11.1.15

Capítulo 44

Como era possível parar de sorrir? Demi não conseguia o fazer. Ela apenas o olhava sorrindo de orelha a orelha e vez ou outra suspirava apaixonada; Ah! Poderia ser o maior clichê de todo o mundo, mas Demi não se cansaria de suspirar por ele. Arrepios percorreram sua pele conforme as mãos grandes e másculas acariciavam a sua barriga, Joe tinha um sorriso lindo nos lábios e conversava com o bebê. Era tão fofo como ele o fazia, parecia tão feliz e apaixonado.

   - Papai está muito ansioso para te pegar no colo. - Disse correndo os dedos pela barriga ainda lisa de Demi. - Nós vamos deixar a sua mãe maluca com as nossas brincadeiras, prometo que vamos aprontar muito. - Demi mordeu o lábio inferior quando ele a olhou ainda sem deixar a barriga mostrando aquele sorriso sapeca de menino. - Eu aposto que você vai ficar tão encantado quando ver a nossa menina, ela é tão linda bebê. - Sussurrou e beijou a barriga demoradamente. - Você deve estar cansado, não é? O papai já brincou muito com você, agora é hora de dormir bebê. Nós amamos você. - Demi deixou uma lágrima rolar de pura emoção e felicidade. O seu bebê era tão pequenino, mas já era tão amado.

   - Mamãe te ama. - Disse acariciando a própria barriga antes de Joe abaixar a blusa de moletom e ajeitar a coberta no corpo de Demi.

   - Está cansada tagarelinha? - Perguntou Joe se esticando para roubar um selinho.

   - Só um pouquinho. - Era incrível como a fala de Demi melhorava a cada nova frase, ela estava deixando de gaguejar aos poucos. Tudo porque passara praticamente dois dias falando sem parar. Todos que a visitavam demoravam séculos no quarto escutando as aventuras de Demetria, ela os faziam chorar de tanto rir, e até discutira política com o tio de Joe.

   - Então, vamos ajeitar para dormir? - Demi fez careta em negação quando o viu preparar a poltrona.

   - Joseph, seu lugar já está preparado. - Disse se afastando para a extremidade esquerda da cama.

   - Dem, eu não quero te atrapalhar, você precisa descansar e eu só vou causar problemas. - Disse desdobrando a mantinha que pertencia a ela para se cobrir enquanto estivesse dormindo na poltrona. - Não se preocupe querida, eu estou acostumado com essa velha amiga. - Demi revirou os olhos quando Joe se acomodou na poltrona e só não se levantou para puxá-lo porque não conseguia.

   - Joe.. - Murmurou manhosa. - Dei..ta comigo amor, por favor. - Como ele iria resistir? Demi o olhava daquele jeito que ele tanto conhecia..

   - Tudo bem. - Joe desamarrou os cadarços e descalçou os tênis antes de deitar-se ao lado dela. - Está bom? - Perguntou a abraçando de lado.

   - Hum.. não. - Murmurou colando mais o corpo ao dele.

   - Dem.. - Disse a repreendendo. Não seria nada interessante se alguém abaixo da barriga dele ganhasse vida..

   - Amor.. Eu sinto a sua falta. - Joe suspirou fundo e a abraçou com mais força.

   - Você não faz ideia de como eu sinto a sua falta.. - Sussurrou de olhos fechados escondendo o rosto no pescoço de Demi. - Não faz isso. - Pediu quando sentiu as mãos dela caminharem por seus braços tentando o puxar para cima dela.

   - Apenas.. - Demi fechou os olhos quando os lábios dele tocaram os dela e o peso do corpo forte a empurrava cada vez mais contra o colchão. - Apenas um beijo. - Disse baixinho e ambos sorriram.

   - Apenas um.. - Os lábios se encaixaram perfeitamente e logo as línguas estavam sincronizadas uma brincando com a outra. Joe não esperava por aquilo.. mas foi impossível não sentir a carne pegar fogo assim que as mãos de Demi empurraram a camisa que ele vestia para cima. - Você está tirando casquinha Dem? - Demi mordeu o lábio inferior para conter um sorriso ao sentir o pescoço ser superficialmente arranhado pela barba que começara a nascer conforme Joe distribuía beijos por aquela região.

   - Só um pouquinho. - Disse correndo as mãos pelas costas largas já que a camisa de Joe estava toda embolada na região do peito dele.

   - Minha pequena, você é muito levada. - Joe deu um beijinho carinhoso no queixo de Demi e depois na testa. - Está na hora de você descansar meu anjo, o dia foi cansativo. - Joe deu um selinho nos lábios de Demi e quando se ergueu para abaixar a camisa antes embolada em seu peito, Demi fez careta. - O que foi? Não gostou da minha camisa? - Perguntou rindo enquanto se deitava ao lado dela. Deus! Ele deveria tomar mais cuidado, aquela cama era de solteiro e ele estava sujeito a cair a qualquer momento.

   - Prefiro quando você está sem e..ela. - Joe deu uma leve mordida na bochecha dela e a abraçou carinhosamente.

   - Nós vamos ter todo o tempo do mundo para namorar Dem, só temos que ter paciência. - Disse calmamente e Demi suspirou frustrada.

   - Eu quero ir para casa Joe, não aguento mais ficar deitada sem conseguir me mover. - Joe ficou por alguns minutos em silêncio apenas a abraçando podendo sentir o coração dela bater.

   - Eu imagino como deve ser ruim bebê, mas nós temos que ter paciência; vamos dar cada passo juntos e na hora certa, sem pressa. - Joe sabia como ela se esforçava para manter-se firme e forte. Não deveria ser nada fácil dormir e acordar com a vida toda revirada. - Sabe, eu aprendi que quanto mais ansiosos nós ficamos, mas o que queremos demora para acontecer. O nosso tempo não é o mesmo de Deus Dem, e as coisas só vão acontecer no tempo e perante a vontade dele. - Demi virou-se com muito esforço e o abraçou.

   - Eu sei.. - Sussurrou beijando o peito dele. - Mas eu quero tanto ir para casa amor, cuidar de você, dos nossos filhos, dos nossos cachorros, preparar a nossa casa para receber o nosso bebê, voltar a cantar. - Joe encheu o rosto de Demi com selinhos e a aninhou em seu peito.

   - E você vai meu anjo, mas primeiro nós vamos cuidar de você. - Demi riu ao sentir os dedos dele correrem por sua barriga fazendo cócegas. - Eu vou te mimar tanto, mais tanto, que você vai querer me matar. - Joe fingia mordê-la e Demi gargalhava gostosamente o abraçando. - Eu já comprei o milho e o leite para a canjica. - Demi arregalou os olhos e Joe gargalhou escondendo o rosto no pescoço dela.

   - Você está brincando Joseph! - Disse ainda de olhos arregalados e boquiaberta. Diabos! Ela teria que fugir e voltar só quando o seu bebê estivesse com dois anos? Ah não! Joe a perturbaria tanto com aquela estória de comer alimentos que a ajudaria a produzir leite materno para o bebê!

   - Espere, vou buscar a nota fiscal na minha carteira. - Demi cerrou os olhos ao olhá-lo e Joe gargalhou.

   - Joseph! - Quando Joe olhou nos olhos dela, ele confessou que estava apenas brincando. - Você sabe muito bem que vai depender muito da forma que o nosso pequeno vai mamar para que eu tenha leite até que ele complete dois aninhos. - Comentou distraída com a barra da camisa dele. - Claro que a alimentação também influência. - Joe assentiu admirado.

   - É? E como o bebê deve mamar? - Perguntou acariciando o queixo dela com a mão.

   - A boquinha dele tem que abocanhar a aréola do seio para estimular as glândulas mamárias, algo assim. - Demi repousou a mão na cintura de Joe e quando finalmente o olhou teve vontade de esbofeteá-lo. - Seu safado! - Disse rindo ao ver o sorriso safado que ele tinha nos lábios.

   - O que foi? - Perguntou também rindo. - O que eu fiz? - Demi escondeu o rosto no pescoço de Joe e o abraçou.

   - Estou brincando com você bebê. - Joe sorriu ao ver como ela estava corada e a beijou rapidamente. - Eu estou tão feliz Demi, eu sei que já disse isso milhares de vezes, mas parece um sonho. - Demi sorriu e acariciou o rosto dele com carinho. - Eu pedi tanto a Deus para ele te trazer de voltar, e ele atendeu o meu pedido. Você voltou para mim e nós vamos ter outro filho. - O sorriso dele era tão sincero, a felicidade contagiante e a energia tão gostosa e positiva.

   - Obrigada por pedir por mim amor. Eu estou tão feliz que você voltou para a igreja. - Comentou admirada com o quão lindo era o sorriso dele. - Isso é tão bom para a nossa família Joe. - Era tão estranho. Joe estava tão diferente, parecia aquele velho Joe que ela namorava. Ele estava mais divertido, tranquilo, sem uma pilha de trabalho a ser feito, e ele parecia tão apaixonado e feliz, não que antes ele deixara de demonstrar que a amava, mas agora era tão diferente, aquele amor que os uniam parecia tão vivo e forte. Dava-lhe forças para querer melhorar, para querer viver.

   - Eu sei. Quero muito que você vá comigo. - Demi assentiu com um sorriso. - Eu vou orar, tudo bem? - Demi o observou levantar-se e agachar-se na beirada da cama, e quando ele fechou os olhos e uniu as mãos para conversar com Deus, ela fez o mesmo.

   - Joseph? - Chamou-o abrindo os olhos para encontrá-lo sorrindo encantado olhando-a. - Vem. - Demi recebeu um beijo demorado na bochecha e ele a abraçou de lado.

   - Dem, eu estava pensando numa coisa. - Disse depois de minutos em silêncio abraçado a ela.

   - No que você estava pensando? - Perguntou enlaçando os dedos aos dele.

   - Quando nós vamos contar para os nossos bebês que eles vão ganhar um irmão? - Perguntou e Demi riu com o "bebês".

   - Nós podemos contar aman..nhã, o que você acha? - Perguntou ainda brincando com os dedos dele.

   - Por mim tudo bem. - Disse dando um beijinho carinhoso no ombro dela. - O que você acha? Eles vão gostar? - Perguntou curioso.

   - Acho que a Beth vai surtar e o Daniel, você sabe como ele é amor. - Daniel era um pouco ciumento quando se tratava da mãe, Lizzie também era, porém não tanto como o irmão. Dan não gostava de dividi-la, mas isso não o fazia um mal garoto, ele apenas se sentia seguro e amado quando estava com ela. - Mas ele vai amar ter um irmãozinho ou uma irmãzinha, eu tenho certeza que ele vai proteger tanto o nosso pequeno. - Joe assentiu e automaticamente a mão dele estava sobre o ventre de Demi o acariciando.

   - Eu acho que a Lizzie vai ficar mais enciumada que o Dan. - Comentou já que conhecia bem o comportamento da filha.

   - Os dois vão ficar com ciúmes amor. - A risada dela o fez rir também, mas segundos depois estavam em silêncio. Ambos pensavam em como seria o bebê que estava a caminho, se ele se pareceria mais com Joe ou com Demi, se ele iria gostar de brincar mais com Lizzie ou com Dan, e se ele seria um menininho dos olhos cor de mel ou uma menininha do queixinho idêntico ao da mãe. - Eles crescem tão rápi..do. Eu ainda me lembro do dia que cheguei de viagem e te contei que estava grávida, eu era tão nova e estava com tanto medo e tão feliz ao mesmo tempo. O Dan cresceu tão rápido, ainda me lembro de quando ele dançava na nossa sala apenas de fralda, de quando ele chamava o Buffy de Uffy e quando Elizabeth nasceu? Você se lembra de como ele ficou todo vermelhinho de ciúme ao ver a nossa menina nos meus braços? Nós passamos por tantas coisas, enfrentamos tantos obstáculos para criá-los. Eu os amo tanto am..or, você não faz ideia. - Joe a abraçou com força enquanto se lembrava de todos aqueles anos que eles estiveram juntos mais unidos do que nunca lutando com todo o amor que tinham para fazer aquela família que construíram juntos cada dia mais forte e feliz. - O Dan tem barba Joe! A Beth está tão independente, eles cresceram tão rápido amor, nossos bebês. - Joe limpou as lágrimas que rolavam pelo rosto de Demi com beijinhos.

   - Nós fizemos um bom trabalho. - Disse a beijando na bochecha. - E agora temos o nosso pequeno para protegermos. - Demi assentiu esforçando-se para abraçá-lo apertado.

   - Eu te amo Joe. - Cobrindo-a com a coberta, Joe disse que a amava, beijou-a na testa e encostou a cabeça a dela logo adormecendo. Amanhã seria um longo dia.

(...)

   - Bom dia.. - O sussurro sonolento partira da voz masculina. Mal sabiam o horário, como o dia amanhecera, ou até mesmo se amanhecera; o importante era que estavam juntos espremidos naquela pequena cama, ele aquecido no calor do corpo dela; e ela aquecida no calor do corpo dele.

   - Bom.. - Antes mesmo que Demi concluísse a pequena frase, o olhos se fecharam e ela quase adormeceu.

   - Nada disso.. - Disse com a voz roupa passando para cima dela. - Está na hora de acordar. - Os lábios de Joe tocaram o pescoço de Demi e ela grunhiu lutando para acordar e adormecer ao mesmo tempo.

   - Vai dormir Joseph. - O esforço mais o sono e a preguiça não a ajudou a mover a mão até o peito dele para empurrá-lo, o que deixou Demi frustrada. Poxa! Quando ela iria poder tocá-lo como queria? A fala estava voltando, ou melhor, ela tagarelou tanto e a coisa melhorou, mas os movimentos não voltavam, era um arrasta arrasta interminável de mãos! Ora, aquilo era cansativo!

   - Beijo, vamos bebê, dá beijo! - A bela revirada de olhos indicara que o dia de Demi começara mal, mas mesmo assim ela beijou a bochecha dele e logo depois Joe a atacou com um belo e estranho beijo de bom dia na boca. - Eu não me importo se nós acabamos de acordar ou não. - Comentou a abraçando de lado recebendo um sorriso modesto e envergonhado de Demi. - Eu não quero ficar longe de você. - Por um minuto Demi se perdeu nos olhos dele. Eram tão lindos, grandes, masculinos e pincelados de verde e cor de mel; Então os lábios foram unidos enquanto o corpo dele roçava o dela, as mãos apertavam suavemente a cintura e logo uma delas estava sobre o ventre o acariciando como ele sempre fazia.

   - Então, nós vam.. opa. - Os lábios de Joe se afastaram dos de Demi e pela segunda vez no dia ela estava frustrada. - É.. Hum.. a porta estava aberta. - Disse a menina apontando para a direção da porta. - Eu volto mais tarde. - Disse Elizabeth guardando o telefone na bolsa de franja.

   - Lizzie, esper.. - E o barulho ecoou pelo quarto logo seguindo pelo grunhido. Joe acabara caindo da cama! Diabos! Que chão gelado! - Au.. - Gemeu meio que choramingando.

   - Você está bem? - Joe olhou para cima para encontrar os olhos marrons de Demetria sobre ele.

   - Vem, eu te ajudo. - Lizzie deu uma mãozinha para o pai, que logo estava resmungando sobre as costas doloridas se sentando na poltrona.

  - Onde está o seu irmão? - Perguntou Joe a Lizzie.

  - Cantina? - Disse como se fosse óbvio. - Bom dia mamãe. - Elizabeth abraçou Demi calorosamente e a beijou na bochecha com carinho. - Como foi a sua noite? - Perguntou, mas segundos depois estava tão vermelha quanto um tomate maduro.

   - Oh.. Hum.. sonolenta. - Disse Demi rindo. - E a sua? - Perguntou para a menina já sentada na beirada da cama.

   - Sonolenta. - Murmurou e Demi riu. - Vocês tomaram café da manhã? - Perguntou pensativa e ambos negaram. - Eu vou puxar o Dan pela orelha e nós podemos tomar café da manhã juntos aqui, o que acham? - Sugeriu.

   - Nós.. umm, ou melhor, você, o seu pai e o Dan vão ser expulsos do hospital a qualquer momento. - Disse Demi ao se lembrar de que deveria ter um limite de pessoas para visitas a um paciente. E um café da manhã no quarto não seria nada adequado aos olhos dos médicos e enfermeiros.

   - Vamos? - Pediu a menina de olhos brilhando. - Eu voou buscá-lo, ok? - Demi suspirou e assentiu, como dizer não para Elizabeth? Era praticamente impossível!

   - Não exagere, e, por favor, sejam discretos ao entrarem no quarto, nada de brigas. - Alertou Joe e a menina saiu do quarto em um piscar de olhos.

   - Você está bem? - Perguntou Demi o olhando preocupada e Joe assentiu coçando a nuca. - Deita aqui comigo. - O jeito que ela o olhou dizia que ele não deveria negar. Joe, mesmo receoso, deitou-se ao lado de Demi.

   - Vamos contar agora? O que você acha? - Demi mordeu o lábio inferior e assentiu sentindo a mão dele acariciar a barriga dela.

   - Tudo bem.. Quanto an..tes melhor.  - Disse.

   - Então tudo bem. - Joe sorriu galanteador e pôs o rosto na curva do pescoço dela. Enquanto esperavam, a mão dele deslizava carinhosamente pelo braço dela, assim como a mão de Demi brincava com o bíceps do braço esquerdo de Joe.

   - Seu idiota! Ela quase nos viu. – Disse Elizabeth fechando a porta do quarto com certa dificuldade por conta da pequena bandeja que tinha em mãos e da cesta pendurada no braço direito.

   - Quieta pirralha. – Dan nem olhou direito para a menina, olhou para trás e sorriu corado ao ver a mãe e o pai olhá-los sorrindo.

   – Bom dia. – Disse Demi e Joe juntos e os garotos se aproximaram da cama.

   - Bom dia mamãe. – Dan apertou a mão de Joe e logo fez aquele toque que só os garotos entendiam. – Pai! – Disse rindo já que Joe não soltava a mão dele e ele estava louco para dar um belo abraço e um beijo na mãe.

   - Eu juro que vou ficar com ciúme, vocês se esqueceram de mim? – Perguntou fingindo estar emburrado e Demi arqueou as sobrancelhas e sorriu divertida.

   - Está com ciúme? – Perguntou rindo do biquinho dele.

   - Estou. – Joe sorriu bobo quando sentiu os braços de Lizzie o envolver num abraço desajeitado. – Humm. – Murmurou manhoso quando Lizzie o beijou no rosto.

   - Não fica com ciúme bonitão. – Joe a beijou na bochecha sentindo-se aquecido depois de um dia frio ao olhar para os olhos da filha. – Eu amo você. – Cantarolou a menina e Demi fez careta.

   - Dan, eu amo você. – Disse Demi para o garoto que a abraçou mesmo tendo a mão presa a de Joe.
   - Está com ciúme querida? – Perguntou Joe de sobrancelhas arqueadas e Demi não hesitou em dá uma bela revirada de olhos.

   - Óbvio que não. – Disse olhando para Lizzie de olhos cerrados fazendo a menina sorrir.

   - Ciumenta, ciumenta. – Cantarolou Joe a pirraçando e Demi mostrou língua para ele.

   - Eu estou com fome! – Reclamou Daniel e Lizzie arqueou as sobrancelhas.

   - Então vamos comer. – Disse Demi o beijando na bochecha. – O que vocês têm na cesta? – Perguntou com certo interesse e Joe soube logo do que se tratava..

   - Bolo de chocolate que a vovó fez, torradas da cantina.. – Disse Lizzie colocando a bandeja, antes sobre o braço da poltrona, agora no colo de Joe.  – Biscoitos e suco de laranja. – Disse por fim ao esvaziar a cesta.

   - E o bolo de laranja que a vovó Dê fez? – Joe sentiu-se honrado ao ver os olhos de Demi brilharem ao escutar “bolo de laranja”.

   - Tem bolo de laranja? – Perguntou logo mordendo o lábio inferior e olhando para Lizzie atentamente. Ok, Demetria parecia um felino observando cada movimento da sua presa pronta para atacar.

   - Acho que tem. – Disse Lizzie de cenho franzido checando se tinha bolo de laranja na cesta. – Humm.. Acho que nós esquecemos o bolo na cantina. – Demi arregalou os olhos e Joe comprimiu a boca sabendo que os sintomas malucos da gravidez estavam só começando.

   - Joe.. – Disse toda manhosa o olhando. – A..amor, eu quero bolo de laranja. – Elizabeth os olhou atentamente e mais uma vez aquela questão tinha sido confirmada..

   - Tem bolo de chocolate, você não quer? – Perguntou Daniel e Demi balançou a cabeça negativamente.

   - Quero bolo de laranja. – Murmurou manhosa.

   - Mas o seu bolo preferido é o de chocolate. – Disse o garoto confuso.

   - Eu quero bolo de laranja. – Joe respirou fundo e a olhou.

   - Tudo bem, nós temos uma coisa para contar. – Disse abraçando Demi de lado. – Demi? – Perguntou e ela o olhou como uma menina que fora proibida de brincar com o seu brinquedo preferido.

   - Eu estou grávida e quero bolo de laranja. – Disse num murmuro manhoso. Joe viu os olhos de Daniel arregalarem e Lizzie levar a mão à boca. Os próximos minutos foram tão tensos e cheios de expectativas e medos.

   - Nós vamos ter um bebê. – Disse Joe sorrindo sem graça para os filhos e quando ele olhou para Demi, encontrou os olhos dela brilhando fixos a ele como quem está esperando ansiosamente por alguma coisa.

   - Joe.. – Sussurrou Demi e ele a olhou a repreendendo. – Mas.. – Disse logo bufando irritada.

   - Um bebê? – Perguntou Daniel de olhos arregalados.

   - Sim, um bebê, tem um bebê aqui. – Joe levou a mão ao ventre de Demi.

   - Joe, eu quer.. – Demi sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo quando a mão de Daniel estava sobre a sua barriga.

   - Aqui? – Perguntou o garoto deslizando a mão suavemente pela barriga da mãe. As lágrimas já se formavam nos olhos de Demi, ela se lembrara de quando estava grávida dele.

   - Aqui. – Demi levou a mão de Dan para o seu ventre e o menino o acariciou delicadamente como se estivesse com medo de machucá-la.

   - Oh meu Deus. – Soluçou Elizabeth completamente emocionada. Uma coisa era ela saber as escondidas, outra coisa completamente diferente era participar da felicidade dos pais e do irmão como uma família feliz. – Eu não acredito! – Lizzie levou a mão para perto da do irmão e Demi quase desabou de chorar ao ver os seus filhos juntos. Dan, Lizzie e o seu pequenino ainda em seu ventre.

   - Vocês estão felizes? – Perguntou Joe curioso.

   - É confuso.. mas eu estou feliz. – Disse Daniel sorrindo.

   - De quantos meses você está? – Perguntou Elizabeth animada e Demi nem precisou perguntar se a menina estava feliz.

   - Dois meses. – Disse com um lindo sorriso nos lábios.

   - Dois meses? – Disse Lizzie de olhos arregalados. – Nós precisamos adiantar as coisas, temos que comprar roupinhas, personalizar o quarto, mobilhá-lo. Meu Deus! E o nome? Vocês já decidiram? – Joe gargalhou ao ver os olhos arregalados de Demi e abraçou Lizzie carinhosamente.

   - Nós ainda não sabemos se vai ser um menino ou uma menina para comprar roupinhas, sua mãe precisa de descanso por agora e nós não decidimos o nome Srta. Elizabeth, mais alguma pergunta? – Lizzie suspirou frustrada enlaçando os dedos aos do pai.

   - Nós precisamos cuidar disso, sete meses passam voando. – Demi apenas assentiu e voltou a olhar para Joe com os olhos brilhando.

   - Eu já sei. Você quer bolo de laranja. – Disse e as crianças entenderam o porquê do alvoroço por conta do bolo de laranja. – Eu vou atrás do bolo de laranja crianças, senão o nosso bebê vai nascer com cara de bolo de laranja. – Joe repousou a bandeja na cama e levantou-se para calçar os tênis e se espreguiçou dando a Demi a maravilhosa visão das suas costas largas e dos seus braços fortes flexionados mostrando cada músculo perfeito. E aquele traseiro? Oh não.. Esquece o bolo.. o que ela queria agora era ele!

   - Joe.. – Oh meu Deus! O que ele iria fazer com toda aquela manha de Demetria?

   - O que foi bebê? – Perguntou segurando o rosto dela com as mãos carinhosamente. Ele conhecia aquela carinha.. O jeito que ela mordia o lábio inferior e o olhava. Céus! Joe esperava que o seu cérebro não entendesse os sinais da sua garota.. mas ele podia sentir alguém entre as suas pernas começar a ganhar vida. – Eu vou comprar o seu bolo, tudo bem? – Disse carinhosamente dando um selinho molhado nos lábios dela.

   - Tudo bem. – Disse frustrada o olhando com aqueles grandes olhos marrons.

   - Vocês já sabem, cuidem da baixinha enquanto eu estiver fora. – Orientou as crianças. – Qualquer coisa me liga. – Daniel e Lizzie assentiram e Demi choramingou ao sentir o beijinho carinhoso na sua bochecha antes de Joe partir.

   - Você quer dividir um pedaço de bolo de chocolate comigo? – Perguntou Daniel gentilmente ajudando Lizzie com o café da manhã.

   - Mas e o bolo de laranja? – Elizabeth riu de como manhosa a mãe era e entregou o prato com a fatia de bolo de chocolate para o irmão.

   - Vamos fazer o seguinte, você come só um pouquinho do bolo de chocolate para matar a fome, e quando o papai chegar você come o bolo de laranja. – Demi assentiu com um pequeno sorriso e Dan levou a primeira colherada para a boca dela. – Está gostoso? – Perguntou e Demi assentiu pedindo mais abrindo a boca. Era tão divertido estar com eles; Demi gargalhava em meio ao café da manhã improvisado com as perguntas indiscretas de Elizabeth e com as caretas de Daniel.

(...)

   - Está cansada meu anjo? – Perguntou Joe deslizando a mão ora na cintura ora na costela de Demi. O dia tinha sido cheio, os familiares não paravam de visitá-la e lá fora os fãs e a imprensa iam à loucura por notícias, tudo que eles sabiam era que Demi acordara do coma, mas queriam mais notícias detalhadas, o que não tinham.

   - Estou. – Suspirou fundo se esforçando para passar para cima dele. – Joe, quando nós vamos para casa? – Deveria ser a milésima vez que ela perguntara aquilo naquele dia. Bem, o dia para eles não tinha sido tão cansativo como fora no geral, quando estavam sozinhos trocavam caricias e se beijavam muito, claro que foram flagrados algumas vezes, mas não se importavam.

   - Falta apenas um dia para você voltar para casa. – Disse a abraçando. – Nós vamos procurar a melhor clínica de fisioterapia desse país e você vai ficar boa logo. – Prometeu sorrindo para ela.

   - Eu quero voltar ao normal Joe, quero ser independente de novo. – Demi odiava ter que esperar uma enfermeira vir até ela para lhe dar banho ou ajudá-la em suas necessidades, odiava receber comida na boca e milhares de outras coisas que a limitava. Era horrível ser dependente de outra pessoa.

   - Você tem que ter paciência, os seus movimentos vão voltar com o tempo e com muito trabalho. – Disse calmamente. – E eu prometo que vou te levar e te buscar todos os dias na clínica, vou cuidar de você com todo carinho do mundo. – Demi assentiu calada. Joe teria um senhor trabalho.

   - Você acha que eu vou ficar boa em pouco tempo? – Perguntou pensando no seu bebê que precisava urgentemente que ela voltasse ao normal para ajudá-lo a crescer forte em seu ventre.

   - Claro que vai, ok? – Joe roubou um selinho e esperou ansiosamente que Demi assentisse. – Ei, o que foi? – Perguntou de cenho franzido ao vê-la fechar os olhos.

   - Acho que a minha cabeça está começando a doer. – Murmurou franzindo o cenho sentindo a dor se intensificar a cada segundo que se passava.

   - Dem, você quer que eu chame o Dr. Callahan? – Perguntou preocupado e Demi choramingou levando as mãos à cabeça.

   - Eu.. – Joe estava à beira de ter um infarto, chegara ficar pálido. – Vai passar, calma. – Disse respirando fundo tentando controlar a dor. Demi sabia que quanto mais tensa ela ficasse, mas a dor iria dominá-la.

   - Ai meu Deus! Demi, eu vou chamar um médico. – Disse calçando os tênis de qualquer jeito enquanto vestia a camisa.

   - Joseph, fica calmo, eu vou ficar bem. – Disse esforçando-se para massagear as têmporas.

   - Eu vou atrás de um médico! – Joe saiu às pressas do quarto ignorando o chamado dela correndo desesperado atrás de um médico. Ora, ele não iria ficar sem ela de novo.

   - Sr. Jonas! – Joe se equilibrou antes mesmo que fosse ao chão.

   - Marissa, oi. – Disse aflito.

   - O que aconteceu? – Perguntou Marissa arrumando as pastas como estavam antes de esbarrar em Joe. Deus! Aquele homem só sabia correr pelos corredores daquele hospital! Outro dia três enfermeiros ficaram machucados por conta dele.

   - Demi está com dor de cabeça, eu estou preocupado. – Disse cada vez mais aflito. – Onde está o seu pai? – Perguntou ao se lembrar que Marissa era filha do Dr. Callahan, médico que cuidava de Demi.

   - Ele está na cantina, eu acho. – Disse confusa. – Diga a Lizzie e Daniel que estou os esperando amanhã às oito da manhã na minha sala, e o senhor no final da tarde. – Marissa era psicóloga e cuidara de Lizzie e Dan no decorrer do mês que Dem estava em coma, ela tinha os ajudado bastante a lhe dar com aquela situação. Joe também consultava com Marissa, claro que depois de muito esforço e insistência dela, ele acabou a procurando e eles tinham se tornado bons amigos.

   - Claro, eu digo. – Disse já do outro lado do corredor e Marissa riu um pouco nervosa e preocupada com Demi, mas como ela era psicóloga, não podia fazer nada por ela. Joe procurou atentamente por Callahan pelos corredores do hospital, e quando o encontrou todos na cantina tinham olhos apenas para ele.

   - Desculpe atrapalhar, mas Demi está com dor de cabeça. – Disse preocupado. – Eu não sei o que fazer, ela não está bem. – Callahan pediu licença aos outros médicos e saiu apressado com Joe o seguindo.

   - Quando ela começou a reclamar de dor? – Perguntou a passos largos.

   - Nós estávamos conversando sobre a recuperação, e ela disse que a cabeça estava começando a doer. – Joe gemeu preocupado quando eles chegaram ao quarto e encontraram Demetria aparentemente abatida.

   - Está tudo bem querida? A dor passou? – Perguntou Callahan checando a temperatura de Demi.

   - Não. – Murmurou Demi desanimada deixando Joe de coração partido.

   - Onde dói? É só a cabeça? – Perguntou a examinando com os olhos.

   - Sim, só a cabeça. – Disse tombando a cabeça no travesseiro.

   - Fique calma. Sr. Jonas, precisamos de um copo com água. – Em questão de segundos Joe tinha um copo com água em mãos. – Apenas um comprimido de paracetamol, não fará mal para o bebê. – Demi apenas assentiu e bebeu um pouco da água antes de tomá-la junto com o comprimido. – Eu estou por aqui hoje à noite, qualquer coisa o senhor sabe onde me encontrar, tudo bem? E a senhora sem esforços e stress, durma bem. – Demi assentiu e Joe a cobriu com a coberta cuidadosamente.

   - Obrigada. – A voz dela estava tão fraca e Joe temeu que o coma voltasse..

   - Boa noite. – William sorriu para Demi antes de deixar o quarto.

   - O meu bebê, dorme bem. Eu vou estar aqui quando você acordar. – Joe beijou a testa de Demi demoradamente e ela apenas o olhou e forçou um pequeno sorriso antes de fechar os olhos.

Continua... Então, espero que vocês gostem desse capítulo, teve muito momento Jemi, eles são tão fofos e eu não vejo a hora de escrever o hot *-* Eu vou tentar escrever e postar no dia 12, que é o aniversário do blog.. e hoje, dia 11 é o meu aniversário u.u
então vamos ver no que dá, né? Muito obrigada pelos comentários e por todo carinho, beeeijos <3

ps. desculpem algum erro, eu estou morrendo de sono! 

9.1.15

Divulgação

Meninas, super indico a fanfic da Yas: Broken Promise, acessem!

Ps. Desculpe a demora para divulgar Yas, eu acabei esquecendo e só lembrei agora :)

Ps.1 O capítulo deve sair hoje ou amanhã!  

7.1.15

Capítulo 43

O espaço miúdo não era desconfortável, bem pelo contrário. Joe estava bem acomodado no cantinho que Demi lhe emprestara de sua cama. Ele, pela primeira vez em um mês, parecia ter bons sonhos. A manhã não demorou muito para chegar. Os primeiros raios de sol já irradiavam por toda Califórnia e dentro do quarto do hospital certa pessoa sorria brincando com as mechas curtas dos cabelos negros. Oh sim, ela adorava brincar com os dedos nos cabelos e na sombra da barba de Joe. Ele estava tão lindo dormindo ao lado dela, parecia tão relaxado e tranquilo. Demi respirou fundo e esforçou-se para conseguir se erguer. Ela era uma mulher inteligente e estava conseguindo superar a dificuldade de não conseguir se mover perfeitamente usando as mãos para escalar o que queria e trabalhar em seu objetivo. Era frustrante não conseguir se movimentar e não se lembrar de muita coisa, Demi só se lembrava de que parecia ter dormido por séculos e séculos, ao menos ela se sentia descansada e pronta para a nova jornada, aliás, eles teriam um bebê! Aquela era simplesmente a melhor notícia e estava a motivando a querer melhorar da melhor forma possível para receber o seu bebê daqui a sete meses. Tinha muito trabalho a ser feito, escolher um quarto para o bebê, decorá-lo, mobiliá-lo, e escolher um nome para o seu anjinho. Arrastando a mão, Demi a repousou sobre o ventre e o acariciou vez ou outra esbarrando no antebraço forte de Joe que a envolvida. Aquela era a melhor sensação do mundo! O seu pequenino estava ali com ela protegido em seu ventre, logo ele iria crescer, iria se mexer em sua barriga provavelmente a deixando louca de ansiedade para tê-lo em seus braços, e quando esse dia chegasse, ela e o bebê seriam tão mimados por Joe, ele a obrigaria comer toneladas e toneladas de canjica e acordaria no meio da noite para trocar a fralda do pequenino e depois o levaria nos braços para que ela o amamentasse.

   - Dem.. - Demi sorriu ao escutar o sussurro sonolento e manhoso de Joe. Ele a abraçou mais apertado e o suspiro pesado indicara que ele estava dormindo. Era tão bom estar com ele, nos braços dele se sentindo tão amada e protegida.

   - Amor? - Chamou-o olhando para o lado para ter a certeza que Joe estava dormindo. Ah! Ele estava tão gracioso! Demi desejou poder fotografá-lo para quando ela estivesse em turnê admirar a foto completamente boba e louca de saudades dele. - Eu te amo Joe. - Sussurrou esforçando-se para juntá-lo a ela debaixo do cobertor. Não demorou muito para que o tédio a vencer e Demi adormeceu escorando a cabeça na de Joe.

(...)

   - Mãe! Mãe! - Dianna via-se louca. Anne a gritava, Eddie a gritava, a panela de pressão zumbia e soltava vapor conforme o pino rodava; o bolo estava no forno e não demoraria muito para o cheiro de queimado apossar-se da casa. - Mãe! - Dianna respirou fundo no terceiro grito da filha e quando se preparava para subir as escadas para repreendê-la com boas palmadas, encontrou os olhos azuis de Anne sobre si.

   - O que diabos você está aprontando menina?! - Disse nervosa. Era Demetria, era Anne, era Eddie. Deus! Eles a deixavam completamente louca.

   - Eu estava procurando o pijama e as pantufas da Dem.. - Dianna respirou fundo e olhou para os olhos da menina.

   - Joe veio aqui em casa ontem buscar o pijama e as pantufas querida. - Disse calmamente, pois sabia que Anne estava louca para visitar a irmã novamente e agradá-la com alguma coisa.

   - O que eu vou levar para ela? - Perguntou tão frustrada e Dianna a abraçou se lembrando da sua Demetria quando a mesma tinha dezessete anos. Ah! Demi e Anne eram tão idênticas, exceto pela cor dos olhos e dos cabelos. Enquanto Demi tinha olhos marrons meigos e cabelos castanho claros, Anne tinha olhos azuis sedutores e cabelos negros. Mas essas duas características não as diferenciavam muito, Anne era a cópia perfeita de Demi quando a mesma tinha dezessete anos e pintara os cabelos de preto. - Eu estou tão ansiosa para vê-la, será que ela vai ficar orgulha? - Perguntou e Dianna assentiu.

   - Eu tenho certeza que sim meu anjo, sua irmã te ama muito. - Anne, como qualquer adolescente que está terminando o ensino médio, lutara bastante para conseguir notas altas, uma boa ficha acadêmica e ser aceita para se preparar para cursar medicina.

   - Eu também a amo.. Nós já podemos ir? - Perguntou olhando para os olhos de Dianna, que apenas os revirou por conta da insistência da menina.

   - Vamos almoçar primeiro, eu vou desligar o.. - Dianna desfez do abraço de Anne e correu para desligar o forno. - Meu Deus! Mais um minuto e o bolo estaria torrado. - Comentou guiando a forma para cima da mesa com as mãos vestidas naquelas enormes luvas térmicas cor-de-rosa.

   - Bolo? - Perguntou Eddie da entrada da cozinha aparentemente feliz pela forma enorme de bolo de chocolate.

   - Nem pense nisso, bolo quente dá dor de barriga. - Dianna foi rápida o suficiente para acertar o dedo do marido em direção ao bolo com as luvas térmicas. - E o senhor e a senhorita vão ao mercado comprar leite condensado, nós precisamos de brigadeiro para o recheio do bolo. - Dianna sabia que tudo que Demi poderia desejar no momento era uma bela fatia de bolo de chocolate com brigadeiro, aliás, a sua menina estava grávida e os desejos estranhos começariam.

(...)

   - Por que ele está triste? - Perguntou ao ver o Buffy encolhido no tapete branco da sala. O mascote da casa era sempre tão animado, mas ultimamente Buffy estava tão quieto e cada vez mais sozinho, já que ele não queria brincar com os seus filhotes e com Daniel.

   - Hum.. - Daniel sentou-se do sofá e cerrou os olhos ao olhar para o amigo se misturando a cor do tapete até porque Buffy tinha a pelagem branca. - Ele está com saudades da mamãe, toda vez que ela fica muito tempo fora de casa ele fica assim. - Assobiando, Daniel bateu as mãos nas coxas chamando Buffy, que apenas levantou a cabeça para olhá-lo e ainda muito relutante caminhou até Daniel. - Ei rapaz, o que foi com você? - Perguntou Daniel acariciando o pelo de Buffy.

   - Será que.. umm.. será que ele não está doente? - Perguntou Jenny se aproximando de Dan para acariciar o pelo de Buffy.

   - Não, ele está bem. - Daniel segurou a cabeça de Buffy com as mãos e olhou nos olhos dele sabendo que ele estava apenas triste. - Não fica triste garoto, a mamãe estará de volta em poucos dias, e você vai ganhar muitos pedaços de lasanha e bolo de chocolate. - A lamentação canina começou quando Dan abraçou Buffy e o mesmo pareceu desabar em choro sentindo o carinho que o menino fazia em seus pelos.

   - Você quer que eu traga um pedaço de lasanha para ele? - Perguntou Jenny carinhosamente brincando com os dedos no pelo de Buffy.

   - A nossa lasanha era de molho branco ou vermelho? - Daniel arregalou os olhos quando Buffy subiu no sofá e aninhou-se em seu colo chorando.

   - Branco. - Disse Jenny de cenho franzido.

   - Tudo bem, ele não gosta muito de molho vermelho. - Jenny assentiu levantando-se para ir para cozinha preparar um pedaço da lasanha de Buffy.

   - Cara, você não pode chorar. - Os choros caninos só aumentaram ainda mais e Daniel riu quando Buffy virou-se ficando com as patinhas para cima pedindo por carinho. - Você é um menino muito manhoso. - Daniel correu os dedos pela barriga de Buffy, que lambeu o rosto do dono e fechou os olhos sentindo aquele carinho que tanto gostava desde que era apenas um filhotinho.

   - Daniel, quem estava os alimentando? - Perguntou Jenny ao ver Buffy atacar a tigela com o pedaço de lasanha.

   - Umm.. - Dan coçou os cabelos da nuca e sorriu sem graça. - Acho que o meu avô estava vindo aqui cuidar deles. - Jenny balançou a cabeça negativamente e se sentou no colo de Dan repousando a cabeça no peito dele. Tinha sido um mês difícil para todos, incluindo os cães, que estavam tão tristes e descuidados por conta da falta de humanos naquela casa. - Sabe, eu quero muito ver a sua mãe. - Disse erguendo a cabeça para olhá-lo nos olhos. - Nós podemos ir ao hospital agora? - Jenny fixou os olhos aos olhos verdes de Dan e esperou ansiosamente por uma resposta.

   - Tem que ser agora? - Murmurou Daniel com certo receio. Ele não era muito bom em lhe dar com as mulheres, elas sempre o intimavam com aqueles olhares fuzilantes como Jenny acabara de olhar para ele.

   - Agora Daniel. - Por incrível que pareça o tom da voz de Jenny fora suave e ele até recebeu um beijinho na bochecha. - Eu estou tão ansiosa para saber como ela está. - Dan assentiu acariciando os cabelos de Jenny espiando Buffy, que o olhava já deitado no tapete da sala.

   - Tudo bem, você chama um táxi e eu vou trocar essa camisa. - Jenny assentiu e buscou o celular no bolso das calças jeans e ligou para o táxi. - Ei rapaz, fica quieto. - Tudo bem, não era a coisa mais normal do mundo conversar no telefone com um cão uivando. Buffy estava sentado de perna de índio e uivava intensamente.

   - Buffy? - Daniel tinha os olhos arregalados e uma escova de cabelo na mão direita. - Vem aqui rapaz. - Chamou batendo a mão na coxa e Buffy foi correndo. - Não chora, tudo bem? Daqui alguns dias ela vai estar aqui com você. - Daniel sorriu para Buffy lhe acariciando os pelos e logo terminou de descer as escadas para se sentar no sofá ao lado de Jenny.

   - Que foi? - Perguntou a menina pegando a escova para pentear o cabelo de Dan.

   - Eu estava pensando.. nós realmente devemos ir? - Perguntou sem olhá-la. - Porque o hospital está cheio de gente, nós descobrimos parentes que nem sequer sabíamos que existiam. A minha mãe deve estar cansada, tipo, ela acabou de acordar de um coma, e se eu a conheço bem, ela está louca para xingar as pessoas e sair daquele hospital correndo. - Jenny penteou os cabelos de Dan de lado como ele sempre penteava quando estava com o cabelo um pouco maior que o habitual e repousou a escova no colo intrigada.

   - Sim, mas você é o filho dela, tenho certeza que ela está louca para te ver. - Comentou confusa.

   - Eu não sei.. E se ela estiver chateada comigo? Não vai ser bom para ela passar raiva, eu não quero causar mais problemas. - Jenny assentiu negativamente e arrumou o suéter cor de champanhe nos ombros de Dan. O dia começara quente, mas conforme as horas se passaram esfriara.

   - Sua mãe te ama, e o táxi chegou. - Daniel choramingou conforme Jenny o puxava pela mão. Não daria nada certo visitar Demi agora.

(...)

   - Vamos Dan! Deixa de ser bobo. - Por Deus! Jenny lutava para arrastar o garoto para dentro do hospital, mas Daniel fazia corpo mole.

   - Um beijo, um passo. - Jenny o olhou feio e Daniel assentiu começando a caminhar. Mulheres!

   - Você está muito tenso. - Comentou ao vê-lo adentrar as mãos nos bolsos das calças jeans freneticamente e assobiar. Ora, Dan o fazia apenas quando estava nervoso.

   - Não estou não. - Jenny ignorou os dois nãos e o puxou pela mão para que eles andassem normalmente como as outras pessoas, e não naquele passinho de formiga do namorado.

   - Visita para a Srta. Lovato. - Disse Jenny rapidamente para a recepcionista, já que havia um mês que eles entravam e saiam daquele hospital, sendo assim não precisavam de toda aquela recepção formal que pedia milhares de documentos.

   - Eu acho que vou ao banheiro. - Murmurou Daniel tenso ao ver Elizabeth caminhar de mãos dadas com Eric em sua direção. - Eu estou muito apertado. - Disse de olhos arregalados ao ver a irmã o fitar de olhos cerrados.

   - Tudo bem, eu vou tentar falar com o seu pai e Lizzie. - Antes mesmo que Jenny pudesse terminar a frase, Daniel virou o corredor e apressou o passo sabendo que Lizzie poderia correr atrás dele ou algo do tipo.

   - O que deu nele? - Perguntou Elizabeth cruzando os braços depois do breve abraço que dera em Jenny.

   - Ele disse que estava apertado. - Comentou Jenny de cenho franzido.

   - Amor, vai atrás dele? - Eric a fitou por breves segundos e mordeu o lábio inferior.

   - O que você está aprontando Elizabeth? - Perguntou sustentando o olhar da namorada enquanto eles caminhavam. Ora, Eric a conhecia muito bem..

   - Nada demais. Apenas vá atrás dele, se for preciso o traga pela orelha. - Eric arregalou os olhos, mas assentiu. - Daniel não escapa hoje. - Disse dando um selinho nos lábios de Eric antes do mesmo sair em direção ao banheiro masculino.

   - O que ele fez? - Perguntou Jenny inocentemente.

   - Ele não quer visitar a mamãe. Todo mundo veio, as nossas tias do Texas, os parentes do papai, o John, o Mike, o Steve, até a Shari! Tipo, ela não trabalha com a mamãe a quase um ano. - Então era por isso que Dan estava tão receoso e tenso.. - Ela não para de perguntar por ele. - Disse Lizzie a olhando.

   - Eles não estão brigados? - Perguntou confusa.

   - Sim, mas a mamãe não se lembra de muita coisa. Segundo o Dr. Callahan, ela não se lembra do que aconteceu no último mês, são lembranças fortes demais, mas a memória voltará com o tempo. - Jenny assentiu um tanto aliviada. Graças a Deus o caso da memória de Demi não era muito grave como aqueles dos filmes da tevê.

   - Eu gostaria de vê-la. - Disse Jenny.

   - Ela não se lembra de você. - Disse Lizzie a olhando preocupadamente.

   - Eu sei.. Mas eu queria tanto abraçá-la, saber como ela está, conversar um pouco com ela. - Lizzie olhou para os olhos de Jenny e suspirou ao ver a esperança nos olhos da menina.

   - Tudo bem.. Vamos falar com ela. - O sorriso de Jenny era o maior, Lizzie riu ao receber um abraço caloroso e elas seguiram para o quarto de Demi abraçadas de lado. - Eu vou chamar o meu pai. - Disse assim que estavam em frente a porta do quarto de Demi.

   - Tudo bem.. - Jenny sorriu ainda mais ansiosa. Lizzie levou a mão à maçaneta da porta, que estava aberta em uma pequena brecha, mas antes de abri-la calorosamente, Elizabeth mordeu o lábio inferior para conter um sorriso. Joe estava meio sentado meio deitado ao lado de Demi, tinha uma mão na região do ventre da esposa e a beijava apaixonadamente vez ou outra parando o beijo para sorrir para ela. Eles pareciam tão felizes e apaixonados.

   - Eu te amo muito Dem. - Elizabeth conseguiu escutar e sorriu comemorando mentalmente com muitos fogos de artifício e gritos. - Você e o nosso pequeno. - Ora. A menina estava estática enquanto via os pais sorrirem bobos ambos acariciando a barriga feminina. - Eu estou tão feliz Dem, nós vamos ter o nosso bebezinho daqui poucos meses. - Bebê? Elizabeth deixou uma lágrima rolar tentando acreditar naquilo.. Um bebê! Eles teriam um bebê?

   - Eu tam..também estou muito feliz. - Disse Demi levando a mão para junto da mão de Joe.

   - Nós te amamos bebê. - Elizabeth desencostou da porta quando Joe se levantou depois de dar muitos beijinhos na barriga da mãe ainda em estado de choque.

   - O que foi? - Perguntou Jenny confusa.

   - Eu.. eles.. - Antes que Lizzie pudesse completar a frase, a porta do quarto foi aberta e  Joe espreguiçou-se completamente sorridente, até que ele olhou para o lado e as viu.

   - Meninas, oi! - Jenny nunca tinha o visto tão animado e sorridente, e ficara feliz por Joe e Demi, eles mereciam toda a felicidade do mundo. - O que estão fazendo aqui? - Perguntou e Lizzie tratou de enxugar as lágrimas rapidamente passando a manga da blusa de capuz de Eric no rosto.

   - Nós? Humm.. - Murmurou olhando para Jenny. - Jenny quer ver a mamãe. - Disse forçando um sorriso.

   - Vamos conversar ali, Dem é esperta. - Joe sabia que Demi estava de ouvidos atentos e ela não poderia saber de certas coisas até que a memória voltasse.

   - Eu posso vê-la? - Pediu Jenny quando eles estavam mais afastados.

   - Claro, mas não converse sobre a turnê, a briga com Daniel.. Ela não se lembra. - Disse num sussurro olhando para os olhos de Jenny. Era tão ruim ter que estar com Demi naquela situação, mas não tinha como evitar, Joe não ficaria longe dela novamente. – Eu vou falar com ela, cinco minutos, ok? – Disse saindo todo animado e Lizzie cerrou os olhos disfarçadamente.

   - Eu estou ansiosa. – Disse Jenny olhando para Lizzie.

   - Relaxa. – Disse Elizabeth rindo de como Jenny estava, as mãos da menina tremiam!

Jenny abriu a porta do quarto meio receosa, não sabia exatamente o que fazer, mas queria vê-la. Não apenas como namorada de Daniel, mas como fã. Jenny era lovatic assumida e muitas vezes ela morria de vergonha de surtar por causa dos shows da sogra. Era estranho pensar nela como sogra, mas ela tinha que se acostumar com isso, só não sabia se conseguiria fazer isso em curto prazo. Ela entrou no quarto timidamente e viu Joe e Demi rindo juntos, ele estava beijando o pescoço dela e ela estava rindo pelas cócegas. Jenny sorriu com a cena, lembrou-se de Daniel e de como ele a fazia rir com as suas brincadeiras. Os dois estavam distraídos, mas Demi a avistou tímida parada perto da porta.

   - Amor, temos companhia - Joe levantou o rosto e avistou Jenny completamente sem graça próxima a porta.

   - Ah, olá Jenny, como vai? – Joe piscou disfarçadamente para Jenny e a mesma umedeceu os lábios um tanto nervosa por conta dos olhos marrons sobre ela. Deus! Demi a olhava e sorria!

   - Bem Sr. Jonas, e o senhor? - Ela disse sem tirar os olhos de Demi que sorria para ela. Tudo bem, acalma-se; Disse Jenny para si mesma mentalmente, ora, ela teria um ataque coração.

   - Eu estou ótimo. – Joe olhou para Demi antes de apresentar Jenny. - Amor essa é a Jenny, você se lembra dela? – Perguntou. Pelo que Callahan disse sobre a memória de Demi, os cálculos de Joe estavam certos..

   - Acho que sim, vo..cê é a mocinha que dei caro..carona certo? A amiga do Daniel não é? – Joe sorriu e comemorou mentalmente. Aquela carona fora há praticamente três meses.
   - Sim. – Disse Jenny tomando coragem e esboçando um pequeno sorriso para Demi.

   - Ela é uma mocinha muito simpática amor, estava preocupada com você, veio aqui varias vezes com o Daniel. – Disse Joe olhando para Jenny e percebeu o quanto os olhos dela brilhavam ao olhar para Demi.

   - Amor ela está corada, p..pare com isso. – Disse Demi sorrindo fazendo Jenny ficar mais corada e Joe começar a rir.

   - Está bem, está bem, vamos fazer o seguinte: eu vou até a cafeteria comprar canolles e vocês podem tricotar sim? - Joe saiu do quarto sorrindo e logo o silêncio constrangedor tomou o quarto. Demi percebeu que Jenny estava envergonhada e receosa para falar, então tomou a iniciativa.

   - Olha, eu não sei o que o D..daniel te disse, mas eu não m..mordo então pode chegar mais perto. - Ela disse sorrindo e Jenny se sentiu mais confortável e sorriu também. – Joe di..sse que essa p..poltrona é muito confortável. – Demi maneou a cabeça na direção da poltrona já que não conseguia dominar os próprios braços e Jenny se dirigiu até lá se sentando. - Então, como está a escola e tudo mais? – Perguntou orgulhosa de si mesma por conseguir completar uma frase sem gaguejar.

   - Está tudo bem. E a senhora? Como está? – Disse Jenny educadamente a olhando com admiração.

   - Bem, ainda estou meio tapada e perdi parte da minha memória, mas ao menos agora con..consigo falar sem t..travar, ao menos um pouco – Disse Demi rindo fazendo Jenny sorrir encantada. Em pouco tempo as duas engataram uma conversa animada e Demi contava algumas estórias de bastidores que faziam Jenny morrer de rir, ela estava encantada, não conseguia parar de sorrir, sempre foi fã de Demi desde muito nova e agora vê-la tão de perto e conversar com ela sobre assuntos aleatórios como duas amigas a fazia se sentir mais feliz que nunca.

   - Sério que ele fez isso? – Jenny ria gostosamente, chegara tombar a cabeça para trás.

   - Sério, fiquei c..com bolo até nas orelhas, quis matá-lo por isso, na hora não podia porque estávamos no palco, mas depois o Nick teve que me s..egurar para não socar a cara dele. – Demi se lembrava perfeitamente das tantas vezes que aprontara ao lado dos Jonas, era tão divertido naquela época, ela ria horrores.

   - Meu Deus, o Sr. Jonas era muito zoeiro. – Disse rindo junto com Demi.

   - Pois é. Ele ainda é, só que ago..agora ele sabe que eu vou matá-lo se fizer uma gracinha dessas. – Joe a pirraçava o tempo todo, e ele adorava quando Demi ficava toda bravinha.

   - Imagino. O Dan também faz essas brincadeiras idiotas, e às vezes eu quero matá-lo, sério. – Disse ao se lembrar de quando o garoto fazia corpo mole.

   - Mas aí percebemos q..que não vivemos sem eles, não é? - Demi sorriu enquanto Jenny olhava pensativa para o nada e percebeu que na mão direita da menina no dedo anelar havia uma aliança cor de prata.. Parecia familiar algo relacionado a aquele anel, mas nada concreto.

   - É, não vivemos. - Ela se ligou no que estava dizendo e logo tentou consertar. - Quer dizer, ele é meu melhor amigo, sabe? – Disse envergonhada e Demi assentiu.

   - Sei. O Jo..Joseph também era meu melhor amigo antes de eu me ap..apaixonar perdidamente por ele. - Demi sorria enquanto Jenny ficava corada como um pimentão. - Ei, não se preocupe, já passei por isso, e acho que você deveria contar para ele, sabe, eu acho que ele gosta de você. - Jenny não sabia o que fazer, não queria contar a ela a verdade sobre eles, pois não sabia se Daniel aprovaria ou até mesmo Joe, já que ele a alertou antes dela entrar na sala, mas se sentia mal de mentir porque ela adorava Demi, e não queria mentir para ela.

   - A senhora pode ter razão, vou pensar no assunto. – Disse sorrindo timidamente.

   - Ótimo, pense com ca..carinho. Sabe, não é por que é me..u filho, mas o Daniel é um partidão. - Demi piscou fazendo Jenny sorrir.

   - Alguém quer canole? - Joe entrou no quarto com uma caixinha cheia do doce no quarto fazendo ambas rirem.

   - Acho melhor eu ir. – Comentou Jenny se aproximando da cama.

   - Querida, o Daniel v..veio com você? – Perguntou Demi. - Ele ainda não veio me ver e estou começando a achar que ele está chateado com alguma coisa. - Jenny olhou para Joe que retribuiu o olhar.

   - Ele não veio te ver? Estranho.. Ele estava tão animado quando soube que a senho.. - Demi olhou para ela com a sobrancelha erguida. - digo você tinha acordado, mas não se preocupe hoje mesmo ele vai aparecer, eu vou buscá-lo. – Então era por isso que Dan estava todo tenso quando ela pediu para ir ao hospital.

   - Viu Joe? Acho que o Daniel de..deveria namorar a Jenny, ele precisa de alguém como ela. – Disse Demi rindo fazendo Joe rir também.

   - Tenho certeza que ele sabe disso querida. – Disse Joe se aproximando para colocar a caixa de canolles na poltrona.

   - Bom eu já vou, prometo que o Daniel virá vê-la ainda hoje. – Ela se aproximou para se despedir e foi surpreendida por Demi que a abraçou calorosamente depois que escalou os braços da menina com as mãos. Jenny havia sonhado com esse momento por anos, não tinha ideia que Daniel era filho de Demi até sua mãe o reconhecer na escola. E estar ali abraçando a mulher que ela sempre admirou era emocionante, tanto que Jenny estava com lagrimas nos olhos ao se separarem.

   - O que foi querida? Está tu..tudo bem? – Perguntou Demi a olhando com um belo sorriso no rosto.

   - Está sim, eu só.. é que eu estou realmente feliz por você ter melhorado. – Disse admirada olhando para os olhos de Demi. Ah! Se as pessoas soubessem o quão linda Demi era ao vivo, sem estar por trás de uma câmera. Jenny apostava que Demi era a mulher mais linda de todo o planeta.

   - Obriga..da, agradeço por cuidar do meu Dan..Daniel enquanto estive aqui, tenho certeza que ele vai acabar percebendo o quanto você é especial. – Jenny sorriu e só não a abraçou de novo porque estava muito envergonhada para fazê-lo.. Na verdade ela queria abraçar a mãe de Daniel e não soltá-la de jeito nenhum.

   - Obrigada, bem eu preciso ir, obrigada pela tarde de conversa, foi incrível. – Sim! E um sonho realizado.

   - Eu tam..também adorei, por favor, volte quando quiser. – Disse Demi simpaticamente.

   - Eu vou, até logo Sr. Jonas. – Jenny abraçou Joe rapidamente antes sair do quarto quase que saltitando.

   - E aí, o que achou dela? – Perguntou Joe roubando um selinho.

   - Ela é um do..docinho amor, quero ajudá-la, ela está apaixonada pelo Dan, e do jeito que meu filho é, duvido que tenha percebido, herdou do pai ser lerdo. – Disse para pirraçá-lo.

   - Claro, eu levo a culpa até quando não estou aqui, tudo bem. – Joe virou-se de lado, e sorriu de orelha a orelha ao sentir as mãos delicadas de Demi subirem por seu braço até que ela o envolveu num abraço apertado.

   - Es..estou brincando, mas eu re..realmente gostei dela, adoraria que os dois ficassem juntos. – Joe se virou para abraçá-la ainda sorrindo.

   - Bebê, tenho certeza que isso pode acontecer a qualquer momento. – Dito isso Joe cobriu a boca dela com a dele, a mão correu automaticamente para o ventre o acariciando fazendo Demi sorrir entre o beijo. Enquanto isso, Jenny chegava à cantina onde Daniel e Lizzie não estavam muito bem.

   - Daniel acorda, ela não se lembra e não para de perguntar por você, caramba deixa de ser idiota. – Disse a menina irritada.

   - Você não entende, ok? Eu não posso falar com ela agora. – Sussurrou o garoto e Elizabeth quase o acertou com o prato sobre a mesa.

   - Mas você vai. - Jenny chegou séria e com os braços cruzados.

   - Amor, escuta, eu não posso ir agora. – Disse o garoto de cenho franzido, não queria falar com a mãe independente de ela se lembrar ou não do que acontecera entre eles. Apenas de imaginar aqueles olhos marrons meigos o olhado Dan já ficava tenso.

   - Dan, eu não estou pedindo, ela está chateada e preocupada achando que fez algo que chateou você, você vai até lá agora, porque eu prometi que você iria, e você vai, já chega de fugir. – Disse Jenny acariciando o rosto de Dan com as mãos.

   - Mas Jenny. – Murmurou o garoto cabisbaixo.

   - Vamos Daniel, agora. – Insistiu a menina e minutos depois Elizabeth estava boquiaberta. Daniel se levantou e foi andando de cabeça baixa até a porta da cantina.
   - Senhor. – Murmurou Elizabeth ainda pasma.

   - O que? – Perguntou Jenny confusa.

   - Você é boa, me ensina? Ele nunca faz o que peço. – Disse Lizzie se levantando.

   - Isso é porque você não o beija e não faz bolo de chocolate para ele. – Disse Jenny sorrindo fazendo Lizzie rir em meio a careta enquanto andavam atrás de Daniel. Quando chegaram ao corredor do quarto de Demi, Dan parou em frente à porta e Jenny se aproximou tocando seu ombro.

   - Eu não consigo fazer isso. – Sussurrou Daniel sentindo o coração encolher-se cada vez mais.

   - Consegue sim, ela está te esperando amor, está louca para ver você, faça isso por ela, e por você também. – Dan respirou fundo e entrou pela porta com Jenny ao seu lado, e parou ao ver a mãe acordada comendo um canole dado por Joe em sua boca enquanto eles riam e conversavam com Anne. Céus! A vasilha de vidro que estava cheia de bolo de chocolate que Dianna tinha em mãos encorajou o garoto, que até então não tirava os olhos do bolo.

    - Olá de novo. – Jenny falou chamando a atenção dos quatro que olharam para a porta e Joe abriu um sorriso ao ver Daniel parado ali, mesmo que ele não tirava os olhos do bolo de chocolate. – Como o prometido. – Jenny apertou a mão de Dan, mas ele não a olhou. – Daniel. – Sussurrou entre dentes e o garoto a olhou confuso.

   - Você disse que o traria e trouxe. – Demi não conseguiu controlar as lágrimas e as deixou rolar por seu rosto. Era o seu menininho. Deus! Ele estava tão grande, tão.. tão diferente. Demi estava emocionada e encantada, Daniel estava mais alto que Joe, parecia mais forte e tinha barba! Ele era simplesmente o rapazinho mais lindo que um dia ela já tinha visto.

   - Comportem-se vocês dois, sem guerra de travesseiros. – Disse Joe ao perceber o triângulo amoroso que acabara se formando. Daniel olhava para Demi, e de Demi para o bolo.

   - Pode deixar amor, sem pro..blemas. – Quando todos saíram deixando mãe e filho a sós, Daniel não sabia o que fazer, apenas olhava a mãe com admiração e não conseguia se mexer.

   - M..meu bebê, vem cá. - Dan foi quase correndo até a cama e a abraçou tão apertado que Demi grunhiu em meio ao sorriso. – Calma anjo, a mamãe es..está toda travada. – Daniel afrouxou o abraço, mas não a soltou. Demi acariciava os cabelos do garoto e o rosto barbado do mesmo admirada, até que percebeu que ele soluçava e se assustou.

   - Dan, o que houve? Por que está ch..chorando? – Perguntou beijando o rosto dele.

   - Eu.. eu.. mamãe me desculpa, eu sou um idiota, eu não devia ter feito isso me 
perdoa, por favor. – Daniel chorava muito e Demi tentava acalmá-lo mesmo sem entender o que acontecia.

   - Calma, não tem nada de e..errado, eu só estava com saudade do meu bebê. - Demi o apertou nos braços enquanto ele escondia a cabeça em seu colo ainda soluçando. Alguns minutos depois Daniel se acalmou, mas continuou abraçado a ela se sentindo protegido.

   - Está mais calmo? – Perguntou Demi brincando com os dedos nos cabelos de Dan.

   - Estou, desculpe por isso. – Dan corou ao olhá-la nos olhos. Demi o olhava sorrindo.

   - Está tudo bem, só fiquei preocupada por você não ter vindo, não estou zan..zangada com você, não precisa pedir desculpas. – Disse tão admirada sorrindo brincando com a barba dele. – Você está tã..ão lindo. – Elogiou e o garoto corou fazendo Demi sorrir ainda mais e puxá-lo para um abraço mais apertado com dificuldade. Passaram-se minutos e mais minutos e Demi acariciava o rosto de Daniel, que quase começou a chorar outra vez, ele não queria mentir para a mãe, mas ela não se lembrava de nada e ele não podia estressá-la com um fato que ela nem sabia que tinha acontecido, teria que esperar até que ela recuperasse a memória. Daniel abraçava a mãe enquanto era mimado e conversava sobre assuntos aleatórios adorando estar nos braços dela até que Joe voltou para o quarto quando estava anoitecendo e Daniel se despediu carinhosamente de coração partido. Era tão, mais tão bom estar com ela. Quando Dan saiu do quarto, encontrou Jenny do lado de fora que conversava com Lizzie e Eric animadamente.

   - Então? Está com a cueca freada? – Pirraçou a irmã e Daniel corou.

   - Não vou te responder Elizabeth. – Disse irritado.

   - Calma, ela só está brincando, vamos para casa, você deve estar cansado. – Disse Jenny espalmando o peito de Dan com as mãos.

   - Idiota. – Elizabeth apenas mostrou a língua para o irmão conforme ele se afastava.

   - Pega leve. – Pediu Eric e Lizzie apenas assentiu o abraçando. Na verdade Lizzie estava ansiosa para saber quando os pais contariam sobre o bebê. E ela esperava que fosse logo.

Continua.. Oi, tudo bem? Eu estou um caco. Desculpem a demora, minha mãe não está bem de saúde desde o dia primeiro desse mês, eu estou cuidando dela e da casa, mal tenho tempo e cabeça para escrever, é muito cansativo e estressante, no final do dia (horário que costumo escrever) sempre estou para cair de sono e dor de cabeça, então é complicado para escrever. Espero que perdoem a demora e gostem do capítulo. Obrigada Leka por me ajudar, fico muito feliz por poder contar com você! Comentem e um abraço apertado em todas :)