujas que Demi e Joe com o mais novo membro da família. Bryan já tinha seus quatro meses e era o bebê mais sorridente da face da terra, uma verdadeira cópia da mãe. - Você quer um beijo? - Demi riu da carinha de carente do seu pequeno Daniel ao aproximar-se nos braços do pai.
   - Mama. - Dan corou bruscamente encolhendo-se nos braços do pai. Demi selara seu dedinho machucado com os lábios.
   - Está melhor anjinho? - Demi aproximou-se de Joe para beijar a bochecha de Daniel repetidas vezes.
   - Eu não ganho um beijo? - Demi acabara de voltar a cortar a maçã para Daniel, mas aqueles meninos dela.. Céus! Daniel e Joe eram tão carentes de carinho feminino. Eles praticamente disputavam a atenção dela tentando impressioná-la de diferentes formas. Homens!
   - Vem cá bebezão, você machucou? - Demi riu do biquinho que Joe fizera e selou os lábios aos dele ternamente.
   - Mama! Dan omí! - Os dois acabaram rindo entre o beijo. Daniel era uma figura.
   - Não pode ter ciúmes do papai. - Demi beijou a testa de Dan carinhosamente, ele estava naquela fase da qual queria ser o centro de tudo. - E você não o provoque. - Joe franziu o cenho ao receber um selinho rápido.
   - Eu não estou provocando. - Disse emburrado. - Você é um bebê muito malvado Daniel! - Joe sentou o pequeno no balcão da cozinha para que ambos ficassem perto de Demi. - Como Lizzie está? - O nome de origem Hebraica significava "Deus é abundância". Elizabeth. Fora uma sugestão dos avós maternos e paternos à Demi e Joe.
   - Beth está bem. - Todos chamavam a pequena de Lizzie, apenas Demi a chamava de Beth. - Não para quieta. - Demi acariciou a barriga brevemente e suspirou. Para ela era difícil ficar muito tempo em pé, a coluna doía e a barriga pesava.
   - Uffy! - Dan sorriu de orelha a orelha ao ver o amigo entrar pela porta da cozinha. - Mama, Uffy balho mama. - "Mamãe, Buffy dá trabalho mamãe". Demi gargalhou. Oh pequeno Daniel! - Uffy brincá ora mama, Dan ansado. - "Buffy quer brincar toda hora mamãe, Daniel está cansado.". Daniel ainda não sabia formar frases perfeitas, mas sabia muita coisa. No seu pequeno vocabulário já existia quase quarenta palavras.
   - É mesmo bebê? Você está cansado? - Demi sorriu fascinada ao olhá-lo, estava tão esperto. - Buffy só quer brincar o tempo todo? Você gosta de brincar com ele? - Demi olhou para Joe e sorriu, ele também parecia fascinado.
   - Uffy! - O sorriso de Daniel dizia tudo. Ele amava o seu fiel amigo.
   - Joe, você pode pegar para mim? - Disse referindo-se a faca que caíra no chão. Joe a olhou por breves segundos antes de se abaixar para pegar a faca.
   - Ai meu Deus. - Os olhos seguiram o traço do liquido que escorria pelas pernas de Demetria. - Demi? - Joe estava tremendo.
   - Tudo bem? - Ela perguntou. Parecia calma, mas estava ficando pálida. O gemido de dor assustou Daniel e Buffy, Demi apoiou-se em Joe para não cair. Sentia-se fraca.
   - Nós vamos para o hospital. - Joe lançou um olhar aflito para o pequeno Daniel, e segurando Demi com um braço, Joe levou o outro até o pequeno para colocá-lo no chão.
   - Mas o parto é na próxima semana. - Contestou apoiando-se mais a ele.
   - Amor, sua bolsa estourou. - Joe a ajudava caminhar até a primeira sala, que graças a Deus era mais próxima da cozinha e do hall.
   - Papai, Dan omí. - Daniel os seguia completamente confuso.
   - Eu sei anjo, só que nós temos que ir para o hospital. A mamãe não está bem. - Joe deitou Demi no sofá em formato de "L" e olhou para o pequeno. - Meu anjo, você é um rapazinho esperto. Papai precisa ir lá em cima buscar a bolsa da mamãe, cuide dela por nós. - As palavras praticamente se atropelavam. Joe subiu as escadas correndo para buscar toda a documentação e a bolsa de Demi e da bebê.
   - Mama? - Dan aproximou-se da mãe e a olhou. Porque ela estava toda molhada? O rosto brilhava e escorria suor.
   - Sua irmã está nascendo bebê. - Demi acariciou a barriga com um pouco de dificuldade tentando mostrar que estava tudo bem.
   - Izzie? - Demi sorriu de orelha a orelha. De alguma forma Daniel entendia o que ela dizia. Durante os meses de gravidez, Demi explicava todos os dias para Dan que ele teria uma irmã. E como Joe beijava a barriga de Demi e conversava com ela, Daniel fazia a mesma coisa, só não conversava.. Beijava porque depois de fazê-lo, o sorriso da mãe iluminava o seu dia. - Dodói? - Daniel perguntou ao ver as lágrimas escorrendo pelo rosto de Demi. Beijou a barriga da mãe como ela fizera com o seu dedinho machucado.
   - Demi? - Joe quase caiu da escada junto com as três bolsas que carregava. - Nós já vamos. - As veias do pescoço saltavam de nervoso, as mãos tremiam e ele começara a suar frio. - Eu vou levar as bolsas para o carro. - Demi quase riu, mas uma contração a impediu. Atrapalhado, Joe mal olhou para o molho de chaves que pegara na mesinha e correu para a garagem. Droga! O Audi R8 branco de Demetria não serviria para uma emergência. Quando voltou para buscar outras chaves, assustou-se com grito de Demi. A Mercedes era mais adequada para a situação. Daniel veio correndo quando Joe o chamou, ele parecia aflito e falava sem parar "Mama". Com Daniel e as bolsas já no carro, Joe voltou para casa. Precisava levar Demi imediatamente para o hospital.
   - Respira fundo. - Demi gemeu mais alto quando ele tentou erguê-la. - Vai dar tudo certo. - Joe caminhava com Demi apoiada a ele cautelosamente. Ela estava tão pálida que ele ficara preocupado.
   - Mama! - Daniel parecia apavorado vendo o estado da mãe.
   - Mamãe está bem querido. - Demi tombou a cabeça e gemeu apertando as pálpebras com força. - Liga para minha mãe. - Sussurrou meio tonta. A visão ficou meio turva e Demi só escutava a voz de Joe se misturando com a de Dianna junto com a de Dan e depois a voz desesperada de Denise. - Joe? Você pode ir mais devagar? - De repente tudo estava confuso. Joe estava em pé ao lado dela com umas pessoas de azul.
   - Demi, não durma agora. - A voz feminina a alertou enquanto Demetria era movida para a cadeira de roda.
   - Amor, você vai ficar bem. - Joe selou os lábios aos dela rapidamente e seguiu-a com Daniel.
   - Papa, mama? - Daniel já perdera a fome. Ele não entendia o que estava acontecendo, só podia sentir a aflição dos pais.
   - Ela vai ficar bem. - Joe respirou fundo vendo os enfermeiros correr com Demi para a sala de parto já numa maca. Ele não poderia ir, pois Daniel não poderia ficar sozinho.
A dor era insuportável e gritar não adiantava nada. Onde estava Joe? Ele tinha sumido assim do nada e a única coisa que ela enxergava era o movimento de pessoas a sua volta vestidas de azul. Elizabeth estava bem? Droga, Joe. Ela queria Joe.
   - Onde está o Joe? - Perguntou mais calma para a mulher que a olhava. A dor estava passando.. 
   - Seu marido? - A mulher perguntou e Demi assentiu balançando a cabeça. - Está se trocando. - Demi sentiu-se aliviada. Ela precisava dele..
   - Está tudo bem com minha a minha filha? - Perguntou tentando se mover sem sucesso, deveria ser a anestesia local.
   - Demi? - Demi tombou a cabeça para o lado esquerdo e sorriu. Dianna estava em prantos. De certa forma Demi sentia-se melhor, um pouco tonta e muito dolorida, mas muito melhor depois da anestesia. - Meu Deus, você está pálida. - Demi franziu o cenho e o procurou com os olhos.
   - Mãe, cadê o Joe? - Perguntou assim que Dianna entrelaçou os dedos aos dela e beijou as costas de sua mão.
   - Ele e Denise estão a caminho. - Dianna arrumou os cabelos de Demetria já molhados de suor. Estava tão preocupada. Demi mal tinha completado vinte e dois anos, e já tinha o seu segundo filho. Sua menina crescera tão rápido e a deixara cheia de saudades.
Minutos mais tarde Joe adentrou a sala junto com Denise, não se sabia ao certo quem estava mais pálido. Se era Demi de dor, se era Joe de preocupação, se era Denise de agonia, ou se era Dianna de aflição, medo e preocupação. Mas de certa forma todos sabiam que quem estava em maus lençóis era Demi. Quando teve a primeira contração, Demi gritou sentindo-se rasgar de dentro para fora. O coração estava disparado. Joe tinha os dedos entrelaçados aos de Demi e toda vez que ficara mole para desmaiar Denise o alertava ou Demi apertava mais ainda sua mão. Quando tivera a segunda contração Demetria pensou que não iria aguentar mais um minuto se quer. Estava doendo muito e muito.
   - Vamos mãe, ela já estava vindo. - O médico a olhou nos olhos por alguns minutos e Demi assentiu já em prantos. Estava emocionada e pensara que iria morrer de tanta dor. Quando tivera a terceira contração quase perdera a consciência. Todos estavam desesperados e tensos demais. Se a mãe perdesse a consciência iria por em risco a própria vida e a do bebê.
   - Demi? Pequena, eu estou aqui com você. - Joe roçou os lábios aos dela rapidamente tentando mantê-la acordada. - Tenta por nossa filha. - Demi fixou os olhos aos dele por breves segundos e assentiu. Agora ela teria que conseguir. Demi segurou a mão de Dianna e a de Joe firmemente e respirou fundo. A quarta contração. O suor escorreu pelo rosto, as veias saltaram.. Ela deu o seu melhor. As lágrimas rolaram freneticamente pelo rosto. O silêncio tenso foi quebrado pelo choro alarmado da sua pequena Beth. Ela tinha conseguido.
   - Parabéns. - A enfermeira entregou o pacotinho rosa claro para Demi também emocionada.
   - Oi. - O sorriso de Demi era o mais inigualável de todos. As lágrimas não cessavam de forma alguma. Juntando mais um pouquinho de forças, Demi a aninhou nos braços e beijou-a na testa. - Você é tão linda princesa. - Demi sentia-se a mulher mais realizada e feliz de todo o mundo. Elizabeth era tão pequena. - Mamãe te ama muito pequena. - Demi repousou os lábios na testa de Lizzie e fechou os olhos. Ficara com tanto medo de não conseguir, e agora ela estava lá, toda acanhada em seus braços.

(...)

Depois de descansar bastante, Demi finalmente estava acordada novamente. O sorriso insistia em estar estampado em seus lábios. Ela estava boba com sua bebê. Céus! Uma menina! Lizzie não era como Dan, ela mamava calmamente, ainda não tinha mostrado os seus olhos para os pais. Tão tranquila e pequena. Joe estava tão aliviado depois do parto complicado. Ele mimava a pequena nos braços da mãe sem se cansar. Mas tinha um rapazinho que não estava nada satisfeito...
   - Joe, você pode buscar Dan? - Perguntou. Demi ainda estava levemente abatida e fraca, segundo o médico, Demi precisava de um prato de sopa cheio de nutrientes.
   - Vocês vão ficar bem? - Dianna revirou os olhos na poltrona, mas sorriu.
   - Claro que vamos. - Demi sorriu ao vê-lo olhar para a filha. Joe estava radiante.
   - Tudo bem. - Joe beijou a testa de Lizzie e logo a de Demi. - Cuide das minhas princesas! - Disse a Dianna antes de sair do quarto. Ora, como ele iria parar de sorrir? Estava tão feliz com suas meninas, e agora iria buscar seu garotinho na sala de visitas.
   - Joseph! - Selena sorriu ao vê-lo. - Como a Demi e a Lizzie estão? - Disse depois de um abraço apertado.
   - Lizzie está mamando. - Kevin gargalhou da cara de bobo de Joseph o deixando envergonhado.
   - Cadê o meu rapazinho? - Perguntou procurando Daniel com os olhos.
   - Nick o levou para dar uma volta, Daniel está muito irritado e faminto. - Disse Miley sorridente.
   - Demi quer apresentá-lo para Lizzie. - Por Deus! Eles ficaram tanto tempo envolvidos com o parto, Daniel deveria estar uma fera de tão bravo. Ele sempre ficava quando estava com fome.
   - Nick está chegando. - Kevin anunciou. Ah! Mas ele não aceitava aquilo de jeito nenhum. Por que diabos a mãe e o pai sumiram, assim, do nada o deixando sozinho e faminto? Dan cravou seus dentinhos no dedo de Nick e saiu correndo ao encontro do pai.
   - Daniel! - Joe o repreendeu, mas acabou gargalhando junto com Kevin e as garotas. - Não pode morder bebê. - Disse o pegando no colo. Dan era um bebê bonzinho, sem citar a parte das artimanhas.. não era violento e nunca mordera ninguém, bem pelo contrário, era tão doce e amigável.
   - Papa, mama. - Choramingou deitando a cabeça no ombro de Joe.
   - Isso doeu bundão! - Nick deu um leve tapa no traseiro de Dan ainda rindo. Daniel já tinha o traseiro avantajado e a mãe ainda colocava fralda G..
   - Nicholas! - Joe controlou-se para não rir. Seu pequeno era mesmo muito manhoso. - Vou levá-lo para a Demi. - Disse educadamente tentando não rir, era capaz de Daniel mordê-lo. - Não fica chateado, mamãe estava cuidando da sua irmãzinha. - Joe deslizava as mãos pelas costas do pequeno tentando acalmá-lo.
   - Dan omí, papa. - Daniel agarrava-se ao pai todo manhoso. Ficara com saudades!
   - Nós vamos dar um jeito, anjo. - Joe deu duas batidas na porta do quarto antes de abri-la. Os olhos verdes arregalaram de pura surpresa. Porque a mãe estava deitada naquela cama e principalmente, porque tinha um pacote rosa nos braços da mãe DELE, e porque o pacote rosa estava mamando no lugar DELE. Era ironia demais, ele estava faminto e a mãe amamentava aquele pacote rosa!
   - Oi Dan. - Demi sorriu de orelha a orelha ao vê-los juntos. Seus anjos. - Mamãe estava com saudades. - Daniel mal a olhou, ele mantinha os olhos grudados no pacotinho rosa que mamava nos seios que eram DELE.
   - Mama! - Dan olhou de Demi para o pacote rosa como se fosse a coisa mais absurda do mundo e deixou as lágrimas rolar.
   - Daniel, não chora. - Demi olhou aflita para Joe, ela não esperava aquela reação. O pior era: Demi não podia pegá-lo no colo, não agora.
   - Ele está com ciúmes. - Dianna pegou o pequeno dos braços de Joe para acalmá-lo. - Não chora, olha só para a sua irmãzinha. - Dianna curvou-se com o pequeno. Daniel franziu o cenho fazendo careta ao ver que o pacote rosa era um.. bebê?.
   - Lizzie, volte a mamar. - Joe observava à pequenina nos braços da mãe. Daniel era tão manhoso e escandaloso, que chamara a atenção da pequena.
   - Joe, segure Beth. - Demi beijou a testa de Lizzie delicadamente e a entregou para Joe. - Vem cá meu amor. - Daniel suspirou aliviado ao voltar para o seu trono. - Por que você está chorando? - Demi o deitou como deitara Lizzie o ninando.
   - Dan omí. - Choramingou levando a mãozinha até o seio da mãe. Demi respirou fundo. Daniel iria completar dois anos. Estava na época de negar o seio ao invés de deixá-lo mamar.
   - Papai vai fazer uma mamadeira para você. - Demi acariciou o rosto do pequeno como fez quando estava deitada naquela cama há dois anos. Daniel era recém-nascido e faminto.
   - Dan mama. - Daniel tornou a levar a mão ao seio da mãe, Demi hesitou, mas acabou cedendo.
   - Como ela está? - Perguntou Demi fitando Joe e Lizzie.
   - Acho que está com sono. - Assim que Lizzie nascera, estava meio rosadinha. Ela era tão fofa e delicada. As mãos eram pequeninas demais e gordinhas. Joe jurava que a boca era completamente igual à de Demi. Os poucos cabelos davam a perceber que Lizzie teria cabelos castanhos como os da mãe. As bochechas rosadinhas e o nariz pequenino. Joe tinha vontade de mordê-la. Tão linda sua menina. - Como Daniel está? - Perguntou curioso. Os pais realmente não esperavam aquela reação do pequenino, estavam surpresos. Daniel tirara Lizzie do colo e mamara no peito da mãe.
   - Ele só está estressado, está quase dormindo. - Demi conhecia seu bebê perfeitamente. Dan gostava de estar sempre com os pais, e como ficara longe e quando voltara tinha um bebê no lugar dele ficara enciumado. - Não é bebê? - Daniel caiu no sono com a canção de ninar que a mãe cantara. Demi acertara em cheio.
   - O menino ciumento dormiu? - Joe aproximou-se de Demi com Lizzie nos braços.
   - Dormiu, deixe-me pegá-la? - Demi beijou carinhosamente a testa de Dan e sussurrou um "eu te amo" antes de entregá-lo para o pai e pegar Lizzie. - Oi, é a mamãe. - Demi sorriu aninhado-a ao colo. - Você está com fome anjo? - Demi liberou o seio direito e a colocou para mamar, já que Dan mamara no esquerdo.

(...)

O tempo passara voando. Claro, não tão depressa assim. Mas Demi tinha certeza que não faltava mais nada. Daqui a duas semanas Lizzie completaria seus dois meses. Nesses quase dois meses, Demi tivera que aprender tudo de novo, mas ela amava aquele sentimento interminável e inigualável. Ser mãe era a melhor coisa do mundo! Seus filhos eram.. bem, cada um era de um jeito. Lizzie ainda era pequena demais para defini-la, mas mostrara ser um bebê alegre e apaixonante. E Daniel, céus, a cada dia que se passava ele crescia um pouquinho e ficava mais fofo. Dan tinha aprendido amar a irmã e a compartilhar os pais com a mesma. Toda noite ele ajudava a mãe a cuidar de Lizzie. Primeiro era o banho, e, por milagre ou algo assim, uma vez Daniel emprestou o patinho de borracha amarelo para a irmã, mas só foi uma vez, ok? Aquele patinho era dele! Na hora que a mãe iria amamentar Lizzie, Daniel ficara quieto, mas não pedia para mamar, ele estava começando uma relação amigável com a mamadeira. E sempre, quando digo sempre, é sempre mesmo, Daniel sempre beijava a testa da irmã assim que ela dormia. Não existia coisa mais fofa que ele. Demi e Joe estavam orgulhosos demais daquele menino.
   - Olha só Paul, nossas netinhas. - Denise derramava lágrimas ao vê-las juntas. Alena com seus três meses e Lizzie com seus dois. - Tão lindas. - Denise limpou as lágrimas que rolavam pelo rosto e beijou Alena e logo Lizzie. Joe e Dem, Kevin e Dani acabaram de chegar para a ceia de natal da família.
   - Está faltando alguém.. - Paul sorriu ao ver o rabo azul atrás da árvore de natal. - Quem será que está escondido atrás da árvore de natal da vovó? - A risadinha de Dan aqueceu seu coração. - Bryan, você quer chocolate? - Na mesma hora que escutara a palavra "chocolate", Daniel saiu atrás da árvore de natal eufórico, assustara o avô com aquela fantasia de Sullivan do Monstros s.a e ainda gritou um "Bú!" para não perder a graça.
   - Daniel! - Joe o repreendeu. Na brincadeira, Dan acabara tropeçando e o rabo da fantasia tirara o pisca-pisca da tomada.
   - Deixe-o brincar, ele está uma gracinha. - Denise riu do pequeno, ele não perdia a pose.
   - Ele está vestido com está fantasia tem três dias. - Demi revirou os olhos e sentou-se entre Miley e Dani. - Como estão os bebês? - Demi beijou a pequena Alena e logo Bryan. Alena era completamente fofa e cheinha, os olhos acinzentado meio azuis, Demi não conseguia definir a cor dos olhos da pequena. Alena com três meses já esboçava os seus sorrisos fofos e mordia a língua. Bryan era a cópia de Miley, e a cor da pele era como a de Nick, branca rosada. Os olhos grandes e azuis e o sorriso mostrava seu primeiro dentinho. E ele não parava de sorrir. Bochechudo que só. Ah! E a sua pequena Lizzie. Tão linda. Elizabeth estava produzida no rosa e branco. Parecia a miniatura de uma bailarina, e agora ela demonstrava ser como Dan. Mamava avidamente por horas e horas. Estava grande e ficando esperta. Seus olhos eram como os do pai. Castanho-esverdeado, diferente dos do irmão, que eram verdes puros.
   - Bryan está louco para andar. - Comentou Miley. O tamanho não limitava as travessuras do pequeno. - Hoje ele passou o dia inteiro se arrastando pela casa. - Demi riu da avidez do pequeno Bryan ao devorar o seio da mãe.
   - Graças a Deus, Alena é quieta. Só quando está com o pai que não para de sorrir. - Demi sorriu ao ver as bebês se olharem, Alena ofereceu um pequeno sorriso para Lizzie e aninhou-se no colo da mãe.
   - Beth está ficando tão esperta. - Demi beijou a testa da filha e a ajeitou nos braços. - Só vive faminta. - Os olhos iluminaram-se ao ver o sorriso apaixonado de Joe para ela no outro lado da sala. Ele era o homem mais maravilhoso que um dia ela já conhecera. A noite passada tinha sido tão especial, os bebês ficaram com Dianna para que os pais pudessem comemorar o aniversário de casamento... Três anos! - Bem, Daniel só viv... - Antes que pudessem terminar a frase. O pequeno e travesso Daniel as assustou com um "Bú!" vestido naquela fantasia de Sullivan azul e verde toda peluda. - Daniel! - Demi semicerrou os olhos e o pequeno virou as costas para correr. Era engraçado, ele corria e o rabo rastejava no chão.
   - Papai! Mama ava. -"Papai, mamãe está brava". Dan olhou um tanto aflito para Demi e ergueu os bracinhos para Joe o pegar.
   - Você assustou a mamãe. - Joe riu divertido, a cada dia Daniel aprontava uma nova travessura. - Por que não vamos lá para você dar um beijinho de desculpas na mamãe e na Lizzie? - Joe levantou-se sobre o olhar de expectativa de todos e caminhou junto com o pequeno até Demi e Lizzie.
   - Por que você está escondido Daniel? - Demi o repreendeu com o olhar. Estava brava com o pequeno por conta de uma lista enorme de travessuras. Primeiro. Ele quebrara um vaso de cristal e andara em cima das rosinhas que começaram a nascer. Resultado: Dan quase cortara o dedo nos restos do vaso tentando "esconder" a bagunça que fizera debaixo do tapete e acabara com a vida das rosinhas que começaram a nascer. Segundo. Daniel deixara cair a paleta de mais de duzentas cores de sombra para os olhos importada! Demi ficara uma fera. Terceiro. Ele não queria tirar aquela fantasia por nada, foram três dias de escândalo para tomar banho e assistindo Monstros s.a. Quarto. Daniel iria passar o natal vestido com aquela fantasia de Sullivan que ganhara de Joe. Bem, a lista era enorme..
   - Dan veio pedir desculpas por todas as travessuras. - Joe teve que segurar-se para não rir, Daniel tentava se esconder atrás dele. O que era meio impossível com aquela fantasia.
   - É mesmo? - Demi arqueou as sobrancelhas e mordeu o lábio inferior para não gargalhar. Seu pequeno travesso era tão fofo. Dan sorriu timidamente quando o pai agachou-se e sussurrou o que era para ele fazer.
   - "Culpa". - Disse todo vermelhinho de vergonha e olhou para o pai. Demi não hesitou em gargalhar. Queria mordê-lo.
   - Você assustou Beth. - Demi tirou aquela coisa peluda da cabeça de Dan com a ajuda de Joe aliviada por o pequeno não recuar. - Mamãe não ganha um beijo? - Foi impossível não sorrir. Daniel beijou a testa de Lizzie e segurou a mãozinha dela com a dele. Demi suspirou emocionada e conteve-se para não chorar.
   - Mama. - Dan choramingou todo manhoso. Por mais que aceitasse Lizzie, ele sentia falta de estar nos braços da mãe o tempo todo. Ora, sem querer ele deu um selinho nos lábios da mãe. Agora ele parecia um tomatinho na fantasia do Sullivan.
   - Daniel. - Dan olhou para cima e ergueu os bracinhos. Estava cansado. Tinha sido um dia longo.. - Oh meu Deus. - Era muito complicado pegá-lo no colo. A fantasia não ajudava em nada, apenas piorou a situação. - Está com sono? - Joe finalmente conseguiu o segurar firmemente contra o corpo.
   - Podemos levá-los para o seu quarto? Lizzie está cochilando. - Joe apenas assentiu aninhando o pequeno nos braços.
   - Ela está dormindo? Dan já desmoronou. - Não era para menos. Daniel estava de pé desde cedo e não dormiu durante o dia.
   - Está. - Sussurrou adentrando o quarto após Joe. - Tire a fantasia de Dan. - Demi deitou a pequena Lizzie na cama já adormecida. Beijou-a na testa e acariciou o rosto delicado da sua bebê. - Mamãe te ama. - Demi sorriu ao vê-la suspirar em seu sono.
   - Ele está tão esperto. - Joe despia a fantasia cuidadosamente do pequeno enquanto Demi cercava a cama com travesseiros e almofadas.
   - Está. - Demi beijou a testa de Dan e sorriu ao olhá-los. Lizzie ao lado direito da cama e Daniel ao esquerdo. Seus anjos.
   - Nossos bebês são lindos. - Demi o abraçou ternamente. Ela sorria ao observa-los dormir.
   - Eles são os melhores presentes do mundo. - Os lábios de Demi alcançaram os de Joe os roçando. - Obrigada. - Os olhos encontraram os dela e ambos sorriram.
   - Eu amo você. - Os corpos chocaram-se atraídos por aquele calor que os envolviam. Os olhos revezavam entre o chocolate da íris feminina e pelos lábios rosados macios. Os lábios selaram os dela ternamente. Afastaram-se por segundos e fitaram-se. Quando ele curvou-se e apossou dos lábios dela, Demi teve a certeza que enquanto estivesse no calor dos braços de Joe, enquanto ele fosse dela, iria ser feliz para todo o sempre.

Fim...

Oi! Então.. Como vocês estão? Eu estou emocionada. Poxa, passou tão rápido. Lembro-me de como se fosse ontem quando a Demi contou que estava grávida para o Joe. Do casamento, da lua de mel, da briga na noite de natal.. De qualquer forma eu amei escrever esta fanfic para vocês. Cada comentário foi um sorriso. Obrigada Deus por me permitir a escrever esta fanfic. Obrigada leitores maravilhosos pelo apoio  ♥ Obrigada Luana Malik por me ajudar a escolher o nome dos bebês, por me influenciar a escrever hots OUSADOS e pelas ideias incríveis! 
Bem, no próximo post vou explicar o que vai acontecer aqui no blog.. Sobre a possível "segunda temporada" ou não e várias outras coisas. Obrigada lindas!!!

DIVULGANDO: Jemi Lovely