10.10.14

Capítulo 24

Dirigir estava fora de cogitação, mas de qualquer forma teria que conduzir o carro. Os pensamentos estavam longe do trânsito conturbado de Los Angeles, Demi poderia bater o carro a qualquer segundo. Pensava em Joe e no quão inconsolável ele estava quando ela saiu de casa. Tinha sido difícil, mas seria impossível conviver com ele depois dos últimos acontecimentos. Não podia negar que estava magoada com as atitudes dele, estava confusa e com medo de que as coisas piorassem e eles se afastassem. Por isso preferiu sair de casa, era melhor passar um mês ou um dia longe ao invés de perder tudo que construíram nos vinte anos que estavam juntos. Os pneus cantaram quando fizera a curva longa e então o airbag a engoliu. Ah diabos! Demi xingou socando a bolsa de ar freneticamente. Não demorou muito para que ela virasse uma bagunça de lágrimas, airbag e palavrões mais que grotescos. A luz amarela refletiu no para-brisas cegando-a, houve uma pequena batida no vidro da janela da porta do motorista e Demi revirou os olhos irritada ao ver o homem de camisa xadrez esperando pacientemente que ela desse sinal que estava viva.
   - Tudo bem senhora? - O sotaque sulista encheu-lhe os ouvidos quando abriu a porta.
   - Não aconteceu nada grave. - Demi arregalou os olhos ao ver o tamanho do bigode do senhor. Sentou-se no banco com os pés sobre o asfalto da pista e repousou as mãos no rosto para respirar fundo e acalmar-se.
   - A senhorita não quer ir ao hospital? - Demi forçou um sorriso para mostrar que estava bem.
   - Eu só preciso tomar um ar. - Aceitando a mão que o homem oferecia, Demi teve medo de ficar de pé, as pernas estavam bambas e o coração acelerado. Agradeceu ao Senhor por livrá-la do pior, caminhou por poucos minutos aos arredores do carro enquanto o homem gentil verificava se o carro não tinha sido danificado. Discou o número que sabia de cor e segundos depois a voz doce da mãe preencheu seus ouvidos. Avisou que estava a caminho e um sorriso triste nasceu em seus lábios quando Dianna disse que assaria biscoitos e bolo de chocolate com cobertura de morango apenas para ela. Quando desligara o telefone agradecera o senhor que ficara tão preocupado com ela e partiu dirigindo devagar e tranquilamente. Tudo que ela mais queria no momento era estar aquecida e protegida nos braços da mulher que a gerou e lhe deu amor durante toda a vida. Não iria pensar em Joe e nada que o envolvia, queria apenas ter paz por míseros segundos. Respirou fundo procurando a coragem em algum lugar de si mesma, tocou a campainha e segundos depois Dianna abriu a porta e a recebeu com um abraço apertado.
   - Como você está minha menina? - Perguntou a mãe beijando-a no rosto. 
   - Bem mãe. - Disse sorrindo nervosamente. Não resistindo, Demi a abraçou com força e adorou sentir o cheiro inebriante de chocolate e morango impregnado no avental de Dianna. - Eu estava com saudade. - Murmurou. Demi desviou o olhar de Dianna. Ela conhecia muito bem aquele olhar de mãe porque sempre fazia o mesmo com Dan e Lizzie quando sabia que eles não estavam bem.
   - E os meus netinhos e Joe? - Demi coçou a nuca enquanto seguia Dianna para a cozinha.
   - Eles estão na casa de Denise e Joe está em casa. - Sentando-se a mesa, Demi respirou fundo e o estômago praticamente gritou pelo bolo de chocolate.
   - Está com fome? O bolo ficará pronto em cerca de meia hora. - Disse Dianna sentando-se a mesa ao lado de Demi. Conversaram sobre as fotos e o namoro das filhas. Anne com Bryan e Lizzie com Eric, Demi agradeceu Dianna mentalmente por não tocar no assunto das fotos, que graças a Deus ela conseguiu esquecer.
   - Adivinha quem é. - Demi riu da voz "misteriosa" e tateou os dedos delicados de Anne que impediam sua visão.
   - Eu não faço ideia de quem quer que seja. - Depois de segundos trocando risinhos, Demi ergueu os braços para abraçar a irmã e beijá-la no rosto.
   - Por que você não me disse que iria vir? Eu tenho tanta coisa para te contar. - Recebendo o olhar de censura da mãe depois do risinho malicioso, Demi piscou para Anne fazendo a menina corar.
   - Por que a senhorita não me contou que está namorando o meu afilhado? - Demi fitou os olhos azuis da irmã e riu quando a mesma desviou o olhar sugestivo mais vermelha quanto um pimentão.
   - Eu estava de castigo. - Murmurou fazendo careta e Demi voltara no tempo. Anos e anos atrás quando ainda era uma menina, Demi passara por uma brusca mudança no visual nos estúdios da Disney, iria estrelar um filme adolescente ao lado dos Jonas Brothers. E então ela o conheceu, a início o achara um completo enxerido, Joe era um galã adolescente chato que ficava o dia todo no seu pé, até que um dia ele a beijou e tudo começou. Dianna e principalmente Eddie não apoiaram o namoro e assim que Demi contou que tivera a primeira noite de amor com o namorado brigara com a mãe e saíra de casa por pura rebeldia.
   - Vocês duas não têm juízo. - Demi quase saltara da cadeira de susto, Deus! Eddie faria uma senhora confusão quando soubesse da mais nova traquinagem de Joe. Pobre Joe..
   - Eu também te amo. - Demi riu enquanto abraçava o pai. Sabia que Eddie tinha apenas medo de que algum garoto machucasse as suas meninas, por isso que era um pai super protetor. Minutos mais tarde o bolo finalmente estava pronto e eles o banquetearam enquanto conversavam animadamente, Demi ignorou as chamadas de Dan e Lizzie para enviar uma mensagem dizendo que os antederia daqui a alguns minutos, ela ainda precisava conversar com Dianna.
   - Mais bolo Demi? - Perguntou Dianna distraída enquanto cortava mais uma fatia de bolo para Eddie e Anne.
   - Não obrigada.. Eu queria falar com a senhora. - Murmurou envergonhada e Dianna assentiu. Pedindo licença ao pai e a irmã, Demi levantou-se e seguiu a mãe para longe da cozinha.
   - Eu sabia que tinha algo de errado. - Dianna acariciou o rosto da filha e segurou-lhe as mãos esperando pacientemente Demi começar a contar o que tinha acontecido.
   - Nós brigamos. Eu estou tão cansada. - O choro compulsivo não deixou que ela concluísse a fala, Dianna a puxou para o colo e a confortou nos braços por minutos e mais minutos até que o choro finalmente cessasse. - Joe está tão bravo por causa das fotos. Ontem na hora do jantar ele começou a me ignorar, mas nós acabamos.. juntos. Pensei que tudo estava bem entre nós, mas hoje pela manhã ele estava tão frio e distante. - Demi respirou fundo enquanto revivia a reunião.. - Eu resolvi dar o troco e vesti o vestido mais curto e decotado do meu closet para ir a reunião, ele me obrigou a vestir o paletó na frente de todos e nós brigamos quando chegamos em casa. Eu preciso de um lugar para ficar, não quero voltar para casa. - Dianna arregalou os olhos por breves segundos absorvendo toda aquela história.
   - Demi.. - Disse enquanto escolhia cada palavra cautelosamente. - Você sabe que aqui também é a sua casa, mas você tem certeza do que está fazendo? - Perguntou.
   - Eu o amo e sei que ele me ama, mas nosso relacionamento desabou do nada, eu não quero me machucar e não quero machucá-lo, preciso de tempo para organizar a minha vida. - Organizar a bagunça que Alex fizera.. Aquelas fotos só trouxeram confusão tanto para a sua vida pessoal quanto para a profissional.
   - Elizabeth e Daniel? Como eles ficam no meio dessa bagunça? - Ora, ela ainda não resolvera esta questão.
   - Eles não sabem que eu e Joe estamos brigados. - Murmurou. - Vou buscá-los na casa de Denise e aproveito para explicar. - Houve silêncio a princípio, mas logo o suspiro pesado de Dianna e o barulho do beijo estalado que dera na testa de Demi preencheu o local por breves segundos.
   - Você está casada há quase dezessete anos. Espero que saiba o que está fazendo. - Erguendo-se, Demi fitou os olhos da mãe e enlaçou os dedos aos dela com mais força. - Demi, escute o que vou te dizer. Hoje vocês jovens não dão importância às coisas realmente valiosas, só pensam em diversão e sexo. Pense bem na sua decisão, o que você e o Joe têm é raro demais para ser jogado no lixo de um minuto para o outro, não deixe que a raiva momentânea influencie nas suas decisões. Não tem vinte e quatro horas que as coisas desmoronaram entre vocês e você está fugindo de casa. - Dianna poderia ter razão em alguns pontos.. ou em todos, mas a situação era um tanto diferente de como ela imaginava.
   - Eu não pretendo me separar dele. Só preciso de tempo para organizar as coisas na minha cabeça sem que eu possa machucá-lo. Eu o amo demais para deixar que um problema meu afete mais o nosso relacionamento. - Tempo era o essencial para que as coisas se resolvessem naturalmente, claro que Demi teria que controlá-lo antes que fosse tarde demais...
   - Não pense só em você, lembre-se de Daniel e Elizabeth, eles também estão envolvidos nessa bagunça. São adolescentes e estão entrando nesse mundo complicado dos adultos. Você como mãe e o Joe como pai são as grandes influências e exemplos  para vida deles. - Demi só queria evitar o pior tanto para o relacionamento com Joe quanto para o relacionamento com os filhos.
   - Eu.. vou explicar tudo para eles. - O telefone começou a vibrar no bolso chamando-lhe atenção, Demi o buscou e respirou fundo um tanto nervosa ao ver o nome de Dan na tela. - Oi bebê, estou a caminho. - Demi sorriu ao escutar a voz manhosa de Elizabeth. A garota ligara do celular do irmão porque o dela estava descarregado, Lizzie fazia tanta manha via telefone e Demi sabia o porquê.. - Vou buscá-los. - Disse a Dianna. - Os pais de Eric convidaram Beth para conhecer a casa de praia da família no final de semana, mas Joe não permitiu. - Na verdade nem a própria Demi concordava em deixar Lizzie passar o final de semana com o namorado.
   - É melhor passar um final de semana na casa de praia com a família do rapaz ao invés de passar uma semana inteirinha sumida com o namorado Demetria! - Demi corou bruscamente, mas riu. Dianna era uma mãe tão traumatizada.. E fazia questão de lembrá-la de todas as travessuras que aprontara quando era adolescente. - Vou cortar algumas fatias de bolo para os seus bebês. - Abraçando a mãe de lado, Demi agradeceu por ser acolhida.
   - A senhora pode separar algumas fatias para o Joe, ele adora bolo de chocolate. - O rosto ardeu ainda mais quando Dianna arqueou as sobrancelhas.
   - Pensei que estivessem brigados, mas vou pensar no seu caso Sra. Jonas. - Demi fez careta, mas seguiu Dianna para a cozinha. Agora era a hora que ela precisava de uma boa dose de coragem.
(...)
A noite caíra em um piscar de olhos. O clima estava agradável, nem tão quente, nem tão frio. Era uma das vantagens de morar na Califórnia, a temperatura nunca era um problema. Refrescando-se com a leve brisa que beijava seu rosto e roçava seus cabelos graciosamente, Demi dirigia com prudência pelas ruas de Los Angeles em direção a casa de Denise onde estavam os filhos. Estava tão nervosa e novamente com medo da reação deles. Pensara que dessa vez a reação deles seria pior, e de fato seria. O passado conturbado era completamente diferente de "Dar um tempo" no relacionamento com Joe até porque estando na posição que Daniel e Lizzie estavam, o medo da possível separação dos pais os engoliria, pois eles viveriam aquilo, esse era o principal ponto que diferenciava "Dar um tempo" da história de vida de Demi. Acalme-se. Disse a si mesma lembrando-se do susto de mais cedo. Deus a livrou. A curva era perigosa e Demi dirigia impacientemente em alta velocidade, jogara o volante para a esquerda e freara o carro bruscamente fazendo com que os pneus derrapassem na pista causando um barulho ensurdecedor. Tinha sido um susto! Mas graças a Deus ela estava bem. Não tão bem.. porém viva e cheia de saúde. Dizendo um rápido "Cheguei" assim que recebera outra ligação do celular de Daniel, Demi livrou-se do cinto de segurança e apalpou o volante constantemente tentando se livrar daquele friozinho chato que estava instalado um pouco acima de seu ventre. Abrira a porta decidida a ficar o mínimo de tempo possível na casa de Denise, a mãe de Joe. Tocara a campainha e depois de alguns minutos a porta se abriu. Demi sorriu aliviada e abraçou Nick.
   - Estou de saída, Mama está te esperando na cozinha para tomar café. - Demi fez careta e assentiu causando riso no cunhado.
   - Diga para Miley que eu preciso falar com ela. - Dando outro abraço em Nick, Demi tornou a respirar fundo sabendo que Denise a esperava.. E se Joe tivesse dito algo sobre a briga para a mãe? Não seria nada interessante discutir com Denise. Demi conhecia perfeitamente aquele rapaz de costas. Por um momento viu-se assustada com o quão rápido tinha sido o crescimento de Daniel, parecia que ontem ele era um bebê e hoje era quase um homem. Abraçando-o por trás, Demi beijou-lhe as costas da camisa xadrez azul e branca e logo foi envolvida pelos braços do garoto recebendo um beijo carinhoso na bochecha.
   - Você demorou baixinha. - Daniel sorriu daquele jeito galanteador tão semelhante ao pai. - Eu estava preocupado. - Sorrindo timidamente, Demi o abraçou com força quando o medo da reação dele sobre a briga e a decisão repentina de sair de casa veio.
   - Eu estava na casa da sua avó. - Disse um tanto tensa ao perceber o olhar de Denise e Lizzie sobre si. - Boa noite. - Tentou dizer da forma mais simpática e educada possível. 
   - Boa noite. - Lizzie e Denise disseram em uníssono tão simpáticas quanto Demi. Elizabeth caminhou até ela, tomou-a dos braços do irmão e a envolveu num abraço caloroso. - Você demorou. - Sussurrou e logo sorriu para a mãe.
   - O dia foi corrido, passei na casa da sua avó. - Comentou sentando-se no banco do balcão para tomar uma xícara de chá com a sogra.
   - Joseph não está com você? - Perguntou Denise tombando a chaleira que derramava o chá que preenchia milímetro por milímetro da xícara de porcelana.
   - Ele está em casa. - Murmurou e logo bebericou o chá arrependendo-se, pois engasgara com a bebida quente e precisava de tapas nas costas. Que vergonha! - Desculpe. - Sussurrou envergonhada e tão vermelha..
   - Você está bem? - Elizabeth perguntou com a mão sobre o ombro de Demi esperando pacientemente pela resposta.
   - Sim.. Por que vocês não vão se despedir do vovô? - Sugeriu forçando um sorriso e então Lizzie e Dan assentiram caminhando para fora da cozinha conversando sobre algum assunto da escola. - Nós brigamos. - Sussurrou quebrando o silêncio agradável da cozinha. Era melhor contar ao invés de deixar aquele assunto virar uma completa bola de neve, Denise não era muito gentil quando se tratava de defender os filhos. E Demi entendia, amor de mãe é inexplicável.
   - O que aconteceu? - Perguntou Denise aproximando-se tão preocupada.
   - As coisas fugiram do nosso controle. - Limitou-se a dizer. Por mais que Joe tinha culpa, não iria culpá-lo ou detoná-lo para a própria mãe até porque ela jamais faria algo do tipo. - Eu vou passar alguns dias na casa da minha mãe para organizar as coisas, é melhor assim. - Concluiu bebericando o chá.
   - Daniel e Elizabeth? - Demi agradecera por Denise não questioná-lo ou tentar mudar as coisas. Se ela mesma resolvera dar um tempo no relacionamento com Joe, era porque sabia que seria o melhor para eles.
   - Tenho que conversar com eles. - Disse olhando para trás verificando se ainda estavam sozinhas. - É melhor eu ir, está ficando tarde. - Comentou. Ainda teria que conversar com Daniel e Elizabeth, levá-los para casa e ainda tinha Eddie, que com certeza faria um escândalo quando descobrisse o que Joe fizera. 
   - Humm.. - Murmurou Daniel puxando o cinto de segurança do banco traseiro do carro da mãe. Há minutos atrás ele tivera a impressão que Demi e Denise guerreariam a qualquer minuto, as duas estavam tensas e mal se despediram, uma mais orgulhosa que a outra.. Entretanto Demi continuava tensa, e ainda estavam na rua da casa da avó porque a mãe não ligara o carro, apenas estava parada e no mundo da lua. - Lizzie. - Daniel cutucou a irmã e a mesma olhou para a direção que ele apontava.
   - O que foi? - Disse Elizabeth num sussurro fitando os olhos verdes do irmão sobre a pouca luz do interior do carro.
   - Mamãe está estranha. - Comentou sussurrando de volta. Depois de minutos observando-a fitar o volante, Daniel a cutucou e a chamou, e só depois Demi o olhou ainda em outro planeta. - Está tudo bem? - Perguntou com os olhos fixos nos dela.
   - Vocês querem ir para casa? - Demi engoliu seco quando os dois assentiram. Deveriam estar cansados, estavam na casa de Denise há horas e horas. Então ela finalmente deu partida no carro pensando em como contaria que não passaria aquela noite em casa, a próxima noite.. e certamente as futuras noites.. Pare! Disse a si mesma. Acabaria causando um acidente, estava dirigindo e deveria estar concentrada em guiar o carro com o máximo de atenção para que todos estivessem seguros. Não adiantava.. A tensão crescia mais e mais conforme o velho caminho os levava cada vez mais para a casa da família, lá estaria Joe tão deprimido quanto ela o deixou quando saiu mais cedo..
   - O que foi? - Elizabeth perguntou de cenho franzido quando o carro morreu a poucos metros do portão de casa.
   - Nós precisamos conversar. - Movendo-se desconfortavelmente, Demi guiou o carro para perto da calçada deixando-o estacionado lá.
   - Da última vez que nós três tivemos uma conversa dentro de um carro, a senh.. você estava de turnê marcada. - Disse Daniel rindo nervosamente. Ficar um ano longe da mãe não tinha sido brincadeira, mantinham contato via internet e telefone, viram-se poucas vezes durante todo um ano em datas como aniversários e festas natalinas, tinha sido horrível.
   - Não bebê. - Demi forçou um sorriso enquanto desprendia o cinto de segurança e a lembrança do airbag colidindo contra o rosto da deixou atordoada. - Quero que vocês me escutem com atenção. - Disse colocando uma mecha teimosa do cabelo atrás da orelha. - Eu e o pai de vocês.. Nós não estamos num bom momento do nosso relacionamento.. - O nervoso a impedia de expressar-se da forma correta, não era fácil estar diante das duas pessoinhas que ela tinha gerado e cuidado durante toda a vida, doía o coração só de pensar em vê-las sofrer. - Nós não nos entendemos hoje, acabamos discutindo e.. - Não iria dizer o que realmente tinha acontecido, por mais que estivesse chateada com Joe, não iria deixá-lo mal na fita. - Estamos chateados um com o outro e achamos melhor dar um tempo para que as coisas se ajeitem. - Demi os olhou e pudera ver o coração dos pequenos carregado de angústia e os olhos cheios de medo. - Eu vou ficar na casa da vovó Dianna. - Os olhares sobre ela passaram a ser mais assustados quando dissera que saíra de casa. Estava sendo bem pior que imaginara.
   - Você está nos deixando? - Murmurou Elizabeth com os olhos tão marejados. Demi a olhou e foi o suficiente para que o coração se despedaçasse. - Por quê? Eu não quero que você nos deixe. - Disse a menina tão desesperada.
   - Lizzie. - O instinto protetor não falhava, Daniel a abraçou quando viu que a irmã estava desabando aos poucos. Aninhara-a no peito e a protegera com os braços. Lizzie era tão sensível, mas ele confessara que também era. As lágrimas rolaram pelo rosto quando os olhos encontraram os da mãe. Ela parecia tão desesperada e desprotegida, mas como ele iria a proteger se quem o protegia era ela?
   - Por favor. - Soluçou Demi repetidas vezes. - Eu jamais os deixaria, vocês podem vir comigo. - Disse desesperada. As mãos chegavam tremer, o peito subia e descia denunciando o quão nervosa ela estava. - Não fiquem chateados com a mamãe, por favor, eu estou tentando consertar as coisas. - As lágrimas salgadas molhavam o rosto e roçavam os lábios freneticamente. Como o coração iria sobreviver depois de presenciar as pessoas mais importantes de sua vida acabar em choro? Tinha sido tão difícil arrumar as malas e deixar Joe com um beijo de adeus. Agora estava cada vez mais impossível sobreviver ao choro compulsivo de Elizabeth e as lágrimas solitárias de Daniel.
   - Consertar as coisas? Como nós vamos viver com você e o papai separados? - Disse Daniel de cenho franzido tão atordoado por ver a irmã desesperada. - Vocês se amam! - Disse como se Demi não se lembrasse daquele amor arrebatador.
   - Nós só brigamos, não significa que não nos amamos. - Preencheu o silêncio que os envolvia há minutos. - Por favor, quero que vocês prestem bastante atenção. - Finalmente Elizabeth estava mais calma, assim como Daniel. Demi respirou fundo lutando contra as lágrimas que ameaçavam molhar o rosto pela milésima vez naquele dia. - Eu não vou deixar o pai de vocês, eu o amo com todo o meu ser e não vai ser uma briga que vai nos separar. - Vendo que estavam mais calmos e aliviados com a breve declaração, Demi tornou a respirar fundo para prosseguir. - Todo casal briga, e algumas brigas se resolvem com beijos apaixonados ou com buquês de flores gigantescos, mas tem brigas que não se resolvem de um jeito fácil. Eu estou chateada com o pai de vocês e ele está chateado comigo. Então ficar na mesma casa não nos ajudará em nada, nós vamos brigar cada vez mais e.. Eu não quero perder o que nós temos, por isso vou ficar na casa da vovó até que nós dois fiquemos calmos para tentarmos nos resolver. - Demi viu-se aliviada ao perceber que Dan e Lizzie estavam mais calmos.
   - Por que vocês brigaram? - Perguntou Elizabeth. Os olhos de Demi flagraram os dedos de Dan enlaçados aos de Lizzie e um pequeno sorriso nasceu em seus lábios. Seus pequenos se desentendiam várias vezes durante o dia, mas eles eram tão unidos.
   - Não foi nada demais.. - Mentiu. Não precisava que Lizzie ou Dan se envolvesse mais naquela confusão, não queria traumatizá-los com a verdade.
   - Ninguém briga por nada. - Disse Daniel de cenho franzido esperando por uma resposta convincente.
   - Eu não quero conversar sobre isso. - Disse incomodada. - Quero que vocês prometam que vão obedecer o pai de vocês enquanto eu estiver fora. - Demi sabia o quão desobediente e insistentes eles poderiam ser, principalmente uma mocinha chamada Elizabeth.. Quando Lizzie queria ela deixava todos loucos. - Não quero bagunça senhor Daniel, e Elizabeth, pelo amor de Deus não deixe o seu pai comprar comida instantânea. - A casa ficaria de pernas para o ar, Demi já poderia prever tudo. - Eu.. Eu preciso ir. - Disse depois de uma rápida espiada no telefone. Houve múrmuros tristonhos e cenhos franzidos.
  - Mãe.. - Daniel a olhou com aqueles grandes olhos verdes carregados de lágrimas e Demi se lembrou de quando ele era um bebezinho chorão. Movendo-se para o banco de trás, Demi deixou-se ser abraçada calorosamente por eles. Disse que os amava por várias vezes e também os beijou entre suspiros e lamentações.
   - Vão para casa, eu prometo voltar logo. - Na hora que o sereno da noite roçou os corpos quentes, as lágrimas brotaram nos olhos de Demi na hora de dizer adeus, os abraçou mais uma vez e deixou-se quase ser esmagada no abraço de Dan e Lizzie. - Cuidem de Joe. - Disse quando quebraram o abraço. Vê-los se afastar cada vez mais do seu campo de visão a deixou angustiada, eles estavam indo para casa, para a casa onde era o seu lugar.

Continua.. Oi. Tudo bem com vocês? Infelizmente demorei a postar porque tive alguns problemas no decorrer da semana, aqui na cidade está muito frio e como sou uma pessoa que tem uma saúde de ferro acabei pegando uma senhora gripe e para a minha felicidade a tpm me pegou junto com uma provinha prática da faculdade, dai deu no que deu. Sem citar a minha falta de criatividade >< Bem, mais um capítulo desse drama todo, talvez demore para que as coisas voltem ao normal.. talvez não demore.. ou talvez elas não voltem.. Não sei né? :) Quem ai concorda com a Demi? Eu concordo.. Vocês acham que a Demi tem que sofrer mais um pouquinho? O Joe vai aprontar mais alguma coisa? E a 
Alex..? Taaaaalvez eu dê algum spoiler para vocês no próximo capítulo.. Vou tentar postar com mais frequência, ok? Desculpem pela demora, beijos e comentem muito e muito :D
ps. Meninas que tem blog, vocês podem divulgar o meu blog por favor *-* 

5.10.14

Capítulo 23

Lá fora as crianças corriam felizes pelo gramado verde, gargalhavam e sorriam até mesmo com o soprar do vento que tocava o rosto. Logo atrás o casal de velhinhos caminhavam de mãos dadas em completa paz e harmonia, trocavam olhares cúmplices e sorrisos tímidos. Demi encostou a cabeça contra o vidro da janela do carro e fechou os olhos sentindo o nó se formar na garganta. Planejara envelhecer ao lado dele, superar cada dificuldade e amá-lo para todo o sempre. Ansiara em viver o dia que iria ganhar os seus netinhos e mimá-los junto com Joe. Os primeiros fios de cabelo branco.. Quando a voz começaria falhar.. O dia que ela se sentaria numa cadeira de balanço para tricotar por toda tarde enquanto Joe ensinava os filhos de Dan e Lizzie tocar violão. Então no final da tarde ela assaria biscoitos e fornadas e mais fornadas de pão de queijo, se deitaria para dormir mais cedo e descansaria em paz nos braços do homem que amava. Uma lágrima solitária rolou pelo rosto e Demi apressou-se em limpá-la enquanto a imagem daquela família era deixada para trás conforme o carro guiado por Joe seguia caminho. O final feliz era aquele. Viveriam um dia de cada vez, superariam cada dificuldade juntos e jamais deixariam que o amor acabasse até que a morte os separasse. A dor no peito parecia sem fim, mais lágrimas rolaram com força e determinação, e Demi as limpou antes que o homem furioso que dirigia o carro perguntasse da forma mais grotesca o motivo do choro. Talvez ele notara que ela chorava e preferiu deixá-la sofrer sozinha. No fundo ela sabia que a culpa era apenas de um deles. Sentia-se culpada. E infelizmente ela era a culpada. Se ela não fosse tão fraca no passado aquelas fotos não existiriam e Joe não estaria uma fera. Fraca, culpada e suicida. Alex tinha razão. Demi acabaria se destruindo de tanta culpa que sentia. Malditas condicionais. Se ela fosse. Se ela não fizesse. Se, se, se e se! Mas o passado era um fato e um fardo pesado prestes a esmagá-la. Tudo estava voltando. A Demi que não se sentia bem com a própria aparência; A Demi que se sentia culpada; A Demi que pensava que se ela não existisse o mundo seria um lugar melhor. Aquela mulher inquebrável estava quebrada. Quebrada em milhares de pedaços.

Olhando para o lado, Demi deparou-se com os olhos esverdeados de Joe sobre ela. Estremeceu, engoliu seco e preferiu voltar a pensar na vida sem manter contato visual. Minutos mais tarde a roseira lhe parecia familiar. Fitara cada detalhe daquela perfeição e o jardim que estava plantada. Só aí percebeu que aquela era a sua casa. Livrara-se do cinto de segurança e em questão de segundos estava fora do carro.

   - Demi. - O sussurro a paralisou. Baixara as pálpebras e mais lágrimas rolaram. Sentiu o toque gentil queimar em seu braço, o perfume masculino que tanto gostava envolvê-la cada vez mais. - Eu não quero brigar. - A voz pesarosa de Joseph estava tão próxima e denunciava que ele estava tão machucado quanto ela. Por mais que a dor fosse absurda Demi preferiu esquecer que ele existia e seguiu caminho quebrando-se cada vez mais. Não disse um oi para aquelas bolinhas de pelos tristonha, subira cada degrau da escada em seu limite. Não tinha como fugir. Eram casados, dividiam o mesmo teto e consequentemente a mesma cama.

Desabotoando botão por botão do paletó, Demi o deslizou pelos braços fazendo com a peça caísse no chão. Descalçara um pé e logo o outro. A cama estava perfeitamente da mesma forma que a deixara. Com os lençóis brancos amarrotados e com o cobertor desdobrado. O calafrio percorreu todo o corpo ao se lembrar da primeira noite de amor naquela cama/naquele quarto. Retomara o namoro com Joe por insistência dele na festa de noivado de Miley e Nick. Ela deveria ter seus dezoito e Joe os seus vinte e um anos. O dia tinha sido agitado e cheio de emoções. O medo de não ser aceita depois que todos os seus segredos foram revelados ao mundo era imenso, Demi voltara aos palcos depois de quase quatro meses longe deles. No mesmo dia do show, que era também o dia do aniversário de Joe, ele a levou para jantar numa casa incrível, que Demi veio descobriu que pertencia a eles, e a pediu em casamento. Foi naquela noite que eles fizeram amor pela primeira vez naquela cama. Era engraçado como as coisas mudavam de uma noite para o dia. Aquela cama tinha sido palco das noites mais intensas de toda a sua vida, ali fizera promessas e saciara os desejos mais insanos e apaixonados que um homem e uma mulher poderiam sentir. Adentrara os cabelos com os dedos lutando mentalmente contra aquelas lembranças indesejadas. Houve um suspiro pesaroso e o nó formara-se na garganta. Lá estava ele, parado perto da porta do quarto olhando também para a cama.

   - Sobre ontem.. - Sussurrou Joe olhando para ela. - Demi.. - Tudo que Demi fez foi espalmar o peito dele e empurrá-lo quando ele se aproximou.

   - Ontem Joseph.. Não passou de sexo, apenas sexo. - Tomara distância dele, não sabia ao certo do que era capaz.. - Você está furioso, eu sei. Está cansado e tudo que eu faço é nos envolver em confusão, eu sei. - A voz dela soara tão calma assumindo toda a culpa.

   - Você não entende. - Murmurou Joe passando as mãos no rosto. - Eu não estou furioso com você, é apenas.. Essa merda toda. - Atropelara palavra por palavra. Enquanto dirigia o nervoso passara e a consciência pesara. - Perdi a cabeça quando vi aquelas fotos, eu não suporto a ideia de que você já foi de outro cara, você é minha Dem. - Não.. Demi conhecia muito bem aquele lado possessivo de Joe.

   - Joseph! - Exaltou irritada. - Eu não me lembro de nada, eu estava chapada, você entende? - As veias saltaram e ela ofegara. - Não use essas desculpas esfarrapadas para livrar a sua pele. O seu comportamento hoje pela manhã não se justifica. Você mal falou comigo, mal olhou em meus olhos. Sabe como eu me sinto? Eu me sinto usada. - O estoque de lágrimas deveria estar esgotado, mas lá estavam elas brotando nos olhos e rolando pelo rosto. - Você era a única pessoa no mundo que eu pensava que poderia confiar, mas na primeira oportunidade você me abandonou. - Rangendo, Demi limpou o rosto molhado com as mãos com força, mas de nada adiantara.

   - O que você faria se fotos minhas com outra mulher caísse na rede? Eu pensava que você tinha sido apenas minh.. - Joe fechou os olhos com força lutando contra a raiva que o invadira. Ela não tinha sido apenas dele, tinha Wilmer.. O homem da foto.. - Você apareceu com essa roupa e todos te olhav.. - Demi simplesmente o acertou com o sapato.

   - Você só pensa em sexo? Qual a parte da porra do eu te amo que você não entendeu até hoje Joseph? - O mundo estava prestes a esmagá-la e tudo que Joe pensava era naquela questão ridícula.

   - Você não entende. - Murmurou folgando a gravata impaciente.

   - Você deveria ter se casado com uma dessas beldades de Hollywood. Garanto para você que era só estalar os dedos que você meteria nela a noite inteira. - Gritou o acertando com o outro sapato. - Eu sou problemática demais para você. - Enxugando as lágrimas, Demi levou a mão ao peito esquerdo quando o mesmo doeu.

   - Você é perfeita demais para mim. - Num impulso Joe a envolveu com os braços. O coração quase saltara para fora do peito apenas porque tinha ela nos braços. - Você é uma mulher incrível. Eu sou o único errado dessa história. - Era quase impossível raciocinar quando fitava aqueles olhos intensos. Os lábios dele cobriram os dela rapidamente e então eles se fitaram durante minutos e mais minutos procurando a solução um no outro.

   - Se você soubesse como eu me sinto. - A culpa o atingira com toda força. Tinha sido tão grosso com ela. Onde ele estava com a cabeça? Era Demi, a sua pequena. Ela era tão frágil e sensível, e ele quebrara seu coração; Demi era tão delicada e ele a tocou da pior e mais suja forma possível. Demi estava machucada e a culpa era dele. - É horrível Joe. Dói tanto. É como se existisse um buraco interminável de dor no meu peito, eu não consigo acreditar que eu sou boa o suficiente. - Era mil vezes mais doloroso escutar aquelas palavras e saber que era por causa dele.

   - Eu juro que vou fazer a dor passar. - Usando todas as forças, Demi desfez o abraço para se afastar dele.

   - Não me prometa mais nada, você não tem palavra. - Não ousaria em se arriscar a passar o que passara durante todo aquele dia. Joe tinha prometido que tudo ficaria bem, mas nada estava bem. - Eu só não entendo. Por que você não confia em mim? Eu confesso que estou usando esse vestido para te enlouquecer de ciúme, você me agrediu quando me arrastou para o seu carro, você me ignorou praticamente o dia todo. Se eu transei com outro cara, juro que não me lembro. As fotos não são prova de nada e você fez o que fez. - Olhando nos olhos dele Demi disse cada palavra se controlando para não desmoronar diante dele. - Eu não posso confiar em você. - Dito isto, Demi caminhou para o banheiro e trancou a porta. Não podia acreditar que Alex estava vencendo aquela palhaçada. Era a sua vida que estava sendo destruída a cada passo da Short. Talvez se ela tivesse contado sobre as fotos na noite passada Joe não teria surtado, foi um erro não contar. Demi só queria estar pronta para fazê-lo, mas a mente nesses últimos três dias estava exausta, o medo a assombrava e virara realidade. Destrancando a porta, Demi ignorou Joe sentado na cama cabisbaixo. Adentrou o closet e começou a busca por seus objetos pessoais e algumas mudas de roupas.

   - Demi, o qu.. - Joe arregalou os olhos ao ver a mala sobre a poltrona e a dona dela preenchendo-a ferozmente. - Demi, meu Deus! - Sentia que a qualquer momento iria ter um infarto ou algo do tipo. Novamente Demi o ignorou e continuou a encher a mala com seus pertences. - Você está me deixando? - Perguntou boquiaberto.

   - Eu preciso de um tempo. - Parando para olhá-lo, Demi sentiu um aperto no peito ao vê-lo pálido e sem reação. - Amor, não. - Caminhando até ele, Demi o abraçou com força mesmo contra a vontade. - Eu não quero me machucar e te machucar. - Disse enquanto limpava cada lágrima que rolava pelo rosto dele.
   - Você está me deixando.. - Soluçou com pesar.

   - Eu.. Joseph, eu estou tentando salvar o que nós temos. - Seria melhor manter distância por um tempo ao invés de piorar as coisas. - Por favor, entenda. Nós só vamos nos machucar se continuarmos juntos. - Joe parecia tão inconsolável. Era tão estranho, há horas ele estava frio e distante, grosseiro, furioso e agora chorava.

   - Demi, por favor, eu prometo que vou me comportar, prometo que vou controlar o meu ciúme, eu prometo. - Abraçando-a, Joe a beijou delicadamente como se o beijo fosse despertá-la de um sono profundo.

   - Joseph. Não prometa o que você não pode cumprir. - Demi tentou desfazer dos braços dele em sua cintura, mas Joe apenas a apertou contra o peito e soluçou entre o choro.

   - O que vai ser de mim sem você? E as crianças? - Demi fechou os olhos com força pensando se era realmente o que iria fazer. Eles iriam entender.. Ela tinha certeza que entenderiam. Não era uma decisão definitiva, ela só precisava de tempo para tentar consertar as coisas, para não se machucar e machucar aqueles que ela tanto amava.

Continua... Ok. Não foi uma senhora treta, mas foi triste. O que vocês acham que vai acontecer agora com Jemi? Lizzie e Dan? Próximo capítulo.. Obrigado pelos comentários! Beijos e até o próximo




2.10.14

Capítulo 22

Seja forte. Seja forte em todos os momentos, não se deixe abalar por nada e por ninguém. Não perca quem você é, lute para manter a sua essência. Fique forte. Iria esquecer, fingir que aquilo não tinha acontecido. Doía, não podia negar, mas não iria se deixar abalar por ele. De todas as pessoas Joe era a última delas que um dia Demi pensara que poderia machucá-la, ele era parte de si, a melhor parte. Seu primeiro amor, o homem da sua vida, o pai de seus filhos. Ele não hesitou em machucá-la. Engolira o choro, encolhera-se na cama ainda nua abraçada ao travesseiro dele. Maldito! Não conseguia sentir raiva ou qualquer sentimento negativo por ele, era apenas aquele amor forte e vivo que saltitava no peito. Estava tão envolvida mergulhada em seus problemas que assustara-se com o latido e então o cobertor fora puxado.
   - Buffy, vá brincar. - Choramingou cobrindo-se novamente. Demi o olhou e franziu o cenho quando ele também a olhou. Buffy tinha as duas patinhas apoiadas na cama, as orelhas franzidas como se ele estivesse em sinal de alerta e a língua para fora da boca. - O que você quer? - Perguntou quando Buffy começou a choramingar. Lembrara-se de quando ele era apenas um filhote. Presenteara Daniel com o pequeno Buffy, o único filhote de pelagem branca de Elvis, o golden retriever de Nick. Viajara todo o dia para o Tennessee para buscar o presente de aniversário de Dan, mas a satisfação quando entregou a caixa para o pequeno e ele sorriu bobo com o filhote que brincava com ele o tempo todo era inigualável. Buffy era parte da família. - Está com fome? - Rendera-se ao charme, Buffy ficara cada vez mais manhoso conforme Demi o acariciava na cabeça. - Eu vou tomar banho, depois nós podemos ir para a cozinha. - Incrível era a forma que Buffy entendia cada palavra dita por Demi. Lambera-a no rosto antes de sair do quarto animado. Demi sabia que ele estaria na cozinha a espera dela.
Quase não se levantara por conta da preguiça e cansaço, mas tivera que se levantar. O reflexo no espelho chamou-lhe a atenção. O pescoço estava marcado assim como os seios e algumas regiões do tronco. A marca dele.. Olheiras! Diabos! Ela tinha olheiras, tudo culpa das noites mal dormidas. Preferiu não se olhar por muito tempo no espelho.. Nunca era bom quando o fazia. Ligara as torneiras da banheira. Buffy iria esperar, o banho de banheira era mais que merecido. Uma vez que a banheira estava cheia, Demi adentrou-a e relaxou sentindo a água morna neutralizar o corpo. Não pudera se esquecer a cada vez que deslizava a esponja pelo corpo dos braços de Joe a envolvendo quando tomaram banho juntos no dia passado. Ele a protegeu e prometeu que tudo ficaria bem, mas quebrara a promessa quando também quebrara seu coração. Esqueça. Disse a si mesma. Era melhor tentar esquecer ao invés de lembra-se e perder o controle..
   - Coma tudo. - Disse quando era mais tarde. Buffy tinha um belo pedaço de bolo de chocolate na tigela e filhotes animados por um pedacinho do alimento. Pegando o prato com uma fina fatia de bolo, Demi encostou-se no balcão para beliscar os pedacinhos do bolo rindo das confusões caninas. Iria sentir falta daquelas pestinhas, se pudesse iria criá-los, mas eram seis filhotes e um cão adulto. Era cachorro demais para aquela casa. - Leve os seus garotos para passear no jardim. - Disse acariciando a cabeça de Buffy quando ele apoiou as patinhas em sua perna para "agradecê-la" pela fatia de bolo. - Você é um bom garoto. - Depois do cafuné atrás da orelha, Buffy partiu para o jardim sendo seguido pelos pequenos. O silêncio repentino foi quebrado pelo toque do celular, seria ele? Demi hesitou em buscar o telefone sobre a mesa, mas o buscara. Daniel. Graças a Deus não era Joe.
   - Bom dia meu amor. - Disse fingindo uma alegria inexistente.
   - Bom dia. - Disse o garoto tímido. - Eu não te acordei, acordei? - Perguntou preocupado e Demi sorriu de orelha a orelha. Daniel era um amor.
   - Eu estava comendo bolo de chocolate com Buffy e a gangue. - Demi riu junto com o garoto. Aquelas pestinhas realmente formavam uma gangue.
   - Você vem nos buscar na escola? - O coração encolheu ao escutar a voz esperançosa de Dan. Dizer não a eles era praticamente impossível. - Papai está uma fera com Elizabeth. - Comentou.
   - Por quê? O que aconteceu? - O instinto e a adrenalina correram em suas veias. Deus! Que todos brigassem com ela, mas com os seus pequenos a coisa era completamente diferente.
   - A família de Eric convidou Lizzie para passear no final de semana na casa de praia deles, mas o papai não quer que ela vá. - Hum.. A raiva passara. Era um passo grande demais para pouco tempo de namoro. E por mais que Lizzie fosse persistente demais, Demi não achara motivo para Joe estar uma fera com a menina.
   - Seu pai está preocupado, vou conversar com ele. - Deveria manter aquela máscara que mostrava que estavam bem, não queria que o seu mau relacionamento com Joe os influenciasse. - Tenho reunião à tarde, mas vou tentar buscá-los na escola. - O suspiro frustrado de Dan partira o seu coração. 
   - Tudo bem. - O que ela não fazia por eles?
   - Vou dar o meu jeito. - Disse e pudera imaginar o garoto sorrir.
   - Preciso de um favor..
(...)
Atrasada! Muito atrasada. Dispensara o carro que Joe mandara e não atendera a ligação dele. Joe que se f... Se ele queria gelo ela daria o todo o polo norte e o polo sul exclusivamente para ele. Cílios alongados, confere. Maquiagem impecável, confere. Batom vermelho, super confere. Vestido branco curto e decotado, confere. Sapato branco de salto de solado vermelho, confere. Cabelo preso num coque casual, confere. Iria matá-lo de ciúmes e não se sentia nem um pouco culpada. Deus! Arregalara os olhos. Como iria sair com o belo chupão no pescoço? Maldito Joseph! Tivera que desfazer o coque para deixar os cabelos soltos, caso um paparazzo fotografasse aquele chupão ela seria capa das próximas edições de jornais, revistas e websites. Quando o cabelo finalmente estava pronto procurara pelos óculos ray ban pretos e os pusera.
   - Lady, comporte-se mocinha. – Observando a cadelinha cor de champagne olhá-la um tanto confusa, Demi esboçou um pequeno sorriso e a pegou no colo. – Você vai sentir falta dos seus irmãos? – Disse mimando-a. – Dan encontrou um lar para você menina. – Pusera lacinhos cor de rosa nas orelhinhas de Lady e escovara o pelo champagne, tudo porque Daniel pediu. – Está preparada? – Erguendo as orelhas, a cadelinha a olhou tão confusa e Demi a segurou firmemente nos braços enquanto elas caminhavam para a garagem. Foram cercadas por filhotes tristonhos e confusos com a repentina partida da irmã quando saiam, Demi resolveu dar alguns minutos para que eles se despedissem da pequenina e então elas partiram no conversível.
   - Está chegando? – A voz de Daniel soou pelos alto-falantes chamando a atenção de Demi e da pequena Lady. Era engraçado como ser mãe tornava as coisas completamente diferentes. Mesmo chateada e cheia de medo, Demi não deixava de sorrir tomando a leve brisa da manhã no rosto. Daniel e Lizzie tinham o dom de fazê-la sorrir por qualquer besteira. E a ansiedade de Dan a deixara ansiosa e com aquele típico frio na barriga... Olhara-se no retrovisor diversas vezes procurando algo de errado desde a hora que chegara na escola e estacionara o carro no estacionamento.. Mas tudo estava em seu devido lugar. Frustrada, olhara para a pequena Lady sentada de perna de índio no banco do carona olhando vez ou outra para os lados tão confusa por estar num lugar que não conhecia. Acariciou-lhe a cabeça e a cadelinha pulara e aconchegara-se em seu colo. Rindo, Demi descansou a cabeça no encosto do banco satisfeita pela serena música que tocava no rádio. Cantarolara preguiçosamente assim como os dedos adentravam o pelo macio de Lady que chegara fechar os olhos com a caricia que recebia. As pálpebras caíam preguiçosamente, não era tão ruim estar de castigo no banco do motorista.. O sono que vinha era gostoso e envolvente. Demi pensara seriamente em cochilar, mas a risada familiar atingiu seus ouvidos e ela despertou do pré-sono.
   - Ei, oi. – Daniel adentrou o carro agilmente sentando-se no banco do carona. – Gostei dos lacinhos. – Dan riu quando a pequenina pulou em seu colo e pediu por carinho balançando o rabinho freneticamente. – Eu não estou me precipitando? – Demi fitara os olhos verdes do garoto por breves segundos e balançou a cabeça negativamente.
   - Dan, você é um garoto incrível, Jenny irá adorar Lady. – Quando mais cedo o garoto ligara para pedir a ajuda da mãe. Pensara em presentear Jenny com Lady já que descobrira que a garota adorava cães.
   - E se ela não gostar? – Envergonhado, Dan pôs-se cabisbaixo sobre o olhar da mãe.
   - Confie em mim, eu sou uma garota e se um menino bonito como você me presenteasse com um filhote de golden retriever eu surtaria. – Demi riu dos olhos verdes arregalados de Daniel. Homens não conheciam as mulheres de forma alguma.
   - Eu acho que o papai surtaria. – Mexendo-se desconfortavelmente, Demi assentiu um tanto séria. Não queria pensar em Joe.
   - Eu estou esperando no carro. Procure Lizzie e não demore. – Os olhos encheram-se de lágrimas quando despediu-se de Lady com um abraço apertado e cafunés quase que intermináveis. Iria sentir falta daquela pestinha de lacinhos cor de rosa.
(...)
Deixara Daniel e Lizzie na casa de Denise e partira para o local marcado. A tensão 
assumira o seu ser. Respirara fundo por diversas vezes durante o percurso. Ela teria que enfrentá-lo. Tudo seria mais fácil se aquela noite não tivesse acontecido.. Mas Joe resolvera seduzi-la com beijos e caricias por toda a noite e no dia seguinte estava completamente diferente deixando-a nua e implorando pela atenção dele. Não sabia o que estava por vim e o porquê daquela reunião, mas de qualquer forma não era a pior parte. A pior parte era ter que estar com Joe naquelas circunstâncias. Conferira a maquiagem e o cabelo no retrovisor e gostara do que via. O assédio começara. Sim, assédio. Atravessara a rua sobre o concentro de cantadas sem graça e assovios de homens que a olhava com malícia. Quase não conseguira respirar conforme se aproximava do ilustre edifício onde ocorreria a reunião. Será que exagerara? A água doce era apenas três por cento de toda a massa líquida que recobria a terra, e Demi tinha certeza que o jardineiro que a olhara embasbacado segurando a mangueira desperdiçara ao menos metade da água doce. Diabos! Ela já poderia perver o surto de Joe. 
O elevador pareceu mais um cubículo e Demi se sentia como uma formiga rodeada de homens vestidos com seus ternos elegantes olhando-a indiscretamente. Pedira licença quando a porta do elevador abrira-se no andar onde iria ficar desejando sair o mais rápido daquela espécie de forno-cubículo. Depois do episódio frustante do elevador apertado cheio de homens gigantes que a chamara de princesa, caminhara pelo corredor. O terno preto, o corte do cabelo, as costas largas, a postura tensa e os sapatos negros bem polidos. Ela conhecia aquele homem de pés tortos! Joe estava de costas e Demi podia reconhecê-lo perfeitamente.
Toc, toc, toc! O som dos saltos colidindo contra o piso bem polido fora o suficiente para que todos se voltassem a ela com olhares curiosos. Oferecera um pequeno e tímido sorriso ao aproximar-se dos homens e mulheres que Joe conversava, seu grupo de empresários e alguns representantes da acessória.
   - Você está atrasada, atrasada. - Gargalhar. Demi queria gargalhar das feições incrédulas de Joe. Ele a fitara de cima para baixo; de baixo para cima diversas vezes não acreditando no que via. Um a um, babaca! Pensou Demi mal dirigindo a palavra a ele. Cumprimentara todos educadamente desculpando-se pelo atraso de mais de horas, explicara o motivo do atraso e então anunciara que a reunião poderia começara. - Demi! - Demi fixou os olhos onde a mão dele a apertava no braço e olhou nos olhos.
   - Você está me machucando. - Observando cautelosamente se a equipe adentrara a sala, Demi puxou o braço da mão de Joe sem obter sucesso.
   - Vista o meu paletó. - Largando o braço dela ao perceber que o local começara a ficar rosado, Joe desabotoou os poucos botões habilmente e ofereceu a peça para Demi que apenas o olhou com desdém e adentrou a sala. - Demi! - Sussurrou, mas queria gritar. Adentrou a sala ferozmente e puxara a mulher que vestia o microvestido pelo braço chamando a atenção de todos. - Vista o meu paletó. - Sussurrou engolindo seco largando o braço dela. Uma vez ficara traumatizado quando a imprensou contra a bancada da cozinha depois de uma briga e a atacou com beijos urgentes e agressivos enquanto Demi pedia para que ele parasse, no dia seguinte as marcas estavam roxas e a culpa por machucá-la o corroía.
   - Sente-se Joseph. - Disse Demi sustentando o olhar dele. Observou-o engolir seco e vestir o paletó completamente sem graça. Sentara-se apenas quando ele se sentara do outro lado da mesa.
   - O motivo de nos reunirmos nesta tarde está claro para todos? - Demi assentiu negativamente diante do discurso de John, um de seus empresários mais experientes. - Joseph não a informou? - Demi assentiu sem olhá-lo, mas percebeu o olhar confuso de John sobre Joe. - As fotos não param de vazar, precisamos de um posicionamento sobre o caso e procurar saber que está nos prejudicando. Hoje pela madrugada recebemos um e-mail de uma suposta sex tape. - O comportamento de Joe fazia sentido.. Olhando-o discretamente, Demi pode perceber o quão desconfortável ele estava. Mas ainda sim não justificara o comportamento frio dele naquela manhã. John prosseguiu com o discurso sobre o quão prejudicial aquele material vazado na internet era. O clima ficara cada vez mais pesado e tudo piorara quando ela tivera que sentar-se com um agente do FBI para tentar reconhecer as fotos. Mas como ela iria reconhecê-las se nem se lembrava de quando estava drogada? Demi se lembrara do esquema para receber e usar as drogas, depois não se lembrava de mais nada. Sabia que a possibilidade das fotos serem verdadeiras era grande, mas também sabia que com a tecnologia as fotos poderiam ser facilmente manipuladas.
   - Você se lembra desta foto? - Perguntou o agente. A foto que ela estava nua da cintura para cima e abraçada ao rapaz que não fazia ideia de quem era. - Ele é modelo e disse que vocês tiveram um breve romance. - Demi franziu o cenho vasculhando a memória a procura daquele sujeito.
   - Eu deveria estar muito chapada para não me lembrar dele. - Murmurou e o clima tenso da sala foi preenchido por risos descontraídos. - Eu realmente não me lembro de nada. - Disse pela milésima vez. Não adiantava, ter drogas e álcool na veia durante horas era como dormir e sonhar que estava cometendo uma loucura e não se lembrar de nada quando lúcido.
   - Estamos pensando em um show beneficente e uma coletiva de imprensa. - A ideia de estar sentada rodeada de paparazzis e jornalistas com direito a perguntas ousadas a deixava enjoada.
   - Você tem em mente quem pode estar vazando estas fotos Srta. Lovato. - O murmurou de Joe, "Senhora Jonas" chamou a atenção de todos, mas ele pareceu não se importar e cerrou os olhos para Demi. - Sra. Jonas. - Corrigiu o agente do FBI um tanto sem jeito.
   - Alex Short. - Houve um silêncio agoniante e olhares tensos sobre Demi. - Na noite do meu discurso Alex aproveitou que eu estava sozinha no banheiro para invadi-lo e confessar ter vazado as fotos e avisar que vazaria mais. - Demi mal podia olhá-los, estava constrangida por ter a privacidade invadida e exposta. Ter que justificar seus atos diante de várias pessoas, incluindo o homem que amava, não era estar confortável. - Alex era a mulher que estava me seguindo. - Murmurou lançando um rápido olhar para Joe.
   - Era a Alex? - Demi fitou os olhos dele e assentiu. - Nós vamos à delegacia prestar queixa. - Levantando-se determinado, Joe continuou a fitar os olhos de Demi esperando por uma resposta.
   - Eu não quero me envolver com a polícia. - Disse Demi incomodada com o olhar dele.
   - Como não? - Joe adentrou os cabelos com os dedos e logo cruzou os braços. - Eu não quero a minha esposa num vídeo de sexo circulando em todos os sites pornográficos. - Demi o olhou como se não acreditasse no que acabara de ouvir. E não acreditava. Ajeitara a bolsa sobre o ombro e dissera que a reunião estava encerrada. Toc, toc, toc.. Os passos rápidos de Demi ecoaram pelo corredor junto com os de Joe.
   - Qual o seu problema? - Disse pausadamente virando-se bruscamente para olhá-lo. - Você não me conhece, lembra? Fique longe de mim! - Exasperou gesticulando as mãos tão irritada chamando a atenção de todos.
   - Vista essa porra de paletó. - Vendo que ela não vestiria a peça, Joe tomou-lhe a bolsa do braço e a forçou vestir o paletó sem se importa se estavam ou não sobre olhares curiosos de todo aquele andar do edifício. - Eu vou te levar para casa. - Joe enlaçou os dedos aos dela mesmo sabendo que Demi estava a passo de esbofeteá-lo.
   - Eu vou para casa sozinha! - Exclamou emburrada quando adentrou o elevador. O clima tenso intensificava-se cada vez mais. Demi estava quieta e não o olhava, apenas cruzara os braços e esperava ansiosamente que o elevador chegasse ao térreo. - Você poderia parar de me olhar? - Disse irritada ao perceber que ele não tirava os olhos dela.
   - Você está quase nua, como não olhar? - Retrucou sorrindo cinicamente e então o silêncio voltara. Quando as portas se abriram Demi apressou o passo e seguiu caminhando com determinação até o estacionamento sendo seguida por Joe e por várias cantadas indiscretas .
   - Dá para você me deixar em paz? - Os olhos de Demi estavam marejados, a voz irritada denunciara que ela iria desabar a qualquer minuto. - Joseph! Me solta. - As primeiras lágrimas rolaram quando Joe a puxou bruscamente pelo braço, o passos apressados denunciaram a fúria e o ciúme dele. - Você está me machucando. - Disse entre soluços e então Joe abriu a porta da Mercedes preta bruscamente assim como a fez adentrá-la.
   - Dê-me suas chaves do carro Demetria. - As mãos dela tremiam o suficiente para que não conseguisse abrir a bolsa. Irritado, Joe buscou as chaves na bolsa e as entregou para os seguranças que cercavam o carro. - Levem o carro da Sra. Jonas. - Disse tão ríspido. Abraçara o volante com as mãos e arrancara com bravura. - Você passou dos limites! - Demi mal podia conter as lágrimas intermináveis que molhavam o rosto. Joe a deixara completamente assustada.

Continua... Oi! Lascou. hsuahsa Até o próximo e obrigado pelos comentários.
ps. Demi está com o cabelo azul de novo, por que senhor? O que essa quenga tem contra a cor vermelha? </3
                                                                 dlç

28.9.14

Capítulo 21


As risadas cessaram. Acenando brevemente para cada um deles, Demi fechou a porta do quarto. Era madrugada e lá fora chovia. A noite tinha sido tão divertida, jogaram videogame, comeram besteiras e assistiram a alguns filmes. Estava tão aliviada e feliz por não ser rejeitada por eles. O pensamento de rejeição a assombrou durante todo o dia, entretanto fora surpreendida com a resposta positiva dos seus pequenos a aquela bagunça. Demi não entendia. Era tão estranho como as coisas eram injustas. Acertara-se com os filhos e tinha uma pendência com Joe. Céus! Ele estava levando a sério aquela coisa de ignorá-la. Joe ficara quieto na maior parte do tempo, ele sempre parecia tão pensativo. Não foi à toa que perdera tantas partidas. Queria conversar com ele, mas tinha medo de fazê-lo. Joe não era a pessoa mais gentil e amigável do mundo quando estava chateado com alguma coisa. Demi o observou sair do banheiro sem dizer uma palavra sequer e deitar-se na cama. Escovara os dentes e tomara coragem para enfrentar o homem que a esperava na cama. Fechara as persianas para bloquear a luz da noite e então apagara as luzes e acendera o abajur.

   - Você poderia desligar o abajur? - Pediu Joe tão sério e tenso. - Eu preciso dormir, tenho trabalho pela manhã. - Disse mal humorado.

   - Apenas cinco minutos, eu preciso configurar o meu iPhone. - Não retribuiria a grosseria dele, pois sabia que se retribuísse iriam brigar. Sempre era assim que iniciara as brigas mais violentas entre eles.

   - A tela do iPhone tem a sua própria luz Demetria! - Erguendo-se sobre ela, Joe esticou o braço e desligou o abajur deixando-os no completo escuro. Controle-se. Disse a si mesma. Caso perdesse o controle por conta da grosseria de Joe, iria acabar explodindo. Tateando o vácuo, Demi logo sentiu a estrutura do criado-mudo e conforme o estudava encontrara o tampo, esbarrou os dedos em algo que caíra no chão e logo encontrara os dois aparelhos telefônicos os levando consigo para debaixo do cobertor.

Pacientemente fizera todo aquele processo chato para adaptar o telefone da mesma forma que o quebrado. Ficara assustada com as tantas mensagens de amigos e familiares que recebera, mas preferiu não respondê-las. Estava tão atordoada e cheia de medo. Todas as alternativas indicavam que Joe vira as fotos que Alex vazara na internet, Demi só não sabia como iria conversar com ele a respeito de tal assunto. Precisava contar sobre o encontro com Alex e talvez tentar esclarecer aquela foto da qual ela estava quase nua e abraçada a aquele rapaz que até horas atrás não fazia ideia da existência dele.

   - O que foi? - Não conseguia evitar. Por mais que Joe soubesse que estava sendo infantil, não conseguia evitar e acabara sendo o mais grosso possível com Demi. O que ela fizera era golpe baixo. - Por favor, deite no seu lado e vá dormir. - Ter Demi deitada sobre o seu corpo despertara sensações que Joe não queria sentir. Não agora, não naquela situação.

   - Deixe-me deitar com você. - Grunhiu moldando-se ao corpo dele como fazia todas as noites. Tenso controlando-se para não interrogá-la e atacá-la com beijos ardentes, Joe não disse e não fez nada, apenas deixou que ela se acomodasse a ele. - Boa noite. - O selinho roubado e a respiração quente contra o pescoço foi o suficiente para que uma determinada parte do seu corpo começasse a despertar.. Por que ela tinha que ser uma tentação? Céus! Demi estava quieta e provavelmente tentando dormir enquanto ele fantasiava uma série de loucuras pervertidas que pretendia fazer com ela.

   - Boa noite. - A voz saíra rouca quando ele, relutante, envolveu-a com os abraços. Por que diabos o fizera? Diminuíra toda a distância antes existente entre ele e agora os seios dela roçavam o peito dele com mais precisão assim como as pernas estavam enlaçadas provocando o encontro dos íntimos. - Demi? - Finalmente a tensão desaparecera de sua voz. Descera as mãos da cintura de Demi até a barra na camisa que ela usava. - Você conseguiu configurar o seu telefone? - Perguntou inocentemente adentrando a blusa para sentir o calor do corpo de Demi sobre a palma de suas mãos.

   - S-sim. - Grunhiu. A pele se arrepiara conforme as pontas dos dedos eram deslizadas por toda a extensão das costas. Joe a confundira por completo. Num minuto ele estava bravo e no outro.. No outro ele tinha as mãos cheias do seu traseiro o apertando.

   - Ótimo. - Enterrando a cabeça no pescoço dela, Joe o beijou e o chupou cobrindo o corpo dela com o dele. - A porta está trancada? - O arrepio percorreu todo o corpo ao fitar os olhos esverdeados fixos aos dela assim que ele acendeu o abajur. Assentira balançando a cabeça hipnotizada por aquele homem. Ele ficava tão sexy quando vestia regatas brancas para dormir. Demi queria puxar os cabelos da nuca dele enquanto o sentia bater fundo, sentir os beijos dele por todo o corpo e cravar as unhas aos ombros dele quando finalmente atingisse o ápice. Sem gentileza alguma os lábios de Joe colidiram contra os dela, as línguas se chocavam vez ou outra guerreando entre si. Arranhara os ombros dele como desejara agora pouco, Joe a imprensava cada vez mais contra o colchão fazendo questão de pressionar o volume absurdo entre as pernas contra a virilha de Demi.

   - Eu pensei qu.. - Ofegou por conta do beijo. - Nós nã.. - Joe não deixara que ela completasse a frase, calara-a com um beijo curto e intenso. O primeiro gemido escapou pelos lábios de Demi quando a mão de Joe envolveu o seio coberto apenas pela camiseta raglan e o apertou.

Nada foi dito por ele. Joe afastou-lhe as coxas com os joelhos e pôs-se entre elas. Beijou Demi na boca por longos minutos arrancando suspiros pesados da mulher que estava debaixo de seu corpo. Brincara com o cós da calça de moletom como um garoto inocente, fixara os olhos aos dela conforme subia a blusa e a pele clara da barriga era revelada. Rodeou o umbigo com a língua e distribuiu beijos quentes pelo abdômen os subindo cada vez mais conforme levantara a blusa. O sorriso foi inevitável ao sentir os dedos abraçarem os fios negros de seus cabelos quando ele abocanhou o seio direito. O beijara e sugara arrancando suspiros pesados de Demi. Adorava sentir as carícias ousadas de Joe a cada vez que sentia a língua quente rodear o mamilo ereto, arfava e puxava os cabelos dele com mais força gemendo de formava provocativa.

   - Você é minha. - Os olhos dele estavam tão próximos dos dela, carregados de desejo e um brilho que só pertencia a ele. Alternava-se entre os olhos de Demi e os lábios dela, até que ela finalmente o puxou pelo traseiro e devorou os lábios dele simulando o ato sexual. Deixara escapar gemidos para provocá-lo, arqueara a pélvis contra o volume escondido pela calça de Joe. Beijara-o com beijos ardentes e puxara os cabelos dele o deixando extasiado. Afastando-se de olhos cerrados, Joe beliscou os mamilos e os mordiscou, beijou a forma dos seios e logo a barriga até que alcançasse o cós da calça. Descera a peça mordiscando e selando cada pedacinho de pele que era revelado até que finalmente jogou a calça em qualquer canto do quarto. Demi apenas o observava com um pequeno sorriso nos lábios vendo-o deliciar-se de sua nudez. - Abra para mim. - Olhara-a e o incomodo entre as pernas aumentara. Demi tinha os joelhos dobrados, o abdômen subia e descia calmamente assim como os seios descobertos e com os mamilos eretos.

O espetáculo começara. Fixara os olhos na pequena abertura que era revelada, descera as mãos dos joelhos até o interior das coxas e o mordiscara. - Tire a camisa. - Disse em tom autoritário com os olhos ainda fixos lá..

   - Quero que você se toque para mim. - Fechara os olhos com força e então respirara fundo. Quando conversavam por telefone e quando ela estava sozinha era diferente.. Tocar-se na frente dele seria insano.. Continuara de olhos fechados, tentara manter a respiração calma enquanto envolvia o seio esquerdo com a mão para segurá-lo gentilmente. Acariciava o mamilo direito e mordera o lábio inferior conforme descia as caricias em direção ao centro escorregadio entre as pernas. Entreabrira os olhos para olhá-lo. Joe parecia impaciente vendo-a estudar o íntimo com a ponta dos dedos e então ele franziu o cenho quando adentrara lentamente o próprio corpo com dois dedos.
O gemido que escapou pelos lábios inchados e entreabertos de Demi era o nome dele. Joe umedecera os lábios vendo os dedos delicados e ágeis escorregarem num vai e vem frenético. O calor aumentara a cada gemido baixo de Demi, livrara-se da camisa em um movimento brusco e então envolvera as coxas dela com os braços repousando as costas dos joelhos em seus ombros. O beijo carinhoso arrancara um longo gemido dos lábios de Demi, buscara a mão dela e entrelaçara os dedos enquanto começara beijá-la intensamente, adentrá-la com a ponta da língua e provocá-la com a respiração quente sobre o pequeno botão do topo do paraíso. Soprara a entrada e Demi contorceu-se por completa ao sentir os espasmos do ápice que chegara. - Está tudo bem princesa? - Joe deitou-se sobre o corpo de Demi e a beijara por todo o rosto satisfeito por fazê-la chegar lá.

   - Por favor, deixe-me beijá-lo, Joseph.. - Sorriu surpreso. Demi ainda gemia e se contorcia debaixo dele sobre o efeito do recente orgasmo. - Amor.. - Gemeu alto quando Joe adentrou o íntimo com um dedo e a beijou na boca.

   - Calma bebê. - Joe tinha um pequeno sorriso nos lábios vendo-a gemer por ele conforme movia o dedo de dentro para fora. - Devagar é mais gostoso. - Sussurrou entre um beijo e outro e retirou os dedos dela. 

   - Tire essa calça. - Grunhiu irritada ao vê-lo ainda vestido da cintura para baixo. - Joe. - Murmurou frustrada engatinhando até ele.

   - Quieta. - Fazendo-a deitar-se de costas, Joe pôs-se de pé ao lado da cama para livrar-se da calça sobre o olhar quente de Demetria. Os olhos de Demi brilharam quando nada o cobria, erguera o braço um tanto sem jeito e o acariciou na virilha. - Duro por você. - Acariciara o rosto e os cabelos de Demi com as mãos conforme ela o tocava.

   - Quero te beijar aqui. - Sorriu nervosamente e respirara fundo. Estava tão duro que chegara doer apenas em pensar nos lábios dela o rodeando. E então Demi o fizera. Trouxera-o para perto com uma mão roçando a coxa e então o acariciara os testículos antes de guiar a ereção para dentro na boca dando-lhe as boas vindas acariciando a glande com a língua. Joe ficara cada vez mais excitado vendo-a abocanhar o membro para chupá-lo.

   - Chega.. - Murmurou mal conseguindo manter-se em pé e então, depois de mover-se lentamente de dentro para fora, Joe deu a volta na cama e deitou-se bruscamente sobre Demi. - Você acaba comigo. - Disse buscando os lábios dela para cobri-los com os dele. A alguns minutos só pensara nas malditas fotos, mas agora só pensara em como queria estar dentro dela abrigado com aquela incrível sensação de estar em casa. Aprofundara o beijo enquanto suas mãos davam um jeito de arrumar os travesseiros da cama para que ele pudesse deitá-la e finalmente estar dentro dela. Demi aninhava-se cada vez mais ao peito másculo num pedindo silencioso para que ele a possuísse.

   - Por favor. - Sussurrou olhando nos olhos dele. Joe a deitara no cantinho que preparara quando se beijaram. Curvara-se e a beijara nos lábios à medida que invadia centímetro por centímetro do íntimo. Gemeram juntos tão conectados e apaixonados, alcançaram o ápice um sussurrando o nome do outro e então recomeçaram tudo que tinham feito da forma mais intensa até que não tinham mais forças para prolongar a aventura insana. Entrelaçaram as pernas, trocaram beijos até que o sono os levasse.


(...)


Acordar sozinha não estava nos seus planos. Sentia frio e uma terrível confusão de sentimentos. Onde ele estava? Talvez estivesse enganada.. Abrira os olhos, mas a visão embaçada não permitira clareza no que via. Buscara os óculos no criado-mudo e depois de colocá-los poderia procurá-lo.

   - Joe? - Chamou olhando para os lados. As persianas estavam abertas e a luz do sol invadia o quarto, o lugar de Joe estava vazio. Pelo visto ela estava sozinha. Sozinha.. Chamara-o mais uma vez e um pequeno sorriso se formou nos lábios quando a porta do closet abriu-se quase que timidamente. Ela não estava sozinha.. Cobrira os seios com o cobertor e erguera-se para olhá-lo. Lá estava ele. Impecável e elegante vestido com o terno preto. Abrira o seu melhor e mais sonolento sorriso. Mas por que ele não estava sorrindo para ela? - Bom dia. - Disse timidamente enquanto ele se aproximava.

   - Bom dia Demi. - Estranho. Distante. Frio. Essas três palavras o definia. Agarrando mais o cobertor contra o tronco, Demi desviou os olhos dos dele e esperou ansiosamente que ele a beijasse ou ao menos sorrisse para ela. - Eu estou indo trabalhar. - Só poderia ser um sonho, nesse caso um pesadelo.. Arriscara olhá-lo e arrependeu-se. O olhar dele sobre ela era tão frio que chegara sentir um arrepio na espinha.

   - Não quer que eu prepare o café da manhã? - O pós-sexo costumara ser mais animado e bobo. Demi cozinhava e pedia a cada meio segundo para que Joe não a abraçasse quando ela manuseava as panelas. Daniel e Lizzie faziam caretas o tempo todo e arregalavam os olhos quando os pais trocavam sussurros e beijos todo o tempo. - Está tudo bem? - Perguntou não suportando mais o olhar dele sobre ela.

   - Elizabeth fez o café da manhã. - Disse sem olhá-la. - Nós temos reunião as duas da tarde, esteja pronta o mais cedo possível, um carro irá buscá-la. - Além de marido, Joe também era um dos empresários de Demi e cuidava da parte mais importante da carreira da esposa.

   - Tenho que buscar as crianças na escola. - Murmurou fitando um ponto qualquer.

   - Hoje a aula acaba mais tarde. - O silêncio era cruel, fitara os lados e arriscara olhá-lo, mas Joe olhava para a direção oposta. - Estou indo. - As lágrimas ameaçaram molhar o rosto quando Joe se levantou de costas para ela.

   - Joseph.. - Chamou com a voz falha. Não deveria demonstrar fraqueza. Não deveria ser tão transparente já que ele insistia em ignorá-la. - Joe. - Chamou mais uma vez agarrando o cobertor cada vez mais contra o peito. A porta se fechou. Estava sozinha. Ele a deixara, preferiu ignorá-la ao invés de enfrentá-la. Maldita fraqueza. Por que tinha que ser tão sensível? As lágrimas inundavam os olhos e então escorreram pelo rosto e tocaram os lábios onde Joe a beijara inúmeras vezes na noite passada. Sentia-se pela primeira vez usada. Deus. Ele tinha a usado. Agora tudo fazia sentido. Admitir era difícil. Mas Alex tinha razão.. "Como você faz para segurá-lo? Ele deve ter sangue de barata para foder com essa coisa que você se transformou. - As lágrimas formavam-se, tudo que Demi queria fazer era encolher-se num canto e gritar o mais alto possível, esvaziar-se daquela energia pesada que Alex transmitia. - Não seja boba, nós duas sabemos que você é bem espertinha. Ele só está acorrentado a você por causa dos seus pirralhos, e você deve dar tudo que ele quer na cama." A lembrança da terrível noite a nocauteara com força. Joe a usara.

Continua... Oi! Está começando.. Haha.. Sobre esse "hot", foi a coisa mais constrangedora e fail que já escrevi, então, por favor, comentem e não me deixe passar essa vergonha, ok? Beijos cabritada.
ps. PORRA QUEM VIU JEMI CANTANDO THIS IS ME? EU TO TREMENDO ROSANA!


25.9.14

Capítulo 20

   - The day I, first met you, you told me you'd never fall in love! - Cantarolou junto com o rádio. Farinha no balcão, farinha na pia, farinha no chão.. Humm.. Farinha em toda a cozinha. Por Deus! Ele tentara bater cabelo na parte de "Baby I'm not like the rest". Joe cantara um dos sucessos de Demi massando a massa da pizza enquanto alguém estava sentada no balcão apreciando o marido de costas. E que costas.. Largas e bonitas, o movimento dos braços conforme ele massava a massa. Deus! Que homem. - Don't wanna break your heart wanna give a heart a break I know you're scared it's wrong like you might make a mistake there's just one life to live and theres no time to waste, to waste so let me give your heart a break. - Só agora percebera que tocava uma de suas músicas no rádio e Joe a cantava com fervor. Adorava quanto ele cantava, a voz dele era tão suave e bonita.
Era culpa da atração anormal pelas costas e o bumbum durinho dele. Demi desceu do balcão e em passos cautelosos caminhou até ele para abraçá-lo como uma criança que abraça o seu ursinho de pelúcia. - Humm.. - Murmurou tão boba e feliz quando ele parou o que estava fazendo para envolvê-la com um senhor abraço de urso. - Não faz isso. - Gemeu como uma gata manhosa recebendo um beijo de esquimó ainda nos braços dele. Que homem! Deus! Ela não se cansava de pensar no quão ele era maravilhoso.
   - Como está o nosso brigadeiro? - Perguntou ainda com Demi nos braços.
   - Está pronto. - Durante o banho combinaram o jantar e decidiram que eles mesmos o faria. Demi estava um pouco animada, ainda com medo, mas mesmo assim animada.
   - Nosso molho está pronto? - Perguntou e Demi assentiu apontando para a panela. - Ligou o forno? - O olhar dela a entregou e Joe acompanhou os passos dela até o forno. Quando Demi curvou-se para abrir o forno e tirar algumas coisas que estavam nele.. Hmm.. Belo traseiro, pensou mordendo o lábio inferior. Que traseiro! Joe viu-se corado ao perceber que Demi o flagrara. - Por que você não acorda as crianças? - Disse envergonhado. Dan e Lizzie ainda dormiam, eles estavam tão enroscados dormindo juntos que Joe os fotografou e postou a foto na internet.
   - Tudo bem. - Disse rindo da leve vermelhidão do rosto de Joe. Alguns passos e Demi se encontrara na sala indo em direção as escadas. Arregalara os olhos e então congelara. Seis bolinhas de pelos alegres corriam em seus pequenos passos até ela. - Oi meninos. - Disse um pouco tensa e com medo de que aquelas pestinhas a seguisse. Eles realmente pareciam filhotes adoráveis, Demi sorriu e começou a subir os degraus da escada os ignorando.. Humm.. Não! Estava acontecendo de novo.. Estavam pulando e correndo na frente dela.. Demi acelerou o passo e quando finalmente terminou de subir cada degrau correu para o quarto o mais rápido possível sendo seguida pelas pestinhas e adentrou o quarto com tudo.
   - Está tudo bem? - Daniel perguntou ainda sonolento. Droga! O medo bobo de ser cercada por filhotes alegres acabara acordando Dan da forma errada. Sentia-se tão boba.
   - Está. - Disse sem graça por acordá-lo. Sorte que Lizzie continuava firme e forte em seu sono. - Está tudo bem? - Demi perguntou se sentando na cama próxima ao garoto. - Desculpe por te acordar. - Surpreendeu-se quando Dan a abraçou calorosamente.
   - O que vai acontecer? - Perguntou com o rosto enterrado no pescoço da mãe.
Não sabia o que responder, Daniel esperava por uma resposta com os olhos fixos aos dela. - Tudo vai ficar bem, eu prometo. - Demi o abraçou durante minutos e minutos tentando acreditar nas próprias palavras. - Meu amor, eu e o seu pai estamos preparando o jantar. Vá tomar um banho enquanto acordo Elizabeth. - Dan assentiu se espreguiçando, se levantou da cama e deixou um pequeno sorriso para a mãe antes de sair do quarto ainda sonolento.
Não seria nada fácil acordar Elizabeth, a menina dormia tão profundamente. Quando bebê Lizzie tinha apenas dois objetivos. Mamar e dormir. Demi ficava tão preocupada, a pequena era o oposto de Dan, que adorava mamar e aprontar. Mas depois que aprendeu andar e falar, Lizzie aprontava durante todo o dia, continuava firme e forte dormindo nas horas e nos lugares mais improváveis e acordava a mãe de madrugada esfomeada como sempre. - Beth.. - Chamou a menina pelo apelido. E como o previsto nada, Lizzie continuara a dormir. - Elizabeth! - Disse um pouco mais alto puxando a coberta do corpo de Lizzie, mas nada aconteceu. - Elizabeth, está na hora de acordar. - Sentando-se na beirada da cama, Demi tirou as mechas de cabelo que caiam sobre o rosto da menina e beijou-lhe o rosto. Ora, Lizzie apenas respirou fundo. - Vamos, acorde. - Disse a sacudindo de leve. Só agora que a consciência pesara. Quando era mais cedo contara tudo que eles não sabiam, o dia tinha passado num piscar de olhos com Dan e Lizzie dormindo na maior parte do tempo apenas com o café da manhã. Ah droga! Estava tão envolvida em seus pensamentos profundos que se esquecera de alimentá-los. - Elizabeth, acorda. - Depois de sacudi-la e chamá-la diversas vezes a menina acordou assustada por estar na cama que não era dela. O sorriso foi tão fraco e forçado, e os olhos fixaram-se nos de Demi.
   - Está na hora de ir para escola? - Perguntou ainda sonolenta. Demi fitou os olhos da menina por alguns segundos e então balançou a cabeça em negação. - Eu não estava sonhando? - O silêncio tenso instalou-se entre elas. Demi desviou os olhos dos olhos cor de mel da filha e tornou a assentir. - Eu não sei o que pensar. - Murmurou sem jeito. O silêncio novamente. Não era tão ruim.. Pensara Demi. Se Lizzie gritasse ou a rejeitasse seria péssimo. Mas a menina não gritara e não mostrara nenhuma rejeição. Estava sendo surpreendentemente... bom. - Então. - O sussurro lhe chamou atenção, Demi respirou fundo antes de olhá-la. Sentira um pequeno toque no pulso direito onde tinha tatuado "Strong".
   - Então.. - Sussurrou de volta fixando os olhos nas pontas dos dedos da filha sobre o pulso tatuado.
   - Eu não vou pintar as minhas roupas e o meu quarto de preto. - Lizzie forçou um sorriso ao ver a mãe respirar aliviada. - Mas não posso negar que estou assustada. - Vendo-a cabisbaixo, Lizzie entrelaçou os dedos aos dela. - Eu sei que é difícil para você. Mas até quando você pensou que poderia esconder? E se nós descobríssemos através de outra pessoa? - Por mais que fossem perguntas complicadas, a voz de Lizzie ainda era calma e não demonstrara acusação, queria apenas compreender os motivos de Demi. - Eu pensei que nós fossemos amigas, mas voc... - Os olhos de Demi estavam carregados de terror e antes mesmo que a menina pudesse completar a frase o pequeno discurso em defesa saiu sem que ela mesma notasse:
   - Eu estava com medo, nunca pensei que tudo voltaria assim do nada, eu não quero que você me ode.. - Lizzie não permitiu que a mãe disse aquela palavra. Jamais permitiria-se sentir ódio por ela..
   - Eu te entendo. - Disse para o alivio e surpresa de Demi. - Acho que se eu estivesse no seu lugar faria o mesmo. - Sussurrou fitando os pulsos de Demi. Ora, Lizzie sempre tivera aquela atração pelos pulsos tatuados da mãe desde que era apenas um bebê. - Você é a minha melhor amiga e por um lado eu estou chateada por você não ter compartilhado esse segredo comigo, mas você é a minha mãe. Poxa, eu apenas te entendo, não sei explicar, mas eu entendo que como mãe é difícil para você. - Demi estava a beira de ter um ataque do coração de tanto medo que estava de Lizzie não compreendê-la. - Mas como amiga eu estou muito chateada. - Lizzie riu quando Demi arregalou os olhos e então estava sem jeito e envergonhada. - Está tudo bem. - Disse abraçando-a com fervor.
   - Prometo ser uma amiga melhor. - Disse entre o abraço caloroso. Entre os dez e doze anos, Elizabeth desenvolvera um sério problema de relacionar-se. A menina não tinha amigos fora da família, era difícil para qualquer um tentar se relacionar com ela. Lizzie era muito tímida e criara barreias para proteger-se. Mas Demi as quebrou, ofereceu sua amizade e então elas se tornaram melhores amigas mesmo sendo mãe e filha. - Agora a senhorita vai tomar um banho, o seu pai está preparando o jantar. - Ambas tinham sorrisos tímidos nos lábios. Demi a beijou na testa demoradamente e então sorriu vendo-a deixar o quarto. Sua pequena estava crescendo rápido demais.
Sorrindo para o nada, Demi deitou-se na cama e sorriu para o teto. Não podia negar que estava feliz. Pensara no pior e eles a surpreendeu com a "boa" reação a aquela bagunça. Não se importava com o resto. Para Demi, Elizabeth, Daniel e Joe eram a sua prioridade e sem eles não seria possível viver. Algo vibrou assustando-a. Ergueu-se e conferiu os três aparelhos telefônicos sobre o criado-mudo. O Iphone quebrado estava desligado assim como o Iphone que ganhara de Joe. Apenas o Iphone de Joe estava ligado. Curiosa, Demi pegou o aparelho e habilmente o desbloqueou. Humm.. Whatsapp, E-mail, Facebook e Twitter.. Deus! Clicara no ícone do twitter automaticamente. Trend topic. Como não deduzira.. Em letras maiúsculas e em primeiro lugar estava a tag "DEMI LOVATO". Logo abaixo tinha outras tags.. Clicara na primeira. Alguns usuários desejavam forças à ela, outros zombavam e radiavam ódio. Você não se importa. Disse a si mesma mentalmente. Então decidiu checar as notificações de Joe. Os fãs pareciam desesperados, tuitavam para Joe perguntando sobre como ela estava, tuitavam as fotos da noite passada quando ela estava no palco completamente chocada. E alguns tuitavam links de imagens animadas.. De olhos arregalados Demi abriu um dos links e então deixara o celular cair sobre o próprio rosto! Diabos! Como Alex conseguira aquelas informações..? Eram fotos e vídeos.. Vídeos! Demi não se lembrara de nada. Aquela imagem animada era o começo de um vídeo preto e branco no qual Demi estava apenas de sutiã e um short jeans fazendo caras e bocas para a câmera. Voltara para as notificações e abrira outro link. Na foto ela estava rodeada de garotas, usava roupas curtas. Era o centro das atenções. Uma garota puxava o decote da blusa para baixo e outra garota a abraçava por trás. Por Deus! Como Alex conseguira aquela foto.. Seria montagem ou algo do tipo? Como ela iria explicar aquilo para Joe..? Na nova foto que abrira estava abraçada a um cara. Deus! O rapaz era loiro e parecia ser muito alto por Demi estar minúscula perto dele, ele estava sem camisa, era tão forte e tinha o antebraço tatuado. Demi também estava nua da cintura para cima tendo os seios protegidos de serem exposto pelo peitoral do rapaz. Abraçara-o pelo pescoço e tinha a testa encostada no queixo dele. Não se lembrara dele, mas na foto ambos tinham o tipo sorriso de bêbado. Não era para menos, tinha algumas garrafas de bebidas alcoólicas e cápsulas de cocaína espalhadas pelo chão.
   - Demi? - Ai meu Deus! Atrapalhou-se para tirar aquela maldita foto antes mesmo que Joe se aproximasse. - Está tudo bem? O jantar está pronto. - Disse de cenho franzindo ao vê-la pálida e de olhos arregalados.
   - Eu.. Eu.. Sim! Fome. - Disse tão atrapalhada com as próprias palavras.
   - Você tem certeza que está bem? - Perguntou aproximando-se dela. - Hora. - Disse pegando o telefone das mãos dela e Demi estremeceu.
   - O que você fez para o jantar? Eu estou com fome. - Disse fingindo um falso entusiasmo e Joe murmurou "Humm" de cenho franzido.
   - Mamãe está mandando um abraço para você, e uma foto nossa. - Joe revirou os olhos. Denise aprendera usar o celular digital e vivia mandando fotos de quando ele era pequeno ou de quando ele começara com a banda e a namorar Demi. - Camp Rock. - Disse entediado ao mostrar a foto para Demi. Eles eram tão novos naquela época.. Demi ainda com a sua franja e Joe com a dele. Céus! Que tragédia. - Pizza e alguns petiscos, bebê. - Disse guardando o telefone no criado-mudo - Vamos descer? Lizzie e Dan estão nos esperando. - Receosamente Demi enlaçou os dedos aos dele ainda com sentido nas novas fotos vazadas. Ela tinha certeza que Joe iria pirar.
   - Como eles estão? - Perguntou enquanto desciam as escadas.
   - Estão agindo como se nada tivesse acontecido. - Joe a puxou na direção oposta à cozinha. A sala estava arrumada de um jeito tão descontraído. No carpete havia várias almofadas esparramadas. Na mesinha de centro tinha tantas besteiras que eles cozinharam quando era mais cedo. Os jogos de videogame estavam separados assim como alguns filmes e séries.
   - Me sinto como uma adolescente. - Murmurou Demi surpresa com o exagero de Joe. Ele sempre fazia aquelas mini festinhas quando assistia jogo de futebol com os irmãos. Deus! A metade da população mundial não falava palavrões como eles diziam em noventa minutos de jogo.
   - Esse era o objetivo. - Joe esperou que Demi se livrasse dos chinelos e a puxou para o tapete para que pudessem se sentar perto das crianças.
Joe realmente cozinhava bem. E quando se tratava de massa. Por Deus! Ele assara a melhor pizza de todos os tempos. Os brigadeiros praticamente desapareceram num piscar de olhos enquanto assistiam a um episódio de um seriado qualquer. Todos estavam tão envolvidos exceto Demi que não conseguia pensar em outra coisa além das fotos que Alex vazara. Encolheu-se nos braços de Joe quando o medo a invadiu. Por que Alex resolvera se vingar depois de tantos anos? Não fazia sentindo.. Perder o próprio tempo provocando desgraças na vida alheia. Aquelas fotos eram apenas uma lembrança do passado, mas elas tinham o poder de destruir tudo que Demi construíra. Estava com tanto medo de perdê-lo. Era um risco que ela corria.
   - O que foi? – Sussurrou Joe intrigado com o quão Demi estava inquieta. Tentara concentrar-se no seriado, mas Demetria virava-se a cada meio segundo em seus braços.
   - Estou com sono. – Sussurrou como se contasse um segredo. Em certa parte não era mentira. Tinha vontade de chorar, mas o estoque de lágrimas estava esgotado. Tinha medo de perder o homem que amava por conta de fotos que a comprometia. Juntando todos os últimos fatos, Demi estava exausta tanto fisicamente quanto emocionalmente.
   - Quer que eu te leve para a cama? – Perguntou enterrando os dedos aos cabelos da amada.
   - Eu quero dormir com você. – Erguendo-se desjeitosamente, Demi capturou os lábios dele com os dela beijando-o por incontáveis segundos apenas separando-se com as falsas tosses e risinhos de Dan e Lizzie. – Ei! – Ela riu os olhando e então quando eles voltaram a assistir o seriado, Demi tornou a selar os lábios de Joe.
   - Ah Demi! Eu já estava pensando na minha recompensa e você já quer dormir. – Sussurrou pirraçando-a e Demi cerrou os olhos ao olhá-lo. – Você sabe que eu sempre ganho de você em Mortal Combat.. – Corando, Demi mordeu o lábio inferior e desviou os olhos dos dele. Como as crianças tinham brincadeiras, os adultos também tinham.. Brincadeiras diferentes e picantes.. – Apenas um round bebê. – O toque do polegar de Joe arrastando num vai e vem sobre o lábio inferior de Demi foi o suficiente para excitá-la. Por Deus! Ela não precisava de mais um item para a sua enorme lista. Agora estava sonolenta, excitada, com medo e preocupada. Era uma mistura estranha de sentidos.
   - Apenas um round amor. – Sussurrou e então Joe escorregou o polegar para dentro da boca dela sorrindo misteriosamente. – Busca a minha mantinha? Por favor! – Não teve como não gargalhar. Em um minuto Demi chupava o seu polegar de um jeito provocante e no outro minuto ela tinha os olhos brilhando de pura inocência pedindo que ele buscasse a “mantinha”.
   - Eu busco a sua mantinha bebê. – Joe apertou-lhe as bochechas e fez biquinho para beijá-la. – Pirralha manhosa. – Sexy. Não existia coisa mais sexy que fitar os olhos de Joe na luz baixa. Eles ficavam verdes. Demi não deixou de fitá-los enquanto levantava-se olhando-a daquele jeito provocante. Aquele olhar era a promessa que a noite seria longa e muito calorosa. Então Demi sentiu uma sensação estranha de consciência pesada, mas preferiu ignorá-la..
   - Está acabando? – Disse invadindo o pequeno território de Dan e Lizzie deitando-se entre eles.
   - A senhorita deveria saber, mas fica namorando com o papai o tempo todo. – Demi riu da careta de Elizabeth e aninhou-se a ela.
   - Eu não estava namorando com o seu pai meu amor. – Disse pirraçando a menina como Joe sempre fazia com ela. – Nós estávamos apenas discutindo uma pequena questão. – Demi corou bruscamente quando Daniel lançou a ela um olhar sugestivo.
   - Ei. Não negue mocinha. – Puxando-a dos braços da irmã e recebendo um olhar nada bom da mesma, Dan abraçou Demi e beijou-lhe a bochecha. – Você só tem tempo para a Lizzie e para o papai. – Murmurou. Demi ergueu-se e riu da feição frustrada do filho. Daniel quando pequeno vivia numa verdadeira guerra fria com Joe. Os dois disputavam a atenção da única mulher da casa com as mais criativas ações. Quando Demi estivera grávida de Lizzie as coisas pioraram para o lado do pequenino já que os oponentes aumentaram. Era o pai e a irmã. Demi via-se tão sem graça por ser o centro daquela casa. Era Joe, Lizzie e Dan tentando conquistá-la.
   - Não diga besteira, eu tenho todo o tempo do mundo para ficar com cada um de vocês. – Disse o beijando na bochecha. – Humm.. Você está diferente ou é apenas impressão minha. – Tão curiosa! Daniel desviou o olhar divertido da mãe levemente corado. Ela o conhecia perfeitamente..
   - Dan se barbeou. – Disse Elizabeth arrastando-se para perto deles.
   - Uau. – Não! Agora estava com sono, excitada, cansada, preocupada e emocionada. Ele era um bebê! O seu bebê que adorava aprontar pela casa, seu bebê que adorava mamar por incontáveis horas e que sorria sempre. Deus! Aquele pequenino que correra da sala de aula para os seus braços no primeiro dia de aula estava se barbeando! Sim, Demi não iria hesitar em ser o mais dramática que podia. Era o seu filho oras! – Você é um bebê. – Sussurrou o abraçando.
   - Você não pode se barbear menino patinho. – Elizabeth juntou-se ao abraço da mãe e do irmão.
A mente nunca estivera tão cansada. As tantas lembranças de Daniel e Lizzie quando pequenos invadiram a mente como flashbacks. Demi podia se lembrar de cada detalhe como se fosse um segundo atrás. Erguendo-se para limpar as primeiras lágrimas que molhavam o rosto, o coração saltou e Demi arregalou os olhos. Por que ele a olhava daquele jeito? Os olhos tão cerrados, a expressão facial séria e o corpo tenso.
   - Sua manta. – Disse desviando os olhos dos dela. Selando um beijo na testa dos garotos, Demi engatinhou até onde Joe estava deitado.
   - Está tudo bem? – Perguntou enquanto enrolava-se na manta e se deitava sobre ele. Joe não a tocara, não tinha o corpo relaxado e estava sério. Por Deus... E se..
   - Está. – Disse seco virando-se para deitar o corpo feminino, antes deitado em seu peito, ao seu lado. – Apenas sono. – Disse a ela. Demi fixou os olhos aos dele com fim de descobrir o que se passava, mas Joe desviou os olhos dos dela e franziu levemente o cenho. – Vamos jogar? – Percebera que Joe não estava tenso com Lizzie ou Dan. Era apenas com ela..
   - Eu e Lizzie, você e a mamãe. – Disse Daniel fazendo um toque de mãos com a irmã. Eles poderiam brigar, mas sempre acabavam juntos.
   - Eu e Lizzie, você e Demetria. – Dan e Lizzie concordaram satisfeitos com os parceiros de videogame. Demi optou pelo silêncio. Ele a chamara de Demetria, mal a olhara e quando fazia parecia estar fuzilando-a com os olhos. Agasalhando Daniel com a manta junto dela, Demi observou Joe engatinhar para perto de Lizzie. Ele e Lizzie desejaram boa sorte para ela e Dan com o sinal de legal com o dedão. Forçando um sorriso, logo Demi arregalou os olhos quando Joe ficou de joelhos para se sentar. O Iphone estava no bolso da calça.. Pudera perceber porque a tela estava acesa. 


Continua... Bem, espero que vocês gostem desse capítulo.. O bicho pegou haha. Obrigado pelos comentários, beijos e até o próximo capítulo :)