20.9.13

6 - Estou orgulhoso de você.

Cada dia que se passava Demi se recuperava mais e mais. As ideias para o terceiro álbum de estúdio estavam a mil, e inclusive, Demi já tinha começado grava-lo. Nesse momento, poderíamos descrever a vida de Demetria como bastante turbulenta e totalmente recheada de coletivas de imprensa e apresentações das quais a garota ainda tinha dúvida se deveria ir ou não. Por outro lado, Demi estava mais que tranquila, nunca lembrara ela de se sentir tão bem consigo mesma como estava se sentindo. Não tinha nada que desviara a atenção do caminho que ela estava traçando, claro que ninguém, incluindo Demi, é perfeito e às vezes, naqueles dias ruins onde nada, simplesmente nada, da certo Demi temia uma recaída, mas ela persistira em continuar firme e forte. 

 A vida tinha reservado tudo que estava acontecendo com Demi, tudo começou com uma mania que virou obsessão, amigos falsos, fama, desejo, sexo, drogas e bebidas alcoólicas. Aos dezoito anos de vida Demetria Lovato já tinha vivido um verdadeiro inferno, tantas coisas realmente estúpidas que foram se acumulando com o tempo fizeram-na explodir, extrapolar a linha do limite e agir sem pensar como uma menina selvagem que se comportava na frente de milhares de pessoas e logo ficara sozinha entre quatro paredes agindo como uma solitária, como se ela não merecesse nada que conquistara com o próprio suor.   

A força de Demi era surpreendentemente inacreditável, nunca saberia que poderia suportar tudo o que estava acontecendo. Ela teria que ficar forte para o resto de sua vida. 
Demi resolvera mudar totalmente seus caminhos, mudar exatamente tudo. Incluindo estilo, modos, amigos e o principal: O coração. Era complicado, o sentimento estava cravado no peito e cada dia que passava parecia que aumentava em grande escala. Joseph não a deixava em paz, a garota suspirava ao pensar no rapaz pelas vinte e quatro horas do dia. Demi não sabia o que fazer ou como agir, depois que tomaram café juntos, uma confusão de sentimentos se formou. O que ele quis dizer com '' Às vezes nós temos que enxergar apenas o obvio. A pessoa certa pode estar o mais perto possível.'' Droga! Isso era bom ou ruim? 

   - Isso garota, vamos – Gritou John, empresário de Demetria, assim que a garota terminara de gravar. – Foi espetacular, seus vocais estão incríveis – John trabalhara com Demi desde o inicio, foi ele quem produziu todos os sucessos da garota e, para o alivio de Demi, ele estava mais do que empenhado para continuar trabalhando com ela.

   - Obrigado – Demi o abraçou com força. Parecia que um peso fora tirado de suas costas, Demi se sentia tão aliviada, tão leve... Com certeza aquela música que ela acabara de gravar dizia tudo que Demi sentia. Ela precisava daquilo; manter a conexão que criara com seus fãs.

  - Demetria, não chore querida. Todos nós estamos com você e sempre vamos estar – John acolhia Demi em seus abraços como se a garota fosse sua própria filha.

  - Está mais calma? – Perguntou John depois de um tempo. Demi o abraçava fazia exatamente vinte minutos. Oh doce Demetria.

  - Estou – Murmurou desfazendo do abraço de John.

  - Você fez um bom trabalho minha menina – John sorriu para Demi e levou suas mãos até as dela. – Estou orgulhoso de você. – Demi não pode deixar de sorrir, aquilo era maravilho. Ela nunca se sentira tão.. Tão ela mesma, era tão bom ser feliz, ser real não uma farsa.

Demi se empenhava consigo mesma, ela tinha esperanças que poderia mudar e estava conseguindo. Ela traçava o caminho com pequenos passos, aproveitava cada momento bom ou ruim dos dias que Deus a permitira viver sem impulsos ou passos largos. A vida era curta de mais para viver de insatisfações e farsas.

 Alguns dias depois...

  - Eu posso fazer isso, eu vou fazer isso. – Demi se olhava em frente ao espelho do quarto. Ela admirava cada traço de sua nudez. Como ela poderia se achar feia? Tocou os lábios com os dedos e os desceu para o queixo. Um pequeno sorriso se formou nos lábios de Demi, ela era linda, e o mais importante, ela se achava linda. A garota observou cada detalhe do reflexo de seu corpo no espelho, ela era linda, formosa. Lembrara Demi dos toques de Joe, ele conhecia cada pedaçinho de sua pele alva. Não tinha como não sorrir ao lembrar-se de Joe, ela ainda o amava tanto, mas agora eles eram apenas amigos. Bem, foi o que combinaram no dia que tomaram café juntos. Amigos, soava estranho, mas era melhor que nada.

  - Demi?! – Dianna a gritava enquanto batia na porta do quarto da filha. Provavelmente ela já pensara o pior..

  Demi ainda se admirava em frente ao espelho, porém o lindo sorriso que estampava os lábios de Demi foi desfeito assim que ela fitou seus pulsos. O que ela tinha feito consigo mesma? Eram horríveis aquelas marcas que registravam o sofrimento de Demi em forma de cicatrizes.

  - Demi! – Gritou Dianna fazendo com que Demetria acordasse do transe.

  - Estou viva – Gritou Demi e revirou os olhos.

  - Demi! – Gritou Dianna novamente. Demetria pegou a toalha que estava em cima da cama, cobrindo-se e abriu a porta. Que diabos Dianna tinha? Demi já estava nervosa, a paz e tranquilidade que ela sentira há alguns minutos tinha sumido.

  - Oi?! – Disse encostada no batente da porta.

  - Você já tomou seu banho filha? Nós estamos atrasadas, o salão é às dez e meia, não às nove e quarenta – Dizia Dianna numa tranquilidade que irritara Demi.

  -  Não, vou toma-lo agora. – Demi respirou fundo procurando não explodir com Dianna, ela não faria de jeito nenhum. – Avise Alexandre que nós vamos demorar um pouco, eu já volto. – Alexandre.. Demi iria mudar a cor dos cabelos novamente? Já tinha sido preto, loiro mel e vermelho.. Será?

  - Tudo bem, não demore. – Alertou Dianna e logo saiu às pressas, provavelmente iria ligar para Alexandre, cabeleireiro de Demetria, para avisar do atraso repentino.  [...]


 - Está linda - Dizia Alexandre assim que terminara com o cabelo de Demi. 

 - Perfeito - Demi admirava o seu mais novo cabelo de cor loira. Do vermelho para o loiro.. 

  - Nós temos que ir Demi, o jantar da Miley é daqui a duas horas. - Dianna não aguentava mais ficar sentada, foram horas e horas para Alex conseguir abrir o fio no tom de loiro desejado por Demi. Agora estava sua menina, que nem ficara exatas quatro semanas com o cabelo vermelho totalmente loira. 

  - Já estamos indo. - Disse Demi enquanto despedia-se de Alexandre. Miley marcara um jantar, segundo ela, muito importante, com certeza era sobre o casamento com Nick para às oito e meia da noite. Demi,como sempre, estava atrasada, ficara praticamente o dia todo sobre cuidados no salão de beleza com Dianna. 

Depois de se despedir de Alexandre calorosamente, Demi finalmente foi embora com Dianna. 

 - Daqui a pouco quero que a senhorita desça para comer alguma coisa - Disse Dianna assim que Demetria subia às escadas com pressa.  

  - Já vou descer - Anunciou a garota assim que entrara no quarto. Demi estava cansada e ainda não sabia se iria ou não ao jantar, pois seria um pouco desconfortável. Estar em público ainda não era uma das opções favoritas de Demi, ela ainda estava se recuperando e encontrar com aquele tanto de gente que Miley convidara seria um momento delicado.. Ele estaria lá.   [...] 

   - Você está linda - Disse Dianna ao olhar de cima à baixo toda a produção de Demi. A garota estava vestida com um vestido branco que batia um acima do joelho, casaco comprido com pontas por cima do vestido e usava brincos de penas. Deixou o cabelo solto e calçou salto alto preto.

  - Obrigado - Sussurrou. Demi ainda duvidara de seu look. O dia tinha começado bem, porém os pensamentos negativos atormentavam novamente. 

  - Seu pai está esperando, vamos? - Dianna sorriu como iniciativa a Demetria, ela poderia perceber que a filha estava desanimada. 

   - Vamos - Demi olhou-se novamente no espelho e suspirou fundo. Tudo bem, eu sou linFda pensou Demi. 

A casa de Miley ficara do outro lado de Los Angeles, era praticamente uma viajem, nem tanto, mas levava quase quarenta minutos sem incluir o tempo que ficaram parados nos semáforos e o ''quase'' engarrafamento que enfrentaram. 

  - Por Deus Demetria! Você está magnifica - Gritou Miley assim que viu Demi entrar em casa. Ótimo, Demi mal tinha chegado e já tinha sido promovida a atração principal. 

  - Miley! - Demi abraçou a amiga com força e logo sentiu todos a sua volta voltarem a atenção exclusivamente para ela. Fotógrafos? Era isso? Miley, Miley Cyrus tinha contratado fotógrafos? Tudo bem, ela estava mesmo apaixonada. 

  - Demi? - Nicholas meio que perguntou, ele estava surpreso. Loira? Mais ela estava ruiva não tinha nem uma semana. 

  - Nick! - Demi disse entusiasmada ao vê-lo, ela estava tão orgulhosa de Nick. 

O jantar ou a "festa" de Miley estava cheia. Garçons engravatados serviam todos os tipo de bebidas e petiscos. O DJ animava até os velhinhos com as incríveis remix. O local estava bem iluminado e elegante. Havia muita gente importante, tanto da mídia quanto da família de Miley e Nicholas. Demi via-se nervosa, onde ela iria se sentar naquele mar de gente? A família Jonas estava fora de cogitação, ela nem queria os cumprimentar...

   - Demi? - Mais um perguntava com surpresa. O cabelo.. 
   
 - Selena? - Demetria olhou para traz e sorriu ao encontrar sua melhor amiga ao lado de um rapaz bem vestido. 

  - Você está linda. - Selena abraçou Demi com força e sorriu ao olhar para Demi de cima a baixo. Ela estava tão diferente, claro que para melhor.

  - Você também está linda Sel - Demi sorriu para Selena lembrando de toda a preocupação da amiga ao saber que ela tinha sido internada. Selena, você não faz ideia do quão é especial para Demetria. 

   - Ah sim! Demi este é o Justin, Justin esta é a Demi - Selena os apresentou rapidamente. Justin era aparentemente simpático. Demi o cumprimentou e Sel a convidou para se sentar com eles.  [...]

  - E como você está? - Perguntou Selena depois de um longo gole de vinho branco. 

  - Eu estou bem, cada dia que se passa é uma batalha ganha - Demi sorriu fraco para Sel e Justin que prestavam atenção em cada palavra que saía de sua boca. Sel estava diferente, provavelmente Justin estava fazendo efeito. O rapaz era adorável e fazia Demi rir a cada meio segundo. 

  - Tem alguém vindo para cá - Selena sorria para alguém na multidão. Parecia que conforme os minutos se passavam o ''jantar'' ficara mais cheio. Pobre Miley, a garota teve que se dividir em infinitos pedaços para da atenção a todos. 

  - Demi? - Senhor! Quantas vezes a chamaram com surpresa? Toda pessoa que vinha cumprimenta-la falava a mesma coisa. Uma mulher não pode mudar a cor do cabelo? 

  - A própria - Disse Demetria ao se virar para ver quem era o abençoado. Era ele, Demi sorriu automaticamente ao olha-lo, ele estava simplesmente lindo e tão sexy. 

  - Loira? - Sorriu Joe estudando o novo estilo da amada. Ela estava deslumbrante, um verdadeiro colírio. 

  - Loira. - Concordou Demi sorrindo ao estudar o belo rosto de Joe.

  - Sente-se conosco - Disse Selena. Demi olhou para a amiga e sorriu nervosa, o que Joe queria? Selena franziu o cenho e sorriu incentivando Demi a convida-lo. :( 


Continua.. Estou sem ideias e internet.. Ta complicado para escrever, mas no próximo cap vou tentar escrever um hot ou algo do tipo..obrigado por comentarem o cap passado, consegui resolver meu problema com html :) 





16.9.13

5 - Você ainda a ama?


Demi não pudera conter o sorriso que se formou em seus lábios. Era ele, Joe! Por um lado ela não sabia se era bom ou ruim, mas estava feliz por revê-lo. 

O corpo da garota já gritava por Joe, ele estava tão diferente.. Tão apaixonante. Sentir os braços de Joe tocar seu corpo era demais, parecia que nada mais importava e que só eles dois existiam. 

   - Você está maravilhosa - Joe sorriu e Demi quase derreteu, ele estava incrivelmente sexy.  

   - Obrigado - Sussurrou Demetria envergonhada. Porra! Joseph! Que homem era aquele? Demi mal podia olha-lo, e se caso olhasse, a garota faria uma loucura em público. 

   - Gosto do seu cabelo - Disse Joe sorrindo enquanto ainda abraçava Demi. Os cabelos vermelhos deixavam Demi parecida com uma princesa, a princesa Ariel. Demetria nada respondeu apenas sorriu tímida e desfez o abraço, pois Nick já os olhava um tanto desconfiado e fora que estavam em público. 

  - Acho que temos uma companhia para o nosso café - Disse Nicholas sorrindo para Demi. 

  - Bem, se estiver se referindo a mim, eu aceito. Odeio aviões. - Dizia Joe enquanto caminhavam para fora do aeroporto. Várias pessoas os olhavam bastante curiosos, provavelmente eles já tinham deduzido que três estrelas da Disney caminhavam pelo aeroporto de Los Angeles.  

  - Como foram os shows? - Perguntou Nicholas. Então Joe finalmente tinha gravado o tão sonhado álbum solo? Pensou Demi, pois lembrara ela que Joe já tinha comentado sobre seguir carreira solo.

  - Ótimos, acho que nunca fiquei tão cansado - Joe olhou para Demi e percebera que a garota sorria timidamente enquanto caminhava cabisbaixo. 

  - Você lançou o álbum solo? - Perguntou Demi sem saber de onde conseguira tirar forças para falar com Joe. Era tão embaraçoso receber olhares masculinos à cada meio minuto.. Seria por causa da beleza ou porque estivera Demi recentemente na reabilitação? 

  - Lancei à duas semanas, se chama Fast Life  - Joe sorriu orgulhoso ao lembrar do trabalho. 

  - Legal - Demi disse por fim. Era tão estranho estar com Nick e Joe depois de tudo que tinha acontecido. Parecia que eles podiam ler todos os pensamentos da garota, talvez Demi não deveria ter saído de casa e muito menos ter encontrado, ocasionalmente, Joe. Ela tinha prometido a si mesma que iria esquece-lo, porém estava ali sem fôlego só por estar perto dele. 

 - Tem certeza que você quer ir conosco Joe? - Perguntou Nick tentando amenizar o clima estranho, mas era complicado, parecia que Joe e Demi travavam uma batalha interna.

  - Tudo bem se eu for? - Joe perguntou diretamente para Demi, que apenas assentiu com um leve sorriso. 

Finalmente um assunto surgira, Nick tinha sacado tudo que estava acontecendo ou que estava prestes à acontecer e resolvera contar alguns de seus planos para a banda e a carreira solo. O que era bom, pois Demi interagia numa conexão perfeita quando se tratava de música. Só assim ela pudera se esquecer da presença do antigo Joe, aquele que ela beijava e dizia que amava, e focar no Joe que ela considerava seu melhor amigo.

  - Eu ainda não falei com ela, mas fico tão feliz de saber que vocês estão noivos - Dizia Demi sorrindo de orelha a orelha. 

  - Você precisa ver a animação da Miley, desde que o Nick a pediu em casamento ela não para de sorrir - Disse Joe sorrindo. Lembrara ele do pedido de casamento feito pelo irmão, Miley estava radiante e a cada dia que passava a garota inventava uma nova moda de casamento. 

  - Eu estou tão feliz, não vejo a hora de se casar - Nick sorria bobo, a decisão que tomara era muito importante, Miley estaria ao seu lado até o último minuto, eles se amavam e não importava o que fossem escutar, iriam se casar a qualquer custo. 

 - Isso é tão perfeito - Disse Demi sorrindo. Os olhos da garota brilhavam de emoção, uma de suas melhores amigas iria se casar , s e  c a s a r! Era inacreditável, Miley deveria respirar felicidade.

 - Quando você encontra a pessoa certa não existe nada que possa te impedir de ficar ao lado dela. - Nick sentira as bochechas corar de vergonha, pois Demi e Joe o olhava com os olhos brilhando e sorriam que nem bobo. - Eu amo a Miley - Sussurrou.

 - Às vezes nós temos que enxergar apenas o obvio. A pessoa certa pode estar o mais perto possível. - Disse Joe sorrindo diretamente para Demi. Aquilo era tão embaraçoso, além de forte e sexy, Joe tinha perdido a pouca vergonha que ainda o restara?

 - Quando vocês vão se casar? - Demi desviou o olhar encantador de Joe em questão de segundos. Porque ele tinha que ser tão indiscreto? Espera, Joe estava flertando com ela? 

 - Não decidimos a data, porém eu queria que fosse no final do ano - Nick respondeu meio confuso, ele olhava para Demi podendo perceber a saia justa que Joe a deixara e outra hora ele olhava para Joe tentando entender os objetivos do irmão.

  - Já volto - Joe saiu às pressas sem dar satisfações a Nicholas. 

  - É impressão minha ou meu irmão está dando de cima de você? - Nick olhou para Demi divertido. Parecia que a presença de Joe incomodava Demi. 

  - Acho que sim - Estava sendo tão difícil se manter calma. Demi estava se corroendo de ansiedade, porém ela ansiava o que? Porque Joe tinha que deixa-la tão desconfortável.

  - Me desculpe por isso - Nick sorriu e bebeu um pouco do café do Starbucks - Fica tranquila e relaxa, você sabe como ele é. 

  - Claro - Sorriu a garota. O que diabos estava acontecendo com ela? Demi não tinha nada de tímida e dificilmente as pessoas conseguiam deixa-la intimidada, mas Joe conseguira deixa-la sem fala. 

   - Você está se divertindo? - Perguntou Nick demonstrando preocupação. Não! Aquele assunto não! 

   -  Estou, é bom poder rever os velhos amigos - Demi sorriu para Nick e olhou à sua volta. Estavam numa cafeteria tradicional de Los Angeles, começara anoitecer e o fluxo de pessoas começara a aumentar conforme os minutos se passavam, deveria ser por causa do horário, pois várias pessoas costumam sair do trabalho às seis da tarde. Demi pode notar que Joe conversa animadamente com um grupo de jovens, deveriam ser fãs, pensou ela. Ele estava tão másculo, jovem, lindo.. Tão diferente da época em que se conheceram, lembrara Demi do dia em que Joe a beijou, foi estranho.. Eles eram apenas amigos, mas Joe sempre quis algo além da amizade. Ela o amava tanto. Agora sim Demi entendia Joe, ele tinha deixado-a livre para encontrar quem ela realmente era, desdo inicio ele estava certo. Parecia que não existia mais nada, Joe estava ali, descontraído e rindo, ele parecia feliz. Por um momento Demi tentou afastar a ideia de viver sem ele, mas o amor que ela sentia era maior que tudo. Ela queria sentir os toques de Joe, o beijar e senti-lo..

  - Demi? Demi! - Nick a despertou do repentino transe. Droga! A visão era tão boa. 

  - Oi - Disse Demetria assustada. Demi jamais pensou que seus pensamentos poderiam apreende-la de tal forma.. O que foi aquilo? Ela deveria está parecendo uma boba apaixonada que acabara de sair de um centro de tratamento. Definitivamente droga. 

  -  Estou te chamando tem tempo. - Disse Nicholas intrigado. Ele não tinha ideia da linha de pensamento que tinha atrapalhado. 

  - Desculpe, eu estava distraída - Demi olhou para Nick rapidamente e logo em seguida para a direção onde Joe estava. E lá vinha ele distribuindo sorrisos simpáticos. 

  - Elas gostaram do seu cabelo - Disse Joe sorrindo para Demi. Ela olhou sorrindo para direção onde as fãs estavam e acenou brevemente para as garotas que surtaram ao vê-la.

  - Lovatics? - Perguntou Demi para Joe. Droga, Demi queria o beijar. 

  - As próprias - Joe sorriu e bebeu um pouco de café. 

  - Já volto - Demi foi até as garotas, que surtaram, choraram e sorriram ao vê-la, assim tão de perto. Demi abraçou cada uma de suas meninas e agradeceu por todo apoio, força e amor que elas enviaram durante o tempo que Demi estava se tratando. A conexão era tão forte, Demi sentia o amor de cada um, ela queria os conforta, dar tudo o que lhes deram. 

  - Ela está incrível - Dizia Nick admirado. 

  - Ela sempre foi incrível - Joe sorria ao olhar Demi amparando cada um de seus fãs. 

  - Você ainda a ama? - Perguntou Nicholas sério.

  - Você não faz noção, eu a amo tanto. - Joe sorria ao lembrar de cada momento ao lado de Demi, ela era tudo que ele precisava. - Desdo primeiro dia que eu a vi. Ela é minha, minha pequena - Joe amava Demi, sem duvidar, mais que a própria vida. Acho que nem Demetria fazia noção do quão grande era o amor de Joe, foi por isso que ele a deixou. Ver Demi sofrer pela mentira doía tanto, Joe queria que ela se amasse antes de ama-lo. Agora parecia que as coisas finalmente dariam certo entre eles, apenas tinham que caminhar juntos. 


Continua... Desculpem a demora para postar, estou com sérios problemas de rede e também sem solução para estes. Uma droga cara, toda vez que essa porra de internet da problema eu tenho que me virar para arrumar, mas dessa vez está impossível.. Desculpem mesmo. Sobre a fic: Bem, esse cap não foi ruim.. foi mais explicativo (eu acho), então acho que vocês vão conseguir entender o porquê do Joe ter terminado o namoro quando descobriu dos problemas da Demi. Acho que no próximo capítulo vai ter algo de Jemi.. Pelo menos um beijo ou.. :) 

*16/09 Parabéns Nick 
*16/09 Parabéns Mommy ♥

10.9.13

4 - Demi?


Agora tudo parecia tão positivo. Quando chegara em Los Angeles, Demi enxergava um novo mundo. Assim que Dianna abriu a porta de casa, Demi pode ver o seu pequenino sentado em frente a escada com um laço vermelho a esperando. Oliver correu até Demi e pulou nas pernas da garota, abanando o rabo, Oliver latia de alegria. 

   - Eu senti sua falta - Disse Demi sorrindo enquanto acariciava o pêlo de Oliver. 

   - Ele chorou todas as noites que você esteve fora - A cada meio minuto Eddie trazia uma mala diferente para dentro de casa. Mulheres! Para que tantas roupas, acessórios, sapatos e maquiagens? 

  -  Nós tivemos que chamar o veterinário nas primeiras semanas - Disse Dianna sorrindo para Demi que ainda brincava com Oliver. 

  - Mais tarde eu vou passear com ele. - Demi sorriu para Dianna e logo viu Eddie entrar com a última mala, eram tantas.. Na verdade nem Demi sabia o porquê daquele tanto de coisa, ela não tinha usado nem metade das roupas e sapatos que tinha levado, e quando raramente usava, era para ver algum médico e o resto do dia ela passava com um moletom que ocasionalmente pertencia a Joe. 

  - Ainda está cedo, é melhor você ir descansar - Disse Dianna abraçando Demetria de lado. Eddie decidira sair de Chicago tarde para chegar em Los Angeles pela madrugada, assim os paparazzis não iriam assediar, e como foi previsto, eles não encontraram nenhum paparazzi. 

 - Tudo bem, agora eu só preciso da minha cama - Demi fez uma careta  por conta dos pensamentos, um tantos estranhos que passaram pela cabeça, mas preferiu os ignorar.. Seria melhor assim. Beijou o rosto da mãe e gritou Eddie antes  de subir as escadas em direção ao quarto.

Assim que entrou no quarto a garota sorriu de orelha à orelha. Aquele local era seu melhor amigo. Demi vivera seus melhores e piores momentos ali, todos os objetos registraram suas aventuras, suas fraquezas e seus medos. Sentou-se na cama e passou a mão pela colcha macia. Em cima do criado mudo tinha vários porta retratos com fotos de Demi com Selena, Miley, Dianna, quando criança, na pré-adolescência e até mesmo uma foto de seu aniversário de dezessete anos.. Demi pegou o porta retrato e sorriu com a lembrança, tinha sido uma festa memorável, ela tinha bebido demais, os paparazzis acabaram invadindo a festa e o melhor e mais constrangedor, ela tinha dormido com Joe, apenas dormido! A garota olhou atentamente para as fotos e se lembrou que a maioria dos porta retratos continham fotos dela com Joe. Era estranho, será se tinha sido Dianna quem trocara? Demi não sentia nenhum tipo de sentimento negativo em relação a Joe, mesmo ele nem ter ligado para saber se ela estava viva, ela ainda gostava dele, ou melhor, ela ainda o amava, não tinha como negar... Só de escutar o nome do rapaz o coração já acelerava, será se ele tinha a esquecido? 

Demi pôs o porta retrato no lugar e decidiu que iria tomar um belo banho, pensar em Joe seria como ter uma recaída e ela não queria chorar muito menos sentir dor, esquece-lo seria a melhor e a única saída, pois Joe com certeza não iria querer nada com ela, Demi não poderia negar que doía pensar assim, mas fazia sentido. 

Depois do banho, Demetria vestiu uma roupa confortável e mergulhou na cama. Demi não estava cansada fisicamente, mas sim psicologicamente, os sentimentos da garota estavam apurados até demais, o que não era tão bom. O dia mal tinha começado e Demi já tinha se emocionado tanto ao lao de Dianna, descansar um pouco não faria mal, bem pelo contrário, só ajudaria Demi a repor suas forças. A jornada apenas começara, agora ela teria que reconstruir todo seu império junto com seus fiéis Lovatics, que foram inacreditáveis, eles apoiaram-a tanto nesses tempos sombrios, Demi se sentia tão protegida e amada, ela tinha uma divida com eles: Sempre ficar forte, foi isso que ela prometeu a sua família.  

A imprensa ia a loucura, finalmente Demi Lovato estava de volta e todos estavam curiosos para saber da recuperação da garota. Demi via-se atordoada por conta das pergunras. Céus! Não tinha completado vinte e quatro horas que Demi estava em casa e a mídia já tinha descoberto. Tudo bem, metade da culpa era de Demi, passear com Oliver em público não tinha sido uma das suas melhores ideias. Demi voltou para casa zonza por causa dos flashes, a perseguição era tanta que se Demi não fosse uma artista famosa, as pessoas pensariam que ela tinha cometido algum tipo de crime bárbaro. 

  - Está tudo bem? - Perguntou Dianna rindo ao ver a garota com as costas apoiadas na porta respirando ofegante como se estivesse acabado de correr numa maratona.

  - Claro - Disse Demi com a voz falha. Demi sentiu Oliver puxar a guia com força, fazendo a soltar de vez, e logo o viu correr até a vasilha de água.

  - Está pálida - Eddie pôs a palma da mão na testa de Demetria como se estivesse medindo a temperatura, Demi estava quente, não de febre, mas por conta da euforia do ataque dos paparazzis. 

  - Preciso de água - Disse Demetria andando rapidamente até a cozinha, Eddie e Dianna a seguiam bastante curiosos. 

  -  O que aconteceu? - Perguntou Dianna sentando-se na cadeira da mesa. 

  - Paparazzis - Respondeu Demi ainda ofegante. Demi sabia da perseguição da mídia, mas nunca pensou que chegaria naquele ponto.

 - Bem, o almoço já está pronto, se você quiser já pode almoçar - Disse Dianna sentindo o peso na consciência, tantas as vezes que ela dizia a mesma coisa e acabava discutindo com Demi por causa da falta de apetite da menina, agora era sabia o porquê e temia que a velha Demi atacasse novamente. 

 - Bem, eu estou com fome - Demi sorriu de lado e se sentou ao lado de Dianna. 

O progresso era visível, Demi esforçava-se para engolir toda a comida do prato, mas os pensamentos negativos a rondava pedindo para que ela vomitasse toda a refeição. Demi estava determinada a mudar, ela só tinha que focar em outra coisa e esquecer de todo aquele mal que a rondava, porém o silêncio na mesa era absoluto, nem Eddie e Dianna desviava o olhar do prato, porém as vezes Demi jurava sentir o olhar de Dianna sobre ela, mas ela nem se atreveu em olha-la. 

  - Está quieta - Finalmente Dianna disse alguma coisa. 

  - Apenas não queria quebrar o silêncio - Disse Demi sorrindo. 

  - Como está a comida? - Perguntou Eddie sorrindo para filha. 

  - Está ótima - Demi tornou a sorrir e se esforçou para comer tudo, ela não iria ter uma recaída assim de cara.

Depois do almoço Demi resolveu que iria fazer algo que ocupasse sua mente com pensamentos positivos e Nick caiu do céu, o garoto ligou para Demi na hora certa. 

- Demi? - A voz de Nick demonstrava a animação do rapaz, ele estava tão feliz por Demi. 
- Oi - Sussurrou Demetria sorrindo. 
 - Como você está? - Perguntou Nick ainda entusiasmado. 
- Estou ótima - Murmurou - e você?
- Também estou bem - Disse dando um leve riso. -  Planos para hoje? - 
- Não - Respondeu Demi meio confusa. 
- Hum.. Que tal um café? - Perguntou Nick animado. 
- Seria ótimo - Demi não tinha nada planejado pelo resto do dia e como Nicholas sempre fora seu melhor amigo a oportunidade parecia ser perfeita. 
- Passo em sua casa daqui a vinte minutos, certo? - Disse Nick. 
- Certo, até - Respondeu Demi. 
- Até - Nick tinha um sorriso bobo plantado nos lábios, a ideia se estar com Demi era ótima... 

Demi não se preocupou muito em se produzir, tomou um banho rápido e vestiu um vestido de verão curto e bem soltinho com estampas florais na cor branca e vermelha, arrumou o cabelo em um rabo de cavalo perfeito deixando a franja presa junto com o resto do cabelo, alongou os cílios com rímel e passou gloss transparente nos lábios. Ela estava perfeita, Demi quase nunca se vestira assim, geralmente os visuais eram bem.. roqueiros?! Demi parecia uma típica americana, estava perfeita. 

A garota se olhou no espelho sorrindo para si mesma, ela era linda.. O celular tocou e Demi despertou de seus pensamentos, era uma chamada de Nick, ele já tinha chegado. 

- Mãe, estou indo encontrar o Nick, volto mais tarde - Disse Demi às pressas e foi ao encontro de Nicholas. 

 - Demi?! - Nick esperava Demetria encostado no carro e assim que a viu ficou bastante surpreso.. Ela estava linda, completamente diferente e o cabelo da menina estava vermelho. 

  - Nick! - Demi estava emocionada, ela tinha passado três meses longe de Nick, e agora ele estava ali.. Demi não sabia como descrever seus sentimentos, era tão.. tão bom. Nick a abraçou com força e parecia que não iria solta-lá nunca, ele não estava muito diferente de três meses atrás, porém aparentava está com o corpo malhado.

  - Você está simplesmente incrível - Disse o rapaz assim que, finalmente, desfez o abraço, Nick olhou Demi de cima à baixo. O velho clichê: Demi estava perfeita. 

  - Obrigado - Demi sorriu para Nick um tanto envergonhada, pois ela não estava acostumada a receber tantos elogios. 

  - Entra - Nick abriu a porta do carro para Demi e logo entrou do lado do motorista. - Como você está? - Perguntou o rapaz enquanto dava partida no carro. 

  - Estou bem - Demi sorriu tímida. A resposta para aquela pergunta era tão misteriosa, Demi não podia descrever o que estava sentindo, era tão pessoal e tinha coisas que só ela poderia entender. 

  - Eu estou tão feliz por ver você bem, fiquei tão preocupado quando soube  - Nick olhou para Demi rapidamente ele não sabia se deveria tocar o não no assunto, talvez fosse melhor falar de outras coisas - Já tem alguma coisa em mente para o próximo álbum? - Nick sorriu galanteador e voltou a atenção para o trânsito, aquele sim era um ótimo assunto.

  - Não exatamente, mas quero trabalhar com algo diferente de tudo que eu já fiz - Antes mesmo de entrar na rehab, Demi já trabalhava a ideia, aquela imagem de menina inocente criada por Don't Forget e Here We Go Again não se encaixavam com a nova Demi, ela precisava de um gênero mais ousado que demonstrasse ao público o que Demi realmente sentia. 

  - Isso é bom, todo artista tem que mudar - Nick começara a dizer, porém o celular do garoto o interrompeu. A ligação foi rápida, Demi não sabia quem era, mas apostava que era Miley.
  - Eu vou ter que ir no aeroporto, é rápido, tudo bem? - Perguntou Nick sem desviar o olhar do trânsito. 

 - Claro - Sorriu de lado. Demi iria em qualquer lugar, contanto que não tivesse os malditos paparazzis. 

O aeroporto de Los Angeles estava calmo, poucas pessoas reconheceram Demi. A garota não fazia ideia do que Nick estava fazendo, o rapaz não tinha contado nada à ela e fora que Nick estava todo misterioso.
  
  - Demi? - Por um momento Demi sentiu-se paralisada, um sorriso bobo foi exposto em seus lábios.. Era tão bom poder escutar a voz dele.

Continua.. Ele quem? Lembrando que pode ser o Wilmer ou o Joe '-' 
ps: desculpem os erros, eu nem li esse cap :(  





6.9.13

3 - Demi, boa sorte

O natal foi incrivelmente inexplicável, Demi ficara tão feliz e emocionada por poder passar o aniversário de cristo com a família e alguns de seus amigos, claro, incluindo Miley e Selena que fizeram um escândalo ao ver a menina completamente diferente. Demi estava mais que linda, o corpo ganhara curvas e os cabelos continuavam avermelhados. 

  - Como você se sente? - Perguntara Selena pela milésima vez. Todos os lugares que Demi ia, Selena e Miley iam atrás. 

  - Me sinto bem - Dizia Demi rindo enquanto dividia sua comida natalina com Oliver, que por sinal estava enorme e bem diferente da última vez que Demi tinha o visto.. alias, já se tinha passado dois meses. 

  - Ela está bem Selena - Como Demi sentira falta do mal humor de Miley.. [...]

Os flocos de neve cobriam todo traço verde de grama, as arvores perdiam todas as folhas.. O inverno norte-americano chegara. Da janela do quarto, Demi observava a neve cobrindo cada minusculo canto da natureza
 com os olhos inchados por conta do choro. Há alguns dias ela estava feliz e em casa, passara o natal com a família, que a recebeu com uma festa graciosa, mas agora estava ali, limitada de espaço aguardando pela virada do ano. Como ela tinha acabado com a própria vida sem perceber? Aonde ela tinha chegado, sim, no fundo do poço. As lagrimas rolavam freneticamente e no peito parecia ter um buraco sem fim de dor. Com a mente turbulenta, Demi chorou até adormecer. 

No dia seguinte, Demi parecia estar de luto. A garota não tinha animação para nada e mal pôs os pés para fora do quarto, ela tinha sido praticamente a única a ficar no centro de reabilitação.

  - Demi? - A voz de Mari ecoou pelo quarto, ainda era cedo e Demi pretendia passar o dia dormindo. Aquela rotina era tediosa e parecia interminável, a única coisa que Demi considerava legal eram as reuniões com as outras garotas. Todas as meninas tinham tantas coisas em comum e o melhor era que elas podiam compartilhar todas as experiências, o que ajudava muito. 

Demi apenas murmurou alguma coisa e Mari se aproximou da cama da garota. A tristeza invadira tanto..

  - Eu trouxe uma coisa para você - Mari sorria radiante enquanto esperava a garota a olhar, pois sabia que Demi ficaria mais animada depois que recebe-se o pequeno pacote que chegara naquela mesma manhã. 

  - O que você tem para mim? - Perguntou Demetria um tanto desinteressada. 

  - Chegou essa manhã - Mari entregou o pacote para Demi e ficou a olha-la sorrindo. Demi encarou o pequeno pacote, desconfiada e procurou alguma etiqueta com o remetente. 

  - É um colar - Parece que todo o tédio tinha ido embora em um piscar de olhos. A garota sorria ao olhar o colar com símbolo do infinito na cor ouro. Demi pensara em Joe, talvez ele tinha se lembrado dela e aquilo significava que tudo estava bem entre eles, mas ele não tinha lembrado... Decepção! Encontrou um pequeno papel dobrado dentro do pacote.. Não era Joe, ele não se importava com ela. O coração da garota quebrou-se em mil pedaços, Joe era o único que não procurava nenhuma forma de contato, ele literalmente não se importava. Demi sentiu-se frustrada, mas agradeceu Miley por ter se lembrado dela, agora ela sabia quem eram seus amigos de verdade. Fora o único presente que Demi recebeu nesse meio tempo internada. 

  - Eu tenho boas noticias - Disse Mari tornando a sorrir. - Eu estava conversando com alguns psicólogos e você pode ganhar alta daqui algumas semanas. - Demi sorriu para si mesma, ela poderia está livre a pouco tempo, aquilo era definitivamente fantástico. Nesses dois meses que se passara, Demi tinha melhorado bastante, agora a garota tinha controle sobre si mesma. [...]

O novo ano, a principio estava sendo um fracasso, mas Demi passou-se a conformar-se com a situação, não tinha como fugir de si mesma, ela teria que derrotar todos aqueles demônios para sobreviver. Demi podia afirmar por si mesma que ela estava bem. Já fazia um bom tempo que ela não se cortava, porém a garota ainda tinha problemas com a autoestima. Estar naquele ambiente não significava ser curado de todos os defeitos e ser perfeito, o real motivo para Demi estar ali era para ela se aceitar e aprender que ninguém pode ser perfeito.

  - Estou orgulhosa de você – As lagrimas felizes saltavam do rosto de Mari enquanto a garota ajudava Demi, que estava eufórica de alegria, arrumar as malas. Finalmente Demi iria para casa, depois de quase três meses.

  - Eu vou sentir sua falta – Demi também derramara lagrimas por Mari, elas tinham construído uma bela amizade. Quem visse Demetria agora ficaria de queixo caído, pois a garota de alguns meses atrás tinha se transformado numa mulher. Uma mulher forte, completa, determinada, linda, totalmente diferente daquela menina frágil que chorava ao cantar Don’t Forget e gritava por socorro cantando Believe in Me. Agora, Demi estava ilesa, totalmente inquebrável, forte como uma rocha, ela tinha conseguido dar a volta por cima.

  - Eu também vou sentir sua falta – Mari abraçou Demi com força demonstrando o quão real eram seus sentimentos: Orgulho e uma verdadeira amizade.

  - Bem, acho que nós ainda temos tempo juntas – Demi limpara as lagrimas com as costas da palma da mão, chorar já era uma incansável rotina. – Bem, já que eu não sou mais sua paciente, nós poderíamos fazer alguma coisa de gente normal? – Perguntou Demetria sorrindo.

  - Fica ao seu critério – Mari limpou as lagrimas teimosas e sorriu para Demi.

Mesmo com três meses de reabilitação, Demetria ainda tinha o juízo um pouco deslocado do devido lugar. O pedido de Demi foi tão surpreendentemente simples e desprevenido. Mari poderia ser despedida caso alguém descobrisse onde as duas tinham ido. Demi pediu que a garota a levasse em alguma rede do Mc Donald's. [...]

   - Demi, boa sorte. Quero que você se cuide e fique forte – Disse Mari pausadamente se despedindo de Demetria.

   - Eu vou ficar. - Disse a garota sorrindo lindamente. Ela já estava forte, agora era apenas se manter forte. 

Dianna e Eddie já esperavam Demi ansiosamente, o tempo que tinham ficado sem a menina pareceu uma eternidade e agora, finalmente, dia vinte e oito de janeiro de dois mil e onze Demetria Devonne Lovato iria para casa como uma nova pessoa. 

   - Mãe! - Gritou assim que avistou Dianna a esperando. Demi largou as malas no chão, correu até a mãe e a abraçou. A emoção era tão grande, finalmente ela voltaria para casa.

 - Minha menina, eu senti tanta sua falta. - Dizia Dianna entre soluços de choro. Demi não fazia ideia do quão orgulhosa Dianna estava. 

  - Também senti sua falta - Demetria já chorava. Era tão bom estar nos braços de sua heroína, Demi não poderia se sentir mais protegida e amada. 

Tudo tinha acabado, não existia mais a garota de alguns meses atrás. Agora, Demetria era uma mulher forte que enfrentou todos os obstáculos de sua vida com força e determinação. Na verdade Demi sempre foi forte, porém não sabia que era capaz de sobreviver a si mesma. Demetria renascerá das cinzas. 

Continua... Desculpem por ficar esse tanto de tempo sem postar. Desde já, agradeço pelos comentários do capítulo anterior, fico feliz que estejam gostando.. Esse capítulo não ficou muito legal, pois essa semana foi bem complicada para mim, estou enfrentando alguns problemas e ocasionalmente estou em semana de provas, nada legal '-' 
PS:. Se der, posto pela madrugada e eu estou escrevendo uma mini fic bem bacana.. hehe 



                                                                I'm back bitches! 

2.9.13

2 - Eu senti tanta sua falta


Demi nunca sentira uma sensação de paz como estava sentindo. Ao contrário do que Demi pensava, estar em um centro de reabilitação era bom, pois agora ela pudera pensar em tudo que estava acontecendo em sua vida longe de tudo e de todos. No começo houve resistência, a garota não queria participar das sessões e muitos menos comer, mas conforme as três semanas que se passaram, Demi começou a ceder aos poucos e o psicologo que acompanhava o caso da garota, garantia que o quadro estava melhorando, porém ainda faltava muito para que Demi volta-se para casa. 

O relógio marcava sete e meia da noite, as garotas se arrumavam para o jantar que ocorria todos os dias naquele mesmo horário. Demi já estava pronta, vestia um conjunto de moletom na cor branca. Conforme a garota se aproximava junto da enfermeira, que a acompanhava por todos os cantos, Demi começara a se sentir mal por ter que presenciar os escândalos das pacientes. Como garotas tão perfeitas poderiam se achar gorda? Pensara a garota.

Demi ficara impressionada com a quantidade de mulheres e garotas da idade dela que se tratavam na clinica. Algumas pareciam que sofria algum tipo de desnutrição da qual só poderia enxergar os ossos, outras eram completamente perfeitas da maneira que Demi queria ser, não tinham nenhum traço de gordura pelo corpo, mas não chegavam a ter somente osso e uma camada fina de pele. 

Como o esperado, uma das meninas já começara a resistência para comer. O escândalo estava armado e todas, incluindo Demetria, estavam, como sempre, assustadas e confusas. Dois rapazes vestidos com roupas brancas sedaram a menina e a levou para o quarto, depois do episódio, o jantar continuou, e o clima era tenso e desagradável.

  - Demetria, você deveria comer o pão - Disse Mariana, enfermeira que acompanhava Demi. 

  - Acho que já comi demais, estou sem fome - Demetria sussurrou, pois o silêncio se firmava e ela não queria ser sedada pela quinta vez. 

  - Você precisa comer, seu peso ainda está irregular e o pão tem os nutrientes necessários para sua recuperação queria - Respondeu Mari, apelido dado por Demi. No fundo Demi sabia que tinha que comer, mas ela não poderia ganhar mais peso, estava ganhando corpo e aquele ''excesso'' de banha não a agradava de maneira alguma. 

Demi acabou por comer o pão e o resto da comida que estava no prato, pois sabia que se não fizesse, ela seria a próxima a ser dopada ou qualquer coisa do tipo. [...]

Os dias corriam sem cessar. Outubro ficara pra trás e o mês de Novembro já se despedia deixando grandes surpresas para Demi. Em uma das sessões com o psicologo, Demi descobriu o motivo para suas repentinas mudanças de humor, ela sofria transformo bipolar e depressão. A principio, Demi não fazia ideia do que era transformo bipolar. Segundo as explicações do psicologo, transtorno bipolar são alterações de humor que se manifestam como episódios de depressão e de euforia que duram pelo menos uma semana ou até meses. Agora Demi tinha as devidas explicações para seus pensamentos estranhos e até mesmos suicidas. 

Agora tudo se conectava, a bipolaridade, depressão, automutilação, definitivamente tudo. Demi já ganhara certa de cinco quilos, quando subiu na balança, Demi quase teve um ataque de nervos, como cinco quilos? Deus, aquilo era um absurdo, como ela iria perder aquele tanto de.. Gordura? Era impossível vomitar e a garota não tinha acesso ao mundo exterior, então laxantes estavam fora de cogitação, não era possível expulsar a comida de nenhuma maneira. Sem mencionar os cortes, desde que Demi chegara a garota não tinha encontrado nenhum objeto que pudesse ajuda-la se cortar, uma completa lastima! Os talheres eram descartáveis, os objetos do banheiro eram inexistentes e no quarto, nada tinha laminas nem pontas afiadas, um completo desarmamento covarde.. Pobre Demi! 

Dia vinte e dois de Novembro se aproximava, lembrara Demi que no dia vinte e três era aniversário de Miley, depois que a garota se internou, não teve noticias de Miley..  Demi passaria o dia vinte e dois com a família, pelo menos o dia de ações de graça ela poderia sair, era um tédio passar tanto tempo confinada, a única que Demi fazia para passar o tempo era tricô, pois é, Demi Lovato tinha aprendido a tricotar. 

  - Demetria, seus pais chegaram - Mari estava encostada no batente da porta e sorria amigavelmente para Demi, nesse meio tempo juntas, Demi até poderia a considerar, como uma de suas amigas, uma de suas melhores amigas. 

  - Estou quase pronta - A garota deu um de seus melhores sorrisos enquanto ainda colocara os brincos. Demi estava incrivelmente linda, totalmente diferente da última vez que tinha visto Dianna e Eddie. 

Demi estava ansiosa para poder abraçar Dianna e Eddie, assim que saiu do quarto, a garota caminhou em passos calmos até o vestíbulo, lá estava Dianna, ansiosa como sempre andando de um lado para o outro. Assim que viu a filha, Dianna correu até a menina e a abraçou com força, como ela tinha sentido falta de sua menina.

   - Meu amor, eu senti tanta sua falta - Disse Dianna entre lagrimas. Só Deus poderia descrever a falta que Dianna sentira de Demi, era inexplicável. Sua menina ficara quase um mês e poucos dias sem vê-la, nesse tempo perdido, Dianna só tinha visto Selena, que cancelou mais de dez shows para apoia-la e Miley que ficou sete dias fazendo-lhe companhia. 

  - Eu também senti sua falta mãe - Demi mal tinha forças para dizer aquelas palavras, como ela tinha sentido falta da mãe. 

Depois de abraçar Eddie calorosamente, Demi recebeu inúmeros elogios dos pais. Dianna estava impressionada com a mudança da filha, para ela, Demi não poderia está melhor. As novidades não paravam, Dianna contou que Selena estava namorando o mais novo astro do pop e Miley.. Oh Miley! A garota não parava de surpreender, sempre polêmica, Miley tomara toda atenção do mundo com a mais nova fase: Can't be Tamed, segundo Dianna, não se falava em outra coisa, a não ser a própria Demetria.. Mas Dianna resolveu não contar da perseguição surreal da mídia. 

Eddie dirigia à caminho do aeroporto de Chicago, lá eles iriam em um voo particular para o Texas onde teria o almoço do dia de ações de graça e passariam o resto do dia na casa onde viviam antes de irem para Los Angeles. 

O almoço fora bem diferente do qual Demi tinha pensado, a garota comeu a quantidade necessária e recebeu uma ligação importante, era a primeira ligação que ela recebera desde que foi para reabilitação. Nicholas tinha sido o único a telefonar para Demi, nem mesmo ele.. Tinha se preocupado em ligar, porém Demi não se importou, para falar a verdade, ela nem procurava pensar em Joe. 

Relembrar da casa onde tinha passado a infância era emocionante, foi ali que tudo surgiu, os sonhos e os pesadelos, os melhores e os piores momentos da vida da garota estavam ali, presos entre as paredes e guardados na memória. Demi aproveitou o máximo de tempo ao lado dos pais, no mesmo dia do almoço, Demi foi ao cinema com Dianna e Eddie, e mais tarde foi ao cabeleireiro com Dianna. 

  - Gosto dessa cor - Disse Dianna entre um meio sorriso. 

  - Está perfeito - Dizia a garota enquanto analisava o mais novo cabelo, agora Demetria era oficialmente ruiva. [...]

   - Falta muito tempo para eu poder voltar para casa? - Choramingou Demi enquanto caminhava com Dianna no quarteirão da casa onde moravam. 

   - Meu bem, você ficará lá o tempo que for necessário - Dianna olhou para Demetria rapidamente - Sua saúde é mais importante que tudo, agora eu e seu pai só queremos que você fique bem e saudável. - Dianna não largava Demi por um minuto se quer, nem mesmo Eddie teve tempo com Demi. 

  - Tudo bem - Suspirou fundo. Tinha uma única coisa que Demi queria saber, mas estava receosa de perguntar Dianna.. Talvez procurar na internet seria a melhor saída, mas Dianna com certeza tinha mais informações verdadeiras do que aqueles sites de fofocas baseados em falsos rumores. 

   - Está quieta querida - Disse Dianna sorrindo para Demi. O pressentimento de mãe não falhava, Dianna já tinha em mente o que tanto tirava a atenção de Demi. 

  - Mãe, nós podemos voltar? - Disse um tanto desanimada. Toda vez que Demi lembrava de Joe a tristeza a invadia. Ele nem ligou para saber se estava tudo bem, ou ao menos para saber se ela estava viva. 

  - Podemos - Dianna conseguiu amenizar qualquer sentimento negativo de Demetria com um simples sorriso, como sempre, ela conseguia ser a heroína da menina. 
  - Ele está preocupado - Disse Dianna do nada. Ele? Oh Deus! Ele?! 

  - Quem? - Perguntou Demetria distraída. 

  - Ele, o Joseph - Dianna percebeu que um pequeno sorriso tímido brotara nos lábios de Demi.. Joe tinha efeito sobre a garota. - Nós conversamos quando ele te levou para casa e depois que você foi para o tratamento ele e o Kevin foram me visitar. - O sorriso de Demi aumentara cada vez mais. A vontade da menina era encontrar Joe e dizer que ela o amava muito. [...]

Até agora, Demi só tivera licença para o almoço e a próxima vez que poderia sair seria nas festas natalinas que já se aproximavam. Nesse meio tempo que estivera em tratamento, Demi descobriu tantas coisas sobre si mesma que ela nem imaginara existir, eram tantos mistérios e complexidades que só com o tempo ela iria pode compreender. 


Continua.. Então, eu resolvi voltar a escrever do outro jeito, acho que é bem melhor.. Enfim, gostei desse cap. No próximo capítulo a Demi vai voltar para casa e logo vamos ter Jemi aaaaaaaagain! Obrigado por comentarem o cap anterior, bjs. 
ps. Acho que irei postar outro cap amanhã *O*


                                                               Ei! Eu te amo :')


                                     

31.8.13

Divulgação + Selinho

Heeey pessoal! Acessem:



Selinho *O*

Gostaria de agradecer a Gabi e Karla pelo selinho, muito obrigado meninas :'") 


Regras:
- Agradecer à pessoa que te indicou e colocar o link dela no seu blog.
- Indicar 15 blogs com menos de 200 seguidores.
- Avisar os blogs sobre a indicação.
- Escrever 7 coisas que você gosta.
                                                                 






Ps: Esses são os únicos blogs que estou lendo.. 

7 Coisas que eu gosto... 

- Estudar 
- Tocar violão 
- Escrever minhas fics.. ainda mais quando é hot
- Twitter 
- Brincar com meu irmão u.u
 - Ler 
- Aprender coisas novas


                                                                                                                                                    :) 
                                                       Harmonizer em formação <3



30.8.13

Capítulo 1 - Stay Strong - Sequência de Wouldn't Change A Thing

Demi (P.O.V)
Tudo à minha volta está escuro, apenas posso sentir o ar denso e quente. Assustei-me quando uma luz branca surge do topo de algum ponto que eu não consigo distinguir. A luz reflete à minha volta formando um circulo no chão de madeira aparentemente polida. Olho para os lados atenta, mas ainda não consigo identificar o lugar que estou. Escuto um murmuro e tudo fica claro revelando o lugar onde eu estou. Oh! Atrás de mim à uma multidão. Penso que são meus fãs, porém eles me vaiam e logo, surge do nada um palanque que tem quase três metros de altura. Todos que estavam me vaiando se calam. Um homem moreno surge vestindo uma beca preta, ele tem um martelo de madeira em mãos. Lança-me um sorriso sarcástico e eu estremeço. 
  - Demi - Soa uma voz tranquila ao meu redor e o lugar onde eu estava desaparece. 
  - Demi! -  Assim que abro os olhos, me deparo com a minha mãe em meu quarto. Céus! Minha mãe? Eu deveria está à caminho do Peru! 
  - Mãe? - Sussurro ainda anestesiada pelo sono... Sinto meu corpo pesado e incrivelmente cansado. 
  - Como você se sente querida? - Ela me pergunta atenta. A velha Dianna parece-me  preocupada e pelo que a conheço, ela passou a noite em claro. Não consigo dizer uma única palavra. Um filme passa pela minha cabeça me mostrando a realidade. Meu coração se encolhe e eu me sinto doente fraca.. Impotente. Minha vida está acabada, destruí tudo que eu tinha. A festa, Alex, Joe.. Eu me lembro. As lagrimas não fazem nenhum tipo de cerimônia, elas escorem pelo meu rosto descontroladas. Eu preciso eliminar essa culpa que me consome à cada segundo, preciso sentir a dor, somente a dor. 
 - Me deixe sozinha - Digo à minha mãe que mantém o olhar sobre mim. - Por favor, deixe-me sozinha - Minha voz está embriagada pelo choro. Ninguém precisa me ver naquele estado deplorável. Não quero me cortar na frente dela. 
  - Demi, nós vamos ter que conversar sobre o que está acontecendo com você filha - Se eu tivesse ao menos dez por cento da paciência da minha mãe minha vida estaria melhor... - Eu tive uma conversa com alguns de seus amigos, principalmente com o Joseph, ele me contou o que está acontecendo com você - Meu Deus! Estou tão nervosa que chego a fechar os olhos, como ele pode?
 - Mãe, por favor - Mal sei como consegui falar, não tenho forças para nada. Meu coração doí tanto. Agradeço mentalmente minha mãe por me deixar sozinha. É engraçado que ela respeita meu espaço mesmo sabendo de tudo que já fiz.. Eu juro que não queria chorar nunca mais, não quero sentir dor, nada! Absolutamente nada. Apenas preciso aliviar minha dor, mas simplesmente não encontro nada. Agora percebo, faltam muitos objetos do meu quarto, o banheiro está praticamente vazio. Droga!  Finalmente encontro uma das minhas laminas dentro da gaveta do criado mudo. Ela parece perfeita para meu trabalho.. Fecho os olhos e sinto meu coração acelerar por ansiedade. Posiciono-a no meu pulso esquerdo.. O agudo da dor é a melhor tortura que um dia eu já senti. 
  - Demetria - Não! Simplesmente me tire desse mundo, eu não consigo acreditar no que vejo. Minha mãe está chorando e o pior, ela está acompanhada por dois rapazes vestidos com roupas brancas. Eu estou aos prantos, meu pulso doí por conta do corte que mal iniciei, mas logo me sinto mole e tudo apaga.  Não faço noção do que vai acontecer comigo. Eu queria sentir menos, amar menos. Oh Joe! Você não faz ideia do quanto eu te amo, meu coração doí tanto. Porque as coisas têm que ser assim? Parece que sempre que eu estou me sentindo bem, algo me atrapalha.. Talvez seja eu mesma. Assim que abro meus olhos me deparo com minha mãe sentada na cadeira de balanço que deveria estar na sala, não aqui.. Ao lado dela, há um senhor de cabelos brancos, quando digo 'cabelos' me refiro não só aos cabelos em si, mas também a barba cheia. Eles param a conversa entre sussurros e direcionam o olhar para mim.
  - Demi! - Minha mãe nunca parece está nervosa. Ela vem até à mim em passos calorosos e se senta na beirada da minha cama. O senhor a acompanha também. - Filha, esse é o Dr. Eduardo. Ele irá acompanhar seu caso. - Como? Acompanhar o MEU caso? Arregalo os olhos e encaro minha mãe e o tal 'Dr. Eduardo' que sorri para mim. 
  - Meu caso? - Pergunto boquiaberta. Tudo bem, eu admito que preciso de ajuda... Mas é necessário ajuda médica?
  - Demetria - Ora já começamos mal! - Gostaria que a senhorita respondesse algumas de minhas perguntas. - Encaro minha mãe por alguns segundos e assinto. Meu coração doí por conta da lembrança de Joe. Lembro-me de quando ele disse que abriria mão do nosso namoro só para me ver bem, ele me dizia que eu teria que me amar primeiro antes de ama-lo. Doí tanto só de pensar no quanto eu o amo, apenas existe amor para ele e mais ninguém. Dianna me puxa para deitar em seu colo e o Dr. Eduardo começa com as perguntas. Sinceramente, não quero conversar e nem compreender nada. Eu só quero aliviar a minha culpa. Só quero esquecer de tudo. Depois de várias perguntas das mais variáveis e constrangedoras possíveis, Dr. Eduardo nos diz que já tem o material suficiente, ele se despede e vai embora. Faço uma careta e minha mãe me olha feio. Eu gostei dele, só não gostei das perguntas constrangedoras. Eu me sinto bem nos abraços da minha mãe, ela é a única que me transmite paz. Estou tão preocupada que minha cabeça parece está rodando a mil. São problemas por cima de problemas, tantas coisas que me confundem agora. Se eu pudesse acabar com tudo isso.. Eu juro que acabaria, não quero ser um problema na vida de ninguém. 
  - O que aconteceu com a minha menina? - Pergunta Dianna entre soluços do choro silencioso. Oh mãe, nem eu sei. A única coisa que eu posso fazer é chorar. É a única coisa que me resta, o resto eu perdi ao longo de cada erro que cometi. Eu me perdi ao longo desses anos, fui minha pior inimiga, caí nas minhas próprias ciladas. Acabei com a minha vida. 
(...)
Sabe, não passei pela porta desse quarto por nada. Me sinto tão inútil, mas eu não quero sair e ter que encontrar minha mãe chorando nos braços do meu pai por minha causa, não quero me sentir assim para baixo e culpada. Às vezes nós pensamos que podemos sustentar tudo sozinhos, guardar cada magoa no fundo do coração e esquece-la como se ela nunca tivesse nos causado dor. Nós nos reprimimos por causa da maldita imagem refletida pelo espelho. As pessoas dizem tantas coisas ruins que nos influencia a ser quem elas querem e nós acabamos perdendo nossa essência, quem nós verdadeiramente somos. Eu me perdi, eu me enganei, e o pior, acreditei em tudo que escutei ao longo dos meus dezoito anos. 
Não me resta nada. Pelo que vi na internet, o mundo inteiro me julga sem ao menos saber o motivo. Não estou surpresa, aprendi da pior forma como são as coisas de verdade, agora eu preciso de motivação para conseguir dar a volta por cima porque eu quero, eu vou conseguir me libertar. Lá fora está frio e chovendo. Parece que o frio é o cenário da minha dor, do meu fracasso. Vejo Oliver dormir no cesto acolchoado por pequenas cobertas, suspiro fundo e desço as escadas.  
  - Vai ser melhor assim - Abraço minha mãe com muita força, como se fosse o nosso último abraço. Meu coração mais uma vez se quebra, eu odeio vê-la chorar. 
  -  Nós vamos orar por você - Mal consigo olhar nos olhos do meu pai. Ele parece tão decepcionado como se a vida tivesse o derrubado com um único tiro. Eu vou por eles e principalmente por mim. Quero ser mais que uma cantora que vai ser internada numa clinica de reabilitação para mulheres, eu quero ajudar as pessoas que sofrerem o que eu sofri, não é impossível quando se tem vontade. São exatamente três horas da manhã e estou a caminho do aeroporto de Los Angels com destino ao sudoeste de Chicago. Não têm nada que eu possa fazer, depois da conversa com o Dr. Eduardo, meus pais decidiram que o melhor seria me internar. E aqui estou eu, com milhares de dúvidas rondando minha mente. Timberline Knolls será meu novo lar. 


Continua.. Desculpem pelo tamanho do capítulo. Literalmente eu não consigo escrever dessa forma.. mas se vocês gostarem posso continuar.. Por favor comentem a opinião de vocês sobre a fanfic em geral, sei que esse capítulo poderia ter ficado melhor, mas foi o que deu para escrever.. Ah! Desculpem não está respondendo os comentários, estou com problemas com html, dai sumiu o botão resposta. Mesmo assim, muito obrigado por comentarem.