6.8.15

Capítulo 67 - Parte 2/2


Os raios de sol não ganhavam muito espaço naquela manhã fria e de céu cinza por conta da neve. As folhas das árvores, a grama e as roseiras estavam carregadas de neve, sem contar a água da piscina com a superfície congelada. Era um dia frio e Buffy nem os filhotes amanheceram dispostos a brincar no quintal. De dentro do carro Demi acenava para Buffy que tinha as orelhinhas encolhidas como ele fazia quando estava em estado de alerta, as patinhas dianteiras estavam apoiadas na porta de vidro, o que era engraçado já que toda hora Buffy se desequilibrava porque as patas deslizavam na porta de vidro.

   - Daniel, para de encher o saco! – Deveria ser a milésima vez naquele dia que Demi escutava aquela frase. Pelo visto Daniel e Elizabeth tinham escolhido aquele dia para brigar e acabar com a paz que reinava entre eles há tempos. Eles desceram a escada discutindo ferozmente assustando Demi e Joe, que esquentava um litro de leite para a cachorrada a pedido de Demi. A briga não parou por ali e nem bom dia disseram aos pais, brigaram pelo lugar que sentariam e brigaram quando Demi pediu humildemente para que alguém buscasse o celular que esquecera no quarto uma vez que subir a escada já não era uma tarefa muito fácil. Sobrou para Joe e enquanto ele buscava o celular de Demi o leite acabou fervendo e ultrapassando o limite da panela sujando todo o fogão. Não querendo ficar nervosa Demi pediu que parassem com a briga com toda a calma do mundo, o que não adiantou de nada já que Lizzie e Dan seguiram o café da manhã trocando olhares matadores.

   - Você é muito chata Elizabeth! – Respirando fundo Demi os olhou pelo retrovisor e foi o suficiente para que parassem por alguns minutos.

   - Está tudo pronto? – Perguntou Demi assim que Joe adentrou o carro todo empacotado. Por causa da neve ele não conseguiu sair com o carro quando era mais cedo, então se juntara aos seguranças para trilhar um caminho até o portão para que pudesse passar com o carro sem problemas e colocar as correntes nas rodas para que evitasse que o carro deslizasse na neve causando acidentes.

   - Es..Está. – Disse Joe tremendo de frio e sem sucesso Demi tentou se curvar para ajudá-lo aquecer, mas era impossível fazer movimentos bruscos, restou a ela apenas bufar frustrada.

   - Deixe-me ajudá-lo. – Joe entendeu o que ela queria fazer quando Demi tirou o cinto de segurança e esperou que ele a abraçasse assim como tinha feito. E o resultado foi incrível, ele relaxou nos braços dela recebendo de bom grado os beijos inocentes e carinhosos que Demi lhe dera no rosto e no pescoço o ajudando a esquentar no corpo quentinho dela.

   - Obrigado meu anjo. – Disse ele descansando do esforço físico que fizera nos braços da amada sendo envolvido por um abraço gentil e cheio de amor.

   - Nós estamos atrasados. – Murmurou Daniel tão envergonhado quanto Elizabeth e Joe e Demi se soltaram depois de pressionar os lábios. Às vezes eles acabavam esquecendo completamente que não estavam sozinhos e passavam dos “limites”.

   - Linda! – Joe roubou um beijo de Demi antes de dar partida no carro e Demi corou e não soube onde poderia esconder o sorriso. Desde que ela saíra do coma Joe estava simplesmente maravilhoso, ele tinha mudado tanto e aquele Joe ciumento e às vezes grosseiro de antes havia sumido. A maior prova de que ele realmente tinha mudado foi na noite passada quando ele descobriu sobre Elizabeth e Eric e não surtou como Demi pensara que ele iria fazer, na verdade ele tinha sido tão fofo e compreensível, claro, sem citar a parte que Joe queria socar Eric, mas Demi o compreendia porque também pensara em socar o garoto.

   - Dan, me dá uma jujuba? – Choramingou Elizabeth quebrando o silêncio do carro e Demi flagrou exatamente o momento em que Dan pegou o saquinho colorido com as balas de goma (jujubas) e pôs algumas das balas na boca para pirraçar a irmã. - Daniel, eu te dei chocolate ontem. – Murmurou a menina e então a discussão começou. Ah diabos! O que ela faria com aqueles dois? Daniel e Elizabeth estavam terríveis! E se eles continuassem assim pelos próximos dias? Demi revirou os olhos e determinada a acabar com a discussão estendeu o braço para trás e tomou o saco de jujubas de Daniel enquanto ele estava envolvido demais discutindo com a irmã.

   - Ei.. – Murmurou o garoto franzindo o cenho e Demi o fuzilou com os olhos pelo retrovisor.

   - Eu juro que se vocês dois continuarem com essa bobeira o seu pai vai bater em vocês.  – Joe aproveitou o sinal vermelho e franziu o cenho olhando para Demi, mas ela suspirou e o cutucou para que ele a ajudasse. – Eu estou grávida e não posso controlar dois adolescentes impossíveis Joseph! – Disse cruzando os braços abaixo dos seios.

   - Por favor, não briguem. – Demi revirou os olhos e sussurrou um palavrão. Por que Joe tinha que ser tão calmo e deixava que Dan e Lizzie dominassem tudo sem dar ao menos uma palavra? – Tudo bem, vou descontar vinte dólares da mesada de vocês e se derem um piu adeus mesada até o final do ano. – Demi observou as caretas de Elizabeth e de Daniel pelo retrovisor e finalmente a paz reinou. Esperava que Joe fosse um pouquinho mais rude, mas se conformara já que ele não era muito bravo e exigente com os filhos, só quando estava muito chateado.. Ao contrário dela que se não estivesse grávida deixaria Dan e Lizzie vermelhos e constrangidos. Então a viagem seguiu-se calma e relaxante, pelo menos para Demi que tentava cochilar encostada ao vidro da janela do carro sem muito sucesso.

   - Pensei que a gente estava indo para a escola. – Disse Daniel assim que o pai estacionou o carro no estacionamento do consultório ginecologista e Elizabeth corou bruscamente. Por que diabos eles tinham que ter uma placa enorme com a palavra ginecologista? Aquilo era constrangedor, oras! E se pudesse a menina entraria ali vestida com uma burca e com um daqueles chapéus da Lady Gaga só para não ser reconhecida.

   - A sua mãe e Lizzie.. – Começou a dizer Joe, mas acabou tão corado e tenso quanto Elizabeth.

   - Elizabeth vai me acompanhar num exame que o meu obstetra pediu. – Mentiu Demi para salvar a pele da menina.

   - Por que você não me disse? Eu poderia vim com você. – Murmurou Daniel enciumado fuzilando a irmã com os olhos.

   - São coisas de mulher, você não entenderia. – Demi piscou para a filha pelo retrovisor e Lizzie esboçou um pequeno e tímido sorriso agradecendo a mãe por ela ser tão gentil e sua amiga. – Que tal um beijinho na mamãe? Nós temos que ir. – Disse ao garoto e quando Dan curvou-se para beijar carinhosamente a bochecha da mãe Joe saiu do carro às pressas e ansioso para abrir a porta do carro para Demi para impressioná-la e Dan, Lizzie e Demi arregalaram os olhos quando Joe simplesmente tropeçou e afundou-se na neve quando se aproximava da porta do carona.

   - Pai? Você precisa de ajuda? – Lizzie apressou-se em abrir a porta do carro para ajudar o pai a se levantar do chão.

   - Estou. – Murmurou Joe com cara de poucos amigos se levantando com a ajuda da filha ao mesmo tempo em que se apoiava no carro, e claro, Demi teve que gargalhar da careta dele.

   - Joseph! Você está bem? – Demi não se controlou e tornou a rir da carranca que ele fez ao abrir a porta para ela. Céus! Ele era tão fofo e ela não se cansava de zombar dele.

   - Estou bem Demetria. – Ele murmurou mal humorado estendendo a mão para ajudá-la a descer do carro.

   - Tenha mais cuidado. – Alertou Demi quando já estava em pé em frente a Joe. – Nos vemos daqui a pouco? – Perguntou um pouco mais baixo tentando se erguer para que pudesse envolver o pescoço de Joe com os braços, mas ele facilitou as coisas curvando-se.

   - Passo para pegar vocês, ok? – Demi aproveitou-se da proximidade entre os seus lábios e os dele para roçá-los ternamente num beijo de despedida. – Eu te levo até a entrada. – Disse Joe fechando a porta do carro e pedindo para que Dan o esperasse por poucos minutos já que acompanharia Demi porque tinha medo que ela escorregasse ou tropeçasse na neve como havia acontecido com ele. – Eric vai nos encontrar em qual café? – Perguntou a Demi e Lizzie quando eles tinham chegado à entrada do consultório longe de toda aquela bagunça de neve.

   - Perto da escola às nove horas. – Disse Elizabeth envergonhada fitando as luvas que ajudavam bastante com o frio.

   - Tudo bem, tenho que ir. – Disse Joe depois do olhar sugestivo de Demi. Ora, ele estava deixando a menina envergonhada e não era para menos... – Amo vocês. – Sussurrou abraçando Lizzie carinhosamente e logo Demi aproveitando também para beijá-la nos lábios.

   - Pensei que ele estivesse bravo. – Murmurou Elizabeth assim que o pai as deixou.

   - Nós conversamos ontem, ele só ficou surpreso e um pouco apreensivo, mas entendeu. – Lizzie estava surpresa, pensara que Joe tentaria matar Eric quando descobrisse, bem, lá no fundinho ela ainda esperava já que eles ainda teriam aquela conversa desnecessária e constrangedora.

   - Nada de drama ou ameaça de assassinato? – Perguntou a menina desconfiada num sussurro enquanto elas caminhavam em direção à recepção.

   - Socos... mas ele não vai encostar um dedo no Eric. Ele só está com medo e preocupado com você. – Logo Demi estava conversando com a recepcionista que as guiavam rumo à sala onde Lizzie seria atendida.

   - Mãe, eu não quero entrar. – Sussurrou a menina tão envergonhada fitando a mãe com os olhos cor de mel arregalados.

   - Nós precisamos de um minutinho e já entramos. – Informou Demi à recepcionista esboçando o seu melhor sorriso e quando a mulher saiu as deixando sozinhas naquele enorme corredor Elizabeth voltou a respirar normalmente. – Ei, a mamãe está aqui com você pequena. – Disse carinhosamente quando Lizzie a abraçou. Deus! A sua menininha estava tão assustada que era de partir o coração. – Só quero fazer o melhor para você meu anjo, não precisa ter medo. – Ter medo era a coisa mais natural do mundo, Demi só não esperava que algumas lágrimas rolassem pelo rosto da garota. Droga, por que ver os filhos naquele estado acabava com o seu coração? – Vamos para casa, eu invento uma desculpa qualquer. – Disse já se sentindo completamente culpada por fazer Lizzie chorar.

   - Não, está tudo bem.. Eu só estou um pouco nervosa e assustada. – Murmurou a menina limpando as lágrimas que rolavam pelo rosto. – Mãe, será que ela vai perguntar muita coisa? – Disse a menina seguindo a mãe para que elas se sentassem no banquinho de espera ali mesmo no corredor.

   - Ela vai perguntar coisas que são importantes para a sua saúde, nada demais. – Respondeu Demi enlaçando os dedos aos de Lizzie para passar segurança à menina. – Se quiser fico aqui para que você se sinta mais a vontade para conversar com ela. – Pelo visto a ideia não era nada boa aos olhos de Elizabeth que apertou mais a mão da mãe e depois que elas respiraram fundo Demi bateu à porta da sala onde a médica as esperava.

De tudo que Lizzie imaginara até que tinha sido divertido conversar sobre sexo, bebês e tantos outros assuntos. Acabou que a menina se sentiu tão à vontade e adorou conversar com a Dra. Ana, a médica que cuidava da sua saúde desde a sua primeira menstruação. Quem tinha facilitado bastante às coisas tinha sido Demi que sempre acrescentava uma de suas histórias ou piadinhas para deixar o clima mais leve e descontraído entre elas, claro que na hora de ser examinada a menina ficara tensa, mas cedeu ainda muito tímida porque sabia que era para o seu bem. O que deixava Lizzie confiante era a presença da mãe, ela era simplesmente incrível! E segundo Elizabeth a melhor mãe e amiga de todo o mundo. Demi nunca a deixara sozinha ou sem graça enquanto elas consultavam, e o bom era que a Dra. Ana sempre ajudava já que também era médica de Demi.

   - Foi tão ruim? – Perguntou Demi enquanto caminhava de braços dados a Lizzie em direção ao hall depois que se despediram da Dra. Anna.

   - Não, eu gostei de conversar com vocês... Foi divertido e eu entendi tantas coisas. – Disse a menina esboçando um sorriso que aqueceu o coração de Demi. – Só não sei como vou me lembrar de tomar essas coisas todos os dias. – Disse se referindo a cartela de pílula anticoncepcional que além de preveni-la de uma gravidez indesejada, também ajudava com as cólicas menstruais.

   - O Eric pode te ajudar mandando mensagens lembrando da pílula. Ou se quiser nós podemos criar alguma coisa para tomarmos juntas, eu não sei. – Eric era um rapaz centrado e muito inteligente, Demi tinha certeza que ele não deixaria aquele detalhe passar... Falta de sorte a dela já que Joe nunca a lembrara e se ficasse por conta dele ela já estaria no milésimo filho. – E não se esqueça da camisinha, é importante para se prevenir. – Lizzie assentiu e quase infartou quando a voz máscula do pai soou logo atrás delas chamando por Demi. Diabos! Ela já estava vermelha de novo. – Você chegou cedo, não atrapalhamos? – Com um pouquinho de esforço Demi conseguiu surpreender Joe com um beijo nos lábios que o fez sorrir de orelha a orelha.

   - Claro que não princesa, eu aproveitei para trazer alguns documentos para uma empresa de publicidade aqui perto que Sara está louca para conseguir um contrato. – Elizabeth revirou os olhos quando de repente os pais pararam no meio do estacionamento não tão carregado de neve como antes por conta do sol que brilhava cada vez mais conforme a hora se passava. Eles se beijavam um agarrado ao outro! Não tinha pior coisa que segurar vela, principalmente para o pai e a mãe.

   - Ah! Vocês são melosos! – Disse a menina de braços cruzados e segundos depois Joe e Demi estavam abraçados de lado e rindo da careta de Lizzie.

(...)

O frio já não era um problema, lá fora os raios de sol já irradiavam o seu calor com mais intensidade quebrando o frio e derretendo um pouco mais a neve. O percurso até a então cafeteria que encontrariam Eric foi rápido e poucas palavras foram ditas.

   - Está tudo bem? – Sussurrou Demi enlaçando os dedos aos de Joe. Estavam parados próximos à entrada da cafeteria e Joe fitava intensamente Elizabeth nos braços de Eric num típico e demorado abraço de urso. Céus, não era hora para ele fazer escândalo... Joe estava sério e calado, até tirara o paletó revelando o suéter que abraçava perfeitamente o corpo másculo mostrando como ele era forte.

   - Está. – Murmurou Joe olhando brevemente para os olhos de Demi, porém ela não conseguiu decifrar se estava tudo realmente bem porque Joe usava óculos Ray ban. – Rapaz. – Demi franziu o cenho ao perceber como Joe cumprimentara Eric com um aperto de mão firme e forte que o garoto sustentou sem pestanejar, ora, e Eric ainda tinha aquele lindo sorriso nos lábios que era o sonho de qualquer menina.

   - Sr. Jonas. – Disse o rapaz com aquele velho bom humor fitando os olhos de Joe com um pouco de custo e logo fitara Demi esboçando o seu melhor sorriso. – Olá Demi, você está linda. – Elogiou o rapaz depois que trocara um daqueles abraços calorosos com Demi. A relação deles dois era tão tranquila e sem problemas, Demi adorava Eric e sentia-se eternamente grata por Deus ter guiado o rapaz para salvá-la.

   - Obrigada querido. – Disse Demi educadamente fitando os olhos azuis de Eric. – Como estão as aulas? – Eric conseguia descontrair Elizabeth que já estava tensa e vermelha de vergonha e envolver Demi nas suas histórias sobre os seus dias cansativos na faculdade, já Joe ainda estava calado e era puxado por Demi para uma mesa mais reservadas. – Vamos Joe, ele é um bom rapaz. – Sussurrou Demi assim que estavam acomodados à mesa e Eric e Lizzie estavam distraídos conversando sobre assuntos aleatórios. – Nada de cara feia amor. – Demi acariciou o rosto de Joe e o beijou até que ele finalmente esboçasse o seu sorriso tímido de menino.

   - Dem, eu me importo muito com a nossa pequena. – Sussurrou Joe quando beijara Demi na bochecha. – Só não quero que ela se machuque. – Demi virou o rosto e fitou os olhos de Joe. Ele estava tão preocupado, os olhos dele diziam tudo.

   - Ela não vai, eu não deixar. – Sussurrou Demi o fitando nos olhos e nos lábios até que os selou com os seus num leve beijo. Quando abriram os olhos e Joe a abraçou de lado deitando a cabeça no ombro direito dela, Demi corou e sorriu timidamente ao flagrar Elizabeth os olhando com curiosidade e admiração enquanto Eric enlaçava os dedos da mão direita aos dedos da menina e cantarolava alguma música para Lizzie. E de cara Demi percebeu que Eric não era um bom cantor e teve que rir, pois o garoto não deixava de cantar baixinho e olhar para Elizabeth com os lindos olhos azuis brilhando de amor.

   - Hum.. – Joe interrompeu o casal com a falsa tosse aproveitando que a garçonete se aproximara para anotar o que pediriam e quando a moça tímida anotou os pedidos e os deixou sozinhos Joe ajeitara-se a cadeira enlaçando os dedos da mão direita aos da mão esquerda repousando os cotovelos a mesa. – Rapaz. – A voz de Joe geralmente era macia e calma diferente daqueles homens que tinham a voz grossa e rude, mas agora a voz dele era grossa e firme na tentativa de intimidar Eric.

   - Senhor Jonas. – Disse o rapaz erguendo-se posicionando os ombros em postura já que antes recostara a cabeça no torso de Lizzie para receber o carinho que a menina fazia em seus fios de cabelo loiros.

   - Então.. – Começou a dizer Demi já que a única coisa que Joe fazia era fuzilar o rapaz com os olhos. – Elizabeth contou sobre a primeira vez de vocês. – Disse Demi com o tom de voz um pouco mais baixo para que evitar que alguém escutasse a conversa que eles teriam, mas a cafeteria estava praticamente vazia e os únicos clientes além deles era o casal do outro lado do estabelecimento. – Hoje nós fomos ao consultório médico para escolher o melhor método anticoncepcional para evitar uma gravidez precoce. – Disse Demi fitando os olhos do rapaz e Eric levemente corado assentiu balançando a cabeça e Elizabeth... Deus! A menina estava tão vermelha de vergonha que fitara um ponto qualquer.

   - Oh droga. – Murmurou Joe incomodado ajeitando-se a cadeira e franzindo o cenho. – Se você ousar expor a minha filha e tratá-la como um objeto de... eu juro que vou acab.. Aí! – Antes mesmo que Joe pudesse terminar a frase Demi o beliscou e o olhou feio quando Joe a olhou de cenho franzido.

   - Joseph! – Demi o repreendeu e Joe cabisbaixo murmurou um palavrão. – A única coisa que nós queremos é que vocês dois sejam felizes, e claro, usem preservativo. – Disse ela dando ênfase em “nós” e Joe revirou os olhos, porém levou outro beliscão. – Comporte-se! – Demi o repreendeu como uma mãe repreende um filho rebelde, e Joe um tanto corado murmurou “sim, querida”.

   - Eu.. – Começou a dizer Joe com aquele tom de voz firme e quando ele olhou para Demi relaxara os ombros e prosseguiu com o velho tom de voz macio e calmo que encantara a esposa. – Só não quero que a minha princesa se machuque. – Disse Joe fitando os próprios dedos. – E é melhor você já planejar o pedido de casamento rapaz, já que você roubou a inocência do meu anjinho. – Agora quem revirou os olhos foi Demi.

   - Casamento? – Disse Eric surpreso e assustado. – Tudo bem.. – Murmurou o rapaz umedecendo os lábios e olhando brevemente para a namorada. – Eu acabei de entrar na faculdade e Lizzie ainda está na escola, nós não podemos nos casar agora. – Disse o rapaz fitando os olhos de Joe. – Não que eu não queira me casar, não agora.. Primeiro quero terminar a faculdade, e nós podemos ficar noivos se Lizzie aceitar. Lizzie estará na faculdade daqui a dois e meio anos. Depois que ela se formar nós podemos nos casar, é o tempo que consigo um bom emprego e junto dinheiro. – Eric estava um pouco nervoso e assustado, tanto que enlaçara os dedos aos de Elizabeth como se procurasse força e coragem.

   - Dinheiro não é problema. – Disse Demi quebrando o silencio que se formara entre eles. – Nós podemos ajudar no que for preciso. – Dinheiro não era mesmo problema e o que não faltava, e para que Lizzie estivesse feliz Demi jamais hesitaria em ajudá-los no que fosse preciso.

   - Obrigada. – Disse o rapaz esboçando um tímido sorriso. – Mas eu quero fazer isso sozinho. – Joe franziu o cenho, mas assentiu entendendo perfeitamente a posição de Eric, era como ele anos atrás quando se casara com Demi e logo a banda acabara, o desespero tinha sido tão grande para encontrar um trabalho para poder cuidar da sua família que até de modelo de cueca Joe trabalhara. – Vou comprar a nossa casa e nós vamos enchê-la de bebês. – Elizabeth fez careta, mas riu abraçando o namorado e o beijando na bochecha. Eles eram tão fofos juntos que Demi sorriu completamente feliz por saber que Lizzie encontrara o homem certo.

   - Não seja chato e nem implicante, Eric é um rapaz incrível. – Disse Demi baixinho abraçando Joe de lado e o beijando na bochecha.

   - Dem.. – Murmurou Joe todo manhoso levando a mão à barriga de Demi para acariciá-la. – É só que... – Ele disse a olhando e Demi não demorou muito para descobrir que ele estava morrendo de ciúmes da filha com o namorado.

   - Ela sempre será a nossa menina. – Sussurrou Demi o beijando nos lábios. – E não seja injusto com Eric e Beth. – Depois de alguns segundos Joe assentiu. Eric era um bom rapaz e não tinha como negar, Joe só estava com ciúme e com medo de perder o carinho da filha para o rapaz.

Por incrível que pareça a manhã passou mais rápido e foi mais divertida que esperavam. A conversa seguiu-se mais descontraída e cheia das histórias que Demi contava sobre o relacionamento dela com Joe, de como eles começaram a namorar e como tinha sido todos aqueles anos de casamento. E pelo visto Lizzie e Eric gostavam de ouvir as histórias de Demi, eles até perguntavam sobre coisas que logo virara piada e até Joe ria das brincadeiras da esposa. Joe estava mais calmo e parecia ter finalmente entendido que Lizzie sempre seria a sua menininha independente de todas as circunstâncias.

   - Está vendo, ele é um ótimo rapaz. – Disse Demi assim que adentraram o carro ela e Joe enquanto Lizzie se despedia de Eric.

   - Eu sei Dem, é que eu não esperava por isso tão cedo. – Disse Joe acomodando-se ao banco do carro enquanto escolhia uma música calma no reprodutor de músicas do carro. – Bernardo está bem? Ele está se mexendo? – Perguntou levando a mão à barriga de Demi para acariciá-la brincando com o seu pequenino.

   - Ele está quietinho hoje. – Comentou Demi também brincando com o pequeno. – Ontem ele estava agitado, não parava de chutar. – Disse acomodando-se mais ao banco. Alguns dias atrás se perguntassem à Demi se ela estava cansada era motivo desentendimentos, mas agora qualquer caminhada ou esforço físico era o suficiente para derrubá-la e fazê-la dormir por quase um dia inteirinho.

   - E você? Por que não quis comer? O chocolate quente estava uma delícia bebê. – Disse Joe levando a mão da barriga para o rosto da amada. – Estamos no inverno e você tem que se alimentar bem, daqui algumas semanas você dará a luz e se não estiver forte não será fácil. – Demi fechou os olhos com o carinho que Joe fazia em sua bochecha com a ponta dos dedos e ronronou como uma gata manhosa. Ele estava certo, ela precisava se alimentar, mas naquele dia a fome havia sumido.

   - Amor, eu estou gorda? – Perguntou do nada o olhando nos olhos.

   - Dem, você está grávida. – Disse Joe de cenho franzido. Ele nunca entendia o porquê das mulheres se preocuparem tanto com aquela questão estúpida. – Está mais linda do que nunca. – Disse depositando um beijo nos dedos dela.

   - Mas as minhas coxas estão enormes e está começando a aparecer celulite. – Murmurou Demi com desgosto. Antes de estar grávida e brigar com Joe ela estava sempre lutando duro para conseguir manter o corpo saudável e longe das celulites e estrias, mas grávida a única coisa que ela podia fazer era caminhar um pouco com Daniel e a cachorrada pela vizinhança.

   - E daí? Você é uma mulher e todas as mulheres têm celulite, até os homens têm. – Disse Joe e depois a beijou na boca. – Não me importo com o tamanho das suas coxas, elas são sexies e deliciosas, eu estou louco para apertá-las. – Quando Joe cobriu os lábios de Demi com os seus num beijo selvagem e carregado de desejo e apertou a coxa direita de Demi delicadamente numa amostra grátis do que ele tanto desejava há meses, Lizzie abriu a porta do carro e corou bruscamente quando dos pais se separaram ofegando. Diabos! Porque aquilo sempre tinha que acontecer com ela nos momentos mais imprevisíveis?

   - Oi. Vou ficar na escola, a aula de literatura começa em dez minutos. – Murmurou a menina acomodando-se ao banco e puxando o cinto de segurança.

   - Eu também vou ficar, tenho que conversar com a Sra. Truscott. – Joe franziu o cenho não gostando nada daquela ideia. Demi estava grávida e ele queria que ela ficasse quieta em casa com a supervisão de Dianna ou Denise já que a qualquer momento a bolsa poderia estourar.

   - Demetria, nada disso. Vou te deixar na casa da sua mãe. – Disse Joe dando partida no carro e Demi cerrou os olhos ao olhá-lo.

   - Joe, eu não posso mais adiar o que quero fazer. – Do banco de trás Lizzie franziu o cenho quando a repentina discussão explodiu entre os pais. Ora, eles estavam bem agora a pouco e agora discutiam um irritado com o outro.

   - Deus! Até quando nós vamos ter falar que você não pode ficar sozinha por ai fazendo esforço físico? Eu vou ter que ligar para o seu médico para contar que você não obedece ninguém? – A vontade de Demi era de esbofeteá-lo. Por que ele tinha que ser tão chato e mandão? Ela não era mais uma criança e sabia muito bem o que fazia.

   - Eu não preciso de babá, só estou grávida Joseph! Posso muito bem resolver os meus problemas. – Disse Demi irritada. – Vocês vivem me tratando como um vaso de cristal que a qualquer momento pode quebrar em mil pedaços. – Murmurou quando Joe parou o carro no estacionamento da escola.

   - Eu não quero que você se machuque meu anjo. – Joe respirou fundo. A intenção não era discutir ou deixá-la chateada, ele só queria que ela descansasse longe dos perigos que as ruas ofereciam, principalmente porque Demi estaria sozinha.

   - Confia em mim, não vou aprontar nada. Prometo. – Disse Demi um pouco mais calma e Joe assentiu curvando-se para beijá-la carinhosamente nos lábios.

   - Tudo bem, tenha cuidado. – No banco de trás Lizzie riu daquela repentina mudança de humor dos pais, que trocavam um beijo inofensivo e logo Joe desceu para abrir a porta para ela e para Demi a ajudando descer do carro. – Cuide da minha pequena, pequenina. Papai ama você. – Como não amá-lo? Demi e Lizzie se perguntavam em pensamento. Joe era tão fofo! Lizzie dissera que o amava quando ele a envolveu num abraço apertado e beijou-lhe a testa.

   - Nós vamos ficar bem amor. – Disse Demi sorrindo enquanto Joe beijava a sua barriga e conversava com Bernardo em sussurros. Ele sempre fazia aquilo e quando ela perguntava o que ele estava dizendo para o pequeno Joe dizia que eram coisas de garotos.

   - Eu sei. Amo vocês. – Joe despediu-se com um selinho e um abraço apertado e logo estava longe pedindo a Deus que enviasse um anjo para proteger Demi e os seus filhos enquanto ele não estivesse por perto.

   - Não foi tão ruim, foi? – Perguntou Demi enquanto caminhava tranquilamente ao lado de Elizabeth pelo jardim da escola.

   - Não, foi legal. Eu pensei que o papai bateria no Eric, mas ele até se comportou. – Demi riu do comentário da filha e enlaçou o braço ao de Elizabeth para se apoiar evitando uma futura queda já que ainda nevava. – O que você vai fazer aqui? – Perguntou a menina pela primeira vez estranhando o porquê de Demi estar ali já que ela só visitava a escola para as reuniões de pais quando estava na cidade e para resolver as confusões de Daniel.

   - Preciso conversar com a Sra. Truscott, nada grave. – Limitou-se a dizer e Lizzie assentiu ajudando a mãe a subir a rampa que dava acesso ao corredor principal da escola.

   - Quer que eu te leve até a sala dela? – Perguntou a menina preocupada com a mãe naquela enorme escola.

   - Estou bem meu anjo, não se preocupe comigo, vou ficar bem. – Demi a beijou na testa e sorriu feliz pela filha. – Dê um beijo no seu irmão por mim, amo você bebê. Mais tarde nos encontramos em casa. – Elizabeth fez careta, mas assentiu e despediu-se da mãe saindo às pressas, pois estava atrasada para a aula.

Caminhando a cuidadosos passos Demi viu-se aliviada e nervosa ao mesmo tempo. Aliviada, pois havia o elevador que a levara para o andar da sala da diretora então ela não precisaria subir as benditas escadas e nervosa por não saber como começaria explicar sobre a sua proposta para a Sra. Truscott e nem como encaixaria Jenny na conversa, porém era preciso ter coragem e quando deu por si Demi já batia à porta esperando ansiosamente que logo ela fosse atendida.

   - Sra. Jonas? Bom dia! – Disse a Sra. Truscott assim que abriu a porta e encontrou Demi e o seu amistoso sorriso. – Por favor, entre. – Disse dando espaço para que Demi adentrasse a sala que nunca lhe trazia boas lembranças. – Tudo bem com Elizabeth? Ela faltou hoje às aulas. – Demi assentiu e explicou rapidamente que tivera que levar a menina ao consultório médico, mas que não havia nada de grave a se preocupar.

   - Vim conversar com a senhora sobre algo que eu e o meu marido estamos pensando há algum tempo. – Começou a dizer Demi assim que se sentou numa daquelas cadeiras acolchoadas e confortáveis. – Vou ser direta. – Disse Demi tentando disfarçar o nervosismo com um sorriso. – Nós movimentamos uma boa quantia em dinheiro todo o mês, Joe com a gravadora e eu com os meus contratos, então pensamos em fazer alguma coisa para o futuro de milhares de jovens. Se a senhora aceitar, nós queremos criar uma parceria entre a gravadora e a escola para oferecermos bolsas integrais de estudo. – Ora, só faltava ela encaixar Jenny na história já que a Sra. Truscott pareceu surpresa e satisfeita com a proposta.

   - Nós já temos grandes parcerias, mas ainda sim não é o suficiente para cobrimos todos os custos de mais de cem alunos bolsistas. Será um prazer fechar negócio com a senhora. – Demi assentiu satisfeita por conseguir com facilidade fazer a sua proposta e por mais que a principio o seu real objetivo era ajudar Jenny a não perder a bolsa de estudos, Demi estava feliz por ajudar milhares de jovens que jamais teriam uma oportunidade de estudar em uma escola como aquela.

   - Tudo bem, os meus advogados entrarão em contato para criamos um contrato justo. – Disse Demi olhando para os olhos da diretora. – Sra. Truscott, eu gostaria que essa informação ficasse entre nós, futuramente podemos divulgar sem muito alvoroço. E eu não sei se a senhora se lembra, mas da última vez que estive nesta sala foi para resolver o mal entendido de Daniel e os colegas.. – Começou a dizer Demi. – Jenny estava com o meu filho e a senhora disse que ela perderia a bolsa de estudos. Bem, eu conheço a menina e não quero que ela se prejudique por minha culpa, quero incluí-la na minha proposta, posso até adiantar o pagamento de todo o ano letivo agora. – Demi esperou ansiosamente que a Sra. Truscott processasse o que ela dizia, Deus! Tinha que dar certo.

   - Bem, devo informá-la que nós precisamos entrar em contato com os responsáveis por Jenny, no caso a Sra. Shorty para que ela seja informada e concorde com a sua proposta. – Ah droga! Alex não, aliás, não naquele momento, pois ela acabaria estragando todo o plano que Demi tinha em mente.

   - Não podemos conversar com o pai de Jenny? – Murmurou Demi com cara de poucos amigos. Talvez o pai de Jenny não guardasse tanto rancor e concordaria com a proposta para ajudar a filha.

   - Não senhora, ele veio a óbito a pouco mais de um ano. – Demi franziu o cenho surpresa. E agora Demi se lembrava de que Daniel nunca comentara sobre o pai de Jenny e ela nunca tivera a oportunidade de perguntar.

   - Eu gostaria de deixar a escola da menina paga, Alex é uma velha... amiga, posso conversar com ela sobre assunto, tenho certeza que ela concordará uma vez que a minha intenção é só ajudar. – Demi apressou-se em buscar o bolo de notas de cem dólares na bolsa como havia separado no dia anterior e o pôs sobre a mesa. – Bem, eu tenho que ir, não conte nada para Alex antes que eu posso conversar com ela. – Com cuidado Demi se levantou, a ideia era ir embora antes mesmo que a Sra. Truscott se arrependesse e estranhasse o fato de ter dinheiro a mais naquele bolo de notas. Oh céus! Joe a mataria se soubesse que ela estava tentando subornar a diretora, isso porque Demi prometera que não aprontaria nada, mas era por uma boa e nobre causa.

   - A senhora não quer tomar um pouco de café ou chá? Nós podemos conversar mais sobre a sua proposta. – Disse a Sra. Truscott apressando-se em se levantar.

   - Não, obrigada. Tenho que me apressar, quero conversar com a mãe de Jenny ainda hoje para que não haja nenhum mal entendido. – Na verdade Demi estava pensando que ela teria que se encontrar com Alex o mais rápido possível antes que Joe suspeitasse de alguma coisa e atrapalhasse os seus planos. – Se a senhora puder me ajudar com o endereço da casa de Alex ficarei agradecida, não estou de carro e não me recordo bem o endereço. – Mentiu Demi um tanto nervosa e rapidamente a Sra. Truscott anotara na folha de um bloco de notas o endereço da casa de Jenny.

Quando era mais tarde Demi entregara o bilhete para o taxista com o endereço do seu destino. Tentara conversar com o simpático rapaz que dirigia o táxi na tentativa de relaxar sem sucesso já que o nervoso piorava conforme se aproximava do endereço.

   - Senhora, nós chegamos. – Informou o rapaz ao perceber que Demi estava perdida em pensamentos. – Senhora, nós chegamos. – Tornou a dizer e Demi despertou dos pensamentos um tanto nervosa, pagara a corrida e assim que desceu do táxi com a ajuda do rapaz respirou fundo e agradeceu a hospitalidade.

   - Coragem Demi, é por Daniel. – Disse a si mesma respirando fundo por minutos e mais minutos e quando percebera já havia subido os degraus da pequena escada da varanda da casa e preparava-se para tocar a campainha. Oh Deus, naquele momento Demi rezava para que o endereço estivesse errado... O medo começara a dominá-la. – Coragem, coragem, coragem.. – Cantarolou engolindo em seco e levara o dedo trêmulo à campainha. – Respira Demi, respira. – Sussurrou depois que tocara a campainha duas vezes. Ora, ela estava inquieta e parecia que todo aquele frio que cobria Los Angeles estava especialmente localizado em sua barriga. – Calma, respira. – Sussurrou tocando a campainha mais uma vez e quase congelara quando a voz de Alex soou dizendo que já atenderia a porta.

   - Poi.. Você? – Demi estava literalmente congelada e não sabia como começaria aquela conversa, mas teria que ter coragem e ser forte por Daniel.

Continua.. Oi, como vocês estão? Espero que tenham gostado do capítulo e o próximo promete... Ah, sobre o flashback da primeira vez da Lizzie, hum, eu acho que não consigo imaginá-la fazendo essas coisas kkkkk, então vou ficar devendo essa! Beijos e até mais.

ps. Perdoem a demora para postar, é que eu não estou com muito tempo por conta da faculdade e 

4 comentários:

  1. CARALHOOOOO. Que ansiedade pro próximo capítulo :O . Pelo amor de Deus eu preciso desse capítulo o mais rápido possível vc conseguiu me deixar nervosa porra. Esperei por isso a fic inteira . Te amo Amanda e a sua fic tbm.
    Bjs

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  2. Eu amei o capítulo desculpe por não ter comentado no outro mas é porque eu tô sem tempo também ,mas olha foi muito fofo muito fofo ,a parte do joe querendo matar o erick , é continua não me mate de ansiedade .Beijos até o próximo.😀😀

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  3. Eita...Demi é muito corajosa ❤️
    Está tudo lindo ❤️❤️
    Estou amando a fic
    Posta logoo
    Beijos

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  4. Sinto falta do Joe ciumento kkkk E de como a Demi ficava louca para controlá-lo. Adorei o capitulo e estou tão ansiosa para saber o que acomtecerá entre as duas, até cheguei a pensar na possibilidade da Demi entrar em trabalho de parto na casa da Alex isso seria uma forma de aproxima-las e etc.
    Sam, xoxo

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