A luz do sol adentrava as
pequenas brechas das persianas longas da janela do quarto e da porta de vidro
que dava acesso à varanda. O quarto iluminou-se num tom dourado tão impecável e
ao mesmo tempo romântico. Remexendo-se na cama, Joe tateou-a procurando Demi
para abraçá-la. Ou a noite passada tinha sido apenas um sonho? Analisando pelo
fato dele estar completamente suado e ofegando por conta do sonho que tivera
com Demi.. Ah não! Já tinha acontecido uma vez.. Será? Demi não estava na cama,
e provavelmente não estaria no banheiro e no closet julgando pelo silêncio..
Respirando fundo, Joseph levou as mãos aos cabelos os penteando para trás. Não,
não tinha sido um sonho.. Ele ainda podia sentir o corpo dela roçando o dele,
as caricias, os beijos.. Depois de segundos relembrando cada detalhe sem
hesitar em sorrir, Joe caminhou preguiçosamente para o banheiro.
Terno preto e gravata vermelha vinho. As mãos espalmaram o peito estufado e subiram para o colarinho da camisa branca alinhando-o perfeitamente. O cabelo negro estava úmido e penteado para trás. Alguns passos e ele alcançou a poltrona do closet onde deixara a pasta. O dia mal tinha começado e os pensamentos relacionados ao trabalho já corriam por sua mente. A esperança de encontrar Demetria na cozinha fazia seu coração bater um pouquinho mais acelerado, se ele permitisse animar-se mais do que já estava certamente iria infartar. Joe estava tão ansioso e sentindo-se maravilhosamente bem só pelo fato dela estar em casa. Ao encostar a porta do quarto, os olhos de Joe encontraram com os do filho.
- Bom dia. - Sorriu para o garoto que parecia muito sonolento.
- Bom dia. - Daniel sorriu para o pai logo espreguiçando-se. Estava sem camisa e o típico cordão de prata fino com o pingente de plaquinha envolvia seu pescoço e caia um pouco assim do peito. Os cabelos lisos e escuros de fios grossos estavam jogados para trás, típico do charme de galã do garoto. - Mamãe está dormindo? - Perguntou ao pai.
- Eu não sei, quando acordei ela não estava na cama. - Joe fitou os olhos verdes do garoto por segundos até que Dan apontou para o final do corredor.
- Eu aposto que Lizzie está tramando alguma coisa, por isso que a mamãe não está no seu quarto. - Daniel cerrou os olhos ao olhar para a direção do quarto da irmã. - Você não vem? - Perguntou enquanto caminhava para o quarto de Lizzie.
- Tudo bem. - Joe repousou a pasta na mesinha de pernas que mais pareciam finas pilastras e seguiu o garoto. "Não Daniel" Estava escrito de vermelho nas letras miúdas logo abaixo do nome de Lizzie. A porta do quarto da menina mais parecia a porta de um camarim.
- Eu avisei. - Daniel cruzou os braços e sorriu como se tivesse desvendado o maior enigma do mundo. Demi estava deitada na cama de Lizzie embrulhada as cobertas da menina dormindo profundamente. - Lizzie a sequestrou. - Sussurrou para o pai e o mesmo revirou os olhos.
- Se eu acordá-la nós estamos ferrados. - Joe sorriu como um menino teimoso e aproximou-se da cama.
- Bom dia. - Lizzie acabara de sair do banheiro e parecia nem se importar com a invasão masculina. - Você fez o café da manhã? - Lizzie beijou a bochecha do pai carinhosamente como sempre fazia e esperou ansiosamente por um sim.
- Hum.. Não. - Joe sorriu amarelo e a menina revirou os olhos. - Por que vocês não nos esperam lá na cozinha? Eu vou acordá-la. - Lizzie assentiu e saiu do quarto puxando o irmão. O dia mal tinha começado e eles já estavam prontos para discutir.. - Dem? - Joe acariciou o rosto de Demi e a beijou na testa. - Bebê, acorda. - Chamou-a distribuindo selinhos pelo rosto da mesma. - Demi, acorda. - Os lábios selaram os dela carinhosamente.
- Hum.. - Ronronou movendo-se preguiçosamente na cama. - Amor, vem cá. - Joe arregalou os olhos e riu quando Demi o puxou para que ele se deitasse com ela. - Me abraça? - Sussurrou manhosa.
- Está na hora de levantar. - Cantarolou abraçando-a calorosamente. - Não dorme. - Joe beijou o topo da cabeça de Demi e a mesma encolheu-se contra o corpo dele.
- Ah Joe. - Sussurrou de olhos fechados. - Eu estou com sono, amor. - Demi simplesmente era terrível para acordar, ainda mais quando era temporada de férias ou nos finais de semana. Era manhosa e birrenta, o insultava com palavrões "pesados" e quando ela finalmente se levantava, passava pelo menos oito horas do dia mal humorada.
- Bebê, eu tenho que ir trabalhar. - Disse fazendo carinho nos cabelos dela.
- Mas hoje é sábado. - Demi levantou-se para olhá-lo, mas logo aninhou-se ao peito dele. - Não vai. - Demi o abraçou como quem abraça um ursinho de pelúcia numa noite fria.
- Demi.. Você sabe que as coisas não funcionam assim. - Demi mais do que ninguém sabia como era ter que seguir horários rígidos que mal permitia que ela respirasse..
- Ligue para o seu chefe e diga que você está resfriado. - Murmurou manhosa. - Você não iria trabalhar o dia inteiro, iria? - Perguntou mais manhosa do que já estava.
- Até as duas da tarde. - O olhar esperançoso de Demi não ajudava, os olhos chegaram a ganhar um brilho especial enquanto ela implorava fazendo biquinho. - Aliás, bom dia princesa. - Roubando um selinho, Joe riu ao ver as bochechas coradas de Demi e buscou o celular no bolso da calça.
- Diga para Sara que se ela te liberar hoje, eu vou comprar um vibrador novo para ela. - Sara Matthew, recém-divorciada, era a chefe de Joe. Uma senhora simpática dona de cinquenta porcento das ações da NY Times, que adorava Demetria. Quando se encontravam as duas conversaram por horas e horas.
- Demi! - Joe a repreendeu com o olhar, mas não deixou de rir. - Sara? Bom dia. Joseph Jonas.. - Enquanto Joe conversava com a chefe, Demi aproveitava para cochilar um pouquinho agarrada a ele.
- Mãe? Vocês não vão tomar café? - Daniel perguntou da porta do quarto.
- Nós já estamos indo. - Dan riu quando a mãe piscou para ele e logo voltou para cozinha.
- Então? - Perguntou curiosa assim que Joe desligou o telefone.
- Você deve um vibrador novinho em folha para Sara. - Demi sorriu de orelha a orelha e o abraçou calorosamente.
- Eu estou com muitas ideias para o nosso final de semana. - Em questão de segundos Demetria estava de pé completamente animada. - Mas eu preciso me trocar e escovar os dentes. - Demi franziu o cenho em uma careta engraçada ao lembra-se que acabara de acordar. - Você pode descer para arrumar café para os garotos? - Perguntou tímida.
- Claro que posso. - Joe levantou-se e sorriu ao olhar para baixo. Tão baixinha e amável. - Eu fiquei de enviar alguns arquivos para Sara, devo trabalhar mais tarde no escritório. - Comentou enquanto caminhavam pelo corredor.
- Ah Joe! - Demi hesitou ao entrar no quarto e virou-se para olhá-lo. - Amor, quando se trata de você eu sou completamente egoísta. Eu estou com tantas saudades de estar com você e com nossos bebês que não suporto a ideia de ficar um minuto sem vocês. - Demi observou o sorriso crescer nos lábios dele. - Eu sei que é pedir muito, mas você precisa de férias Joseph. Todos nós precisamos, você vai acabar explodindo. - Demi aproximou-se e deu um leve e rápido selinho nos lábios dele. - Cuide dos nossos pequenos. - Lançando-lhe um olhar divertido, Demi correu para o quarto e logo para o banheiro. Joe suspirou fundo e sorriu. É.. Era como ela o deixava. Bobo e cada vez mais apaixonado. Só então Joe despertou do transe ao escutar o grito de Elizabeth vindo cozinha. Céus! Era melhor ele descer antes que seus bebês se matassem.
- Daniel! Idiota. - Joe surpreendeu-se, mas riu ao vê-los. Lizzie estava agarrada as costas do garoto. As pernas envolviam a cintura de Dan e o peito colado às costas. Ambos gargalhavam e pareciam se divertir juntos.
- Lizzie,
você é pesada. - Daniel riu da risada da irmã e a fez deslizar para o chão. -
Meu Deus! Você está vermelha. - Dan estendeu a mão para ajudá-la a levantar-se.
Ambos sorriam um para o outro. Estavam felizes e Joe sentiu o coração
aquecer-se assim que Lizzie cochichou no ouvido do irmão e os dois gargalharam
juntos. - Ei! Nós podemos buscar Buffy depois do almoço, o que você acha? -
Sentando-se a mesa com a irmã, Daniel sorriu ao perceber que o pai os
assistia.
- O que você e a sra. Clarkson vão fazer com os filhotes? - Lizzie perguntou ao irmão. A sra. Clarkson acompanhara Daniel desde os primeiros passos e gostava bastante do garoto. Só não gostava muito de Demi, as duas trocavam farpas a cada palavra. Entretanto Demi mantinha a boa educação apenas por conta do filho. Lola, a golden retriever cor de champagne da sra. Clarkson era a parceira fiel de Buffy há anos.
- Eu não sei. Acho que a mamãe não nos deixaria criar seis filhotes. - Daniel olhou para Joe e o mesmo assentiu. - Sra. Clarkson só quer um filhote, então eu tenho que encontrar um lar para os outros seis. - Seis filhotes. E Dan não fazia ideia do que fazer com eles.
- Seis filhotes é muito. Imagina só ter que passear, alimentar e dar banho em seis filhotes travessos. - Comentou Joe enquanto tirava o paletó. - Vocês dois não teriam tempo. - Joe tinha razão. Por mais que os garotos pretendiam cuidar dos filhotes, o trabalho era duro e ainda tinha a escola. Escola.. E Daniel não estava nada bem na escola..
- Você não iria trabalhar? - Perguntou Lizzie curiosa como sempre e Joe murmurou um "Humrum". - A mamãe ainda está dormindo? - Elizabeth assustou-se ao sentir a testa ser selada.
- Estou aqui. - Demi sorriu para a garota. - Bom dia crianças. - Daniel a abraçou calorosamente antes mesmo que Lizzie tivesse a chance de fazê-lo. Ora, a menina estreitou os olhos e todo aquele clima descontraído entre eles evaporou.
- Bom dia. - Demi sorriu ao fitar os olhos do seu menino. Dan era como o pai. Galã. - Você está linda. - Beijando-a carinhosamente na bochecha, Demi o abraçou e sorriu. Seu pequeno Daniel tinha crescido.
- É melhor você vestir uma camisa, não quero que o meu bebê fique resfriado. - Como sempre Dan corou ao receber um beijo carinhoso na bochecha. Desde pequenino ele corava com todos os carinhos que recebia da mãe.
- Bom dia mamãe. - Elizabeth mal esperou que Demi soltasse o irmão e abraçou-a. - Você está maravilhosamente linda. - Demi fez uma careta, mas riu. Ora, o cabelo estava preso num rabo de cavalo. Ela estava sem maquiagem e usava roupas simples. Nada mais que uma camisa da Nirvana e um short curtíssimo branco, e calçava sandálias pretas simples.
- Estão com fome? - Perguntou e os três assentiram. Então o café da manhã seguiu entre pequenas discussões de Lizzie e Dan, e bem.. Joe não tirava os olhos de certo traseiro.. Ele não perdia a oportunidade de apertá-la enquanto a mesma cozinhava atrás do balcão. E o melhor era que eles apenas trocavam olhares provocantes.
- Vocês têm planos para o final de semana? - Lizzie perguntou preguiçosamente deitada no sofá depois de deliciar-se com o magnífico café da manhã que a mãe preparou.
- Eu o papai temos um compromisso muito importante com o videogame. - Dan e Joe fizeram um toque de mãos bem estranho e Demi os censurou com o olhar.
- Eu tenho planos. - Demi sentou-se no sofá, já que antes estava deitada com Joe para contar o que planejava. - Nós podemos preparar o almoço juntos.. Hum.. Baralho ou uno depois do almoço? E nós podemos passar a tarde toda assistindo filmes juntos. - Demi olhou para Joe e o mesmo assentiu.
- Eu estou dentro, e vocês? - Joe sorriu ao sentir os dedos da amada em seus cabelos os bagunçando como ela sempre fazia.
- Por mim tudo bem, mas eu e Lizzie precisamos ir à casa da sra. Clarkson depois do almoço. - Dan riu ao observar a careta que a mãe fizera.
- Bem, eu iria passar o final de semana com os meus livros. - Lizzie sorriu timidamente para a mãe e notou que a mesma tinha o mesmo sorriso tímido que ela. - Mas posso ler depois. - Lizzie não hesitou em sorrir ao fitá-los. Mesmo deitado no sofá, o pai tinha um braço envolvendo a cintura da mãe como se estivesse a protegendo. Quando eles se olhavam calorosamente, não deixavam de sorrir e trocar palavras carinhosas.
- Lizzie, você está lendo cinquenta tons? Acho que era este o nome do livro que você estava carregando ontem. - Elizabeth arregalou os olhos e sentiu o rubor tomar conta por todo o rosto. Droga!
- Não.. Não.. Eu não estou lendo. - Disse gaguejando. Joe estava sério e Demi com os olhos arregalados. - Idiota! - Lizzie estreitou os olhos ao fitar o irmão. Ela sabia que ele fazia para pirraçar. - Mãe, Daniel está expulso da escola! - Meu Deus! Joseph tombou a cabeça para trás e passou as mãos pelos cabelos. Dan arregalou os olhos e engoliu seco ao fitar a mãe. E Elizabeth, bem, Lizzie pareceu arrependida depois do feito.
- Você está o que Daniel? - Demi respirou fundo para evitar ter um ataque do coração. Chegara ficar pálida de nervoso.
- Mãe, eu posso explicar. - Antes mesmo que Daniel pudesse respirar, Demi levantou-se bruscamente. Ninguém ousou em mover um músculo, estavam assustados e surpresos.
- Explicar? Como você me explica isto Daniel Henri Jonas! - Demi passou as mãos pelos cabelos e respirou fundo várias vezes. - Expulso, expulso.. - Murmurou andando de um lado para o outro freneticamente.
- Demi, calma. - Joe sentou-se no sofá e massageou as têmporas. - Demetria! Calma. - Antes mesmo que Demi pudesse partir para cima do garoto, Joe laçou os braços a cintura da mesma impedindo-a.
- Calma? Você quer que eu fique calma? - Demi cravou as unhas aos pulsos de Joe o fazendo gemer de dor. - Você sabia dessa merda? Sabia Joseph? - Joe engoliu seco e assentiu. Ora. A coisa tinha ficado feia para ele. - Eu não acredito nisso. - Murmurou chateada. Eles tinham feito amor a noite toda, tinham conversado sobre os filhos e Joe não teve coragem de contar nada para ela? Franzindo o cenho, Demi soltou-se dos braços de Joe e subiu as escadas logo entrando no quarto. O que diabos estava acontecendo com Daniel? O garoto era excelente, tinha boas notas, mas em todas as escolas o comportamento "rebelde" era o mesmo. Seu pequeno menino sorridente. Demi deitou-se na cama ainda bagunçada e deixou cair as primeiras lágrimas. Tantas eram as lembranças. O primeiro dentinho, quando ele disse a primeira palavra, os primeiros passos, a confusão do primeiro corte de cabelo e o mais importante, o primeiro dia de aula.
Flashback On
- Mama, não. - Daniel choramingou ao ver a colher cheia de sopinha. - Dan cheio mama. - Disse olhando para a mãe.
- Mas você não comeu nada. - Demi espiou Lizzie no cercadinho e pegou o pequeno Daniel nos braços. - Meu amor, hoje é o seu primeiro dia na escola. Tem que comer para ficar forte. - Demi arrumou os cabelos do pequeno para o lado e logo a camisa branca de botões com o escudo da escola. - Você está tão lindo. - Os olhos marejaram e Demi o beijou na bochecha. Aos recém quatro anos completos Daniel era uma fofura. Os cabelos escuros e lisos penteados para o lado, os grandes olhos verdes e o sorriso que nunca saia dos lábios do pequeno.
- Escola? - Perguntou o pequeno com os olhos fixos aos da mãe. - Mama, Dan quer ficar com Izzie no "dinho" e Uffy? Ele não podí fica sozinho mama. - "Dinho" era cercadinho. Daniel adorava brincar de montar bloquinhos coloridos com a irmã no cercadinho. Os pequenos até que se entendiam.. Claro que às vezes eles brigavam por causa dos brinquedos, mas acabavam juntos.
- Mas você tem que ir para escola. - Demi deu um beijinho carinhoso na testa do pequeno e o abraçou. - Você está crescendo tão rápido. - Murmurou ainda com o pequeno nos braços.
- Vamos? - Demi limpou a lágrima que escorria e assentiu. - Ei, é só a escola. - Joe curvou-se para pegar Lizzie no cercadinho e aproximou-se de Demi. - Não é bebê? Hoje é o dia de ir para escola. - Daniel não parecia muito interessado, na verdade ele estava assustado. Não era acostumado a ficar longe de casa e tinha medo do que essa tal de "escola" fosse.
- Mama, Izzie omí. - A pequena choramingou erguendo os bracinhos para que a mãe pudesse pegá-la. Enquanto ajeitavam-se para ir até a garagem Dan e Lizzie travavam uma verdadeira guerra choramingando. - Omí mama, omí mama. - Dizia a pequena freneticamente.
- Não seja dramática Beth. - Demi conferiu se o cinto da cadeirinha estava nos conformes e beijou o pequeno na testa antes de adentrar o carro novamente com Lizzie nos braços. - Não morde! - Demi cerrou os dentes ao sentir os lábios da pequena envolver o bico do seio carregado de leite. Se Daniel era um verdadeiro beberrão de leite nos tempos que mamava, Elizabeth conseguia ser mais beberrona ainda. A pequenina mamava o tempo inteirinho. Não tinha exceções. Dia, tarde e noite. Premiação e festas de família. Demi mal podia respirar. - Devagar pequena. - Sussurrou enquanto acariciava o rosto da filha. Lizzie tinha os fios castanho claros presos em um "coqueiro", as bochechas coradas que pediam para ser mordidas e apertadas, o sorriso era simpático e gostoso, e os olhos grandes e cor de mel, ou esverdeados, eram como os do pai. As perninhas eram gordinhas e Demi adorava mordê-las, o que fazia a pequena gargalhar. Lizzie era simpática e sorridente, contrário a Daniel, que era tímido e sorridente.
- Ansioso? - Joe sorriu para o pequeno pelo retrovisor.
- Um "poquinho", medo papa. - Demi riu da careta que o pequeno fizera. Ele estava bastante tenso por não saber o que o esperava.
- Não morde Elizabeth! - Demi a repreendeu com o olhar, mas sorriu quando a pequena sorriu para ela ainda com o bico do seio na boca.
- Chegamos. - Cantarolou Joe ao estacionar o carro.
- Mama. - Dois múrmuros ao mesmo. Daniel porque estava aflito e Lizzie porque a mãe vestiu-se impedindo-a de mamar. - Izzie omí. - A pequena deitou a cabeça no ombro da mãe enquanto elas saiam do carro.
- Mamãe sabe que você está com fome, mas nós temos que deixar o seu irmão na escola. Depois você pode mamar. - Daniel estremeceu ao escutar a mãe dizer que eles iriam "deixá-lo" na escola. Meus Deus! Aquilo não estava certo! O que ele tinha feito de errado? A família estava o abandonando?
- Mama. - Dan correu atrás da mãe e envolveu a perna da mesma com o corpo. - Não mama. - Choramingou a olhando como se implorasse para que ela não o deixasse. - Dan ama você mama. - Disse rapidamente.
- Joe, segure Lizzie. - Ótimo. Não bastava ter um marido ciumento, os dois filhos tinham que querer estar com ela o tempo todo. - Mamãe também te ama. - Pegando-o no colo, Demi distribuiu selinhos pelo rosto de Dan o acalmando. - Está tudo bem, é só a escola. Aqui é bem legal, tem várias crianças quem vão adorar brincar com você. - Assim que chegaram à recepção, Demi observou bem o lugar. Tudo era tão branco e ao mesmo tempo colorido. Era o lugar certo para o primeiro ano de Dan na escola.
- Sr, e Sra. Jonas, boa tarde. - Disse uma jovem mulher vestida comportadamente em um terninho preto, até os cabelos estavam presos. - Este é o nosso querido Daniel? - A moça esboçou um sorriso simpático e Dan encolheu-se nos braços da mãe.
- Ele está um pouco assustado. - Demi sorriu um pouco incomodada com o olhar intimidante de uma mesma funcionária da escola.
- Está tudo bem. Você vai adorar seus coleguinhas. - Daniel franziu o cenho e enterrou o rosto no pescoço da mãe totalmente desinteressado. - Vamos para a sala? - Estava piorando. A moça o tocara nas costas.
- Eu posso acompanhá-lo? - Demi perguntou educadamente. Ela sabia que Dan ficaria menos tenso se ela o acompanhasse até a sala e o colocasse na cadeirinha, e quem sabe até cantarolasse uma música para ele.
- Perdão. Mas é não é adequado levá-lo para a sala, ele tem que fazer isto sozinho. - Demi olhou para Joe e logo para o pequeno.
- Apenas hoje, ele está nervoso e eu posso ajudá-lo. - Demi esboçou um dos seus melhores sorrisos convincentes para que pudesse ajudar o pequeno. - Só hoje. - Choramingou e a moça respirou fundo.
- Apenas hoje Sra. Jonas. - Demi sorriu de orelha a orelha e sussurrou alguma coisa para Dan.
- Papai e Lizzie querem um beijo, Dan. - Dan beijou a bochecha do pai e a de Lizzie choramingando. Aquilo era uma droga! - Podemos ir? - A moça assentiu e Demi lançou um olhar ansioso para Joe. Contra vontade Daniel tivera que caminhar, ele segurava a mão da mãe e não queria soltá-la. Aquele lugar era imenso e lindo. A decoração era sofisticada, entretanto a natureza era presente. Tinha pequenos arbustos, grama e flores. O ambiente perfeito junto com a melhor educação infantil de LA.
- A professora de Dan se chama Maria, ela está conosco há mais de vinte e cinco anos. - Demi assentiu. Nem ela tinha vinte e cinco anos, tinha vinte e três.. Assim que aproximaram-se da sala, Demi surpreendeu-se com o tanto de crianças. Uns pulavam, outros gargalhavam e tagarelavam sem parar. Daniel arregalou os olhos e olhou para a mãe.
- Você tem muitos coleguinhas. - Demi sorriu o encorajando.
- Boa tarde. - A mulher gordinha de cabelos vermelhos mais parecia uma joaninha dos anos oitenta. - Sou Maria, Sra. Jonas. - Demi adorou conhecê-la, dificilmente as pessoas, mesmo "profissionais", mantinham controle ao encontrar uma celebridade como ela.
- Olá. - Sorriu educadamente. - Este é o seu novo aluno. - Demi piscou para Maria e a moça, e sussurrou no ouvi de Dan. - Diga oi.
- Oi. - O pequeno murmurou sem olhá-las.
- Diga seu nome meu amor. - Demi sorriu para as crianças que se aproximavam deles.
- "Danhiéu Ri Jonas" - Daniel Henri Jonas. O pequeno não conseguia pronunciar "Daniel" perfeitamente e nem o "Henri".
- Muito bem. - A professora o elogiou. - Vamos entrar? Nossa aula já vai começar. - Demi adentrou a sala sobre o olhar curioso de um bando de crianças. Uns surpreenderam-se. Outros, principalmente as meninas, sorriram ansiosamente sabendo quem ela era.
- Seja um bom menino, mamãe ama você. - Demi o sentou na primeira cadeirinha na parede onde tinha um desenho de um dinossauro verde. Dan nunca estivera tão tímido. - Comporte-se. - Assim que ela virou o rosto, ele a beijou como sempre fazia. - Até mais tarde meu amor. - Demi levantou-se sobre o olhar do pequeno e sorriu o encorajando.
- Não se preocupe, ele vai se acostumar. - Demi sorriu assentindo.
- Espero que sim, há uma semana ele não parava de falar sobre a escola, e agora está tímido. - Demi observou o filho sentado na cadeirinha, os coleguinhas de Dan já se aproximavam e tentavam conversar com o mesmo. - Acho que é melhor eu ir, qualquer coisa me ligue. - Demi entregou a mochila completamente verde e preta, as cores do Max Steel de Dan para a professora e tornou a olhar para o pequeno. Ele estava tão bonitinho vestido na camisa branca de botões, a calça preta social e o tênis preto. - Até mais tarde. - Sentindo o coração partir ao sair da sala, Demi caminhou acompanhada da moça que a atendera até a recepção.
- Mama! - Demi franziu o cenho e olhou para trás. - Mama. - O coração partiu-se e ela agachou-se para envolvê-lo com os braços. Tão pequeno o seu menino.
- Não chora bebê. - Demi o beijou na bochecha e disse que tudo iria ficar bem.
FlashBack Off
Continua.. Oi! Primeiramente eu queria pedir desculpas pela demora para postar. Eu estava resolvendo coisas da faculdade.. É! Eu entrei para a faculdade e vou cursar engenharia da computação O.O E não tive muito tempo para escrever porque a matricula era só até sexta-feira e eu tive que correr atrás de muitas coisas junto com a minha mamãe. Bem, espero que vocês gostem do capítulo, eu disse que iria ter flashback :D
Calma gente, a história tem um objetivo e eu estou o trabalhando.. Vocês vão entender melhor o Dan na outra parte do capítulo.. Ele tem motivos para estar expulso da escola... Vou tentar postar ainda hoje para recompensá-las, ok? Beeeeijos e obrigado pelos comentários.
Ps: Eu tinha movido Wouldn't change a Thing para o rascunho, pois eu estava reescrevendo porque o que tem de escrito errado não é pouco shusa Mas como duas pessoas pediram eu voltei a postá-las.
DESCULPEM SE HOUVER ALGUM ERRO ORTOGRÁFICO, ESTOU POSTANDO PELO CELULAR!