13.3.15

Capítulo 53

A noite deveria ter passado num piscar de olhos. Tudo que Demi se lembrava era de estar comendo bolo observando as tantas pessoas conversarem animadamente.. Até que o sono veio e a levou para cessar o seu cansaço. Uau! Quem diria que o dia passado a cansaria tanto! A sua rotina normal costumava ser mais trabalhosa que passar uma tarde fazendo compras, arrumando a casa, o começo da noite num restaurante e depois numa festa surpresa.. Por Deus! Ela era uma cantora, viajava de cidade em cidade por tantas vezes num dia só, passava horas em cima de um palco cantando para milhares de pessoas e às vezes ficava horas e horas tirando fotos e dando autógrafos. Espreguiçando-se, Demi respirou fundo sentindo-se relaxada e com muita preguiça..

   - É você que está fazendo a mamãe dormir pequeno? - Ronronou carinhosamente ainda com tanto sono. Ela tinha certeza que era a gravidez que estava a deixando preguiçosa e manhosa. Não resistindo a cama macia e quentinha, Demi enrolou-se na coberta branca, afundou a cabeça no travesseiro e abraçou Joe por trás colando o corpo ao dele. Quanta preguiça! - Hum.. - Murmurou virando-se de costas para Joe, ela não iria conseguir dormir daquele jeito.. Era uma posição desconfortável.. Ok, durma. Pensou fechando os olhos. Ah não Joe! Num suspirou ele estava a abraçando de lado, o braço pesado sobre a barriga, a cabeça escorada em seu ombro e algo a cutucava na coxa. Por que todo santo dia ele acordava duro? Demi revirou os olhos, fitou o teto por alguns segundos e virou-se para olhá-lo. Parecia tão sereno dormindo. - O que eu faço com você? - Ela o olhava minuciosamente, desde o rosto bonito ao membro que a cutucava. A ideia de fazer amor com ele surgiu em sua mente, mas Demi não sabia se valeria a pena tentar e depois fracassar como estava acontecendo nos últimos dias.. Era tão frustante, até onde aquela situação chegaria? Nunca dava certo oras! Pensar naquilo fez com que o seu coração apertasse e que o sono fosse embora. Não tinha muito o que fazer a respeito... Mas ela esperava que um dia desse certo, e daria, ela tinha fé que sim. - Nós vamos conseguir. - Disse levando a mão ao rosto dele deslizando-a pelo maxilar até o queixo pouco áspero por conta da barba que começara a nascer. O sorriso nasceu em seu rosto ao se lembrar de quando ele era bebê. Joe era tão lindo, tão carismático, o melhor de tudo era que ele ainda carregava aquelas características consigo, não era como se ele crescesse e desenvolvesse uma personalidade masculina forte demais a ponto de apagar o melhor que ele tinha: A graça e a simpatia de uma criança, o sorriso e a felicidade de um menino. Pensar em Joe a fazia sorrir ao se lembrar das palhaçadas dele, de como ele gostava de beijá-la e mimá-la. Então o beijara no rosto e depois pressionara os lábios ao dele demoradamente.

   - Huum.. - Ele murmurou levando a mão em meio a preguiça e o sono para a barriga dela. - Dem. - Ronronou abrindo os olhos.

   - Amor. - Ver os lindos olhos dele fitarem-na e o pequeno e sonolento sorriso surgir nos lábios dele a fez sorrir também. - Ei, eu não queria te acordar. - Disse deslizando lentamente a mão do maxilar aos cabelos da nuca dele.

   - Está na hora? - Perguntou sem conseguir desviar os olhos dos lindos olhos marrons da sua menina.

   - Humm.. - Demi forçou um pequeno sorriso culpado e obrigou-se a olhar rapidamente para o relógio digital sobre o criado-mudo para voltar a olhar para os olhos dele. - Um minuto para tocar. - Eram cinco e quarenta e nove da manhã mais um minuto e então seria cinco e cinquenta para que finalmente o relógio alarmasse escandalosamente para acordá-los para mais um dia.

   - Ainda temos um minuto. - Joe apertou as pálpebras, cobriu ele e ela, mas assim que ele respirou fundo o alarme soou escandalosamente fazendo Demi rir ao ver a decepção estampada na face dele.

   - Bom dia! - Ela disse ainda rindo e ele fez careta.

   - Bom dia minha pandinha. - Demi franziu o cenho confusa, mas sorriu com o beijinho que ganhara na testa.

   - Pandinha? - Perguntou ainda de cenho franzido e ele assentiu a olhando. Hum.. O que ele queria dizer? - Pandinha? - Tornou a perguntar e ele riu escondendo o rosto com as mãos. - Joe! - A noite passada! Ela tinha dormido maquiada. - Que droga. - Disse levantando-se e ele continuava rindo.

   - Ei! Não fica brava. - Pediu sorrindo ao vê-la olhá-lo feio.

   - Eu estou horrível Joseph! - Gritou do banheiro e ele riu se levantando e caminhando até ela.

   - Não acho, está linda. - Ele arregalou os olhos quando ela o olhou feio, mas nada disse, apenas franziu o cenho ao vê-la amolecer. - Demi? Está tudo bem? - Em questão de minutos ele já a segurava nos braços. O rosto rígido e o coração saltando de tanta preocupação.

   - Só estou.. tonta. - Demi aninhou-se ao peito dele sentindo-se tão mole.

   - Vamos, eu vou te levar para o hospital. - Disse tão preocupado, mas ela murmurou um não.

   - Calma, é apenas a minha pressão. - Disse tendo certeza. Na noite passada ela tinha comido pouco, e finalizara a noite com uma bela fatia de bolo e muitos doces.

   - Não, vamos. - Tudo bem, ele estava preocupado, mas não tinha necessidade para tanto.

   - É a minha pressão Joe. - Disse devagar. - Confia em mim amor, eu só preciso comer alguma coisa que não seja doce. - Joe a olhou nos olhos, mas não a soltou, apenas fitava os olhos dela para ter a certeza se deveria obedecer o que ela dizia ou levá-la para o hospital a força.

   - Você não vai me perder, eu prometo. - Disse o olhando nos olhos. - Confia amor, eu prometo. - Mesmo que o sussurro dela fosse fraco, ele fechou os olhos, engoliu seco e assentiu. Confiaria nela. - Você pode cozinhar para mim? Ovos mexidos com bacon ou um misto, o que você preferir. - Joe assentiu prontamente. Faria tudo que ela pedisse.

   - Eu vou te colocar na cama e você vai ficar quietinha. - Demi riu fraco quando ele a pegou no colo estilo noiva e a levou para a cama. - Eu já volto, prometo. Qualquer coisa me grite e estarei aqui num piscar de olhos. - Era apenas fraqueza, Demi tinha certeza que era, pois sentia que mal podia fechar o punho com força. A pressão sempre caia quando ela não se alimentava direito, e como na noite passada abusara dos doces e refrigerantes, o organismo respondera com a baixa pressão.

   - Ei. - Demi sorriu ao ver Daniel na porta do quarto. Os cabelos escuros dele ainda eram uma bagunça, a pele clara era perfeitamente como a dela e os lindos olhos verdes fitavam os dela com preocupação. - Papai disse que você não está bem. - Demi revirou os olhos conforme Dan se aproximava.

   - Não há nada de errado querido, só minha pressão está baixa. - Resumiu levando a mão a coxa dele assim que Dan se sentou próximo a ela.

   - Vou buscar um pouco de sal, sabia que ajuda se você colocar um pouquinho embaixo da língua? - Demi riu assentindo. Existia um garoto mais lindo que o seu menino? Lindo e fofo! - Não vou demorar. - O garoto saiu as pressas a deixando com um sorriso nos lábios. Se ela não estivesse tonta, brigaria com Dan por ele estar sem camisa. Oh sim! Demi odiava vê-los doentes, e quando mais novo, Daniel sempre ficava gripado porque vestia pouca roupa. Tudo bem, estavam na Califórnia, mas às vezes o clima era rude e todo cuidado era pouco.

   - Você foi rápido. - Disse assim que o garoto adentrou o quarto sendo seguido por Buffy. - Ei garoto, fique ai. - Pedira, mas Buffy já estava ao lado na cama e tentava lambê-la.

   - Rapaz! Quieto, a mamãe não vai te dar lasanha agora. - Disse Daniel o empurrando para fora da cama contra a vontade do pobre cão. - Não seja pirracento, depois nós brincamos. - A troca de olhares de Dan e Buffy fez Demi sorrir encantada. Eles se entendiam! Aquilo era tão incrível, a conexão que tinham e como se amavam. Buffy era definitivamente o melhor presente de aniversário que existia. - Coloque um pouquinho embaixo da língua. - Dan entregou o saleiro de cristal para a mãe esperando que ela fizesse como ele ensinara. - Está melhor? - Perguntou assim que Demi fez careta ao colocar uma pitadinha de sal embaixo da língua.

   - Demi? - Mesmo sentindo-se fraca, Demi riu ao vê-lo apenas de cueca, descalço e com o cabelo bagunçado adentrar o quarto segurando uma bandeja. O cheiro era.. Hum.. maravilhoso. - Segure para mim filho. - Dan segurou a bandeja firmemente enquanto Joe se sentava na beirada da cama para examiná-la com os olhos. - Como você está bebê? - Perguntou carinhosamente depois de beijar a testa dela.

   - Dan disse que um pouquinho de sal embaixo da língua iria me ajudar. - Demi sorriu para o filho que os observava com as bochechas um pouco coradas. - Estou seguindo o conselho do nosso filhote. - Joe riu e bagunçou os cabelos de Dan naquela brincadeira boba que eles tinham.

   - Lizzie já acordou? - Perguntou enquanto pegava a bandeja do colo do garoto.

   - Acho que sim.. Ela não me deixa entra no quarto dela. - Demi riu em meio a careta quando Joe cortou um pedacinho do misto e levou até a boca dela.

   - Você também não a deixa entrar no seu quarto. - Disse Joe sobrancelhas arqueadas.

   - Porque ela fica me perturbando mexendo nos meus carrinhos. - Demi tornou a fazer careta quando Joe mal esperou que ela mastigasse e já levara o garfo com um pedaço de bacon para a boca dela.

   - Ei! - Ela murmurou e Dan riu. - Vai com calma. - Joe sorriu sem graça, mas cerrou os olhos ao ver que Dan roubou um pedacinho de bacon.

   - Que é? - Disse o garoto rindo. - Ela também rouba o meu bacon. - Demi esboçou aquele sorriso sapeca. Daniel era a sua cópia! - Vou me arrumar gatinha linda. - Dan curvou-se e a beijou na bochecha com tanto carinho que Demi sorriu de orelha a orelha.

   - Ei! Essa gatinha linda já tem dono, vaza. - Daniel riu da careta do pai e lhe bagunçou ainda mais os cabelos. - Vai acordar Elizabeth, moleque! - Ao vê-lo sorrir Joe se lembrou de quando Dan era apenas um bebezinho muito sapeca que adorava aprontar por aquela casa. - Minha gatinha linda. - Ai como ele era manhoso! Demi riu sentindo cócegas com o beijinho carinhoso que ganhara no pescoço. - Como você está? - Perguntou a ajudando com o copo do suco.

   - Acho que melhor, não me sinto tão mole como estava me sentindo. - Joe respirou fundo um tanto aliviado. Era a pior coisa do mundo ver Demi com aquela carinha de doente.

   - Ainda bem. - Outro beijo na testa dela e então ele pôs-se de pé. - Você vai comer toda  a comida enquanto tomo um banho rápido e me arrumo para ir trabalhar, certo? - Demi assentiu como uma criança enquanto dava uma mordida sutil no misto que segurava com as duas mãos. - Vou te levar para a casa da sua mãe, não é bom você ficar sozinha aqui em casa bebê. - Ele foi tomar banho e ela não contestou, comeu o misto pacientemente assim como bebericou o suco, comeu os ovos mexidos junto ao bacon. Estava uma delícia! E parecia que o rápido café da manhã só a deixara com mais fome. Falar em delícia... Os olhos arregalaram-se.. O coração disparou.. Os seios pareciam mais pesados e o tecido da camisa incomodava os seus mamilos duros.. E entre as suas coxas o calor instalou-se para deixá-la louca! O peito moreno era largo e forte, os braços bem curvados com aqueles lindos músculos perfeitamente trabalhados.. As pernas e as coxas grossas eram convidativas.. Demi olhou para os olhos dele e engoliu seco ao perceber que eles estavam sobre ela.. Diabos! Que homem gostoso!

   - Oi. - Ela disse envergonhada. Pare de encará-lo! Não é como se você nunca tivesse visto nada daquilo.. Ou melhor, nunca tivesse experimentado todas as loucuras com ele.

   - Oi. - Ele disse rindo das bochechas vermelhinhas dela enquanto passava as mãos nos cabelos molhados. - A água está uma delícia, não quer tomar um banho? - Ela assentiu timidamente. Um banho gelado de preferência.. - Dem? - Chamou. A vontade de Joe era de agarrá-la e enterrar-se no interior quente e escorregadio dela.. mas ele estava atrasado e preocupado demais com a saúde de Demi.

   - Claro, mas eu preciso fazer o café da manhã primeiro. - Aproveitando que Demi caminhou em sua direção, Joe a envolveu com os braços num abraço de urso tão carinhoso.

   - Eu já fiz o café da manhã princesa. - Disse a olhando nos olhos e sorrindo. - Vamos, vá tomar o seu banho, tenho certeza que você se sentirá melhor. - Demi assentiu sorrindo. Um banho iria ajudá-la a relaxar. - Ou você quer que eu te dê banho. - Oh sim! Seria maravilhoso se aquilo acontecesse.. Ela ansiava em sentir as mãos dele correndo ousadamente por seu corpo curvado e bonito.. E quem sabe a boca dele não poderia ajudá-la a distrair um pouquinho a beijando em todos os lugares..

   - Acho que posso fazer isso sozinha. - Disse corada. Joseph. Trabalho. Atrasado. Aquelas palavras não combinavam de forma alguma com o que ela planejara em sua mente.

   - Tem certeza? - Ele perguntou sorrindo daquele jeito que a deixava ainda mais sem graça.

   - Tenho. - Depois de pressionar os lábios aos de Joe, Demi correu para o banheiro o fazendo rir.

Que a verdade seja dita! O banho caíra do céu! Demi sentiu-se tão bem depois de tomá-lo, quase perdera a noção do tempo e contra a sua vontade, depois de se ensaboar várias vezes, cessara a água do chuveiro, secou-se e enrolou-se na tolha branca. Deus! Ela era outra pessoa.

   - Ei meu amor, você está crescendo. -Sorriu emocionada olhando-se no espelho. A barriga estava um pouquinho maior.. O seu bebê estava crescendo! Era tão maravilhoso saber que o seu bebê tinha sido forte o suficiente desde o início e que ele continuava crescendo tão saudável e cheio de vida. Não tinha melhor razão para uma mãe não sorrir de orelha a orelha como ela sorria. - A mamãe está muito orgulhosa de você. - Disse enquanto vestia um leve e confortável vestido de cor rosa clara com estampa de corações de cor rosa alguns tons mais escuros que o rosa do vestido.

   - Mamãe? - Elizabeth adentrou o closet sorrindo ao vê-la arrumar os cabelos para prendê-los num coque casual. - Você está melhor? O papai disse que a sua pressão estava baixa. - Demi assentiu enquanto calçava as sapatilhas.

   - Comi doce demais ontem na festa do seu pai, dai junta com a gravidez. - Lizzie assentiu escolhendo uma paleta com diversos tons de blush e logo aplicara o blush cor de rosa nas maçãs do rosto da mãe.

   - Papai está tão preocupado. - Comentou a menina repousando a paleta sobre a penteadeira. - Ele não parou de falar de você um minuto sequer. - Demi riu enquanto verificava se tudo que ela precisava estava na bolsa.

   - Meninas, nós estamos atrasadas. - Disse Daniel adentrando o closet.

   - Você pode me emprestar o seu notebook? - Perguntou Demi a Daniel guardando o pacote bonito onde estava o presente de aniversário de Anne na bolsa. 

   - Claro, você ainda sabe qual é a senha? - Perguntou o garoto enquanto eles caminhavam para fora do closet e logo para fora do quarto.

   - Ainda é aquela? - Às vezes Demi pegava emprestado o notebook de Daniel apenas para jogar. Era o que ela fazia. Escolhia um daqueles jogos legais que mais chamava a sua atenção e tentava jogar. Deus! Quando ela aprendia as técnicas do jogo Joe tinha que adverti-la, pois Demi não queria mais desgrudar do jogo.

   - Sim, ainda é aquela senha. - Daniel adentrou o quarto e rapidamente pegou o notebook sobre a escrivania. - Nós podemos instalar alguns jogos no seu notebook. - Disse e Demi assentiu enquanto eles desciam os degraus da escada.

   - Nós começamos a instalar, mas não deu tempo. Você se lembra? - Daniel franziu o cenho e assentiu depois de forçar a memória. Antes da turnê mundial, ele, Elizabeth e Demi passaram o dia juntos. Brincaram, cozinharam e se mimaram muito já que Demi ficaria muito tempo fora de casa, iria apenas visitá-los nos feriados, claro, se ela estivesse por perto.

   - Só me lembro de Elizabeth chorando como um bebê no dia seguinte. - Disse para pirraçar a irmã e Demi riu abraçando a menina de lado. Elizabeth sempre chorava quando tinha que ficar longe da mãe ou do pai. Segundo ela, não tinha como se sentir segura longe de um deles.

   - Não enche. - Disse para o garoto. - Papai está nos esperando, vamos. - Durante todo o caminho até a casa de Dianna, Demi dizia que ela estava bem, pois Joe não parava de perguntar como ela estava se sentindo, se estava tonta, se estava com calor, se o ar condicionado estava a incomodando. Ele simplesmente se importava e queria que ela ficasse bem.

   - Esperam no carro, nós estamos atrasados. Vou apenas cumprimentar Dianna. - Joe sorriu sapeca quando Demi abriu a porta traseira do carro para dar um abraço coletivo em Dan e Lizzie. Será que ela tinha noção que ele podia ver o bumbum dela e a calcinha branca de bolinhas pretas? - Como você está? - Ele perguntou depois que tocaram a campainha.

   - Eu estou bem Joe. - Ela revirara os olhos! 

   - Eu só estou preocupado com você querida. - Demi o olhou nos olhos e lembrou-se do dia que ela tinha acordado daquele longo sono.. Na verdade de quando ela tentava conversar com o médico e tudo que saia eram palavras emboladas.. Só sabia que tinha acordado do coma de um mês, e que quando Joe a viu, ele chorou muito e a abraçou calorosamente.

   - Merda. - Murmurou pondo-se na ponta dos pés para envolver o pescoço e ser envolvida pelos braços dele. - Eu te amo. - Sussurrou para a confusão dele, mas Joe sorriu mesmo sem entender porque ela dizia que o amava naquela hora..

   - Eu também te amo minha pequena. - Joe não espero que ela o fizesse. Segurou-a firmemente pela cintura colando mais o corpo dela ao dele, admirou o marrom dos olhos femininos e cobriu aqueles lindos lábios com os seus iniciando um beijo fantástico que o deixou completamente arrepiado da cabeça aos pés. Como ela conseguia deixá-lo louco daquela forma..? Ele apenas intensificou o beijo movimentando a língua contra a dela no mesmo ritmo da suave caricia que Demi fazia no cabelo de sua nuca.

   - Está calor hoje.. - Demi arregalou os olhos e soltou-se de Joe tão corada ao ver Dianna os encarando.

   - Hum.. bom dia. - Disse Joe tão corado quanto Demi. - Eu vim trazê-la. - Disse depois de segundos de silêncio onde Dianna apenas os encarava de sobrancelha arqueada.

   - Eu percebi. - Demi corou, mas não deixou de rir ao ver Joe atrapalhar-se com as palavras. Ele era tão fofo!

   - Demi estava com a pressão baixa quando acordou, resolvi trazê-la para ficar com você porque não quero que ela fique sozinha, é perigoso. - Disse num disparar de palavras.

   - Está tudo bem. - Dianna lançou aquele olhar preocupado de mãe na direção de Demi. Era apenas uma tontura oras!

   - Eu tenho que ir. - Demi o olhou como uma criança prestes a chorar. - Cuida do meu bebê. - Dianna sorriu ao vê-lo abraçar Demi carinhosamente e beijá-la na boca depois de uma série de beijinhos de esquimó. - Eu te amo Dem. - Sussurrou aspirando o sutil cheiro do perfume dela, depois despediu-se de Dianna educadamente e caminhou até sumir sem deixar de olhar para ela.

   - Demetria. - Dianna quebrou aquele transe que Demi se encontrara. - Está tudo bem? - Perguntou a puxando para dentro de casa.

   - Está. - Murmurou. Droga, ela já estava morrendo de saudades de Joe.

   - Você já se alimentou hoje? - Perguntou preocupada e Demi assentiu.

   - Joe fez o café da manhã, estava uma delícia. - Ah não! Porque Dianna tinha a sobrancelha arqueada e aquele sorrisinho malicioso nos lábios?

   - E resolveram estender a festinha particular de vocês na porta da minha casa? - Vermelha! Demi estava vermelha de tão envergonhada.. Mas Deus! Como ela queria que aquilo fosse verdade.

   - Mãe! - Repreendeu-a lutando para não rir. - Não teve nada disso. - Disse envergonhada.

   - Sei.. - Demi corou ainda mais e Dianna riu a abraçando. - Eu só estou brincando. - Disse para o alivio de Demi. - Aliás, como vocês estão? O Joe está tão diferente.. Eu estou amando esse lado mais apaixonado e bobo dele. - Joe sempre foi todo cuidadoso quando se tratava da família, principalmente de Demi. Ele a mimava e a protegia da melhor forma que existia, não arriscaria perdê-la mais uma vez.

   - Nós estamos.. hum, bem. - Disse. E era verdade. A relação deles estava tão gostosa.. Por mais que ainda não tinham sexo, era tão bom poder namorar e brincar como estavam fazendo. Aquilo funcionava bem e para Demi estava sendo bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque era a prova que Joe havia mudado, que ele não resolvia mais os problemas deles com sexo, que ele tinha paciência e maturidade para saber esperar. E ruim porque ela o queria. Sim, ela o queria tanto que chegara a doer. - Ele é tão fofo. - Dianna riu do olhar de adolescente apaixonada de Demi que nunca se perdera em meio a aqueles anos que estavam casados.

   - Estou feliz por vocês. E como está o menininho da vovó? - Demi sorriu pensando em seu bebê e desejando que ele nascesse logo para que ela pudesse protegê-lo em seus braços.

   - Fala para a vovó que você está crescendo bebê. - Disse acariciando a próprio barriga. - Você acredita que o Joe já fala de outro bebê? - Comentou enquanto elas caminhavam para a cozinha

   - Já? O bebê ainda não nasceu. - Disse surpresa.

   - A senhora sabe que ele adora bebês. - E Demi o adorava como pai. Ele era tão carinhoso e brincalhão.

   - E você? Quer ter mais um bebê? - Demi beijou a bochecha do pai e o abraçou antes de sentar-se a mesa. Outro bebê..

   - Ah, eu.. Se acontecesse não seria ruim.. longe disso, mas ter dois filhos bebês não é brincadeira. - Daniel e Elizabeth eram bebês fofos, adoravam brincar.. mas ter duas crianças de pouca diferença de idade era tão trabalhoso, ainda mais para Demi que tinha uma vida profissional que exigia muito. - Passei muito sufoco quando Elizabeth e Dan eram bebês. - Ela esperava que agora, depois de grandes, Dan e Lizzie ajudassem com o bebê.

   - Daniel quando era pequeno.. - Comentou Eddie nem precisando completar a frase que Demi já ria. Daniel era um caso.. humm.. Ele era tão fofo, porém tão inquieto e danado. Adorava mexer em suas roseiras, quebrar os vasos de cristal e mexer onde não deveria. Deus! Tinha sido tempos difíceis até que o seu garotinho entendesse a palavra "não". - E quando Lizzie começou a andar. - Resumindo, mais vasos quebrados, paredes riscadas, roseiras destruídas, flagras do pai e da mãe aos beijos.. sem contar os violões de Joe que tinham as cordas de nylon arrebentadas. E a culpa era de Buffy. 

   -  Eles não eram tão terríveis assim. - Demi riu de si mesma, ora eles eram um pouquinho dela e um pouquinho de Joe.. Por isso eram tão danados. - Tudo bem.. Onde está a nossa menina? - Perguntou ao pai.

   - Anne está dormindo? - Perguntou Eddie a Dianna.

   - Está. Ontem foi tão cansativo para ela. - Comentou Dianna servindo café para Demi.

   - A festa acabou que horas? Eu acabei dormindo. - Ela tinha se esquecido de perguntar a Joe, ou melhor, não tivera a oportunidade já que a pressão baixa a deixou tão preocupada assim como Joe.

   - A hora exata nós não sabemos, mas assim que cantamos parabéns você sumiu e depois o Joe desceu pedindo para diminuir o volume da música, dai as pessoas começaram a ir embora e segundo Anne, Bryan contou que Joe obrigou Nick e Kevin a limpar a bagunça. - Disse Eddie. Oh droga! Demi não duvidara que Joe faria algo como aquilo.. mas não esperava que ele o fizesse..

   - Por isso que a casa não estava tão caótica. - O sono tinha sido tão profundo e a preocupação a deixara tão alheia a tudo que nem percebera que tudo estava em ordem. - Posso acordar Anne? - Perguntou ao se lembrar da conversa que tivera com a irmã.

   - Não senhora, deixe Anne dormir até mais tarde. - Comentou Dianna e Demi mostrou língua. - Você também pode dormir se quiser ou me ajudar com o almoço e a escolher um bolo para a sua irmãzinha. - Bem, Demi fez um pouquinho de tudo. Cochilou no sofá da sala enroscada a mantinha que Dianna a cobrira depois que jogara no notebook de Daniel, quando era mais tarde ajudou a mãe a fazer o almoço enquanto elas escolhiam o modelo de um bolo, o recheio e a massa do mesmo e depois saíram para encomendá-lo junto aos docinhos.

   - Anne! Feliz aniversário! - Gritou Demi assim que Dianna abriu a porta e elas encontraram a garota descendo as escadas ainda de pijama e com muito sono. - Ei! Feliz aniversário! - Anne fez careta quando Demi a abraçou calorosamente, mas acabara a abraçando também. Ela só não precisava gritar.

   - Ei Dem. - Disse a menina ainda sonolenta e Demi riu.

   - Oi meu amor, feliz aniversário. - Anne riu e a abraçou com mais força. - Eu te amo muito minha pequena. - Dianna as olhava com lágrimas nos olhos. As suas meninas eram tão unidas, uma protegia e respeitava a outra, a relação delas era tão especial. Demi sempre tinha cuidado de Anne como se ela fosse sua filha, e Anne a respeitava.

   - Eu também te amo Dem. - Disse a menina com um sorriso de orelha a orelha a abraçando. Demi era a sua maior inspiração, Anne pensara que se um dia ela fosse ao menos metade de quem Demi era, a vida valeria a pena. - Mãe? Por que você está chorando? - Perguntou assim que elas partiram o abraço. Dianna a abraçou calorosamente desejando feliz aniversário e depois puxou Demi para o abraço.

   - O café da manhã está te esperando. - Disse Dianna assim que elas partiram o abraço. Aquele tempo que eles tinham em família era tão maravilhoso, Demi voltara a ser adolescente e até mesmo criança com os mimos do pai e da mãe, ela se sentia protegida e incrivelmente amada. Estar junto com Eddie, Dianna e Anne a fez lembrar-se da sua família e a saudade a consumiu de uma forma avassaladora e tudo que Demi fez foi conversar com o seu pequenino enquanto observava Anne, conversar animadamente com os pais vez ou outra tentando inclui-la a conversa.


"Eu sinto a sua falta" - Enviou a mensagem para Joe. Poucos minutos depois ele a respondera.

"Eu sinto mais" - A resposta a fez sorrir. Se ele soubesse como ela o queria em todos os sentidos.

"Quero você.." - Enviou. "Muito.." - Enviou depois de muita coragem.

"Você está me deixando louco.. mesmo por uma mensagem.. Eu também quero você <3" - Se ele soubesse que estava a deixando louca apenas de olhá-lo.. - "Na cama, no banheiro, na escada, no balcão da cozinha, no sofá, no tapete, no closet, na garagem.. no banco traseiro do meu carro, na piscina, em cada uma das nossa espreguiçadeiras, no quartinho da bagunça.. E nós podemos finalizar a nossa aventura >do dia< no terraço com a linda vista do por do sol enquanto você goza gritando o meu nome." - Droga! Mordera o lábio inferior com tanta força que pensara que tinha o ferido.. 

"Ideia fantástica amor." - Demi sorriu se lembrando das vezes que eles fizeram amor em todos aqueles lugares.. Era um orgasmo melhor que o outro.

"Nós não vamos deixar toda a vizinhança dormir.. Droga.. Tenho que parar de pensar nessas coisas.." - Demi riu imaginando a situação que ele já se encontrara.. pronto para ela assim como ela estava pronta para ele.

"Vou deixá-lo trabalhar em paz.. Nós podemos resolver as nossas transas na nossa cama.. hoje. Eu te amo Joseph."

"Então está combinado.. hoje. Eu te amo Demi! ps. Mime o nosso bebê por mim, infelizmente trabalho até às seis.". - Ela o esperaria, valeria a pena..

As próximas horas se resumiram ao almoço e a pequenina e particular festa de Anne. Dianna ligava para os parentes mais próximos e algumas vezes discutira com a confeiteira sobre o bolo. E Demi, como sempre, gargalhou ao ver a mãe brava. Ajudar Anne a escolher uma roupa demorou horas, Demi até cochilara sobre um monte de roupas, e depois que elas escolheram uma roupa, ajudaram Dianna com os docinhos, Demi não perdeu a oportunidade de comer alguns escondidos, e então elas aguardaram o bolo e os salgados chegarem.

   - Eu atendo. - Disse Demi assim que a campainha soou. Ela adoraria ver Dianna discutir com a confeiteira, mas sabia que não daria nada certo caso acontecesse. - Opa. - Foi impossível não sorrir ao ver Bryan todo arrumado com um buque de rosas vermelhas, uma caixa de bombons e um pacote que Demi já estava curiosa para abri-lo. Ele estava tão lindo! Os olhos azuis eram hipnotizantes, lindo como os da mãe. Os cabelos perfeitamente cortados e penteados o deixava incrivelmente charmoso assim como a camisa branca, a fina gravata preta e a calça e os sapatos pretos e sociais.

   - Humm.. Oi. - Disse o garoto rindo com o olhar engraçado da tia.

   - Oi. - Demi arqueou as sobrancelhas fazendo Bryan rir ainda mais. - Eu não vou ganhar o meu abraço e o meu beijo? - Bryan olhou para o buquê de rosas, a caixa de bombons e o pacote como se aquilo explicasse tudo.

   - Senti a sua falta. - Disse Demi assim que o garoto a abraçou e a beijou no rosto.

   - Eu também senti a sua falta. Como está o bebê? - Perguntou sem deixar de sorrir.

   - Está ótimo. - Demi sorriu para o garoto e tornou a arquear as sobrancelhas o fazendo rir. Ela não sabia se estava mais assustada com o tamanho que Daniel estava ou com o tamanho de Bryan. Deus! Eles eram dois garotos que ainda completariam dezessete anos e já estavam tão.. adultos para a idade. - Vou chamar a sua namorada. - Em questão de segundos ela chamara Anne, que se emocionou ao ver o namorado.

   - Vamos deixá-los a sós. - Disse puxando Dianna para a sala.

   - Eu tenho a impressão que a senhorita sabe de alguma coisa que eu não sei. - Disse Dianna a olhando minuciosamente. Por que as mães tinham aquele instinto? Demi revirou os olhos e negou em todas as oportunidade que Dianna tentara descobrir alguma informação.. Ela jamais diria a mãe sobre Anne e Bryan.

   - Está tocando. - Disse assim que a campainha soou. Sim, ela não daria a oportunidade de Dianna abrir a porta. Demi piscou para Anne assim que a viu conversar timidamente com Bryan, estavam sentados nos primeiros degraus de subida da escada ambos tímidos, porém tão grudados. - Ei! - O sorriso dela foi de orelha a orelha ao ver quem era. Joe e as crianças junto com Jenny e Eric. Demi os abraçou calorosamente os cumprimentando. - Pensei que você sairia seis horas do trabalho. - Joe sorriu sapeca ao vê-la com as mãos na cintura.

   - Surpresa? - Disse rindo. - Vem cá bebê. - Demi lutou para não sorrir e fingir-se de brava, mas foi inevitável, deixou que ele a puxasse e a beijasse na barriga carinhosamente para dizer um oi para o seu bebê. - Como você está princesa? - Perguntou envolvendo a cintura dela com os braços.

   - Melhor. - Disse espalmando o peito dele com as mãos. - Você está muito bonito. - Diferente da roupa social que o deixara incrivelmente sexy, Joe vestia uma típica camisa xadrez vermelha com detalhes pretos, calça jeans escura e calçava sapatênis pretos.

   - Humm. - Murmurou a beijando na bochecha. - Você também está muito bonita. - Elogiou encostando a testa a dela. - E eu gosto da sua calcinha branca com bolinhas pretas. - Demi estava boquiaberta e corada, como ele sabia que ela usava calcinha branca com bolinhas pretas? - Eu quero tirá-la. - Diabos! Demi olhou para os lados para certificar que ninguém os via ou podia escutá-los.

   - Você está me espiando? - Perguntou dando um tapa no braço dele.

   - Não faz isso bebê. - Murmurou todo manhoso a beijando no pescoço. - Foi sem querer. - A mão dele quase roçando o bumbum dela não era sem querer.. Ao menos se estivessem sozinhos. - Dem, me dá um beijo. - Demi revirou os olhos, mas acabou aninhada a ele quando o beijou na boca devagar e com calma.

   - Eu não deveria te beijar. - Sussurrou nos lábios dele. - Só porque você está me espiando. - Disse puxando a mão dele de seu bumbum.

   - Não? - Joe olhou para os lados, arqueou a sobrancelha esquerda ao olhar para Demi e a empurrou para um canto onde eles não podiam ser vistos, já que as plantas os protegiam.

   - Joseph! - Gemer não estava em seus planos, mas sentir as mãos dele apertando o seu bumbum e a boca correr por seu pescoço era a melhor sensação que existia.

   - Quietinha.. Vamos aproveitar enquanto ninguém ainda não sentiu a nossa falta. - As mãos dele a apertavam com tanta vontade correndo do bumbum para os seios, onde ele apertava delicadamente enquanto a beijava na boca. - Você é uma delícia bebê. - Sussurrou e logo mordiscou a orelha dela enquanto a imprensava com o seu corpo contra a parede a fazendo gemer de deleite. - Hum.. - Murmurou quando sentiu a pequena mão dela o apertar no bumbum e então subir por suas costas largas e adentrar os cabelos de sua nuca os enlaçando em seus dedos.

   - Ei, não faz isso. - Disse rindo ao sentir cócegas por conta dos beijos dele em seu pescoço.

   - Por que bebê? - Perguntou sorrindo sapeca a olhando nos olhos. 

   - Faz cócegas. - O sorriso dela o fez sorrir bobo, Joe subiu uma mão antes no bumbum de Demi para a cintura dela e outra para o rosto bonito o acariciando lentamente.

   - Eu amo o seu sorriso. - O sorriso dela só aumentou, as bochechas coraram e ela teve que olhar para outro ponto que não fosse os lindos olhos dele. - É incrível como você ainda sente vergonha depois de tudo que nós já vivemos juntos. - Demi riu ainda envergonhada e pressionou os lábios nos dele carinhosamente.

   - Eu amo você. - Disse o olhando nos olhos. - E eu realmente não sei porque sinto vergonha.. mas isso não é ruim.. Sabe, é aquela típica sensação de ter borboletas no estômago, não parar de pensar na pessoa que você ama, não saber o que fazer ou dizer quando está com a pessoa... ficar com as bochechas coradinhas. - O sorriso dele era tão bobo que Demi teve que rir tão envergonhada encostando a cabeça em seu peito. - Eu me sinto tão amada e feliz. - Sussurrou e o sorriso dele alargou-se ainda mais.

   - Você também me faz sentir como um adolescente bobo apaixonado. - Disse roçando o queixo dela com a ponta dos dedos para poder olhar nos olhos marrons. - Me dá um beijinho baixinha linda. - Disse fazendo bico e Demi riu gostosamente enlaçando o pescoço dele com os braços, beijou o rosto dele carinhosamente e só depois uniu os lábios com tanta paciência e paixão.

   - Ei! Eu disse que tinha escutada a risada dela. - Flagrados! Demi encostou a cabeça no peito de Joe enquanto ria. Ora, ela não tinha coragem de olhar para Selena e Miley. - Você me deve cem dólares. - Era a voz de Selena e Demi aninhou-se mais a Joe.

   - Depois vocês não reclamam quando são zoados. - Disse Miley.

   - O que está acontecendo? - Oh droga! Agora era a voz de Nick.

   - Ei! Nós estamos tendo uma conversa.. séria, ok? - Disse Joe rindo e Miley arqueou as sobrancelhas. - É sério, não é bebê? - Ah! Ele não resistiu quando ela o olhou toda coradinha sem deixar de sorrir e a beijou brevemente.

   - Sim, muito sério. - Murmurou contra o peito dele o fazendo sorrir.

   - Nós vamos fingir que não vimos vocês tendo a conversa séria. - Disse Selena rindo e puxando Miley consigo.

   - É melhor nós irmos. - Disse Demi o abraçando com mais força. Sim, era melhor eles entrarem.. mas ela queria tanto ficar com ele a sós.

   - Sim, é melhor. - Eles acabaram se beijando e logo rindo, mas saíram daquele cantinho que os acobertava até antes de Selena e Miley os flagrarem. - Vamos buscar o presente de Anne? Eu o deixei no carro. - Demi enlaçou os dedos aos dele e eles caminharam vez ou outra conversando sobre o bebê e as crianças e como elas cresciam rápido demais.

A festa de Anne estava tão divertida, e como sempre Demi foi o motivo de zoeira. Deus! Miley já era terrível por natureza, mas quando juntava com Selena.. Era como aquele velho ditado: tudo que está ruim pode ficar pior.. Por muitas vezes Demi ficara corada, encolhia-se no peito de Joe e não tinha coragem de olhar para Lizzie e Daniel, mas era divertido, ela adorava ser o assunto da vez, brincar com as amigas como elas faziam quando eram adolescentes e se lembrar das coisas que aprontara ao lado de Joe. Mais tarde quando era hora do parabéns Anne parecia a garota mais feliz do mundo, os olhos azuis chegaram a brilhar de felicidade, o sorriso não saia de seus lindos lábios avermelhados enquanto todos cantavam parabéns animadamente. Oh! O bolo! Havia demorado para chegar, Dianna discutira mais uma vez ao telefone com a confeiteira fazendo Demi gargalhar que chegara ficar vermelha, mas no final tudo deu certo e o primeiro pedaço foi super disputado por Demi e Bryan. Demi o queria porque ela estava faminta, grávida e mimada. E o bolo parecia fantástico!

   - Ei gatinha. - Joe a abraçou de lado. - Eu quero um pedacinho do seu bolo. - Demi arqueou as sobrancelhas e negou. Diabos! Grávida e mimada! - Demi, qual é? - Disse tentando roubar um pedacinho, mas ela acertou o dedo dele com o inofensivo garfo de plástico.

   - Não, me deixa. - Disse emburrada. - Joseph, não. - Porque ele era tão pirracento? Demi tentou o empurrar, mas ele a beijou calorosamente.

   - Olha o namoro em público... - Cantarolou Miley para pirraçá-los.

   - Joe! Chato. - Choramingou quando ele realmente roubou um pedaço do bolo e riu maliciosamente correndo para longe dela.

   - Quer um pedacinho do meu bolo? - Demi assentiu aceitando um pedacinho do bolo de Dan, ora, ela ainda iria se vingar de Joe. Ele tinha aquela péssima mania de pirraçá-la sem limite algum.

Ficar em estado de alerta enquanto comia o bolo e os docinhos foi o que Demi mais tinha feito já que Joe sempre estava a rondando como um tubarão faminto. Mas ela sabia que Joe estava apenas brincando já que ele sempre fazia aquilo. Fazia parte do lado bobo dele, ele adorava pirraçá-la, publicar fotos engraçadas dela em sua rede social, fazê-la ficar vermelhinha na frente de todos e agarrá-la nos lugares mais improváveis. Mais tarde, depois de ressentimentos por causa de pedaços de bolos, Demi e Joe trocaram alguns beijos, conversaram com Nick e Kevin sobre música enquanto as meninas os perturbavam.

   - Vamos para casa? - Sussurrou Demi no ouvido dele.

   - Tudo bem? - Perguntou depois de roubar um selinho demorado.

   - Eu só quero ir para casa amor.. - Tornou a sussurrou no ouvido dele já que o barulho da música casual e da conversa animada não os deixava ouvir perfeitamente. - Está ficando tarde e eu quero aproveitar o nosso tempo juntos. - Os olhos de Joe brilharam e a ideia fez o seu coração acelerar.. Deus! - Vamos? - Disse mordendo o lábio inferior e logo esboçando um sorriso sensual.

   - Vamos, vou chamar as crianças. - E ele o fez depois de beijar a boca dela. Dessa vez Demi esperava que tudo desse certo.. Bem.. Claro, ela esperava que tudo desse certo.. mas não que o trânsito de Los Angeles os prendessem por uma hora em um lugar só. Já não sabiam mais o que conversar, Elizabeth cochilava com a cabeça encostada no ombro de Daniel e o garoto trocava mensagens com Jenny, supos Demi. Tinha ficado combinado de Eric deixar Jenny em casa, já que a casa de Jenny era caminho para a casa do rapaz. Mais alguns minutos parados, Joe tinha a cabeça encostada no volante enquanto tentava não pensar no quão frustante a sua vida sexual tinha se tornado.

   - Atalho à direita. - Disse Demi tão cansada de ficar quieta. Demorou muito para que os carros seguissem caminho, mas uma vez que fizeram Joe guiou o carro para casa tranquilamente tão aliviado. Água e ração para os cachorros, Daniel e Elizabeth em seus respectivos quartos e bem.. Ah! Ora ele apertava o bumbum dela enquanto a beijava calorosamente ora ele apertava os seios enquanto mordiscava o pescoço.

   - Você por cima? - Disse assim que Demi o empurrou e ele caiu na cama de costas para o colchão tendo a visão maravilhosa dela partindo para cima dele. Demi fizera questão de deixar os seios a poucos centímetros da boca dele enquanto arrumava os cabelos que a atrapalhava.

   - Amor.. - Gemeu quando os dedos dele invadiram a calcinha branca com bolinhas pretas para provocar a entrada úmida e escorregadia e o clítoris já excitado. - Joseph.. - Demi franziu o cenho e escondeu o rosto no pescoço dele sentindo a carícia ousada levá-la as alturas a cada vez que ele rodeava a entrada com a ponta do dedo ameaçando penetrá-la. - Joseph.. vai. - Implorou num sussurro o olhando nos olhos.

   - Quero você mais molhadinha bebê. - Como ele esperava, os seus dedos deslizaram um pouco mais assim que ela ficou mais excitada. Era o paraíso! Joe a beijou ainda no seio coberto pelo vestido enquanto deslizava os dedos na entrada tão escorregadia que o cada vez mais ansioso para enterrar-se nela.

   - Joe.. - O gemido de menina dela o deixou louco assim que a penetrara com um dedo logo o retirando. Demi tratou de esconder o rosto cada vez mais no pescoço dele, mas assim que o vez. Oh droga! Os olhos arregalaram e antes mesmo que ele pudesse provocá-la mais uma vez, Demi correu para o banheiro sentindo-se completamente enjoada por conta do perfume, mesmo que leve, de Joe. Diabos! Ela apoiou as mãos no assento do vaso sanitário e vomitou sentindo-se tonta e muito enjoada.

   - Demi? - A primeira coisa que Joe fez foi segurar os cabelos dela enquanto ela vomitava. - Respira fundo. - Disse assim que o vomito finalmente cessou.

   - Me deixa sozinha. - Pediu sem olhá-lo, porém Joe podia ver como ela estava ofegante e pálida.

   - Dem, está tudo bem. - Disse sem graça.

   - Me deixa Joseph, eu preciso ficar sozinha. - Pediu mais uma vez. Ela estava tão frustrada e chateada que ele preferiu respeitar o que ela pedira e saiu do banheiro encostando a porta. Porque as coisas tinham que ser daquele jeito? Joe sentou-se a beirada da cama com o olhar fixo no lençol de seda vermelho. Era tão frustrante.. O que ele iria fazer? O coração partiu-se ao ouvir o choro dela, ele simplesmente odiava quando ela chorava porque geralmente ele não podia fazer nada para reverter a situação.. Eles iriam conseguir, Joe tinha fé que iriam.. Só era preciso ter muita paciência.. Quando o barulho do chuveiro soou, Joe respirou fundo um tanto aliviado..

   - Oh bebê.. - Sussurrou com tanta vontade de abraçá-la, mas ele tinha aprendido naqueles tantos anos de casados que havia momentos que cada um precisava do seu tempo e que o outro tinha que respeitar as decisões do seu parceiro. Pensando em ajudá-la, Joe destrancou a porta do quarto e caminhou para a cozinha para preparar leite com biscoitos para Demi, ela não poderia dormir de estômago vazio. - Ei, está melhor? - Perguntou assim que adentrou o quarto e a flagrou saindo do banheiro enrolada numa toalha branca que a deixava tão sexy.

   - Estou. Obrigada. - Um sorriso forçado antes de entrar para o closet não era tão ruim.. Joe descalçou os sapatênis e desabotoou a camisa xadrez logo a tirando e deitou-se na cama para fitar o teto. Quem diria que fitar o teto se tornaria um dos seus passatempos preferidos?

   - Leite e biscoitos. - Disse assim que escutou a porta do closet se abrindo e leves passos em direção ao banheiro.

   - Eu não estou com fome. - Levantando-se, Joe a olhou e deu leve tapinhas no lugar ao seu lado esquerdo que, com muita relutância foi preenchido por Demi.

   - Você tem que comer, se ficar com o estômago vazio a sua pressão vai cair. - Rebelde. Demetria sempre fora rebelde, odiava fazer o que era recomendado, seguia as suas próprias regras sem se importar se elas estavam corretas ou erradas, um dos motivos pelo qual tivera uma adolescência cheia de problemas alimentares. - Coma Demi. - Pediu repousando o prato no colo dela e lhe entregando o copo com leite.

   - E se.. - Sussurrou..

   - Você está grávida do nosso filho, é completamente normal que tenha enjoos até um determinado mês. Não se envergonhe disso. - O tom dele era sério. Demi assentiu e pôs-se a beliscar os biscoitos sem interesse algum, mas se tratando dela, Joe deixaria passar já que conhecia muito bem aquela peça.. - Vou tomar banho. - Disse e depositou um beijo na testa dela.

Daniel ouvira múrmuros e a porta do quarto dos pais sendo aberta.. Será que estava tudo bem? Preocupado, o garoto calçou as sandálias, tomou todo o cuidado do mundo ao abrir a porta do quarto e olhou para o lado esquerdo e o direito antes de caminhar para perto do quarto dos pais. Por que ela estava chorando silenciosamente? Daniel não soube se deveria se aproximar ou não, será que eles tinham brigado?

   - Dem? - Dan escondeu-se ao ver o pai sair do banheiro vestido apenas com um short de dormir. Pelo tom de Joe, eles não tinham brigado.. - Ei princesa, não chora. - Daniel arriscou espiá-los um tanto intrigado. Agora eles estavam em pé e se abraçavam. - Não chora, por favor. - Pediu carinhosamente secando as lágrimas dela.

   - É tudo culpa minha Joe. - Demi chorou ainda mais quando ele a olhou nos olhos.

   - O que é culpa sua bebê? - Perguntou secando as lágrimas dela com leves beijinhos. 

   - A gente não consegue fazer amor Joe e a culpa é minha. - As bochechas de Dan coraram.. Então era por aquilo..

   - Não fala assim, vem cá. - Joe sentou-se na poltrona próxima a porta que dava acesso a varanda e a puxou para o colo. - Olha, eu também quero muito isso.. Mas se ainda não conseguimos é porque ainda não está na hora de acontecer. - Daniel arregalou os olhos e quase gritou ao sentir um leve roçar em seu braço.

   - Elizabeth! - Sussurrou quase num grito com o coração disparado.

   - O que você está fazendo? - Perguntou a menina curiosa.

   - Quieta. - Daniel olhou pela brecha da porta para os pais sentados na poltrona.

   - É claro que é minha culpa amor, eu só faço besteira. - Joe suspirou fundo e a abraçou com mais força contra o peito.

   - Não é culpa sua se as portas batem, se os cachorros latem e todas as coisas estranhas acontecem bebê. Nós vamos conseguir fazer amor Dem, confia em mim. - Daniel e Elizabeth estavam tão corados que mal se olhavam.. - Não precisa ter vergonha porque você ficou enjoada, você está esperando o nosso bebê, é normal que isso aconteça. - Tudo que Daniel viu foi que quando eles foram se beijar e a mãe franziu o cenho e correu para o banheiro. - Calma, respira fundo. - Escutou a voz do pai vinda do banheiro. 

   - Dan, ela está bem? - Perguntou Elizabeth um tanto aflita e Daniel a empurrou para dentro do quarto, ora, eles não podiam ser descobertos!

   - Calma, ela está bem.. eu acho. - Disse um pouco confuso. - Ela está grávida Lizzie, é normal que tenha enjoos.. eu acho. - Disse ao se lembrar da fala do pai.

   - Tudo bem. - O silêncio entre eles pela primeira vez os deixou sem jeito e tão envergonhados.. - Sobre aquilo.. - Arriscou a menina.

   - Sobre o que? - Perguntou envergonhado sentando-se a cama.

   - Você sabe.. Eu ouvi uma conversa ontem da Anne com a mamãe. - Sussurrou sentando-se ao lado dele.

   - Sobre o que? - Tornou a perguntar o garoto sentindo o rosto queimar de vergonha.

   - Sobre.. você sabe. A mamãe estava chorando e Anne a abraçava.. Ela disse que não sabia que teria uma festa surpresa para o papai.. E que tinha arrumado o quarto para eles fazerem.. Você sabe, mas eles não estão conseguindo porque tudo dá errado.. - Elizabeth estava mais vermelha que um pimentão. Falar sobre a relação íntima dos pais nunca era algo que Lizzie pensara que um dia falaria... ainda mais com o irmão.

   - Tudo bem. - Murmurou o garoto quebrando o silêncio.. - Ontem.. Quando eu te prendi lá fora, eles estavam na sala.. Bem, humm.. estavam se beijando e o papai disse que queria muito aquilo com a mamãe.. Mas eles não conseguiam.. porque sempre acontecia alguma coisa para interrompê-los. - Confessou o que tinha visto. Porque aquela questão estava os incomodando.. Era algo que eles sabiam que existia entre os pais.. porém que nunca os interessou ou incomodou.

   - E agora? - Perguntou a menina tímida.

   - E agora? Isso não é da nossa conta, é melhor ir dormir e pensar que foi.. hum.. um sonho estranho. - Elizabeth comprimiu a boca numa linha. Dormir e pensar que aquilo tinha sido um sonho.. Ideia estranha.

   - E se nós fizéssemos algo para ajudá-los..? - Daniel cobriu o rosto com as mãos e respirou fundo.. Fazer algo?

   - Não inventa Lizzie, não tem como chegar e fazer algo.. não nesse assunto. - Disse o garoto fitando os próprios pés.

   - E se nós os deixasse a sós? - Disse envergonhada.

   - Como..? Eles já ficam a sós.. E não acontecesse. - Suspirou o garoto.

   - Eu vou pensar em alguma coisa.. para que eles possam ficar juntos.. Você sabe, a mamãe está grávida já tem três meses, depois eles brigaram, ela ficou em coma e um mês na fisioterapia.. Eu acho que eles precisam disso Dan, eu não entendo.. mas a mamãe parecia tão triste ontem e hoje, não quero que as coisas entre ela e o papai sejam assim.. eles se amam e.. precisam disso porque eles se amam e.. é isso. - Daniel assentiu. Lizzie tinha razão, eles precisavam daquilo..

   - Talvez eles consigam agora. - Dan fez careta e sentiu-se enjoado.

   - É quem sabe.. - Disse a menina também fazendo careta. - Eu vou pensar em alguma coisa e você também, combinado? - Daniel fitou o dedinho dela sem saber se o enlaçava ao seu.. Elizabeth só se metia em confusão! - Dan, por favor, por nossos pais, eu não quero ver a mamãe chorar de novo. - Tombando a cabeça para trás e contra vontade Dan enlaçou o dedo ao dela.

   - Nada exagerado! - Disse assim que ela o abraçou calorosamente.

   - É pelo bem da nossa família, ok? - Disse o olhando nos olhos e Dan assentiu. - Eu te amo. - Sussurrou o abraçando com mais força e mesmo não gostando daquele contato.. Daniel sussurrou que também a amava. Juntos eles eles resolveriam aquela situação..

Continua.. Oi. novamente, desculpem pela demora, não são tempos fáceis para mim.. minha vida está uma bagunça assim como eu.. E consequentemente está complicado para escrever porque sempre tem alguma coisa para atrapalhar.. Mesmo assim espero que vocês estejam gostando da fanfic mais longa e enrolada das fanfics jemi.. hahaha. Está acabando.. Beijos e obrigada pelos comentários. 

4.3.15

Capítulo 52

Surpresa? A primeira coisa que Joe fez foi tirar a venda bruscamente e procurá-la com os olhos. Por Deus! Ele estava excitado, duro como uma pedra e louco de desejo por ela na frente de muitas pessoas. Agora... Agora ele acabara ficando flácido, aquela situação era tão, mais tão broxante! Quarenta anos. Frustrado, absolutamente louco de desejo, porém flácido, broxa. Não estava certo, não, definitivamente não estava nada correto! Diabos! Demi estava ali há pouquíssimos metros de si o olhando fixamente. As feições dela não pareciam as feições de alguém que estava planejando uma festa de aniversário surpresa, a boca numa linha.. O olhar tão frustrado quanto o dele.

   - Feliz aniversário Bro! - Então Kevin o abraçou com força quebrando aquele clima tenso entre ele e Demi. Em questão de segundos as paredes da casa isolavam a música alta e as tantas conversas. De onde tinha saído tanta gente? Joe abraçou os irmãos calorosamente tentando entrar no clima, logo foi a vez de Denise e Paul, as cunhas e Selena logo os pais de Demi e Anne.

   - Feliz aniversário! - Joe abraçou Eric calorosamente, ele gostava tanto daquele garoto. Mesmo sendo tímida, Jenny o abraçou com aquele jeitinho delicado e cativante, desejou-lhe os parabéns e estava ao lado de Daniel sendo abraçada pelo garoto de lado.

   - Feliz aniversário pai! - Foi inevitável não sorrir ao ver o lindo sorriso do seu menino e logo sentir o abraço apertado dele. - Elizabeth! Lizzie, trás uma bebida para o papai! - Gritou o garoto em meio a música alta para a irmã. Joe olhou na direção que Dan estava e cerrou os olhos ao ver a filha. Ela estava tão, mais tão linda! Cada dia que se passava Lizzie ficava mais parecida com a mãe desde os traços físicos a personalidade. Ele precisava proteger a sua menina! Oh sim, no mesmo instante que olhara para a filha, flagrara dois rapazes próximos a escada cochichando e encarando a sua inocente menina. Rapidamente Joe procurou Eric com os olhos e não demorou muito para encontrá-lo conversando serenamente com Denise e Dianna. Diabos.

   - Daniel! - Chamou o garoto que já conversava com Danielle e Selena. - Com licença meninas. - Disse esboçando um sorriso e puxou o garoto pelo braço até Eric. - Depois vocês conversam. - Disse a Denise e Dianna puxando Eric pelo braço.

   - Tudo bem? - Perguntou Daniel de cenho franzido.

   - Olha só, a minha garotinha está ali sozinha e os dois filhos duma mãe da New York Times não tiram os olhos dela. - Joe apontou para a direção de Lizzie e pôs-se boquiaberto ao ver que os dois rapazes em seus ternos já conversavam com Lizzie esboçando sorrisos. - Você! - Apontou para Eric. - Vá tomar conta da sua namorada. - Disse de cenho franzido e logo olhou para Daniel. - E você, a sua função é proteger a sua irmãzinha desses gaviões, você me entendeu Daniel? - O garoto assentiu revirando os olhos e logo estava puxando Jenny e se aproximando de Lizzie, que agora era abraçada por Eric por trás. Ora! Aqueles garotos precisavam ter mais cuidado com as suas namoradas, pensando em namorada.. Foi inevitável não pensar em Demi e onde ela estaria. Não chegara a ser raiva.. mas Joe não podia negar que estava chateado com ela. Pensara que Demi havia preparado uma surpresa apenas para ele e ela, não uma surpresa com a metade da população de Los Angeles! Passando as mãos pelos cabelos, Joe tombou a cabeça para trás e respirou fundo odiando aquela música que só tocara em balada ruim; a música era desproporcional para aquele ambiente, alta demais, escandalosa demais.. Céus! A cabeça começara a doer. Aquela luz colorida.. A música.. As pessoas conversando.. A frustração.. Era como se um balde de água fria fosse derramado sobre a sua cabeça. Em questão de segundos Joe estava ao lado do homem que tocava a música e controlava as luzes, tomara a seu posto e todos o olharam quando ele trocou a música agitada para We found love, normalizou as luzes e o clima melhorou bastante.

   - Joseph! Parabéns! - Disse Sara o abraçando calorosamente, e se Joe a conhecia bem.. Ela estava bêbada. - A gen.. A gent.. gente.. planejou isso tudo! - Sim, ela estava bêbada, gesticulava as mãos e gaguejava. - Você merece pap.. papai. O meu m..melhor funcionári.. funcionário. - Joe riu nervoso sem saber o que fazer. Droga, ele queria saber onde Demi estava. Estava preocupado.. Havia bebida alcoólica dentro da sua casa, céus, ele mataria quem comprara aquela porcaria. - Que tal um aum.. aumento? Aumento para todos! - Gritou Sara e Joe revirou os olhos deixando-a no meio da sala. Céus! Em seu sofá havia tantas pessoas, na mesa de centro garrafas de bebidas alcoólicas, alguns petiscos e ele preferiu ignorar algumas bitucas de cigarro. Precisava encontrar Demi.

   - Nicholas! - Joe puxou o irmão pelo braço o levando para a cozinha a passos largos. - Que merda é essa? - Perguntou cruzando os braços.

   - Cara, fugiu do nosso controle. Era para ser apenas uma festa íntima, mas foi chegando gente e deu no que deu. - Nick arregalou os olhos ao ver Joe puxar um rapaz pela gola da camisa que praticamente engolia uma moça no pequeno espaço entre a geladeira e o armário.

   - Vão para um motel! - Gritou irritado. Ora, se ele não podia fazer amor com Demi naquela casa, ninguém mais faria. - Quem trouxe a bebida? - Disse ao abrir a geladeira e deparar-se com as tantas garrafas de cerveja, whisky, vodca e outras. Aquilo era uma merda.

   - Eu não sei! - Disse Nick dando de ombros. - Nós convidamos apenas Sara e alguns dos seus amigos do futebol e da empresa. - Joe conhecia muito bem aquele pessoal do trabalho. Praticamente todo mundo era solteiro e vivia na balada trocando de parceira como quem troca de roupa. Não era à toa que ele era chamado de "cafona" e "sério" só porque era casado e tinha uma família que prezava e cuidava com a sua vida.

   - Nessa casa tem metade de Los Angeles, Nicholas! - Irritado, Joe pegou uma garrafa de vodca, abriu-a e despejou o líquido na pia. - Eu não conheço toda essa gente. - Disse repetindo o processo com outra garrafa. - A minha casa está um caos, tem gente querendo foder na minha cozinha, tem gente fumando, tem dois caras de olho na minha filha, sem contar Demi. Que merda! - Gritou despejando o líquido de outra garrafa na pia. - Merda! Ela está grávida, acabou de sair do coma por causa dessa porcaria de bebida. - Disse pegando mais garrafas. - Ela não pode ficar perto disso, não pode! Eu não vou perdê-la de novo. - Sussurrou a última frase para si mesmo enquanto esvaziava mais garrafas. Quando Joe acabou com toda aquela bebida um tanto enjoado por conta do cheiro forte, sentiu-se tão aliviado. Podia respirar novamente seguro de que Demi não poderia ingerir uma gota de álcool uma vez que ele não existia naquela casa. Virando-se, Joe apoiou as costas na geladeira e fechou os olhos por alguns segundos. Porque estava tudo tão errado depois que pensara que tudo estava certo? Ela não estava em coma.. Não estava longe dele, bem pelo contrário, estava dormindo ao seu lado, dizia que o amava e o tocava como eles faziam antes.. Só não conseguiam consumar o que tanto queriam.. O que estava faltando..? Abrindo lentamente os olhos, Joe deparou-se com ela o olhando fixamente. Era tão linda..

   - Você não precisava ter jogado toda essa porcaria de bebida pia a baixo. - Disse. O tom tão frio.. Droga, ela tinha escutado tudo. - Eu sei o que posso e o que não posso, não foi à toa que me tratei Joseph. Sem contar que eu estou grávida e jamais faria nada para prejudicar o meu filho. - Virando as costas, Demi pisou duro deixando tanto Joe quanto Nick surpresos. Tudo bem, ela entendia que ele queria a proteger, mas ela precisava de um voto de confiança, precisava que Joe, mais que todos, acreditasse que ela tinha superado o passado, que ela tinha trabalhado duro junto com Marissa para entender-se. Desviando das tantas pessoas que conversavam em grupinhos, Demi subiu cada degrau daquela escada pacientemente assim como caminhou até a porta de seu quarto e a abriu logo acendendo a luz. As pétalas das rosas ainda formavam o caminho que levava até a sua cama, ela tinha as escolhido com tanto carinho pensando que aquela noite seria muito mais que matar um desejo. Demi sentou-se na beirada da cama e correu a mão direita pelo lençol de seda, a visão começara a ficar embaçada e a frustração apertava o seu coração.

   - Demi? - Não distinguira a voz que a chamara, estava distraída demais em seu mundo ora bagunçado ora arrumado. - Dem, não. - Ela apenas cedeu ao abraço deixando as lágrimas molharem o algodão macio do moletom que sabia que Anne estava usando. Não tinha como não sentir aquele cheirinho de bebê e não lembrar-se da irmã. - Stay strong, lembra? - Anne separou o abraço e a tocou nos pulsos. - Seja lá o que tenha acontecido, por favor, não fique mal, eu não aguentaria. - Disse limpando as lágrimas que ainda rolavam pelo rosto de Demi.

   - Desculpe meu anjo, eu não deveria estar chorando na sua frente. - Demi forçou um sorriso enquanto limpava as novas lágrimas.

   - Você não é de ferro Demi. Tem uma hora que todos nós chegamos ao nosso limite e quando isso acontece nós não devemos hesitar em apoiar nas pessoas que nos amam e nos apoiam de verdade, nada de ficar mentindo dizendo que está bem. Você tem a mim, eu te amo e te apoio. - As lágrimas rolavam novamente em meio ao sorriso orgulhoso.

   - Eu também te amo pirralha. - Disse a abraçando apertado.

   - Não quer me contar o que aconteceu? Não é bom guardar apenas para você. - Demi desviou o olhar dos intensos olhos azuis da irmã para as suas unhas pintadas de vermelho que combinavam com o seu vestido e a sua calcinha fio dental vermelha.

   - Eu.. Você é muito novinha para entender. - A risada fraca de Anne a fez esboçar um pequeno sorriso enquanto as suas bochechas coravam.

   - Deixe-me pensar.. Há um caminho de pétalas de rosas da porta a sua cama, que está forrada com um lençol de seda vermelho onde também tem pétalas de rosas. - Anne tornou a rir em sinal de vergonha. - No seu criado-mudo tem um balde com gelo, um champanhe sem álcool, duas taças, chocolate e morangos... Ah! E as velas espalhadas pelo quarto. - Demi assentiu sem olhá-la. - Vocês jantaram no restaurante mais romântico dessa cidade, você vendou Joe e estava tão assustada quando gritamos surpresa e acendemos as luzes.. A forma que o Joe te olhou e você o olhou.. Acho que esse quarto e Elizabeth desesperada porque esqueceu de contar que estava preparando uma festa surpresa junto a sua festa de boas vindas que você mesma estragou explica tudo. - Festa de boas vindas.. Agora sim estava explicado porque alguns de seus amigos que mal conversavam com Joe estavam na sua casa.

   - Você é uma pirralha esperta. - Disse Demi deitando-se de costas para o colchão.

   - Qual é Demi, eu vou completar dezoito anos amanhã. - Foi impossível não se lembrar da sua primeira noite de amor naquela casa exatamente naquele dia e naquela hora. Joe havia a levado para jantar no terraço da casa que seria deles se ela disse sim quando ele a pedisse em casamento, e quanto Demi finalmente disse sim depois que ele se ajoelhou para fazê-la sua por toda a eternidade, Joe contou a ela que aquela casa seria deles, onde eles viveriam e construíram uma família. A noite tinha sido maravilhosa, ela estivera enroscada a ele por tantas horas enquanto se moviam juntos até que adormeceram tão enroscados quanto fizeram amor. E algumas horas mais tarde Demi recebera a notícia que Anne acabara de nascer.

   - Eu sei meu anjo. - Sussurrou fechando os olhos.

   - Se você não quer contar, tudo bem, vou respeitar. - Demi observou Anne deitar-se ao seu lado em silêncio. Uma chance.. Assim como ela queria apenas uma chance para retomar a confiança de Joe, Anne também queria uma chance para poder ajudá-la. O silêncio agravou-se por mais alguns minutos enquanto Demi pensava..

   - Eu sinto falta dele.. E ele a minha. - Sussurrou. - Nós estamos tentando, mas sempre acontece alguma coisa para nos atrapalhar. - Tornou a sussurrar frustrada. - Hoje seria perfeito, mas não deu certo.. Eu já não sei o que fazer, quero tanto que as coisas fiquem bem entre a gente, quero poder ficar com ele, fazer amor, namorar como a gente sempre fez.. mas não está dando certo Anne, eu me sinto tão.. tão frustrada. - Contar a Anne o que estava acontecendo foi como tirar um peso que estava a matando há meses. Ela queria apenas senti-lo, estar junto a ele sendo um só, sentir aquele amor selvagem queimar em seu coração.

   - Eu realmente pensei que vocês gostariam de comemorar juntos.. mas não tive coragem de contar para Denise e os meninos. - Disse a menina respirando fundo. - É tão grave assim? - Perguntou franzindo o cenho. - Não é possível. - Demi choramingou escondendo o rosto com as mãos. Se Anne soubesse como ela estava louca para fazer amor com Joe como se não houvesse o amanhã.. Queria gritar o nome dele tantas vezes enquanto tombava a cabeça para trás e amolecia sobre o corpo forte, queria sentir o seu toque ousado em seus seios os apertando e beliscando assim como os tapas em seu traseiro, queria sentir a boca dele na dela, as línguas guerreando e a ereção entrar em seu interior para preenchê-la e sair para desejá-lo ainda mais.

   - As portas batem sozinhas, os cachorros aparecem, Beth e Dan chegam na hora, o telefone toca, eu tenho ânsia de vômito, às vezes ele está com sono, o despertador toca, sem contar as festas surpresas. - As duas acabaram rindo em meio a frustração. - Você quer chocolate com morango? - Os olhos de Demi brilharam quando ela se lembrou do chocolate e dos morangos poucos centímetros longe de si.

   - Ao menos você não está com cólica. - Anne não esperou duas vezes para devorar um morango suculento com o chocolate negro o cobrindo.

   - Só estou grávida de um menininho que adora me deixar cheia de vontades. - Disse de boca cheia. Se existia uma algo no mundo que era tão bom quanto fazer amor era o chocolate.

   - Isso é ruim? - Perguntou a menina devorando outro morango.

   - Perder peso e celulites não é nada simples. Sem contar que os meus seios vão ficar enormes, vou parecer uma vaca leiteira. - Anne a olhou e riu. Demi estava exagerando.

   - Os seus seios estão ótimos, não são pequenos, mas também não são grandes demais. - Demi abaixou a cabeça para olhar para os seios, os segurou e assentiu. Não estavam ruins. - E não reclama, ok? Ao menos você tem algo para chamar de peito. - Demi a olhou arqueando as sobrancelhas e riu.

   - Eu já tive dezoito anos e os meus seios eram menores que os seus, mas o meu traseiro compensava o que eu não tenho na frente. - Anne revirou os olhos e deu um leve tapa no braço de Demi.

   - Mamãe vive contando as suas aventuras quando você tinha a minha idade. - Demi sorriu sapeca ao olhá-la. Bons tempos.. - Você e o Joe eram tão terríveis, é verdade que vocês ficavam alguns dias sumidos? - Demi gargalhou assentindo. - O que vocês faziam? Onde ficavam? - Perguntou a menina confusa e Demi sorriu com as lembranças..

   - Ah, os pais de Joe tinham um apartamento esquecido que ficava um pouco longe da cidade. Nós ficávamos lá namorando, brincando, enfim, era o nosso espaço para namorar e fazer coisas que só melhores amigos fazem. - Disse com um sorriso bobo estampado nos lábios, por mais que foram tempos difíceis, estar ao lado de Joe foi a melhor coisa que ela tinha feito em toda a sua adolescência, ele aquecia o seu coração machucado e a fazia se sentir bonita e amada. - Isso era antes da reabilitação, depois que eu sai da clínica nós não estávamos juntos... Eu estava diferente e ele também, nós voltamos na festa de noivado da Miley e do Nick. - Ambos estavam tão diferentes, Demi se lembrara de quando Joe tinha terminado o namoro, ela era tão menina e ele era um pouco mais velho, porém tão bobo quanto ela.. mas quando saíra da reabilitação ela estava tão diferente tanto mentalmente quanto fisicamente, e Joe também estava diferente..

   - Deveria ser tão legal, quando eu e Bryan queremos namorar, ou tem que ser lá em casa ou na casa dele. - Disse a menina revirando os olhos.

   - Falar no meu afilhado.. Como está o namoro de vocês? - Demi deitou-se de lado repousando a cabeça na mão esquerda olhando para Anne sugestivamente, ela adorava fazer aquilo só para pirraçar a irmã.

   - Está tranquilo. - Demi arregalou os olhos quase cuspindo todo o morango com chocolate que tinha comido. Ela conhecia aquelas bochechas vermelhas..

   - Anne! - Disse quase num grito. - Eu pensei que você iria me contar. - Anne estava mais vermelha que o lençol da cama, escondera o rosto com as mãos por conta do olhar de Demi.

   - Contar o que? - Murmurou.

   - Contar o que? - Disse imitando a menina. - Nós somos irmãs! Eu pensei que você me contaria. - Disse a cutucando na barriga fazendo Anne rir mesmo envergonhada.

   - Eu iria te contar como? Olha só o escândalo que você fez, se a mamãe escutasse eu estaria morta e a culpa seria sua. - Disse ainda escondendo o rosto com as mãos. - Você estava na clínica, ok? E aconteceu. - Demi a cutucou novamente e Anne a olhou feio.

   - Onde? - Perguntou curiosa.

   - Só se você contar. - Demi revirou os olhos um pouco corada e deitou-se para fitar o teto.

   - Eu tinha dezesseis anos, estávamos juntos há quase seis meses. Foi no apartamento dos pais dele, nós tínhamos brigado por besteira e naquela noite estava chovendo muito, não tinha como ir embora, eu fiquei num quarto e ele no outro, mas começou a trovejar muito e eu estava com medo, acabei indo dormir com ele contra a minha vontade e aconteceu. - Aquela noite tinha sido uma das melhores noites de toda a sua vida, Demi não se permitia esquecer-se de nenhum detalhe, de como ela o sentiu pela primeira vez, de como ele estava tentando ser tão delicado e cuidadoso em seus leves e inexperientes movimentos.

   - Tudo bem, Eric e eu estávamos ensinando álgebra para Lizzie e Bryan na casa da tia Miley, já estava tarde e Joe ligou pedindo que Eric trouxesse Lizzie para casa, acredite ou não, Joe e Eric estão parecendo melhores amigos. - Demi riu consigo mesma. Joe tinha sido tão protetor em relação ao namoro de Lizzie com Eric, e agora ele adorava o garoto. - Sim, Nick ligou avisando que eles demorariam para voltar para casa, então acabou acontecendo. - O silêncio firmou-se entre elas, ambas estavam coradas e fitavam o teto. - Você já sabe o que vai fazer? - Perguntou a olhando.

   - Sobre o Joe? - Perguntou e Anne assentiu. - Nada meu amor, nada. - O suspiro mostrou o quão chateada ela estava com toda aquela situação, não era possível que sempre que eles fossem ficar juntos aconteceria alguma coisa. - Nós.. acho que nós não estamos bem, ele estava jogando toda a bebida alcoólica fora enquanto gritava com Nick. Ele não confia mais em mim, acha que eu vou beber, fumar e sair com outros caras, só pode. - Anne a abraçou quando a primeira lágrima rolou pelo rosto de Demi.

   - Não chora, ok? - Disse de coração partido vendo a irmã soluçar entre o choro compulsivo. - Você não é assim, não mais. Nós estamos aqui para cuidar de você e do nosso menininho. - Anne curvou-se e a beijou demoradamente na testa com tanto amor que Demi sentiu-se confortada apenas por estar ao lado dela. - Olha, eu sei que é difícil, ou melhor, eu imagino como deve ser, mas pensa em como foi ruim para o Joe. Ele estava tão preocupado com você, ele não queria comer, não queria trabalhar, não queria fazer nada além de ficar ao seu lado esperando que você acordasse. Talvez ele se precipitou jogando toda a bebida fora por que ele sabia que por causa dela, você ficou entre a vida e a morte. Fora que vocês não conseguem fazer amor. Ele deveria ter pensado que vocês ficariam juntos depois do jantar, e agora tem uma festa com um monte de gente que ninguém conhece na casa de vocês. - O que Anne havia dito fazia sentido, pois para Joe ainda era pior, ela podia ver nos olhos dele como ele a queria e como estava frustrado com todas aquelas interrupções.

   - Você tem razão. - Demi adentrou os bolsos do paletó que Joe vestira nela para protegê-la do frio adorando sentir o cheiro dele a envolvendo. - Eu só queria poder fazer amor com ele. - Anne tornou a abraçar Demi com força enquanto a irmã chorava silenciosamente tão frustrada.

   - Não chora, vocês vão conseguir ficar juntos, é só uma questão de tempo. - Olhando em direção a porta, Anne surpreendeu-se ao ver Elizabeth as olhando pela brecha da porta. - O que você está fazendo? - Disse apenas moldando os lábios naquelas palavras sem emitir som.

   - Mamãe? - Disse a menina tão preocupada adentrando o quarto junto com Alena. - Ei, está tudo bem? - Lizzie a puxou para os braços e a abraçou calorosamente.

   - Oi meu amor, está tudo bem. - Demi limpou as lágrimas e sentou-se na cama forçando um sorriso. Ela odiava mostrar-se fraca na frente de seus filhos.

   - Mãe, o que foi? - Oh Deus! Os olhos da meninas eram idênticos aos do pai, tão bem desenhados e da cor mais linda que Demi já tinha visto.

   - Nada meu anjo. - Demi abraçou brevemente Alena, estava com saudades da sobrinha. - Você está linda Lena. - Demi correu os dedos pelos longos cabelos da menina encantada. Alena tinha mudado tanto naqueles tantos meses que não a vira.

   - Obrigada, como está o bebê? - Perguntou a menina levando a mãe à barriga de Demi.

   - Está bem. - Demi sorriu ao imaginar o seu menininho, apostara que ele teria os olhos como os do pai e as bochechas cheinhas como as dela.

    - Mãe, o papai está uma fera, ele quase bateu nos colegas de trabalho dele só porque nós estávamos conversando. - Demi revirou os olhos. Ela sabia da fama que os colegas de Joe tinham.. E como Joe já estava chateado por uma festa está acontecendo na casa deles, ele deveria ter ficado muito bravo ao ver aqueles homens cercando a sua filha.. Do jeito que ele era protetor e ciumento..

   - Beth, você conhece muito bem o pai que tem, é melhor ficar longe dos garotos na frente dele. - Alertou a menina. - Ele não faz por mal, porém dessa vez ele tem razão em estar uma fera.. Aqueles rapazes não são.. humm.. eles não são para garotas comportadas como vocês. - Disse para as três as alertando. Demi se lembrava como se fosse ontem das vezes que Joe chegava do trabalho irritado porque os colegas o chamavam para ir para as baladas procurar por garotas que estivessem a disposição deles.

   - Hum.. Tudo bem. - Lizzie franziu o cenho ao olhar para o quarto um tanto diferente.. - Por que o seu quar.. - Antes mesmo que ela pudesse terminar a frase Anne a beliscou. - Au! Porque você me beliscou? - Perguntou tentando a beliscar.

   - Por nada Elizabeth. - Anne arqueou as sobrancelhas deixando Demi e Alena confusas.

   - Tudo bem. - Disse a menina levemente corada. - Ah, vovó Dê disse que era para você descer para controlar o papai, ele está muito, mais muito chato. Não estou exagerando. - Demi riu. Ela sabia como Joe podia ser chato quando estava chateado.

   - Vamos descer então? - Perguntou sem jeito ao se lembrar que o quarto estava arrumado para a noite de amor que ela planejara..

  - Vamos, mas você vai ter que controlar o papai. - Demi assentiu rindo, ela o controlaria com muito gosto. Assim que elas caminhavam para fora do quarto, Demi afundou mais as mãos nos bolsos do paletó dele e franziu o cenho ao sentir algo gelado e metálico em contato com os seus dedos. Ficara encantada ao ver a pulseira delicada cor de ouro na palma de sua mão. Era a pulseira que ele tinha a presenteado na última vez que tinha o visto antes de entrar em coma. As sementinhas agora eram três, a medalhinha do jardim ainda estava lá assim como o pingente que representava um homem. Lembra-se daquela noite fez com que as suas bochechas corassem e que o seu coração partisse em milhares de pedaços, ele tinha ido até o Texas para pedir que ela voltasse para casa, mas tudo que ela tinha feito foi ignorá-lo e depois se afogar no álcool para esquecer que o queria ao seu lado, não longe.

   - Tudo bem? - Perguntou Elizabeth antes de descer a escada preocupada por ver os olhos da mãe marejados.

   - Está tudo bem anjo. - Disse forçando um sorriso e guardando a pulseira no bolso.

   - Deus! Você está me deixando preocupada. - Demi a abraçou de lado para tranquilizá-la. Tudo que ela menos queria era que a sua menina ficasse preocupada com os seus problemas com Joe.

   - Está tudo bem meu anjo, acredite no que a mamãe está dizendo. - Antes de descer o primeiro degrau, Lizzie a beijou na bochecha. Se a mãe estava dizendo que ela estava bem, Lizzie acreditaria. Só estava se sentindo culpada por ter atrapalhado a noite de amor dos pais.. Oh droga! Ela precisava contar aquilo, por mais constrangedor que fosse, para Daniel. Foi sem querer, mas acabara escutando grande parte da conversa de Anne com a mãe.

   - Tudo bem. - Lizzie tivera que gritar, pois conforme elas desciam degrau por degrau da escada, a música e o barulho das tantas pessoas que falavam ao mesmo tempo não permitia o diálogo normal entre elas. Parecia que conforme a hora passava, mais pessoas chegam e consequentemente, a casa ficava mais cheia. Demi já não sabia mais o que fazer, conversara com Anne, Lizzie e Alena por um bom tempo, depois foi a vez de Miley, Selena, Taylor, Dani e Marissa deixarem-na tão corada.

   - Demi! Ele está tão carente. - Disse Miley a pirraçando. Demi a olhou de cima a baixo e revirou os olhos antes de bebericar o refrigerante. Ora, ela não iria contar que aquela festa surpresa tinha estragado a sua noite.

   - Tão mal humorado. - Selena gargalhou ao ver Joe brigando com o DJ, céus! Ele deveria ter feito aquilo a noite toda.

    - Deixe o meu menino, ele só está um pouco irritado. - Demi riu ao ver Joe gesticular as mãos e franzir o cenho enquanto discutia com o pobre rapaz certamente sobre a música muito agitada que tocava a todo vapor e a luz do globo que a deixava tonta.

   - Um pouco irritado? - Disse Marissa arqueando as sobrancelhas. Para a sorte de Demi, Marissa e Miley, Selena, Dani e Taylor se deram tão bem, pareciam amigas de longa data. E agora elas não perdiam a oportunidade de zoá-la.

   - Demi, Demi, Demi.. - Demi revirou os olhos ao olhar para Miley. Lá vinha besteira. - Você não está dando para ele? - Disse boquiaberta e Demi ficou tão corada ao vê-las olhando-a daquele jeito malicioso . - Demetria! Meu Deus! Coitadinho. - Demi revirou os olhos mostrando a língua para Miley e na primeira oportunidade que teve saiu de fininho as deixando conversar e gargalhar.

   - Posso ficar aqui com vocês? - Perguntou educadamente ao aproximar-se dos pais, Denise e Paul, que conversavam tranquilamente em um canto que não fazia muito barulho.

   - Claro que pode querida. - Dianna a abraçou de lado e Demi sorriu boba deitando a cabeça no ombro da mãe. Ela adorava ser mimada.

   - Pensei que você estivesse conversando com as meninas. - Disse Denise e Demi riu negando.

   - Elas só estão conversando besteiras.. - Disse fazendo careta.

   - Aposto que Miley tem dedo nisso. - Disse Paul os fazendo rir. - Aquela ali só Jesus para desentortar. - Demi tombou a cabeça para trás e gargalhou até que o ar lhe faltasse, Miley era terrível para pirraçá-la.

   - Onde está o Joe? - Perguntou Eddie para Demi, que apenas deu de ombros.

   - Ele está tão bravo Demi. - Comentou Denise suspirando. - Você acredita que ele puxou a orelha do amigo dele? - Demi levou a mão à boca e riu. Sim, Joe estava muito bravo. - Só porque o rapaz estava trocando alguns beijos com a namorada. - Por Deus! Demi riu enquanto procurava Joe com os olhos.

   - Eu vou atrás dele, com licença. - Havia tanto tempo que estivera numa festa como aquela, Demi não sabia ao certo onde estava, pois tinham tantas pessoas a sua volta e parecia que a cada minuto que se passava a casa ficava cada vez mais cheia. Estava difícil para encontrar Joe, primeiro ela fora a cozinha, mas arrependeu-se ao ver um casal discutindo e logo aos beijos.. Droga! Ela esperava que eles não fizessem nada no seu balcão.. Pensara que Joe poderia estar discutindo com o DJ, mas ele não estava, Demi o procurou em todos os lugares e no meio daquele tanto de gente, mas não o encontrou.

   - Você viu o Joe? - O barulho era tão grande que Demi tivera que gritar no ouvido de Kevin.

   - Você sabe onde o Joe está, Nick? - Gritou no ouvido do irmão que estava ao seu lado conversando com um rapaz que pelo que Demi se lembrava trabalhava na gravadora.

   - Ele disse que iria tomar um ar. - Disse Nick para Kevin que disse para Demi. Para onde ela iria? Demi caminhou para o jardim, mas só encontrou casais conversando e alguns aos beijos, e para a sua surpresa Daniel e Jenny eram um deles, estavam discretos sentados num dos bancos de ferro próximo a luminária vez conversando vez se beijando, mas Demi resolveu-se deixá-los em paz e continuar a sua caçada por Joe. Ele não estava no jardim e em nenhuma das varandas, já que ela fez questão de conferi-las dali mesmo do jardim. Sem rumo, Demi tornou a adentrar os bolsos do paletó com as mãos enquanto caminhava o procurando com os olhos. Onde ele estava?

   - Joseph? - Chamou ao ver um homem sentado no chão de costas para ela. Demi aproximou-se mais e pode perceber que era ele. Estava tão distraído olhando fixamente para uma rosa que tinha em mãos tirando pétala por pétala enquanto sussurrava algo sem sentido algum. - Ei, Joe. - Ele não disse nada quando ela se sentado ao seu lado e deitou a cabeça em seu ombro. - Joe. - Chamou-o, mas ele não disse nada, apenas encostou a cabeça a dela e procurou os seus dedos para enlaçá-los aos seus. Demi fitava o céu bonito e negro carregado de estrelas esperando ansiosamente para que ele falasse alguma coisa.

   - Desculpa. - Sussurrou apertando mais os dedos aos dela. - Eu.. eu só estava com medo.. não quero te perder.. a ideia acaba comigo, e quando eu vi aquele tanto te porcaria na geladeira foi inevitável não pensar no pior. - Demi levantou a cabeça e ele fez o mesmo. - Eu vou entender se você ficar chateada comigo. - Levando a mão livre ao rosto dele, Demi o tocou carinhosamente onde os pelinhos da barba curta a pinicava.

   - Eu não estou chateada. - Disse sem interesse algum naquele assunto. Umedecera os lábios e então os pressionou contra os dele, roçou-os demoradamente com os seus e sem qualquer aviso invadiu a boca dele com a sua língua enquanto os seus dedos se enroscavam nos cabelos da nuca masculina para puxá-los e acariciá-los com fervor. Ela simplesmente adorava o gosto da boca dele, o jeito que os seus lábios se encaixavam como se fossem feitos sobre medida certa. Deus! E os pelinhos daquela região do queixo e dos lábios dele que roçavam e arranhavam a sua pele macia? Era tão sexy e excitante. Demi o agarrou pelos ombros passando uma perna pelo o corpo dele para ficar em seu colo o apertando nos bíceps do braço esquerdo e nos cabelos da nuca ao mesmo tempo em que ele roçava o seu seio direito com a mão e a apertava no bumbum.

   - Dem.. - Joe aproveitou que ela pressionava o íntimo na ereção pulsante dele para beijá-la nos seios mesmo que estivessem cobertos. - Olha para mim princesa. - Pediu com tanto carinho que ela sorriu ao olhá-lo nos olhos. - Eu te amo muito, entendeu? Só quero te proteger e proteger os nossos bebês. - Era tão fofo quando ele dizia que queria apenas proteger a família que eles tinham construído. Encantada, Demi o beijou sem pressa alguma, foi um beijo tão especial e carregado de amor.

   - Eu sei meu bebê. - Disse o abraçando calorosamente. - Eu também te amo, te amo muito e muito. - Disse enchendo o rosto dele de selinhos sem desfazer o abraço. - O que foi? - Perguntou ao ver o sorriso sapeca dele.

   - Faz cócegas. - A risada dela fez o coração dele acelerar e um sorriso bobo firmar-se em seus lábios. Como era possível amar alguém daquele jeito? - Eu te amo. - Tornou a dizer dando um beijinho carinhoso no queixo dela.

   - Ama pouco ou muito? - Demi arqueou as sobrancelhas ao vê-lo fingir estar pensando. - Joseph! - Logo ela estava gargalhando enquanto ele mordiscava o pescoço dela balançando a cabeça de um lado para o outro. - Joe! - Gritou rindo e ele só parou quando ela já chorava de rir.

   - Eu te amo muito Demetria. - Disse dando um beijo em meio a uma leve mordida na bochecha dela.

   - Eu também te amo muito amor. - Demi deu um beijinho na bochecha dele e deitou a cabeça em seu ombro para retomar o fôlego. Aquela era a melhor parte de estar ao lado dele, Joe tinha aquele espírito alegre e brincalhão que contagiava a qualquer um, na verdade ele era uma manteiga derretida ao invés do homem sério que a maioria das pessoas pensava que ele era. - Ei. - Chamou-o quebrando o silêncio que tinha se formado entre eles. - Eu sei que hoje é o seu aniversário e que nós poderíamos estar comemorando... humm.. de outra forma, mas isso não quer dizer que você tem que ficar nervoso e chateado. Eu também queria, queria muito que a nossa noite fosse diferente, mas não foi. Não fique chateado, esse é o seu dia e eu quero que você se divirta com os seus amigos, com a sua família e com a nossa família. Quero que você mime o nosso menininho. - Demi guiou a mão dele para a sua barriga e foi inevitável não sorrir de orelha a orelha ao ver o sorriso tímido dele que a deixava de pernas bambas. - Ele me disse que ama muito o papai babão que ele tem, fala para ele bebê o que você disse para a mamãe. - Demi limpou a lágrima que rolou pelo rosto de Joe com um beijo e roçou o nariz ao dele. - Papai, eu te amo muito e estou louco para brincar com você e com o Dan de arremessar objetos. - Disse imitando a voz de uma criança e Joe gargalhou a abraçando com força. - Viu querido? Ele te ama muito. Agora você promete para mim que vai tentar se divertir só um pouquinho e que não vai ficar bravo? - Respirando fundo, Joe assentiu sem deixar de sorrir para ela. - Olha só o que eu encontrei. - Disse ao se lembra da pulseira no bolso do paletó.

   - Ei! Eu iria te dar isso mais cedo. - Não resistindo ao lindo sorriso que ela tinha nos lábios, Joe os roçou demoradamente. - Tão linda minha menina. - Joe tornou a beijá-la dessa vez brevemente nos lábios e depois no pescoço a mimando. - Deixa eu colocar no seu braço bebê. - Demi revirou os olhos quando ele roubou um selinho, mas no fundo ela adorava que ele roubasse selinhos e fosse tão.. safado. - Nossos bebês. - Disse tocando as três sementinhas. - Você. - A risadinha dele a vez acertá-lo com um tapa. Ele era tão bobo. - E eu, responsável por plantar as sementinhas no jardim. - Demi revirou os olhos ao olhá-lo. Como podia ser tão bobo?

   - De onde você tira essas ideias Joseph? - Perguntou ao ver a pulseirinha de ouro brilhar em seu pulso esquerdo.

   - Você quer mesmo que eu diga? - O sorriso malicioso e divertido dele a deixou corada, e então Demi o acertou de novo com um tapa. - O que foi bebê? - Perguntou ainda sorrindo.

   - Você é tão tarado! Cheio de ideias erradas. - Demi não resistiu ao sorriso dele e também sorriu aproximando mais o rosto do dele enquanto sentia aquele típico volume roçar diretamente lá..

   - Se eu sou tarado, você também é. - A mão direita dele sumiu debaixo do vestido dela apertando as coxas com firmeza logo roçando o íntimo ainda protegido pela calcinha com a ponta dos dedos. - Fio dental? Assim eu não aguento. - Sussurrou no ouvido dela a deixando estática conforme corria a ponta dos dedos lentamente para cima e para baixo.

   - Joseph? Joe? - E mais uma vez alguém para atrapalhá-los! Demi levantou-se o mais rápido que conseguira, arrumou o vestido e respirou fundo várias vezes para conseguir controlar a respiração. Deus! Que homem! - Joseph? - Os dois sorriram sem graça ao ver Nick surgir do nada e os olhando com curiosidade.

   - Estou aqui. - Joe riu sem graça coçando a nuca. Que Nick e nem ninguém notasse o volume do seu membro em suas calças.

   - Mamãe tem uma surpresa para você. - Joe enlaçou os dedos aos de Demi ignorando o olhar já malicioso de Nick. Estava tão na cara assim o que eles estavam fazendo? As luzes estavam apagadas e Joe teve medo do que aquilo poderia significar, qual seria a surpresa da vez? Caminharam com ele apertando os dedos de Demi com mais força contra os seus lutando para que não a perdesse no meio da multidão, e ele não a perdeu. Não estava completamente escuro, Joe deu graças a Deus, ele teria trauma de surpresas e do escuro pelo resto de sua vida.

   - O que está acontecendo? - Perguntou ao ver a área de trabalho de um computador sendo projetada em grande parte da parede branca de sua primeira sala.

   - Arrume o projetor Daniel. - Disse Denise ao garoto que mexia no computador e no projetor. - Nada demais meu amor, só uma pequena surpresa. - Joe engoliu seco já  imaginando o que seria.. Deus! Aquilo era insano. Ele apenas observava Dan ajustar cabos e pedir para Elizabeth abrir os programas no computador. Logo todos estavam reunidos na sala curiosos para que a tela preta ganhasse cores e assim que aconteceu Joe grunhiu. Só Denise para fazê-lo passar por uma saia justa daquela!

   - Você era fofinho, que vontade de apertar. - Joe fez careta quando Demi o olhou como ela olhava para os bebês antes de apertá-los nas bochechas. O vídeo começara com o toque de Fly with me. Na primeira foto ele ainda era um bebê de colo, estava nos braços de Denise enrolado numa mantinha. Os olhos de Demi chegaram a brilhar de lágrimas, aquele bebezinho da foto era o homem que ela mais amava em todo o mundo.

Demi não conseguia parar de sorrir. Ela já tinha visto maioria daquelas fotos em suas tardes de chá e bolinhos com Denise, mas tinha algumas fotos que ela nunca tinha visto. Foto de Joe bebê nos braços dos pais, fotos dele de fralda no bercinho, de quanto ele começou a engatinhar. Ele era um pouco gordinho, tinha as bochechas grandes e aquele sorrisinho tímido de menino! Demi quase surtou. A cada foto era uma reação diferente, ela virou-se e o beijou na bochecha e logo na boca, e aquele mesmo sorrisinho de menino das fotos surgiu nos lábios dele a deixando encantada. - Eu te amo coisinha fofa. - Disse o beijando na bochecha e Joe fez careta rindo e a abraçando por trás.

Os três marinheiros fez Demi, Miley e Dani suspirarem. Joe estava vestido de azul-marinho, sorria para a foto exibindo a sua franjinha lisa e negra. Nick era tão pequenino, estava de branco e tinha um brinquedinho na mão direita sorrindo timidamente, o que fez as meninas rirem. E Kevin estava como Joe, vestido de azul-marinho e sorrindo graciosamente para a foto.

   - Oh meu Deus! - A gargalhada de Miley foi contagiante, alta e escandalosa. Demi chegara a chorar de tanto rir, Joe estava roxo de vergonha e não sabia para onde olhar. Todos riam! Meu Deus! Por que as mães tinham o dom de envergonhar os filhos? Denise escolhera uma foto que ele estava nu! Nu! O cabelo era tão liso e negro cortado em tigelinha, ele estava com a cabeça tombada para trás, os braços abertos e segurava a toalha como se fosse a capa de um super herói. Oh meu Deus! Por que Denise tivera que colocar aquela foto? Joe pensou que ela tinha sido rasgada há séculos, mas não, lá estava a sua foto. - Meu Deus! - Gritou Miley gargalhando sem conseguir se controlar ao ver o cunhado nu.

   - Mãe! - Joe franziu o cenho irritado, mas logo a foto já era outra para o seu alivio. Diabos! Ele estava rodeado de pessoas de todos os seus meios e aquela foto.. Agr! Emburrado, ele apertou Demi contra si e sutilmente arqueou a pélvis contra o traseiro dela. Ela tinha gargalhado tanto, chegara estar vermelha e agora continuar vermelha por lembrar-se que ele estava logo atrás dela.

   - Joseph. - Repreendeu-o com um sussurro. Como era mais alto que ela, Joe podia muito bem ver o quão tensa e corada ela estava por senti-lo roçar o seu bumbum. Ora, Demi não poderia rir daquela foto.. Só porque ele ainda era um bebê e tinha o.. pequeno demais.. Satisfeito, ele curvou-se para repousar a cabeça no ombro dela e conforme o tempo se passava Demi se sentia mais confortável e se aconchegava mais nos braços dele com um pequeno sorriso nos lábios assistindo aquele vídeo que Denise preparara. Às vezes ela o olhava tão admirada e depois fitava a foto orgulhosa do seu Joe.

   - Essa foto. - Sussurrou no ouvido dela e Demi virou o rosto para olhá-lo nos olhos. Depois da sessão de fofura das fotos de quando Joe era bebê e criança, finalmente chegara a adolescência. - Nesse mesmo dia eu conheci o amor da minha vida. - Demi sorriu e roçou os lábios aos dele demoradamente. Será que ele tinha noção que aquelas coisas que ele dizia a deixava cada vez mais apaixonada por ele? Não demorou muito para que todos começassem a olhá-los os deixando tímidos. Tinha tantas fotos onde eles estavam juntos. Na maioria delas Demi o abraçava por trás e ele sorria todo apaixonado. Aquela época que a conhecera tinha sido tudo tão novo para ele. Joe costumava pensar que Demi tinha o ensinado a amar, e tinha sido o que ela realmente tinha feito por ele, pois antes de estarem juntos como um casal, tudo que ele queria era se encontrar com várias garotas, namorá-las por apenas uma noite e seguir em frente sem guardar sentimento algum. Tinha sido o que ele fez até conhecê-la, então.. Deus! Aquela baixinha o fez sentir borboletas no estômago, ela estava em seus pensamentos e começara a estar em seu coração.

   - É mesmo? Pois eu não sei quem foi mais sortudo; se foi você por encontrar o amor da sua vida, ou se foi ela por te encontrar. - Olharam-se, riram e então se beijaram brevemente. - Eu vou chorar! - Murmurou quando no lugar de uma nova foto, o vídeo do casamento deles começou. Como o tempo passava rápido, Demi ainda se lembrava como se fosse ao segundo anterior das suas juras de amor, de como Joe a olhou nos olhos como se enxergasse a sua alma. As fotos daquela mesma noite do casamento deles e logo as fotos da festa de natal lhe trouxe boas lembranças de como tinha sido incrível formar uma família ao lado do homem que amava. Não tinha sido uma missão fácil, Demi se lembrava muito bem do dia que descobriu que estava grávida, ainda não tinha completado sequer três meses de casada, ela tinha os seus dezenove anos e uma carreira promissora a seguir, mas fazer sacrifícios valera a pena. O seu pequeno Daniel era o fruto do seu amor e do amor de Joe, a melhor coisa que já tinha acontecido com ela. Demi sorriu tão emocionada quando a foto de Joe na maternidade com o seu pequenino Daniel surgiu. Aquela tinha sido a primeira foto de Dan. Oh meu Deus! Demi procurou o filho com os olhos em meio a aquele tanto de gente e quando o encontrou sorriu, Dan também a olhava todo tímido, porém sorria.

   - Não chora. - Ele a abraçou com mais força quando Demi soluçou entre o choro. Mulheres e os seus hormônios! Aquela foto tinha sido ela quem tirara. Ele estava deitado na cama sem camisa, vestia apenas calça jeans e em seu peito o minúsculo bebê cochilava sendo protegido pelos braços do pai. Os seus meninos! Quem ganhara destaque nas próximas fotos tinha sido Daniel nos braços do pai, Joe vestia o bebê como ele se vestia. Comprara tantas roupinhas para Dan, minúsculos supras e bonés.

Mais fotos de Joe com Daniel e Demi passaram por bons minutos até a foto de Demi com a barriga grande anunciou a chegada de Elizabeth. Nas fotos Joe sorria bobo acariciando a barriga da esposa, ele estava todo ansioso porque seria o pai de uma menininha. Denise aproveitara bastantes fotos do instagram de Joe, já que tudo que ele fazia exigia uma fotografia para postar no aplicativo.

As bochechas cheinhas e coradas pertenciam a pequena Elizabeth. Os olhos da menina eram idênticos aos do pai, o rosto deliciado de menina era como o da mãe e o pequenino corpo era cheio de curvinhas dos bebês mais avantajados e saudáveis. Era foto de Joe beijando a menina na bochecha, de ele a jogando para cima, e o que não faltaram foram fotos de Joe mordendo as pernas gordinhas de Lizzie. Sim, ele mordia a menina e ela gargalhava tanto. A relação deles era tão diferente de qualquer outra.

   - Joseph. - Demi desfez do abraço de Joe para dar lugar a Denise, que o abraçara calorosamente emocionada. - Eu agradeço a Deus todos os dias por Ele ter feito do meu menino um homem. Tenho tanto orgulho de você meu amor, tanto orgulho. - Denise beijou Joe no rosto tão emocionada. Ele tinha sido tão forte esses anos todos, lutara e dera o seu sangue para conseguir tudo que tinha. - Parabéns, eu te amo muito. - Depois da disputa da atenção de Denise pelos três filhos, finalmente era a hora do parabéns. O bolo de Joe era branco e tinha detalhes verdes, tinha a miniatura dele todo engravatado com Demi o abraçando por trás e Elizabeth e Daniel ao seu lado. Até Buffy estava no bolo!

   - Você pode me ajudar a cortar? - Sussurrou no ouvido de Demi e ela riu assentindo, eles ainda cantariam parabéns e Joe já estava todo nervoso porque sempre que era o seu aniversário, ele se atrapalhava na hora de cortar a primeira fatia. - Dem, fica comigo. - Pediu todo manhoso quando todos começaram a cantar parabéns. Às vezes era difícil para acreditar, mas Joe era tão tímido.

Demi não deixou de sorrir para Joe enquanto batia palmas e cantava parabéns para ele animadamente. E ela pensara que aquela festa não seria divertida. Bem pelo contrário. Ela tinha reencontrado Marissa, Selena, Taylor, Miley e Dani. E o melhor, elas tinham colocado toda a conversa em dia. Conversar com Anne também tinha sido maravilhoso. Nunca pensara que compartilhar um pouco daquela história com a sua irmã a faria se sentir mais leve. Mas o melhor da festa tinha sido estar ao lado dele, aliás, era sempre bom estar ao lado de Joe. Partir o bolo com ele e ajudá-lo a cortar uma fatia de bolo não tão grande e não tão pequena tinha sido uma batalha que envolvia muito chantili e farelos de bolo, e acabou que quem ganhara o primeiro pedaço tinha sido ela!

   - Ei, o que foi? - Perguntou Joe. Ele tinha conversado com tanta gente depois que partira o bolo que acabou ficando longe de Demi, e agora que a encontrara estava um pouco preocupado e se sentindo culpado por deixá-la tanto tempo sozinha. - Dem? Tudo bem? - Perguntou assim que sentou-se ao lado dela no sofá.

   - Apenas sono. -  Ela murmurou de olhos fechados para o seu alivio. O dia tinha sido tão puxado para ela. A consulta para saber o sexo do bebê, as compras no shopping, arrumar a casa, preparar a surpresa para Joe, o jantar e agora a festa onde ela ficou tanto tempo em pé. Ela deveria estar muito cansada.

   - Eu vou te levar para o quarto. - Sem jeito ele passou um braço por baixo das pernas dela e o outro em suas costas a segurando firmemente. Difícil tinha sido atravessar aquele rio de pessoas com Demi nos braços, mas ele tinha conseguido e agora subia as escadas com ela cada vez mais se aninhando ao peito dele. - Demi? - Chamou enquanto tentava abrir a porta do quarto. A resposta não veio, Demi havia adormecido. Girar a maçaneta da porta foi a tarefa mais difícil uma vez que Demi adormecera, mas ele tinha o feito depois de muito custo e dedicação para não prejudicar o sono de sua menina. Quando acendeu a luz, o coração quase saiu pela boca. O quarto estava.. oh Deus! Tinham pétalas de rosas no chão, o lençol era vermelho, e tinha um balde com gelo com um champanhe. Ele olhou para a mulher adormecida em seus braços e só agora descobrira o porquê que ela estava tão assustada e sem jeito quando eles chegaram em casa e todos gritaram surpresa. - Oh minha menina. - Disse assim que a deitou na cama e começou a despi-la começando pelos sapatos de salto alto. O que ela tinha preparado estava tão perfeito, Joe tinha certeza que a noite de amor deles seria fantástica, mas aquela festa também tinha sido fantástica, a começo ele estava nervoso, mas só foi Demi lhe dar alguns beijinhos que tudo melhorou. Não era preciso sexo para que tudo ficasse bem, aquela era a lição que ele precisava aprender e compreender.. Joe buscou por uma de suas camisas brancas e sentou-se na beirada da cama quando já a tinha em mãos. Brigou com os botões e com o zíper por minutos e mais minutos, ele até pensou em cortar o vestido com a tesoura que ficava na gaveta do criado-mudo, mas Demi o mataria caso ele fizesse.. Depois de tirar o vestido, fitar os seios dela foi inevitável.. ou melhor, desejar apertá-los e tê-los em sua boca.. Não resistindo, Joe tocou um e depois o outro fascinado pela pele clara e macia dos seios redondos de mamilos marrons da sua menina. Demi estava tão cansada que não acordara em momento algum.. Nem quando ele desceu o vestido pelas pernas dela e quase infartou ao ver a calcinha fio dental vermelha. Respira. Respira. Respira. Puta merda! Aquele bumbum maravilhoso.. A calcinha fio dental.. Joe piscou algumas vezes tentando não pensar naquilo.. Ele apenas correu para o closet e buscou o cobertor para cobri-la o mais rápido possível depois de vesti-la com a sua camisa. - Prometo que eu já venho, ok? Só preciso acabar com essa festa. - Disse enquanto puxava os grampos que prendiam os cabelos dela. Ele fazia tudo com tanto cuidado para deixá-la confortável.

   - Joseph.. - Chamou-o ainda dormindo e Joe sorriu a olhando dormir.

   - Dorme meu anjinho, eu já volto. - Depositara um beijo na bochecha dela com tanto carinho enquanto sua mão deslizava pela barriga onde estava o seu pequenino. A vontade de estar com ela debaixo das cobertas era maior, porém Joe nada podia fazer enquanto a bagunça continuava. Ainda sorrindo de orelha a orelha por vê-la deitada em sua cama, ele caminhou mesmo contra a sua vontade para fora do quarto. Era hora da festa acabar.

Continua.. Oi. Como vocês estão? Eu estou "bem", graças a Deus. Olha, realmente me desculpem pela demora para postar, acontece que semana passada e essa semana foi uma das semanas mais conturbadas para mim psicologicamente falando.. Não sei se já comentei aqui.. mas o meu sonho é cursar arquitetura e urbanismo, eu consegui uma vaga na faculdade que estudo engenharia de computação, porém a diferença de valores era absurda e aqui onde eu moro, infelizmente, não tem arquitetura na faculdade pública.. e o fies tá uma bagunça.. então tive que desistir da vaga a lágrimas e com o coração na mão.. Então é isso.. Eu não estou desistindo do meu sonho, só vou esperar mais um pouco.. espero que entendam.. Voltando a fic.. Espero que gostem dos capítulos, sei que está "demorando" para o hot, mas vai acontecer.. Obrigada por todos os comentários e visualizações! Até o próximo capítulo.