12.12.14

Selinho *O*

*Muuuuuito obrigada Jéssie, lice e bru. 


Regras

- Colocar o link do blog que te repassou



- Repassar para três blogs que fizeram do seu 2014 um ano melhor

- Responder as perguntas sobre você


Diga o nome de uma pessoa que você queira abraçar agora

A tia dos peitos Avril Lavigne e fã hehehehe, eu amo essa mulher pra caramba, então eu queria abraçá-la agora mesmo e apertá-la muito. (Demi Lovato)


Qual sua orientação sexual?

Heterossexual 

Qual seu maior medo?

Perder aquele que eu amo ><

Um desejo nunca realizado?

Acho que eu tenho muito para viver para poder dizer que nunca realizei um desejo (?), mas acho que um desejo não realizado até o meu hoje é.. hum... não faço ideia. ><

O que mais odeia sobre si mesma?

Eu sou idiota com garotos, isso definitivamente estraga tudo </3

O que gosta sobre si mesma?

Humm.. humm.. pensando.. hum.. Acho que eu sou engraçada, eu realmente penso em coisas cômicas absurdas e costumo gargalhar sozinha, eu gosto disso.

Música Favorita?

The house that built me - versão Miranda, versão Demi e versão Alessandra.


Repassando:




Tu me repassou, mas o seu blog
fez o meu 2014 bem melhor *-*

9.12.14

Capítulo 34 - Parte 3/3

Coloque para carregar - The house that built me - Miranda Lambert 

   - Elizabeth, por favor, anjo. - Ainda no estádio Eric não sabia o que fazer, Lizzie estava inconsolável, chorava sem cessar o abraçando. - Meu amor, olha para mim. - Disse carinhosamente a tocando no rosto. Estava preocupado, pois Dianna e Eddie deveriam estar desesperados a procura deles, e quando os achasse pensariam no pior.. Havia mais de meia hora que fugiram de John e quase vinte minutos que Lizzie voltara do ônibus da mãe e chorava em seu peito. - Ei princesa.. - O coração de Eric partiu-se ao ver os olhos da menina carregados de lágrimas, estavam inchados e a mistura de mel com verde estava escura. - Nós vamos dar um jeito, tudo vai ficar bem, você só precisa acreditar. - Eric limpou as lágrimas que rolavam pelo rosto de Lizzie com a manga da blusa e a beijou podendo sentir as lágrimas pesarosas e salgadas tocarem os seus lábios. - Por favor, não chora. - Pediu porque não aguentava vê-la triste, porque doida tanto nele.
   - Eu nunca a vi daquele jeito.. - Sussurrou assustada enquanto tudo que tinha vivido passava em sua cabeça em flashbacks. Lembrara-se de todas às vezes que estava dormindo e beijos carinhosos eram distribuídos em seu rosto, e quando ela abria os olhos sorria ainda sonolenta ao ver a imagem da mãe sentada ao seu lado sorrindo. "Eu te amo.". Lembrara-se de Demi dizer a ela todas às vezes que elas se abraçavam antes de se separarem, de todas às vezes que Demi partia mundo a fora a deixando tão sozinha. O que elas tinham era tão especial, tão diferente de todas as relações entre mãe e filha. "Como ficou? Está bonito?". Elizabeth sempre ouvia aquela mesma frase todos os dias e sempre dizia "Você está completamente linda". E o sorriso da mãe a fazia sorrir e elas se abraçavam e logo estavam no closet fazendo a maior festa com maquiagens e secadores. "Elizabeth, o que aconteceu?" Lizzie ainda podia se lembrar perfeitamente daquele dia.. Tudo estava tão confuso.. na verdade ela se sentia confusa e estranha.. "Eu acho que.." respondeu envergonhada desviando os olhos dos olhos amarronzados da mãe "Acho que aconteceu.." Lizzie pôs-se cabisbaixo envergonhada, mas Demi sentou-se ao seu lado e enlaçou os dedos aos dela. "O que aconteceu meu anjo?" Lizzie ainda podia se lembrar do quão doce era a voz de Demi. "Aquilo mamãe." Então os olhos de Demi estavam fitando os seus procurando uma resposta, Lizzie olhou para os lados a procura de Daniel ou o pai e então sussurrou com tanta vergonha. "Aquilo que acontece com as garotas que a sen.. que você me contou". A risada de Demi tinha a deixado confusa a início, mas depois de ser "instruída", Demi a levou para o quarto, pediu para que ela tomasse um banho e bem.. Depois que estava vestida em seu moletom, Lizzie encontrou a cama pronta para abrigá-la, uma bandeja com um belo prato de sopa que chegara a esfumaçar, um comprimido e um copo d'água. Nunca tinha se sentido tão envergonhada, mas tinha sido tão engraçado conversar com a mãe sobre "aquilo que acontecia com as garotas e porque aquilo não acontecia com os garotos", Lizzie ria tanto que se esqueceu da cólica que quase a matara.
   - Elizabeth? - Lizzie, antes distraída, assustou-se com o quão Anne parecia nervosa. - Pelo amor de Deus, onde vocês estavam? Mamãe está quase chamando a polícia! - Anne parecia Demi quando a mesma tinha os seus dezoito anos, as únicas coisas que as diferenciavam eram a cor dos olhos e a cor dos cabelos. Anne tinha olhos azuis e os cabelos negros herdados da família do pai, já Demi tinha os olhos castanho amarronzados e a cor natural dos cabelos era um pouco mais clara que a dos seus olhos.
   - A culpa é minha! - Disse Eric sabendo que Lizzie não seria capaz de responder naquele momento. - Meu celular estava sem sinal e minha mãe estava me ligando, então nós resolvemos procurar algum lugar que tivesse sinal. - Anne franziu o cenho mais assentiu. Elizabeth tinha apenas os olhos inchados e o nariz avermelhado, mas não chorava. Graças a Deus, pois caso a menina ainda chorasse, eles teriam um problema ainda maior.
   - Você não precisava mentir. - Sussurrou enquanto eles caminhavam com Anne a frente.
   - Você vai contar? - Sussurrou Eric de volta.
   - Eu não sei.. - Lizzie sabia que seria um baque para Dianna saber que Demi voltara a beber.. Não sabia o que iria fazer, talvez precisasse de tempo para pensar..
   - Elizabeth! Onde você estava? - Perguntou Dianna tão preocupada ao ver a neta.
   - A culpa é minha, minha mãe ligou e não tinha sinal, então eu arrestei Lizzie a procura de algum lugar para que tivesse sinal. - Disse Eric tão sem jeito, mas a estória passou despercebida e Dianna apenas assentiu.
   - Vovó, eu quero ir para casa. - Disse Elizabeth agora abraçada com a avó.
   - Meu anjo, você estava tão animada para passar o final de semana em Dallas. - Disse confusa ao lembrar-se do decorrer da semana. Elizabeth estava tão ansiosa, ligava para a mãe todos os dias, fazia tantos planos e falava sobre cada canto da cidade com fervor para o namorado.
   - Eu estou com saudade do papai e do mala do Daniel. - Murmurou e Dianna a repreendeu. Elizabeth e Daniel viviam brigando, mas no fundo não viviam um longe do outro.
   - E a sua mãe? O que eu vou dizer a ela quando ela nos encontrar amanhã em Dallas? - Lizzie arregalou os olhos sentindo o coração congelar e olhou sobre o ombro de Dianna para Eric e franziu o cenho ao ver John a olhar completamente desconfiado.. Será que ele sabia?
   - Mamãe vai nos encontrar amanhã? - Disse confusa.
   - John disse que sim. - Respondeu Eddie a cobrindo com um casaco.
   - Porque não fazemos assim, nós pegamos o nosso voo para Dallas hoje e amanhã você dá um abraço bem apertado na sua mãe antes de partir para Los Angeles? - Lizzie forçou um sorriso e beijou a bochecha de Dianna.
   - Eu só.. - Disse ao se lembrar que não queria abraçar a mãe, que não queria vê-la sobre hipótese alguma, mas não poderia dizer o porquê... - Combinado! - Disse contra-vontade e então estava grudada em Eric enquanto eles caminhavam em direção ao carro que os esperava.
   - Você tem certeza que quer ir para casa? - Perguntou o rapaz ajeitando o casaco no corpo de Lizzie. Estava tarde e fazia frio.
   - Tenho. - Disse certa e então eles partiram para Dallas.

(...)
A noite passada tinha sido a pior de todas, Demi se lembrava vagamente do que tinha acontecido.. Não sabia se Elizabeth tinha ou não estado lá, mas quando John disse que a menina estava com Dianna e Eddie, Demi congelou sabendo que as lembranças da discussão com Lizzie na noite passada eram verdadeiras e não um sonho. Não era para menos, ela tinha acordado rodeada de garrafas, cheirava a álcool e tudo estava quebrado. A cabeça doía tanto assim como o resto do corpo e ela tinha vomitado tanto, o estômago não segurava nada e o ônibus estava na estrada no meio do nada.
   - Merda! - Grunhiu apoiando-se no suporte ao lado do vaso sanitário e então o vômito quase a sufocou, as pernas estavam bambas e ela quase caiu, mas alguém a segurou.
   - Coloca tudo para fora. - Era a voz de John. Demi apoiou as mãos trêmulas nos lados do assento do vaso sanitário e fez como John mandou sentindo-se aliviada e completamente tonta. - Respira fundo. - Antes que Demi pudesse o fazer, ela era apenas vômito e uma terrível dor de cabeça.
   - Minha cabeça está explodindo. - Murmurou depois que colocara tudo para fora.
   - Eu deveria deixá-la sofrer sozinha nesse banheiro para você tomar vergonha Demetria! - Exclamou John irritado com a situação. - Pelo amor de Deus, vá tomar um banho porque se não quem vai vomitar sou eu. - Disse fazendo careta e Demi quase corou caso não estivesse com a cabeça explodindo. - Eu trago aspirina. - John deixou que Demi tomasse um senhor banho gelado, parou o ônibus em uma lanchonete de estrada e só depois que Demi tinha se alimentado, ele lhe deu o remédio enquanto o ônibus era limpo pelo pessoal da equipe. Além de cuidar de Demi, John a vigiou enquanto ela dormia durante toda a viagem. 

Dallas, Texas - USA - 11:02AM

Depois que prometeu a John que não faria mais nenhuma besteira, Demi deixou o hotel luxuoso em uma caminhonete preta seguindo o caminho que tanto conhecia, aliás, não tinha um lugarzinho sequer daquela cidade que ela não conhecia. Estar em casa era tão bom, mas ao mesmo tempo a deixava angustiada apenas de se lembrar que tinha sido ali onde tudo começara.. Os tantos complexos, problemas emocionais e com a aparência, a música e apenas um teste foi o suficiente para que a garotinha de Dallas conquistasse o mundo. Demi se lembrava perfeitamente do dia que estava voltando para casa e um anúncio lhe chamou atenção, tinha insistido tanto e Dianna a levou para fazer o teste, ela tinha sido escolhida.. Seria a nova estrela da disney! A sua vida mudou completamente, abandonara o Texas para viver na califórnia em meio das grandes estrelas da música e da tevê, se apaixonara por Joe e se casara mais tarde com o mesmo, tinha dois filhos maravilhosos que ela não merece. A vida tinha sido tão justa com ela mesmo depois de fazê-la sofrer.. mas agora era Demi quem estava sendo injusta com todos, um tanto mal agradecida, um tanto egoísta..
Antes mesmo que a voz do Pitbull soasse em give me everything, Demi desligou o rádio e estacionou o carro frente a sua antiga casa. Foi impossível não se lembrar da noite antes do seu casamento com Joe. Ela preparava-se para dormir, porém não conseguia.. O antigo quarto a fazia lembrar-se das tantas vezes que ela tinha chorado por pensar que não era capaz, pelas tantas vezes que escutara as coleguinhas da escola insultá-la sem motivo algum, mas então um estalo no vidro da janela chamou-lhe atenção.. Era Joe vestido com aquele casaco que ela tanto conhecia.. Ele escalou a árvore e depois as laterais do telhado.. Demi quase infartou quando ele quase escorregou, mas logo Joe passara pela janela e beijava os seus lábios com paixão.
                                                          PLAY!
Balançando a cabeça negativamente, Demi rodou o chaveiro do carro no dedo indicador enquanto caminhava pela grama em direção a porta. Não precisou bater à porta, levou a chave até o miolo da maçaneta e a girou. Os olhos marejaram e aquela sensação gostosa de matar saudade invadiu o seu peito.  "I know they say you cant go home again... I just had to come back one last time.. Ma'am I know you don't know me from adam.. But these handprints on the front steps are mine... And up those stairs, in that little back bedroom... Is where I did my homework and I learned to play guitar... And I bet you didn't know under that live oak" A cada cantinho era uma lembrança especial, Demi chamou pela mãe, mas ninguém respondeu, mas ela não se importou, passou pelo quartinho onde fazia os deveres de casa e onde tinha aprendido tocar violão e caminhou em direção à cozinha. "My favorite dog is buried in the yard" Ao olhar o quintal pela janela da cozinha Demi se lembrou da vez que ganhou o primeiro celular, tinha o enterrado no quintal! "I thought if.. I could touch this place or feel it.. This brokenness inside me might start healing.. Out here its like I'm someone else.. I thought that maybe I could find myself.. If I could just come in I swear I'll leave.. Won't take nothing, but a memory.. From the house that built me" Tinha mudado tanto, a mulher quem ela era não era nem de perto a menininha simples que um dia ela tinha sido, o mundo tinha a mudado tanto..  "Mama cut out pictures of houses for years.. From 'better homes and garden' magazines.. Plans were drawn, concrete poured.. And nail by nail and board by board.. Daddy gave life to mama's dream" Estava em casa e parecia que por apenas um segundo tudo que estava passando tinha se perdido no tempo "I thought if I could touch this place or feel it.. This brokenness inside me might start healing.. Out here its like I'm someone else.. I thought that maybe I could find myself.. If I could just come in I swear I'll leave.. Won't take nothing, but a memory... From the house that built me" será que se ela subisse as escadas encontraria Dianna dobrando as suas roupas, arrumando a coberta, empilhando as suas revistinhas de quadrinhos e acordes de violão? "You leave home, you move on and you do the best you can.. I got lost in this whole world and forgot who I am...  I thought if I could touch this place or feel it.. This brokenness inside me might start healing.. Out here its like I'm someone else.. I thought that maybe I could find myself.. If I could walk around I swear I'll leave.. Won't take nothing, but a memory.. From the house that built me".
Depois que visitara cada cantinho, Demi ligou para Dianna avisando que ela estava em casa, mas tudo que Dianna disse foi que eles estavam no aeroporto, pois Lizzie estava indo para casa.
Elizabeth não tinha passado a melhor noite de sua vida, bem pelo contrário.. Não tinha conseguido dormir por um segundo sequer, não conseguia esquecer a imagem da mãe bêbada atormentando-a. Fugiu no meio da noite do quarto que era da mãe para o pequeno e modesto quarto de hospedes onde Eric estava acomodado e enfiou-se debaixo das cobertas abraçando o namorado, ele era o único que a entendia. Quando era dia e todos estavam na cozinha tomando café, Dianna avisara que Demi chegaria em poucas horas, para ser exata as oito da manhã, emburrada, Lizzie esperou ainda com uma pequena esperança de que as coisas pudessem mudar, mas o ponteiro do relógio corria, passaram-se segundos, minutos e então horas. Nada de Demi, até que Lizzie se lembrou do estado da mesma na noite passada, como ela tinha sido tola! Demi não iria aparecer tão cedo, estava bebendo e em outra cidade.
   - Faltam dez minutos, eu e Eric estamos indo. - Anunciou determinada se levantando e Eddie balançou a cabeça negativamente vendo-se sem saída.
   - Ela está chegando. - Disse Dianna tentando convencer a menina, mas Lizzie apenas colocou a mochila nas costas e enlaçou os dedos aos de Eric.
   - Eu não quero perder o meu voo. - Disse tão incomodada. Se ela pudesse explicar do que estava fugindo.. - Eu os vejo em LA. - Lizzie despediu-se dos avós e de Anne com um abraço e assim que deu as costas a voz familiar fez o seu coração parar..
   - Elizabeth! - Lizzie não olhou para trás, sentiu o toque em seu ombro e o cheiro que a lembrava de sua casa, natal e biscoitos invadir suas narinas. - Meu amor, eu estou aqui. - A voz doce de Demi quase a fez chorar, porque tinha que ser daquele jeito? Porque ela tinha que ser tão complicada?
   - Não me toque. - Sussurrou sabendo que Demi era a única pessoa que escutaria já que estava próxima demais.
   - O quê? - Demi franziu o cenho confusa e passou para a frente da menina para olhá-la nos olhos.
   - Eu tenho que ir, não vou perder o meu voo por sua culpa. - Disse ríspida e Demi assentiu calada, pois sabia que tinha feito uma tremenda besteira.
   - Eu sei que fui grossa com você, eu só estava... - Estava? O que ela estava? A palavra não saiu, pois Demi não tinha coragem de dizê-la.
   - Bêbada. - Completou Elizabeth fria. - Eu sei, eu vi você bebendo, mas pode ficar tranquila que eu estou indo para a minha casa para te deixar em paz com aquela porcaria. - Disse ao se lembrar de quando entrara no ônibus.
   - Por favor, me desculpe, eu não queria que as coisas fossem assim. - Demi não aguentou e a abraçou com força encaixando a cabeça na curva do pescoço da filha. - Eu.. - Sussurrou, mas antes que Demi pudesse completar a frase Lizzie desfez o abraço.
   - Não. - Disse fria. - Não seja falsa, você não me engana mais. Deus! pensar que Daniel tinha razão esse tempo todo e eu o julgando. - Demi pôs-se cabisbaixo e viu Lizzie partir o mais rápido possível a deixando. Joe, Daniel e agora Elizabeth. Quem mais ela perderia?

(...)

Los Angeles, Califórnia - USA - 04:30PM

O voo para Los Angeles tinha sido um tanto tenso.. Lizzie não falava quase nada, o que era tão estranho, pois a menina era uma tagarela, Eric respeitava o seu espaço, abraçava-a quando sabia que era preciso e conversava quando sabia que Lizzie tinha algo a dizer. Agora a cada cinco minutos uma mala era posta no porta malas do carro, Elizabeth não estava brincando quando havia dito que estava voltando para a casa do pai.
   - Esta é a última. - Disse Lizzie deixando o namorado passar pela porta principal da casa primeiro para que ela pudesse trancar a porta e guardar a chave reserva debaixo de um vasinho de plantas. Estava indo para casa porque não tinha cabimento continuar na casa dos avós, pois quando a turnê encerrasse daqui há oito dias e Demi voltasse para casa, não teria clima para que as duas convivessem. Lizzie deitou a cabeça no ombro de Eric enquanto o taxista a levava para casa. Como isso tudo vai acabar? Perguntou a si mesma. O quando já não importava mais, pois as coisas tinham mudado completamente na noite passada.
   - É esta aqui. - Disse ao taxista quando estavam em frente ao seu lar. Mais uma vez Eric insistiu para que carregasse as malas logo depois que o mesmo esvaziou o porta-malas e pagou o rapaz do táxi. - Meu pai está em casa. - Lizzie insistiu e mesmo que Eric fosse cabeça dura, ela pegou uma mochila para carregar consigo. - Pai? Daniel? - Disse adentrando a casa primeiro que Eric.
   - Lizzie? - Joe levantou-se do sofá da primeira sala como um furação. Era mesmo a sua menina ou ele estava louco? - Ei! - O sorriso dele, apesar de triste, fez com que Lizzie também sorrisse. - Vem cá, eu quero o meu abraço. - Pediu mesmo sabendo que o clima entre eles ainda era tenso. Lizzie o beijou na bochecha, o que fez Joe rir, e o abraçou calorosamente.
   - Anjo, eu posso deixar as suas malas aqui? - O sorriso de Joe morreu ao ver Eric adentrar a sala carregado de malas e mochilas.
   - Claro amor. - Respondeu Elizabeth olhando para Eric ainda abraçada a Joe.
   - Porque você chegou tão cedo? Pensei que passaria o final de semana no Texas com a vovó, o vovó e Anne. - Disse menos tenso. Ainda não era o fã número um de Eric.
   - Eu pedi para vim embora para casa.. - Disse e Joe sorriu ao saber que a sua menina voltara para casa. - Vovó, o vovô e a Anne ainda estão no Texas. - Joe franziu o cenho, olhou de Eric para Lizzie e então de Lizzie para Eric.
   - Espera um pouco.. Vocês estavam sozinhos no avião? - Perguntou incrédulo e Lizzie revirou os olhos. - Eu não estou acreditando nisso! - Lizzie afastou-se mortificada do pai, não acreditava no que ele estava insinuando.
   - Qual é o problema? Nós somos namorados. - Disse como se fosse óbvio.
   - Qual é o problema Elizabeth Jonas? Pelo amor de Deus, você é uma menina de família e esse vaga.. rapaz só está querendo se aproveitar! - Eric nada dizia, apenas os observava ao lado da namorada.
   - Chega! Eu estou cansada, simplesmente cansada! - Gritou. - Até quando você vai tratá-lo assim? Você não percebe que me machuca? Eu o amo e você e ninguém nesse mundo vai mudar isso, entendeu? - Joe cerrou os olhos tentando se controlar..
   - Isso tudo é culpa da sua mãe que te dá muita liberdade. - Grunhiu para si mesmo.
   - Não fala dela! A mamãe sempre soube como cuidar da gente, graças a ela nós tivemos uma vida digna, porque se nós dependêssemos de você estaríamos trancados nessa casa para satisfazer as vontades da vossa majestade enquanto você está enfurnado naquele escritório o dia todo. E se você quer saber a verdade, eu voltei para casa só porque estava com saudade do meu quarto, das minhas coisas, porque eu não tenho um pingo de saudade de você, é melhor ficar com a mamãe! - Um passo a frente, o punho cerrado e então Eric passara na frente da menina e segurara o braço de Joe com toda a força que ele tinha. Era um garoto contra um homem!
   - As coisas não vão se resolver dessa forma. - Disse tentando manter a calma.
   - Deixe-o vir! - Gritou Elizabeth e Eric apenas segurou Joe com mais força.. Ele conhecia muito bem o espírito guerreiro de Elizabeth.. - Eu não tenho medo. - Joe já não tinha mais paciência, em um piscar de olhos envolvia o pulso de Eric com as mãos e então o empurrara facilmente.
   - Ei! Vamos com calma. - Lizzie era uma garota de sorte.. Daniel que acabara de chegar com Jenny agora segurava o pai furioso. - Você está louco? Ela é só uma pirralha chata. - Dan apenas o segurou enquanto Lizzie fugia para o quarto junto com Eric.
   - Elizabeth! - Gritou Joseph com as veias saltando.
   - Pelo amor de Deus, deixe Lizzie em paz. - Disse Daniel sem se intimidar. - Ela não vai fazer nada além de me perturbar. - Daniel sabia que Joe não estava tão bravo com Lizzie, é que depois que ele chegou do Texas estava completamente insuportável.
Foi difícil controlar Joe, mas acabou que ele se trancou no quarto depois que Eric foi embora. Estava tão chateado e confuso com o que Demi tinha o feito passar, não tinha cabimento ela chamá-lo, e depois recursá-lo e chamá-lo de novo, era confuso!
   - Espere um minuto, eu já volto. - Dan deu um selinho nos lábios de Jenny e partiu para o quarto da irmã para afirmar o que tanto queria. - Lizzie, abra a porta, sou eu. - Disse batendo à porta.
   - Você não pode entrar no meu quarto. - Dan revirou os olhos e emburrou a porta abrindo-a. - Está na minha plaquinha! - Disse referindo-se a plaquinha com o seu nome na porta do quarto onde tinha um "No Daniel" escrito de vermelho nas letras miúdas.
   - Deixa de ser boba. - Daniel sentou-se na beirada da cama a espera da irmã. - Por que você está aqui? - Perguntou. Dan, não muito diferente de Lizzie e Joe, estava um caco, mas ele ainda se sentia pior por ter dito a Demi que a odiava.
   - Porque esta é a minha casa? - Disse dando de ombros. - Eu estava com saudades de você e do papai, mas agora só tenho saudades de você, porque aquele outro lá.. - Grunhiu irritada.
   - Você nasceu ontem Elizabeth, eu não. O que a mamãe fez? - Lizzie mordeu o lábio inferior e negou balançando a cabeça.
   - Nada. - Disse sem olhá-lo.
   - Não minta para mim Elizabeth. - Repreendeu-a.
   - Nada Daniel! Ela não fez nada não, o show foi ótimo, mas eu queria vim para casa, algum problema? - Dan sabia que não adiantaria insistir, Elizabeth era mais cabeça dura que Joe, ou seja, ele não conseguiria arrancar nada da menina.
   - Eu te conheço, sei que está mentindo. - Disse, pois os sintomas eram aqueles.. Lizzie mordia o lábio inferior, não olhava em seus olhos e negava duas vezes.
   - Vaza do meu quarto moleque, anda. - Sem saída, Dan se levantou e fez corpo mole para pirraçar a irmã.
   - Eu também senti a sua falta. - Disse esboçando um sorriso triste, porém verdadeiro. Era bom ter Lizzie em casa, ao menos ele não ficaria completamente sozinho.

Continua.. Oi! Tudo bem? Eu to com sono diajdadoai. Espero que vocês gostem desse capítulo, to escrevendo desde seis da tarde e só terminei agora, não ficou boooooom, mas ok né? Até o próximo capítulo.. Beijos e obrigada pelos comentários. 

8.12.14

Capítulo 34 - Parte 2/3

Coloque para carregar Demi Lovato - Stay (Cover)

Milhares de pessoas compartilhavam apenas um sentimento, um mesmo problema e uma mesma paixão. Demi Lovato era simplesmente a mulher mais encantadora da face da terra, compartilhara a sua história e precisou apenas abrir a boca para que o mundo estivesse aos seus pés. Era um dom dado por Deus, ele a moldara perfeitamente e a enviara para iluminar a vida de milhares de pessoas espalhadas no mundo. Demi conseguia tocar corações com a sua música, levava consigo em seu trabalho o seu melhor. À noite, como muitos diziam, era uma criança.. Então a estrela da noite estava no palco. O sorriso encantador a mostra enquanto caminhava deslumbrante no palco no seu salto dezoito. As calças estavam cortadas, eram pretas e coladas, Demi vestia uma camisa branca com algumas palavras em preto e laranja junto de um colete de cor branca no corpo e preta nas extremidades. Os cabelos negros estavam jogados de lado e caiam em curvas pelas costas e os seios. Os sapatos eram incrivelmente altos e estavam carregados de taxas que brilhavam conforme Demi caminhava. Ela saudou a todos com animado boa noite e um boa noite em conjunte encheu os seus ouvidos a fazendo rir graciosamente.
   - Estão animados para esta noite? - Perguntou e novamente riu com a resposta. Demi recebeu o pedestal do microfone, mas quando foi posicioná-lo no suporte o mesmo caiu fazendo todos rirem. – Então.. Esta canção representa muito para mim, espero que gostem. – Entre a plateia Joe a observava prestes a desabar em choro.. A melodia que todos conheciam perfeitamente soava em meio ao discurso de Demi, ela iniciara a noite cantando give me love e ele tinha certeza que era apenas para acabar ainda mais com o seus sentimentos. Pelos telões davam para ver as lágrimas rolando pelo rosto de Demi enquanto ela movia o corpo sutilmente cantando cada verso da música. Joe não teve vergonha de chorar junto com ela, passou a maior parte do tempo cabisbaixo e só a ouvia pedir amor, mas não entendia o porquê dela recusá-lo. Já no palco Demi limpou as lágrimas enquanto cantava o último verso da música emocionada. Depois dos aplausos Demi agradeceu a todos e acomodou-se no, banquinho, Mike trouxe o violão enquanto Demi anunciava a música que iria cantar. – Chama-se Tomorrow. – Disse ajeitando o violão no colo.. - And I wanna believe you....  when you tell me that it'll be okay... yeah, I try to believe you but I don't – Aquela música a fazia lembrar-se do dia que tinha brigado com Joe no estacionamento da gravadora, de quando ele a segurou pelos pulsos e a colocou a força dentro do carro, ele tinha prometido que tudo iria ficar bem, tinha prometido que iria protegê-la daquela confusão que Alex causara com as fotos, mas tudo que Joe tinha feito foi assustá-la da pior forma possível. - When you say that it's gonna be... It always turns out to be a different way... I try to believe you.... Not today, today, today, today, today. – As lágrimas rolaram mais uma vez e Demi não se importou em limpá-las, se ele tivesse cumprido o que prometera ela estaria nos braços dele, e por mais que soubesse que se ela tivesse dado uma chance para ele mais cedo, ainda existia medo de ser machucada mais uma vez, tinha medo que Joe não cumprisse com a sua palavra.. - I don't know how I'll feel...  Tomorrow (Tomorrow) Tomorrow (Tomorrow) I don't know what to say Tomorrow (Tomorrow) Tomorrow is a different Day Its always been up to you Its turning around, its up to me I'm gonna do what I have to do Just don't. – Tinha sido a pior coisa que Demi fizera quando saiu de casa, mas estava tão confusa sem saber o que dizer ou o que fazer, mas ela sabia que não podia ficar porque não queria se machucar. - Give me a little time
Leave me alone a little while Maybe its not too late Not today, today, today, today, today Oh. – Então tinha pedido um tempo para colocar as coisas no lugar, para pensar no que faria e se cicatrizar, esquecer-se de como tinha sido horrível brigar com Joe, de como era horrível quando ele era possessivo e tentava prendê-la, privá-la e até mesmo machucá-la. -  i don't know how I'll feel Tomorrow (tomorrow), tomorrow (tomorrow), I don't know what to say Tomorrow (Tomorrow) Tomorrow is a different Day Hey, yeah, yeah Hey, yeah, yeah And I know I'm not ready Hey, yeah, yeah Hey, yeah, yeah Maybe tomorrow Hey, yeah, yeah Hey, yeah, yeah I'm not ready Hey, yeah, yeah Hey, yeah, yeah Maybe tomorrow And I wanna believe you When you tell me that it'll be okay Yeah, I try to believe you Not today, today, today, today, today Tomorrow it may change Tomorrow it may change Tomorrow it may change Tomorrow it may change. – Já tinha mudado de ideia, acreditara nele e ele a conquistou, deu-lhe um ursinho chamado Ted e a levou para ver as estrelas, mas no dia seguinte quebrara a promessa ao brigar com Nick, ao transar com ela no escritório e ao humilhá-la. – Bem, a próxima música significa muito para mim. – O silêncio reinou e Demi entregou o violão para Mike e ajeitou-se no banquinho enquanto acenava para a plateia. - I know they say you cant go home again I just had to come back one last time Ma'am I know you don't know me from Adam But these handprints on the front steps are mine And up those stairs, in that little back bedroom Is where I did my homework and I learned to play guitar And I bet you didn't know under that live oak. My favorite dog is buried in the yard - The house that built me. Demi cantou cada verso desabando em lágrimas, vez ou outra parava de cantar apenas para limpá-las. Estava no Texas e mesmo que não fosse em Dallas, apenas o fato de estar na sua terra a deixava emocionada, pois tinha sido ali onde ela tinha crescido e aprontado as travessuras mais terríveis de toda a sua vida. Ainda se lembrava de si mesma menina correndo pela casa deixando a mãe completamente louca. Tinha sido ali onde ela ganhara raízes, onde tinha aprendido tocar guitarra, violão e ter amor pela música. Foi onde ela ganhou o primeiro beijo do seu amiguinho de infância e pegado o carro dos pais aos treze anos para sair com os amigos e só voltar para casa no amanhecer do dia. - I thought if I could touch this place or feel it This brokenness inside me might start healing Out here its like I'm someone else I thought that maybe I could find myself If I could just come in I swear I'll leave Won't take nothing, but a memory From the house that built me. – Estava em casa e só de se lembrar do que já tinha passado ali o peito comprimia-se e se enchia de orgulho. Na plateia alguém sorria encantada.. Elizabeth sorria, chorava e gritava, estava tão feliz por vê-la, adorava quando a mãe estava no palco chamando toda a atenção para si, de como ela cantava e dançava animadamente.
   - Dianna, não chore. – Disse Eddie abraçando a esposa inconsolável chorando ao ver a filha cantar The house that built me.
   - Vovó é emotiva. – Sussurrou Lizzie no ouvido de Eric ao sentir os braços do mesmo a envolver pela cintura. – Você está gostando? – Perguntou sorrindo e em resposta recebeu um selinho que a deixou corada.
                                                                PLAY!
   - A sua mãe é incrível. – Elizabeth sorriu ainda mais corada e virou-se para ser abraçada por Eric enquanto eles assistiam ao show de Demi.
   - Um dia eu vou ser como ela. – Disse a menina orgulhosa e Eric sorriu assentindo a moldando ao seu corpo enquanto eles assistiam Demi cantar.
   - All along it was a fever... a cold sweat hot-headed believer... I threw my hands in the air and said show me something... he said, if you dare come a little closer. – Demi começara a cantar Stay da Rihanna causando uma gritaria ensurdecedora, Lizzie sorriu para Eric que cantarolou um trecho da música e selou sua bochecha carinhosamente com um beijo. - Round and around and around and around we go
..Ohhh, now tell me now tell me now tell me now you know... Not really sure how to feel about it...
Something in the way you move... Makes me feel like... I can't live without you... Joe, que estava do outro lado da plateia completamente alheio a presença da filha, focou os olhos em Demi sabendo que ela cantava para ele. Era tão confuso, uma hora ela o mandava embora e outra hora pedia que ele ficasse.  - It takes me all the way... I want you to stay... – E não poderia, jamais poderia viver sem ele porque era impossível, doía só de pensar, mas doía ainda mais ao se lembrar de que ela não o tinha, que ela o mandou embora. -  It's not much of a life you're living... It's not just something you take, it's given... Round and around and around and around we go.. Ohh, now tell me now tell me now tell me now you know... Not really sure how to feel about it..  Something in the way you move.. Makes me feel like I can't live without you It takes me all the way I want you to stay. – Se ele ficasse tudo seria melhor. Como Demi gostaria que ele não atendesse ao seu pedido e voltasse para os seus braços e a beijasse com fervor. - Ohhh, the reason I hold on.. Ohhh, ‘cause I need this hole gone.... Funny you're the broken one but I'm the only one who needed saving... ‘Cause when you never see the light, it's hard to know which one of us is caving. – Tinha sido como ela tinha se sentido, quando pegou a garrafa de vodka na mala, mas desistiu de beber apenas  por ele, por o que eles tinham. - Not really sure how to feel about it.. Something in the way you move.. Makes me feel like I can't live without you.. It takes me all the way... I want you to stay, stay..... I want you to stay, ohhh.. – Por favor, fique, esteja comigo, me proteja amor. Pensou Demi limpando algumas lágrimas. Queria-o tanto em seus braços sussurrando que a amava, ela tinha certeza que tudo ficaria bem.. Que era só esquecer que ele tinha errado, porque errar é fácil demais, ela mesma era a prova viva, pois bebia depois de prometer a si mesma e ao mundo que nunca mais o faria.
Elizabeth suspirava admirada, sorria boba e ria de uma queda e tropeço da mãe. Considerava-se a fã número um. Lizzie achava incrível como Demi conquistava a todos, de como ela era simplesmente boa em tudo que fazia. Cantarolara my love is like a star se lembrando de todas às vezes que Demi dedicara aquela música para ela e para o irmão.
   - Está ansiosa para vê-la? – Perguntou Eric fitando Demi no palco.
   - Você não faz ideia, eu estou com tantas saudades da minha mamãe. – Eric riu e a beijou na bochecha sorrindo ao ver que as músicas estavam cada vez mais animadas. Demi cantava e dançava ousadamente sorria,  e às vezes gargalhava entre uma pausa e outra. – O que ela está fazendo? – Perguntou Eric curioso ao ver Demi agachar-se na beirada no palco.
   - Lesbian for Demi. – Disse Lizzie rindo. Todo show Demi pegava uma plaquinha e a erguia e depois ria gostosamente. Elizabeth corou ao escutar a batida da música.. Adorava-a secretamente, pois morria de vergonha quando Demi começava a cantar e dançar who’s that boy do jeito mais provocante possível. E dessa vez até cadeiras tinha no palco, três na verdade, uma para Demi e as outras para as duas dançarinas. Demi movia o corpo despreocupadamente, vez sorria e vez tentava não gargalhar com o que ouvia dos fãs. Eram tantos adjetivos um tanto.. ousados demais..
   - Ei, ela só está se divertindo. – Disse Eric rindo ao ver Lizzie se encolher no seu peito como ela sempre fazia quando estava envergonhada.
   - Eu sei.. Só que a mamãe exagera. – Lizzie sabia que a mãe não tinha vergonha de nada, e quando estava no palco.. bem, ela era uma artista. – Papai deve estar surtando. – Murmurou ao se lembrar das tantas vezes que estava no backstage com Daniel e o pai quando a mãe cantava e dançava aquela música. Joe simplesmente espumava, ficava emburrado e quando Demi terminava o show eles discutiam o caminho inteiro de volta para casa. – Mas eu confesso que adoro essa música. – Sussurrou apenas para Eric que riu roubando um selinho. Lizzie não escondida nada do namorado assim como ele não escondia nada dela, eram confidentes.
   - Qual o nome dessa música? – Perguntou Eric curioso ao ver Demi subir em cima do piano.
   - All night long. – O show seguiu-se animadamente, a cada música Demi parecia mais animada e sorridente.. Era até estranho.. Lizzie a conhecia muito bem para saber que tinha algo de errado, pois tinham coisas que Demi jamais faria e que agora estava fazendo..
   - Elizabeth? – Lizzie olhou para o lado e sorriu para uma fã da mãe, na verdade era um grupo de Lovatics. – Nós podemos falar com você? – Lizzie apenas assentiu tímida e as seguiu junto com Eric. Não era boa com garotas, pois era muito tímida e não sabia como agir ou até mesmo o que falar. Resultado, não tinha amigas fora da família, era apenas a mãe, Anne e Alena. – Por que o Daniel não veio? – Lizzie mordeu o lábio inferior insultando o irmão mentalmente. Ah! Dan adorava ficar com a galera.. principalmente com as garotas...
   - Hum.. Ele não estava se sentindo bem. – Mentiu.
   - Então.. nós estamos preocupadas, está tudo bem com a Demi? – Lizzie franziu o cenho sem saber o que dizer, também estranhara o comportamento da mãe, mas não sabia se estava tudo bem.
   - Sim, está. – Afirmou tendo a certeza que era apenas uma coisa boba, sabia que Demi estava bem.
   - O seu pai também não veio? – Perguntou outra menina e Lizzie balançou a cabeça negativamente.
   - Papai está trabalhando. – Não era uma mentira.. Joe realmente estava trabalhando na NYTimes, mas todos sabiam que Sara o liberaria sem pensar duas vezes. Conforme as meninas conversavam com Lizzie o clima melhorava, e Lizzie, mesmo grudada em Eric, se sentiu bem entre elas, mas não deixou de se preocupar com a mãe no palco.. Demi estava agindo de uma forma tão estranha.. Ora sorridente demais, ora chorava, ora dançava.. Lizzie a observou minuciosamente afirmando consigo mesma que tinha algo de errado.
   - Elizabeth, nós já vamos. – Lizzie desviou os olhos do palco para encontrar os olhos azuis de Anne a fitando.
   - Eu vou falar com a mamãe. – Estava morrendo de saudades, nos últimos dias tinha se sentido tão sozinha, pois Daniel não entrava em contato, só via o irmão na escola. O pai estava trabalhando e poucas foram as vezes que ele foi a visitar.
   - Nós também. – Disse Anne. Depois de se despedir das meninas, Lizzie partiu um tanto animada só de imaginar o abraço apertado que receberia da mãe..
Não muito longe dali Demi voltara para o ônibus precisando de mais.. Primeiro bebeu um pouco de vinho enquanto caminhava de um lado para o outro furiosa, depois partira para o Black label o bebendo em goles longos e frenéticos. Quebrava porta retratos, derrubara os bancos e desarrumara a cama. Qualquer objeto que encontrava o arremessava, assim foi com o celular, arremessou-o contra a parede do ônibus sem pensar duas vezes, então estava com uma garrafa de vodka e chutava a poltrona que tinha se sentado quando Joe estava ali com ela. Idiota! A consciência gritou e Demi virou a garrafa em um ângulo perfeito de noventa graus sentindo a vodka rasgá-la..
   - Demi? – Por Deus! Os olhos arregalaram-se e ela quase engasgou ao ver um John mortificado. – Eu não estou vendo isso. – sussurrou para si mesmo.
   - Eu.. eu posso ex..explicar. – Por  mais que a fala estivesse embolada, John conseguiu entender o que Demi havia dito.
   - Explicar? Tem certeza que você pode explicar? – Disse tomando a garrafa das mãos dela. – Milhares de jovens pagaram caro para estar aqui hoje, quantos não fugiram de casa, brigaram com os pais para acampar fora dessa arena para conseguir um lugar no seu show. Você é tudo para eles, e por trás disso tudo bebe? – Demi murmurou um palavrão e John bufou irritado. Estava bêbada.. – Os seus  pais e a sua  filha estão lá fora Demetria, eles querem te ver. – Demi arregalou os olhos ao pensar em Elizabeth e no quão triste e decepcionada Dianna ficaria ao vê-la naquele estado. – Eu deveria contar a eles o que você está fazendo, mas a sua mãe já sofreu demais por você. Limpe essa bagunça, tome um banho gelado e vai dormir, amanhã nós temos show. – Disse. No passado John era um alcoólatra, perdeu a família para o vicio e hoje, por mais sucedido que fosse, não tinha ninguém. Demi e Joe deram uma chance a ele e graças a essa chance John tinha uma vida digna.
    - Você não manda em mim. – Disse Demi tentando tomar a garrafa das mãos de John.
   - Eu não quero perder a paciência com você Demetria, é melhor fazer o que eu estou mandando ou eu vou ligar para o Joe. – Demi engoliu seco e assentiu. Tudo menos, Joe. – Eu vou jogar essa porcaria fora. – Quieta, Demi assentiu sabendo que tinha muito mais na mala..
John estava simplesmente furioso, o que inventaria para convencer os pais de Demi que eles não podiam ver a própria filha? E Elizabeth e Anne? Antes de encontrá-los John livrou-se do líquido da garrafa o jogando no gramado do estádio, e o cheiro forte do álcool o deixou enjoado.
   - Onde está a minha mãe? – Elizabeth foi a primeira a perguntar assim que John adentrou a sala.
   - Eu sinto muito, mas Demi não poderá vê-los, ela está resolvendo algumas questões com Mike, sem contar que está morrendo de dor de cabeça. – Elizabeth cerrou os olhos balançando a cabeça negativamente. Mike tinha se despedido dela pessoalmente e partido para a casa de alguns parentes ali mesmo em Houston, mas Lizzie preferiu ficar calada.
   - Dor de cabeça? – Questionou Dianna de cenho franzido. Dificilmente Demi reclamara de dor de cabeça. – John, nós não estamos brincando, onde está a Demi? Nós queremos vê-la. – Disse com mais autoridade.
   - Ela não está se sentindo bem, está estressada com algumas fofocas, coisas bobas. – Elizabeth cerrou ainda mais os olhos não acreditando em uma vírgula daquela ladainha..
   - Elizabeth! Não é hora.. – Eric olhava para trás enquanto se distanciava dos avós de Lizzie.. Estava sendo arrastado! Realmente não era hora para namorar.
   - Quieto! – Disse a menina espiando o corredor à procura de algum segurança.. – Eu preciso ver a minha mãe, ok? – Eric a repreendeu, mas Lizzie não deu importância.
   - Cinco minutos. – Sussurrou sondando junto com a menina a procura dos seguranças. – Ei! Meu beijo. – Eric a puxou para o peito e Lizzie riu antes de beijá-lo rapidamente e sair correndo. Lizzie examinou os ônibus com os olhos, os conhecia perfeitamente por conta das brincadeiras de esconde-esconde e de decorar o número da placa. E lá estava o ônibus da mãe. Preto e com o nome “Demi Lovato” em caixa alta e cor de prata. Aquela sensação maravilhosa de “É natal” lhe preenchia, estava com tantas saudades de ser mimada e protegida nos braços de Demi. Elizabeth ajeitou a roupa no corpo, arrumou os cabelos e tinha o seu melhor sorriso no rosto. Como a porta estava entreaberta e ela era a filha da grande Demi Lovato, Lizzie adentrou o ônibus sem nem mesmo bater à porta. Sorria feliz e o coração pulava de felicidade, mas tudo que é bom dura pouco.
   - Mamãe? – A principio foi um choque. Tudo estava revirado e Lizzie temeu que o pior tivesse acontecido, pois não tinham seguranças lá fora e o interior do ônibus  estava revirado, mas ao adentrá-lo o coração congelou, os olhos idênticos aos do Joe arregalaram-se. – O.. o.. o que? - Não tinha forças para concluir a frase. Estava tão assustada. O que significava aquilo? Por que nas mãos da mulher que tinha cuidado dela durante toda a vida tinha uma garrafa? Por que tudo cheirava a álcool e estava uma completa bagunça?
   - Que merda! Porque vocês não me deixam em paz? Eu quero ficar em paz, você não entende que eu quero ficar em paz porra! – Lizzie arregalou os olhos e deu um passo para trás boquiaberta.
   - Está bêbada? – Sussurrou incrédula.
   - Cadê o seu namoradinho? Por que você não vai ficar com ele. – Elizabeth cerrou os olhos diante da grosseria de Demi.
   - O que você está fazendo? – Perguntou com mais coragem. – Você prometeu para mim e para o Daniel que jamais voltaria a beber. – O cheiro de álcool a deixou tonta e tudo piorou quando Demi deu um longo gole na vodka e a olhou sorrindo cinicamente.
   - Bebi, o que você vai fazer? – Disse e logo gargalhou deixando a cabeça cair para trás. – Vai contar para o namoradinho? – As mãos de Elizabeth chegavam soar frio, não tinha a mínima ideia do que poderia fazer, estava assustada e com medo.
   - Eu vou contar para o papai. – Disse tentando parecer firme, mas outra gargalhada, só que dessa vez mais longa, encheu o ônibus.
   - Eu estou cagando para o seu pai garota. – Demi riu por minutos e minutos mostrando a Elizabeth o quão bêbada estava.
   - Sabe, eu e o meu irmão passamos por tanta coisa para te defender, mas para que? – Disse já sentindo as lágrimas molhando o rosto. – Eu, eu! Tinha tanto orgulho de ser a sua filha, de te defender com unhas e dentes, mas você não merece. Eu te admirava tanto.. Como pode. – Lizzie a olhou de cima a baixo e a cabeça de Demi parecia girar tentando organizar as coisas sem sucesso. – Você era a mulher que um dia eu queria ser, era o meu modelo, o meu tudo. – Mesmo que tentasse, Demi não conseguia voltar ao seu estado natural, ela entendia o que Lizzie dizia, mas não conseguia driblar o álcool que corria em seu sangue.
   - Beth.. – Sussurrou.
   - Não me chama assim! Você não tem o direito. – Gritou a menina. – Você me decepcionou, eu não quero ficar mais com você, eu não quero mais ser a sua amiga, eu não quero mais, não quero! – Tornou a gritar fazendo Demi arregalar os olhos. – Daniel tinha razão o tempo todo, você acabaria destruindo alguma coisa que eu amava, pena que foi a nossa própria relação. – Antes mesmo que as pernas perdessem força e que o coração parasse, Lizzie saiu às pressas do ônibus deixando Demi sozinha. A menina tentava correr daquele pesadelo, mas tudo que vinha em sua mente era a imagem da mãe bêbada.
   - Ei, cuidado. – Ao ver que era Eric, Lizzie o abraçou e chorou com o rosto afundado em seu peito. – O que foi minha garotinha linda? – Perguntou carinhosamente beijando a testa da menina.
   - Ela estava bebendo. – Sussurrou entre o choro e Eric nada disse, apenas a abraçou apertado.

Continua... Eu iria postar ontem, mas acabei dormindo porque era três da manhã.. dadjajid São capítulos grandes demais, leva tempo para escrever e revisar, mas vou tentar escrever ainda hoje a terceira parte e postar para vocês.. Tenso essa parada da Lizzie né? Agora a Demi está sozinha, o que vai acontecer? Beijos e obrigado pelos comentários!
ps. As músicas cantadas pela Demi são: Tomorrow - Avril Lavigne; Give me love - Ed Sheeran; The house that built me - Miranda Lambert; Stay - RiRi <3

7.12.14

Capítulo 34 - Parte 1/3

Houston, Texas – 07:40PM

A viagem da Califórnia ao Texas não passara de duas horas de avião. Joe estava animado e ao mesmo tempo com medo por não saber como Demi reagiria a sua visita inesperada. Estava hospedado em um hotel próximo a arena onde o show aconteceria não tinha exata meia hora de relógio. Partira para o Texas assim que buscara Daniel na escola e o orientou pedindo em nome de Deus para que o menino não destruísse a casa ou fizesse alguma besteira. Também tinha insistido para que Dan partisse com ele para o Texas, mas tudo que Daniel disse foi “Não é uma boa ideia, nosso último encontro não foi nada agradável, além disso, a Jenny teria um ataque se eu fosse a um show sem ela, e não tem condição de levá-la, a mamãe surtaria se a visse e eu não quero quebrar o encanto que a Jenny tem sobre ela. Ela ficaria muito triste se a mamãe a destratasse, e do jeito que as coisas estão ultimamente eu não duvido de mais nada vindo dela.” Joe tentou rebater defendendo Demi de algum modo, pois sabia que por mais absurda que tenha sido a colocação dela a respeito do namoro de Daniel, existiam motivos realmente significativos para tal insegurança. Então Joe tinha levado o garoto para a escola e passado na casa dos pais pedindo para que Denise ficasse de olho em Dan uma vez que conhecia perfeitamente o filho que tinha. Daniel era terrível por natureza e quando queria aprontar a coisa piorava.. Joe também tentara entrar em contato com Elizabeth, pois sabia que ter o apoio dos filhos ajudaria a juntar a família, mas Daniel dissera que Lizzie estava viajando com os avós, Eric e Anne para assistir o show da mãe.
A espuma branca sumia a cada vez que a lâmina prateada era deslizada pela pele morena, Joe olhou-se no espelho satisfeito com o resultado. A barba estava cerrada e o peito livre de pelos. Quem um dia pensou que homens não se importam com a aparência ou não são inseguros estava completamente enganado. Suéter, regata ou camisa? Era noite e como Demi sempre dizia, era bom se prevenir do frio, pois ela não levaria ninguém ao hospital, Demi sempre dizia a Daniel para se proteger do frio, mas o menino era desobediente e nunca obedecia a mãe. Resultado, Daniel sempre ficava resfriado. Joe sorriu se lembrando do quão sortudo era enquanto vestia o suéter. Quem diria que Demi seria uma mãe tão dedicada? Ela estava a todo tempo preocupada com os seus filhos, fazia o possível e o impossível para que conseguisse cuidar deles. Era uma tarefa difícil para quem tinha um trabalho tão cansativo como o de Demi.
Uma leve borrifada de perfume nos pulsos e no pescoço próximo a orelha e então Joe estava nervoso, porém completamente pronto. Sorrindo para o reflexo no espelho do closet, Joe verificou se o pequeno saquinho cor de ouro estava no bolso e assim que o encontrou, sabia que estava pronto para partir atrás da sua amada.
Alguns passos e ele estava lá. Milhares de jovens acampavam do lado de fora da arena, estavam com os seus cartazes com frases escritas para Demi, alguns vestiam camisetas com o rosto dela, outros tinham as tatuagens de Demi em seus pulsos e braços, cantavam as músicas e tumultuavam a entrada da arena, porém Joe passou facilmente por todos discreto. O Houston Rodeo era imenso, havia cadeiras em todos os lugares possíveis e os não-possíveis, pelo que tinha lido mais cedo na internet Demi lotara mais uma arena, não tinha um assento livre e até quem não comprara ingresso assistiria o show do lado de fora da arena.
 Certamente a equipe estava descansando para começar o show, o palco estava pronto, era grande e atrás tinha um enorme telão. Ansioso, Joe caminhou pelo backstage pensando que a encontraria aos risos com Mike ou Steve, mas nada de Demi. Joe caminhou a passos firmes, mas com o coração gritando de angustia e tensão, precisava vê-la, precisava olhar em seus olhos e dizer o quanto ele sentia a sua falta, e que se danasse o seu orgulho, ele não precisava de orgulho, precisava dela, do sorriso dela, do carinho dela. Ele precisava dizer a ela que a amava e que estaria ali para dar todo o amor que ela precisasse. E tentaria fazer com que Demi entendesse isso, era o que pensava ao subir os dois degraus de ferro que davam à porta entreaberta do ônibus. Com um leve toque a porta abriu-se o suficiente para que Joe pudesse passar e encontrar uma Demi concentrada, aparentemente tentando escrever alguma coisa, já que batia freneticamente a caneta sobre o bloco de folhas em cima da mesa. Ela nem sequer se deu conta de que havia alguém ali a observando. Não até ouvir aquele timbre que já lhe era tão familiar.
  - Oi. – Disse tentando conter um sorriso. Demi levantou a cabeça assustada e surpresa ao vê-lo ali.
- Joe? O que está fazendo aqui? – Perguntou de olhos arregalados.
  - Sinceramente? Eu não tenho a menor ideia, mas meu coração me trouxe até aqui, acho que ele se desacostumou de ficar sem a outra metade dele. - Ele disse finalmente sorrindo e Demi apenas o olhava sem reação.
  - Quando você chegou? - Ela se levantou e foi caminhando pelo corredor com Joe a seguindo.
  - Hum.. – Joe fitou o relógio que ganhara de Demi de presente de casamento. – Há quase quarenta minutos. – Disse a olhando. Demi apenas assentiu e continuou a caminhar tímida. Quando eles chegaram à antessala com alguns sofás confortáveis, Demi se sentou em um deles com as pernas cruzadas e Joe no outro de frente pra ela.  - É bem legal isso aqui, bem melhor que o da ultima tour. – Disse tentando puxar assunto.
  - Sim, é. John estava preocupado em me deixar confortável por ser uma tour muito cansativa apesar de curta. – Disse olhando para qualquer ponto que não fosse os olhos lindos de Joe.
  - Bom, eu pedi que ele fizesse isso, eu sei o quanto você se doa e sei que você não teria tanto tempo para descansar, então quis que ele te deixasse o mais confortável possível. – Joe a olhou minuciosamente admirando cada detalhe. Adorava as sardas que pintavam o rosto de Demi, os cabelos negros presos num rabo de galo e bem.. Ele conhecia muito bem aquele casaco e aquelas pantufas.
  - Obrigada – Demi finalmente o olhou e sorriu timidamente ao perceber que ele a olhava daquele jeito que ela conhecia há anos..
  - Esse é aquele casaco de quase quinze anos atrás que você cismou em não me deixar jogar fora? – Perguntou ao se lembrar da cena. Demi sorriu sem graça, ela havia guardado aquele casaco por anos, apenas por ter o cheiro dele. Sempre o vestia quando sentia saudades, levava-o para todas as turnês para poder ter um pedacinho dele com ela, podia ser só uma peça de roupa velha para alguns, mas era muito importante para ela.
  - Sim, é ele mesmo. – Disse envergonhada.
  - Eu não sabia que ele ainda existia. – Joe tinha aquele mesmo sorriso debochado de quando a zoava, e ele sempre fazia quando a flagrava com aquele casaco.
  - Pois é. Ele existe. – Respondeu um tanto sem jeito.
  - Gosto de você o usando, acho que você é a única mulher no planeta que fica linda de moletom, aliás, você fica linda de qualquer jeito. - Demi ficou mais sem jeito e corada com o elogio e Joe comemorou mentalmente por estar conseguindo penetrar as barreiras que ela construiu para evitá-lo. – Eu tenho uma coisa para você. – Disse ao se lembrar do saquinho no bolso. Demi o observou adentrar os bolsos com as mãos e do esquerdo tirar um saquinho cor de ouro. – Bem.. – Começou a dizer envergonhado. – Eu não sei se você se lembra.. Aquele dia, nós estávamos deitados na nossa cama e eu perguntei se eu podia plantar uma das minhas sementinhas no seu jardim. – Joe riu ao lembrar-se e riu do quão corada e surpresa Demi estava. – Eu não estava brincando.. Ou melhor, estava e não estava.. – Disse rindo descontraído. – Eu fiz para você se lembrar da nossa família, espero que goste. – Levantando-se, Joe sentou-se ao lado de Demi e froxou o pequeno lacinho  dourado da fitinha que envolvia o saquinho para derramar em sua mão uma pulseira delicada cor de ouro. Havia dois pingentes em forma de semente, uma medalhinha redonda que tinha um desenho de um jardim e havia outro pingente de um homem. – Eu sei, não está legal, mas eu fiquei pensando naquilo por tanto tempo.. – Disse a observando observar a pulseira.
   - Obrigada. – Demi pegou a peça da palma da mão de Joe trazendo-a para a sua, era uma metáfora estranha... mas ela jamais se esqueceria.
   - Deixe-me colocar, eu tenho certeza que é a medida correta do seu pulso. – Dito e certo, a pulseira de ouro estava perfeita no pulso esquerdo de Demi, aliás, não tinha como errar, Joe a conhecia de todas as formas possíveis. -  Então, está animada pra hoje? – Disse encaixando a mão dela na dele. - Já está cheio de gente lá fora.. – Joe aproveitou que ela o olhava e fixou os olhos aos dela e sorriu daquele jeito que a deixava desnorteada.
  - Joseph, por favor, para. – Disse de cenho franzido desviando o olhar dele.
  - Parar? Com o que? – Perguntou sem entender o porquê da mudança repentina.
  - Com isso de agir como se nada estivesse acontecendo, isso é ridículo – Demi se levantou e Joe também dando um passo a frente e a tocou levemente no braço a fazendo recuar.
  - Demi, por favor, eu não quero brigar. – Suplicou olhando nos olhos dela.
  - E você acha que eu quero? Acha que estou feliz com toda essa merda Joseph? – Joe levou a mão aos cabelos os arrumando e respirou fundo tomando coragem para dizer tudo que tinha que ser dito.
  - Não Demi eu só, eu só quero... – Começou, mas ela o interrompeu.
  - O que você quer Joseph? – Disse numa mistura de calmaria, medo e angústia. Demi estava tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe, ele olhava em seus olhos, que começavam a ficar cristalinos por conta das lágrimas, se aproximou e tocou sua mão ainda olhando em seus olhos.
  - Eu só quero te abraçar. - Demi demorou alguns segundos para entender o que aquela frase significava, mas logo a lembrança veio à tona e ela se deu conta.. ele havia visto. Ela tinha cantado para ele e agora ele estava ali.
  - Você viu. - Sussurrou e ele se aproximou mais ainda soltando a mão de Demi para acariciar-lhe o rosto levemente fazendo com que ela fechasse os olhos e ansiasse pelo toque dele. Sentia tanta falta de tê-la, de beijá-la e abraçá-la assim como Demi sentia a falta dele.
  - Você não precisa pedir a ninguém que te ame querida, basta existir, e o mundo será seu. – Sussurro a envolvendo a cintura dela com os braços. Como tinha suportado ficar tanto tempo sem fazê-lo? Sem sentir o calor de Demi em seus braços..? Era como se sem ela um buraco enorme de dor se apossasse de seu peito.
- Eu não preciso ter o mundo, eu só preciso de você – Ouviu-a sussurrar. Nada mais foi dito, ambos ansiavam por aquilo e Joe o fez. O tempo parou por um segundo quando ele tocou os lábios de Demi da forma mais carinhosa e apaixonada iniciando um beijo casto e lento sendo correspondido por ela. Joe sentiu todo seu corpo vibrar quando Demi lhe deu passagem para sua língua o correspondendo. Parecia que todo esse tempo longe ele estivera com o sangue congelado, e acabara de aquecer, voltando a bombear a todo vapor por suas veias. Ele a abraçou ainda mais com carinho sem deixar de apertá-la contra o peito como se não houvesse o amanhã. Demi passou os braços ao redor do pescoço de Joe e lhe acariciava os cabelos enquanto ele a abraçava e tentava aplacar toda a saudade que sentia. Beijaram-se por minutos e minutos, Joe não permitiu que a falta de ar os separasse, mas deixou os lábios de Demi por questão de segundos para roçar o nariz ao dela num beijinho de esquimó dando tempo para que a falta de fôlego, mesmo que fosse muita, fosse cessada e voltou a selar os seus lábios aos dela.. Não era justo.. Demi não podia fazer aquilo, não podia estar com ele assim, não se ela não estiver sendo honesta com ele, não depois de ter quebrado sua promessa, não depois de..
  - Bebê, o que foi? – Perguntou com os lábios ainda tocando os dela já que Demi não o correspondia mais.
  - Joe, eu não posso. – Disse cessando o beijo de vez.
  - Não pode o que? – Joe ainda estava entretido com o beijo, tinha os olhos vidrados nos lábios de Demi e ansiava em beijá-la uma quantidade de vezes infinitas.
  - Não posso estar com você. Eu sinto muito, mas você precisa ir. – Disse em meio das lágrimas que rolavam pelo rosto livremente mostrando a Joe que estava doendo.. Que ela não podia tê-lo naquelas condições...
  - Mas Demi, eu quero ficar aqui, eu quero ficar com você – Joe segurou o rosto de Demi entre as mãos e roubou um selinho começando a desesperar-se. Não entendia o porquê de não poder ficar. E Demi sentia seu coração despedaçar a cada palavra que ele dizia. – Eu te amo. – Disse a olhando nos olhos.
  - Eu não posso ficar com você, por favor, entenda, vai ser melhor pra nós dois, vai ser melhor pra você se afastar agora, vá embora Joe, eu te peço, me deixa sozinha. – Disse se tentando se livrar do toque dele, pois não somaria em nada.
  - Eu não te entendo, você me trás até aqui para me mandar embora? – O coração de Demi esfarelou-se e as lágrimas desceram longas e grossas ao vê-lo chorar. Que a verdade seja dita, Demi não queria que ele fosse embora, não queria estar longe dele, mas uma vez que.. Seria melhor assim, não queria machucá-lo mais.
  - Eu não achei que você viesse. Realmente eu não esperava que viesse. – Disse limpando as lágrimas desviando os olhos dos dele. Joe a soltou delicadamente, respirou fundo e se dirigiu a saída se sentindo completamente destruído e vazio, a dor que antes era grande, agora nada era capaz de medi-la, só quem a sentia sabia como era avassalador se sentir rejeitado, mas antes de sair e deixá-la, Joe virou-se e pode ver o olhar dolorido de Demi o vendo partir.
  - Então você realmente nunca me conheceu Demi, porque se conhecesse saberia que eu iria até o fim do mundo por você. - Dito isso ele se foi deixando pra trás seu coração.
Enquanto as lágrimas de Joe escorriam pelo rosto sem que ele se importasse, Demi secava as dela de forma bruta com a manga no casaco que era dele. Enquanto Joe caminhava sentindo a dor consumi-lo, Demi arremessava o que encontrava a sua frente se odiando. Descabelou-se e chorou de raiva, porque tinha o deixado partir? Era tão estúpida, céus! Daria tempo de gritar por ele? Por que não o agarrou e disse que não o deixaria ir embora, que queria apenas ele? Por que ela tinha que amá-lo tanto? Por que tinha que ser tão dependente daquele amor? Demi apertou as pálpebras soluçando em seu choro dizendo a si mesma que não o faria de novo e então ela poderia voltar para os braços de Joe.. Se ela conseguisse parar, se ela se livrasse daquela culpa.. Sim, culpa. Sentia-se tão culpada por ter o feito.. Era como se o traísse.. mas se ela não o fizesse seria mais fácil.. Controle-se, não beba. Disse a si mesma mentalmente tentando ser forte o suficiente para não procurar na sua mala as tantas garrafas de vodka, black label e conhaque. Era assim que fazia a dor passar desde o dia que brigara com Dan. Bebia, afogava-se na bebida e simplesmente a dor sumia, ela não se lembrava de mais nada e conseguia suportar viver mais um dia de desgraça.
De alguma forma quase que se descabelara, estava nervosa e andava de um lado para o outro pensando no quão idiota ela era por ter o deixado partir e tentada a beber, pois sabia que se o fizesse passaria... mas se ela não o fizesse finalmente se livraria daquele fardo e poderia voltar para os braços de Joe deixando aquele deslize no passado sem que absolutamente ninguém soubesse. Pena que Demi era fraca demais.. Em questão de segundos estava deslizando o zíper da mala e bagunçando as roupas a procura das garrafas escondidas.
   - Aqui.. – Sussurrou meio obsessiva, as pupilas dilatadas e a boca seca anunciava a sua sede.. A garrafa de vidro estava fria e era pesada, Demi a segurou com a mão esquerda enquanto tentava livrar-se da tampa de rosca com as mãos trêmulas, mas antes que ela pudesse levar a garrafa à boca, a pulseira que ganhara de Joe deslizou pelo braço quando Demi o movimentou.. Logo a aliança de ouro com os pequenos diamantes cravados quase a ofuscou, Demi olhou da garrafa à aliança e da aliança à pulseira e tampou a garrafa derrotada. A consciência pesava.. Ela estava mentindo e enganando não só a sua família, mas sim todos há quem um dia ela prometeu que nunca mais beberia. Pobre Demi, era tarde demais.. Já quebrara a promessa há semanas.. A garrafa se juntou as outras que foram camufladas pelas peças de roupa, Demi caminhou frustrada pelo corredor do ônibus entre poucas lágrimas e culpa, sentou-se no banquinho que estava sentada antes de Joe chegar e por muitos minutos fitou o tampo da mesa até que o bloquinho lhe chamou atenção. Demi o pegou e o folheou gostando de como as tantas folhas caiam uma sobre a outra rapidamente até que parara na folha escrita. Havia palavras riscadas e borradas, desenhos no cabeçalho e nas margens. “Yeah, I keep it, just in case”. Era o último trecho da canção que começara a escrever antes de partir da casa dos pais para a Miami iniciar a turnê. Demi pegou a caneta e começou a batê-la num ritmo simples sobre o bloquinho. Sentia-se tão frustrada.. Tão fraca e idiota. Por que tinha o mandado embora? Era tão estúpida.. “Strong enough to leave you”.. Escreveu deixando uma lágrima cair sobre o bloquinho e borrar a palavra “Strong”. Tinha o deixado partir e doía tanto.. precisava dele, precisava estar nos braços dele se sentindo a mulher mais amada de todo o mundo. Era orgulhosa demais, preferia deixá-lo ir e sofrer por não tê-lo. Tola! Era como se quisesse respirar e recuse oxigênio. “But weak enough to need you”.. Ceús! Não tinha o deixado ir porque queria, e sim porque tinha sido preciso, seria melhor para ele viver sem ela ao viver aquele inferno que estava sendo a sua vida nessas últimas semanas. “Cared enough to let you walk away”. Jamais deixaria que ele a visse fora de si e bêbada. “Esse é aquele casaco de quase quinze anos atrás que você cismou em não me deixar jogar fora... Sim é ele mesmo... Eu não sabia que ele ainda existia... Pois é. Ele existe... Gosto de você o usando, acho que você é a única mulher no planeta que fica linda de moletom, aliás, você fica linda de qualquer jeito.”. Lembrou-se dos minutos passados. Era o mesmo moletom/casaco que tinha encontrado junto com as fotos. Adorava usá-lo porque se lembrava de como Joe ficava lindo nele, da época que eles namoravam e Joe sempre a vestia com aquele casaco e a puxava para o peito depois de uma noite de amor. Jamais se permitiria esquecer, por isso que não o deixou jogar o casaco fora e o pegou para si. “I took that dirty jacket from the trash right where you left it cause I couldn't stand to see it go to waste”. Demi largou a caneta sobre o bloquinho e abraçou-se sentindo o casaco roçar a sua pele ainda mais e o cheiro de Joe emanar-se por conta do recente abraçado. Idiota! A consciência gritava freneticamente zombando de si mesma. Demi levantou-se bruscamente fazendo o banquinho virar-se e alcançou a mala. A garrafa estava firme envolvida pela mão esquerda, as pálpebras franzidas enquanto o interior queimava a cada gole longe de vodka. Demi tossiu e limpou os lábios, mas logo bebia com mais calma sentindo o corpo relaxar-se como sempre acontecia. Quando beber vodka já não tinha mais tanta graça, Demi buscou a garrafa de black label e a virou sem pestanejar, na verdade ela alternava-se. Ora vodka, ora black. Era sempre assim, em todos os lugares. Demi era esperta e sabia como poderia beber. *No show com a Miley.. Levara consigo uma garrafa de vodka e a bebeu na cabine do banheiro, não tinha sido à toa que tinha sido uma idiota *no estúdio e acabara levando uma bronca de Joe. No camarim dos shows misturava a vodka com outra bebida e bebia na frente das pessoas sem sentir culpa. Bem, e quando estava sozinha fazia uma verdadeira festa.. Bebia vodka, tequila com limão e sal, conhaque, vinho cabernet, red, blue e Black label e na noite passada Demi tinha bebido tanto absinto que jurara com a sua vida que tinha visto a fada verde. Encostou-se na parede metálica do ônibus e deslizou-se até estar sentada. Bebeu mais um pouco de vodka e quando iria virar o litro de black bateram à porta a assustando.
   - Quem é? – Gritou enquanto tampava as garrafas e se levantava para escondê-las.. Deus! Se John a pegasse...
   - Srta. Lovato, John pediu para avisar que o show vai começar em quarenta minutos. –Demi gritou um “ok” e guardou as garrafas emburrada. Estava na hora do show..

Continua... Oi oi! Apareci. Desculpem pela demora, a semana de provas foi tensa.. Bem, eu estou de "férias" agora é esperar o resultado das provas.. O.O Pois é, pois é.. A Demi estava bebendo desde o dia que tinha brigado com o Dan, por isso que ela estava/está agindo feito uma idiota.. Eu dividi o capítulo em três partes para não ficar muito grande, enfim, estou escrevendo agora mesmo e quero postar a segunda e a terceira parte ainda hoje, então eu vou escrever bastante e se tudo der certo com as minhas provas quarta-feira inicio a "maratona" verdadeira.
ps. Super créditos para a senhorita Alessandra, a bicha além de ser uma cabrita lacradora que canta pra caralho, ainda me faz o favor de ser uma escritora mega fodástica, a cena do beijo e da Demi com o Joe foi ela quem escreveu e eu a adaptei, nós estamos trabalhando juntas! Obrigada Leka <3

3.12.14

Aviso

Boa tarde, passei para avisar que infelizmente nessa semana não vou postar, pois esta é a semana de provas da faculdade e eu tenho que estudar para as provas. 
*Ponto positivo: As provas acabam sexta-feira (05/12) e TALVEZ eu faça uma maratona. Beijos e uma boa semana para todos!