14.2.16

Capítulo 2 - Jake



As costas estavam curvadas e os braços enlaçavam as pernas cruzadas. O corpo quente em contato com o porcelanato frio a incomodava, a posição que estava sentada só não era mais desconfortável que a dor que a corroía. As lágrimas não paravam de rolar por um segundo sequer como se nunca fossem acabar. Mas Demi não se importava com a visão embaçada e com a terrível dor de cabeça que a perturbava severamente desde que o choro a tomou. Os pensamentos lhe escapavam como grãos de areia entre os dedos numa devastadora ventania. O que estava acontecendo? Por um momento até o próprio nome lhe fugiu da mente. Apertou as pálpebras com força ao mesmo tempo em que a dor aguda estocou o coração fazendo mais lágrimas rolarem ao se lembrar das palavras que escutou mais cedo. Verdade ou mentira, o que sentia era profundamente doloroso e devastador. Dianna não a amava e nunca o faria. Não era simplesmente algo que ela pudesse e quisesse exigir da mãe, aliás, ela a gerou certamente para que a consciência não pesasse no futuro, era o que Demi pensava, e se tratando de Dianna, não restavam dúvidas.

Pensar em que de certa forma destruiu uma vida a fez se encolher ainda mais assustada. O que pensar? O que fazer? Eram tantas ideias insanas, algumas até coerentes, mas as insanas eram as que a controlavam. E a culpa? Sim, a culpa e o desprezo que sentia em relação a si mesma poderia matá-la em questão de segundos. O quão injusto o mundo era. Pseudo mundo, claro, as pessoas em que nele viviam essas sim eram injustas e egoístas. Uma mera ironia, em toda a vida tentou conquistar o amor da mãe, que nunca deu espaço para ela, o amor da avó, que a olhava como se ela fosse uma carga pesada prestes a explodir, e doou-se no melhor que tinha a homens que a enganou e a usou por puro luxo como o homem que a gerou, não com violência física, mas com um tipo pior que até hoje Demi guardava sequelas. 

“Ele me estuprou e me espancou no chão frio de um banheiro.”. Os olhos marrons e femininos, inchados e avermelhados se arregalaram por tanto tempo. A voz de Dianna naquela frase iria acabar a enlouquecendo tanto que Demi levou a mão esquerda à orelha esquerda e do mesmo modo fez com a direita tentando não ouvir aquela frase novamente, mas era impossível, estava em sua mente e chegava ecoar com a visão da mãe a olhando com desprezo.

Quando o ponteiro do relógio avançou por pelo menos três casas, o choro não podia ser mais ouvido, os olhos não estavam mais arregalados e muito menos o coração batia forte e raivoso demais dentro do peito. A mulher que agiu como uma criança indefesa havia adormecido cansada demais para lidar com qualquer coisa, principalmente com a mãe e os problemas que ela trazia. Ao menos no sono havia paz e tranquilidade, mas algo simplesmente assustador e tenebroso a acordou num pulo. Sem mais lágrimas para rolar pelo rosto, Demi olhou na direção do relógio da sala e com muita dificuldade conseguiu se levantar um pouco tonta e cansada, mas o fez. Caminhou até a cozinha e subindo numa cadeira já que era baixinha demais para alcançar a segunda divisão do armário, abriu a porta e checou se a garrafa de vodka estava onde geralmente a deixava, daí se lembrou de que tinha usado um pouco da bebida para fazer coquiteis algumas semanas atrás quando Selena passou a noite com ela e algumas colegas da época da faculdade. E como pensou, a garrafa estava na geladeira. Melhor ainda. 

O primeiro gole foi como se algo tivesse a rasgado no meio queimando, mas Demi gostou e depois de se recuperar balançando a cabeça, veio o segundo e terceiro gole. Não era a primeira vez que bebia vodka ou qualquer bebida com álcool, porém de certa forma era a primeira vez que consumia álcool daquela forma. Às vezes Demi bebia cerveja, whisky, vinho e algumas bebidas coloridas quando ia à balada com Selena, mas nunca era nada que a deixava bêbada. Mesmo se sentindo tonta, caminhou para o quarto usando as paredes e os móveis como apoio parando algumas vezes para virar a garrafa de vodka pura apreciando como a dor e a culpa evaporava e a fazia se sentir desconfortavelmente bem.. Sentando-se a cama, fitou a boca da garrafa como se fosse a coisa mais interessante do mundo e começou a chorar, logo estava gargalhando tanto que a barriga doía e o travesseiro foi a vítima da vez já que ela o usou como saco de pancadas.

   - Filha da puta.. – Sussurrou quando se olhou no espelho do banheiro. – Filha da puta! – Gritou e chocou a garrafa ao enorme espelho o transformando em milhares e milhares de pedaços.

            Encostada a bancada do banheiro, Demi fechou os olhos e cruzou os braços contra o peito. Permaneceu daquele jeito por algum tempo, até que se despiu e se enfiou debaixo da água fria do chuveiro onde chorou mais uma vez quando as palavras da mãe ecoaram em sua mente. Por que tinha que doer tanto? Por que a vida tinha que reservar o pior para ela? Por que ninguém a amava? Será que no fundo todos sabiam que ela tinha destruído uma vida e por isso a desprezavam? Deveria ser e por um momento Demi desejou que Dianna tivesse “dado” um fim em sua vida enquanto ainda havia tempo.. Mas ela não pensava e muito menos agia de forma certa. 

           O banho frio a fazia tremer e bater os dentes, porém levava a culpa e o efeito da bebida ralo a baixo. Tudo estava simplesmente uma bagunça e por um pouco Demi não se cortou com os cacos de vidro e do espelho quando quase caiu enrolada a toalha branca destino ao closet, e quando chegou ao espaço onde guardava seus objetos pessoais, selecionou um de seus vestidos tubinhos negro, sapato de salto e o secador de cabelo. Secou-se e embebedou o corpo com o típico perfume, secou os cabelos castanhos com o secador e os alisou ainda mais com a chapinha. 

          O vestido era justo e ressaltava as curvas do corpo bonito, Demi subiu aos sapatos de salto também negros e se sentou a poltrona para começar a se maquiar. Traçou aqui e ali, alongou os cílios, escondeu as sardas e de quebra pintou os lábios carnudos com um belo batom vermelho, escolheu brincos de prata, anéis e braceletes. Ela estava definitivamente um arraso, por dentro e por fora.. A carteira foi recheada com algumas notas de cem dólares e o toc toc dos sapatos ecoou pelo apartamento em direção à porta. Mais toc toc pelo corredor até o elevador, onde Demi encontrou o casal de homossexuais do penúltimo andar aos beijos. Ignorou-os completamente e não rebateu aos comentários maldosos de Alexandre e os olhares estranhos que Josh lhe lançava. Às vezes Demi o flagrava a olhando demais, suspeitava que se retribuísse os olhares, Josh acabaria em sua cama, algo que nem de longe ela desejava. Quando o elevador chegou ao térreo, Demi passou pelo hall do prédio e só parou quando avistou o porteiro e o recepcionista conversando.

   - Boa noite senhores. – A voz soou fria e matadora, os dois homens interromperam a conversa e a surpresa ao vê-la estava estampada nos rostos, Demi até viu desejo nos olhos do homem mais novo que a olhou de cima a baixo, mas logo corou certamente porque estava no trabalho.

   - Boa noite Srta. Lovato. – O mais velho, o porteiro, disse esboçando o típico sorriso prestativo.

   - Apenas Demi. – Ela disse nervosa deslizando os dedos pela estampa de pedras da bolsa. – Se a minha mãe bater mais alguma vez a minha porta vocês vão ter sérios problemas com o dono dessa porra de prédio e com os meus advogados. – Disse lançando olhares nada gentis aos homens pálidos a sua frente.

   - A Srta. Hart nos informou que a Srta. ligou avisando que estava passando mal, achei melhor deixá-la subir já que era a sua mãe. – Tentou se explicar o homem mais novo e Demi não deixou de rir.

   - Você é pago para trabalhar na recepção, não para achar e especular a vida alheia. O aviso está dado, ninguém subirá ao vigésimo quinto andar e baterá à porta do apartamento quarenta e três sem a minha permissão, caso contrário nós vamos ter sérios problemas. – Virando as costas, Demi não se importou se havia ou não sido grossa demais, caminhou para fora do prédio e respirou fundo enchendo os pulmões de ar. Pensou em ligar para Selena, mas se lembrou de que a amiga deveria estar sentada a mesa de jantar com os pais comemorando aquela data que ela jamais poderia comemorar. O aperto no peito a fez fechar os olhos com força para conter as lágrimas. 

Sabia que se pensasse mais um segundo naquela história, acabaria num hospital, sentia tanta raiva de si mesma, da mãe e do homem que a gerou. Por que diabos os homens agiam como animais irracionais? Por que eles achavam que tinham direito sobre o corpo de uma mulher? E por que ela a deixou viver? Seria tão mais fácil se Dianna tivesse interrompido a gravidez. Assim ela não se sentiria como a pior pessoa do mundo por ter sido fruto de uma agressão e um fardo pesado durante toda a vida da mãe. Talvez tudo seria diferente, Dianna poderia seguir a vida como bem quisesse, não que a mãe não tenha o feito, e ela não seria emocionalmente frustrada e muito menos se sentiria indesejada durante toda a vida.

A ideia de passar no GE Building a sua frente era tentadora, mas Demi sabia que se olhasse para as estrelas no silêncio do terraço do prédio acabaria fazendo uma grande besteira, então ignorando os olhares das pessoas que já a encaravam, principalmente um homem de óculos escuros dentro de um belo carro preto parado do outro lado da rua, Demi bateu a mão quando o primeiro carro amarelo livre passou por aquela rua. – Por favor, Cafe Wha?. – O "Cafe Wha?" era um pub que ela e Selena costumavam frequentar todas as sextas à noite. O caminho não era longo e assim que o taxi chegou ao destino, Demi pagou o taxista com uma nota de cinquenta e desceu do carro atraindo olhares das poucas pessoas que estavam na rua e do lado de fora do pub. 

Era domingo, e por mais que no dia seguinte a rotina começaria, o Cafe estava cheio, provavelmente de estrangeiros, universitários e funcionários como ela que arriscariam o emprego por um porre para se esquecer dos problemas. O lugar não era muito grande e estava longe de ser o mais confortável, bem pelo contrário, era pequeno e um pouco abafado, havia algumas mesas como num Café retro e muitos estrangeiros, mas a comida e a bebida eram boas assim como a música ao vivo que mostrava como existiam excelentes cantores longe da mídia mundial. Adentrando o pub, Demi foi diretamente para o bar e pediu por uma mistura de tequila, vodka e outra bebida que deixou o drink azul. Virou o copo por várias vezes encostada ao balcão observando as pessoas dançarem ao som da banda que tocava. Eles eram bons, realmente bons que cansada de beber e sem muita consciência, Demi deixou o ritmo da música dominá-la no meio das pessoas que dançavam como se não houvesse amanhã na pista de dança improvisada. A batida da guitarra era eletrizante e a bateria criava um fundo hipnótico não a deixando pensar em nada além de mover o corpo e relaxar. Claro que a bebida ajudava, e muito.. Não existia os seus ex-namorados, a sua mãe problemática, não existia nada. Absolutamente nada que pudesse impedi-la de se esquecer dos problemas.

            Dançou até sentir os pés reclamarem, mas mesmo assim continuou a mover o corpo e tudo melhorou quando o garçom a serviu com uma taça de alguma bebida, na verdade foram várias taças, o que resultou em sorrisos involuntários e alguns flertes que terminaram em beijos ardentes. Cansada e aproveitando o intervalo para trocar de banda, Demi se sentou num banco do bar e pediu um copo de cerveja. Fitou todos a sua volta e estranhou o homem engravatado que mantinha os olhos nela desde que começara a dançar mais cedo.

   - Olá. – Um rapaz vestido com calças jeans escuras, camisa de cor clara, tênis brancos e de belos olhos castanhos a cumprimentou se sentando ao banco vizinho. E tonta demais para ter receio Demi sorriu e bebericou a cerveja. Ora, ela não estava bêbada, só não sabia como controlar as emoções com tanto álcool correndo pelas veias.

   - Oi. – Disse apertando a mão do rapaz quando ele a estendeu.

   - John, a Srta. é? – Apresentou-se o rapaz de forte sotaque britânico repousando o braço sobre o balcão e Demi olhou curiosa a sua volta procurando o homem engravatado que a olhava dançar, mas não o encontrou e então sorriu para John ao seu lado.

   - Demetria, ou Demi. – Disse bebericando a cerveja mais uma vez e repousou o copo próximo à mão esquerda de John, que sorriu para a moça levando a mão ao joelho dela.

   - Você estava linda dançando. – Elogiou esboçando o seu melhor sorriso e Demi arqueou as sobrancelhas e riu balançando a cabeça. – Estou na cidade há três semanas e você é a mulher mais linda que eu vi em toda Nova York. – Distraída com os elogios, Demi não percebeu que o homem engravatado que a olhava se aproximava em passos furiosos, até que a voz grossa soou a fazendo arrepiar.

   - Ela está acompanhada. – A voz do homem soou fria e poderosa, Demi o olhou intrigada e ao mesmo tempo em que uma espécie absurda de desejo crescia em seu interior, o medo também crescia como uma clara forma de aviso para que ela ficasse longe dele.

   - Perdão? Ela está comigo. – Disse o rapaz se levantando perdendo a pose de bom moço.

   - É melhor você ficar longe dela. – O coração disparou quando o homem avançou sobre o rapaz segurando-lhe a mão com força e quando John foi obrigado a abri-la, Demi arregalou os olhos ao ver o comprimido pronto para se juntar a sua bebida. – Estou no bar. – Disse o homem ao telefone e em questão de segundos dois seguranças levaram o rapaz que a doparia para fora do estabelecimento. – Você não deveria beber. – Disse o homem se sentando ao banco onde John estava sentado.

   - Não é porque você me salvou que eu vou te obedecer. – Soou amargo e mal agradecido demais para quem tinha sido salva de ser violentada sexualmente ou Deus sabe lá o que, mas Demi ainda tinha um propósito que era se esquecer da vida fracassada que tinha.

   - Só acho que você é nova demais para morrer de cirrose. – Disse o homem acenando para que o barman se aproximasse.

   - Você é um idiota. – Demi virou o copo de cerveja de uma vez só e aproveitando que o garçom servia o homem ao seu lado, estendeu o copo e sorriu amarelo quando o mesmo ficou cheio de bebida. – Hum.. Obrigada por.. você sabe.. – Pela primeira ela fitou os olhos do homem e ficou sem palavras. Eram tão azuis... – Eu.. Eu vou dançar. – Disse atrapalhada tentando ficar de pé sem muito sucesso, deveria ser todo o álcool que havia consumido naquela noite.

   - Tem certeza? – O homem a segurou nos braços para ajudá-la a se levantar e esboçou um sorriso bonito e esperto. – Você não me parece muito bem.. Hum, qual o seu nome? – Ele perguntou ainda com um lindo sorriso nos lábios que a deixou mais tonta e atrapalhada.

   - Demi. – Por que ele tinha que ser bem maior que ela, tinha que ter ombros largos e lindos olhos azuis? Automaticamente Demi balançou a cabeça tentando afastar todos os pensamentos inapropriados com aquele estilo de homem que ela adorava.

   - Jake. – Sorrindo ele parecia bem mais simpático que a encarando como tinha feito mais cedo. Jake era alto, forte e mesmo que a luz do interior do pub não ajudasse, Demi apostava que o homem tinha cabelos loiros escuros. – É um prazer conhecê-la, Demi. – Ele disse esboçando um sorriso presunçoso ao estender a mão e quando Demi a apertou não deixou de perceber o olhar intimo que ele lançou sobre ela.

   - Igualmente, Jake. – Deveria ser a bebida, sim, era! Demi havia prometido para si mesma que não se encantaria por nenhum homem, principalmente um que exalava poder em um terno caro e impecável como Jake. Ela estava simplesmente hipnotizada com a beleza surreal do homem. – Eu.. Eu.. Hum, vou dançar. – Quando as mãos grandes dele soltaram os seus braços do aperto gentil, Demi se direcionou a pequena pista de dança improvisada e começou a dançar de olhos fechados concentrada em esquecer a tragédia que era a sua vida e só os abriu quando a terceira música do repertório começou a tocar, era um cover de alguma banda famosa, porém Demi tinha a mente em outra dimensão para se lembrar do nome da música, continuou a dançar perdida no copo de bebida que já tinha em mãos e em mover o corpo. E mesmo estando a metros de distância, flagrou os olhos azuis de Jake vidrados nela. Ele era lindo! Não tinha como negar, Demi acenou e sorriu e o homem trocou poucas palavras com outro rapaz que estava sentado ao lado dele e caminhou até ela sorrindo.

   - Os homens não tiram os olhos de você. – Sussurrou no ouvido dela e a presença masculina dele a envolveu em todos os sentidos.

   - E você? – Disse próximo ao ouvido dele por conta do barulho do pub e entregou o copo vazio ao garçom que passava os recolhendo para que pudesse envolver o pescoço de Jake com os braços já que ele tinha as mãos em sua cintura a puxando contra o corpo dele.

    - Você não tem ideia de como é linda, não os condeno. – A voz dele era tão macia e ao mesmo tento grossa. Demi tateou o rosto barbado, sorriu ao vê-lo sorrir e o beijou. A sensação de beijá-lo era tão boa, Demi não podia pensar em mais nada além das mãos dele a apertando e da língua quente acariciando a dela. – Eu? Hum, eu sou o cara mais sortudo do mundo. – As pernas de Demi estavam como gelatinas e a culpa era exclusivamente do sorriso do homem que a beijou novamente lhe roubando toda a sanidade.

 Se esquecer era o objetivo de Demi, Jake realmente a ajudou. Os lindos olhos azuis, o sorriso e os beijos foram a fórmula perfeita. Jake era muito engraçado, apesar de parecer sério e muito formal vestido num terno, gostava de dançar, beber e sabia exatamente onde tocá-la.


   - Me conta mais sobre você. – Estavam sentados a uma mesa afastada há bom tempo, Demi, como sempre acontecia quando bebia, não parava de falar por um minuto sequer. Jake a olhou e deu de ombros sorrindo divertido.

   - Hum.. – Ronronou bebericando a bebida sem tirar os olhos de Demi. – Entrei para a Columbia aos dezesseis anos, amo viajar, conheci boa parte da Europa e da América e gosto de beber com você. – Demi sorriu e deu um longo gole na bebida em seu copo. – E você? – Os dedos dele roçaram o joelho dela e Demi tornou a sorrir gostando de ver os dedos dele subindo e descendo.

   - Eu? – Engoliu em seco e desviou o olhar dos olhos azuis intensos para a garrafa de tequila quase vazia sobre a mesa. Era impossível não se lembrar de Dianna e das palavras rudes.. Demi já tinha consumido uma boa quantidade de álcool, mas nunca era suficiente para fazê-la realmente se esquecer. – Ver as estrelas é o meu passatempo preferido. Gosto de caminhar no final da tarde no Central Park e comer besteiras. – Ao menos ela conseguiu um sorriso dele, que a olhava com certa expectativa. – O que? – Perguntou rindo para disfarçar a tensão que queria possuí-la. – Não quero falar sobre isso, pode ser? – Aproximando-se dele, Demi levou a mão ao cotovelo másculo e beijou a boca do homem de olhos azuis que a fitava com desejo. – Podemos fazer coisas melhores. – Sussurrou nos lábios dele e o clima esquentou sem grandes complicações, Jake a beijava com desejo e ela não ficava para trás, explorava o corpo dele com as mãos e ele o corpo dela.

   - Acho melhor a gente procurar um lugar mais reservado. – Ofegou com a boca próxima ao ouvido de Demi. Arrepiada e excitada da cabeça aos pés, Demi gostou da ideia de Jake. Apressou-se a puxá-lo pela mão e quando finalmente estavam fora do pub, caminharam quase correndo, o que resultou em risadas exageradas, e chegando em frente ao carro preto, Jake a imprensou contra o aço frio e a beijou com desejo. – Para o seu apartamento ou para o meu? – Perguntou ofegando e abrindo a porta do carro para Demi e apressando-se a entrar no carro para beijar a mulher que o esperava.

   - O sofá e o tape estão disponíveis, a minha cama não. – Jake arqueou as sobrancelhas enquanto dava partida no carro e Demi deu de ombros. Nunca dormiria com um cara debaixo de seu teto e sobre a sua cama. Ora, lá era o seu lugar sagrado de descanso e não o destruiria por nenhum cara.

   - Então vamos para o meu apartamento. – Pelo sorriso de Jake, a noite seria longa. 

Continua... Olha ele! Jake já entrou em ação... prestem atenção nos detalhes, os detalhes...  Gente, vocês saberão mais sobre a Dianna e o pai da Demi futuramente, por enquanto vamos com calma.. Muito brigada pelos comentários, respostas aqui com alguns "spoilers". Beijos e até o próximo capítulo.

ps. Ei, que tal dá uma passadinha lá nos blogs da Andreia Moreira? Jemi Mesmo Destino 1 Temporada & As Minhas Fanfic do Harry Potter

9.2.16

Capítulo 1 - Verdade


Central Park, Manhattan, Nova York – Estados Unidos – 05:30PM


   - Será que a gente pode conversar sobre outro assunto? – Bufou irritada ao telefone um pouco alto demais recebendo olhares estranhos das pessoas que caminhavam pelo parque. – Mãe! – Rugiu com desgosto e acabou esbarrando num estranho que a olhou feio no mesmo instante em que o vento que soprou forte bagunçou-lhe os cabelos lisos e castanhos. – Eu estou correndo com a Sel no Central Park mamãe. – Disse tentando ser o mais paciente possível com a mãe, que apenas disse “É o encontro perfeito para você, querida, ele é rico e maravilhoso”. – Me poupe. Eu não vou, tenho que trabalhar mais tarde. – Desligando a tela do celular com raiva, Demi colocou o aparelho na braçadeira e gesticulou as mãos para que Selena tirasse os headphones.

   - Era a sua mãe? – Desconfiou Selena analisando as feições de Demi que franziu o cenho e pôs-se a correr ao lado da amiga tentando não pensar na mãe e em todas as ideias malucas da mulher.

   - Como você sabe? – Não tem como não saber, pensou Selena. As duas eram amigas desde o colegial, estudaram na mesma faculdade e trabalhavam na mesma empresa. Eram como carne e unha, só que a vida de Selena era normal, contrária a de Demi, que por mais que já era uma mulher adulta, a mãe ainda tentava se manter no controle como se ela fosse uma garotinha confusa. – Eu não quero falar sobre ela. – Dianna Hart tinha muito em comum com a falecida mãe, Amélia Hart. As duas gostavam de luxo, porém não faziam esforço algum para consegui-lo além de seduzir homens ricos para sustentá-las. - Terceiro domingo de junho. – Murmurou fechando os olhos castanhos e quando os abriu focalizou os de Selena fitando-lhe com compaixão.

   - Demi. – Selena murmurou sem saber ao certo o que dizer. Demi não a culpou, acelerou o passo ao subir a rampa da ponte e disparou na frente colocando uma música qualquer para tocar no último volume. Selena tinha um pai presente e amoroso e uma mãe que compreendia as suas vontades e os seus sentimentos e apoiava os seus relacionamentos, ao contrário de Dianna que sempre tentava arrumar “bons” partidos para ela e insistia que rosa era a cor que uma mulher deveria se orgulhar, não cores como azul e verde, as preferidas de Demi. – Demi! Calma. – Quando Selena alcançou a amiga e a puxou pelo braço, recebeu um olhar feio de Demi que imaginou que algum engraçadinho a assaltaria naquela hora do dia ou algo do tipo já que a sorte sempre estava ao lado dela, para não dizer o contrário. – Eu juro que entendo. – Disse Selena fixando os olhos aos olhos castanhos e cansados da amiga. Demi estava tipicamente corada por conta da corrida e porque estava chateada.

   - Desculpa. – Murmurou fitando os tênis de corrida. – Eu estou sendo chata. – Desacelerando o passo, Demi enlaçou o braço de Selena ao dela e choramingou. Agora ela era chata e dramática.

Demi era uma mulher forte e determinada, porém tudo que acontecia na vida sentimental tinha uma pequena probabilidade de dar certo. Quando a jovem ainda era uma adolescente e decidiu que seguiria a carreira de Designer Gráfico, a avó materna, e a única que conhecia, quase surtou e fez de tudo para que Dianna, mãe de Demi, impedisse que a adolescente engatasse na faculdade. O que não aconteceu, diferente da mãe e da avó, Demi não queria ter toda a atenção masculina para si e luxo não fazia o seu estilo de vida por mais que a mãe e a avó a criou para ser uma verdadeira “socialite” com direito a roupas de grife e tudo mais. A personalidade era forte, Demi recusara todas aquelas coisas banais do mundo da mãe e da avó para viver como uma adolescente comum. Adorava livros, séries, comer besteiras com Selena, gostava de ir ao cinema, assistir peças e musicais, andar pelas ruas movimentadas de Manhattan vestida com seus moletons que eram grandes demais e o melhor, adorava namorar.


 Bem, a lista de namorados de Demi era realmente grande, tudo começou no colegial quando teve o primeiro beijo com o garoto de seus sonhos. Ah! Carlos era perfeito e foi o primeiro namorado, mas meses depois ela o flagrou na cama com uma das piranhas do grupo das líderes de torcida. Depois veio André, um verdadeiro galã em um uniforme feio de entregador de pizza. Foi paixão na certa, e naquela época Demi deveria ter engordado pelo menos cinco quilos, pois praticamente todos os dias a menina pedia pizza quando a mãe saía para curtir a noite e voltava para casa Deus sabe lá quando. E foi numa dessas noitadas de Dianna que durou praticamente uma semana que Demi perdeu a virgindade com André no cômodo que ficava debaixo da escada do apartamento. 

O namoro durou pouco mais de um ano e meio e eles terminaram com a chegada da bendita carta. A menina tinha sido aprovada no curso dos sonhos e não teve quem a impediu de seguir caminho. Com a ajuda da mãe e um emprego temporário, Demi alugou um apartamento próximo ao campus da faculdade junto com Selena. Dividiam as despesas e engataram nos estudos. Os namoros de Demi passaram de simples rolos a intensas paixões. Teve Marcus, Paulo e Gabe. E os três partiram o coração da jovem já de vinte anos. Meses depois Amélia faleceu de ataque cardíaco em seu próprio apartamento. Tudo bem, a velha não tinha sido uma boa avó e muito menos uma boa influência, mas Demi a amava e chorou por uma semana nos braços de Selena. 

Então as manipulações de Dianna começaram.  filha era jovem e muito bonita, homens ricos e pobres mostravam interesse na menina, o que já não acontecia mais com Dianna.. Demi começou a perguntar pelo pai, o que sempre deixava Dianna terrivelmente irritada. Quando era menina Demi sempre perguntava sobre o homem que a gerou, mas quando entrou na puberdade se esqueceu do pai por conta da vida conturbada de adolescente que tinha. O jeito foi manipular a moça como Amélia fez muito tempo atrás. E Dianna conseguiu convencendo a filha a se encontrar com um velho amigo e cliente, um empresário de pouco mais de vinte e nove anos, dizendo a menina que o homem estava apaixonado por ela, claro, uma tremenda mentira que Demi acreditou e aceitou se conhecer o amigo da mãe porque Dianna a seduziu com falsas histórias de amor e mentiras sobre o pai. 

Com o primeiro encontro que armou, Dianna conseguiu um bom e gordo dinheiro. Outros encontros aconteceram sem sexo, porém a farsa não durou muito tempo, Demi era esperta, desmascarou a mãe e novamente chorou por uma semana nos braços de Selena. Ficou arrasada e alguns meses depois quando voltou a falar com a mãe exigiu que Dianna explicasse tudo desde o início e o que suspeitava desde que passou a entender o mundo e suas complicações era verdade. A mãe a avó se vendiam por dinheiro. O baque foi tão forte que na época, ao invés de chorar nos braços de Selena, Demi chorou nos braços de John, o atual namorado. Os boatos correram rápido pela faculdade e a sorte de Demi era que faltava apenas um semestre para se formar. John era um traidor e o pior, a difamou por toda a faculdade.

Completou vinte e um anos, trabalhava e finalmente se formou. As boas notas e o ótimo currículo recheado de atividades acadêmicas extras e estágios foram a chave para que ela conseguisse uma vaga como Designer na maior empresa de TI dos Estados Unidos, a Gyllenhaal. Um ano depois Selena também tinha sido aprovada e as duas amigas trabalhavam juntas. Dona do próprio nariz e do apartamento que comprou com muito esforço, Demi resolveu que daria um tempo aos namoros intensos e focaria no trabalho, o que, pela primeira vez, estava dando certo.


   - Por que você não pergunta a ela? – Pelo olhar que recebeu Selena soube que Demi não perguntaria a mãe nada sobre o pai.


   - Eu não quero nada dela. – Disse com desgosto. – Eu só queria saber quem ele é, se ele a amou e porque nunca entrou em contato. – Demi procurou o pai na internet e em cemitérios da cidade, porém não havia nenhuma informação sobre o homem. A única coisa que sabia sobre o pai era que o nome dele era Inácio Edward Lovato. Nada mais. As suas características físicas deveriam ser herdadas pela família dele. Os cabelos eram castanhos e lisos, diferentes dos da mãe e os da avó que eram loiros e encaracolados. A pele era branca e rosada, o rosto tinha sardas e os lábios eram avermelhados e carnudos. Dianna era branca amarelada, não tinha sardas e os lábios eram normais e pálidos. Já Demi era baixinha de um metro e cinquenta e nove, tinha o bumbum avantajado, coxas grossas e seios médios e firmes. A mãe era apenas seis centímetros mais alta que ela e não tinha metade de suas curvas. Demi se orgulhava de quem era e por mais que não soubesse nada a respeito do pai, nutria um amor secreto por ele e acreditava que o Sr. Lovato era a sua única faísca de felicidade naquele mundo já que a mãe, a avó e os homens que se envolvia sempre a decepcionava. – Mais um dia dos pais sem saber quem ele é, Sel. – Selena respirou fundo e abraçou a amiga. O instinto maternal sempre falava mais alto quando o assunto era Demi. Selena a protegia como podia e odiava quando a amiga desabava em lágrimas. Como alguém poderia ser tão cruel com ela? Demi era a mulher mais doce e amorosa que Selena conhecia.


   - Você sabe que pode jantar lá em casa, o papai te considera como uma filha. – Em todo terceiro domingo de junho Demi sentava-se a mesa dos Gomez para comemorar o dia dos pais, mas naquele ano ela queria fazer diferente.


   - Hmm, eu sei. – Murmurou pensativa. – Vou confrontá-la Sel. – Disse minutos mais tarde ainda caminhando de braços cruzados com Selena.


   - Você tem certeza? – Perguntou Selena com um mau pressentimento em relação àquela história. Dianna não era flor que se cheire e poderia tentar manipular Demi com um de seus truques sujos, não era à toa que ela não gostava da mulher.


   - Eu quero saber quem ele é. – Aquele tom de determinação indicava que a história não acabaria nada bem. – Vou pensar melhor, talvez hoje mesmo.. – Ótimo! Selena revirou os olhos ao comprovar o que pensara. Ela conhecia aquele olhar e aquele sorrisinho de Demi.


   - Ah não, você não vai sair com aquele cara. – Disse Selena a arrastando pelo braço ao ver que já era tarde demais, Demi já trocava sorrisos significativos com o rapaz que conversava com um amigo olhando na direção delas próximo ao carrinho de sorvete alguns metros de onde elas estavam.


   - Sel, ele é um gato! – Insistiu olhando para a amiga, mas o sentido estava no rapaz atlético, forte e moreno! O tipo preferido de Demi.


   - Demi! Não, você não ousaria a me deixar aqui sozinha. – Selena farejava problema. Demi se apaixonaria e acabaria de coração partido, era sempre assim com todos os bonitões e fortões.


   - Ele está vindo para cá, vai comprar alguma coisa. – Disse Demi tentando se livrar da amiga, mas Selena revirou os olhos e enlaçou o braço ao de Demi encarnando a amiga mãe protetora.


   - Oi meninas. – O rapaz esboçou um sorriso galã para Demi e cruzou os braços sobre o peito forte claramente se exibindo.


   - Pode dá meia volta, ela já tem namorada. – O rapaz era realmente um gato, mas Selena sabia que Demi não encontraria o pai de seus filhos no Central Park àquela hora da tarde e ainda mais com aquele sorriso mancha calcinha que deveria levar todas as mulheres para a cama e depois descartá-las como objetos.


   - Eu não acredito que você disse isso! – Disse Demi quando o rapaz deu as costas a elas tão frustrado quanto ela. – Selena! Qual o seu problema? Namorada¸ sério? – Perguntou revoltada enquanto Selena a puxava pelo braço em direção ao carro.


   - Demi, não. – Era para o bem de Demi. Selena abriu a porta do carona indicando para que a amiga entrasse no carro e quando Demi finalmente o fez emburrada, ela entrou no carro e deu partida. – Ele não é para você. – Disse sem olhá-la.


   - Eu sei muito bem o que é para mim. – Rebateu Demi. – Nunca vou te perdoar. Seria a melhor transa da minha vida. – Resmungou recebendo um olhar feio de Selena.


   - Poderia até ser, mas e depois? – Perguntou quando parou no sinal vermelho.


   - Depois? Por favor, eu não quero acordar todos os dias com um cara roncando por um bom tempo. – Disse observando o movimento dos carros e das pessoas na chegada da noite. Nova York era tão cheia e calorosa, às vezes Demi pensava em se mudar para uma cidade do interior do país onde poderia trabalhar sossegada longe de toda aquela movimentação, mas o seu coração estava ali. Cresceu e viveu os melhores momentos de toda a sua vida naquela cidade. – Seria só sexo e acabou, eu dormiria na minha cama e ele na dele. – Selena a olhou e arqueou as sobrancelhas. Com Demi nunca era só sexo. – Eu não vou me apaixonar tão cedo. – Era o que Demi lutava para conseguir, mas no fundo ela sabia que não daria muito certo. Selena deveria ser a única pessoa que a amava no mundo, a família resumia-se na mãe e na falecida avó, o que não mudava nada. A esperança era encontrar um homem que a amaria de todo o coração e juntos eles construiriam uma grande família. Pena que todos os homens só estavam interessados em estar entre as pernas dela sem compromisso algum.


   - Está entregue. – Apesar do silêncio, o clima seguiu tranquilo como sempre no interior do carro que agora estava estacionado em frente ao prédio da rua de atrás do GE Building. Demi comprou o próprio apartamento com as economias dos estágios remunerados da época da faculdade e só terminou de quitá-lo no mês passado.


   - Não quer entrar? Nós podemos tomar café e quem sabe ver as estrelas. – Midtown, região de Manhattan, era famosa pela concentração de arranha-céus, e entre eles estava o GE Building, o edifício central do Rockefeller Center, com duzentos e cinquenta e nove metros de altura que tinha a vista mais linda da cidade entre o sexagésimo sétimo andar (67º) e o septuagésimo (70º) andar, onde era conhecido como o observatório Top of the Rock. Demi e Selena sempre visitavam o observatório à noite para ver as estrelas, davam trabalho para os seguranças desde adolescente, mas agora não havia nenhuma burocracia já que as duas sempre levavam café e biscoito para eles.


   - Dem, eu tenho que ir para casa. – Disse Selena com pesar. – Você tem certeza que não vem? Nós vamos sentir a sua falta. – Esboçando um sorriso de desculpas, Demi abraçou a amiga e a olhou nos olhos.


   - Obrigada pelo convite Sel. – Agradeceu educadamente. – Mas já tomei a minha decisão. Dê lembranças aos seus pais e agradeça o convite por mim. – Disse arrumando a bolsa no ombro direito e abriu a porta do carro. – Quer sair mais tarde? – Perguntou.


   - Demi! Sossega. – Repreendeu Selena, mas elas acabariam numa balada movimentava como sempre.


   - Tudo bem! Eu desisto de encontrar um cara para transar. – Selena arqueou as sobrancelhas e Demi riu sem graça. – Amo você. – Disse finalmente se despedindo.


   - Eu também. – Demi era como a irmã que Selena nunca teve. – Por favor, me liga mais tarde. – Disse e Demi entendeu o que ela queria dizer.


   - Tudo bem. O mesmo para você quando chegar em casa, namorada. – Dando um beijo na bochecha de Selena, Demi saiu do carro e acenou sorrindo enquanto o carro da amiga sumia pelas ruas de Nova York. O que ela seria sem Selena?

Como de costume, Demi adentrou ao prédio cumprimentando o porteiro, um senhor já de idade e super simpático, e o recepcionista que conseguia conversar mais que ela e Selena. A caminhada pelo parque acontecia em todos os domingos no final da tarde, era o momento mais descontraído entre as amigas, assim, elas podiam conversar amplamente sem que ninguém as vigiasse como acontecia na Gyllenhaal. Por mais que a empresa fosse voltada à tecnologia, o setor que Demi e Selena trabalhavam havia várias mulheres exercendo cargos de secretária, programadora, designer e algumas espécies de engenheiras. Ao menos o pessoal não era machista a ponto de excluir aquelas incríveis e batalhadoras mulheres. Era bem pelo contrário, o setor era o melhor da empresa e o mais divertido, elas não paravam de conversar e uma ajudava a outra sempre que podia no desenvolvimento do melhor. Essa era a melhor parte de trabalhar para o velho Jason Gyllenhaal, claro, sem citar o salário.

Cansada demais para subir o jogo de escadas, Demi esperou pelo elevador e quando o mesmo chegou foi um verdadeiro alívio. Agora era só esperá-lo subir até o vigésimo quinto andar dos trinta e cinto andares do prédio. Porém era domingo! Não havia os filhos escandalosos do casal do sétimo andar, não havia a fofoqueira do décimo andar e muito menos o casal gay, que sempre fazia um escândalo, do penúltimo andar. Todo dia podia ser domingo, pensou Demi já imaginando como seria péssima a segunda-feira naquele terrível horário das cinco e meia ou seis horas da tarde, horário em que ela costumava chegar em casa. O elevador iria parecer um ônibus coletivo super disputado. Oh Deus! O painel de LED finalmente acendeu indicando o vigésimo quinto andar, bastaria caminhar até a sexta porta à direita, número quarenta e três e bingo! Estaria finalmente em casa. E foi o que ela fez rezando a cada passo por estar mais um dia em casa.


Não havia regras, não havia com quem compartilhá-lo, não havia nada que a impedisse de ser feliz, claro, ela não podia ligar o som no último volume, não podia gritar, não podia ter o sonhado cachorro e não podia caminhar de babydoll pelos corredores do andar, até podia, mas seria estranho. Detalhes à parte.. Aquele apartamento pertencia a ela! Sem mãe chata, sem homens chatos, sem regras chatas! Destrancando a porta, o sorriso cansado foi inevitável. O lugar não ostentava luxo, mas mesmo assim tinha o seu próprio charme.

A sala era grande de paredes brancas com alguns simples quadros de artistas desconhecimentos que a agradava. O porcelanato branco e impecável era ótimo para treinar o Moonwalker usando meias brancas. A enorme TV de setenta polegadas era o seu mimo e a sua melhor amiga, Demi passava mais tempo em frente à TV assistindo séries deitada no sofá quando estava de folga do que em seu quarto. O sofá azul turquesa era espaçoso e elegante, e tirando a sala de jantar mais recuada, a sala de TV se resumia apenas na TV e uma porrada de videogames, no sofá, no enorme tapete branco felpudo, na estante branca e azul carregadas de livros e num pequeno centro de vidro. Não se esquecendo do porta-chaves atrás da porta.


Demi trancou o apartamento e pendurou o chaveiro de ursinhos e tudo mais no porta-chaves e começou o pequeno show. Primeiro tirou os tênis de corrida os levando para a lavanderia onde terminou de se despir. Tranquilamente nua caminhou para a suíte principal, o seu quarto. Era simples e aconchegante, Demi gostava de simplicidade e conforto, e assim era o seu quarto. A enorme cama de casal a acolhia perfeitamente, era macia e o despertador sobre o criado-mudo tinha pelo menos cinco funções de soneca, já que o sono da jovem era pesado. O banheiro era fisicamente luxuoso, não tinha como negar, mas o que importava para Demi era que ele sempre estivesse limpo e que o chuveiro e a banheira pudessem aquecê-la e fazê-la esquecer de todos os problemas do mundo. E foi o que aconteceu, calçando apenas os flip-flop pretos, Demi tomou um banho digno com direito a trechos do refrão de Billie Jean e tudo mais. Michael Jackson era uma das paixões de Demi, ela tinha crescido ouvindo as músicas dele pelas ruas de Nova York e até mesmo foi a um show com Selena e André um ano antes da morte do rei do pop.

As toalhas brancas eram as preferidas de Demi, secando-se e se enrolando com uma, envolveu os cabelos noutra e caminhou para o closet onde se vestiu com shorts curtos de pijama e um moletom branco. O relógio analógico sobre o criado-mudo ainda marcava seis e quarenta da noite, era domingo e havia uma série de coisas que Demi poderia fazer: dormir na cama, dormir no sofá, dormir no tapete como ela sempre fazia, dormir assistindo séries, simplesmente dormir. A ideia era agradável, mas ainda era cedo demais para dormir e a essa altura do campeonato Demi já havia desistido da ideia de dormir e de falar com a mãe. Sentando-se à cama, Demi terminou de pentear os cabelos úmidos e foi ao banheiro guardar o pente gostando da ideia que surgia em meio aos seus pensamentos preguiçosos. Se ela terminasse o comercial da empresa naquela noite, o departamento feminino bateria mais um recorde e ela finalmente poderia focar em outros projetos que vinha fazendo por fora.


   - Onde está o carregador? – Murmurou consigo mesma a procura do carregador do notebook já que sabia que trabalharia até mais tarde, tempo em que o notebook a deixaria na mão por conta da pouca durabilidade da bateria. Quando achou o que procurava, Demi caminhou para a sala deixando o notebook sobre a mesa de vidro e foi à cozinha para preparar um misto quente junto a um suco de frutas. O trabalho começou quando Demi se sentou a cadeira acolchoada da mesa de vidro e ligou o notebook. A imaginação estava a mil e ela tinha certeza que Jason, dono da empresa e um de seus melhores amigos, adoraria e aprovaria o mais novo comercial do próximo produto da G. Enterprise que revolucionaria o mercado da tecnologia. Foram exatas duas horas trabalhando sem cessar, concentrada e séria organizando tudo que vinha em mente no papel para depois incluir no projeto em que trabalhava. Mordendo os lábios como sempre fazia quando estava indecisa, Demi cogitou a ideia de ligar para Selena para perguntar se ela poderia avaliar o seu trabalho árduo, então se lembrou de que Sel naquela hora deveria estar jantando com os pais. Esqueça, pensou tentando afastar todas as lembranças daquele dia. Era simplesmente estranho não ter amor de nenhum lado. A avó nunca agiu como tal, enxergava a menina apenas como um problema. Dianna queria usá-la e bem, havia Selena, alguém que realmente a amava. Afastando todos aqueles pensamentos, Demi revisou tudo que fez e quando a ideia perfeita surgiu, a campainha tocou. Quem diabos seria àquela hora da noite? Intrigada, salvou o projeto no dropbox em caso de segurança e caminhou até a porta um tanto desconfiada.


   - Você? – Por que ela não tinha gritado um “Quem é?” antes de abrir a porta? Agora teria que suportar Dianna e se controlar para acabar não fazendo uma besteira. – O que você quer Dianna? – Perguntou se corroendo quando a mulher invadiu o apartamento sem ao menos pedir licença.


   - Meu anjo, por favor, sou eu, a mamãe. – Demi revirou os olhos e balançou a cabeça num gesto negativo.


   - Aliás, quem foi o louco que te deixou subir? – Resmungou baixinho. - O que você está fazendo aqui, mamãe? – Ironizou levando as mãos à cintura.


   - Demetria, esse são os seus modos com a sua mãe? – Disse Dianna se aproximando e automaticamente Demi deu um passo para trás. Ela não podia confiar naquela mulher que a usou da forma mais suja para conseguir dinheiro. – Sua avó tinha razão quando dizia que não valia a pena gastar um centavo em bons colégios para você. – O olhar recriminador de Dianna não a intimidava, bem pelo contrário, Demi tinha vontade de gargalhar. Como alguém poderia ser tão cara de pau?


   - Dinheiro suado e digno, não é mesmo? – Esbravejou. – Dá para falar o que você está fazendo aqui? Se não percebeu, eu estou trabalhando. – Disse apontando para o notebook sobre a mesa de vidro.


   - Meu amor, eu não quero que entenda mal. – Disse Dianna completamente diferente da mulher orgulhosa e arrogante que era.  – Eu encontrei um rapaz que é perfeito para você. Vocês são tão parecidos, ele também gosta de todas essas coisas de tecnologia, é inteligente e educado. Falei muito sobre você para ele, e n... – Antes que Dianna pudesse terminar, Demi fechou os olhos com força e cerrou os punhos.


   - Eu já disse que não! – Gritou mesmo sabendo que poderia ter problemas com os vizinhos. – Eu não sou como você e a vovó! Eu já disse que não! – Disse ainda alterada. – E você não vai conseguir me manipular Dianna, não mais. – Indignada, Dianna olhou para a filha e sorriu levando as mãos à cintura.


   - Ah! Está tudo explicado. – Disse a mulher mais velha fitando a outra de cima a baixo. – Terceiro domingo de junho, você deveria estar na casa daquela tolinha sentada à mesa com aquele bando de pobre. – Dando um passo em direção à mãe, Demi tentou se controlar para não fazer uma besteira. – O que foi? Não vai me bater como eu aposto que você está louca para fazer? Segue em frente Demetria. Você não vale nada, prefere aqueles, aqueles po.. aquelas pessoas a sua própria mãe! – As veias chegavam a pular por conta do nervoso, mas Demi respirou fundo tentando se controlar, não adiantaria de nada se estressar com Dianna.


   - Prefiro mil vezes me sentar à mesa com a família da Selena a me sentar com você, sua vagabunda nojenta! – O sorriso lento e presunçoso de Dianna a assustou e Demi soube que a mãe estava furiosa.


   - Vagabunda nojenta que te gerou, que cuidou de você, que te sustentou e te suportou! - Disse a mulher tão calma e sorridente. – Eu deveria ter dado um fim na sua vidinha medíocre quando ainda era tempo, mas que tola fui eu.. – O coração quase saiu pela boca e os olhos estavam arregalados. Sabia que a mãe não a amava, mas jamais esperava que ouviria algo assim, mesmo que fosse de Dianna.


   - O meu pai não permitiria.. – Sussurrou indefesa e assustada. Que tipo de ser humano era aquela mulher a sua frente?



   - O seu pai? – A gargalhada amarga da mulher a fez estremecer. – Ele me estuprou e me espancou no chão frio de um banheiro. – O tom rude e os olhos carregados de ódio diziam a Demi que não era mais uma mentira. – Algumas semanas depois eu estava enjoada e descobri que estava grávida. E aqui está você, um verme como o pai. Vocês dois destruíram a minha vida. – As lágrimas rolaram grossas e rápidas, no peito o coração gritava tão alto a ponto de explodir. Demi caminhou a passos rápidos em direção a Dianna a puxando pelo braço para fora do apartamento e bateu a porta com força. Estava sozinha novamente. Sozinha, com as suas lágrimas grossas no choro que a fazia soluçar e sem ninguém para amá-la.


Continua... Eita! Que coisa :p Eu estou tãaaaaaao nervosa! Por favor, o que vocês acharam do capítulo? Eu li esse trem umas sete vezes dpadokad espero que vocês gostem, sério, que dorzinha no core. Tadinha da Demi, a mãe dela é literalmente uma fdp hsauhsa não liguem, é o nervoso. Então. Ok. Qual será a reação da Demi? A última faísca da esperança de ser feliz foi apagada pela Dianna. O que vai acontecer Brasil? Realmente, de todo o meu coração, espero que vocês gostem! Muito obrigada, muito mesmo, pelos comentários do prólogo que foram respondidos!!! Êhh! Milagre né? Pois é, eu respondi ~vergonha~ tipo, eu não respondia antes pq a internet era péssima, mas agora tá bem melhor, então resposta aqui Então é isso, vou-me indo assistir Gotham, espero, de novo, que gostem desse capítulo, beijos no core!

6.2.16

Prólogo - Em busca do amor



Manhattan, Top of the Rock - Nova York, USA

(...) Conforme anoitecia, o ar denso de Nova York ganhava movimento formando a brisa que bagunçava os cabelos castanhos. Do sexagésimo sétimo andar do GE Building as pessoas pareciam formigas, os carros eram apenas pequenos retângulos, as luzes pequenos pontos luminosos e os arranha-céus de Manhattan eram de encher os olhos com as suas luzes douradas. No céu escuro as estrelas brilhavam uma mais exibida que a outra formando um verdadeiro espetáculo. O suspiro, pela milésima vez, quebrou o silêncio e Selena, que repousava os braços no parapeito de pedra, olhou para o lado.

   - Dem, tenha fé. – Disse triste pela amiga, que como ela, repousava os braços no parapeito do prédio e tinha o queixo apoiado às mãos. – Ele vai ficar bem. – Tentou animá-la, mas Demi fechou os olhos apertando as pálpebras e nada disse por um par de minutos.

   - E se não ficar? – Resmungou amarga. Selena não a culpava e muito menos guardava rancor pelo jeito difícil que Demi insistia em adotar naqueles últimos dias. – Você não entende, ninguém entende. – Disse agora um poço de tristeza derramando as primeiras lágrimas. – Eu o amo. – Disse firme e Selena assentiu respirando fundo para não chorar. – Pela primeira vez, eu tenho certeza Selena, tenho certeza. – O olhar estava longe num ponto qualquer, os dedos comprimidos com a manga da blusa de frio que pertencia a ele contra a palma da mão.. – Eu o amo e ele vai me deixar. – Vencendo a distância que as separava, Selena abraçou a amiga com força contra o peito, a beijou na testa e sussurrou que tudo ficaria bem. (...)



Oláaaaa! E ai? Quem está deixando a Demi? Do que diabos elas estão falando? Palpites? Lembrando que é um fragmento de algum capítulo... Até mais! Quero vocês curiosas.. Beijos no core <3

3.2.16

Em busca do amor - Sinopse






O que há de errado em ser você mesma, em tentar e quebrar a cara? Demetria, uma batalhadora jovem de vinte e dois anos já viveu tantas aventuras e tem como coleção pedaços do próprio coração fruto dos relacionamentos cheios de expectativa que sempre acabam com as lágrimas da jovem. Mas Demi nunca desistiu de ser amada. A história nasce quando Demi descobre a verdade sobre o pai, um verdadeiro anônimo durante toda a sua vida... Mesmo abalada, a jovem segue o curso da vida, Demi só não esperava que o seu emprego perfeito ficasse de pernas para o ar com a morte do dono da empresa, a Gyllenhaal Enterprise. Em meio à bagunça da vida pessoal e profissional, os caminhos de Demi se cruzam com os de Joseph, um rapaz extremamente tímido que a conquista. Apaixonados, os dois enfrentarão qualquer obstáculo para permanecerem juntos. 




* Personagens:



Demetria Devonne Lovato ou Demi Lovato, como todos a chamam, é uma jovem mulher de vinte e dois anos que vive em Nova York.



 Apaixonada pela vida que desde cedo lutou para não ser controlada por sua mãe, Dianna Lovato, Demi tem um grande coração que bate forte por qualquer sorriso e num piscar de olhos a moça está apaixonada, o que nunca acaba bem. E não é diferente quando Jake, o seu então chefe, caí de paraquedas em sua vida, e se Demi ouvisse os conselhos de Selena, ela não se envolveria com ele e evitaria muita dor de cabeça..




~~


Dianna Hart, mãe de Demi, é uma mulher chantagista e dramática de opinião fraca e influenciável por toda vida pela falecida mãe, Amélia Hart. 


A finada Amélia era uma mulher sedutora e trapaceira que viveu ao comando dos desejos da carne, o que gerou Dianna quando Amélia se apaixonou pelo rico fazendeiro da Califórnia. O homem a rejeitou e entrava em contato apenas para depositar uma gorda pensão para que Amélia criasse a filha, o que não aconteceu já que o dinheiro sustentava as noitadas luxuosas da mulher gananciosa.. Quando o fazendeiro faleceu, a fortuna passou a pertencer à família original, o que não incluía Amélia e Dianna. Sem dinheiro algum e velha, Amélia manipulou a filha ainda adolescente a se deitar com homens ricos, o que a jovem e inocente Dianna fazia sem ter conhecimento que a mãe recebia dinheiro em troca de suas noites calorosas.. 

Mas o que Amélia não esperava era que um antigo namorado se passasse por mais um cliente louco pela beleza da sua jovem filha de dezessete anos, o que na verdade não era nada mais que uma mera vingança por um coração partido e naquela noite Dianna foi violentada sexualmente e agredida, o que gerou Demetria.



~~


Joseph Adam Jonas é um rapaz do interior do Texas que sai debaixo das asas da avó materna, quem o criou, para morar em Nova York em busca de uma vida melhor e trabalhar na Gyllenhaal Enterprise. 


Esforçado, tímido e inteligente, o rapaz de vinte e dois anos tenta se passar despercebido, mas como a timidez é grande, Joe sempre acaba chamando a atenção pelo jeito desastrado e pelo físico atlético que atraí as mulheres quando ele não está vestido com as típicas roupas de nerd. 

~~

Selena Gomez, amiga fiel de Demi, é uma moça doce e simpática de vinte e dois anos que quer o melhor para a amiga. 


Sel, como Demi a chama, é protetora e consegue farejar um problema a metros de distância, e os namorados de Demi estão inclusos no quesito problema... E por mais que Selena alerte a amiga, a mesma nunca a escuta e acaba de coração arrasado em meio às lágrimas em seus braços.  



~~


Jake Gyllenhaal é um empresário poderoso, perigoso e sedutor de vinte e oito anos.



 Jake é herdeiro da Gyllenhaal Enterprise, uma famosa empresa norte-americana de TI fundada por seu querido avô Jason Gyllenhaal, que é misteriosamente assassinado. Com a morte do avô, só resta Jake a assumir a empresa para a surpresa de todos. 



~Nota: outros personagens surgirão conforme o desenvolvimento da história.~

Oie :) Finalmente consegui uma nova internet, passei as férias desconectada do mundo virtual </3 

Então, vamos lá, eu tinha duas fanfics em mente, comecei a escrever uma enquanto ainda escrevia SS, mas não fluiu, ainda quero trabalhar nela, mas agora acho que não é o momento, entãaaao surgiu "Em busca do amor". Particularmente falando, eu estou muito nervosa em relação a essa fanfic, ela é muito diferente das outras que tenho aqui no blog e eu tenho medo de não dar certo, de ninguém gostar, sei lá, estou sendo sincera com vocês. Escrevi sete capítulos até agora, mas como eu sou daquelas que precisa de uma porrada de capítulo para acontecer uma treta, então já estou entrando na primeira treta, ops, segunda, da história :) 

Táa, o que posso adiantar para vocês ~mini spoiler~ A história é Jemi, óbvio \õ/ e se trata de duas pessoas com diferentes problemas, a demi com problemas insuportáveis com o amor, maturidade em determinados aspectos e confiança, e o joe com... sim.. hehehe, ele tem um sério problema
(atentem-se as palavras grifadas, maiúsculas ou em itálico..) que pode colocar tudo a perder, exatamente TUDO. É algo realmente muito sério que vai ser revelado aos pouquinhos durante algumas tretas ou simples capítulos... Ah! O Joe é muito fofo e nerd, ele é muito tímido e já passou por uma senhora barra na vida
 ps. Não se deixem iludir pelo gostoso, digo, Jake, ele é muito, muito, muito mentiroso e um grande filho d.. :)

Espero que vocês gostem de Em busca do amor, um abraço e até o próximo post!

2.2.16

Voltei!

Olá meninas, como vocês estão? Eu estou bem graças a Deus! Então, sumi por conta da minha falta de internet desde dezembro, mas agora estou com internet de novo e nesse tempo eu comecei a escrever a minha próxima fanfic, vou postar a sinopse para vocês hoje ou amanhã, estou muito ansiosa para saber a opinião de vocês. Um abraço em todas, boa noite. 

22.12.15

Aviso

Meninas, estou sem internet, mas já estou adiantando os capítulos! Espero que gostem.. beijos

6.12.15

Oi?

Oi! Alguém por aqui? Não abandonei o blog, ok? A semana de provas da faculdade já acabou e agora eu estou com mais tempo para começar uma nova história.. A sinopse está quase pronta e, não sei se perceberam, eu estou editando alguns capítulos antigos como eu disse que faria no post anterior. Então só vou finalizar a sinopse e começar a escrever o prólogo e alguns capítulos e já posto para vocês, espero ansiosamente que gostem, beeijos! :)

3.11.15

Situação do blog

Olá meninas, como vocês estão? eu estou bem graças a Deus. Então, como todas que acompanham o blog sabem, terminei a minha longa metragem em Staying Strong e por tanto a "série" acabou na quarta temporada (</3). Bem, eu quero continuar com o blog e tenho ideias para duas novas histórias.. Não defini ainda como elas serão em detalhes "profundos", uma delas eu comecei a escrever, mas como ela exige um grande trama e todas aquelas coisas pikas(?), não vai rolar por agora.. Já a outra é mais fácil e eu já pensei em como serão os personagens fisicamente e psicologicamente, montei o cenário em que eles se envolverão.. mas ainda há pontos importantes que eu não defini e que eu não acho interessante começar a fic sem que tudo esteja elaborado para que eu não me perca como aconteceu nas duas primeiras temporadas da minha fanfic principal, que na verdade não tinha nem como exigir "tanto" de mim uma vez que eu ainda estava na escola e mais empolgada que tudo para começar a minha própria fanfic, daí foi uma lástima e um assassinato da língua portuguesa, que graças a Deus eu estou corrigindo os capítulos aos poucos e encaixando melhor os fatos uns aos outros para que o negócio não fique semelhante a GoT... Voltando a nova fanfic, então, os detalhes que eu digo são: eu não sei em que ponto de vista eu vou narrar, eu não sei como será o grande "estopim" por mais que eu o imagine.. eu não sei exatamente como os personagens se envolverão e principalmente eu não sei como montar a parte do Joe, que será um pouquinho mais importante que a Demi nessa fic.. Então, são uma série de não sei... Mas eu estou pensando em tudo, o que me atrapalha é as confusões da faculdade que exige um grande tempo, por isso que os últimos capítulos de SS demoraram tanto para sair. Eu vou tentar organizar a sinopse e talvez uma apresentação decente dos personagens com fotos e tudo, já avisando que vocês vão morrer com o Joe, ele será muito diferente de todos os personagens de todas as fanfics que vocês conhecem e que eu já li.. eu acho imagino né. Então é isso, por enquanto eu vou tentar com calma montar tudo direitinho, postarei a sinopse da fanfic, talvez fecharei o blog para editar o layout e moverei as duas primeiras fanfics do blog para o rascunho para editá-las como eu já comecei fazer.. De qualquer forma manterei vocês informadas sobre tudo. Beijo e uma maravilhosa noite e semana para vocês!!!