18.4.15

Capítulo 57 - Parte 1/2

   - Não acredito que acordamos a essa hora. - O relógio analógico sobre a ilha da cozinha americana tinha o ponteiro menor apontando para o número dois e o maior apontando para o número trinta. Só depois que tinham cozinhado massas, doces e preparado as frutas as cortando em cubinhos que Joe parara para fitar o relógio, não o fizera antes porque a conversa com Demi sobre assuntos aleatórios e espiar o bumbum quando ela se levantava de costas para ele ou se agachava para pegar algo que caíra no chão o envolvia tanto.

   - São quantas horas? - Perguntou ela o servindo com mais uma fatia de bolo de milho que tinha preparado.

   - Duas e meia. - Disse movendo as pernas que tinham a esquerda de Demi entre elas. - Eu ainda não acredito que nós fomos enganados. - Comentou a olhando comer as frutas cortadas em cubinhos. Joe adorava quando a via comer sem receio algum.

   - Eu ainda estou com sono. - Disse limpando os lábios com um guardanapo. - Eu também não acredito que eles conseguiram nos enganar. - Disse o olhando. - O que você acha? Foi uma boa iniciativa, esse lugar é muito bonito e nós conseguimos nos resolver, o que é bom. - Joe assentiu buscando a mão dela sobre a mesa para beijá-la arrancando um sorriso de Demi. - Mas amor, como eles fizeram isso? São apenas adolescentes Joe, eu estou preocupada. - Joe a chamou para que ela sentasse em seu colo e questão de segundos Demi já estava acomodada nos braços dele.

   - Vamos investigar a situação, nada de stress. - Disse fazendo carinho no pulso direito onde estava tatuado Strong. - Não quero que você fique preocupada, tudo bem? Eu confio no meu garoto e sei que ele cuidou muito bem da nossa menina. Daniel é esperto Dem, e Lizzie também, ninguém os passa para trás. - Demi assentiu sabendo que era a mais pura verdade. - Agora nós temos que aproveitar o nosso tempo aqui, tudo bem? Se você quiser nós podemos conversar com as crianças pelo computador para conseguir mais informações. - Demi tornou a assentir encostando a cabeça no peito dele.

   - Gostou do café da manhã? - Perguntou toda manhosa e ele assentiu. Ela adorava cozinhar os pratos prediletos dele apenas para vê-lo comer com prazer.

   - Você não faz ideia, estava uma delícia. - Disse a abraçando com mais força zanzando de um lado para o outro. - Estou ansioso para comer o pão de queijo, vai demorar? - Perguntou fechando os olhos para sentir o beijinho carinhoso que ela dera em seu peito.

   - Vinte minutos e prometo que o seu pão de queijo sairá quentinho e crocante do forno como você adora. - Joe a encheu de beijinhos no rosto quando Demi o olhou com aqueles lindos olhos castanhos que se destacavam na pele clara, ele suspirou fundo admirado e logo a beijou lento e quente.

   - Você se lembra do nosso primeiro beijo? - Perguntou a apertando na cintura.

   - Você pediu desculpa quando me beijou, porque eu tinha namorado? - Perguntou e ele fez careta adentrando a camisa que ela vestia com as mãos acariciar-lhe as costas.

   - Eu estava louco para te beijar, nós eramos amigos e você sempre deixou aquilo bem claro para mim e para todos que nos viam como um casal. Mas eu queria muito te beijar e fazer muitas coisas. - Demi riu e arqueou as sobrancelhas quando sentiu a mão dele envolver o seu seio direito. - O que aconteceu com o seu namoradinho? - Perguntou sorrindo sem graça agora espalmando as costas dela com as mãos.

   - Nós nos encontramos algumas vezes quando eu ainda estava na Disney, depois perdemos o contato. - Comentou pensativa. - Cody foi um dos meus primeiros namorados. - Demi o olhou feio quando ele envolveu os seios, agora também o esquerdo com as mãos e os beliscou nos mamilos. 

   - O que foi? Você sabe que eu os amo. - Demi o censurou com o olhar quando Joe esboçou aquele sorriso inocente.

   - Você é um safado! - Disse levando as mãos para os braços dele tentando empurrá-los para baixo para que as mãos grandes estivessem longe de seus seios, mas Joe a enganou com um selinho conforme erguia a camisa. -  Não Joseph.. - Gemeu quando ele a olhou nos olhos lambendo os lábios antes de tomar um seio na boca e sugar-lhe, mordê-lhe o mamilo do seio esquerdo.

   - São tão lindos. - Disse beijando o direito. Joe adorava como eles eram tão claros e tinham os mamilos amarronzados que se erriçavam com a mais inocente caricia. - Tão lindos Dem. - Ele os beijou por mais alguns minutos conforme Demi fazia carinhos em seus cabelos. - Linda. - Disse procurando pelos lábios dela para um beijo intenso enquanto colocava a camisa no lugar.

   - Você está muito saidinho. - Sussurrou com a voz rouca puxando o lábio inferior dele com os dentes.

   - Você é gostosa pra caralho e eu sou saidinho? - Demi levou a mão a boca e arregalou os olhos.

   - Eu estou sonhando ou você falou um palavrão? - Disse rindo sapeca conforme ele a mordia no pescoço fazendo cócegas.

   - Não minha princesa, você é mesmo uma delícia. - Demi mordeu o lábio inferior e levou as mãos ao rosto dele quando ele a olhou daquele jeito carente.

   - Tão carente. - Sussurrou o beijando na bochecha. - Vem amor. - Joe fechou os olhos e gemeu alto quando ela ergueu a camisa e segurou os próprios seios para que ele pudesse banqueteá-los.

   - Oh meu Deus. - Grunhiu a colocando de frente a ele de modo que Demi estivesse com o seu corpo entre as pernas. - Você quer me matar Demetria? - Choramingou tocando o bico do seio esquerdo entre os dedos dela. Era tão excitante vê-la saborear o seu toque de olhos fechados e lábios entreabertos.. Lábios que ele estava louco para que o envolvesse e o sugasse lá. O gemido provocante dela quase o fez engasgar com a própria saliva, tomara o mamilo do seio direito que ela ainda segurava na boca e o chupou com força arrancando gemidos de Demi que só contribuíam para que o membro começasse a ganhar vida. - Oh Dem. - Respirou fundo gentilmente tomando o lugar das mãos dela com as suas para que pudesse beijar e chupar um enquanto acariciava o outro sentindo o carinho que os dedos dela faziam em seus cabelos. Oh se ele soubesse como ela adorava quando ele tomava os seus seios na boca e os beijava com carinho, chupava-os com vontade e os mordia com fome. Demi puxou os cabelos dele com força o fazendo tombar a cabeça para trás e lhe tomou os lábios com os seus num beijo longo e intenso traçando as línguas. 

   - Aí.. Devagar. - Ronronou manhosa quando a boca dele voltou a envolver os seus mamilos. Demi o assistia maravilhada com as caricias enquanto os seus dedos estimulavam Joe a continuar. Oh Deus! Ela estava tão molhada a espera dele, Demi gemeu quando ele mordeu levemente o seu mamilo do seio esquerdo enquanto os seus dedos puxavam o mamilo do seio direito. Estava tão bom, ela gemia excitada com os carinhos dele.. mas tudo que é bom dura pouco, e o forno apitando os assustou.

   - Ah não Demi! - Murmurou quando ela abaixou a camisa assustada e levantou-se num pulo. - Dem! - Chamou novamente. - Eu não acredito. - Disse sorrindo de lado ao vê-la toda vermelha desligar o forno sem sequer olhá-lo. - Demi? - Chamou se levantando sem muito jeito e caminhando até ela. - Pequena, eu não acredito! - Disse rindo ao vê-la toda envergonhada.

   - Para Joseph! - Sussurrou vestindo as luvas térmicas para espiar se os pães de queijo já estavam no ponto. - Eu vou me queimar Joe! - Disse quando ele a abraçou por trás.

   - Por que você está toda vermelha? - Perguntou rindo mesmo excitado.

   - Eu não estou vermelha. - Claro! E o seu rosto estava quente apenas porque ela estava próxima do forno. - Joe! Para. - Disse o empurrando enquanto tirava as luvas as deixando sobre a bancada.

   - Não estão prontos? - Perguntou recostando na bancada e a puxando para o peito.

   - Vou deixá-los no forno para não murchar. - Demi descansou a cabeça no ombro dele um tanto envergonhada. Era mais forte que ela, e mesmo que Joe perguntasse, ela não sabia responder o porquê de ficar envergonhada depois de tantos anos.

   - Vamos continuar? - Ele perguntou calmamente repousando as mãos um pouco acima do traseiro dela.

   - Joe.. - Ela riu sem graça repousando a mão no peito dele.

   - O que foi bebê? Você não quer continuar namorando? - Demi deu um leve beijo no pescoço dele e aninhou-se mais ao peito largo gostando do carinho que a mão dele fazia atrás de sua orelha direita vez em seus cabelos.

   - Apenas beijinhos. - Sussurrou o fazendo sorrir. - Mais tarde nós podemos fazer amor. - Joe levou a mão ao queixo dela para que ela o olhasse nos olhos.

   - Tudo bem, você dita as regras. - Disse e logo buscou os lábios dela para um selinho. - O que você quer fazer? - Perguntou se lembrando das tantas conversas que tivera com Marissa. As mulheres queriam que os seus parceiros as ouvissem e ele faria aquilo com Demi.

   - Conversar, trocar beijinhos, caminhar por aí. É tão lindo lá fora, nós poderíamos sair um pouco. - Joe assentiu já pensando no que eles poderiam fazer. Tudo bem que se fosse pela vontade dele, eles fariam amor pelo resto da tarde e assim seria pela noite, mas ter um momento que o sexo não estivesse envolvido também seria maravilhoso. - Eu estou curiosa para saber o que você fez nesses últimos três meses, ontem eu acabei falando e falando sem deixar espaço para você. - Joe riu e a beijou na testa.

   - Tudo bem minha pequena, nós podemos sair por aí e fazer o que você quiser. - Demi assentiu e logo ele percebeu os olhos marrons dela se arregalarem e ela morder o lábio inferior.

   - Será que nós temos maracujá? Eu estou louca para comer mousse. - Oh Deus! Ele sorriu sabendo que aquele era mais um desejo de grávida.

   - Eu tenho uma ideia. - Disse animado. - Nós podemos improvisar uma cesta e enchê-la de besteiras, deve ter um lugar bem legal por aqui onde podemos forrar uma toalha xadrez e passar a tarde conversando e trocando beijinhos. - Demi esboçou um lindo sorriso em resposta, envolveu o pescoço dele com os braços adentrando os cabelos da nuca com as mãos e o beijou ternamente.

   - É uma ideia perfeita amor. - Disse nos lábios dele encostando as testas. - E quando nós voltarmos.. - Joe riu da piscadela engraçada dela e a mordeu no lábio inferior fitando os lindos olhos marrons. - Agora... - Disse o beijando. - Eu quero mousse! - Joe riu e retribuiu o beijo.

   - Que tal assarmos um bolo? - Sussurrou na pele dela a beijando no pescoço.

   - Eu posso fazer o mousse, cortar mais frutas e você pode procurar a receita de bolo que quiser na internet, vou deixar essa missão para o senhor. - Joe assentiu já buscando os lábios dela para juntá-los aos seus como desejava, apertou Demi contra o seu corpo a segurando e aproveitou o beijo como queria. - Joe. - Disse quando ele separou os lábios dos dela brevemente, mas depois voltou a beijá-la. - Joseph, amor. - Demi o empurrou e riu quando ele a olhou confuso respirando fundo e passando as mãos nos cabelos. - Depois.  - Disse ainda rindo, mas deu um selinho demorado nos lábios dele. - Vai procurar a sua receita de bolo enquanto eu faço o meu mousse, tudo bem? - Joe assentiu a olhando daquele jeito que ela tanto conhecia e Demi balançou a cabeça negando. - Bolo! - Disse o empurrando e Joe choramingou.

   - Eu nem sei se nós temos uma toalha xadrez. - Disse emburrado cruzando os braços e Demi o imitou. - Será que não é melhor nós ficarmos aqui? Acho que vai chover. - Demi arqueou as sobrancelhas e apontou para a janela da cozinha. Claro, choveria em meio a tarde de céu limpo com pouquíssimas nuvens e tão azul que chegara doer os olhos. - Eu vi na previsão do tempo. -  Disse sorrindo sem graça e ela balançou a cabeça negativamente como fazia com Daniel quando ele era apenas um bebê de pouco mais de três anos e tentava enganá-la quando aprontava.

   - Nós podemos usar as suas camisas xadrez no lugar da toalha. - Joe revirou os olhos não gostando nada daquela ideia. - E eu adoraria tomar um banho de chuva, mas é óbvio que não vai chover Joseph! - Tudo bem, ela estava começando a ficar brava e aquilo não era nada bom. - Vai fazer o seu bolo amor. - Joe sorriu com a repentina troca de humor. - Qualquer coisa me diga. - Ele até ganhara um beijinho!

Demi estava ansiosa para passear com Joe, aquele lugar era tão lindo e romântico. Perfeito para que ela distraísse a mente agitada. Céus! A noite passada tinha sido tão intensa em todos os quesitos. Ela tinha contado a Joe toda a sua versão do que acontecera com eles e aquilo ainda a deixava assustada e agitada, pois estava engasgado a tanto tempo o que ela queria contar para ele, que Demi se sentia estranhamente leve. Mas tudo estava bem e isso era o que importava, ela estava extremamente feliz e ele também. Sorria o olhando disfarçadamente todo desajeitado untar a assadeira já impregnada de manteiga com a farinha de trigo deixando cair boa parte dela no chão e em seus pés bonitos nas sandálias pretas, depois ele limpara as mãos na toalha de prato e pegara o celular sobre a bancada da mesa examinando minuciosamente a massa de bolo que tinha preparado. Ele ficava ainda mais bonito concentrado e sério lendo a receita de bolo pelo celular. Ah como ela queria dar muitos beijos nele! Demi levou a vasilha de vidro com todo o mousse de maracujá que tinha preparado para o interior da geladeira e não resistiu ver aquelas costas largas e o abraçou por trás gemendo satisfeita.

   - Tão cheiroso. – Ronronou gostando de sentir o macio da camisa de algodão branca que ele vestia.

   - Ei minha gatinha manhosa. – Demi riu gostosamente do mais novo apelido que ganhara. – Quero um beijinho. – Joe a olhou pelo ombro e riu daquele sorrisinho sapeca que ela tinha nos lábios.

   - Eu te amo, ok? – Joe a puxou para os braços e sorriu lindamente ao olhá-la nos olhos. Como uma mulher podia ser tão encantadora como Demi? Fitara as sardas dela e o sorriso que ela carregava nos lábios e suspirou maravilhado.

   - Eu também amo você. – Ah! Ele ganhou tantos beijinhos. Demi o empurrou contra o balcão e distribuiu beijos quentes em seu pescoço, logo ela os subira para o maxilar e só depois deu uma série de selinhos em seus lábios que o deixou tonto e bobo. – Você também está cheirosa bebê. – A risada escandalosa dela quando ele a segurou nos braços, curvou-se e aspirou o cheiro do perfume leve e floral concentrado na região atrás da orelha o fez rir também. Ele adorava fazer aquilo apenas para escutar a gargalhada dela, pois sua barba a pinicava. – Eu vou te morder! – Disse rindo e Demi tentou se soltar dos braços dele já sofrendo um ataque de risos antes mesmo que ele a mordesse. ­­­­­

   - Joseph! – Repreendeu-o mais logo estava gargalhando tentando o empurrar com força. – Não amor. – Joe ergueu-se para olhá-la e arqueou as sobrancelhas várias vezes a fazendo rir.

   - Hum.. Bolo no forno. – Demi assentiu e sorriu ao ganhar um beijo na testa. – Quer ir lá fora enquanto o bolo assa? – Perguntou vestindo as luvas térmicas cor de rosa e logo colocou a forma no forno.

   - Eu estou de pijama. – Disse sem graça. Já que ficariam na cabana, Demi havia decidido que ficaria do jeito mais confortável que podia, então vestira uma camisa de cor cinza com o desenho da bandeira dos Estados Unidos na frente, shorts de tecido leve de cor branca, calçara sandálias rasteiras de cor preta e prendera os cabelos num rabo de cavalo que a cada minuto soltava uma mecha.

   - E está linda! – Disse a olhando.

   - Eu estou sem sutiã. – Murmurou. – E os faróis estão acesos. – Joe gargalhou e a puxou para os braços.

   - Você está confortável? – Perguntou acariciando o queixo dela.

   - Com os faróis acesos? – Perguntou de volta e ele riu.

   - Sim, com esses belos faróis acesos. – Demi arqueou as sobrancelhas, mas riu do sorriso safado dele.

   - Para! – Disse dando um tapa no braço dele já envergonhada. – Eu não estou confortável para ir lá fora vestida assim. – Disse o olhando e espalmando o peito dele com as mãos.

   - Nem por cinco minutinhos? – Perguntou relaxando conforme as mãos dela trabalhavam em seus ombros numa leve massagem.

   - Você não acha que eu estou desarrumada demais para ir lá fora? – Perguntou e automaticamente ele balançou a cabeça negativamente.

   - Não estou mentindo, você está linda. – Disse a olhando fixamente nos olhos com o objetivo que ela realmente entendesse que estava bonita. – Gosto da sua camisa, é muito bonita. – Demi o beijou na bochecha carinhosamente dando-se por vencida, ela adorava quando ele a elogiava.

   - Vamos lá fora. – Joe retribuiu o beijo só que a beijara no canto esquerdo da boca. – Nós temos conexão com a internet boa o suficiente para conversar com as crianças pelo Skype? – Joe franziu o cenho pensando naquela questão enquanto caminhavam vagarosamente para fora da cabana.

   - Não tivemos problemas com os emails. – Comentou e Demi assentiu destrancando a porta. – Devemos tentar, se não der certo podemos ligar. – Disse e ela fez careta.

   - Eu preciso ver os meus bebês. – Disse abrindo a porta.

   - Dem, você sabe que eles estão bem. – Joe perdeu-se por minutos assim como Demi naquele mar de natureza. Não era bonito, muito menos lindo, era simplesmente perfeito o que viam! A natureza estava em todos os cantos. As macieiras faziam parte do jardim, as rosas estavam em tantos lugares nas cores rosa, vermelho e branco. A grama era tão bem cuidada, verde e saudável. Para onde olhavam havia algo verde e bonito, e lá no fundo a bela vista da montanha era de tirar o fôlego. Parecia uma cabana de conto de fadas. – Esse lugar é perfeito! Eles escolheram bem. – Demi piscou algumas vezes e logo o olhou assentindo.

   - Tenho que concordar. – Disse fitando tudo.

   - Ainda está pensando em castigá-los? – Perguntou a abraçando por trás empurrando-a contra a proteção do pequeno deck de entrada.

   - Não vou castigá-los, não por isso. – Disse se encaixando a ele adorando a sensação de estar envolvida pelos braços fortes de Joe e o corpo quente. – Eu só quero saber como eles conseguiram alugar essa bacana, visitá-la, enfim, planejar tudo. É muito trabalho para dois adolescentes. – Joe assentiu fitando a vista da montanha apoiando a cabeça no ombro dela. – Eu só não consigo imaginar como eles estiveram aqui, como chegaram, como compraram tanta comida. Vou continuar fingindo que estou brava. – Disse e ele riu sabendo que Demi jamais os castigaria, ela só queria assustá-los no mínimo para que Daniel e Elizabeth não aprontassem.

   - Tenho certeza que Eric ajudou, e Miley também. – Comentou brincando com os dedos delas nos seus. – Sabe o que seria legal? – Demi virou o rosto para olhá-lo.

   - O que seria legal amor? – Perguntou soltando-se dos braços dele para que pudesse se virar e beijá-lo na boca como tinha feito, rápido, quente e carregado de paixão. Joe sorriu para ela e Demi o beijou de novo e voltou a posição de origem exigindo que o corpo dele roçasse o dela.

   - Se nós fizéssemos amor aqui. – Disse naquele tom safado que ela tanto conhecia e Demi riu gostosamente. – Que é? Seria maravilhoso. Imagina só. – Demi o olhou sobre o ombro arqueando as sobrancelhas quando ele moveu pélvis contra o seu bumbum.

   - Está tirando casquinha da sua esposa Sr. Jonas? – Joe corou levemente, mas riu.

   - Longe de mim tal ousadia. – Demi mordeu o lábio inferior e deu uma pequena e intensa rebolada contra o membro dele o fazendo respirar fundo um tanto surpreso. – Imaginou? – Sussurrou espiando a reação dela. E foi a melhor! Joe sorriu ao ver o pequeno sorriso malicioso que Demi tinha estampado nos lábios. – Eu te pegaria por trás princesa, você só empinaria essa delícia de bunda e o resto eu faria bem devagar e com muito prazer. – A respiração quente batendo contra a sua pele já aquecia, a voz rouca e sussurrada contra o seu ouvido a deixou em êxtase. Demi deixou um gemido escapar, respirou fundo e tombou a cabeça para trás a apoiando no peito de Joe enquanto respirava fundo imaginando cada mínimo detalhe.

   - Você é um safado. – Disse minutos mais tarde quando o coração já estava mais calmo e o canto dos pássaros os levava a outra dimensão.

   - Hum? Eu sei que você gosta. – Disse brincando e ela riu correndo os dedos na madeira bem envernizada do parapeito da proteção. – Vem, nós temos que desligar o forno. O bolo já deve estar pronto. – Era tão fascinante sentir borboletas no estômago, as pernas bambas e o coração disparar apenas com um olhar e um toque. As bochechas de Demi estavam levemente coradas enquanto ele a puxava gentilmente com os dedos envolvidos aos dela. Ao olhá-lo tão bonito e másculo, Demi se lembrou de quando o viu pela primeira vez. Tinha sido pelo um show dos Jonas Brothers transmitido pela TV a cabo. A princípio achara tão fofo os cachos de Nick, gostara dos olhos de Kevin e achara Joe um tanto simpático e engraçado. Anos mais tarde tivera a oportunidade de conhecer cada um dos garotos, firmara uma amizade forte e acabara se apaixonando por Joe. Ah velhos tempos! O engraçado era que ela ainda podia sentir o mesmo depois de anos e anos ao lado dele.

   - They come and go.. but they don't know.. that you are my.. beautiful. – Cantarolou baixinho ainda perdida em lembranças. Demi ainda podia se lembrar de estar ao lado de Selena esperando ansiosamente que o vídeo de Please Be Mine carregasse, estavam sentadas na cama de seu quarto e Sel tinha o notebook no colo e estava tão ansiosa quanto ela. - I try to come.. closer with you.. but they all say.. we won't make it through. – Demi sorriu sozinha ao se lembrar de quando o vídeo carregou e ela e Selena surtaram assistindo aos meninos cantarem um acústico simples.

   - Ei! – Joe a olhou e sorriu. – Eu conheço essa música. – Demi viu-se com as bochechas coradas quando notou que fora descoberta por ele. - But I'll be there forever, you will see that it's better, all our hopes and our dreams.. Will come true, will not disappoint you, I will be right there for you; 'Till the end, the end of time.. Please be mine. – O sorriso dela o deixou sem estruturas, Joe cantarolara timidamente cada pedacinho da música sentindo o coração disparar. Ele não fazia aquilo há anos! Não sabia mais o que era sentar-se numa rodinha junto com os irmãos e tocar e cantar as músicas que fizeram juntos.

   - Amor! – Demi o abraçou complementou orgulhosa. Nos primeiros anos assim que a banda acabou ela insistia tanto para que eles voltassem, porém a ideia sempre acabava com um dos irmãos Jonas chateado por um bom tempo.. Até que eles entraram em um senso comum e decidiram que poderiam tocar e cantar apenas para eles mesmos quando a saudade falasse mais alto, ou quando uma das esposas os ameaçasse, o que acontecia sempre com Joe já que Demi insistia que ele ensinasse Daniel e Elizabeth tocar violão e cantar, porém depois que as crianças aprenderam nunca mais Joe tocara ou cantara.

   - Acho que o bolo está queimando. – Murmurou desviando o olhar esperançoso dela.

   - Joe! – Demi o chamou quando ele deu as costas e pôs-se a caminhar em direção a cozinha. – Joseph! – Chamou já chateada.

   - O que foi querida? – Perguntou. O olhar dele, um tanto triste, fez com que Demi apenas assentisse entendendo que ele não queria conversar sobre aquilo.

   - Tudo bem. – Disse e ele assentiu. O silêncio firmou-se entre eles por tantos minutos, Joe apenas perguntava o que ele podia preparar para que pudessem levar para o piquenique e Demi respondia que sim enquanto checava de cinco e cinco minutos se o mousse já estava consistente o suficiente para que ela pudesse se banquetear de uma bela porção da sobremesa, claro que ela aproveitara para espiar o que Joe estava fazendo e sempre o encontrava tão distante enquanto cortava as fatias de pão para as torradas ou quando ele preparava os mistos. Ah! O que ela faria em relação a aquela questão? O clima antes descontraído e apaixonado não estava pesado, mas havia receio de ambas as partes, porém quando caminharam para o closet com fins de trocar de roupa acabaram trocando olhares amorosos e tímidos, e vez ou outra até pequenos sorrisos enquanto se despiam.

   - Essa mala é sua? – Perguntou ele fitando a mala de tamanho médio cor de rosa com alguns adesivos de flores. Ora, ele não se lembrava daquela mala.

   - Hum. – Murmurou aproximando-se vestida apenas com o sutiã e a calcinha. – Essa mala é de Elizabeth. – Disse desconfiada. Sim, aquela era a mala que Lizzie a perturbara por uma semana inteirinha para que ela comprasse.

   - O que ela está fazendo aqui? – Franziu o cenho e Demi revirou os olhos agachando-se perto da mala.

   - O que você acha? – Disse assim que abriu a mala e encontrou todos os moletons que tinham sumido do seu closet. – Estão todos aqui! – Disse boquiaberta jogando as peças dobradas no tampo da mala. Eles tinham discutido por causa daquelas roupas!

   - Ops! – Joe sorriu completamente sem graça desviando os olhos de Demi para fitar a calcinha fio dental de cor rosa quase branco com um pompom rosa claro na parte de trás. Ele poderia ter um infarto só de imaginar aquela calcinha minúscula enterrada na parte de trás e o pompom.. Ai meu Deus!

   - O que foi? – Perguntou confusa ainda o olhando.

   - Isso. – Curvando-se, ele pegou a calcinha na ponta do dedo e o rosto de Demi queimou de vergonha.

   - O que? Ai.. – Disse sabendo que já deveria estar mais vermelha que um pimentão. – O que é isso? – Olhara para a mala e conforme tirara os moletons os jogando sobre o tampo, aquelas coisas.. surgiam. Diabos! Naquele momento Demi gostaria de sumir da face da terra! Os seus vibradores estavam lá junto a aquelas outras.. coisas.. que ela não tinha coragem de comprar. Calcinha comestível? Um chicote de couro? Cinta liga? Meia sete oitavos? Camisinha de hortelã? Corpete? Plug an...? – Ai meu Deus! – Murmurou puxando os moletons para dentro da mala o mais rápido que podia. Uma coisa era estar numa sex shop sozinha observando os produtos eróticos.. outra completamente diferente era tê-los dentro da mala cor de rosa da sua filha e encontrá-los junto com o seu marido. Ah diabos! Agora sim ela mataria Elizabeth! Mataria! Como a menina sabia da existência daquelas coisas? – Elizabeth.. – Murmurou cerrando os olhos.

   - Ao menos não fomos roubados. – Disse Joe sorrindo sem graça colocando a calcinha sobre os moletons.

   - É, não fomos. – Disse o olhando feio enquanto fechava a mala de qualquer jeito não se importando se os moletons saiam ou não para fora da mala.

   - Quer uma mãozinha? – Agora ele estava falando com ela? Demi apenas murmurou um não e empurrou a mala para um canto qualquer.

   - Já sabe o que vamos usar como toalha? – Perguntou Demi. Ela já estava vestida com suas calças jeans de cor escura, camisa xadrez vermelha e resolvera calçar os tênis all star que levara consigo já que eles sempre davam ao look um ar jovial. Joe não estava muito diferente dela, calçava tênis all star, vestia calças jeans e uma camisa simples sem manga de cor branca que ficara perfeita em seu corpo.

   - Eu peguei a sua manta. – Disse forçando um sorriso enquanto saiam pela porta dos fundos da cozinha.

   - Joe! Você pegou a minha mantinha? – Perguntou arregalando os olhos. – Ah não! Eu não acredito. – Joe riu ao vê-la emburrada.

   - Eu posso lavá-la depois. – Ela revirou os olhos e ele entendeu aquilo como um sim. – Segure, por favor, preciso trancar a porta. – Tinham improvisado uma cesta com uma vasilha de plástico que tinha uma alça e Joe levava a sua mochila com o computador, blusa de frio e alguns dos alimentos que não couberam na cesta improvisada.

   - Para onde nós vamos? – Perguntou descendo a escadinha do deck que dava para um caminho de pedras em meio a grama bem cortada. Demi desceu o terceiro degrau e assim que avistou duas bicicletas encostadas na lateral da cabana olhou diretamente para Joe. – Joseph! – Chamou toda entusiasmada o fazendo arquear as sobrancelhas.

   - O que foi Dem? – Perguntou calmo e ela mostrou língua para ele.

   - Nós podemos ir de bicicleta? – Joe franziu o cenho e Demi tão ansiosa quanto uma criança maneou a cabeça em direção as bicicletas já que suas mãos estavam ocupadas.

   - Demi, nós não sabemos de quem elas são. – Disse para a frustração dela.

   - Mas Joe, nós só vamos usá-las por algumas horas. – Disse batendo o pé. – E esse negócio está pesado! – Joe respirou fundo quando ela entregou a cesta em suas mãos e caminhou ansiosamente em direção as bicicletas.

   - Demetria. – Repreendeu-a, mas Demi era como uma criança teimosa que quanto mais não ouvia, mais aprontava. – É melhor caminharmos para a sua segurança. – Ora, ela já estava sobre as duas rodas da bicicleta tamanho padrão.

   - Foda-se. – Ah não! Ela definitivamente não tinha jeito. Cedendo, Joe repousou a cesta no degrau da escada do deck e caminhou até Demi que zanzava de um lado para o outro. 

   – Quieta Demetria. – Disse sério. – Se você se machucar eu juro que ainda vou dar uns bons tapas no seu traseiro. – Ignorando o palavrão que ela dissera, Joe agachou-se e examinou a bicicleta procurando algo que poderia causar um acidente com a sua menina.

   - Você é tão chato. – Disse fingindo-se entediada e ele a olhou feio.

   - Estou preocupado com a sua segurança e a do nosso bebê. – Disse a contra gosto caminhando para perto da outra bicicleta encostada na parede para examiná-la.

   - Tudo bem, eu só quero pedalar um pouco. – Ele não respondeu nada. Ah! A culpa era dela por ser tão malcriada e insistente. O clima estava estranho desde que ela acabara cantando um trecho de Please be mine.

Pensando nas palavras dele, Demi redobrou o cuidado e pedalou tranquilamente pensando na segurança do seu pequenino e indefeso bebê que ela protegia. Mas não parecia ter perigo no caminho de pedras da cabana. Ela pedalava e assistia a paisagem a sua volta. O ar puro que respirara beijara o seu rosto e bagunçava os seus cabelos, Demi observou Joe ultrapassá-la, mas nada fez além de segui-lo atentamente tomando todo o cuidado do mundo para que não se machucasse.

   - Ei. – Joe acenou brevemente para ela assim que diminuíra a velocidade e ficara ao lado de Demi.

   - Oi. – Disse desviando os olhos da rua de pedras. Era realmente tudo mágico ali. Os postes estilo europeu, alguns bancos do mesmo estilo e o melhor de tudo foi quando ela olhou para trás e já viu a cabana longe e o escuro a assustou a inicio, mas eram apenas arvores altas em ambos os lados da rua que se juntaram nos galhos e nas folhagens formando um teto de folhas que era impressionante. – É lindo. – Disse maravilhada e Joe assentiu se sentindo tão livre naquela imensidão de natureza.

   - Sim, muito lindo. – Disse esboçando um sorriso para ela e Demi o retribuiu. Tudo bem, o clima estava estranho por causa do pequeno atrito que tiveram.. Demi aproximou-se mais dele no espaço suficiente e velocidade segura para que eles pudessem conversar.

   - Eu não queria forçar a barra, desculpa. – Disse o olhando nos olhos.

   - Está tudo bem, eu não queria ter sido grosso. – Disse com sentido na estrada e na mulher ao seu lado. – E sobre a banda, ainda é confuso. – Joe diminuiu a velocidade até que pudesse parar e andar com as suas próprias pernas e Demi fez o mesmo.

   - Você não tem vontade de voltar a cantar? – Arriscou-se a perguntar agora guiando a bicicleta.

   - Demi.. – O que ele não faria por aquele olhar pidão? – Tudo bem, eu queria muito voltar a cantar. – Sim, valia a pena vê-la sorrir e o melhor era saber que ela sorria e a culpa era sua.

   - Amor! Isso é ótimo, nós podemos organizar tudo e você pode voltar a cantar. – Disse já animada imaginando tudo que poderia fazer por Joe, até o estilo do show ela já pensara.

   - Não funciona assim bebê. – Joe olhou para o horizonte e encontrou o lugar perfeito para que eles pudessem montar um belo piquenique naquela tarde de sol, céu limpo e brisa leve. – Já se passaram quinze anos desde que a banda acabou. – Murmurou e ela surpreendeu-se com o que ele quis dizer. – Eu não tenho mais vinte anos, nem tenho tempo para cruzar todo esse planeta fazendo show. Tenho a minha família para cuidar, carreira de uma baixinha, a NYT e a gravadora. – O tempo dele estava todo comprometido, era frustrante, mas Demi tinha certeza que eles poderiam organizar melhor o tempo e conseguiram um espaço onde Joe poderia fazer os seus pequenos shows. – Ali. – Disse apontando para a enorme árvore a alguns metros deles. Estavam cercados pelo campo de flores, algumas árvores e o som familiar soava longe.. – Fora que não posso voltar para a banda sozinho. – Era naquele ponto onde tudo virara uma bagunça, Joe não se entendia com Nick, ao menos no quesito música já que ambos tinham um gosto musical completamente diferente.

   - E a sua carreira solo? – Perguntou curiosa.

   - Não tenho tempo para uma carreira solo Dem. Exige demais, e agora você e os nossos bebês são a minha única prioridade. – Era bom saber que ele estava colocando a família em primeiro plano, mas Demi não queria que Joe fosse infeliz com a sua vontade reprimida.

   - E você? – Perguntou assim que ele encostou a bicicleta na árvore e quase deixou a cesta cair.

   - Eu? – Perguntou de cenho franzido repousando a cesta no gramado e encostando a bicicleta dela perto da sua.

   - Sim amor, você. – Demi curvou-se e o ajudou a forrar a manta na grama. – Eu amo tudo que tenho, e quero que você ame tudo que tem. A música é uma parte de você Joe, não dá para ignorar isso. – Joe sentou-se sobre a manta e ajeitou a mochila para ajudá-lo a recostar, puxou a cesta improvisada para o espaço que ficara mais vazio e Demi ele a abraçou pelas pernas a puxando para ele.

   - Eu amo tudo que tenho. – Disse descansando a mão sobre a barriga dela. – E de certa forma eu não exclui a música da minha vida, eu só não canto. Estou sempre na gravadora quando posso. – Um tanto atrapalhada, Demi deitou-se ficando entre as pernas dele usando o peito largo como travesseiro.

   - Sim, mas você não está vivendo a música, você apenas produz, são coisas completamente diferentes. Você não quer cantar para uma multidão de pessoas? – Perguntou intrigada com a maneira que Joe manipulava os dedos na barriga dela. Ele movia o dedo indicador e o maior de todos da mão direita na ponta dos dedos e fazia o mesmo com aqueles dois dedos da mão esquerda como se eles fossem bonecos.

   - Às vezes sim, às vezes não. – Disse beijando o topo da cabeça dela.  – Atualmente eu gosto de produzir e até mesmo cantar e tocar, mas não são coisas que eu quero fazer como trabalho, sabe? Ter que viajar milhares de vezes numa semana, não ter tempo para nada.. O meu trabalho é cansativo, mas no fim do dia eu sempre estou em casa. É gratificante encontrar as pessoas que eu mais amo me esperando para jantar, mimar os meus filhos e na madrugada fazer amor com a minha mulher. – Demi olhou para cima e assim que encontrou os olhos dele, ela fez um biquinho pedindo por um beijo.

   - Você sabe que sempre terá o meu apoio, certo? – Disse levando as mãos para o rosto dele.

   - Você também. – Demi riu sentindo as mordidas dele em sua bochecha. Era tão bom estar ali cercada pela beleza exuberante da natureza nos braços daquele homem maravilhoso. – Eu sou muito feliz Demi, você e as crianças são tudo para mim. Só quero chegar em casa e conversar com os meus filhos, mimá-los e depois encontrar a minha mulher na cama completamente nua a minha espera. – Demi sorriu fitando o céu azul. Jamais se perdoaria se Joe não fosse feliz. A felicidade dele era a sua felicidade.

   - Você não tem noção de como é tarado. – Disse revirando os olhos fazendo Joe gargalhar.

   - O que eu fiz? – Perguntou ainda rindo. – Vai falar que não queria me encontrar nu na cama a sua espera, fazer amor à noite toda, dormir de conchinha e fazer amor assim que acordar? – Demi arqueou as sobrancelhas como ele em pura ironia.

   - Nós dois sabemos que não é possível controlar o seu fogo Sr. Jonas. – Joe fitou os olhos dela e esboçou um sorriso malicioso.

   - Nada disso! Quem foi que me agarrou ontem à noite no deck? – Demi cerrou os olhos e mostrou língua para ele.

   - Quem me agarrava quando eu era apenas uma inocente e tímida menina? – A gargalhada dele a fez revirar os olhos e Demi o acertou na perna com um tapa.

   - Não me lembro de nenhuma menina inocente e tímida, só de uma terrível e danada menina que me levava para o quarto me amarrava na cama e me obrigava a transar com ela a noite todinha. – Demi levantou-se num pulo e o olhou feio.

   - Quem me levava para o apartamento abandonado dos pais e me assediava? – Joe riu da careta dela. A verdade era: Eles sempre estavam loucos para ficar juntos.

   - Ai amor.. Vai amor, isso Joe.. Amor.. Am.. – Demi o esbofeteou mesmo que estivesse completamente corada de vergonha. Onde já se viu ele imitar os seus gemidos?! – Ai Demi! – Disse rindo conforme ela o esbofeteava, e como Joe não era bobo, ele aproveitou-se da posição que ela estava para passar para cima dela. – Opa. – Arqueou as sobrancelhas sustentando o peso do corpo com as mãos.

   - Você é um bobo! – Disse emburrada. Ah! Ela ficava tão fofa! Joe a beijou na bochecha a mimando. Era por isso que ele adorava pirraçá-la, Demi ficava toda vermelhinha ora de vergonha ora de raiva. Olhando-a atentamente, ele esboçou um sorriso quando o coração bateu mais forte. Ela estava ali com ele. Tão linda. As bochechas coradas, o brilho inigualável nos olhos, a forma como ela sorria e implicava com ele, o jeito que ela tinha envolvido a sua cintura com as pernas e com cada fibra do seu ser implorou para tê-lo, ela deu o que tinha de melhor para receber o melhor.  Percebendo que Joe a olhava intensamente, Demi acariciou o rosto dele com a mão esquerda e esperou que ele dissesse alguma coisa. Ele estava tão sério e perdido em pensamentos sem deixar de fitá-la. Demi ficou intrigada quando ele franziu o cenho e os olhos arregalaram-se. Era como se ele estivesse sentindo dor.. Mal sabia ela que Joe revivia a agonia que passara por um mês exato. Em sua mente vinha o flash de encontrá-la inerte numa cama de hospital ainda viva por ajuda de várias máquinas. O rosto pálido, os cabelos sem vida, a respiração fraca.. Demi o abraçou quando ele a abraçou com força como se quisesse protegê-la do mundo.

   - Obrigado.. – Sussurrou. – Obrigado por não ter me deixado. – Vê-la saudável enchia o seu coração de orgulho e a sua mente de alivio. Fora inevitável não compará-la a aquela Demi em coma. O alivio era tão grande por saber que ela estava viva.

   - Eu jamais vou te deixar Joseph. – Nunca quebraria aquela promessa. Disse olhando nos olhos dele passando toda a segurança que sabia que Joe precisava, ele parecia tão traumatizado. – Tudo bem meu amor? – Depositara um beijo nos lábios dele selando a promessa.

   - Tudo. – Demi riu do jeito de menino dele e o abraçou com força.

   - Vamos comer? – Minutos depois estavam sentados de pernas cruzadas um em frente ao outro. – Deus! Joe! O seu bolo está uma delícia! – Quase antigira o ápice deliciando-se da bela fatia de bolo de banana. Estava simplesmente fantástico! A massa macia e doce com as rodelas de banana.

   - Obrigado. – Sorriu tímido provando o mousse que ela tinha preparado.

   - O que foi? – Perguntou desconfiada limpando os lábios com o guardanapo. Joe estava tão tímido e quieto. Era de suspeitar já que quando ele não estava a pirraçando, estava tentando beijá-la ou algo do tipo.

   - Acho que eu estou muito sensível.  – Demi riu da careta dele. – Sério, eu acho que vou chorar a qualquer momento. – Ah sim! Ela jogou-se nos braços dele sem aviso prévio.

   - Você pode chorar quando quiser. – Disse o abraçando sem jeito. – Sabe amor, você não precisa ser forte o tempo todo. Chorar não quer dizer que você deixou de ser homem ou qualquer uma dessas bobeiras que nós sempre ouvimos. – Demi sorriu de orelha a orelha quando ele a olhou com aqueles lindos olhos que ficavam incríveis naquele ambiente natural. – Você é um ser humano como qualquer outro. Você não pode e nem deve mover o mundo sozinho Joe, nós precisamos aprender a compartilhar tudo que temos isso inclui nossos problemas, nossas inseguranças.. Não quero que você, sozinho, segure as pontas. Eu sou a sua esposa, a sua parceira e eu sempre vou te ajudar no que você precisar. – Joe pediu por um selinho, mas quando Demi pressionou os lábios aos dele o simples beijo transformou-se num beijo apaixonado e intenso que despertou o calor em seu ventre e o desejo pulsante em seu intimo. – Joe.. – Chamá-lo era para ser uma repreensão e acabou soando como um gemido. Ele a pegara nos braços e com todo carinho e cuidado a deitou sobre a manta e deitou-se sobre ela; entre as pernas dela apertando-a em todos os lugares que conseguia e a beijando na boca.

   - Eu.. Ah Dem! – Gemeu nos lábios dela. – Eu te amo princesa. – O simples ato dela de espalmar o seu peito sobre a camisa e corresponder ao beijo dele de forma provocante o excitava, e como excitava. Trocaram beijos e amassos por bons minutos até que a realidade os chamou de volta, e bem, precisavam de ar. – Uau. – Disse ofegante e rindo deitando-se ao lado dela.

   - Uau. – Demi enlaçou os dedos aos dele enquanto fitava o céu azul sorrindo de orelha a orelha. Ela nunca se cansaria de beijá-lo, de deixar que a mão boba dele corresse por todo o seu corpo enquanto se beijavam ferozmente.

   - Obrigado. – No mesmo instante que ele pôs-se deitado de lado, Demi também o fez. – Nós podemos fazer isso. – Disse levando a mão ao rosto dela.

   - Podemos. – Afirmou num sussurro sentindo o toque dos dedos dele em seus lábios. - Eu quero ajudar. – Disse depois das caricias que trocaram.

   - Ajudar? – Ele perguntou aproximando-se um pouco mais.

   - Sim amor, ajudar dentro de casa. – Agora foi a vez dela tocar os lábios dele com as pontas dos dedos e logo deslizá-las para a extensão da barba. – Ajudar com as contas, com a escola das crianças. Você sempre fez tudo sozinho. – Comentou e ele assentiu tentando encontrar um meio para que pudessem dividir por igual às despesas. Tudo que ele estava fazendo era ouvir Demi e entendê-la, e até agora tudo estava dando certo.

   - Tudo bem meu anjo, nós podemos fazer tudo que você quiser. – Disse arrancando um sorriso incrível dela. – Eu posso cuidar da escola das crianças, levá-las e buscá-las, pagar as mensalidades.. E você pode comprar os materiais dos trabalhos escolares, ajudar com uma atividade. – Demi assentiu prontamente gostando daquela ideia, e foi naquela conversa que ela se lembrou de um assunto que queria tratar com ele.

   - Amor. – Chamou pondo a perna direita entre as dele. E assim que o olhou retribuiu o sorriso sedutor que Joe tinha nos lábios. – Jenny.. Ela vai perder a bolsa, não é justo. – Disse preocupada. – Eu me sinto tão culpada.. Não quero que ela seja prejudicada na escola. – Joe assentiu respirando fundo.

   - Demi, eu entendo. – Disse sério. – Mas eu não quero que você se sinta culpada. – Mesmo depois de tantas sessões com Marissa a culpa ainda era um sentimento presente dentro de si, de certa forma ela não conseguia curar aquela ferida por completo, era como se faltasse apenas um pequeno detalhe.. E talvez aquele detalhe estivesse em seu relacionamento com Joe. – Não faça isso com você de novo. Não é justo. Todos nós erramos e acertamos, faz parte da vida. A culpa só alimenta sentimentos ruins e prejudiciais a você mesma, é como se autodestruir. Tudo bem que nós nos sentimos culpados, apenas não deixe isso crescer dentro de você. Ok? Tente consertar as coisas. – Joe acariciou o queixo dela e aproximou-se para beijá-lo e logo beijar os lábios dela. – Nada de culpa e medo, vamos trabalhar juntos para superarmos as nossas dificuldades. – Demi o beijou de volta. Ela estava tão feliz e se sentia ainda mais segura.

   - Nós podemos ajudar Jenny? – Perguntou ansiosa.

   - Claro que podemos. – Ele riu recebendo os tantos beijinhos que ela distribuía por seu rosto. – Ei! – Disse ainda rindo. – Calma gatinha. – Disse a aquietando com um beijo. – Nós podemos ajudar, mas aposto que Alex não aceitará a ajuda. – Ele tinha razão, Alex não aceitaria. Demi revirou os olhos e mostrou língua. Como ela poderia ajudar Jenny? A Sra. Truscott não facilitaria as coisas, pois se a mulher o fizesse, eles poderiam pagar a escola da menina as escondidas e Alex pensaria que a filha ainda era bolsista.

   - Por que ela tem que ser tão chata? – Ronronou irritada.

   - Alex ou Truscott? – Perguntou rindo da carranca dela.

   - As duas! Isso é falta de um bom sexo! – Joe gargalhou e Demi, mesmo irritada o acompanhou. – Sério, elas são tão irritadas e insensíveis. – Joe riu mais uma vez. E não é que ela tinha razão? As mulheres eram complicadas demais, principalmente a Sra. Truscott que mais parecia um general ditando ordens por aquela escola.

   - Depois eu quem sou tarado. – Disse rindo. – Amor, sério. Alex não vai aceitar a nossa ajuda e Truscott não facilitará as coisas. – Demi concordou com um murmuro insatisfeito. Infelizmente era verdade, a situação de Jenny era complicada. – Demi, está na hora de você se resolver com ela. – Demi arregalou os olhos ao olhá-lo.

   - Mas.. – Começou a dizer, mas como não tinha um bom argumento preferiu ficar calada.

   - Nós, homens, quando realmente gostamos de uma mulher, nós lutamos por ela com toda a nossa força e determinação. Daniel lutou por Jenny, ele está tão apaixonado. Toda vez que nós conversamos ele diz algo a respeito da menina, ele sempre está ansioso para encontrá-la. Ele a ama e quer um futuro ao lado dela. – Joe a olhou nos olhos e Demi assentiu já entendendo onde ele queria chegar. – Como Daniel e Jenny vão formar uma família feliz? O amor é uma das essências de um relacionamento assim como o respeito, a cumplicidade, a boa convivência entre as famílias também influência.. Você é importante na vida de Daniel e Alex é importante da vida de Jenny, como esse relacionamento vai funcionar se você e Alex só faltam se matar com um olhar? – Demi revirou os olhos tantas vezes não gostando da ideia de Alex estar presente na vida do seu filho, mas ela era mãe. Queria a felicidade de Daniel.

   - Eu não sei como.. como posso consertar as coisas. – Disse. Ela não fazia ideia de como manter um diálogo com Alex sem que neste estivesse incluído vários palavrões e muitas ofensas.

   - Daniel precisa de você. – Ela encontraria uma maneira de consertar as coisas. Aliás, por Daniel ela lutaria contra todo o mundo.

Continua.. Obrigada pelos comentários! Espero que estejam gostando da fic, beijos meninas :) 

11.4.15

Capítulo 56

A noite tinha sido incrível. Foram tantas confissões misturadas aos gemidos. Os olhares apaixonados, a forma como diziam que se amavam ao mesmo tempo em que se moviam juntos com cada fibra do corpo ansiando pelo que estava por vim. Adormeceram vencidos pelo cansaço quando o sol já estava nascendo na linha do horizonte, estavam suados, moles e naquela altura do campeonato não se lembravam nem do próprio nome; então Joe tinha ficado de joelhos na beirada da cama completamente nu e orou agradecendo a Deus pela vida de Demi e da sua família, depois deitou-se e a abraçou de lado quando ela já cochilava nua e cansada, cobriu-os e adormeceu tão feliz à medida que o sono o levava. Sim, ele estava radiante! Demi tinha o flagrado com o sorriso de menino nos lábios por tantas vezes. Não era para menos, eles tinham se resolvido! Não havia mais mágoas e ressentimentos, eram apenas eles; Joe e Demi se amando como tinha sido durante toda a vida.

O sono nunca tinha sido tão bem vindo como fora. Joe estivera ansioso para descansar para recuperar as energias e com Demi não tinha sido diferente. E ele estava em seu sonho a enchendo de carinhos e mimos. Fazer amor à noite toda tinha sido como dar mais vida ao amor que os uniam, tinha sido tão bom que nem no sonho Joe deixou de consumá-lo. Mas depois ele estava dormindo como uma pedra que chegara a suspirar de vez em quando e abraçava Demi de lado protegendo ela e o bebê.

A manhã já estava indo embora quando ele despertou. Oh Deus! Joe teria que o agradecer de joelhos mais uma vez. Ele se sentia relaxado e feliz, tão feliz que o coração o assustou com as batidas rápidas e fortes quando ele se moveu roçando o corpo de Demi com o seu. Ai meu Deus! Ela estava tão linda dormindo tranquilamente que chegara suspirar. Demi abraçava o travesseiro e tinha os lábios encostados na mão. O corpo bonito e bem desenhado enroscado à coberta tão branca quanto à neve. Os cabelos lisos, longos e negros tinham algumas mechas espalhadas graciosamente onde ele estava deitado, algumas nas costas e outras caiam pelo ombro e roçavam os seios expostos.

   - Oh minha princesa. – Ronronou com a voz rouca. Os dedos dele afastaram as mechas das costas as jogando para o lado e os lábios foram pressionados na pele macia e clara até que estivessem roçando o ombro. – Acorda. – Sussurrou no ouvido dela quando afastou as mechas que caiam pelos ombros. – Demi, acorda. – Disse carinhosamente beijando a tatuagem de pena que ela tinha atrás da orelha esquerda. Pelo visto estava dando certo, Demi havia ronronado alguma coisa, mas agarrou-se mais ao travesseiro. – Preguicinha, acorda. – A barba seria a sua arma perfeita. Joe roçou a bochecha no maxilar dela e desceu a arranhando onde podia, até um beijo depositara no seio nu.

   - Vai dormir. – Disse a contra gosto e ele riu a abraçando por trás repousando o queixo cheio de pelinhos que pinicavam no ombro dela. – Joseph! Para com isso. – Disse manhosa tentando sair do abraço dele sem sucesso algum. – E tira o seu pau da minha bunda. – Ele riu mesmo envergonhado. Nem notara que já estava excitado.

   - Bom dia para você também cacto do dia. – Seria a última tentativa. Ele distribuiu beijinhos carinhosos do ombro à bochecha e sussurrou que a amava fazendo Demi sorrir sonolenta. - Tudo bem, você pode dormir em paz. – Ele não tinha visto o sorriso dela e quando estava se afastando Demi o olhou com aqueles lindos olhos castanhos e sorriu novamente.

   - Bom dia bebê. – Trocaram aquele olhar confidente apaixonado e Demi deu um selinho demorado nos lábios dele. – Como foi sua noite? – Perguntou conforme voltava à posição de origem.

   - Maravilhosa. – Joe a abraçou de conchinha todo manhoso. Ele não a deixaria tão cedo. – E a sua? – Perguntou aspirando ao cheio de frutas dos cabelos dela.

   - Maravilhosa. – Demi sorriu quando sentiu os pés dele roçarem os seus. – Eu quero ficar assim com você para sempre. - O beijinho em sua bochecha a deixou corada e tudo que Demi fez foi espiá-lo sobre o ombro e rir ao vê-lo arquear as sobrancelhas. - O que foi? - Perguntou tentando se virar para ficar de frente a ele, mas Joe a prendeu nos braços.

   - Quero ficar de conchinha. - Disse a beijando no ombro. - Fazer amor de conchinha. - Demi mordeu o lábio inferior para conter um sorriso e logo tentara folgar o abraço dele em seu corpo com sucesso.

   - Conchinha amor? - Os olhos estavam fechados e ele ronronava manhoso conforme os beijinhos eram espalhados por seu rosto e peito. - Amor! - Gritou rindo quando ele a surpreendeu com um abraço e com muitos beijos no pescoço fazendo cócegas.

   - Conchinha Dem. - Demi o olhou sustentando um sorriso cheio de segundas intenções conforme ele empurrava a perna esquerda dela com a dele a deixando um pouco abaixo na altura dos seios. - Desconfortável? - Perguntou em meio aos beijos que distribuía no maxilar dela enquanto os seus braços trabalhavam em envolvê-la de modo que Demi deitasse a cabeça em seus músculos do braço direito e que o seu braço esquerdo ficasse livre para acariciá-la.

   - Estou bem. - Gemeu quando ele dedilhou o intimo por trás o estimulando. Os gemidos roucos só aumentavam e ela movia o quadril na direção da mão dele pedindo por mais amando aquele toque.

Tão excitado quanto Demi, Joe fechou os olhos e conteve um gemido encostando os lábios no ombro dela, roçou-lhe a entrada do sexo com o seu já pulsante sondando-a. Sentira os lábios dele mordiscando a sua pele macia, a mão ora acariciando os seios e os mamilos entre os dedos, os pés roçando o seu brincando com os seus dedos; e finalmente a cabeça do membro roçando a entrada e saindo depois que ele gemia louco para estar acolhido. Era a tortura mais gostosa que Demi já sentira. Joe fazia com que os seus sentidos ficassem tão atiçados a qualquer toque que ela pensara que iria enlouquecer de tesão. 

   - Ei bebê..– As unhas cravaram-se na coxa máscula e os lábios aos músculos.-  eu amo vo..cê. – Ele mal conseguia dizer uma palavra sem que o gemido se misturasse a elas. Finalmente estava enterrado nela custando a entrar e sair, Joe lutava contra si mesmo para continuar naquele ritmo vagaroso. Abraçara Demi com mais força sentindo-se cada vez mais excitado. O roçar da pele macia dela em seu peito, o jeito que ela rebolava o bumbum o deixando louco, o entrar e sair das paredes quentes que o apertava a cada vez mais. Joe sentiu-se tonto e tão cansado, agarrou-a mais contra o corpo e investiu com mais força fazendo Demi gemer alto e morde-lhe o braço ao mesmo tempo em que rebolava e cravava as unhas no bumbum dele. – Dem.. aperta. – Gemeu sentindo o suor escorrer pelo rosto quando ela literalmente o apertou em todos os sentidos. Colou-se mais ao corpo dele extasiada, até o peito dele roçando em suas costas a deixava louca.

    - Ai meu Deus! – Demi franziu o cenho cravando ainda mais as unhas no bumbum dele à medida que o ritmo vagaroso e firme era substituído por estocada rápidas que a preenchia por completo. – Joe.. – Gemeu arrastado quando sentiu a mão dele apertando-a no bumbum e logo um tapa seguido por outro exatamente ali. Com resto de forças que ainda tinha, Demi deu um tapa no bumbum dele e Joe a agarrou ainda mais entrando e saindo cada vez mais rápido.

   - Goza comigo Dem. – As palavras roucas dele sussurradas em seu ouvido e os dedos chicoteando o clitóris foi o gás para que ela se libertasse com um grunhido que revirou toda a sua mente em meio à explosão avassaladora logo seguida pela dele lhe atingindo em jatos quentes. Tão aquecida, envolvida e excitada ainda sentido o membro dele entrar e sair, Demi arregalou os olhos quando aquelas sensações tomaram conta de si novamente e de repente ela só via estrelas e gritava o nome dele tomada pelo segundo orgasmo.

   - Anjo? – Sussurrou mal tendo forças para abrir os olhos. Tudo que Joe tinha feito tinha sido deitar-se ao lado dela e respirar tão fundo tentando puxar o máximo de ar que conseguira. O que tinha sido aquilo? Ele sentia os ossos semelhantes a gelatina, a sensação ainda do orgasmo correndo por suas veias, o coração tão disparado. Queria tanto puxá-la para o peito, mas como o faria se mal tinha forças para mover um dedo? Já Demi, cansada, suada e completamente satisfeita estava tonta e até o roçar da perna de Joe na sua a fazia tremer sentindo o leve roçar eletrocutar aquela região. Ah! Como ela estava satisfeita, tinha sido tão bom sentir o calor do corpo dele envolver o seu, os braços fortes a cercando e a apertando contra o peito que lhe pinicava as costas. Os beijos dele em seu ombro e a barba roçando o seu maxilar fazendo a sua pele eriçar. E o seu intimo! Deus! Se ela movesse a perna correria o risco de gemer ainda com a sensação dos orgasmos avassaladora percorrer todo o seu intimo. – Demi? – Chamou depois de minutos e minutos juntando energia para sibilar o nome dela.

   - An? – Choramingou afundando o rosto no travesseiro. Demi estava tão cansada que começara a considerar a ideia de cochilar.

   - Você está bem? – Perguntou arrastando-se para pudesse abraçá-la por trás.

   - Não toca nela! – Ronronou juntando as pernas e ele gargalhou deitando-se ao lado dela a puxando para o peito.

   - Ei, você está bem? – Tornou a perguntar levando as mechas de cabelo para atrás da orelha longe de roçar a altura dos olhos dela.

   - Está. – O suspiro longo e a forma que ela tinha se aninhado ao peito dele era a prova viva que Demi estava a um passo de dormir como sempre acontecia quando eles faziam amor. – Estou. – Corrigiu-se já fechando os olhos.

   - Não dorme gatinha. – Pediu fazendo carinho nas costas dela. – Vai me deixar sozinho? – Perguntou quando ela semicerrou os olhos para olhá-lo.

   - Vou. – Murmurou e Joe riu logo procurando os lábios dela para beijá-los. – Joseph.. me deixa. – Ronronou e ele deu um leve tapa no bumbum dela para pirraçá-la.

   - Vamos, não seja manhosa bebê. – Ao menos ela esboçara um sorriso quando ele distribuiu beijinhos por todo o seu rosto. – Vamos tomar banho e comer, você não pode ficar sem se alimentar. – O tom sério que assumira a voz antes descontraída a despertou, Joe não a deixaria dormir, não antes que ela ao menos se alimentasse. Céus! Sem contar que Demi estava faminta, o estômago rugira e as bochechas coraram. Oh droga! Era o que acontecia quando passava praticamente a noite toda e o começo da manhã apenas pensando e praticando sexo. – Banho Demi, vamos. – Disse já se levantando e ela agarrou-se ao travesseiro choramingando.

   - Porra! – Joe puxou a coberta quando Demi se enrolou-se. Ah! Ela não escaparia. – Joe, não. – Ronronou enquanto ele a puxava pelas pernas. – Joseph! – Gritou emburrada.

   - Banho, comida e depois você pode dormir enquanto eu tento contato com o guia. – Droga. Estavam tão ocupados que Demi se esquecera completamente da armadilha que eles tinham se metido. Daniel e Elizabeth junto a sua palma da mão que estava coçando muito! Ah sim, ela iria dar uns bons tapas naqueles dois. – Vem meu anjo. – Se bem que.. hum.. graças ao plano maluco ela conseguira fazer amor com Joe. E tinha sido maravilhoso! O sorriso dele lhe incentivando realmente funcionou. Demi sentou-se na cama e espreguiçou-se esboçando um tímido e sonolento sorriso para ele. – Você está linda. – Elogiou quando ela segurou-lhe a mão e pôs-se de pé completamente nua a sua frente.

   - Você também. – Murmurou fazendo careta. Ora, ela deveria estar uma verdadeira bagunça de marcas rosadas em sua pele clara e deveria ter um ninho de passarinho no lugar de seus cabelos.

   - E muito preguiçosa. – Disse enlaçando os dedos aos dela a guiando para o banheiro.

   - Joseph! – Exclamou arregalando os olhos assim que adentrou o banheiro e deparou-se com o espelho. – Ai meu Deus! – Choramingou escondendo-se atrás dele.

   - O que foi? – Perguntou franzindo o cenho. Ele nem notara o espelho, na verdade notara, porém estava distraído demais fitando o bumbum dela imaginando mil e uma coisas..

   - Eu! – Joe tentou virar-se para verificar o que acontecia, mas Demi tornou a se esconder atrás dele. – Estou uma bagunça Joseph. – Choramingou guiando as mãos para os ombros dele para que pudesse se mover com mais facilidade conforme ele tentava se virar. – Você deveria esperar lá fora. – Disse e ele revirou os olhos.

   - Deixa de ser boba Demi. – Num piscar de olhos ele já tinha envolvido a cintura dela com os braços. – Você está linda. – Tornou a elogiar a obrigando caminhar para frente do espelho. – Vamos, repita comigo. – Abraçando-a por trás, Joe a olhou pelo reflexo do espelho e Demi desviou o olhar fitando qualquer outro ponto. – Ei, olhe para você. – Disse carinhosamente. – Vamos meu anjo, não tenha vergonha. – Pediu mais uma vez e algum tempo depois ela respirou fundo e concentrou-se em fitar o próprio reflexo. – Está vendo essa mulher? – Perguntou a olhando e Demi assentiu um pouco relutante. – Ela é incrível, é inteligente, engraçada e chata quando quer. – Disse arrancando-lhe um pequeno sorriso. – Ela tem curvas fantásticas, a mais linda é o sorriso que me deixa como um bobo apaixonado.  – A cada palavra o sorriso dela se alargava e o coração batia mais rápido por ele. Tudo que Joe queria que ela soubesse era que não importava o que a balança dizia ou o que o espelho refletia, ela era linda de qualquer forma e sempre teria o seu coração. – Ela é a única mulher que ajuda garotinhas inocentes a salvar os seus gatinhos fujões. Ela tem um corpo lindo de tirar o fôlego. Um bumbum bacana, pernas lindas, e aqui está o nosso pequeno protegido. – Os dois sorriram quando as mãos dele estavam sobre a barriga a acariciando. – Fala para a mamãe que ela é linda meu amor. – Demi sorriu a um passo de desabar em lágrimas. Oh hormônios! Joe também não ajudava dizendo todas aquelas coisas. – E essas maravilhas? Eu sou fã número um delas. – Disse segurando os seios.  E mesmo vermelha Demi não ousou em desviar os olhos dos dele. – Você é linda por dentro e por fora, tudo bem? – Demi assentiu sorrindo para ele pelo reflexo do espelho. Aquela era a melhor parte de estar com ele, aliás, uma delas, todos os dias ela se apaixonava mais um pouquinho por ele. – Vamos, eu quero ouvir você. – Disse a beijando no ombro.

   - Joe.. – Murmurou envergonhada e apenas de fitar os olhos dele encontrou a coragem que faltava. – Tudo bem.. – Sussurrou para si mesma respirando fundo e olhando para o seu reflexo no espelho.

   - Diga olhando para os seus olhos não para os meus. – Disse assim que os lindos olhos dela fitavam os seus.

   - Eu sou linda. – Murmurou fitando os próprios olhos. Era difícil dizer aquelas palavras, ainda mais no estado de nudez que ela se encontrava. – Eu sou linda. – Disse mais firme e mais alto.

   - Minha linda! – Virando-a, desfrutaram de um doce e rápido beijo. – Vamos, eu quero te dar banho. – Disse um tanto animado e Demi riu fitando o bumbum dele. – Droga, acho que esqueci meu barbeador. – Demi aproximou-se e o abraçou por trás enquanto Joe analisava a barba em frente ao espelho da bancada da pia.

   - Gosto da sua barba. – Disse saindo do banheiro e antes mesmo que ele pudesse questionar ela estava de volta lhe entregando as sandálias. – Tenho que te contar uma coisa. – Joe a olhou curioso enquanto a puxava para o box.

   - Ela não te machuca? – Perguntou referindo-se a barba e Demi negou à medida que a água morna da ducha tocava o seu corpo. – O que você tem para me contar? – Perguntou buscando pelo vidro do sabão líquido e a bucha para começar a banhá-la como queria.

   - Ei! – A risada de menina foi inevitável quando as mãos grandes e ágeis estavam por todo o seu corpo a limpando. Demi ria como uma menina envergonhada, corava e sempre que podia roubava um selinho. – Posso te lavar? – Perguntou com aquele sorriso sapeca enquanto ele passava condicionador na altura do ombro até as pontas de seus cabelos. Estavam se divertindo tanto juntos que Demi se esquecera de responder a pergunta dele

   - A senhorita trate de ficar quieta Demetria. – Disse dando um tapa no traseiro dela. – Por acaso tem formiga no seu bumbum? – Perguntou arqueando as sobrancelhas quando ela estreitou os olhos ao olhá-lo. – Quieta meu anjo, eu quero te lavar. – Demi mais parecia uma criança hiperativa. Não parava quieta um minuto, às vezes brincava com o peito dele, tocava-o lá em baixo e em todas as oportunidades que tinha o beijava na boca.

   - Amor, eu também quero te lavar. – Fez biquinho e Joe largou a bucha no suporte e agarrou Demi contra o corpo para apertá-la no máximo de lugares possíveis enquanto a sua língua explorava a boca dela incansavelmente. Se ela soubesse como estava linda molhada da cabeça aos pés.

   - Tudo bem, você pode me lavar. – Disse a olhando nos olhos ainda ofegando por conta do recente beijo. – Apenas lavar Demi. – Riu quando ela esboçou aquele sorriso cheio de segundas intenções.

   - Por quê? – Perguntou envolvendo o pescoço dele com os braços.

   - Porque nós já fizemos amor hoje e ontem, está na hora de repor as energias. Você precisa se alimentar por você e pelo nosso bebê. Quero os meus amores fortes e saudáveis.  – Quando ele levara a mão à barriga dela e a acariciava em movimentos circulares a olhando nos olhos com tanta paixão e carinho Demi se sentia como a mulher mais amada e sortuda de todo o mundo apenas por tê-lo como homem e pai dos seus filhos.

   - Tudo bem, nós podemos dar um jeito. – Quando ela disse que eles dariam um jeito, literalmente o fizeram. Abraçando-o, eles se beijaram enquanto ela ensaboava as costas dele e os braços e quando chegou ao peito foi o jeito largar os lábios para trocarem olhares nada inocentes conforme ela descia as mãos pelo corpo forte e bonito. Não passaram de beijos e caricias conforme ela o lavava.

   - Vem cá. – Joe estava sentado na beirada do colchão a espera de Demi que secava os cabelos já que estava um pouco frio. E assim que ela saíra do closet pegara as roupas da noite passada que estavam jogadas por todo o quarto.

   - Espere. – Disse adentrando o banheiro para colocar as roupas sujas no cesto. – Joseph? – Chamou o nome dele um tanto curiosa. Ela já estava sentada ao lado dele na cama e Joe levantava a camisa que ela vestia.

   - Óleo para hidratar a sua pele. – Respeitoso, ele dobrou a camisa até abaixo dos seios dela deixando apenas a barriga de fora. – Papai está cuidando da mamãe. – Disse depois de um beijinho rápido na barriga de Demi. – Deite-se, é mais confortável. – Demi esboçou um pequeno sorriso para ele e deitou-se. Oh droga, sentir a massagem relaxante que as mãos dele faziam em sua barriga e o colchão confortável acolhendo o seu corpo naquela casa silenciosa estava começando a deixá-la tão sonolenta. – Já volto. – Demi sorriu boba quando ele curvou-se e deu um selinho em seus lábios, depois o avistara caminhar em direção ao banheiro e logo voltar e ao aproximar-se da cama ele estendeu a mão para ajudá-la a se levantar.

   - Estou com sono. – Comentou erguendo-se com a ajuda dele.

   - Não está com fome? – Perguntou a abraçando de lado.

   - Esfomeada. – Disse beijando o peito dele sobre a camisa. – Cansada e com muito sono. – Murmurou manhosa e ele a beijou na testa.

   - Não se preocupe com nada, você pode descansar depois do café da manhã o tempo que quiser. Se não se importar você pode ficar aqui enquanto eu procuro um prédio para a NYT. – Demi riu o deixando confuso. – O que foi? – Perguntou abrindo a porta do quarto.

   - Você não vai acreditar. – Demi olhou para cima para olhá-lo nos olhos e Joe apertou a ponta do nariz dela enquanto caminhavam.

   - Pode começar a falar baixinha danada. – Demi riu e quando olhou para frente arregalou os olhos. Uau! Aquele lugar era incrível. A sala bonita rústica iluminada exclusivamente pela luz do dia era exuberante e olhando para o lado à vista das montanhas e da natureza era de tirar o fôlego. Era simplesmente perfeito! Agora tudo começava a fazer sentido. Aquela cabana nas montanhas era o lugar mais sossegado e romântico onde eles poderiam ter o tempo que precisavam juntos sem ser perturbados. O lugar era lindo e ideal para a situação que se encontravam, uma ótima escolha. Mas como ela não percebera a início? Dificilmente Joe viajava a trabalho, e quando acontecia geralmente ele estava a caminho de Nova York ou qualquer outra capital americana, o acompanhante era um de seus colegas e eles ficavam hospedados em hotéis cercados de regalias; sem citar que Sara nunca avisara sobre as viagens tão em cima da hora justamente para que Joe pudesse se programar perfeitamente.

   - Esse lugar é fantástico. – Comentou com os olhos vidrados na paisagem perfeita. O céu azul estava tão limpo, o sol emitia raios tímidos, a natureza abusara da beleza e os pássaros festejavam voando de um galho para o outro e as montanhas como plano de fundo eram surreais!

   - Uau. – Disse olhando para o mesmo rumo que ela. Demi tinha razão, o lugar era realmente fantástico e se eles não estivessem ali Joe diria que aquele lugar simplesmente não existia ou era uma foto montagem. – Só não é mais lindo que você. – Primeiro corou e só depois riu.

   - Você é um amor, sabia? – Não resistira aos lábios dele. Estava na ponta dos pés e envolvia o pescoço de Joe com os braços e dera tanto selinhos nos lábios dele.

   - Hum.. Sabia que eu amo o seu beijo? – O sorriso dela fez o seu dia, Joe a envolveu pela cintura para trazê-la mais para si. – O seu sorriso, o jeito que você me olha, o jeito que você faz amor comigo. – Demi riu e o beijou demoradamente na bochecha. – Eu já disse que te amo hoje? – Quando ele a beijou na bochecha ela não resistiu e procurou os lábios dele para beijá-los. – Que você é linda? – Demi respondeu com outro beijo o fazendo suspirar tão apaixonado. – Você me faz parecer um adolescente apaixonado. – De repente ele estava tímido sobre o olhar encantador dela.

   - Sim, você já disse. – Demi suspirara ao vê-lo tímido, Joe ficava tão fofo! – Você também me faz parecer uma adolescente boba, virgem e apaixonada. – Joe riu mesmo tímido e a envolveu nos braços com um abraço de urso.

   - Minha gatinha, vamos preparar o nosso café da manhã? – Perguntou enlaçando os dedos aos dela.

   - Nós estamos morrendo de fome. – Comentou passando a mão na barriga.

   - Eu também estou. Alguém gastou todas as minhas energias ontem à noite. – Disse a cutucando já com aquele sorriso safado nos lábios.

   - Sério? Alguém gastou todas as minhas energias ontem à noite com as planilhas, os documentos chatos, depois me agarrou no deck e me levou para a cama, essa pessoa até na hora do banho tentou me agarrar. – Joe arqueou as sobrancelhas e gargalhou.

   - Alguém também me agarrou no deck, depois me agarrou na cama e me obrigou a fazer amor com ela até o amanhecer, sem citar na hora do banho, ela me assediou! – Demi deu um tapa no braço dele e eles riram quando se olharam.

   - Vamos cozinhar menino assediado? – Joe riu e a abraçou por trás.

   - Claro meu anjo. – Disse depois de um selinho se separando dela. – Eu estava pensando no nome do nosso menino. – Comentou caminhando em direção aos armários.

   - Nós temos tantas coisas para resolver amor. – Comentou procurando por uma vasilha. – Qual o seu nome preferido? – Perguntou caminhando para perto dele assim que encontrou o que procurava.

   - Eu gosto de Peter, Bernardo.. hum, há vários nomes. – Demi franziu o cenho quando Joe abriu as duas portas de um compartimento do armário e o bilhete verde florescente surgiu colado por um adesivo de coração na parte interna da porta esquerda. – “Não se preocupem, a cabana está limpa e nós providenciamos mantimentos. Um abraço, nós amamos vocês. Ass. Elizabeth e Daniel.”. – Joe leu o bilhete em voz alta e a cada palavra franzia mais o cenho. – Elizabeth e Daniel? – Murmurou fitando a letra feminina que Demi sabia que era de Elizabeth.

   - Hum.. Nós precisamos conversar. – Disse mordendo o lábio inferior.

   - Nós podemos conversar enquanto cozinhamos? Eu realmente estou faminto. – Demi assentiu buscando os ingredientes para panquecas.

   - Nós temos pão e acho que queijo na geladeira, você pode preparar mistos enquanto preparo as panquecas? – Joe assentiu e roubou um selinho antes de caminhar até a geladeira a procura do queijo.

   - Fome, fome, fome.. – Cantarolou e ela sorriu enquanto procurava pelas pás para bater os ovos. – Uau! Aqui tem comida para alimentar uma tropa. – Joe cortou as frutas em uma tigela, buscou pelas azeitonas, o queijo e a geleia para montar um rápido tira gosto enquanto Demi preparava a massa das panquecas.

   - Então. Nós caímos na armadilha dos seus filhos. – Disse quando ele recostou no balcão e vez ou outra colocava um petisco em sua boca. – Ontem quando eu disse que iria cozinhar encontrei um bilhete na porta da geladeira, foi tudo uma armação para que nós ficássemos sozinhos. – Disse com um pouco de receio. – Liguei para Elizabeth para dizer que chegamos bem e ela confessou quando ameacei esquentar o bumbum dela e de Dan. – Joe riu imaginando o quão desesperados Daniel e Elizabeth já deveriam estar.

   - Mas e Sara? A viagem, o prédio? – Murmurou se atentando a cada detalhe da lembrança de Sara invadindo o seu escritório e informando sobre a viagem de última hora.

   - Armação! Eles precisavam que você estivesse livre da NYT, então pediram a ajuda de Sara e ela bolou essa viagem sem lógica. – Joe assentiu mordendo um pedaço do pão. – Suspeito de Miley, ela estava muito estranha ontem. – Oh droga! Agora tudo fazia sentido!

   - Ontem quando eu estava vindo embora tive a impressão de vê-la ao lado de Sara, mas foi muito rápido. Sem contar que Sara estava com um papo estranho. – Murmurou oferecendo um pedaço de pêssego no palito. – Daniel estava resfriado, acho que eles estiveram aqui. – Joe balançou a cabeça negativamente quando se lembrou do atraso absurdo das crianças na hora da saída da escola, depois o carro de Eric, Elizabeth vestida com a blusa de frio do rapaz..

   - Eu realmente vou xingar muito e esquentar o traseiro dos seus filhos. – Joe arqueou as sobrancelhas enquanto mordiscava uma azeitona.

   - Quando eles aprontam são apenas os meus filhos? – Disse e ela assentiu segurando-se para não rir. – Muito bonito Sra. Jonas. – Ele não resistiu e deu uma bela olhada no bumbum de Demi quando ela virou-se para procurar certamente por uma colher nas gavetas do armário.

   - Estou falando sério Joe, eles precisam de limite. Tudo bem que a ideia foi fantástica, mas pense. Como eles conseguiram dinheiro o suficiente para alugar esse lugar? É tão lindo e deve custar uma fortuna. E se esses bilhetes estão espalhados pela cozinha, Daniel está muito resfriado; os armários e a geladeira estão cheios, então eles estiveram aqui. Quem os acompanhou? Estamos a quase seis horas de Los Angeles, é muito perigoso. – Joe massageou os ombros dela pensando naquela questão. De certo ponto era realmente muito perigoso.

   - Você tem certeza? – Perguntou e ela assentiu prontamente.

   - Sim! Provavelmente eles descobriram que nós não estávamos conseguindo.. Então bolaram esse plano louco. – Ela ronronou toda manhosa quando ele a abraçou por trás e fez uma trilha de beijos quentes e macios do seu pescoço até a orelha onde mordiscou.

   - Por que você não me contou ontem? – Perguntou num sussurro rouco em seu ouvido e o arrepio percorreu todo o corpo.

   - Eu.. eu não esperava que você fosse aparecer, mas quando apareceu minha cabeça virou uma bagunça e tudo que eu queria era você, apenas você. – Os lábios dele pressionados, roçados e a língua naquele movimento vagaroso e sexy era a sua perdição, ela mal sabia como estava conseguindo formular uma frase com Joe mordiscando e beijando o seu pescoço. – Desde o dia que nós nos encontramos naquele hospital. Eu estava com tanta saudade e confesso que faria amor com você mesmo que estivesse impossibilitada. – Disse com mais firmeza quando ele apenas repousou a cabeça na curva de seu ombro, porém a respiração calma e quente contra o pescoço ainda a deixara louca para agarrá-lo. – Foi horrível ficar sem você todo esse tempo. – Sussurrou levando uma mão a dele sobre a sua barriga. – Em todos os aspectos amor. – O sorriso dele ia de orelha a orelha. Joe a puxou gentilmente pela cintura para que eles ficassem frente a frente.

   - Minha linda. – Elogiou acariciando o rosto dela com a mão. – Nós vamos matar toda essa saudade e nada vai nos separar. – Demi assentiu com os olhos vidrados nos dele. O carinho em sua bochecha a deixou ansiosa para tê-lo, quando ele se aproximou um pouco mais ora fitando os seus olhos ora os seus lábios Demi sentiu as típicas borboletas tomarem conta do seu estômago e os dedos tremer de nervoso. O coração já batia tão rápido que a deixara assustada. Céus! Aquele homem a deixara sem fôlego!

Continua... Oi, oi, oi! Como vocês estão? Eu estou começando ficar gripada </3 Espero que gostem do capítulo, calma ai que vai ter mais hot, beleza? Beijos e um abraço bem apertado, obrigada pelos comentários!