19.6.14

Capítulo 48

Descontar a raiva em um saco de pancadas foi a melhor coisa que Demetria fez em praticamente uma semana longe de Joe. Pelo menos era melhor do que descontar em si mesma. Exercitar-se estava funcionando como uma terapia. E como todos os dias, estava na hora de voltar para casa, ou melhor, para a casa da mãe depois de uma tarde cansativa de exercícios. Enquanto dirigia, Demi pensava em Joe. Por mais que estivesse chateada, também estava cheia de saudades. Joe entrara em contato apenas uma vez para conversar com Daniel e disse apenas um breve "Oi" e pediu que ela passasse o telefone para o filho. Ficara magoada, não podia negar. Mas também não sabia se estava psicologicamente preparada para conversar com ele, julgando pelo quase ataque cardíaco que tivera ao ver o nome dele na LCD do Iphone. Parecia uma menina apaixonada. Demi quase bateu o carro porque não prestara a devida atenção no trânsito, chegara enfurecida em casa.
   - Ei mocinha, vai com calma. - Exclamou Eddie quando esbarrou em Demi. Ora, ela parecia um mini furacão de cara emburrada.
   - Desculpe. - Murmurou se agachando  para pegar o jornal que tinha derrubado.
   - Eu estou de saída, porque você não passa lá na cozinha? - Eddie ignorou o mal humor da filha, sabia que ela não estava bem. - Sua mãe e as crianças estão lanchando. - Os olhos de Demi brilharam só de imaginar o que Dianna tinha preparado para o lanche da tarde.. Estava faminta.
   - Acho que vou passar lá. - Demi ofereceu um sorriso grato ao pai e em troca recebeu um abraço apertado e carinhoso.
   - Vocês vão ficar bem, só tenha paciência minha menina. - Eddie a olhou nos olhos transmitindo toda a confiança que sabia que Demi precisava. - Agora vai se divertir com os bebês e a sua mãe. - Diversão era o que não faltava naquela casa, Daniel e Anne formavam uma bela dupla risonha e travessa, fora que Dianna os mimava e até participava das travessuras dos pequenos. Demi sorriu ao ver Dan sentado no cercadinho de Anne de costas, agachou-se sem fazer barulho e o abraçou por trás.
   - Que bebê mais cheiroso. - Dan pulou de susto, mas logo riu e virou para abraçar a mãe. - Eu estava com saudades. - Murmurou toda manhosa o envolvendo com os braços no colo.
   - Mama. - Dan choramingou descansando a cabeça no ombro de Demi. - Papa. - O coração despedaçou-se mais ainda. Toda hora Daniel perguntava pelo pai, e Demi não sabia mais o que fazer. As desculpas que inventava não convencia o pequeno, mas ele acabava esquecendo um pouco do pai apenas quando estava brincando com Anne, e quando estava com a mãe perguntava sempre. 
   - O papai? - Demi olhou rapidamente para Dianna, que os observava com os olhos marejados e olhou para o pequeno. - Ele vai chegar logo meu amor, mamãe promete. - Demi franziu o cenho e deixou um lágrima escorrer quando Dan a abraçou. Tão pequeno e tão inocente. - Por que você não brinca mais um pouquinho com a Anne? - Demi sorriu ao ver a irmã brincar com os bloquinhos coloridos de encaixar. Lembrara-se de Joe, e de que ele sempre escorregava nos bloquinhos espalhados pela casa.
   - Demi! - Foi impossível não sorrir ao ver a alegria da irmã ao vê-la. Anne largou os bloquinhos coloridos e correu até Demi para abraçá-la.
   - Olha Anne, Daniel está emburrado. - Demi tentava esconder a dor com um sorriso, mas era impossível. Daniel estava triste e aquilo acabava com ela. - Dan, brinca com a Anne. - Sussurrou para o pequeno.
   - Você não quer o bolo de chocolate que a vovó fez para você? - Dianna agachou-se perto de Demi e do pequeno. - Tem cobertura. - O olhar que ela lançou a Demetria era sério, estava na hora de tomar uma decisão..
   - Dan, vem. - Anne o puxou em uma tentativa falha de o fazer brincar. Mas o pequeno só aninhou-se mais a mãe.
   - Vamos fazer um acordo, você vai comer o bolo que a vovó fez e depois vai brincar com a Anne enquanto a mamãe tenta conversar com o papai. Tudo bem? - Daniel não entendeu exatamente nada além de mamãe, papai, Anne e vovó. Mas sabia que a mãe iria dar um jeito. Demi só não sabia como, ela teria que vencer o orgulho e ligar para Joe. - Combinado? - Demi correu a ponta dos dedos pela barriga do pequeno o fazendo rir.
   - Mama. - Dan agarrou-se a ela, entretanto sorriu de orelha a orelha.
   - Agora vamos comer. - Disse Dianna junto com a pequena Anne. Com muito custo Daniel se esqueceu do pai, Demi o enganava com o bolo de chocolate e o pequeno estava adorando ser mimado pela mãe.
   - Você não vai comer? - Dianna perguntou a Demi. Os pequenos comiam mais que Demetria, que tinha o pedaço de bolo no prato intocável.
   - Não estou com fome. - Disse desanimada.
   - Ah não! Esta história não vai se repetir Demetria. - Dianna parecia chateada e preocupada. - Você vai comer sem reclamar, não quero ver a minha filha anoréxica novamente. - Demi arregalou levemente os olhos e começou a comer quieta. Dianna tinha razão, ultimamente Demi evitava comer, aliás, só comia o básico por influência da mãe. - Não fica chateada, eu só quero o bem de vocês. - Demi forçou um sorriso e voltou a comer.
   - Está muito gostoso. - Murmurou. Céus! Há quanto tempo mesmo ela estava louca para comer bolo de chocolate? Estava maravilhoso. - Mãe! - Demi a repreendeu assim que Dianna pôs mais um pedaço do bolo no prato.
   - Não está gostoso? - Ambas sorriram. - E eu gosto de vê-la comer. - Demi corou com o comentário. Quando era mais nova, Dianna vivia cozinhando pratos realmente deliciosos e ela fugia, fugia para não comer e quando comia colocava tudo para fora.
   - Suco. - Anne puxava a blusa da mãe freneticamente. - Suco mama. - Disse assim que a mãe a olhou. Anne ainda não conseguia completar frases, mas ela sabia muitas palavras.
   - Quer suco Demi? - Dianna perguntou. Demetria a olhou com a boca cheia de bolo e assentiu. Os olhos brilharam ao ver a goiabada. Ela queria sentir o gosto do creme de leite se misturando com um belo e generoso pedaço de goiabada. Aquilo era perfeito, definitivamente perfeito e Demi sentiu-se faminta de goiabada e creme de leite.
   - O quê? - Perguntou ainda de olho na geladeira onde se encontrava a delícia da goiabada.
   - Suco Demi, você quer suco? - Dianna perguntou franzindo o cenho.
   - Quero. - Murmurou ainda desatinada.
(...)
Quando era mais tarde Demi estava completamente irritada. Joe não atendia o telefone e Dan insistia para falar com o pai, sorte que Dianna e Anne o distraia no andar de baixo. Ela andava de um lado para o outro sem conseguir contato, o telefone dava inexistente. Só faltava essa. Ficara tão irritada, céus, iria acabar enforcando aquele homem.
   - Idiota! - Demi quase quebrou o display do Iphone de tanta raiva que estava, jogou-se na cama e agarrou o travesseiro. - Idiota.. - Sussurrou já com lágrimas escorrendo pelo rosto. Odiava-se por sentir falta dele, por o amar tanto. Para piorar seu estado de espírito não faltava nada. Aquele quarto só trazia más lembranças. Ali ela era sozinha e sentia-se como aquela garota frágil de anos atrás. Demi abraçou o travesseiro e deixou as lágrimas molhar o seu rosto. Quando o celular vibrou mais tarde, quase derrubara o criado-mudo. Mas não era Joe, era apenas uma notificação. Demi respirou fundo e ficou a fitar o aparelho por longos minutos a espera de algum sinal de vida do marido. Quando o telefone vibrou novamente Demetria irritou-se, abriu a gaveta do criado-mudo bruscamente e jogou o telefone sem se importar se iria ou não quebrar, e assim que se preparava para fechar a gaveta, a capa fluorescente do álbum de fotos atraiu sua atenção.
Demi não deixou de sorrir ao ver aquela foto. A franjinha e o cabelo ainda natural a deixava com cara de menina inocente. Na foto Demetria abraçava Joe e Kevin, aquela foto foi tirada alguns dias depois que ela conheceu os irmãos Jonas. Em outra foto ela estava com Miley, Selena e Emily. Miley iria morrer caso visse aquela foto, ela estava vestida como Hannah Montana.. O sorriso de Demi aumentava a cada foto, aquela época, por mais sombria que fosse, era divertida.
   - Oh meu Deus. - O coração apertou, mas ela sorriu. Lembrara-se perfeitamente daquele dia. Na foto eles estavam deitados na cama cobertos apenas por um lençol branco cobrindo a nudez. Por Deus! Ela tinha um sorriso no rosto e Joe a abraçava carinhosamente de lado, ele sorria para a câmera e ela tinha a cabeça deitada no ombro dele. Os cabelos negros de Joe estavam desgrenhados e os olhos ganharam um tom de mel e esverdeado, ele estava tão lindo. Naquela época ela tinha dezessete anos, tinha sido um dia foi bastante especial.. Demi sorriu timidamente ao virar a foto, no verso Joe tinha escrito "Love u" e junto da foto estava à embalagem cor-de-rosa da camisinha que eles tinham usado.
   - Por que você está sorrindo? - Demi quase pulou de susto, estava tão distraída que nem viu quando Dianna entrou no quarto. - Uau. - Dianna sentou-se ao lado de Demi e sorriu ao ver a foto. - É o que eu estou pensando? - Demi corou bruscamente e enterrou a cabeça na curva do pescoço da mãe.
   - Mãe! Para. - Demi não sabia se ria ou se corava quando Dianna viu a embalagem da camisinha. - Que cheiro é esse? - Perguntou franzindo o cenho. O estômago revirou e ela sentiu-se.. enjoada?
   - Anne derrubou o vidro de perfume na minha calça. - Dianna a olhou e assustou-se. Demi estava pálida. - Demi! - Dianna a chamou sem compreender nada, Demetria levantou-se bruscamente e correu em direção ao banheiro do quarto. - Demi? - Da porta do banheiro Dianna correu até a filha para segurar os cabelos da mesma enquanto a mesma vomitava. - Pelo amor de Deus, você está bem? - Perguntou preocupada quando a menina finalmente parou de vomitar.
   - Não me deixa cair. - Sussurrou. A boca de Demi chegara a ficar esbranquiçada. Demi agarrou o braço de Dianna com toda a força que tinha sustentando o peso, sentia-se fraca e tonta demais.
   - Fica calma. - Com certa dificuldade Dianna conseguiu sentar-se na base de apoio que sustentava a banheira com Demi agarrada ao corpo. - Calma. - Dianna a observou por breves segundos completamente assustada, parecia que de uma hora para outra Demi iria desmaiar. - Está melhor? - Perguntou minutos mais tarde.
   - Preciso lavar o meu rosto. - Disse com a voz fraca. Dianna a ajudou a chegar até a pia sempre observando atentamente o estado da filha. Demi parecia ter receio de se mover, era como se ela fosse cair a qualquer instante.
   - Seu pai chegou, as crianças vão ficar com ele. - Demi franziu o cenho ao olhá-la. - Nós vamos à farmácia. - Difícil fora descrever a feição de Demetria. Um arrepio lhe atingiu em cheio, empalideceu mais do que já empalidecera alguma vez na vida e por pouco os joelhos cederam.
   - Farmácia? - Sussurrou em um fio de voz. Não era possível.
   - Sua menstruação está atrasada? - Demi apoiou-se na pia e no ombro da mãe. Ora, ela não estava gostando nem um pouco do rumo daquela conversa.
   - Acho que duas semanas, não faço ideia. - Continuou a sussurrar incrédula. Lembre-se Demi, lembre-se. Disse a si mesma. - Eu não posso. - Sussurrou já sentindo os olhos marejarem.
   - É a única explicação. - Não sabia-se ao certo quem estava mais assustada, Demetria estava pálida e Dianna tinha os olhos arregalados. Pela primeira vez na vida o silêncio entre elas era incômodo e sufocante. - Nós vamos manter a calma, vamos à farmácia e você vai fazer o teste. - Demi fechou os olhos com força e assentiu.
   - E se der positivo? - Sussurrou de olhos fechados.
   - Bem, eu ficaria feliz com outro netinho. - Demi viu um sorriso nos lábios da mãe e o coração acelerou. Ela estava tão assustada que não conseguia ver o lado positivo da possibilidade de estar grávida novamente. - Você não ficaria feliz? - Dianna acariciou a barriga de Demi e a mesma respirou pesadamente assustada.
   - Sim, não.. - Disse rapidamente incomodada com aquela situação. - Eu acho que sim, mas não é o momento certo. - Dianna arqueou as sobrancelhas e tornou a sorrir. - Nós podemos ir? - Disse emburrada. Ela estava completamente ferrada e a mãe só sabia sorrir.
   - Estou a sua espera. - Disse a olhando e Demi revirou os olhos. - E não revire os olhos para mim mocinha. - Dianna deu-lhes um tapa no traseiro assim que Demi curvou-se para pegar a pasta dente e a escova.
Céus! Estava tão perdida. Enquanto Dianna dirigia, Demetria estava rígida no banco do passageiro, parecia uma estátua de tão tensa que estava. A música do rádio não a distraía, a vista da praia passava por despercebido e as piadas de Dianna não a fazia rir. Oh droga de vida! Tudo estava errado e ela poderia estar grávida. Não que fosse o fim do mundo estar grávida, mas não agora. Não se tratava apenas dela, envolvia todos.
   - Demi, você poderia, por favor, sorrir? Ou sei lá, ficar com essa cara de enterro não vai mudar os fatos. - Dianna estacionava o carro em frente à farmácia que mais parecia um cassino de Las Vegas por conta do letreiro colorido e grande demais.
   - Eu estou ferrada e a senhora quer que eu fique gargalhando?! - Disse entredentes.
   - Mocinha, não é só porque a senhorita está casada, tem um filho e não mora mais comigo que vai escapar de levar umas boas palmadas Demetria. - Dianna a olhou feio e Demi sussurrou um pedido de desculpas.
   - A senhora pode ir sozinha? - Se algum paparazzi a fotografasse na farmácia comprando um teste de gravidez o mundo iria acabar nos próximos minutos. Dianna assentiu e saiu do carro a deixando sozinha.
   - Bebê, perdoa a mamãe. É só.. - As lágrimas jorraram pelo rosto de Demi quando ela mesma tocou a própria barriga. Permitiu-se acariciar a barriga aos poucos. Agora tudo estava explicado, as tonturas, a vontade voraz de comer goiabada com creme de leite e o bolo de chocolate. Demi relaxou no banco e ficou a fitar o teto do carro enquanto acariciava a barriga. Joe ficaria feliz com a notícia? Como ela iria contar se mal conseguia contato com ele. E Daniel? Ele ficaria feliz com um irmão ou uma irmã? Tudo estava errado!
   - Três testes. - Dianna quase a matou do coração. Como aquela mulher conseguia entrar em lugares sem fazer um barulho se quer? Ou era ela que estava avoada demais?
   - Obrigado. - Demi forçou um sorriso e olhou rapidamente para o saco com os testes de gravidez. - Eu não quero ir para casa. - Disse. Precisava tomar um ar, fazer qualquer coisa que a distraísse. - Podemos caminhar na praia? - Seria bom sentir a água do mar molhar os pés observando as estrelas. Sempre funcionava.
   - Pensei que estivesse desesperada para fazer os testes. - Na verdade ela estava, mas tinha certeza que o resultado era positivo.
   - Posso fazê-los no banheiro de um quiosque, um restaurante, qualquer coisa. - Agora foi Dianna quem arregalou os olhos. - Não é tão ruim. - Demi finalmente sorriu, seria emocionante fazer um teste de gravidez sendo uma celebridade conhecida mundialmente no banheiro de um quiosque da praia de Santa Monica.
(...)
   - Está feliz? - Dianna perguntou enquanto caminhavam pela praia lado a lado. Demi estava tão quieta, mas de vez enquanto Dianna a flagrava sorrindo.
  - Estou com uma mistura de tudo. - Murmurou. - Mas estou muito feliz. - Demi sorriu timidamente.
   - Está na hora de tomar uma decisão filha. - Demi apenas assentiu. - Você está grávida e precisa de sossego, não de mais confusão. - Demi sentou-se na areia junto com Dianna e ficou a observar as estrelas. Sentia-se finalmente em paz no meio daquela confusão.
   - Eu estou grávida. - Demi respirou fundo e sorriu. - Isso é tão louco. - Demi abraçou Dianna de lado deitando a cabeça no ombro da mãe.
   - Não quero que você fique nervosa ou triste. - Por mais que Demi fosse uma mulher completa, para Dianna era como se ela fosse a sua garotinha indefesa. - Nós vamos pensar em uma solução juntas, sempre juntas. - Demi a olhou sorrindo e com os olhos marejados.
   - Obrigado por cuidar de mim. - Maldita gravidez! Por isso que ela andava chorando por conta de tudo. - Eu amo você mãe. - Dianna a abraçou carinhosamente sussurrando um "eu também te amo". Tudo iria ficar bem, ela tinha certeza que no final daquela histórica maluca as coisas iriam se resolver.

Continua... Ei! Acho que vocês não esperavam por isso, certo? Ou esperavam? Eu estou feliz, Demi está grávida <333 Bem, só para avisar.. Faltam dois capítulos para acabar, estou em lágrimas. Sou uma estraga prazeres, né? Mas iria acabar de qualquer forma..
Gente, muito obrigado pelos comentários, obrigado de coração! Eu estou tão chorosa, hi tpm!
Beijos!!! :''''D


17.6.14

Capítulo 47

Na maioria das vezes as coisas fogem do controle. O que era simples parece ser impossível e sufocante. O sonho acaba e a terrível realidade volta à tona. O corpo doía e pedia descanso, mas a mente trabalhava freneticamente a impedindo de descansar. Porque sentia frio? Quando finalmente dormira na noite passada estava envolvida em braços fortes e aquecida pelo corpo quente. A claridade praticamente a cegou, Demi apertou as pálpebras com força e segundos depois as abriu acostumando-se com a claridade. Agarrou a coberta contra o corpo e tapeou a sua volta ainda sonolenta. Se as circunstâncias fossem outras, aquela cena da carinha sonolenta de Demetria e os cabelos bagunçados a procura do corpo quente e másculo para se envolver seria fofa. Lembrara! Sentia frio porque estava nua. Parecia que tinha recebido uma pancada violenta na cabeça, estava doendo e várias cenas da discussão da noite passada repetiam-se freneticamente. Arregalou os olhos e apertou a coberta com mais força contra o corpo. Ela parecia uma criança amedrontada. Respirou fundo enquanto o bom senso tentava acalmá-la. Dizia para si mesma mentalmente. "Calma Demi, só foi uma discussão boba". Boba? A dor desafinada e barulhenta gritava em seus pulsos e nas costas. As mãos femininas antes firmes e dispostas a proteger a nudez de Demetria soltaram a coberta deixando-a cair revelando os seios meio cobertos pelos cabelos de Demi e meio expostos. Horrorizada, fitou os pulsos. "Stay" mostrava o esquerdo, "Strong" mostrava o direito junto a um pequeno coração em homenagem aos fãs. A pele estava em um tom leve de roxo. Ela tentou o acertar com um tapa, mas ele foi mais esperto e a segurou pelos pulsos imobilizando-a contra o balcão de pedra de mármore! As costas... Demi gemeu ao se curvar para tocar as costas, dobrar os pulsos não seria uma boa ideia.
Onde ele estava? A noite tinha sido tão estranhamente.. boa. Tirando aquelas coisas ruins sobre discussões, trabalhos e disputas. O que fizeram na cama para Demi era uma trégua. Era o jeito que eles consertavam as coisas... Estranho.. Se o sexo da noite passada era a trégua, onde estaria Joe? Ela estava no papel de garota mimada e manhosa pós-sexo querendo se aquecer ao seu companheiro. E ele deveria estar no papel de travesseiro humano quentinho, o companheiro dela. Mas ele tinha sumido oras.. Encolhendo-se debaixo da coberta, Demi ficou a pensar em como as coisas eram bipolares, mais bipolares que ela! Quando Joe a imprensou contra o balcão ele parecia estar fora de si, estava carregado de raiva e ela tentou acertá-lo porque também estava com raiva. Imprensando-a, ele a beijou ríspido como um homem das cavernas. Debateu-se louca para acertá-lo com toda a força que tinha, pediu que ele a soltasse, mas certamente ele sabia o que ela planejara e continuou a imobilizando. Quando não aguentava mais, cedeu ao beijo e transformou aquele clima horripilante em um clima considerável agradável julgando pelos últimos acontecimentos. Acabou que ela ficou grudada a ele a noite inteira o sentindo preenchê-la. E Joe tinha sido carinhoso, não extremamente carinhoso, ele não a machucou quando estavam fazendo amor.
Com o coração a mil e quase saindo pela boca, Demi levantou-se tremendo de nervoso para conferir se Joe não estava no closet ou no banheiro. Estava aliviada. Estava sozinha no quarto. Um nó formou na garganta quando, em um ato automático, ela trancou a porta do quarto e sem querer, se sentiu como se pudesse respirar novamente.
   - Banho. - Murmurou ao ver o estado que se encontrara, fora que ela precisava se livrar dos vestígios dele em seu corpo. Ela cheirava a sexo e Joseph. A água morna da ducha a despertou, acalmou as dores e a renovou. Nada que um banho gostoso não resolvesse.
Ao entrar no closet, Demi separou o conjunto de lingerie branca, camiseta e calça jeans. Enquanto vestia calmamente as peças de roupa, ousou em olhar para o lado dele. Faltava algumas camisas, calças jeans, sapatos e ela jurava que faltava alguns conjuntos de roupas sociais. Respirou fundo e destrancou a porta do quarto. Não sabia se estava pronta para vê-lo. Silêncio, a casa estaca completamente silenciosa. Demi finalmente conseguiu respirar, pelo visto Joe não estava em casa, não que ela soubesse, ele poderia estar em qualquer daquela casa. Inclusive no quarto de Daniel. Era para onde ela iria, em todos as manhãs a primeira coisa que Demi fazia ao pisar fora do quarto era cuidar de Dan. E era o que iria fazer agora.
   - Daniel? - A voz soou macia e distante enquanto ela abria a porta do quarto do filho com pesar. A poltrona estava vazia e ele não estava perto do berço. Também não estava no quarto. Demi caminhou até o berço e sorriu. Dan acabara de acordar. - Bom dia. - Tornou a sorrir para ele. Dan a olhou com ainda sonolento e olhou para os lados como se procurasse alguma coisa.
   - "Dan omí". - Disse a olhando. Demi riu e o pegou no colo. Ora, ele era o bebê dela. Manhoso e mimado.
   - Hoje mamãe não vai tomar banho com você. - Comentou enquanto o deitava no trocador. - Mas nós podemos assistir desenho juntos enquanto você mama, hoje é sábado e a mamãe não vai trabalhar. - "Amanhã nós podemos passar o dia inteirinho com o nosso filho." As palavras dele ecoaram na mente. E depois a briga e...
   - Mama. - Dan a chamou. - Mama. - Demi finalmente o olhou e o pequeno franziu o cenho. A mãe parecia assustada, ela nunca tinha o olhado daquela forma.
   - Por que você está me olhando assim? - Perguntou rindo fraco. - Você vai tomar banho mini Sherlock Holmes. - Bagunça era o dom de Daniel. Demi praticamente tomou o segundo banho do dia, Daniel espirrava água enquanto batia suas mãos e perninhas rindo travesso. Não tinha como negar que ele era filho de Demi Lovato e Joe Jonas, completamente travesso e risonho. - Ah! Eu vou esquentar o seu traseiro Daniel! - Demi fingiu estar brava e Dan arregalou os olhos, mas logo riu ao receber os beijos exagerados da mãe.
   - Mama. - Disse entre risos e gargalhadas gostosas.
   - Peguei você! - Demi sorriu de orelha a orelha ao levanta-lo no ar e rapidamente o envolver com a toalha. Dan finalmente ficou quieto para que Demi pudesse trocá-lo. No banho era travesso e quanto iria se trocar ficava quieto. - Preciso trocar essa blusa, porque alguém me molhou, sabe? - Demi penteava os cabelos dele para o lado, estavam grandes demais.
   - Papa. - Demi arregalou os olhos e o coração parou por fração de segundos, olhou rapidamente para trás e não o viu. - Papa, mama. - Disse a olhando.
   - O papai? - Demi tentou disfarçar a voz falha com um sorriso. - Eu não sei onde ele está. - Murmurou sem muita vontade. Demi o pegou no colo e o beijou, Dan parecia tão frustrado. - Você vai ficar quietinho na cama brincando com o patinho enquanto a mamãe troca essa blusa. - Daniel ficou quieto na cama, mas só foi ela entrar no closet que ele veio atrás.
   - Mama. - Sorriu sapeca ao vê-la se trocar.
   - Você é muito teimoso. - Demi riu da carinha dele e vestiu-se rapidamente. - Você vai mamar lá na sala. - Assim que o pegara no colo, Dan levou as mãos até os seios de Demi avisando que queria mamar. - Só vou pegar meus óculos. - Demi curvou-se com o bebê no colo para abrir a gaveta do criado-mudo. Algumas joias, camisinhas, pílulas, carregadores telefônicos, mas nada de óculos. - Espere bebê. - Demi o colocou na cama e revirou a gaveta. A última vez que vira os óculos foi quando leu o contrato e os deixou em cima do criado-mudo e não na gaveta. Assim que fechou a gaveta e olhou para o tampo do criado-mudo encontrou os ósculos de grau perto do abajur sobre uma folha de papel dobrada e que continha o nome dela. Aquela letra. Joseph.
"Dem, eu sou um tolo, e não a mereço. Jamais deveria ter a obrigado a fazer o que fiz, eu deveria apoiá-la, não julgá-la. Espero que um dia você me perdoe pelo que fiz na noite passada.. Cuide do nosso pequeno, eu amo vocês. - Joseph"
   - Mama!? - Daniel praticamente gritou, ele a chamava e ela não respondia.. apenas chorava. Porque ela estava chorando e parecia inconsolável? Ele não entendia, mas sabia que tinha alguma coisa de errado. Será que ela estava com fome? Ele chorava quando estava com fome ou a fralda suja..
   - Oi meu amor. - Demi enxugou as lágrimas rapidamente se lembrando de que tinha que ser forte, forte por ela e pelo pequeno. Se Daniel não a chamasse, Demi iria praticar todas as besteiras que estava pensando. Não se conformava, porque Joe estava a deixando? Era isso que aquele maldito bilhete dizia? Ele foi embora? Embora para onde?
   - Mama. - Choramingou enroscando-se a ela. Era a melhor forma que conseguira para tentar acalmá-la.
   - Ei, vamos descer. A mamãe está bem. - Demi forçou um sorriso e o abraçou contra o corpo. Tão pequeno e tão especial. Ele a salvara. - Eu te amo, nunca se esqueça disso. - Sussurrou. Demi o abraçava ternamente enquanto caminhava, Daniel era definitivamente a melhor coisa que já tinha acontecido em toda a sua vida. - Não morde, se não a mamãe vai f.. - Foi impossível não gritar, e um grito agudo de Demetria não era lá brincadeira.
   - Calma! - Nick colocou Buffy no chão e correu até ela.
   - Como você entrou aqui? - Disse de olhos arregalados.
   - O segurança me deixou entrar. - Nick sorriu sem graça. - O que eu estou fazendo aqui? - Disse percebendo que Demi estava completamente sem graça. - Nós precisamos conversar. - Conversar? Sobre o que?
   - Tudo bem, mas você vai ter que esperar. Daniel está faminto. - Disse olhando para o bebê.
   - Eu espero. - Nick sorriu um tanto constrangido e caminhou junto com Demi até a sala. - Pensei que iríamos para a cozinha. - Disse assim que se sentaram no sofá formato de "L".
  - Dan ainda mama. - Nick sentiu o rosto esquentar e ele jurava estar vermelho. Desviou o olhar de Demi e Dan, e pegou Buffy no colo. - Como está Miley e o bebê? - Demi perguntou o olhando.
   - Eles estão bem, Bryan não para quieto na barriga. - Sorriu ao lembrar-se da esposa e do bebê. Miley já estava prestes a completar sete meses e o pequenino era tão saudável que vivia chutando a barriga da mãe.
   - Entendo. - Demi riu ao olhar para Daniel, este sim não parava quieto. Parecia que tinha uma escola de samba na barriga no lugar de um bebê. - Você está aqui há muito tempo? - Perguntou com certo receio sem olhá-lo. Provavelmente Nick estava lá por causa de Joe.
   - Mais ou menos dez minutos. - Sorriu enquanto acariciava o pelo de Buffy. Demi assentiu calada, sabia que Nick estava ali para falar sobre Joe, até porque o mesmo nem perguntou pelo irmão.
   - Não morde. - Sussurrou para o bebê. Demi olhou rapidamente para Nick e corou ao perceber que ele também a olhava. Seguiram minutos e mais minutos, Daniel continuava firme mamando a todo vapor olhando para a mãe e segurando o seio da mesma.
   - Ele não cansa? - Nick perguntou surpreso. Dan só era pequeno..
   - Se você não lembra-lo que tem que parar, ele vai mamar o dia inteiro. - Daniel choramingou quando a mãe o tirou do peito. - Não senhor, mamãe é muito boazinha com você. - Dan a olhava com os grandes olhos verdes brilhando e tinha um biquinho na boca, ele achava que iria convencê-la.
   - Uffy. - Depois de beijar a bochecha da mãe e ficar coradinho, Dan desceu do sofá com a ajuda de sua amada e correu para brincar com o amigo.
   - Vou levá-lo para sala de tevê. - Disse a Nick já que estavam na primeira sala, a da lareira. - Comportem-se. - Os advertiu, Dan e Buffy.
   - Quanta animação. - Nick riu assim que Demi voltou da outra sala rapidamente. As gargalhadas de Dan eram gostosas. - Como você está? - Agora sabia que ela estava fingindo o tempo todo, Demi deixara transparecer a tristeza que escondia na frente de Daniel, Nick levantou-se e a abraçou com força.
   - Onde aquele idiota está? - Perguntou ainda abraçada a Nick. Se Joe pensava que ele tinha a machucado fisicamente estava muito enganado, nenhuma dor física é pior do que a dor de um coração despedaçado. Aliás, ele não a machucou propositalmente, machucou? Por mais que os pulsos estivessem doloridos, fora apenas resultado da própria ação. E Joe não fez de propósito, na hora até ela estava nervosa.
   - Vamos com calma. - Nick beijou a testa de Demi carinhosamente e limpou as lágrimas que escorriam pelo rosto delicado da amiga. - Ao menos concordamos, Joe é um idiota. - Disse entredentes. Sentaram-se no sofá lado a lado.
   - Eu não entendo o que está acontecendo. - Sussurrou cabisbaixo. Aquela confusão emocional era tão grande que Demi se sentia perdida, cansada e machucada psicologicamente.
   - Vamos com calma. - Repetiu as palavras anteriores. Nick pensara que, por mais que ela fosse forte, também era frágil. - Joe me procurou ainda era madrugada. - Demi assentiu tentando se controlar. Lembrara-se de que ela também era humana e, sendo quem era deveria se controlar e pensar bem antes de tomar quaisquer que fossem as atitudes. Qualquer vacilo o inferno mental que fora a infância e adolescência estaria também na sua vida adulta cercada de paz e amor. - Nós sabemos como Joe é orgulhoso. Ele quer cuidar da família dele. - Claro, o financeiro.. - Ele recebeu uma proposta de trabalho da New York Times para trabalhar como editor na área de moda, ele deveria ir a Nova York na próxima semana, mas como vocês acabaram discutindo na noite passada, ele resolveu partir o mais rápido possível. - New York Times? Joe seria o novo editor? Por Deus! Aquilo era ótimo, Joe era a pessoa mais antenada em moda que ela conhecia, ele era completamente deslumbrante. Não era atoa que fora considerado o homem mais sexy do mundo e também o mais bem vestido..
   - Ele está em Nova York? - Perguntou franzindo o cenho.
   - Provavelmente. Demi, Joe me contou o que aconteceu ontem. - Disse olhando-a nos olhos. - E eu o soquei. - Demi arregalou os olhos completamente confusa. Porque Joe não contou que não estava fugindo de casa no bilhete? Ou ele realmente estava fugindo? -  Tudo bem, você tem que compreendê-lo. Ele estava abalado por tudo que está acontecendo, e por tudo que fez. - Nick olhou diretamente para os pulsos de Demi, mas ela os escondeu. - Ele acha que te machucou, que não te merece. E realmente não merece. - Demi estava ficando cada vez mais assustada e encurralada. Por que Nick estava falando daquele jeito? Estava tão sério.
   - Ele não me machucou. - Sussurrou sem saber ao certo se era verdade ou mentira. - Ele vai voltar? - Tornou a sussurrar.
   - Eu não sei. - Demi passou as mãos pelos cabelos os arrumando atrás da orelha e levantou-se, mas os joelhos cederam e ela teve que se apoiar em Nick. - Demi, está tudo bem? - Perguntou assustado. Ela começara a ficar pálida.
   - É só uma tontura. - Disse sentindo estranhos arrepios percorrerem o corpo. - Eu preciso comer alguma coisa. - Agora se lembrara, não tinha se alimentado desde que estava de pé e estava bastante abalada.
   - Vamos para a cozinha. - Nick pareceu bastante irritado. Conhecia Demi e sabia que ela não iria entregar os pontos tão cedo. Certamente estava sem comer desde a noite passada. - Você vai para a casa da sua mãe. - Demi semicerrou os olhos ainda tonta, ora, ela não era nenhuma criança.
   - Posso me cuidar sozinha. - Defendeu-se.
   - Imagina se você desmaiar na companhia de um bebê e um cachorro. - Nick a sentou na mesa e caminhou até a geladeira para procurar algo saudável para que Demi pudesse comer. - Belisque torradas com geleia enquanto faço café da manhã para você. - Demi corou levemente, Nick estava cuidando dela..
   - Joe acha que abusou de mim? - Sussurrou assim que Nick se curvou para lhes entregar o pacote de torradas e a geleia de morango.
   - Acha. - Ambos coraram. Demi sabia que aquilo não era verdade.. Ela se entregou, se não quisesse o toque de Joe não iria permiti-lo.
   - Eu estou faminta. - Forçou um sorriso tentando aliviar a tensão. - O que você vai cozinhar? - Perguntou ainda esboçando um sorriso perfeito e falso.
   - O que a mocinha acha de algumas frutas, bolo e misto? - Demi assentiu com um enorme sorriso. Aquela ligação que ela tinha com Nick era tão especial, eles se entendiam, tinham os mesmos objetivos e se compreendiam. Não era atoa que ele era o melhor amigo de Demetria.
   - Parece ótimo, vou conferir se Dan está bem. - Nick assentiu e ficou a observá-la levantar-se. - Não se esqueça do meu suco natural de laranja sem açúcar e gelo. - Nick fez continência e sorriu, não timidamente como sempre sorria.
Ir até a sala pareceu uma eternidade, Demi contava os passos e suspirava pesado pensando que não iria chorar, ela tinha que ser forte. Tudo estava tão errado. Como ela iria consertar as coisas? Joe não iria agir, ele pensara que tinha a agredido e a forçado a fazer o que não queria. Então ele iria manter distância, a pior decisão que ele tomou. Como Joe não pensou que ele estava a machucando emocionalmente?
   - Mama. - Dan sorriu mostrando seus dois dentinhos superiores e os inferiores. - Uffy! - Dan bateu palmas como mostrava no desenho animado e logo acariciou o pelo de Buffy com suas mãozinhas pesadas e gordinhas, e correu para os braços da mãe.
   - Vem cá. - Um sorriso automático e apaixonado surgiu nos lábios de Demi, ela o pegou no colo e o abraçou com um abraço de urso. - O que você e Buffy estão aprontando? - Demi sorriu para o "filhote". Buffy tinha quase oito meses e estava enorme. Sorte que ele era bobão e completamente dócil, ele adorava brincar com Dan e protegia sempre seu fiel amigo. - Você tem que cuidar dele garoto. - Demi acariciou o pelo do cão e o mesmo grunhiu manhoso.
   - Demi? - Nick a chamou da cozinha.
   - Vamos com a mamãe. - Como Dan era traquino demais, ele ria apontando para o amigo que ficar para trás e Buffy pareceu triste por ter ficado. - Você é rápido. - Disse enquanto caminhava para a pia com o bebê para que eles pudessem lavar as mãos para comer.
   - Miley está grávida. - Demi riu, aquilo explicava muita coisa. - Espero que você goste. - Por mais que Nick fosse tímido, eles se divertiram bastante com as caretas de Dan ao provar laranja, e quando ele comeu um pedaço de morango Demi gargalhou gostosamente. Aquele bebê era uma figura. Era mesmo ela quem estava metida em uma furada? Demi estava realmente se divertido com Nick e Dan.
   - Obrigado pelo café, estava maravilho. - Disse enquanto limpava a boca de Daniel suja de achocolatado.
   - Não agradeça. - Nick sorriu tímido. - Vou esperar lá na sala enquanto você arruma as suas coisas. - Disse levando a louça de pouco em pouca até a pia.
   - Nick, eu não vou ficar na casa da minha mãe. - Disse. Mas se o que Nick disse fosse realmente verdade? E se ela desmaiasse na companhia de Dan e Buffy? Um bebê e um cachorro. - Eu sou adulta e sei me cuidar. - Sim ela sabia se cuidar.
   - E como você me explica o quase desmaio na sala? Você está se alimentando direito? - Nick parecia pensativo, ele ficara realmente preocupado ao vê-la da cor de uma folha em branco. - Pense em Daniel e na segurança de vocês, sua mãe vai cuidar muito bem de vocês até que você e o Joe se resolvam. - Só não sabia como iria resolver aquela confusão emaranhada com Joe. 
   - Tudo bem, só vou por Daniel. - Por Dan ela fazia tudo. Talvez seria melhor ir para a casa de Dianna, lá os pensamentos sombrios não teriam vez porque ela estaria rodeada de pessoas que preservavam pela sua saúde.

Continua... Oi! Como vocês estão? Eu estou bem :) Espero que estejam gostando da fic.. acho que muita gente não gostou do capítulo anterior.. maas.. Respostas dos comentários Aqui. Beijos lindas :p
Divulgando: Jemi - Uma nova História


14.6.14

Capítulo 46

*Divulgando* Histórias Jemi!!

  Manter a vida tripla de mãe, esposa e celebridade não era fácil. As responsabilidades eram precisas, mesmo assim Demetria conseguia driblar os obstáculos para manter-se firme no posto de super mulher. Foram dias cansativos, tanto pela pressão psicológica que sofria no trabalho quanto pelas atividades rotineiras de casa. Todavia, tudo tinha dado certo. Agora permitia-se relaxar no sofá, e já que a criatividade estava aflorada, rabiscava alguns versos sem compromisso algum. Algumas horas mais tarde, o barulho gradual dos pingos de chuva encheu seus ouvidos. Estava tarde, deveria ser cerca de oito da noite e Joe ainda não tinha chegado. A semana de Joseph estava sendo corrida, ele mal tinha tempo de respirar por conta das audições dos futuros contratados da gravadora. Demi ficara preocupada, Joe estava ansioso e esperançoso demais. Entendia que era importante para ele e que finalmente depois de meses parado ele estava animado para trabalhar, mas tudo tinha limites. No outro lado da sala, um certo e imbatível bebê não para quieto. Tivera que abafar o riso para não distraí-lo. Daniel requebrava para a esquerda e para a direita no ritmo da música dos Backyardigans, o que o deixava a coisinha mais fofa e engraçada era a fralda, que aumentava o traseiro do bebê. Demi aproveitou para filmá-lo, e sem se conter, gargalhou gostosamente quando o pequeno tornou a repetir os movimentos como os personagens do desenho rebolando aquele bumbum enorme.
   - Deixa a mamãe dar um beijo em você. - Daniel correu até a mãe e deixou que ela o envolvesse com os braços e o beijasse carinhosamente. - Mamãe ama muito você. - O sorriso de Demi alargou-se ainda mais quando ele sorriu. Ela o abraçava com um abraço de urso e tinha a testa colada a dele.
   - Mama. - O risinho dele a chamando era fofo demais, Dan não resistia quando a mãe mordia sua bochecha.
   - Mamãe vai te proteger. - Demi o envolveu no colo quando o barulho do trovão assustou o pequeno. Começara a chover com mais força e Joe estava em algum canto daquele cidade. Dan deitou-se com a mãe no sofá e ria baixinho das trapalhadas do filme que começara logo após o pequeno musical que o fazia requebrar o bumbum, "O Rei Leão" não era um musical, mas ele adorara o pequeno Simba. - Daniel? - Demi o chamou quando o filme já estava quase na metade. Segundos depois o pequeno a olhou com aquele olhar pidão e ela entendeu o que ele queria. Pela primeira vez Daniel não mamou olhando para ela, aliás, ele estava dividido entre o filme, o peito e os olhos da mãe. E para não se sentir culpado, ele levou a mãozinha até o seio de Demi como se aquilo fosse compensá-la por ele não estar olhando nos olhos dela fixamente. - Dan? Você vai dormir e deixar a mamãe sozinha? - Demi brincava com os cabelos do filho o vendo cochilar em seus braços. O tempo estava passando tão rápido e o seu bebezinho estava crescendo muito. Envolvendo-o com a manta, Demi o deitou sobre ela e o abraçou carinhosamente. Seus pensamentos pairavam entre Joe e Dan, aliás, onde ele estava? Estava ansiosa para que ele chegasse, Simon Cowell apresentara o tão esperado contrato. Demi praticamente decorou cada cláusula do contrato, e particularmente, estava muito satisfeita com a proposta generosa de Simon.
   Um toque, dois toques e desligado. Onde ele estava que nem o telefone atendia? Evitando fazer movimentos bruscos para não acordar Daniel, Demi pegou o controle da tevê na mesinha de centro e trocou de canal. Hum.. Assassinatos, roubos, tentativa de suicido na Vincent Thomas e engarrafamento. Ótimo! Joe deveria estar preso no engarrafamento e como estava chovendo não conseguia contato. Abaixando o volume da tevê, Demi acomodou-se mais no sofá e ficou a observar Daniel dormindo serenamente em seus braços. Como seu filho era lindo, tão lindo.. Quanto tempo mesmo ela tinha ficado ali? Quando abriu os olhos, o noticiário tinha acabado e começara o jogo de beisebol. Demi ajeitou o pequeno nos braços e levantou-se para levá-lo para o berço. Depois de um beijo carinhoso na testa e o típico "eu te amo", Demi desceu as escadas e não hesitou em sorrir ao ver a luz branca meio azulada dos faróis do carro de Joe.
   - Você demorou. - Demi sorriu de orelha a orelha ao vê-lo caminhar até ela, Joe estava tão lindo vestido no terno slim preto. Mais parecia um empresário.
   - Engarrafamento. - Joe forçou um pequeno sorriso e curvou-se para dar um selinho demorado nos lábios de Demi. - Você está linda. - Por mais que o seu dia tinha sido péssimo, Joe não poderia negar que ela estava completamente linda. Adorava elogiá-la para vê-la ficar toda vermelhinha de vergonha.
   - Você também. - Sorriu envergonhada.
   - Cadê o nosso pequeno? - Joe largou a maleta no sofá da primeira sala e caminhou diretamente para a cozinha.
   - Ele dormiu tem pouco tempo. Está com fome? - Demi o abraçou por trás. Ela conhecia o homem que tinha em casa, e apostaria que ele estava faminto.
   - Você não faz ideia. - Joe desabotoou o paletó e o deslizou pelos braços. - Amo quando você faz isso. - Sentia-se como se estivesse no céu, um gemido escapou pelos lábios entreabertos quando as mãos dela o apertou levemente. Tudo que mais precisava depois de um dia estressante era das mãos angelicais de Demi massageando seus ombros.
   - Relaxa, você está muito tenso. - Demi sorriu enquanto se sentava no colo dele. - O que foi? - Demi sabia que tinha algo de errado, Joe estava quieto demais. Teria sido o dia tão ruim assim?
   - É apenas fome. - Joe sorriu tímido, ultimamente ele andava muito esfomeado.. - Eu vou tomar banho, tudo bem? - Perguntou pressionando as coxas nuas por conta da saia curta com as mãos. - Não quer vir comigo? Eu adoraria brincar de mamãe e papai na banheira com você. - Demi arregalou os olhos levemente quando Joe curvou-se e beijou o começo do decote. Os lábios quentes e macios fizeram-a arrepiar, logo eles subiam pelo tórax para o pescoço e do pescoço para o queixo onde ele mordiscou antes de selar os lábios aos dela.
   - Eu adoraria. - Mal conseguindo respirar, Demi esboçou um sorriso enigmático cheio de segundas intenções. - Mas eu sou uma esposa muito prendada e o meu marido está faminto. - Joe riu do biquinho que ela fizera frouxando a gravata e começando a desabotoar a camisa.
   - É uma pena. - Os dedos dele adentraram os cabelos dela enquanto os seus lábios devoravam o da mesma. Demi não afastou a mão boba adentrando sua blusa, bem pelo contrário, ela também queria acariciá-lo ousadamente. Não tinha nada melhor que uns amassos na cozinha.
   - Não senhor. - Sussurrou entre o beijo. Joe tinha uma mão subindo a saia e a outra acariciando o seio esquerdo. - Joseph, você está faminto. Eu vou cozinhar para você e mais tarde, talvez, nós podemos namorar. - Demi atropelava as próprias palavras, era meio difícil pensar com as mãos dele percorrendo o corpo.
   - Você é muito malvada. - Murmurou com os lábios no pescoço dela. - Tesão acumulado vai te deixar dolorida. - Não tinha preço vê-la corada.
  - Estou louca para ficar dolorida. - Quando deu por si já tinha dito o que não deveria. - É melhor você subir para tomar banho antes que apanhe com a panela de pressão. - Por Deus! Ela estava tão vermelha e nervosa que mal conseguia olhá-lo.
   - Seu desejo é uma ordem. - Demi escondeu o rosto no pescoço de Joe o fazendo rir. - Bem, agora eu vou tomar meu banho porque não quero apanhar de panela de pressão. - Ainda sem muita coragem, Demi ergueu-se para tentar espiá-lo, mas acabou gargalhando junto com ele ao perceber que ele também tentava olhá-la.
   - Você é muito bobo. - Disse ainda rindo. Uma das coisas que Demi mais gostava em Joe era que ele sempre a fazia rir independente das circunstâncias. - Banho meu amor. - Demi beijou a bochecha de Joe carinhosamente e levantou-se do colo dele. Estava descabelada, a blusa fora do lugar, e a saia toda encolhida na cintura.
   - Bunda gostosa. - Antes que ela pudesse protestar por conta do tapa no traseiro, Joe saiu correndo a todo vapor da cozinha.
Quando era mais tarde Demi cozinhava cantarolando as músicas do rádio, a chuva estava fraca e o cheiro da comida despertava uma fome voraz. Pensara em como iria contar sobre o contrato, ela estava ansiosa e planejara contar o mais breve possível. Conhecia muito bem o cheiro do Odin Nº10, mordeu o lábio inferior para não rir conforme ele se aproximava, ela fingira que estava distraída trocando o rádio de frequência.
   - Oi. - A voz rouca soou em seu ouvido fazendo-a arrepiar, aqueles braços fortes envolvendo o corpo dela contra o corpo dele.
   - Oi amor. - Demi sorriu aninhado-se ao corpo dele. - Gostei da camisa. - Até pouco tempo ele parecia um empresário vestido no terno slim preto, agora parecia bastante confortável vestido com uma camisa preta sem mangas com o logo do Aerosmith e calção preto. - O jantar está pronto. - Demi virou-se ficando de frente a ele.
   - O cheiro é maravilhoso. - Joe respirou fundo e fechou os olhos ao sentir aquele cheiro divino, estava faminto. - O dia foi tão cheio na gravadora, que mal tivemos tempo para sair para comer, Nick fez aqueles sanduíches horríveis de pasta de amendoim. Tivemos que comer tomando chá mate quente. - Demi conhecia Nick muito bem para saber que ele não liberaria os irmãos na hora do almoço ou do lanche da tarde, Nick era centrado e profissional, e pelo que Joe contava, eles estavam desesperados para encontrar um bom cantor e considerando o tempo de viagem até as respectivas casas, seria perca de tempo já que todos moravam longe da gravadora.
   - Se você tivesse ligado eu levaria almoço para os três. - Comentou enquanto se servia. - Amanhã você vai trabalhar? - Queria que a resposta fosse "não", durante todos os dias da semana ela só via Joe pela manhã e quando já estava deitada para dormir. Fora que Dan estava sentindo falta do pai.
   - Eu ainda não sei. - Disse meio pensativo. - Algum problema? - Sentaram-se juntos a mesa frente a frente, Demi não gostava do rumo daquela conversa.
   - Daniel está sentindo sua falta. - Disse com certo receio. Ora, por mais que ela também trabalhasse o tempo inteiro, não deixava Dan de lado, sempre dava atenção para ele quando estava compondo ou fazendo alguma ligação importante.
   - Eu também sinto falta dele, mas quando chego ele já está dormindo. - Não! As coisas não era para ser assim. O clima antes bastante agradável agora estava cheio tensão.
   - Eu também sinto sua falta. - Murmurou o olhando. As noites não eram mais quentes e cheias de amor. Da segunda-feira a quinta-feira a cama estava fria, não passavam de beijos e mãos bobas porque ela estava cansada, Daniel estava com fome ou ele estava cansado.
   - Dem, olha, eu sou pai e marido. Minha obrigação é trabalhar para cuidar de vocês. - Por mais que ambos não quisessem admitir, o terrível fim da banda estava interferindo na vida deles. Demi sabia que dinheiro não era problema, e nunca iria ser. Ela tinha o suficiente para que eles pudessem viver uma vida longe de complicações financeiras.
   - Eu não acredito que esta é a questão. - Demi passou as mãos pelos cabelos em um gesto nervoso.
   - Podemos mudar de assunto? - Perguntou incomodado e ela apenas assentiu. Era melhor assim, caso contrário iriam acabar como adversários em um campo de guerra. - Como foi o seu dia? - Droga, ela estava chateada. Conhecia aquele olhar.
   - De manhã eu e Dan brincamos na piscina, depois assistimos desenho e comemos chocolate. Na hora do almoço Dan brincou de desenhar no cercadinho com Buffy enquanto eu cozinha. - Pensara que só faltava ele, tinha sido um dia realmente agradável ao lado do seu pequeno. - Depois do almoço nós tomamos banho juntos e ficamos um pouco no jardim, Dan ficou encantado com os passarinhos coloridos que estavam perto das roseiras, quando foi mais tarde eu recebi o contrato de Simon e resolvi compor um pouco enquanto Dan assistia desenho. - Joe queria ter passado o dia com eles, seria muito divertido escutar as gargalhadas exageradas de Dan, comer chocolate, brincar na piscina e assistir desenho com o pequeno. - Eu fiz um vídeo para você. - Joe sorriu timidamente para ela assim que a mesma entregou o telefone. Dan rebolava o bumbum de um lado para o outro no ritmo da música dos Backyardigans, ele sorria sapeca todo animado dançando. Joe ria das travessuras de seu pequenino, ele era tão esperto.
   - Amanhã nós podemos passar o dia inteirinho com o nosso filho. - Disse timidamente, seja lá qual fosse o compromisso da vez, já estava desmarcado. - Estou feliz por você. - Joe sorriu verdadeiramente para ela. Sabia que era uma ótima oportunidade para Demetria.
   - Obrigado. - Demi finalmente sorriu depois do momento tenso. - Vou buscar o contrato. - Joe riu vendo-a sair correndo da cozinha para buscar o tão esperado contrato. Dois minutos mais tarde, Demi voltou saltitante, mais parecia uma menina que ganhara uma nova boneca do que uma mulher que era casada. Ela sentou-se ao lado dele com a cabeça deitada no ombro enquanto Joe lia a proposta de Simon do contrato de praticamente quinze folhas com letras miúdas na frente e no verso.
"Cara Srta. Lovato, Simon Cowell a convoca para
mais uma de suas ilustres jornadas do programa
mais famoso da Europa, agora na América, para 
junte-se a nossa bancada de jurados."
"Demetria, a proposta está de pé. Acompanho o seu senso critico e a sua carreira brilhante a determinado tempo, adoraria que se juntasse a nós. Podemos iniciar o seu contrato com um milhão de dólares? O que acha? Qualquer insatisfação procure-me. - S. Cowell." - Tudo bem. Joe leu o resto do contrato atentamente para não se perder, era uma ótima proposta e sabia que Demi iria dar conta do recado, ela era excepcional.
   - O que você acha? - Perguntou completamente eufórica, e Joe murmurou um "hum" terminando de ler a última cláusula.
   - Parabéns Sra. Lovato. - Disse imitando o sotaque britânico de Simon e a beijou na boca. - Não vai assinar? - Perguntou fitando o campo vazio onde ela teria que assinar e Simon finalmente iria descobrir que no nome de Demi tinha incluso o "Jonas".
   - Eu ainda não sei. - Murmurou.
   - Não sabe? - Joe repousou o contrato sobre a mesa e a olhou.
   - Eu vou assinar, só estou em estado de choque. - Disse rindo. Aliás, não era todo dia que alguém oferecia um milhão de dólares como oferta de trabalho. - Está tudo bem? Você acha que eu devo assinar? - Perguntou sentando no colo dele toda manhosa.
   - Eu te devo uma, e não sou contra o seu trabalho. - Finalmente conseguia respirar direito, era aquilo o que ela queria ouvir. - Mas.. - Mas! Mas, droga, um "Mas" nunca era bom. - Você vai ter que viajar praticamente por quatro meses. - Não queria ser injusto com ela, mas estava pensando em Dan, ele não poderia viver migrando de cidade para cidade, Daniel era um bebê.
   - Eu sei.. - Murmurou se levantando. Estava enganada, como poderia pensar que iria conseguir associar uma coisa na outra? Não tinha como trabalhar e ser uma mãe e esposa presente. Era uma coisa ou a outra. Se quisesse equilíbrio em sua família teria que se dedicar bastante, e cantar seria apenas um hobbie. E se quisesse sucesso em sua carreira, tanto de cantora quanto a de futura jurada e atriz teria que se dedicar, e ser mãe e esposa seria apenas um hobbie. O que iria fazer? Parecia ser tão fácil com as outras mulheres. Dois sonhos realizados e ela teria que escolher entre um? Aquilo não era justo, de maneira alguma. Adorava cantar e ser a mulher da vida dos homens mais importantes de sua vida: Daniel e Joe.
   - O que foi? - Joe levantou-se e caminhou até ela. Estava pálida e tinha os olhos marejados. - Não chora, por favor. - Joe ficara a pensar, será que todo homem reagia como ele ao ver sua mulher chorar? Não fazia ideia do que fazer, apenas a abraçou. Tinha medo de tentar confortá-la com palavras e piorar a situação, ele era homem e dificilmente chorava, bem ao contrário de Demi que só faltava chorar com uma folha que caía da árvore.
 Sentia que estava prestes a entrar em uma furada. Se ela aceitasse aquele contrato iriam vir mais e mais contratos, e como ficaria Daniel? Não queria que o seu filho fosse criado por babás e que visse a mãe e o pai poucas vezes no ano. Queria cuidar dele, brincar com ele, ensiná-lo a viver naquele mundo cruel e estar sempre ao lado da melhor coisa que já tinha acontecido em toda a sua vida. Ninguém a entenderia, aliás, só aqueles que tinham a melhor coisa que uma mulher e um homem poderiam ter: um filho. Amava aquele bebezinho a ponto de se esquecer de si mesma, esquecer-se de que ela era de carne e osso, que era apenas uma mulher.
   - Você quer que eu assine? - Perguntou soluçando.
   - Eu não quero que minha opinião influencie na sua decisão. - Joe mal olhou nos olhos dela, apenas a abraçava.
   - Admita, você não quer. Eu sei. - O silêncio dele só comprovou que ela estava certa. - Eu não sei que merda eu vou fazer da minha vida. - Demi se soltou dos braços de Joe. Precisava de água com açúcar em dose dupla.
   - Admita você que não quer que eu desfile de cueca. - Demi estreitou os olhos ao olhá-lo, ele queria mesmo discutir aquela questão agora?
   - E se eu fosse desfilar apenas de calcinha e sutiã, Joseph? Você não me deixa usar vestidos em público, imagina se eu fosse desfilar. - Demi gesticulava as mãos em um gesto nervoso. O que ela dizia era verdade, além de proibi-la de usar certas roupas, ele também não deixava que a mesma trabalhasse com outros homens, apenas os seguranças.
   - Vestidos? O que você quer usar não tampa nem o seu traseiro. - Disse irritado. Ora, quando ela usava vestido ele tinha que estar o tempo todo ao lado dela a vigiando, se Demi soubesse o quanto aquela bunda enorme chamava atenção masculina.
   - Grosso! - Gritou irritada.
   - E se eu fosse desfilar apenas de calcinha e sutiã, Joseph? - Por Deus! Ela iria esbofeteá-lo. - Prefiro ser grosso do que mimado. - Disse entredentes.
   - Onde eu estava com a cabeça quando aceitei me casar com um idiota! - Demi estava quase partindo para cima dele, só faltava um pouquinho para ela o esbofetear.
   - Eu é que não sei o que eu tinha na cabeça quando pedi você em casamento. - Ofegavam de nervoso e o olhar desafiador de Demetria o deixava a flor da pele.
   - Joseph, me solta! - Demi tentara o acertar, mas Joe foi mais rápido e a segurou pelos pulsos. - Me solta agora! - Era difícil conseguir se mover entre o balcão e o corpo de um homem.
   - Deixa de ser teimosa pelo menos uma vez na vida. - Um gemido de dor escapou pelos lábios dela, ele a apertava com muita força contra a pedra de mármore do balcão que batia na parte de trás da cintura. Fora os pulsos que começavam a latejar de dor com as mãos dele os envolvendo.
   - Você está me machucando. - Choramingou assustada enquanto os lábios dele devorava seu pescoço ferozmente. Demi tentava se soltar dos braços fortes, mas mal conseguia se mover para se livrar dele.
Estava cansada de se debater, os pulsos doíam, e ela não iria mais pedir para que ele parasse. Joe parecia estar fora de si, ele mal a olhava e a tocava sem carinho. Quando os lábios dele alcançaram os dela, Demi cedeu ao beijo agressivo o suavizando. O beijo que antes machucava os lábios delicados de Demi, se transformara em um beijo suave e terno. As mãos afrouxaram nos pulsos e repousaram na cintura a puxando contra o corpo suavemente enquanto ela envolvia o pescoço dele com os braços e enterrava os dedos aos cabelos da nuca. Os olhos dele pareciam procurar uma resposta nos dela, o olhar dele era tão intenso e penetrante, que Demi podia ver o mescado de castanho com verde e as leves fitinhas douradas na íris.
   - Demi.. - O suspiro soou como uma suplica, ele a impulsionou para cima e Demi envolveu a cintura dele com as pernas. Se fitavam intensamente enquanto ele caminhava descalço pela casa levando-a para o quarto. Demi se perguntava o que estava acontecendo com eles, não eram mais os menos, estavam tão distantes e tão perto ao mesmo tempo. Tudo que ela enxergava nos olhos dele era uma mistura de magoa com desejo e paixão, estavam tristes e sem brilho. O que eles tinham feito com ele? Ou seria ela?
Mesmo quando a deitou enquanto a beijava, Joe não conseguia esquecer o que tinha feito na cozinha, o jeito que ele a imprensou contra o balcão e apertou os pulsos dela com força. O que ele iria fazer se ela não cedesse? Demi estava tão quieta e o deixava tirar cada peça da roupa que vestia. Mais tarde, depois de beijá-la carinhosamente por todo o corpo, Joe a possuiu apaixonadamente por diversas vezes durante a noite, e a cada vez que ela chegava ao limite, sussurrava o nome dele.
   - Demi? - As mãos acariciam os cabelos e as costas da mulher que estava deitada sobre o seu corpo. - Pequena? - Joe sentiu o coração partia quando a chamou pelo apelido que usava desde que a conheceu. O coração acelerou quando ela o olhou um tanto sonolenta e esboçou um pequeno e tímido sorriso. Deveria ela estar cansada, muito cansada. Joe não deixou de sorrir calorosamente para a amada, curvou-se e a beijou carinhosamente. - Amo você. - Sussurrou brincando com os cabelos dela. Mas Demi já tinha adormecido nos braços dele.
Sentia-se como o pior dos seres, o que ele tinha feito com ela? Joe tocou a mão de Demi, que estava sobre o seu peito, e entrelaçou os dedos aos dela. A aliança grossa e dourada era rodeada de pequenos diamantes nas respectivas bordas, brilhava no dedo dela. Demi parecia tão serena dormindo aninhada a ele. Nos pulsos, as tatuagens cobriam as cicatrizes, e a marca das mãos dele começavam a passar do rosado para o roxo. Deus! Ele tinha a machucado. Demi era pequena e delicada, e ele era grande e forte. Joe ergueu-se cuidadosamente para não acordá-la e afastou a coberta do corpo de Demi. Como pensara. Um pouco acima do traseiro, nas costas da cintura, uma linha grossa e rosada estava marcada na pele macia e alva de Demetria. Ela não estava brincando quando disse que ele estava a machucando. Droga! Ela deveria ter o esbofeteado na hora que ele a levou para a cama, mas tudo que ela fez foi se entregar a ele. Agora ele carregava a culpa junto com a raiva e o desprezo que sentia por si mesmo. A que ponto ele tinha chegado... Para que Demetria não acordasse, Joe esperou que ela dormisse profundamente, só assim não teria risco dela acordar. Deitou-a no lugar que ele estava e suspirou ao vê-la deitada. Tinha vontade de chorar, e a pergunta ecoava em sua mente. "O que você fez com ela?".

Continua... Oi! Então, ai meu Deus. E agora? shuasauj Ta acabando jsias sei lá, uns quatro capítulos, incluindo o especial Niley, que será uma chave para Jemi e o epilogo. Eu não vou comentar sobre esse capítulo, to meio sasajjdssa e acho que fiz merd*, maaaas era o que estava planejado. Qual vai ser a reação da Demi? O que o Joe vai fazer agora? O bicho pegou. Beijos! E aqui está a resposta aos comentários de vossas lindezas.


13.6.14

Oi! Desculpem pela demora para postar, é que o capítulo é bem decisivo e eu estou sem ideias.. As coisas não estão como eu queria.. Então estou fazendo algumas mudanças, ok? Vou tentar postar ainda hoje. Beijos meninas lindas e desculpem pela demora :) 

8.6.14

Capítulo 45

Por mais que sentir lábios quentes movendo por todas as partes de seu corpo, mãos másculas lhe apertando gostosamente e o sentir bater no fundo fosse maravilho. Dormir com Joseph não era nada bom, ainda mais se ele estivesse deitado por cima. Deveria ser tarde. Demi estava sendo esmagada, só podia ser. Tentou se mover, sem resultado algum e murmurou um palavrão. Além de pesado, Joe também estava com a “barraca armada”. E o que era aquela luz meio cinza que piscava toda hora?
   - Joe. – Tentou o empurrar, mas ele só aninhou mais a ela. Demi revirou os olhos e respirou fundo. Foi impossível não gritar e mover-se bruscamente. A televisão estava ligada e não era muito bom acordar depois de uma transa maravilhosa, com um homem, por mais que fosse pesado, lhe aquecendo o corpo e na tevê está passando filme de terror. – Joe? – Demi arregalou os olhos com o grunhido de dor do marido.
   - Aí. – Choramingou caído no chão. Deveria estar doendo muito, o barulho do corpo de Joe se chocando contra o chão mais parecia um terremoto.
   - Você machucou? – Perguntou preocupada ao fitá-lo da cabeça aos pés estirado no chão. – Por que você não desligou a tevê? – Demi revirou os olhos e procurou o controle para desligar a tevê. É isso que dá namorar com a tevê ligada com o som mudo.
   - Aí. – Choramingou novamente e Demi revirou os olhos. – Você deveria me dar um beijinho para a dor sarar. – Queria socá-lo! Ela se sentia tão culpada por ter o derrubado e ele estava brincando? Aquele sorrisinho safado o entregava.
   - Beijinho? Eu quero te esbofetear! – O corpo doía, e ela precisava de uma cadeira de rodas... – Não senhor. – Porque ele era mais esperto que ela? Por mais que Demi tentasse desviar as mãos das dele, Joe conseguiu a puxar para cima dele.
   - Só um beijinho. – Demi riu do biquinho que Joe fizera. – Só um beijinho gatinha. – Demi relaxou o corpo sobre o dele e roçou os lábios delicadamente e aos poucos começara a adentrar a boca dele com língua.
   - Desculpe por te empurrar. – Sussurrou envergonhada. – A televisão estava ligada e eu me assustei. – Joe sorriu ao receber um beijo carinhoso na bochecha. Demi ficava tão fofa quando estava envergonhada, ele só não entendia o porquê de tanta vergonha sendo que eles já aprontaram tantas coisas...
   - Só desculpo se você tomar banho na banheira comigo. – Demi assentiu timidamente, chegara ficar corada quando ele beijou a testa dela.
   - Vamos subir? Daniel deve está acordado. – Demi levantou-se depois de um longo selinho e vestiu-se com a camisa dele e a calcinha.
   - O que acha de jantarmos pizza? – Perguntou enquanto subiam as escadas de mãos dadas.
   - Por mim tudo bem. – Sussurrou já que acabara de adentrar o quarto de Dan e tudo estava quieto. – Ele ainda está dormindo. – Suspirou aliviada ao ver o pequeno dormir tranquilamente no berço.
   - Nosso filho está crescendo. – Joe sorriu para Demi e para o pequeno. – Demi. – Joe franziu o cenho ao tocar a testa de Dan, ele iria arrumar os cabelos do pequeno para o lado. – Ele está quente. – Joe levou a mão livre até a testa de Demi.
   - Joe, você está me deixando preocupada. – Demi levou a mão à testa de Dan e na mesma hora estremeceu, ele estava quente. – Olha a temperatura do quarto. – Delicadamente, Demi afastou a coberta do corpinho de Dan e o envolveu nos braços. – Bebê, mamãe vai cuidar de você. – Demi beijou a bochecha do pequeno ainda adormecido e sentou-se na poltrona com ele.
   - Está tudo normal.  Joe sentou-se no braço da poltrona e ficou a observar o bebê adormecido nos braços da mãe. – O termômetro está na gaveta da cômoda? – Sussurrou para que Dan não acordasse. Demi assentiu. Na primeira gaveta da cômoda estilo vintage branca de puxadores verdes, Demi mantinha um pequeno e prático kit de primeiros socorros para horas como aquelas.
   - Amor, pega o termômetro para mim? E separe o tylenol. – Segundos depois o termômetro estava embaixo do braço esquerdo do bebê sobre a supervisão de Demi.
   - Demi, sua mãe disse que é para dar um banho no pequeno, se a febre não passar depois de quarenta minutos é para dar o antitérmico e se não passar nós vamos levá-lo para o hospital. - Demi assentiu e puxou o termômetro.
   - Trinta e oito ponto seis. – Respirou fundo. Não era a primeira vez que Dan tinha febre, mas sempre que acontecia Demi ficava super preocupada.
   - Você vai acordá-lo? – Demi assentiu balançando levemente a cabeça.
   - Meu anjo, acorda. – Demi beijou a testa de Dan carinhosamente e ele apenas suspirou. - Dan, acorda. - Depois de beijos carinhosos distribuídos pelo rosto do pequeno, Dan finalmente acordou estranhando tudo.
   - Ei, você acordou. – Joe curvou-se e beijou a bochecha do filho. Ele estava tão bonitinho com os cabelos desgrenhados e a carinha de sono.
   - O que acha de tomar banho e depois mamar? – Demi estava tão aliviada, se ele estivesse irritado e chorão estaria mais preocupada, mas Dan parecia bem, além da febre, estava tranquilo e ela apostaria que daqui a pouco ele estaria gargalhando e andando atrás dela e do pai como sempre fazia.
   - Por que você não vai tomar um banho enquanto eu cuido dele?  Sugeriu Joe. Sabia que um banho seria ótimo para Demi, ela ficaria mais disposta e poderia cuidar melhor de Dan.
   - E se.. Tudo bem, vou tomar banho. – Revirou os olhos, pelo olhar de Joe, ela levaria uma bronca daquelas. – Mas é rápido, e qualquer coisa é só me chamar. – Joe assentiu e pegou o pequeno dos braços de Demi.
   - Mamãe é um grude, não é? – Joe correu os dedos pela barriga de Dan e ele riu fraco ainda sonolento. – Mas ela só quer cuidar de você direitinho, por isso que ela é super preocupada e mandona. – Joe o distraía começando o despir no trocador cuidadosamente.
   - Papa. – Dan apontou para o patinho em cima da cômoda. Demi sempre deixava os brinquedos do pequeno longe do berço, ela tinha medo que ele pudesse se machucar quando estivesse dormindo ou algo do tipo.
   - Calma, papai vai devagar. – Joe esticou o braço até a cômoda para pegar o patinho do pequeno. Precisava distraí-lo. Dan franziu o cenho e gemeu quando o pai ergueu a perninha direita e depois a esquerda para tirar a fralda. – Não, não chora. Papai não vai te machucar. – Era meio difícil segurá-lo no colo, quando Joe tocava no bumbum do pequeno ele choramingava todo manhoso, fora a perninha direita, estava meio avermelhada na região onde tomara a injeção. O jeito foi levar as mãos, um tanto grandes demais, para debaixo dos braços do pequeno o deixando com as perninhas livres. Mas Dan ria e choramingava. Ria porque era sapeca demais e sentia cócegas por conta das mãos do pai. Choramingava porque era manhoso e porque o bumbum estava doendo um pouquinho.
   - Papa. – Choramingou quando o pai o sentou na banheira cheia de água morna.
   - Daniel, papai está tentando cuidar de você, mas se você não colaborar a febre não vai passar. – Joe ensaboava levemente o tórax do pequeno tendo todo o cuidado do mundo para não machucá-lo.
   - Como ele está? – Joe quase caiu para trás de susto, Demetria já tinha tomado banho? Deus, que mulher desesperada.
   - Ele está bem, só não podemos tocar no bumbum e na perninha direita. – Disse a olhando rapidamente. Como sempre Demi tinha assaltado o closet dele. – Legal esta camisa. – Disse rindo. Camisa militar e short de dormir que mais parecia uma box.
   - Eu gosto de usar suas roupas, elas são confortáveis e tem o seu cheiro. – Joe sorriu de lado e roubou um selinho. – A febre está indo embora. – Demi não pode deixar de sorrir. Como toda mãe, ela também não gostava de ver o seu filho doente, doía mais nela do que no pequeno.
   - "An omí" – Aquele biquinho era tão fofo, Demi curvou-se e deu um beijinho de esquimó o deixando todo envergonhado.
   - Mamãe sabe que você está com fome anjo. – Demi riu das bochechas coradas do bebê e do sorrisinho tímido. – Amor, pega a toalha dele. – Daniel adorava chamar toda a atenção dos pais, receber todo o carinho e amor que eles tinham por ele. Ficara tão fofo o bebê enrolado na toalha e aninhado aos braços do pai, que Demi insistiu em tirar uma foto.
   - Vai amamentá-lo aqui ou lá no nosso quarto? – Perguntou enquanto vestia o bebê.
   - Lá, seria bom se ele pudesse dormir conosco esta noite. – Demi estreitou os olhos ao olhá-lo. Como ela iria deixar um homem daquele desfilar apenas de cueca? As mulheres iriam atacá-lo na passarela. Deus, porque ele tinha que ser tão lindo? De cueca! Joe simplesmente era uma tentação de cueca, o bumbum volumoso e ótimo de apertar.. sem citar o volume que iria enlouquecer o mundo. Não, ela não queria compartilhar a felicidade dela com ninguém.
   - Demi? – Joe estalava os dedos e a chamava. Droga, odiava quando era pega no flagra, ainda mais quando seus olhos estavam fixos no traseiro dele. – Bebê, Daniel está faminto. – Dan e Joe a olhava com uma cara duvidosa, será se ela tinha exagerado nas olhadas?
   - Vou amamentá-lo. – Demi pegou o filho no colo, mas os olhos estavam presos em outro lugar.. Porque ela não tirava aquela ideia estúpida da cabeça? Ah sim, porque Joe vestia apenas uma box. Uma box preta!
   - Você está bem? – Joe levou a mão até a testa de Demi para tirar a temperatura, imaginara que a febre de Dan tinha passado para Demi..
   - Estou. – Revirou os olhos. – Eu estou com fome, você ainda vai pedir aquela pizza? –  Perguntou enquanto caminhavam para fora do quarto. De repente uma fome sobrenatural tomava conta de si, estava há mais de horas sem comer.
   - Vou pedir agora. – Joe a observava deitar-se a cama com o bebê nos braços enquanto ele conversava com o rapaz da pizza. Também estava com fome.. A tarde tinha sido agitada demais. – Daqui uma hora a nossa pizza chega, vou tomar banho.  Demi assentiu e recebeu um selinho antes dele sair cantarolando para o banheiro.
   - Acho que a mamãe está com muita fome.   Demi riu dos olhos arregalados de Dan. Ora, o barulho do estômago pedindo comida o assustou.  Você também está com fome?   A febre estava indo embora e Demi estava super aliviada. O pequeno abocanhou o seio avidamente, estava faminto.   Sua perninha está doendo?   Na mesma hora, Demi tocou a perna direita do pequeno e ele choramingou com o peito na boca, era tão manhoso.. Daniel era tão concentrado, mamava avidamente e não parava de maneira alguma. Quando Joe finalmente terminou o banho, Demi estava quase cochilando enquanto o pequeno ainda mamava.
   - Como ele está? - Perguntou se sentando na beirada da cama perto dela.
   - A febre passou. Mas é bom ficarmos atentos.  Joe levou a mão até os cabelos do pequeno para deixá-los bagunçados.  Não Joseph.  Disse rindo da careta de sapeca de Dan.
   - Ele gosta.  Joe beijou a bochecha do pequeno carinhosamente repetidas vezes até que Dan gargalhou adorando a brincadeira do pai.  Papai já volta.  Joe sorriu amarelo ao olhar para Demi.
   - Eu não sabia que o toque do seu celular era Here We Go Again.  Demi mordia o lábio inferior para conter um sorriso. Particularmente achava fofo.
   - Eu também não sabia que o seu toque era All This Time.   Acabou que os dois riram e trocaram selinhos antes que ele descesse para buscar a pizza.
Famintos? Era preciso de mais para definir Joseph e Demetria. Céus! Demi nunca tinha comido tanta pizza como comera, sem mencionar Joe.. Ele quase comeu uma pizza sozinho. É o que da passar a tarde inteira namorando no sofá e só acordar a noite.
   - O último pedaço é meu!  Demi arregalou os olhos. Para onde ia toda a comida que Joe comia? Nunca vira um homem comer tanto como ele comia e ser todo definido sem uma gordurinha. Se ela comesse o tanto que Joe comia não iria passar nem em uma porta dupla. Demi já agendara mentalmente os dias e as horas que iria precisar ir para a academia no decorrer da semana. E todos os dias estavam agendados..  Hum.. Não quer um pedaço?  Perguntou envergonhado.
   - Pode comer, eu estou morrendo.   Demi revezava com Dan, mas deixava o pequeno comer a parte mais leve e macia da pizza, já que ele poderia passar mal com aquele recheio pesado como o da pizza de Joe.
   - Não brinca! Você não comeu nem quatro pedaços.  – O queijo derretendo, o gosto do bacon e do presunto junto com o orégano e a azeitona...
   - Amor, quatro pedaços é o suficiente para a minha barriga virar uma bola e minhas pernas encherem de celulite.  Estava exagerando um pouquinho, mas era bem por aquele caminho..
   - Aposto que Dan comeu mais que você.  Joe sorriu ao observá-lo, Dan estava quieto brincando com o patinho sentado entre as pernas da mãe.
   - Talvez.  Sorriu ao olhá-lo.  É melhor você levar esta bagunça para a cozinha. Se não vai dormir na casinha do cachorro.  Joe revirou os olhos, porém acabou rindo.
   - Você é tão mandona.  Disse enquanto recolhia a louça e a colocava na bandeja.
   - Eu sei, agora vai. – Demi o acompanhou com o olhar até Joe passar pela porta do quarto. Alguns anos atrás ela iria odiar a ideia de casar e ter filhos. Mas era tão bom aquele sentimento único que só crescia a cada segundo. Tudo com Joe tinha um significado diferente, ele fazia o tédio virar comédia e sabia exatamente o que ela estava sentindo. Ele cuidava dela e do filho. Sentia-se abençoada por tê-lo em sua vida. E sentia-se mais especial ainda por ser mãe. Bastava um sorriso de Daniel para que seu coração derretesse de amor, ele tornava a vida dela ainda mais especial e era a essência de seu ser.
   - Mama. – Demi sorriu de orelha a orelha para o pequeno. Era uma gracinha vê-lo brincar com o patinho. Daniel era esperto e tinha criatividade para brincar apenas com um brinquedo. Não precisava de muita coisa para satisfazê-lo.
   - Vamos escovar os dentes? Você vai dormir aqui com a mamãe e o papai. – A única coisa que Dan entendia era mamãe e papai, mas não protestou quando a mãe o pegou no colo e o levou para o banheiro para que eles pudessem escovar os dentes.
   - Demi? – Joe a chamou assim que adentrou o quarto e não encontrou ninguém.
   - Banheiro. – Demi ajudava Dan escovar os dentinhos que ainda nasciam. – Ele vai dormir conosco. – Disse assim que Joe entrou no banheiro.
   - Eu iria falar isto agora. – Mais tarde estavam deitados na cama. Entretanto, Daniel lutava para não dormir.
   - Deixe-o brincar com o patinho, ele vai acabar dormindo. – Demi ninava o pequeno nos braços, mas ele choramingava para soltar-se e porque às vezes a mãe pegava na perninha direita dele. A primeira coisa que Daniel fez quando a mãe o soltou foi deitar-se de bruços e brincar com o patinho. Daquele jeito o bumbum doía menos. 
   - Fui trocada por um patinho. – Demi revirou os olhos. Ora, o pequeno preferia o patinho à mãe. - Quieto. – Joe franziu o cenho confuso, Demi deitou-se sobre ele e se aninhava o usando de travesseiro. – Agora você me abraça e diz que me ama. – Sorriu sapeca ao fitá-lo.
   - Querida, a cada disse que se passa você fica mais convencida. – Para que não fosse expulso do quarto a pauladas, Joe a abraçou e sussurrou que a amava. Por mais que ele adorasse vê-la vermelhinha de nervoso, preferia não correr riscos de vida. – Você não é contra a minha carreira de modelo, é? – Perguntou com certo receio. Ninguém da família aprovou a ideia de Joe, e aquilo o deixou desanimado.
   - Milhares de pessoas no mundo vão adorar ver o meu marido de cueca. As mulheres vão começar a fantasiá-lo em suas camas vazias, as garotas histéricas vão querer beijá-lo. Mas eu não sou egoísta a ponto de te proibir de fazer o que você quer. Se for a sua vontade eu vou respeitá-la e vou te apoiar sempre, porque é isso que nós fazemos com as pessoas que nós amamos. – Ela estava ali para apoiá-lo em qualquer decisão que ele tomasse, sabia que Joe era inteligente e talentoso, e iria ter sucesso na carreira que escolhesse.
   - Obrigado. – Sorriu involuntariamente a abraçando com mais força. – Eu estou com muitas ideias. Esta semana a gravadora receberá vários artistas, se nós tivermos sorte vamos encontrar um bom cantor para lançá-lo no mercado. – É, Joe conhecia bem o filho. Dan acabara dormindo de bruços e com o patinho na mão.
   - Como seria este artista? – Demi soltou-se dos braços de Joe para ajeitar Dan na cama. Ser mãe de primeira viagem não era desculpa para Demetria. Demi passou a maior parte da gravidez pesquisando em livros e na internet sobre todos os cuidados que deveria ter com o seu bebê. E uma das coisas que mais a assustou foi a SMSI, Síndrome de Morte Súbita Infantil. Demetria ficara atenta a todos os detalhes e não deixava nada passar em branco, inclusive deixar Daniel dormir de bruços.
   - Alguém que seja naturalmente bom, que saiba cantar, tocar e compor. Que tenha criatividade, carisma e humildade. Precisamos encontrar um artista com este perfil. – Era complicado encontrar alguém realmente bom, mas não era impossível..
   - Eu tenho certeza que vocês vão encontrar alguém muito bom. – Disse bocejando. – Boa noite meu amor. – Demi o beijou na boca e tornou a deitar-se com ele.
   - Boa noite bebê. – Joe beijou a bochecha de Demi e conferiu se Daniel estava bem antes de desligar o abajur.

Continua... Oi :) Preparadas para a última treta? Pois é, está acabando mesmo.. Mas eu estava pensando em uma coisa, na verdade em várias coisas. Talvez vou escrever a segunda temporada desta fic.. Mas não é nada certo, vai depender muito da opinião de vocês. Se quiserem em faço, e se não quiserem eu posto outra coisa depois que esta fic acabar. Obrigado pelos comentários meninas, eu realmente não quero abandonar o blog, e mesmo se eu o fizesse, eu não iria apagar nada, iria deixá-lo aqui de lembrança.. É que é um pouco complicado para mim, sou do tipo que se entrega demais para algumas coisas e deixo a desejar em outras, por exemplo, o blog e os estudos. E por mais que tenha apenas seis meses que terminei o ensino médio, preciso me esforçar muito para conseguir uma vaga no curso de Arquitetura e urbanismo. Beijos, eu amo vocês :')
Ps: vou fazer um capítulo especial Niley :)


Olha só o que eu achei :p Demi me enviou essa foto, sabe? shauhsa Quando o Dan era mais novo </3