10.9.13

4 - Demi?


Agora tudo parecia tão positivo. Quando chegara em Los Angeles, Demi enxergava um novo mundo. Assim que Dianna abriu a porta de casa, Demi pode ver o seu pequenino sentado em frente a escada com um laço vermelho a esperando. Oliver correu até Demi e pulou nas pernas da garota, abanando o rabo, Oliver latia de alegria. 

   - Eu senti sua falta - Disse Demi sorrindo enquanto acariciava o pêlo de Oliver. 

   - Ele chorou todas as noites que você esteve fora - A cada meio minuto Eddie trazia uma mala diferente para dentro de casa. Mulheres! Para que tantas roupas, acessórios, sapatos e maquiagens? 

  -  Nós tivemos que chamar o veterinário nas primeiras semanas - Disse Dianna sorrindo para Demi que ainda brincava com Oliver. 

  - Mais tarde eu vou passear com ele. - Demi sorriu para Dianna e logo viu Eddie entrar com a última mala, eram tantas.. Na verdade nem Demi sabia o porquê daquele tanto de coisa, ela não tinha usado nem metade das roupas e sapatos que tinha levado, e quando raramente usava, era para ver algum médico e o resto do dia ela passava com um moletom que ocasionalmente pertencia a Joe. 

  - Ainda está cedo, é melhor você ir descansar - Disse Dianna abraçando Demetria de lado. Eddie decidira sair de Chicago tarde para chegar em Los Angeles pela madrugada, assim os paparazzis não iriam assediar, e como foi previsto, eles não encontraram nenhum paparazzi. 

 - Tudo bem, agora eu só preciso da minha cama - Demi fez uma careta  por conta dos pensamentos, um tantos estranhos que passaram pela cabeça, mas preferiu os ignorar.. Seria melhor assim. Beijou o rosto da mãe e gritou Eddie antes  de subir as escadas em direção ao quarto.

Assim que entrou no quarto a garota sorriu de orelha à orelha. Aquele local era seu melhor amigo. Demi vivera seus melhores e piores momentos ali, todos os objetos registraram suas aventuras, suas fraquezas e seus medos. Sentou-se na cama e passou a mão pela colcha macia. Em cima do criado mudo tinha vários porta retratos com fotos de Demi com Selena, Miley, Dianna, quando criança, na pré-adolescência e até mesmo uma foto de seu aniversário de dezessete anos.. Demi pegou o porta retrato e sorriu com a lembrança, tinha sido uma festa memorável, ela tinha bebido demais, os paparazzis acabaram invadindo a festa e o melhor e mais constrangedor, ela tinha dormido com Joe, apenas dormido! A garota olhou atentamente para as fotos e se lembrou que a maioria dos porta retratos continham fotos dela com Joe. Era estranho, será se tinha sido Dianna quem trocara? Demi não sentia nenhum tipo de sentimento negativo em relação a Joe, mesmo ele nem ter ligado para saber se ela estava viva, ela ainda gostava dele, ou melhor, ela ainda o amava, não tinha como negar... Só de escutar o nome do rapaz o coração já acelerava, será se ele tinha a esquecido? 

Demi pôs o porta retrato no lugar e decidiu que iria tomar um belo banho, pensar em Joe seria como ter uma recaída e ela não queria chorar muito menos sentir dor, esquece-lo seria a melhor e a única saída, pois Joe com certeza não iria querer nada com ela, Demi não poderia negar que doía pensar assim, mas fazia sentido. 

Depois do banho, Demetria vestiu uma roupa confortável e mergulhou na cama. Demi não estava cansada fisicamente, mas sim psicologicamente, os sentimentos da garota estavam apurados até demais, o que não era tão bom. O dia mal tinha começado e Demi já tinha se emocionado tanto ao lao de Dianna, descansar um pouco não faria mal, bem pelo contrário, só ajudaria Demi a repor suas forças. A jornada apenas começara, agora ela teria que reconstruir todo seu império junto com seus fiéis Lovatics, que foram inacreditáveis, eles apoiaram-a tanto nesses tempos sombrios, Demi se sentia tão protegida e amada, ela tinha uma divida com eles: Sempre ficar forte, foi isso que ela prometeu a sua família.  

A imprensa ia a loucura, finalmente Demi Lovato estava de volta e todos estavam curiosos para saber da recuperação da garota. Demi via-se atordoada por conta das pergunras. Céus! Não tinha completado vinte e quatro horas que Demi estava em casa e a mídia já tinha descoberto. Tudo bem, metade da culpa era de Demi, passear com Oliver em público não tinha sido uma das suas melhores ideias. Demi voltou para casa zonza por causa dos flashes, a perseguição era tanta que se Demi não fosse uma artista famosa, as pessoas pensariam que ela tinha cometido algum tipo de crime bárbaro. 

  - Está tudo bem? - Perguntou Dianna rindo ao ver a garota com as costas apoiadas na porta respirando ofegante como se estivesse acabado de correr numa maratona.

  - Claro - Disse Demi com a voz falha. Demi sentiu Oliver puxar a guia com força, fazendo a soltar de vez, e logo o viu correr até a vasilha de água.

  - Está pálida - Eddie pôs a palma da mão na testa de Demetria como se estivesse medindo a temperatura, Demi estava quente, não de febre, mas por conta da euforia do ataque dos paparazzis. 

  - Preciso de água - Disse Demetria andando rapidamente até a cozinha, Eddie e Dianna a seguiam bastante curiosos. 

  -  O que aconteceu? - Perguntou Dianna sentando-se na cadeira da mesa. 

  - Paparazzis - Respondeu Demi ainda ofegante. Demi sabia da perseguição da mídia, mas nunca pensou que chegaria naquele ponto.

 - Bem, o almoço já está pronto, se você quiser já pode almoçar - Disse Dianna sentindo o peso na consciência, tantas as vezes que ela dizia a mesma coisa e acabava discutindo com Demi por causa da falta de apetite da menina, agora era sabia o porquê e temia que a velha Demi atacasse novamente. 

 - Bem, eu estou com fome - Demi sorriu de lado e se sentou ao lado de Dianna. 

O progresso era visível, Demi esforçava-se para engolir toda a comida do prato, mas os pensamentos negativos a rondava pedindo para que ela vomitasse toda a refeição. Demi estava determinada a mudar, ela só tinha que focar em outra coisa e esquecer de todo aquele mal que a rondava, porém o silêncio na mesa era absoluto, nem Eddie e Dianna desviava o olhar do prato, porém as vezes Demi jurava sentir o olhar de Dianna sobre ela, mas ela nem se atreveu em olha-la. 

  - Está quieta - Finalmente Dianna disse alguma coisa. 

  - Apenas não queria quebrar o silêncio - Disse Demi sorrindo. 

  - Como está a comida? - Perguntou Eddie sorrindo para filha. 

  - Está ótima - Demi tornou a sorrir e se esforçou para comer tudo, ela não iria ter uma recaída assim de cara.

Depois do almoço Demi resolveu que iria fazer algo que ocupasse sua mente com pensamentos positivos e Nick caiu do céu, o garoto ligou para Demi na hora certa. 

- Demi? - A voz de Nick demonstrava a animação do rapaz, ele estava tão feliz por Demi. 
- Oi - Sussurrou Demetria sorrindo. 
 - Como você está? - Perguntou Nick ainda entusiasmado. 
- Estou ótima - Murmurou - e você?
- Também estou bem - Disse dando um leve riso. -  Planos para hoje? - 
- Não - Respondeu Demi meio confusa. 
- Hum.. Que tal um café? - Perguntou Nick animado. 
- Seria ótimo - Demi não tinha nada planejado pelo resto do dia e como Nicholas sempre fora seu melhor amigo a oportunidade parecia ser perfeita. 
- Passo em sua casa daqui a vinte minutos, certo? - Disse Nick. 
- Certo, até - Respondeu Demi. 
- Até - Nick tinha um sorriso bobo plantado nos lábios, a ideia se estar com Demi era ótima... 

Demi não se preocupou muito em se produzir, tomou um banho rápido e vestiu um vestido de verão curto e bem soltinho com estampas florais na cor branca e vermelha, arrumou o cabelo em um rabo de cavalo perfeito deixando a franja presa junto com o resto do cabelo, alongou os cílios com rímel e passou gloss transparente nos lábios. Ela estava perfeita, Demi quase nunca se vestira assim, geralmente os visuais eram bem.. roqueiros?! Demi parecia uma típica americana, estava perfeita. 

A garota se olhou no espelho sorrindo para si mesma, ela era linda.. O celular tocou e Demi despertou de seus pensamentos, era uma chamada de Nick, ele já tinha chegado. 

- Mãe, estou indo encontrar o Nick, volto mais tarde - Disse Demi às pressas e foi ao encontro de Nicholas. 

 - Demi?! - Nick esperava Demetria encostado no carro e assim que a viu ficou bastante surpreso.. Ela estava linda, completamente diferente e o cabelo da menina estava vermelho. 

  - Nick! - Demi estava emocionada, ela tinha passado três meses longe de Nick, e agora ele estava ali.. Demi não sabia como descrever seus sentimentos, era tão.. tão bom. Nick a abraçou com força e parecia que não iria solta-lá nunca, ele não estava muito diferente de três meses atrás, porém aparentava está com o corpo malhado.

  - Você está simplesmente incrível - Disse o rapaz assim que, finalmente, desfez o abraço, Nick olhou Demi de cima à baixo. O velho clichê: Demi estava perfeita. 

  - Obrigado - Demi sorriu para Nick um tanto envergonhada, pois ela não estava acostumada a receber tantos elogios. 

  - Entra - Nick abriu a porta do carro para Demi e logo entrou do lado do motorista. - Como você está? - Perguntou o rapaz enquanto dava partida no carro. 

  - Estou bem - Demi sorriu tímida. A resposta para aquela pergunta era tão misteriosa, Demi não podia descrever o que estava sentindo, era tão pessoal e tinha coisas que só ela poderia entender. 

  - Eu estou tão feliz por ver você bem, fiquei tão preocupado quando soube  - Nick olhou para Demi rapidamente ele não sabia se deveria tocar o não no assunto, talvez fosse melhor falar de outras coisas - Já tem alguma coisa em mente para o próximo álbum? - Nick sorriu galanteador e voltou a atenção para o trânsito, aquele sim era um ótimo assunto.

  - Não exatamente, mas quero trabalhar com algo diferente de tudo que eu já fiz - Antes mesmo de entrar na rehab, Demi já trabalhava a ideia, aquela imagem de menina inocente criada por Don't Forget e Here We Go Again não se encaixavam com a nova Demi, ela precisava de um gênero mais ousado que demonstrasse ao público o que Demi realmente sentia. 

  - Isso é bom, todo artista tem que mudar - Nick começara a dizer, porém o celular do garoto o interrompeu. A ligação foi rápida, Demi não sabia quem era, mas apostava que era Miley.
  - Eu vou ter que ir no aeroporto, é rápido, tudo bem? - Perguntou Nick sem desviar o olhar do trânsito. 

 - Claro - Sorriu de lado. Demi iria em qualquer lugar, contanto que não tivesse os malditos paparazzis. 

O aeroporto de Los Angeles estava calmo, poucas pessoas reconheceram Demi. A garota não fazia ideia do que Nick estava fazendo, o rapaz não tinha contado nada à ela e fora que Nick estava todo misterioso.
  
  - Demi? - Por um momento Demi sentiu-se paralisada, um sorriso bobo foi exposto em seus lábios.. Era tão bom poder escutar a voz dele.

Continua.. Ele quem? Lembrando que pode ser o Wilmer ou o Joe '-' 
ps: desculpem os erros, eu nem li esse cap :(  





6.9.13

3 - Demi, boa sorte

O natal foi incrivelmente inexplicável, Demi ficara tão feliz e emocionada por poder passar o aniversário de cristo com a família e alguns de seus amigos, claro, incluindo Miley e Selena que fizeram um escândalo ao ver a menina completamente diferente. Demi estava mais que linda, o corpo ganhara curvas e os cabelos continuavam avermelhados. 

  - Como você se sente? - Perguntara Selena pela milésima vez. Todos os lugares que Demi ia, Selena e Miley iam atrás. 

  - Me sinto bem - Dizia Demi rindo enquanto dividia sua comida natalina com Oliver, que por sinal estava enorme e bem diferente da última vez que Demi tinha o visto.. alias, já se tinha passado dois meses. 

  - Ela está bem Selena - Como Demi sentira falta do mal humor de Miley.. [...]

Os flocos de neve cobriam todo traço verde de grama, as arvores perdiam todas as folhas.. O inverno norte-americano chegara. Da janela do quarto, Demi observava a neve cobrindo cada minusculo canto da natureza
 com os olhos inchados por conta do choro. Há alguns dias ela estava feliz e em casa, passara o natal com a família, que a recebeu com uma festa graciosa, mas agora estava ali, limitada de espaço aguardando pela virada do ano. Como ela tinha acabado com a própria vida sem perceber? Aonde ela tinha chegado, sim, no fundo do poço. As lagrimas rolavam freneticamente e no peito parecia ter um buraco sem fim de dor. Com a mente turbulenta, Demi chorou até adormecer. 

No dia seguinte, Demi parecia estar de luto. A garota não tinha animação para nada e mal pôs os pés para fora do quarto, ela tinha sido praticamente a única a ficar no centro de reabilitação.

  - Demi? - A voz de Mari ecoou pelo quarto, ainda era cedo e Demi pretendia passar o dia dormindo. Aquela rotina era tediosa e parecia interminável, a única coisa que Demi considerava legal eram as reuniões com as outras garotas. Todas as meninas tinham tantas coisas em comum e o melhor era que elas podiam compartilhar todas as experiências, o que ajudava muito. 

Demi apenas murmurou alguma coisa e Mari se aproximou da cama da garota. A tristeza invadira tanto..

  - Eu trouxe uma coisa para você - Mari sorria radiante enquanto esperava a garota a olhar, pois sabia que Demi ficaria mais animada depois que recebe-se o pequeno pacote que chegara naquela mesma manhã. 

  - O que você tem para mim? - Perguntou Demetria um tanto desinteressada. 

  - Chegou essa manhã - Mari entregou o pacote para Demi e ficou a olha-la sorrindo. Demi encarou o pequeno pacote, desconfiada e procurou alguma etiqueta com o remetente. 

  - É um colar - Parece que todo o tédio tinha ido embora em um piscar de olhos. A garota sorria ao olhar o colar com símbolo do infinito na cor ouro. Demi pensara em Joe, talvez ele tinha se lembrado dela e aquilo significava que tudo estava bem entre eles, mas ele não tinha lembrado... Decepção! Encontrou um pequeno papel dobrado dentro do pacote.. Não era Joe, ele não se importava com ela. O coração da garota quebrou-se em mil pedaços, Joe era o único que não procurava nenhuma forma de contato, ele literalmente não se importava. Demi sentiu-se frustrada, mas agradeceu Miley por ter se lembrado dela, agora ela sabia quem eram seus amigos de verdade. Fora o único presente que Demi recebeu nesse meio tempo internada. 

  - Eu tenho boas noticias - Disse Mari tornando a sorrir. - Eu estava conversando com alguns psicólogos e você pode ganhar alta daqui algumas semanas. - Demi sorriu para si mesma, ela poderia está livre a pouco tempo, aquilo era definitivamente fantástico. Nesses dois meses que se passara, Demi tinha melhorado bastante, agora a garota tinha controle sobre si mesma. [...]

O novo ano, a principio estava sendo um fracasso, mas Demi passou-se a conformar-se com a situação, não tinha como fugir de si mesma, ela teria que derrotar todos aqueles demônios para sobreviver. Demi podia afirmar por si mesma que ela estava bem. Já fazia um bom tempo que ela não se cortava, porém a garota ainda tinha problemas com a autoestima. Estar naquele ambiente não significava ser curado de todos os defeitos e ser perfeito, o real motivo para Demi estar ali era para ela se aceitar e aprender que ninguém pode ser perfeito.

  - Estou orgulhosa de você – As lagrimas felizes saltavam do rosto de Mari enquanto a garota ajudava Demi, que estava eufórica de alegria, arrumar as malas. Finalmente Demi iria para casa, depois de quase três meses.

  - Eu vou sentir sua falta – Demi também derramara lagrimas por Mari, elas tinham construído uma bela amizade. Quem visse Demetria agora ficaria de queixo caído, pois a garota de alguns meses atrás tinha se transformado numa mulher. Uma mulher forte, completa, determinada, linda, totalmente diferente daquela menina frágil que chorava ao cantar Don’t Forget e gritava por socorro cantando Believe in Me. Agora, Demi estava ilesa, totalmente inquebrável, forte como uma rocha, ela tinha conseguido dar a volta por cima.

  - Eu também vou sentir sua falta – Mari abraçou Demi com força demonstrando o quão real eram seus sentimentos: Orgulho e uma verdadeira amizade.

  - Bem, acho que nós ainda temos tempo juntas – Demi limpara as lagrimas com as costas da palma da mão, chorar já era uma incansável rotina. – Bem, já que eu não sou mais sua paciente, nós poderíamos fazer alguma coisa de gente normal? – Perguntou Demetria sorrindo.

  - Fica ao seu critério – Mari limpou as lagrimas teimosas e sorriu para Demi.

Mesmo com três meses de reabilitação, Demetria ainda tinha o juízo um pouco deslocado do devido lugar. O pedido de Demi foi tão surpreendentemente simples e desprevenido. Mari poderia ser despedida caso alguém descobrisse onde as duas tinham ido. Demi pediu que a garota a levasse em alguma rede do Mc Donald's. [...]

   - Demi, boa sorte. Quero que você se cuide e fique forte – Disse Mari pausadamente se despedindo de Demetria.

   - Eu vou ficar. - Disse a garota sorrindo lindamente. Ela já estava forte, agora era apenas se manter forte. 

Dianna e Eddie já esperavam Demi ansiosamente, o tempo que tinham ficado sem a menina pareceu uma eternidade e agora, finalmente, dia vinte e oito de janeiro de dois mil e onze Demetria Devonne Lovato iria para casa como uma nova pessoa. 

   - Mãe! - Gritou assim que avistou Dianna a esperando. Demi largou as malas no chão, correu até a mãe e a abraçou. A emoção era tão grande, finalmente ela voltaria para casa.

 - Minha menina, eu senti tanta sua falta. - Dizia Dianna entre soluços de choro. Demi não fazia ideia do quão orgulhosa Dianna estava. 

  - Também senti sua falta - Demetria já chorava. Era tão bom estar nos braços de sua heroína, Demi não poderia se sentir mais protegida e amada. 

Tudo tinha acabado, não existia mais a garota de alguns meses atrás. Agora, Demetria era uma mulher forte que enfrentou todos os obstáculos de sua vida com força e determinação. Na verdade Demi sempre foi forte, porém não sabia que era capaz de sobreviver a si mesma. Demetria renascerá das cinzas. 

Continua... Desculpem por ficar esse tanto de tempo sem postar. Desde já, agradeço pelos comentários do capítulo anterior, fico feliz que estejam gostando.. Esse capítulo não ficou muito legal, pois essa semana foi bem complicada para mim, estou enfrentando alguns problemas e ocasionalmente estou em semana de provas, nada legal '-' 
PS:. Se der, posto pela madrugada e eu estou escrevendo uma mini fic bem bacana.. hehe 



                                                                I'm back bitches! 

2.9.13

2 - Eu senti tanta sua falta


Demi nunca sentira uma sensação de paz como estava sentindo. Ao contrário do que Demi pensava, estar em um centro de reabilitação era bom, pois agora ela pudera pensar em tudo que estava acontecendo em sua vida longe de tudo e de todos. No começo houve resistência, a garota não queria participar das sessões e muitos menos comer, mas conforme as três semanas que se passaram, Demi começou a ceder aos poucos e o psicologo que acompanhava o caso da garota, garantia que o quadro estava melhorando, porém ainda faltava muito para que Demi volta-se para casa. 

O relógio marcava sete e meia da noite, as garotas se arrumavam para o jantar que ocorria todos os dias naquele mesmo horário. Demi já estava pronta, vestia um conjunto de moletom na cor branca. Conforme a garota se aproximava junto da enfermeira, que a acompanhava por todos os cantos, Demi começara a se sentir mal por ter que presenciar os escândalos das pacientes. Como garotas tão perfeitas poderiam se achar gorda? Pensara a garota.

Demi ficara impressionada com a quantidade de mulheres e garotas da idade dela que se tratavam na clinica. Algumas pareciam que sofria algum tipo de desnutrição da qual só poderia enxergar os ossos, outras eram completamente perfeitas da maneira que Demi queria ser, não tinham nenhum traço de gordura pelo corpo, mas não chegavam a ter somente osso e uma camada fina de pele. 

Como o esperado, uma das meninas já começara a resistência para comer. O escândalo estava armado e todas, incluindo Demetria, estavam, como sempre, assustadas e confusas. Dois rapazes vestidos com roupas brancas sedaram a menina e a levou para o quarto, depois do episódio, o jantar continuou, e o clima era tenso e desagradável.

  - Demetria, você deveria comer o pão - Disse Mariana, enfermeira que acompanhava Demi. 

  - Acho que já comi demais, estou sem fome - Demetria sussurrou, pois o silêncio se firmava e ela não queria ser sedada pela quinta vez. 

  - Você precisa comer, seu peso ainda está irregular e o pão tem os nutrientes necessários para sua recuperação queria - Respondeu Mari, apelido dado por Demi. No fundo Demi sabia que tinha que comer, mas ela não poderia ganhar mais peso, estava ganhando corpo e aquele ''excesso'' de banha não a agradava de maneira alguma. 

Demi acabou por comer o pão e o resto da comida que estava no prato, pois sabia que se não fizesse, ela seria a próxima a ser dopada ou qualquer coisa do tipo. [...]

Os dias corriam sem cessar. Outubro ficara pra trás e o mês de Novembro já se despedia deixando grandes surpresas para Demi. Em uma das sessões com o psicologo, Demi descobriu o motivo para suas repentinas mudanças de humor, ela sofria transformo bipolar e depressão. A principio, Demi não fazia ideia do que era transformo bipolar. Segundo as explicações do psicologo, transtorno bipolar são alterações de humor que se manifestam como episódios de depressão e de euforia que duram pelo menos uma semana ou até meses. Agora Demi tinha as devidas explicações para seus pensamentos estranhos e até mesmos suicidas. 

Agora tudo se conectava, a bipolaridade, depressão, automutilação, definitivamente tudo. Demi já ganhara certa de cinco quilos, quando subiu na balança, Demi quase teve um ataque de nervos, como cinco quilos? Deus, aquilo era um absurdo, como ela iria perder aquele tanto de.. Gordura? Era impossível vomitar e a garota não tinha acesso ao mundo exterior, então laxantes estavam fora de cogitação, não era possível expulsar a comida de nenhuma maneira. Sem mencionar os cortes, desde que Demi chegara a garota não tinha encontrado nenhum objeto que pudesse ajuda-la se cortar, uma completa lastima! Os talheres eram descartáveis, os objetos do banheiro eram inexistentes e no quarto, nada tinha laminas nem pontas afiadas, um completo desarmamento covarde.. Pobre Demi! 

Dia vinte e dois de Novembro se aproximava, lembrara Demi que no dia vinte e três era aniversário de Miley, depois que a garota se internou, não teve noticias de Miley..  Demi passaria o dia vinte e dois com a família, pelo menos o dia de ações de graça ela poderia sair, era um tédio passar tanto tempo confinada, a única que Demi fazia para passar o tempo era tricô, pois é, Demi Lovato tinha aprendido a tricotar. 

  - Demetria, seus pais chegaram - Mari estava encostada no batente da porta e sorria amigavelmente para Demi, nesse meio tempo juntas, Demi até poderia a considerar, como uma de suas amigas, uma de suas melhores amigas. 

  - Estou quase pronta - A garota deu um de seus melhores sorrisos enquanto ainda colocara os brincos. Demi estava incrivelmente linda, totalmente diferente da última vez que tinha visto Dianna e Eddie. 

Demi estava ansiosa para poder abraçar Dianna e Eddie, assim que saiu do quarto, a garota caminhou em passos calmos até o vestíbulo, lá estava Dianna, ansiosa como sempre andando de um lado para o outro. Assim que viu a filha, Dianna correu até a menina e a abraçou com força, como ela tinha sentido falta de sua menina.

   - Meu amor, eu senti tanta sua falta - Disse Dianna entre lagrimas. Só Deus poderia descrever a falta que Dianna sentira de Demi, era inexplicável. Sua menina ficara quase um mês e poucos dias sem vê-la, nesse tempo perdido, Dianna só tinha visto Selena, que cancelou mais de dez shows para apoia-la e Miley que ficou sete dias fazendo-lhe companhia. 

  - Eu também senti sua falta mãe - Demi mal tinha forças para dizer aquelas palavras, como ela tinha sentido falta da mãe. 

Depois de abraçar Eddie calorosamente, Demi recebeu inúmeros elogios dos pais. Dianna estava impressionada com a mudança da filha, para ela, Demi não poderia está melhor. As novidades não paravam, Dianna contou que Selena estava namorando o mais novo astro do pop e Miley.. Oh Miley! A garota não parava de surpreender, sempre polêmica, Miley tomara toda atenção do mundo com a mais nova fase: Can't be Tamed, segundo Dianna, não se falava em outra coisa, a não ser a própria Demetria.. Mas Dianna resolveu não contar da perseguição surreal da mídia. 

Eddie dirigia à caminho do aeroporto de Chicago, lá eles iriam em um voo particular para o Texas onde teria o almoço do dia de ações de graça e passariam o resto do dia na casa onde viviam antes de irem para Los Angeles. 

O almoço fora bem diferente do qual Demi tinha pensado, a garota comeu a quantidade necessária e recebeu uma ligação importante, era a primeira ligação que ela recebera desde que foi para reabilitação. Nicholas tinha sido o único a telefonar para Demi, nem mesmo ele.. Tinha se preocupado em ligar, porém Demi não se importou, para falar a verdade, ela nem procurava pensar em Joe. 

Relembrar da casa onde tinha passado a infância era emocionante, foi ali que tudo surgiu, os sonhos e os pesadelos, os melhores e os piores momentos da vida da garota estavam ali, presos entre as paredes e guardados na memória. Demi aproveitou o máximo de tempo ao lado dos pais, no mesmo dia do almoço, Demi foi ao cinema com Dianna e Eddie, e mais tarde foi ao cabeleireiro com Dianna. 

  - Gosto dessa cor - Disse Dianna entre um meio sorriso. 

  - Está perfeito - Dizia a garota enquanto analisava o mais novo cabelo, agora Demetria era oficialmente ruiva. [...]

   - Falta muito tempo para eu poder voltar para casa? - Choramingou Demi enquanto caminhava com Dianna no quarteirão da casa onde moravam. 

   - Meu bem, você ficará lá o tempo que for necessário - Dianna olhou para Demetria rapidamente - Sua saúde é mais importante que tudo, agora eu e seu pai só queremos que você fique bem e saudável. - Dianna não largava Demi por um minuto se quer, nem mesmo Eddie teve tempo com Demi. 

  - Tudo bem - Suspirou fundo. Tinha uma única coisa que Demi queria saber, mas estava receosa de perguntar Dianna.. Talvez procurar na internet seria a melhor saída, mas Dianna com certeza tinha mais informações verdadeiras do que aqueles sites de fofocas baseados em falsos rumores. 

   - Está quieta querida - Disse Dianna sorrindo para Demi. O pressentimento de mãe não falhava, Dianna já tinha em mente o que tanto tirava a atenção de Demi. 

  - Mãe, nós podemos voltar? - Disse um tanto desanimada. Toda vez que Demi lembrava de Joe a tristeza a invadia. Ele nem ligou para saber se estava tudo bem, ou ao menos para saber se ela estava viva. 

  - Podemos - Dianna conseguiu amenizar qualquer sentimento negativo de Demetria com um simples sorriso, como sempre, ela conseguia ser a heroína da menina. 
  - Ele está preocupado - Disse Dianna do nada. Ele? Oh Deus! Ele?! 

  - Quem? - Perguntou Demetria distraída. 

  - Ele, o Joseph - Dianna percebeu que um pequeno sorriso tímido brotara nos lábios de Demi.. Joe tinha efeito sobre a garota. - Nós conversamos quando ele te levou para casa e depois que você foi para o tratamento ele e o Kevin foram me visitar. - O sorriso de Demi aumentara cada vez mais. A vontade da menina era encontrar Joe e dizer que ela o amava muito. [...]

Até agora, Demi só tivera licença para o almoço e a próxima vez que poderia sair seria nas festas natalinas que já se aproximavam. Nesse meio tempo que estivera em tratamento, Demi descobriu tantas coisas sobre si mesma que ela nem imaginara existir, eram tantos mistérios e complexidades que só com o tempo ela iria pode compreender. 


Continua.. Então, eu resolvi voltar a escrever do outro jeito, acho que é bem melhor.. Enfim, gostei desse cap. No próximo capítulo a Demi vai voltar para casa e logo vamos ter Jemi aaaaaaaagain! Obrigado por comentarem o cap anterior, bjs. 
ps. Acho que irei postar outro cap amanhã *O*


                                                               Ei! Eu te amo :')


                                     

31.8.13

Divulgação + Selinho

Heeey pessoal! Acessem:



Selinho *O*

Gostaria de agradecer a Gabi e Karla pelo selinho, muito obrigado meninas :'") 


Regras:
- Agradecer à pessoa que te indicou e colocar o link dela no seu blog.
- Indicar 15 blogs com menos de 200 seguidores.
- Avisar os blogs sobre a indicação.
- Escrever 7 coisas que você gosta.
                                                                 






Ps: Esses são os únicos blogs que estou lendo.. 

7 Coisas que eu gosto... 

- Estudar 
- Tocar violão 
- Escrever minhas fics.. ainda mais quando é hot
- Twitter 
- Brincar com meu irmão u.u
 - Ler 
- Aprender coisas novas


                                                                                                                                                    :) 
                                                       Harmonizer em formação <3



30.8.13

Capítulo 1 - Stay Strong - Sequência de Wouldn't Change A Thing

Demi (P.O.V)
Tudo à minha volta está escuro, apenas posso sentir o ar denso e quente. Assustei-me quando uma luz branca surge do topo de algum ponto que eu não consigo distinguir. A luz reflete à minha volta formando um circulo no chão de madeira aparentemente polida. Olho para os lados atenta, mas ainda não consigo identificar o lugar que estou. Escuto um murmuro e tudo fica claro revelando o lugar onde eu estou. Oh! Atrás de mim à uma multidão. Penso que são meus fãs, porém eles me vaiam e logo, surge do nada um palanque que tem quase três metros de altura. Todos que estavam me vaiando se calam. Um homem moreno surge vestindo uma beca preta, ele tem um martelo de madeira em mãos. Lança-me um sorriso sarcástico e eu estremeço. 
  - Demi - Soa uma voz tranquila ao meu redor e o lugar onde eu estava desaparece. 
  - Demi! -  Assim que abro os olhos, me deparo com a minha mãe em meu quarto. Céus! Minha mãe? Eu deveria está à caminho do Peru! 
  - Mãe? - Sussurro ainda anestesiada pelo sono... Sinto meu corpo pesado e incrivelmente cansado. 
  - Como você se sente querida? - Ela me pergunta atenta. A velha Dianna parece-me  preocupada e pelo que a conheço, ela passou a noite em claro. Não consigo dizer uma única palavra. Um filme passa pela minha cabeça me mostrando a realidade. Meu coração se encolhe e eu me sinto doente fraca.. Impotente. Minha vida está acabada, destruí tudo que eu tinha. A festa, Alex, Joe.. Eu me lembro. As lagrimas não fazem nenhum tipo de cerimônia, elas escorem pelo meu rosto descontroladas. Eu preciso eliminar essa culpa que me consome à cada segundo, preciso sentir a dor, somente a dor. 
 - Me deixe sozinha - Digo à minha mãe que mantém o olhar sobre mim. - Por favor, deixe-me sozinha - Minha voz está embriagada pelo choro. Ninguém precisa me ver naquele estado deplorável. Não quero me cortar na frente dela. 
  - Demi, nós vamos ter que conversar sobre o que está acontecendo com você filha - Se eu tivesse ao menos dez por cento da paciência da minha mãe minha vida estaria melhor... - Eu tive uma conversa com alguns de seus amigos, principalmente com o Joseph, ele me contou o que está acontecendo com você - Meu Deus! Estou tão nervosa que chego a fechar os olhos, como ele pode?
 - Mãe, por favor - Mal sei como consegui falar, não tenho forças para nada. Meu coração doí tanto. Agradeço mentalmente minha mãe por me deixar sozinha. É engraçado que ela respeita meu espaço mesmo sabendo de tudo que já fiz.. Eu juro que não queria chorar nunca mais, não quero sentir dor, nada! Absolutamente nada. Apenas preciso aliviar minha dor, mas simplesmente não encontro nada. Agora percebo, faltam muitos objetos do meu quarto, o banheiro está praticamente vazio. Droga!  Finalmente encontro uma das minhas laminas dentro da gaveta do criado mudo. Ela parece perfeita para meu trabalho.. Fecho os olhos e sinto meu coração acelerar por ansiedade. Posiciono-a no meu pulso esquerdo.. O agudo da dor é a melhor tortura que um dia eu já senti. 
  - Demetria - Não! Simplesmente me tire desse mundo, eu não consigo acreditar no que vejo. Minha mãe está chorando e o pior, ela está acompanhada por dois rapazes vestidos com roupas brancas. Eu estou aos prantos, meu pulso doí por conta do corte que mal iniciei, mas logo me sinto mole e tudo apaga.  Não faço noção do que vai acontecer comigo. Eu queria sentir menos, amar menos. Oh Joe! Você não faz ideia do quanto eu te amo, meu coração doí tanto. Porque as coisas têm que ser assim? Parece que sempre que eu estou me sentindo bem, algo me atrapalha.. Talvez seja eu mesma. Assim que abro meus olhos me deparo com minha mãe sentada na cadeira de balanço que deveria estar na sala, não aqui.. Ao lado dela, há um senhor de cabelos brancos, quando digo 'cabelos' me refiro não só aos cabelos em si, mas também a barba cheia. Eles param a conversa entre sussurros e direcionam o olhar para mim.
  - Demi! - Minha mãe nunca parece está nervosa. Ela vem até à mim em passos calorosos e se senta na beirada da minha cama. O senhor a acompanha também. - Filha, esse é o Dr. Eduardo. Ele irá acompanhar seu caso. - Como? Acompanhar o MEU caso? Arregalo os olhos e encaro minha mãe e o tal 'Dr. Eduardo' que sorri para mim. 
  - Meu caso? - Pergunto boquiaberta. Tudo bem, eu admito que preciso de ajuda... Mas é necessário ajuda médica?
  - Demetria - Ora já começamos mal! - Gostaria que a senhorita respondesse algumas de minhas perguntas. - Encaro minha mãe por alguns segundos e assinto. Meu coração doí por conta da lembrança de Joe. Lembro-me de quando ele disse que abriria mão do nosso namoro só para me ver bem, ele me dizia que eu teria que me amar primeiro antes de ama-lo. Doí tanto só de pensar no quanto eu o amo, apenas existe amor para ele e mais ninguém. Dianna me puxa para deitar em seu colo e o Dr. Eduardo começa com as perguntas. Sinceramente, não quero conversar e nem compreender nada. Eu só quero aliviar a minha culpa. Só quero esquecer de tudo. Depois de várias perguntas das mais variáveis e constrangedoras possíveis, Dr. Eduardo nos diz que já tem o material suficiente, ele se despede e vai embora. Faço uma careta e minha mãe me olha feio. Eu gostei dele, só não gostei das perguntas constrangedoras. Eu me sinto bem nos abraços da minha mãe, ela é a única que me transmite paz. Estou tão preocupada que minha cabeça parece está rodando a mil. São problemas por cima de problemas, tantas coisas que me confundem agora. Se eu pudesse acabar com tudo isso.. Eu juro que acabaria, não quero ser um problema na vida de ninguém. 
  - O que aconteceu com a minha menina? - Pergunta Dianna entre soluços do choro silencioso. Oh mãe, nem eu sei. A única coisa que eu posso fazer é chorar. É a única coisa que me resta, o resto eu perdi ao longo de cada erro que cometi. Eu me perdi ao longo desses anos, fui minha pior inimiga, caí nas minhas próprias ciladas. Acabei com a minha vida. 
(...)
Sabe, não passei pela porta desse quarto por nada. Me sinto tão inútil, mas eu não quero sair e ter que encontrar minha mãe chorando nos braços do meu pai por minha causa, não quero me sentir assim para baixo e culpada. Às vezes nós pensamos que podemos sustentar tudo sozinhos, guardar cada magoa no fundo do coração e esquece-la como se ela nunca tivesse nos causado dor. Nós nos reprimimos por causa da maldita imagem refletida pelo espelho. As pessoas dizem tantas coisas ruins que nos influencia a ser quem elas querem e nós acabamos perdendo nossa essência, quem nós verdadeiramente somos. Eu me perdi, eu me enganei, e o pior, acreditei em tudo que escutei ao longo dos meus dezoito anos. 
Não me resta nada. Pelo que vi na internet, o mundo inteiro me julga sem ao menos saber o motivo. Não estou surpresa, aprendi da pior forma como são as coisas de verdade, agora eu preciso de motivação para conseguir dar a volta por cima porque eu quero, eu vou conseguir me libertar. Lá fora está frio e chovendo. Parece que o frio é o cenário da minha dor, do meu fracasso. Vejo Oliver dormir no cesto acolchoado por pequenas cobertas, suspiro fundo e desço as escadas.  
  - Vai ser melhor assim - Abraço minha mãe com muita força, como se fosse o nosso último abraço. Meu coração mais uma vez se quebra, eu odeio vê-la chorar. 
  -  Nós vamos orar por você - Mal consigo olhar nos olhos do meu pai. Ele parece tão decepcionado como se a vida tivesse o derrubado com um único tiro. Eu vou por eles e principalmente por mim. Quero ser mais que uma cantora que vai ser internada numa clinica de reabilitação para mulheres, eu quero ajudar as pessoas que sofrerem o que eu sofri, não é impossível quando se tem vontade. São exatamente três horas da manhã e estou a caminho do aeroporto de Los Angels com destino ao sudoeste de Chicago. Não têm nada que eu possa fazer, depois da conversa com o Dr. Eduardo, meus pais decidiram que o melhor seria me internar. E aqui estou eu, com milhares de dúvidas rondando minha mente. Timberline Knolls será meu novo lar. 


Continua.. Desculpem pelo tamanho do capítulo. Literalmente eu não consigo escrever dessa forma.. mas se vocês gostarem posso continuar.. Por favor comentem a opinião de vocês sobre a fanfic em geral, sei que esse capítulo poderia ter ficado melhor, mas foi o que deu para escrever.. Ah! Desculpem não está respondendo os comentários, estou com problemas com html, dai sumiu o botão resposta. Mesmo assim, muito obrigado por comentarem. 





26.8.13

90 - Já é tarde demais - Parte 2/2


Tudo parecia tão bem, apenas parecia... Demi nunca imaginara o que poderia fazer ao lado de Joe, ele era simplesmente incrível e sempre estava a sua disposição para o que der e vier. Depois que saíram do respectivo galpão onde ultrapassaram mais um de seus limites, Joe propôs um dia divertido a Demetria.

Fizeram tudo que tinham direito: Foram ao shopping; Correram pela casa (de Demi) como duas crianças bobas; Levaram Oliver ao petshop e depois passearam de carro com o mesmo; Assistiram filmes em meio de pegações e assim seguiram o dia terminado por uma pequena discussão, motivo: Teimosia da senhorita Lovato. Joe alertava Demi sobre as novas amizades, em especial Alex pois alegava Joseph já ter se metido em varias confusões por culpa da mesma. Demi, chateada, acusou-o de está se corroendo de ciúmes e para fechar com chave de ouro, acabaram em um lugar obvio, cama. 

Suas pálpebras se fechavam lentamente. O sono chegara com tudo. Joe estava cansado, tinha sido um dia longo e intenso.. Ele estava quase lá, sua mente começara o anestesiar de descanso. A última coisa que pode ouvir antes de entrar em transe foi um suspiro de Demi, ela já dormia ao seu lado à tempos. Joe desejava ter a mesma sorte que ela, mas apreciar Demetria Lovato dormindo não é para qualquer um, ele tinha sorte, muita sorte! 

Porque tudo que é bom dura pouco? Droga! Maldito telefone, celular, dro-ga! Joe arregalou os olhos e murmurou um palavrão. Viu-se impossibilitado de se mexer por conta de Demi que dormia agarrada à ele. Com cuidado para não acordá-la, Joe desfez do abraço de Demi em sua cintura e a deitou ao seu lado. Procurou pelo celular entre as roupas jogadas pelo chão do quarto de Demi e logo o achou no bolso de sua calça. Denise? Duas horas da manhã? Ele tinha avisado que passaria o dia com Demi, estranho..

  - Estou indo - 
Suspirou Joseph enquanto vestia suas roupas, Denise parecia nervosa e com certa razão.

- [...] - 

- Está aqui comigo - 

- [...] - 

- Dormindo mãe! - 

- [...] - 

- Não fizemos nada - 

- [...] - 

- Estou chegando daqui à pouco, só vou avisar Dianna que tenho que ir - Joe desesperou com que a mãe tinha dito, agora ele entendia o porquê do nervoso. 

- [...] - 

- Até - 

Enquanto se vestia, Joe fitava Demi dormir. Um sentimento de culpa o tomou conta, não deveria ter passado tanto tempo com ela. Sentia-se de certa forma culpado por ter aproveitado tanto da fraqueza de Demi, ela estava sensível demais e precisava dele. Pelo menos estamos juntos, pensou Joe. Assim que terminara de se vestir, Joe se aproximou de Demi, admirado, beijou os lábios dela com carinho, não esperava que Demi fosse corresponder o beijo, alias, ela estava inconsciente, dormindo tranquilamente! O coração do garoto acelerou quando sentira Demi mover os lábios de leve e o tocar, mas ela ainda dormia. Beijou os lábios de Demi por uma última vez e suspirou fundo com peso na consciência de ir embora e deixa-la dormindo, ele nunca tinha feito antes e ficara com medo de Demi não entender o porquê dele não se despedir, mas ele tinha que ir. 

Bateu na porta do quarto de Dianna e logo a porta foi aberta. Dianna o olhou confusa e Joe explicou que precisava ir embora e que se fosse possível explicar para Demi ele ficaria agradecido. O assunto ainda não tinha sido revelado, mas Joe pareceu preocupado e sério. Dianna desejou que tudo desse certo e viu Joe sair às pressas antes mesmo de se despedir. Agora ela teria que enfrentar Demi, ainda bem que Eddie não estava em casa, pois se estivesse ele não ficaria nem um pouco feliz de encontrar Joe por volta de duas da manhã pelos corredores de sua casa. 

Vestiu o robbie preto e foi até o quarto de Demi. Assim que cautelosamente abriu a porta, Dianna deparou com roupas jogadas por diferentes pontos do quarto, espantou os más pensamentos e se aproximou da cama onde Demi dormia. A garota estava apenas coberta por uma coberta e agarrava um travesseiro. Deitou-se na cama ao lado de Demi e ajeitou a coberta na garota. Não poderia negar Dianna que tinha uma ligeira vontade de dar uma bela bronca em Demetria naquele respectivo momento, mas não faria, sua menina dormia graciosamente como um anjo. 

Demi estava tão feliz. Até em seus sonhos ela distribuía sorrisos. Não era nem quatro da manhã quando Demi despertou de seus sonhos. Agarrou o travesseiro com força pensando que era Joe, mas assim que se ergueu e olhou em sua volta, Demi encontrou Dianna no lugar de Joe. 

  - Mãe? - Cutucou Dianna. Demi ainda estava meio sonolenta e confusa. Tudo que ela tinha vivido tinha sido um sonho? Não, definitivamente não, ela poderia se lembrar de cada momento ao lado de Joe. 
  - Mãe acorda - Tornou a dizer agora um pouco mais esperta. Dianna murmurou alguma coisa e voltou a dormir, Demi revirou os olhos e tornou a cutucar Dianna pois precisava saber onde estava Joe ou ao menos o que tinha acontecido com ele. 

  - Vá dormir Demi - Disse Dianna ainda sonolenta enquanto puxava a coberta. 

  - Cadê o Joe? - Choramingou. Dianna suspirou e resolveu acordar de vez, Demi não a deixaria em paz até saber do paradeiro de Joe. 

 - Ele precisou ir embora, alguma coisa aconteceu mas não deu tempo dele contar - Disse Dianna enquanto escorava as costas no travesseiro. 

 - Que horas? - Perguntou Demi bastante curiosa. 

 - Por volta de duas da manhã - Dianna mal podia ver Demi, o quarto ainda estava bem escuro e a única coisa que se destacava entre a escuridão era o rádio relógio que marcava quatro e vinte da manhã com números verdes fluorecentes que piscavam freneticamente.

Demi perturbou a mãe até conseguir alguma informação, mas a única coisa que Dianna contava era que Joe aparentava está com pressa e bastante preocupado, nada diferente dela que mal sabia o que tinha acontecido e já estava eufórica de preocupação. 

  - Ele não atende - Era a quinta vez seguida que Demi tentava ligar para Joe, ela já estava ficando irritada e chegara a pensar que ele estava a evitando. 

  - Demi, ainda nem são seis da manhã - Dianna coava café enquanto Demi discava o número de Joe a cada meio minuto vestida apenas com uma camiseta e calcinha, como ela conseguia? Estava frio, bastante frio. - Você deveria vestir roupas mais quentes, está frio Demetria. - Disse Dianna enquanto olhava para filha. - Daqui à pouco ele dá noticias agora vá vestir uma roupa quente. - Ordenou Dianna já irritada, Demi revirou os olhos e foi para o quarto se vestir como a mãe tinha mandado.

                                                                                     [...]

  - Ainda não conseguiu falar com ele? - Perguntou Dianna assim que terminara de tomar um gole de café. Desde que se sentaram na mesa para tomar café da manhã, Demi não fazia nada além de tentar contato com Joe. 

 - Ainda não - Disse distraída. 

 - Demi, larga esse notebook e trate de tomar seu café - Disse irritada, mas nada adiantou, Demi continuou a usar o computador sem ao menos prestar atenção no que a mãe dizia. 

- Meu Deus. - Disse Demi boquiaberta. Agora tudo começara a fazer sentido..

 - O que aconteceu filha? - Dianna até derramar café na toalha de mesa branca derramou de tanta curiosidade. Se levantou às pressas e se aproximou de Demi. 

  - Miley. - Sussurrou. Demi sentira seu coração apertar aos poucos.. Poderia ter sido ela. Miley estava completamente drogada e o pior, na internet! O que seria agora de sua amiga? O que ela poderia fazer para ajuda-la? Poxa Miley! Por que essa garota tinha que ser tão polêmica? Oh sim! Miley Cyrus era baseada em polêmicas, mas ainda sim era umas das melhores amigas de Demi. 

  - Você acha que o Joe foi embora por causa disso filha? - Perguntou Dianna tentando esconder a decepção pois sabia que Demi nunca aceitaria nenhuma critica sobre Miley.. Pobre Miley! 

 - Não sei - Sussurrou com a voz embriagada de choro. Poderia ter sido ela! A desgraça de Miley serviu de lição para Demetria, ela sentia vergonha do que tinha feito naquela noite que conhecera Alex e as outras garotas. E Joe? O tanto que Demi tinha teimado que as novas amigas não eram como ele havia dito. Poderia ser egoísta, mas Demi pensava no que tinha feito ao invés de enviar pensamentos positivos para Miley, com certeza a menina precisava de toda a sorte do mundo.  

 - Ela vai ficar bem - Abraçou Demi. Eram as únicas palavras de consolo que Dianna poderia falar para Demi, o resto a garota com certeza não iria querer escutar. Do nada o celular de Demi começou a tocar, Dianna atendeu e logo passou para Demi, era Joseph. 


- Oi - Disse Demi com a voz rouca por conta do choro. 

- Demi? Está chorando pequena? - Perguntou Joe preocupado.
- O que aconteceu? -  Foi direto ao ponto, não fazia muito sentido um vídeo de Miley fumando alguma porcaria cair na rede e Joe ter ido embora naquela hora que Dianna tinha dito. 

- Nick, ele está no hospital -  Suspirou Joe. Suas expectativas tinham sido cumpridas, Demi não iria entender. 

 - Hospital? -  Perguntou Demi entre um suspiro. 

 - Ele já está bem, apenas passou mal por conta do stress - Disse tranquilo - Você sabe.. Ele tem diabetes, não pode se estressar. - 

- Foi por causa do vídeo da Miley? - Demi já estava mais tranquila. Se acontecesse alguma coisa com Nick ela não saberia o que fazer. 

- Exatamente - Disse rindo.

 - Não tem graça Joseph -  Demi sentira o sangue ferver. Por que Joe sempre tinha que brincar com coisas sérias? 

- Tem sim Demetria - Tornou a rir. Joe já estava acostumado com as maluquices de Miley, ela já tinha feito coisas piores.. Demi apenas não sabia. 

- Não me chama de Demetria, Joseph - Disse brava. Aquele nome agr! 

 - Estou brincando pequena, por que estava chorando? - Perguntou sério.
- Estou preocupada com a Miley e agora com o Nick. - Sussurrou enquanto deitava a cabeça no colo de Dianna que ouvia a conversa de Demi atentamente. 

 - Pois não fique. O Nick está bem e daqui uns dias todo mundo esquece desse vídeo da Miley, não quero minha pequena triste - Demi sorriu de orelha à orelha, Joe conseguia ser tão fofo mesmo estando a metros de distância. 

 - Vou tentar me distrair, por favor me dê noticias do Nick e se possível da Miley -

- O Nick foi liberado agora pela manhã e a Miley teve que ir para Nashville para casa da família. Os pais dela estão bravos - 

- Tomara que ela fique bem - Sussurrou Demi. 

- Ela vai ficar - Disse Joe. 

 - Nos vemos mais tarde? - Perguntou Demi. 

 - Claro - Demi poderia adivinhar que Joe estava sorrindo assim como ela. 

 - Humm.. Até mais tarde, te amo - Sussurrou um pouco vergonhada pois Dianna ouvia toda a conversa. 

- Também te amo pequena, até mais tarde. - Disse Joe por fim. 


Demi olhou para Dianna e corou por conta do enorme sorriso da mãe. Ela não fazia ideia do quão fofa era falando com Joe no telefone. 

  - Mãe.. - Disse rindo enquanto escondia o rosto no pescoço de Dianna. 

 - Vocês ainda vão se casar - Dianna envolveu a garota num abraço e suspirou fundo. Sua menina a deixara tão orgulhosa, tudo que Demi tinha conquistado com o trabalho era inacreditável e Dianna não poderia está mais orgulhosa. 
 - Filha - Acariciou os cabelos da menina. - Me prometa que nunca usará nenhuma dessas porcarias? - Demi estremeceu. A culpa a invadiu.. Mais que droga! Maldito dia, nada estava indo bem.. 

  - Prometo - Sussurrou um tanto triste. ''Já é tarde demais mãe, eu juro que não queria ser assim tão complicada, tão imperfeita.. Se a senhora soubesse de tudo que eu já fiz não teria orgulho de mim. '' pensou Demi. Ela estava mentindo, pelo menos uma parte de si estava, mas nada poderia ser feito. 

Demi não sabia o que fazer. Todos que a abordava perguntavam sobre Miley e da opinião dela sobre o vídeo. O dia estava sendo tedioso; Depois que tomou café da manhã a força e sem nenhum pingo de fome, Demi decidira chamar Selena pra convida-la para fazer compras, porém o convite foi recusado.. Sel estava trabalhando em um filme e mais tarde se encontraria com Taylor, mesmo assim Demi decidiu que iria. Ora! Ela estava bem, apenas sua melhor amiga tinha a trocado por alguém bem melhor que ela. 

Os paparazzis quase nunca ultrapassaram tantos limites como agora. Atacavam Demi com perguntas bombásticas a respeito de Miley, a garota recusava responder e apenas tentava focar em seu objetivo: fazer compras antes de partir mundo à fora. Mais tarde Demi passou no cabeleireiro e manicure, e logo foi para casa, as compras tinham sido tediosas assim como no cabeleireiro o assunto era apenas Miley Cyrus fumando sálvia

  - Suas coisas já estão prontas? - Perguntou Dianna parada na porta do quarto de Demi. 

  - Estão - Disse entre um sorriso. 

  - O minha bebê, eu vou sentir sua falta - Dianna já tinha a voz mergulhada de choro, toda vez que Demi saia em turnê Dianna ficava daquele jeito, sentimental

  - Mãe, eu vou ficar bem - Forçou um sorriso. Oh Demi, você não vai ficar bem.. garota, você não faz ideia da transformação que sua vida irá sofrer.. 

  - Eu sei que vai - Dianna limpou as lagrimas que insistiam em cair, aproximou-se de Demi e a abraçou com força. Um aperto no peito lhe causava dor e aquele pressentimento de mãe que nunca falha.. Demi, por favor fique bem.. fique forte. [...]

Quase duas semanas e meia de shows tinham sido cumpridas. Cada dia que se passava Demi piorava, estava começando a se viciar em drogas e bebidas alcoólicas. A anorexia, bulimia e automutilação pioravam em grande escala e Demi passara a tomar laxantes, o que à ajudava muito já que as dietas não estavam funcionando como antes.. O mais incrível era que Demi conseguia esconder tudo de Joe. Eles ainda estavam juntos mas quase não tinham tempo para ficar juntos pois Joe estava compondo músicas para o futuro álbum solo. 

  - Demi, está tudo pronto para depois do show? - Perguntou Alex que conversava com Demi e Heather às escondidas. As garotas planejavam mais uma das festas de Demi. Assim que começaram os shows, elas tinham encontrado outras formas de se divertir.. Demi, influenciada, acabou por dar as festas que ela mesma organizava e financiava, tendo os convidados direito a drogas e bebidas alcoólicas. 

  - Está tudo organizado - Disse Demi assim que soltara a fumaça do cigarro.. Deus Demetria estava cheia de problemas, anorexia, bulimia, automutilação e agora resolvera adotar novos vícios... 

  - Ótimo - Alex abraçou Demi em agradecimento e saiu pelos bastidores do local do próximo show que seria na Colômbia na cidade de Bogotá, tudo já estava planejado. Depois do show, iriam reunir varias pessoas no avião que partiria para o Peru enquanto eles festejavam. Os únicos que não participavam das festas eram os Jonas. 

  - Alex. - O não! A voz masculina a chamou, Alex olhou para trás e quase teve um infarto.. 
  - O que vai ter depois do show? - Perguntou Joe que tinha um violão em mãos. O garoto parecia bravo, provavelmente tinha pego a conversa desdo inicio 

  - Nada Jonas - Disse com arrogância. Quando Joe disse para Demi manter distância de Alex e as outras garotas ele estava certo.. Demi apenas não enxergava. 

  - Como nada? - Ironizou. - Fique longe da Demi, ela não é da sua laia - Disse entre dentes. 

  - Que foi Jonas? A Demi já é bem grandinha e sabe o que faz - Disse a garota rindo ironicamente. 

  - Você não vai me contar? Tudo bem, mas terá que se entender com a direção da turnê - Foram as últimas palavras que Alex ouviu antes de Joe sair pisando duro. 

A hora do show se aproximava e a ansiedade de Demi aumentava mais e mais. A festa seria carregada de tudo que ela desejava naquele momento: bebidas e drogas. Um cigarro não faria mal.. Demi se arrumou rapidamente e foi conferir se tudo da festa da noite estava certo. 
           
                                                                             [...]

 - O que vai acontecer depois do show Alex? - Perguntava um dos diretores quase soltando fogo pelas ventas, Alex era pirracenta e nem Joe conseguia tirar informações da garota. 

 -  Vamos garota, você não tem saída à não ser contar - Dizia Joe irritado.

 - Está demitida se não contar o que estão planejando. - Disse o rapaz já suando a camisa de nervoso. Agora não tinha para onde correr, Alex teria que contar o que estava acontecendo. 

  - Tudo bem - Disse nervosa. - Demi, Demi Lovato está organizando uma festa num voo particular depois do show. - 

  - Que tipo de festa? - Perguntou Joe. Mesmo sabendo que Alex não era uma das melhores pessoas do mundo para se confiar, Joe sabia que a garota não estava mentindo pois ele mesmo tinha ouvido parte da conversa de Demi, Alex e Heather. 

  - Festa com bebidas alcoólicas e drogas - Disse fingindo inocência. Joe a olhou boquiaberto assim como o diretor e a única coisa que Alex queria fazer era rir da cara deles.

  - Joe depois nós resolvemos, falta menos de três minutos para sua apresentação - Disse o diretor já apressado. Para ele, Demi não passava de uma adolescente problemática.  

  - Jonas, só mais uma coisa; Sua garotinha inocente transou com Wilmer Valderrama - Desgraçada! Alex jogou dois beijos no ar para Joe e saiu às pressas. Não poderia ser, sua pequena.

Percebera Demi que Joe estava estranho desde que subira no palco, o garoto mal à olhava e quando fazia, parecia está a fuzilando. Tirando Joe, o show até estava animado e Demi aproveitava cada segundo dedicando as canções aos seus fieis fãs que sempre a apoiava em tudo.

  - Demi Lovato? - Dizia um daquele homens com vários crachás pendurados no pescoço com plaquinhas com identificações. -  Diretor da Camp Rock Tour - Demi apenas assentiu. - Como dita as regras, a senhorita não pode realizar festas com bebidas alcoólicas e drogas, está vinculando o contrato. - Oh Deus! Demi estremeceu, como assim? Poucas pessoas sabiam da festa.

  - Como? - Perguntou incrédula. - Não estou organizando nenhuma festa desta categoria. - Mentiu. 

  - Alex Welch nos informou que a senhorita é a mentora da festa que ocorreria logo após este show - Tornou a dizer o rapaz sem perder a postura. 

 - Não conheço nenhuma Alex Welch e não estou organizando nenhuma festa. - Disse nervosa, Demi avistou Joe se aproximando dela, seria sua salvação. 

 - Demi, posso conversar com você? - Joe aparentava está nervoso e mantinha o tom de voz frio e seco. 

 - Claro. - Demi abriu um dos seus melhores sorrisos. 

 - Senhorita - Interrompeu o rapaz literalmente nervoso. 

 -  Moço, eu não estou organizando nenhuma festa, eu juro. - Disse Demi abraçando Joe de lado, o rapaz respirou fundo e saiu às pressas. 

  - Por que não me contou? - Disse Joe cabisbaixo. Demi não fazia a minima ideia do que ele falava. 

  - O que? - Perguntou desentendida. 

  - Você e o Wilmer - Sussurrou Joe. O Demi não sabia como ela tinha o magoado. 

  - Joe, eu ia te contar mas.. - Começara dizer Demi até Joe a interromper. 

  - Mais você preferiu que eu ficasse sabendo pela Alex? - Disse já nervoso. Demi deixou que a raiva invadisse-a.. 

  - Nós não estávamos juntos - Disse a garota descontrolada. 

  - Não importa se estávamos juntos ou não. Eu achava que você confiava em mim, mas eu estava complemente enganado. - Joe estava tão nervoso que sentira o coração doer. Passou as mãos no cabelo e respirou fundo.. - Eu vi você fumando mais cedo e a Alex contou das festas, como você pode? - Disse com a voz mais tranquila porém era impossível esconder a decepção que sentira de Demi. 

  - Eu posso explicar - Demi sentira como se o mundo tivesse caído sobre ela. A culpa era tão grande, como ela pode chegar a esse ponto? Pela segunda vez ela decepcionara Joe.. 

  - Não precisa me explicar nada, você não me deve mais satisfações - As lagrimas rolavam pelo rosto do rapaz. Por que tudo tinha que ser tão.. tão, sem explicação? O coração de Joe estava quebrado, machucado, dilacerado.. Como.. como ela pudera? 

Joe saiu às pressas deixando Demi sozinha. Tudo estava tão perfeito e em questão de horas o mundo de ambos estava destruído. Demi sentia-se culpada e a única coisa que ela queria fazer era descontar a dor, se punir.. Ela precisava se livra daquela culpa o mais rápido possível. Saiu correndo entre varias pessoas indo até o camarim que usara mais cedo. Procurou qualquer objeto pontiagudo e assim que o achou, a garota começou seu massacre até que se sentisse melhor com a culpa, pois a raiva que sentira de Alex era imensa.

Demi gemeu assim que sentira a água gelada caindo sobre os cortes nos pulsos, a culpa tinha sido amenizada.. Mas a raiva que sentira de Alex só aumentava.. Observou atentamente os cortes nos pulsos (Sim, os dois) pararem de sangrar e saiu às pressas. Pelo que Demi podia ver, a festa que ela planejara já tivera inicio.. Vestiu a jaqueta de couro que carregava consigo e entrou no avião que ajeitara para voo.. Pelo menos metade das pessoas abordo estavam bêbadas e drogadas. Demi mal precisou procurar Alex, a própria fez questão de grita-la. 

  - Lovato?! O que faz por aqui? - Disse entre risos. Demi sentira o nervoso a invadir por completo.. Por que ela não escutou Joe? Ele tinha razão desdo começo. 

  - Como você pode.. - Disse aos prantos. 

  - Por que está chorando Lovato? - Perguntou rindo. Alex sabia muito bem o porquê do choro de Demi. Metade da culpa era sua e da própria Demi que foi tão inocente de contar coisas tão intimas para ela.. 

Demi não pensou duas vezes antes de partir para cima de Alex e atingi-la com um soco certeiro no olho esquerdo. A garota caiu e assim que Demi se preparava para atingi-la novamente alguém a segurou por traz.. Foram as últimas lembranças da garota.


Fim da temporada. 


Continua... CACETADA! PORRA MAIS EU DEMOREI PARA ESCREVER ESSE CAP.. NÃO FICOU COMO EU QUERIA, MAS ESTAVA QUASE LÁ... AGORA FOI! DEMI TA NA REHAB E A FIC JÁ TA PARA ACABAR. Ufa!!! Eu resolvi dividir a fic em duas temporadas porque preciso narrar na primeira pessoa! Desculpem a demora para postar.. estou com alguns problemas.