15.12.16

Capítulo 29


   - Sabe o que é um alívio? – Perguntou Selena pouco ofegante e Demi que ofegava mais que o normal quando corria e se esforçava para estar no mesmo pique que Sel negou. – É correr no Central Park sem que você flerte com a maioria dos homens solteiros. – Demi revirou os olhos com bastante vontade, o que fez Selena gargalhar.

   - Eu já te disse que você é chata hoje? – Ironizou fingindo estar emburrada e Sel negou parando de correr para abraçá-la de lado. Era uma final de tarde, o sol se punha no horizonte e o céu estava simplesmente fantástico em meio às nuvens que pareciam flocos de algodão com tons de laranja, cor de rosa e o azul claro começava ficar escuro. Tinha sido mais um dia normal da semana, um dia cansativo e estressante no trabalho. Porém tudo parecia uma vaga lembrança já que Demi estava feliz por estar com Selena correndo no Central Park como elas sempre faziam.

   - Dem, eu estou ficando cansada. – Disse Selena depois de um belo gole da água da garrafinha. Não tinha muito tempo que estavam correndo, pouco mais de quarenta minutos.

   - Eu também. – Resmungou Demi sentindo a batata das pernas exausta. – A gente deveria ter feito os alongamentos. – Comentou assim que elas encontraram um banquinho livre já que o parque estava cheio de pessoas caminhando, casais, amigos e alguns solitários que preferiam observar o movimento.

   - Estou tão atarefada que acabei me esquecendo. – Disse antes de tomar mais um pouco de água e então encheu os pulmões de ar e deitou a cabeça no ombro de Demi.

   - Me sinto culpada por ter pedido ajuda com o meu projeto. – Selena sorriu flagrando o biquinho de Demi. Elas estavam simplesmente manhosas e mais carinhosas uma em relação à outra.

   - Está tudo bem, Dem. – Disse voltando a deitar a cabeça no ombro de Demi. – Eu adoro ajudar você, os seus projetos são incríveis e eu fico feliz em ajudar em um detalhe ou outro, até porque não é nada perto de todo o trabalho que você faz. Sério, está ficando incrível, você é a melhor Designer que eu conheço. – Demi sorriu de orelha a orelha e enlaçou os dedos aos dela.

   - Eu amo muito você princesa. – Por algum tempo as duas apenas descansaram em silêncio e observando o movimento no parque. – Vamos? Está ficando tarde e eu tenho que me arrumar, convidei o Joe para jantar comigo. – Selena assentiu sorrindo. Estava adorando o mais novo relacionamento de Demi com Joe, os dois eram tão perfeitos um para o outro. Selena torcia para que os dois ficassem juntos desde que Demi conheceu Joe daquela forma trágica e assustadora.

   - Como estão as coisas com ele? – Perguntou enquanto elas caminhavam em direção ao apartamento de Demi que ficava a pouquíssimas quadras dali.

   - Ontem nós discutimos, ele estava com ciúme do Jake e eu da Mary. – Murmurou fazendo careta e Selena arqueou as sobrancelhas a olhando. 

   - Ele é ciumento? – Perguntou enlaçando os dedos aos de Demi para que elas pudessem atravessar a rua. Já estava escurecendo e o movimento de carros e pessoas na rua era absurdo. Morar em Nova York não era nada fácil e exigia muita paciência.

   - Bem, ele não gosta do Jake e ficou todo corado de raiva. Foi muito fofo. – Demi riu se lembrando da cena. Joe era simplesmente o cara mais doce que ela já tinha conhecido.

   - Não tem como gostar dele. – Disse Selena e Demi assentiu. – E por que diabos você estava com ciúme da Mary? Eu gosto dela, ela é tão fofa quanto o Joe. – Maldita hora para dizer aquelas palavras. Demi negou balançando a cabeça e lançou a Selena um olhar matador.

   - Ela está de olho no meu Joe! – Disse como se fosse o maior absurdo do mundo e Selena soube que se ela falasse mais alguma coisa sobre Mary, bem, Demi ficaria brava com ela e cheia de ciúmes. – E você é minha amiga ou dela? Sinto muito Selena, mas você tem que escolher um lado. – Ora, ela realmente ficaria emburrada?

   - É sério? – Disse Selena revirando os olhos e Demi cerrou os dela. – Está bem! Não faz essa cara. – Disse não gostando nada do olhar ameaçador de Demi. Ela era realmente intimidante quando ficava com ciúme. – Eu sou sua amiga, ok? Mas isso não me impede de gostar dela. – Demi fez careta e revirou os olhos. Será que só ela conseguia enxergar que Mary era estranha e tinha um único objetivo com aquela repentina aproximação: Joe.

   - Vamos trocar de assunto. – Murmurou. Era melhor, pois brigar com Selena estava completamente fora de cogitação. – Amanhã é o aniversário do Joe. – Disse apressando o passo já que estava ansiosa para estar nos braços de Joe.

   - Você já sabe o que fará para ele? – Demi corou quando olhou para Selena e não deixou de notar a malicia no olhar dela. Aquela era uma questão complicada mesmo para ela que tinha certa experiência no assunto..

   - Eu não sei, estou um pouco nervosa. – Murmurou preferindo fitar os prédios a ter que olhar para Selena.

   - Você podia convidá-lo para jantar no seu apartamento. – Sugeriu Selena e Demi esboçou um sorriso sem graça e completamente envergonhada.

   - O ponto é. – Começou a dizer quando Sel enlaçou o braço ao dela. – Eu nunca estive nessa situação, entende? – Selena assentiu e Demi umedeceu os lábios pensando no que poderia dizer. – Ele é tão inocente Sel, e eu acho que a timidez dele é contagiante. – Sim, era! Prova disso era que ultimamente ela corava. – Eu quero fazer muitas coisas com ele, mas eu não sei. Tenho medo de assustá-lo ou passar má impressão.

   - Uma mulher jamais deve se envergonhar dos seus desejos, ok? – Disse Selena a repreendendo e Demi assentiu. – E o Joe gosta de você, aposto que ele quer isso tanto quanto você. – Era uma situação nova e Demi realmente não sabia como agir, em todos os relacionamentos que tivera os seus parceiros eram experientes. – O clima nunca esquentou? – Arriscou Selena a perguntar e Demi assentiu se lembrando de quando Joe ficou excitado e não queria soltá-la de jeito nenhum quando eles estavam no apartamento dele.

   - Bem, ele ficou excitado e vermelho de vergonha. – Comentou timidamente sem deixar de sorrir ao se lembrar da cena. – Foi sexy e fofo. – Selena riu da careta de Demi, mas arqueou as sobrancelhas quando ela a olhou de olhos cerrados. – E você simplesmente acabou com todo o clima quando me ligou.

   - Você estava atrasada oras! – Defendeu-se Selena. – Se eu soubesse o que você estava fazendo eu realmente não ligaria. – Demi revirou os olhos para pirraçá-la, mas acabou sorrindo mostrando que era apenas uma brincadeira.

   - Ontem você também ligou! E as coisas estavam esquentando entre a gente. – Murmurou ao se lembrar do dia passado e de como tinha sido bom trocar beijos e carinhos com Joe na reprografia.

   - Desculpa se eu estava sendo assediada e precisava urgentemente que você me salvasse daquele tarado nojento do seu ex-namorado, ex-ficante ou sei lá. – As duas reviraram os olhos. Jake era um saco e um grande estraga prazeres. Demi se perguntava como ela tinha acreditado nele por tanto tempo.

   - Não vamos estragar o clima, ok? – Disse aliviada por finalmente ter chegado ao prédio em que morava. – Eu me sinto tão virgem quanto o Joe. – Disse baixinho para Selena que gargalhou atraindo alguns olhares quando elas adentraram o prédio. – Boa noite. – Cumprimentou o porteiro e o segurança. – Selena! A gente está passando vergonha e a culpa é toda sua. – Disse naquele mesmo tom baixo e Selena riu assentindo.

   - Dem, você está longe de ser virgem. – Disse Selena depois de controlar o riso. – Muito longe. – Demi a olhou feio enquanto pressionava o botão do elevador. – Estou brincando. – A situação era grave. Selena conhecia aquele olhar preocupado de Demi e o odiava. – Vai ficar tudo bem, você saberá como guiá-lo e vai ser especial, só não fique pensando muito nisso. Deixa rolar, entende? Não o pressione e não permita que ele fique nervoso ou tímido, aliás, vocês se gostam, não é? Não tem como dar errado. – Demi assentiu pensativa e adentrou ao elevador quando as portas metálicas se abriram. Ela gostava de Joe e esperava que Selena estivesse certa.

***


   - O pedido está errado, o meu amigo é diabético. – Ed esboçou o seu melhor sorriso para a atendente que assentiu e voltou com o enorme copo com o Milk Shake para trocá-lo por um que Joe pudesse ingerir. 

Não era como se ele nunca tinha estado no meio de uma multidão, jamais, porém aquela aglomeração de pessoas era apavorante. A área de alimentação do shopping estava lotada! Eram pessoas sentadas às mesas, pessoas trabalhando, pessoas andando. Era uma mistura de conversas com as músicas que vinham das lojas e do pequeno palco montado onde um homem tocava violão e uma mulher elegante cantava. Estar no shopping era.. Bem, Joe se sentia intimidado com os tantos olhares que recebia das mulheres adultas e das adolescentes. Estava um pouco deslocado e se sentia como um verdadeiro peão do interior do Texas na cidade grande. Era bom se lembrar de suas origens, ele nunca seria dinâmico como Ed ou simpático como Demi.

   - Joe, relaxa. – Pediu Ed dando um tapinha no braço do amigo que franziu o cenho. – Tenta se divertir, ok? – Joe assentiu e observou Ed agradecer e trocar breves palavras com a atendente que trouxe o Milk Shake e se desculpou pelo pedido errado. – Tudo bem, você é tímido, mas cara, você tem que aprender a controlar isso, só vai te atrapalhar. – Ele não disse nada porque estava com vergonha. Mais cedo quando eles estavam na loja masculina ele tinha gaguejado e derrubado uma pilha de camisas só porque a atendente o deixava nervoso.

   - Elas me intimidam. – Disse se referindo a todas aquelas mulheres que sempre lançavam aqueles olhares estranhos a ele e se comportavam de forma diferente. – E como se elas quisessem me devorar. – Murmurou e Ed riu. Bem, não era para menos. Ele era um homem grande, forte, moreno e que tinha um belíssimo par de olhos verdes.

   - Você é quente. – Disse Ed sorrindo divertido ao se lembrar de como as mulheres ficavam afetadas com a presença de Joe. – As mulheres não resistem a um peão. – Joe fez careta e estava levemente corado. Por que será que todos aqueles assuntos o deixava tão envergonhado?

   - Eu estou com a Dem. – Disse. Ele estava com tanta saudade dela e queria tanto beijá-la. – Nós podemos ir? Eu ainda não sei o que vou vestir para encontrá-la. – Ultimamente ele estava sendo tão cuidadoso com as roupas que vestia, era complicado combiná-las, mas ele estava tendo todo o cuidado de pesquisar na internet e observar como os outros homens se vestiam.

   - Joe, relaxa, ok? Nós ainda precisamos dar um jeito no seu cabelo. – Ele estava cansado e pensava em como perguntaria “coisas” para Ed sobre as mulheres.

   - O que tem de errado com o meu cabelo? – Perguntou de cenho franzido. Ele gostava de seus fios escuros lisos e grossos penteados de lado. Aquele corte era ideal para todas as situações e Joe não conseguia se imaginar sem o seu cabelo arrumadinho de menino comportado.

   - Está grande e é muito arrumadinho, precisa de mais movimento. – Mais movimento. Ele não queria ter aqueles modelos esquisitos de cabelo. Curto demais em um lado e grande demais em outro. Porém Joe topou cortar um pouquinho do cabelo e quem sabe penteá-lo de um jeito diferente.

   - Não está muito grande. – Reclamou sem conseguir esconder o mau humor e Ed revirou os olhos finalmente se levantando para que eles pudessem procurar por um cabeleireiro dentro daquele shopping. – Ontem nós discutimos. – Disse para Ed quebrando o silêncio entre eles. Ele queria conversar e pedir conselhos, não ir ao cabeleireiro ou aquelas lojas chiques onde as atendentes eram intimidantes. – O Jake a beijou, ela não terminou com ele. – Murmurou e Ed tinha a boca numa linha não aprovando a situação.

   - Você não pode deixá-la te machucar. – Disse e Joe assentiu pensativo. 

   - Ela disse que é complicado, e que ela não poderia terminar o que eles tinham na empresa. – Disse ao se lembrar das palavras de Demi. – E ela está disposta a fingir que não sabe sobre a mãe e aquele canalha.

   - Ela realmente precisa conversar com ele num lugar que não é a Gyllenhaal. – Ed sabia como Demi era profissional e como seria complicado para ela terminar com Jake. – O Jake não vai facilitar as coisas, ele não joga limpo e você tem que estar preparado para lutar pela Demi. Não será nada interessante quando ela terminar com ele e assumir um compromisso com você. As pessoas falavam Joe. – Será que ele aguentaria tanta pressão? Era Jake Gyllenhaal, o dono de uma empresa multimilionária enquanto ele era apenas um analista de redes recém-chegado do Texas que não tinha nada além de um apartamento alugado e uma cachorrinha comilona.

   - Eu vou lutar por ela. – Ele disse firme e forte daquela decisão. Demi tinha o conquistado e ele não a deixaria partir, principalmente para os braços de Jake. – Ela estava com ciúme da Mary. – Disse sem conseguir esconder o sorriso. Demi era intimidante quando estava brava, porém também ficava fofa e ele tinha vontade de beijá-la. 

   - O que você disse a ela? – Perguntou Ed também sorrindo e Joe contou a Ed toda a história do beijo que Mary tinha lhe dado e que Demi tinha visto tudo.

   - Ela ficou muito brava. – Concluiu de cenho franzido e Ed riu. Ele sabia como Demi era ciumenta. – E depois ela começou a perguntar tantas coisas. Tipo, qual era o dia do meu aniversário, a minha cor favorita, essas coisas.

   - A Demi é ciumenta, pelo menos com a Selena. Elas têm uma amizade intensa e uma morre de ciúmes da outra, essas coisas de mulheres. – Elas eram tão grudadas uma na outra, era uma amizade bonita e encantadora. – Então se ela tem ciúme da Sel, ela realmente vai ficar maluca caso outra mulher se aproxime de você. É melhor evitar isso, converse o básico com as mulheres e não as olhe. Você não vai querer enfrentar a fúria de uma namorada ciumenta, vai por mim. – Estava ficando interessante aquela conversa e Joe se sentia cada vez mais ansioso para que Ed falasse mais sobre as mulheres. – E a Demi é mais tagarela que a Selena, ela adora perguntar e falar sem parar. O legal é que ela gosta de coisas legais e sabe conversar sobre tudo. – Joe sorriu assentindo. Ele gostava muito de quando Demi se empolgava com os desenhos animados e as revistas em quadrinhos que eles liam. E ela ficava tão linda e fofa jogando videogame que ele chegou a suspirar só de lembrar. – É normal ela querer saber a data do seu aniversário, a sua cor favorita, a sua comida favorita. – Joe assentiu depois de pensar naquela questão. Era realmente importante para iniciar um relacionamento. Aquele tipo de detalhe o ajudaria a aguardá-la e vice-versa.

   - Eu preciso te perguntar algumas coisas. – Disse envergonhado, porém eles finalmente chegaram ao cabeleireiro.

   - Nós já conversamos. – Joe assentiu e tentou ser o mais simpático possível com o pessoal do salão de beleza. Ed tinha razão quando disse que a timidez só o prejudicaria. Ora, a adolescência era a prova mais viva daquele fato. Ele era tímido ao ponto de não conseguir fazer amizade e sequer tinha conseguido ficar perto de uma garota sem gaguejar ou ficar todo atrapalhado.

Ele tentou se enturmar com os outros rapazes conversando sobre a posição dos times da liga Europa e sobre tecnologia. Não tinha sido ruim e não tinha arrancado nenhum pedaço. Porém o coração ainda acelerava um pouco e vez ou outra ele ficava tímido, mas Ed sempre dava um jeitinho de encaixá-lo a conversa enquanto eles cortavam o cabelo e faziam a barba.

   - Você não tem costume de usar barba? – Ed perguntou assim que eles saíram do salão. 

   - Eu sempre tentei me livrar da minha barba, quando eu era mais novo o pessoal da escola me zoava por ser o primeiro rapaz da classe a ter um bigode.

   - Que bobeira. – Murmurou Ed e Joe assentiu. Adolescentes eram complicadíssimos! Ainda mais quando estavam em grupo.

   - Estou tentando me adaptar. – Ele disse de forma geral e Ed assentiu. – E a Demi gosta. – Aquele era um bom motivo para ele continuar a cuidar da barba e da aparência.

   - O que você queria perguntar antes de entrarmos no salão? – Ed perguntou o olhando e Joe corou desviando o olhar.

   - Se eu comprar chocolate para a Dem ela vai gostar? – Perguntou um tanto sem jeito e Ed deu de ombros.

   - Elas adoram chocolate. – Foi tudo que ele disse e Joe adentrou o Walmart assim que viu a placa da loja. – Você não pode comer chocolate? – Ed perguntou enquanto eles caminhavam para a seção de guloseimas da loja.

   - Chocolate escuro e amargo com pelo menos sessenta por cento de cacau. – Disse concentrado em procurar por algum chocolate que agradaria Demi.

   - Leve um que vocês possam comer juntos. – Sugeriu Ed e Joe procurou pelos chocolates amargos.

   - Não é todo mundo que gosta de chocolate amargo. – Comentou pensando na possibilidade de Demi não gostar daquele chocolate.

   - Então leve um amargo e um branco ao leite. Ela não terá saída. – A ideia era boa e Joe assentiu escolhendo por um chocolate amargo que não o prejudicaria e escolheu o chocolate branco ao leite como Ed tinha sugerido.

   - Ela é alérgica à pelúcia? – Ele perguntou assim que caminhou um pouco mais pela loja e encontrou uma variedade de bichinhos de pelúcia que tinha certeza que Demi adoraria.

   - Eu não sei. – Murmurou Ed e Joe começou a procurar por algum bichinho antialérgico. – Por que você não leva esse? É bonitinho. – Joe negou balançando a cabeça e sorriu ao encontrar o que realmente agradaria a Demi. – Isso é um gato? – Perguntou Ed de cenho franzido e Joe revirou os olhos.

   - Acho que é uma gatinha, ela vai gostar. – As cores preferidas de Demi estavam lá em alguns detalhes e os olhos marrons daquela gatinha eram semelhantes ao dela.

   - Tudo bem. – Ed riu da careta de Joe. Ele não conseguia esconder que estava completamente apaixonado por Demi. – Eu vou buscar chocolate para Sel e para as crianças, a gente se encontra na fila, ok? – Joe assentiu e caminhou sem muita pressa para a fila de um dos caixas. Enquanto esperava ser atendido ele aproveitava para ler os títulos das revistas e olhava para os produtos disponíveis nas prateleiras próximas dos caixas até que finalmente foi chamado.

   - Você demorou. – Disse a Ed ao caixa ao lado.

   - Senhor? – A moça o chamou e Joe procurou pela carteira no bolso da calça, e bem, ele corou bruscamente quando Ed pegou três camisinhas e as incluiu junto ao chocolate e o gatinho de pelúcia.

   - Desculpe. – Murmurou se atrapalhando com as notas. Sorte era que a moça do caixa era simpática e não riu junto com Ed de como Joe estava vermelho e envergonhado.

   - Você está vermelho porque comprou preservativos, imagina quando for usá-lo? – Joe corou um pouco mais, claro, se possível. Será que aquele assunto sempre seria embaraçoso para ele? E se Ed tivesse razão? E se ele corasse quando fosse..? Do jeito que ele ficava nervoso e todo atrapalhado era melhor desconsiderar aquela ideia. – Eu estou brincando Joe. – Disse Ed para acalmá-lo e Joe assentiu observando a vitrine das lojas conforme eles caminhavam pelos corredores do shopping. – Você está bem? – Ed perguntou com receio de que a brincadeira não fosse bem vista por Joe.

   - Acho que eu preciso conversar sobre isso. – Ele murmurou se sentindo um extraterrestre por ter que recorrer a Ed quando o assunto era aquele. Como fazia falta ter um pai para orientá-lo e tirar todas as dúvidas que o assombrava.

   - Nós somos amigos e você pode me perguntar o que quiser, ok? – Um pouco relutante Joe assentiu. Era tão vergonhoso! Ele completaria vinte e três anos no dia seguinte e não sabia como aquilo funcionava! Ele tinha beijado a primeira mulher não tinha sequer um mês! Durante todo o caminho até o carro Joe preferiu ficar em silêncio pensando no que ele poderia perguntar para Ed, mas eram tantas coisas que ele ficava assustado e não sabia por onde começar. – Relaxa! – Ed sorriu tentando descontrair o clima dentro do carro, porém Joe continuava tenso e corado. – Só vou te deixar em casa depois de termos essa conversa. – Ele continuou calado e Ed encostou o carro num lugar onde eles poderiam conversar tranquilos. – Você não precisa ter vergonha, ninguém vai ou tem o direito de te julgar.

   - Eu quero isso. – Ele disse pela primeira vez em alto e bom som. – Eu só.. – Será que era tão complexo quanto parecia? Joe não conseguia pensar em nada porque o nervoso não deixava. Era frustrante. – Eu tenho medo de ser um desastre. – Disse finalmente encontrando as palavras corretas para definir o que temia. – Eu nunca estive com uma mulher dessa forma, tenho medo de fazer tudo errado e ela rir de mim.

   - Vamos com calma. – Ed estalou os dedos e desceu um pouco do vidro da janela do carro. – Ela não vai rir de você. – Ele disse tendo a certeza que Demi seria paciente e carinhosa com Joe. – Quando vocês estiverem prontos para dar esse passo, um vai guiar o outro. Ninguém é perfeito quando se trata desse assunto, não existe necessariamente um padrão a ser seguido. Tudo bem, ela pode ser mais experiente e num momento ou em outro você precisará da ajuda dela, mas será especial, entende? Você só precisa esquecer essa timidez e dar muito carinho a ela. Não é esse monstro de sete cabeças que se regeneram que você está imaginando. – Joe assentiu um pouco mais aliviado. Ele estava pensando em tantas coisas que não tinham nada a ver e tinha se esquecido do detalhe mais importante: ele precisava ser transparente quando estivesse com ela. Teria que se entregar de corpo e alma.

   - Eu vou tentar relaxar. – Disse respirando fundo, mas ainda não olhava para Ed. – Mas o que eu devo fazer? Quando a gente se beija eu gosto de abraçá-la. – Ele estava vermelho porque além de abraçar Demi, ele também fantasiava em apertá-la no bumbum. 

   - Bem.. – Ed sorriu se lembrando de Selena. – Em primeiro lugar: Você só pode fazer o que ela gosta, nunca force a barra. – Disse e Joe assentiu. Ele jamais faria nada contra a vontade de Demi e sabia que ela também não faria nada contra a vontade dele. – O contato visual é muito importante, você saberá se ela está gostando ou não. Particularmente é minha parte favorita, não tem nada melhor no mundo do que olhar nos olhos da mulher que você ama e sentir que ela também te ama. – Joe assentiu. Ele entendia o que Ed queria dizer, pois sempre que beijava Demi e a olhava nos olhos o peito quase saia pela boca. O olhar dela era especial e apaixonado. – Você pode tocá-la e beijá-la em todos os lugares que ela permitir. – Os dois acabaram rindo quando Joe arriscou olhar para Ed. – Lembre-se, não é uma regra ter uma sequência para as coisas acontecerem. Siga os seus instintos e se você tiver alguma duvida pergunte, se você quiser elogiá-la, elogie. O importante é que vocês façam isso acontecer juntos, como eu disse mais cedo: um guiando o outro. – Ele finalmente não se sentia tenso e prestes a explodir. Sabia que seria fantástico só porque seria com ela.

   - Eu vou tentar me lembrar disso tudo. – Disse quando Ed deu partida no carro.

   - Cara, você não tem que seguir tudo que te falei. É apenas uma ideia, certo? – Comentou Ed o olhando brevemente. – Quando se trata de sexo, existem milhares e milhares de opções. Você só tem que deixar acontecer no ritmo de vocês, nada de seguir passos, será chato e os dois vão acabar frustrados. – Era o que ele precisava fazer no geral: ser ele mesmo sem ter vergonha de quem ele era.

   - Eu estou ansioso para encontrá-la. – Ele disse sem deixar de sorrir ao pensar em Demi. – Obrigado por me ajudar. – Agradeceu e Ed assentiu sorrindo. Crescer apenas com os conselhos da avó e orientações básicas da escola às vezes ajudava muito em algumas situações, mas em outras ele se sentia uma criança perdida.

   - Amigos são para isso! – Ed disse e os dois sorriram. – E não se esqueça do detalhe mais importante, você terá que se prevenir. E não me pergunte como faz isso, você tem os preservativos e a Demi vai te ajudar ou você pode pesquisar na internet. – Joe assentiu um tanto corado e Ed riu com muito gosto. Era engraçado vê-lo corar. – Joe, relaxa! – Pediu ainda rindo e Joe tornou a assentir levemente corado. – Amanhã é o seu aniversário, seria bom se vocês pudessem passar a noite juntos.

   - Talvez seja cedo para isso acontecer entre a gente, não tem uma semana que nós estamos realmente juntos. – Ele iria pensar a respeito e se Demi topasse eles jantariam juntos e se fosse para acontecer, aconteceria.

   - Vou te ajudar a se arrumar, camisas xadrez são legais, mas você não precisa vesti-las sempre. – E os próximos minutos foram divertidos e constrangedores para Joe, mas uma coisa era certa: Ed era o melhor amigo que um cara poderia ter.


***

    - Nada de ficar vermelho! – A cada conselho de Ed, Joe assentia prontamente. Ele tinha demorado um pouco para conseguir uma roupa que o agradasse, porém estava bem arrumado. Vestia camisa branca de botões, e como Ed tinha recomendado, ele encolheu as mangas um pouco abaixo dos cotovelos. A calça de brim era preta e os tênis eram brancos. No punho esquerdo o relógio de prata que tinha herdado do pai brilhava. O cabelo antes comportado estava um pouco arrepiado e os óculos eram a marca registrada dele. – As mulheres podem achar fofo, mas é broxante. – Joe tornou a assentir, mas franziu o cenho. Ele não ficava vermelho de vergonha por opção. – Se acontecer não se esqueça do preservativo. – Ele balançou a cabeça se lembrando de que os preservativos estavam na carteira no bolso direito na calça. – Vocês podem namorar, conversar, rir. Vai ser divertido e vocês se gostam, não precisa ficar nervoso, aproveita o seu tempo com ela..

   - Joseph? – As bochechas de Joe coraram e Ed o repreendeu com o olhar. Era apenas Selena, mas era o suficiente para que ele ficasse todo envergonhado e sem jeito. – Você fez um bom trabalho. – Sel deu um selinho nos lábios de Ed e cumprimentou Joe com um abraço que ele definitivamente não esperava.

   - A Demi está o esperando? – Ed perguntou a Selena sem deixar de observar como Joe estava tão sem jeito que para disfarçar brincava com a embalagem do ursinho de pelúcia que presentearia a futura namorada.

   - Ela está tão nervosa quanto ele. – Disse Selena apenas para que Ed ouvisse e os dois sorriram.

   - Joe, relaxa, eu já estou indo. – Joe o olhou, mas assentiu. Era inevitável, ele estava ansioso para estar com Demi, mas estava nervoso. – Relaxa! – Ed acabou rindo quando eles trocaram um abraço e um aperto de mão. Era só um garoto apaixonado, mas ele tinha certeza que tudo ficaria bem.

   - Você está lindo, e a Demi também está ansiosa. – Selena sabia que Demi a mataria caso ela ouvisse aquela frase, mas era apenas uma tentativa de melhorar as coisas para Joe. – Tenha uma boa noite e cuida da minha menina. – Joe sustentou o olhar sério de Selena e observou o casal de amigos caminhar em direção ao carro de Ed de mão dadas. Eles acenaram antes de partirem e então ele estava sozinho. Uau. Por alguns segundos Joe respirou fundo fitando o céu estrelado daquela noite, as suas três estrelas favoritas brilhavam intensamente e ele sorriu. Tudo daria certo, era apenas Demi. Precisou de mais alguns segundos, respirou fundo e finalmente adentrou ao prédio cumprimentando o porteiro que o informou que a Srta. Lovato já o esperava. Será que tudo estava nos conformes? O cabelo não estava bagunçado ou alguma coisa estava errada? Antes mesmo que Joe pudesse pensar as portas do elevador se abriram no andar onde Demi morava. Ele finalmente tinha chegado e o frio na barriga estava o consumindo a cada segundo! Relaxa! Disse a si mesmo se lembrando de tudo que Ed tinha dito. Ele não deveria ficar nervoso porque não havia motivo, era apenas Demi, a mulher que ele estava completamente apaixonado. 

A mistura do nervosismo e da ansiedade o guiou até a porta do apartamento dela. Joe pensou em correr de volta para o elevador e ir para casa, mas também pensou que queria muito que aquela noite acontecesse. Ele queria ver o sorriso de Demi e ouvir a risada dela, queria escutar a linda voz feminina contando sobre aquele dia e sobre milhares de coisas. Ele queria olhar nos olhos dela antes de beijá-la e queria abraçá-la com muito carinho. Foi pensando em tudo que ele queria que Joe bateu à porta e esperou ansiosamente até que ela fosse apertada pouquíssimos segundos depois.

   - Joseph. – Quem tinha o sorriso mais largo e feliz? Bem, era um mistério. A felicidade dos dois era visível. Os olhos brilharam e eles não sabiam o que dizer por que o sorriso não deixava. O nervoso de Joe pareceu nunca existir e a ansiedade de Demi evaporou! Os passos que ele deu para dentro do apartamento foram imperceptíveis assim como quando Demi fechou a porta. Apenas se olhavam e desejavam estar juntos.

   - Eu.. Eu.. Trouxe para você. – Ele estava surpreso e feliz por não ter soado inseguro apesar de ter gaguejado.

  - Obrigada! – Demi sorriu de orelha a orelha fitando o gatinho de pelúcia. Era um presente fofo, só não era mais fofo que aquele homem lindo que estava a sua frente. Ela não resistiu, abraçou-o com força o beijando no peito e olhou para cima. Os saltos que usava lhe acrescentavam bons centímetros, mas não era o suficiente para poder beijá-lo na boca sem ter que se esticar um pouquinho. – Amor! – Ela sorriu sentindo o carinho que ele fazia em sua bochecha esquerda, fechou os olhos quando ele a rodeou com o braço esquerdo e finalmente selou os lábios aos dela sem pressa. Era um beijo calmo que aos poucos ficava cada vez mais intenso até que precisaram interrompê-lo por falta de ar.

   - Você está linda. – Ele disse nos lábios dela e ela o beijou com carinho. – Está muito linda. – Tornou a elogiar arrumando uma mechinha do cabelo castanho que estava fora do lugar atrás da orelha. O vestido acinturado era discretamente florido e batia um pouco acima dos joelhos. E bem, Joe gostou muito de ver as pernas dela nuas.

   - Você também. – Demi o beijou brevemente porque não se cansava dos lábios dele e o abraçou gostando de todo aquele contato. – Obrigada, é um gatinho muito fofo. – Ela disse abraçando o bichinho de pelúcia e Joe sorriu de como ela estava fofa.

   - Eu acho que é uma gatinha. – Ele comentou depois de beijá-la na testa e Demi examinou o presente.

   - É realmente uma gatinha. – Ela concordou fitando os detalhes cor de rosa e roxo. – Bem, eu vou dormir agarrada com ela pensando em você. – As bochechas dele coraram assim como as dela, mas ambos sorriram. – Nós vamos comer todo esse chocolate, o que você acha? – Ele não fazia ideia de como ela era compulsiva por chocolate! Céus! Selena iria matá-la caso descobrisse a quantidade de chocolate que Demi pretendia ingerir apenas naquela noite. – Você pode comer, certo? – Ela perguntou torcendo para que a resposta fosse positiva e Joe assentiu.

   - Não sou muito fã de chocolate, mas eu posso comer com você. – Ele deu de ombros quando ela o olhou com os olhos arregalados como se fosse o maior absurdo de todo o mundo.

   - Você não tem noção de como eu amo chocolate. – Demi sorriu imaginando como ficaria perfeita a mistura de Joe com chocolate. As bochechas chegaram a corar e ela teve que espantar aqueles pensamentos pecaminosos antes que fizesse uma besteira. – Eu vou levar a minha gatinha para o quarto, já volto. – Antes de partir Demi distribuiu beijinhos pelo rosto de Joe o fazendo sorrir de orelha a orelha. Agora sozinho ele se sentia um idiota por ter ficado tão nervoso que até tinha pensado em ir embora, era tão bom estar com Demi que o tempo parecia não passar, tudo que importava era apenas ele e ela. – Joe, fica à vontade! – Ela disse quando voltou do quarto e o encontrou ainda parado perto da porta. – Você já é de casa. – Demi colocou as barras de chocolate sobre o criado-mudo da sala e segurou as mãos de Joe.

   - Eu só estava pensando.. – Ele disse sorrindo ao vê-la olhá-lo. – Eu estava tão nervoso que pensei em desistir da nossa noite. – Demi arqueou as sobrancelhas e enlaçou o pescoço dele com os braços.

   - Eu também estava nervosa. – Confessou gostando de quando ele a abraçou contra o corpo e se curvou para que ela pudesse beijá-lo na boca. – Mas eu quero que isso aconteça e eu não vou deixar você fugir, quero muito que a gente dê certo. Muito. – Ela não sabia se estava se precipitando em dizer aquelas palavras, mas Joe não hesitou por nenhum momento, o verde dos olhos dele estava tão puro e intenso que Demi engoliu em seco sentindo o corpo ansiar para tê-lo.

   - Eu também Demi. – Ele disse firme fitando os olhos dela. – Por favor, tenha um pouco de paciência comigo, às vezes eu não sei o que fazer e eu não quero estragar as coisas entre a gen.. – Ela levou o dedo indicador aos lados dele e o beijou na bochecha direita.

   - Nós vamos fazer isso funcionar juntos. – Trocaram um abraço apertado e um beijo rápido, então Demi o olhou e sorriu. – E eu vou ser paciente. – Ela roubou um selinho e enlaçou os dedos aos dele. – Você está com fome? O nosso jantar está pronto. – Joe assentiu prontamente. O que Ed tinha dito não funcionava apenas para o sexo, um relacionamento não era como seguir uma receita de bolo. Joe só se deu conta do que o amigo queria lhe passar quando ele caminhou em direção à cozinha junto com Demi trocando abraços e beijos. Ora, ele tinha a abraçado por trás e a fez rir quando a beijou no pescoço! Alguns dias atrás ele não conseguia conversar com uma mulher sem gaguejar! Tudo que ele precisava fazer era acabar com aquela vergonha e ser espontâneo. – Nós temos salmão com aspargos, wrap integral de frango e queijo, brócolis com creme de queijo e suco de laranja natural. – Joe sorriu a cada vez que Demi colocava um dos pratos sobre a mesa. Ela realmente se preocupava com a saúde dele. – Você pode comer todos esses alimentos, certo? Eu pesquisei na internet e a Sel me ajudou a cozinhar. – Ela disse se sentando à frente dele e Joe assentiu. Tudo parecia muito saboroso.

   - Está tudo perfeito Dem. – Deus! Como ela amava ouvir o apelido na voz dele! Demi sorriu de orelha a orelha sustentando o olhar dele, permitiu que os dedos fossem enlaçados e o olhou com muita paixão. – Obrigado por ter esse cuidado. – Ele disse por que não eram todos que respeitavam as condições dele, Clara e Demi pareciam ser realmente as únicas que se importavam.

   - Eu vou cuidar de você, não quero te ver numa cama de hospital. – Ela forçou um sorriso e o ajudou a servir. Demi não podia se lembrar de nenhum momento que tinha sido preocupante como o dia que Joe passou mal e ficou internado. Ela tinha ficado assustada e preocupada com ele. – Se estiver ruim foi a Sel que fez. – Os dois acabaram rindo e Joe fez sinal de positivo com a mão aprovando o salmão.

   - Você não é muito fã de brócolis, é? – Ele perguntou sorrindo ao flagrá-la franzir o cenho para o brócolis com creme de queijo.

   - Estou começando a me acostumar. – Disse se servindo justamente do alimento que eles comentavam. – É que geralmente eu como besteira, então essa coisa de brócolis e ter todos esses cuidados é novidade para mim. Tem um tempinho que eu e a Sel estamos tentando mudar o nosso cardápio e praticar exercícios físicos, e agora que eu estou pesquisando sobre diabetes e hipertensão fico assustada só de me lembrar da quantidade de besteiras que eu comi quando era adolescente. – Era realmente assustadora a quantidade de fast foods que Demi e Selena consumiam numa semana de aula. Não foi à toa que Mandy, a mãe de Sel, as ensinou a cozinhar.

   - Nós temos que cuidar da nossa saúde, gatinha. Você tem sorte que é saudável. – Demi assentiu finalmente experimentando o brócolis, não era ruim. Oh, aquela receita estava bem longe de ruim. – Parece ser horrível não poder comer sobremesas e pratos gordos, mas não existe nada pior que ter que passar a noite em um hospital. – Demi assentiu pensativa. Joe realmente tinha razão sobre aquela questão. Ter saúde era a maior riqueza que um ser humano deveria desejar e prezar. – Não é ruim comer alimentos saudáveis. O jantar está uma delícia. – Trocaram mais algumas palavras sobre aquele assunto até que ficaram em silêncio, não era nada desagradável ou constrangedor.

   - Como foi o seu dia? – Demi perguntou depois de um gole do suco de laranja.

   - Um pouco cansativo na empresa e o Ed me fez andar muito no shopping, mas foi divertido. – Demi riu da forma como Joe franziu o cenho como se repensasse se “divertido” era a palavra correta. – Agora que eu estou com você está sendo a melhor parte do meu dia. – O sorriso de orelha a orelha que ela esboçou o fez sorrir feliz e o coração disparou no peito. – E o seu dia? – Ele perguntou buscando os dedos dela sobre a mesa para enlaçados aos seus.

  - Normal. O mesmo projeto e a mesma correria da Gyllenhaal. – Ela disse um pouco desanimada brincando os dedos dele nos dela. – Mas eu estou muito feliz. Foi muito bom correr com a Sel e passar um tempinho com ela aqui em casa. – Ela tinha jurado que jamais afastaria Selena como tinha feito. Não tinha como ser feliz sem Sel. – Bem, e agora nós estamos juntos. A melhor parte do dia. – Os dois sorriram e trocaram olhares ansiosos pelo que estava por vir.

   - Vamos arrumar essa bagunça? – Joe umedeceu os lábios ao olhá-la. Ele estava ansioso para poder beijá-la e todas aquelas coisas. A princípio Demi estava um pouco relutante e sem jeito, mas acabou aceitando a ajuda de Joe já que só era preciso guardar as sobras do jantar e cuidar da pouca louça suja. E aqueles minutos que limpavam a bagunça do jantar passaram tão rápido e em completo silêncio.

   - Pensei que poderíamos escolher o filme juntos. – Ela disse sem olhá-lo. Tinham acabado de chegar à sala e podiam sentir o clima se fechar cada vez mais entre eles.

   - Acho que eu não tenho nada em mente. – Maldito comentário! As bochechas de Joe coraram e ele fitou os tênis que calçava como se fossem a coisa mais interessante do mundo. Ele deveria ser um pouco mais discreto.

   - Você tem alguma preferência? – Demi abriu o aplicativo da Netflix no computador que já estava conectado a tevê e esperou pacientemente que Joe dissesse alguma coisa, mas ele apenas negou balançando a cabeça ainda em pé onde ela tinha o deixado. Ele estava começando a deixá-la nervosa! Se ele travasse ela também travaria. – Você não tem nada contra romances, tem? – Ela perguntou o olhando e ela mesma acabou corando com a própria pergunta. – Não são todos os homens que gostam de filmes românticos. – Murmurou envergonhada.

   - Assisti poucos, mas tudo bem. – A voz de Ed soava nos pensamentos de Joe dizendo “Relaxa!” e foi o que ele tentou fazer, sentou-se ao sofá e respirou fundo algumas vezes sem olhar para Demi já que ela o deixava nervoso com toda aquela beleza encantadora.

   - Cidade dos anjos. Sempre ouvi falar desse filme, mas nunca assisti, dizem que é bom. – Comentou assim que colocou o filme. – Você quer pipoca? – Perguntou e ele negou. – Alguma coisa para comer? – Tornou a perguntar e Joe a negar. Ela também não estava interessada em pipoca, talvez no chocolate. Demi se certificou que as barras estavam ao seu alcance perto do sofá e se sentou ao lado de Joe depois de apagar as luzes. O coração quase saiu pela boca. Será que ela deveria deixar as luzes acesas?


   - Dem, desculpa, eu estou um pouco nervoso. – Era melhor dizer a ela. Custou muito para que Joe conseguisse dizer aquela frase, mas ele o fez porque sabia que era melhor que Demi soubesse a interpretá-lo mal.

   - Está tudo bem. – O alívio dissipou-se do corpo de Demi e ela enlaçou os dedos aos de Joe. – É normal, eu também estou um pouco nervosa. – Quando eles se olharam Demi tomou iniciativa e o beijou sem pressa. – Está tudo bem, ok? – Ela disse carinhosamente acariciando o rosto dele e Joe assentiu emocionado por ela ser compreensível com o nervoso desnecessário que ele sentia. – Espere um pouco. – Num pulo ela se levantou e pausou o filme, caminhou a passos largos em direção ao quarto para buscar a manta de microfibra já que estava ficando frio. – Tira os tênis. – Pediu e Joe assentiu começando a desamarrar os cadarços, logo ele calçava apenas as meias. – Deita no sofá. – A careta dele foi fofa, mas ele se deitou mesmo envergonhado. – Está frio. – Disse pegando as barras de chocolate e as colocou junto com o celular no tapete felpudo onde ela poderia alcançar sem dificuldade.

   - Pode colocar para mim? – Se era para ficar confortável ele ao mesmo tentaria. Joe entregou a chave do apartamento, a carteira e o celular para que Demi colocasse no cantinho do tapete felpudo e quando ela despausou o filme eles sorriram se olhando quando ela finalmente se deitou ficando mais para a borda do sofá e os cobriu.

   - Você pode me abraçar? – Oh sim! Ela era muito manhosa e suspirou quando Joe a abraçou aproveitando para depositar um beijinho no pescoço dela. – Como a Lucy está? – Ela perguntou sem conseguir ficar quieta por nem quinze minutos.

   - Está bem e muito comilona. – Demi riu se virando para olhá-lo sem se importar com o filme, ela preferia se perder naqueles olhos verdes intensos. – Ela está crescendo e não para quieta, acho que ela sente a sua falta. Às vezes ela fica deitada e suspirando como se fosse o filhote mais carente do mundo. – Demi sorriu imaginando a cena. Se pudesse ficaria com Lucy, mas não era permitido animal no prédio.

   - Eu vou visitá-la, e se der certo posso tentar trazê-la para ficar aqui comigo alguns dias? – Perguntou brincando com os botões da camisa dele e Joe assentiu. Ele nem mesmo estava mais focado na conversa. 

   - É claro que pode. – O típico gesto que demonstrava nervosismo dessa vez tinha outro significado. Demi mordeu o lábio inferior, colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha e acariciou a bochecha de Joe suavemente gostando de sentir os pelinhos mesmo que pequenos da barba pinicá-la. Ela tocou o lábio inferior dele com o polegar e o olhou nos olhos se surpreendendo com a forma intensa e desejosa que ele a olhava.

   - Os seus olhos são lindos. – Elogiou tirando os óculos de grau ele usava para colocá-los de junto aos outros pertences. – Eu poderia me perder neles. – Eram tão verdes e intensos, bem desenhados e bonitos. Fechando os próprios olhos Demi entreabriu os lábios para receber os de Joe nos seus. Aos poucos o corpo dele se apossava sobre o dela e a sensação era eletrizante, um gemido baixinho escapou e quando terminaram o beijo se olharam.

   - Eu estou tão apaixonado por você. – O coração de Joe batia tão rápido que ele suspeitava que poderia rasgar o peito. A respiração estava falha, e se as mãos dele não estivem contra o sofá sustentando o peso do corpo elas tremeriam. – Meu coração está batendo tão rápido. – Ele disse deixando um suspiro escapar por conta dos dedos de Demi na barba.

   - O meu também está. – Demi sorriu levando a mão ao peito esquerdo dele para sentir aqueles baques impressionantes. – Não precisamos ter pressa. – A ereção dele roçava a coxa esquerda feminina e Joe estava com tanta vergonha, pois Demi tinha esfregado a perna contra ele causando sensações explosivas. – Não precisa ficar nervoso amor. – Ela sussurrou contra o ouvido dele e o mordeu levemente no lóbulo da orelha. Ah! Ela não pode conter o sorriso quando ele gemeu conforme ela o beijava com carinho no pescoço e deslizava as mãos pelo peito largo e aquelas costas? Demi respirou fundo e engoliu em seco. A beleza daquele homem era uma covardia! Quase atingiu o ápice quando foi mais ousada e deslizou a mão pelo abdômen sentindo como ele era rígido e definido. As bochechas dela chegaram a corar e o calor se instalou com tanta força entre as pernas quando ela desceu um pouco mais a mão do abdômen para apertá-lo mesmo que sobre a calça. Se eles estavam trocando apenas carinhos imagina quando acontecesse? Demi se sentiu zonza só de pensar em tê-lo, seria tão intenso.

   - Dem.. – O gemido soou sexy e as bochechas de Joe estavam tão coradas quanto as dela, mas não era de vergonha, não mesmo. As sensações que percorriam o corpo dele eram novas e deliciosas. Ele não sabia lhe dar com aquilo, só conseguia pensar que explodiria em mais sensações se Demi o apartasse lá embaixo de novo. E ele queria tanto que ela fizesse! Se não fosse tão tímido guiaria a mão dela até  e quem sabe a outra ele usaria para tocar o bumbum maravilhoso?

   - Joe.. – Ele a surpreendeu com um beijo quente e Demi aproveitou para inverter a posição que estava se sentando sobre onde tanto queria. Céus! Ela estava de vestido e o volume da calça roçou diretamente o sexo dela. – Meu Deus.. – Deixou escapar aquele múrmuro apoiando as duas mãos no peito de Joe e o olhando nos olhos ela se movimentou vagarosamente. Oh sim, ele ficou vermelho, mas não ousou em desviar os olhos dos dela repousando uma mão na coxa direita por baixo do vestido e a outra mão ele acariciou a bochecha de Demi quando ela se deitou sobre ele e o beijou toda manhosa e apaixonada.

Esperar estava valendo muito a pena. Não que Joe tinha tido chances quando era adolescente, mas quando cresceu e se transformou naquele homem de tirar o fôlego as mulheres começaram a notá-lo e ele poderia ter tido um bom número delas para se gabar como qualquer idiota faria. Vez suspirando e vez gemendo, Joe abraçou o corpo de Demi contra o dele e depositou um beijo carinhoso na testa dela. Ele estava tão feliz por tudo estar acontecendo com ela. O primeiro beijo, a primeira paixão e ele tinha certeza que ela seria a primeira e única mulher que ele iria amar e construir uma família.

   - Você pode me tocar se quiser. – Ela disse baixinho contra o ouvido dele levando a mão direita ao seio esquerdo dela. – Está tudo bem amor. – Os lábios dela foram selados carinhosamente no maxilar dele e Demi se ergueu um pouco para observá-lo conforme sentia as mãos aos poucos trabalharem em apertá-la suavemente nos seios. Ele era realmente inocente, até os olhares de Joe eram inocentes. Ela esboçou um pequeno sorriso o olhando. Ele estava tão concentrado e parecia gostar de acariciá-la. – Ei, você é fofo. – Disse o beijando na bochecha e Joe sorriu a olhando.

   - Não é frustrante? – Perguntou e Demi franziu o cenho, mas negou balançando a cabeça quando entendeu o que ele queria dizer.

   - É muito sexy. – Trocaram olhares e então se beijaram deixando que as mãos corressem livremente pelos corpos excitados. Ah! E quando as mãos dele apertaram o bumbum dela? Demi rompeu o beijo e deixou que um longo e baixo gemido escapasse por seus lábios ainda com a boca roçada a dele. Joe ainda poderia ser inocente, mas ele sabia como tocar uma mulher, ele o fazia com tanto gosto e firmeza que era impossível não se sentir em êxtase e desejada sobre aquele corpo atlético dele. – Às vezes isso acontecesse. – Demi o olhou nos olhos e sorriu quando Joe colocou a mecha do cabelo dela que os atrapalhava atrás da orelha. Ele também aproveitou para se deitar sobre o corpo dela, entre as pernas dela já que Demi o abrigou entre elas e enquanto eles se beijavam ela desabotoava os botões da camisa relevando a pele morena com uma leve camada de pelos escuros no peito e um pouco abaixo do umbigo. – Você é tão forte caubói. – Ela mordeu o lábio inferior e deslizou o dedo indicador pelo peito de Joe até o cós da calça. Ele estava sem camisa e era de tirar o fôlego. – Você é muito gostoso Joe. – Os dois acabariam corados, mas riram. Sim, ele era delicioso e respirar estava cada vez mais difícil a cada vez que Demi olhava para aquele peito magnífico e aqueles braços musculosos. – Joseph.. – De olhos fechados Demi tombou a cabeça e respirou fundo quando ele arqueou a pélvis contra o sexo dela enquanto os lábios dele distribuíam beijos pelo pescoço e desciam em direção ao discreto decote do vestido.

   - Posso? – Demi estava surpresa e corada, mas assentiu com um pequeno sorriso nos lábios o observando tentar abaixar as alças do vestido que ela usava um pouco sem jeito, mas ela acabou o ajudando. – Você é tão linda. – Ele disse e ela sorriu e arrumou o cabelo dele que estava uma completa bagunça.

   - Você também Joe. – Ela não se cansava de olhá-lo nos olhos ou beijá-lo nos lábios, trocaram mais alguns beijos e então Demi o empurrou para que pudesse se erguer ainda com os lábios nos dele. – O zíper do vestido, desça-o. – Ele roubou um selinho e distribuiu beijinhos pelo pescoço dela, afastou os cabelos castanhos e bonitos das costas os repousando delicadamente sobre o ombro direito de Demi. – Quero você Joe. – O zíper do vestido já estava aberto e faltava pouco para que ela ficasse completamente nua.

   - Eu também quero você Dem. – Aproveitando a proximidade, Joe deslizou as mãos pelas costas nuas dela enquanto sentia a mão de Demi apertá-lo na ereção.

  - Joseph. – Chamou-o levando a mão para o botão da calça. – Posso? – Joe assentiu começando a ficar nervoso, mas Demi o beijou para distraí-lo conforme os seus dedos abriram o botão da calça e desceram o zíper. Iria acontecer e eles não podiam esperar mais um segundo sequer. Um pouco desajeitada e ainda o beijando, Demi pôs de joelhos ficando alguns centímetros mais alta que ele e quando o beijo partiu ela o olhou nos olhos e despiu o vestido ficando apenas com a roupa íntima que era a calcinha preta rendada.

   - Você é linda. – As curvas dela eram graciosas, a cintura delicada e os seios médios tinham mamilos marrons convidativos. Encantado, Joe a puxou pela cintura e sorriu ao olhá-la nos olhos. Ela estava nos braços dele linda vestindo a própria pele. Por alguns minutos ele preferiu admirá-la e tocá-la com carinho e respeito, e sempre que ela o olhava com aqueles olhos marrons bonitos e femininos ele a desejava mais.

   - Me beija amor. – Demi fechou os olhos quando ele a beijou na boca e a tocou timidamente no seio esquerdo a apertando levemente. Conforme se beijavam Demi o empurrava para que ele deitasse com ela sobre o corpo dele. Aquele sofá estava uma bagunça e era um pouco pequeno para acomodá-los confortavelmente, talvez ela quebrasse a própria regra e levaria Joe para o quarto para a cama dela.. Mas o clima estava tão intenso para quebrá-lo. Os corpos se roçavam quentes e sedentos de desejo, os lábios não se desgrudavam e Joe tinha uma mão ora no seio, ora no rosto e ora no bumbum feminino. Já Demi não descartava a oportunidade de tocá-lo nos músculos dos braços ou arranhá-lo no abdômen, claro que apenas com uma mão já que a outra não deixava o membro excitado por nada! Ela conseguia arrancar cada gemido de Joe, ele estava duro, quente e pulsante. Podia senti-lo já que a mão o apertava sobre a cueca. – Você tem certeza? – Interrompeu o beijo um pouco ofegante o olhando nos olhos e Joe assentiu desejando que acontecesse.. Só deu tempo de trocarem mais um beijo e então o clima que tinham lutado para criar foi trincado pelo toque de um celular. Demi resmungou manhosa e escondeu o rosto na curva do pescoço de Joe, que a deitou no sofá e se levantou já que o celular que tocava era o dele.

   - Ei, não faz essa cara gatinha. – Sentado ao sofá, Joe se curvou e beijou rapidamente os lábios de Demi. – Nós já continuamos. – Ele disse deslizando as pontas dos dedos pela barriga lisa dela e então pegou o celular no tapete felpudo.

   - Está tudo bem? – Demi cobriu os seios com a manta e abraçou Joe por trás, e bem, agora o clima estava definitivamente quebrado e ela não hesitou em murmurar um palavrão ao ver o nome de Mary na tela do celular de Joe. – Você não vai atender? – Perguntou sem conseguir esconder a mágoa na voz e Joe respirou fundo finalmente aceitando a chamada de Mary.

   - Oi, boa noite. – Joe massageou as têmporas e olhou para Demi pedindo numa suplica para que ela não ficasse chateada, mas era tarde demais. – Espere um pouco. – Disse a Mary que não parava de falar sobre o problema que o notebook dela estava para acessar a internet. – Dem, não fica chateada. – Ele se curvou para beijá-la, mas Demi se esquivou do beijo.

   - Vou te dar privacidade. – Droga! Ela se levantou vestindo apenas a calcinha, pegou o vestido jogado no tapete e caminhou na direção onde Joe supôs que era o quarto. O que ele faria agora?

   - Joe? Você está aí? – A voz delicada de Mary soou no celular e Joe deixou o corpo cair para trás e pacientemente começou a explicar para Mary o que deveria ser feito para resolver o problema com o notebook. Claro que demorou mais do que o esperado, às vezes ele tinha que repetir uma explicação e tentava no máximo focar no notebook, mas Mary falava e perguntava tantas coisas. Que furada que ele tinha se metido! Não estava em seus planos aquele desagradável imprevisto, e bem, Joe não sabia o que fazer já que ele não queria ser grosso com Mary e não queria magoar Demi.

   - Você está conseguindo? – Perguntou já cansado. Aquela ligação tinha acabado de completar quarenta minutos e ele sentia que estava muito encrencado com Demi que tinha acabado de voltar para sala vestida com shorts e uma baby look verde estampada com rosto do Hulk. Irônico.. Porém ele tinha gostado de ver os mamilos dela marcarem a camisa. – Mary, eu tenho que desligar. – Disse respirando fundo quando Mary começou a contar sobre o filme que ela tinha assistido. – Se você não conseguir, leve o notebook que eu dou um jeito. – Ele não conseguia tirar os olhos de Demi, e ela nem o olhava, estava concentrada comendo chocolate enquanto mexia no celular sentada ao tapete felpudo. – Tchau, boa noite. – Se ele dissesse “beijo” como Mary, Demi o expulsaria a pauladas! – Dem, desculpa.

   - Eu não sabia que vocês eram íntimos. – Ah! Ela estava chateada! – Tudo bem. – Demi não o olhou, concentrou-se no celular e no chocolate.

   - Ela é só uma amiga, nada demais. – Disse um pouco desesperado e Demi arqueou uma sobrancelha e sorriu para o chocolate. – Eu não podia desligar e deixá-la falando sozinha, seria muito grosseiro. – Agora ele realmente estava desesperado para conseguir reverter à situação. – Eu quero ficar apenas com você! Eu nem gosto dela desse jeito, não fica chateada, por favor!

   - Joe?! – Demi riu ao olhá-lo. – Eu disse: tudo bem. Relaxa! – Ela não podia negar que estava chateada, mas não faria um escândalo porque seria ridículo. Cuidaria de Mary ela mesma, seria de mulher para mulher..

   - Você está chateada. – Não tinha sido uma pergunta. Ele se sentou ao lado dela e a tocou no joelho. – Quer que eu vá embora? – Perguntou alguns segundos depois e Demi finalmente o olhou e negou balançando a cabeça.

   - Está tarde. – Comentou olhando a hora no celular. – Você alimentou a Lucy antes de sair? – Perguntou oferecendo chocolate para Joe que assentiu pegando um tabletinho do chocolate escuro. – Então fica aqui comigo, a gente poderia assistir alguns episódios do Batman.

   - Tudo bem, eu vou ficar com você. – Ele sorriu quando Demi deitou a cabeça no ombro dele o abraçando de lado. Ela parecia cansada e sonolenta.

   - Se precisar ir ao banheiro é no final do corredor. – Demi roubou um selinho e se levantou para procurar pelos episódios do seu herói favorito no notebook. – Você está com fome? Se quiser, posso cozinhar alguma coisa. – Perguntou o olhando e Joe negou caminhando até onde ela estava para abraçá-la por trás.

   - Você está muito bonita gatinha. – Ele a beijou no pescoço e ela se virou para beijá-lo na boca.

   - Você está muito saidinho. – Disse e riu quando ele ficou vermelho de vergonha. – Eu estou brincando. Você pode buscar o meu travesseiro e um para você no meu closet? – Perguntou olhando para cima já que ela era baixinha e ele grande demais. – A primeira porta do corredor, os travesseiros estão visíveis na prateleira perto do espelho. – Ela o beijou na boca quando ele se curvou e então Joe foi a procura dos travesseiros enquanto ela programava uma lista de episódios no aleatório.

   - Ei, já chega de chocolate, não quero que você fique doente. – Ele tinha sido tão rápido e lá estava a abraçando por trás como ele gostava de fazer.

   - Não vou ficar, você não quer mais? – Perguntou colocando mais um pedacinho de chocolate na boca e Joe arqueou a sobrancelha quando ela o olhou. O beijo que trocaram foi intenso e por um pouco o clima esquentou, mas um episódio começou quando Demi apertou sem querer uma das teclas do notebook. – Eu vou guardar o chocolate e escovar os dentes, tudo bem? – Joe assentiu, mas antes deixá-lo a sós Demi umedeceu os lábios ao olhá-lo. – A gente pode improvisar uma escova de dente, se você quiser é claro. É que eu não gosto de dormir sem escovar os dentes. – Disse o olhando. Acabou que Demi tinha uma escova novinha em folha guardada no closet e quando era mais tarde os dois estavam deitados no sofá abraçados assistindo as aventuras do herói favorito até que adormeceram. 


 Continua...


21.11.16

Capítulo 28 - Parte 2

Faltavam vinte minutos! Vinte minutos para as seis! Desde as cinco Demi caminhava de dez em dez minutos até a janela do escritório e espiava pelas brechas das persianas se ele ainda estava lá. Nos três primeiros dez minutos Joe ainda trabalhava. Ah! Ele ficava tão lindo sério e concentrado. Demi sorria o observando, sorte era que estava sozinha no escritório, pois se Selena estivesse ali com ela.. Oh Deus! Sel não iria parar de fazer piadinhas. Agora, faltando vinte minutos para as seis ele não estava mais lá! Será que ele já estava esperando? Ela tinha passado tanto tempo focada no trabalho que tinha perdido a hora, será? Salvou o projeto e desligou o notebook. Mesmo faltando vinte minutos ela não conseguiria continuar. Estava ansiosa demais para estar nos braços dele, poderia muito bem terminar o trabalho em casa como tinha feito tantas vezes. Ela iria descer, mas ao se lembrar do estado que o encontrou mais cedo preferiu se olhar no espelho antes encontrá-lo. O cabelo castanho estava um pouco bagunçado com algumas mechas fora do lugar e os lábios precisavam de batom. Até que não estava ruim, mas mesmo assim Demi preferiu ir ao banheiro arrumar o cabelo e escovar os dentes antes de passar o batom.

   - Você já vai embora? – Ela sorriu mesmo com a boca suja de creme dental. Aliás, não tinha como não sorrir para Selena. Ela estava tão feliz por tudo estar bem entre elas.

   - Vou. – Murmurou e Selena riu da fala embolada. – Ei! – Ela sorriu envergonhada e secou o rosto na toalhinha que sempre carregava na bolsa. – Você me seguiu Srta. Gomez? – Ela acabou fazendo careta. Quem chamava Selena de Srta. Gomez era Jake.

   - Eu estava curiosa para saber o porquê de toda a pressa. – Disse Selena se recostando na pia do banheiro. – Você passou tão rápido por mim que eu pensei que tinha acontecido alguma coisa.

   - Juro que eu não te vi! – Justificou-se secando a escova na toalha para guardá-la na bolsa. – O Joe está me esperando, nós vamos embora juntos. – Agora era a vez do batom e ela tinha sorte de ter pelo menos três tonalidades diferentes na bolsa.

   - Está tudo explicado. – Sel colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha e se aproximou de Demi. – Aquele idiota não nos deixou conversar. Como foi com o Joe essa tarde? – Perguntou começando a pentear o cabelo da amiga quando ela lhe entregou um pente.

   - Ah.. – Começou a dizer passando o batom. – Namoramos um pouco. – Ela sorriu ao olhar para Selena. – E conversamos sobre a minha mãe e o Jake. – As duas fizeram careta. Jake e Dianna eram sinônimos de dor de cabeça. – Ele me disse que está apaixonado. – O sorriso nos lábios dela era tão verdadeiro e feliz que Selena a abraçou calorosamente.

   - Ele é perfeito para você, eu posso sentir. – Disse e Demi assentiu ainda sorrindo. – O que você disse? – Perguntou voltando a pentear o cabelo castanho.

   - Que eu também estou apaixonada por ele. – As bochechas coraram e o coração bateu um pouquinho mais rápido. – E que eu estou apenas com ele. – Selena a olhou pelo reflexo do espelho e Demi revirou os olhos. – Eu não tenho culpa! Foi ele quem me agarrou. – Defendeu-se e Sel assentiu terminando de pentear o cabelo dela.

   - O que você vai fazer Dem? – Perguntou buscando pelo perfume dentro da bolsa.

   - Eu vou contar para ele o que aconteceu hoje no meu escritório. – Disse fazendo careta conforme Selena borrifava o perfume em seu pulso e atrás da orelha. – Não passa muito. – Resmungou e finalmente terminou com o batom.

   - Vai contar que ele te beijou? – Demi franziu o cenho, mas assentiu.

   - Ele tentou te beijar? – Perguntou a olhando e Sel desviou o olhar, porém assentiu desconfortável com a situação.

   - O Ed está para matá-lo. Ele pensa em pedir demissão, mas tem as crianças. Ele precisa do emprego. – Demi assentiu. Em outras condições ela também pedir demissão, mas assim com Ed, ela precisava do emprego.

   - Eu amo essa empresa, mas não é a mesma coisa sem o Jason. Ele faz muita falta. – Até o clima era diferente sem Jason. Quando ainda vivo ele irradiava alegria por onde passava, todo o pessoal gostava de tê-lo como chefe. Já com Jake as coisas eram diferentes. Ele era intimidador e desagradável a ponto de assediar Selena e colocar Joe para limpar o banheiro masculino.

   - Eu tenho medo de como essa história vai acabar Dem. – Disse Selena se olhando no espelho. – A polícia vai descobrir quem matou o Jason, e se ele estiver envolvido? Muita coisa vai mudar. – Demi assentiu pensando nas palavras de Selena. Jake poderia ser o pior canalha do mundo, mas ela achava que aquela possibilidade era absurda demais até para ele.

   - Está bom? – Perguntou caminhando para se olhar no espelho que poderia se olhar dos pés a cabeça.

   - Está linda. – Selena sorriu a olhando e Demi sorriu de volta. – Você vai ficar no seu apartamento ou vai para o da sua mãe? – Perguntou esperando que Demi pegasse a bolsa para que elas pudessem sair juntas.

   - Ainda estou pensando, mas acho que vou para o apartamento dela. Eu realmente quero saber até quando ela vai ficar me enganando. – Disse aquelas palavras com tanto desgosto. Mais uma vez Dianna tinha a machucado, só que dessa vez estava doendo mais.

   - Ah! Eu queria ficar com você essa noite. – Demi a abraçou de lado e beijou-lhe exageradamente a bochecha.

   - Eu queria dormir de conchinha com você de novo. – Confessou manhosa e Selena riu. – Foi muito bom! Mas eu acho que se o Ed souber que a gente está dormindo de conchinha ele vai ficar ainda mais bravo comigo.

   - Talvez. – Disse Selena rindo quando Demi correu os dedos em sua barriga fazendo cócegas. – Ele está bravo com você, mas ele se preocupa muito Dem. – Quando elas chegaram à sala principal do departamento onde ficavam os mini-escritórios observaram Ed ainda trabalhando.

   - Eu vou pedir desculpa, mas eu ainda não estou preparada para levar uma senhora bronca. – Confessou e Selena a abraçou por trás repousando a cabeça na curva do ombro da amiga.

   - Você vai ouvir um sermão. – Disse e Demi gemeu em desgosto. – Se você resolver dormir em casa me liga, nós precisamos começar a planejar o seu aniversário, é na semana que vem. – As bochechas de Demi ficaram tão coradas e ela assentiu tímida. Nem mesmo se lembrava de que já estavam em Agosto e que naquele mês ela fazia aniversário. Selena sempre se lembrava e fazia questão de comemorar.

   - Tudo bem Sel. – Disse a olhando. – Eu vou descer, o Joe já deve estar me esperando. – Faltavam cinco minutos para as seis e ela estava começando a ficar nervosa para encontrá-lo. – Eu te amo muito, muito e muito. – Demi se virou e abraçou Selena calorosamente.

   - Eu também Dem. – Sel sorriu a olhando nos olhos. – A gente se vê, qualquer coisa me liga, ok? – Elas trocaram olhares amorosos e mais um abraço de urso. O que tinham era tão especial! Demi olhou pelo menos duas vezes para trás enquanto caminhava para longe de Selena. Sorriu e acenou. Selena era simplesmente a melhor amiga que uma mulher poderia ter. Ainda feliz e nostálgica por se lembrar de todos os momentos felizes ao lado de Sel, Demi adentrou ao elevador e esperou pacientemente que ele chegasse ao térreo. Ela estava feliz por saber que encontraria Joe a esperando com aquele lindo sorriso estampado no rosto. Estava tão apaixonada que se pudesse não faria nada além de estar nos braços dele.

Quando o elevador finalmente chegou ao térreo Demi sorriu ansiosa e caminhou pelo hall sentindo o coração acelerar a cada segundo. Será que estava tudo nos conformes? Ela não tinha exagerado no batom? A cada passo ela se aproximava mais da saída do prédio e já podia vê-lo em pé. Ele era tão lindo! Demi não conseguia parar de pensar em como ele ficava bonito sorrindo e corado. E aqueles olhos verdes com aquele brilho inocente? O sorriso dos lábios de Demi sumiu quando ela a viu. O que diabos ela fazia ali? E o principal: com ele? Mary distribuía sorrisos encantadores e de onde estava podia ouvir a risada. Ora, ela não era tímida? Demi revirou os olhos e a feição já não era mais alegre. Joe tinha sorrisos e bochechas coradas para Mary. Aquilo não estava certo.

   - Joseph. – Chamou-o quando se aproximou e a conversa dos dois acabou. Ela queria ser irônica e fazê-lo ficar sem graça por estar todo saidinho conversando com Mary, mas sabia que era demais.

   - Oi Dem. – Joe sorriu para ela e Demi não hesitou em revirar os olhos para ele. Ao menos um olhar feio ele merecia, não? Ela levou a mão à cintura e olhou para Mary esboçando o seu melhor sorriso.

   - Olá Demi. – Mary esboçou aquele sorrisinho educado e Demi mordeu o lábio inferior se aproximando mais de Joseph. – Nós estávamos conversando sobre você agora pouco. – Disse e Demi olhou de Mary para Joe de sobrancelhas arqueadas.

   - É mesmo? – Ela não queria ser irônica, mas era inevitável!

   - É. – Disse Mary umedecendo os lábios entendendo o que estava acontecendo ali. – O Joe estava contando sobre a noite que ele te salvou no beco escuro. – Completou e Demi assentiu sorrindo.

   - E vocês estavam rindo? – Não seja ciumenta e irônica! A consciência gritou. Deus! Ela não gostava de Mary nenhum pouquinho. Aquela garota inocente não a enganava, tinha alguma coisa muito falsa e estranha com Mary. Ninguém era sorridente e feliz como ela era.

   - Não! Claro que não. – Apressou-se Mary e Joe franziu o cenho sem entender o porquê de Demi estar tão estranha. – Joe, eu já vou. – O sangue de Demi ferveu quando Mary pôs-se na ponta dos pés para conseguir beijar a bochecha do SEU Joe. Só ela poderia chamá-lo de Joe! – Quando eu chegar em casa eu vou responder os seus emails. Nós realmente temos que marcar para reler Morte em Família, vai ser muito divertido. – Demi estava boquiaberta. Desde quando Mary gostava das histórias do Batman? Era o SEU herói favorito e o SEU Joe. Ela iria passar mal. – Demi. – Mary apenas a olhou sem sorrisos e virou as costas. UAU.

   - Você demorou gatinha. – Ora. Agora ele sorria para ela? Demi desviou o olhar de Joe e respirou fundo algumas vezes. Ela não teria um ataque de ciúmes. Não teria! Não era necessário fazer um show por causa de uma garota. Ou era? Mary tinha o beijado! Demi umedeceu os lábios e forçou um sorriso para Joe.

   - Eu estava conversando com a Sel. – Disse enlaçando os dedos aos dele e em troca Joe deu um rápido selinho nos lábios dela. – São seis e cinco, não demorei muito. – Disse assim que conferiu a hora no celular.

   - Ah! Eu acho que tem um tempinho que estou te esperando. – Demi sorriu quando ele a olhou apaixonado. – Senti saudade. – Disse corado. Ele era simplesmente fofo. Joe sorriu tímido, desviou o olhar do dela e logo voltou a olhá-la.

   - Eu também senti saudade amor. – Eles pararam de caminhar quando Demi abraçou Joe pelo pescoço e olhou para cima. Ele era tão alto e mesmo usando salto ela ficava pequenina perto dele. Sorriam um para o outro e os sorrisos se alargaram quando o vento bagunçou o cabelo castanho de Demi e Joe arrumou as mechas que caiam sobre os olhos dela atrás da orelha.

   - Você é tão linda baixinha. – Ele acariciou a maçã da bochecha com o polegar e curvou-se para beijá-la, mas ele acabou fazendo como os casais de filmes românticos: roçou o nariz ao dela num beijinho de esquimó e finalmente a beijou na boca cercando o corpo dela com os braços. – Está ficando frio. – Ele disse quando Demi o abraçou repousando a cabeça no peito. – Não está com frio? – Perguntou quando ela o olhou com aqueles olhos marrons bonitos.

   - Um pouquinho. – Demi se sentiu mal por ter ficado irritada com ele. Joe era inocente e com certeza não era um canalha que iria traí-la. Se tinha alguém que era culpada era Mary. Prova da inocência de Joe era como ele continuava agindo normalmente e tinha a envolvido com a jaqueta dele.

   - Agora você vai ficar quentinha. – Ele disse a abraçando de lado e Demi sorriu o olhando. Ele ficava bonito com o cabelo levemente bagunçado. – Como foi no escritório? – Ele perguntou olhando para os lados para que pudessem atravessar a rua.

   - A Sel me ajudou com o projeto, estou quase terminando. – Graças aos detalhes que Selena tinha modificado o projeto estava ficando fantástico e Demi tinha certeza que o público iria adorar.

   - O Jake perturbou muito? – Ele perguntou a olhando e Demi engoliu em seco, desfez o abraço e respirou fundo. Caramba, ela estava encrencada.

   - Ah, você sabe como ele é insistente e chato. – Murmurou sem jeito e Joe riu, mas franziu o cenho quando percebeu que não era só aquilo o que Demi tinha a dizer. – Ele me beijou. – Disse o olhando nos olhos. Ele não parecia feliz. – Eu não pude fazer nada. – Tornou a murmurar se sentindo péssima.

   - Por que você só está me contando agora? – Ele disse minutos depois.

   - Por que a gente só está falando sobre isso agora? – Ela forçou um sorriso, mas Joe a olhou tão feio que Demi preferiu olhar o movimento da rua que como sempre estava lotada de pessoas e carros.

   - Você não terminou com ele? – Perguntou sustentando o olhar dela e Demi balançou a cabeça em negação. – Isso complica as coisas. – Ele disse coçando o cabelo da nuca. – É claro que ele vai te beijar, ele pensa que vocês estão juntos. – Demi respirou fundo e parou de caminhar.

   - Joseph, não funciona assim! Nós estávamos tratando de assuntos da empresa, e eu não vou levar os meus assuntos pessoais para a Gyllenhaal, é antiprofissional. – Tentou se explicar e Joe arqueou as sobrancelhas e esboçou um sorriso tão irônico quanto o dela quando mais cedo.

   - Ele te beijou! E foi dentro do seu escritório enquanto vocês tratavam de assuntos da empresa. – Ele disse fazendo aspas no ar quando disse tratavam e Demi cerrou os olhos não acreditando naquela situação. – E você já levou os seus assuntos pessoais para empresa Demi. A gente passou boa parte da tarde na reprografia, isso é bem pessoal, você não acha? – Ela revirou os olhos com tanta vontade. – Eu não gosto desse cara e eu não o quero perto de você! – Finalmente disse emburrado e Demi balançou a cabeça em negação.

   - E eu não quero aquela ridic.. A Mary perto de você! – Ela estava louca para jogar aquilo na cara dele. – Ou você acha que eu não vi a forma como vocês estavam conversando? Nós realmente temos que marcar para reler Morte em Família, vai ser muito divertido. – Ela gesticulava as mãos imitando Mary e quando terminou teve vontade de esbofetear o homem a sua frente. – Tão bonitinhos trocando sorrisinhos. – Ela poderia ganhar o prêmio de melhor pessoa irônica. – Eu não gosto dela! Ela está louca por uma oportunidade para te fisgar e você não perceberia nem mesmo se ela desenhasse! – Ela tinha dito tão alto que algumas pessoas que estavam passando os olharam e Joseph ficou vermelho de vergonha.

   - Nós somos apenas amigos. – Ele murmurou e Demi sorriu balançando a cabeça.

   - Desde quando amigos se beijam? – Os olhos dela carregavam tanta magoa. Lembrar-se daquele dia partia o coração de Demi. – Vocês se beijaram! É óbvio que vocês não são apenas amigos. – Ela arrumou a bolsa no ombro e franziu o cenho quando olhou para Joe.

   - Ela me beijou! E nem foi um beijo de verdade, foi só um selinho. – Ele disse envergonhado. – Não existe nada entre a gente, nós somos realmente apenas amigos. – Ele tentou se aproximar, mas Demi deu um passo para trás. – Dem, é sério, nós somos apenas amigos, nem tocamos no assunto do beijo. – Tentou se explicar e Demi mordeu o lábio inferior colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha. – A gente só conversa sobre quadrinhos, não tem nada demais. – Ela precisou de alguns minutos para pensar no que faria. Eles só estavam começando aquele relacionamento e já estavam brigando.

   - Olha, eu não quero brigar. – Disse finalmente o olhando nos olhos. – Eu só não gosto dela porque eu sei que ela quer ficar com você. – Joe franziu o cenho e Demi assentiu. – E eu sei que você não gosta do Jake. Joe, eu não quero mais ficar com ele, mas é complicado, preciso de um tempo para pensar no que vou fazer. – Joe adentrou os bolsos da calça com as mãos e assentiu sério. – É uma situação delicada e eu juro que estou fazendo o melhor que posso para evitar os toques dele.

   - Eu não gosto dele. – Tornou a dizer. – Não gosto mesmo e eu o quero o mais longe possível de você. – Ele estava tão sério que chegava a ser sexy. – Eu não vou responder por mim caso ele tente fazer alguma coisa, aquele cara é um idiota e eu não gosto dele. – Demi riu. Ele era fofo até com ciúme! As bochechas levemente coradas e o cenho franzido. Ela o abraçou e riu o olhando.

   - Não precisa repetir que você não gosta dele amor. Eu já sei, ok? – Ela o beijou no peito e sorriu quando Joe a abraçou com força. – Eu também não gosto da Mary e quero que ela fique o mais longe possível de você. – Por mais que estivesse brincando por imitá-lo, Demi falava sério. – Não gosto nenhum pouquinho. – Ela suspirou quando Joe a beijou na boca a segurando gentilmente pela cintura.

   - Eu já sei que você não gosta dela gatinha. – Ela queria mordê-lo e fazer tantas coisas inapropriadas com ele. Abraçou-o de lado e lançou alguns olhares feios as mulheres que o olhava. Joe era bonito demais e chamava a atenção feminina. – O Ed insistia que eu tinha que esquecer você, por isso que ele me apresentou a Mary. Eu nem sei por que ela me beijou naquela noite, sempre deixei claro que éramos apenas amigos e que eu gostava de você. – Demi assentiu pensativa. De certa forma a culpa era dela por ter escolhido Jake a Joe.

   - Eu me lembro de que você a abraçou e comprou sorvete para ela. – Disse a contra gosto e Joe franziu o cenho. – Você gosta dela? – Perguntou intrigada conforme ela se lembrava daquela noite.

   - Demi! Eu não gosto dela, eu gosto de você. – Disse a olhando. – Gosto só de você! – Ele disse como se fosse óbvio e Demi murmurou alguma coisa que ele não entendeu.

   - Se você comprar sorvete para ela de novo eu vou ficar muito brava. – Disse o olhando e Joe assentiu prontamente. – Aliás, se você comprar sorvete para qualquer outra garota eu vou ficar muito brava Joseph. – Ele tornou a assentir e Demi gemeu manhosa o beijando no peito. – Você só pode comprar sorvete para mim ou para a Sel. A Selena é a única mulher que eu confio no mundo, ela nunca vai me trair. – Que conversa estranha era aquela sobre sorvete? Joe sabia que era melhor assentir a contrariá-la. Ele não sabia lhe dar muito bem com mulheres bravas, quando Clara ficava nervosa a vida dele virava uma verdadeira confusão. E olha que Clara era apenas a avó.

   - Eu costumo comprar sorvete para a minha prima. – Ele disse já pensando em como Rose ficaria histérica de raiva quando descobrisse que ele tinha alguém. – É apenas a minha priminha, nós somos como irmãos. – Disse quando ela o olhou feio.

   - Tudo bem. – Ela não poderia proibi-lo de interagir com a família, poderia? Claro que não! Seria totalmente estúpido e ela só tinha ciúme de mulheres que afetavam diretamente a sua relação. – Eu acho que vou para o apartamento da minha mãe. – Disse assim que notou que estava em frente ao prédio que morava.

   - Eu te levo lá, tudo bem? – Demi enlaçou os dedos aos dele enquanto fitava o prédio que morava.

   - Você se alimentou bem hoje? Eu não quero que você passe mal por culpa minha. – Ela tinha ficado tão traumatizada quando ele passou mal dias atrás enquanto caminhavam para casa.

   - Não vou desmaiar, me sinto bem e me alimentei no horário certo. – Demi assentiu o olhando. Ela não se sentia à vontade com a ideia de caminhar sozinha mesmo nas ruas movimentadas de Nova York, não quando sabia que aquele bandido nojento estava à solta e a machucaria caso a encontrasse.

   - Joe, que dia é o seu aniversário? – Perguntou alguns minutos depois quebrando o silencio. Se eles iriam ficar juntos ela precisava saber daqueles pequenos detalhes.

   - Quinze de Agosto. – Ele sorriu amarelo quando ela o olhou de olhos arregalados.

   - O seu aniversário é em dois dias e você não disse nada?! – Demi revirou os olhos. Joe poderia ser um amor, mas ainda era um homem que não se importava com aquele tipo de coisa!

   - O que eu iria dizer? – Ele disse arqueando as sobrancelhas e Demi mostrou língua. – E o seu aniversário? – Perguntou e ela sorriu animada.

   - Vinte de Agosto. – Não era uma data que costumava ser feliz, mas de certa forma Demi estava animada com a ideia de passar o aniversário com Joe, Selena e Ed. – A sua cor favorita? – Perguntou.

   - Verde. E a sua?

   - Não se pergunta qual a cor favorita de uma Designer amor. – Ele precisaria fazer uma nota daquele pequeno detalhe. – Mas eu gosto muito de rosa e roxo. – Rosa e roxo. Ele se lembraria. – Sua banda favorita?

   - Eu não sei, não tenho uma banda favorita. – Por que ela precisava saber aquele tanto de coisa? Joe franziu o cenho pensando que ele precisava conversar com Ed sobre garotas. Tinha um monte de cosias que ele precisava saber... – Acho que Aerosmith, Pink Floyd ou Guns. – Eram as únicas bandas que ele conseguia pensar.

   - Não gosta do Michael Jackson? – Perguntou curiosa e Joe assentiu. – Ele é o meu cantor favorito. – Disse orgulhosa e Joe sorriu. Ela era linda e tagarela. – Eu quase morri quando ele morreu, se não fosse a Sel eu ainda estaria deprimida. – Foram meses difíceis e Dianna tinha ficado tão brava por saber que a filha não queria nem mesmo ir à escola.

   - Eu não sei onde é o apartamento da sua mãe. – Disse sem saber se virava à esquerda ou à direita. E então Demi disse que eles deveriam virar à esquerda.

   - Essa é definitivamente a melhor padaria de Manhattan. – Ela apontou discretamente para a Rocco’s assim que eles passaram pela padaria. – Se você quiser alguma massa integral os meninos com certeza terão. Eles cozinham muito bem. – Joe a analisou e arqueou as sobrancelhas a olhando.

   - Estou de olho nesses meninos. – Disse enciumado e Demi sorriu o abraçando de lado.

   - O que você quer fazer no seu aniversário? – Perguntou fitando o céu já escuro e carregado de estrelas brilhantes. A noite em Nova York era tão fantástica.

   - Eu não sei, ano passado a vovó fez uma torta integral e os meus primos cantaram parabéns. – Comentou se lembrando de como ele tinha ficado vermelho de vergonha quando os primos começaram a cantar a parte do “Com quem será, com quem será, com quem será que o Joseph vai casar?”. – Foi muito.. muito constrangedor. – Demi riu o olhando, ele estava vermelho. – Talvez a gente possa fazer alguma coisa legal, passear ou apenas ficar juntos. Acho que estaria de bom tamanho. – Ele se curvou para ajudá-la a beijá-lo quando ela tentou sem muito sucesso. – E você? O que quer fazer no seu aniversário? – Perguntou por que sabia que Demi com certeza tinha alguma coisa planejada, ela era uma mulher e mulheres adoravam festejar e todas aquelas coisas.

   - Eu não gosto de comemorar o meu aniversário. – Disse pensativa. – Não tenho boas lembranças dessa data. Quando eu era pequena a minha mãe sempre ficava mais agressiva exatamente nesse dia, acho que se não fosse a vovó eu apanharia mais que o normal no meu próprio aniversário. – Dianna ficava impossível e conforme os anos se passavam Demi tinha aprendido que era melhor sumir da vista da mãe a implorar para que elas comemorassem juntas. – Quando eu conheci a Sel nos passamos a comemorar juntas. A tia Mandy fazia uma torta e a gente comemorava: eu, a Sel e os pais dela. Era divertido. Ano passado nós fizemos a torta, mas eu e a Sel passamos à noite na balada. – Até a forma que Demi contava sobre o aniversário era triste. E realmente era. Uma criança apanhar no dia do próprio aniversário? Era deprimente e absurdo.

   - A gente vai fazer alguma coisa bem legal. – Ele disse sorrindo para ela. Ele não gostava de comemorar porque não tinha costume, mas por Demi estava disposto a fazer de tudo para vê-la sorrir.

   - Nós chegamos. – Ela preferiu mudar de assunto. Pensar no aniversário a fazia lembrar que Dianna não a amava e que ela era fruto de um crime bárbaro. Sem contar todas as lembranças terríveis da infância que tinham acontecido exatamente naquela data.

   - Tem certeza que quer ficar aqui? – Joe perguntou a acariciando no rosto e Demi assentiu de olhos fechados gostando de sentir o carinho que ele fazia.

   - Eu preciso fazer isso. – Ela beijou os dedos dele quando Joe lhe acariciou o lábio. – Obrigada por me trazer aqui, eu não conseguiria sem você.

   - Eu não vou deixar nada de mal acontecer com você. – Ele repetiu aquela promessa e Demi sorriu.

   - Tenha cuidado no caminho para casa, ok? – Ela levou as mãos ao rosto dele quando Joe se curvou para beijá-la. Podia passar toda a noite o beijando daquela forma apaixonada e lenta. A sensação de estar nos braços de Joe era tão pura e diferente de tudo que Demi já tinha vivido. Ele era especial e a fazia se sentir viva e amada.

   - Tudo bem. – Ele a beijou na testa e a olhou nos olhos. – Me liga se precisar, não importa o horário. E se precisar eu venho te buscar. – Demi assentiu e o beijou delicadamente.

   - Boa noite Joe. – Ela sorriu e o beijou na bochecha.

   - Boa noite ga..gatinha. – Céus! Ele corou e gaguejou e foi definitivamente fofo. Demi acenou e ele começou a caminhar ainda a olhando.

Alguns minutos depois e ela finalmente subiu para o andar do apartamento da mãe de elevador. Não sabia se estava preparada psicologicamente para o teatro de Dianna, mas teria que enfrentá-la e participar daquele jogo. – Ok, você consegue. – Disse baixinho enquanto procurava a chave do apartamento. Era só fingir como Dianna fingia. Ela não sabia como aquela história acabaria, mas mostraria para aquela mulher repugnante e Jake que ela não era uma menina manipulável. Por alguns segundos Demi cogitou a possibilidade de bater à porta, pois a chave parecia estar se escondendo dentro da bolsa, mas ela a achou e destrancou a porta do apartamento. Tudo estava em silêncio. E era muito cedo para alguém estar dormindo até mesmo para Dianna que sempre dizia que dormir fazia bem para a beleza de uma mulher. – Mãe? – Chamou conforme adentrava o apartamento e nada. – Mãe? – Demi ouviu uma movimentação estranha vinda do quarto de Dianna e resolveu bater à porta. Houve alguns múrmuros e ela franziu o cenho ao ver uma peça de roupa jogada perto da porta. Era uma gravata? Antes mesmo que pudesse identificar o que era aquela peça Dianna abriu a porta vestindo nada mais que um robe de seda preto.

   - Demetria! Você não avisou que viria. – Ah não! Demi sentiu as bochechas corarem bruscamente quando ela percebeu o que estava acontecendo.

   - Você está com um cara? – Perguntou sem rodeios. – Eu pensei que você não fazia mais isso. – Murmurou completamente desconfortável. Era como acontecia quando ela era pequena, só faltava Dianna gritar e agredi-la. Chegar da escola e encontrar um homem diferente em casa era confuso.

   - Eu preciso de dinheiro. – Defendeu-se e Demi se sentiu terrivelmente enjoada.

   - Se você precisava de dinheiro era só me pedir. – Disse chateada. – Não precisava fazer isso. – Ela odiava toda aquela situação e a decisão de Dianna de continuar se prostituindo.

   - É graças a isso que você teve o que comer, vestir e um teto para morar. – Dianna a puxou pelo braço em direção à sala. Não importava o que Demi pensava, ela sempre teria orgulho do trabalho.

   - Não por opção. – Ela falava baixinho, pois sabia que a mãe ficaria nervosa caso ela estragasse as coisas. – Olha, eu vou para o meu apartamento. – Era melhor ficar longe a discutir com Dianna. Não seria bom para ninguém.

   - É melhor. – Demi a olhou claramente decepcionada, mas o que ela queria? Era Dianna! Ela nunca iria mudar. Sempre teria aquela sede insaciável por luxo, era a única explicação. As contas estavam pagas e tinha comida nos armários, Demi nunca a deixaria passar privações. Quando saiu daquele apartamento se sentindo como a velha menina indefesa, Demi discou o número de Joe e pediu que ele a esperasse. Só nos braços dele ela se sentiria bem e segura.

   - Era a Demi? – Dianna fechou a porta do quarto e desfez o laço do robe se despindo.

   - Ela já foi. – Disse quando estava completamente nua. Jake não estava diferente dela. Estava nu e esparramado na cama.

   - Seria fantástico se ela se juntasse a nós. – Ele disse sorrindo mostrando suas covinhas e lançando o seu melhor olhar safado quando Dianna se deitou na cama.
   - Não diga besteiras. – Ela franziu o cenho e o acertou com um tapa quando Jake cobriu o corpo dela com o dele. – Você vai deixá-la em paz? – Perguntou quando ele começou a beijá-la no pescoço. – Ela não sabe de nada Jake. – Dianna odiava quando Jake esboçava aquele sorriso esperto e balançava a cabeça assentindo negativamente.

   - A sua filha é uma mulher linda. – Ele disse e a mordeu na orelha. – E deliciosa. Eu não preciso pagar para fodê-la Dianna. – Jake sorriu segurando as mãos de Dianna um pouco acima da cabeça dela. – A única coisa que eu quero com ela é sexo. – O corpo se encaixou ao dela e ele a beijou ferozmente. – E o nosso relacionamento só acaba quando eu disser que acabou.



Continua... Oiiiii! Tudo bem com vocês? Acho que esse foi o capítulo dessa fanfic que eu escrevi mais rápido! Comecei ontem e terminei de madrugada, espero que gostem. Resolvi fazer uma segunda parte porque achei que o Capítulo 28 ficou incompleto, sem contar que vocês precisavam saber o que aconteceu entre o Joe e a Mary - Obrigada Brunna por me lembrar ;* - Então está aí. Espero que gostem, ainda tem muita coisa para acontecer nessa fanfic! E sim, eu vou responder cada comentário!!! Fiquem espertas, tem muito spoiler nas minhas respostas hehehe Beijo e muito obrigada pelas visualizações e os comentários! 

16.11.16

Capítulo 28

   - Dem? Está tudo bem? – Quantas vezes tinha ouvido aquela frase Demi não sabia, mas toda vez assentia murmurando um longo “Aham”. Observava a vista de Nova York pela janela do escritório naquela tarde. Os arranha-céus eram lindos bem estruturados e modernos, o movimento de pessoas e carros na rua era o como o de sempre: lotado. Porém Demi não estava focada no movimento da rua e na beleza da cidade como gostava de fazer quando precisava de inspiração para voltar a trabalhar. O corpo estava presente, mas ela estava em outra dimensão ouvindo as palavras de Selena ecoar em sua mente toda vez que se lembrava da noite passada. Jake e Dianna. Era uma farsa e infelizmente ela tinha caído em mais uma armadilha da mãe e do coração... Até quando ela iria continuar quebrando a cara? Jake tinha a enganado com tanta facilidade! – Ei, você está aí? – Sel perguntou a abraçando por trás e logo a beijou na bochecha.

   - Eu preciso pensar. – Murmurou tristonha e em troca Selena a beijou na curva do pescoço e soprou naquela região sensível só por que sabia que Demi acabaria rindo.

   - Vamos, não faz essa cara. – E novamente Selena a beijou no pescoço e sorriu quando viu um pequeno sorriso nos lábios de Demi. – Você é muito bonita para ficar com essa cara emburrada. – Disse descansando a cabeça no ombro de Demi que finalmente cedeu e aninhou o corpo ao dela.

   - Ei, eu já disse que eu não curto garotas. – Ela sorriu para Selena e lhe fitou os lábios brincando para descontrair o clima.

   - Foi você quem quis dormir de conchinha e me agarrou a noite toda. – Demi riu, virou-se e envolveu Selena num abraço de urso apertado.

   - Não sei o que eu seria sem você. – Disse manhosa. – Obrigada por cuidar de mim e por aturar todos os meus surtos. – Murmurou e Selena a beijou na testa.

   - Não vou deixar ninguém te machucar. – As duas se olharam com tanta ternura, sorriram e tornaram a se abraçar.

   - Eu também não vou deixar ninguém te machucar. – Selena sabia que era verdade e assentiu.

   - Acho que eu posso segurar as pontas por aqui por alguns minutinhos. – Começou a dizer massageando os ombros de Demi. – Por que você não vai falar com o Joseph? Não quero que você fique pensando na sua mãe e no Jake, não vai te fazer bem. – Demi franziu o cenho, desfez o abraço de Sel e fitou a papelada sobre a mesa. Ela estava literalmente atolada em trabalho e não conseguia pensar em nada, a não ser em toda a confusão que Dianna tinha a metido.

   - E as suas coisas? – Perguntou fitando o notebook e algumas pastas de Sel sobre o sofá.

   - Está tudo bem, eu me viro depois. – Disse empurrando Demi em direção à porta. – Vou dar uma olhada no seu projeto e mexer nas cores, tudo bem? – Demi assentiu. Selena tinha bom gosto e sempre escolhia cores que faziam toda a diferença nos detalhes. – Não demora e se comporta, ok? O Joseph é tímido e muito inocente. – Demi corou bruscamente, mas riu abrindo a porta do escritório. Ela só precisava de uma boa desculpa para se aproximar de Joseph sem que as colegas desconfiassem de alguma coisa. Aquela mulherada era intimidante quando queria e Joseph ficaria todo atrapalhado, o que seria fofo, mas era maldade com o rapaz.

E lá estava ele concentrado digitando agilmente no teclado do notebook, vez ou outra parava para escrever na papelada sobre a mesa. Demi franziu o cenho fitando cada detalhe daquele homem. A camisa xadrez de mangas cumpridas que Joe vestia era a mesma camisa de quando eles se conheceram na pizzaria, a única diferença era que a camisa não estava para dentro da calça. Ele era sexy e bonito. O cabelo estava penteado de lado e algumas mechas escuras estavam um pouco bagunçadas, o que deixava Joseph fofo. Os óculos e a barba feita eram detalhes que o deixava ainda mais bonito e estonteante. Demi flagrou pelo menos duas de suas colegas fitando Joseph. Por que ele tinha que ser tão bonito?

 Seria impossível se aproximar de Joseph sem levantar suspeitas.  Até porque quando ela puxasse Joseph pela mão o levando para um lugar privado todas aquelas mulheres a olharia desejando estar no lugar dela.

“Virando à esquerda da máquina de café, no final do corredor, tem a reprografia, estou te esperando lá.”.

 Demi esperou que Joe lesse a mensagem e quando ele leu ela caminhou sem pressa alguma em direção à reprografia desviando das câmeras de segurança e cumprimentado o pessoal que encontrava pelo caminho. A reprografia pouco tinha sido usada já que em cada mesa havia uma impressora instalada. Demi verificou o movimento no corredor já que a máquina de café nunca ficava parada e discretamente virou à esquerda e caminhou a passos rápidos tentando não fazer barulho com o salto do sapato e adentrou a sala, que como ela tinha pensado estava vazia.

Será que ele iria aparecer? Não tinha nenhuma mensagem de Joseph e conforme os minutos se passavam Demi ficava cada vez mais nervosa e ansiosa para que ele abrisse logo aquela porta e a beijasse na boca ferozmente. Ela estava começando a imaginar coisas que eram impossíveis de acontecer e quase surtou quando se viu pelo reflexo na tela do celular. Por que diabos ela não tinha passado no banheiro? O cabelo estava um pouco bagunçado e os lábios precisavam de batom.

   - Droga.. – Murmurou se ajeitando para ir ao banheiro antes que Joe adentrasse aquela porta, mas foi só ela dar um passo que a porta se abriu e lá estava ele.

   - Desculpe a demora. – Joseph sorriu para ela enquanto arrumava os óculos ao rosto. – Tive que ajudar uma moça com a máquina de café. – Arqueando as sobrancelhas e logo cerrando o olhar, Demi balançou a cabeça em um gesto negativo. Ela não costumava ser ciumenta, mas Joseph era muito bonito e inocente que todo cuidado era pouco.

   - Aposto que ela fez de propósito. – Disse quando Joe a abraçou pela cintura e a acariciou na bochecha.

   - Você está com ciúme? – Ele disse sorrindo e Demi revirou os olhos, mas assentiu o beijando no queixo.

   - Você tem noção de como está bonito? – Demi sorriu o olhando nos olhos, abraçou-o apertado e o sorriso se alargou quando Joe a segurou gentilmente pela cintura. – Eu acho que o meu coração vai rasgar o meu peito. – Disse contra os lábios dele. Ela o olhou nos olhos por alguns segundos sem saber o que dizer, era inexplicável a forma como Joe a fazia se sentir. O coração disparado, as borboletas no estomago e aquela mania de pensar nele vinte e quatro horas por dia.

   - Eu estou completamente apaixonado por você. – Ele disse. As palavras suaves. Os dedos da mão direita deslizaram pela bochecha esquerda até que Demi fechou os olhos e quando os abriu fitou a imensidão verde que pertencia a ele.

Era ele. Levando as mãos ao rosto de Joe, Demi o acariciou emocionada. Abraçou o corpo com força se sentindo segura e feliz só por estar com aquele homem. Ela sentia que não precisava de mais nada, era apenas ele.

   - Eu também Joseph. – Disse o olhando nos olhos e o sorriso dele lhe aqueceu a alma. Ele era tímido demais, fofo e encantador. Era o homem que ela queria compartilhar o mundo. Por alguns minutos se olharam, trocaram sorrisos e beijos, Demi o encostou a bancada da sala e deu um jeitinho de se aninhar a ele.

   - Quero tanto te beijar. – Ele inverteu as posições facilmente segurando Demi pela cintura, respirou fundo fitando os lábios dela então os beijou com paixão. As mãos correram das costas onde os dedos enrolaram-se nas mechas castanhas do cabelo feminino até a cintura onde a apertou contra o corpo, o que resultou num gemido entre o beijo. Foi puro instinto quando ele a sentou na bancada e aprofundou o beijo cada vez ofegando conforme Demi lhe puxava o cabelo da nuca e deslizava a mão pelo peito. Ela o acolheu entre as pernas e Joe franziu o cenho sentindo arrepios quando o volume da calça dele foi roçado pelo corpo dela intimamente.

   - Me toca Joseph. – Ela pediu interrompendo o beijo para dizer aquelas palavras e olhá-lo nos olhos. Os olhos ardiam de desejo, mas ele ainda era inocente e inexperiente. Voltando a beijá-lo devagar, Demi guiou uma mão dele para sua coxa esquerda e a outra mão ela decidiu ser ousada e a guiou para o seio direito. – Eu preciso que você me toque meu amor. – Disse baixinho. A voz dela era sexy e quando Joe a fitou nos lábios logo nos olhos ele franziu o cenho. Puxou-a até que ela ficou em pé com o corpo dele a imprensando contra a bancada. As mãos apertaram com gosto o traseiro feminino como ele tinha sonhado fazer tantas vezes. Era tão bom apertá-la! Demi era uma mulher cheia de curvas excitantes e de encher os olhos de qualquer homem. Durante o novo beijo que trocaram Joe não sabia onde tocá-la, mas optou por deixar uma mão no traseiro enquanto a outra ele levava timidamente até o seio dela para segurá-lo já que ele não tinha coragem de apertá-la ali. Era tímido demais para caricias ousadas como aquelas. – Está tudo bem? – Perguntou adentrando a camisa dele com as mãos e Joe assentiu arrepiado. Aquele abdômen era um pecado! Ela gemeu excitada sentindo todos aqueles gominhos e os pelos daquela região. A pele de Joseph era quente e macia. As mãos subiram pelas costas largas e Demi se esfregou a ele gemendo.

   - Dem? E se..se alguém entrar? – Ele estava nervoso. Foi preciso de alguns segundos para que Demi voltasse a si e percebesse que estava pegando pesado com ele. Joe era muito tímido e acariciá-lo como ela fazia não ajudaria em nada...

   - Eu.. – Ofegou se controlando para não fazer uma loucura com aquele homem. – Você é tão lindo. – Disse o abraçando carinhosamente. – Acho que peguei um pouco pesado. – Ela o beijou no peito e ficou quieta abraçada ao corpo dele.

   - Eu..eu queria muito, muito mesmo, que a gente continuasse. – Confessou levemente corado a olhando nos olhos e ela sorriu. – Mas daqui a pouco vão notar nossa falta. – Ela entendeu o que ele queria dizer e assentiu. Seria frustramente demais ser flagrada no meio de um amasso. Joe ficaria vermelho de vergonha, principalmente se estivesse excitado como na noite passada.

   - Nós podemos conversar um pouco. – Sugeriu sem soltá-lo e Joe também não o fazia. Tinha os braços aos arredores da cintura delicada dela gostando de tê-la aninhada ao corpo dele. – Quase ninguém vem aqui. – Comentou, mas na realidade ela estava focada em ouvir os batimentos cardíacos dele. – Eu gosto tanto de ficar com você Joe. – Disse distribuindo beijinhos pelo peito dele e Joe sorriu levando a mão ao rosto dela para acariciá-lo.

   - Eu também gosto de ficar com você. – Ele plantou um beijo nos lábios dela e fitou aqueles olhos castanhos até que os dois riram e trocaram outro beijo, um beijo lento e quente. – Você é linda. – Elogiou sorrindo para cada detalhe do rosto dela. Ele gostava de como o cabelo era castanho e de tamanho médio. Combinava com a pele clara dela e aqueles olhos amorosos e femininos de um castanho lindo. Ah! E aqueles lábios deliciosos de beijar? Estavam avermelhados e levemente inchados por conta dos beijos que eles tinham trocados. Demi era toda bonita e encantadora, e ficava adorável quando corava como ela tinha acabado de fazer. – Sou um cara de sorte. – Ele disse sorrindo e Demi revirou os olhos, mas sorriu e o beijou na bochecha.

   - Quando duas pessoas estão apaixonadas uma pela outra.. – Começou a dizer e sorriu quando Joe roubou um beijo. – Elas trocam apelidos carinhosos. – Completou e o beijou na bochecha. – Acho que eu vou te chamar de amor, tudo bem? – Perguntou fitando os olhos lindos dele e Joe assentiu a beijando na boca.

   - Você parece uma gatinha. – Disse beijando a ponta do nariz dela. – É manhosa e dá muito trabalho para acordar. – A risada dela era encantadora e de menina. Joe sorriu fitando os olhos castanhos que fitavam os dele e tornou a selar os lábios nos dela.

   - Joe. – Chamou-o. Estava abraçada a ele tinha minutos. Estavam calados e um fazia carinho no outro. – Sinto muito por tudo que o Jake te fez passar. – Ela disse tendo que erguer a cabeça para olhá-lo nos olhos. – Por que você não me contou? – Perguntou.

   - Eu tentei. – Disse levando os dedos a bochecha dela. – Tentei várias vezes, a Selena também, mas sempre acontecia alguma coisa para nos atrapalhar. – Ela assentiu. Sentia-se idiota por não conseguir enxergar quem Jake realmente era enquanto ele abusava dos amigos na maior cara de pau.

   - Eu me sinto idiota. – Disse fechando os olhos para sentir o carinho que ele fazia em seu rosto. – Minha mãe me colocou nessa roubada. – Disse baixinho ainda de olhos fechados. – Eu pensei que ela tinha mudado e que gostava pelo menos um pouquinho de mim, mas eu estava enganada. Eu fui tão idiota! Se eu fosse mais esperta eu.. – Era o que mais doía. Dianna tinha fingido tão bem todos aqueles sorrisos e preocupações. Por algum momento Demi pensou que finalmente teria uma mãe de verdade.

   - Você não tem culpa de nada. – A voz soou firme e ele a olhou no fundo dos olhos. – Só não acredite mais no Jake. Ele é perigoso. – Demi assentiu prontamente. Ela estava com tanta raiva de tudo que Jake tinha feito que não o queria mais em sua vida. – O que você vai fazer com a sua mãe? – Ele perguntou repousando as mãos nas costas dela ainda a envolvendo no abraço.

   - Eu quero saber até onde ela vai com essa história. Até quando ela vai continuar mentindo para mim. – Demi descansou a cabeça no peito de Joe e fechou os olhos. Ela tinha pensado em tantas teorias que envolviam Dianna e Jake. Uma coisa era certa, Dianna não estaria envolvida com Jake caso ele não tivesse dinheiro. Era sempre dinheiro o que ela queria, funcionava como um segundo oxigênio. Demi sabia que o amigo que Dianna queria que ela conhecesse no dia dos pais, dia do qual as duas tiveram uma terrível briga, era Jake. Provavelmente era ele. Era muita coincidência ele estar no mesmo pub que ela naquela noite.

   - Você tem certeza? – Ele perguntou com receio. Não queria que Demi se machucasse mais com aquela história.

   - Eu preciso fazer isso. – Disse o olhando. – Preciso colocar um ponto na minha história com ela. – Só de pensar em não ter Dianna por perto a entristecia, mas era necessário. A mulher era sinônimo de problema e nunca permitia que a filha fosse feliz. – E eu preciso de mais provas para denunciar o Jake. – Sussurrou aquelas palavras no ouvido dele e Joe franziu o cenho e lançou aquele mesmo olhar de reprovação de Clara a Demi.

   - Nós vamos discutir isso depois. – Disse nada contente. Era perigoso demais! – Não quero que você se envolva em mais confusões. – Ele deu uma rápida olhada no cômodo procurando por câmeras, porém não tinha nada, não em lugares visíveis..

   - Eu vou ficar bem amor. – O apelido carinhoso o fez sorrir e ele beijou os lábios dela. – Joseph! – Ela riu quando ele a abraçou apertado e a beijou na testa.

   - Não seja teimosa. – Disse naquele tom brincalhão e Demi riu o abraçando pelo pescoço. – Eu vou cuidar de você, não vou deixar ninguém te machucar. – Demi roçou os lábios aos dele e quando se preparou para acariciá-lo, o celular vibrou no bolso da calça.

   - Por que você sempre atrapalha os meus melhores momentos? – Disparou assim que atendeu a ligação de Selena.

   - Você já resolveu aquele problema? – Demi a conhecia muito bem para saber que Selena estava completamente estranha e tensa.

   - Que problema Sel? – Murmurou de cenho franzido olhando para Joe e foi aí que ela percebeu o que estava acontecendo. – Ah sim! Claro, eu já estou voltando para o escritório.

   - Tudo bem, não demora. – Pobre Selena! Demi revirou os olhos só de pensar no que teria que enfrentar.

   - Acho que o Jake está no meu escritório. – Disse a contragosto e Joe fechou a cara. – Ei! – Ela distribuiu beijinhos pelo rosto dele, mas Joe continuou com cara de poucos amigos. – Eu estou com você, apenas com você. – Disse o olhando nos olhos.

   - E você já disse isso para ele? – Perguntou ainda sério.

   - Não tive a oportunidade, mas eu prometo que eu vou falar com ele. – Demi o abraçou e o beijou na esperança de Joe ao menos sorrir. – Eu vou falar com ele. – Tornou a dizer o olhando nos olhos e Joe assentiu envolvendo o corpo dela com os braços.

   - Eu não quero parecer infantil, é só que.. – Começou a dizer colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha. – Eu não quero te dividir com ninguém, principalmente com aquele idiota. – Demi assentiu. O sentimento era recíproco.

   - Eu vou falar com ele. – Disse o olhando nos olhos e Joe assentiu a beijando no topo da cabeça. – Agora nós temos que ir antes que ele tente fazer alguma coisa com a Sel. – Ela pôs-se na ponta dos pés para arrumar o cabelo dele. Joe estava tão fofo emburrado. Ela o beijou e o mordeu no lábio inferior fazendo as bochechas dele ficarem vermelhinhas.

   - Estou ansioso para as seis, vou te esperar no lado de fora do prédio gatinha. – Demi assentiu e eles trocaram um último beijo, pelo menos ela tinha pensado que era o último, Joe a beijou pelo menos três vezes antes que saíssem daquela sala. – As seis.. – Sussurrou logo atrás dela e Demi assentiu um pouco corada quando ele roçou os dedos aos dela e apressou o passo caminhando na frente.

Seria interessante chegar ao escritório com alguma coisa em mãos. Demi passou na mesa de Selena e pegou uma das pastas, acenou para Ed e se preparou psicologicamente para adentrar o escritório. Ela estava com tanta raiva de Jake que teria que fazer um esforço enorme para não dizer poucas e boas para ele. Ninguém mexia com Selena! Ela sempre defendia a amiga com unhas e dentes e estava se odiando por não poder sequer xingar aquele canalha.

   - Boa tarde. – Ela tentou ser educada e profissional. Adentrou o escritório sentindo o olhar de Jake acompanhá-la até que ela se sentou a cadeira e guardou a pasta de Sel entre as suas. – Obrigada por cuidar de tudo Sel. – Agradeceu. – Você já pode ir. – As duas trocaram rápidos olhares, mas Selena acabou assentindo.

   - Acho que a Srta. Gomez poderia nos servir café. – Aquele sorriso cínico e nojento. Demi engoliu em seco e olhou para Sel que assentiu prontamente. Ela estava com medo. Céus! Selena não tinha medo de nada! – Sabe princesa. – Começou a dizer se levantando do sofá e desabotoando os botões do paletó de cor cinza. – Eu senti a sua falta. – Os olhos azuis dele estavam próximos dos dela, Selena já não estava mais no escritório e Demi se sentiu apavorada por estar sozinha com aquele homem. – O que foi? O gato comeu a sua língua? – Ele perguntou esboçando aquele sorriso charmoso. Se quisesse que ele acreditasse ela teria que ser tão boa quanto ele.

   - Nós estamos no trabalho Jake. – Estava desconfortável e o toque de Jake lhe causava repúdio. Era errado. Mesmo ele estando apenas segurando a mão dela.

   - Eu estou com saudade. – Ele disse. A voz séria e os olhos fixos aos dela. – Hoje à noite no meu apartamento, o que você acha? – Ela não esperava que ele a beijasse, ele o fez e foi ousado a ponto de tocá-la nos seios no processo em que levava a mão à cintura feminina.

   - Eu tenho que trabalhar. – Não era uma mentira. Ela tinha muito trabalho para fazer fora do expediente. Os beijos dele antes eram uma tentação, agora eram nojentos e Demi se sentia suja.

   - Você trabalha demais, não acha? – O que ela iria fazer? Demi respirou fundo quando os lábios dele migraram do pescoço para o busto. Ele não se atreveria! – Você é tão linda Demi. – Onde ela poderia clicar para ele sumir dali? Jake desabotoou o primeiro botão da blusa e quando desabotoaria mais botões Selena abriu a porta do escritório para salvá-la. O alívio foi tão grande que Demi relaxou na cadeira quando Jake se levantou e se aproximou da prateleira onde provavelmente a câmera estava escondida.

   - O que o traz ao meu escritório? – Ela e Selena brigavam entre olhares. Demi não queria ficar sozinha com Jake e Selena não queria ficar mais um segundo na presença dele. – Sel! – Disse baixinho aproveitando que Jake estava de costas.

   - Quero saber como está o projeto gráfico. A conferência é daqui uma semana. – Ainda tinha aquela maldita conferência! Demi o convidou para sentar-se ao sofá e ajudou Selena a servir o café. Infelizmente Jake ainda era o dono de toda aquela empresa, o que fazia dele o chefe de todos.

   - Eu estou trabalhando nos detalhes finais. – Um pouco nervosa ela se levantou e buscou o notebook que estava sobre a mesa. A proximidade de Jake foi completamente desagradável enquanto ela mostrava detalhes do projeto, mas fazia parte do fingir que não sabia de nada.

   - Está ficando muito bom. – Demi forçou um sorriso para ele e Jake roubou um selinho. Como ela explicaria aquilo para Joe? Ele não ficaria feliz e tinha razão em não ficar.. – Eu tenho que voltar para o meu escritório. – Foi um alívio ouvir aquela frase, por um pouco Demi sorriu. – A gente se vê princesa. – Ele tornou a beijá-la e ela teve que ceder para que não ficasse estranho e ele desconfiasse. – O café estava ótimo Srta. Gomez. – Selena nada disse. Ora, Jake não tinha tocado no café! E ela não fazia questão! O ar melhorou bastante quando ele saiu daquele escritório e as deixou em paz.

   - Ainda bem que ele era o seu namorado, não o meu. – Murmurou Selena mal humorada e Demi limpou os lábios num guardanapo. Agora ela tinha um problema seriíssimo para tratar com Joe.

Continua... 
Será que a Demi vai contar para o Joe sobre os beijos e tudo mais do Jake? Será qual vai ser a reação dele? Obrigada pelos comentários! Já estou melhor depois de uma semana de cama 😥💔💔 Até o próximo capítulo, vou responder os comentários, é que estou postando pelo celular!

12.11.16

Aviso

Oi, tudo bem com vocês? Passei para avisar que estou doente, por isso não postei o Capítulo 28, mas já comecei a escrever e provavelmente semana que vem eu posto, beijo!.