22.7.14

Capítulo 2

Furiosa. Demetria Jonas estava furiosa ao cubo! Como três pessoas poderiam viver naquela casa? Céus! Nem a empregada deu conta da bagunça e pediu demissão assim que viu a patroa. Primeiro tivera que reunir todos e destinar tarefas a cada um deles. Segundo, Demi tivera que ir ao supermercado assim que jogara fora toda aquela porcaria que Joe chamava de comida. Por Deus! Doritos, pizza e hambúrgueres não eram nada saudáveis. E quando era mais tarde, depois que aquela casa era digna de ser chamada de “Lar” e os seus filhos estavam bem alimentados, Demi finalmente realizara sua fantasia de estar aconchegada em sua cama quentinha e macia depois de tomar um banho de banheira de rainha.

   - Demi? – Joe a chamou. Finalmente depois de doze meses o lado esquerdo da cama estava preenchido. Mas do que adiantara ter a sua mulher deitada em sua cama sendo que a mesma estava te ignorando. – Está dormindo? – Perguntou. Demi nada respondeu. Respirou fundo e fechou os olhos o ignorando. Como iria aproximar-se dela? Demi estava deitada com as costas viradas para ele e ainda usara seu moletom! – Amor, não faz isso. – Disse tocando-a no braço. Ótimo, ela não o atacara. Bom sinal.. – Vem cá. – Abraçando-a por trás, Joe afastou os cabelos loiros e colou os lábios ao pescoço feminino o beijando carinhosamente. Estava com tantas saudades que não poderia esperar mais para tê-la.

   - Joseph, para. – A voz dela soou tão calma. Demi acendeu o abajur, virou-se para olhá-lo e Joe pudera perceber que ela estava muito chateada.

   - Demi, por favor. – Sussurrou olhando-a. – Até quando você vai me ignorar? – Perguntou chateado.

   - O que você faria se estivesse viajando e eu estivesse aqui em casa cuidando dos nossos filhos e quando chegasse tudo estivesse uma bagunça? – Demi sustentou o olhar dele até que o mesmo suspirou fundo e tombou a cabeça para trás. – Eu não ligo se a casa está de pernas para o ar, mas Joseph, o que você estava pensando quando comprou aquelas porcarias calóricas cheias de sódio? Você não se lembra da sua consulta no médico? – Há alguns meses Joe tivera uma gripe muito forte e quando consultou o médico, o mesmo o alertou em relação à pressão alta deixando Demi superpreocupada. – Fora as crianças. Por Deus! Você sabe que eles precisam de alimentos saudáveis, não dessa porcaria toda. – Joe entendia a preocupação de Demi e tinha que admitir que deixara se levar pelos pedidos calorosos dos filhos e acabou perdendo o controle da situação.

   - Eu sei que errei, ok? Mas não gosto de deixá-los passar vontade. – Demi não poderia deixar de agradecer por seus filhos serem abençoados de ter um pai tão dedicado como Joe. Entretanto ele vacilou feio.

   - Eu também não. Mas às vezes nós temos que ser duros. Você sabe. Nós já fomos adolescentes e sabemos que nessa fase tudo é motivo para festejar sem se preocupar com o amanhã. – De certo modo Demi estava certa.. Geralmente os adolescentes são inconscientes, claro que há exceções, mas infelizmente seus filhos não faziam parte deste grupo.

   - Eu sei. – Sussurrou completamente manhoso olhando-a. – Nós podemos namorar agora? – Demi riu vendo os lábios franzidos de Joe em um biquinho fofo.

   - Eu não disse que nós iríamos namorar. - Provocando-o, Demi livrou-se do cobertor e engatinhou para cima dele.

   - Eu estou com saudades. - Joe a segurou suavemente pela cintura adorando sentir as mãos femininas em seu peito. - Não ganho um beijinho? - Demi encostou os lábios nos dele em um beijo estalado demorado.

   - Você é muito carente Joseph. - Sussurrou mordendo o lábio inferior e logo aprofundando o beijo deixando as mãos dele vagar sem quaisquer restrições por seu corpo. Quem Demi queria enganar quando mais cedo estava emburrada e muito chateada? Era evidente que ela não iria conseguir manter distância dele por mais nenhum segundo. Joe era como um cachorrinho carente e manhoso, que, quanto mais carinho e atenção você dá, ele se aninha mais a você.

   - Isto é um sim Demetria? - Perguntou com um sorriso torto nos lábios deixando-a desnorteada.

   - Talvez um sim meu amor. - Provocando-o, Demi espalmou o peitou largo sorrindo de modo sedutor. Encaixou a boca ao pescoço dele o mordiscando até que alcançasse o lóbulo da orelha. Gemeu o nome dele o seduzindo e Joe foi a loucura apertando-a com gosto.

   - Diga sim. - Demi acariciou o rosto dele adorando sentir a áspera barba recém-feita contra a palma de sua mão. - Eu quero você. - O polegar e o indicador traçava seus lábios, Joe capturou o indicador entre seus dentes lançando a Demi um olhar provocante.

   - Não. - Sussurrou entre um sorriso charmoso. Joe sabia que ela estava o desafiando, ele conhecia aquele olhar delicioso cheio de desejo.

   - Demetria.. Demetria. - Entrando no jogo, Joe esboçou um sorriso galanteador e a agarrou com certa força contra o corpo quebrando toda a distância entre eles. - Você não tem jeito. - Os lábios tocaram-se brevemente quentes e macios. - Eu vou me enterrar em você a noite toda.. - Demi estremeceu ao sentir a respiração quente contra a orelha. - Quero sentir cada pedacinho do seu intimo me envolvendo.. - Joe evitou sorrir ao escutar a respiração pesada e sentir o corpo dela se aninhando mais ao dele. - Quero te escutar Dem, escutar você gemer para mim. - A essa altura Demi implorava silenciosamente para que ele cumprisse cada promessa. - Sua resposta ainda é não? - Joe encostou a testa na dela e ficou a fitar os olhos dela que refletiam os seus.
   - Nós vamos fazer amor a noite toda. - Demi selou a promessa unindo os lábios aos dele saboreando o gosto que tanto amava e travando uma guerra lenta e gostosa com a língua de Joe.

   - Nós vamos. - Sussurrou numa pequena pausa e voltou a beijá-la com ardor enquanto suas mãos apertava a cintura, acariciava as curvas da silhueta levando a blusa consigo. Sentir a pele macia e quente em suas mãos era mais um desejo realizado. 

Subindo as mãos mais um pouquinho, Joe deliciou-se ao sentir os seios macios e nus roçarem sua camisa com os mamilos enrugados lhe cutucando prontos para serem apreciados em seus lábios. - Linda. - Sussurrou ainda de olhos fechados com um pequeno sorriso nos lábios. Demi sorriu de orelha a orelha e deu um selinho estalado nos lábios dele. As mechas loiras caíram pela extensão das costas e algumas delas pelos ombros roçando os mamilos. Joe sorriu admirado, repousou as mãos na cintura dela e apreciou a vista da mulher que amava nua da cintura para cima até que a mesma corasse. - Ei! Você é linda. - Aquietando uma mecha teimosa atrás da orelha, Demi levou as mãos ao peito de Joe e curvou-se para beijá-lo brevemente.

   - Quieto. - Demi riu da careta, mas concentrou-se em tirar a camisa militar que ele vestia. O calor instalou-se em seu ventre e os dedos roçaram o peito largo. Demi respirou fundo sem saber para onde olhar. Ela adorava ser envolvia pelos braços fortes, adorava roçar os seios ao peito dele e adorava arranhá-lo no abdômen. - Tão forte. - Demi distribuiu selinhos pelo peito e acariciou os bíceps e todos aqueles "ícepes". - Joe.. - Choramingou. Em um segundo ela estava no comando, mas no outro já estava debaixo dele.

   - Deixa. - Murmurou olhando-a intensamente. Quando a mão esquerda esperta de Joe adentrava a calça de moletom, Demi o impediu, mas quando ele fitou seus olhos ela cedeu. - Molhada. - Sussurrou. Demi contorceu-se quando as pontas dos dedos dele entreabriu os lábios do seu intimo e ficou a provocá-la movimentando-se preguiçosamente. - Humm.. - Joe envolveu o seio esquerdo com a mão deixando o mamilo entre os dedos para puxá-lo e abocanhou o seio direito avidamente. A língua quente rodeou o mamilo rígido e o chupou e o mordiscou. Os dedos roçando o intimo e a boca alternava-se de seio de segundo em segundo. Demi usou a mão esquerda para puxá-lo para um beijo e a direita ela a guiou até a mão dele dentro da calça de moletom tentando convencê-lo a acelerar os movimentos preguiçosos.

   - Ah não! - Murmurou frustrada. Demi tinha certeza que se ele movimentasse os dedos mais um pouquinho ela finalmente chegaria lá.. Mas tudo que Joe fez foi rir e deixar o intimo livre de seus dedos ousados. Ao fitar os olhos dele, Demi engoliu seco.. Aquele olhar cheio de desejo e uma pitada de malicia, ela sabia o que ele iria fazer. A pele alva das coxas grossas era revelada conforme as mãos de Joe traziam a calça junto com a calcinha cor de rosa cada vez mais para baixo.

   - Você é tão linda. - Demi não pôde evitar as bochechas rosadas, mas sorriu e o chamou para um breve beijo. A vista era maravilhosa. Começava com pés delicados de unhas pintadas de preto, pernas maravilhosas e excitantes com um belo par de coxas que guardavam o seu pequeno tesouro.. Demi não era uma modelo esbelta e magra. Ela era uma mulher cheia de curvas excitantes e delicadas. Não tinha seios grandes demais, eram proporcionais ao corpo dela. Por fim tinha um queixo que Joe adorava morder, uma boca que ele adorava beijar, olhos amarronzados ternos e doces e os cabelos tingidos de loiro. Ela era simplesmente linda e encantadora. - Abra para mim. - Demi fechou os olhos e respirou fundo. O coração batia cada vez mais desesperado enquanto ela afastava uma perna da outra demoradamente abrindo-se para ele. 

   - Ai meu Deus! - Murmurou com muita dificuldade para respirar. Primeiro ele deslizou as mãos dos joelhos até a virilha enquanto a apertava gostosamente. Segundo.. A língua quente e macia traçou a virilha de forma tão lenta que Demi choramingou baixinho. - Joseph.. - Ela gemeu quase chorando ao sentir os lábios dele tocando os lábios do seu intimo, a língua tocando sua abertura e rastejando até aquele pontinho mágico que a fez reprimir um grito. Joe ajudou-a acomodar as coxas em seus ombros largos sem perder o foco do que fazia. Os dedos de Demi adentraram os fios grossos e negros dos cabelos de Joe e os puxou levemente enquanto ela quase rasgava o lençol. Ele a circulava, a penetrava, a lambia e a deixava cada vez mais desesperada por mais. O calor que estava instalado no ventre estava cada vez mais concentrado e pronto para libertar-se. Por mais que Demetria implorasse, puxasse as mechas dos cabelos negros, pesasse as pernas o obrigando a fazer mais rápido, ele continuava lento e preguiçoso. Apertando as pálpebras e franzindo o cenho Demi controlou-se para não gritar e apenas sussurrou um longo "Joseph", o sussurro mais sofrido e gostoso de toda a sua vida.

   - Sim querida. - Joe lambeu os lábios e deitou-se sobre ela observando o vai e vem dos seios conforme Demi ofegava. - Está tudo bem? - Joe deslizou os dedos pelo rosto de Demi e a beijou na boca.

   - Eu não sinto minhas pernas. - O sorriso que ele exibiu era tão sedutor que Demi não deixou de corar.

   - Nós só estamos começando. - As mãos de Joe subiam e desciam pela silhueta do corpo feminino. - Sabe, foram os piores meses da minha vida. - Joe curvou-se e a beijou ternamente. Conforme se beijavam numa tentativa frustrada de matar toda a saudade, Demi deslizou as mãos pelas costas largas até que elas encontrassem o cós da calça que Joe usava. Joe arqueou o corpo a ajudando, não poderia esperar mais um segundo para tê-la. Demi riu quando sem querer puxou a box e acidentalmente a soltou fazendo Joe assustar-se com o elástico estalando em sua pele. Joe encaixou-se nela sem nem estar totalmente nu, aliás, a calça e a box pairavam no joelho e quando Demi percebeu que suas mãos não conseguiam chegar por conta do desespero de Joe para mover-se, resolveu usar os pés.

   - Joseph.. - Gemeu franzindo o cenho quando ele saiu e entrou preguiçosamente. As mãos dele apertando-a nas coxas fazendo-a abrir mais as pernas e envolvê-las um pouco abaixo do traseiro macio dele. Joe mergulhava e voltava, gemia, a beijava na boca e pressionava o peito contra os seios. Aumentava a velocidade das investidas gradualmente e os testículos chegaram a tocá-la na região intima quando ele a estocava. Demi choramingava gemendo pedindo mais, ela estava quase lá.. Só mais um pouco.. Os olhos arregalaram-se levemente e ela gemeu adorando sentir os jatos dele no seu interior. Mesmo chegando lá primeiro que ela, Joe concentrou-se em continuar a se mover até que a sua garota arqueasse o corpo e gemesse o nome dele.


(...)


Quem diria que aquela noite seria tão quente.. Vestida com as roupas dele, aninhada ao peito dele, Demi dormia tranquilamente junto com ele. Ambos estavam esgotados. O dia tinha sido cansativo demais, e fazer amor na cama e na banheira era cansativo. Mas era também gratificante. Demi estava tão feliz que não deixou de fazer amor com Joe em seus sonhos. Seria parte do sonho a voz de Lizzie a chamando? Por Deus! Ela não queria abrir os olhos, não queria mover-se. Seu corpo gritava por descanso, mas o espirito prestativo de mãe lutava para atender a menina.

   - Hum.. - Murmurou franzindo o cenho e aninhando-se mais a Joe. Ele era quente e macio.. - O que foi? - Tornou a murmurar com toda a preguiça que tinha.

   - Mãe! - Elizabeth sussurrou cutucando-a freneticamente.

   - O que foi? - Lizzie precisou concentrar-se bastante para entender a fala embolada da mãe.
   - Mãe, acorda. - Sussurrou aflita.

   - Beth, o que foi? - Mesmo sentindo o corpo pesar para trás implorando por descanso, Demi ergueu-se para olhá-la.

   - Está doendo. - Murmurou aflita.

   - O que está doendo Elizabeth? - Demi respirou fundo e levantou-se deixando Joe sozinho na cama.

   - Cólica. - Demi arregalou os olhos levemente e tornou a respirar fundo. - Está doendo muito e muito. - A menina choramingou manhosa.

   - Vamos, eu vou cuidar de você. - Enquanto calçava as pantufas Demi aproveitou para olhar para o relógio digital. Um zero embaçado, o número três, dois pontinhos 
verde fluorescente piscando e logo o número dois junto com o nove. Droga! Ela precisava dos óculos de grau. - Porque você está vestindo este pijama? Quando nós estamos com cólica temos que nos agasalhar. - Demi revirou os olhos ao ver que a menina usava um mini short junto com uma regata branca. - Elizabeth! - Demi respirou fundo e contou de um até dez mentalmente. O quarto da menina estava tão gelado que mesmo vestindo o moletom de Joe, Demi sentiu-se como se estivesse pelada na Rússia.

   - Está doendo. - Choramingou a menina.

   - Vai tomar banho, eu vou separar o pijama e desligar o ar condicionado. - Na Califórnia a baixa temperatura era quase inexistente, o clima sempre era agradável. O quarto de Lizzie deveria estar a menos de dez graus Celsius. - Elizabeth, vai. - Demi encarou a menina, e a mesmo bufou irritada e entrou para o banheiro. Depois de separar o pijama e um par de meias, Demi aproveitou para organizar a estante de livros e guardar o violão no closet. O quarto de Lizzie era grande e completamente amarelo, a cor favorita da menina. Cadernos e livros perto da cama, carregador de celular no meio do cobertor junto dos ursinhos de pelúcia, notebook ligado e na mesinha da penteadeira tinha uma pequena pilha de livros junto das escovas de cabelo, a chapinha e o secador.

"Mamãe! Mamãe! Mamãe está dormindo no chão. Ela está adormecida há muito tempo. Eu escovo o  cabelo dela do jeito que ela gosta. Ela não acorda. Eu tento acordá-la. Mamãe! Minha barriga dói. É  fome. Ele não está aqui. Estou com sede. Na cozinha, eu puxo uma cadeira para a pia, e bebo água de lá. A água respinga no meu suéter azul." Demi franziu o cenho ao ler o pequeno trecho do livro que estava aberto em cima da pequena pilha.. " - Não, querida.  É pequeno.  Quando estiver dentro de você, eu vou te foder muito forte. - Eu praticamente entro em convulsão. Debruçando-se sobre mim, ele me beija mais uma vez em meus ombros."

   - Ah não! - Demi choramingou ao fechar o livro. Cinquenta Tons de Liberdade. Aquele livro era uma verdadeira febre entre os adolescentes.

   - O que foi? - Lizzie franziu o cenho assim que saiu do banheiro. A mãe estava tão pálida e parecia irritada.

   - Eu vou preparar chá de canela e nós duas vamos ter uma conversinha. - Demi cerrou os olhos ao fitar a menina e deu dois tapinhas no livro o carregando consigo logo saindo do quarto. Tudo bem. Demi sabia que a curiosidade sobre sexo naquela idade era insuportável.. Mas Cinquenta Tons já era demais! Quando era adolescente o máximo que fizera era ler a categoria de Sexo da Cosmo sobre orgasmos.

Depois de preparar o chá e a compressa, Demi subiu as escadas cautelosamente morrendo de preguiça, checou o quarto de Dan e sorriu ao vê-lo dormir. O quarto de Dan, contrário ao de Lizzie, era organizado. Mas alguns passos e Demi entrara no quarto da filha.

   - Oi. - Murmurou aproximando-se da menina. Demi repousou as canecas no criado-mudo, ligou o abajur e desligou a luz do quarto. - Vai melhorar. - Beijou a testa da filha, puxou o cobertor para baixo e repousou a compressa um pouco abaixo da barriga da mesma.

   - Não vai se deitar comigo? - Lizzie perguntou olhando para a mãe. Demi respirou fundo e pôs-se debaixo das cobertas. - Está brava? - Lizzie bebericou o chá e fitou os olhos da mãe.

   - Estou cansada bebê. – Cansada não era nem o começo. A viagem tinha sido cansativa, a organização da casa e a maratona no supermercado tinha sido estressante, e no final da noite ela tinha feito amor com Joe durante horas e horas. – Beth, você tem que se aquecer bastante quando estiver começando sentir cólica. Nada de roupas leves e ar condicionado. – Demi bebericou o chá e respirou fundo. – Você tomou algum remédio? – Perguntou. Há um ano Demi deixara sua pequena sozinha. As recomendações foram tantas. Demi sabia que Joe e Daniel não iriam dar à mínima quando a menina dissesse que estava com cólica ou algo do tipo. E Lizzie era tímida demais quando se tratava de tal assunto.

   - Não. – Choramingou contorcendo-se. – Está doendo. – Elizabeth tombou a cabeça para trás e tornou a choramingar.

   - Não pense na dor, relaxe e tente dormir. – Demi esticou o braço para colocar a caneca no criado-mudo e desligar o abajur.

   - Eu não estou com sono. – Murmurou.

   - Eu vou buscar um copo d’água e o remédio. – Elizabeth choramingou quando a mãe levantou-se da cama. Demi estava com tanto sono que pensara que iria desmaiar enquanto descia degrau por degrau da escada. Céus! E para subir? Estava tão cansada, tão cansada.. – Está melhor? – Perguntou quase dormindo em pé.

   - Não. – Lizzie tomou um pouco de água e logo o comprimido junto com o resto d’água. – Deita comigo. – Murmurou manhosa e Demi deitou-se com a menina depois de repousar os óculos de grau no criado-mudo.

   - Tudo bem, vamos conversar um pouco. – Demi lutava para manter-se acordada, e ela precisava distrair a menina, caso contrário Lizzie sofreria o resto da noite com a cólica. – Você está lendo Cinquenta Tons, Elizabeth? – Disse cautelosamente.

   - Não exatamente. – A menina aninhou-se ao peito da mãe. – Uma menina que eu conheci hoje na escola insistiu para que eu lesse, mas eu disse que não tinha o livro. Ela me emprestou o dela, mas eu só aceitei por educação. – Demi respirou fundo completamente aliviada.

   - Eu pensei que você estivesse lendo. – As bochechas das duas estavam coradas, até isto elas tinham em comum.

   - Posso te perguntar uma coisa? – Elizabeth parecia receosa demais e Demi não sabia se respondia sim ou não.

   - O que você quer saber? – Sussurrou temendo a pergunta.

   - Não fique brava. Nós somos amigas, certo? – Demi riu e assentiu. – Eu só estou perguntando por que estou curiosa para saber, e tipo, a senhora sabe com quem foi meu primeiro beijo e essas coisas. – Demi revirou os olhos com “a senhora”. – Você e o papai, você sabe mãe.. – Lizzie corou por alguns segundos e respirou fundo. – Ele foi o primeiro..?  - Demi arregalou os olhos envergonhada e murmurou um “sim”. Geralmente conversar sobre sexo com a filha era bastante embaraçoso, mas no fundo Demi sentia-se bem por ter tal intimidade com Lizzie. Era melhor ela orientar a sua pequena do que um estranho.

   - Tudo bem. Eu vou contar. – Disse depois do silêncio constrangedor entre as duas. – Seis meses de namoro, eu tinha dezessete anos e o seu pai vinte. Acabou acontecendo depois que nós brigamos por besteira. – Demi acariciava os cabelos da menina enquanto contava sobre o relacionamento com Joe. Eram tantas histórias, tantas confusões e felicidades. – Beth? – Chamou-a num sussurro. Ajeitando o cobertor no corpo da filha, Demi desligou o abajur, beijou a testa de Lizzie sussurrando “Boa noite” e logo adormeceu.




Continua... Oi ! Desculpem pela demora para postar, eu estava enrolada com algumas coisas do final de semana e não deu para escrever. Espero que vocês gostem do capitulo. Aviso garotas, no momento minha internet está horrível, eu estou pelo celular usando internet 3g O.O


Obrigado pelos comentários, eu gostaria de responder a cada uma de vocês. Mas como ta complicado, vou responder as principais perguntas aqui. A fic é Jemi absoluta, e como vocês sabem desde as outras temporadas a Demi é a minha personagem principal junto com o Joe. Tipo, eu comecei o capítulo passado com o Dan e a Lizzie para vocês ficarem mais por dentro da realidade da família Jonas, os garotos funcionam como as tretas e até nos momentos de reconciliação... É mais ou menos isto, no próximo post eu explico melhor, ok ? Mil desculpas por algum erro ortográfico, beeeeijos e não deixem de comentar!

18.7.14

Capítulo 1


Sexta-feira. O corredor amplo e bem polido era pisoteado por estudantes cansados demais de um dia de aula. Todos pareciam desesperados para voltar para casa. Uns apenas buscavam por seus objetos pessoais e os materiais escolares nos respectivos armários loucos para fugir daquele lugar.. Já outros eram trancados nos armários pelos valentões do ensino médio. A típica faxineira resmungava ao ver os bolos de chiclete grudados nas carteiras e até no chão, sem contar o zelador molestador de garotinhas.. Mais um dia de terror na escola.

   - Daniel Jonas, advertência! – Não! Isto significava que ele estava expulso da Buckley School! Expulso!

   - O que eu fiz? – O garoto tirou o boné da cabeça e passou as mãos pelos cabelos os bagunçando e bufou irritado. – Ele estava preso no armário. – Daniel apontou para o garoto que já estava no final do corredor e logo olhou indignado para a diretora.

   - Eu não quero saber das suas desculpas, mocinho. – Velha desg... Daniel semicerrou os olhos ajeitando a mochila nas costas e a outra mochila com o violão. – As regras são claras, nada de instrumentos musicais, bonés e muito menos trancar os seus colegas no armário. – A diretora, a senhora Truscott parecia impaciente fitando o garoto.

   - Eu não o tranquei. – Disse como se fosse o maior absurdo do mundo. Ser um valentão era como se ele estivesse indo contra todos os ensinamentos dos pais.

   - Dan, papai está nos esperando. – Daniel encarou a diretora por breves segundos com os olhos cerrados. Aquilo não ficaria assim. Estava tão distraído a ponto de não perceber a presença da irmã. Ora, que diabos Elizabeth faria com aquele tanto de livro? A irmã mais nova era a miniatura da mãe. Entretanto os cabelos eram castanhos claros e os olhos como os do pai: castanho-esverdeados.

   - Lembre-se Jonas, você só entra neste instituto de ensino na segunda-feira acompanhado por seus responsáveis. – Passando as mãos pelo terninho azul marinho, a diretora acenou brevemente para a pequena Elizabeth e virou as costas.

   - Eu odeio esta escola. – Sussurrou caminhando ao lado da irmã.

   - Você tem notícias da mamãe? – Lizzie perguntou ao irmão tendo que olhar para cima para fitar os olhos do mesmo. Daniel com quase dezessete anos estava com a mesma altura que o pai. Não era forte, mas também não era magro demais. Os cabelos castanhos escuros curtos nas laterais da cabeça e maiores em cima.

   - Ela não responde minhas mensagens. – Disse semicerrando os olhos quando a luz do sol lhe pegou de surpresa. – E você? – Perguntou fitando Elizabeth e a “biblioteca” que ela carregava nos braços.

   - Também não. – Lizzie esperou o irmão abrir a porta do carro para que pudesse adentrá-lo. Ao menos teria um final de semana maravilhoso devorando livros.

   - Uau. Esta energia positiva de vocês está me contagiando. – Ironizou ao fitar os filhos claramente entediados no banco de trás. Joseph aos trinta e nove estava na lista dos homens mais sexies do mundo. A idade só lhe trouxera músculos e o deixara mais sexy. Muito sexy..

   - Nós podemos ir para casa? – Perguntou Daniel deslizando o polegar freneticamente pelo ecrã do Iphone.

   - Você tem notícias da mamãe? – Perguntou Elizabeth brincando com os cabelos do pai enquanto o mesmo dirigia.

   - Ela não responde minhas mensagens. – Elizabeth franziu o cenho ao olhar para o irmão. – Vocês têm notícias dela? – Perguntou olhando para a filha pelo retrovisor.

   - Ela também não responde minhas mensagens. – Disse Daniel guardando o Iphone no bolso da calça. – Nós podemos ir para casa? – Tornou a perguntar. Joe observou o filho por segundos e percebeu que ele não estava bem. Caso estivesse, Elizabeth e Daniel estariam brigando como cão e gato. Fora que Dan era um garoto alegre e cheio de energia positiva.

   - Tem jogo hoje. – Toda sexta-feira Joseph jogava futebol com os irmãos e os amigos. A única vantagem era que o esporte o ajudava a manter-se em forma junto com a academia.

   - Não podemos ficar em casa? – Choramingou Elizabeth. – Eu prometo cuidar de Dan e do cachorro. – Tornou a choramingar tombando a cabeça para trás. Futebol era um saco!

   - Sinto muito crianças. – Seguiram para casa em silêncio. Joseph tentara puxar assunto, mas parecia que ninguém estava disposto a prolongar a conversa. – Vinte minutos. – Disse fitando o relógio que ganhara de Demi.

   - Você está brincando? – Elizabeth arregalou os olhos. – Vinte minutos não é meu banho! – Resmungou franzindo o cenho.

   - Você perdeu dois minutos resmungando, mocinha. – Joe sorriu ao vê-la adentrar a casa acompanhada por Daniel pisando duro. Elizabeth era a cópia perfeita da mãe. Tinha a personalidade forte e desafiava tudo e a todos. O rádio tocava Drive, um dos hits de Miley. Joe esticou as pernas e levou as mãos para trás da cabeça acomodando-se ao banco. Por um momento permitiu-se pensar nas aventuras com Demetria.. Estava com tantas saudades dos beijos, das caricias e de estar com ela. Nos quase doze meses vira Demi poucas vezes. No começo do ano ele viajou com os filhos para o Canadá para que pudessem comemorar o dia das mães, e quando a turnê de Demi passara por Los Angeles encontraram-se apenas por dois dias e duas noites. Joe preferiu afastar as lembranças das poucas e quentes noites que passara com Demi, tudo que ele não precisava era ficar excitado..

   - Onde está Lizzie? – Disse assim que Daniel adentrou o carro.

   - Ela estava na cozinha. – Comentou distraído checando as mensagens no celular.

   - Está tudo bem? – Perguntou. Estava tão preocupado com o seu garoto.

   - Promete que não vai brigar? – Daniel olhou cautelosamente para o pai.

   - Pelo amor de Deus! Você não engravidou nenhuma garota, engravidou? – Joe surpreendeu-se ao ver o garoto ficar corado e completamente sem jeito.

   - Pai! Não. – Disse rapidamente envergonhado. – É só uma advertência. – Joe respirou fundo e acomodou-se ao banco.

   - O que aconteceu? – Perguntou desligando o rádio. – Sua mãe vai ter um infarto. – Daniel sabia que a mãe iria matá-lo. Aquela era a última advertência que ele poderia tomar. Agora eram quatro advertências e uma suspensão na metade do ano letivo e significava que ele estava expulso da Buckley School.

   - Pai, eu não entendo. – Disse guardando o telefone. – Alguns garotos da minha classe usam boné e outros tocam violão, por que eu não posso? Tudo que eu faço naquela porcaria de escola é motivo para polêmica. – Só tinha uma explicação e Joe era ciente dela.. – Na hora da saída eu estava esperando Lizzie, mas o pessoal do time prendeu um garoto dentro do armário e eu o ajudei. Mas a diretora acha que fui eu. – Daniel fitou Elizabeth adentrando o carro e franziu o cenho. Uma bolsa térmica?

   - O que foi? – A garota ajeitou a bolsa no colo. – Eu não quero passar fome e sede no estádio. – Daniel revirou os olhos e bufou irritado.

   - Lizzie, nós vamos jogar bola, não morar no estádio. – Por Deus! A paz entre aqueles dois não existia. Nos quase trinta minutos até StubHub Center Daniel e Lizzie discutiram, ou melhor, quase guerrearam sem cessar. Cada um com um argumento melhor. Deus! Eles eram a cópia perfeita da mãe, argumentativos. Joe tinha certeza que eram.

   - Quietos! – Joe franziu o cenho ao vê-los ofegar. Por Deus! Elizabeth tinha uma faca de plástico em mãos e ameaçava o irmão. – Eu juro que não vou me arrepender de acertar umas boas palmadas em vocês. – Daniel e Elizabeth assustaram-se ao fitar o pai. Quem costumava fazer ameaças e as cumprir era Demi. Joe sempre era calmo e compreensivo, mas tudo tem limites. – Mais uma ofensa e à coisa vai ficar feia. – Lizzie e Dan assentiram ainda assustados, dificilmente o pai os advertia de tal forma. Quando Joe finalmente estacionou, Daniel e Lizzie pareciam mais aliviados e menos desconfortáveis um com o outro, aliás, estavam livres para manter toda a distancia possível, o StubHub era grande o suficiente para isto.

   - Você pode ligar para a mamãe? – Daniel perguntou enquanto atravessavam a rua. Lizzie ao lado esquerdo de Joe e Dan ao lado direito do pai.

   - Preciso me trocar, depois eu ligo tudo bem? – Joe o olhou rapidamente e o garoto assentiu. – Por favor, não quero ser chato, mas esta desunião entre vocês me deixa triste. - Ora, eram diferentes. Cada um com sua personalidade difícil e opiniões muito diferentes. O que Dan e Lizzie não sabiam era que aquela rivalidade acabava deixando o pai chateado. Joe sempre tivera amizade com os irmãos e esperava que os seus filhos também fossem unidos e compartilhassem uma amizade verdadeira. – Prometam para mim que não vão brigar enquanto o velho aqui se exercita? – Daniel olhou para Lizzie, e Lizzie olhou para Dan. Assentiram calados, mas acabaram rindo junto com o pai. – Cuide da sua irmã. – Joe beijou a testa de Lizzie carinhosamente e apenas piscou para Dan antes de deixá-los na arquibancada.

   - Você contou para o papai que está expulso da escola? – Daniel assentiu enquanto se sentavam nas primeiras cadeiras da primeira fila. – Daniel, você está muito ferrado. – Daniel apenas assentiu novamente. Ferrado era pouco. Quando a mãe voltasse para casa ele estaria ferradíssimo, mais do que já estava.

   - É melhor você não contar nada para a mamãe. – Advertiu-a. Elizabeth era os olhos e os ouvidos de Demi, ela sempre ferrava o irmão em todas as oportunidades e não oportunidades que tinha. – Eu quero contar, tudo bem? – Dan fitou os olhos da irmã e a mesma assentiu.

   - Você sente muito falta da mamãe? – Lizzie perguntou depois de alguns minutos de silêncio.

   - Sinto, você sabe que todos nós sentimos falta da mamãe, mas daqui a alguns dias ela vai estar conosco. – Daniel desviou o olhar do campo de futebol para fitar a irmã. Até as sardas de Demi a pequena Elizabeth herdara. Daniel sorriu para a irmã e a abraçou de lado por alguns segundos. Por mais que tivessem suas diferenças, eles se entendiam.

   - Eu estou sonhando? – Joe sorriu de orelha a orelha ao vê-los abraçados. Ah! Seus bebês eram tão lindos.

   - Talvez. – Lizzie sorriu para o pai e logo desgrudou-se de Dan. – Aproxime-se. – Disse ao pai enquanto mexia na bolsa.

   - O que você vai fazer? – Joe franziu o cenho, mas aproximou-se.

   - Quando mamãe está fora eu sou a mulher da casa. – Lizzie finalmente achou o que procurava. – E eu tenho que cuidar de vocês, homens irresponsáveis e despreocupados. – Daniel gargalhou da cara do pai enquanto Lizzie esparramava o liquido pastoso pelo rosto do mesmo.

   - Uau. – Joe realmente não esperava por aquilo. – Eu não sabia que eu era um homem irresponsável. – Disse fitando os olhos castanho-esverdeados da filha.

   - Pois é, mamãe me orientou sobre homens. – Elizabeth parecia despreocupada enquanto cobria o rosto do pai com o protetor solar. – O sol está forte, aliás, o senhor almoçou papai? – Perguntou arqueando as sobrancelhas.

   - Comi pizza. E vocês? – Como estudavam pela manhã e tinha aula de educação física no inicio da tarde, Lizzie e Dan costumavam almoçar no colégio já que Joe trabalhava à tarde. Só quando Demi estava em casa que ela os buscava para o almoço e os levava de volta para a escola e os esperava na casa de Dianna ou Denise, acontecia toda sexta-feira.

   - A comida da cantina é horrível. – Disse Daniel e Lizzie assentiu. – Você ligou para a mamãe? – Perguntou.

   - Elizabeth. – Joe a repreendeu. Tudo bem, ele sabia que ela só queria cuidar dele, mas protetor solar atrás das orelhas já é demais. – Ligue para ela, o pessoal está me esperando. – Joe entregou a carteira junto com as chaves e o celular para Dan o orientando de como deveria proteger a irmã no meio daquele tanto de homem. O estádio não estava lotado, era apenas o pessoal do time e poucas pessoas na arquibancada, mas como Joe era protetor e ciumento demais quando se tratava de Lizzie, todo cuidado era pouco. Sua garotinha já tinha os seus quinze anos e ele sabia que ela era graciosa demais e que os homens a apreciava..

   - Está chamando? – Lizzie perguntou observando o irmão impacientemente.

   - Eu aposto que a mamãe esqueceu o celular na poltrona do avião ou esqueceu-se de carregá-lo. – Lizzie assentiu balançando a cabeça. Sabia que a mãe, às vezes, ou quase sempre.. era muito lerda e também sobrecarregada e acabava se atrapalhando.

   - Eu odeio futebol. – Lizzie buscou o Ray ban wayfarer na bolsa junto com os headphones, tudo que tinha a fazer era cochilar até aquele maldito jogo acabar. – Daniel, você quer comer alguma coisa? – Perguntou para o irmão que já observava o jogo.

   - Você trouxe barra de cereal? – Perguntou sem ousar em desviar os olhos do jogo. Lizzie revirou os olhos e entregou para o irmão a barrinha de cereal.

   - O que você está fazendo? – Os olhos verdes estavam cerrados e fixos aos castanho-esverdeados da irmã.

   - Eu preciso de um ombro para cochilar. Um ombro largo, ok? – Mulheres! – Se alguém fizer gol não se levante e não grite. – Música, confere. Óculos escuros, confere. Ombro largo também confere. Lizzie ajeitou a cabeça no ombro do irmão e o beliscou quando o mesmo a chamou de chata. Ora, ela era uma garota e queria passar longe de estádio e futebol, mas estava lá. Então a única coisa que poderia ser feita para recompensá-la era implicar com Dan.


Matá-lo! Lizzie precisava pensar em um plano brilhante para ferrar de vez com a vida de Daniel. Céus! Aquele garoto não parava de gritar. Ela tinha certeza que ele fazia para implicar.. E como tudo podia melhorar.. ou não, Bryan se juntou a eles. Bryan com seus cabelos amarronzados e olhos azuis era de tirar o fôlego de qualquer garota, ele era um pouco mais velho que Lizzie e um pouco mais novo que Dan. Claro, Elizabeth era a última a nascer da família, a caçula. Perguntara-se onde diabos Alena estava. Caso a prima estivesse lá, elas poderiam conversar, caminhar e quem sabe jogar alguma coisa juntas. Mas Alena passava boa parte do tempo com a mãe e quando não estava com esta, estava na escolinha de balé. Lizzie preferia livros, séries, filmes e arriscar-se no piano por diversas horas. Demi era sua parceira de travessuras, aliás, a própria mãe era sua melhor amiga. E não é nada legal quando sua melhor amiga te deixa sozinha.


   - Elizabeth! – Daniel a chamou assim que a mesma levantou-se rapidamente dizendo apenas “Vai se ferrar”. Às vezes Lizzie parecia mais com a mãe do que muitos diziam. O comportamento rebelde e explosivo surpreendia a todos, Lizzie era exatamente como Demi quanto tinha os seus quase quinze. Em um movimento brusco a bolsa que a menina usava foi ao chão, irritada, Lizzie agachou-se para pegá-la. Depois de respirar fundo, Lizzie decidiu que o melhor a fazer era caminhar. Só assim ela poderia pensar sobre a vida e bolar um plano para vingar-se do irmão. Estava cansada de caminhar, deveria ser a segunda volta que dera envolta do campo. Talvez agora ela atendesse. Lizzie pegou o Iphone na bolsa e discou o número que sabia de cor. Um toque, dois toques, três toques e desligado. Ora! Estava chamando e Demi não atendia. Lizzie tornou a guardar o telefone na bolsa e quando olhou para frente o sorriso quase explodiu em seu rosto.

   - Oi meu amor. – Demi a abraçou com toda a força que tinha, beijou-lhes o rosto e disse que a amava. Estava morrendo de saudades.

   - Eu estava com saudades. – Elizabeth não ousou em partir o abraço, voltou a enterrar a cabeça no pescoço da mãe para matar toda a saudade que tinha. – Eu não quero te largar. – Disse rindo.

   - Eu também não. – Demi sorriu amplamente enquanto acariciava os cabelos da sua menina. – Por que você estava sozinha? – Perguntou calmamente assim que Lizzie partiu o abraço.

   - Daniel estava me perturbando. – Demi revirou os olhos e fez careta. Ela precisava fazer alguma coisa. Daniel e Lizzie precisavam dar uma trégua. – Você está linda mamãe. – Lizzie parecia encantada ao olhar para a mãe. Demi realmente estava linda. Os cabelos loiros jogados de lado, a típica maquiagem que jamais a abandonara. Céus! E aquela espécie de blusão-vestido de linha rosa bebê que batia exatamente no meio das coxas grossas. Lizzie tinha a certeza que o pai iria ter uma crise de ciúmes.. E para fechar com chave de ouro Demi usava uma bota rasteira de cano baixo country de cor clara.

   - Só não mais que você. – Demi riu ao vê-la corar e a abraçou novamente. – Vamos atrás do seu pai e do seu irmão. – Demi ouvia de bom grado cada história que Lizzie contava. A garota parecia radiante ao lado da mãe, Demi também não estava diferente, sorria e gargalhava junto com Lizzie.

   - Eu vou acordá-lo. – Lizzie estreitou os olhos ao ver o irmão cochilar na cadeira, seria a vingança quase perfeita..

   - Beth, deixe-me acordá-lo. – Demi queria apertar as bochechas de Dan como sempre fazia e abraçá-lo calorosamente.

   - Ele me perturbou à tarde inteirinha, não me deixou cochilar. É a vingança perfeita. – Lizzie fez biquinho, mas a mãe a repreendeu.

   - Depois você se vinga. – Demi piscou para Lizzie logo subindo o primeiro degrau que dava acesso a primeira fila de cadeira. – Dan, acorda meu amor. – Demi lembrou-se do seu pequeno e sorridente menino. Céus, passaram-se dezessete anos? Lembra-se de como o seu pequeno era danado, de como ele era fofo e fazia de tudo para conquistá-la.. – Bebê, acorda. – Demi beijou carinhosamente a testa do filho e o mesmo abriu os olhos. – Oi. – Demi sorriu de orelha a orelha ao vê-lo sorrir.

   - Eu estava com saudades. – Daniel a abraçou calorosamente apertando-a contra o peito. – Você está linda. – Demi sorriu ao receber um beijo na bochecha.

   - Vocês estão me deixando envergonhada. – Demi virou-se e deparou-se com Lizzie que os observava nada feliz.

   - Daniel! – Elizabeth semicerrou os olhos e o irmão estremeceu! Droga! Lizzie iria entregá-lo. – Mãe, Dan est.. – Antes que Lizzie pudesse completar a frase, Demi desviou o olhar da filha para encontrar o de Joe aproximando-se deles. O coração quase saiu pela boca. O suor escorria pelo peito moreno esculpido. Os ombros largos e os braços fortes. Por Deus! Seu homem era completamente lindo.

   - Pequena? – Joe sorriu de orelha a orelha ao vê-la. Então a loira gostosa que os jogadores secavam era a sua Demi? Ela estava linda. – Você está maravilhosamente linda. – Demi corou e sorriu envergonhada.

   - Não é para tanto. – Demi o olhou e mordeu o lábio inferior. Estava louca para beijá-lo.

   - Eu estou louco para te abraçar, mas preciso de um banho. – Joe sorriu completamente sem graça. Ele passara as últimas duas horas correndo atrás de uma bola, estava melado de suor e não cheirava muito bem, e a sua garota estava lá.. – Prometo que é rápido. – Joe não deixava de fitar os olhos dela. Estava morrendo de saudades. Depois de segundos fitando-se, Joe piscou para Demi e desceu o primeiro degrau para caminhar para o vestuário. Joe estava muito mais malhado e forte do que estava há alguns anos. No antebraço direito tatuara o símbolo que significava “Me ajude a te ajudar” e nas costas do mesmo braço tatuara um coração vazado e uma flecha. Demi o seguiu com os olhos até o mesmo sumir no meio de homens fortes e sem camisa.

   - Ele está morrendo de saudades. – Comentou Lizzie. – Papai dormiu todas às noites abraçado com o seu travesseiro. – Demi sorriu para a filha. Foram noites difíceis sem Joe. Para amenizar a saudade, eles se comunicavam todas as noites antes de dormir. E Demi sempre dormia com uma camisa dele e com o ursinho de pelúcia que ganhara do mesmo.

   - Lizzie é muito curiosa mamãe. – Daniel fuzilou a irmã com os olhos por breves segundos e abraçou a mãe de lado. – Eu gostei do seu cabelo. – Daniel sentou-se ao lado de Demi observando-a. Sua mãe com certeza era a mulher mais linda de todo o planeta.

   - Você também não fica para trás. – Demi riu da careta que o menino fizera e beijou-lhes a bochecha carinhosamente. – Sente-se Lizzie. – Lizzie sentou-se no colo da mãe e descansou a cabeça no tórax da mesma e ficou a fazer caretas para o irmão.

   - Você chegou que horas? Nós estávamos tentando te ligar, mas só dava caixa postal. – Dan ignorou as caretas da irmã e olhou para a mãe.

   - Eu cheguei agora pouco. – Demi fitou os olhos do filho enquanto brincava com os cabelos de Lizzie. – Meu celular descarregou. – Demi riu da careta de Daniel. Geralmente ela recebia criticas duras em relação a celular.

   - Dan pensou que você esqueceu o celular na poltrona do avião. – Demi gargalhou gostosamente. Aquilo já acontecera diversas vezes.

   - Eu só esqueci uma vez. – Defendeu-se e Daniel e Lizzie assentiram com um “Aham”. – Vocês estão aqui desde que horas? – Demi perguntou observando o estádio. Já era final de tarde e começara anoitecer rapidamente.

   - Papai nos buscou na escola e nos levou para casa para tomar banho e nos arrumar em vinte minutos. – Choramingou Elizabeth.

   - Como você sabia que estávamos aqui? – Perguntou Daniel curioso.

   - Paparazzi.- Demi revirou os olhos. Conforme os anos se passaram e a fama aumentara os malditos paparazzi não deixava a sua família em paz.

   - Lá vem o papai. – Demi o procurou com os olhos e o encontrou aproximando-se junto de Nick e Bryan. Por Deus! Joe era de tirar o fôlego. Demi abraçou Bryan calorosamente e logo Nick. A cada elogio ela corava mais um pouquinho..

   - Oi. – Joe sorriu timidamente olhando-a. Demi murmurou um “oi” também tímida e aproximou-se mais os fazendo rir. – Eu estou morrendo de saudades. – Sussurrou colando o corpo ao dela. Sentir o calor do corpo dela era como estar em casa depois de uma eternidade longe. O olhar preso ao dela. As respirações se misturando enquanto os lábios tocavam-se superficialmente. As pálpebras fecharam-se ao sentir a pressão dos lábios dele contra os dela. Um beijo de amor cheio de saudade. Ficar tanto tempo longe um do outro nunca mais viria à tona. Era castigo demais ficar longe dos braços de quem você ama. Tempos sem sentir o calor do corpo de Demi contra o dele eram maus tempos.

   - Amo você. – Demi sussurrou nos lábios dele sem querer deixá-los. – Muito. – Sussurrou no ouvido dele o abraçando calorosamente.

   - Eu também te amo bebê. – Joe beijou a bochecha de Demi abraçando-a com aquele típico abraço de urso. – Eu não quero te soltar. – Sussurrou a fazendo rir.

   - Eu também não. – Demi encaixou a cabeça ao pescoço de Joe e aproveitou com todas as fibras do seu ser o tempo que ficara nos braços dele. – Chato. – Demi mostrou língua para Nick enquanto caminhavam. Ora, ela estava morrendo de saudades de Joe, e Nick os atrapalhara.

   - Nós temos todo o tempo do mundo para matar a saudade. – Sussurrou Joe abraçando-a por trás enquanto caminhavam para fora do estádio.

   - Claro que temos. – Demi o olhou sobre o ombro e sorriu ao receber um selinho. – Eu estou louca para ir para casa. – Suspirou frustrada. Estar confinada dentro de um avião por várias horas junto de pessoas desconhecidas que observava todos os seus movimentos atentamente não era estar muito confortável. Tudo que Demi mais queria era estar aconchegada em sua cama quentinha e macia depois de meses longe dela abraçada a Joe.

   - Está muito cansada mamãe? – Daniel perguntou olhando admirado para os pais. Era meio louco. A maioria dos alunos da classe tinha pais separados ou que brigavam o tempo todo. Mas os seus pais eram tão diferentes. O amor que existia entre eles sempre estivera vivo desde que o garoto começara a entender as coisas.

   - Estou bebê. – Demi sorriu o olhando. Estar em turnê durante um ano não era brincadeira. A pressão psicológica era fatal. Fora a saudade sufocante que estava de casa e dos seus amores.

   - Uau. – Nick arregalou os olhos ao ver a quantidade de paparazzi que os esperava no lado de fora do estádio.

   - Está com segurança? – Lizzie perguntou para a mãe.

   - Eles levaram as minhas malas para casa. – Demi comprimiu a boca em uma linha. Seria complicado passar por aquele tanto de paparazzi apenas com os seguranças do estádio. Despediram-se de Nick e Bryan calorosamente e Demi prometera que iria os visitar o mais breve possível. Quando era mais tarde, depois do stress com os paparazzi, e do longo engarrafamento finalmente chegaram em casa.

Continua.. Então. Está aqui o primeiro capítulo. Daniel já está expulso da escola.. A Demi vai surtar, preparem-se para o próximo capítulo... Beijos!


12.7.14

Prólogo - Staying Strong

   - Honey.. – A cutucou pela terceira vez. – Honey! – Pierre revirou os olhos e bufou irritado. Demetria Lovato poderia ser a diva da música, mas naquele salão francês a única diva era ele. – Eu vou logo avisando, se o seu cabelo ficar manchado e cair descolorante nos seus headphones a culpa não é minha! – Vendo a sua estrela revirar os olhos e guardar os headphones na bolsa, Pierre pudera respirar novamente. Demi Lovato era um problema quando se tratava de cabelos.
   - O que deu nele? – Demi cruzou as pernas e fitou Louis atrás do balcão.
   - Demi querida, se você continuar trocando a cor do cabelo de minuto em minuto você vai ficar careca! – Louis largou a revista de moda no balcão e caminhou até Demi. Era esbelto, porém forte. Olhos azuis e cabelos negros.
   - O Jonas vai te dar um pé na bunda caso você apareça careca, querida. – Pierre sorriu cinicamente para Demi. – E nós não queremos isso. – Demetria semicerrou os olhos ao encará-lo. Bitch!
   - Não queremos. – Demi tombou a cabeça e fechou os olhos. Ficar loira era um saco! Primeiro você tinha que passar praticamente um dia inteirinho no salão. Segundo não é interessante quando dois caras querem roubar o seu homem. E terceiro porque tinha que demorar tanto?
Graças a Deus ela voltaria para casa. Estava com tantas saudades dos seus bebês, saudades de discutir com Joe e até de passear pelo condomínio com o cachorro. E da tarde das garotas? Céus! Nunca pensara que iria gostar.. Mas cozinhar era excelente. Acontecia todo final de semana. Todos se juntavam para passar ao menos um dia juntos como uma grande família. As mulheres costumavam cozinhar, jogar poker ou até mesmo arriscar-se a jogar futebol com os rapazes. Demi amava a vida que levava longe dos holofotes. Os adolescentes discutiam seus dilemas e costumavam gargalhar das trapalhadas dos pais e avós. Demi podia sentir aquela energia maravilhosa correr em suas veias. Sentia-se tão sozinha quando estava longe de casa trabalhando. Era como se a sua parte mais viva ficasse em LA juntos dos filhos e de Joe, em casa ela não era a celebridade que ganhara uma premiação ou lotara um estádio. Era apenas ela. A Demi esposa que amava discutir e fazer amor com Joe, a Demi mãe que tinha o coração enorme e acolhedor e a Demi mulher cheia de dilemas e incertezas, mas que era extremamente feliz por ser exatamente quem ela era.
   - Baby, quieta. – Pierre parecia mais concentrado que o normal. Ora, fora ele quem pintara os cabelos de Demi de vermelho, loiro, preto, castanho, mel e uma lista gigante de cores.. Ao menos Joe não poderia reclamar. – Querida, você está uma rainha. – Demi sorriu ao olhar-se no espelho. Loira!
   - Você é um gênio. – Em um impulso ela o abraçou completamente feliz. Há tempos Demi queria chegar a aquele tom. Estava tão perfeita.
   - Demi Lovato eu te adoro. Mas não quero vê-la neste salão pelos próximos três meses, esta maravilha de cabelo precisa respirar. – Demi assentiu sorrindo de orelha a orelha. Como Joe reagiria? Ele teria que gostar. Aliás, Joe implorava para que ela voltasse com o vermelho. Só que de vermelho Demi jamais pintaria novamente.
   - Vocês são incríveis. – Disse sorridente entregando as notas de cem dólares a Louis.
   - Cliente vip Louis. – Pierre piscou para Louis, que corou por breves segundos. Pelo menos Demi ganhara um bom desconto.. – Está de férias? – Perguntou observando na gloriosa loira a sua frente.
   - Graças a Deus. – Demi fechou a bolsa ajeitando-a debaixo do braço. – Minha turnê de um ano acabou na noite passada. – Um ano longe de casa. Um ano na estrada longe dos seus bebês. Um ano longe dos braços de Joe. 
   - Estou ansioso para o próximo show. – Confessou Pierre com um sorriso tímido. Demi sabia que ele era fã.. Aliás, Pierre e Louis estiveram na área vip do show passado.
   - Vou ficar te devendo desta vez. Tudo que eu mais quero é ir para casa. – Demi sorriu calorosamente abraçando Pierre logo Louis.
   - Boa viagem Honey, nos dê notícias. – Os olhos de Pierre já estavam marejados. Odiava despedidas. Sorrindo de orelha a orelha, Demi assentiu antes de sair do pequeno e estiloso salão francês. Não poderia estar mais ansiosa para voltar para casa.

Continua.. Espero que gostem. Comentem!!! 

5.7.14

Sinopse - Staying Strong

Aos trinta e seis anos Demetria Jonas vive uma vida feliz ao lado da família que construíra ao lado de Joseph Jonas. Os filhos já não são mais bebês e o trabalho agora não é problema. Joseph fora promovido a editor chefe da New York Times, dirige a carreira da esposa e a de um exército de jovens maravilhosamente talentosos. O casamento está cada vez melhor.. Nunca é monótono. E a cada dia que se passa ambos têm a certeza de que não poderiam estar melhor. Pedir Demi em casamento fora a melhor coisa que um dia Joe fizera. A mulher da sua vida lhe presenteara com dois maravilhosos filhos e muito amor e carinho. A vida é perfeita. Quase perfeita.. Entretanto, o que aconteceria se o passado viesse à tona? E se ficar forte fosse extremamente... impossível? O que Demetria Jonas faria para manter-se sã? E se o pior acontecesse.. Como ela ficaria forte? 



Hello!! Como vocês estão? Yo estoy bien! Espero que gostem da "sinopse". Não me xingue, ok? Olha, eu li os comentários.. Estão tão variados e ao mesmo tempo "iguais".. Então resolvi juntar uma coisinha na outra e adicionar flashbacks a história foi a melhor coisa que pensei, sei lá, durante toda a fic se for necessário. Bem, então é isso.. no prólogo eu trago mais notícias, maaaaas a fanfic vai demorar um pouquinho. Ainda estou de "férias" :p Beeeeeijos <3

1.7.14

AVISO

Olá, como vocês estão? Eu estou bem graças a Deus. Então, passei para contar um pouquinho sobre os meus planos para a próxima fanfic. Bem, vejo que LSS é realmente querida e decidi fazer uma "segunda" temporada para finalizá-la de vez. Eu tenho em mente o que quero fazer na "nova" temporada, só estou com um leve dúvida. Daniel e Elizabeth, crianças ou adolescentes? Eu acho melhor adolescentes \o/ Tipo, quero evoluir esse relacionamento do Joe e da Demi na fanfic, amadurecê-lo um pouco mais, torná-lo mega quente e muito diferente do relacionamento dos outros casais. Na história passada o tema foi mais briga por conta do trabalho da Demi até um pouquinho do trabalho do Joe e como a Demi conseguiria associar a carreira e a vida pessoal em um tempo só. E nessa futura nova temporada eu gostaria de trabalhar bastante com o psicológico da Demi testando-a.. Não vou soltar spoilers aqui.. Mas já sei o que vou fazer e espero que concordem com a escolha da "fase" dos personagens adolescentes.. 
*Talvez eu poste a sinopse esta semana ou na outra, por agora eu quero me afastar um pouco, cuidar mais da minha vida pessoal e dos meus interesses... Para as histéricas: eu não estou abandonando o blog, é uma pausa para poder respirar, tipo, não é muito legal escrever fanfics, você fica pensando como vai escrever aquele hot.. a próxima briga e zzZzz hushhsa é um dilema daqueles.. Espero que compreendam, ok? É bem melhor do que começar a história e abandonar o blog assim do nada, isso é bem chato. Se quiseram entrar em contato é só falar comigo no Twitter:  @mylittlediley *
Gente, comentem ok? Não digo isso por conta de aumentar o número de comentários do blog. É importante que vocês comentem e leiam as notas finais. Os comentários são como coordenadas para mim, e para vocês as notas finais, ok gatenhas? Beijos e opinem :)