27.6.14

Capítulo 50 - Último

Em algum lugar do lado leste de Manhattan, New York - 05:30PM


Era mais um dia terrível de neve. A aglomeração de edifícios espalhados por Manhattan era de tirar o fôlego. O trafego de taxis amarelos, turistas e os moradores da cidade era assustador. Ah New York! Demi sentia-se como uma formiga no meio de tanto arranha-céu. Estava encolhida no trench coat e protegia o pequeno Daniel em seus braços. A cada passo ela estava mais próxima do arranha-céu da New York Times. Entretanto, sair da Times Square era praticamente impossível, sorte que ainda não tinha sido reconhecida por conta do traje que usava para combater o frio.
   - Taxi. - Demi não aguentava mais de frio, não sabia se era tolice ou não pegar um taxi em Manhattan, mas ela precisava proteger Daniel. - Por favor, New York Times Building. - Disse tremendo de frio. O taxista a olhou desconfiado, mas apenas assentiu.
   - Mama. - Choramingou o pequeno Daniel encolhido de tanto frio.
   - Calma meu anjo, nós já estamos chegando. - Demi repousou a bolsa no banco do carro e envolveu o pequeno com os braços o aquecendo. Os minutos que o taxi ficou parado só fez com que a ansiedade aumentasse. Os letreiros coloridos e a arquitetura ousada não eram suficiente para distraí-la. Homens e mulheres vestidos em ternos com telefones no ouvido praticamente correndo com pastas de cor preta. Senhoras passeando com crianças e cachorros desproporcionais. Vendedores ambulantes, barraquinhas de cachorro quente, estrangeiros e pessoas tentando ganhar a vida com os mais estranhos talentos. E lá estava ela, Demi Lovato em um taxi rumo ao New York Times Building tentar consertar a vida.
   - Quer que eu espere? - O taxista a olhou pelo retrovisor.
   - Não, obrigado. - Demi arrumou a bolsa no braço direito e entregou ao taxista uma nota de cem dólares logo saindo do taxi. Lá estava ele. Trezentos e dezenove metros de altura. O segundo maior arranha-céu de New York. Por Deus! O coração parou. Demi ajeitou Dan nos braços e esperou o sinal fechar impedindo um enxame de veículos de atropelá-la. Demi fitou o letreiro do edifício, e antes que fosse insultada pela segunda vez, cruzou a faixa de pedestre que levava ao prédio.
Toda aquela sofisticação a deixava fascinada. Pelo menos alguma coisa conseguia distraí-la. Tudo bem, mas homens de terno entrando e saindo do prédio não ajudava. Joe estava ali, ele era um deles.
   - Você está nervoso Dan? - Sorriu para o pequeno encolhido no colo. - Nós três vamos conseguir. - Demi respirou fundo e adentrou o edifício. Deveria ser horário de saída, ela praticamente nadava contra a maré de homens e mulheres de ternos e ocupados com seus telefones. O hall era fantástico. A assistente não parava de sorrir por um minuto se quer exibindo seus perfeitos e alinhados dentes brancos. Todos ali pareciam tão superficiais.. Demi atravessou o hall completamente sem rumo, não tinha ideia de como iria encontrá-lo. - Dan, o que foi? - Demi perguntou para o pequeno. Ele estava completamente inquieto.
   - Mama. - Dan tentava se soltar dos braços da mãe a qualquer custo.
   - Você quer andar? - Perguntou confusa. Quando ele começou a se debater Demi entendeu que sim, ele queria andar. - Daniel! - O chamou tentando ser o mais discreta que conseguia.
Daniel tinha certeza que era ele. Não podia ser ilusão. O coração disparou ao ver o rosto do pai e ele tentava desviar daquelas pessoas que o atrapalhava de andar.
   - Papa! - Daniel envolveu a perna do homem com os braços e olhou para cima com a esperança de que fosse Joe. - Papa. - O chamou.
   - Desculpe. - Demi olhou rapidamente para o moreno de olhos azuis que a fitava completamente confuso e pegou Dan no colo. - Não é o papai meu amor. - Disse calmamente recebendo olhares curiosos a sua volta.
   - Papa, mama. - Dan deitou a cabeça no ombro de Demi e deixou a primeira lágrima escorrer.
   - Nós vamos o encontr.. - O coração pareceu estar ofegante, mal conseguia se mover e emitir qualquer som. Lá estava ele saindo do elevador. Joe destacava-se por conta do terno cinza, ele quebrara o tabu de ternos pretos. Estava tão lindo, ela tinha vontade de beijá-lo. Demi olhou para o pequeno e o pôs no chão. Daniel a olhou completamente confuso e ergueu os bracinhos para que Demi pudesse o pegar. - O papai. - Demi apontou na direção de Joe e Daniel pareceu encher-se de alegria, ele a olhou com um sorriso de orelha a orelha mostrando seus dentinhos que nasciam e correu até o pai.
Demi observava cada passo caloroso de pinguim do seu pequeno. Daniel driblava a multidão de homens e mulheres mal se importando se eram ou não obstáculos. A primeira lágrima rolou pelo rosto feminino quando Daniel finalmente abraçou a perna direita de Joe e gritou um "Papa" com tanta alegria chamando a atenção de todos. Demi umedeceu os lábios e tentou limpar as lágrimas, ela tinha prometido a si mesma que não iria chorar. Mas foi impossível. Na mesma hora que Joe olhou para baixo e viu o seu pequenino, ele sorriu de orelha a orelha e o envolveu nos braços calorosamente o beijando.
   - Papai amo! - Dan gritou todo animado no colo do pai, ele tinha pronunciado da forma correta. Eram tantos beijos e risadas, e Demi jurou ver os olhos de Joe marejarem.
   - Eu também te amo. - Joe o abraçou com mais força e o beijou. Estava com tantas saudades que nem toda a soma de estrelas era suficiente para descrever a tamanha falta que Daniel fez. - Papai te ama muito. - Eles estavam tão colados, agora Daniel tinha a cabeça deitada no ombro de Joe e um sorriso realizado nos lábios. Demi hesitou, mas caminhou até eles.
   - Joseph... - Os olhares se encontraram, os corações aceleraram e naquela atmosfera parecia existir apenas eles.
   - Demi. - As pupilas dilataram e ele sentiu um arrepio percorrer o corpo. Demi estava maravilhosamente linda. Era de perder o fôlego. Ele a conhecia perfeitamente para afirmar que os seios estavam maiores e que as curvas estavam mais delicadas. Os lábios avermelhados, a pele clara e os olhos marrons carregados de ternura. Queria beijá-la e dizer o quão era grande o amor que sentia por ela. Joe poderia se declarar por uma vida toda, mas não seria suficiente. Não era noventa e nove por cento, era cem por cento. Ele a amava de todo o coração.
   - Joe! Megan quer ir ao sex shop, imagina a cena! - Infelizmente o clima foi quebrado. Demi desviou o olhar de Joe para encontrar a mulher que estava ao lado dele. Bronzeada, esbelta, cabelos loiros e olhos castanhos doces. Demi olhou da mulher para Joe, e de Joe para a mulher. O coração estava em pedaços e ela limpava as tantas lágrimas que rolavam. Não podia acreditar. Por favor, alguém a beliscasse e dissesse que era apenas um sonho ruim, que tudo iria passar e eles estariam bem. - Quem é este garotinho? - A mulher sorriu para Daniel.
   - Alex, este é meu filho. - Com muito custo Joe desviou o olhar de Demi para Alex.
   - Este é o Daniel? - Alex pareceu radiante ao olhar para o pequeno nos braços do pai. - Posso pegá-lo? - Joe olhou rapidamente para Demi, ela parecia indecifrável e logo voltou a olhar para Alex. - Esta é a Demi? - Demi franziu o cenho irritada. Aquela tal de Alex mais parecia um papagaio colorido em um terninho rosa bebê!
   - Demi, esta é Alex, minha colega de trabalho. - Apresentou-as. - Alex, esta é Demi, minha esposa. - As garotas cumprimentaram-se com os típicos beijinhos no rosto, e Demi aproveitou para fuzilá-lo com o olhar. Joe Jonas iria pagar muito caro. Demi já estava preparada para fazer o maior barraco de toda a sua vida que ficaria mais marcado que o onze de setembro de dois mil e um.
   - Aqui estão vocês! - Droga. Ela não precisava de mais uma mulher para competir. A morena clara de olhos azuis e cabelos negros a fitou durante segundos e arregalou os olhos surpresa. - Demi Lovato? - A tal de Alex assentiu deixando Demi completamente incomodada. Ora, ela não tinha este tipo de intimidade com estranhas supostamente modelos que estavam roubando seu marido.
   - Demi, esta é Megan. - Joe apresentou a morena vestida em um terninho preto curto. - Megan, esta é minha esposa. - Joseph sabia que estava em uma furada..
   - Amor, eles não formam um casal lindo? - Demi arregalou os olhos. Amor? Megan chamara Alex de amor?
   - Vocês são.. lésbicas? - Demi perguntou com certo receio. Mas ela precisava saber, oras!
   - Quatro anos de namoro. - Surpresa. Completamente surpresa. Megan e Alex trocaram um selinho rápido e inofensivo dando a certeza para Demi que elas eram um casal de lésbicas.
   - Vocês não vão se beijar? - Demi corou bruscamente e Joe estava sem jeito. - É melhor você beijar este garanhão. Ninguém do departamento de moda alguém mais escutar gemidos e suspiros. Joseph fica o tempo todo falando de você e de como Dan é esperto. - Demi sorriu para Megan e Alex, e logo olhou para Joe. Ele parecia tímido. E Daniel já pegava fogo com Alex e Megan. Demi e Joe se fitavam timidamente ignorando aquela pressão que os acompanhavam a determinado tempo. Com um pequeno empurrão guiado por um anjo, Demi aproximou-se dele. As mãos espalmaram o peito com toda a coragem que ela tinha, no começo hesitou, mas não se afastou. O cheiro dele era inebriante e o calor do corpo másculo a aquecia.
Os olhos fixos aos dele, as respirações se misturavam e os lábios quase se tocavam. As mãos repousaram delicadamente na cintura feminina enquanto os dedos adentraram os cabelos negros e curtos de masculinos os puxando levemente. Os lábios se roçaram quase que automaticamente. Por muito tempo ficaram apenas com os lábios roçados apreciando aquela sensação maravilhosa. Quando sentiu a pressão da língua quente e macia contra os lábios, Demi permitiu que ele invadisse a boca para acariciá-la, aquele beijo não era nem o começo para matar a saudade que estavam sentindo.
   - Não me deixe, por favor, não me deixe nunca mais. - Demi o surpreendeu com um abraço caloroso e urgente após o beijo apaixonado.
   - Eu não vou. - Joe buscou os lábios de Demi e os beijou ternamente. - Demi? - Ele a chamou ainda com os lábios colados aos dela. - Você me perdoa por tudo? Eu não quis mach.. - Demi o calou com um beijo. Joe jamais a machucou como pensara.
   - Não peça perdão por uma coisa que você não fez. - Ela disse o olhando nos olhos. - Só não seja idiota e parta meu coração. - Joe respirou fundo e assentiu sorrindo timidamente.
   - Mama, Dan omí. - Demi riu ao olhar para Daniel no colo de Megan. Ele era tão manhoso e carente.
   - Nós podemos levá-lo para conhecer New York enquanto vocês conversam. - Disse Alex e Megan assentiu.
   - E vocês tem muito o que conversar. - Megan deu ênfase em "conversar" e sorriu maliciosamente fazendo Demi corar. Mas de certa forma eles tinha muita coisa para contar um para o outro.
   - Obrigado garotas, mas eu estou com muitas saudades do meu pequeno. - Joe não pretendia soltar-se de Dan tão cedo, estava morrendo de saudades. - Onde você está hospedada? - Demi não hesitou em sorrir com o carinho que Joe fazia em seu rosto.
   - Tenho uma reserva no Four Seasons perto do Central Park. - Tinha poucas horas que Demi chegara à New York.
   - Estou no Plaza. - Joe entrelaçou os dedos aos de Demi para seguirem caminhado. Só agora que percebeu que estavam sendo vigiados e que do lado de fora do New York Times building os paparazzi iam a loucura.
   - Nos vemos amanhã Joseph. - Megan entregou Dan para Joe e sorriu para Demi. - É um prazer conhecê-la. - Antes que Demi pudesse dizer que também gostara de conhecê-la, Megan a abraçou calorosamente. - Você pode me dar um autografo? - Demi assentiu rindo. Ora, não esperava que Megan fosse uma fã.
   - Já sei, ela quer um autografo? - Perguntou Alex rindo. Megan não quis apenas um autografo. Na foto ela quase chorava e abraçava Demi calorosamente beijando-a na bochecha.
   - Vamos bebê? - Joe controlava-se para não rir. Aquelas duas eram uma comédia. Entretanto, Joe sabia que eles precisavam conversar. Sem contar o enxame de paparazzi do lado de fora do prédio.
   - Suas amigas são incríveis. - Disse Demi entrelaçando os dedos aos dele.
Daniel estava encolhido no colo do pai com o rosto enterrado no peito do mesmo, Demi tinha os dedos entrelaçados aos de Joe e estava praticamente agarrada a ele. Lá fora nevava e todos os paparazzi de New York pareciam estar os fotografando. A cidade estava um caos.
   - Tudo bem se formos para o Plaza? - Joe perguntou assim que entraram no carro.
   - Claro. - Demi sorriu timidamente abraçada a Daniel. De uma hora para outra ela parecia tão ansiosa.. O assunto que tinha para tratar com Joe era realmente importante, e Demi não sabia se contava que estava grávida primeiro ou se estava assinando com a Jonas Records.. Fora a outra proposta... Estava arriscando tudo por ele. Mais tarde, depois do trânsito horripilante das seis, finalmente tinha chegado ao hotel que Joe estava hospedado. Céus! Daniel estava radiante.
   - Você quer brincar de que? - Joe perguntou observando o pequeno. Ele parecia tão centrado em procurar uma brincadeira legal para brincar com o pai.
   - Papa! - Daniel jogou a almofada da cama em Joe e gargalhou.
   - Quer brincar de arremessar objetos? - Joe o pegou no colo o enchendo de beijos. - Você não quer cochilar com o papai? - Na poltrona Demetria estava sentada um tanto pensativa, Joe a fitou por alguns segundos e sorriu quando ela o olhou. - Cansada? - Joe desabotoou os primeiros botões da camisa branca e deitou-se com Daniel deitado sobre ele.
   - Não, só estou pensando. - Joe a observou atentamente. Demi levantou-se, desabotoou o trench coat logo o deslizando pelos braços e o repousando na poltrona que estava sentada. O vestido branco de estampa azul bebê florido era lindo, batia no meio das coxas de Demetria e era soltinho. Demi tirou a Lady Dragon branca de lacinho azul, prendeu os cabelos em um coque casual e deitou-se ao lado dele na cama. - Dan? Você está com sono? - Demi perguntou acariciando os cabelos dele.
   - Dan omí. - Daniel ergueu o tronco e fez o biquinho que amolecia o coração da mãe sempre quando ele queria aprontar.
   - Esse menino não para quieto. - Daniel engatinhou para o colo de Demi abraçando-a e aproveitando para apertar o seio esquerdo da mãe. - Não aperta bebê. - Sussurrou corada. Ultimamente os seios estavam doloridos e ela mal aguentava um toque, estavam maiores e carregados de leite.
   - Mama, Dan omí. - Choramingou olhando-a com os olhos marejados.
   - Tão pequeno e tão manhoso. - Joe curvou-se e o beijou na bochecha. Demi praticamente congelou por conta da posição dele, Joe a olhou e aquela atração sexual cresceu em questão de segundos.
    - Mamãe vai te alimentar. - Demi desviou o olhar intenso de Joe sentindo as bochechas pegar fogo. Como ela iria colocar Daniel para mamar? Os mamilos estavam tão duros que chegara a incomodá-la. - Não morde. - Demi suspirou aliviada, Joe não a olhava, não para onde ela pensara que ele iria olhar.. Ele tinha os dedos entrelaçados aos dela, parecia cansaço e levemente abatido.
   - Eu estou tão feliz porque vocês estão aqui comigo. - Comentou olhando-a e sorrindo.
   - Quando você iria voltar para casa? - Perguntou o olhando.
   - Ainda essa semana. Vou poder trabalhar em Los Angeles escrevendo matérias de moda para o jornal, eles têm uma pequena sede no centro da cidade. - Joe desabotoou o cinto logo o frouxando na cintura e Demi arrepiou-se excitada. - Nós podemos conversar mais tarde? Eu estou sujo, preciso de um banho e comida. - Demi apenas assentiu, ela conhecia muito bem o homem que tinha..
   - Quer que eu peça alguma coisa enquanto você toma banho? - Demi perguntou o olhando.
   - Seria maravilhoso. - Ora, maravilhoso era ele. Lindo, forte, moreno e sem camisa. - Não morde a mamãe. - Joe curvou-se e beijou a testa de Daniel, ele mamava a todo vapor. - Obrigado princesa. - Droga! Lembre-se Demi, você é uma mulher. Não uma adolescente apaixonada. Disse a si mesma mentalmente. Mas droga! O coração iria rasgar o peito, Joe tinha selado os lábios aos dela delicadamente e depois levantou-se exibindo aquela visão magnifica das costas largas e do traseiro volumoso.
   - Seu pai ainda vai me matar bebê. - Demi tombou a cabeça para trás suspirando. Oh droga de homem maravilhoso que a deixava louca.
Durante horas e horas Daniel e Joseph brincavam, e Demi os observava. Eles pareciam tão realizados um com o outro, tão felizes por estarem juntos novamente. Durante o banho com Daniel, Demi pensara em como iria contar que estava grávida e das "novidades" sobre a carreira. Bem, o contrato com Simon ela tinha assinado e não tinha mais jeito de voltar atrás. E Joe com certeza sabia disso, até porque o mundo todo sabia.. Mas no quesito da troca de gravadora ele não sabia, ninguém sabia além dos irmãos de Joe, e Miley. Tinha que ter uma forma. Pense Demi, pense.. Joe ficaria furioso? Chateado? Mais orgulhoso do que já era? Ou surpreso? Surpreso não era tão ruim... Mas o que iria vir depois dessa fase? Demi quase escorregou de tão distraída que estava. Depois do susto, secou-se com a toalha, vestiu-se com um pijama de Joseph e vestiu o pequeno com a peça extra de roupa que sempre ficava na bolsa de Dan.
   - Está com sono? - Demi perguntou o vendo bocejar. - Mamãe também está cansada. - Os cabelos de Daniel estavam tão grandes, que Demi lembrou-se de Joe com dezenove anos, era praticamente a mesma coisa, o que mudara era a estrutura do fio e que os cabelos de Joe eram negros e os de Dan castanhos como os da mãe. Demi os penteou para o lado carinhosamente cuidando do seu pequenino.
Por mais que Daniel fosse terrivelmente danado, ele também era obediente. Dan era a cópia de Demi, mas a personalidade era toda do pai. O pequeno era tímido, mas divertido e fofo. Gostava de brincar o tempo inteirinho e era carente como Joe.
   - Papa! - Dan correu até a cama, e, quase sem conseguir subiu na cama.
   - Está na hora de dormir anjo. - Joe sorriu para Demi e logo voltou-se para o pequeno. - Amanhã nós brincamos o dia inteirinho juntos, tudo bem? - Daniel deitou-se sobre o corpo do pai aninhando a cabeça ao peito. Ele estava com tanto medo de acordar e não encontrá-lo. Não tinha sido nada legal ficar tanto tempo longe.
   - Dan, deita na cama. - Demi tentou o deitar, mas ele choramingou aninhado-se mais a Joe. Era tão fofo.
   - Tudo bem pequena. - Ah não! Ela tinha certeza que estava vermelha. Demi curvou-se para beijar a testa de Dan e dizer "Boa noite anjo, a mamãe te ama muito. Bons sonhos.". 
Não demorou muito para Daniel adormecer nos braços do pai, estava tão agarrado a Joe, era de partir o coração. Joe o deitou na cama cheio de cuidado, beijou-lhes a testa e o cobriu com a coberta.
 Silêncio frustante. Era difícil descrever quem estava mais sem jeito. Demi chegara ficar corada. Por Deus! Eles não deveriam ter vergonha.. Já tinham feito tantas loucuras juntos na cama e fora dela.. E agora estavam envergonhados.
   - Acho que temos que conversar. - Joe quebrou o silêncio e Demi assentiu. Ainda receosos, levantaram-se e caminharam até e espécie de sala que ficava isolada do quarto. Tudo era tão.. erótico. Tudo ali parecia ter sido tirado de um quarto de um rei. Das cores até os moveis e o brilhante lustre de cristais.
   - Sente-se. - Joe disse gentilmente acomodando-se ao estofado cor de vinho.
   - Tudo bem. - Demi respirou fundo já acomodada a uma das extremidades do sofá. - A vista é linda. - A janela panorâmica do último andar do Plaza tinha uma bela vista do central park congelado e de vários arranha-céus espelhados. Estava tão frio que o céu ficara avermelhado.
   - Demi? - Joe a chamou em um sussurro. - Eu quero que você me perdoe por te machucar, não foi a minha intenção. Nós dois estávamos nervosos. Eu estava tão cego de ciúme e raiva que nem percebi que estava te machucando. - Demi respirou fundo e assentiu. Se ele insistia em pedir desculpas por algo que não fez, ela iria considerar. - Eu não queria ter sumido daquele jeito, mas eu precisava de um tempo. - Demi tornou a assentir. Entendia-o. Joe estava numa fase difícil e ela jamais iria julgá-lo.
   - Está tudo bem. Só não desapareça do mapa como fez. - Joe assentiu sorrindo. Oh Deus. Por que quando se tratava dela as coisas tinham que ser emaranhadas ao cubo? - Joe, as coisas mudaram bastante. - Introduziu sem jeito. - Na verdade mudaram bruscamente nestas três semanas que estamos afastados. - Demi passou as mãos no cabelo nervosamente e o olhou. - Eu estou grávida. - A voz saiu tão tremula que ela mal se reconheceu. Demi o olhou, Joe parecia tão.. estático. - Joseph, você vai ser pai.. De novo. - Disse o olhando sem jeito.
   - Grávida? - Disse depois de minutos em silêncio. - Você não está brincando, está? - De repente ele ficara tão eufórico. Demi apenas murmurou um "não". - Isso é maravilhoso. - Joe a abraçou calorosamente. Dos olhos lágrimas escorriam e ele não parava de sorrir.
   - Não está bravo? - Perguntou cruzando os dedos mentalmente.
   - Claro que não! - Joe depositou um selinho rápido nos lábios de Demi e agachou-se entre as pernas dela. Ai meu Deus! Demetria com certeza tinha a mente mais suja que todos os homens do planeta juntos. - Ei bebezinha, papai está aqui. Eu te amo muito. - Demi sorriu ao sentir os lábios dele colados em sua barriga. Ele a beijava e conversava com a "bebezinha". Ora, Demi não pensara se iria ser uma menina.. Mas pensara em um garotinho.
   - Joseph, está fazendo cócegas. - Demi tentou o afastar, mas Joe continuou a beijá-la.
   - Obrigado meu amor, obrigado. - As lágrimas rolaram pelo rosto de Demi ao ver que ele chorava. Joe não esperou que Demi dissesse nada, juntou os lábios ao dela apaixonadamente. Ter mais um filho era tudo que Joe queria. Aliás, ele queria ter muitos filhos com ela.
   - Calma. - Riu sentindo cócegas com os beijos de Joe já trilhando seu pescoço. - Eu também estou com saudades, mas tenho que outra coisa para contar. - Era tão excitante o contato da barba áspera e da boca quente na pele macia.
   - São gêmeos? - Perguntou esperançoso e Demi arregalou os olhos, mas riu.
   - Não! Nada de gêmeos. - Demi mal aguentara o parto de um bebê, imagina de dois. E como ela preferia parto normal... Chegara a suar frio só de imaginar. - É um assunto muito sério Joseph. - Disse com certo receio.
   - Tudo bem. - Joe sentou-se mais próximo a Demi com os dedos entrelaçados aos dela. - Seja lá o que for, nós vamos enfrentar juntos. - Demi engoliu seco.
   - Eu não estou mais na Hollywood Records. - Disse cautelosamente. - Foi a melhor solução que encontrei, estou assinando com a Jonas Records. - Os dedos enlaçados aos dela afrouxaram-se para Joe os levar até os cabelos. Ele respirou fundo, não parecia chateado e sim surpreso.
   - Demi.. - Sussurrou o nome dela calmamente. - Por que você fez isto? - Perguntou menos assustado e surpreso.
   - Eu não me arrependo do que fiz. - Demi fixou os olhos aos dele e voltou a entrelaçar os dedos. - Eu confio em você e nos seus irmãos. Sei que juntos nós somos imbatíveis e vamos fazer o melhor. - Depois de segundos a olhando fixamente Joe assentiu.
   - Não tem mais nada? - Perguntou a puxando para si. Joe pretendia matar a saudade que sentia a noite inteirinha.. 
   - Só falta a sua assinatura. - Demi fez biquinho. - Você vai assinar, não vai? - Perguntou dando um selinho demorado nos lábios dele.
   - Depende. - A essa altura, Demi já estava deitada por cima do corpo de Joe e esperava ansiosamente por uma resposta positiva. - O que você vai fazer para ter a minha humilde assinatura Demetria Jonas? - Aquele sorriso malicioso, as mãos já apertando o traseiro dela.. Ah Joseph..
   - O que você quer que eu faça? - Sussurrou no ouvido dele o provocando.
   - Promete que vai ser minha pequena para sempre? - Demi fechou os olhos quando as primeiras lágrimas rolaram pelo rosto. O sorriso dela era inigualável.
   - Prometo. - Sussurrou com a voz falha.
   - Promete que nós vamos ter mais de dez filhos? - Ambos acabaram rindo.
   - Talvez. - Murmurou logo mordendo o lábio inferior para conter um lindo sorriso.
   - Promete que vai me amar até no dia que.. - Demi o olhou um tanto confusa e deparou-se com um sorriso ousado. Joe guiava a mão dela até um pouco a baixo do abdômen e a fez apertá-lo.. - Promete que vai me amar até no dia que ele não subir mais? - Demi o esbofeteou enquanto gargalhava. - Não promete? - Perguntou rindo descaradamente.
   - Idiota! - Demi gargalhava sem cessar. E Joseph adorava escutar o som da risada dela, adorava tê-la em seus braços e a amava com sua vida.
   - Mas você me ama. - Joe a mordeu no queixo como sempre fazia.
   - Eu te amo bobo! - Demi sorriu de orelha a orelha ao fitar os olhos dele.
   - Eu também te amo pequena. - Quando ela curvou-se e apossou dos lábios dele, Joe teve a certeza que enquanto Demi estivesse no calor dos seus braços, enquanto ela fosse dele, iria ser feliz para todo o sempre. E ela prometera.

Continua.. Aaaaaaah! To chorando. Só falta o epílogo.. Até o epílogo girls e super obrigado pelos comentários! <3

*Divulgando: Jemi Histórias 


23.6.14

Capítulo 49 - Penúltimo

Isto! Mais um pouco para o lado. Não, não, ali estava bom. Iria ficar perfeito, ela tinha certeza que iria. Azul ou verde? Verde ou azul? A ordem iria alterar o resultado? Droga, iria. Comece com azul e depois.. Branco? Branco era melhor que verde com azul. Ou azul com verde? Ah! Maldita confusão.
   - Achei você. - Miley sorriu ao receber um selinho carinhoso de Nick. - O que está fazendo anjo? - Nick a abraçou cuidadosamente repousando a mão na barriga da grávida de quase oito meses e lhes mordiscou o ombro.
   - O móbile. Estava meio torto, eu estava arrumando. - Todos os dias Miley conferia o quarto de Bryan. Tudo tinha que está completamente perfeito para a chegada do seu pequenino. As cores que tinha escolhido junto com Nick era azul e branco. Azul bebê, e não azul claro como Nick sempre confundia. O berço branco com detalhes de ouro, o chão encarpetado branco impecável, a poltrona azul bebê para que ela pudesse amamentar o seu bebezinho e uma série de coisas como: trocadores, cômodas, prateleiras repletas de ursinhos antialérgicos, criado-mudo e tudo que Miley iria precisar para cuidar do seu pequeno. Sem contar que o quarto era enorme.
   - Não acha que está tarde? Você precisa descansar. - Miley conferiu tudo rapidamente com os olhos e riu ao olhá-lo.
   - Tarde? Ainda não é dez da noite. - Nick a olhou e sentiu o rosto corar. Como ela era linda. O cabelo castanho claro estava preso em um coque casual, os cílios cheios e espessos guardando os olhos cor de céu de brilho incomparável, a boca carnuda e avermelhada pedia para ser beijada pelos lábios dele. Céus! Ela era perfeita demais. - Amor, o que foi? - Miley desviou o olhar intenso de Nick e sorriu sem graça sentindo as bochechas ruborizarem.
   - Você é tão.. - Nick pareceu perder o fôlego assim que Miley o olhou nos olhos. - Linda. - Sussurrou ruborizado. Ora, quem não conhecesse Miley tão bem como Nick jamais saberia que ela também corava de vergonha e ficava sem jeito. Sem citar como ela era atenciosa. Miley era o ser humano mais espetacular que Nick uma vez já conhecera na vida.
   - Você também. - Miley sorriu ao olhá-lo. Aquele jeito tímido o deixava tão fofo. Ambos olharam para baixo e sorriram. A barriga de Nick estava colada a de Miley, e o pequeno Bryan dava cambalhotas de felicidade. Uma lágrima solitária rolou pelo rosto feminino e o sorriso foi apagado pelos lábios de Nick colidindo contra os dela. O toque das mãos de Nick no rosto de Miley mais parecia uma leve caricia, Nick a tratava como se a mesma fosse quebrar com apenas um toque. Ele a achava tão delicada.
   - Ei. - Nick sorriu de orelha a orelha ao senti-lo. Um leve chute, mas pudera o sentir. - Chuta de novo, papai está aqui com a mamãe. - Delicadamente Nick desceu as mãos para a barriga de Miley acariciando-a. Agachou-se e sorriu para a esposa. - Meu anjo, chuta para o papai. - Bryan os conhecia pela voz, ficara tão feliz ao escutá-los. O amor carregado na voz dos pais o deixava radiante.
   - Ele está mexendo. - Miley levou as mãos até a barriga colocando-as entre as de Nick, e segundos depois puderam sentir o leve impacto dos chutes do pequeno. - É melhor você deixar a mamãe dormir hoje. - O sono de uma grávida não é nada fácil. Quando nos últimos meses, o bebê estava grande demais e estava praticamente encaixado no diafragma da mãe. Miley sentia-se cansada e ofegante o tempo todo.
   - Está com fome? Posso cozinhar se quiser. - Nick ficara preocupado justamente por conta do avanço da gravidez. A barriga de Miley estava grande e era complicado para que ela pudesse se mover sozinha, por isso preferia vigiá-la ao invés de deixá-la sozinha correndo risco. - Ou prefere deitar-se? Podemos fazer o que você quiser. - Miley riu fraco ao olhá-lo. Sério, tímido e cuidadoso. Estes três adjetivos era o necessário para definir Nick.
   - Estou com fome, depois nós podemos assistir a um filme? - Miley franziu os lábios em um biquinho e em troca recebeu um selinho como sempre recebia ao fazê-lo.
   - O que você quiser anjo. - Nick entrelaçou os dedos aos dela guiando-a. A cada passo paciente Nick ficara completamente em estado de alerta. Hesitou em descer a escada de pouco menos de dez degraus, mas tivera que o fazer cuidadosamente para manter Miley e Bryan seguros. Cada degrau o coração de Nick parava em uma fração de segundos.
   - Nick, eu estou grávida e não doente. - Entendia que Nick queria protegê-la, mas tinha hora que ele extrapolava.
   - Não quero que se machuque. - Disse centrado no que iria cozinhar para o jantar. Depois de sete terríveis e longos meses de cozinha, Nick finalmente poderia ser considerado um cozinheiro de mão cheia. - Não está com vontade de comer canjica? - Disse enquanto checava o armário.
   - Nem morta. - Miley tinha os olhos arregalados de pavor. Comer canjica nunca iria ser a mesma coisa.
   - Por quê? - Nick a olhou franzindo o cenho.
   - Porque eu odeio canjica! - Exclamou apavorada. - Olha para os meus seios Nicholas, estão doloridos e carregados de leite. Então, por favor, não contrarie uma mulher grávida. - Nick abriu a boca, mas preferiu não falar. Quando queria, Miley o deixava louco. Louco em todos os sentidos...
   - Sopa de legumes? - Perguntou fitando a panela de pressão.
   - Eu quero comida de gente Nicholas! - Miley levantou-se e caminhou até a geladeira. - Hambúrguer, batata palha, coca-cola e chocolate. - Os olhos brilharam só de pensar nas batatas.
   - Nada disso. - Nick a olhou feio. - Não vou deixar você ter uma overdose desta porcaria gordurenta. - Miley revirou os olhos e só faltou gritar.
   - Chocolate, batata palha, hambúrguer e suco de laranja. - Disse sustentando o olhar sério do marido.
   - Frango grelhado, brócolis e suco de laranja. - Miley semicerrou os olhos e o acertou com um tapa no braço.
   - Eu odeio brócolis. - Disse irritada. Na verdade Miley odiava toda a espécie de legumes e vegetais existentes na face da terra, preferia guloseimas. - Tudo bem, nós somos adultos e vamos entrar em um acordo lógico. - Respirou fundo e o fitou. - Eu aceito o frango grelhado, a batata palha, suco de laranja e chocolate. - Disse sorrindo.
   - Ora sua danadinha. - Nick a abraçou sem muito jeito por conta da barriga e mordiscou-lhe o pescoço. - Você vai comer um pouquinho de brócolis. - Disse subindo os beijos do maxilar até a boca de Miley. - Por Bryan. - Nick selou os lábios aos de Miley apaixonadamente.
   - Você é um cachorro Nicholas. - Sussurrou nos lábios dele. Nick sabia que por Bryan, Miley faria de tudo.
   - E você me ama. - Trocaram olhares rápidos mais suficientemente apaixonados e voltaram a selar aos lábios apaixonadamente.
   - Lembre-se de que você tem uma mulher gravida e faminta, trate de caprichar no jantar Nicholas. - O som da risada dele era música para os ouvidos dela. Miley sorriu ainda mais ao vê-lo sorrir, depositou um selinho carinhoso nos lábios de Nick e sentou-se a mesa.
Repousando na cadeira Miley ria das trapalhadas de Nick. Setes meses foram necessários para que ele aprendesse a cozinhar, mas não para que deixasse de ser atrapalhado. Nick era excepcional com música. Tablaturas, instrumentos e voz. Entretanto cozinha não era para ele.
   - Você está esperando alguém? - Nick perguntou limpando as mãos no avental. A campainha tocava.
   - Não. - Miley franziu o cenho ao olhar para o relógio. Dez horas. Normalmente recebiam visitas mais cedo. Acompanhando-o, Miley cruzou a casa com Nick até o hall. Tudo era tão.. Nashville. A decoração, as cores, exatamente tudo tinha uma ligação com a fazenda. Todavia a casa não deixava de ser sofisticada e a cara do casal.
   - Demi? Kevin? - Nick quase pulou para trás. Era bem difícil receber visitas do irmão, mas da cunhada era praticamente impossível, já que a mesma vivia trabalhando, brigando com Joe, o irmão do meio, e cuidando do afilhado, o pequeno Daniel que o fitava com os grandes olhos verdes no colo da mãe.
   - Boa noite. - Demi sorriu sem graça ao fitar o casal. Ela podia jurar que estava corada.
   - Vocês vão ficar ai fora? - Miley quebrou o clima estranho. - Amor, acho que o frango está queimando. - Em uma fração de segundos Nick tinha corrido para a cozinha. - Entrem. - Miley deu espaço para Kevin, Demi e o pequeno Daniel adentrar a casa.
   - Nós estamos com pressa. - Kevin e Demi disseram ao mesmo tempo.
   - E vão querer conversar no hall? - Miley arqueou as sobrancelhas ao fitar Kevin, ele segurava uma pasta e estava de pijama!
   - Tudo bem. - Demi olhou com certo receio para Kevin e o mesmo deu de ombros.
   - Dan, você não quer vir com a tia? - Miley estendeu os braços para pegar o pequeno recebendo olhares receios de Kevin e Demi. - Deixe-o andar. - Disse a Demi. - Vamos para a cozinha pegar um tabletinho de chocolate. - Demi revirou os olhos e colocou o pequeno no chão. Miley notara que ela estava diferente, muito diferente da Demetria de três semanas atrás. Sabia que Demi estava brigada com Joe há certo tempo, mas não sabia que o que acontecera iria mudá-la tanto.
   - Estou nervosa. - Demi sussurrou para Kevin. Eles seguiam Miley e Dan.
   - Tudo vai dar certo. - Kevin a abraçou carinhosamente de lado confortando-a.
   - Sente-se Demi. - Miley sorriu para Demi, sentia que tinha algo de errado e aproveitara que Kevin fora conversar com Nick para que elas pudessem conversar. - Está tudo bem? - Perguntou assim que a amiga acomodou-se a cadeira com o pequeno Daniel nos braços.
   - Eu estou grávida, Miley. - O sorriso de Demi não era o mesmo, ou melhor, não trazia a mesma mensagem que costumava demonstrar felicidade, ela estava triste..
   - Grávida? - Miley sussurrou as palavras da amiga olhando-a assustada.
   - Grávida! - Demi deixou uma lágrima rolar mesmo sorrindo. Era uma mistura completamente louca de sentimentos.
   - Isto é... - Miley não conseguia encontrar uma palavra adequada para completar o sentido daquela frase. Também estava confusa, mas estava do lado de Demi porque a entendia perfeitamente.
   - Louco! - Demi completou sorrindo. Literalmente louco. - Como está Bryan? - Perguntou fingindo estar animada.
   - Não para de chutar. - Miley permitiu-se acariciar a própria barriga sentindo o coração disparar. - Está de quanto tempo? - Sussurrou.
   - Segundo o médico, estou de quase quatro semanas. - Demi sabia exatamente quando o bebê fora concebido, e nunca mais iria transar no sofá com a tevê no mudo depois de levar o seu pequeno para vacinar. 
   - Você contou? - Perguntou com receio.
   - Ainda não, na verdade só para você e minha mãe. - Demi acariciava a barriga e os cabelos de Daniel dividindo o carinho entre os dois filhos
   - Entendo. - Miley sorriu brevemente para Demi e para o pequeno. - E você? Está feliz? Você vai ganhar um irmão e dois primos para brincar. - Miley acariciou os cabelos de Dan o encorajando a sorrir, ele costumava ser risonho, mas estava tão quieto.
   - Ele está emburrado porque eu esqueci o patinho na casa da minha mãe. - Demi o mordeu na bochecha, mesmo hesitando Daniel riu. - Agora a mamãe quer um beijo. - Demi fechou os olhos e sorriu ao sentir os lábios de Daniel selarem sua bochecha, ele costumava a ficar bastante tímido e levava as mãozinhas até a boca para conter um sorriso envergonhado depois de beijá-la. Os olhos do pequeno transbordavam de paixão pela mãe e o coração batia mais forte ao escutar a voz doce que tanto amava.
   - Meu Deus! Eu estou faminta. - Miley sentiu os estômago gritar de fome ao sentir o cheiro maravilhoso do frango grelhado. - Demi? - Miley arregalou os olhos ao ver a amiga deixar a cozinhar correndo. Início de gravidez é uma droga.
   - O que aconteceu? - Kevin e Nick pareciam assustados, Miley revirou os olhos ao olhá-los e logo olhou para o pequeno Daniel, ele estava em pé e parecia mais confuso que todos.
   - Vigiem o bebê. - Disse antes de deixar a cozinha às pressas? - Demetria? - Chamou-a adentrando o banheiro mais próximo que encontrara. - Demi? - Os olhos arregalaram ao fitar a amiga agachada ao chão em frente ao vaso sanitário.
   - Droga. - Murmurou e voltou a vomitar sentindo o estômago apertar bruscamente.
   - Calma. - Era meio complicado ajudá-la quando se está grávida e sua barriga pesa para baixo. Miley apenas segurou-lhes os cabelos tentando ajudá-la. - Respira fundo. - Disse dando suporte para Demi pudesse se levantar, parecia que ela iria cair a qualquer momento.
   - Estou bem, só foi um enjoo passageiro. - Disse calmamente.
Desde que descobriu que estava grávida há duas semanas, Demetria vinha sofrendo vários enjoos e tonturas. Esta era a pior fase da gravidez, Demi não podia sentir o cheiro de nada, principalmente cheiros fortes que começava a passar mal. Preferiu esperar com Daniel na sala, ficar na cozinha não seria bom, fora que ela precisava pensar se estava fazendo a coisa certa...
   - Demi? - Demi olhou para o lado e assustou-se ao ver Nick, Kevin e Miley a olhando. Estava tão distante assim? - Bem, o que os trouxe aqui. - Disse educadamente. Kevin sentou-se ao lado de Demi e Dan, e Nick e Miley no sofá em frente ao deles.
   - Eu quero assinar com vocês. - Disse com certo receio.
   - Assinar? - Nick franziu o cenho e olhou para o irmão.
   - Nick, Demi cancelou o contrato com a Hollywood Records para assinar conosco. - Nick arregalou os olhos completamente surpreso.
   - Eu sei que é meio louco, mas eu acho que vai ser melhor assim. - Sim, seria bem melhor. Eles precisavam de um bom cantor, e Demi tinha todas as qualidades que eles precisavam, e tinha a vantagem que ela já tinha uma carreira de sucesso.
   - Joe sabe disso? - Nick perguntou completamente sério.
   - Não, e vocês não vão contar. - Demi sustentou o olhar de Nicholas por segundos. Era aquilo ou nada. - Eu preciso de vocês. As coisas não estão fáceis para mim. Meu casamento está uma droga, eu estou grávida e o pai dos meus filhos está do outro lado deste país. Eu só preciso que vocês me ajudem. - Kevin e Nick pareciam surpresos. Grávida..
   - Nós não podemos assinar com você. - Nick quebrou o silêncio sufocante. - Não sem o terceiro membro da gravadora. - Joseph! Por Deus! Demi pensara durante semanas em uma solução, e tinha encontrado. Mas Nicholas acabara com suas esperanças.
   - Kevin, eu tenho a sua assinatura? - Demi respirou fundo tentando conter as lágrimas, chegara a tremer de nervoso.
   - Você sabe que sim. - Demi o abraçou calorosamente, as esperanças começavam a se renovar. - Você tem uma assinatura. - Kevin assinou o primeiro campo do contrato.. Só faltavam duas assinaturas.
   - Nick? - Demi olhou para Nick esperançosamente. Tinha que dar certo..
   - Quero um teste. - Demi arregalou os olhos e o olhou como se ele estivesse brincando. - Você é boa Demi Lovato, mas nós precisamos ter a certeza de que você é o melhor para esta gravadora. - Miley quase o esbofeteou, todos naquela sala sabiam que Demi era o melhor para qualquer gravadora. Até o pequeno Daniel!
   - Nick, meu voo para Nova York está marcado para às onze. Faltam trinta minutos. - Esta era a segunda parte do plano..
   - Você só pode está de brincadeira. - Disse Kevin irritado. - Quase seis anos de carreira, você conhece o trabalho da Demi e quer que ela faça um teste? - Kevin o fitava como se fosse o atacar. Ele estava tentando fazer o melhor para o futuro do casamento do irmão e da carreira da cunhada.
   - Nicholas.. - A voz de Miley soou como uma suplica. Trocaram olhares intensos e Nick assentiu balançando a cabeça.
   - Bem-vinda. - Nick estendeu a mão para apertar a de Demi, mas ela o abraçou calorosamente.
   - Obrigado. - Disse já com lágrimas escorrendo pelo rosto. - Eu não vou decepcioná-los. - Demi fitou Kevin e Nick, e logo o pequeno Daniel que a olhou confuso.
   - Você precisa da última assinatura. - A assinatura de Joe..
   - Eu sei. - Demi tinha certeza que ele iria assinar. - Dan, vamos. O papai está nos esperando. - Demi respirou fundo. Tinha que dar certo. Tinha que dar certo!

Continua... Oi! Acho que este capítulo não ficou exatamente do jeito que eu queria, mas me pediram para fazer especial Niley e eu fiz.. Vocês vão entender melhor o que a Demi está aprontando no próximo capítulo, o último. </3
Obrigado pelos comentários, vou respondê-los no próximo post, beeeeeijos <3
ps: Para quem tem blog, vocês estão recebendo as atualizações dos blogs que seguem? Tipo, eu só estou recebendo uma na pagina inicial (Blogger.com/home).

Divulgando: ~Crazier VISITEM O BLOG DA THAYNÁ! 
Olha, tem alguém denunciando o blog. Esta história é minha, tudo sai da minha cabeça, ok? Não estou plagiando fanfic de ninguém e por favor, quem quer que seja, pare de denunciar o blog. Obrigado :)


19.6.14

Capítulo 48

Descontar a raiva em um saco de pancadas foi a melhor coisa que Demetria fez em praticamente uma semana longe de Joe. Pelo menos era melhor do que descontar em si mesma. Exercitar-se estava funcionando como uma terapia. E como todos os dias, estava na hora de voltar para casa, ou melhor, para a casa da mãe depois de uma tarde cansativa de exercícios. Enquanto dirigia, Demi pensava em Joe. Por mais que estivesse chateada, também estava cheia de saudades. Joe entrara em contato apenas uma vez para conversar com Daniel e disse apenas um breve "Oi" e pediu que ela passasse o telefone para o filho. Ficara magoada, não podia negar. Mas também não sabia se estava psicologicamente preparada para conversar com ele, julgando pelo quase ataque cardíaco que tivera ao ver o nome dele na LCD do Iphone. Parecia uma menina apaixonada. Demi quase bateu o carro porque não prestara a devida atenção no trânsito, chegara enfurecida em casa.
   - Ei mocinha, vai com calma. - Exclamou Eddie quando esbarrou em Demi. Ora, ela parecia um mini furacão de cara emburrada.
   - Desculpe. - Murmurou se agachando  para pegar o jornal que tinha derrubado.
   - Eu estou de saída, porque você não passa lá na cozinha? - Eddie ignorou o mal humor da filha, sabia que ela não estava bem. - Sua mãe e as crianças estão lanchando. - Os olhos de Demi brilharam só de imaginar o que Dianna tinha preparado para o lanche da tarde.. Estava faminta.
   - Acho que vou passar lá. - Demi ofereceu um sorriso grato ao pai e em troca recebeu um abraço apertado e carinhoso.
   - Vocês vão ficar bem, só tenha paciência minha menina. - Eddie a olhou nos olhos transmitindo toda a confiança que sabia que Demi precisava. - Agora vai se divertir com os bebês e a sua mãe. - Diversão era o que não faltava naquela casa, Daniel e Anne formavam uma bela dupla risonha e travessa, fora que Dianna os mimava e até participava das travessuras dos pequenos. Demi sorriu ao ver Dan sentado no cercadinho de Anne de costas, agachou-se sem fazer barulho e o abraçou por trás.
   - Que bebê mais cheiroso. - Dan pulou de susto, mas logo riu e virou para abraçar a mãe. - Eu estava com saudades. - Murmurou toda manhosa o envolvendo com os braços no colo.
   - Mama. - Dan choramingou descansando a cabeça no ombro de Demi. - Papa. - O coração despedaçou-se mais ainda. Toda hora Daniel perguntava pelo pai, e Demi não sabia mais o que fazer. As desculpas que inventava não convencia o pequeno, mas ele acabava esquecendo um pouco do pai apenas quando estava brincando com Anne, e quando estava com a mãe perguntava sempre. 
   - O papai? - Demi olhou rapidamente para Dianna, que os observava com os olhos marejados e olhou para o pequeno. - Ele vai chegar logo meu amor, mamãe promete. - Demi franziu o cenho e deixou um lágrima escorrer quando Dan a abraçou. Tão pequeno e tão inocente. - Por que você não brinca mais um pouquinho com a Anne? - Demi sorriu ao ver a irmã brincar com os bloquinhos coloridos de encaixar. Lembrara-se de Joe, e de que ele sempre escorregava nos bloquinhos espalhados pela casa.
   - Demi! - Foi impossível não sorrir ao ver a alegria da irmã ao vê-la. Anne largou os bloquinhos coloridos e correu até Demi para abraçá-la.
   - Olha Anne, Daniel está emburrado. - Demi tentava esconder a dor com um sorriso, mas era impossível. Daniel estava triste e aquilo acabava com ela. - Dan, brinca com a Anne. - Sussurrou para o pequeno.
   - Você não quer o bolo de chocolate que a vovó fez para você? - Dianna agachou-se perto de Demi e do pequeno. - Tem cobertura. - O olhar que ela lançou a Demetria era sério, estava na hora de tomar uma decisão..
   - Dan, vem. - Anne o puxou em uma tentativa falha de o fazer brincar. Mas o pequeno só aninhou-se mais a mãe.
   - Vamos fazer um acordo, você vai comer o bolo que a vovó fez e depois vai brincar com a Anne enquanto a mamãe tenta conversar com o papai. Tudo bem? - Daniel não entendeu exatamente nada além de mamãe, papai, Anne e vovó. Mas sabia que a mãe iria dar um jeito. Demi só não sabia como, ela teria que vencer o orgulho e ligar para Joe. - Combinado? - Demi correu a ponta dos dedos pela barriga do pequeno o fazendo rir.
   - Mama. - Dan agarrou-se a ela, entretanto sorriu de orelha a orelha.
   - Agora vamos comer. - Disse Dianna junto com a pequena Anne. Com muito custo Daniel se esqueceu do pai, Demi o enganava com o bolo de chocolate e o pequeno estava adorando ser mimado pela mãe.
   - Você não vai comer? - Dianna perguntou a Demi. Os pequenos comiam mais que Demetria, que tinha o pedaço de bolo no prato intocável.
   - Não estou com fome. - Disse desanimada.
   - Ah não! Esta história não vai se repetir Demetria. - Dianna parecia chateada e preocupada. - Você vai comer sem reclamar, não quero ver a minha filha anoréxica novamente. - Demi arregalou levemente os olhos e começou a comer quieta. Dianna tinha razão, ultimamente Demi evitava comer, aliás, só comia o básico por influência da mãe. - Não fica chateada, eu só quero o bem de vocês. - Demi forçou um sorriso e voltou a comer.
   - Está muito gostoso. - Murmurou. Céus! Há quanto tempo mesmo ela estava louca para comer bolo de chocolate? Estava maravilhoso. - Mãe! - Demi a repreendeu assim que Dianna pôs mais um pedaço do bolo no prato.
   - Não está gostoso? - Ambas sorriram. - E eu gosto de vê-la comer. - Demi corou com o comentário. Quando era mais nova, Dianna vivia cozinhando pratos realmente deliciosos e ela fugia, fugia para não comer e quando comia colocava tudo para fora.
   - Suco. - Anne puxava a blusa da mãe freneticamente. - Suco mama. - Disse assim que a mãe a olhou. Anne ainda não conseguia completar frases, mas ela sabia muitas palavras.
   - Quer suco Demi? - Dianna perguntou. Demetria a olhou com a boca cheia de bolo e assentiu. Os olhos brilharam ao ver a goiabada. Ela queria sentir o gosto do creme de leite se misturando com um belo e generoso pedaço de goiabada. Aquilo era perfeito, definitivamente perfeito e Demi sentiu-se faminta de goiabada e creme de leite.
   - O quê? - Perguntou ainda de olho na geladeira onde se encontrava a delícia da goiabada.
   - Suco Demi, você quer suco? - Dianna perguntou franzindo o cenho.
   - Quero. - Murmurou ainda desatinada.
(...)
Quando era mais tarde Demi estava completamente irritada. Joe não atendia o telefone e Dan insistia para falar com o pai, sorte que Dianna e Anne o distraia no andar de baixo. Ela andava de um lado para o outro sem conseguir contato, o telefone dava inexistente. Só faltava essa. Ficara tão irritada, céus, iria acabar enforcando aquele homem.
   - Idiota! - Demi quase quebrou o display do Iphone de tanta raiva que estava, jogou-se na cama e agarrou o travesseiro. - Idiota.. - Sussurrou já com lágrimas escorrendo pelo rosto. Odiava-se por sentir falta dele, por o amar tanto. Para piorar seu estado de espírito não faltava nada. Aquele quarto só trazia más lembranças. Ali ela era sozinha e sentia-se como aquela garota frágil de anos atrás. Demi abraçou o travesseiro e deixou as lágrimas molhar o seu rosto. Quando o celular vibrou mais tarde, quase derrubara o criado-mudo. Mas não era Joe, era apenas uma notificação. Demi respirou fundo e ficou a fitar o aparelho por longos minutos a espera de algum sinal de vida do marido. Quando o telefone vibrou novamente Demetria irritou-se, abriu a gaveta do criado-mudo bruscamente e jogou o telefone sem se importar se iria ou não quebrar, e assim que se preparava para fechar a gaveta, a capa fluorescente do álbum de fotos atraiu sua atenção.
Demi não deixou de sorrir ao ver aquela foto. A franjinha e o cabelo ainda natural a deixava com cara de menina inocente. Na foto Demetria abraçava Joe e Kevin, aquela foto foi tirada alguns dias depois que ela conheceu os irmãos Jonas. Em outra foto ela estava com Miley, Selena e Emily. Miley iria morrer caso visse aquela foto, ela estava vestida como Hannah Montana.. O sorriso de Demi aumentava a cada foto, aquela época, por mais sombria que fosse, era divertida.
   - Oh meu Deus. - O coração apertou, mas ela sorriu. Lembrara-se perfeitamente daquele dia. Na foto eles estavam deitados na cama cobertos apenas por um lençol branco cobrindo a nudez. Por Deus! Ela tinha um sorriso no rosto e Joe a abraçava carinhosamente de lado, ele sorria para a câmera e ela tinha a cabeça deitada no ombro dele. Os cabelos negros de Joe estavam desgrenhados e os olhos ganharam um tom de mel e esverdeado, ele estava tão lindo. Naquela época ela tinha dezessete anos, tinha sido um dia foi bastante especial.. Demi sorriu timidamente ao virar a foto, no verso Joe tinha escrito "Love u" e junto da foto estava à embalagem cor-de-rosa da camisinha que eles tinham usado.
   - Por que você está sorrindo? - Demi quase pulou de susto, estava tão distraída que nem viu quando Dianna entrou no quarto. - Uau. - Dianna sentou-se ao lado de Demi e sorriu ao ver a foto. - É o que eu estou pensando? - Demi corou bruscamente e enterrou a cabeça na curva do pescoço da mãe.
   - Mãe! Para. - Demi não sabia se ria ou se corava quando Dianna viu a embalagem da camisinha. - Que cheiro é esse? - Perguntou franzindo o cenho. O estômago revirou e ela sentiu-se.. enjoada?
   - Anne derrubou o vidro de perfume na minha calça. - Dianna a olhou e assustou-se. Demi estava pálida. - Demi! - Dianna a chamou sem compreender nada, Demetria levantou-se bruscamente e correu em direção ao banheiro do quarto. - Demi? - Da porta do banheiro Dianna correu até a filha para segurar os cabelos da mesma enquanto a mesma vomitava. - Pelo amor de Deus, você está bem? - Perguntou preocupada quando a menina finalmente parou de vomitar.
   - Não me deixa cair. - Sussurrou. A boca de Demi chegara a ficar esbranquiçada. Demi agarrou o braço de Dianna com toda a força que tinha sustentando o peso, sentia-se fraca e tonta demais.
   - Fica calma. - Com certa dificuldade Dianna conseguiu sentar-se na base de apoio que sustentava a banheira com Demi agarrada ao corpo. - Calma. - Dianna a observou por breves segundos completamente assustada, parecia que de uma hora para outra Demi iria desmaiar. - Está melhor? - Perguntou minutos mais tarde.
   - Preciso lavar o meu rosto. - Disse com a voz fraca. Dianna a ajudou a chegar até a pia sempre observando atentamente o estado da filha. Demi parecia ter receio de se mover, era como se ela fosse cair a qualquer instante.
   - Seu pai chegou, as crianças vão ficar com ele. - Demi franziu o cenho ao olhá-la. - Nós vamos à farmácia. - Difícil fora descrever a feição de Demetria. Um arrepio lhe atingiu em cheio, empalideceu mais do que já empalidecera alguma vez na vida e por pouco os joelhos cederam.
   - Farmácia? - Sussurrou em um fio de voz. Não era possível.
   - Sua menstruação está atrasada? - Demi apoiou-se na pia e no ombro da mãe. Ora, ela não estava gostando nem um pouco do rumo daquela conversa.
   - Acho que duas semanas, não faço ideia. - Continuou a sussurrar incrédula. Lembre-se Demi, lembre-se. Disse a si mesma. - Eu não posso. - Sussurrou já sentindo os olhos marejarem.
   - É a única explicação. - Não sabia-se ao certo quem estava mais assustada, Demetria estava pálida e Dianna tinha os olhos arregalados. Pela primeira vez na vida o silêncio entre elas era incômodo e sufocante. - Nós vamos manter a calma, vamos à farmácia e você vai fazer o teste. - Demi fechou os olhos com força e assentiu.
   - E se der positivo? - Sussurrou de olhos fechados.
   - Bem, eu ficaria feliz com outro netinho. - Demi viu um sorriso nos lábios da mãe e o coração acelerou. Ela estava tão assustada que não conseguia ver o lado positivo da possibilidade de estar grávida novamente. - Você não ficaria feliz? - Dianna acariciou a barriga de Demi e a mesma respirou pesadamente assustada.
   - Sim, não.. - Disse rapidamente incomodada com aquela situação. - Eu acho que sim, mas não é o momento certo. - Dianna arqueou as sobrancelhas e tornou a sorrir. - Nós podemos ir? - Disse emburrada. Ela estava completamente ferrada e a mãe só sabia sorrir.
   - Estou a sua espera. - Disse a olhando e Demi revirou os olhos. - E não revire os olhos para mim mocinha. - Dianna deu-lhes um tapa no traseiro assim que Demi curvou-se para pegar a pasta dente e a escova.
Céus! Estava tão perdida. Enquanto Dianna dirigia, Demetria estava rígida no banco do passageiro, parecia uma estátua de tão tensa que estava. A música do rádio não a distraía, a vista da praia passava por despercebido e as piadas de Dianna não a fazia rir. Oh droga de vida! Tudo estava errado e ela poderia estar grávida. Não que fosse o fim do mundo estar grávida, mas não agora. Não se tratava apenas dela, envolvia todos.
   - Demi, você poderia, por favor, sorrir? Ou sei lá, ficar com essa cara de enterro não vai mudar os fatos. - Dianna estacionava o carro em frente à farmácia que mais parecia um cassino de Las Vegas por conta do letreiro colorido e grande demais.
   - Eu estou ferrada e a senhora quer que eu fique gargalhando?! - Disse entredentes.
   - Mocinha, não é só porque a senhorita está casada, tem um filho e não mora mais comigo que vai escapar de levar umas boas palmadas Demetria. - Dianna a olhou feio e Demi sussurrou um pedido de desculpas.
   - A senhora pode ir sozinha? - Se algum paparazzi a fotografasse na farmácia comprando um teste de gravidez o mundo iria acabar nos próximos minutos. Dianna assentiu e saiu do carro a deixando sozinha.
   - Bebê, perdoa a mamãe. É só.. - As lágrimas jorraram pelo rosto de Demi quando ela mesma tocou a própria barriga. Permitiu-se acariciar a barriga aos poucos. Agora tudo estava explicado, as tonturas, a vontade voraz de comer goiabada com creme de leite e o bolo de chocolate. Demi relaxou no banco e ficou a fitar o teto do carro enquanto acariciava a barriga. Joe ficaria feliz com a notícia? Como ela iria contar se mal conseguia contato com ele. E Daniel? Ele ficaria feliz com um irmão ou uma irmã? Tudo estava errado!
   - Três testes. - Dianna quase a matou do coração. Como aquela mulher conseguia entrar em lugares sem fazer um barulho se quer? Ou era ela que estava avoada demais?
   - Obrigado. - Demi forçou um sorriso e olhou rapidamente para o saco com os testes de gravidez. - Eu não quero ir para casa. - Disse. Precisava tomar um ar, fazer qualquer coisa que a distraísse. - Podemos caminhar na praia? - Seria bom sentir a água do mar molhar os pés observando as estrelas. Sempre funcionava.
   - Pensei que estivesse desesperada para fazer os testes. - Na verdade ela estava, mas tinha certeza que o resultado era positivo.
   - Posso fazê-los no banheiro de um quiosque, um restaurante, qualquer coisa. - Agora foi Dianna quem arregalou os olhos. - Não é tão ruim. - Demi finalmente sorriu, seria emocionante fazer um teste de gravidez sendo uma celebridade conhecida mundialmente no banheiro de um quiosque da praia de Santa Monica.
(...)
   - Está feliz? - Dianna perguntou enquanto caminhavam pela praia lado a lado. Demi estava tão quieta, mas de vez enquanto Dianna a flagrava sorrindo.
  - Estou com uma mistura de tudo. - Murmurou. - Mas estou muito feliz. - Demi sorriu timidamente.
   - Está na hora de tomar uma decisão filha. - Demi apenas assentiu. - Você está grávida e precisa de sossego, não de mais confusão. - Demi sentou-se na areia junto com Dianna e ficou a observar as estrelas. Sentia-se finalmente em paz no meio daquela confusão.
   - Eu estou grávida. - Demi respirou fundo e sorriu. - Isso é tão louco. - Demi abraçou Dianna de lado deitando a cabeça no ombro da mãe.
   - Não quero que você fique nervosa ou triste. - Por mais que Demi fosse uma mulher completa, para Dianna era como se ela fosse a sua garotinha indefesa. - Nós vamos pensar em uma solução juntas, sempre juntas. - Demi a olhou sorrindo e com os olhos marejados.
   - Obrigado por cuidar de mim. - Maldita gravidez! Por isso que ela andava chorando por conta de tudo. - Eu amo você mãe. - Dianna a abraçou carinhosamente sussurrando um "eu também te amo". Tudo iria ficar bem, ela tinha certeza que no final daquela histórica maluca as coisas iriam se resolver.

Continua... Ei! Acho que vocês não esperavam por isso, certo? Ou esperavam? Eu estou feliz, Demi está grávida <333 Bem, só para avisar.. Faltam dois capítulos para acabar, estou em lágrimas. Sou uma estraga prazeres, né? Mas iria acabar de qualquer forma..
Gente, muito obrigado pelos comentários, obrigado de coração! Eu estou tão chorosa, hi tpm!
Beijos!!! :''''D


17.6.14

Capítulo 47

Na maioria das vezes as coisas fogem do controle. O que era simples parece ser impossível e sufocante. O sonho acaba e a terrível realidade volta à tona. O corpo doía e pedia descanso, mas a mente trabalhava freneticamente a impedindo de descansar. Porque sentia frio? Quando finalmente dormira na noite passada estava envolvida em braços fortes e aquecida pelo corpo quente. A claridade praticamente a cegou, Demi apertou as pálpebras com força e segundos depois as abriu acostumando-se com a claridade. Agarrou a coberta contra o corpo e tapeou a sua volta ainda sonolenta. Se as circunstâncias fossem outras, aquela cena da carinha sonolenta de Demetria e os cabelos bagunçados a procura do corpo quente e másculo para se envolver seria fofa. Lembrara! Sentia frio porque estava nua. Parecia que tinha recebido uma pancada violenta na cabeça, estava doendo e várias cenas da discussão da noite passada repetiam-se freneticamente. Arregalou os olhos e apertou a coberta com mais força contra o corpo. Ela parecia uma criança amedrontada. Respirou fundo enquanto o bom senso tentava acalmá-la. Dizia para si mesma mentalmente. "Calma Demi, só foi uma discussão boba". Boba? A dor desafinada e barulhenta gritava em seus pulsos e nas costas. As mãos femininas antes firmes e dispostas a proteger a nudez de Demetria soltaram a coberta deixando-a cair revelando os seios meio cobertos pelos cabelos de Demi e meio expostos. Horrorizada, fitou os pulsos. "Stay" mostrava o esquerdo, "Strong" mostrava o direito junto a um pequeno coração em homenagem aos fãs. A pele estava em um tom leve de roxo. Ela tentou o acertar com um tapa, mas ele foi mais esperto e a segurou pelos pulsos imobilizando-a contra o balcão de pedra de mármore! As costas... Demi gemeu ao se curvar para tocar as costas, dobrar os pulsos não seria uma boa ideia.
Onde ele estava? A noite tinha sido tão estranhamente.. boa. Tirando aquelas coisas ruins sobre discussões, trabalhos e disputas. O que fizeram na cama para Demi era uma trégua. Era o jeito que eles consertavam as coisas... Estranho.. Se o sexo da noite passada era a trégua, onde estaria Joe? Ela estava no papel de garota mimada e manhosa pós-sexo querendo se aquecer ao seu companheiro. E ele deveria estar no papel de travesseiro humano quentinho, o companheiro dela. Mas ele tinha sumido oras.. Encolhendo-se debaixo da coberta, Demi ficou a pensar em como as coisas eram bipolares, mais bipolares que ela! Quando Joe a imprensou contra o balcão ele parecia estar fora de si, estava carregado de raiva e ela tentou acertá-lo porque também estava com raiva. Imprensando-a, ele a beijou ríspido como um homem das cavernas. Debateu-se louca para acertá-lo com toda a força que tinha, pediu que ele a soltasse, mas certamente ele sabia o que ela planejara e continuou a imobilizando. Quando não aguentava mais, cedeu ao beijo e transformou aquele clima horripilante em um clima considerável agradável julgando pelos últimos acontecimentos. Acabou que ela ficou grudada a ele a noite inteira o sentindo preenchê-la. E Joe tinha sido carinhoso, não extremamente carinhoso, ele não a machucou quando estavam fazendo amor.
Com o coração a mil e quase saindo pela boca, Demi levantou-se tremendo de nervoso para conferir se Joe não estava no closet ou no banheiro. Estava aliviada. Estava sozinha no quarto. Um nó formou na garganta quando, em um ato automático, ela trancou a porta do quarto e sem querer, se sentiu como se pudesse respirar novamente.
   - Banho. - Murmurou ao ver o estado que se encontrara, fora que ela precisava se livrar dos vestígios dele em seu corpo. Ela cheirava a sexo e Joseph. A água morna da ducha a despertou, acalmou as dores e a renovou. Nada que um banho gostoso não resolvesse.
Ao entrar no closet, Demi separou o conjunto de lingerie branca, camiseta e calça jeans. Enquanto vestia calmamente as peças de roupa, ousou em olhar para o lado dele. Faltava algumas camisas, calças jeans, sapatos e ela jurava que faltava alguns conjuntos de roupas sociais. Respirou fundo e destrancou a porta do quarto. Não sabia se estava pronta para vê-lo. Silêncio, a casa estaca completamente silenciosa. Demi finalmente conseguiu respirar, pelo visto Joe não estava em casa, não que ela soubesse, ele poderia estar em qualquer daquela casa. Inclusive no quarto de Daniel. Era para onde ela iria, em todos as manhãs a primeira coisa que Demi fazia ao pisar fora do quarto era cuidar de Dan. E era o que iria fazer agora.
   - Daniel? - A voz soou macia e distante enquanto ela abria a porta do quarto do filho com pesar. A poltrona estava vazia e ele não estava perto do berço. Também não estava no quarto. Demi caminhou até o berço e sorriu. Dan acabara de acordar. - Bom dia. - Tornou a sorrir para ele. Dan a olhou com ainda sonolento e olhou para os lados como se procurasse alguma coisa.
   - "Dan omí". - Disse a olhando. Demi riu e o pegou no colo. Ora, ele era o bebê dela. Manhoso e mimado.
   - Hoje mamãe não vai tomar banho com você. - Comentou enquanto o deitava no trocador. - Mas nós podemos assistir desenho juntos enquanto você mama, hoje é sábado e a mamãe não vai trabalhar. - "Amanhã nós podemos passar o dia inteirinho com o nosso filho." As palavras dele ecoaram na mente. E depois a briga e...
   - Mama. - Dan a chamou. - Mama. - Demi finalmente o olhou e o pequeno franziu o cenho. A mãe parecia assustada, ela nunca tinha o olhado daquela forma.
   - Por que você está me olhando assim? - Perguntou rindo fraco. - Você vai tomar banho mini Sherlock Holmes. - Bagunça era o dom de Daniel. Demi praticamente tomou o segundo banho do dia, Daniel espirrava água enquanto batia suas mãos e perninhas rindo travesso. Não tinha como negar que ele era filho de Demi Lovato e Joe Jonas, completamente travesso e risonho. - Ah! Eu vou esquentar o seu traseiro Daniel! - Demi fingiu estar brava e Dan arregalou os olhos, mas logo riu ao receber os beijos exagerados da mãe.
   - Mama. - Disse entre risos e gargalhadas gostosas.
   - Peguei você! - Demi sorriu de orelha a orelha ao levanta-lo no ar e rapidamente o envolver com a toalha. Dan finalmente ficou quieto para que Demi pudesse trocá-lo. No banho era travesso e quanto iria se trocar ficava quieto. - Preciso trocar essa blusa, porque alguém me molhou, sabe? - Demi penteava os cabelos dele para o lado, estavam grandes demais.
   - Papa. - Demi arregalou os olhos e o coração parou por fração de segundos, olhou rapidamente para trás e não o viu. - Papa, mama. - Disse a olhando.
   - O papai? - Demi tentou disfarçar a voz falha com um sorriso. - Eu não sei onde ele está. - Murmurou sem muita vontade. Demi o pegou no colo e o beijou, Dan parecia tão frustrado. - Você vai ficar quietinho na cama brincando com o patinho enquanto a mamãe troca essa blusa. - Daniel ficou quieto na cama, mas só foi ela entrar no closet que ele veio atrás.
   - Mama. - Sorriu sapeca ao vê-la se trocar.
   - Você é muito teimoso. - Demi riu da carinha dele e vestiu-se rapidamente. - Você vai mamar lá na sala. - Assim que o pegara no colo, Dan levou as mãos até os seios de Demi avisando que queria mamar. - Só vou pegar meus óculos. - Demi curvou-se com o bebê no colo para abrir a gaveta do criado-mudo. Algumas joias, camisinhas, pílulas, carregadores telefônicos, mas nada de óculos. - Espere bebê. - Demi o colocou na cama e revirou a gaveta. A última vez que vira os óculos foi quando leu o contrato e os deixou em cima do criado-mudo e não na gaveta. Assim que fechou a gaveta e olhou para o tampo do criado-mudo encontrou os ósculos de grau perto do abajur sobre uma folha de papel dobrada e que continha o nome dela. Aquela letra. Joseph.
"Dem, eu sou um tolo, e não a mereço. Jamais deveria ter a obrigado a fazer o que fiz, eu deveria apoiá-la, não julgá-la. Espero que um dia você me perdoe pelo que fiz na noite passada.. Cuide do nosso pequeno, eu amo vocês. - Joseph"
   - Mama!? - Daniel praticamente gritou, ele a chamava e ela não respondia.. apenas chorava. Porque ela estava chorando e parecia inconsolável? Ele não entendia, mas sabia que tinha alguma coisa de errado. Será que ela estava com fome? Ele chorava quando estava com fome ou a fralda suja..
   - Oi meu amor. - Demi enxugou as lágrimas rapidamente se lembrando de que tinha que ser forte, forte por ela e pelo pequeno. Se Daniel não a chamasse, Demi iria praticar todas as besteiras que estava pensando. Não se conformava, porque Joe estava a deixando? Era isso que aquele maldito bilhete dizia? Ele foi embora? Embora para onde?
   - Mama. - Choramingou enroscando-se a ela. Era a melhor forma que conseguira para tentar acalmá-la.
   - Ei, vamos descer. A mamãe está bem. - Demi forçou um sorriso e o abraçou contra o corpo. Tão pequeno e tão especial. Ele a salvara. - Eu te amo, nunca se esqueça disso. - Sussurrou. Demi o abraçava ternamente enquanto caminhava, Daniel era definitivamente a melhor coisa que já tinha acontecido em toda a sua vida. - Não morde, se não a mamãe vai f.. - Foi impossível não gritar, e um grito agudo de Demetria não era lá brincadeira.
   - Calma! - Nick colocou Buffy no chão e correu até ela.
   - Como você entrou aqui? - Disse de olhos arregalados.
   - O segurança me deixou entrar. - Nick sorriu sem graça. - O que eu estou fazendo aqui? - Disse percebendo que Demi estava completamente sem graça. - Nós precisamos conversar. - Conversar? Sobre o que?
   - Tudo bem, mas você vai ter que esperar. Daniel está faminto. - Disse olhando para o bebê.
   - Eu espero. - Nick sorriu um tanto constrangido e caminhou junto com Demi até a sala. - Pensei que iríamos para a cozinha. - Disse assim que se sentaram no sofá formato de "L".
  - Dan ainda mama. - Nick sentiu o rosto esquentar e ele jurava estar vermelho. Desviou o olhar de Demi e Dan, e pegou Buffy no colo. - Como está Miley e o bebê? - Demi perguntou o olhando.
   - Eles estão bem, Bryan não para quieto na barriga. - Sorriu ao lembrar-se da esposa e do bebê. Miley já estava prestes a completar sete meses e o pequenino era tão saudável que vivia chutando a barriga da mãe.
   - Entendo. - Demi riu ao olhar para Daniel, este sim não parava quieto. Parecia que tinha uma escola de samba na barriga no lugar de um bebê. - Você está aqui há muito tempo? - Perguntou com certo receio sem olhá-lo. Provavelmente Nick estava lá por causa de Joe.
   - Mais ou menos dez minutos. - Sorriu enquanto acariciava o pelo de Buffy. Demi assentiu calada, sabia que Nick estava ali para falar sobre Joe, até porque o mesmo nem perguntou pelo irmão.
   - Não morde. - Sussurrou para o bebê. Demi olhou rapidamente para Nick e corou ao perceber que ele também a olhava. Seguiram minutos e mais minutos, Daniel continuava firme mamando a todo vapor olhando para a mãe e segurando o seio da mesma.
   - Ele não cansa? - Nick perguntou surpreso. Dan só era pequeno..
   - Se você não lembra-lo que tem que parar, ele vai mamar o dia inteiro. - Daniel choramingou quando a mãe o tirou do peito. - Não senhor, mamãe é muito boazinha com você. - Dan a olhava com os grandes olhos verdes brilhando e tinha um biquinho na boca, ele achava que iria convencê-la.
   - Uffy. - Depois de beijar a bochecha da mãe e ficar coradinho, Dan desceu do sofá com a ajuda de sua amada e correu para brincar com o amigo.
   - Vou levá-lo para sala de tevê. - Disse a Nick já que estavam na primeira sala, a da lareira. - Comportem-se. - Os advertiu, Dan e Buffy.
   - Quanta animação. - Nick riu assim que Demi voltou da outra sala rapidamente. As gargalhadas de Dan eram gostosas. - Como você está? - Agora sabia que ela estava fingindo o tempo todo, Demi deixara transparecer a tristeza que escondia na frente de Daniel, Nick levantou-se e a abraçou com força.
   - Onde aquele idiota está? - Perguntou ainda abraçada a Nick. Se Joe pensava que ele tinha a machucado fisicamente estava muito enganado, nenhuma dor física é pior do que a dor de um coração despedaçado. Aliás, ele não a machucou propositalmente, machucou? Por mais que os pulsos estivessem doloridos, fora apenas resultado da própria ação. E Joe não fez de propósito, na hora até ela estava nervosa.
   - Vamos com calma. - Nick beijou a testa de Demi carinhosamente e limpou as lágrimas que escorriam pelo rosto delicado da amiga. - Ao menos concordamos, Joe é um idiota. - Disse entredentes. Sentaram-se no sofá lado a lado.
   - Eu não entendo o que está acontecendo. - Sussurrou cabisbaixo. Aquela confusão emocional era tão grande que Demi se sentia perdida, cansada e machucada psicologicamente.
   - Vamos com calma. - Repetiu as palavras anteriores. Nick pensara que, por mais que ela fosse forte, também era frágil. - Joe me procurou ainda era madrugada. - Demi assentiu tentando se controlar. Lembrara-se de que ela também era humana e, sendo quem era deveria se controlar e pensar bem antes de tomar quaisquer que fossem as atitudes. Qualquer vacilo o inferno mental que fora a infância e adolescência estaria também na sua vida adulta cercada de paz e amor. - Nós sabemos como Joe é orgulhoso. Ele quer cuidar da família dele. - Claro, o financeiro.. - Ele recebeu uma proposta de trabalho da New York Times para trabalhar como editor na área de moda, ele deveria ir a Nova York na próxima semana, mas como vocês acabaram discutindo na noite passada, ele resolveu partir o mais rápido possível. - New York Times? Joe seria o novo editor? Por Deus! Aquilo era ótimo, Joe era a pessoa mais antenada em moda que ela conhecia, ele era completamente deslumbrante. Não era atoa que fora considerado o homem mais sexy do mundo e também o mais bem vestido..
   - Ele está em Nova York? - Perguntou franzindo o cenho.
   - Provavelmente. Demi, Joe me contou o que aconteceu ontem. - Disse olhando-a nos olhos. - E eu o soquei. - Demi arregalou os olhos completamente confusa. Porque Joe não contou que não estava fugindo de casa no bilhete? Ou ele realmente estava fugindo? -  Tudo bem, você tem que compreendê-lo. Ele estava abalado por tudo que está acontecendo, e por tudo que fez. - Nick olhou diretamente para os pulsos de Demi, mas ela os escondeu. - Ele acha que te machucou, que não te merece. E realmente não merece. - Demi estava ficando cada vez mais assustada e encurralada. Por que Nick estava falando daquele jeito? Estava tão sério.
   - Ele não me machucou. - Sussurrou sem saber ao certo se era verdade ou mentira. - Ele vai voltar? - Tornou a sussurrar.
   - Eu não sei. - Demi passou as mãos pelos cabelos os arrumando atrás da orelha e levantou-se, mas os joelhos cederam e ela teve que se apoiar em Nick. - Demi, está tudo bem? - Perguntou assustado. Ela começara a ficar pálida.
   - É só uma tontura. - Disse sentindo estranhos arrepios percorrerem o corpo. - Eu preciso comer alguma coisa. - Agora se lembrara, não tinha se alimentado desde que estava de pé e estava bastante abalada.
   - Vamos para a cozinha. - Nick pareceu bastante irritado. Conhecia Demi e sabia que ela não iria entregar os pontos tão cedo. Certamente estava sem comer desde a noite passada. - Você vai para a casa da sua mãe. - Demi semicerrou os olhos ainda tonta, ora, ela não era nenhuma criança.
   - Posso me cuidar sozinha. - Defendeu-se.
   - Imagina se você desmaiar na companhia de um bebê e um cachorro. - Nick a sentou na mesa e caminhou até a geladeira para procurar algo saudável para que Demi pudesse comer. - Belisque torradas com geleia enquanto faço café da manhã para você. - Demi corou levemente, Nick estava cuidando dela..
   - Joe acha que abusou de mim? - Sussurrou assim que Nick se curvou para lhes entregar o pacote de torradas e a geleia de morango.
   - Acha. - Ambos coraram. Demi sabia que aquilo não era verdade.. Ela se entregou, se não quisesse o toque de Joe não iria permiti-lo.
   - Eu estou faminta. - Forçou um sorriso tentando aliviar a tensão. - O que você vai cozinhar? - Perguntou ainda esboçando um sorriso perfeito e falso.
   - O que a mocinha acha de algumas frutas, bolo e misto? - Demi assentiu com um enorme sorriso. Aquela ligação que ela tinha com Nick era tão especial, eles se entendiam, tinham os mesmos objetivos e se compreendiam. Não era atoa que ele era o melhor amigo de Demetria.
   - Parece ótimo, vou conferir se Dan está bem. - Nick assentiu e ficou a observá-la levantar-se. - Não se esqueça do meu suco natural de laranja sem açúcar e gelo. - Nick fez continência e sorriu, não timidamente como sempre sorria.
Ir até a sala pareceu uma eternidade, Demi contava os passos e suspirava pesado pensando que não iria chorar, ela tinha que ser forte. Tudo estava tão errado. Como ela iria consertar as coisas? Joe não iria agir, ele pensara que tinha a agredido e a forçado a fazer o que não queria. Então ele iria manter distância, a pior decisão que ele tomou. Como Joe não pensou que ele estava a machucando emocionalmente?
   - Mama. - Dan sorriu mostrando seus dois dentinhos superiores e os inferiores. - Uffy! - Dan bateu palmas como mostrava no desenho animado e logo acariciou o pelo de Buffy com suas mãozinhas pesadas e gordinhas, e correu para os braços da mãe.
   - Vem cá. - Um sorriso automático e apaixonado surgiu nos lábios de Demi, ela o pegou no colo e o abraçou com um abraço de urso. - O que você e Buffy estão aprontando? - Demi sorriu para o "filhote". Buffy tinha quase oito meses e estava enorme. Sorte que ele era bobão e completamente dócil, ele adorava brincar com Dan e protegia sempre seu fiel amigo. - Você tem que cuidar dele garoto. - Demi acariciou o pelo do cão e o mesmo grunhiu manhoso.
   - Demi? - Nick a chamou da cozinha.
   - Vamos com a mamãe. - Como Dan era traquino demais, ele ria apontando para o amigo que ficar para trás e Buffy pareceu triste por ter ficado. - Você é rápido. - Disse enquanto caminhava para a pia com o bebê para que eles pudessem lavar as mãos para comer.
   - Miley está grávida. - Demi riu, aquilo explicava muita coisa. - Espero que você goste. - Por mais que Nick fosse tímido, eles se divertiram bastante com as caretas de Dan ao provar laranja, e quando ele comeu um pedaço de morango Demi gargalhou gostosamente. Aquele bebê era uma figura. Era mesmo ela quem estava metida em uma furada? Demi estava realmente se divertido com Nick e Dan.
   - Obrigado pelo café, estava maravilho. - Disse enquanto limpava a boca de Daniel suja de achocolatado.
   - Não agradeça. - Nick sorriu tímido. - Vou esperar lá na sala enquanto você arruma as suas coisas. - Disse levando a louça de pouco em pouca até a pia.
   - Nick, eu não vou ficar na casa da minha mãe. - Disse. Mas se o que Nick disse fosse realmente verdade? E se ela desmaiasse na companhia de Dan e Buffy? Um bebê e um cachorro. - Eu sou adulta e sei me cuidar. - Sim ela sabia se cuidar.
   - E como você me explica o quase desmaio na sala? Você está se alimentando direito? - Nick parecia pensativo, ele ficara realmente preocupado ao vê-la da cor de uma folha em branco. - Pense em Daniel e na segurança de vocês, sua mãe vai cuidar muito bem de vocês até que você e o Joe se resolvam. - Só não sabia como iria resolver aquela confusão emaranhada com Joe. 
   - Tudo bem, só vou por Daniel. - Por Dan ela fazia tudo. Talvez seria melhor ir para a casa de Dianna, lá os pensamentos sombrios não teriam vez porque ela estaria rodeada de pessoas que preservavam pela sua saúde.

Continua... Oi! Como vocês estão? Eu estou bem :) Espero que estejam gostando da fic.. acho que muita gente não gostou do capítulo anterior.. maas.. Respostas dos comentários Aqui. Beijos lindas :p
Divulgando: Jemi - Uma nova História