23.4.14

Mini Fic - Capítulo 4

Dois meses depois...

Demi enrolou-se em uma toalha de banho extragrande e saiu do banheiro para se trocar. O apartamento que estavam alugando até conseguirem encontrar um lugar perfeito para comprar era tão pequeno que conseguia ver a cozinha enquanto ia em direção ao quarto de casal.
— Summer, o que você está fazendo? — Perguntou, tentando manter-se calma enquanto tirava farinha do rosto e do cabelo da filha, farinha que também estava toda espalhada pelo chão da cozinha. Nos dois últimos meses, toda vez que Summer fazia algo que a deixava louca, tudo o que Demi tinha de fazer era tentar lembrar-se do quanto sua filha parecia pequena e frágil durante o incêndio, do quanto desejou os arranhões e as enrascadas nas quais Summer sempre se metia, e as frustrações logo passavam. Nos últimos dias, porém, parecia que Summer estava cada vez mais focada em tirá-la do sério, e o controle de Demi estava por um fio.
— Fazendo muffins — Summer retrucou, tão alto a ponto de o apartamento do outro prédio poder saber exatamente o que estava acontecendo no 1C do outro lado da rua. Apesar de Demi sempre ter amado a vista das ruas de São Francisco, nunca mais moraria em outro lugar que não fosse no primeiro andar. Já tinha quase parado de ter pesadelos sobre estar presa no terceiro andar e ter de engatinhar pelos andares que pareciam sem fim, e preferia ter segurança a ter uma bela vista. Se sentisse falta da vista, bem, era algo com o que precisaria lidar e se conformar.
— OK — ela disse, devagar, enquanto apertava mais a toalha embaixo dos braços e entrava descalça na cozinha. — Mas por que isso às — ela parou para olhar no relógio do forno — seis e quinze da manhã? As duas gostavam de acordar cedo, mas a filha não costumava ser muito produtiva tão cedo, especialmente no primeiro dia do feriado de inverno. Summer deu-lhe um sorriso largo, aquele que sempre usava para convencer as pessoas a fazer exatamente o que queria. Demi gostava de achar que isso não funcionava com ela. Nem sempre, enfim.
— Podemos levá-los para o Corpo de Bombeiros. — Summer alargou ainda mais o sorriso. — Para os bombeiros comerem no café da manhã. - Nas primeiras semanas após o incêndio, Summer não parava de fazer perguntas sobre o fogo, sobre os carros de bombeiros... e sobre Joe Jonas. Demi respondia a todas as perguntas técnicas o melhor que podia, com a ajuda da internet e de alguns livros da biblioteca. No entanto, tinha feito o máximo para despistar as perguntas da filha com relação ao bombeiro que as salvou. 
Sobretudo aquelas que envolviam vê-lo novamente. No hospital, vira a emoção sincera nos olhos dele quando Summer o abraçou. Mas, depois, ele se fechou tão repentina e completamente que ela, na verdade, ficou um pouco magoada. Tinha consciência de que era melhor não levar para o lado pessoal, especialmente quando sabia que aquela viga lhe atingira em cheio a cabeça. E as emoções dela tinham estado à flor da pele naquele dia, borbulhando. Disse a si mesma que fora este o motivo de ficar tão chateada com o comportamento dele. Infelizmente, Summer não fora a única a pensar nele o tempo todo. Demi também pensava nele todos os dias, em quanto se sentia agradecida por ter feito o que fez por elas, em quanto ele fora altruísta ao arriscar a própria vida por elas. E, às vezes, tarde da noite, quando estava sozinha na cama, pensava em como ele era bonito e em quanto seus músculos eram grandes. Não que esses pensamentos servissem para alguma coisa. Mesmo que ele não as tivesse mandado embora do quarto do hospital, ela nunca poderia ficar com um homem como ele. Não depois de ter aprendido sobre os riscos, e a dor, de estar com um homem viciado em perigo, e da maneira mais difícil de aprender essas lições. Demi queria um futuro com um homem que definitivamente ficasse em casa toda noite. Ela recusava-se a passar outro dia, outra noite, esperando o telefone tocar, a batida à porta com a notícia de que perdera o parceiro que esperava estar ali. Não ajudou muito quando o Pelotão 5 enviou um presente de aniversário para Summer algumas semanas após o incêndio. Era uma bonequinha vestida de bombeiro, com maria-chiquinha amarela, um sorriso largo e um cachorrinho dálmata com uma coleira vermelha da cor do carro de bombeiros. Summer levava aquela boneca e o cachorrinho para todo lado; dormia com eles embaixo do braço, e se enroscava neles no sofá à noite. Até mesmo agora a boneca e o cachorro de pelúcia estavam lá, em pé, no balcão da cozinha.
— Tenho certeza de que já comeram bastante no café da manhã — disse à filha, com uma voz suave. Summer limpou as mãos e pegou a bandeja para enfiar a mistura dentro do forno.
— Nada tão bom quanto muffins, eu acho. - Demi não podia argumentar. Os muffins de chocolate, banana e mirtilo de Summer eram famosos. Era uma combinação que não deveria dar certo, mas que, no final das contas, virou um sucesso. Deus sabia que a filha não tinha puxado a ela para os dotes culinários. Não, isso vinha de David, que tinha um talento especial para cozinhar. Summer se parecia tanto com o pai, em tudo, inclusive do cabelo louro-claro, que às vezes Demi sentia que ele ainda estava vivo.
— Vamos conversar sobre isso depois que eu me vestir.
— OK, mamãe — a filha chilreou, sabendo que estava prestes a conseguir o que queria. E, realmente, Demi pensou, com um pequeno suspiro, que não tinha mais desculpas para não irem até o quartel para dizer “olá” aos bombeiros. Então é isso; elas deixariam os muffins, admirariam os carros brilhantes e depois iriam ao parque para passar algumas horas. Não se deixaria incomodar pela possibilidade de ver Joe. Na verdade, ele nunca lhes dissera para chamá-lo de outra coisa a não ser de Sr. Jonas, mesmo não sendo muito mais velho do que ela. De qualquer forma, quais seriam as chances de ele estar de plantão nessa manhã? Ou mesmo de se lembrar delas? Demi deu uma olhada no espelho sobre a cômoda e pensou que não havia mais como ignorar as mentiras que estava acumulando, uma após a outra, nesta manhã. Só de pensar no bombeiro já sentia um nó no estômago e não havia nada que pudesse fazer a respeito disso. Se ele estivesse de plantão, se lembraria delas, já que houve uma conexão inegável, uma faísca palpável entre os dois. Ela afastou-se do espelho e abriu o closet. Se estivesse mentindo a si mesma ou sendo completamente honesta, uma coisa era fato: ela não tinha absolutamente nada para usar no quartel do Corpo de Bombeiros nesta manhã fria de sábado, em dezembro. Summer foi pulando na frente de Demi, que carregava uma travessa cheia de muffins quentes. Há quase um quarteirão de distância, Summer desapareceu para dentro das portas abertas do quartel do Corpo de Bombeiros. Demi sabia que seu coração não deveria bater tão rápido. Sim, elas subiram uma colina, mas ela estava em boa forma por causa dos DVDs de ioga com os quais praticava todas as manhãs. E então a filha saiu com ele e o coração de Demi praticamente parou de bater. Os pés dela também pararam, deixando-a estranhamente estagnada na calçada, segurando os muffins, com a boca entreaberta. Ele estava lindo na cama do hospital, com curativos na cabeça e um lençol cobrindo a maior parte do corpo. Mas agora...
Ah, agora... Não havia palavras, pelo menos não em seu cérebro cheio de desejo, para um homem como este. Alto, moreno e atraente era pouco para descrevê-lo. Maravilhoso, lindo... cada um desses adjetivos era muito comum para aqueles ombros fortes, quadris estreitos, os olhos castanhos esverdeados brilhantes sobressaindo-se sobre aquele maxilar quadrado e da boca carnuda e máscula. Demi tratou de lembrar que não poderia correr e se jogar para cima daquele homem. Sua libido dormente aproveitou-se desse momento para voltar à vida, mas isso não significava nada diante do grande escopo das coisas. Em algum momento, quando estivesse sozinha em sua enorme cama, encontraria uma maneira de saciar esse novo desejo por sexo. Mas não poderia arriscar seu coração e o da filha por um homem que talvez não vivesse para ver o dia de amanhã. Esse pensamento trouxe-a de volta à realidade e permitiu que deixasse de lado seu constrangimento com a óbvia reação diante da beleza dele. Desejando que seus pés se mexessem novamente, ela finalmente caminhou os poucos metros até ele, colocando os ombros para trás e o queixo para cima, assim ele não pensaria que era mais derrotada do que ela já se sentia, babando em cima dele dessa maneira.
— A Summer fez isso para vocês. - Ela lhe entregou a travessa cheia de muffins e ele sorriu para Summer.
 —Obrigado. — Ele ergueu a tampa e inspirou profundamente, claramente surpreso pelo cheiro bom. — Parece que isso aqui está ótimo. Os rapazes daqui vão implorar por esses muffins.
— Podem dividir porque depois eu faço mais! - Demi sabia que as coisas iriam nessa direção; que, se cedesse e permitisse  que viessem ao quartel uma vez, isso se transformaria em visitas recorrentes. No momento em que pensava nisso, ele virou-se para ela, o rosto cuidadosamente inexpressivo. Não havia sorrisos para ela, só para sua filha. Claramente, ele não estava feliz em vê-la mais do que ela estava feliz em vê-lo. Melhor assim. Talvez a visita devesse ser breve. Summer puxou a manga dele. 
— Obrigada pela boneca. Ela é meu presente favorito de 7 anos. O cachorrinho dela é fofo também. - O agradecimento formal fez Joe abaixar-se até o nível dos olhos dela.
— Fico feliz. O aniversário de 7 anos é realmente muito importante. - Summer concordou. 
— Agora pode mostrar o carro de bombeiros e todos os botões que é preciso apertar para fazer as coisas, Sr. Jonas? - Não, a visita breve não seria breve, Demi pensou, com um gemido que mal podia esconder. Quando viu o sorriso de volta para a filha, porém, Demi sentiu suas entranhas se derretendo de novo, apesar das barreiras altas e fortes que havia construído para proteger-se do encanto absolutamente poderoso dele. Há quanto tempo procurava um homem que olhasse para sua filha desse jeito? Como se achasse que o sol nascia com Summer, assim como o próprio nome indicava? Como se ela fosse importante, e não só alguma criança chata que Demi por acaso teve com outro cara?
— Com certeza. — Ele lançou um olhar questionador a Demi. — Se você concordar, quero dizer. - Ela estava prestes a responder quando notou uma cicatriz meio apagada na testa dele, que ia desde a sobrancelha esquerda até a linha do cabelo, e as pernas dela ficaram bambas. A testa dele estava coberta de curativos a última vez que o vira no hospital, e ela sabia que deveria ter sido a viga que o atingiu logo após terem chegado aos pés da escadaria. Ela quis dizer alguma coisa, queria agradecer-lhe de novo e pedir desculpas por colocá-lo naquela posição, mas sabia que soaria estranho e errado. Em vez disso, ela disse:
— Claro que está tudo bem para mim. A Summer adora máquinas grandes e adora descobrir como elas funcionam, não é? - Assim como o pai dela gostava. Só que a máquina que ele escolhera fora um avião, em vez de um carro de bombeiros. Joe pegou a mão esticada de Summer e levou-a até o brilhante carro de bombeiros histórico, no canto do fundo do quartel. Normalmente Demi os teria seguido, mas não tinha certeza de que estar perto dele por muito tempo seria uma boa ideia. Não quando os hormônios dela ainda estavam em pandemônio. Caminhando mais para dentro do quartel, ela rapidamente percebeu-se no meio de um grupo de homens grandes e fortes. No entanto, mesmo com toda a testosterona dentro da sala, apesar da preponderância dos troncos largos, quadris 
estreitos e maxilares quadrados, os hormônios dela não se manifestaram e a libido não veio à tona. Por alguma razão, só um bombeiro específico tinha esse efeito sobre ela. Deixando de lado essa percepção inútil, Demi fez questão de conhecer todos os bombeiros e agradecer a equipe pelo que fizeram por ela e pela filha. Notou algumas sobrancelhas levantando quando apontou para a filha em cima do carro de bombeiros antigo, a maneira como outros bombeiros se entreolharam, como se compartilhassem um segredo que ela não conhecia. Summer e o homem que tinha feito o coração dela explodir riam juntos de alguma coisa, e, por um momento, Demi quis fingir que eram mais do que estranhos, que a filha dela tinha uma figura paterna para lhe ensinar as coisas, para ter orgulho dela, para dizer que a amava quando a colocava na cama com um beijo de boa-noite.
— Acho que estou sentindo cheiro de muffins de mirtilo. - Todd, o capitão, apareceu no canto exatamente nesse momento, e ela sorriu para aquele homem de meia-idade tão simpático que a tinha levado tão gentilmente para conhecer seu salvador no hospital.
— Foi a Summer quem fez — disse antes de dirigir-se à frente da sala para pegar a travessa com os muffins. - Ela praticamente deu de cara com uma linda mulher. 
— Ah, oi, desculpe, não tive a intenção de quase atropelar vo... — Ela parou no meio da palavra. — Sophie? Sou eu, Demi Lovato. — Ela balançou a cabeça. — Bem, na faculdade era Demi Green.
— Demi! — Os braços de Sophie a rodearam e elas se abraçaram. Sophie afastou-se. — Não posso acreditar quanto tempo passou desde a última vez que a vi. Seis, sete anos? - Ambas trabalharam meio período na biblioteca de Stanford e passaram tantos anos guardando e catalogando livros juntas nos corredores escuros, que acabaram se tornando amigas. Elas provavelmente teriam se tornado ainda mais íntimas se Demi não tivesse ficado grávida de Summer. Quando ela e David se casaram, ela saiu da faculdade temporariamente para acompanhar o marido piloto da Marinha no seu novo trabalho na base de San Diego.
— Você está linda! — ela elogiou Sophie.
— Você também! — A velha amiga pareceu confusa. — Nunca vi você aqui antes. Está trabalhando em alguma coisa no quartel? - Demi sentiu-se mal por não ter mantido contato.
— Minha filha quis vir aqui trazer alguns muffins.
— Ah, meu Deus, como pude esquecer que você se casou e teve um bebê? Onde ela está - Demi apontou para o canto onde o antigo carro de bombeiros estava.
— Summer está lá com um dos bombeiros. - Sophie franziu o cenho novamente.
 — Espere aí. O nome da sua filha é Summer? — Ela meneou a cabeça. — Vocês são a mãe e filha a quem Joe salvou uns dois meses atrás? - Quase nesse exato momento, Demi percebeu que uma pista importante havia passado despercebida pelo caminho. Jonas era um nome tão comum que ela não pensou em ligar Sophie a Joe.
— Você é irmã dele? - Quando Sophie concordou, Demi finalmente respondeu:
— Sim, seu irmão nos salvou. Ele é o herói da Summer para o resto da vida — acrescentou carinhosamente. — O meu também. - Sorrindo, ela disse a Sophie:
— Summer assou alguns muffins para ele hoje de manhã e acredito que está prestes a convencê-lo a deixá-la dirigir aquele carro de bombeiros antigo em volta do quarteirão. - Demi se esforçou para manter a voz baixa. Tomara que Sophie nunca percebesse como ela estava ridiculamente atraída por seu irmão. E por falar em estranhas coincidências...
— Devia ver todos aqueles botões e puxadores! — Summer correu a toda a velocidade pelo chão de cimento. Joe não estava em lugar nenhum. — É tão legal! Eu adoro os bombeiros! Obrigada por finalmente me deixar vir aqui! - Demi pegou a mão da filha enquanto ela gesticulava animada e contava sobre as maravilhas do carro de bombeiros. — Querida, esta é uma amiga minha da faculdade. O nome dela é Sophie! - Sophie abaixou-se até a altura de Summer e exclamou:
— Ah, meu Deus, você é maravilhosa! - Summer fez brilhar seu maior sorriso para Sophie.
— Você também é bonita. - Sophie riu. 
— De que tipo de história que você gosta? - A garotinha pensou por um minuto.
— Todas. - Sophie lançou um olhar embasbacado para Demi.
— Perfeito — ela explicou rapidamente. — Sou bibliotecária de uma biblioteca aqui pertinho. Adoraria se pudessem vir me ver, especialmente porque sempre estou procurando bons leitores para me ajudar na hora da contação de história para os pequenos. - A garotinha ergueu a mão. 
— Eu posso fazer isso. Sou uma ótima leitora.
— Tenho certeza que sim, ainda mais com uma mãe tão inteligente como a sua. - Então, arrepios percorreram a espinha de Demi. Ela olhou e viu Joe vindo em direção a elas. Demi desejou que não estivesse tão ligada a ele... e que ele também não fosse tão absurdamente atraente. Era bom que Sophie e Summer estivessem conversando sobre o livro de gravuras favorito delas e não precisavam muito da participação dela, pois a proximidade de Joe parecia sempre sugar todas as células de seu cérebro. Ficou surpresa ao ver que ele não ficou feliz em ver Sophie. Isso se confirmou quando ele perguntou:
— Ei, Soph, o que está fazendo aqui? — disse, em voz seca. A irmã simplesmente sorriu para ele, claramente nem ligando para seu cumprimento mal-humorado.
— Pensei em lhe trazer algo saudável para o café da manhã. — Ela ergueu uma sacola e abriu-a para ele poder ver dentro. — Pãezinhos integrais. Sem açúcar ou conservantes. - Ele fez uma careta. 
— Já tenho muffins muito bons esperando por mim, mas, mesmo assim, obrigado. - Dando de ombros, ela fechou o saquinho e disse:
— Acredita que Demi e eu nos conhecemos da faculdade? Inacreditável, não é? - Ele olhou de uma para outra, ainda mais descontente do que há alguns minutos. 
— Inacreditável. — A voz dele fora sem entonação e distintamente irritada. Demi ficou feliz pela filha ter sido levada pelo restante dos membros da equipe de bombeiros, que lhe diziam ser a melhor preparadora de muffins que já existiu. Do contrário, a mudança abrupta de humor de Joe não teria passado despercebida nem mesmo para Summer. Desta vez, Demi não estava chateada pela expressão dura no rosto dele. Tinha passado do estágio de chateada para louca da vida. Qualquer que fosse o problema dele, não sabia nada sobre ela, e não merecia ser a receptora do mau humor dele. Sim, ela devia muito a ele — para sempre — pelo que tinha feito por ela e Summer. Entretanto, poderia ser grata longe dele, intimamente em seus pensamentos, quando ele não estivesse olhando para ela como se tivesse uma doença contagiosa.
— Obrigada por mostrar o carro para Summer — agradeceu-lhe, com voz mais educada e distante, antes de se virar para a irmã com um sorriso acolhedor e verdadeiro. — Estou tão feliz por encontrar você, Sophie.
— Eu também. Não acredito que não sabia que você morava tão perto. - Demi balançou a cabeça.
— Infelizmente não mantive muito contato com ninguém depois que David e eu nos casamos e mudamos para San Diego.
— Como está o David? - Percebendo que não havia como Sophie saber sobre o que acontecera, ela respondeu:
— Ele morreu.
— Ah, não. — Sophie parecia horrorizada. — Sinto muito, Demi. - Querendo assegurar à amiga de que estava bem e ao mesmo tempo não falar muito com Joe ainda em pé na frente delas, com uma expressão sisuda naquele rosto maravilhoso, ela continuou:
— Já faz alguns anos. - Sophie olhou na direção de Summer, que ainda era o centro das atenções do Pelotão 5.
— Você cuida dela sozinha? — Antes que Demi pudesse responder, ela acrescentou: — Ou se casou de novo?
— Não. Somos só eu e Summer. — Ela forçou um sorriso que desejou ter parecido sincero. — Temos nos saído muito bem.
— E agora esse incêndio que destruiu seu apartamento. Não parece justo.
— Sinceramente, nós estamos bem — repetiu, olhando para Joe e Sophie.- Sophie colocou uma mão sobre o braço de Demi.
— Gostaria que as coisas tivessem sido diferentes para você.
— Soph — Joe interrompeu, com voz frustrada —, quantas vezes ela terá de lhe dizer que está bem? - Ele claramente estava tentando aconselhar a irmã a recuar um pouquinho, e ainda que Demi tivesse apreciado isso em qualquer outro momento, sabia que Sophie só estava expressando seus sentimentos e emoções como sempre fazia: direto do coração. Sophie simplesmente torceu o nariz para o irmão antes de virar de volta para Demi.
— Sabe de uma coisa? Nossa mãe fará a festa anual de Natal esta semana em nossa antiga casa perto de Palo Alto. Por favor, diga que você e Summer virão para conhecer todo mundo! — Antes que Demi pudesse responder, Sophie acrescentou: — Não acha que todo mundo adoraria as duas, Joe? - Ele as olhava de cima quando exclamou, com total falta de interesse, do mesmo jeito que fez no hospital quando Summer lhe perguntou se queria ouvir Demi imitar um sapo:
— Com certeza! - Bem, estava muitíssimo claro para todos o que Joe achava disso tudo, não estava? Demi podia sentir os olhos de Sophie olhar de um para o outro, claramente tentando descobrir qual era o problema... e por que ele não suportava vê-la. Em meio ao silêncio desconcertante, Sophie finalmente revelou:
— Na verdade, alguns dos meus irmãos adoram crianças. - Ah, Deus. Sophie não estava tentando bancar o cupido, estava? Mais do que horrorizada pela ideia de mais de um homem na família como Joe, ela perguntou:
— Quantos irmãos você tem?
— Seis! Mas Kevin e Nick não estão mais no páreo, e as namoradas deles — bem, noiva, no caso de Kevin — são fantásticas. Então, sobram Zach, Ryan e Smith. Estão todos livres. Pelo menos até onde eu sei. - Outra luz se apagou. Smith Jonas, o astro de cinema, era irmão de Sophie. E também Ryan Jonas, o jogador de baseball profissional. Obviamente, a família Jonas vai muito bem, obrigado. Entretanto, ver Smith em uma grande tela de cinema e Ryan no gramado nunca a fizera sentir tão arrepiada quanto o olhar zangado de Joe neste segundo, quando ele franzia o cenho por ela ter a audácia de respirar na frente dele. Sophie continuou falando enquanto Demi processava e se esforçava para conseguir respirar uma vez após a outra.
— Eles vão adorá-la. Não tenho dúvidas de que meus irmãos terminarão brigando por você. Você não concorda, Joe?
— Você está mesmo tentando juntar sua amiga com Zach e Ryan, dois dos maiores cafajestes do planeta? — Ele balançou a cabeça. — E Smith é pior ainda. Sabe Deus o que aconteceria a uma criança dentro daquele mundo revirado de astro de cinema. - Sophie desconsiderou as preocupações dele com uma mão no ar.
— Acho que todos vocês são fantásticos. E eles são cafajestes só porque ainda não encontraram a mulher certa. - Demi notou que Sophie não dissera nada a respeito de Joe ser ou não cafajeste. Ela também não havia oferecido Joe como um potencial namorado. Provavelmente porque ele já tinha uma namorada. Uma namorada a quem Demi tinha absoluta certeza que odiaria só pelo fato de ser namorada dele.
— Por favor, diga que virão, Demi. Você e Summer seriam muito bem-vindas à festa! - Na verdade, Demi não queria ter de passar mais tempo do que já tinha passado ao lado de Joe, mas o diabinho que raramente sentava-se em seu ombro de repente apareceu e a fez dizer:
— Adoraríamos ir. — Ela adorou ver a expressão do rosto de Joe se fechar ainda mais. — O que podemos levar? Tenho certeza de que Summer adoraria preparar algo especial para a festa de Natal de sua mãe. - Depois de Demi e Sophie trocarem os números dos telefones e os e-mails, Sophie prometeu lhe mandar todas as informações sobre a festa. Com o dever cumprido, e sabendo que precisaria de cada segundo até sábado para ter certeza de que estaria pronta para trancafiar todos os seus desejos e hormônios estúpidos perto de Joe na festa, ela alertou:
— Bem, acho que Summer e eu devemos ir embora e deixar todo mundo voltar ao trabalho. - Ela chamou pelo nome da filha e negou os pedidos dela para ficar “só mais um pouquinho”, pois estava tendo “o melhor dia da vida dela” passando umas horas com os bombeiros. Depois de muito tempo, Summer finalmente pegou na mão da mãe e Demi conseguiu escapar de volta para a calçada, o coração batendo ainda mais rápido agora do que de manhã, mesmo descendo a colina. Tudo isso porque tinha certeza de que veria Joe Jonas novamente.
— Você não vai tentar juntá-la com Zach ou Ryan, vai? — A ideia de um dos seus irmãos tocando em um só fio de cabelo de Demi deixava Joe furioso. A irmã deu de ombros.
 — E por que não? Ela é meiga e inteligente, não acha? - Ele não responderia a essa pergunta, pois não deixaria sua irmã saber que ele achava Demi a coisa mais linda sobre a qual ele já pusera os olhos.
— Eles vão engoli-la e depois cuspi-la. - Sophie cruzou os braços sobre o peito. 
— Ela perdeu um marido e cria uma filha sozinha. E parece estar se recuperando muito bem depois de perder tudo naquele incêndio. Acho que só essas duas coisas já provam o quanto ela é forte. — Ela deu de ombros novamente. 
— Quem sabe? Talvez ela seja o furo na armadura do Zach ou do Ryan. - Nem pensar. Não quando ela já tinha lhe penetrado a pele. Ele não a queria impregnada na pele de seus irmãos também.
— Sei o que está fazendo, Boazinha. - Normalmente, o apelido fazia jus a ela, mas não hoje. Hoje a irmãzinha dele estava claramente disposta a lhe perturbar, convidando Demi e a filha para o círculo familiar. Sophie lançou-lhe um olhar inocente, com os olhos castanhos um pouco arregalados. 
— Demi é uma amiga da faculdade. Gosto muito dela. Quero vê-la mais vezes.
— Então, convidá-la para a festa não tem nada a ver comigo? - A irmã prendeu-o com um olhar que dizia saber exatamente o que ele estava sentindo por sua velha amiga.
— Você é quem me diz, Joe. Tem alguma coisa a ver com você? - Ele arrancou o saquinho de porcaria integral da mão dela.
— Obrigado pelo café da manhã. Tenho que voltar ao trabalho. - Antes que pudesse virar e se afastar da irmã de quem ele normalmente gostava muito, pegou-a sorrindo. E sabia exatamente o que ela estava pensando. Sophie achou que ele estava começando a ficar loucamente apaixonado por Demi e sua linda filhinha.
Estava enganada.

Continua... Olá! Fico feliz que estejam gostando da fic.. Acho que vocês vão pirar na parte.. Enfim! Vou tentar escrever LSS. Beeijos! 

Mini Fic - Capítulo 3

Sair. Joe Jonas queria sair daquela maldita cama de hospital. Também queria arrancar o soro do braço, e estava prestes a fazer isso quando sua mãe entrou.
— Não ouse tentar tirar isso daí. - Mary Jonas já tinha vindo vê-lo mais cedo, mas desta vez voltara com dois de seus irmãos e as respectivas namoradas.
Miley foi na frente.
— Ai, meu Deus, fiquei tão preocupada com você! - Quando a namorada pop star de Nick ouvira que o Corpo de Bombeiros da cidade estava atravessando uma fase de cortes pesados no orçamento, teve a ideia de fazer um show para angariar fundos para eles. Mas, no final de seu show acústico beneficente, o Pelotão 5 fora chamado para um prédio de três andares na Rua Conrad.
Ela jogou os braços ao redor dele, que, de propósito, puxou-a mais para perto enquanto Nick observava. O jeito que seu irmão balançou a cabeça indicava que sabia o que Joe estava fazendo. Em qualquer outra situação, Nick o teria colocado contra a parede por chegar tão perto de sua mulher, mas, evidentemente, estar preso em uma cama de hospital tinha lá suas vantagens; por exemplo, o fato de estar tão feliz ao ver o irmão vivo o fez se controlar ao ver as mãos de Joe apoiadas bem na cintura de Miley. Mesmo assim, Joe sabia que só poderia abusar até certo ponto, pois Nick enroscou as mãos na cintura de Miley, grunhindo: 

— Arranje sua própria namorada — e puxou-a de volta para ele. Joe entendia exatamente por que seu irmão mais velho tinha se apaixonado pela pop star: ela era não apenas bonita e talentosa, mas também tinha um coração enorme. Fazia anos que Joe não ficava com alguém como ela, uma mulher que tivesse todas essas qualidades, alguém com quem pudesse realmente imaginar ter um relacionamento de longo prazo em vez de só algumas horas entre lençóis. Felizmente, assim que Miley foi puxada para trás, Dani tomou o lugar dela nos braços de Joe.
— Puta merda! — Kevin resmungou. — Agora ele pegou a minha. Nada como ser um herói para as mulheres se jogarem em cima de você. - Estavam tão felizes por Joe estar bem que, claramente, por ora, deixariam passar qualquer coisa. Todos, exceto a mãe, que o olhava fixamente com olhos de águia.
— Acabei de falar com o médico e ele me informou que você ficará aqui outra noite para terem certeza de que não começou nenhuma hemorragia interna no seu cérebro.
— Ah, mãe! — ele reclamou, enquanto Dani voltava para Kevin, parecendo mais um garoto de 14 anos do que um homem de 28. — Estou me sentindo bem. — A cabeça dele doía a ponto de explodir, mas já tinha passado por ressacas tão ruins quanto isso.
— Já que tenho certeza de que a viga na cabeça lhe tirou o pouco de bom senso que tinha, vou confiar no médico. — Ele mal conseguia reprimir o gemido por estar preso em um lugar por tantas horas a fio, quando sua mãe acrescentou: — E você também.
Kevin estava fazendo um bom papel fingindo que o curativo na cabeça de Joe não era grande coisa. Nick, porém, que tinha tomado o lugar do pai quando esse falecera mais de vinte anos antes, estava claramente preocupado.
 — Como aconteceu isso, Joe? Você sempre foi esperto, mas, pelo que pudemos ouvir dos noticiários sobre o incêndio, aquele prédio não era um lugar seguro para entrar. — A expressão de Nick fechou-se ainda mais. — Nem perto de ser seguro. - Joe imaginou que Nick, oito anos mais velho do que ele, seria quem faria as perguntas sobre o que ele fizera. No entanto, apesar de o resgate ter quase terminado em tragédia, Joe não teria feito absolutamente nada diferente. Não quando ainda conseguia ver aquela garotinha indefesa nos braços da mãe, os grandes olhos amarronzados dela implorando para que ele salvasse a pessoa que ela mais amava no mundo.
— O prédio estava vazio. — Era a única explicação que importava.
— Você podia ter morrido, Joe. - Ele olhou para o irmão mais velho.
— Você está certo. Eu podia. — Esperou um momento antes de dizer: — Mas ainda estou aqui. - Nick soltou um suspiro profundo.
— Quantas vezes você vai abusar da sorte tentando bancar o herói?
— Nick! — a mãe exclamou. Querendo quebrar a tensão no quarto do hospital e ciente de que tudo isso era por pertencer à família de um bombeiro, Joe tranquilizou:
— Tudo bem, mãe. Este é o jeito de Nick mostrar que se preocupa comigo. - Felizmente, Miley riu e ajudou a amenizar as coisas. Quando Nick olhou para a namorada, ela basicamente sorriu para ele e comentou:
— Todo mundo sabe que você é como um desses doces duros com o recheio mole, Nick. — Ele a olhou com uma cara feia, mas, quando ela ficou na ponta dos pés e beijou-lhe, a cara feia sumiu. Antes que Nick, ou alguém mais, começasse a dar bronca em Joe novamente, ele deu um bocejo grande e alto. O dia inteiro foi um vaivém de irmãos, um depois do outro. A certa altura, até mesmo a enfermeira perguntou:
— Quantos vocês são? Meu paciente precisa descansar. - É claro que, quando Ryan flertou sem o menor pudor com a enfermeira, o efeito certeiro daquele rosto maravilhoso fez com que ela concordasse em estender as horas de visita o máximo possível para o clã Jonas. Lendo o sinal de Joe, a mãe começou a mandá-los sair, beijando-o no rosto antes de ir embora.
— Levarei comida à sua casa amanhã. - Ele podia se alimentar sozinho, mas sabia que o ajudando daquela forma a mãe se sentiria melhor em relação ao que acontecera, ou, mais especificamente, sobre o que quase acontecera. Ela nunca foi muito fã dos perigos inerentes ao fato de ele ser um bombeiro, mas, mesmo assim, o apoiou.
— Obrigado, mãe. - Eles saíram e Joe fechou os olhos por alguns minutos, quando ouviu outra batida na porta. Seu capitão, Todd, entrou no quarto.
— Como está indo, Joe?
— Bem, capitão. - Ele sentou-se mais ereto na cama e Todd balançou a cabeça.
— Está bem assim. Sei que sua cabeça deve estar doendo muito. — Ele apontou para a porta com a cabeça. — Está pronto para ver a Sra. Lovato e a filha, Summer? - Não, ele pensou, era melhor nunca mais olhar para aqueles olhos de novo. Pensava tempo demais em Demi e na filha dela para se confortar, não só por estar repassando o resgate, tentando analisar o que poderia ter feito diferente para tirá-las mais rápido e com mais segurança, mas porque não conseguia esquecer a força dela, o quanto Demi tinha lutado para permanecer consciente, e o quanto tinha sido uma batalhadora em cada segundo daquela jornada angustiante para sair do apartamento em chamas. Mesmo assim, ele compreendia que as vítimas do incêndio sentiam necessidade de agradecer aos homens que as tinham salvado, especialmente em um caso como esse, quando a morte tinha passado tão perto. Vendo a expressão de desaprovação no rosto dele, Todd completou:
— Vou pedir a Demi e à filha que voltem mais tarde então.
O nome combinava com ela — Joe pegou-se novamente pensando mais do que gostaria. Demi era bonito e forte ao mesmo tempo. Seria melhor pensar nela como a Sra. Lovato. Ainda assim, ele pensou, será que havia um marido? Se sim, onde ele esteve durante o incêndio e por que não estava ali com elas agora?
— Não — ele decidiu. — Será melhor vê-las agora. - Ela agradeceria, ele lhe diria que estava feliz em ver a filha e ela tão bem e seria isso. Não seria mais perseguido por aqueles olhos, pela força surpreendente que havia demonstrado a ele quando engatinhou no chão do apartamento e pela escadaria abaixo. Dois minutos depois, Todd entrou de volta com a mãe e a filha. Ignorando a dor na cabeça, Joe sentou-se mais ereto e forçou um sorriso no rosto. E, então, os olhos dele se encontraram com os de Demi e o sorriso dele congelou. Meu Deus, ele pegou-se imaginando antes que pudesse colocar o pensamento 
de lado, ela é linda. A última vez que vira o rosto dela fora através da névoa espessa de fumaça escura e da consciência de que qualquer movimento errado significaria a morte deles. Os olhos dela eram tão grandes e lindos como antes, o corpo tão esguio e forte como quando ele a ajudou a se arrastar pelo chão, mas agora ele conseguia ver sua meiguice, as curvas macias de seus seios e quadris dentro da camiseta e do jeans. Joe não conseguia parar de olhar para os olhos amarronzados impressionantes, o cabelo escuro e sedoso caindo sobre os ombros, e o jeito da filhinha, que era uma cópia perfeita dela; a única diferença estava no cabelo, um era escuro e o outro, claro. Ela parecia tão surpresa quanto ele e, por um bom tempo, os dois ficaram se olhando em silêncio até que a filha correu e jogou os braços em volta dele.
— Obrigada por salvar a mim e a minha mãe. - Os braços da garotinha eram tão fortes quanto os da mãe.
— De nada, Summer. Quantos anos você tem?
— Fiz 7 no sábado. - Ela brilhava para ele, e exatamente naquele momento, Joe entregou um pedaço de seu coração àquela garotinha sem os dois dentes da frente.
— Feliz aniversário. — Ele precisava se lembrar de pedir ao Pelotão 5 que enviasse um presente a ela. Do canto do olho, um movimento lhe chamou a atenção. Demi estava chegando mais perto dele e, de novo, quando olhou para ela, não conseguiu tirar os olhos. Sem perceber o que estava fazendo, deu uma olhada na mão esquerda dela procurando uma aliança de casamento, mas não achou nada.
— Sr. Jonas, não consigo dizer o quanto significa para mim o que fez. - Ele quase pediu a ela que o chamasse de Joe, mas sabia que seu nome soaria muito bem saindo daqueles lábios carnudos. Seu cérebro já estava querendo entrar na fantasia de como seria ouvi-la dizendo seu nome em circunstâncias absolutamente diferentes, sem uma criança nem o capitão no quarto... e com muito menos roupa. Como era de se esperar, ele não conseguia tirar os olhos dos lábios dela, que se mexiam pouco a pouco. Ela cerrou os lábios enquanto esfregava rapidamente os olhos com as pontas dos dedos.
— Me desculpe — disse, com um risinho forçado. — Prometi a mim mesma que não choraria.
— Ela fica fazendo isso — Summer disse a ele em um sussurro dramático, enquanto a mãe tentava vencer a batalha contra as lágrimas. Ele sussurrou de volta.
— É perfeitamente normal.
— Precisávamos vir aqui para agradecer-lhe. — Os olhos de Demi passaram sobre o curativos dele antes de ela acrescentar: — E para ter certeza de que estava bem.
A voz dele estava mais rouca do que o normal. 
— Estou bem.
— Fico tão feliz por isso.
— Como vocês duas estão? Inalaram muita fumaça. - Ela deu um sorrisinho que lhe revirou as entranhas.
— Nós duas estamos bem. — Ela colocou a mão na garganta. — A médica disse que só vou ficar parecendo um sapo por mais uns dois dias.
— Precisa ver a mamãe coaxar — Summer disse a ele —, ela fica igualzinha ao sapo que temos na minha classe da escola. Faça para ele ver, mamãe. A força do sorriso dela, a maneira que seus olhos se iluminaram e a covinha que apareceu na sua bochecha esquerda o destruíram. Ele poderia ficar bêbado com os sorrisos dela e já sentia como se tivesse sido golpeado por um deles. Se Demi fosse alguém que ele tivesse conhecido em um café ou em um bar, ou se fosse uma das amigas de suas irmãs — se ela fosse qualquer outra pessoa e não alguém que ele tivesse resgatado de um incêndio —, ele não só estaria tentando encontrar maneiras para ela ficar mais um pouco, como também tentaria conseguir seu telefone ou marcaria um encontro com ela. Entretanto, a única razão de o olhar com o coração nos olhos era porque ele havia salvado a vida dela e da filha. Sabia que era melhor não se deixar levar por ela e por aquela linda garotinha. Ele não precisou se esforçar para fechar a cara diante das lembranças do passado, do quanto fora idiota ao ignorar os limites profissionais e, estupidamente, se envolver com uma vítima de incêndio.
— Claro que ele quer ouvir — a garotinha disse e, então, quando ele permaneceu em silêncio, voltou-se para ele e continuou. — Não é mesmo? - Depois de tudo, Joe não poderia decepcionar a garota. 
— Com certeza — Ele finalmente disse em um tom que soava exatamente o contrário. — Por que não? - Demi, porém, o decifrou sem a menor dificuldade, puxando a garota dos braços dele para os dela.
— Não queríamos incomodá-lo — afirmou, com uma voz defensiva. - Ele não lhes disse que não havia sido um incômodo. Era melhor acharem que tinham incomodado, assim não voltariam, assim ele não veria nenhuma das duas de novo.
Diante da rispidez dele, Demi disse:
— Agradeço por nos deixar vê-lo hoje. — E então pegou a mão da filha puxando-a para a porta.
— Já precisamos ir mesmo? — a garotinha protestou. — Aposto que ele tem histórias muito legais sobre todas as coisas assustadoras que já fez. - Demi virou-se de volta para ele, agora preocupada.
— Tenho certeza de que o Sr. Jonas precisa descansar, querida. — Ela forçou os lábios em um sorriso falso, fazendo-o sentir como se um peso de duzentos quilos tivesse caído sobre o peito.
 — Diga adeus agora, meu amor. - Summer fechou a cara, pressionando os lábios como uma miniatura perfeita da mãe. E, em vez de dizer o adeus que sua mãe recomendou, ela sugeriu:
— Acha que podemos passar qualquer dia pelo Pelotão do Corpo de Bombeiros? Você sabe, para nos mostrar as coisas? - Demi não lhe deu a chance de responder, reprovando.
 — Summer — Com um claro aviso que fez a filha suspirar fundo, resignada.
— Adeus, Sr. Jonas. - Ele quis sorrir para a garotinha, queria que soubesse que a maneira como ele estava agindo não tinha nada a ver com ela, e tudo a ver com saber que era melhor não se deixar envolver por algo que, no final, terminaria machucando a todos.
Em vez disso, tudo o que conseguiu dizer foi:
— Adeus, Summer.

Continua.. Ah! Estou feliz que vocês estão gostando desta mini fic.. E super obrigado por 1.272 visualizações em um dia só! E obrigado pelos comentários, continuem a comentar garotas!! Beijos. Ps. Quem foi no show da Demi hoje?


22.4.14

Capítulo 32

Podia existir cena mais constrangedora? Porque diabos ela tinha que ter dado um gole no suco? Não adiantou de nada, Demi acabou engasgando e ficando vermelha por conta da falta de ar e de tanto tossir histericamente. Todos os olhavam, Joe dava leves tapas nas costas dela e a cada segundo que se passava Demi ficava mais vermelha.
   - Você está bem? – Alex era realmente um cretino. Aquele sorrisinho cínico tirava o sono de Demi. – Sr. Jonas, o que eu faço com isto? – Estava mais do que óbvio que aquela peça era dela. Alex lançou um olhar malicioso diretamente para os seios de Demi e depois para o sutiã mordendo o lábio inferior.

Mini Fic - Capítulo 2

**Capítulo 32 de LSS aqui


Demi Lovato acordou com a filha nos braços. Elas costumavam se enroscar uma na outra, depois de um filme à noite ou se Summer tivesse um pesadelo, porém algo parecia diferente. Não só a cama, mas aquele local coçando na parte de dentro do cotovelo de Demi, a garganta parecia seca e machucada. Ela sentiu o cheiro de fumaça no seu cabelo e no cabelo de Summer e torceu o nariz diante do cheiro pesado de fogo que seus poros pareciam exalar. Ela acordou de verdade com um suspiro profundo, os olhos se abrindo de repente no quarto do hospital. Havia duas camas estreitas colocadas uma ao lado da outra, mas a cama de Summer estava vazia, porque obviamente decidira subir na cama da mãe em algum momento durante a noite.

Mini Fic - Capítulo 1


Joe Jonas ajudava um casal de idosos a descer as escadas de um antigo prédio de São Francisco até a calçada, quando o ar foi tomado por uma explosão de chamas e fumaça vinda de uma janela do segundo andar. Depois de dez anos como bombeiro, Joe sabia que nenhum incêndio podia ser considerado rotineiro. Nenhuma labareda queima sempre do mesmo jeito. E, às vezes, o pedido de socorro mais comum tornava-se o caso mais complicado, o mais perigoso.
 — Todo mundo para fora! — ordenou o capitão Todd à equipe. — O incêndio está piorando e vamos mudar para uma operação defensiva. Joe ainda tinha a mão no cotovelo da senhora de cabelos grisalhos e ela virou-se para ele com um olhar horrorizado.
 — Demi e Summer ainda estão lá dentro.
Ele sabia que a mulher estava quase em estado de choque, por isso, falou com ela com voz clara e firme.
— Quem são Demi e Summer?
— Minhas vizinhas, a mãe e a garotinha. Eu as vi entrando no apartamento delas há pouco tempo. — A mulher observou os outros moradores ao redor reunidos em volta dos caminhões de bombeiro enquanto viam seus pertences serem consumidos pelas chamas imensas, cada vez mais descontroladas.
 — Elas não estão aqui fora. — Ela agarrou o braço dele com força. — Você tem que entrar lá para salvá-las. Joe não era o tipo de bombeiro que acreditava em superstições; não tinha uma rotina regular, mas acreditava em seu instinto. E seu instinto dizia que havia um problema. Um problemão.
— Em qual apartamento elas estão? - Ela apontou para as janelas do terceiro andar. — Número 31. Estão no andar mais alto, no apartamento do canto. — A mulher parecia prestes a cair no choro. Segundos depois, ele encontrou seu parceiro Eric e o capitão em meio a uma
multidão de pessoas que tomavam conta da calçada e da rua.
— Precisamos voltar. Uma mãe e sua filha ainda podem estar lá. No terceiro andar, apartamento do canto. - Todd olhou de Joe para o fogo queimando dentro do prédio.
— Sejam rápidos, rapazes — ordenou, depois orientou o restante da equipe a direcionar os jatos das mangueiras para o apartamento, para tentar manter as chamas sob controle. Juntos, Eric e Joe puxaram a mangueira para dentro do prédio. Ao colocarem as máscaras, seus fones de ouvido foram ativados. Subiram as escadas o mais rápido possível, através da espessa fumaça que pairava sobre o ar, como o nevoeiro tão famoso de São Francisco. Com a ajuda dos aparelhos para respirar, eles estavam protegidos, mas um civil não aguentaria muito sem essas rajadas frequentes de oxigênio. Joe esforçou-se para deixar de lado seus temores pela mãe e filha e concentrou-se na subida do primeiro e do segundo andar até chegar ao terceiro. Chegaram rápido até o apartamento 31, mesmo arrastando a mangueira pesada através da fumaça espessa e pelos degraus íngremes e estreitos. Tentaram abrir a porta, que obviamente estava trancada. Joe tirou a machadinha do extintor de incêndio.

 — Se alguém estiver perto da porta, se afaste. Vou derrubá-la com a machadinha. — Mesmo gritando, a voz dele foi abafada pela máscara. A fumaça estava espessa, quase a ponto de ser cortada com uma faca. Será que encontrariam alguém vivo lá dentro?
— Você consegue? — Eric perguntou, enquanto tomava alguns jatos de oxigênio. Em vez de responder, Joe ergueu a ferramenta pesada para trás e acertou a ponta do machado contra a porta, bem ao lado da maçaneta. Uma porta oca teria se partido ao meio em poucos segundos, mas essa de madeira antiga era tão grossa que ele precisou bater várias vezes seguidas até ela se mexer. Quando sentiu o batente começando a ceder, ele chutou a porta. Finalmente, a porta se abriu e ele entrou. Enquanto colocava a machadinha no cinto, Joe alcançou a mangueira e começou a puxá-la para dentro, mas ela não se mexia.
— Está enroscada. Preciso de mais mangueira. - Ele olhou para trás e viu Eric puxando a mangueira com toda a força.
— Vou ter de voltar lá embaixo para ver onde está enroscada. - Ambos sabiam o quanto a situação era perigosa, com um bombeiro deixando seu parceiro para trás para soltar a mangueira. Joe, porém, não podia voltar com Eric. Não quando vidas estavam em jogo; não se os sessenta segundos que levaria para ajudar com a mangueira significassem a morte de uma criança naquela noite. As chamas queimavam acima de sua cabeça e, mesmo não estando na situação adequada, Joe abriu o bocal da mangueira e começou a jogar água no teto, tentando afastar as chamas. Podia sentir o calor de quase 400 graus atingindo seu macacão enquanto adentrava cada vez mais o apartamento. O apartamento era claramente um dos focos do incêndio, provavelmente onde tudo começou, a julgar pela fuligem branca e preta já cobrindo os móveis que ainda não haviam queimado. Pensando ter ouvido alguém pedir ajuda, ele parou. Com a mangueira ainda enroscada, não teve escolha a não ser soltá-la e ir em direção ao som. Uma porta branca com um espelho estava fechada e ele chutou-a, estilhaçando o espelho embaixo de suas botas com pontas de aço. No momento em que uma nova rajada de fumaça atravessou a porta, a visão dele ficou turva por alguns segundos, mas, mesmo não conseguindo enxergar ninguém dentro do pequeno banheiro, sabia exatamente onde procurar. Joe puxou a cortina do chuveiro e encontrou uma mulher segurando a filha nos braços, dentro de uma antiga banheira com pés de ferro.
Ele encontrou Demi e Summer.
— Demi, você se saiu bem, muito bem — disse a ela através da máscara. Os olhos dela estavam tão arregalados e tão assustados que ele sentiu um aperto no peito. — Vou ajudar você e Summer a sair daqui agora. Ela abriu a boca e tentou dizer algo, mas tudo o que conseguiu fazer foi tossir, com os olhos fechados enquanto as lágrimas escorriam pelo rosto. Ele tirou uma das luvas para tomar o pulso da garotinha desacordada. Agradecendo a Deus por ainda estar estável, ele colocou a luva de volta e, então, pegou a garota. Os olhos da mãe se abriram e, por um momento, brincaram de cabo de guerra antes de ela soltar a menina. Os lábios dela se mexeram em uma súplica silenciosa: Por favor. Sabia que não podia deixá-la sentir medo, que não podia permitir que o terror dela o impedisse de fazer o que precisava ser feito para tirá-las vivas dali. Mesmo assim, ficou olhando para ela mais do que deveria. O amor que sentia pela filha era tão evidente na expressão do rosto dela que era como se ele já a conhecesse há muito tempo, e não apenas há alguns segundos, no meio do que parecia uma zona de guerra. — Vou pegar a Summer e vamos engatinhar para fora daqui. Consegue fazer isso? -
 Ela assentiu e ele agarrou-lhe o braço para ajudá-la a escorregar pela ponta da banheira. Ela tremia, mas dava para perceber que era batalhadora. Depois de ajudá-la a sair da banheira, tirou a máscara de oxigênio e colocou-a sobre o rosto dela, para que seus pulmões pudessem receber um pouco de ar puro. Ela tentou empurrar, tentou colocar a máscara sobre o rosto da filha, mas ele previra esse movimento e balançou a cabeça.
 — Você precisa disso primeiro — alertou, em voz alta, para que ela pudesse ouvi-lo através da máscara. — Do contrário, será um peso morto e nenhum de nós sairá daqui vivo. - Então, Demi puxou a máscara e encaixou-a no rosto. Os olhos dela se arregalaram quando inalou o oxigênio pela primeira vez, e Joe sabia que tinha de retirar a máscara para que ela pudesse tossir algumas vezes antes de colocá-la de volta, segurando-a suavemente no lugar enquanto ela recebia o que tanto precisava. Quando ela balançou a cabeça e olhou ansiosamente para a filha, ele tirou a máscara, relutante, e colocou-a sobre a boca e o nariz de Summer. A garotinha se movimentou um pouco e tossiu. Estavam todos deitados no chão para evitar o calor e ele estava prestes a dizer a Demi quais seriam os próximos passos do plano de fuga quando o alarme do detector de movimento disparou. Era preciso reprogramá-lo antes que alguém da equipe pudesse ficar preocupado por ele estar machucado. Era tão perigoso quanto o inferno estar naquele apartamento no terceiro andar, e ele não queria mais ninguém de sua equipe ali, a não ser que não houvesse outra opção. Com a visibilidade quase nula, ele gritou:
 — Vamos engatinhar encostados no rodapé da parede para ficarmos abaixo da fumaça e do calor até encontrarmos a porta. Percorreram vagarosamente o caminho pelo rodapé até encontrarem a porta. Joe carregava Summer sob o braço esquerdo e observava Demi com frequência enquanto continuavam o caminho pela sala de estar, que estava milhões de vezes mais quente do que o banheiro. Ele rezava para que ela não desmaiasse com o calor. Por precaução, de vez em quando a ajudava, colocando o braço livre ao redor da cintura dela e puxando-a para a frente. Ela não se afrouxava nos braços dele, o que era uma coisa boa, mas podia sentir o quanto Demi estava fraca, o quanto estava lutando com todas as forças para permanecer consciente. Finalmente chegaram até a ponta da mangueira.
— Você está indo muito bem — animou-a. — Tudo o que precisamos fazer é agarrar a mangueira e segui-la até embaixo.
Ele pegou a mão dela e colocou-a sobre a rígida mangueira pressurizada. Ao ter certeza de que ela tinha conseguido, ficou atrás para ajudá-la a empurrar, erguendo-a quando suas pernas se dobravam, a cada metro, ou quando estava tossindo muito para continuar por conta própria.
Estava bastante difícil atravessar o calor e a fumaça, mesmo com seu macacão e seu reservatório de ar, e ele a admirou muito. Ele deveria estar carregando dois pesos mortos para fora daquele prédio, e não só a garotinha. O fato de Demi se segurar daquele jeito faria a diferença entre a vida e a morte.
— Vire-se — ele disse a ela quando alcançaram a base no topo das escadas.
— Vamos descer de costas. E vamos continuar nos movimentando aconteça o que acontecer. Ele se posicionou atrás dela de novo, descendo os degraus para pegá-la caso ela caísse. A garotinha estava se mexendo nos braços dele e Joe rezava para que ela não acordasse no meio desse inferno em chamas. Ouvindo um barulho alto de alguma coisa se abrindo, ele viu parte da parede ao lado da porta da frente que tinha arrebentado cair aos pedaços. Agarrado a Demi, ele andou com ela e a filha o mais rápido que pôde, muitos degraus abaixo. Ela abaixou a cabeça e tinha os braços sobre os cabelos, para evitar cair dura feito uma pedra.
— Continue andando! — ele gritou.
Cada segundo que passava enquanto desciam um degrau depois do outro era longo e perigoso. Ele podia sentir o quanto os degraus eram finos e gastos, e sabia que podiam despencar a qualquer momento. Quando conseguiu ouvir os gritos de sua equipe sobre o som das pequenas explosões que pipocavam ao redor deles, Joe decidiu que era hora de correr.
Ele ficou em pé para descer o mais rápido que pôde, com uma pessoa sob cada braço.
Quase no final da escada, Joe finalmente conseguiu ver o que tinha impedido seu parceiro de voltar para cima para ajudá-lo com a mangueira. Uma enorme viga do teto caíra sobre o corrimão, deixando toda a área em chamas. A julgar pela água e pela fumaça que saíam, ele imaginou que Eric tivesse se concentrado em apagar aquele fogo antes que queimasse toda a escadaria e deixasse Joe e as vítimas presos no andar de cima.
De algum modo, precisava passar pela viga, mas ela era muito grande e estava muito quente para atravessar sem colocar Demi no chão. Que droga! Ele não queria deixá-la ali sozinha, sujeita a qualquer coisa que pudesse acontecer enquanto levasse Summer para fora.
Graças a Deus, nesse exato momento, através da fumaça, ele ouviu uma voz gritando:
— Entregue-as para a gente. — E, momentos depois, Eric e Todd tiravam mãe e filha de seus braços para levá-las a um lugar seguro.  Por incrível que pareça, foi nesse instante que Demi perdeu a consciência, e os dedos fortes que estiveram agarrados aos braços dele foram ficando frouxos, enquanto Eric a tomava de Joe.
Quando gritou para Eric — A mãe acabou de desmaiar —, a atenção de Joe estava tão focada nela que ele esperou tempo demais para se desviar da viga em chamas. Ouviu um estalido alto um milésimo de segundo antes de um pedaço do teto despencar direto sobre sua testa. Ele caiu no chão com a mesma força que a viga que o atingira. A escuridão tomou conta de seus olhos. A última coisa que ouviu foi o alarme de movimento de seu cinto disparar.


Continua.. Como disse, vou fazer a maratona desta fic.. Espero que gostem e comentem bastante para obterem novos capítulos. No momento estou escrevendo LSS. 
ps: Quem não leu a sinopse, leia aqui


Mini Fic: Sinopse

Joseph Jonas é um bombeiro de São Francisco que arrisca sua vida todos os dias. E sabe, por experiência própria, que não deve se envolver com as vítimas de incêndios. Demetria Lovato admite que deve tudo ao heroico bombeiro que entrou no prédio em chamas para salvar sua filha de sete anos. Ela lhe deve tudo, exceto seu coração, pois, após perder o marido, cinco anos antes, jurara nunca mais sofrer por amor e pela perda. Contudo, quando Joe e Demi se reencontram e as chamas incontroláveis do desejo se acendem, como ele poderia ignorar a coragem, a determinação e a beleza dela? E como ela poderia negar não apenas o forte vínculo de Joe com sua filha, mas também a maneira como seus beijos carinhosamente sensuais a induziam a colocar em risco tudo o que manteve por tanto tempo? A atração entre Joe e Demi é irresistível, e se ambos não forem cuidadosos, correm o risco de se apaixonar.

Continua.. Espero que vocês gostem da Mini Fic, não é da minha autoria, mas espero que vocês acompanhem-na. Beijos garotas! PS: Vou divulgar o nome da fic no final da mesma, certo? 

21.4.14

Capítulo 31 + Leiam as notas finais

Como se não bastasse a terrível dor de cabeça, Joe ainda a pirraçava. Deus! Por que aquele homem tinha que ser tão irritante quando queria? Tudo começou quando foram tomar banho com Dan, Joe não deixou que ela pegasse o filho por nada. Os dois disputavam Daniel, e o bebê estava adorando aquilo, era mimando pelo pai e pela mãe. Quando estavam se trocando foi a mesma coisa, só que Dan quis ficar com Demi para que pudesse mamar.
   - Demi? - A cutucou. Joe brincava de desenhar com Dan na cama, e Demi estava deitada ao lado deles, de costas, e embrulhada na coberta. - Demi! - Ela não respondeu. Apenas agarrou-se mais as cobertas e tentou relaxar. Iria acabar fazendo a besteira de brigar com ele só porque estava com ciúmes de Daniel e iria estragar a viagem que estava apenas começando.
   - "Mama". - Dan a chamou. Como iria negar atender o próprio filho? Adorava escutar a voz doce e fininha de Daniel. Ele era tão... Fofo! Virou-se e olhou para o pequeno, ele também a olhava. Os grandes olhos verdes vidrados nela. Chegavam brilhar.
   - O que foi meu anjo? - Tentou ser o mais doce possível, o pequeno não tinha culpa das rivalidades dela e de Joe. Dan ergueu os bracinhos para que ela pudesse o pegar. Ele estava com a carinha de carente, louco para ser mimado por ela. Quando ergueu-se para pegar o pequeno e o aninhar nos braços, gemeu baixinho. A cabeça ainda doía, doía muito.
   - Está tudo bem? - Perguntou Joe aparentemente preocupado. Mas Demi não o olhou, apenas assentiu balançando a cabeça. Olhou para o pequeno que também a olhava. Ela sabia o que ele queria. Dan sugava o seio com força, enquanto, como sempre, repousava sua mãozinha no seio da mãe. - Demi. - A chamou novamente. Depois de alguns minutos e de respirar fundo, ela o olhou. Impaciente e franzindo o cenho. - Não está brava comigo, está? - Perguntou com certo receio. Estava chateada com ele? Primeiro mediu todas as palavras mentalmente para não fazer besteira.
   - Não. - Murmurou. Tombou a cabeça para trás e ficou a tentar relaxar. Só tinha sido um dia cansativo. - Só é dor de cabeça. - Sussurrou irritada.
   - Você comeu hoje? - Demi não era o tipo de pessoa que iria procurar comida, se ninguém a perguntasse se ela tinha se alimentado, ela não iria se alimentar. Normalmente ela se alimentava quando estavam juntos fazendo alguma refeição. Mas ele também não tinha se alimentado, depois que chegaram do passeio na cachoeira foram os três, Demi, Dan e Joe para o quarto e passaram a tarde brincando com Dan.
   - Não depois do café da manhã. - Tornou a sussurrar sem olha-lo. Ela sabia do risco que corria? Do risco que Dan corria? Daniel ainda tinha nove meses e estava começando a experimentar outros tipos de alimentos, mas não os aceitava. Era bem trabalhoso para que alguém conseguisse o fazer comer a papinha ou uma fruta amassada/raspada. Ele gostava de mamar, apenas de mamar. E se Demi não se alimentasse corretamente Dan não iria ter os nutrientes suficientes para continuar crescendo forte e saudável.
   - Demetria! - Joe respirou fundo, não iria brigar com ela. Aquele assunto já estava mais que desgastado. - Eu vou buscar alguma coisa para a senhorita comer. - Agora ele também estava irritado. Quantas vezes já pediu para que ela se alimentasse corretamente? Quando Demi estava grávida de Dan teve que mudar toda a alimentação para que ele crescesse saudável dentro dela e que pelo menos quando nascesse encontrasse o leite da mãe para que pudesse se alimentar. Quantas vezes eles assistiram documentários sobre garotas anoréxicas? Oh sim! Trilhões de vezes, e Demi sempre ficava terrivelmente assustada.. Aquele seria o destino dela se não tivesse se tratado.
   - Onde está Demi? - Perguntou Dianna assim que ele entrou na cozinha. O cheiro da comida era maravilhoso, despertara seu apetite.
   - Está com Daniel no quarto. - Joe a abraçou. Eles tinham uma ótima relação, como mãe e filho, assim como Demi tinha com Denise. Dianna o ajudou muito a aprender lhe dar com Demetria, ela era difícil.. - Demi está com dor de cabeça.. Mas também não comeu nada desde o café da manhã. - Dianna arregalou os olhos e preparou-se para o discurso. - Na verdade eu também não. Nós estávamos na cachoeira, e quando voltamos nem lembrei que ela precisava comer. - Joe coçou a nuca e sorriu amarelo.
   - O jantar está quase pronto. - Joe fechou os olhos quando Dianna destampou a panela e o cheiro de alguma comida que ele não conhecia invadiu suas narinas.
   - Onde está Anne?Perguntou. Agora brincar com ela. Anne era uma criança tranquila, criativa e inteligente.
   - Oh não! O senhor trate de ficar longe da minha bebê. – Joe arregalou os olhos, mas depois riu.
   - Por quê? – Ele já sabia a resposta, mas adorava o exagero de Dianna.
   - Por quê? Você vai liga-la na tomada, e ela vai ficar o dia inteirinho aprontando. – Era isto que Joe fazia. Ele ligava agitava as crianças de tal forma..
   - Cadê o Daniel? – Perguntou Denise assim que acabara de adentrar a cozinha.
   - Demi está o amamentando. – Às vezes Joe ficara surpreendido, o tempo passara tão rápido. Parecia que era ontem que ele dormia escondido na casa de Demetria, agora eles eram casados e tinham um bebê.
   - O jantar está quase pronto, vá chamar o pessoal para jantar. – Joe revirou os olhos e saiu à procura dos irmãos. Encontrou Miley e Nick deitados no sofá cochichando, Kevin e Dani aos beijos no corredor, Eddie e Annie brincando no quarto e depois caminhou diretamente para o quarto.
   - Demorei? – Joe sentou-se na beirada da cama e acariciou o rosto da amada. Demi parecia estar com sono. As pálpebras quase se fechando, a respiração suave e o corpo mole. – A cabeça ainda está doendo? – Dan ainda mamava. Ele parecia tão atento observando tudo.
   - Está. – Murmurou. – Eu vou ficar bem. – Tornou a murmurar de olhos fechados.
   - Olha pra mim. – Pediu a olhando. – Sorria para mim bebê. – Disse assim que ela o olhou. Demi forçou um pequeno sorriso ao olha-lo. – Vamos, sorria pequena. - Joe aproximou o rosto do dela e mordeu-lhes o queixo fazendo-a sorrir.
   - Só você mesmo para me fazer sorrir. – Demi deu-lhes um selinho demorado. Joe levou as mãos até o rosto dela e começou a aprofundar o beijo. Mas antes que sua língua pudesse invadir a boca de Demetria, Daniel o chamou. “Papa”. O coração acelerou e os olhos marejaram. Dan tinha o chamado de pai? Deus! Ele esperou por aquele dia desde que Dan era apenas uma sementinha na barriga de Demi.
   - Demi, ele disse Papa? – Sussurrou com a voz falha. A primeira lágrima escorreu pelo rosto quando Demi assentiu sorrindo e chorando ao mesmo tempo. – Meu amor, fala de novo. – Joe pegou Dan dos braços de Demi, já que ele tinha abandonado o seio para ficar com o pai. – Ei, fala Papa. – Dan tentava ficar de pé no colo de Joe, usava os ombros largos do pai como apoio e olha-la atentamente para as duas pessoas que ele mais amava. Sorriu todo bobo quando Demi se aproximou deles. Ele simplesmente amava aquela mulher.
   - Vamos bebê, fala Papa. – Ela disse sorrindo. Dan falou “Papa” e levou as mãos até a boca sorrindo bobo. Antes que ele perdesse o equilíbrio e caísse, Joe o segurou. Ele era tão pequenino perto do pai. Mas um dia iria ser igual Joe, um homem completo com uma mulher que o amasse igual à Demi.
   - Demi, filma. – Joe estava todo animado. Demi sabia que ele adorava tirar fotos e fazer vídeos. Ela podia ver o quão feliz Joe estava apenas pelo brilho nos olhos dele. – Vem pequeno. Fala papa. – Joe olhava para a câmera sorrindo e com Dan nos braços, mas o pequeno estava brincando com o patinho. – Dan, fala para o papai. – O pequeno o olhou com os enormes olhos verdes e riu. Disse “Mama” e Demi gargalhou.
   - Vamos anjo, fale papa. – Demi beijou a bochecha de Dan carinhosamente e ele quase derreteu de felicidade. Gritou animadamente papa e sorriu abobalhado para o pai.
   - Como ficou? – Demi não sabia quem estava mais feliz. Se era Joe por Dan ter dito papa. Ou se era Dan com o aquele sorriso bobo olhando para ela com os olhinhos brilhando. – Demi! Como ficou? – Joe era tão manhoso. Demi levou dois dedos até os lábios e fez um biquinho fofo para que ele a beijasse.
   - Beijo primeiro, câmera depois. – Demi curvou-se para alcançar os lábios dele. Adorava os beijos de Joe, eram viciantes. Assim que roçaram os lábios Dan gargalhou gostosamente os fazendo rir também. – Você está me devendo um beijo mocinho. – Demi entregou a câmera para Joe e pegou o pequenino. Joe parecia repetir o vídeo freneticamente. Sorria como se fosse à pessoa mais feliz do mundo, e quem sabe ele não era?
   - “Mama” – O pequeno a olhava franzindo o cenho e tentava falar algumas coisas, mas não conseguia. – “Papa” – Disse olhando para o pai.
   - Bebês do papai. – Joe os abraçou, Demi e Dan. – A cabeça melhorou? – Perguntou a olhando nos olhos e Demi assentiu.
   - Mas eu estou com fome. – Sorriu amarelo quando Joe arregalou os olhos, ele deveria filmar. – Nós podemos comer agora? – Perguntou fazendo manha.
   - Acho que o jantar deve estar pronto. – Joe sorriu orgulhoso ao olha-los. Demi e Dan. Ele os amava tanto que chegava doer. – Vamos? – Joe curvou-se e deu um selinho molhado nos lábios de Demi. Caminharam até a cozinha as gargalhadas, Dan era uma figura. Uma figurinha.
   - Não está mais com dor de cabeça? – Dianna depositou um beijo carinho na testa de Demi assim que a viu.
   - E tem como ficar com dor de cabeça com essa fofura por perto? – Demi encheu Daniel de beijos o fazendo rir histericamente.
   - Posso ficar com ele? – Dianna estava louca para ficar com Dan, ele era um bebê tão tranquilo e sorridente.
   - Ah não mãe! Você tem a Anne, e o Dan é apenas o meu bebê. – Disse toda manhosa mordendo a bochecha de Dan.
   - Bebê, deixa Dan com sua mãe e vem ficar aqui comigo. – Joe a olhava com um sorriso de canto. Demi adorava ser mimada por Joe, mas também adorava mimar Dan.
   - Mamãe vai ficar com o papai, qualquer coisa é só nos chamar bebê. – Demi deu um beijo demorado na testa de Dan e o entregou para Dianna. Todos na mesa os olhavam enquanto riam. Demi sentou-se no colo de Joe e o beijou rapidamente.
   - Vocês são tão grudentos. – Comentou Dani fazendo careta. Aquilo realmente era estranho... Demi esperava comentários de Miley, e não de Dani. Ultimamente Miley estava tão quieta. Observou-a discretamente e franziu o cenho ao ver a melhor amiga com a cabeça encostada no ombro de Nick aparentemente abatida.
   - Joe? – Sussurrou baixinho. Todos estavam envolvidos com as piadas de Kevin e Nick.
   - O que foi? – Perguntou rindo. Joe estava envolvido conversando com Paul e Eddie sobre as piadas de Kevin e Nick.
   - Amor, você não acha que a Miley está muito quieta? – Sussurrou apenas para ele. Deus! Por que diabos Joe tinha que encarar Miley descaradamente? – Joseph! – O beliscou e Joe gemeu alto chamando a atenção de todos exclusivamente para eles.
   - Vão para o quarto. – Miley forçou um sorriso.
   - Cara, eu não sou obrigado a escutar os seus gemidos. – Kevin parecia enjoado apenas de olhar para Joe.
   - Por que você me beliscou? – Joe passava a mão pelo braço freneticamente para aliviar o local que Demi o beliscara.
   - Por que você não pode disfarçar. – Disse entredentes. – Deixe-me ver. – Demi afastou a mão de Joe do braço e o massageou. – Não foi nada grave. – Oh! Demetria era um poço de ironia.
   - O que diabos vocês dois estão fazendo? – Perguntou Denise estranhando a situação até porque Joe tinha gemido na hora do jantar, Demi deu-lhes uma bronca e depois massageou o braço dele..
   - Não é nada Tia, o Joe que não sabe ser discreto. – Demi olhou feio para Joe e o beliscou novamente, Joe quase caiu da cadeira por conta do susto.
   - Não me belisca Demi! – Disse irritado. Aquela cena era super divertida, Eddie já não aguentava tentar esconder o riso.
   - Amor, desculpa. Mas você deveria ter disfarçado. – Demi deu um selinho demorado nos lábios de Joe e ele a abraçou de lado. Agora percebera, Miley realmente estava estranha.. Se ela estivesse em perfeito estado não estaria quieta, e sim os zoando. O jantar seguiu em meio de piadas e risos, Dan parecia estar bastante animado com toda a atenção exagerada que recebia de todos. Demi e Joe apenas observavam o pequeno brincar com Dianna e Anne, eles praticamente babavam por conta do pequeno.
   - Boa noite. – A voz masculina ecoou pela sala de jantar os assustando. Demi franziu o cenho ao ver quem era..
   - Boa noite Alex, não quer se juntar a nós? – Perguntou Paul educadamente.
   - Infelizmente não. Só vim para avisar que encontrei uma peça intima boiando perto da cachoeira. – Demi arregalou os olhos quando Alex tirou o sutiã vermelho de dentro do chapéu que usava e começou a roda-lo na ponta dos dedos olhando diretamente para ela com um sorriso safado estampado nos lábios. Droga! Mil vezes droga!

Continua.. Primeiramente, desculpem-me. Sábado foi o aniversário da minha irmã e eu mal tive tempo para respirar, no domingo eu estava acabada e agora, na segunda, acho que saiu alguma coisa.. Não ficou exatamente do jeito que eu queria, mas acho que o capítulo não está tão ruim.. Vou tentar escrever mais para postar ainda hoje, ok? Ah! Vou começar a postar a mini fic hoje, vou começar com uma pequena maratona de 3 capítulos para vocês irem se acostumando, certo? Sobre a mini fic, terei que me ausentar por alguns dias, e como essa mini fic já está pronta, eu irei posta-la.. Eu também estou trabalhando em uma terceira fic totalmente diferente de todas aqui do blog.. Vou posta-la quando ela estiver pronta, acho que vocês vão gostar.. Espero! Beijos, e, se Deus quiser, até mais tarde. Beijos xoxo' DEMI NO BRASIL!!



16.4.14

Capítulo 30

   - Aonde nós vamos? – Demi já ficara enjoada de tanto cavalgar. Estava sentada de lado, já que resolvera vestir vestido. Os lugares dos quais passaram eram simplesmente maravilhosos. As árvores se encontravam, formando uma passarela de árvores. Era inacreditável. Já deveriam estar longe da fazenda, quando Demi olhava para trás só conseguia ver árvores e mais árvores junto da trilha que tinham passado. Não parava de pensar em Dan, ele estava sozinho. – Amor, não é melhor nós irmos andando? – Perguntou aflita. Do que adiantara estar em um conto de fadas se só conseguia pensar no filho? Aquele cavalo era tão sonso. Andava tão devagar, que se eles tivessem iniciado o passeio a pé já teriam chegado ao lugar misterioso do qual Joe escondia.
   - Nós já estamos chegando. – Foram as únicas palavras que ele disse. Meia hora mais tarde Demetria já estava ficando nervosa. Aquilo não era possível. Joe só podia estar brincando com ela. – Calma. Nós chegamos. – Quando ela pensara que estavam perdidos, eles finalmente tinham chegado. Aquele cheiro úmido e aquele barulho... Como se algo corresse. Mas não conseguia ver, a mata densa não permitia. Joe desceu do cavalo logo ajudando-a. – Ei, garoto. Fique aqui descansando. – Demi estava maravilhada. Olhou a sua volta e não pode deixar de sorrir. Nunca estivera em um cenário como aquele. Árvores e mais árvores os cercavam, a luz do sol parecia refletir em água fazendo um efeito de cores rosas, lilás, amarelas, azuis, vermelhas e até laranjas nas folhas das árvores. Caminhavam de mãos dadas. Agora ela tinha certeza. A cada passo o som se intensificava e a temperatura aumentava. – O que você acha? – Joe tinha um sorriso torto nos lábios. Aquilo era simplesmente de encher os olhos. Era a primeira vez em toda a sua vida que vira uma cachoeira. Uma cachoeira! A água era literalmente transparente, de modo que você conseguia enxergar o fundo do rio, pelo menos até as partes mais rasas. Tinham algumas rochas por onde passavam um fio de água. Mais para o fundo do rio tinha a queda d’água. A queda em si deveria ter pelo menos dez metros de altura. Aquilo era perfeito.
   - É incrível. – Demi olhou tudo rapidamente e olhou para ele. Aquele homem era de tirar o fôlego de qualquer mulher. Ergueu-se na ponta dos pés para conseguir beijá-lo. Depois o abraçou forte. – Acho que Dan iria gostar de vir aqui. – Oh sim! Ele iria amar. Demi já imaginara o filho brincando ali na parte mais rasa do rio. Ele iria bater os pezinhos na água e iria gargalhar para ela enquanto brincava com o patinho. Seria simplesmente maravilhoso.
   - Aposto que ele não iria desgrudar do patinho. – Joe a abraçou de lado e ficou a imaginar o filho brincando ali, como ele, Kevin e Nick brincavam. Seria perfeito. – Nós podemos trazê-lo aqui, o que acha? – Joe fixou os olhos aos dela e riu quando as bochechas de Demi assumiram um tom avermelhado.
   - Seria ótimo. – Demi desviou o olhar e enterrou a cabeça no pescoço de Joe o beijando carinhosamente. – Hum.. Te amo. – Murmurou toda manhosa distribuindo beijos por toda a região do pescoço de Joe.
   - Também te amo baixotinha. – Joe curvou-se para lhes mordiscar o pescoço fazendo Demi rir. A barba dele fazia cócegas. Quando fitou os olhos dela foi como se perdesse todo o fôlego que tinha. Deu-lhes um beijo de esquimó fazendo-a rir. Passou as mãos pelos cabelos de Demi os arrumando atrás da orelha e abraçou-a pela cintura. Fechou os olhos e aproximou-se dela. As respirações se misturando. O barulho da água correndo... Demi levou a mão até o rosto de Joe o acariciando, e a outra até a nuca dele. Mordeu-lhes o lábio inferior e ela sorriu. Aquele beijo era tão calmo, como se não tivessem pressa de terminá-lo. Cheio de mordidas e de sorrisos bobos.
   - Eu não sou baixotinha. – Demi mordeu o lábio inferior de Joe e eles riram.
   - Claro, eu que sou baixotinho. – Joe a abraçou com força. Amava estar com aquela mulher. – Você não vem? – Joe afastou-se um pouco dela e começou a se despir.
   - Você vai entrar? – Demi olhou para a água e para Joseph. Droga! Por que ele tinha que ser tão maravilhosamente lindo? – Joseph! Não se atreva a entrar nesta água. – Joe riu e voltou a se despir.
   - Não é perigoso, confia em mim. – Joe estava apenas de box. A roupa e os sapatos jogados no chão de terra. – Quando eu era pequeno, eu brincava aqui. – Joe observava Demi pegar as roupas do chão e as dobrar. – Você não vem? – Perguntou a observando.
   - E se alguém aparecer? – Perguntou com certo receio.
   - Confia em mim, não iria deixar ninguém nos ver. – Joe sentou-se em uma rocha enquanto Demi começara a se despir. Primeiro foram às sandálias, depois o vestido. Ele estava adorando aquele mini show. – Acho que estou no paraíso. – Sussurrou para si mesmo enquanto a observava pegar as peças de roupa do chão.
   - Você tem certeza que ninguém vai aparecer? – Demi sentou-se ao lado de Joe enquanto prendia os cabelos um coque alto.
   - Tenho. – Demi conhecia muito bem aquela cara de cachorro pidão. – Sua lingerie é linda. – Demi deveria estar da cor da lingerie: vermelha. Arrepiou-se quando Joe depositou um selinho em cada seio. Logo na barriga e depois beijou os lábios dela. – É melhor a gente entrar na água. – Joe riu ao vê-la arrepiada. Se continuassem..
   - Claro. – Demi sorriu timidamente. – A água está gelada. – Demi levou as mãos até a nuca de Joe e repousou a cabeça no peito dele podendo sentir o leve perfume masculino. A água já batia na cintura de Demi.
   - Se eu soubesse que ser casado era tão bom, eu teria te pedido em casamento há muito tempo. – Demi o olhou fazendo careta e os dois riram.
   - Por que está dizendo isto. – Perguntou o olhando.
   - Por quê? Bem, antes nós tínhamos que dormir em camas separadas. Porque nós não podíamos nos ver todos os dias. Porque não tínhamos um bebê. Porque tínhamos que fazer sexo com camisinha. Porque não morávamos juntos. – Demi gargalhou. Não era para menos.
   - E quais são as vantagens de ser casado? – Demi tinha aquele velho sorriso divertido exposto nos lábios.
   - Primeiro: nós podemos fazer amor na hora e no lugar que quisermos. Segundo: nós podemos fazer amor o dia todo. Terceiro: não preciso usar camisinha. Quarto: nós vivemos juntos. Quinto: adoro fazer amor depois de uma briga. Sexto: minha esposa é muito gostosa. E para finalizar com chave de ouro: nós temos um bebê. – Joe acabou por ser esbofeteado, e como vingança iniciou uma guerra de água molhando-a por completa.
   - Às vezes eu penso que estou casada com um tarado. – Era tão bom estar ali com ele. Demi sentia que podia ser ela mesma, sem mascaras, sem sorrisos falsos.. Joe a compreendia e sempre estava a ajuda-la a superar os mais difíceis obstáculos da batalha interna que Demetria vivia.
   - Sabe que eu também? – Joe levou a mão ao queixo como se estivesse pensando. – Estou brincando. – Disse enquanto jogava água em Demi.
   - Joe. – O chamou toda manhosa. – Vamos voltar para casa. – Demi envolveu o pescoço de Joe com os braços enquanto beijava o pescoço dele.
   - Por quê? Nós podíamos ficar mais um pouquinho. – Joe a abraçou pela cintura. – Você não gostou do lugar? – Perguntou enquanto acariciava o rosto dela.
   - Claro que gostei. Isto é fantástico. – Demi ficou alguns segundos a observar aquele paraíso, era simplesmente perfeito. – Mas eu estou preocupada com Dan. Quando ele acordar não vai encontrar ninguém, e estará faminto. – Por mais que estar com Joe era maravilhoso, ela sentia falta de Dan e estava muito preocupada com ele.
   - Certo. Vamos para casa. – Demi estava certa. Daniel estava sozinho e quando acordasse iria ficar assustado por não encontrar ninguém com ele. – Mas nós podemos voltar? – Demi deu-lhes um selinho carinhoso assentindo. Ele parecia uma criança emburrada.
   - Claro que podemos. – Demi tocou o rosto de Joe com as mãos o fazendo fechar os olhos para sentir a caricia. – Não faz isso.. – Sussurrou com a voz cortada. Joe a empurrava contra a correnteza. O corpo molhado colado ao dela. Aqueles braços fortes lhe apertando possessivamente contra o peito.
   - Me deixa te amar. – A voz rouca e a respiração quente. Os lábios dela devoraram os dele. As mãos sentindo a rigidez dos músculos dos braços os explorando. Sentiu as costas se chocarem com a rocha e gemeu baixinho nos lábios dele. O beijo começara a se intensificar cada vez mais, as línguas guerreando, as mãos explorando o corpo um do outro sem quaisquer que fossem as restrições. Joe a abraçou com força fazendo Demi deitar a cabeça no ombro largo enquanto as mãos másculas procuravam a qualquer custo o feche do sutiã. Quando o tirou nem se importou em onde jogara a peça. Joe se contraiu todo quando ouviu o gemido baixinho de Demi quando suas mãos desceram por seus seios os apertando. Tombou a cabeça para trás e mordeu o próprio lábio para evitar um gemido quando a língua dele encontrou com seus seios fartos e firmes brincando com os mamilos e os saboreando. Nunca pensara que um dia iria fazer amor ali, em um rio com a natureza os assistindo. Aquele cenário era perfeito e ela estava com a pessoa perfeita para lhe dar amor. Amava sentir as mãos de Joe lhes tocando o corpo como se ela fosse à peça mais valiosa e exclusiva. O correspondia por igual, apertando os músculos dos braços, roçando o corpo ao dele o provocando. Mordiscando os ombros largos enquanto ele simulava o ato de amor com o corpo dela. A água gelada lhe molhando todo o corpo e os lábios quentes de Joe lhes explorando de centímetro a centímetro era de uma sintonia perfeita.
Arrepiou-se quando Joe afastou-lhes as pernas com as dele e começou a acariciar o inferior de suas coxas em movimentos circulares. Os olhos esverdeados fixos aos dela só a deixava cada vez mais excitada.. Ansiando por senti-lo indo e vindo freneticamente em seu interior. Sentiu as mãos de Joe subirem dos joelhos até a cintura apertando-a contra ele e contraiu-se toda. Estava tão excitada que chegara a doer, a pele arrepiada e os mamilos tão duros necessitando de atenção. Por Deus! Ela queria o sentir de todas as formas, queria sentir as mãos dele, a língua e o membro lhe preenchendo no interior. Queria tanto que aquele homem lhe desse amor até que ela não aguentasse e desmoronasse em seus braços sendo confortada por ele até o fim. Queria apenas ele.
Joe levou as mãos até a silhueta de seu corpo o acariciando pacientemente, desceu a calcinha pelas coxas de sua amada e a capturou com cerca dificuldade por conta da correnteza da água. Vermelha e rendada. Era tão sexy o contraste que aquela cor fazia com a da pele dela. Desde que vira aquela lingerie quando ela se despiu na beira do rio desejou despi-la e ama-la. Suas mãos deslizaram no traseiro de Demetria passando pelos seios chegando até o rosto dela. Ele conhecia aquelas expressões, ela estava excitada ao extremo. Lambeu os lábios dela os entreabrindo com a língua e a beijou tão casto que nem pareciam estavam fazendo amor. Demi apenas sentia o que ele fazia, lhe mordia o ombro e acariciava o traseiro.
Quando sentiu as mãos dele tomando as suas levando-as até a box, retomou à realidade. Puta merda! Estavam fazendo amor dentro de um rio. Olhou discretamente para os lados e agradeceu por estarem absolutamente sozinhos. A adrenalina corria em suas veias, era tão excitante sentir as pequenas mãos femininas acariciarem seu corpo. Ajudou-a livrar-se da box e ficou a observa-la. Demi parecia determinada em lhes tocar. As pontas dos dedos lhes roçando o peito, as mãos descendo por seus braços fortes e logo as subindo até seu rosto. O acariciando. Brincando com seus cabelos os bagunçando. Não pode conter um sorriso, adorava o jeito quase inocente que ela o tocara. Aproximou-se mais dela colando os corpos podendo sentir a respiração pesada de Demetria contra seu peito. Levou as mãos até o traseiro e a impulsionou para cima. Demi enlaçou seus braços à nuca de Joe e as pernas a cintura. Novamente sentiu as mãos dele em seu traseiro. Joe encaixou a cabeça de seu membro na entrada dela e o introduziu de vez. Céus! Aquela mulher gemia em seu ouvido. Os gemidos roucos e rítmicos se misturaram com os dele. A cada estocada Demi gemia. Finalmente tinha conseguido dar amor a ela depois de duas tentativas frustradas no quarto. Era tão bom fazer amor com Demetria. Era tão bom escutar os gemidos dela e sentir a pele alva toda arrepiada roçando na sua. Era tão bom sentir os lábios dela contra os seus, e era melhor ainda a sentir contrair os músculos da vagina exigindo mais dele. Ficara louco sentindo-a apertada como se fosse a primeira fez que faziam amor.
Demi cravou as unhas aos ombros de Joe e começou a se movimentar junto com ele, estavam quase lá.. Ele envolveu os braços a cintura dela possessivamente e estocou-a repetidamente até que ela gritou junto com ele. Teve que se agarrar a ele com o resto de suas forças para que não desmoronasse em pleno rio. Joe a deitou na rocha logo deitando-se sobre ela. Não tinha mais força para nada. Estava esgotado por completo, ofegava mais que o normal.
   - Joe. – Joe fitava o céu azul,e de repente Demetria apareceu em seu campo de visão. Os olhos amarronzados tão suaves e tranquilos. – Eu não acredito que a gente fez amor aqui. – Ela disse com um sorrisinho divertido nos lábios.
   - Nós fizemos querida. – Joe a envolveu com os braços e curvou-se para alcançar os lábios dela e depositar um selinho carinho. – E foi maravilhoso. – Demi corou, mas assentiu rindo.
   - Agora o senhor vai dar conta da minha lingerie. – Demi deu um leve tapinha no braço de Joe. – E é melhor você se vestir. – Demi olhou diretamente para o membro de Joe e ele corou.
   - Demi! – Ele disse rindo. – Fica quietinha aqui bebê. – Joe agradeceu por sua box estar por perto e a vestiu rapidamente. Achou a calcinha de Demi a alguns centímetros de onde tinha encontrado a box, mas nada do sutiã...
   - E o meu sutiã? – Perguntou depois que vestira a calcinha. Tentara no máximo esconder os seios com os braços. Por mais que estivessem sozinhos, poderia aparecer qualquer um a qualquer momento.
   - Eu não o encontrei. – Joe passou as mãos nos cabelos molhados e olhou para tudo atentamente. E lá ia o sutiã junto com a correnteza longe deles. – Desculpa? – Disse ao perceber que Demi também vira a peça vermelha já longe.
   - Você deveria nadar até lá e buscar meu sutiã Joseph! – Disse conforme a peça ia se afastando mais e mais. – O que vou fazer? – A voz soou aflita.. Não era pra tanto, mas Demi era manhosa..
   - Se quiser te empresto minha camisa. – Joe coçou a nuca e ficou a fita-la. – Vamos nos vestir. – Joe estendeu a mão para Demi e ela a pegou com certo custo. Tentava esconder os seios com os braços e caminhar sobre as rochas. – Vem cá meu anjo. – Joe já vestira a bermuda e calçara o tênis. Demi sentou-se em seu colo e Joe pegou a camisa e começou a seca-la cuidadosamente.
   - Obrigado. – Murmurou envergonhada quando ele terminou de seca-la e vesti-la. - Eu te amo. – Sussurrou no ouvido dele logo depositando um beijinho no rosto.
   - Eu também te amo. – Joe passou as mãos pelos cabelos de Demi os arrumando atrás da orelha. – Vamos? – Demi apenas assentiu, estava louca para mimar Dan pelo resto do dia. O caminho de volta para casa foi tranquilo, era gostoso cavalgar tomando aquela leve brisa no rosto depois de passar boa parte da manhã namorando.
   - Onde está todo mundo?  - Demi estranhou a piscina estar vazia. Eles não tinham demorado muito, tinham? Conforme adentravam a casa o silêncio prevalecia, exceto pelos leves acordes de violão e as vozes femininas bem longe.
   - Ele está bem, viu? - Assim que adentraram a sala encontraram Nick sentado no carpete tocando violão para Dan, que estava com o dedo do pé na boca, e Miley estava brincando de boneca com a pequena Anne no sofá.
   - Nós íamos ligar para a polícia. - Disse Nick ao os ver. Dan tirou o dedo da boca assim que viu a mãe e o pai. Gritou um "Mama" e tentou ficar de pé.
   - Oi meu anjo. - Demi o pegou no colo e o encheu de beijos como sempre fazia. Estava com saudades dele. - Como você está? - Demi arrumou as cabelos dele de lado e tornou a beijá-lo.
   - Oi rapaz. - Joe curvou-se para beijar o rosto de Dan e o pequeno riu ao sentir a barba do pai fazer cócegas em seu rosto. - O que foi? - Dan ergueu os bracinhos para que Joe pudesse pega-lo, e Demi fez careta. - Você quer tomar banho com o papai? Depois nós dois podemos brincar. - Demi riu quando Dan tentou falar alguma coisa que saiu bem embolado e terminou com "Mama". - Acho que ela também quer tomar banho e brincar conosco. Olha para ela, está emburrada. - Dan riu quando Joe apertou as bochechas de Demetria e ela fez careta.
   - Demi, mas tarde preciso falar com você. - Miley estava tão quieta brincando com Anne.. Demi assentiu, aquilo realmente era estranho.
   - Obrigado por cuidar dele Nick. - Joe e Nick fizeram um toque de mãos bem estranho e confuso. E os três partiram para o quarto, Joe e Demi estavam cansados, e o pequeno Daniel cheio de energia.

Continua... Oi! Espero que vocês gostem do capítulo.. O melhor ainda está por vir... Beeeijos!