21.3.14

Capítulo 19 - MARATONA 2/5

Sentiu a cabeça latejar e tudo ficar embaçado. Por um segundo desejou não acordar... Mas tinha que ser forte e suportar tudo por ela e por Dan. Tentou se erguer, mas não conseguiu. Céus! Ele estava deitado sobre ela. Joseph, um homem daquele tamanho deitado sobre Demi. O empurrou, mas a força aplicada contra o corpo era pouca demais para que ele se quer movesse. Suspirou frustrada e terrivelmente irritada. Juntou a raiva das palavras que Joe dissera na noite passada e as que ela tinha dito para ele, o empurrou com forçar e Joe rolou para o outro lado da cama. Viu-o franzir o cenho ainda dormindo e virar-se ficando de costas para ele. Joe ainda dormia que chegara roncar. Maldito. O corpo de Demi doía e para completar Dan começara a chorar, ele deveria estar com fome ou fralda suja. Não teve tempo de ir ao banheiro. Tropeçou nos próprios pés e chocou-se com o chão terrivelmente gelado. Murmurou um palavrão com gosto e levantou-se do chão. Excelente! Estava brigada com Joe, o corpo doía, a cabeça latejava e o inverno rigoroso era uma... Respirou fundo e fechou os olhos com força, caminhou até o quarto de Dan e o chorou dele só fez piorar seu estado de espírito. Mas quando viu o rostinho do filho avermelhado e molhado de lágrimas a dor e o nervoso evaporaram. O pegou deixando-o em pé no colo e começou a zanzar com ele como se estivesse o fazendo dormir.

   - Mamãe está aqui. – A voz dela soara tão angelical. Aos poucos Dan foi se acalmando conforme Demi o zanzava. Mas as feições de irritação ainda continuavam no rostinho do pequeno. – Vamos conferir como está a situação ai embaixo. – Demi deu um leve tapinha no bumbum de Dan e ele a olhou de forma assustada. – Não chora! – Disse rapidamente quando viu Dan franzir o cenho e depois riu. O bebê ficou confuso, mas não chorou. Provavelmente achava que ela era maluca. – Você deve está com fome, não? – Demi tentava o distrair enquanto o deitava no trocador e começava a despi-lo. – Uau! – Disse ao ver a quantidade de.. ér.. cocô na fralda de Dan. – Você é um cagãozinho. – Demi gargalhou gostosamente enquanto o limpava, mas Dan deu o troco. – Eu não acredito. – Disse pausadamente enquanto ganhava uma bela “chuveirada” de Daniel. Boquiaberta, o olhou. Dan nem parecia saber o que fazia, olhava fixamente para o teto. – Dan? Bebê? – O chamou e depois de alguns segundos Dan a olhou fixamente. – Mamãe vai te dar banho. – Demi o limpou e armou a proteção do trocador, verificou a temperatura do quarto e o cobriu com a manta mais quente. 
   Não sabia quanto tempo demoraria para buscar a água no banheiro mais próximo, não poderia dar banho em Dan em outro local, o risco de uma corrente de ar o atingir era imensa. Caminhou rapidamente até o banheiro do corredor e pegou a água quentinha para que pudesse dar banho no bebê. Quando voltou para o quarto suspirou aliviada quando o viu tentando mexer as perninhas como se fosse algo novo para ele. – Pronto, agora vamos tomar banho. – Demi pegou Dan no colo e beijou a testinha dele. O levou até a banheira e o banhou com todo o cuidado do mundo. Demi ignorou as roupinhas verdes tentando não se lembrar de um certo sujeito que estava ao quarto ao lado e o vestiu com uma roupinha azul com detalhes brancos. Dan estava bem aquecido com todas as “etapas” de roupas, as luvas e a touca branca. – Se eu fosse uma mãe bem malvada não deixaria você mamar só por que fez xixi na mamãe, mas como eu te amo muito, tipo muito mesmo vou deixar você mamar o dia inteirinho se quiser. – Dan sugou-lhes o seio ferozmente. Demi acariciou o pequenino com um sorriso bobo nos lábios. Amava-o tanto, mas tanto que chegava doer. Suspirou e ficou a observa-lo. As cenas vinham em sua cabeça. “Eu te odeio” o peito doeu, sentiu-se culpada.. Aquela mesma culpa que ela sentia quando se cortava, fechou os olhos com força e espantou aqueles pensamentos e cenas que a assombrava. Dan parou de mamar e ficou a fitar a mãe. – Ei! Pode mamar, mamãe só estava pensando em algumas coisas, volte a mamar bebê. – Demi limpou as lágrimas e forçou um sorriso para o filho. Mesmo sendo um bebê recém-nascido Dan sabia de alguma maneira que ela não estava bem. Era tão ligado a ela. Demi era sua protetora e eles estavam juntos desde o começo. Sentia que ela não estava bem. 

  Ficou um bom tempo com Dan nos braços, ele já tinha golfado e estava dormindo. Mas Demi continuava com o pequenino nos braços enquanto um filme lhes passava pela cabeça. Ela tinha que se livrar daquela culpa, era uma terrível confusão interna. Pôs Dan no berço e depositou um beijo demorado na testa, como sempre, disse que o amava e foi para o quarto totalmente tensa. Não o encontrou na cama e suspirou aliviada, não queria o ver. Não agora. Precisava de um banho, estava com o moletom encharcado de xixi de bebê. Joe não estava no closet e nem no banheiro. Demi foi diretamente para o banheiro e despiu-se. Ligou o chuveiro e tomou um banho relaxante. Por um momento pensou em fazê-lo.. Iria se livrar de toda a culpa, ela tinha certeza. Mas quando olhou para os pulsos soube que aquele não era o caminho certo. Iria ter que enfrentar o problema.. Enrolou-se na toalha e quando saiu do banheiro agradeceu mentalmente por ele não estar lá. Vestiu uma calça de moletom de cor rosa choque e uma regata branca. Prendeu os cabelos em um rabo de cavalo e calçou meias coloridas e as pantufas. Estava faminta. Desceu as escadas rapidamente e correu até a cozinha. Droga! Xingou-se mentalmente. Lá estava ele, cabelos molhados, calça de moletom preta e uma camisa branca. Pensou em virar-se e voltar para o quarto e não sair de lá pelos próximos milênios, mas Joe foi mais rápido que ela.
   - Bom dia. - Disse por pura educação. Demi murmurou um bom dia entredentes e tentou agir normalmente, mas aquela tensão que existe entre eles era sufocante. - Deixei o seu chocolate quente dentro do microondas. - Joe estava sentado no banquinho do balcão e a observava discretamente.
   - Obrigado. - Sussurrou sem olha-lo. Sentou a mesa e ficou a bebericar o chocolate quente.
   - Não quer bolo de chocolate? - Perguntou tentando amenizar o clima. Demi o olhou rapidamente e disse "Não". - Temos cookies, pães, queijo e presunto. Frutas. O que você quiser. - Demi revirou os olhos mentalmente e o mandou ir para.. também mentalmente.. Caminhou até a o balcão, pegou um prato sem vontade alguma e preparou um misto.
   - Quer que eu prepare um misto para você? - Perguntou por educação. Se dependesse dela, eles estariam em um campo de batalha.
   - Não obrigado. - Joe tinha uma bela fatia de bolo de chocolate no prato que estava a enlouquecendo. Aquilo era tão estranho, geralmente o café da manhã, como qualquer outro horário de refeição daquela casa, era animado. Conversavam bastante e trocavam beijos apaixonados ou roubados. Demi comeu em silêncio e nem sabia porque ainda estava naquela cozinha com ele. Quando terminou recolheu o que tinha sujado e pôs na pia, depois ela cuidaria daquilo.
   - Como está Daniel? - Demi praticamente corria da cozinha, ou melhor, de Joe. Virou-se frustrada e o olhou. Agora percebia que ele parecia cansado. Fitou o braço nu e franziu o cenho.
   - Está bem, eu cuidei dele mais cedo. - Joe forçou um sorriso e Demi virou as costas. Não iria ficar com ele. Mas também não tinha nada para fazer. Dan estava dormindo e Oliver com certeza aprontando por algum cômodo da casa. – O que aconteceu com o seu braço? – Perguntou com certo receio.
   - Acho que Miley estava de TPM na noite passada. – Demi o olhou assustada e Joe assentiu.
   - Isso precisa de gelo. – Ela estava espantada.. Não esperava que Miley fosse tão longe. Tocou o braço direito de Joe e ele gemeu de dor. – Está doendo? – Joe assentiu franzindo o cenho em uma expressão de dor quando Demi tornou a apertar o local, era uma pequena mancha roxa, não tão pequena... – Vou colocar gelo e pegar uma pomada para massagear o local. – Dito isto, Demi saiu às pressas para ir buscar o kit médico no banheiro do quarto. Já Joe não pode deixar de sorrir.
   - Você é rápida. – Não deveria ter completo nem um minuto que Demi subira e ela já estava de volta. – Não acha que está exagerando? – Demi nada respondeu, deixou o kit em cima do balcão da cozinha e pegou a compressa de gelo no armário.
   - Está doendo? – Era tão constrangedor. Demi colocava a compressa de gelo no braço machucado, ou agredido, como preferir.. E tentava não fita-lo.
   - Não muito. - Tudo que Joe queria era beija-la da forma mais apaixonada e pedir desculpas. Ela estava tão linda. Com certo receio levou a mão até a cintura de Demi e a acariciou. Demi fitou estática e com cara de paisagem, não sabia o que fazer. Aos poucos Joe foi rodeando o corpo dela com os braços. Fitou os olhos dela, mas a mesma desviou o olhar. Então ele a beijou. No começo fora difícil, mas Demi acabou cedendo, acariciou o peito dele com as mãos e aos poucos foi o empurrando.
   - É melhor eu massagear o seu braço. – A voz dela estava falha e a respiração não ficava para trás. Joe riu quando ela deixou cair o kit médico no chão e abaixou para pegar as coisas. Demi estava tão atrapalhada. – Está pomada vai ajudar. – Ela finalmente tinha pego as coisas do chão, Joe a observava atento intimidando-a.
   - Como sabe tanto sobre pomadas? – Perguntou querendo puxar assunto.
   - Não sei nada sobre pomadas. Mas eu li a bula. – Deu de ombros enquanto massageava o braço dele. Agora quem estava com cara de paisagem era Joe. – Logo vai melhorar. – Que seja! Queria beija-la.
   - O que você vai fazer agora? – Apressou-se em perguntar antes que ela virasse as costas e o deixasse sozinho.
   - Não faço ideia. Acho que vou assistir televisão ou dormir. – Deu de ombros. Não queria muito papo com ele, mas Joe estava forçando a barra.
   - Você sabe que nós vamos ter que conversar sobre isto. – Demi fechou os olhos e respirou fundo. Estava com raiva dele e de si mesma. – Não adianta fugir. – De repente Joe ficara sério, aquilo era confuso demais.
   - Você gritou comigo. – Os olhos de Demi estava marejados. As feições mostravam o quanto decepcionada ou até mesmo assustada ela estava.
   - Você disse que me odiava. - Sustentou o olhar dela. Também estava machucado por dentro. Joe ficara traumatizado em relação a datas natalinas...
   - Por que você não tenta me entender? – Não queria chorar, não com aquele homem a fitando intensamente.
   - Por que você não tenta entender que eu não quero que você fique longe de mim e do nosso filho? – Cada um tinha seu motivo. Joe queria que Demi ficasse perto dele. Demi queria estar com ele sempre, mas também queria viver o sonho de continuar cantando e ajudando as pessoas com sua música.
   - Eu não quero ficar longe de vocês. – As lágrimas começaram a escorrer pelo rosto e Joe a acolheu com um abraço apertado.
   - Tem que ter uma solução. Não quero que fiquemos mal. – Demi o abraçava com tanta força. Joe não poderia ser um adversário, ela precisava dele ao lado dela. Precisava que ele fosse seu braço direito.
   - Mas você também não quer me compreender. – Murmurou entre o choro. Parecia uma criança que acabara de quebrar o brinquedo preferido.
   - E você? Tenta me compreender? – Joe desfez o abraço e fitou os olhos dela. Aquelas questões deveriam ser resolvidas o mais rápido possível. Era uma agonia sem fim estar com a pessoa que você ama naquela situação. Ambos queriam estar juntos e não juntos e brigados.
   - Joe! É claro que eu te entendo. Você quer que eu fique aqui, mas você não entende que eu preciso ir. De qualquer forma eu iria voltar a trabalhar, mais cedo ou mais tarde iria acontecer. Você também vai voltar a trabalhar a qualquer dia. Isto é tão simples, mas nós insistimos em fazer uma tempestade em um copo d’água. – Demi atropelava as próprias palavras e gesticulava as mãos para aliviar o nervoso e não bater nele.
   - Qual é a solução Demetria? – Perguntou irritado. Mas logo se controlou, não iria gritar com ela.
   - Bem, a solução mais óbvia é você ir comigo. – Disse com certo receoso e Joe franziu o cenho.
   - Eu não sou o seu cachorrinho. – Joe levantou-se bruscamente e virou-se para dar as costas a ela.    
   - Depois eu quem sou egoísta. – O fez provar do próprio veneno. Joe estava passando de marido dos sonhos para ogro ambulante e incompreensível. Qual era o problema em tentar compreende-la? Demi com certeza iria apoia-lo se ele estivesse na mesma situação que ela, iria?

Continua.. Duas cabeças mais que duras.. Será no que isto vai dar? Obrigado garotas! Vocês são incríveis! Beijos e até o próximo capítulo, que, se tudo der certo ainda posto hoje.


20.3.14

Capítulo 18 - MARATONA 1/5


   - Demi, seu celular está tocando. - Joe acabara de estacionar o carro na garagem da casa da família Jonas. Demi estava no banco de trás cuidando de Dan e o celular dela não parava de tocar desde que saíram de casa.
   - Deixe tocar, deve ser uma das meninas querendo saber se já chegamos. - Deu de ombros. Pegou Dan da cadeirinha e o envolveu com a manta e o aninhou nos braços. - Pode pegar minha bolsa e a de Dan? - Disse enquanto se ajeitava para descer do carro. Joe assentiu e pegou as bolsas.
   - Você está tão linda. - Comentou Joe enquanto caminhavam para dentro de casa. Demi vestia um vestido que batia um pouco acima da metade de suas coxas, que estavam cobertas por uma meia calça preta, calçava botas pretas que vinham até um pouco abaixo do joelho. Como estava bastante frio ela optou por uma jaqueta de couro preta e pôs um cinto um pouco baixo do busto que marcava o vestido de estampa preta, cinza e branca. Os cabelos estavam soltos e partidos de lado. Fizera uma maquiagem leve marcada por um batom rosa avermelhado.
   - Obrigado. - Sorriu tímida. Adorava quando Joe a elogiava, aquilo era tão importante para ela.. - Você também está lindo. - Disse o fazendo sorrir. Joe estava o sonho de qualquer garota. Vestia uma camisa simples de manga cumprida que ele a encolheu até o cotovelo mostrando o quão fortes eram os braços dele. A camisa era cinza com vários tracinhos brancos. Vestia uma calça jeans de lavagem escura e calçava all stars pretos. E o relógio que Demi tinha o presenteado estava no pulso esquerdo. Os cabelos arrepiados e o sorriso travesso davam um ar jovial a Joe.
   - Deixe-me segura-lo? - Demi entregou o pacotinho verde para Joe, digo, Daniel, sorrindo. Ergueu-se na ponta dos pés e depositou um selinho nos lábios dele. - Vem. - Dan estava em pé no colo de Joe, a cabeça acomodada ao ombro do pai e o corpinho envolvido com o braço másculo. Com a mão livre Joe segurou a de Demi.
   - Ei nanica! Vocês demoraram. - Miley estava gigante com aquele sapato de salto. Abraçou Demetria calorosamente e logo correu para ver Dan e Joe.
   - Você está linda. - Nick beijou o rosto de Demi e a abraçou com aquele típico abraço de urso..
   - Obrigado. - Sorriu envergonhada. Cumprimentaram todos. Kevin e Dani, Denise e Paul, Dianna, Eddie e a pequena Anne, e alguns parentes da família. Dan passava de mão e mão e era visível o quão ciumenta Demi era.
   - O que acha da gente fugir? - Sussurrou Joe apenas para que Demetria pudesse escutar. Todas estavam tão envolvidos com Dan e Anne, conversavam animadamente e bebericavam vinho.
   - Você já teve o suficiente por hoje. - Sussurrou de volta. Desde que aparecera no quarto só de toalha Joe tentava leva-la para cama.
   - Depois da meia noite? - Disse segurando o riso e Demi revirou os olhos.
   - Droga! - Murmurou quando o celular tocou. - Eu já volto. - Disse antes de caminhar às pressas até a cozinha, lá não teria movimento algum. A vontade de Demi era bater em Joe. Sentiu os braços dele envolver sua cintura e os lábios mordiscarem o pescoço. Era meio difícil falar ao telefone com um homem lhes agarrando por trás. - Espere. - Disse a pessoa no telefone. - Joseph Jonas! Pare. - O meu Deus! Ela estava em maus lençóis... - Sim.. - Voltou a falar no telefone. Joe escorou-se a ilha da cozinha e ficou a brincar com as mexas do cabelo de Demi enquanto a apertava contra si..
   - Finalmente! - Depois de minutos Demi desligara o telefone, Joe estranhara a conversa. Apenas "Sim" e "Não". Fora que ela estava pálida e tensa. - O que aconteceu? - Perguntou preocupado quando Demi se virou e o abraçou.
   - Não é nada. - Forçou um sorriso quando Joe lhes ergueu o rosto. - Vamos, eu fiquei muito tempo no telefone e não quero que ninguém pense que estávamos fazendo.. você sabe. - Joe assentiu rindo e beijou a testa dela.
   - Demi, Dan dormiu. - Disse Denise ao ver o casal voltar para sala de mãos dadas. - Leve-o para o quarto de Joe. - Demi forçou um sorriso e subiu as escadas com o bebê nos braços.
   - Cara, para de babar. - Kevin estava sentado ao lado direito de Joe e Nick ao esquerdo.
   - Eu não estou babando. - Joe passou as mãos na boca e revirou os olhos quando Kevin gargalhou. Quando Demi desceu estava estranha, aparentava estar cansada e tensa.. Fora isto a noite foi realmente ótima. Quando era meia noite em ponto todos trocaram abraços e o típico "Feliz Natal". Antes da ceia rezaram e depois jantaram.
   - Demi, está tudo bem? - Perguntou Dianna preocupada. Demi estava distraída mexendo no celular.
   - Eu não sei, preciso falar com o Joe. - Disse aflita. Dianna a abraçou e Demi pode se sentir mais aliviada. - Cuide de Dan para mim. - Dianna apenas assentiu e Demi deu-lhes um beijo na bochecha.
   - Boa sorte meu anjo. - Disse antes da filha partir. Não foi muito difícil de achar Joe, ele estava em uma rodinha com Nick, Kevin e alguns de seus primos.
   - Olá. - Cumprimentou todos educadamente. - Joe, eu preciso falar com você. - Demi passou as mãos nos cabelos em um gesto nervoso e Joe assentiu entendo que o assunto era sério.
   - Vamos subir. - Joe a puxou pela mão e eles foram para o antigo quarto de Joe em total silêncio. - Pronto bebê. - A porta já estava trancada e Demi estava sentada no colo de Joe totalmente tensa. - Demi, por favor. O quê foi? - Acariciou as costas dela e a mesma agarrou-se mais ainda a ele.
   - Não vai ficar chateado? - Por que tão manhosa? Joe a aninhou nos braços e beijou-lhes os lábios rapidamente transmitindo confiança a ela. - Eu fui escalada para um show. - Joe franziu o cenho e Demi fechou os olhos com força.
   - Qual é o problema? - Joe tinha até medo da resposta. Tampou o rosto com as mãos e respirou fundo.
   - É para um evento de final de ano. - Demi sentou-se ao lado dele e ficou a fitar qualquer outra coisa. - No Canadá. - Joe levantou-se bruscamente e contou até dez mentalmente. 
   - Você não vai. - Disse frio e seco.
   - Como? - Demi levantou-se e ficou frente a frente com Joseph.
   - Você não vai. - Disse pausadamente e aquilo a irritou profundamente.
   - Eu não tenho escolha, ou eu vou ou perco meu contrato. - Joe sorriu cinicamente para ela e Demi teve vontade de esbofeteá-lo.
   - De novo? Já não basta a nossa lua de mel, agora você quer estragar o primeiro ano novo de Daniel? - Os olhos de Demi marejaram. Ela não tinha culpa, tinha? - Você só pensa em você e no seu maldito contrato. É sempre isto, você se esquece das pessoas que te ama, você é egoísta e ambiciosa Demi. - As primeiras lágrimas começaram a escorrer e ela sentiu perder o chão. Joe era seu porto seguro e agora estava a culpando sem tentar compreender seu ponto de vista. 
   - Joseph! É o meu trabalho, você sabe como eu lutei para conseguir chegar onde estou. - As lágrimas rolavam compulsivamente.
   - Você está de licença, não pode e não vai fazer show algum. - Gritou nervoso. 
   - Eu te odeio. - A última coisa que ele viu foi Demetria sair do quarto o mais rápido possível o deixando paralisado. Aquelas palavras ecoavam em sua mente sem cessar. "Eu te odeio".
Demi limpou as lágrimas que escorriam pelo rosto sem se importar se a maquiagem estava borrada ou não. Ele não podia fazer aquilo, não, definitivamente não podia. Ninguém dizia o que ela iria fazer e não era porque estava casada que as coisas iriam mudar. E por mais que aquelas palavras doessem, doeu muito mais dizer que o odiava. Mas não poderia aceitar, ele não a compreendia e nem fazia esforço algum para compreender.
   - Pai, o senhor pode me levar para casa? - As feições dela eram as piores, estava destruída por dentro.
   - Não me diga que vocês brigaram. - Denise aproximou-se com Dan nos braços. Tudo que Demi menos queria era estragar a festa de natal, todos a olhavam e ela não podia segurar as lágrimas.
   - Desculpe. - Disse em um sussurro. Denise entregou Dan para Demi que o aninhou nos braços. - Cuide dele para mim. - Denise apenas assentiu e viu Demi partir sem poder fazer nada. Demi agarrou-se a Dan durante todo o caminho, ele estava tão quietinho sem saber o que acontecia com a mãe. Nunca tinha a visto naquele estado. Mas não podia fazer nada, era apenas um bebê.
   - Demetria, por favor. - Eddie tinha Dan em um dos braços e Demi no outro, ainda bem que já tinham chegado a casa de Demetria. - Não chore meu anjo. - Disse acariciando os cabelos da menina, estavam sentados no sofá e o silêncio daquela casa era assustador. O fogo queimava o resto de lenha da lareira, os piscas-piscas da árvore de natal apagavam e acendiam, e lá fora nevava.
   - Eu disse que o odiava. - Aquilo era o que mais pesava, parecia ter um buraco no peito e aquilo doía muito.
   - Ele sabia que você estava nervosa. - Eddie acariciou os cabelos de Demi e viu-se aflito com dois bebês nos braços quando Dan começou a chorar compulsivamente.
   - Vem cá meu amor. - Demi pegou Dan nos braços e o pôs para mamar, sabia que ele iria ficar mais calmo. - Me desculpe bebê, mamãe te ama. - Acariciou o rosto de Dan e finalmente um sorriso nasceu nos lábios dela o vendo sugar-lhes avidamente.
   - Ele está faminto. - Eddie ficou aliviado por ver Demi sorrir. - Vou preparar chocolate quente para nós dois e depois vou te colocar para dormir. - Demi assentiu rindo. Ela finalmente tinha esquecido um pouco daquela história e se concentrou em cuidar do pequenino.


...

   - Você tem certeza? Se quiser posso ficar aqui com você. - Eddie "ninava" Demi. Dan já estava banhado e no berço dormindo serenamente, e Demi já estava banhada e de moletom na cama. Eddie estava super preocupado com Demetria e Joseph, cuidara muito bem da filha.
   - Eu vou ficar bem, mamãe deve estar preocupada. - Demi sorriu quando o pai acariciou-lhes os cabelos. Havia tempos que ela não tinha esses momentos com Eddie.
   - Você se cuida mocinha. Lembre-se de sempre ficar forte por você e Dan. - Eddie beijou a testa de Demi demoradamente e logo abraçou-a. - Tem certeza Demi? - Perguntou receoso antes de partir.
   - Tenho, obrigado por cuidar de mim e de Dan. - Era bom ver aquele sorriso nos lábios depois de tantas lágrimas..
   - Está bem, qualquer coisa me ligue que eu venho o mais rápido possível, eu te amo minha garotinha. Feliz natal. - Eddie tornou a beijar a testa de Demi e ajeitar a coberta ao corpo dela.
   - Também te amo papai. Feliz natal. - Demi sorriu de orelha a orelha. Eddie a ajudou bastante a esquecer toda aquela história. Fez chocolate quente, ajudou-a dar banho em Dan, ficou com ela enquanto a mesma amentava Dan e depois o fez dormir. Não tocaram no nome de Joe e nem naquele assunto. Demi não sabia como iria olha-lo depois de ter dito aquelas palavras. Eddie partiu deixando-a completamente sozinha com um bebê naquela enorme casa, mas tudo ficaria bem. Ela sabia que iria ficar.. Levantou-se para conferir se Dan estava bem e suspirou aliviada quando o viu dormir serenamente. Ela também precisava dormir. Voltou para o quarto e deixou apenas a luz do abajur acessa e fechou os olhos sentindo o pesar das lágrimas ao se lembrar de Joe. Mas o sono a venceu. Tinha sido um dia daqueles.. Quando era mais tarde acordou assustada por conta de um sonho ruim. Virou-se e encontrou o lugar dele vazio. Pegou o celular que estava sobre o criado-mudo e semicerrou os olhos para conseguir ver as horas, estava sem lentes e não fazia ideia de onde estavam os óculos. Onde ele estava? Passara de três da manhã e pelo menos na cama ele não estava.
   - Ele está bem. - Disse a si mesma. Calçou as pantufas e preguiçosamente abriu a porta do quarto e desceu as escadas, precisava de água. A lareira estava acessa. No sofá a figura de Joseph a assustou. Estava deitado de mal jeito e de costas para ela. Nem os sapatos tinha tirado. Demi fechou os olhos com força e sentiu o coração acelerar. Subiu as escadas novamente e caminhou em passos de ninja até o quarto e pegou a coberta, voltou para sala tentando fazer o mínimo de barulho possível. Joe estava de olhos fechados e aparentemente dormia. Demi tirou os sapatos dele e lhes desabotoou a calça. Acariciou os braços e depositou um selinho nos lábios dele antes de cobri-lo com a coberta.
   - Eu te amo. - Sussurrou nos lábios dele.
   - Pensei que me odiasse. - A voz de Joe soou tão baixa e falha que Demi assustou-se.
   - Eu não te odeio. - Fitou os olhos dele, mas Joe desviou o olhar. - Por favor, vá dormir na cama, você vai ficar doente se ficar exposto a este frio. - Disse preocupada. O calor da lareira não era o suficiente para aquecê-lo, uma hora a lenha iria acabar e Joe estaria em maus lençóis.
   - Não é uma boa ideia. - Disse seco e amargo. - É melhor você ir se deitar, tem que está saudável para fazer o show. - Demi preferiu o ignorar. Selou os lábios aos dele demoradamente, mas não foi correspondida. - Feliz natal. - Sussurrou quando ela virou as costas e caminhou em direção as escadas.
   - Feliz natal Joe. - Sussurrou de volta. Sentira o coração partir em mil pedaços. Estava doendo tanto no peito. Novamente conferiu se Dan estava bem e foi para o quarto, apagou todas as luzes e deitou-se na cama sem se importar em se proteger contra o frio. As lágrimas rolavam e o peito doía. Adormeceu em meio de lágrimas. Mas no final das contas sentiu-se ser aquecida por um corpo quente e másculo em seu sono.

Continua... Oiii ! Espero que gostem.. Amanhã tem mais, se tudo der certo né? Comentem ! 



Capítulo 17

   - Por favor, não deixe que ele pegue friagem ou que fique sozinho. - O camarim estava movimentado. Tinha uma arara com algumas peças de roupas, uma penteadeira com um enorme espelho emoldurado com lâmpadas e sobre a penteadeira tinha secadores, chapinhas, babyliss e palhetas de maquiagens.. Por fim tinha um sofá no qual Joe estava sentado com Dan nos braços acompanhado da fiel e inseparável bolsa de Daniel e a cadeira na qual Demi estava sentada enquanto era maquiada e um criado-mudo com uma pequena TV. - Não o entregue para estranhos e não deixe que nenhum paparazzo ou qualquer espécie de câmera fotografe o meu filho. - Joe e o maquiador olharam para Demetria com os olhos arregalados... Tudo bem, ela estava exagerando bastante. - São os perigos que Dan corre. - Disse enquanto o pó era espalhado pelo rosto.
   - Senhorita Lovato! Quinze segundos! - Gritou alguém da porta e Demi revirou os olhos.
   - Não grite porra! Meu filho está dormindo. - Disse irritada.
   - Por favor, se acalme. - Disse Joe quando ela se sentou ao lado dele. Demi estava nervosa desde que chegara ao estúdio por conta da perseguição dos paparazzis e as perguntas indiscretas sobre o relacionamento dela com Joe e sobre Dan.
   - Estou tentando, mas está tão difícil. - Disse cabisbaixo. - Não exponha Dan, por favor. Não quero que isto aconteça agora, ele é tão pequenino.. e.. Apenas não deixe que ele seja exposto. - Joe assentiu. Não iria expor seu filho tão cedo, compreendia o medo de Demi até porque era o mesmo dele.. Selou os lábios aos dela e a viu partir, nervosa e sem deixar de olhar para trás para conferir se tudo ainda estava bem.
   - Sua mãe vai ficar bem. - Joe beijou a testinha de Dan e o aninhou mais aos braços e a manta, Dan o olhava o tempo todo. - Vamos ligar a televisão para ver a mamãe. - Ergueu-se desconfortavelmente e com muito custo finalmente ligou o aparelho. Acomodou-se no sofá e inclinou Dan nos braços para que ele também pudesse assistir à televisão. Eles estavam anunciando Demi, passavam as melhores músicas da carreira da garota e um pedacinho de alguns de seus videoclipes e dos filmes que fizera. Joe sorriu quando Demi foi anunciada. - Olha bebê. A mamãe está na TV. - Joe apontou para a TV, mas Dan olhava era para ele. - Tudo bem, talvez você reconheça a voz dela já que não quer assistir a televisão. - Deu de ombros. As perguntas começaram e Demi estava um pouco nervosa, Joe a conhecia muito bem.. A primeira pergunta era sobre a carreira de Demi, quando ela iria voltar aos palcos ou gravar um álbum. A resposta era a mais óbvia "em breve". - Você está perdendo, sua mãe está muito gata. - Disse e logo riu. - Espero que você tenha a mesma sorte que o papai. - Dan não entendia nada que Joe dizia, mas gostava de olhar para o pai. Ele se sentia bem nos braços de Joe, era como se sentisse todo o amor e a energia positiva. Passaram minutos e mais muitos, Joe conversava com Dan animadamente para que ele não dormisse e o deixasse olhando para as paredes.
   - Oi. - Demi praticamente correu até o sofá e pegou Dan no colo. - Eu senti sua falta anjinho. - O aninhou nos braços e o encheu de beijinhos. - Seu pai cuidou de você? - Demi se ajeitou para amamenta-lo e sorriu quando Dan lhes sugou com força.
   - Também senti sua falta. - Ironizou Joe quando percebeu que Demi só "enxergava" Dan.
   - Está com ciúmes? - Deu-lhes um selinho demorado e sorriu para ele. Estava o provocando como sempre..
   - Claro, ciúmes. - Disse rindo. - Como foi? - Deitou a cabeça no ombro dela e ficou a brincar com o sapatinho de Dan.
   - Foi ótimo, e acredite isto me assustou. - Disse rindo. - Eles são incríveis, e eu fiquei um pouco emocionada. - Comentou ao se lembrar dos fãs.
   - Nós estávamos preocupados, você estava tão nervosa. Mas fico feliz que tudo ocorreu bem. - Joe ergueu-se e capturou os lábios dela com um beijo apaixonado. - Você está linda. - Acariciou o rosto de Demi e tornou a selar os lábios.
   - Obrigado. - Sorriu timidamente. - Nós vamos para casa? - Demi acariciou o rostinho de Dan e ele fechou os olhos, estava com sono.
   - Sim, ainda está cedo. Agora só temos compromisso à noite. - Joe sorriu ao ver Demi colocar Daniel para golfar. Ela parecia cansada.
   - Está muito cansada? - Perguntou enquanto ajeitava a bolsa com as coisas de Dan.
   - Estou. - Assentiu forçando um sorriso.
   - Vamos para casa. - Joe a ajudou com as coisas de Dan e a protegeu do assédio dos paparazzis. Foram para casa. Acomodados e protegidos.

...

   - Por que não dorme comigo? - Demi já estava na cama debaixo de inúmeras cobertas e vestida com um moletom de Joseph. Ela gostava de suas roupas, mas amava as roupas dele, eram mais confortáveis.
   - Porque você tem que descansar. - Joe sentou-se na beirada da cama e acariciou o rosto dela. - Durma bem meu amor. - Beijou a testa dela demoradamente e quando ia se levantar Demi o puxou para um beijo apaixonado.
   - Cuide de Dan, eu te amo. - Disse o fazendo sorrir.
   - Também. Descanse bebê. - Apagou a luz do quarto e caminhou até o quarto de Dan. Conferiu se estava tudo bem com o bebê no berço e o cobriu mais um pouco, Dan estava dormindo. Sentou-se na poltrona, a mesma que Demi usava para amamentar Dan, e ficou a fitar o quarto. Era tão angelical. As paredes eram azuis em exceto a parede que ficava o berço de Dan, era metade com listras verticais de cores: azul bebê, bege e verde e o resto com o mesmo azul das outras paredes. O berço era totalmente branco, tinha um mosquiteiro branco de teto e vários ursinhos de pelúcias nas quatro extremidades. Demi sempre os tirava antes de deitar Dan no berço, tinha medo que ele sufocasse ou se assustasse... Na parede que fazia esquina com a do berço uma enorme janela com detalhes de madeira branca era coberta por uma cortina azul de duas camadas. A primeira azul era barrada com desenho de ursinhos, e a segunda era totalmente branca. Logo vinha a parede oposta a do berço. Tinha o guarda-roupa totalmente branco que pegava metade da parede. Junto do guarda-roupa tinha uma prateleira com cinco divisões, todas elas tinham um ursinho de pelúcia. Logo vinha a porta que era totalmente azul. Na parede oposta a janela tinha a poltrona que Joe estava sentado e no começo da parede do berço de Dan tinha uma cômoda branca e um enorme trocador que encontrava com o berço. Tinham muitos ursinhos e mimos que Demi insistia em coloca-los no quarto do filho. Era um ambiente bem sereno e que dava bastante sono, não era atoa que Dan dormia o tempo todo. Caminhou até o berço e encontrou Dan dormindo. Não tinha companhia e também não tinha um pingo de sono. Resolveu deixar Dan dormindo e saiu do quarto. Aquela casa era silenciosa sem Demi aprontando suas artimanhas. Olhou para os lados do corredor e suspirou frustrado. Abriu a porta do quarto em uma brecha e encontrou Demi dormindo. Desceu as escadas preguiçosamente e estranhou a presença de uma caixa de tamanho médio.
   - Senhora Jonas aqui está sua encomenda. - Leu o bilhetinho pregado na caixa. Sorriu vitorioso quando viu que a caixa já estava aberta e olhou para ver o que tinha dentro. A primeira reação foi uma gargalhada. Não esperava aquilo. - Demetria, Demetria. - Dizia entre risos enquanto pegava uma das peças. - Camisas de bandas de rock para Dan. - Gargalhou novamente ao pegar uma das mini-camisas do Aerosmith. Joe imaginou Demetria e Daniel vestidos como rockeiros, tinha que ser coisa de Demi... Organizou as peças como as encontrou e deixou a caixa no mesmo lugar que estava. Era véspera de natal, não tinha nada a ser feito. Caminhou até o sofá e sorriu ao se lembrar da pequena aventura...

...

   - Joe? - Demi acabara de acordar. Era começo de noite. Joe não tivera muito que fazer, tinha resolvido jogar videogame, mas acabou largando o jogo quando escutou Dan chorar. Era apenas a fralda suja. - O que está fazendo com Dan na cama? - Perguntou enquanto se erguia.
   - Nada, ele está cansado de dormir e eu não tenho nada para fazer, então resolvi trazê-lo para a cama comigo. - Joe estava deitado e abraçava Dan que estava deitado de cumprido sobre o corpo do pai, ele parecia gostar de estar nos braços de Joe. Chegara a babar...
   - Ele não está com fome? - Demi deitou a cabeça no ombro de Joe e sorriu para o bebê.
   - Não sei. Acho que não, ele está quietinho. - Joe acariciou as costas de Dan e riu quando ele se acomodou ao peito dele. Era como Demi. Manhoso.
   - Posso pega-lo? - Demi o olhou incrédula quando Joe assentiu negativamente. - Por quê? - Semicerrou os olhos ao perceber que ele tinha um sorriso cínico nos lábios.
   - Eu o peguei primeiro. E ele gosta de ficar comigo. - Era tão desproporcional os braços de Joe envolvendo o pequenino.
   - Só no seu sonho, ele gosta de ficar comigo! - Debateu.
   - Não senhora! Ele só fica com você porque gosta de mamar. - Disse rindo e Demi deu-lhes um tapa na coxa.
   - Se ele gostasse de ficar com você já teria dormido igual um anjinho. - Joe tinha o dom da irritância. - Deixe-me pega-lo Joe. - Demi era tão manhosa..
   - Quem dorme igual um anjinho é você depois de fazer amor comigo. - Provocou-a e Demi corou.
   - Vem com a mamãe. - Demi pegou Dan nos braços e o acomodou junto a ela no meio das cobertas. - Aqui está quentinho, não acha? - Demi sorriu de orelha a orelha ao ver Dan sorrir para ela, um sorriso sonso e babado. - Ele está sorrindo para mim. - Disse um tanto emocionada e irônica.
   - Vou pegar a câmera. - Joe curvou-se bruscamente para alcançar o criado-mudo e conseguir abrir a gaveta. Pegou a câmera e sorriu com a cena. Dan sorria para Demi, e Demi sorria para Dan. Aquela foi uma bela foto.
   - Ei! Olha para a mamãe. - Demi beijou a bochechinha do bebê e o pôs em pé no colo e o abraçou. - Eu te amo bebê. - Uma lágrima escorreu pelo rosto de Demi quando Dan deitou a cabeça no ombro dela e cochilou. Era tão inacreditável.
   - Ei. - Joe sentou-se ao lado dela e limpou as lágrimas que escorriam. - Por que você está chorando? - Perguntou sorrindo.
   - Eu estou tão feliz, ele é o nosso bebê. - Disse como se fosse a coisa mais inacreditável do mundo. - Eu sempre quis ter um bebê. Ele é tão lindo, ele é.. uau, ele é uma benção. - Demi acariciou as costas de Dan com as mãos enquanto as lágrimas rolavam e um lindo sorriso nos lábios.
   - Eu também estou feliz. - Joe acariciou as costas de Dan e roçou os lábios aos de Demi. - Deixe-me leva-lo para o berço. - Com muito custo Demi o entregou para Joe. Não queria ficar um minuto se quer longe de Dan, era tão bom estar com ele, ela se sentia totalmente completa. - Papai vai te levar para o berço. - Joe deixou Demi na cama com um sorriso de orelha a orelha.
...

   - O que vocês estão fazendo? - Demi acabara de sair do banheiro enrolada em uma toalha branca depois de um banho relaxante de banheira. Surpreendeu-se quando viu Dan deitado na cama e Joe sentando ao lado dele com o violão nos braços.
   - Daniel estava inquieto no berço e não é fome nem fralda suja. - Joe acariciou o rostinho do filho e sorriu para ele. - Então pensei, um dedilhado poderia ajudar. - Demi curvou-se para beijar Dan e Joe não deixou de dar uma espiadinha... - Amor, seu celular não parava de tocar. - Esticou-se mais um pouquinho e quase caiu com violão e tudo.
   - Eu vou me trocar. - Demi percebera o que Joe fazia e não pode deixar de rir. - Cuide de Dan. - Aproximou-se dele e beijou-lhes a bochecha demoradamente antes de sair rebolando aquela bunda..
   - Oh meu Deus. - Joe olhou para a própria calça e o viu duro, olhou para Dan que também o olhava e suspirou. - Papai vai te ensinar tudo sobre mulheres, elas fazem isto com a gente e nos deixam completamente loucos. - Joe engoliu seco quando Demi colocou apenas a cabeça para fora do closet e arqueou as sobrancelhas. - Mas você é um bebê e não entende essas coisas. - Sorriu amarelo e voltou a tocar violão.

Continua.. Ei garotas o capítulo 18 já está pronto, ele faz parte da maratona que vocês tanto querem.. Ainda não sei o tamanho da maratona, mas vamos ver no que da né? Então comentem, se vocês comentarem eu o libero. Beijos! 


16.3.14

Capítulo 16

Nenhuma outra noite foi tão boa como aquela. Fora uma noite abençoada. Dan dormiu tranquilamente assim como os pais. Agarrados e satisfeitos. Joe dormia que chegara suspirar, Demi se lembrou de Dan. Ele tinha puxado o pai.. Beijou o rosto de Joe e tentou se soltar dos braços dele que envolviam sua cintura. Era dia vinte e quarto, véspera de natal. A neve continuara a cair e aquele frio era gostoso, e ficara melhor ainda com a noite de amor.. O quarto estava escuro por conta das persianas, Demi caminhou até a janela e as puxou para que pudesse entrar um pouco de luz do dia. Olhou para a cama e sorriu ao se lembrar da noite passada.. Tinha sentido tanta falta daquelas sensações, de ter Joe apenas para ela. Ainda era cedo, Demi olhou para o relógio sobre o criado-mudo e viu que marcava sete e quarenta e oito. Foi ao banheiro para fazer a higiene matinal e partiu para o quarto de Dan.

   - Já está acordado? - Demi sorriu quando se aproximou do berço e seus olhos encontraram com os de Dan. Ele estava tão quietinho observando tudo. Demi o ergueu no ar e sorriu. Cada dia que se passava parecia que Dan crescia um pouquinho. O encheu de beijinhos no rosto e o abraçou. - Mamãe te ama. - Demi se sentou na poltrona com Dan, que estava "em pé" com a ajuda dela, e sorriu mais ainda ao olhar para o rostinho do filho. Os olhos completamente verdes, os cílios delicados e os poucos fios de cabelo castanho eram finos e lisos. Dan era um bebê grande e saudável. - Hum.. Acho que sei o que você quer. - Demi adorava brincar com Dan, viu o bebê sorrir sonso e o mimou. - Está com fome? - Dan parecia entender o que ela falava, era mais ligado a Demi do que a Joe. O deitou no colo e guiou o seio até a boca de Dan e ele o sugou avidamente. Estava faminto. Demi o cobriu com a manta e ficou a observa-lo por longos minutos.

   - Pequena? - Joe adentrou o quarto com cuidado para não fazer barulho. Sorriu ao os ver e aproximou-se deles e curvou-se para beijar a testa de Dan. - Bom dia bebê. - Sorriu para o pequeno e olhou para Demi. - Bom dia meu anjo. - Trocaram olhares confidentes e Joe roçou os lábios aos dela demoradamente. 

   - Bom dia amor. - Aquilo era simplesmente tudo que Demi sempre sonhou. Ter uma pessoa que a amasse como Joe e um bebê fruto do amor deles. Ser mãe tinha sido um sonho realizado.

   - Como está o garoto? – Joe tocou o pé de Dan que estava coberto com uma botinha de lã azul e sorriu quando o bebê parou de mamar para observar o que acontecia em seu pé.

   - Ele está muito bem, não é bebê? – Demi riu quando Dan voltou a mamar e apoiou à mãozinha no seio dela, ele sempre fazia isso.

   - É normal ele querer mamar sempre? – Perguntou curioso. Todas às vezes que Joe ia visitar Dan ele estava mamando ou dormindo.

   - É. Ele é muito pequeno e precisa mamar para crescer, e normalmente bebês de um mês e quatorze dias só sabem mamar o tempo todo. – Demi tocou a mão de Dan com o dedo e sorriu sentindo a maciez da pele alva quentinha.

   - Isto é tão legal. – Comentou os observando e Demi riu. – Você quer ter outros bebês? – Demi o olhou assustada e boquiaberta.

   - Acho que é cedo demais para pensar em ter outro bebê. – Deu ênfase em “outro bebê” e Joe riu amarelo. – Por quê? Você quer ter mais bebês? – Disse ainda assustada.

   - Não é uma má ideia. Desde que você esteja de acordo. Ou nós podemos apenas praticar. – Joe piscou para ela e Demi riu.

   - No momento vamos apenas praticar. – Disse rindo.

   - Acho que Dan não gosta da ideia de ter um irmão. – Joe olhava para o filho que também o olhava fazendo careta.

   - Ou ele pode estar com a fralda cheia. – O aninhou no colo e suspirou quando Dan fechou os olhinhos e sugou-lhes com mais intensidade.

   - Está animada para o natal? - Perguntou Joe ao se lembrar da conversa do natal na noite passada. Estava ansioso, seria o primeiro natal de Dan. 

   - Estou. Vai ver ótimo. - Demi também estava ansiosa por conta de Dan, iriam passar o natal na casa da família Jonas.

   - Dan pode vestir uma roupinha verde? - Demi o olhou e assentiu rindo. Joe soou como uma criança tímida e manhosa.

   - Pequeno, não dorme. - Demi o sacudiu de leve quando viu que Dan cochilava ainda com o bico do peito na boca. O colocou na posição certa e acariciou as costas dele até golfar. - Você está com muito sono? - O encheu de beijinhos e o ninou nos braços.

   - Vocês dois são fofos. - Sussurrou Joe para não acordar Dan e Demi sorriu e o levou para o berço. - Eu o amo tanto. - Joe abraçou Demi de lado e os dois ficaram a observar o pequeno dormir serenamente.

   - Eu também. - Demi o abraçou, os olhos marejados vendo o pequenino dormir. - Vocês são tudo para mim. - Joe a abraçou fortemente e beijou-lhes a testa. Também eram tudo que ele tinha.

   - Eu também te amo muito. - Era tão boa aquela sensação de ter Demi em seus braços. Joe se sentia tão completo perto dela, não precisaria de mais nada para ser feliz. Tinha tudo que um bom homem precisava. Uma companheira para amar e um filho. - Não chora. - Joe limpou algumas das lágrimas que escorriam pelo rosto de Demi e a puxou para fora do quarto. - O que acha de um café da manhã caprichado? - Demi sorriu em resposta. Joe desceu as escadas a puxando pela mão e a guiando até a cozinha. 

   - Onde está a bagunça do jantar da noite passada? - Perguntou Demi quando adentrou a cozinha impecável.

   - Mágica. - Joe a ergueu sentando-a na ilha da cozinha. - O que quer comer? - Joe pôs-se entre as pernas dela sem malicia alguma e a encheu de selinhos pelo rosto.

   - Você vai cozinhar? - Disse enquanto envolvia a nuca dele com os braços. - Hum.. Surpreenda-me. - O provocou mordendo-lhes o lábio inferior.

   - Deixe-me pensar. - Joe mordeu o lábio inferior dela e adentrou a blusa de moletom repousando as mãos nas costas quentinhas de pele macia. - Quer que eu te surpreenda? - Encaminhou os beijos para o pescoço de Demi o mordiscando levemente. Demi tombou a cabeça para trás adorando aquela sensação da barba cerrada roçando-lhes a pele.

- Por favor.. - Sussurrou quando o sentiu subir as mãos lentamente até os seios e os apertar gostosamente.

   - O que você quer? - Mordeu o lóbulo da orelha da garota e a colou contra o corpo arqueando a pélvis contra a intimidade dela. O frio parecia ter sumido. Aquele calor entre eles era tão forte e vivo.

   - Você.. - Demi o beijou com paixão sentindo aquelas sensações intensificarem com cada toque. Aprofundou o beijo e puxou os cabelos da nuca dele quando Joe ameaçou de subir a blusa de moletom que ela vestia. De repente Joe finalizou o beijo com selinhos molhados e Demi o olhou confusa. - O que foi? - Perguntou aparentemente irritada por ver que Joe sorria de olhos fechados.

   - Temos que nos alimentar primeiro. Principalmente a senhorita que está amamentando e que gastou muita energia ontem à noite. - Joe adorava a provocar, gostava de ver Demi irritada, ela era bastante esquentadinha quando queria.

   - Pois eu quero gastar mais agora. - Disse decidida.

   - Não discuta Demetria, você vai se alimentar primeiro. Depois nós fazemos amor. - Disse a enfrentando. Demi revirou os olhos irritada e o empurrou para se pôr de pé.


   - Chato! - Cruzou os braços emburrada e amarrou uma carranca de todo tamanho.


   - Deixe de ser reclamona. - Joe passou por ela e deu-lhes um tapa na bunda. - Gostosa! - A pirraçou e novamente Demi revirou os olhos.


   - Por que não fazemos amor primeiro e depois nos alimentamos? - Disse entredentes o observando pegar os alimentos no armário.


   - Por que você tem que questionar tudo? - Demi estreitou os olhos e quase o atacou..


   - Por que você quer mandar em tudo? - Disse terrivelmente irritada.


   - O que eu fiz? Só porque você tem que se alimentar? - Debateu. - Eu estou visando a sua saúde e o bem de Daniel. - Joe resolveu se acalmar. Não seria bom discutir com ela na véspera de natal e também não seria nada bom para a relação deles. - Vamos, sente-se para comer. - Demi odiava quando Joe a tratava como se ela fosse uma criança. Mas resolveu ficar calada e sentar-se a mesa. Comeram em silêncio. A irritação de Demi parecia ter passado, ela tinha feições suaves e parecia distante. Joe a observava como sempre.

   - Desculpe. - Sussurrou cabisbaixo. Joe arqueou as sobrancelhas e esperou que ela continuasse. - Sei que quer o melhor para mim. - Joe não estava errado. Desde que Demi saiu da reabilitação aparentava estar com a saúde frágil por conta de ter ficado bons anos sem se alimentar direito. E se ela se alimentasse direito iria melhorar bastante, e também tinha Dan que precisava dela para crescer.

   - Está tudo bem. - Joe levou a mão até a dela e a cobriu com a sua. - O que acha de me ajudar a arrumar a bagunça? - Demi sorriu assentindo. Curvou-se e o beijou. Estava se sentindo como uma idiota por ter um ataque infantil e Joe ter sido tão paciente com ela.
   - Você é o homem que toda mulher sonha em ter. - Comentou enquanto guardava algumas coisas dentro do armário e Joe lavava as canecas que tinham usado.

   - Como é este homem? - Perguntou curioso fazendo Demi rir.

   - Ele é lindo, forte e inteligente o suficiente para entender o que sua mulher quer. É dotado e bom de cama. Lava, passa e cozinha, e ainda é um excelente pai. - No final os dois gargalharam. O humor de Demi mudava em um estalar de dedos, uma hora ela estava irritada e excitada, e em outra fofa e engraçada. Iria o enlouquecer.

   - Sou dotado bebê? - Demi arregalou os olhos quando o viu sorrir malicioso. Joe secou as mãos e caminhou até Demi, totalmente constrangida e excitada. - Vem. - Joe a pegou como se Demi fosse um saco de batatas pendurado no ombro. Deu-lhe um tapa na bunda e ela gemeu. - Está tomando anticoncepcional? - Perguntou enquanto a deitava no sofá. Demi assentiu desinteressada e levou as mãos até a barra da blusa de moletom que ele vestia. Joe já estava entre suas pernas e aquilo a fazia aquecer mais e mais.

   - Você é tão forte. - Demi jogou a blusa de moletom em qualquer lugar e passou a mão pela pele exposta. Joe tinha os braços fortes, o peito largo e a barriga lisa e definida, nada de gominhos. O puxou fazendo-o deitar bruscamente sobre si e o beijou apaixonadamente.

   Necessitava tanto dele para lhes fazer se sentir viva e amada. Demi o surpreendeu quando inverteu as posições com tamanha habilidade. Sentou-se com o corpo dele entre as pernas no local proibido e movimentou-se contra ele. Levou as mãos até a barra da blusa de moletom que vestia e a levantou logo jogando a peça longe. Joe mordeu o lábio quando viu os seios pularem com o movimento e ergueu-se fazendo-a sentar-se um pouco acima de seus joelhos e envolveu-a com os braços. 

   - Estou no paraíso. - Sussurrou. Joe beijou o seio direito e depois o esquerdo. Demi tinha um pequeno sorriso no rosto o observando, levou as mãos até os cabelos dele os puxando levemente quando Joe lhes abocanhou o seio direito. Ele deslizava a língua pelo mamilo ereto e lhes dava chupões. - Você gosta disso? - Perguntou partindo para o esquerdo e chupando com tanta força fazendo Demi gemer de dor. - Desculpe. - Sussurrou distribuindo beijinhos por aquela região.

   - Oh Joseph. - Demi o abraçou com tanta força o deixando confuso. Joe retribuiu o abraço e aproveitou para acariciar as costas dela. - Faça amor comigo.. Faça.. - Sussurrou mordiscando o pescoço dele. Joe a puxou para um beijo urgente e deitou-se com ela bruscamente. Trocaram beijos por bons minutos enquanto se acariciavam sem quaisquer que fossem as restrições. Era bem complicado para se mexer, já que o sofá era pequeno para dois.

   - Deixe-me tirar isto. - Joe se levantou cambaleando e livrou-se das calças e da box que vestia bruscamente. Demi o olhou de cima a baixo e sentiu o ventre aquecer apenas por ansiá-lo. Roçou os lábios aos dele quando Joe se curvou para beija-la e logo ele se voltou para despi-la. Deslizava a calça de moletom e a calcinha lentamente sem ousar em desviar o olhar do dela. Jogou as peças em qualquer lugar e pôs-se sobre ela. - Você é maravilhosa. - Joe acariciou o rosto de Demi com a ponta dos dedos e a beijou delicadamente enquanto a preenchia centímetro por centímetro. Suspiraram quando ele estava por completo dentro dela. Se sentiam completos, vivos e amados. 

   Aquela conexão era muito mais que um ato físico, era uma conexão de alma. Aos poucos Joe começou a se movimentar, lento e sofrido. Era tão bom sentir a pele dele se roçando na dela. Os mamilos roçarem o peito e os lábios colados. Demi levou as mãos até o rosto de Joe e fitou os olhos dele. Estavam brilhando de desejo, uma mistura de castanho com verde fitando os dela. Demi o sentia aumentar a velocidade das investidas gradualmente. Deixou um gemido escapar quando ele a estocou do nada. Joe cobriu os lábios dela com os dele e a segurou pelo quadril. Saiu e entrou. Acelerou os movimentos e Demi gemeu como nunca tinha gemido antes sem se importar com nada. Ela sentia aquilo se formando dentro dela. Tudo estava concentrado no ventre. O calor dos movimentos de Joe e dos beijos ardentes. Arqueou o corpo e cravou as pequenas unhas contra as costas de Joe para evitar um grito estrondoso. Não conseguia sentir as pernas e nada mais. Só o corpo extremamente relaxado e os movimentos ainda vivos de Joe.

   - Você está bem? - Joe tinha um sorriso divertido nos lábios. Demi assentiu rindo e acariciou o lugar onde tinha ferrado as unhas. - Que tal você por cima? - Sugeriu com um sorriso safado nos lábios, Demi tornou a rir e inverteu as posições.

   - Você é idiota. - Demi riu quando Joe repousou as mãos atrás da cabeça e flexionou os músculos dos braços e ficou a arquear o quadril com aquele sorriso safado nos lábios.
   - Como é ter um marido dotado e gostoso como eu? - Perguntou rindo enquanto ela cavalgava. A visão de ter Demetria Lovato naquele estado era fascinante. Os cabelos jogados de lado caiam pelos ombros e as costas. Um sorriso mais safado que o de Joseph e os seios balançando conforme ela se movimentava. As coxas grossas com o corpo dele entre elas e as pequenas mãos femininas repousadas um pouco abaixo do peitoral dele. 

   - Convencido! - Demi arranhou o abdômen dele e curvou-se para beija-lo. - Eu te amo bobo. - Roçou os lábios e ambos gemeram entre o beijo por conta do que acontecia lá atrás... A esta altura o frio não era nada perto deles aquecidos por aquelas sensações.. Joe começara a suar e gemer mais que a própria Demi, já ela também suava e tentava no máximo conter os gemidos. Moveu-se de baixo para cima e ambos gemeram de olhos fechados, tornou a repetir o movimento para provoca-lo e novamente sentiu tudo se concentrar naquela região. Tombou a cabeça para trás e reprimiu um grito que poderia acordar Daniel e todo o resto da população mundial. Chegaram lá juntos, tremendo e anestesiados. Demi caiu sobre Joe totalmente ofegante e fora de si. O peito dele se movimentava rapidamente de cima para baixo desgovernado. Demi podia escutar o coração dele bater e aquilo a acomodou de tal maneira..

   - Pequena? - A chamou quando começara a recuperar a sanidade. Ergueu-se e encontrou Demi de olhos fechados e com certa dificuldade para respirar. Envolveu o corpo dela com os braços e relaxou o corpo no sofá enquanto deslizava a mão livre pelo cabelo e as costas de Demi.

   - Se continuar acariciando os meus cabelos desta forma eu vou acabar dormindo. - Joe sabia que ela iria dormir, não era tão ruim assim tê-la em seus abraços dormindo depois que tinham feito amor.

   - Não me importo, desde que esteja como veio ao mundo. - Demi ergueu-se para olha-lo e acabaram rindo. - O que acha de ficar assim o dia todo? - Perguntou acariciando o rosto dela.

   - É uma ideia tentadora. - Sorriu fraco e deu um selinho nos lábios dele.
   - Mas? - Acariciou o rosto dela e estranhou quando Demi desviou o olhar.

   - Não vai ficar chateado? Por favor não fique, isto está tão bom e gostoso. Não quero te soltar nunca mais. - Disse atropelando as próprias palavras e Joe assentiu rindo.

   - Não vou ficar. - Joe deu um selinho nos lábios dela e Demi sentiu que aquilo era uma carta branca.

   - Mas tarde tenho que ir a uma coletiva de imprensa e fazer um mini-show acústico com apenas quatro músicas. - Demi observou as expressões do rosto de Joe atentamente, nada.. Definitivamente nada mudou e aquilo a tranquilizou
.
   - Nós temos tempo até lá.. Não é tão ruim. - Forçou um sorriso para mostrar que tudo estava bem, Demi assentiu e deitou-se com a cabeça no peito dele.

   - Não está chateado? - Perguntou entrelaçando os dedos aos dele.

   - Não, claro que não. É aqui em Los Angeles? - Perguntou receoso e suspirou aliviado quando Demi murmurou um "humrum". - Então, está tudo bem bebê. Nós podemos aproveitar nosso tempo livre para namorar. - Sorriu com o pensamento. Poderia ficar ali o dia inteiro fazendo-a gemer.

  - Tarado! - Demi deu um tapa no braço de Joe quando ele arqueou a pélvis contra a dela. 

  - O que foi? - Perguntou rindo histericamente.

-  Pode ir acalmando seu amiguinho. Nós temos centenas de coisas para fazer nesta casa. - Disse se lembrando que teria que arrumar a casa, cozinhar e não faria aquilo sozinha.

  - Sim, nós temos. - Demi arqueou as sobrancelhas ao olha-lo. - Fazer amor no seu piano, na ilha da cozinha, na escada, no corredor, na banheira e se for possível até na neve. - Ambos gargalharam e Demi o encheu de tapas.

   - Idiota! - Disse rindo. - Eu tenho algo para você. É o seu presente de casamento. - Meu Deus! Ela quase esqueceu da caixinha..

   - Não precisava ter comprado nada para mim. - Demi balançou a cabeça negativamente e deu um selinho nos lábios dele.

   - É algo que você queria muito. Eu fiquei tão feliz com o piano, acho que você também vai gostar do meu presente. - Demi se levantou preguiçosamente e aos poucos foi se vestindo. - Vamos Joseph! Vista-se, não é legal você ficar pelado no sofá de casa com risco de recebermos visitas. - Emburrado, Joe se levantou e se vestiu vendo Demi prender o riso.

   - Não tem graça. - Disse emburrado enquanto ela o puxava pela mão até o quarto.

   - Tem sim. - Demi o sentou na beirada da cama perto do criado-mudo e ignorou o saquinho de camisinha de Joseph. Abriu a gaveta e pegou a caixinha. Não era tão pequena, mas também não era grande. - Feliz aniversário de casamento, espero que goste. - Sentou-se ao lado dele e, ansiosa como sempre, observou Joe com um pequeno sorriso nos lábios enquanto desfazia do laço vermelho da caixinha. Joe ficou boquiaberto. Olhou para Demi e para dentro da caixa.

   - É o que estou pensando? - Perguntou com um sorriso bobo nos lábios e Demi assentiu.

- Oh meu Deus! - Pegou a peça delicadamente como se ela fosse a mais valiosa do mundo... e a pôs no braço. - Obrigado. - Joe encheu o rosto dela de beijos e sorriu quando Demi o abotoou no braço. Patek Philippe 1527, o relógio que Joe sempre quisera.

   - Nem vou perguntar se você gostou. - Disse Demi rindo. Joe guardou o relógio com o máximo de cuidado que tinha e se virou para ela.

   - Está preparada para gritar de prazer? - Joe deitou-se sobre ela imobilizando as pernas de Demetria com as suas e Demi arrepiou-se toda. - Eu te amo Demi. - Selou os lábios aos dela apaixonadamente e recomeçaram o estavam fazendo no sofá..

Continua.. Oi! Espero que gostem do capítulo.. Pequena discussão Jemi.. e.. Enfim, não vou dizer nada que não devo.. Até o próximo capítulo, obrigado pelos comentários e pelo selinho!! Meu twitter:: https://twitter.com/mylittlediley 


13.3.14

Capítulo 15

Ter um bebê não era fácil. Demi acordou assustada e ficou imóvel ao ver que Dan estava deitado sobre ela e dormia serenamente. Céus! Onde estava com a cabeça quando resolveu cochilar com Daniel depois de amamenta-lo? Ele poderia cair e.. não iria pensar no pior. Analisou o bebê deitado sobre ela e o abraçou delicadamente. O amava tanto, mas tanto que chegava doer. Ergueu-se com cuidado e ajeitou Dan nos braços, beijou-lhes a testa e caminhou em passos lentos até o quarto dele e o pôs no berço.
   - Mamãe te ama meu anjo. - Demi depositou um beijo demorado na testa de Daniel e ficou a olha-lo dormir por minutos e mais minutos. Pelo visto Joe ainda não tinha chegado e aquilo de certa forma era bom.. Demi checou a temperatura do quarto no termômetro perto do aquecedor e agradeceu por tudo estar em perfeita ordem. O tempo estava tão frio que até o ar era pesado. Ao voltar para o quarto também checou o aquecedor e sentou-se na cama para pensar no que faria.
   - Certo Demi, pense. - Disse a si mesma. Caminhou até o banheiro e ficou a se olhar no espelho. Precisava urgente de ir ao spa e passar o dia inteiro lá. Mas não poderia, Dan não poderia ficar sozinho e ela não iria dirigir até o spa na semana de natal. Determinada, se livrou do moletom e ficou apenas de lingerie e foi atrás do que precisava. Secador de cabelo, chapinha, babyliss e cremes de todas as especies. Iria fazer uma revolução em si mesma. Encheu a banheira com água morna e depositou vários sais de banho na mesma. Demi mal se reconheceu quando se olhou no espelho, não que estivesse "mal", mas ela sempre fora vaidosa e aquela Demi do espelho não combinava com ela. Sorriu ao olhar a parte traseira e pensar em Joe.. Ele tinha razão, ela tinha um belo corpo e aquela bunda acompanhada por belas coxas era de dar inveja. Espantou os pensamentos maliciosos e despiu-se para que pudesse tomar um banho tranquilizante na sua adorável banheira. Oh! Aquilo era tão bom, Demi ficou horas na banheira, até cochilou..
   - Demetria! A que ponto nós chegamos? Você tem a própria selva amazônica entre as pernas e não sabia. - Demi gargalhou com o próprio comentário.. Aquilo não estava legal e ela iria dar um jeito na "mata" agora mesmo. Pegou o barbeador e o creme e começou o serviço enquanto ria dos próprios pensamentos impuros. - Bem melhor.  -Disse ainda rindo depois que a "mata entrara em extinção". Fez o mesmo com as pernas e agradeceu aos céus por não precisar fazer nas axilas. Odiava pelos e seus semelhantes! 
   - O que eu vou fazer com você? - Choramingou ao ver o estado do cabelo no espelho. Emaranhado! Caminhou como um zumbi até o armário e pegou todos os produtos que precisava para domar a fera. Abriu a ducha e tornou a tomar outro banho relaxante enquanto domava a fera em sua própria cabeça. Quando terminou o banho aplicou o creme no cabelo e partiu para a próxima etapa. Demi vestiu o roupão e sorriu. Agora era a parte que ela mais gostava. Pegou o creme facial e aos poucos o massageou por toda a extensão do rosto. Tudo estava em ordem. Mata desmatada, cabelo hidratado, pernas lisas e rosto sendo hidratado. Sentou-se em uma cadeira e esticou as pernas. Aos poucos o sono a pegou e Demi dormiu até roncar.
   - Joe.. - Gemeu manhosa. - Para Joseph. - Disse se mexendo na cadeira. - Amor, para. - Murmurou e quando abriu os olhos teve vontade de rir de si mesma. Era Oliver passando o focinho gelado em seu pé. - Você me assustou. - Demi fez um carinho na cabeça de Oliver e sorriu ao se lembrar da primeira vez que o viu. Fora no dia que ela voltou para casa depois de meses de reabilitação. - Tenho que tirar isto. - Demi fez uma careta ao pegar no cabelo quase duro por causa do creme. Caminhou até a ducha e tomou uma chuveirada que a fez despertar. Estava perfeita, ou melhor, estava ficando perfeita.
     A pele estava ótima e ela tinha um cheiro fresco de rosas. Antes de recomeçar a batalha com o cabelo, só que agora as armas seriam o secador e a chapinha, Demi foi até o quarto de Dan e sorriu ao ver que ele ainda dormia. Era um milagre! Ele já deveria ter acordado faminto, mas quem estava faminto era ela. Droga! Não tinha almoçado e a batalha no banheiro a deixara faminta. Foi até a cozinha e pegou uma maça e uma banana, não era de comer frutas, mas aquilo a deixaria satisfeita até que pudesse preparar alguma coisa decente para comer. Quando voltou para o quarto totalmente satisfeita, começou a batalha com o cabelo. Seca de um lado, seca de outro. Escova ali, escova acolá. Uma verdadeira guerra. Mas quando terminou estava perfeito. Não era se gabando. Mas uau! Ela estava perfeita. 
   - Agora é a bagunça. - Suspirou frustrada. Deu um jeito na banheira, guardou os produtos e as armas para do cabelo e catou o moletom jogado no chão e o pôs na roupa suja. Quando voltou para o quarto arrumou a cama e caminhou até o closet para escolher uma roupa confortável e quente.
   - Demi? - Demi sorriu de orelha a orelha ao escutar a voz de Joe. Vestiu-se rapidamente e correu até ele. - Uau! - Ambos se fitaram boquiabertos. Joe estava perfeito. O cabelo estava um pouco raspado de lado e um pouco maior em cima. A barba perfeitamente cerrada. Pôs-se cabisbaixo com um sorriso tímido nos lábios. Joe estava extremamente másculo e intimidante. - Trouxe chocolate. - Disse meio atrapalhado. Joe também tinha uma única rosa vermelha junto com o tablete de chocolate. Aproximou-se de Demi e envolveu a cintura dela com os braços cuidadosamente.
   - Você está tão bonito Joe. - Disse Demetria com um pouco de dificuldade para respirar. Levou a mão trémula até o rosto de Joe e o acariciou por breves segundos. - Tão lindo. - Sussurrou com a voz falha quando Joe a chocou contra a parede e a beijou ferozmente. Ela iria desmontar nos braços dele, aquele beijo era tão ardente que Demi perdera a força das pernas.
   - Eu estou com tantas saudades Demi.. Tantas. - Sussurrou no ouvido dela enquanto adentrava a camisa com as mãos. Joe distribuiu beijos pela região do pescoço de Demi deixando-a completamente arrepiada. Os dedos travessos tocaram o bico do peito e Demi teve que o empurrar. - Tudo bem? - Joe estava confuso, uma hora ela cedia e outra ela fugia.. Demi sentou-se na beirada da cama e passou as mãos pelos cabelos totalmente ofegante e excitada, Joe não sabia ao certo o que fazer, então resolveu se sentar ao lado dela.
   - Agora não.. Eu.. Nós podemos esperar mais um pouco. - Disse totalmente sem graça. Joe assentiu mais frustrado que ela e beijou-lhes a testa carinhosamente. - Eu tenho que sair agora. - Ainda tinha o presente dele e nessas horas de "spa" lembrara de uma coisa que Joe certamente gostaria.
   - Sair? Agora? - Disse surpreso. - Lá fora está muito frio e a neve não te deixa fazer nada. - Comentou enquanto caminhava pelo quarto se despindo, provavelmente ele iria tomar banho.
   - Eu tenho que ir, é algo urgente e tenho que resolver isto ainda hoje. - Demi adentrou o closet junto com Joe e ficou a observa-lo apenas de cueca.
   - O que é? - Perguntou curioso a fitando. Pense Demi, pense...
   - Bem, é algo na gravadora, nada que vá tomar muito do meu tempo. - Inventou uma desculpa qualquer e viu Joe franzir o cenho. - Pode cuidar de Dan enquanto vou lá? - Perguntou receosa até porque as feições de Joe não era das melhores.
   - Tudo bem, não demore. - Joe roçou os lábios aos dela rapidamente e caminhou apressadamente até o banheiro. Aquilo não era nada bom.. Mas agora ela tinha outra coisa para resolver..
...

Azul marinho, com decote tomara que caia e faixa um ombro. Joe deixara o vestido para Demi em cima da cama e ficara imaginando como iria despi-la.. Estava louco, totalmente louco de desejo que precisou de um banho gelado no inverno.. Ele tinha planejado aquela noite e ela seria perfeita. Arrepiou os cabelos recém-cortados e passou as mãos pelo paletó. Vestia-se todo de preto exceto a camisa social branca. Olhou-se mais uma vez no espelho e sorriu. Demi ainda não tinha chegado, o que de certo modo era bom porque ele precisava de tempo para organizar o que planejara. Pretendia leva-la no melhor restaurante de Los Angeles, porém não era totalmente possível, pois a maldita neve anulara todas as alternativas, em exceto a de trazer o restaurante até eles... Desceu as escadas e viu que tudo estava ficando como queria, aquela equipe era perfeita. As luzes de velas e as flores davam aspecto a um clima totalmente romântico. Joe ficou a esperar Demetria no hall de entrada. Mas ela estava demorando demais e começara a escurecer.
   - Demi? Onde você está? - Estava preocupado.. Como estava. Mas suspirou aliviado quando ela disse que acabara de chegar em casa.
   - Demorei? - Demi acabara de chegar e parecia mesmo gelada. Joe a tocou e assustou-se. - Está nevando muito. -Disse frustrada.
   - Meu Deus! Você vai ficar doente Demetria. - A repreendeu. - Por que não se agasalhou? - Joe a abraçou e tremeu de frio ao sentir o corpo dela totalmente gelado.
   - Não vou ficar doente. E já estou me aquecendo. - Demi sorriu e enterrou o rosto no peito de Joe enquanto ele a aquecia, chegara a ganhar cor no rosto e aparentava saudável.
   - Vamos subir. Você deve tomar um banho. - Demi estava tão agarrada a Joe que nem percebeu a movimentação dentro de casa.
...

   - Daniel estava chorando? - Demi acabara de sair do banheiro e encontrou Joe com Dan nos braços sentado sobre a cama, ele parecia tentar acalmar o bebê.
   - Acho que ele está com fome. - Demi sentou-se ao lado de Joe e pegou o bebê dos braços dele.
   - Ele está. - Demi guiou o seio até a boca de Dan e ele mamou como se não houvesse amanhã.
   - Demi, eu comprei este vestido para que você possa usar esta noite. - Meio sem jeito, Joe mostrou o vestido para Demi que sorriu de orelha a orelha. - Você gostou? - Sentou-se ao lado dela com o vestido no colo.
   - É muito bonito. Obrigado. - Demi deu um selinho nos lábios de Joe e ele sorriu bobo.
   - Eu vou.. Er.. Vou indo, tenho que preparar nosso jantar. - Ele estava uma gracinha todo atrapalhado e constrangido. Demi assentiu rindo e olhou para o beberrão de leite.
  - Ainda está com fome bebê? - Dan parecia mais esperto, levou a mão até o seio dela e continuou a mamar. Quando Dan finalmente se cansou de mamar Demi teve a certeza que ele iria dormir a noite inteira totalmente satisfeito. O fez golfar e quando ele dormiu, o cobriu para leva-lo para o quarto.
   - Oi. - Demi quase caiu para trás quando abriu a porta do quarto e deparou-se com Joe.
   - Oi. - Levou a mão até o peito e respirou fundo. - Joseph, o que você está aprontando?- Disse espalmando o peito dele.
   - Nosso jantar de um ano de casados. Arrume-se e demore o tempo que for preciso, voltarei para te buscar. - Joe beijou a mão de Demi antes de sair do quarto o mais rápido possível. Não iria ficar perto dela com Demi vestindo apenas um hobby de seda marcado pelo mamilos. Ele já estava duro e se perdesse o controle iria leva-la para cama naquele mesmo instante.
Pôs os brincos que combinavam com a cor do vestido e sorriu ao se olhar no espelho. Estava completamente linda. O vestido destacava as belas curva do corpo e valorizava os seios e o bumbum. Como sempre, fizera um coque despojado e deixou a franja de lado. No dedo a aliança brilhava, Demi estava nervosa por conta da importância daquela noite. Era mais do que obvio o que iria acontecer e ela estava ansiosa para fazê-lo. Foi até o quarto de Dan e sorriu ao ver que ele dormia profundamente que chegara suspirar. Quando voltou para o quarto borrifou um pouco de perfume e conferiu a maquiagem. Estava perfeita e completamente ansiosa. Tudo que restava era esperar, voltou para o quarto e sentou-se na cama. Como seria a noite? Será que Joe iria gostar do presente? Estava embrulhado em uma pequena caixinha que ela lutara bastante para conseguir em pouco tempo.. Arrumou a cama e tornou a se analisar. Teria que estar perfeita, tinha se preparado para aquilo o dia todo..
   - Demi? - Oh meu Deus! Demi guardou a caixinha na gaveta do criado-mudo e quase prendeu o dedo, ou a mão, quando fechou a gaveta. Assustada, bateu a mão na parte superior do criado-mudo e derrubou alguma coisa.
   - Ah não! - Disse desesperada. Como iria olha-lo? Estava vermelha de vergonha. Tinha várias camisinhas jogadas no chão. Pelo menos cinco delas tinham caído de um saquinho de papel branco.
   - Você está bem? - Joe estava mais envergonhado que Demi, pegou as camisinhas do chão e as guardou no mesmo saco e o pôs no criado-mudo. Não entendia porque estava envergonhado.. Aquilo era normal para eles há anos. - Machucou? - Joe sentou-se ao lado dela e acariciou-lhes a mão-quase-presa.
   - Nã-o-o.. Eu estou bem. - Estava tão nervosa e vergonhada que mal conseguia o olhar. Céus! Como era desastrada.
   - Você está tão linda. - Joe acariciou o rosto dela e entrelaçou os dedos transmitindo segurança a garota que tremia. Beijou-a casto e sôfrego, Demi correspondeu o beijo e acalmou-se bastante. - Vem. - Joe a puxou pela mão e a conduziu até a sala de jantar. Demi sorriu adorando aquilo. Estava completamente perfeito. A mesa estava posta para dois e o cheiro da comida era maravilhoso. O cheiro das velas aromáticas dava a sensação de frescor e campo. Era um ambiente de pouca luz, em especial as das velas e das típicas luminárias olho de boi.
   - Como você fez isto tudo? - Perguntou admirada. Nem parecia que estavam em casa, tudo estava tão perfeito.
   - Segredo. - Joe sorriu e ajudou-a a sentar-se. - Está com fome? - Joe sentou-se de frente à Demi aliviado por ela ter gostado de tudo.. quase tudo.
   - Estou. - Aquela troca de sorriso e olhares era tão intensa e fazia com que o coração de ambos acelerasse. Joe se levantou meio desajeitado para servi-los. Demi percebeu que ele estava nervoso e levantou-se para ajuda-lo. Aquilo era tão estranho, eles eram casados e tinham um filho. Por que todo aquele nervoso e vergonha?
   - Eu posso nos servir. - Joe sorriu de forma nervoso e Demi o parou.
   - Amor, não vai funcionar se nós continuarmos agindo assim. - Demi mal sabia de onde tirou tanta confiança, mas soou melhor do que ela planejara. - Vem cá. - O puxou pela mão e depois o abraçou pela nuca. - Eu amo você Joseph. - Demi olhou no fundo dos olhos de Joe antes de beija-lo apaixonadamente. Aquele beijo transmitia toda a confiança que ambos precisavam.
   - Eu também te amo. - Joe sorriu ao olha-la. Demi ainda estava de olhos fechados e sorria. - Muito. - Abraçaram-se por longos minutos. Estavam mais calmos e prontos para o que iria acontecer, Joe os serviu e eles comeram entre beijos e risadas. Demi colada a ele e Joe colado a ela. - Feche os olhos. - Demi fez uma careta mais os fechou. - Sei que é curiosa demais, então vou colocar uma venda e só vou tira-la quando.. - Ele não completou a frase, Demi fez birra. Mas acabou com a venda.
   - Joe.. Fale alguma coisa, você está me deixando nervosa. - Joe conduzia Demi até a "surpresa" abraçando-a por trás, totalmente misterioso.
   - Nós estamos quase lá. Fique quietinha bebê. - Sussurrou no ouvido dela. Demi sentiu Joe se afastar e um barulho de porta abrindo. Joe a puxou pela mão e Demi incomodou-se com o silêncio.
   - Joe? Você está aí? - Disse assustada. Seja lá o que ele estivesse aprontando estava a deixando assustada e nervosa. 
   - Bem atrás de você. - Joe a abraçou e beijou carinhosamente o ombro nu. - Vou tirar a venda, mas você vai continuar de olhos fechados. - Demi assentiu e suspirou aliviada quando ele tirou aquela maldita venda.
   - Abra os olhos. - Demi abriu os olhos e ficou boquiaberta. - Feliz aniversário de casamento meu amor. - Sorriu de orelha a orelha. Era realmente uma surpresa.
   - Isto é.. Uau.. Obrigado. - Ela parecia não acreditar. - Joe, eu estou sem palavras. - Joe riu e abraçou-a de lado.
   - Você sempre quis um piano branco e eu pensei. "Por que não?" - Demi o beijou apaixonadamente e correu para o piano. Aquilo era perfeito. - Agora vai me trocar pelo piano? - A provocou e Demi riu. 
   - Vem! - Demi o chamou. Joe sentou-se ao lado dela e sorriu. Demi tocava com tamanha perfeição. Uma melodia calma e apaixonante. - Obrigado, é o melhor presente que já recebi. - Disse assim que terminou de tocar. A felicidade dela era tamanha que nem cabia no peito. Aproximou-se e o beijou. Joe estava tão orgulhoso de si mesmo, estava conseguindo fazer aquela mulher feliz. E Demi feliz era como se ele estivesse feliz. Meia hora depois estavam na sala vendo a neve cair pela janela. O natal era a época preferida de Demi, e comemorar o aniversário de casamento naquela época era perfeito. Joe a abraçava por trás e ficaram daquele jeito por vários minutos. No silêncio da noite e com aqueles piscas-piscas enfeitando toda a casa.
   - Você gosta disto? - Perguntou Joe sobre observar nevar pela janela.
   - Gosto. - Limitou-se a falar. - Quando eu era pequena sempre observava a neve pela janela de madrugada quando os meus pais estavam dormindo. - Não fora uma infância fácil. Ela era sozinha e tão.. especial.
  - Eu não sou muito fã de neve, mas gosto do natal. - Comentou a olhando e Demi riu.
  - Como não gosta? Natal e neve são praticamente irmãos. Não é possível imaginar um natal sem neve, ou neve sem natal. - Disse como se fosse obvio e Joe riu.
   - Não é que eu não goste. É que fica meio difícil para fazer as coisas nesta época. - Por um lado Joe estava certo, era horrível quando precisava sair de casa para resolver alguma coisa.
   - Não acho. É ótimo para dormir agarrado a pessoa que você gosta. - Demi arrependeu-se por ter dito aquelas palavras. Agora estavam ambos totalmente sem graça e em um silêncio sufocante.
   - Vem. - Joe a puxou pela mão para leva-la para o quarto. E Demi o beijou antes que começassem a subir as escadas. Joe a imprensou contra o corrimão de vidro e levou as mãos até os cabelos dela os soltando. Distribuiu beijos pelo pescoço e aos trancos e barrancos subiram as escadas. Demi gemeu quando Joe a chocou contra a parede do corredor e beijou toda a região do tórax. Ele a ergueu fazendo com que ela entrelaçasse as pernas a cintura dele e começou a beija-la do tórax ao pescoço e do pescoço até o maxilar e o queixo. Quando selou os lábios aos dela as línguas pareciam guerrear ferozmente. Joe a segurou com força e adentrou o quarto sem se importar com a bagunça que estava fazendo.
      Deitou com ela na cama enquanto tirava os próprios sapatos com os pés e beijava os lábios de Demi. Levou as mãos até o traseiro da garota e o apertou fazendo-a arquear a pélvis e as intimidades roçassem. As mãos de Demi trabalhavam descontroladamente na fivela do cinto. Não se importou de descer o zíper, deslizou a calça de Joe deixando-a no pairar das coxas e apertou a bunda dele com força fazendo com que ambos gemessem novamente. Estava quente, muito quente. As mãos trabalhavam ferozmente enquanto os lábios estavam colados. Joe se movia sobre ela insinuando movimentos sexuais. Beijava todo o corpo e os lábios, totalmente desesperado e confundindo as respirações.
   Demi agradeceu por aqueles sapatos serem práticos e os tirou sem cuidado algum. Deus! Como ela tinha sentindo falta do corpo daquele homem sobre o dela. Estremeu quando Joe levantou o vestido dela o deixando um pouco acima da cintura. Deslizou a calcinha pelas coxas grossa quase em câmera lenta. Demi quase teve um orgasmo apenas por pensar no que ele iria fazer. Ofegou quando sentiu as mãos másculas  deslizarem dos joelhos até a virilha e fechou os olhos com força quando sentiu a respiração quente batendo no clítoris. Joe agarrou uma das coxas dela envolvendo-a com o braço e com a mão livre estudou o tesouro que tinha.
   - Você está tão molhada meu amor. - Sussurrou no ouvido dela e mordeu o lóbulo da orelha. - Eu vou te beijar até você explodir de prazer bebê. - Demi arrepiou-se e sentiu o coração acelerar. Joe tinha enterrado um dedo nela. Como sentira falta daquilo, arqueou a pélvis contra o dedo dele e gemeu alto quando sentiu o outro lhe invadir. Joe sorriu travesso e pôs-se entre as pernas dela. Distribuiu beijinhos carinhosos pela aquela região e tocou o clítoris com a língua antes de abocanha-lo. Demi estava no céu. Gemeu totalmente satisfeita e feliz por estar fazendo amor com ele. Joe a explorava com carinho e de forma delicada. Mas umas investidas com os dedos e a língua fez com que Demi explodisse violentamente.
   - Por favor me beije. - Disse mais calma. Joe riu e deitou-se sobre ela e estudou-lhes a feição do rosto. Ela parecia estar nas nuvens. Joe fitou os olhos castanhos e cariciou o rosto. Pôs algumas mechas que caiam sobre o rosto atrás da orelha e tocou os lábios femininos com o dedão. O rodeou como se os desenhasse. Aproximou-se dela e a beijou. Um beijo calmo e carinhoso. Demi o abraçou e sussurrou que o amava entre o beijo. Ele era tão maravilhoso. Finalizaram o beijo com selinhos molhados e quando se olharam sorriram.
     - Quero tirar o seu vestido. - Joe estudava o corpo dela de forma engraçada. Demi riu e virou-se ficando deitada de costas para que ele pudesse ver o zíper do vestido. - Amor sua bunda está maior. - Comentou Joe rindo. Deu-lhes um tapa e ficou a olha-la admirado.
   - Joseph, você está me despindo ou secando a mim bunda? - Ironizou quando o sentiu aperta-la gostosamente.
  - São duas coisas maravilhosas de se fazer. - Joe a acariciava como se fosse a novidade do momento. Deu-lhes outro tapa e Demi o olhou feio e depois riu. - Deixe-me tirar o seu vestido. - Joe estava mais admirado do que nunca. Demi o ajudou a se livrar do vestido e quando ele se deitou sobre ela suspirou aliviado. Abraçou-a e a beijou. - Você é minha. - Joe desceu os beijos pelo tronco e pelas pernas.
   - Joe, por favor. - Disse se contorcendo debaixo dele. Joe tirou o paletó e o jogou em qualquer canto. Levantou-se e desabotoou botão por botão da camisa enquanto a admirava. Não se importou com o paradeiro da camisa muito menos o da calça e da box. Pegou o saquinho, aquele mesmo que Demi derrubara, e pegou um dos preservativos.
   - Deixe-me colocar. - Demi ergueu-se meio tonta de ansiedade e pegou o preservativo. Joe estava de joelhos entre as pernas dela e a observava rasgar a embalagem prateada com certa dificuldade e arrepiou quando ela segurou o membro ereto e deslizou a camisinha.
   - Eu te amo Demetria. - Joe segurou o rosto de Demi com as mãos e aos poucos foi se deitando sobre ela enquanto saboreava o sabor dos lábios. Deslizou a mão pelo corpo feminino e a levou até o membro ereto. Demi fechou os olhos quando o sentiu lhes preencher cuidadosamente. Respirou pesadamente e abraçou Joe, ele começava a se movimentar lentamente dentro dela. Joe enterrou a cabeça no pescoço dela e ficou a depositar selinhos por aquela região. Sentiu Demi envolver as pernas um pouco acima do bumbum dele e beijar-lhes o cabelo. Conforme ia se movimentando sentia os seios pesados movimentando-se no mesmo ritmo. Demi tinha dificuldade para respirar e às vezes deixava escapar gemidos de prazer. Deslizou as mãos até os seios dela e ergueu-se para beija-la rapidamente. Rodeou o corpo da amada com o braço e o arqueou um pouco. Beijou o bico do seio direito enquanto acariciava o outro. Joe se movimentava com tanta fibra dentro dela. Não se importava de deixar o peso do corpo cair sobre o dela, e Demi adorava senti-lo daquela forma tão intensa. Acariciou os cabelos dele e Joe beijou os lábios dela.
   - Isto é tão bom. - Joe entrelaçou seus dedos aos de Demi e fez com que ambos erguessem os braços os deixando erguidos um pouco acima da cabeça. Ficara bem mais gostoso, Demi entrelaçou as pernas as dele e se movimentaram juntos até chegarem ao ápice.
   - Vem Demi. - Joe a puxou para o peito e os cobriu. Estavam tão agarrados. Aquela noite tinha sido maravilhosa. Beijou a testa dela e a aninhou nos braços. Demi já cochilava totalmente satisfeita. 

Continua... Olá! Gostaram? Espero que sim. Demorou, mas saiu né? Bem, não vão ser apenas flores.. Beijos e até o próximo capítulo ou o selinho que estou prometendo há milênios.