14.6.14

Capítulo 46

*Divulgando* Histórias Jemi!!

  Manter a vida tripla de mãe, esposa e celebridade não era fácil. As responsabilidades eram precisas, mesmo assim Demetria conseguia driblar os obstáculos para manter-se firme no posto de super mulher. Foram dias cansativos, tanto pela pressão psicológica que sofria no trabalho quanto pelas atividades rotineiras de casa. Todavia, tudo tinha dado certo. Agora permitia-se relaxar no sofá, e já que a criatividade estava aflorada, rabiscava alguns versos sem compromisso algum. Algumas horas mais tarde, o barulho gradual dos pingos de chuva encheu seus ouvidos. Estava tarde, deveria ser cerca de oito da noite e Joe ainda não tinha chegado. A semana de Joseph estava sendo corrida, ele mal tinha tempo de respirar por conta das audições dos futuros contratados da gravadora. Demi ficara preocupada, Joe estava ansioso e esperançoso demais. Entendia que era importante para ele e que finalmente depois de meses parado ele estava animado para trabalhar, mas tudo tinha limites. No outro lado da sala, um certo e imbatível bebê não para quieto. Tivera que abafar o riso para não distraí-lo. Daniel requebrava para a esquerda e para a direita no ritmo da música dos Backyardigans, o que o deixava a coisinha mais fofa e engraçada era a fralda, que aumentava o traseiro do bebê. Demi aproveitou para filmá-lo, e sem se conter, gargalhou gostosamente quando o pequeno tornou a repetir os movimentos como os personagens do desenho rebolando aquele bumbum enorme.
   - Deixa a mamãe dar um beijo em você. - Daniel correu até a mãe e deixou que ela o envolvesse com os braços e o beijasse carinhosamente. - Mamãe ama muito você. - O sorriso de Demi alargou-se ainda mais quando ele sorriu. Ela o abraçava com um abraço de urso e tinha a testa colada a dele.
   - Mama. - O risinho dele a chamando era fofo demais, Dan não resistia quando a mãe mordia sua bochecha.
   - Mamãe vai te proteger. - Demi o envolveu no colo quando o barulho do trovão assustou o pequeno. Começara a chover com mais força e Joe estava em algum canto daquele cidade. Dan deitou-se com a mãe no sofá e ria baixinho das trapalhadas do filme que começara logo após o pequeno musical que o fazia requebrar o bumbum, "O Rei Leão" não era um musical, mas ele adorara o pequeno Simba. - Daniel? - Demi o chamou quando o filme já estava quase na metade. Segundos depois o pequeno a olhou com aquele olhar pidão e ela entendeu o que ele queria. Pela primeira vez Daniel não mamou olhando para ela, aliás, ele estava dividido entre o filme, o peito e os olhos da mãe. E para não se sentir culpado, ele levou a mãozinha até o seio de Demi como se aquilo fosse compensá-la por ele não estar olhando nos olhos dela fixamente. - Dan? Você vai dormir e deixar a mamãe sozinha? - Demi brincava com os cabelos do filho o vendo cochilar em seus braços. O tempo estava passando tão rápido e o seu bebezinho estava crescendo muito. Envolvendo-o com a manta, Demi o deitou sobre ela e o abraçou carinhosamente. Seus pensamentos pairavam entre Joe e Dan, aliás, onde ele estava? Estava ansiosa para que ele chegasse, Simon Cowell apresentara o tão esperado contrato. Demi praticamente decorou cada cláusula do contrato, e particularmente, estava muito satisfeita com a proposta generosa de Simon.
   Um toque, dois toques e desligado. Onde ele estava que nem o telefone atendia? Evitando fazer movimentos bruscos para não acordar Daniel, Demi pegou o controle da tevê na mesinha de centro e trocou de canal. Hum.. Assassinatos, roubos, tentativa de suicido na Vincent Thomas e engarrafamento. Ótimo! Joe deveria estar preso no engarrafamento e como estava chovendo não conseguia contato. Abaixando o volume da tevê, Demi acomodou-se mais no sofá e ficou a observar Daniel dormindo serenamente em seus braços. Como seu filho era lindo, tão lindo.. Quanto tempo mesmo ela tinha ficado ali? Quando abriu os olhos, o noticiário tinha acabado e começara o jogo de beisebol. Demi ajeitou o pequeno nos braços e levantou-se para levá-lo para o berço. Depois de um beijo carinhoso na testa e o típico "eu te amo", Demi desceu as escadas e não hesitou em sorrir ao ver a luz branca meio azulada dos faróis do carro de Joe.
   - Você demorou. - Demi sorriu de orelha a orelha ao vê-lo caminhar até ela, Joe estava tão lindo vestido no terno slim preto. Mais parecia um empresário.
   - Engarrafamento. - Joe forçou um pequeno sorriso e curvou-se para dar um selinho demorado nos lábios de Demi. - Você está linda. - Por mais que o seu dia tinha sido péssimo, Joe não poderia negar que ela estava completamente linda. Adorava elogiá-la para vê-la ficar toda vermelhinha de vergonha.
   - Você também. - Sorriu envergonhada.
   - Cadê o nosso pequeno? - Joe largou a maleta no sofá da primeira sala e caminhou diretamente para a cozinha.
   - Ele dormiu tem pouco tempo. Está com fome? - Demi o abraçou por trás. Ela conhecia o homem que tinha em casa, e apostaria que ele estava faminto.
   - Você não faz ideia. - Joe desabotoou o paletó e o deslizou pelos braços. - Amo quando você faz isso. - Sentia-se como se estivesse no céu, um gemido escapou pelos lábios entreabertos quando as mãos dela o apertou levemente. Tudo que mais precisava depois de um dia estressante era das mãos angelicais de Demi massageando seus ombros.
   - Relaxa, você está muito tenso. - Demi sorriu enquanto se sentava no colo dele. - O que foi? - Demi sabia que tinha algo de errado, Joe estava quieto demais. Teria sido o dia tão ruim assim?
   - É apenas fome. - Joe sorriu tímido, ultimamente ele andava muito esfomeado.. - Eu vou tomar banho, tudo bem? - Perguntou pressionando as coxas nuas por conta da saia curta com as mãos. - Não quer vir comigo? Eu adoraria brincar de mamãe e papai na banheira com você. - Demi arregalou os olhos levemente quando Joe curvou-se e beijou o começo do decote. Os lábios quentes e macios fizeram-a arrepiar, logo eles subiam pelo tórax para o pescoço e do pescoço para o queixo onde ele mordiscou antes de selar os lábios aos dela.
   - Eu adoraria. - Mal conseguindo respirar, Demi esboçou um sorriso enigmático cheio de segundas intenções. - Mas eu sou uma esposa muito prendada e o meu marido está faminto. - Joe riu do biquinho que ela fizera frouxando a gravata e começando a desabotoar a camisa.
   - É uma pena. - Os dedos dele adentraram os cabelos dela enquanto os seus lábios devoravam o da mesma. Demi não afastou a mão boba adentrando sua blusa, bem pelo contrário, ela também queria acariciá-lo ousadamente. Não tinha nada melhor que uns amassos na cozinha.
   - Não senhor. - Sussurrou entre o beijo. Joe tinha uma mão subindo a saia e a outra acariciando o seio esquerdo. - Joseph, você está faminto. Eu vou cozinhar para você e mais tarde, talvez, nós podemos namorar. - Demi atropelava as próprias palavras, era meio difícil pensar com as mãos dele percorrendo o corpo.
   - Você é muito malvada. - Murmurou com os lábios no pescoço dela. - Tesão acumulado vai te deixar dolorida. - Não tinha preço vê-la corada.
  - Estou louca para ficar dolorida. - Quando deu por si já tinha dito o que não deveria. - É melhor você subir para tomar banho antes que apanhe com a panela de pressão. - Por Deus! Ela estava tão vermelha e nervosa que mal conseguia olhá-lo.
   - Seu desejo é uma ordem. - Demi escondeu o rosto no pescoço de Joe o fazendo rir. - Bem, agora eu vou tomar meu banho porque não quero apanhar de panela de pressão. - Ainda sem muita coragem, Demi ergueu-se para tentar espiá-lo, mas acabou gargalhando junto com ele ao perceber que ele também tentava olhá-la.
   - Você é muito bobo. - Disse ainda rindo. Uma das coisas que Demi mais gostava em Joe era que ele sempre a fazia rir independente das circunstâncias. - Banho meu amor. - Demi beijou a bochecha de Joe carinhosamente e levantou-se do colo dele. Estava descabelada, a blusa fora do lugar, e a saia toda encolhida na cintura.
   - Bunda gostosa. - Antes que ela pudesse protestar por conta do tapa no traseiro, Joe saiu correndo a todo vapor da cozinha.
Quando era mais tarde Demi cozinhava cantarolando as músicas do rádio, a chuva estava fraca e o cheiro da comida despertava uma fome voraz. Pensara em como iria contar sobre o contrato, ela estava ansiosa e planejara contar o mais breve possível. Conhecia muito bem o cheiro do Odin Nº10, mordeu o lábio inferior para não rir conforme ele se aproximava, ela fingira que estava distraída trocando o rádio de frequência.
   - Oi. - A voz rouca soou em seu ouvido fazendo-a arrepiar, aqueles braços fortes envolvendo o corpo dela contra o corpo dele.
   - Oi amor. - Demi sorriu aninhado-se ao corpo dele. - Gostei da camisa. - Até pouco tempo ele parecia um empresário vestido no terno slim preto, agora parecia bastante confortável vestido com uma camisa preta sem mangas com o logo do Aerosmith e calção preto. - O jantar está pronto. - Demi virou-se ficando de frente a ele.
   - O cheiro é maravilhoso. - Joe respirou fundo e fechou os olhos ao sentir aquele cheiro divino, estava faminto. - O dia foi tão cheio na gravadora, que mal tivemos tempo para sair para comer, Nick fez aqueles sanduíches horríveis de pasta de amendoim. Tivemos que comer tomando chá mate quente. - Demi conhecia Nick muito bem para saber que ele não liberaria os irmãos na hora do almoço ou do lanche da tarde, Nick era centrado e profissional, e pelo que Joe contava, eles estavam desesperados para encontrar um bom cantor e considerando o tempo de viagem até as respectivas casas, seria perca de tempo já que todos moravam longe da gravadora.
   - Se você tivesse ligado eu levaria almoço para os três. - Comentou enquanto se servia. - Amanhã você vai trabalhar? - Queria que a resposta fosse "não", durante todos os dias da semana ela só via Joe pela manhã e quando já estava deitada para dormir. Fora que Dan estava sentindo falta do pai.
   - Eu ainda não sei. - Disse meio pensativo. - Algum problema? - Sentaram-se juntos a mesa frente a frente, Demi não gostava do rumo daquela conversa.
   - Daniel está sentindo sua falta. - Disse com certo receio. Ora, por mais que ela também trabalhasse o tempo inteiro, não deixava Dan de lado, sempre dava atenção para ele quando estava compondo ou fazendo alguma ligação importante.
   - Eu também sinto falta dele, mas quando chego ele já está dormindo. - Não! As coisas não era para ser assim. O clima antes bastante agradável agora estava cheio tensão.
   - Eu também sinto sua falta. - Murmurou o olhando. As noites não eram mais quentes e cheias de amor. Da segunda-feira a quinta-feira a cama estava fria, não passavam de beijos e mãos bobas porque ela estava cansada, Daniel estava com fome ou ele estava cansado.
   - Dem, olha, eu sou pai e marido. Minha obrigação é trabalhar para cuidar de vocês. - Por mais que ambos não quisessem admitir, o terrível fim da banda estava interferindo na vida deles. Demi sabia que dinheiro não era problema, e nunca iria ser. Ela tinha o suficiente para que eles pudessem viver uma vida longe de complicações financeiras.
   - Eu não acredito que esta é a questão. - Demi passou as mãos pelos cabelos em um gesto nervoso.
   - Podemos mudar de assunto? - Perguntou incomodado e ela apenas assentiu. Era melhor assim, caso contrário iriam acabar como adversários em um campo de guerra. - Como foi o seu dia? - Droga, ela estava chateada. Conhecia aquele olhar.
   - De manhã eu e Dan brincamos na piscina, depois assistimos desenho e comemos chocolate. Na hora do almoço Dan brincou de desenhar no cercadinho com Buffy enquanto eu cozinha. - Pensara que só faltava ele, tinha sido um dia realmente agradável ao lado do seu pequeno. - Depois do almoço nós tomamos banho juntos e ficamos um pouco no jardim, Dan ficou encantado com os passarinhos coloridos que estavam perto das roseiras, quando foi mais tarde eu recebi o contrato de Simon e resolvi compor um pouco enquanto Dan assistia desenho. - Joe queria ter passado o dia com eles, seria muito divertido escutar as gargalhadas exageradas de Dan, comer chocolate, brincar na piscina e assistir desenho com o pequeno. - Eu fiz um vídeo para você. - Joe sorriu timidamente para ela assim que a mesma entregou o telefone. Dan rebolava o bumbum de um lado para o outro no ritmo da música dos Backyardigans, ele sorria sapeca todo animado dançando. Joe ria das travessuras de seu pequenino, ele era tão esperto.
   - Amanhã nós podemos passar o dia inteirinho com o nosso filho. - Disse timidamente, seja lá qual fosse o compromisso da vez, já estava desmarcado. - Estou feliz por você. - Joe sorriu verdadeiramente para ela. Sabia que era uma ótima oportunidade para Demetria.
   - Obrigado. - Demi finalmente sorriu depois do momento tenso. - Vou buscar o contrato. - Joe riu vendo-a sair correndo da cozinha para buscar o tão esperado contrato. Dois minutos mais tarde, Demi voltou saltitante, mais parecia uma menina que ganhara uma nova boneca do que uma mulher que era casada. Ela sentou-se ao lado dele com a cabeça deitada no ombro enquanto Joe lia a proposta de Simon do contrato de praticamente quinze folhas com letras miúdas na frente e no verso.
"Cara Srta. Lovato, Simon Cowell a convoca para
mais uma de suas ilustres jornadas do programa
mais famoso da Europa, agora na América, para 
junte-se a nossa bancada de jurados."
"Demetria, a proposta está de pé. Acompanho o seu senso critico e a sua carreira brilhante a determinado tempo, adoraria que se juntasse a nós. Podemos iniciar o seu contrato com um milhão de dólares? O que acha? Qualquer insatisfação procure-me. - S. Cowell." - Tudo bem. Joe leu o resto do contrato atentamente para não se perder, era uma ótima proposta e sabia que Demi iria dar conta do recado, ela era excepcional.
   - O que você acha? - Perguntou completamente eufórica, e Joe murmurou um "hum" terminando de ler a última cláusula.
   - Parabéns Sra. Lovato. - Disse imitando o sotaque britânico de Simon e a beijou na boca. - Não vai assinar? - Perguntou fitando o campo vazio onde ela teria que assinar e Simon finalmente iria descobrir que no nome de Demi tinha incluso o "Jonas".
   - Eu ainda não sei. - Murmurou.
   - Não sabe? - Joe repousou o contrato sobre a mesa e a olhou.
   - Eu vou assinar, só estou em estado de choque. - Disse rindo. Aliás, não era todo dia que alguém oferecia um milhão de dólares como oferta de trabalho. - Está tudo bem? Você acha que eu devo assinar? - Perguntou sentando no colo dele toda manhosa.
   - Eu te devo uma, e não sou contra o seu trabalho. - Finalmente conseguia respirar direito, era aquilo o que ela queria ouvir. - Mas.. - Mas! Mas, droga, um "Mas" nunca era bom. - Você vai ter que viajar praticamente por quatro meses. - Não queria ser injusto com ela, mas estava pensando em Dan, ele não poderia viver migrando de cidade para cidade, Daniel era um bebê.
   - Eu sei.. - Murmurou se levantando. Estava enganada, como poderia pensar que iria conseguir associar uma coisa na outra? Não tinha como trabalhar e ser uma mãe e esposa presente. Era uma coisa ou a outra. Se quisesse equilíbrio em sua família teria que se dedicar bastante, e cantar seria apenas um hobbie. E se quisesse sucesso em sua carreira, tanto de cantora quanto a de futura jurada e atriz teria que se dedicar, e ser mãe e esposa seria apenas um hobbie. O que iria fazer? Parecia ser tão fácil com as outras mulheres. Dois sonhos realizados e ela teria que escolher entre um? Aquilo não era justo, de maneira alguma. Adorava cantar e ser a mulher da vida dos homens mais importantes de sua vida: Daniel e Joe.
   - O que foi? - Joe levantou-se e caminhou até ela. Estava pálida e tinha os olhos marejados. - Não chora, por favor. - Joe ficara a pensar, será que todo homem reagia como ele ao ver sua mulher chorar? Não fazia ideia do que fazer, apenas a abraçou. Tinha medo de tentar confortá-la com palavras e piorar a situação, ele era homem e dificilmente chorava, bem ao contrário de Demi que só faltava chorar com uma folha que caía da árvore.
 Sentia que estava prestes a entrar em uma furada. Se ela aceitasse aquele contrato iriam vir mais e mais contratos, e como ficaria Daniel? Não queria que o seu filho fosse criado por babás e que visse a mãe e o pai poucas vezes no ano. Queria cuidar dele, brincar com ele, ensiná-lo a viver naquele mundo cruel e estar sempre ao lado da melhor coisa que já tinha acontecido em toda a sua vida. Ninguém a entenderia, aliás, só aqueles que tinham a melhor coisa que uma mulher e um homem poderiam ter: um filho. Amava aquele bebezinho a ponto de se esquecer de si mesma, esquecer-se de que ela era de carne e osso, que era apenas uma mulher.
   - Você quer que eu assine? - Perguntou soluçando.
   - Eu não quero que minha opinião influencie na sua decisão. - Joe mal olhou nos olhos dela, apenas a abraçava.
   - Admita, você não quer. Eu sei. - O silêncio dele só comprovou que ela estava certa. - Eu não sei que merda eu vou fazer da minha vida. - Demi se soltou dos braços de Joe. Precisava de água com açúcar em dose dupla.
   - Admita você que não quer que eu desfile de cueca. - Demi estreitou os olhos ao olhá-lo, ele queria mesmo discutir aquela questão agora?
   - E se eu fosse desfilar apenas de calcinha e sutiã, Joseph? Você não me deixa usar vestidos em público, imagina se eu fosse desfilar. - Demi gesticulava as mãos em um gesto nervoso. O que ela dizia era verdade, além de proibi-la de usar certas roupas, ele também não deixava que a mesma trabalhasse com outros homens, apenas os seguranças.
   - Vestidos? O que você quer usar não tampa nem o seu traseiro. - Disse irritado. Ora, quando ela usava vestido ele tinha que estar o tempo todo ao lado dela a vigiando, se Demi soubesse o quanto aquela bunda enorme chamava atenção masculina.
   - Grosso! - Gritou irritada.
   - E se eu fosse desfilar apenas de calcinha e sutiã, Joseph? - Por Deus! Ela iria esbofeteá-lo. - Prefiro ser grosso do que mimado. - Disse entredentes.
   - Onde eu estava com a cabeça quando aceitei me casar com um idiota! - Demi estava quase partindo para cima dele, só faltava um pouquinho para ela o esbofetear.
   - Eu é que não sei o que eu tinha na cabeça quando pedi você em casamento. - Ofegavam de nervoso e o olhar desafiador de Demetria o deixava a flor da pele.
   - Joseph, me solta! - Demi tentara o acertar, mas Joe foi mais rápido e a segurou pelos pulsos. - Me solta agora! - Era difícil conseguir se mover entre o balcão e o corpo de um homem.
   - Deixa de ser teimosa pelo menos uma vez na vida. - Um gemido de dor escapou pelos lábios dela, ele a apertava com muita força contra a pedra de mármore do balcão que batia na parte de trás da cintura. Fora os pulsos que começavam a latejar de dor com as mãos dele os envolvendo.
   - Você está me machucando. - Choramingou assustada enquanto os lábios dele devorava seu pescoço ferozmente. Demi tentava se soltar dos braços fortes, mas mal conseguia se mover para se livrar dele.
Estava cansada de se debater, os pulsos doíam, e ela não iria mais pedir para que ele parasse. Joe parecia estar fora de si, ele mal a olhava e a tocava sem carinho. Quando os lábios dele alcançaram os dela, Demi cedeu ao beijo agressivo o suavizando. O beijo que antes machucava os lábios delicados de Demi, se transformara em um beijo suave e terno. As mãos afrouxaram nos pulsos e repousaram na cintura a puxando contra o corpo suavemente enquanto ela envolvia o pescoço dele com os braços e enterrava os dedos aos cabelos da nuca. Os olhos dele pareciam procurar uma resposta nos dela, o olhar dele era tão intenso e penetrante, que Demi podia ver o mescado de castanho com verde e as leves fitinhas douradas na íris.
   - Demi.. - O suspiro soou como uma suplica, ele a impulsionou para cima e Demi envolveu a cintura dele com as pernas. Se fitavam intensamente enquanto ele caminhava descalço pela casa levando-a para o quarto. Demi se perguntava o que estava acontecendo com eles, não eram mais os menos, estavam tão distantes e tão perto ao mesmo tempo. Tudo que ela enxergava nos olhos dele era uma mistura de magoa com desejo e paixão, estavam tristes e sem brilho. O que eles tinham feito com ele? Ou seria ela?
Mesmo quando a deitou enquanto a beijava, Joe não conseguia esquecer o que tinha feito na cozinha, o jeito que ele a imprensou contra o balcão e apertou os pulsos dela com força. O que ele iria fazer se ela não cedesse? Demi estava tão quieta e o deixava tirar cada peça da roupa que vestia. Mais tarde, depois de beijá-la carinhosamente por todo o corpo, Joe a possuiu apaixonadamente por diversas vezes durante a noite, e a cada vez que ela chegava ao limite, sussurrava o nome dele.
   - Demi? - As mãos acariciam os cabelos e as costas da mulher que estava deitada sobre o seu corpo. - Pequena? - Joe sentiu o coração partia quando a chamou pelo apelido que usava desde que a conheceu. O coração acelerou quando ela o olhou um tanto sonolenta e esboçou um pequeno e tímido sorriso. Deveria ela estar cansada, muito cansada. Joe não deixou de sorrir calorosamente para a amada, curvou-se e a beijou carinhosamente. - Amo você. - Sussurrou brincando com os cabelos dela. Mas Demi já tinha adormecido nos braços dele.
Sentia-se como o pior dos seres, o que ele tinha feito com ela? Joe tocou a mão de Demi, que estava sobre o seu peito, e entrelaçou os dedos aos dela. A aliança grossa e dourada era rodeada de pequenos diamantes nas respectivas bordas, brilhava no dedo dela. Demi parecia tão serena dormindo aninhada a ele. Nos pulsos, as tatuagens cobriam as cicatrizes, e a marca das mãos dele começavam a passar do rosado para o roxo. Deus! Ele tinha a machucado. Demi era pequena e delicada, e ele era grande e forte. Joe ergueu-se cuidadosamente para não acordá-la e afastou a coberta do corpo de Demi. Como pensara. Um pouco acima do traseiro, nas costas da cintura, uma linha grossa e rosada estava marcada na pele macia e alva de Demetria. Ela não estava brincando quando disse que ele estava a machucando. Droga! Ela deveria ter o esbofeteado na hora que ele a levou para a cama, mas tudo que ela fez foi se entregar a ele. Agora ele carregava a culpa junto com a raiva e o desprezo que sentia por si mesmo. A que ponto ele tinha chegado... Para que Demetria não acordasse, Joe esperou que ela dormisse profundamente, só assim não teria risco dela acordar. Deitou-a no lugar que ele estava e suspirou ao vê-la deitada. Tinha vontade de chorar, e a pergunta ecoava em sua mente. "O que você fez com ela?".

Continua... Oi! Então, ai meu Deus. E agora? shuasauj Ta acabando jsias sei lá, uns quatro capítulos, incluindo o especial Niley, que será uma chave para Jemi e o epilogo. Eu não vou comentar sobre esse capítulo, to meio sasajjdssa e acho que fiz merd*, maaaas era o que estava planejado. Qual vai ser a reação da Demi? O que o Joe vai fazer agora? O bicho pegou. Beijos! E aqui está a resposta aos comentários de vossas lindezas.


13.6.14

Oi! Desculpem pela demora para postar, é que o capítulo é bem decisivo e eu estou sem ideias.. As coisas não estão como eu queria.. Então estou fazendo algumas mudanças, ok? Vou tentar postar ainda hoje. Beijos meninas lindas e desculpem pela demora :) 

8.6.14

Capítulo 45

Por mais que sentir lábios quentes movendo por todas as partes de seu corpo, mãos másculas lhe apertando gostosamente e o sentir bater no fundo fosse maravilho. Dormir com Joseph não era nada bom, ainda mais se ele estivesse deitado por cima. Deveria ser tarde. Demi estava sendo esmagada, só podia ser. Tentou se mover, sem resultado algum e murmurou um palavrão. Além de pesado, Joe também estava com a “barraca armada”. E o que era aquela luz meio cinza que piscava toda hora?
   - Joe. – Tentou o empurrar, mas ele só aninhou mais a ela. Demi revirou os olhos e respirou fundo. Foi impossível não gritar e mover-se bruscamente. A televisão estava ligada e não era muito bom acordar depois de uma transa maravilhosa, com um homem, por mais que fosse pesado, lhe aquecendo o corpo e na tevê está passando filme de terror. – Joe? – Demi arregalou os olhos com o grunhido de dor do marido.
   - Aí. – Choramingou caído no chão. Deveria estar doendo muito, o barulho do corpo de Joe se chocando contra o chão mais parecia um terremoto.
   - Você machucou? – Perguntou preocupada ao fitá-lo da cabeça aos pés estirado no chão. – Por que você não desligou a tevê? – Demi revirou os olhos e procurou o controle para desligar a tevê. É isso que dá namorar com a tevê ligada com o som mudo.
   - Aí. – Choramingou novamente e Demi revirou os olhos. – Você deveria me dar um beijinho para a dor sarar. – Queria socá-lo! Ela se sentia tão culpada por ter o derrubado e ele estava brincando? Aquele sorrisinho safado o entregava.
   - Beijinho? Eu quero te esbofetear! – O corpo doía, e ela precisava de uma cadeira de rodas... – Não senhor. – Porque ele era mais esperto que ela? Por mais que Demi tentasse desviar as mãos das dele, Joe conseguiu a puxar para cima dele.
   - Só um beijinho. – Demi riu do biquinho que Joe fizera. – Só um beijinho gatinha. – Demi relaxou o corpo sobre o dele e roçou os lábios delicadamente e aos poucos começara a adentrar a boca dele com língua.
   - Desculpe por te empurrar. – Sussurrou envergonhada. – A televisão estava ligada e eu me assustei. – Joe sorriu ao receber um beijo carinhoso na bochecha. Demi ficava tão fofa quando estava envergonhada, ele só não entendia o porquê de tanta vergonha sendo que eles já aprontaram tantas coisas...
   - Só desculpo se você tomar banho na banheira comigo. – Demi assentiu timidamente, chegara ficar corada quando ele beijou a testa dela.
   - Vamos subir? Daniel deve está acordado. – Demi levantou-se depois de um longo selinho e vestiu-se com a camisa dele e a calcinha.
   - O que acha de jantarmos pizza? – Perguntou enquanto subiam as escadas de mãos dadas.
   - Por mim tudo bem. – Sussurrou já que acabara de adentrar o quarto de Dan e tudo estava quieto. – Ele ainda está dormindo. – Suspirou aliviada ao ver o pequeno dormir tranquilamente no berço.
   - Nosso filho está crescendo. – Joe sorriu para Demi e para o pequeno. – Demi. – Joe franziu o cenho ao tocar a testa de Dan, ele iria arrumar os cabelos do pequeno para o lado. – Ele está quente. – Joe levou a mão livre até a testa de Demi.
   - Joe, você está me deixando preocupada. – Demi levou a mão à testa de Dan e na mesma hora estremeceu, ele estava quente. – Olha a temperatura do quarto. – Delicadamente, Demi afastou a coberta do corpinho de Dan e o envolveu nos braços. – Bebê, mamãe vai cuidar de você. – Demi beijou a bochecha do pequeno ainda adormecido e sentou-se na poltrona com ele.
   - Está tudo normal.  Joe sentou-se no braço da poltrona e ficou a observar o bebê adormecido nos braços da mãe. – O termômetro está na gaveta da cômoda? – Sussurrou para que Dan não acordasse. Demi assentiu. Na primeira gaveta da cômoda estilo vintage branca de puxadores verdes, Demi mantinha um pequeno e prático kit de primeiros socorros para horas como aquelas.
   - Amor, pega o termômetro para mim? E separe o tylenol. – Segundos depois o termômetro estava embaixo do braço esquerdo do bebê sobre a supervisão de Demi.
   - Demi, sua mãe disse que é para dar um banho no pequeno, se a febre não passar depois de quarenta minutos é para dar o antitérmico e se não passar nós vamos levá-lo para o hospital. - Demi assentiu e puxou o termômetro.
   - Trinta e oito ponto seis. – Respirou fundo. Não era a primeira vez que Dan tinha febre, mas sempre que acontecia Demi ficava super preocupada.
   - Você vai acordá-lo? – Demi assentiu balançando levemente a cabeça.
   - Meu anjo, acorda. – Demi beijou a testa de Dan carinhosamente e ele apenas suspirou. - Dan, acorda. - Depois de beijos carinhosos distribuídos pelo rosto do pequeno, Dan finalmente acordou estranhando tudo.
   - Ei, você acordou. – Joe curvou-se e beijou a bochecha do filho. Ele estava tão bonitinho com os cabelos desgrenhados e a carinha de sono.
   - O que acha de tomar banho e depois mamar? – Demi estava tão aliviada, se ele estivesse irritado e chorão estaria mais preocupada, mas Dan parecia bem, além da febre, estava tranquilo e ela apostaria que daqui a pouco ele estaria gargalhando e andando atrás dela e do pai como sempre fazia.
   - Por que você não vai tomar um banho enquanto eu cuido dele?  Sugeriu Joe. Sabia que um banho seria ótimo para Demi, ela ficaria mais disposta e poderia cuidar melhor de Dan.
   - E se.. Tudo bem, vou tomar banho. – Revirou os olhos, pelo olhar de Joe, ela levaria uma bronca daquelas. – Mas é rápido, e qualquer coisa é só me chamar. – Joe assentiu e pegou o pequeno dos braços de Demi.
   - Mamãe é um grude, não é? – Joe correu os dedos pela barriga de Dan e ele riu fraco ainda sonolento. – Mas ela só quer cuidar de você direitinho, por isso que ela é super preocupada e mandona. – Joe o distraía começando o despir no trocador cuidadosamente.
   - Papa. – Dan apontou para o patinho em cima da cômoda. Demi sempre deixava os brinquedos do pequeno longe do berço, ela tinha medo que ele pudesse se machucar quando estivesse dormindo ou algo do tipo.
   - Calma, papai vai devagar. – Joe esticou o braço até a cômoda para pegar o patinho do pequeno. Precisava distraí-lo. Dan franziu o cenho e gemeu quando o pai ergueu a perninha direita e depois a esquerda para tirar a fralda. – Não, não chora. Papai não vai te machucar. – Era meio difícil segurá-lo no colo, quando Joe tocava no bumbum do pequeno ele choramingava todo manhoso, fora a perninha direita, estava meio avermelhada na região onde tomara a injeção. O jeito foi levar as mãos, um tanto grandes demais, para debaixo dos braços do pequeno o deixando com as perninhas livres. Mas Dan ria e choramingava. Ria porque era sapeca demais e sentia cócegas por conta das mãos do pai. Choramingava porque era manhoso e porque o bumbum estava doendo um pouquinho.
   - Papa. – Choramingou quando o pai o sentou na banheira cheia de água morna.
   - Daniel, papai está tentando cuidar de você, mas se você não colaborar a febre não vai passar. – Joe ensaboava levemente o tórax do pequeno tendo todo o cuidado do mundo para não machucá-lo.
   - Como ele está? – Joe quase caiu para trás de susto, Demetria já tinha tomado banho? Deus, que mulher desesperada.
   - Ele está bem, só não podemos tocar no bumbum e na perninha direita. – Disse a olhando rapidamente. Como sempre Demi tinha assaltado o closet dele. – Legal esta camisa. – Disse rindo. Camisa militar e short de dormir que mais parecia uma box.
   - Eu gosto de usar suas roupas, elas são confortáveis e tem o seu cheiro. – Joe sorriu de lado e roubou um selinho. – A febre está indo embora. – Demi não pode deixar de sorrir. Como toda mãe, ela também não gostava de ver o seu filho doente, doía mais nela do que no pequeno.
   - "An omí" – Aquele biquinho era tão fofo, Demi curvou-se e deu um beijinho de esquimó o deixando todo envergonhado.
   - Mamãe sabe que você está com fome anjo. – Demi riu das bochechas coradas do bebê e do sorrisinho tímido. – Amor, pega a toalha dele. – Daniel adorava chamar toda a atenção dos pais, receber todo o carinho e amor que eles tinham por ele. Ficara tão fofo o bebê enrolado na toalha e aninhado aos braços do pai, que Demi insistiu em tirar uma foto.
   - Vai amamentá-lo aqui ou lá no nosso quarto? – Perguntou enquanto vestia o bebê.
   - Lá, seria bom se ele pudesse dormir conosco esta noite. – Demi estreitou os olhos ao olhá-lo. Como ela iria deixar um homem daquele desfilar apenas de cueca? As mulheres iriam atacá-lo na passarela. Deus, porque ele tinha que ser tão lindo? De cueca! Joe simplesmente era uma tentação de cueca, o bumbum volumoso e ótimo de apertar.. sem citar o volume que iria enlouquecer o mundo. Não, ela não queria compartilhar a felicidade dela com ninguém.
   - Demi? – Joe estalava os dedos e a chamava. Droga, odiava quando era pega no flagra, ainda mais quando seus olhos estavam fixos no traseiro dele. – Bebê, Daniel está faminto. – Dan e Joe a olhava com uma cara duvidosa, será se ela tinha exagerado nas olhadas?
   - Vou amamentá-lo. – Demi pegou o filho no colo, mas os olhos estavam presos em outro lugar.. Porque ela não tirava aquela ideia estúpida da cabeça? Ah sim, porque Joe vestia apenas uma box. Uma box preta!
   - Você está bem? – Joe levou a mão até a testa de Demi para tirar a temperatura, imaginara que a febre de Dan tinha passado para Demi..
   - Estou. – Revirou os olhos. – Eu estou com fome, você ainda vai pedir aquela pizza? –  Perguntou enquanto caminhavam para fora do quarto. De repente uma fome sobrenatural tomava conta de si, estava há mais de horas sem comer.
   - Vou pedir agora. – Joe a observava deitar-se a cama com o bebê nos braços enquanto ele conversava com o rapaz da pizza. Também estava com fome.. A tarde tinha sido agitada demais. – Daqui uma hora a nossa pizza chega, vou tomar banho.  Demi assentiu e recebeu um selinho antes dele sair cantarolando para o banheiro.
   - Acho que a mamãe está com muita fome.   Demi riu dos olhos arregalados de Dan. Ora, o barulho do estômago pedindo comida o assustou.  Você também está com fome?   A febre estava indo embora e Demi estava super aliviada. O pequeno abocanhou o seio avidamente, estava faminto.   Sua perninha está doendo?   Na mesma hora, Demi tocou a perna direita do pequeno e ele choramingou com o peito na boca, era tão manhoso.. Daniel era tão concentrado, mamava avidamente e não parava de maneira alguma. Quando Joe finalmente terminou o banho, Demi estava quase cochilando enquanto o pequeno ainda mamava.
   - Como ele está? - Perguntou se sentando na beirada da cama perto dela.
   - A febre passou. Mas é bom ficarmos atentos.  Joe levou a mão até os cabelos do pequeno para deixá-los bagunçados.  Não Joseph.  Disse rindo da careta de sapeca de Dan.
   - Ele gosta.  Joe beijou a bochecha do pequeno carinhosamente repetidas vezes até que Dan gargalhou adorando a brincadeira do pai.  Papai já volta.  Joe sorriu amarelo ao olhar para Demi.
   - Eu não sabia que o toque do seu celular era Here We Go Again.  Demi mordia o lábio inferior para conter um sorriso. Particularmente achava fofo.
   - Eu também não sabia que o seu toque era All This Time.   Acabou que os dois riram e trocaram selinhos antes que ele descesse para buscar a pizza.
Famintos? Era preciso de mais para definir Joseph e Demetria. Céus! Demi nunca tinha comido tanta pizza como comera, sem mencionar Joe.. Ele quase comeu uma pizza sozinho. É o que da passar a tarde inteira namorando no sofá e só acordar a noite.
   - O último pedaço é meu!  Demi arregalou os olhos. Para onde ia toda a comida que Joe comia? Nunca vira um homem comer tanto como ele comia e ser todo definido sem uma gordurinha. Se ela comesse o tanto que Joe comia não iria passar nem em uma porta dupla. Demi já agendara mentalmente os dias e as horas que iria precisar ir para a academia no decorrer da semana. E todos os dias estavam agendados..  Hum.. Não quer um pedaço?  Perguntou envergonhado.
   - Pode comer, eu estou morrendo.   Demi revezava com Dan, mas deixava o pequeno comer a parte mais leve e macia da pizza, já que ele poderia passar mal com aquele recheio pesado como o da pizza de Joe.
   - Não brinca! Você não comeu nem quatro pedaços.  – O queijo derretendo, o gosto do bacon e do presunto junto com o orégano e a azeitona...
   - Amor, quatro pedaços é o suficiente para a minha barriga virar uma bola e minhas pernas encherem de celulite.  Estava exagerando um pouquinho, mas era bem por aquele caminho..
   - Aposto que Dan comeu mais que você.  Joe sorriu ao observá-lo, Dan estava quieto brincando com o patinho sentado entre as pernas da mãe.
   - Talvez.  Sorriu ao olhá-lo.  É melhor você levar esta bagunça para a cozinha. Se não vai dormir na casinha do cachorro.  Joe revirou os olhos, porém acabou rindo.
   - Você é tão mandona.  Disse enquanto recolhia a louça e a colocava na bandeja.
   - Eu sei, agora vai. – Demi o acompanhou com o olhar até Joe passar pela porta do quarto. Alguns anos atrás ela iria odiar a ideia de casar e ter filhos. Mas era tão bom aquele sentimento único que só crescia a cada segundo. Tudo com Joe tinha um significado diferente, ele fazia o tédio virar comédia e sabia exatamente o que ela estava sentindo. Ele cuidava dela e do filho. Sentia-se abençoada por tê-lo em sua vida. E sentia-se mais especial ainda por ser mãe. Bastava um sorriso de Daniel para que seu coração derretesse de amor, ele tornava a vida dela ainda mais especial e era a essência de seu ser.
   - Mama. – Demi sorriu de orelha a orelha para o pequeno. Era uma gracinha vê-lo brincar com o patinho. Daniel era esperto e tinha criatividade para brincar apenas com um brinquedo. Não precisava de muita coisa para satisfazê-lo.
   - Vamos escovar os dentes? Você vai dormir aqui com a mamãe e o papai. – A única coisa que Dan entendia era mamãe e papai, mas não protestou quando a mãe o pegou no colo e o levou para o banheiro para que eles pudessem escovar os dentes.
   - Demi? – Joe a chamou assim que adentrou o quarto e não encontrou ninguém.
   - Banheiro. – Demi ajudava Dan escovar os dentinhos que ainda nasciam. – Ele vai dormir conosco. – Disse assim que Joe entrou no banheiro.
   - Eu iria falar isto agora. – Mais tarde estavam deitados na cama. Entretanto, Daniel lutava para não dormir.
   - Deixe-o brincar com o patinho, ele vai acabar dormindo. – Demi ninava o pequeno nos braços, mas ele choramingava para soltar-se e porque às vezes a mãe pegava na perninha direita dele. A primeira coisa que Daniel fez quando a mãe o soltou foi deitar-se de bruços e brincar com o patinho. Daquele jeito o bumbum doía menos. 
   - Fui trocada por um patinho. – Demi revirou os olhos. Ora, o pequeno preferia o patinho à mãe. - Quieto. – Joe franziu o cenho confuso, Demi deitou-se sobre ele e se aninhava o usando de travesseiro. – Agora você me abraça e diz que me ama. – Sorriu sapeca ao fitá-lo.
   - Querida, a cada disse que se passa você fica mais convencida. – Para que não fosse expulso do quarto a pauladas, Joe a abraçou e sussurrou que a amava. Por mais que ele adorasse vê-la vermelhinha de nervoso, preferia não correr riscos de vida. – Você não é contra a minha carreira de modelo, é? – Perguntou com certo receio. Ninguém da família aprovou a ideia de Joe, e aquilo o deixou desanimado.
   - Milhares de pessoas no mundo vão adorar ver o meu marido de cueca. As mulheres vão começar a fantasiá-lo em suas camas vazias, as garotas histéricas vão querer beijá-lo. Mas eu não sou egoísta a ponto de te proibir de fazer o que você quer. Se for a sua vontade eu vou respeitá-la e vou te apoiar sempre, porque é isso que nós fazemos com as pessoas que nós amamos. – Ela estava ali para apoiá-lo em qualquer decisão que ele tomasse, sabia que Joe era inteligente e talentoso, e iria ter sucesso na carreira que escolhesse.
   - Obrigado. – Sorriu involuntariamente a abraçando com mais força. – Eu estou com muitas ideias. Esta semana a gravadora receberá vários artistas, se nós tivermos sorte vamos encontrar um bom cantor para lançá-lo no mercado. – É, Joe conhecia bem o filho. Dan acabara dormindo de bruços e com o patinho na mão.
   - Como seria este artista? – Demi soltou-se dos braços de Joe para ajeitar Dan na cama. Ser mãe de primeira viagem não era desculpa para Demetria. Demi passou a maior parte da gravidez pesquisando em livros e na internet sobre todos os cuidados que deveria ter com o seu bebê. E uma das coisas que mais a assustou foi a SMSI, Síndrome de Morte Súbita Infantil. Demetria ficara atenta a todos os detalhes e não deixava nada passar em branco, inclusive deixar Daniel dormir de bruços.
   - Alguém que seja naturalmente bom, que saiba cantar, tocar e compor. Que tenha criatividade, carisma e humildade. Precisamos encontrar um artista com este perfil. – Era complicado encontrar alguém realmente bom, mas não era impossível..
   - Eu tenho certeza que vocês vão encontrar alguém muito bom. – Disse bocejando. – Boa noite meu amor. – Demi o beijou na boca e tornou a deitar-se com ele.
   - Boa noite bebê. – Joe beijou a bochecha de Demi e conferiu se Daniel estava bem antes de desligar o abajur.

Continua... Oi :) Preparadas para a última treta? Pois é, está acabando mesmo.. Mas eu estava pensando em uma coisa, na verdade em várias coisas. Talvez vou escrever a segunda temporada desta fic.. Mas não é nada certo, vai depender muito da opinião de vocês. Se quiserem em faço, e se não quiserem eu posto outra coisa depois que esta fic acabar. Obrigado pelos comentários meninas, eu realmente não quero abandonar o blog, e mesmo se eu o fizesse, eu não iria apagar nada, iria deixá-lo aqui de lembrança.. É que é um pouco complicado para mim, sou do tipo que se entrega demais para algumas coisas e deixo a desejar em outras, por exemplo, o blog e os estudos. E por mais que tenha apenas seis meses que terminei o ensino médio, preciso me esforçar muito para conseguir uma vaga no curso de Arquitetura e urbanismo. Beijos, eu amo vocês :')
Ps: vou fazer um capítulo especial Niley :)


Olha só o que eu achei :p Demi me enviou essa foto, sabe? shauhsa Quando o Dan era mais novo </3 

6.6.14

Capítulo 44

Por mais que o inverno de Los Angeles não fosse como o das outras cidades americanas, era um alivio quando a pouca neve derretia e o sol e as chuvas fracas chegavam aos poucos. Mesmo assim, Demi Lovato insistia em manter seu filho agasalhado. Seria mais um típico dia de começo de ano: corrido. Antes de sair às pressas de casa, Demi orientou Joe para ficar atento, Dan estava andando, e aquele era o maior perigo já que Joe resolvera levar Buffy e Oliver para passear pela vizinhança com o filho. O dia estava maravilhoso, o sol do horário da manhã era realmente muito agradável.
– Rapazes, acalmem-se. – Disse meio aflito. Oliver e Buffy tentavam correr atrás de um gatinho, mas as guias os impediam de machucar o pobre gatinho. Joe segurou Dan com mais força, e praticamente deu um nó em sua mão com a guia freando os cães.
   - Bom dia Sr. Jonas. – Joe sorriu educadamente para a velhinha. Quem não a conhecesse, pensaria que a Sra. Clayton era uma intrusa em um bairro como aquele. A maior mansão daquele bairro pertencia a ela juntamente com uma aposentadoria milionária.
   - Dan, papai não pode te colocar no chão. – Daniel queria andar, aliás, ele vivia andando desde a noite de natal. Não parava quieto por um segundo se quer. – Ei, não me chuta. – Joe franziu o cenho ao sentir o mini all star colidindo contra seu corpo. Suspirou frustrado e agachou-se para colocar o pequeno no chão. A mãozinha fofa de Dan só conseguia envolver dois dedos do pai, e ele mal conseguia acompanhar os passos apressados de Joe, o bebê começara a suar e ofegar de cansaço.
   - Papa. – Choramingou puxando a calça do pai, Joe tentava acompanhar os cães, por isso andava rápido. – Papa. – Choramingou mais alto olhando para cima.
   - Meu Deus! – Joe revirou os olhos e soltou os cães da guia, era para ser um passeio divertido pela vizinhança depois de longos dias de frio, mas tudo estava errado. Joe suspirou ao ver os cães já longe correndo que nem loucos, sentiu um puxão na calça e olhou para baixo. Dan choramingava baixinho todo manhoso olhando para cima com os olhos marejados, Joe agachou-se e abraçou o pequeno entre as pernas. - Não, não chora. - Se Demi estivesse com eles, céus! Joe iria apanhar na rua, ele tinha certeza que iria. - O que foi bebê? - Perguntou calmamente o mimando com um beijinho carinhoso na testa.
   - Papa. - Dan choramingou entre soluços e arregalou os olhos quando Joe o aninhou no colo e levantou-se. Aquilo era divertido.
   - Vamos voltar para casa anjo, papai vai ler uma historinha para você. - Aquele bairro era tão agradável. Anos atrás, quando Joe planejava pedir Demi em casamento, primeiro tivera que recorrer a Selena, até porque ela era a melhor amiga de Demi e conhecia todos os gostos da amiga melhor que ele. Segundo, tivera que pedir a mão de Demi, e aquilo quase lhe custou a vida... Quando Eddie se acostumou com a ideia, as coisas começaram a fluir. Foram meses e meses de planejamento, tivera que comprar uma casa onde ele e Demi iriam viver, construir uma família e serem felizes pelo resto de suas vidas. E a casa era perfeita, segundo Selena, aquela casa tinha sido feita especialmente para Demi, e ele pensou, por que não? Também gostara muito da casa e do bairro. Era perfeito para eles.
   - Papa, Anhieu omí. - "Daniel fome", era o que o bebê tentava dizer. Assim que abriu o pequeno portão, Joe quase fora derrubado com bebê e tudo por Oliver e Buffy, céus! O que eles tinham?
   - Mamãe deixou duas mamadeiras prontas. - Ela sempre deixava e quando saía com Daniel levava consigo três mamadeiras generosas. Assim que entrou em casa, Joe finalmente deixou o pequeno livre e foi em direção à cozinha esquentar a mamadeira no banho maria. Observando Dan caminhar até ele, Joe sentiu o celular vibrar no bolso traseiro da calça. Demi? - Hum. Oi. - Murmurou assim que pegou Daniel no colo, Dan mostrava o patinho para ele e depois ria. - Dan está comigo, acabamos de chegar e ele está com fome. - Era meio complicado conversar no celular, segurar um bebê e vigiar a mamadeira. - Vacina? No hospital? Tudo bem, nós estamos a caminho. - Joe olhou para Dan, ele estava tão envolvido brincando com o patinho. Demi dissera que Dan precisava tomar a vacina DTPa, e que já estava indo para o hospital. Daniel iria fazer um senhor escândalo, ele não gostava de agulhas.. 
Não, ela não era uma super mulher, não era invisível, não mudava de cor, não se teletransportava por mais que quisesse, e não era uma princesa, era apenas ela. Uma mulher comum, casada e que tinha um filho. Por que as pessoas não poderiam enxergar aquela questão? Demi não precisava de um tratamento especial só porque estava à espera de Joe e Dan, bem pelo contrário, ela só queria ser como a mulher que estava sentada no banco da frente, a que estava sentada ao seu lado. Normal. Mas tudo bem, ela tinha que reconhecer, tinha a profissão um pouquinho "diferente", mas não era motivo para que a atendente do hospital precisasse servi-la com uma bandeja especial com bolinhos e uma especial xícara de café fresco. Meia hora. Onde eles estavam? Demi levantou-se atraindo olhares até dos seguranças e caminhou para o corredor. Ficar na sala de espera não tinha sido uma boa ideia.
   - Joseph, cadê você? – Murmurou baixinho no telefone enquanto caminhava completamente incomodada com todos aqueles olhares exagerados. Ora, ela era apenas uma mãe querendo o bem do seu filho. – Estou te vendo. – Demi sorriu de orelha a orelha ao vê-los. Dan estava uma gracinha andando ao lado do pai, ele segurava a mão de Joe e o patinho de borracha amarelo, mais parecia uma miniatura de um adulto do que um bebê.
   - Mama! – Demi agachou-se para receber o pequeno, ele veio praticamente correndo até os braços dela.
   - Mamãe estava com tantas saudades. – Demi o abraçava e o beijava no rosto. – Você está muito lindo. – Dan sorriu todo bobo, adorava receber todas as caricias e mimos da mãe.
   - Oi. – Joe sorriu ao olhá-la. Se pudesse, iria beijá-la, um beijo de cinema, mas apenas trocaram selinhos rápidos. Caso a beijasse, estariam na capa da próxima edição da People com a seguinte matéria: #BAFFO! Demi Lovato e Joe Jonas se beijam e quebram as regras do hospital de Los Angeles. – Tem certeza que ele precisa vacinar hoje? - Caminhavam pelo hospital, apenas ele e Demi, já que Dan estava todo bobo no colo da mãe.
   - Segundo o cartão de vacina, minha agenda e a de Hanna. Sim, ele precisa vacinar hoje. – Demi parecia pensar o mesmo que ele. Dan iria fazer um escândalo. – É agulha. – Ela sussurrou para ele.
   - Você não trouxe chocolate? – Perguntou aflito. Talvez chocolate resolvesse, mas quando Dan começava a chorar muito, nem mesmo o peito resolvia.
   - Posso pedir para o Max comprar. – Joe assentiu. Se as pessoas estavam curiosas para saber o que eles estavam fazendo no hospital, imagina se Dan resolvesse chorar escandalosamente depois de uma bela dose vacina? Iriam chamar a policia. – Amor, pediatria. – Demi o puxou, Joe caminhava para o lado oposto.
   - Você sabe quem é que vai vaciná-lo? – Perguntou Joe.
   - Deve ser alguma enfermeira. – Murmurou. Demi não sabia muita coisa sobre hospital, estava mais perdida que o próprio Joe. Também, ela não era muito fã de paredes brancas e cores frias. Lembrara-se do dia do parto, foi preciso de uma maca para levá-la até a sala de parto, e as únicas coisas que ela conseguia ver eram borrões brancos e escutava a voz de Dianna: Joe, não desmaia! – Por favor, temos hora marcada com o Dr. Eduardo. – Disse educadamente a atendente, não a que serviu café.
   - Sra. Jonas, a enfermeira Eggenschwiler ira acompanhá-la. – Demi sorriu para a atendente, mas o sorriso morreu ao ver a enfermeira. Aquela mulher! Semicerrou os olhos. Era a mesma enfermeira que estava cheia de gracinhas para cima do marido DELA.
   - Este é aquele bebezinho? – A moça sorriu ao ver o pequeno Daniel nos braços de Demi. – Ele está grande. – Comentou enquanto os guiava até a sala do pediatra.
   - É. - Murmurou seca fuzilando-a com os olhos.
   - Sr. e Sra. Jonas. -  O senhor roliço e um pouco mais baixo que Demi os cumprimentou calorosamente. Dr. Eduardo era o melhor pediatra de Los Angeles e vinha acompanhando o desenvolvimento de Dan desde quando o bebê estava na barriga, obstetra e pediatra. - Como está este bebê. - O senhor sorriu para Dan no colo da mãe, mas o pequeno só queria saber do patinho amarelo. 
   - Esperto demais. - Demi sorriu para o médico e logo para Dan em seu colo. - Nós o trouxemos para tomar a DTPa. - Depois de uma longa conversa com diversas explicações sobre a vacina e o pequeno, era a hora de vaciná-lo. Demi e Joe estavam tensos pelo bebê, Dan estava tão distraído brincando com o patinho de borracha amarelo que nem percebeu o comportamento estranho dos pais.
   - Por favor, dispa a calça do bebê. - Demi olhou para Joe como quem pede socorro. Ela ficava desesperada quando Dan começava chorar. Brincando com o pequeno, Demi o despiu a calça sem que ele pudesse perceber, até porque Dan ria das brincadeiras de Joe. - Deite-o. - Ora, ela odiava menos a enfermeira Eggenschwiler, ela estava sendo carismática. Daniel começara a estranhar aquela movimentação a sua volta. Porque a mãe tinha o deitado? E porque aquele velhinho legal estava com uma.. agulha?
   - Mama. - Choramingou olhando para a mãe com os olhos transbordando de aflição.
   - Mamãe está aqui. - Demi acariciou o rosto do pequeno enquanto Joe e a enfermeira imobilizava o pequeno para que o médico pudesse vaciná-lo. Se Dan se movesse bruscamente correria risco da agulha quebrar no corpinho dele... - Calma, mamãe está aqui. - Dan arregalou os olhos no meio de lágrimas e começou a chorar escandalosamente, aquilo doía, doía muito!
   - Não chora. - Joe disse calmamente beijando os cabelos do pequeno. Mas Dan não parava de chorar, Demi sentia as lágrimas dele molhar seu blazer, não que ela se importasse, só queria o bem do filho.
   - Não, meu amor, não chora. - Demi beijou o rosto do bebê, mas ele apenas afundou a cabeça no pescoço dela ainda chorando. - Vamos? - Joe assentiu, ele parecia mais aflito que ela. Despediram-se do Dr. Eduardo e da enfermeira Eggenschwiler, que os acompanhou até a recepção. Dan não parava de chorar, nem mesmo o pirulito que tinha ganhado adiantara muita coisa. Ele chorava com o pirulito na boca e todos paravam para olhá-lo.
   - Demi, você acha que o machucou? - Estavam no carro de Joe, e Dan ainda chorava, graças aos céus menos alarmado.
   - Acho que não. - Disse pensativa. - Ele só está assustado. - Aquele momento era raro, mas Demi sorriu de orelha a orelha quando Dan levou a mão até o seio dela sobre a blusa e o apertou como ele fazia quando queria mamar. O silêncio reinou, foi um alivio. Daniel tinha o bico do peito da mãe na boca e chorava silenciosamente, ele estava bem semelhante a um tomate. Um tomatinho vermelho e chorão.
   - Casa? - Joe sorriu ao olhá-la, Demi parecia melhor e feliz por seu pequeno não está mais chorando.
   - Casa. - Aproveitando o sinal vermelho, Joe curvou-se e capturou os lábios dela beijando-a como realmente queria, mas um pequeno e manhoso bebê grunhiu quando o peito da mãe escapuliu de sua boca. - Você é muito escandaloso bebê. - Demi correu os dedos pela barriga do pequeno o fazendo rir.
   - Escandaloso? Ele quase estourou meus tímpanos. - Eles finalmente riram depois do momento tenso da vacina. Daniel realmente era muito escandaloso.
   - Você se lembra daquele homem do aniversário de Dan? - Joe apenas assentiu, o homem que o ignorou e a chamou de "Srta. Lovato". - Então, Simon vai me enviar o contrato ainda esta semana. - Como o trabalho de Demi sempre era motivo de brigas e discussões, agora ela sempre contava tudo que estava acontecendo antes mesmo que pudesse acontecer um evento imprevisto.
   - Isso é maravilho. - Joe sorriu verdadeiramente para ela. - Minha garota vai trabalhar com Simon Cowell. - Trocaram sorrisos e assim que Joe estacionou o carro, Demi verificou se tudo estava bem com Dan, ele dormia com o bico do peito na boca.
   - Obrigado. - Sorriu assim que ele abriu a porta para ajudá-la com as bolsas. - Vou levá-lo para o berço e já desço para preparar o nosso almoço. - Joe sorriu quando Demi pôs-se na ponta dos pés e beijou os lábios dele logo partindo com o bebê.
"You had a lot of crooks tryna steal your heart. Never really had luck, couldn't never figure out."
   - How to Love. - Joe a abraçava por trás. O silêncio da cozinha era preenchido pela música do rádio, "How to love". Demi cantarolava baixinho enquanto cozinhava junto com Joe. - Eu amo esta música. - Sussurrou o olhando.
   - Eu sei. - Antes mesmo que ela pudesse o impedir, Joe já tinha a puxado contra o corpo e selado os lábios aos dela.
   - Depois.. - Sussurrou nos lábios dele e finalizou o beijo com um selinho. - Eu estou preocupada com Dan. - Disse enquanto os servia.
   - Eu também. Ele chorou muito. - O choro de Daniel fora tão alarmado e sofrido que era impossível não pensar no pior. Mas a única coisa que podiam fazer era ter cuidado redobrado com o pequeno nas próximas quarenta e oito horas, era uma das recomendações do pediatra. - Podemos comer? Estou faminto. - Aquela macarronada cheia de queijo era de tirar o fôlego. Demi levava a comida e ele a bebida como sempre faziam na hora do almoço.
   - Muita fome? - Demi riu ao vê-lo devorar a macarronada. 
   - Você não faz ideia. - Sorriu sapeca e bebericou um pouco do suco. - Hoje eu recebi um email da Calvin Klein. - Demi franziu o cenho ao olhá-lo. - Eles precisam de um modelo para um ensaio de cueca. - Joe sorriu amarelo enquanto colocava mais macarronada no prato.
   - Você vai fazer um ensaio vestindo apenas uma cueca? - Demi arregalou os olhos quando ele assentiu. O marido dela de cueca na tv. - Uau. - Disse bebericando o suco. 
   - Tudo bem? - Perguntou rindo.
   - Tudo, claro. É apenas chocante. - Ela não teria um colapso de ciúmes e o proibiria de fazer o que queria, só não esperava que um dia Joe fosse fazer um ensaio de cueca. - Você quer mesmo fazer isto? Não acha que ainda é cedo? - Disse com certo receio, ainda não tinham conversado sobre o fim da banda e como as coisas seriam.
   - Dem, eu preciso procurar um emprego, não posso ficar desempregado. - Demi arqueou as sobrancelhas ao olhá-lo. Desempregado? - Eu quero trabalhar, e talvez esta seja uma oportunidade para iniciar uma nova carreira. - Demi assentiu calada e levantou-se para levar a louça até a pia.
   - Tudo bem, mas você já tem uma carreira solo. De qualquer forma você tem o meu apoio independente da sua escolha. - Disse forçando um sorriso. Demi só não gostava muito da história de ensaio de cueca, mas jamais iria o impedir.

Continua... Oi! Tadinho do Dan, vacina no bumbum, e este ensaio do Joe? hehehe.. Treta soon... Sobre a possível próxima fic SE eu for continuar com o blog. Bem, os personagens não são famosos.. e a fic aborda um tema polêmico. É o que posso adiantar. E o SE é porque eu preciso estudar muito, muito e muito para conseguir uma vaga na universidade </3
Muito obrigado pelos comentários garotas! Beijos :)




3.6.14

Capítulo 43

    - Você acha que ele vai gostar? - Sussurrou preocupado.
   - Amor, ele é só um bebê. - Demi agachou-se para pegar o pequeno Daniel que aproveitava a distração dos pais para engatinhar. Como era natal, resolveram levar o pequeno ao shopping para tirar foto com o papai noel, comer besteiras, se Demi deixasse.. e brincar com os outros bebês. Dan estava tão feliz, ele não parava de sorrir maravilhado com aquele tanto de brinquedos coloridos e não parava de comer chocolate. De meio e meio segundo ele fazia aquela carinha de cachorro pidão e tentava falar "dá" apontando para a barra de chocolate. A principio foi um choque tanto para o bebê e os pais, quanto para os fãs e visitantes do shopping center, mas logo todos se acostumaram com a ideia.
   - Eu sei que ele é um bebê. - Joe revirou os olhos e bufou irritado. - Isto é importante, é o segundo natal do nosso filho. - Oh sim. O presente de Daniel, Joe já vinha atormentando Demetria há semanas por conta desse presente, e ele sempre ficava indeciso entre duas coisas.
   - Olá. - Sorriu educadamente para uma senhora que acenava euforicamente. - Joe, Daniel gosta de tudo que você der para ele. Pense, se você fosse um bebê, o que iria gostar de fazer? - Disse o puxando pela mão em direção à escada rolante.
   - Mamar, com certeza. - Hora errada para beliscá-lo em público, Demi semicerrou os olhos e o fez, pena que um grupo de jovens que desciam na outra escada rolante os flagraram. - Você perguntou. - Defendeu-se passando a mão no lugar que ela o atacara.
   - Ganhar Joseph, o que você gostaria de ganhar. - Disse pacientemente entrelaçando os dedos aos dele e segurando o pequeno com o outro braço para que pudessem entrar na fila para que Dan pudesse tirar a primeira foto dele com o papai noel.
   - Não faço ideia. - Murmurou pensativo. Ora, Joe era o tipo de pai perfeito, um pai coruja. Foi ele quem separou a peça de roupa que deixara o pequeno Daniel com cara de um mini jogador de futebol americano da high school. A jaqueta varsity vermelha e branca combinava perfeitamente com o mini adidas star, também vermelho e branco, e a calça escura. Dan tinha os cabelos penteados de lado, já que Demi não permitira que o seu bebezinho estivesse com o cabelo penteado em um topete desjeitoso. Joseph conseguia escolher perfeitamente uma roupa que fazia o bebê de apenas um ano e um mês ser o centro das atenções daquele shopping lotado, mas não conseguia escolher um presente.
   - Ele vai gostar. - Demi o olhou sobre o ombro e sorriu verdadeiramente para ele, em troca, Joe roupou um selinho que a deixou completamente corado sobre os olhares curiosos.
   - "Mama, dá". - Murmurou. Dan já começara a desenvolver o típico sotaque texano como o da mãe, nunca que o inglês da Califórnia era como o inglês sulista texano. Conforme os dias se passavam, o pequeno ficava cada vez mais esperto e aprendia um pouquinho. Os maiores objetivos dele era andar, que não faltava muito, e falar, o que era bem complicado para o seu mini dicionário com menos de dez palavras.
   - Meu amor, você vai ter dor de barriga. - Disse calmamente para que ele não virasse um tomate de tanto chorar em público, até agora Dan estava sendo bonzinho, não fizera nenhuma birra ou simplesmente quis mamar. Ele estava encantado com aquele novo mundo que estava, até porque por mais que sua casa fosse tudo de bom, nada iria superar os brinquedos coloridos do parque do shopping.
   - Só um pedaço para enganá-lo. - Demi assentiu e ficou a brincar com o pequeno enquanto Joe pegava um pequeno tablete de chocolate para que Dan não chorasse, ele simplesmente amava chocolate. Os corações encheram de amor quando Joe entregou o tabletinho para Dan e o bebê sorriu tão feliz. Demi e Joe sorriram como pais completamente apaixonados pelo pequeno milagre deles. E assim seguiram até que a fila diminuísse até que chegasse a vez do pequeno tirar foto com o papai noel.
   - Daniel, sorria para a mamãe. - Demi tinha um sorriso tão lindo nos lábios de tirar o fôlego de qualquer um, mas aquele sorriso pertencia apenas ao seu pequenino, que estranhara aquele velhinho vestido de vermelho com uma enorme e cabeluda barba branca. Mas assim que seus olhos assustados por conta do desconhecido mudaram totalmente para uma atmosfera tranquila e inocente, Dan sorriu para a mãe.
   - Por que o papai e a mamãe não tiram uma foto com o bebê? - Demi quase pulou de susto ao escutar aquela voz fininha de elfo.. duende ou um gnomo? Tudo bem, ela não sabia definir o que era, apenas assentiu e caminhou junto com Joe até Dan e o papai noel.
   - Não zoa. - Disse entredentes enquanto caminhavam sem rumo pelo shopping depois do momento, apenas para ela, constrangedor com o que ela descobrira ser um duende.
   - Ah, sua cara foi a melhor. - Joe não perdia uma se quer vez de deixá-la vermelhinha em público.
   - Quer dormir na casinha do cachorro querido? - Sorriu angelicalmente ao olhá-lo. Demi sabia que tudo que Joe menos queria era dormir sem ela, aliás, iam para cama vestidos e acordavam nus... Era o resumo das abençoadas e prazerosas noites.
   - Não. - Sorriu amarelo. - Eu estou com fome, vamos comer alguma coisa? - Perguntou já sentindo o estomago chacoalhar de tanta fome, e aqueles cheiros de hambúrgueres, pizzas e outras comidas o deixava maluco.
   - Claro, também estou com fome. - Sorriu tímida com o sorriso de orelha a orelha de Joe ao escutá-la confessar que estava com fome. 
   - Mas o que Dan vai comer? - Disse olhando para o pequenino que brincava com o feche da jaqueta.
   - Eu preparei três mamadeiras. - Demi sorriu brevemente ao olhá-lo. Para que mãe mais competente? Demetria Jonas era simplesmente incrível.

(...)

   - Por que vocês não contrataram uma cozinheira? - Agarrado a Demetria, Joe questionava a sogra e a mãe. Ele estava louco para roubar Demi por alguns minutos, ou horas... Mas já que a ceia de natal seria na casa deles, Demi tinha que ajudar na cozinha e nos preparativos para a primeira festa de natal da casa.
   - Joe, não é necessário uma cozinheira. Esta família está cheia de mulheres de mão-cheia. -Denise tinha o pano de prato em mãos pronto para expulsar o filho da cozinha como fizera mais cedo. - E o senhor também deveria ajudar. - Demi tentava não rir e não mostrar que ele estava deixando-a excitada com aqueles beijos quentes em seu pescoço.
   - Você já separou a sua roupa? - Demi perguntou o olhando de um jeito doce. E Joe negou balançando a cabeça. - Então, separe uma roupa para você e Dan. - Joe a soltou com certo custo e recebeu um selinho. - Mas não acorde Dan. - Joe assentiu e arrastou-se entediado para fora da cozinha.
   - Vocês são tão grudados. - Dianna comentou conferindo a panela de arroz com uva passa e Demi apenas murmurou um "Hum Rum" levemente corada. - Como foi o aniversário de casamento? - O aniversário de casamento... noite passada.. muito quente..
   - Nós três jantamos fora. - Disse tentando parecer menos envergonhada na frente da sogra e da mãe. - Foi legal. - Sorriu fraco partindo para a outra fruta.
   - Legal? - Denise franziu o cenho. Comemorar dois anos de casados era.. legal?
   - Sim, nós jantamos em um restaurante em Beverly Hills. - Tudo bem. A resposta para aquela pergunta não era legal e nem sobre um restaurante. Mas tinha sido incrível jantar com Joe e Dan, e mais tarde, quando o bebê estava dormindo.. Céus! Teria que agradecer Miley pelo Kama Sutra.. E por sua cama, o criado-mudo e a pia do banheiro ser resistente.. Entretanto, Dianna e Denise não precisavam saber destes pequenos.. detalhes.
   - Joe parece melhor, ele e Nick estão voltando a se falar. - Denise comentou aliviada.
   - É, eu ainda tenho esperanças. - Como era quase fã de carteirinha, Demi rezava para que a banda voltasse. Ela tinha certeza que eles iriam arrebentar, mas pelo que via no dia a dia com Joe sabia que não teria volta, e cada irmão deveria seguir o seu caminho.
   - Talvez não querida, eles não são os mesmos. - Demi e Dianna trocaram olhares e logo olharam para Denise. - Como foi o passeio no shopping? - Perguntou com um sorriso triste nos lábios.
   - Ótimo, vocês precisavam ver, Dan estava tão encantado. - Sorriu de orelha a orelha como uma mãe apaixonada por seu filho. - Ele não parava de sorrir. - O sorriso da menina mulher fez Dianna e Denise trocarem olhares e sorrirem verdadeiramente enquanto Demi contava cada detalhe animadamente. Quem diria que aquela menininha de alguns anos atrás se tornaria uma mulher em um piscar de olhos.
   - Ah! Eu estou tão feliz, quero mais netos. - Dianna riu do comentário de Denise ao ver Demi arregalar os olhos. - Bem, você e o Joe podiam ter mais dois bebês. Miley e Nick estão esperando Bryan, e só falta Kevin e Dani. - Dois bebês? Céus! Daniel colocava fogo na casa e a deixava de cabelos em pé. Imagina três bebês, juntos, aprontando naquela casa.
   - Joe quer mais bebês, mas não acho que esteja na hora. - Murmurou atraindo a atenção da mãe e da sogra. - Dan ainda é tão pequeno, e está tão recente. - Não que não quisesse outro bebê, mas ser mãe não era fácil. Exigia bastante responsabilidade, isto ela tinha. Mas o tempo era limitado, tinha que trabalhar, e o trabalho não era brincadeira, assim como criar um bebê ou três bebês.
   - Sim, está. - Dianna concordou entendendo o que a filha queria dizer. Quando Demetria contou que estava grávida, bem, foi um choque. Sua menininha mal tinha completado dezenove anos e estava casada e com um filho. - Eles são novos demais Denise, ainda tem muito tempo pela frente para ter bebês. - Denise assentiu, também ficara chocada com a notícia. Na verdade ela esperava que Demi engravidasse rapidamente quando estavam namorando, e quando Joe a pediu em casamento foi um alivio. Porém as coisas pareciam ter se invertido.
   - Dem? - Joe adentrou a cozinha. Ele era tão absurdamente lindo, Demi quase cortou o próprio dedo perdida na beleza do seu, apenas seu, adorável marido lindo forte e moreno de olhos castanhos esverdeados, vestido naquela camisa apertada preta. Ah! Ela adorava quando ele vestia camisas apertadas e pretas, Demi poderia passar um dia inteirinho admirando as curvas do abdômen e do peito largo, e aqueles braços? - Ei baixinha. - Ele disse estalando os dedos e ela retomou a realidade.
   - Oi. - Ela já estava completamente entorpecida com aquele cheiro maravilhoso de perfume masculino.
   - Amor, Dan acordou. - Joe aproveitou a distração da mãe para pegar um morango. Depois que voltaram do shopping, Dan tinha brincando bastante com Buffy e os patinhos e acabou dormindo. Ele deveria estar tão casando, passeou a manhã inteirinha com os pais no shopping.
   - Eu já volto. - Demi lavou as mãos rapidamente secando-as e saiu apressada para ver o seu pequenino. - O que foi? - Perguntou confusa, mal tinha saído da cozinha e Joe a imprensara contra a parede.
   - Dan ainda não acordou, eu só quero um beijo. - Demi semicerrou os olhos e teve vontade de esbofeteá-lo. Tarde demais. Joe já tinha os lábios colados em seu pescoço o mordiscando, suas mãos pressionavam levemente a silhueta e o corpo quente e forte dele a empurrava cada vez mais contra a parede.
   - Joseph.. - Demi levou as mãos até o peito de Joe para empurrá-lo. - Se você queria um beijo era só pedir, não precisava mentir. - Sussurrou enterrando os dedos aos cabelos dele conforme Joe distribuía beijos por seu maxilar.
   - Você está tão linda. - Ora, adorava o fato dos cabelos dela estarem presos em um rabo de cavalo. Ele poderia beijá-la em toda a região da nuca fazendo-a arrepiar. - Estou louco para saber a cor da sua lingerie. - Fechou os olhos com pesar ao sentir os lábios dele colidirem contra os dela. Céus, aquela língua quente lhe explorando a boca.. As mãos másculas pressionando o corpo dela gostosamente..
   - Joseph, para. - Gemeu entre o beijo tentando o empurrar em uma tentava falha. Como poderia recusá-lo? Aquele típico calor já subia entre eles, o desejo instalado em seu íntimo. - Joe. - O nome dele escapou pelos lábios entreabertos de Demetria, mal conseguia respirar e ele já cobria os lábios dela com os dele.
   - Clar... - Demi o empurrou bruscamente. Mas que droga! Joe a agarrava ali perto da cozinha, como ele não pensara que Denise poderia os flagrar como fizera agora. – Joseph! – Denise o repreendeu e Demi lutou para não rir da cara espantada do marido. – Vamos, vá assistir à televisão, arrumar a sala, qualquer coisa. – Joe não tinha jeito, foi expulso do corredor que dava acesso a cozinha a “chibatadas” com o pano de prato que Denise tinha no ombro.
   - Dan não acordou? – Perguntou Dianna assim que Demi adentrou a cozinha rindo.
   - Não, Joe só queria um beijo e tia Denise o expulsou com o pano de prato. – Dianna e Demi gargalharam juntas, mesmo com os filhos casados, Denise não deixava de tratá-los como crianças teimosas. Seguiram em meio de risadas e cheiros maravilhosos de comidas natalinas. Tudo estava de dar água na boca, nas tantas horas que passaram na cozinha Joe não ousara em aparecer para agarrar a esposa, ficara emburrado na sala assistindo futebol.

(...)

   - Está melhor? – Nada melhor que um banho quente de banheira com Joe em um dia frio...
   - Sim, obrigado pela massagem. – Joe depositou um beijo carinhoso no pescoço de Demi e a abraçou por trás. – Tudo bem? – Perguntou ao fitá-la no reflexo do espelho do closet.
   - Quero pintar o cabelo. – Ah! Ela estava louca para mudar o visual, tinha exatos dois anos que Demi não pintava o cabelo, ou fazia qualquer coisa para mudar a cor. Céus! Ela era Demi Lovato, não tinha como não pintar o cabelo.
   - Eu gosto da cor do seu cabelo. – Disse fitando os fios castanhos quase naturais. – Não gosta? – Perguntou inocentemente.
   - Não! Definitivamente não. – Apressou-se em dizer levemente irritada. – Amor, quero meu cabelo loiro. – Demi tinha um biquinho tão fofo, que Joe a virou para que pudesse morder aquela tentação.
   - Você é muito carente. – Murmurou nos lábios dele. Já não bastava a rapidinha na banheira e Joe já estava todo animado para tê-la novamente. – Vamos Joseph, eu quero descansar antes que os convidados cheguem. – Se ela deixasse que ele prosseguisse passaria a ceia de natal sentada em uma cadeira de rodas, uma noite inteirinha fazendo amor e uma rapidinha no banho, sem considerar o tamanho do membro dele...

   - Mas tarde eu te pego Srta. Lovato. – Ah não! Aquele sorriso malicioso nos lábios dele prometia, prometia muita coisa.. Sempre que Joe dizia que iria pegá-la, Demi ficara em estado de alerta.
   - Dan está chorando. – Demi vestiu a camisa rapidamente assim que ouviu o choro abafado do filho. Praticamente saiu correndo vestindo a calça ao mesmo tempo até o quarto do filho. – Meu amor, mamãe está aqui. – Sempre funcionava quando ele estava chorando, parecia que a voz dela era um calmante para o bebezinho. – Ei, não chora. – Demi o pegou no colo quando finalmente terminou de vestir a calça de moletom. – O que você acha de ficar com a mamãe e o papai na cama? – Demi beijou a testa do pequeno e o levou para o quarto.
   - Por que você está chorando? – Demi entregou o bebê para Joe para que pudesse terminar de se vestir. – Vamos conferir esta fralda. – Joe deu um leve tapa no traseiro do pequeno e o deitou na cama. Conforme o despia, Joe fazia uma careta diferente o distraindo. Acabou que Dan gargalhou gostosamente, e a fralda estava carregada...
   - É a sua vez de limpar. – Demi cantarolou ao ver a quantidade de cocô na fralda. Ora, a política era a seguinte: Uma vez ela limpava e outra ele limpava, e como ela limpou mais cedo, era a vez de Joe.
   - Isso não é justo. – Joe murmurou fazendo careta e Demi cantarolou de novo e se deitou ao lado de Dan.
   - Pode deixar meu anjo, o papai vai dar um banho quentinho em você e vai limpar todo esse cocô. – Demi sorriu para Joe e beijou a testa do pequeno.
   - Papa. – Dan riu olhando para a careta do pai. Enquanto Joe trocava o pequeno no outro quarto, Demi estava esparramada na cama escutando Lana Del Rey nos headphones.
   - Agora é a hora de mamar. – Joe lançou um sorriso malicioso em direção a Demi, ela estava tão distraída escutando música com um pequeno sorriso nos lábios. – Querida, Dan está com fome. – Disse assim que ela tirou os headphones.
   - “An” – “Dan”. Daniel era a coisinha mais fofa tentando falar. Demi ensinou para o pequeno que ele se chamava Daniel, mas o pequeno só conseguia falar “An”.
   - Hum, ok. – Murmurou pegando o pequeno dos braços de Joe. – Daniel. – Ela o corrigiu. Dan abocanhou o seio avidamente e como um gesto típico, segurou o seio da mãe enquanto olhava para ela. – Está animado para o natal? Mamãe está muito orgulhosa de você. – Demi sorriu para o seu pequeno. Alguns dias atrás, Joe e Demi montaram a árvore de natal, e Dan os ajudava entregando as bolinhas de natal e foi ele quem colocou a estrela no topo da árvore.
   - Ele está mordendo? – Joe a despertou do transe, ele brincava com os pés do pequeno e observava Demi conversar com Dan.
   - Não, ele é um bebê bonzinho. – Demi sorriu para Dan brincando com os cabelos dele os penteando de lado. – Não é meu amor? – Dan sorriu ainda com o bico do peito na boca.
Daniel tinha descansado mais cedo, Joe não fizera nada desde que voltou do shopping, e ela, pobre coitada, estava morrendo de sono. Dan e Joe brincavam quietinhos na cama, e Demi tentava dormir, mas uma mãozinha fofinha toda hora a cutucava, e quando ela olhava para trás o bebê ria todo alegre, Dan pensara que a mãe estava brincando.

(...)

 Ninguém esperava que a festa de natal na casa de Joseph e Demetria pudesse ser tão divertida. Antes, os irmãos Jonas mal se falavam, em especial Nick e Joe, mas nada como uma bela bronca de Denise não resolvesse. Daí o lado paterno dos irmãos falou mais alto. Dani revelou que estava grávida de pouco mais de um mês, e o assunto da festa foi nada mais, nada menos que bebês. Demi e Miley conversaram boa parte da festa, e pelo visto o assunto era sério. Mas acabou que tudo deu certo, e elas se abraçaram calorosamente e depois.. Céus! Colocaram o papo em dia e gargalhavam que nem duas malucas. Já que a mãe estava bastante ocupada com a tia, e o pai com os irmãos, Daniel passou maior parte do tempo emburrado, até que o avô resolveu brincar com ele e Anne. Dan estava naquela fase chatinha que ele tinha que se o centro de tudo e ele era, mas como não queria ficar no colo da mãe, Demi o deixou engatinhar pela sala e foi conversar com Miley. Quando era mais tarde, Selena passou para desejar feliz natal e dar um beijo especial em Dan. E por último, jamais não importante, bem pelo contrário, todos amaram a comida de Demetria, principalmente as sobremesas.
   - Viu? Todos amaram minha comida. – O pessoal tinha acabado de ir embora. Demi beijou a bochecha de Joe e o puxou para dentro de casa, estava frio lá fora. – Feliz natal. – Demi o abraçou carinhosamente. Graças a Deus ninguém tinha ligado avisando que ela tinha um show de fim de ano marcado sem que ela ao menos soubesse, pelo menos até agora ninguém tinha ligado... No fundo, foi bom desligar o celular e deixá-lo na gaveta do criado-mudo do quarto, só assim ninguém iria tirar a paz de Demetria.
   - Feliz natal. – Joe fez um breve carinho nas costas da esposa retribuindo o abraço carinhoso.  – Amo você. – Sussurrou no ouvido dela. Demi não precisou dizer que também o amava, o brilho nos olhos dela e o sorriso apaixonado dizia tudo. Conforme se aproximavam mais e mais, com os olhos fixos e as respirações se misturando, Joe deu um selinho carinhoso nos lábios entreabertos da esposa e quando mordeu lábio inferior para provocá-la e aprofundar o beijo, um pequeno e determinado bebê lhe chamou atenção.
   - Hum? – Murmurou Demi. Porque diabos ele estava demorando tanto para beijá-la? Abriu os olhos em uma pequena brecha e franziu o cenho. Joe tinha o corpo colado ao dela, mas não a olhava, ele olha para trás.. – Joe? – Demi o chamou em um suspirou frustrado. Ah droga! Ela sempre soube que ele não gostava de batom, por mais que Joe nunca confessou, agora Demi tinha toda a certeza. Não iria mais usar batom de forma alguma!
   - Daniel, Demi. – Discretamente, para não atrair o bebê, Joe maneou a cabeça em direção ao pequeno e Demi olhou para trás curiosa.
Só exigia concentração, e um pouquinho de calma, sentia que iria cair, mas continuou. Cambaleou para um lado e depois para o outro, isso! Funcionou! Dan parecia um pinguim tentando andar, tentando não, andando. Joe já tinha o celular em mãos e filmava o filho dando os primeiros passos. Quando percebeu que estava sendo observado pelos pais, Dan sorriu como se fosse o bebê mais feliz do mundo e continuou, determinado e concentrado, ele esforçou-se mais um pouquinho quase tropeçando nos próprios pés e conseguiu alcançar o sofá.
   - Oh meu Deus. – Sussurrou para si mesma. As lágrimas rolavam por seu rosto delicado, o bebê dela estava andando. O bebê que morou por nove meses em seu ventre, que mamava em seu seio e que tinha um pedaçinho do seu coração estava andando. – Meu amor! – Demi soltou-se dos braços de Joe e correu até Dan, o abraçou e o beijou. – Você aprendeu anjo. – Sorriu para o pequenino o enchendo de beijos e mimos.
   - Bom trabalho, papai está muito orgulhoso. – Joe ligou a câmera deixando-a na mesinha de centro e sentou-se ao lado de Demi e Dan. – Não chora. – Joe sorriu para Demi e a beijou rapidamente.
   - Olha só para ele. – Demi sorriu para o bebê. Dan tinha aquele sorrisinho sapeca nos lábios e já tentava soltar-se dos braços dela para dar mais uns passinhos.
   - Deixe-o andar. – Joe agachou-se a mais ou menos um metro e meio de distância do sofá que Dan estava. Demi ajudou o pequeno a ficar de pé e ambos ficaram calados completamente orgulhosos do pequeno Daniel, que se esforçava para dar cada passo e chegar até o pai.

Continua... Oi! O Dan andou! Viva!! É pessoal, está acabando, infelizmente </3 Então, o que acharam do capítulo? Sei lá, eu fiquei meio perdida na gramática, mas da para ler, certo? Espero que estejam realmente gostando, porque eu estou! Beijos e muito, muito e muito obrigado pelos comentários :)
ps: Eu quase chorei no capítulo passado com o comentário da Stella Macedo. Gente, imagina se o Dan fosse real? E se Jemi fosse real? Se eles fossem casados e tivesse um bebê? </3