13.10.16

Capítulo 25



Passar a noite em claro não estava nos planos de Demi. A cena se repetia toda vez que ela fechava os olhos e tentava esquecer, mas tudo que via era os lábios de Mary tocando os de Joe. Por que estava doendo tanto? Por que diabos ela se importava? Em algum momento da noite as lágrimas molharam o tecido de algodão do travesseiro, Demi agarrava a extremidade da coberta contra o queixo e deixava que as lágrimas rolassem. Tinha ficado quieta, tão quieta deitada na cama de solteiro que nem parecia ela. Os pensamentos a consumia furiosamente e a consciência gritava que a culpa era dela, apenas dela. Por que tinha que ser orgulhosa demais? Ela tinha feito questão de mostrar a Selena ou a qualquer pessoa que ela era uma mulher, não uma criança inocente como todos apontavam o tempo todo. Foi por conta de toda a proteção de Sel que ela tinha feito àquela bagunça. E o pior era que agora ela realmente se sentia acuada, culpada e sem saber o que fazer para reverter à situação que tinha criado porque, oh Deus! Era doloroso de admitir, porque ela se sentia como uma criança inocente por não ter enxergado quem Jake era. Selena não o agarraria, não mesmo. Aquilo era um fato e engolir o papel ridículo que ela tinha feito estava a rasgando por dentro. Jake era um canalha e ela iria mostrar o problema que ele tinha encontrado ao pensar que poderia enganá-la. Faria com muito prazer, pois se não fosse por todas as mentiras que ele tinha inventado ela não o defenderia e certamente Joseph não estaria sendo beijado por Mary.


Pensar demais levava tempo, levava muito tempo e quando o sono finalmente a venceu o sol já tinha nascido e não demorou uma hora de relógio para o despertador tocar avisando que era a hora de acordar para mais um logo e cansativo dia. Trabalhar na Gyllenhaal era gratificante, e geralmente quando o despertador tocava Demi ficava feliz, por mais que queria dormir até depois das onze, em pensar que iria ter um dia divertido de trabalho, que se sentaria em sua mesa e faria o que mais amava: dar vida aos projetos da empresa com cores e detalhes fascinantes. Mas agora.. Droga! Demi resmungou manhosa, escondeu-se debaixo do cobertor e o som irritante parou. O cochilo não durou cinco minutos e o maldito despertador estava tocando novamente a irritando profundamente.


- Demetria? – Sonolenta e sentindo a cabeça pesar, Demi se sentou a cama e olhou para a mãe que não parecia nenhum pouco feliz por estar de pé naquele horário. – Não vai se levantar? Essa coisa já tocou muitas vezes! – Tinha tocado apenas duas vezes! Agr! Por que diabos Dianna tinha que ser tão sistemática e mal humorada? Tombando a cabeça, Demi encostou as costas à cabeceira da cama e choramingou baixinho. E adivinha? A culpa também era dela por passar a noite em claro, aliás, toda aquela bagunça era culpa dela.


- Droga! – Ronronou quando o despertador tocou mais uma vez e Dianna a gritou do quarto. Conviver com a mãe não era uma maravilha, Dianna até poderia estar começando abaixar a guarda, mas ainda sim era uma mulher esnobe com um espírito ranzinza e egoísta. Infelizmente as pálpebras estavam se fechando aos poucos, o corpo relaxou e quando Demi pensou que finalmente iria dormir. Bem, o despertador tocou mais uma vez e ela se levantou assustada procurando por aquele pequeno e irritante aparelho.


- Você é impossível! – Resmungou Dianna abrindo a porta do quarto lançando a Demi um olhar nada amigável. – Pensei que você tinha superado esse problema com o despertador. – Demi forçou um sorriso enquanto se espreguiçava. Ao menos Dianna se lembrava dos problemas que ela tinha com acordar cedo.


- Não consegui dormir. – Ela acabou ficando sozinha naquele quarto, Dianna não deu ouvidos ao que ela iria dizer e fechou a porta bruscamente. Ora, ela nem assentiu nem nada. Cansada demais para pensar em como a mãe a tratava com descaso, Demi demorou no banho, pois vez ou outra cochilava enquanto a água do chuveiro lavava o corpo. O conjunto de roupa que escolheu nada mais era que jeans escuros, uma blusinha folgada com alguns babados e sapatos fechados com um salto discreto. Então estava quase pronta. Só faltava acertar o batom cor de cereja e colocar os pequenos brincos que imitavam brilhantes. – Mãe, já estou indo. – Demi tinha pensado em sair de casa sem dizer nada a Dianna, mas por via das dúvidas lá estava ela insistindo em algo que era complicado demais para dar certo. – Vou deixar dinheiro para o café da manhã. – Disse assim que Dianna tirou a máscara preta dos olhos e a olhou.


- Cadê o seu casaco? – Resmungou e Demi franziu o cenho sem saber o que dizer. – Vai esfriar, você não viu no jornal? – A resposta era óbvia, ela não tinha assistido ao jornal porque estava com os fones de ouvido tentando trabalhar.


- Eu não trouxe nenhum casaco. – Murmurou Demi sem olhar para Dianna. Por alguma razão ela se sentia estranha por estar naquele quarto onde já tinha visto tantas coisas quando ainda era criança. Nem sempre Amélia estava por perto para protegê-la da fúria da mãe.. Quando deu por si Dianna estava a sua frente e lhe oferecia um blazer preto que parecia ser muito caro.


- Pode ficar com ele. – Demi analisou a peça sentindo as bochechas ruborizarem, não disse nada além de um baixo “obrigada” e saiu com o blazer perfeitamente dobrado no braço direito e a bolsa no ombro esquerdo.


Como sempre o dia estava lindo. O sol brilhava no céu com algumas nuvens e Nova York já estava a todo vapor! Demi cogitou a ideia de passar no apartamento em que morava para buscar pelos óculos de sol já que a alegria dos raios de sol que incidiam para todos os eixos estava a irritando. O dia podia estar maravilhoso, as pessoas animadas com os seus cafés e as crianças felizes caminhando com os seus pais rumo à escola, mas Deus! Ela não tinha conseguido dormir, estava cansada e provavelmente teria uma bela dor de cabeça caso não ingerisse alguma coisa. Pensar em comer reavivou um pouco do animo de Demi e passar na Rocco’s pareceu uma ideia maravilhosa.


Por um momento Demi se esqueceu de todos os problemas que a cercava enquanto flertava com Mike e Johnny, os irmãos Rocco’s sempre lhe tiraria o fôlego com toda aquela beleza absurda. Eles eram simplesmente sexies e fofos trabalhando naquela padaria. Comer muffins acompanhados por frappuccino sentada ao banco de frente ao balcão principal onde Johnny atendia os clientes foi tão divertido que por um pouco Demi perdeu a hora já que o rapaz era simpático e parecia estar animado naquele dia já que ele não parava de conversar enquanto atendia aos clientes.


Foi simplesmente divertido e delicioso aquele tempo de nada mais que vinte minutos. Um dos melhores minutos desde o aniversário de Selena, um sorriso verdadeiro chegava a estar estampado nos lábios de Demi que retomava o caminho em direção à Gyllenhaal. E conforme se aproximava do prédio a tensão voltava tentando sufocá-la, mas Demi tentava a todo custo pensar em outros assuntos vez ou outra até sorriu sozinha com os próprios pensamentos. Seria mais um dia de trabalho fazendo o que ela mais gostava. Pensaria positivo. Não deixaria que Jake e toda a bagunça que o acompanhava a vencesse, ela iria mostrar para ele que não se brincava com fogo. Não mesmo. Ela ficaria atenta a todos os movimentos dele enquanto jogava o mesmo jogo que ele.


- Bom dia Demi! – Demi sorriu para a colega de trabalho que trabalhava no hall da empresa. Ainda estava envolvida em seus pensamentos que teve que piscar duas vezes e sincronizar todos os pensamentos para aquela etapa que viria naquela manhã: Trabalho, Jake, Joseph e Mary e Selena com Ed de brinde. Tudo bem, ela poderia dar a volta por cima. Engolindo em seco Demi resolveu que não usaria o elevador naquela manhã, não quando aquela invenção maravilhosa era sinônimo de problema logo no começo do dia. Ora, ela tinha conseguido virar o jogo e melhorar pelo menos cinquenta por cento do humor com o café da manhã na Rocco’s que até tinha se esquecido de que tinha passado a noite em claro. Ter um conflito visual com Selena e desejar agarrar Joseph não seria legal.


Bem, entre duas péssimas alternativas, subir um jogo de escada tinha sido um castigo cruel. O peito não parava de subir e descer com pressa e os lábios estavam secos. Demi se encostou a parede e fechou os olhos por alguns segundos sentindo as pernas moídas. Diabos! Qual era mesmo o problema dela? Voltar a correr no Central Park e parar de comer pizza. Fez aquela nota mental, pois sabia que se estivesse correndo regularmente não teria passado tanto sufoco para subir de escada até o departamento que trabalhava. Era nessas horas que Selena fazia mais falta com toda aquela disciplina para se manter em forma correndo e se alimentando de forma saudável.


- Tudo bem! – Demi respirou fundo segundos depois com a respiração mais controlada e as pernas descansadas. Ela não poderia fugir de Joseph. Teria que encará-lo de cabeça erguida como se nada tivesse acontecido na noite passada. Ela nunca tinha o visto beijar Mary. Enganar a memória não estava dando certo, pois quanto mais ela tentava apagar a cena de seus pensamentos a maldita se repetia como se estivesse em um loop.


Sem saída Demi resmungou baixinho e começou a caminhar em direção ao escritório tentando não olhar para os lados e não pensar em Joseph. Mas infelizmente era complicado demais, assim que chegou a área onde a maioria dos funcionários trabalhavam em suas mesas separadas, Demi observou como o departamento ainda estava vazio julgando pela quantidade de cadeiras vazias. Ele estava lá. O engraçado era: o olhar dele foi exatamente de encontro ao dela, o coração de Demi quase saiu pela boca conforme ela o encarava. Eram tantos sentimentos! Queria dizer como sentia muito por ser idiota, queria dizer a Joe que ela não o queria apenas como um amigo, queria se jogar nos braços dele e enfrentar o mundo com ele. Mas tudo que Demi fez foi abaixar a cabeça e caminhar diretamente para o escritório fechando rapidamente a porta atrás de si uma vez que estava protegida do olhar matador de Joseph. Como um homem poderia ser tão envolvente como ele? Demi se escorou na porta e fechou os olhos enquanto umedecia os lábios. Além de ser brutalmente lindo com aqueles olhos verdes hipnotizantes e intensos, Joseph era um amor. Simplesmente o homem mais divertido e carinhoso que ela tinha conhecido. Nenhum dos ex-namorados sequer chegava aos pés de Joe. Ah! E quando ele corava e gaguejava? Os pensamentos de Demi foram interrompidos e as bochechas quase pegaram fogo quando ela se lembrou da câmera instalada naquela sala. Diabos! Os músculos enrijeceram por conta do nervoso e completamente desconfortável Demi caminhou até a mesa onde trabalhava e se acomodou à cadeira começando a se organizar para trabalhar.


Será que Jake estava em frente ao computador a vigiando? Demi lançou um breve olhar na direção que suspeitava ser onde a câmera estava instalada e voltou a tentar focar a atenção no que fazia no computador. Tinha muito trabalho para ser feito e ela estava uma bagunça, tudo começava pelo cansaço e o sono que tentavam derrubá-la, logo vinha Joseph que estava a enlouquecendo aos pouquinhos e a matando de calor.. Seguido da maldita câmera. Será que tinha uma escuta, ou só a câmera bastava? Sem jeito Demi tirou o blazer que Dianna havia lhe dado e o colocou na cabeceira da cadeira giratória onde estava sentada. Ela teria que se concentrar, não dava para cochilar no sofá ou mesmo naquela cadeira, bem..Caso ela colocasse um dos livros em frente a câmera o problema estaria resolvido.. Era uma boa ideia, mas criaria outros problemas.


O pensamento estava longe e apoiando a cabeça com a mão esquerda que era sustentada pelo braço de cotovelo apoiado à mesa, Demi abaixou a cabeça de forma que ela tinha certeza que não daria para perceber na filmagem. Aos poucos as pálpebras caiam vez ou outra subiam, até que em um ponto tudo ficou escuro e o corpo mole. Demi bocejou cabisbaixa e por alguns segundos cogitou a ideia de girar a cadeira para ficar de frente a parede onde o ângulo da câmera não alcançava, ela poderia dormir tranquilamente, porém o sono era tão forte que não deu tempo de girar a cadeira nem nada, o primeiro suspiro foi baixo indicando que ela tinha conseguido dormir mesmo estando em uma posição bem improvável.


O sono na posição desfavorável era estranhamente bom, ou talvez fosse apenas uma ilusão já que o cansaço era tanto que ela estava confundindo as coisas. Quase caindo para o lado esquerdo, Demi resmungou ainda no mundo dos sonhos quando o celular começou a tocar baixinho logo ficando alto. Quem estava ligando uma hora daquela da manhã? Se acomodando a cadeira, Demi buscou o celular dentro da bolsa e verificou o número não era registrado na tela. Poderia ser algum cliente da Gyllenhaal que tinha conseguido o seu número através de alguma rede social ou algo do gênero. Poderia ser qualquer pessoa, Demi só não esperava que aquele pesadelo viesse à tona.


- Polícia de Nova York. Srta. Lovato, solicitamos a sua presença para novas informações sobre o caso do roubo seguido por tentativa de estupro. – Os olhos de Demi estavam tão arregalados e o medo aos poucos a cercava. Não importava o que a polícia queria informá-la, as lembranças daquela noite viam em flashes impedindo que a conversa ao telefone progredisse. O beco escuro, a lâmina da faca contra o pescoço, os lábios repugnantes tocando a pele sensível. A mulher ao telefone marcou um horário e Demi apenas concordou alheia a tudo que era dito naquela ligação. Desde aquela noite tudo tinha mudado de uma forma tão drástica, ela não era mais a mesma mulher tagarela e ultimamente estava tão confusa, tão decepcionada com ela mesma. Atordoada, Demi se levantou quando a chamada foi encerrada e caminhou de um lado para o outro. Mordeu o lábio inferior e colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha. Por que ela não tinha uma boa intuição a respeito daquela situação? Estava começando a entrar em pânico e não sabia o que fazer, em quem se apoiar ou qualquer coisa. A bagunça só piorava a cada segundo em que as lembranças vinham em rápidos flashes. Dianna gritando com fúria que ela era fruto de um estupro; As palavras asquerosas daquele homem nojento a acurralando contra a parede gelada do beco escuro; As palavras de Selena e o olhar de decepção de Joseph. Adentrando os cabelos com os dedos, Demi fechou os olhos e então caminhou em direção à porta para sair daquela sala que a sufocava só de pensar que estava sendo filmada. A princípio não conseguiu girar a maçaneta, o nervoso não deixava, mas quando o fez o olhar machucado dela encontrou o de Joseph que se preparava para bater à porta.


- Joe... – Ele não hesitou quando Demi o abraçou apertado, e nem o faria. Abraçou o corpo dela de volta tentando não corar com todos os olhares que recebia do pessoal que trabalhava naquele departamento. Ele protegeria aquela mulher e cuidaria dela. Não deixaria que Demi fosse atormentada outra fez com aquela história covarde, ele conhecia os sentimentos dela e sabia como ela tinha sido brutalmente traumatizada com a verdade sobre o pai. Ao menos ele seria um bom amigo para Demi.


- Eu estou aqui. – Disse baixinho próximo a orelha dela e então sentiu as lágrimas começarem a molhar a camisa. Ele odiava quando ela chorava, e na noite de passada quando a viu quase se bateu por fazê-la chorar.


Para não chamar mais atenção, Joe abriu a porta do escritório de Demi e o adentrou com a mulher ainda chorando em seu peito. Era tão errado o que as pessoas faziam com ela. De cenho franzido a guiou para o sofá e se sentou deixando que Demi chorasse em seu ombro. Ela era tão bonita e tão frágil. Beijou-lhe a testa carinhosamente e a abraçou de lado repousando a palma da mão que era roçada pelas mechas de cabelo castanho nas costas.


- Nós ainda não sabemos o qu.. que é. – Ele gaguejou quando ela o olhou nos olhos e então guiou a mão que estava nas costas dela para arrumar os óculos de grau ao rosto.


- Eu estou tão cansada. – O olhar estava tão apagado e realmente demonstrava como Demi estava cansada e confusa. Joe assentiu pensando em se desculpar por deixar que Mary o beijasse na noite passada, mas tantas coisas estavam envolvidas e aquele pensamento pareceu ser estúpido e irrelevante. Demi era apenas uma amiga da qual ele estava apaixonado.


- Eu estou aqui. – Tornou a dizer lutando contra a vontade de abraçá-la contra o peito e beijar a boca dela. Joe preferiu ficar quieto e Demi se sentia tão segura nos braços dele que acabou fechando os olhos se permitindo dormir.


Os minutos se passaram e Joe estranhou todo aquele silêncio de Demi, sabia mais que ninguém que ela odiava ficar em silêncio, foi então que ele percebeu que ela dormia com a cabeça escorada em seu peito. Tinha sensação melhor que aquela? O coração quase saiu pela boca quando ele a observou dormir. Cada detalhe do rosto de Demi era tão perfeito, tão bem desenhado e ele tinha vontade de contornar os lábios delicados dela com os dedos antes de selá-los com os dele. Por um pouco não o fez, mas apenas sorriu e acariciou a bochecha dela aproveitando para colocar uma mecha do cabelo castanho atrás da orelha. Respeitando o sono dela, Joe se acomodou mais ao sofá e não conseguiu resistir, acabou por abraçar Demi contra o peito, o que a fez se aninhar a ele ainda mais. A sensação era tão boa, o rapaz não conseguia parar de sorrir sentindo o coração de Demi bater contra o peito. As curvas do corpo esculpido eram tão suaves e ela parecia tão delicada completamente linda dormindo agarrada a ele.


Como as coisas tinham mudado. Há poucos meses só de pensar em trocar uma palavra com uma mulher os objetos a sua volta eram derrubados e ele ficava tão vermelho de envergonha. Céus! Sem contar que gaguejava, bem, aquilo não tinha mudado muito, vez ou outra ele acabava gaguejando. O que mudava era: estava apaixonado, tão perdidamente apaixonado por Demi. Era um homem independente, tinha alugado um lugar para morar, tinha uma cachorrinha que arrancava cada sorriso de seus lábios! Lucy era o seu orgulho. Ah! Tinha amigos, finalmente amigos que gostavam da companhia dele. Não se esquecia de Rose e Derick no Texas, porém ter mais nomes na lista de amigos era muito legal.


Joe tornou acariciar a bochecha de Demi, estava gostando muito de tê-la acolhida em seus braços. Beijou-a na testa e quase teve um ataque cardíaco quando a mão dela lhe espalmou o peito e os lindos e femininos olhos marrons fitaram os dele.


- Tem muito tempo que eu estou dormindo? – A voz estava mansa e cheia de manha, Joe sentiu um arrepio estranho percorrer o corpo, mas negou balançando a cabeça. Demi estava mais calma, porém tão sem graça quanto Joe. Ela tinha perdido o controle das emoções quando se jogou nos braços dele e chorou, mas não podia ignorar o fato de que Joe estava seguindo em frente. Era justamente por aquele motivo que ela tinha passado a noite toda em claro. Não fazia sentido se aninhar a ele daquela forma. Demi se afastou forçando um sorriso e usou a almofada do sofá como apoio.


- Acho que não tem meia hora. – O rapaz não a olhou, umedeceu os lábios e respirou fundo. Estava tão bom ter Demi em seus braços, ele podia vigiar o sono dela por uma eternidade sem reclamar. – Você está bem? – Perguntou Joe dessa vez a olhando nos olhos e Demi assentiu com aceno.


- Eles não disseram nada demais. – Disse cruzando as pernas e fitando as unhas porque não conseguiria fitar aqueles olhos verdes hipnotizantes sem pensar em algo obsceno e muito apaixonado. – Eu só.. só pensei em tudo que aconteceu nesses últimos dias, fiquei preocupada e acabei desabando. – Demi arriscou olhá-lo nos olhos e suspirou. – Desculpe por desabar sobre você. – Murmurou e Joe franziu o cenho.


- Eu sei que aconteceram muitas coisas. A culpa não é sua por acreditar Demi. – Ela entendeu muito bem o que ele queria dizer. Só não sabia se concordava com as palavras de Joe. Quem tinha tomado às decisões tinha sido ela, portanto tinha culpa sim.


- Eu acredito na Sel e em tudo que ela me disse. – Depois que disse aquela frase o silêncio tomou conta do escritório, Demi olhou para Joe que estava pensativo, mas ele acabou assentindo calado. – Estamos sendo filmados. – Disse baixinho ao se lembrar da maldita câmera.


- Ele colocou uma câmera aqui também? – Murmurou Joseph e Demi franziu o cenho quando ele a olhou.


- Você sabia? – Ela perguntou e Joe assentiu não querendo falar muito sobre aquele assunto já que Jake estava os monitorando.


- Está pronta para ir à delegacia? – Quando Joe fez aquela pergunta Demi se sentiu tão aterrorizada que arregalou os olhos e xingou baixinho. Estava com medo.


- Temos que ir agora? – Ela perguntou não gostando nada daquela ideia e Joe assentiu pacientemente.


- Eles disseram que você tinha concordado em ir agora pela manhã. – Ela nem se lembrava da conversa, mas assentiu a contra gosto. – Se não estiver à vontade posso ligar e a gente vai quando você estiver melhor. – Como era possível um homem ser tão gentil? Demi o olhou, os olhos sorriam para ele, e ela acabou mordendo o lábio inferior. Queria abraçá-lo como tinha feito minutos atrás, dormir nos braços dele sentindo o carinho em sua bochecha e o perfume masculino, queria beijá-lo e ser feliz com ele.


- Não estou confortável com a ideia, mas acho melhor resolver logo isso. – Joe assentiu. Ele também não estava confortável com a ideia de ir à delegacia, estava preocupado com o que a polícia tinha a dizer e mais preocupado ainda com a reação de Demi, tanto que quando recebeu a ligação estava no refeitório da empresa se preparando para o café da manhã, mas a fome foi toda embora quando ele soube do que se tratava a ligação, só conseguia pensar em Demi.


- Quer que eu espere lá fora? – Ele perguntou se levantando do sofá e Demi franziu o cenho.


- Só preciso pegar a minha bolsa. – Ela disse também se levantando e caminhando em direção à mesa para organizar o material de trabalho que mais uma vez se acumularia. – Não vai te atrapalhar? – Perguntou buscando pelas chaves e a bolsa na prateleira.


- Posso ficar algum tempo a mais do meu horário. – Ela faria o mesmo, porém preferia trabalhar em casa.


- Obrigada Joe. – Demi o abraçou quando se aproximou e quase o beijou na bochecha, mas hesitou, preferiu olhá-lo nos olhos e sorrir em agradecimento. – Eu não sei o que faria sem você.


Joe sorriu de volta pensando em dizer algumas palavras para Demi, mas não o fez, simplesmente depositou um beijo carinhoso na testa dela e disse um “Vamos?” como todos os homens diziam quando as mulheres demoravam demais para se arrumar. Eles receberam muitos olhares quando saíram daquele escritório, e ambos ficaram corados. Demi ficou a esperar por Joseph na porta do escritório quando ele foi buscar pelos objetos pessoais na mesa de trabalho. E de onde estava Demi observou Joe trocar algumas palavras com Ed e logo com Mary, que aparentava estar preocupada. Não pareciam íntimos como um casal, estavam mais para amigos que tinham se beijado e tudo tinha ficado estranho entre eles. Demi os observou por alguns minutos e logo o olhar foi lançado diretamente sobre a mesa de Selena. E como se a amiga pudesse sentir que ela a olhava, Sel a olhou e Demi esboçou um pequeno sorriso que foi retribuído. Ela queria tanto se aproximar de Selena e conversar, queria pedir desculpas e nunca mais trocá-la por nada ou por ninguém.


- Demi? Vamos? – A voz de Joseph interrompeu seus pensamentos e quando Demi voltou a olhar Selena, ela abaixou a cabeça para voltar a trabalhar. Será que ainda teria uma chance de consertar as coisas?


- Vamos. – Enquanto caminhava com Joe em direção ao elevador Demi pensava na amiga e em como ela fazia falta, as coisas nunca seriam as mesmas sem Selena. Não fazia sentido ter que ficar longe de Sel. – Pensei em descer de escada. – Murmurou Demi e Joe arqueou as sobrancelhas apertando o botão do elevador.


- São muitos andares. – Ele disse e ela sorriu sem graça pensando em dizer que usar o elevador ultimamente estava complicado por conta dos encontros desagradáveis que aconteciam ali.


- Como a Lucy está? – Demi perguntou assim que adentraram o elevador. Ela não queria ficar em silêncio, pois caso ficasse os pensamentos iriam enlouquecê-la.


- Está bem, não para de crescer e sente muita a sua falta. – A conversa morreu ali, porém não foi desconfortável o silêncio que seguiu e Demi conseguiu um pouco de paz de espírito ao lado de Joe sem deixar que as bobagens que pensava a levasse a insanidade. Era bom estar com Joseph justamente por aquilo, ela não precisava ser uma tagarela por vinte e quatro horas consecutivas. Às vezes trocavam olhares e chegaram até trocar um sorriso. Demi estava feliz por Joe estar permitindo que ela se aproximasse dele novamente depois de tudo que ela tinha feito. Ele ainda era frio algumas vezes, mas o fato de estar ali para protegê-la e apoiá-la era tão importante para ela.


Não demorou que o elevador chegasse ao hall do prédio. E de alguma forma Demi se sentiu nervosa por ter que ir à delegacia, hesitou um pouco e travou no meio do caminho, mas quando olhou para Joseph ele a encorajou a seguir em frente dizendo que não a abandonaria.


- Independente do que eles disserem, eu vou estar aqui, ok? – Joe tinha uma mão no ombro dela e a olhava no fundo dos olhos tentando lhe passar segurança. Demi o abraçou forte e ele retribuiu o abraço não gostando nada de como Demi estava tensa e amedrontada. – Eu vou estar sempre aqui para você. – Tornou a dizer forçando um sorriso quando eles se olharam e Demi assentiu.


- Obrigada! – Ela disse o agradecendo com todas as suas forças. Demi queria mesmo era beijá-lo na boca, mas sabia que acabaria estragando as coisas caso o fizesse, Joe se afastaria de novo.


O hall da empresa não estava movimentado como o de costume, e Demi suspeitou que deveria ser por conta daquele horário da manhã. Todos os funcionários já estavam trabalhando e ansiavam pelo horário do almoço, era assim que as coisas funcionavam por ali. Quando se aproximaram da porta de saída Demi franziu o cenho ao ver Jake cruzá-la na companhia da secretária, eles não pareciam felizes e quando o presidente da Gyllenhaal passou por ela, ele não a cumprimentou a início.


- Bom dia. – Ele tinha sido tão ríspido que deveria ser o pior bom dia que Demi já tinha recebido em toda a vida. – Para onde vocês vão? – Perguntou sem rodeios e Demi franziu o cenho lançando um breve olhar para Joe e logo para Jake que nem tirou os óculos de sol para olhá-la.


- Temos que ir a delegacia. – De repente Jake ficou duro de tão tenso, a feição indecifrável e os lábios em uma linha. Foi ai que ele tirou os óculos e franziu o cenho. – Eles têm informações do homem que.. que tentou.. – Demi não conseguiu concluir a frase, mas ficou subentendido o que ela queria dizer e Jake apenas assentiu sem olhá-la nos olhos.


- Não demore, vocês estão sendo pagos para trabalhar. – Ele não disse mais nada, virou as costas e seguiu caminho com a secretária a sua cola.


- Isso foi muito grosseiro. – Murmurou Demi tão surpresa por Jake ter dito aquelas palavras, ela nunca imaginou que ele fosse daquele tipo e Joe que estava ao seu lado não disse nada, pois sabia que Demi não tinha culpa por ter acreditado no teatro de Jake enquanto ele mostrava quem realmente era nas costas dela.


- Acho melhor a gente pegar um taxi. – Ele não queria que Demi caminhasse até a delegacia por mais que tinha certeza que o caminho até lá seria muito agradável na companhia dela e de toda a beleza de Nova York, queria ao menos uma vez levá-la para qualquer lugar que fosse de carro confortável e protegida.


- A delegacia não fica muito longe daqui, podemos caminhar até lá. – Franzindo o cenho Joe negou murmurando um não e bateu a mão para o primeiro taxi que passou por eles, que por sinal estava ocupado.


- Vamos pegar um taxi, será mais rápido. – Joe bateu a mão para pelo menos três taxis que passavam naquela rua principal do prédio da Gyllenhaal, mas foi na quarta tentativa que o taxi finalmente estava livre. Ele fez questão de abrir a porta traseira para Demi e se sentou ao lado dela dizendo ao taxista o destino deles. – Está tudo bem?


Demi preferia olhar as ruas a olhar para Joe, ele estava sentado tão próximo a ela, o calor do corpo a incendiando e ela podia sentir o olhar dele a penetrando aos pouquinhos. – Está tudo bem. – Afirmou tentando soar natural, mas foi um pouco impossível já que a voz saiu tensa e carregada de medo.


- Nós vamos enfrentar isso juntos, ok? – Demi assentiu respirando fundo. Ela não sabia por que estava tão nervosa com a situação. Joe estava ali com ela e bastava, ela tinha certeza que ele não deixaria que nada de mal acontecesse, mas ainda sim o maior estrago já estava feito há muito tempo: o psicológico.


Joe só percebeu que estavam próximos da delegacia quando viu o movimento de viaturas e policiais, e bem, a mão tremula de Demi também lhe chamou atenção. Ela estava nervosa e ele não a julgava, a história dela era tão pesada e de partir o coração. Ele poderia entender um pouco como era crescer sem ter um pai e uma mãe, mas Deus tinha sido generoso com ele ao lhe dar uma segunda mãe que era a avó Clara que sempre tinha cuidado dele desde bebê. Já Demi não teve a mesma sorte, cresceu sozinha e em algum momento da vida tinha encontrado Selena que era como se fosse a sua irmã. Tempos depois ela descobriu a verdade sobre o pai e por um pouco também tinha sido estuprada. Era uma pena existir homens covardes àquele ponto. De cenho franzido Joe fez questão de pagar o taxi e ajudar Demi a descer do carro lhe segurando a mão. Ah! Ele tinha adorado segurar a mão delicada dela.


- Respira fundo, está bem? – Demi sorriu um tanto nervosa, mas assentiu. Joe estava sendo tão fofo e protetor e ela estava gostando tanto de receber tanta atenção dele e de todos aqueles toques acidentais que vez ou outra aconteciam.


Infelizmente não deu para disfarçar mais quando a imagem da delegacia estava a sua frente. Demi resmungou ficando parada onde estava observando aquele cenário de terror. Ninguém parecia feliz, a não ser os policiais que comiam rosquinhas e tomavam café em copos descartáveis. Na sala de espera havia pessoas que pareciam cansadas e mal humoradas entretidas com alguma coisa que passava na televisão que por sinal estava um pouco alta demais, Demi adentrou os cabelos com os dedos e franziu o cenho flagrando um policial a olhando de cima a baixo. A feição séria e detalhista.. Parecia-lhe familiar.


- Dem, vamos. – Ele tinha a chamado pelo apelido que Selena usava. Demi sorriu mesmo atordoada e contra vontade caminhou ao lado de Joe até a recepção onde a secretária os atendeu depois de mil e um telefonemas. – Nós estamos aqui para..- Ela não conseguiu prestar atenção no que Joe dizia a recepcionista, apenas percebeu que ele estava tímido e vez ou outra gaguejava, porém preferia que ele falasse já que ela não daria conta do recado. Preferia ficar calada e paranoica pensando em muitas besteiras. – Temos que esperar. – Disse Joe assim que se despediu da secretária com um tímido obrigado. – Temos que esperar. – Tornou a dizer quando Demi o olhou. – O pessoal que está cuidando do seu caso teve um contratempo.


- Nós podemos ir embora? – Foi à primeira coisa que veio na cabeça dela. Ficar na delegacia não parecia agradável. E se algum bandido resolvesse fazer uma chacina por vingança ou qualquer absurdo daqueles que costumavam passar no jornal?


- Vamos esperar. Não deve demorar muito. – Demi pensou que Joe a levaria para se juntar ao grupo de pessoas infelizes que assistiam à televisão, mas ele os guiou para um conjunto de três cadeiras acolchoadas que ficavam em um corredor perto de um bebedouro. Ali parecia tranquilo e a presença de um vaso branco com uma planta bonita, que Demi não tinha notado a inicio, dava vida ao ambiente.


- Eu não gosto daqui. – Murmurou cruzando as pernas e Joe riu cabisbaixo.


- O tempo passa rápido, daqui a pouco nós vamos embora. – Ele a olhou e Demi assentiu respirando fundo.


- Desculpe, eu estou sendo chata. – Disse colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha e Joe não ousou em desviar o olhar do rosto bonito dela. – Eu não consegui dormir essa noite. – Começou a dizer com um pouco de receio, pois não queria que Joe desconfiasse que ele era o motivo da noite em claro. – E quando eles me ligaram eu entrei em pânico. – As bochechas dela coraram e Demi revirou os olhos para si mesma. Ela tinha mesmo pegado aquela mania.


- Se quiser você pode cochilar. – Demi assentiu arrumando a bolsa no colo e um tanto sem jeito ela deitou a cabeça no ombro de Joe. Não recusaria aquela oferta, jamais! Estava desconfortável, pois ambos estavam tensos, mas Joe ajeitou o corpo mesmo sentindo o frio na barriga golpeá-lo conforme Demi se aninhava cada vez mais a ele. – Eu sei que eu já disse isso e está virando clichê. – Começou a dizer quando viu que as mãos dela estavam tremulas. – Mas tudo vai ficar bem, ok? Eu prometo. – Definitivamente tinha usado todo o estoque de coragem para conseguir enlaçar os dedos aos dela. O engraçado era que ela sempre estava pronta e nunca demonstrava tanto nervoso como acontecia com ele. Demi automaticamente envolveu os dedos aos dele e deu um jeitinho de se enroscar ainda mais ao corpo dele daquela forma que estavam. Era tão bom! Arriscando-se mais um pouco Joe a beijou na testa e quando percebeu os olhos marrons de Demi fitavam os dele tão intensamente. Ela desfez o enlace dos dedos e os levou para a barba que ele deixava crescer, acariciou-a desde o canto esquerdo do maxiar até o queixo e sorriu.


Céus! O suspiro que deixou escapar entregou todos os sentimentos dele por ela. Joe sentia o corpo queimar de paixão que não sabia mais o que era certo e o que era errado, só sabia que queria juntar os lábios aos de Demi. Resolveu acariciar o rosto dela da mesma forma que ela tinha o acariciado, contudo ele foi mais curioso e tocou suavemente os lábios dela com polegar direito, os entreabriu e Demi fechou os olhos esperando o que estava por vir. Ele queria tanto mordiscar aqueles lábios bonitos, tocá-los com os dele enquanto envolvia o corpo feminino com os braços. Ela estava o esperando e ele tentava controlar o coração agitado demais, encostou os lábios aos dela sentindo a textura macia e quente atingi-lo em cheio. Mas não deu tempo do beijo acontecer, chamaram o nome de Demi e de repente ela ficou tão tensa.


- Eu estou aqui. – Joe tornou a dizer colocando uma mecha do cabelo castanho dela atrás da orelha e acabou a beijando na boca com um selinho demorado.


- Tubo bem! – Demi franziu o cenho e respirou fundo antes de segurar a mão que Joe lhe oferecia, mas quando ela o fez se sentiu tão protegida só pelo fato de estar com ele.


Aquele prédio era tão cheio de salas e departamentos, caso estivesse sozinha não conseguiria sequer dar um passo, mas Joe a guiava a segurando pela mão em direção à sala onde o delegado responsável pelo caso os esperava.




- Bom dia! – Murmurando um bom dia Demi apertou a mão do delegado sentindo cala frios, pois da última vez que tinha o visto ele tinha feito tantas perguntas ainda naquele beco frio enquanto os paramédicos cuidavam Joe. – Sentem-se. – Assim que se acomodou na cadeira acolchoada Demi procurou pela mão de Joe e a envolveu com a dela. Respirou fundo ainda nervosa, olhou para os lados observando o arquivo e as persianas entreabertas da parede de trás do móvel. – Srta. Lovato. – Demi franziu o cenho ao olhar para o homem de meia idade vestido com roupas sociais escuras e o distintivo pendurado por um cordão no pescoço. – Mandei chamá-los para avisar que o Sr. Peterson responderá pelos crimes cometidos em liberdade. – Joe engoliu em seco e levou a mão livre à testa. Já Demi estava com os olhos castanhos arregalados e os lábios pálidos. – É muito improvável que ele os procure por vingança ou algo do tipo, mas nós manteremos algumas viaturas nas proximidades da residência de vocês por precaução. – Vingança ou algo do tipo. Demi umedeceu os lábios e apertou mais a mão de Joe. Ela estava começando a entrar em pânico.


- Por qu..que ele responderá em liberdade? – Murmurou Demi mordendo o lábio inferior e olhando para os papeis sobre a mesa.


- Segundo os advogados, o réu sofre de problemas de saúde que não podem ser tratados numa penitenciária. – Aquelas palavras tinham sido ditas com tanto desgosto. – Resumindo, a família tem dinheiro. – Joe assentiu balançando a cabeça em um gesto de negação. Infelizmente o dinheiro também conseguia burlar a justiça. – Nós os manteremos seguros. – A conversa acabou ali, despediram-se com um aperto de mão e ambos saíram calados da sala.


- Demi? – Chamou quando já estavam do lado de fora do prédio e Demi o olhou um tanto atordoada. – Está tudo bem, ninguém vai te machucar. – Ele não deixaria que nenhum homem a machucasse de forma alguma. Valia tanto para um bandido estuprador quanto para Jake. – Eu prometo. – Demi se agarrou a Joe o abraçando com força sem se preocupar se todos estavam os olhando ou se o abraço estava demorando demais. Ela só queria se sentir segura nos braços dele.


Continua... Tô sem internet por isso demorei para postar, até o próximo capítulo e obrigada pelos comentários!

11 comentários:

  1. 😍😍😍😍😍 muito amor por esse capítulo tão meigo e singelo... Jemi estão voltando aos poucos e espero que tudo possa ser resolvido entre eles. E que tensão sobre a ida deles a delegacia, minha nossa! Fiquei tensa também por imaginar do que se tratava... Tadinha da Demi!!! Não demora pra postar o próximo capítulo, estamos ansiosos 😘

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    1. Ei! Eles vão se resolver, um precisa do outro. E por mais que a Demi tenha sido uma idiota durante TODA a fanfic, o Joe vai perdoá-la.. Espero né.. Foi tenso mesmo, porém é mais um motivo para a Demi não largar o Joe e vice-versa. Tentei não demorar, mas né :/ Beijo!

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  2. 😍😍😍😍😍 muito amor por esse capítulo tão meigo e singelo... Jemi estão voltando aos poucos e espero que tudo possa ser resolvido entre eles. E que tensão sobre a ida deles a delegacia, minha nossa! Fiquei tensa também por imaginar do que se tratava... Tadinha da Demi!!! Não demora pra postar o próximo capítulo, estamos ansiosos 😘

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  3. finalmente demi percebeu quem Jake realmente é.
    ALELUIA IRMÃOS!!!
    ai eu fiquei com tanta dó da minha bichinha, mas ela merece tudo, porém agora ela já caiu na real e não merece sofrer mais...
    amei a reaproximação do otp, amei, amei amei!
    ai eles são lindos juntos, tem que ficar juntos logo...
    e Selena? Demi precisa falar com ela logo, elas sentem falta uma da outra.
    amei o capítulo, amei tudo.
    posta assim que puder, ok amore?
    bjs

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    1. Estava na hora né? Ela merece sofrer, mas poxa, ela passou por tanta coisa e só quer ser amada, PORÉM não é motivo para ela ser boba né.. Eles vão ficar juntos! E sim, a Demi precisa logo falar com a Sel e se desculpar por ser uma péssima amiga.. Vamos ver o que dá né? Beijo!!

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  4. Muito lindo esse momento Jemi. Acho que foi o Jake que tirou esse cara da cadeia. Ansiosa pelo próximo capítulo ^-^

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    1. Eles são lindos juntos *-* Será? O Jake tirar o cara da cadeia, hum.. sei não kkkk Já vou postar, beijo!

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  5. Que capítulo lindo!!!!! Amei demais, sua fic tá linda. Continua!!! <3

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