13.11.14

Capítulo 31 - (Parte 1/2)

Como Joe gostaria de um espelho.. Estava nervoso. Verificou se o cabelo estava em ordem no vidro do carro e então relaxou os ombros e pôs-se a caminhar determinado. Depois de noites e noites em claro, ele finalmente tinha conseguido dormir em paz suspirando em seu sono ao se lembrar de cada vez que Demi dissera que o amava na noite passada. Não estava sendo fácil estar sem ela, mas estava lutando para conseguir tê-la de volta.
Ok. Respire fundo. Disse a si mesmo mentalmente. Antes de levar o dedo ao botão da campainha Joe pensou em fugir correndo. E se ele não estivesse bonito o suficiente? Vestia uma camisa gola polo rosa bebê, calça jeans de lavagem clara e tênis tão brancos que chegara doer os olhos. Nas mãos tinha um tablete de chocolate embrulhado em papeis cintilantes prata e envolto em um laço vermelho bonito, e também tinha um ursinho de pelúcia. Nomeara-o de Ted. Seja homem! Gritou a consciência e antes que ele desse conta do que fazia, o dedo já estava enterrado no botão da campainha. O coração estava impaciente, acelerado e agoniado com a demora em abrir a porta. Céus! Não se passara um minuto e ele estava quase morrendo. Tocou a campainha de novo e arrependeu-se. Não queria se mostrar insistente.. Deveria esperar. Bateu o pé, olhou a hora no relógio e enterrou os dedos nos cabelos. Era um ciclo. Batia o pé ritmicamente, olhava a hora no relógio que ganhara de Demi de presente de um ano de casados e enterrava os dedos nos cabelos escuros. Toque de novo. Pensou, mas antes que guiasse o dedo à campainha a porta foi aberta preguiçosamente.

   - Bom dia. – Disse tentando não sorrir como um bobo apaixonado. Lá estava ela, parecia uma boneca de tão bonita que estava. Os cabelos negros caiam em mechas lisas pouco curvadas pelos ombros, os olhos como sempre estava delineados e tinha as pálpebras escurecidas pela sombra. Difícil era fitar os lábios pintados de vermelho e não querer borrá-los com um beijo avassalador. No pequeno decote do vestido estampado Joe queria colar os seus lábios enquanto o deslizava para fora do corpo de Demi junto com a jaqueta de couro e tomar-lhe os seios em sua boca.
Ela estava simplesmente maravilhosa. Por mais que odiasse aqueles vestidos, adorava a forma que Demi ficava delicada e sexy vestida neles. 

   - Bom dia. – Era tão tímido e fofo, mas não deixava de ser um sorriso.

   - Bom dia Dem. – Disse ainda sem conseguir desgrudar os olhos dela. - Eu trouxe para você. – Joe sorriu gritando um viva mentalmente quando Demi aceitou o chocolate e abraçou o ursinho. – Ele se chama Ted. – Disse satisfeito por vê-la feliz com o presente. – Ele é antialérgico. – Coçou a nuca sem graça.

   - Ted.. gostei do nome. – Vendo-o corar, Demi riu e avançou sobre ele para abraçá-lo e beijá-lo castamente nos lábios. – Obrigado amor. – Disse o olhando nos olhos e roubando um selinho.

   - Está pronta para irmos à gravadora? – Perguntou. Ultimamente Joe estava trabalhando na gravadora e no escritório em casa, tinha sido um acordo que firmara com Sara para que ele conseguisse trabalhar tranquilamente.

   - Acho que eu tenho que levar o Ted para o quarto. – Joe curvou-se e beijou a bochecha de Demi carinhosamente e sorriu ao olhá-la.

   - Eu estarei esperando. – Não pode negar que fitou o traseiro e cada movimento desse conforme Demi subia as escadas. Quando ela sumiu do seu campo de visão, Joe adentrou os bolsos com as mãos e assoviou ainda com aquela visão maravilhosa em mente.

   - Dianna, onde está a Demi? – De repente sua linha de raciocínio fora interrompida pela voz grave de Eddie. – Dianna? – A voz do sogro aproximou-se quando Eddie surgiu do corredor. Joe sorriu e estendeu a mão oferecendo um aperto amigável, mas Eddie apenas o olhou feio. Sabia que Eddie tinha seus motivos, pois ele não tinha sido o homem que prometera cuidar de Demi nesses últimos dias.

   - Bom dia. – Joe recolheu a mão e a guardou no bolso um tanto constrangido depois do rápido aperto de mão de Eddie. – Demi foi ao quarto dela. - Disse Joe quebrando aquela troca de olhares estranha. Depois de segundos Eddie respondeu um “Bom dia” sem muita vontade.Primeiro moveu-se desconfortavelmente, segundo começara a bater o pé ritmicamente, terceiro espiara Eddie e viu que o sogro mal o olhava. Ah! Joe odiava o silêncio, era tão constrangedor estar com uma pessoa em silêncio.

   - Joseph? – A voz de Demi o trouxe de volta a realidade. Estar com Eddie estava sendo tão constrangedor que Joe distraíra-se facilmente com as lembranças da noite passada que tivera Demi em seus braços. – Por que vocês não entraram? – Perguntou caminhando até o pai e o marido.

   - Eu estou indo ao mercado. – Pronunciou Eddie olhando para a filha. – Você sabe onde está a sua mãe? Eu não encontrei a lista das coisas que tenho que comprar para o jantar. – Murmurou um tanto impaciente. Todos os dias Dianna inventava um prato diferente.. E Demi temia que a numeração de suas roupas aumentasse, mas não queria desapontar a mãe.

   - Mamãe foi ao salão e deixou a lista comigo. – Eddie murmurou um “mulheres” enquanto Demi buscava a lista na bolsa que mais parecia um buraco sem fundo. – Mas vocês não vivem sem elas. – Rebateu o murmurou do pai olhando discretamente para Joe.

   - Acho que ele está bravo. – Comentou Joe quando Eddie despediu-se rapidamente de Demi com um beijinho na testa e apenas acenou para ele quando passou por seu lado.

   - Ele sempre está bravo. – A porta foi fechada e Demi enlaçou o braço ao de Joe enquanto eles caminhavam pelo jardim em direção à garagem.

   - Como foi à ida a escola? As crianças estão dando muito trabalho? – Joe sabia como era cansativo cuidar de duas pessoas. Quando Demi estava mundo a fora era ele quem cuidava de Elizabeth e Daniel, era extremamente difícil tentar fazer todas as vontades que não eram suas, mas colocar ordem naqueles dois era uma questão quase impossível de se resolver.

   - Daniel implica com Beth porque ela o provoca o tempo todo, mas está sendo menos caótico do que eu pensei. – Os dois acabaram rindo. Caos. Não era para menos ou para mais. Era apenas a dupla combinação de Joe com Demi.

   - Eu estou morrendo de saudades deles. – Comentou. Demi o olhou e suspirou fundo ao ver Joe fitar o nada claramente pensativo. Queria dizer a ele tudo ficaria bem, mas não tinha parado para pensar em como as coisas voltariam ao normal.. Apenas pensara que o tempo os ajudaria, e realmente tinha sido bom refletir sobre tudo que tinha acontecido.

    - Por que nós não marcamos para levá-los para passear? – Sugeriu. – Nós poderíamos ir ao parque de diversão, num restaurante, na praia, qualquer lugar. – Qualquer lugar seria o suficiente para que todos pudessem se divertir juntos.

   - Por mim tudo bem. – Antes de abrir a porta do carro como um cavalheiro, Joe não resistiu ao sorriso de Demi e avançou sobre ela para beijar-lhe a boca.

(...)

Como todo casal.. Bem.. Como todo casal, a gravadora vazia foi preenchida por suspiros e gemidos excitados. No sofá não sabia-se ao certo quem estava por baixo e quem estava por cima, Joe tentava manter-se deitado sobre Demi, mas a mesma sempre escapulia de seus braços e invertia as posições com um sorriso sapeca nos lábios avermelhados.

   - Demi! Quieta. – Pediu pela milésima vez, mas acabou rindo frustrado quando Demi deitou-se sobre ele e o mordeu no pescoço.

   - Por quê? – Perguntou sorrindo entre selinhos e toques ousados.

   - Por que se você ficar por baixo... – Disse enquanto invertia as posições. – eu vou poder te tocar e beijar. – As mãos dele subiram dos joelhos até as coxas as apertando e acariciando criando no intimo de Demi aquela velha sensação..

   - Eu nem quero saber o que vai acontecer se o Nick chegar. – Gemeu manhosa ao sentir uma mistura de caricia, o toque dos lábios macios e quentes junto dos pelinhos da barba de Joe roçar a seu pescoço.

   - Eu também não. – Joe estava tão envolvido determinado em pressionar dois dedos na entrada do íntimo de Demi que mal sabia o que dizia. – Deixa.. – Sussurrou no ouvido dela e Demi, mesmo tentada a ceder, negou sabendo que a qualquer segundo estariam na companhia dos outros membros da equipe.

   - Depois amor. – Poderia não entregar os pontos de forma fácil, Demi não hesitou em moldar a mão como uma concha sobre o volume que se formara sobre o jeans da calça de Joe e apertá-lo deliciando-se do gemido rouco contra o seu ouvido.

   - Você tem me deixado louco nesses últimos dias. – Sussurrou depois de um beijo no maxilar de Demi. – Tão linda. – Joe esfregou o nariz contra o de Demi antes de capturar os lábios dela em um beijo simples e carinhoso.

   - Tão lindo. – Demi o imitou e Joe riu abraçando-a. – Eu adoro ficar assim com você. – Joe apenas a abraçou ainda mais arrancando um sorriso de orelha a orelha de Demi.

   - Eu vou me comportar, prometo. – Por mais que estivessem no clima, sabia que aquele não era o ambiente certo para fazer amor com Demi. – Você tem pensado no que quer para o seu CD? – Perguntou brincando com as mechas dos cabelos dela.

   - Na verdade eu não esperava que teria que trabalhar com música por agora, não tenho nada em mente, mas acho que posso tentar. – Queria apenas descansar e tentar colocar as coisas em seu devido lugar.

   - Tentar, ora, já temos alguma coisa Demetria. – Demi ergueu-se para olhá-lo e acabou rindo junto com ele. – O que foi princesa? – Joe levou o dedo ao nariz de Demi para apertá-lo.

   - Acho que vou cochilar um pouquinho, você não se importa se ficar sozinho? – Perguntou com um sorrisinho provocante nos lábios. Demi arregalou os olhos, mas riu ao receber uma palmada no traseiro. Acabou aninhada ao peito largo fascinada pelas batidas do coração dele por longos e longos minutos até que Nick e Kevin chegaram.

O material de John era realmente incrível. O espírito de artista tomara conta de Demi, que tinha os olhos brilhando de tanta satisfação, planejara o álbum e tudo que vinha junto com ele em um piscar de olhos. Era fantástico sentir aquela adrenalina que Demi conhecia muito bem correr por suas veias, amava cantar e transmitir através da sua música energia positiva, e faria isso em mais um álbum que mudaria a história de milhares de pessoas.

   - Ei bebê, o que você está tocando? – Demi juntara os cabelos e os prendera com uma fitinha cor de rosa, tinha a postura reta e deslizava os dedos sobre as teclas do piano de olhos fechados procurando sua concentrar-se no que fazia de melhor. – Dem? – Joe aproximou o celular de Demi e sorriu satisfeito ao vê-la sorrir para ele.

   - Você não vai postar, vai? – Perguntou sorrindo timidamente olhando para a câmera. Joe tinha um vicio terrível. Chamava-se instagram. Infelizmente Joe a fotografa e filmava nos momentos mais indevidos e constrangedores e postava no aplicativo.

   - Ops.. – Sorriu como uma criança que acaba de aprontar ao clicar na tela para postar o vídeo.

   - Joseph! – Demi o repreendeu, aliás, ela sempre o repreendia, mas de nada adiantara, Joe sempre iria postar fotos e vídeos dela.

   - Você estava tão linda bebê. – Disse guardando o celular no bolso. – Eu poderia passar horas e horas te vendo tocar piano. – Confessou roubando um selinho de Demi.

   - Demi, o que você acha? – Demi e Joe olharam para trás e encontraram Nicholas com o violão cor de caramelo nos braços, os dedos da mão esquerda deslizaram pelo braço do violão da primeira casa até a quinta variando de corda em corda puxando-as e abafando-as. – Pensei em encaixar em alguma música. – Disse repousando o violão no suporte.

   - Eu adorei, podemos tentar colocá-lo em alguma música. – Demi sorriu sozinha imaginando o que poderia fazer com aquela batida suave que Nick compusera. Escrever era uma arte, e escrever letras de música exigia um pouco mais de cada um, no caso de Demi, ela costumava encontrar a solução do nada, gostava de ter liberdade para pensar na mensagem que tentaria transmitir através do seu trabalho.

   - Quer tentar acompanhar no piano? – Joe mal deu conta e Nick já puxara um puff para perto do piano puxando as cordas no violão soando aquela batida suave. Cruzou os braços praticamente machucando o próprio abdômen vendo Nick sorrir para Demi e tocá-la.. – Dem, acho que se você tentar um tom abaixo fica melhor. – Joe arregalou os olhos como se Nick chamar Demi pelo apelido fosse o maior absurdo de todo o mundo. O engraçado era. Há um minuto Demi sorria para ele e agora ela sorria para Nick.

   - Nós temos água aqui? Eu tenho um verso em mente. – A água a ajudaria preparar a voz antes mesmo de fazer um breve aquecimento vocal.

   - Nossa água acabou. – Lamentou Kevin desviando o olhar da tela do computador para olhar para Demi.

   - Eu vou buscar água. – Disse determinada se levantando. – Eu já volto, ok? – Joe recebeu o selinho de Demi sem conseguir desgrudar os olhos de Nick acompanhado o olhar do irmão mais novo para as pernas de Demi, que saiu cantarolando versos inexos. Com os braços ainda cruzados, os olhos cerrados estavam escuros e fitavam Nick. O que diabos Nicholas estava pensando? Demi era a mulher dele, apenas dele! O nervoso apenas aumentava conforme Nick puxava as cordas do violão e assoviava distraído imitando o violão.

   - Eu acho que também vou buscar água, vocês querem? – Perguntou Kevin tão distraído quando Nicholas. Joe nada disse, não desviou o olhar de Nick que pedia Kevin para buscar um copo d’água para ele.

   - Cara, o que foi? – Perguntou Nick assustado ao ver Joe de olhos cerrados. Deus! As veias de Joe saltavam e ele ofegava. – Você está passando mal? – Perguntou preocupada largando o violão de qualquer jeito.

   - Que merda Nicholas! Por que você não se contenta com a sua mulher? – Esbravejou para a surpresa de Nick. – É melhor você tirar o olho dela, entendeu? Ela é minha! – Arqueando as sobrancelhas Nick tombou a cabeça para a trás e gargalhou em pura ironia.

   - Você está ficando louco, só pode. – Disse consigo mesmo.

   - Louco? Quem está ficando louco é você. – Joe o empurrou, mas Nick não deixou passar e empurrou de volta.

   - Ao menos eu não estou caducando! – Gritou empurrando Joe.

   - Caducando? Você estava olhando para as pernas dela. – Gritou de volta empurrando Nick com tanta força o fazendo desequilibrar-se.

   - Porra, você está maluco? – Nick chegara ficar cor de rosa, levantou-se e empurrou Joe contra o painel de controle. – A Demi está certa de querer distancia de você. Olha só o que você virou, só falta matar um por causa desse ciúme estúpido. Você não merece a mulher maravilhosa que tem Joseph, não merece. – Sem pensar duas vezes Joe o acertou com um soco no maxilar. – Ela vai encontrar um cara melhor que você, alguém que é capaz de fazê-la feliz. – Antes mesmo que Joe pudesse partir para cima de Nick mais uma vez, os olhos dele encontraram com os olhos amarronzados e arregalados de Demi.

   - O que... O que está acontecendo? – Perguntou tão assustada. – Nick, você está sangrando.. Que merda está acontecendo? – Perguntou novamente como se não acreditasse no que via.

   - Pergunta para esse animal. – Nick fitou os olhos de Demi um tanto confusos por alguns segundos e pôs-se cabisbaixo.

   - Joseph... – O nome dele foi dito como quem repreende uma criança que acabara de aprontar. – O que aconteceu? Por que Nick está sangrando? – Perguntou fitando os olhos dele esperando por uma explicação. Joe ofegava e tinha aquele olhar que ela conhecia perfeitamente.. Demi enterrou os dedos nos cabelos e perguntou mais uma vez o que tinha acontecido, mas Joe apenas saiu às pressas, claro, esbarrando em Nick propositalmente. – Joseph! – Gritou, mas ele não parou. – O que aconteceu? – Perguntou para Nick, mas o mesmo não respondeu, continuara cabisbaixo sem corajem de afirmar o que Demi temia.

   - Ei, aonde você vai? – Kevin tentou equilibrar-se, mas o furacão Demetria derrubara o copo com água.

Elevador era para tolos, Demi desceu as escadas apressada e correu chegando ao estacionamento a tempo de ver o homem moreno vestido com a camisa cor de rosa andar  furiosamente em direção ao carro cor de prata. – Joseph! – Gritou, mas ele não escutou. – Taxi! – Gritou para o taxi amarelo que quase a atropelara. Que Deus a perdoasse, invadir o taxi de velhinhas não era um ato digno, mas no momento Demi estava com tanta pressa que mal pediu licença para a senhora que se mexia em câmera lenta e entrou no taxi oferecendo o valor triplo da corrida caso o taxista seguisse o Audi prateado. Iria enfrentá-lo. Se Joe pensava que ela voltaria para os braços dele, ele estava muito enganado. Era agora ou nunca.

Tudo que está ruim só tende a piorar, era o que o velho ditado dizia. E não falhara! Fora extorquida pelo taxista que cobrou bem mais que o triplo da corrida, porém Demi estava afoita demais para lembrar-se que apenas notas de cem dólares não caíram do céu.. Falando em cair do céu, os pingos fracos de chuva colidiram contra a pele quente enquanto Demi tentava desviar dos carros. Alguns buzinavam e outros simplesmente gritavam “Olha, é a Demi Lovato”. Empurrara a porta de vidro do prédio da New York Times e o procurou com os olhos, lá estava ele em meio dos homens engravatados no cubículo que era o elevador. Infelizmente e novamente, Demi correu para as escadas e a cada degrau que subia murmurava um palavrão diferente.

   - Sra. Jonas! – Quando finalmente os degraus acabaram, Demi entrou a toda velocidade na seção onde ficava o escritório de Joe mal ouvindo os cumprimentos direcionados a ela, estava tão possessa que era capaz de soltar fogo pelas ventas. Ora, ela praticamente tinha participado de uma maratona de cem metros, fora extorquida e tinha saltado degrau por degrau da escada por culpa dele! Demi cerrou os olhos ao vê-lo adentrar o escritório e bater a porta. Determinada, Demi atravessou a seção sobre o olhar curioso de muitos e quando finalmente estava em frente à porta do escritório de Joe, simplesmente a abriu e adentrou o escritório em meio aos protestos da secretária de Joe que vinha em seu encalço.

   - Que porra foi aquela Joseph? – Gritou/Perguntou para a surpresa de Joe.

   - Sr. Jonas me desculpe, eu não tive como impedir. – Demi lançou um olhar mortal sobre a secretária de Joe num silencioso pedido de despensá-la, porém a mesma engoliu seco mal se movendo.

   - Está tudo bem Edna, pode ir. E por favor, eu não quero ser interrompido, sim? – Demi teve vontade de gargalhar. A um minuto atrás Joe socara Nick e agora agia como se fosse um santo!

   - Com licença. – A secretária praticamente evaporou em questão de segundos os deixando a sós. E Demi continuava com as mãos na cintura em uma postura ofensiva quase espumando de raiva.

   - Então, vai me explicar ou vou ter abrir sua cabeça pra tentar entender? – Joe se aproximou dela deixando-a sem fôlego e nervosa ainda esperando uma explicação lógica.

   - Muito simples, o babaca do meu irmão estava olhando as suas pernas como um cão em frente de um frango de padaria. Tudo graças a essa porra de vestido absurdamente curto que você está usando. Se você queria um Jonas, poderia ter me procurado, mas já aviso, não se iluda, o bom de cama da família sou eu. – Sem pensar duas vezes Demi o acertou com um tapa no rosto fazendo Joe se projetar para o lado. Ela já chorava a essa altura, quando começou a distribuir socos no peito e nos braços de Joe que tentava se esquivar.

   - Desgraçado! Eu te odeio, eu te odeio Joseph! – Demi continuava tentando acertá-lo, mas Joe segurou seus pulsos e a imprensou contra a mesa.

   - Pode me odiar o quanto quiser, mas você ainda é minha. - Dito isso ele a beijou com força, bruto, deitando-a parcialmente sobre a mesa enquanto Demi tentava sair de seu aperto e virar o rosto para fugir do beijo. Mas Joe seguiu beijando seu pescoço e colo até chegar a sua orelha onde sussurrou.

   - Não foge, por favor, Dem seja minha, eu não aguento mais. - Ele disse de forma mansa em seu ouvido e aos poucos Demi se aquietou. Quando ele voltou seu rosto para ela outra vez, ela levantou a cabeça e o beijou, com paixão, com fogo. Ele soltou seus braços e logo suas mãos foram aos cabelos dele acariciando, puxando e arranhando sua nuca.
Subindo e descendo as mãos da cintura as costelas de Demi, Joe arriscou uma caricia ousada desfazendo da jaqueta de couro deixando-a cair no chão e desceu as mãos até o pairar da barra do vestido apertando as coxas de Demi firmemente para agarrar a barra do vestido e puxá-la para cima tendo que desgrudar os lábios dos de Demi apenas para passar o vestido pelos braços e a cabeça. – Eu estou no paraíso? – Perguntou para si mesmo enchendo os olhos com o corpo esculpido da amada. Joe não esperou um minuto sequer e a abraçou colando os lábios no pescoço dela para ali depositar beijos quentes e lentos que caminhavam em direção aos belos seios sustentados pelo sutiã preto. Quando chegou onde tanto almejava, Joe abaixou a copa do sutiã e tentou abocanhar o seio esquerdo de Demi sem sucesso algum. Apenas sorriu fascinado para o mamilo amarronzado e o lambeu e o chupou repetindo o processo no seio direito logo se livrando do sutiã.

Mais uma vez Demi o puxou e o beijou como se fosse matar toda a saudade e raiva que sentia com um beijo. O beijo durou minutos e minutos, ora lento ora furioso até que Joe fora obrigado a deixar os lábios dela para deixá-la passar a camisa por sua cabeça e arremessá-la longe.

As palmas da mão subiram do traseiro masculino passando pelas costas e fecharam-se para que os dedos agarrassem e enrolassem-se nos cabelos negros e curtos, Demi os puxou com força fazendo Joe intensificar o beijo e abraçá-la com mais força. O gemido sofrido dele foi como música para os ouvidos, não tivera pena ao descer as mãos e logo subi-las, mas não numa caricia “carinhosa” e sim numa caricia provocante cravando as unhas deixando traços vermelhos na vertical pelas costas de Joe.

   - Hmm.. – Murmurou Joe a imprensando contra ele pedindo que Demi enlaçasse as pernas a sua cintura. Beijou-a com ardor colidindo-a contra a parede, Demi não reclamou, cravou as unhas nos ombros e deixou que ele a beijasse com uma mão a segurando e a outra livrando-se da fivela do cinto logo do botão da calça, que com custo desceu pelas coxas de atleta de Joe.

Tinha sentido tanta falta de abrigá-lo em seu interior, era tão bom tê-lo quente e duro entrando e saindo sem cessar. Demi o abraçou rodeando o pescoço de Joe com os braços e apertara mais as pernas em sua cintura para não soltá-lo tão cedo. O movimento brusco que Joe fizera para imprensá-la mais contra a parede resultou num vaso de porcelana em mil pedaços no chão, mas não se importaram, Demi gemeu de deleite no ouvido dele ajudando-o mover-se.

As unhas estavam lá de novo, mas dessa vez Demi o arranhou no ombro e o mordeu no pescoço enquanto rebolava sem jeito. Joe gemeu em resposta e a aninhou no peito carregando-a para o sofá onde tentou deitá-la, mas Demi foi mais esperta e esquivou-se dele assumindo a liderança. Pôs-se de joelhos e tinha o corpo de Joe entre as pernas.
O beijo serviu para abafar os gemidos quando Demi afastou a própria calcinha para o lado e o levou para o seu interior. Minutos depois, Demi subia e descia com força, rebolava e apertava o membro de Joe em suas paredes fazendo com que ele quase chorasse de tanto prazer. Ele urrava e ela mal conseguia ouvir os próprios gemidos, estava em outra orbita devido ao prazer quase que palpável que sentia.
Quando ele escapuliu, Demi aproveitou para distribuir beijos molhados e mordidas no peitoral, pescoço e orelha de Joe enquanto abrigava apenas a cabeça do membro dele o deixando louco a cada rebolada.

   - Oh Demi.. – Joe relaxou o corpo no encosto do sofá e levou as mãos a cintura de Demi sentindo-se mais que acolhido, acariciando-a e apertando-a nas coxas com vontade, até que Demi se encaixou completamente em seu membro de uma vez só, causado um gemido entrecortado dos dois.

Gemeram juntos abraçados, movendo-se e se beijando da forma mais quente e lenta possível. Demi já não aguentava tê-lo, o corpo, principalmente a região intimida, estava carregado de desejo e a cada roçada de pele Demi gemia consigo mesma pronta para se jogar de um penhasco e sentir aquela sensação surreal da expectativa arrebentar-se liberando o orgasmo mais intenso que tivera nos últimos meses. Ela apressou os movimentos e contraiu as paredes do íntimo prestes a desmoronar quando Joe pediu que ela o esperasse. E assim foi feito, ele a abraçou trazendo-a para deitar-se sobre o corpo com a testa encostada a dele enquanto se moviam naquele momento final juntos. As pupilas dilataram, os corpos relaxaram suados e abraçados.

Estavam tão abraçados e colados. Joe já não tão ofegante, ele parecia relaxado e completamente confortável, abraçava Demi a envolvendo com o seu calor. Quando ela o olhou, Joe sorriu e beijou a testa e depois deu um selinho demorado nos lábios dela.

   - Não existe ninguém melhor que você. Deus, você é tão maravilhosa, eu mal consigo respirar.  - Aquele era o pior momento para dizer aquilo, Demi fechou os olhos apertados, lembrando-se das palavras de Alex. Joe só estava com ela pelo sexo, e em segundos, a realidade bateu como uma bola de demolição em seu coração. O que ela tinha feito? Não devia estar ali, não devia ter feito amor com ele, muito menos por raiva ou tesão. As lágrimas vieram à tona outra vez, não queria sair de seus braços, mas tinha, precisava ou se sentiria mais humilhada. Começou a se levantar, mas foi impedida por Joe.

   - Aonde você vai? – Perguntou Joe de cenho franzindo não querendo tê-la fora de seus braços nunca mais.

   - Preciso ir. – Disse sem olhá-lo.

   - Não bebê, você não precisa ir, o seu lugar é bem aqui comigo. – Joe afastou os fios negros que estavam colados na testa de Demi e a beijou como se pedisse para que ela ficasse.

   - Joe, isso não devia ter acontecido. – Murmurou sem graça.

   - Por quê? Nós não estamos fazendo nada de errado, você é minha mulher. – Disse confuso.

   - Eu pedi um tempo.. O que aconteceu nesses últimos dias foi simplesmente incrível, mas transar com você não vai ajudar em nada, além disso, você agiu feito um idiota e eu nem deveria estar aqui pra começar.

   - Mas você está aqui, e eu não quero que você vá. – Mesmo sem vontade alguma, Demi tomou coragem e levantou-se para procurar suas peças de roupa.

   - Demi, por favor, para de agir assim, me escuta. – Joe não se importou se estava ou não nu, de qualquer forma Demi já o conhecia perfeitamente. Agarrou-lhe o braço impedindo-a de se vestir.

   - Joe, por favor, me solta, me deixa ir. – Pediu sem olhá-lo.

   - Não, eu não quero deixar você, não outra vez, não desse jeito. – Ele colou sua testa a dela que suspirou, não aguentava mais aquela situação.

   - Joe, por favor. – Pediu mais uma vez deixando as lágrimas molhar o rosto outra vez. Maldita Alex!

   - Eu já te dei tempo demais, um mês Demi, um mês sem seus beijos, sem seu carinho, sem seu cheiro, eu não aguento mais. - Ele a beijou outra vez e ela correspondeu enroscando-se a ele.

   - Você não vê o que faz comigo? Não vê que com essa atitude só me magoa? – Demi mal podia olhá-lo nos olhos, doía ter que deixá-lo, mas teria que fazê-lo antes que acabassem machucados.

   - Demi.. – Chamou tentando trazê-la para si.

   - Eu não quero que você resolva os nossos problemas com sexo, não quero mais ter que me esconder e evitar tudo o que te irrita e te deixa com ciúme apenas para não brigarmos, não quero ter que me anular por você, chega. – Era para resolver aquele assunto que ela estava no escritório dele, Nick não levara um soco à toa.

   - Mas eu não resolvo nossos problemas com sexo. – Disse confuso.

   - Mesmo? E o que foi isso agora? Eu não aguento mais isso Joe, e essa foi a última vez que eu me deixei levar por você. – Demi o olhou nos olhos e viu o quão machucado ele estava. Tarde demais..

   - Quer saber? Eu já estou de saco cheio das tuas bipolaridades, há cinco minutos você estava gemendo feito uma cadela enquanto dava para mim, e agora se arrepende e sai correndo feito uma adolescente afetada. Vai, pode ir, mas pode ter certeza que dessa vez eu não vou correr atrás de você Demetria. – Joe alcançou a box e a vestiu de costas para Demi. O peito doía e uma estranha vontade de afogar-se nas próprias lágrimas o invadiu vendo-a terminar de se vestir. Demi pegou sua bolsa e saiu sem dizer uma palavra, chorava silenciosamente mal se importando com os olhares maliciosos e piedosos sobre si. Dessa vez optou pelo elevador, não demorou muito e ela já estava no hall do prédio em meio da chuva forte que caía. Acenara para um taxi, mas milhares deles pararam ansiosos para fazer uma corrida para a ilustre Demi Lovato completamente molhada. Mas Demi não privilegiou ninguém, entrou num taxi qualquer e pediu para que a levasse para a casa da mãe. E ali mesmo desabou, mal conseguia respirar, parecia que seus pulmões queimavam e não conseguiam encontrar o ar que ela tentava inspirar. Suas mãos tremiam pelo nervoso e pelo frio, Demi segurava a bolsa com força tentando aplacar a dor que seu coração transbordava. Aquela mulher tinha razão, e constatar aquilo era como cravar uma adaga em suas costas. Chorou copiosamente por minutos a fio, tentando recobrar a sanidade.

Talvez Joe tivesse razão.. Talvez Alex tivesse razão, estava agindo como uma adolescente que foge dos problemas destruindo a si mesma. Entretanto, quando se é mãe, o dever lhe chama o tento todo. E assim foi, Demi secou as lágrimas com o lenço que ganhara do taxista e engoliu o choro.

   - Oi meu amor. – Disse ao atender o telefone.

   - Mamãe? Você não vem me buscar? – Perguntou Elizabeth. Demi afastou o telefone da orelha para verificar a hora. Como pudera ser tão irresponsável? Deixara Lizzie na escola de castigo por quase uma hora.

   - Eu.. Eu estou chegando em casa, eu estava no estúdio, vou pegar o carro e já vou buscá-la, tudo bem? – Disse pacientemente. Talvez se ela passasse o dia agarrada aos seus bebês à dor passaria.

   - Não demore, eu estou sozinha. – Murmurou Elizabeth e Demi franziu o cenho.
   - Onde está o Daniel? – Perguntou estranhando. Sempre os levava e os buscava, Dan não voltaria sozinho para casa.

   - Ele foi para a casa de um amigo, disse que volta mais tarde. – Demi logo finalizou a ligação após se despedir da filha. Deveria parar de pensar em si mesma e focar em seus filhos, pensou.

Além de ser completamente gentil, o taxista não cobrou o triplo da corrida e desejou melhoras ao deixá-la em casa. Às vezes a solidão era a melhor saída, ao chegar em casa Demi encontrou bilhetes pregados a geladeira, Anne estava com Bryan e Dianna e Eddie numa reunião de amigos. Um banho quente e rápido resolveu o problema do frio e Demi aproveitou para livrar-se do cheiro dele impregnado em sua pele. Vestiu-se com um camisão branco que tinha o desenho do Mickey, calças jeans escuras e calçou o all star preto. Não secara os cabelos, pois não daria tempo e Lizzie já ligava novamente. Durante a trajetória da escola Demi era um poço de sentimentos, queria esquecer Joe, esquecer como tinha sido maravilhoso fazer amor com ele, e esquecer-se das palavras que tanto a machucou e humilhou.. Estava chateada consigo mesma por estar atrasada para buscar as crianças na escola. Quando mais tarde o celular tocou assim que Demi estacionou o carro numa vaga perto da entrada principal, telefonou para Elizabeth e quando viu que a menina não atendia o desespero tomou conta de si. Mães! Porque o pior sempre vem à mente primeiro? Preocupada, Demi saiu do carro e o trancou, caminhou na calçada enorme da escola fitando cada baquinho a procura de Lizzie, e então a avistou. Lizzie estava sentada sozinha num banquinho do jardim, tinha um livro em mãos, mas não o lia, apenas olhava para os lados ansiosa para que a mãe chegasse e a levasse para casa. Demi a conhecia muito bem.

   - Oi meu anjo. – Demi forçou um sorriso ao aproximar-se da menina.

   - Hmm.. Você demorou. – Lizzie abraçou a mãe calorosamente e sorriu ao receber um beijo na testa. – Está tudo bem? – Perguntou. Conhecia a mãe que tinha muito bem..

   - Claro, eu só estava trabalhando. – Inventou uma desculpa qualquer. – Onde Daniel está? – Perguntou colocando a mochila da menina nas costas.

   - Ah! Ele estava com uns amigos, disse que era para avisar que iria para a casa de um amigo.

   - Com a permissão de quem? – Disse fingindo estar chateada. – Estou brincando, mas vou puxar a orelha dele mais tarde. – Lizzie sorriu satisfeita, adorava quando a mãe resolvia pegar no pé do irmão.

   - Eu acho é pouco, Dan está precisando de umas boas palmadas. – Comentou maligna e Demi riu. – Posso sair com Eric hoje à tarde? – Antes mesmo que Demi pudesse responder, o molho de chaves foi ao chão e Demi agachou-se para buscá-los. – Mãe? Eu posso? – Perguntou novamente. Lizzie olhou para Demi e franziu o cenho.

   - Aquela não é a Jenny? – Demi perguntou apontando para a menina que saia da escola ao lado de uma mulher que lhe parecia familiar.

   - Sim. – Disse Elizabeth focalizando a menina. – Vamos para o carro? – Chamou Elizabeth e Demi apenas assentiu ainda olhando para Jenny e a mulher que estava ao seu lado.

   - Beth.. Você sabe quem é aquela mulher com a Jenny? – Não era possível.. Conforme o carro se aproximava da faixa de pedestre do estacionamento Demi a reconhecia.

   - É a mãe da Jenny. – O carro morreu e Demi arregalou os olhos. Diabos! Quase engasgara com o próprio ar.

   - Ela é a mãe da Jenny? – Perguntou tentando ser um pouco mais discreta enquanto via a menina atravessar a faixa de pedestre conversando distraída com a mulher ao seu lado.. Alex.

Continua.. Demorei, mas postei. Não me mate, por favor, mas na sinopse eu avisei que a coisa seria feia e vai ficar.. Então é isso. Desculpe a demora, eu tive alguns contratempos essa semana, incluindo o Enem.. Mas o capítulo está ai. Beijos e obrigado pelos comentários.

Ps. Obrigado Leka por me ajudar com esse capítulo, aliás, obrigado por tudo !

6.11.14

Capítulo 30

O que não faltava eram beijos. Joe definitivamente estava conseguindo conquistá-la. Eram frases românticas, rosas e tantos carinhos. Admitia que a princípio tinha sido difícil para conseguir um beijo de Demi, mas depois da noite passada Joe colocara em prática o plano de conquistá-la novamente. Não poderia viver sem ela. A cada beijo e sorrisos radiantes de Demi o coração bombeava sangue a todo vapor que corria por suas veias furiosamente. 
A risada dela invadiu-lhe os ouvidos e Joe sorriu todo bobo olhando para a mulher que ele tanto amava. Demi conversava animadamente com um grupo de adolescentes. Tinham acabado de chegar à gravadora Jonas depois do almoço no restaurante italiano. A gravadora estava viva graças a Demi. Tudo começou na época que a banda acabou, cada um tentou seguir outro rumo. Nick em sua carreira solo, Joe trabalhando como modelo de cueca e modista da NY Times e Kevin ganhara o próprio reality show. Mas as carreiras secundárias não satisfaziam o desejo pessoal dos irmãos, eles gostavam de música e queriam trabalhar naquela área. Então tiveram a ideia de fundar a própria gravadora independente, mas daí o problema surgiu. Não se encontrava um talento a cada esquina, era difícil encontrar a pessoa certa. Como na época Demi e Joe estavam em mais de uma de suas brigas, Demi resolveu quebrar o contrato com a antiga gravadora e assinar com os Jonas. O investimento na carreira de Demi tinha sido pesado, ela era uma das melhores naquela indústria e eles não poderiam deixar a carreira da ilustre Demi Lovato fracassar do nada, conquistaram títulos importantes com a melhor produção e marketing fazendo a gravadora estar entre as melhores de todo o mundo. Tudo isso graças a Demi e aos talentos que encontraram no decorrer dos anos.
   - Meninas! Pelo amor de Deus. - Pediu Nick de cenho franzido. Nicholas era uma graça. Quando estava trabalhando Nick odiava qualquer barulho ou distração que o desconcentrasse, era sério e centrado.
   - Vamos conversar lá fora, Nick está de TPM. - Provocou Demetria fazendo ainda mais barulho por conta das risadas das meninas. Há cerca de dois anos a gravadora assinara com um dos melhores programas de caça talentos do mundo, o X Factor por pura influência de Demi, que já tinha sido jurada do programa alguns anos atrás. A band girl recentemente descoberta ganhara um contrato na Jonas Records. Chamava-se Fifth Harmony. Demi simplesmente as adorava, quando ela estava com as meninas voltava a ser adolescente. O único que não poderia ficar um minuto sozinho com o grupo era Daniel.. Deus! Aquele garoto era a cópia do pai com uma pitada a mais de pimenta...
   - E ai? Vocês estão numa boa? - Perguntou Kevin treinando a batida na guitarra.
   - Estamos nos entendo aos poucos. - Joe acenou para Demi e sorriu a deixando corada. Eles estavam na parte do estúdio onde as pessoas cantavam e tocavam, já as meninas estavam na parte onde os produtores geralmente ficavam com todos aqueles painéis de controle.
   - Ela está na sua. - Disse Kevin e Joe revirou os olhos fazendo careta.
   - É claro que ela está na minha, ela é a minha mulher, babaca. - Ambos receberam um olhar cruel de Nick e engoliram seco. - Em que você está trabalhando? - Perguntou Joe ao irmão mais novo.
   - John quer que eu mostre algumas opções de músicas que estão a venda para Demi, mas preciso fazer alguns ajustes no meu computador. - Murmurou enquanto deslizada o dedo no trackpad do Macbook impacientemente.
   - Nós trabalhamos num álbum da Demi tem pouco tempo. - Comentou Kevin de cenho franzido.
   - Sim, há um ano e cinco meses. As pessoas enjoam da mesma música, John quer a Demi nos palcos no mínimo em um mês, e para isso nós precisamos trabalhar nas novas músicas e estudar o que a Demi tem em mente para o novo CD. – Disse Nick desviando os olhos da tela do computador.
   - Tudo isso por essas malditas fotos. – Murmurou Joe. – Cara, não tem um mês que a Demi está de férias e John quer um álbum novo. – Um álbum novo significava uma futura turnê, e as turnês duravam cerca de um ano e meio ou mais, seria péssimo ter Demi longe de seus braços outra vez, não poderia conquistá-la e tudo que tinha planejado iria por água baixo.
   - O que você está fazendo? – Joe sorriu ao sentir Demi o envolver com os braços por trás.
   - Hmm.. Nada. – Disse enquanto a trazia para os seus braços. – E você princesa? – Joe não se importou se estavam ou não sozinhos, mordiscou o pescoço de Demi e sussurrou promessas de amor a deixando arrepiada, não iria perder um minuto sequer longe dela.
   - Nada.. As meninas foram embora, eu estou sozinha. – Murmurou tão manhosa se acomodando no colo dele.
   - Você pode ficar comigo. – Sugeriu entre um beijo e outro. – Nós estamos conversando sobre o seu novo álbum. – De um minuto para o outro Demi estava completamente surpresa. Um novo álbum não estava em seus planos no momento.
   - Nós temos um material que John nos enviou, basta você escolher o que quer e como quer. – Disse Nick a olhando. – John está para chegar. – Levando a mão à testa Demi suspirou pesado pensando na correria que a vida voltaria a ser. Merecia descanso, e não a loucura que era a vida nos palcos de cada cidade diferente em um mesmo dia.
   - Jogada de marketing bebê. – Sussurrou Joe a beijando no pescoço. – Você sabe.. As pessoas estão falando, você está mais que no auge, e se lançar um álbum novo não sobrará nenhum CD nas prateleiras das lojas. – Era verdade. Já não bastava os informativos com a página inicial estampada com o rosto de Demi.. Imagina o lucro que um CD novo traria.
   - Esse não é o meu estilo, eu não trabalho para fazer marketing. – Demi parecia tão distante, mal o olhara ou o tocara, era o que acontecia quando se tratava do trabalho dela. – Não posso lançar um CD do nada, não tenho nada planejado. – Murmurou levantando-se do colo de Joe. Caso ela escrevesse músicas naquele momento.. Bem, superaria a Taylor Swift e as suas músicas sobre relacionamentos.
   - Ei. Nós estamos com você. – Demi sorriu para Kevin e aproveitando que estava próxima o abraçou.
   - Eu vou buscar um café. – Anunciou Demi. Joe a acompanhou com o olhar até que Demi sumisse de sua vista. Percebeu que ela parecia estar em outro mundo, estava tão pensativa.
   - Cara, deixa de ser chiclete. – Disse Kevin de cenho franzindo quando Joe passou por ele e Nick como um furação. 
Demi não estava na maquina de café, não estava no refeitório do prédio ou em qualquer outro lugar onde procurara. Coçando a nuca Joe olhou para os lados frustrado e caminhou sem rumo pensando em como queria que as coisas estivessem em seu estado normal. Era horrível ter Demi fora de casa, e mais horrível era ter Daniel e Elizabeth fora de casa junto com a mãe. Eles não estavam viajando e ficariam uma ou duas semanas fora, estavam na mesma cidade que ele sobre o teto dos pais de Demi, tudo por conta das besteiras que fizera. Xingando-se mentalmente, Joe adentrou os bolsos na calça social com a mão e caminhou mais um pouco até que o som gracioso da risada de Demi preencheu seus ouvidos.
   - Levante-se! Vamos brincar! – Joe cruzou os braços e sorriu ao vê-la sem jeito. Demi estava numa espécie de jardim sentada num banquinho como aqueles de praça rodeada de crianças. Aquela garotada deveria ser filha dos funcionários ou do pessoal das outras seções do estúdio. As crianças corriam envolva da fonte que jorrava água graciosamente, envolta dos banquinhos e subiam nas coisas. Eram terríveis.. Porém felizes.
   - Posso me sentar com a mocinha? – Disse quando estava próximo de Demi e do grupo composto por cinco meninas, que coraram e riram envergonhadas com a presença masculina.
   - Ei meninas, digam oi para o tio Joe. – Demi fez um gesto com a mão indicando que ele poderia se sentar com ela enquanto as meninas diziam um “Oi tio Joe”.
   - Tem muitas delas. – Demi riu da feição intrigada de Joe ao ver os meninos tentarem subir na fonte. – Quem quer fazer um pedido? O tio Joe tem várias moedas para vocês. – De repente um enxame de crianças estava a sua volta, gritavam e pulavam de alegria enquanto Joe buscava a carteira no bolso da calça para satisfazer a alegria da criançada.
   - Cem pratas tio Joe? – Demi riu sem muita vontade quando as moedas de Joe acabaram e sobraram apenas algumas notas de cem dólares, que foram entregues as crianças.
   - Você está bem Dem? – Perguntou quando estavam sozinhos já que as crianças jogavam suas moedas e notas de cem dólares na fonte desejando desta um pedido especial.
   - Claro. – Demi o olhou nos olhos e automaticamente para os lábios. Adorava a forma como Joe a olhava. Ele tinha cílios tão cumpridos e curvados, os olhos tinham uma beleza única naquele misto de mel e verde. Os lábios dele eram tão másculos levemente rosados envoltos daqueles pelinhos que arranhavam a sua pele quando sentia os lábios serem selados pelos dele. Aproximando-se ainda mais, Demi levou a mão livre até o rosto de Joe e o acariciou.
   - Eu estou preo.. – Sussurrou com os lábios quase roçados aos dela.
   - Tio Joe, sobrou uma moeda, você não quer fazer um pedido? – Os lábios finalmente estavam roçados, os olhos fechados e o carinho que Demi fazia em sua bochecha começava a excitá-lo, mas o clima envolvente tinha sido quebrado. Então Joe beijou o canto esquerdo da boca de Demi demoradamente e olhou para a garotinha que lhe estendia a última moeda.
   - Obrigado meu anjo, mas o meu pedido já foi realizado e eu tenho tudo o que eu sempre quis. – Disse olhando para Demi e logo para a criança a sua frente. Joe levou a mão até a mão aberta da menininha onde tinha uma moeda brilhante para fechá-la. – Faça outro pedido. – A risada fraca se misturou a de Demi quando a menina correu envergonhada até a fonte, virou-se de costas e jogou a moeda com os olhos fechados depois de tanto pensar. – Eles são adoráveis, me lembra dos nossos filhos. – Olhando-a, Joe enlaçou os dedos aos de Demi e buscou os lábios dela para um selinho.
   - Às vezes eu sinto tanta falta da época que eles eram bebê. – Demi era uma mãe excepcional, multiplicava-se para dar conta do trabalho, da casa, do casamento e dos seus anjos. Era tão cansativo, mas no final do dia era gratificante ver o sorriso de cada um pelos feitos dela.
   - Eu me lembro de como era difícil ficar um minuto sequer sozinho com você. – Demi riu junto com ele. A todo instante palavras erradas, vozes finas e choros inacabáveis eram dirigidas a um dele. Era Joe ou Demi.
   - Você não tem direito de reclamar rapazinho. – Demi mordeu o lábio inferior ao receber o olhar carregado de más intenções de Joe e só não o beijou como queria por conta das crianças a sua volta.
   - Tudo bem.. Não vou reclamar. – Disse divertido. – Pequena, eu sei que você deve estar cansada e quer descansar, eu prometo que vou fazer de tudo para que esse álbum seja do jeito que você quiser, nós podemos trabalhar nisso juntos. – Seria um tanto egoísta da sua parte, mas aceitaria a ajuda de Joe. Juntos eles poderiam fazer qualquer coisa, e caso trabalhassem juntos naquele álbum, ele com certeza seria o melhor de todos.
   - Promete de mindinho? – Demi mostrou o dedo mindinho da mão esquerda para Joe, que logo foi abraçado pelo mesmo dedo dele. – Manhoso! – Demi riu do biquinho que Joe fizera pedindo por um beijo, mas antes de beijá-lo calorosamente como se não fosse existir o dia de amanhã, Demi olhou para os lados e quando viu que nenhuma das crianças os olhava, beijou os lábios de Joe. 
Conversaram sobre tantas lembranças do passado, riram das brigas idiotas e das transas malucas. A cada segundo Joe a fazia se sentir mais confortável e segura, era como se nada pudesse abalá-la. E quando o telefone dele vibrou mais tarde com a mensagem de Nick dizendo que John já estava no estúdio, Demi envolveu os dedos aos de Joe se sentindo determinada a concluir mais uma tarefa.

(...)

   - Está vendo aquela ali? Ela é linda. – Havia milhares e milhares daqueles pontinhos brilhantes no céu negro. Jurara Demi que se ela fosse um pouquinho mais alta poderia tocá-las.. Talvez se Joe a levantasse ela conseguira tocar uma estrela. Olhando sobre o ombro, Demi o viu morder o lábio inferior tão encantado quanto ela. Estavam num dos pontos mais altos de Los Angeles, cercados da natureza sobre a luz da noite.
   - Ela só não é mais linda que você. – Ora, aquela frase era o maior clichê, mas Joe conseguiu fazer o seu coração bater um pouquinho mais rápido e um sorriso de orelha a orelha forma-se em seus lábios. – Obrigado por estar aqui comigo. – Joe estava escorado na frente do carro e tinha Demi em seus braços, estavam aconchegados um ao outro há horas e horas.
   - Você tem sido tão maravilhoso. - Maravilhoso era pouco. Durante todo o dia Joe esteve com ela. Ele lhe enviou uma cesta de café da manhã, levou-a para almoçar em um restaurante italiano e a fez lembra-se das lembranças de tirar o fôlego da lua de mel na Itália. À tarde Joe a levou para o estúdio, deu moedas para as crianças e a beijou por incontáveis minutos. Ele confrontou as ideias de John para o novo álbum e sugeriu ideais incríveis que agradaram bastante a Demi, e agora a levara para “jantar” no ponto mais alto de Los Angeles sobre a luz das estrelas.
   - Oh Demi.. – O suspirou fundo escapou dos lábios entreabertos de Joe quando Demi virou-se e encaixou o rosto na curva do pescoço dele para mordiscá-lo e beijá-lo. – Não faz isso comigo.. – Tornou a suspirar fundo quando Demi adentrou o blusão de moletom que ele usava para arranhar o abdômen e senti-lo sobre a palma de sua mão.
   - Amor.. – De repente era ela quem estava sendo imprensada contra a frente do carro por Joe, que cobriu-lhe a boca com a dele num beijo selvagem calando-a.
   - Eu estou com tanta saudade de você Dem. – Sussurrou apertando-a contra o corpo. Não resistindo à declaração dele, Demi o beijou na boca lentamente enquanto suas mãos trabalhavam debaixo do blusão de Joe o tocando com fome e desejo. Estava sendo cada vez mais imprensada contra o carro conforme as caricias se intensificavam. As mãos de Joe passaram da cintura a costelas, das costelas aos seios os apertando ainda sobre a regata e dos seios Joe encheu as mãos com o traseiro de Demi sobre a calça jeans aproveitando para trazê-la ainda mais para ele.
   - Carro... – Ronronou quando Joe começou a subir a regata que ela usava. Em um piscar de olhos as pernas estavam enlaçadas na cintura de Joe, os lábios colados e os dedos puxando os cabelos da nuca dele enquanto caminhavam cambaleando para o carro. A porta traseira fora aberta bruscamente, Joe curvou-se e deitou Demi no banco  aproveitando para se deitar sobre ela. – A porta Joseph. – Disse entre os beijos que recebia nos lábios. Minutos depois ele finalmente entendeu o que ela quis dizer e levantou-se apressado. Resultado. Batera a cabeça no teto do carro com força. – Amor, você está bem? – Perguntou preocupada. Demi o observou por segundos esperando pela resposta, mas conforme o tempo se passava e Joe apenas tinha o cenho franzido e a mão na nuca, Demi tentou se levantar preocupada. Maldição! A trança ficara enganchada em uma das tranças de palha da cesta de piquenique. Não sabia-se ao certo quem estava mais constrangido e frustrado, Demi por ter o cabelo enganchado na cesta de piquenique ou Joe por ter batido a cabeça no teto por pura afobação.
   - Minha cabeça está doendo. – Choramingou tentando assimilar as duas imagens de Demi em uma só.
   - Eu odeio isso! – Grunhiu irritada tentando livrar-se da cesta. – Joe, você está bem? – Perguntou ainda trabalhando com o cabelo na cesta.
   - Só estou tonto. – Choramingou sentando-se ao lado de Demi tendo a visão turva e maravilhosa do traseiro dela a poucos centímetros de seu rosto.
   - Graças a Deus. – Respirou fundo quando desprendeu o cabelo da cesta. – Está melhor? – Perguntou sentando-se ao lado dele.
   - Melhorando. – Tombou a cabeça para trás repousando-a no encosto do banco. Estavam quietos. Frustrados e quietos. Demi pensando se Joe tinha se machucado muito e Joe pensando que estragara o passeio. Tudo estava tão perfeito. Ele mesmo preparou tudo que uma cesta de piquenique tinha direito, buscou por uma toalha xadrez em casa e passou na casa dos pais de Demi para levá-la para “jantar”. O lugar que Kevin tinha indicado era lindo e romântico, o cenário perfeito para um piquenique noturno. Deliciaram-se das guloseimas, trocaram beijos e conversaram sobre assuntos aleatórios incluindo até o silêncio como assunto enquanto assistiam ao show particular das estrelas no céu. E agora ele estava com a cabeça doendo e Demi com o cabelo desgrenhado.
   - Eu sou um idiota. – Disse para si mesmo e minutos depois os olhos amarronzados femininos estavam em seu campo de visão o censurando.
   - Você não é um idiota amor. – Ao menos Demi voltou a chamá-lo de amor.
   - Eu estraguei o nosso dia. – Murmurou envolvendo a cintura de Demi com os braços já que ela estava sobre ele.
   - Eu devo ter engordado uns dez quilos apenas com a cesta maravilhosa de café da manhã, depois tem os dez quilos do almoço mais divertido de toda a minha vida. Você realmente não tem noção de como aquelas crianças ficaram felizes com as moedas e as notas de cem dólares Joseph. – Demi estava sentada no colo dele como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo, tinha o corpo escorado contra as costas do banco do carona e fitava os olhos de Joe com admiração. – Acho que se o meu próximo álbum dependesse de John eu ficaria nua na capa, minhas músicas seriam todas eletrônicas e vulgares, mas você nos deu ideias incríveis. E olha só, meu cabelo está parecendo um ninho de passarinho por culpa da cesta de piquenique maravilhosa que você preparou. Quase trinta quilos Joseph! Espero que você não se importe de estar casado com uma baleia porque a culpa é sua por ser muito idiota, fofo e romântico. – Acabaram rindo juntos depois da piscadela de Joe convidando-a para um beijo.
   - Vem cá minha baixinha gostosa. – Ora, ele se perguntaria a vida inteira porque Demi sempre ficava corada? Quando ela estava a pouquíssimos centímetros dele, Joe lhe acariciou o rosto com um pequeno sorriso nos lábios admirando a própria constelação de Demi. Adorava aquele conjunto de sardinhas que pintava o rosto da amada. – Eu amo você. – Não sabia se fitava os olhos ou os lábios de Demi.. Mas quando ela sorriu, chegara ficar emocionado. Era um sorriso tão lindo que iluminara o seu ser.
   - Eu também te amo. – Disse Demi acariciando o rosto dele, mas logo juntou os lábios em um beijo intenso e apaixonado. As mãos de Demi espalmaram o peito de Joe daquele jeito que o fazia suspirar e o volume na calça crescer ainda mais.
O beijo quente um pouco acima do cós da calça o fez gemer de deleite, Demi distribuía beijos na pele quente conforme subia o blusão. – Eu faço. – Disse quando ele iria tirar a peça bruscamente. Joe tombou a cabeça para trás e deixou outro gemido escapar quando Demi rodeou o umbigo dele com a língua e mordiscou o abdômen até encontrar o peitoral. Céus! Demi gemeu manhosa friccionando o rosto contra o peitoral definido de Joe. Era tão sexy aqueles pelinhos curtos que cobriram o peitoral dele dando um leve sombreado. Distribuiu beijos tão quentes quanto o calor que ele exalava, mordiscou um mamilo e depois o outro fazendo Joe grunhir de cenho franzindo tentando conter os gemidos.
   - Menina levada. – Sussurrou um tanto surpreso quando a língua de Demi tocou um mamilo e depois o outro.. Aquilo era estranhamente.. bom? Gostara do jeito carinhoso que ela tinha feito, mas preferia estar com os mamilos dela na boca.
   - Levante os braços amor. – Joe sorriu debochado, mas fez como ela tinha mandado adorando a determinação da sua garota. – Hmm.. Tão forte. – Disse admirada tateando os bíceps e todos aqueles “íceps” de Joe.
   - Linda. – Disse sorrindo acariciando o rosto dela. – Meu anjo. – Demi roubou um selinho dos lábios de Joe quando ele se aproximou para desfazer a trança de seus cabelos. - Levante os braços amor. – Joe sorriu quando ela fez como ele pediu. Primeiro ele se deliciou das covinhas da barriga e enterrou a língua no umbigo várias vezes como ela tinha feito. – Tão absurdamente linda. – Elogiou quando livrou-se da regata jogando-a em um canto qualquer. Os seios eram graciosamente sustentados pelo sutiã de renda rosa bebê. Joe os tocou ainda sobre a peça e sorriu como um menino ao abaixar a copa da peça íntima e encontrar o mamilo amarronzado pronto para ser envolto por seus lábios. 
Beijou o seio direito depois o esquerdo antes de buscar pelo feche nas costas de Demi para finalmente deixá-la nua da cintura para cima. Primeiro ele tocou o seio de baixo para cima e observou atentamente o movimento gracioso de subida e descida. Repetiu o processo no seio esquerdo, trouxe Demi para si para deliciar-se da sensação de tê-los mais uma vez contra o peito e depois os segurou firmemente admirando a beleza feminina de sua amada. – São lindos. – Murmurou dando beijos aleatórios nos mamilos logos os chupando e os lambendo.
   - A cesta. – Disse quando Joe manejou-a para deitá-la no banco. Com muito custo Joe a soltou. Estava louco para tê-la da forma mais intensa possível, morria de saudades e queria matá-la antes que aquele sentimento agonizante o matasse. Alcançou a cesta e a colocou com dificuldade do banco do motorista. – Ei! Vem. – Demi o abraçou por trás e Joe arrepiou-se ao sentir o beijo quente e os mamilos duros roçando as costas dele assim como as pontas dos cabelos.
   - Hmmm.. Estou indo. – Ficara zonzo com os beijos dela em seu pescoço, a mão alcançou um seio para acariciá-lo enquanto tentava organizar os pensamentos.
A melodia familiar soou baixa criando aquela bolha que os envolvia. Joe ajustou a luz deixando-a fraca e virou-se pondo-se de joelhos. Demi sorriu ao ser tocada no rosto, aproximou-se dele e envolveu o pescoço de Joe com os braços. – A cada dia você me deixa mais louco. – Sussurrou contra o ouvido dela logo a beijando no pescoço. – Tão linda.. – Ronronou deliciando-se ao olhá-la. Adorava a forma como os cabelos caiam em mechas negras sobre os ombros roçando os seios, estes subiam e desciam cheios e excitados. A barriga esguia tinha alguns vergões cor-de-rosa resultado dos beijos dele. Joe a olhou nos olhos e sorriu não acreditando que ela estava ali. Beijou-a por minutos e mais minutos até que estavam deitados, ele sobre ela.
   - How deep is your love? – Cantarolou Demi nos lábios dele. Abraçou-o sentindo o calor do corpo dele aquecê-la e confortá-la, cada músculo se encaixa perfeitamente como se fossem moldados um para o outro.
   - Is your love. – Cantarolou a olhando. Sorriram e beijaram-se ao som de Bee Gees. Demi já podia sentir o volume contra seu íntimo a cada movimento de Joe, mas gostava da sensação. Amava estar nos braços dele trocando caricias e desfrutando daquele momento mágico que não viviam há anos. Back At One os deixara mais sedentos. Demi cantarolava a música entre os beijos que distribuía na curva do pescoço de Joe e quando recebia beijos no tórax e do pescoço ao queixo. Houve uma intensa troca de olhares quando Joe tocou a ponta do nariz de Demi com a dele. Os toques precisos e ousados cessaram, as respirações se misturavam, mas não se beijaram. Os olhos dela estavam alinhados aos dele, marrons, vivos e brilhantes. Nenhuma palavra precisou ser dita para que ambos entendessem o que um sentia pelo outro. Os minutos se passavam e o beijo aconteceu lento e casto por iniciativa dela. Não demorou muito para que Joe estivesse acomodado entre as pernas de Demi com os lábios ainda selados aos dela. Mas como tudo não são flores, o toque do celular de Demi os despertou daquele transe.
   - Droga. – Murmurou. Não sabia se era o telefone dele ou o dela porque não se lembrava do toque e nem mesmo do próprio nome. Diabos! Demi franziu o cenho e deixou os lábios de Joe com um selinho molhado. – Você viu a minha bolsa? – Perguntou frustrada desvinculando dele.
   - Não faço ideia de onde ela possa estar. – Murmurou tão frustrado quanto Demi.
   - Deixa tocar? – Joe sorriu maliciosamente concordando e a puxou para os braços, mas antes mesmo que a frustração fosse embora e ele pudesse beijá-la, foi  a vez do telefone dele tocar.
   - Não é possível. – Grunhiu massageando as têmporas. Não foi difícil encontrar o celular de Joe. Estava sobre o banco do motorista e tocava e vibrava furiosamente. – É a sua mãe. – Pela primeira vez em anos nunca estivera tão corada como estava. Demi sentou-se de pernas cruzadas no banco enquanto Joe conversava com Dianna dizendo apenas “Unhuns” e “Anhans”.
   - Está tudo bem? – Perguntou quando ele desligou o celular tão pálido quanto à própria Demi.
   - Sua mãe não estava brincando quando disse que era para você estar em casa as dez em ponto. – Disse frustrado sentando-se ao lado dela. – São onze e meia bebê. – Demi fechou os olhos e tombou a cabeça para trás. Diabos! Porque isso agora? Estava tudo tão bom.. E teria que ir para casa.
   - Isso é muito fodido. – Sussurrou atropelando as próprias palavras.
   - Eu queria tanto passar a noite com você. – Todas as noites sem Demi eram noites incompletas, sem sentido algum. Joe acordava várias vezes a procura do corpo quente da esposa para abraçá-lo, e quando não o encontrava suspirava frustrado e tentava dormir sem sucesso algum. – Dormir bem coladinho bebê. – Manhosa, Demi ronronou algo que Joe não entendeu e beijou o braço dele logo o abraçando.
   - Seria ótimo.. Mas infelizmente você tem que me levar para casa. – Embora soubesse que as coisas não funcionariam daquela forma, Joe a olhou tentado a perguntar se poderia leva-la para a casa que pertencia a eles. Teria que ter paciência com Demi. – Você sabe onde estão as minhas roupas? – Perguntou depois de um selinho roupado. Depois de muito procurar com ajuda de Joe, Demi encontrou o sutiã preso entre as ferragens do banco do carona. Joe a vestiu com a regata, claro que ele não se esqueceu de beijar os seios rapidamente acomodados no sutiã, e Demi o vestiu com o blusão. O nome de Dianna apareceu pelo menos três vezes na tela do celular de Demi. Na primeira ligação Dianna perguntava se já estavam chegando. Na segunda ligação perguntara onde estavam. E na terceira e última ligação perguntara por que Demi ainda não estava em casa.
   - Está entregue. – O sorriso não saiu dos lábios dele. Às vezes era de alegria por ter tido um dia incrível ao lado de Demi e às vezes o sorriso era triste, pois sabia que não conseguiria dormir a noite porque Demi e nem as crianças estavam em casa. Sentia-se sozinho e abandonado. – Dem.. Eu queria desejar boa noite para as crianças. – Disse envergonhado enquanto caminhavam pelo jardim da casa dos pais de Demi.
   - Quer entrar comigo? – Perguntou subindo os dois degraus que davam acesso à porta de entrar. Antes mesmo que Joe pudesse responder a porta foi aberta por Dianna, que vestia camisola e tinha as sobrancelhas arqueadas os olhando como se fossem dois adolescentes rebeldes. – Joe vai subir comigo, é rápido. – Disse também arqueando as sobrancelhas.
   - Boa noite Joseph. – Dianna o cumprimentou com um ligeiro abraço e assentiu o deixando entrar. Subiram os degraus cautelosamente para evitar o barulho, Demi o puxava pela mão caminhando em passos tranquilos. Lá estavam eles. Demi apostara que tinham dormido a espera dela. Elizabeth de um lado da cama enroscada na manta que pertencia a Demi dormia profundamente perto no notebook. Daniel estava no lado oposto ao da irmã, parecia sereno e nem no sono desgrudava do celular, que estava sobre a coberta com os headphones plugados.
O coração encheu-se de orgulho, os olhos de lágrimas e os lábios estavam moldados em curvas que formavam um tímido sorriso fitando Joe beijar a testa de Elizabeth demoradamente assim como a de Daniel. 
Joe os olhou por minutos e mais minutos, estava com uma saudade avassaladora dos seus pequenos. Elizabeth o procurava e agia como se nada tivesse acontecido.. Já Daniel nem queria saber do pai, tentava agir normalmente, mas não conseguia evitar a magoa no olhar ao lembrar-se de como a mãe tinha sido tratada pelo pai. 
Assim como subiram, também desceram a escada em silêncio. Joe despiu-se de Dianna com um abraço e de Demi.. Bem, ele laçou os braços a cintura dela trazendo-a para si. Começou com um selinho e terminou com um beijo digno de cinema deixando Demi com um sorriso de orelha a orelha suspirando enquanto ele se distanciava. 

Continua... oi ! Apenas uma pergunta... vocês estão preparadas? Se a resposta for não.. bem, preparem-se... obrigado pelos comentários es beijos!

3.11.14

Divulgação

Boa noite!! Passei para divulgar a fanfic da Yas First Mistakes e da brunna gabriela Profundamente sua! 
Sobre o capítulo.. Estou escrevendo!! Beijos 

1.11.14

Capítulo 29

O sol raiou na manhã daquele dia graciosamente. Acordara cedo para levar as crianças à escola sem se importar se estava vestida com o pijama. Quando voltou para a casa da mãe depois de um pequeno engarrafamento, Demi esparramou-se sobre a cama macia e quentinha para desfrutar de um sono tranquilo. A verdade era esta. Mães não podiam dormir, era como se um alarme supersensível estivesse ligado e em alerta o tempo todo somente para atender a necessidade dos filhos, e agora que eles estavam na escola Demi podia descansar sem está cem por cento preocupada. Bem, quando as crianças não te perturba outros fatores fazem o serviço sujo. O dia estava lindo, lá fora as pessoas suspiravam a cada esquina admirando a beleza da Califórnia, porém não tinha necessidade de Dianna abrir às persianas deixando todos aqueles malditos raios de sol invadir o quarto e incidirem na cama, para ser mais especifica sobre o rosto de Demi. Bufando irritada Demi cobriu-se por completa com o cobertor e deixou o sono a levar num ritmo calmo e maravilhoso. A cada minuto que se passava a visão se escurecia, o corpo relaxava agradecendo por estar acomodado e aquecido da forma que Demi sempre adorava. Ai Deus! Ultimamente ela se sentia tão preguiçosa, não estava trabalhando, mas também sabia que merecia todo o descanso que tivera durante o tempo que estivera livre, quando voltasse aos palcos não teria tempo para cochilar como fazia todas as tardes, não poderia dormir até mais tarde, não teria tempo para levar as crianças à escola, visitar a mãe e ficar até mais tarde com Joe trocando caricias. Falando nele.. O celular vibrou intensamente, o que a despertou daquele transe maravilhoso, mas Demi apenas colocou o braço para fora do cobertor e tateou o vácuo a procura do criado-mudo logo o telefone. Quando o achou o levou para o seu “cafofo” debaixo das cobertas. Ronronou de olhos fechados e se espreguiçou antes de desbloquear o telefone e sorrir de orelha a orelha ainda sonolenta ao ler a mensagem. “Bom dia! Espero que tenha tido uma maravilhosa noite de sono, estou contando os segundos para encontrá-la. Espero que goste do café da manhã, até mais tarde pequena.”. Ora, Demi envolveu o travesseiro em um abraço de urso e ao mesmo tempo escondeu o rosto no mesmo sorrindo como uma boba. Ele tinha mandado café da manhã para ela! Ok, ok. Não é para tanto. Disse a si mesma. Mas acabou sorrindo e abraçando ainda mais o travesseiro.
   - Demi? – Arregalando os olhos Demi tentou livrar-se da coberta, mas a mesma mostrou apenas o seu rosto. Dianna a olhava de cenho franzido, certamente se perguntando por que ela praticamente tinha um travesseiro entre as pernas e o abraçava..
   - Não é o que você está pensando! – Disse envergonhada e arrependeu-se quando a mãe arqueou as sobrancelhas.
   - Eu não sei o que aconteceu ontem com você e o Joe, mas tem uma cesta de café da manhã para você lá embaixo. – Disse fitando os grandes olhos marrons femininos. – Vamos, deixe esse travesseiro, eu não quero ser avó de um monte de plumas. – Arregalando os olhos Demi levantou-se preguiçosamente e calçou as pantufas.
   - Não era o que você estava pensando. – Defendeu-se novamente sem olhá-la.
   - Eu sei que você está carente, mas sexo com o travesseiro não vai resolver. – Demi arregalou os olhos e a repreendeu com um “Mãe!” – Que é? A senhorita acha que eu não vi os seus brinquedinhos no closet? – A diabos! Estava tão vermelha de vergonha.. Não os usava.. Apenas quando era necessário.. Nos casos de vida ou morte..
   - Eu não sei quem é pior.. Você ou a Miley. – Murmurou para si mesma seguindo Dianna escada abaixo. Miley sempre dava um jeito de fazê-la passar vergonha em público, não existira uma única vez que ela não aprontava. E Dianna, a Dianna adorava contar sobre as aventuras de Demi na fase criança e adolescente, era uma lástima. Ela sempre contava as aventuras que deveriam estar sobre sete chaves mais um cão de dez cabeças para Joe, e ele adorava, ria horrores e depois a pirraçava o dia inteirinho.
   - Você tem uma bela cesta de café da manhã Sra. Jonas. – Disse Dianna tocando-a no ombro. A cesta rosa bebê era enorme e deveria pesar muito, pois estava carregada de todos os alimentos que Demi gostava de degustar no café da manhã. No cartão Joe desejara que ela tivesse um maravilhoso café da manhã e disse que a buscaria para almoçar com ele.
O sorriso estivera estampado nos lábios durante todo o café da manhã, às vezes de um jeito tímido e às vezes de um jeito radiante. Estava cedendo a ele e não se arrependia, amava-o e não queria estar longe dos braços dele, Joe tinha motivos que não deveriam ser desconsiderados e Demi estava começando a compreendê-los.
   - We're like a melody with no words. – Cantarolou enquanto passava geleia numa torrada. - Until we figure it out. – Tornou a cantarolar sobre o olhar curioso de Dianna. - We sing la, la, la, l... – Tentou cantarolar, mas a torrada a fez engasgar e tossir até que Demi estivesse pálida e precisasse de tapinhas de Dianna nas costas.
   - Você está bem? – Perguntou Dianna rindo. Revirando os olhos Demi assentiu e bebericou um pouco do suco de laranja que Dianna a ofereceu.
   - Vou almoçar com o Joe. – Disse envergonhada sentando se a mesa.
   - Hum.. – Murmurou Dianna arqueando as sobrancelhas sugestivamente.
   - Eu gostava mais da senhora antes dessa besteira de sexo. – Resmungou mordendo uma torrada cautelosamente morrendo de medo de engasgar de novo.
   - Olha o respeito mocinha! – Repreendeu Dianna. – Você não sente falta dele? – Perguntou depois de minutos em silêncio.
   - Claro que sinto. – Disse entretida com a cesta. – Mas.. mas eu não quero que as coisas aconteçam rápido demais. – Referia-se a tudo. Ainda não estava preparada para voltar para casa, tinha medo de se machucar e machucar a Joe com algum complexo dela.
   - Vocês estão indo devagar? – Perguntou Dianna sorrindo em agradecimento ao receber um tabletinho de chocolate da filha.
   - Eu não sei.. Mas acredito que sim. – Céus! Joe enviara uma cesta cheia de mimos, tinha tudo que ela gostava e Demi já pensava em um lugar onde esconderia os chocolates.. Caso contrário um garoto chamado Daniel os devoraria em questão de um piscar de olhos.
   - Como foi o encontro ontem? – Perguntou Dianna recebendo um olhar cerrado de Demetria.
   - É impressão minha ou a senhora está tentando se livrar de mim? – Perguntou de sobrancelhas arqueadas e Dianna riu negando. – Tudo bem, estou brincando.. Ele me disse como estava se sentindo e eu disse como me sentia. – Murmurou. – Apenas conversamos e nos beijamos algumas vezes. – Disse sobre o olhar da mãe. Demi a olhou e revirou os olhos ao ver Dianna sorrir.
   - Que é? – Censurou rindo. – Eu torço pela felicidade de vocês! – Acabaram rindo juntas e seguiram a manhã experimentando diferentes tipos de chocolate enquanto conversavam animadamente.
(...)
Respire fundo. Você não é uma adolescente virgem, é uma mulher. Dizia para si mesma mentalmente. Para escolher uma roupa demorou séculos e séculos, elaborara modelitos, vestia-os e os tirava em questão de segundos. Eram dois problemas em um só. Primeiro, ela sairia com Joe, o que dizia que vestir vestidos ou saias não seria adequado considerando o marido que tinha, certamente ele tentaria acariciá-la da forma mais cara de pau possível ou faria um escândalo caso um homem a olhasse.. Segundo, ela iria para a gravadora, o que significava que precisava de um look ousado que envolvesse jaquetas de couro com taxas, calças coladas e blusas de banda ou que transmitisse uma mensagem diferente. Mas era dia e estava quente! Então arriscou vestir uma saia branca pouco colada no corpo que batia no meio das coxas junto da camisa de cetim azul bebê para combinar com o sapato de salto altíssimo. Contava os minutos sentada no sofá enquanto brincava com a aliança de ouro e brilhantes no dedo, o celular estava no colo e Demi esperava a ligação de Joe ansiosamente.. Ele tinha ligado mais cedo ou há meia hora... Mas ela estava tão ansiosa que vira o tempo passar num piscar de olhos e Joe não chegar.
   - Como está a minha maquiagem? – Perguntou a Dianna. Escondera as sardas, oh sim. Demi não gostava muito delas.. Delineara o contorno dos olhos, a sombra nas pálpebras era clara e discreta e alongara os cílios com rímel os deixando grandes e espessos. As maçãs do rosto estavam quase que impercebivelmente coradas, passara blush de leve apenas para equilibrar os tons da maquiagem.
   - Está linda. – Disse Dianna pela milésima vez. Demi estava nervosa, podia perceber. – Ele já va.. – Antes mesmo que pudesse completar a frase a campainha tocou e de repente estava sozinha..
   - Oi. – Disseram ao mesmo tempo sorrindo um para o outro. Joe estava na sua típica imagem de homem de negócios. O terno era preto, ao menos a calça social e os sapatos já que Joe não vestia o paletó, a camisa branca de botões estava moldada perfeitamente no torso forte masculino. Demi podia sentir o cheiro inebriante do perfume dele atingi-la fazendo as pernas tremerem conforme ele se aproximava. – Você está completamente linda. – Sussurrou a acariciando no rosto. Demi apenas deixou as pálpebras caírem e pressionou os lábios contra os dele.
   - Você também. – Ela disse o abraçando pelo pescoço. – Obrigado pela cesta. – Disse enquanto seus dedos se atolavam nos cabelos macios e sedosos da nuca dele freneticamente. Era simplesmente fascinante quando ela tomava a iniciativa de beijá-lo ou algo do tipo. Joe adorava vê-la tão tímida e feminina o tocando.
   - Sinto muito, mas vou ter que borrar o seu batom. – Mas antes mesmo que Joe pudesse beijá-la nos lábios com toda a intensidade possível Dianna surgiu do nada no hall os interrompendo.
   - Joseph! – Disse Dianna se aproximando do casal. – Como você está? – Dianna ria enquanto conversava com Joe, Demi tinha o cenho franzindo enquanto via Joe abraçar a mãe.
   - Demi está oficialmente raptada. – Envolvendo a cintura de Demi com os braços, Joe a beijou no rosto carinhosamente. Estava tão feliz por estar conseguindo tê-la de volta, tinha sido uma batalha conseguir encontrá-la a sós, sem contar os foras que ele tinha levado da própria Demi, entretanto estava conseguindo vencer as barreiras dela de evitá-lo.
   - Hmm... Quero a minha filha em casa as dez em ponto. – Dianna arqueou as sobrancelhas e sorriu ao ver a repentina surpresa estampada no rosto dos dois. Aos menos uma vez na vida Demetria teria que obedecê-la.
   - Ela está brincando. – Sussurrou Demi apenas para que Joe ouvisse.
   - As dez, entenderam? Vou buscar as crianças na escola, não se preocupem. – Era impressão deles ou Dianna estava os despachando? Demi saiu de casa com o cenho franzindo e de dedos enlaçados aos de Joe.
   - Como foi a sua noite? – Afastando as teorias da possibilidade de Dianna estar aprontando algo que ela não sabia, Demi o olhou e sorriu fraco ao ver o sorriso de menino nos lábios de Joe. Ela adorava quando ele sorria daquele jeito parecendo estar tão tímido.
   - As noites são a pior parte, nenhum dos seus filhos quer dormir no quarto dos hospedes Jonas, Daniel dorme no lado direito da cama e Elizabeth no lado esquerdo. – Demi riu da gargalhada dele. Mas era a mais pura verdade. Às vezes Lizzie era convidada para dormir com Anne, mas sempre fugia do quarto da tia para juntar-se a mãe na cama. Já Daniel ficara com um dos quartos livres da casa, mas também preferia estar acomodado junto de Lizzie e a mãe.
   - Eu sinto tanta falta de vocês, tudo está tão quieto lá em casa, tenho vivido com Buffy e os filhotes, eles estão enormes e tão bagunceiros. – Demi poderia imaginar o quão vazia aquela casa enorme deveria estar e a bagunça violenta que os cães faziam.
   - Como você está se alimentando? – Perguntou já que sabia que Joe não tinha tempo para nada, ele sabia cozinhar, mas deveria chegar muito cansado do trabalho para enfrentar as aventuras na cozinha.
   - Bem.. – Disse abrindo a porta do carro para Demi.
   - Bem.. – Sussurrou virando-se para olhá-lo.
   - Bem.. – Imitou-a dando um selinho nos lábios dela. – Minha mãe não sai do meu pé. – Disse quando adentrou o carro. – Você sabe como as mães são ch.. preocupadas. – Joe riu da careta de Demetria, não iria dizer que as mães poderiam ser muito chatas quando queriam, pois Demi era uma delas. – Estou brincando. Dona Denise me visita às vezes. – Disse ao dar partida no carro.
   - Você está me levando para onde? – Perguntou curiosa. Joe dirigia pelas ruas de Los Angeles sem pressa de chegar a qualquer lugar, admirava a vista maravilhosa da cidade e a da mulher ao seu lado.
   - Vai ficar brava se eu disser que é surpresa mio amore ? – Demi se lembrou da lua de mel na Itália. Tinha sido a viagem perfeita. Todos os dias eles conheciam lugares de beleza surreal, parecia um sonho, mas as noites quentes eram mais reais que Demi se lembrava.
   - Surpresa.. – Murmurou. Era curiosa demais e apenas a palavra “Surpresa” a deixava aflita e intrigada.
   - Não vai demorar muito, já estamos quase chegando lá.. – Limitou-se a dizer misterioso e Demi revirou os olhos. – Você sabe que fica linda até quando faz careta. – A voz saiu falha e rouca enquanto a mão direita traçava o queixo de Demi lentamente. – Eu sinto muito, mas estou sendo obrigado a borrar o seu batom. - Joe moldou a boca sobre a dela num selinho casto antes de aprofundar o beijo com precisão. Sentira as mãos de Demi uma em seu rosto na trilha da barba e a outra tinha os dedos enrolados nos cabelos de sua nuca. Beijavam-se como se não existisse o amanhã, a cada toque a sensibilidade se intensificava não permitindo que se separassem, até que a buzina ensurdecedora os despertou.
   - O carro. – Disse Demi ao deixar os lábios dele com um selinho. Quando era mais tarde Demi pegara-se sorrindo a cada vez que o olhava, Joe parecia tão animado guiando-a para o tal restaurante.
   - Mais um passinho bebê. – Ora, todos deveriam olhá-los. Joe a abraçava por trás para “tampar” os olhos de Demi, mas no fundo nenhum deles se importava mais com o fato de que não importasse o que fariam, como fariam, eles sempre seriam o centro das atenções.
   - Eu tenho a impressão que você só está tirando uma casquinha. – Acusou Demi e logo escutou a risada de Joe, mas acabou rindo junto com ele.
   - Ei! Eu não estou tirando uma casquinha. – Disse divertido e Demi o olhou sobre o ombro de sobrancelhas arqueadas. – Está bem.. Talvez um pouquinho de nada. – Assumiu sapeca.
   - Viu como eu sabia? – Virando-se Demi deu um rápido selinho nos lábios de Joe e o envolveu num abraço de urso correspondido por ele.
   - Surpresa? – Perguntou ainda com ela nos braços.
   - Confesso que sabia que nós estávamos vindo para o restaurante italiano quando você disse mio amore . – Joe a olhou fingindo estar chocado e Demi danou a rir gostosamente, chegara a tombar a cabeça para trás.
   - Sério Demetria? – Debochou e ela riu dando um leve tapa no ombro dele. – Agora diga mio amore de novo bebê. – Pediu virando-a para poder olhá-la nos olhos.
   - Mio amore. – Sussurrou de encontro aos lábios dele. – Mio amore. – Tornou a sussurrar no ouvido dele enquanto roçava os lábios uma única vez no maxilar de Joe.
   - Vamos entrar mio amore. – Joe enlaçou os dedos aos dela e adentrou o restaurante sobre o olhar de muitos. Pedira a mesa que reservara ao gerente que os acompanhou e tratou de certificar que eles estavam bem acomodados, logo o garçom anotou os pedidos confusos entre as risadas de Demi e as sugestões malucas que Joe mal sabia pronunciá-las em italiano.
   - Acho que se eu pudesse iria para a Itália de novo. – Comentou Demi. Depois da lua de mel pisara em solo italiano apenas uma vez e quase morrera de saudades ao se lembrar das aventuras que vivera em Florença com Joe.
   - Qual a sua melhor lembrança da Itália? – Perguntou Joe esticando o braço sobre a mesa para enlaçar os dedos aos dela.
   - Todas as minhas lembranças da nossa lua de mel, em especial o último dia que acabamos brigando. – Disse.
   - Foi uma lua de mel fantástica. – Joe tinha o mesmo olhar que Demi, ambos pareciam reviver os dias que estavam na Itália. – Aliás.. Tudo com você é extremamente fantástico. – Cortejou deixando Demi corada e sem jeito. – Tantos anos se passaram e você ainda fica corada. – Joe sorriu ao olhá-la. O cabelo preto o lembrava de uma época intensa e cheia de sentimentos bons e ruins. Principalmente do medo que sentiu quando encontrou Demi naquele estado deplorável dentro do banheiro do trailer, ele sequer imaginava que a namorada sofria com a anorexia e automutilação, não era à toa que Demi era famosa por saber guardar segredos. Mas também tinha sido a época que ele estava perdidamente apaixonado por Demi, o coração gritava o amor arrebatador que ele começara a sentir por ela o deixando assustado.
    - Hm.. Ok. – Demi riu tímida sem olhá-lo. Não tinha culpa se as famosas borboletas tomava conta de si toda vez que ela estava com ele. Quando era mais tarde eles finalmente almoçaram em silêncio e em meio de flertes, estavam se divertindo tanto juntos. A sensação de estar com Joe era maravilhosa mostrando a Demi que o lugar dela era nos braços dele.

Continua... Oi! Desculpem a demora, é que essa semana foi corrida por conta dos trabalhos surpresas, mas graças a Deus consegui terminar o capítulo para postá-lo para vocês. Era para ter ficado maior, porém temos 2.944 palavras sem contar com a nota final, se ficasse maior certamente ficaria cansativo para ler e o conteúdo ficaria bagunçado e confuso como objetivo era escrever um "dia" Jemi, que deverá acontecer no próximo capítulo.. Obrigado pelos comentários, beijos!
Divulgando o blog da brunna gabriela - Profundamente sua!