7.5.14

Capítulo 37

  - Não separe o homem o que Deus uniu. Eu vos declaro marido e mulher. - Disse Paul sorrindo para o casal apaixonado. Joe sorriu para Demi. Um sorriso tão lindo que denunciara toda a felicidade dele, ele acariciou o rosto dela e nem esperou a permissão para beija-la, selou os lábios aos dela com toda paixão que tinha.
...

 - Você está grávida? – Ele perguntou com a voz embriagada de choro. Demi apenas assentiu sentindo o coração apertar.
  - Sim. Eu estou grávida. – Ela finalmente disse o que ele queria escutar, Joe queria ter certeza que o que ela tinha dito era verdade. Joe apenas curvou-se e a beijou. Ambos choravam, estavam felizes demais. Nervosos demais. Era uma mistura estranha de todos os sentimentos juntos. Mas o que tinham em comum era o coração acelerado apenas por um motivo: o amor.
...

 - Joe. - A voz de Demi soou falha, desesperada e assustada quando ela percebeu o que estava acontecendo. - Joseph! - Ela o sacudiu atordoada e cheia de medo. - Joe! Acorda! - As lagrimas já escorriam pelo rosto de Demi, estava com medo, com muito medo.
  - Demi? O que foi bebê? - O rapaz ergueu-se e olhou para Demi. Franziu o cenho e o coração disparou.
  - Eu acho que estou em trabalho de parto. - Ela disse assustada com as próprias palavras.
...

   - Demi! Demi! Demi! - Era uma linda manhã de agosto e ele parecia ter planejado tudo. As persianas estavam abertas e a leve brisa que entrava pela janela batia em seus cabelos os bagunçando. Os raios de sol tomavam posse de todo o quarto o iluminando totalmente. Joe simplesmente tinha que parar com aquela mania de acordá-la, Demi estava bem envolvida na coberta e acomodada a king-size. Ela não pretendia sair da cama tão cedo..
   - Joe, me deixa. - Murmurou manhosa como sempre virando-se o deixando no vácuo.
   - Vou pegar Daniel no berço e ele vai te acordar. - Joe sorriu malicioso quando Demi pulou da cama arregalando os olhos. Dan era exagerado demais, e da última vez que ele a acordou suas bochechas doeram por uma semana inteirinha. - Estou brincando. - Sorriu para ela. - Afinal, feliz aniversário meu amor. - Joe envolveu o corpo de Demi com os seus braços abraçando-a carinhosamente. Mais um ano de vida.
   - Obrigado. - Sussurrou ainda sonolenta nos braços dele. - Posso dormir? É o meu aniversário. - Sorriu amarelo e Joe negou balançando a cabeça.
   - Não senhora, daqui a pouco é a hora do almoço e você nem tomou café. - Joe puxou a coberta. Demi afundou-se no travesseiro e começou a choramingar enquanto ele a puxava para fora da cama.
   - Você está se vingando, não está? - Perguntou agarrada aos braços dele. Joe tinha a pegado no colo com aquele sorrisinho cínico. - Joe! Não é justo, era o dia do seu aniversário e eu queria fazer uma surpresa. - Demi debatia-se nos braços dele enquanto Joe caminhava para fora do quarto com a esposa no colo. Os cabelos emaranhados e o moletom dele a deixava simplesmente perfeita. Perfeita para ele.
   - Vingança? Talvez um pouquinho, mas eu não seria tão cruel como a senhorita. Não é todo dia que completamos vinte e um anos. - Assim que adentraram a cozinha Demi olhou para Joe rapidamente e para tudo que ele tinha preparado. – Surpresa? – Ele sorriu e beijou os lábios dela enquanto a colocava de pé.
   - Vamos Dan! Grite um, parabéns mamãe! – Há quanto tempo Demi não via Selena? Sel parecia tão animada. Era literalmente uma surpresa.
   - Selena! – Demi abraçou a amiga calorosamente cheia de saudades. Não se viam há mais de quatro meses, Selena tinha a agenda mais cheia do que a de Demi e Miley juntas. Eram filmes e mais filmes para gravar. – Eu estava com saudades. – Joe sorriu ao ver os olhos marejados de Demetria e mais um abraço caloroso das duas.
   - Eu também. – Selena sorriu e a puxou para que elas pudessem sentar-se à mesa. – Feliz aniversário! – Disse animadamente batendo uma colher na outra e Demi riu.
   - “Mama” – Dan a chamou erguendo os bracinhos. Não conhecia Selena, não que ele se lembrasse dela.
   - Preparada para à tarde das garotas? – Selena perguntou enquanto brincava com os dedinhos de Daniel que agora estava sendo mimado no colo da mãe.
   - Tarde das garotas? – Demi deu um selinho nos lábios de Joe. Ele estava tão lindo servindo e tratando-a como uma princesa.
   - É. Nós vamos ao shopping, salão, spa. Compras! – Selena atropelava as palavras de tão animada que estava. – E o melhor, com o cartão de crédito do seu marido. – Demi ficou boquiaberta e Joe assentiu rindo.
   - Não brinca. – Disse como se fosse à coisa mais improvável do mundo. – Amor, você está bem? – Perguntou rindo. Primeiro: aquele café da manhã estava simplesmente fantástico, tinha tudo que Demi gostava na mesa, até aquele doce brasileiro que ela tanto adorava, lê-se amava, chamado brigadeiro. Segundo: Selena estava com ela. Terceiro: Era o cartão de crédito de Joe! Dava para ficar mais feliz?
   - Vocês vão me falir. – Murmurou para ele mesmo. – Claro que estou. – Alcançou os lábios dela os beijando.
   - Ei, nada de namorar, eu e Dan ainda estamos aqui. – Sel estalava os dedos.
   - Tudo bem. – Demi deu um último selinho nos lábios de Joe e virou-se para a amiga? – Nós podemos levar Anne? Ela vai adorar passar à tarde com a melhor irmã do mundo. – Demi tinha aquele sorriso pidão nos lábios.
   - Claro que podemos. Que tal Miley, Taylor e Dani? – Joe arregalou os olhos e quase teve um ataque cardíaco. Demi sabia gastar como ninguém. Agora Miley, Taylor, Selena, Dani, e a mais nova consumidora Anne. Já era castigo.
   - Vai ser ótimo. – Demi sorriu. Por um lado ele estava feliz, Demi merecia ter um dia voltado só para ela. Ultimamente ela só cuidava dele e de Dan e trabalhava bastante. Nem era o começo para agradecer o bem que ela os fazia. – E o meu pequeno? – Demi sorriu para Dan, ele estava encolhido nos braços dela observando aquela conversa sem sentindo.
   - Eu vou cuidar do nosso menino. – Demi sorriu para Joe. Mas Dan estava tão desanimado. 
   – O que foi anjo? – Alcançou a bochecha dele e a beijou carinhosamente, olhou para o pequeno e ele sorriu levemente. – O que foi com o bebê da mamãe? – Demi tornou a beijá-lo e gargalhou junto com ele. – Vamos, sorria meu amor. – Demi mordeu o queixo do pequeno e deu-lhes um beijo de esquimó fazendo Dan sorri bobo.
   - Ele é tão fofo. – Selena sorriu para o pequeno. – Está perto de ele completar um ano? – Perguntou. O tempo passara tão rápido, Sel ainda se lembrava de quando foi visitar Demi e Daniel na maternidade.
   - Está. Daqui três meses. – Demi sorriu lembrando-se da primeira vez que tinha pegado Dan no colo.
   - Tagarelas, vão comer! – Demi e Selena reviraram os olhos e começaram a comer.

...

   - Por favor, tenha cuidado. – Joe beijou os lábios de Demi pela milésima vez e Selena revirou os olhos. – Eu ainda acho que você tem que trocar de roupa. – Demi o distraiu com um selinho, para ela conseguir vestir aquele vestido foi um sacrifício, Joe ficara enciumado.
   - Vou me cuidar. – Demi beijou a bochecha de Joe e olhou para o pequeno. – Agora é melhor você cuidar do meu pequeno Joseph, nada de deixá-lo exposto ao vento. Não o deixe sozinho.. Não.. – Demi deu-lhes um tapa no braço quando Joe revirou os olhos. Todo ser vivo já sabia aquele discurso. Não deixe Dan perto da piscina. Não deixe Dan perto da escada. Não deixe Dan isso e aquilo...
   - Eu já sei, vou cuidar dele. – Joe pegou o pequeno nos braços e recebeu mais um selinho de Demi. – Não estoure meu cartão! – Gritou quando Demi entrava no carro de Selena e depois ela gritou “Vou pensar”. – Mamãe vai falir o papai. – Disse para o pequeno que já tinha lágrimas escorrendo pela face.
   - Mama. – Murmurou acomodando-se ao peito do pai.
   - Mamãe vai voltar mais tarde. Pense pelo lado bom, nós temos a casa todinha, podemos aprontar muitas coisas juntos. E você pode colocar o dedo na boca que o papai não vai brigar. – Joe sorriu o incentivando, mas o pequeno só derramava lágrimas e chamava pela mãe. Tudo bem, Daniel não parava de chorar. Chegara soluçar entre o choro. Isto porque não tinha nem dez minutos que estava longe de Demi.
   - Dan, não chora. – Joe andava de um lado para o outro o balançando levemente. – Vamos brincar, tudo bem? – Sorriu para o bebê, mas ele chorou mais ainda. – Fica aqui. – Joe o colocou no sofá e o pequeno calou-se para observar o que o pai iria fazer.
   - Papa. – Dan o chamou e Joe o olhou.
   - Isto daqui é a minha base. – Joe amontoou algumas almofadas e colocou-se atrás delas. – Vou montar a sua e vou te ensinar a arremessar objetos. – Joe tirou os sapatos e a camisa para que pudesse ficar mais a vontade com seu pequeno. Caminhou até perto do sofá e “construiu” a “base” de Dan. – Vou pegar um caderno para fazer as bolinhas de papel. – Dan deitou-se no sofá e ficou a brincar com seus pés esticando suas perninhas enquanto fazia aquele barulho de hélice de helicóptero com a boca. Mas assustou-se com o barulho de algo se cochando no chão. Levantou-se e encontrou o pai deitado no chão.
   - Papa. – Disse com os olhos arregalados de tanto assustado que estava.
   - Papai está bem. – Joe sorriu amarelo e levantou-se cambaleando. Malditos bloquinhos de montar. – Meu anjo, não deixe seus brinquedos espalhados pela casa. – Joe jogou-se no sofá um tanto ofegante fitando o maldito bloquinho. Ora, Demi avisara na noite passada. “Não é hora para brincar Joseph.”, mas ele continuou a brincar com Dan, ou melhor, só Joe brincava já que o pequeno brincava com o patinho. “Arrume os brinquedos no balaio” Droga, ela avisara. Mas Joe estava tão entusiasmado, Dan começara a brincar com ele.
   - Vamos? Papai já está bem. – Joe pegou o pequeno no colo e o sentou atrás da “base” de almofadas. – Olha, vou pegar a folha do caderno e amassá-la. – Dan olhava atentamente como o pai fazia. – Depois você pega a bolinha e joga no papai. – Depois de uma, duas, três, dez tentativas, Dan conseguiu jogar a bolinha. Não era bem um “arremesso” e a bolinha não caia longe, mas dava para eles se divertirem. – Papai vai para base dele, e você fica na sua. – Joe arrastou-se pelo chão até a sua “base”. Espiou o pequeno, que estava totalmente curioso, e os dois riram quando Dan o acertou com uma bolinha de papel.
   - Papa! – O pequeno gargalhou gostosamente e recebeu uma bolinha de papel no rosto.
   - Você é bom! – Joe gargalhou. Estavam se divertindo, Dan jogava as bolinhas de papel no pai, mas elas não alcançavam Joe, talvez uma ou duas. Dan era quem mais levava bolinhas de papel. – Bandeira branca! – Gritou. Estava com sede. Já estava bem próximo de Dan, ele parecia tão animado todo sorridente.
   - Papa! – Gritou animado e cheio de energia enquanto arremessava o controle remoto da televisão contra Joe. Dan gargalhou gostosamente quando Joe caiu no chão..
   - Meu Deus! – Berrou caído no chão. – Aí! – Gritou segurando as partes de baixo com as mãos. Dan o acertara “lá” com o controle remoto. Mas uma vez Demi tinha razão. “Nada de ensiná-lo arremessar objetos, pode ser perigoso.” Literalmente perigoso, ele estava quase estéril. Aquilo doía muito.
   - Papa. – Dan engatinhou até Joe e assustou-se ao olhar para o pai. Ele estava pálido, a boca branca..
   - Papai vai ficar b.. Ai! – Joe evitou mover-se. Ficou alguns minutos parado até a dor passar. – Mamãe não vai gostar de saber que você quebrou o brinquedo dela. – Dan não acertara exatamente naquele local.. Fora mais perto da virilha, mas também doía, até porque o controle o acertou em cheio.. – Espero que não esteja quebrado. – Murmurou para si mesmo e pegou o pequeno no colo.
   - Mama. – Dan aninhou-se ao peito do pai.
   - Mais tarde nós ligamos para ela. – Joe sorriu para o filho. – Vamos comer? Papai está com fome, depois nós podemos começar a organizar o jantar da mamãe. – Seguiram para cozinha.
Depois do almoço, ou melhor, Joe deu papinha para Dan e comeu um hambúrguer, Joe organizou a sala enquanto Dan cochilava no sofá. A tarde passou em um piscar de olhos, mas eles se divertiram bastante juntos. Pai e filho. Assistiram filmes, escutaram música no último volume e no final da tarde, quando Dani ligou avisando que Demi já queria ir para casa. Joe sorriu satisfeito, o jantar estava sendo organizado pelo pessoal do bufê. Tudo estava quase pronto, só faltava organizar um pequeno detalhe..
   - Quietinho. – Disse ao pequeno enquanto penteava o cabelo dele. Demi chegaria a qualquer momento. – Está lindo. – Joe pegou o celular para que pudesse tirar uma foto dele. – Olha para o papai. – Dan o olhou sorrindo.
   - Papa. – Ergueu os bracinhos para que o pai o pegasse. Ele parecia uma miniatura de um empresário. Vestia um terno preto, os cabelos penteados de lado e o sorriso bobo nos lábios.. Estava tão lindo.
   - Vamos esperar a mamãe na sala. – Joe aninhou o pequeno nos braços e caminhou até a sala cantarolando. Tudo estava como ele planejara. E ele já podia ver o sorriso surpreso nos lábios de Demi. – Vamos ao jardim. – Conforme a noite caia os poucos e mais íntimos convidados chegavam. A família de Demi, a de Joe, os amigos mais próximos.. Ele estava tão ansioso para ver o sorriso da sua amada. Dan já não aguentava de tanta saudade que estava da mãe, a chamava e se aninhava ao peito do pai.
   - Deixe-me pegá-lo. – Kevin aproximou-se do irmão e do sobrinho.
   - Umm. Ele não quer ir com você. – Joe riu da careta de Kevin. Dan se agarrava mais e mais a ele. – Você quer ficar com o papai? – Dan olhou rapidamente para Joe e deitou a cabeça no ombro do pai, estava com saudades da mãe.
   - Joe, Demi está chegando. – Dianna avisou com um enorme sorriso no rosto. Joe assentiu e aproximou-se da porta com o pequeno nos braços. Tudo tinha que dar certo. Logo as garotas chegaram com o carro de Selena, e pelas gargalhadas exageradas de Demi a coisa tinha sido boa.
   - Mama! – Dan sorriu de orelha a orelha quando a viu saindo do carro, ergueu os bracinhos para que pudesse ser mimado nos braços da mãe.
   - Oi. – Demi aproximou-se deles com um sorriso tímido. – Vocês estão lindos. – Sorriu ao ver o pequeno de terno e o pai mais elegante que nunca. – Mamãe vai te pegar. – Demi sorriu para o filho e o beijou em toda a região do rosto, Daniel pareceu ter se iluminado quando Demi o envolveu com os braços e o apertou contra o corpo em um abraço de urso.
   - Você está linda. – Demi não estava mais com o vestido que tinha ido às compras com Selena. Por alguma razão não explicável pelo homem, Miley insistiu que ela usasse o tubinho preto, segundo Miley, combinava com o novo corte de cabelo de Demetria... – E muito cheirosa. – Joe beijou-lhes o pescoço logo os lábios enquanto fazia um sinal com a mão para as garotas.
   - Por que vocês dois estão de terno? – Perguntou franzindo o cenho. Joe estava tão lindo. A barba cerrada, os cabelos penteados para o lado. Vestia uma camisa social branca e um paletó preto seguindo da calça e dos sapatos sociais também pretos. Já Dan estava apenas com uma camisa social branca com uma gravata fina preta, calça social preta e supras preto.
   - Por quê? Para recebê-la. – Sorriu amarelo e recebeu um selinho de Demi. – Vamos entrar? – Demi franziu o cenho e assentiu. Para Demi, Dan estava à coisinha mais fofa, queria mordê-lo.
   - Joseph! – Demi deu-lhes um tapa no braço e o abraçou. De um lado os familiares e amigos cantavam parabéns, e do outro as amigas carregavam um bolo kit kat e cantavam um desafinado parabéns em ritmos diferentes.
   - Surpresa? – Joe a abraçou com força, Dan já estava nos braços de Kevin emburrado porque o pai roubou-lhes a mãe. – Feliz aniversário bebê. – Joe envolveu a cintura de Demi com os braços e ela o pescoço dele. Todos gritavam beija! Beija! Beija! Demi sorriu envergonhada e logo sentiu os lábios de Joe contra os seus beijando-a ternamente.
   - Eu sabia que você estava aprontando. – Sussurrou no ouvido dele enquanto se abraçavam. – Obrigado. Eu te amo. – Joe riu baixinho e deu-lhes um selinho.
   - Ei! Vocês se pegam mais tarde, ok? Eu estou com fome. – Miley gritou animadamente louca para devorar o bolo.
   - Oh meu Deus. – Demi murmurou enquanto ria de Miley. Quantos hambúrgueres, chocolates e besteiras Miley não tinha devorado no shopping? – Controle sua esposa Nicholas. – Demi o abraçou fortemente. Tinha festa mais divertida que aquela? Miley soltava uma frase mais cabeluda que a outra. Riam das piadas sem nexo de Kevin, e das caretas de Dan que não queria soltar-se dos braços da mãe por nada, e Joe queria ficar com Demi.
    - Vamos aos presentes! – Selena gritou animadamente. Demi revirou os olhos e acomodou-se ao peito de Joe. Aquilo não iria prestar. – Demi, quem você prefere: Miley ou Dani? – Disse referindo-se aos presentes.
   - Dani! – Miley estreitou os olhos e sorriu maliciosamente. – Obrigado. – Demi sorriu para Dani depois de se abraçarem e Dani lhes entregar o presente.
   - Ora, ora. – Joe sorriu maliciosamente quando viu a minúscula lingerie preta e rendada.
   - Para! – Demi riu sem graça. – Obrigado. – Sorriu envergonhada.
   - Miley! – Selena riu da cara de santa de Miley ao aproximar-se de Demi.
   - Parabéns, te amo. – Abraçaram-se calorosamente e Miley sorriu travessa quando entregou o presente para Demi.
  - Também te amo. – Sorriu.
  - Não vai abrir? – Perguntou curiosa.
   - Claro. – Demi sorriu amarelo. Puxou a ponta do lacinho, e depois a outra. Uma expectativa surreal tomava conta de todos, calados, esperando a reação de Demi e curiosos para saber o que era o presente. – Oh meu Deus! – Demi arregalou os olhos e corou bruscamente.
   - Não gostou? – Demi olhou para o “presente” e depois para Miley.
   - Eu não sei. – Murmurou envergonhada e Miley riu.
   - Ah! Eu quero ver. – Selena correu até elas. Sorriu maliciosamente e pegou o “livro”. – Kama sutra! – Arregalou os olhos ao ver o livro. Eddie engasgou e Paul parecia mais pálido que a neve de dezembro.
   - Selena, guarde isto! – Demi a repreendeu mais envergonhada que tudo. Sel folheava o livro junto com Dani e Taylor e a cada página elas ficavam mais boquiabertas.
   - Bem, tenho outro presente. – Miley sorriu e lhe entregou um saco de presente cheio de lacinhos coloridos.
   - Não é uma roupa erótica, é? – Demi perguntou assustada fazendo todos gargalhar.
   - É melhor você abrir. – Miley sorriu enquanto Demi abria o presente.
   - É lindo, obrigado. – Demi a abraçou sorrindo de orelha a orelha.
   - Você namorou este vestido lá no shopping, mas não o comprou então eu pensei, porque não. – Demi sorriu em agradecimento. Estava apaixonada por seu novo vestido preto de mangas de renda que vinham até o começo do antebraço. Era lindo.
   - Obrigado. – A abraçou mais uma vez. – E vocês, me dê este, é, o livro. – Demi tomou o livro das garotas e o guardou na caixa.
   - Posso ver? – Joe perguntou totalmente curioso para folhear o livro.
   - Não senhor. – Demi mal conseguia olhá-lo de tanta vergonha que estava.
   - Por quê? – Perguntou emburrado.
   - Porque não. – Demi roubou-lhes um selinho. Mesmo passando a maior parte do tempo corada de vergonha, a festa foi realmente boa. Todos se divertiam e conversavam animadamente sobre diversos temas. Entretanto, tinha uma miniatura que não largava da mãe de modo algum, estava com tantas saudades dela que não deixava ninguém aproximar-se de sua protetora.
...

   - Se divertiu Sra. Jonas? – Joseph a abraçou por trás. Tinham acabado de se despedir dos convidados.
   - Muito. – Demi virou-se e o beijou. - Obrigado, muito, muito obrigado. – Disse distribuindo selinhos pelo rosto de Joe.
   - Fico feliz. – Joe beijou-lhes os lábios e eles riram quando Dan a gritou. Estava no sofá cochilando e a espera da mãe. – Ele está com ciúmes. – Joe a puxou pela mão até o sofá que o pequeno estava.
   - Acho que ele está cansado. – Demi sentou-se no sofá e pegou Daniel no colo. – O que vocês fizeram hoje? – A esta altura Daniel já lhe sugava o seio avidamente, como sempre, repousando a mão no seio. Mas desta vez ele fechara os olhos.
   - Nós brincamos a tarde toda, depois tomamos banho juntos, ficamos no jardim. – Joe tinha um sorriso de menino nos lábios. Um sorriso tímido.
   - Brincaram de que? – Demi passou a mão livre pelos cabelos de Joe e ele sorriu mais ainda.
   - Diríamos que o nosso filho quase me deixou estéril. – Dito isto, Demi arregalou os olhos o olhando. – Ele me acertou com o controle remoto. – Disse rindo.
   - Não me diga que você o ensinou a arremessar objetos. – Estreitou os olhos e Joe assentiu. – Joseph! – O repreendeu.
   - Fora isto foi muito divertido, nós construímos bases e arremessamos bolinhas de papel. – Sorriu amarelo. Joe não tinha jeito.
   - E como você explica o controle remoto, mocinho? – Demi arqueou a sobrancelha e riu quando ele embaralhou-se explicando como Dan o acertou. – Vou colocar o pequeno na cama, você vem comigo? – Dan dormia tranquilamente nos braços de Demi, agarrado a ela e ainda com o bico do peito na boca.
   - Claro. – Joe a ajudou a segurá-lo e subir as escadas. Tinha sido um dia muito agitado não só para o pequeno Daniel, Demi também estava cansada, e o Joe mais ainda. – Vá para o quarto, eu busco as cobertas dele. – Demi assentiu e caminhou para o quarto. Desde que chegaram de Nashville, Dan tinha dormido com eles na maioria das noites.
   - Mamãe te ama pequeno. – Demi beijou o rosto de Dan e o deitou na cama. Sorriu involuntariamente ao observá-lo. O amava tanto, ele era parte de si. A melhor parte.
   - Ei. – Joe sorriu quando ela o olhou, ele trazia consigo o travesseiro de Dan e a coberta de ursinhos junto com uma manta e um macacão. – Vamos trocá-lo? – Disse sentando-se na cama. Demi assentiu e começou a despir o pequeno com certo cuidado para não acordá-lo, Dan dormia tão serenamente que dava até pena de trocá-lo. Primeiro foi os pequenos supras, logo em seguida a calça, depois a fralda, que por sinal estava cheia.
   - Preciso de lenços e uma nova fralda. – Joe assentiu e foi até o quarto do pequeno. Demi era tão paciente, cuidava do pequeno sobre os olhares de Joe, ela era boa no que fazia, carinhosa e cuidadosa.
   - Banho? – Suspirou cansado deitando-se na cama. Dan já estava trocado e dormia sereno como um anjo.
   - Banho. – Demi deitou-se ao lado de Joe e ficou a fitar o teto. Tinha sido um dia incrível e o aniversário que ela mais passara vergonha. Aqueles presentes eram mais que exóticos. Sutiã de renda com uma micro-calcinha? Kama sutra? Cinta liga? Todavia, o que mais a chocou foi o famoso Kama sutra, nunca imaginara em toda sua vida ganhar um livro de tal “espécie” ou simplesmente tê-lo entre seus livros.
   - Eu tenho uma coisa para você. – Joe enfiou as mãos nos bolsos e sorriu quando Demi apoiou o cotovelo no peito dele completamente curiosa.
   - Não precisava comprar nada para mim Joseph. – Franziu o cenho. O cartão de Joe estava com o limite estourado. Ele tinha feito uma pequena festa surpresa e estava a tratando como uma princesa.
   - Não é nada demais. Mas acho que você vai gostar. – Joe tinha em mãos um saquinho dourado que não pesava quase nada. Entregou-o para Demi e ela deu-lhes um selinho. Desfez do pequeno laço e do nó, puxou as cordinhas finas e o virou em sua mão derramando um cordão de ouro com um pingente da nota musical de dó.
   - É lindo. – Demi o entregou para Joe para que ele pudesse colocá-lo. Ambos se ergueram, Joe afastou os cabelos dela os deixando caídos sobre o ombro direito e pôs o cordão com certa dificuldade.
   - Feliz aniversário. – Joe deixou o pingente cair encontrando os seios de Demi e a acariciou deslizando os dedos do busto até os ombros. Fixou os olhos aos dela e logo se perdeu nos lábios doces de Demetria.
   - Está cansada? – Joe estava deitado um tanto ofegante ao lado dela.
   - Sim. E você? – Virou-se para olhá-lo. Mais uma vez aquele sorriso tímido estava nos lábios dele. Demi sorriu de volta e o abraçou. – Vem, vamos tomar banho juntos. – Sorriu timidamente e o puxou até o banheiro. Meia hora mais tarde estavam deitados na cama, Demi, Dan e Joe.
   - Bebê? – Demi sorriu com o apelido e do quão manhoso ele estava naquela noite. Murmurou “Hum” e segundos depois ele disse: - Quero meu beijo de boa noite. – Demi riu baixinho e engatinhou até ele do outro lado da cama tendo o maior cuidado para não esbarrar em Dan.
   - Você está muito carente. – Demi pôs-se entre as pernas de Joe e lhe acariciou o rosto.
   - Você está judiando do seu pobre marido. – Joe deslizou as mãos pelas curvas de Demi totalmente inebriado por tê-la.
   - O que você quer pobre marido? – Sussurrou no ouvido dele enquanto pressionava seu corpo contra o dele. – Comporte-se esta noite e quem sabe amanhã eu te dou o que você quer.. – Joe devorou os lábios dela em um beijo de perder a sanidade apertando-a e pressionando seu corpo contra o dela.
   - Então dorme comigo. – Sussurrou. A esta altura as mãos de Joe já cobriam os seios de Demi por baixo do moletom.
   - Joe, Dan está aqui. – Sussurrou de volta ao se lembrar de que o pequeno estava dormindo ao lado deles. Se ela deixasse aquela “brincadeira” iria virar uma transa selvagem.
   - É só dormir bebê. – Beijou-lhes o pescoço enquanto suas mãos másculas apertavam levemente os seios.
   - Não Joseph. – Murmurou livrando-se das mãos inquietas dele que já estavam em seu traseiro o apertando. – Amanhã nós podemos ficar juntos o dia interior se você for um bom garoto. – Demi beijou os lábios de Joe demoradamente e o abraçou rapidamente. Se ela ficasse mais um segundo agarrada a aquele homem iria acabar cometendo uma besteira.
   - Demi. – Sussurrou chamando-a e Demi apenas ronronou:
   - Vá dormir Joseph!

Continua... Espero que tenham gostado deste capítulo, eu gostei \õ/  Respostas aos comentários aqui e espero que não tenha nenhum erro ortográfico </3.



Mini Fic - Capítulo 17 - MARATONA 2/5

Tudo tem a hora certa.
~ Manual 101 de Combate a Incêndio ~
Joe Jonas nunca seria um connoisseur de vinhos como Nick; nunca seria capaz de tirar a foto perfeita como Kevin ou de jogar uma bola de beisebol a 200 quilômetros por hora como Ryan. E nunca faria um filme de 100 milhões de dólares em um fim de semana, como Smith sempre fazia. Ele sabia fazer uma coisa, porém, melhor do que quase todo mundo. Apagar incêndios. Já tinha passado da hora de pegar aquelas regras sob as quais vivia e respirava como bombeiro e aplicá-las ao restante de sua vida. Principalmente em relação à mulher na qual não conseguia parar de pensar durante toda a semana. 31 de dezembro. O último dia do ano. Um bom ano. No entanto, ele tinha planos para que o ano seguinte fosse muito melhor. Habilidade e capacidade de permanecer alerta sempre foram os principais dogmas de Joe para seu sucesso como bombeiro. Mas nunca tinha sido tão estúpido a ponto de ignorar a sorte e a intuição profunda que lhe dizia quando seguir em frente e quando correr feito louco. Ele estacionou na frente do apartamento de Demi e Summer. O céu estava azul, perfeito para uma noite de Ano-Novo com fogos de artifício... e para colocar em prática o primeiro estágio de seu plano. Ele não tinha ligado com antecedência para verificar se elas estariam lá, mas tinha um bom pressentimento. Sem dúvida, Demi tentaria negar a atração entre eles. Ele já esperava por isso e estava preparado para se esforçar mais do que nunca para convencê-la a mudar de ideia. Joe sabia que não seria uma virada rápida. No entanto, um pouquinho de expectativa não era uma coisa tão ruim assim, pensou, com um sorrisinho, enquanto se lembrava da maneira tão carinhosa como fizeram amor em Lake Tahoe. Ele subiu dois degraus de cada vez até a porta do prédio, com seus passos largos rapidamente colocando-o diante da porta dela. Estava prestes a tocar a campainha quando a porta abriu. Jesus, ele pensou, tão boquiaberto quanto ficou quando ela foi vê-lo no hospital, ela é linda.
— Joe? — Ela pôs a mão no peito como se tentasse acalmar o batimento cardíaco. Ele podia ver a pulsação latejando na curva maravilhosa do pescoço dela. — O que você está fazendo aqui? - Em vez de responder à pergunta, ele pegou o cesto de roupas da mão dela.
— Vai lavar roupas?
— Você precisa lavar roupas? — ela perguntou com voz confusa, e ele gostou da maneira como a surpreendeu, fazendo-a perder o rebolado. Ao sorrir para ela, pensando no quanto ela estava adorável com seu cabelo preso num rabo de cavalo, suéter e jeans, ela enrubesceu.
— Ah. Quer dizer, eu? Sim, preciso lavar roupas. - Foi nesse momento que olhou para o cesto de roupas. Quando o rosto dela ficou ainda mais quente, Joe seguiu o olhar dela até o pedaço de renda cor-de-rosa por cima de tudo. Ela rapidamente jogou uma camiseta sobre a calcinha, mas não antes de Joe acrescentar mais um objetivo em sua lista: fazer amor com Demi usando aquela calcinha de renda cor-de-rosa. Ela olhou-o de volta, e Joe teve que enfiar as mãos bem fundo no bolso da calça jeans, para não a puxar e beijar aqueles lábios maravilhosamente macios.
— Vim ver você e a Summer. - Ela lambeu os lábios, claramente nervosa com a aparição inesperada dele. Ele adorava a força dela... mas também adorava saber que a deixava nervosa. Foi por isso que quis surpreendê-la, assim poderia sentir a verdadeira reação dela ao vê-lo novamente, em vez de deixá-la se preparar para o encontro e erguer todas aquelas barreiras das quais ela gostava tanto. Como tinha aprendido na academia de bombeiros, tudo tem a hora certa.
— Summer não está aqui. Está na Disneylândia com os avós. - Joe pensara em incluir Summer nos planos desta noite, e sentiria falta da garotinha, mas não podia negar o prazer diante da chance de estar sozinho com Demi de novo.
— Ela deve estar se divertindo muito. - Demi puxou o cesto de roupas para mais perto dela, como se pudesse proteger-se de quaisquer que fossem as intenções dele. 
— Com certeza. Acabei de falar com ela ao telefone. Ela encontrou o Mickey e o Pateta hoje no café da manhã. Eu geralmente vou com eles, mas tinha de trabalhar e não pude ir. - Joe continuou a sorrir enquanto a pulsação dela permanecia disparada.
— Você está nervosa por me ver de novo. Ela balançou a cabeça rapidamente, com força. 
— Estou surpresa. — Mas não olhou nos olhos dele ao fazer o comentário.
— Surpresa. - Os olhos dela voaram até os dele, e Joe podia jurar que ela se arrepiara ao ouvir o tom rouco da voz dele. No entanto, um minuto depois, viu-a aquietar-se e colocar os ombros para trás.
— Já conversamos sobre isso. Em Lake Tahoe.
— Não — ele lembrou-a. — Nós não conversamos sobre nada.
— Tudo bem — ela disse rispidamente. — Podemos conversar sobre isso agora. E aí você vai embora. - Ele ficou surpreso, mas não de uma maneira ruim, quando ela entrou completamente no corredor, fechou a porta atrás dela e seguiu até as escadas. Ele seguiu-a até o porão, admirando o balanço nervoso dos quadris dela enquanto empurrava a porta da lavanderia com os ombros, deixando-a bater de volta no rosto dele. Ficou tentado a rir, mas tinha medo de que ela entendesse errado. Ele adorava o brilho dela, sabendo que nunca seria feliz com uma parceira submissa. Ele preferia mil vezes que brigasse com ele a tê-la nos braços, como se ele, sozinho, fosse o responsável pelo sol brilhar. Ela abriu a máquina de lavar com força, enfiou as roupas, despejou metade do pacote de sabão em pó, então colocou as moedas de 25 centavos. Assim que a máquina começou a trabalhar, barulhenta, ela virou para ele com os braços cruzados sobre o peito.
— Vá em frente. Vamos conversar.
— Você é linda, Demi. - Por alguns segundos, os olhos dela se arregalaram de prazer diante do elogio dele, mas, em seguida, fecharam-se novamente. 
— Tenho que trabalhar. - Ela passou por ele e Joe viu que não tinha outra escolha a não ser alcançá-la. Ele pegou-lhe a mão e a puxou contra ele.
— Me dê uma chance. - Ela estava tensa contra ele, mas não tentou se afastar.
— Não posso. E você sabe por quê.
— Não — ele respondeu, suavemente. — Eu não sei. — Antes que ela pudesse protestar, ele continuou: — Você sabe do meu passado. Eu quero saber do seu, Demi. - Pela teimosia estampada em seus lábios, Joe podia perceber que ela não estava feliz por ter sido colocada contra a parede dessa forma, e que achava que ele não estava jogando limpo. No entanto, se havia uma coisa de que Joe tinha certeza era que jogar limpo nunca levou um bombeiro aonde ele queria chegar. No entanto, ainda que não tivesse pedido para dar-lhe as boas-vindas de braços abertos, pelo menos ainda não, apagar o nunca mais já seria um bom começo. Ela puxou a mão dela das mãos dele. 
— Tudo bem. Eu contarei o que você obviamente está morrendo de vontade de saber. Mas não aqui na lavanderia. — Ela deu um passo para trás. — Você primeiro. - Ele sorriu, sabendo que ela devia ter percebido quanto a vista tinha sido boa no caminho escada abaixo. Mal sabia ela que aquela atitude petulante deixava-o igualmente excitado. Ele esperou que ela abrisse a porta para entrarem no apartamento. Como da primeira vez que esteve lá, Joe sentiu-se imediatamente à vontade na casa dela. Depois de bater a porta, ela sentou-se pesadamente na cadeira mais próxima.
— O que você quer saber?
— Como foi a sua semana?
— Boa. — A boa educação que ela não podia esconder foi o que a fez perguntar: — E a sua?
— A neve não foi a mesma sem você e a Summer. - Os lábios dela relaxaram antes que pudesse parar. Um momento depois, ela se sentou para trás na cadeira, esfregando a mão nos olhos. Por um segundo, Joe sentiu-se culpado por entrar de volta na vida dela dessa forma. Ela parecia cansada, como se não estivesse dormindo bem. Ele também não estava dormindo bem... desde a noite em que ela dormira nos braços dele.
— Me conte como seu marido morreu, Demi.
— Já contei. O avião dele caiu. - Entretanto, assim como ela tinha percebido que havia mais na história que Joe estava lhe contando, ele sabia, lá no fundo, que ela estava escondendo alguma coisa. Ela levantou-se do sofá, os ombros fortes se curvando para dentro. Naquele momento, mesmo tendo prometido a si mesmo ir devagar, Joe não pôde evitar caminhar até ela, tomá-la nos braços e acomodar a cabeça dela embaixo do queixo dele.
— Está tudo bem, Demi.- Ela sussurrou alguma coisa contra o bíceps de Joe e as entranhas dele pegaram fogo ao sentir os lábios dela contra sua pele; não conseguia entender as palavras dela. Devagar, ele virou-a nos braços e ficou surpreso ao ver a raiva nos olhos dela.
— Não, não está tudo bem. Ele não estava lutando pelo nosso país. Não estava treinando para uma missão. Ele estava brincando no espaço aéreo local, usando um avião particular para dar uma passeada no meio da noite. - O corpo dela se enrijeceu contra o dele e, por instinto, Joe passou a mão nas costas dela. — Eles me disseram que os instrumentos falharam e estava muito escuro para ele aterrissar. — Os olhos dela estavam escuros e ainda com raiva quando continuou: — Todo mundo achava que ele era um herói, e eu fiquei muito brava por ele ter sido tão idiota. - Sem parar de lhe acariciar as costas, que vibravam sob a palma das mãos dele, ele concordou:
— Foi uma estupidez.- As palavras dele trouxeram-na de volta para ele, para a realidade que estava nos braços dele. Ela tentou se afastar e ele a deixou ir.
— Nunca disse isso a ninguém.
— Obrigado por me contar. - Por alguns momentos, ela pareceu não saber o que dizer, como se toda a raiva tivesse se esvaído dela. 
— Era isso o que queria saber?
— Uma parte. - Ela pareceu confusa.
— O que mais?
— O que você gosta de comer no café da manhã? - Dessa vez, a expressão foi de surpresa, não de frustração. 
— Pão com uva-passa. Torrado. - Joe guardou a informação para que um dia, no futuro, pudesse ter a chance de lhe servir o café da manhã.
— Você gosta de fazer caminhada?
— Gosto, mas não nas colinas. - Ele sorriu para a garota de São Francisco que não gostava de colinas.
— E de andar de bicicleta?
— Não muito. Prefiro sair a pé ou de barco.
— Você tem irmãos? - O cenho franzido foi substituído por uma expressão de perplexidade.
— Não.
— Onde você cresceu?
— Em uma cidadezinha perto de Minneapolis. Meus pais ainda moram lá. Ficam sempre tentando me fazer voltar. - Tudo em Joe era contra a ideia de perder Demi para uma cidade do meio-oeste.
— Você pertence a este lugar. - Ela pareceu levemente irritada pelo tom dele, mas concordou.
— É isso que sempre digo a eles.
— Você se dá bem com a sua família?
— Sim. — Ela torceu o nariz. — Exceto quando não nos damos bem. - Ele teve de rir da resposta honesta dela. Nenhuma mulher jamais lhe agradou daquele jeito, tanto na cama quanto fora dela. Demi contorceu o canto da boca e, por um instante, ele observou-a brigar consigo mesma antes de balançar a cabeça, como se estivesse decepcionada consigo mesma.
— Está com sede? Com fome? - Algo dentro do peito de Joe se destravou diante da pergunta dela. Demi ainda não tinha concordado com nada, mas pelo menos não o estava mandando embora.
— Sempre — ele respondeu. O lábio retorcido transformou-se em um sorriso aberto.
— Por que não estou surpresa?- Será que ela percebeu que ele estava flertando com ela? Joe esperava que não, do contrário ela estaria prestes a pôr um fim em tudo.
— Sem a Summer por aqui nem me dei ao trabalho de fazer compras, então, não tem muita coisa. - Ela estava abrindo a geladeira quando ele disse:
— Que tal eu ir mexer as roupas na secadora enquanto você faz alguma coisa para comer?
— Não — respondeu, rapidamente, com o rubor no rosto delatando a linha de seus pensamentos, fazendo ambos pensarem na calcinha cor-de-rosa novamente.
— Eu corro até lá e faço isso. Fique sentado aí e eu voltarei logo. - Cada um dos bombeiros do quartel tinha seu horário para comer quando estavam trabalhando; assim, embora Joe não fosse muito bom na cozinha, sabia se virar e preparar alguns pratos. Momentos depois, ele tinha todos os ingredientes de um grande e belo omelete sobre o balcão. Estava colocando os ovos na frigideira quente quando Demi entrou de volta.
— Joe? — Ela ficou estupefata ao vê-lo atrás do fogão. — Você não precisava cozinhar. - Ele deslizou o copo de suco que colocara para ela.
— Eu gosto. Sente aí. — Ele olhou para a escrivaninha dela, no canto da pequena sala de estar, coberta com papéis e duas calculadoras grandes e sofisticadas. — Parece que tem trabalhado bastante. - Ela admitiu, parecendo cansada de novo. 
— Ainda recuperando o tempo perdido com dois clientes. Graças a Deus estou quase terminando.
— Que bom — ele disse, segurando o restante do que tinha vindo falar. Tudo tem a hora certa. Ele escorregou o omelete da frigideira para o prato, passou manteiga no pão de uva-passa que acabara de sair da torradeira, pegou dois garfos da gaveta superior e foi até a pequena mesa de café da manhã para juntar-se a ela.
— Obrigada — ela agradeceu, baixinho. — Nem consigo me lembrar da última vez que alguém, exceto a Summer, fez comida para mim.
— Os muffins dela são uma delícia.
— São mesmo — ela concordou —, mas agora estou pensando se não deveria ensiná-la a fazer omeletes. — Ela olhou para ele com um sorriso ainda maior. —O pão de uva-passa está muito bom também. - De alguma forma, ele conseguiu parar de olhar para a mulher maravilhosa que estava diante dele e enfiar o garfo nos ovos. Ela o acompanhou e, assim que estava terminando de dar a primeira mordida, fez um daqueles barulhos que o deixava imediatamente de pau duro.
— Ah, meu Deus — ela gemeu em uma sílaba longa —, isso está tão bom. - Surpreendentemente, um elogio dela a algo tão insignificante quanto um omelete com torradas o fez sentir-se tão bem, que era como se tivesse apagado sozinho um incêndio com alarme de nível cinco.
— Fico feliz que tenha gostado — ele disse e, então, enquanto a mantinha refém de seus dotes culinários, resolveu que era chegada a hora certa. — Tem planos para a noite de Ano-Novo? - Por um momento, ela pareceu assustada.
— Uau! Já chegamos a 31 de dezembro? - Sorrindo para ela, ele respondeu:
— Vou entender isso como um não.
— Sim — ela concordou. E continuou: — Não, não tenho planos. — Os olhos dela se arregalaram quando percebeu aonde ele ia chegar com aquela pergunta. — Está sugerindo que você — ela apontou para ele — e eu — apontou para si mesma — passemos a noite de Ano-Novo juntos?
— Ei, é uma ótima ideia.
— Não, é uma ideia terrível.
— Você gosta de fogos de artifício?
— Isso é irrelevante.
— Gosta, não gosta? — ele afirmou, com um sorrisinho. — Aposto que adora, quanto mais, melhor. - O jeito que a pele dela enrubesceu foi uma resposta mais do que suficiente.
— Então venha vê-los comigo esta noite, do terraço da minha casa. - Ele podia sentir o quanto ela ficou tentada pela sugestão dele, mas então Demi declarou:
— Não deveria. - Ambos sabiam, porém, que não dever era muito diferente de não poder.
— Mas você quer, não quer? - Aquele olhar irritantemente lindo voltou ao rosto dela.
— Claro que sim! - Ele não se deu ao trabalho de esconder o sorriso diante da resposta dela.
— E se eu prometer não beijar você até o ano que vem? - O calor entre eles virou uma labareda enorme. 
— Bela tentativa — ela respondeu. — Estamos a poucas horas do Ano-Novo.
— Teria de quebrar minha promessa se fosse mais do que isso. — Ele pegou uma mecha do cabelo dela que estava caindo sobre o rosto. — E eu nunca quero quebrar uma promessa que fizer a você, Demi.

Continua.. Oi? Oi!!! Como vocês estão? Bem, algumas horas atrás eu estava sem internet.. Mas estou bem! 19 comentários? Obrigado! Vou respondê-las no próximo capítulo de LSS que já está pronto, e amanhã eu posto pelo menos dois capítulos da maratona da mini fic ok? Está acabando </3 Beeeeijos 

3.5.14

Mini Fic - Capítulo 16 - Maratona 1/5

Demi estava mais do que feliz por Joe não ter ligado. Durante um tempo, no quarto do hotel, enquanto Joe dizia que precisavam “discutir” as coisas, ela tinha pensado que, de fato, ele queria mais do que só uma noite com ela. Que ele queria um relacionamento. Ele deve ter caído na real depois que as lembranças daquela noite de sexo ardente se apagaram. Um cara como ele provavelmente estava acostumado com muito sexo daquele tipo, ela pensou. Ao contrário dela. Por mais que tivesse sido inteligente e colocado um ponto-final em relação a ele, Demi não conseguia parar de pensar na forma como tinham feito amor. Sem parar. Não só à noite, quando estava a salvo debaixo das cobertas, mas durante o dia inteiro, os pensamentos se voltavam para Joe, seus lábios, suas mãos, seu...
— Mamãe, você está me ouvindo? - Ela olhou para os olhos verdes da filha, irritada com a falta de atenção que estava recebendo.
— Perdão, meu amor. Você precisa de ajuda para escolher o que mais colocar dentro da mala? Tem jeans e blusas de mangas compridas caso esteja frio? - Como faziam em todos os Réveillons, os pais dela levariam Summer para a Disneylândia por alguns dias. Demi deveria ir com eles — subir nas montanhas-russas era basicamente a única coisa assustadora que se permitia fazer, pois sabia que eram regularmente inspecionadas pelos engenheiros do local —, mas estava atrasada com dois clientes, porque precisou lidar com as consequências do incêndio, da mudança e da adaptação ao novo apartamento. Alguns dias para si, nos quais pudesse trabalhar cada minuto em que não estivesse dormindo, era exatamente o que precisava para entrar de novo nos trilhos; assim poderia começar o Ano-Novo com o pé direito. De novo, ela agradeceu silenciosamente por Joe não ter ido atrás dela. Um recomeço era exatamente o que precisava para sua vida profissional e amorosa. Não que o amor tivesse alguma coisa a ver com o que aconteceu entre eles; foi apenas sexo e nada mais, Demi lembrava-se com firmeza.
— Estava pensando no papai. - Os pensamentos soltos de Demi voltaram a focar de novo na filha. Ela sorriu e puxou a garotinha para o colo, em cima da cama.
— O que você quer saber? — Quando Summer não respondeu logo em seguida, Demi acrescentou: — Ele adorava dar beijinhos bem aqui na sua barriga. - Ela agarrou Summer e beijou-a antes que pudesse se desvencilhar, rindo.
— Sei disso — Summer concordou —, mas ele era grande e forte? - Demi parou e piscou rapidamente diante dela. 
— Você sabe como ele era. Sim, ele era grande e forte. — Elas geralmente olhavam álbuns de fotografias juntas, de modo que isso não era nenhuma novidade.
— Acha que ele teria me ensinado a praticar snowboard como o Joe fez? - Demi teve de se esforçar muito para manter a expressão normal. Ela não era a única a comparar Joe a David.
— Claro que teria. E também teria ficado muito orgulhoso de ver como você aprendeu rápido, da mesma forma que nós ficamos. — Ela percebeu o erro muito tarde, percebeu que não deveria ter dito nós, percebeu que simplesmente deveria ter dito quanto ela se orgulhava de Summer. Ela observou a filha pensar naquela informação por alguns segundos. 
— Acha que a vovó e o vovô vão me deixar ir à Torre do Terror este ano? - Demi deveria estar acostumada à maneira como o cérebro das garotinhas de 7 anos mudavam de um assunto para o outro, mas demorou um pouco mais do que deveria para responder.
— Tenho certeza de que você encontrará uma maneira de convencê-los. — Ela se levantou da cama da filha e murmurou: — Vou verificar se o avião deles está no horário. — Demi precisava de alguns minutos sozinha para processar a força do relacionamento que havia se estabelecido entre a filha e o bombeiro a quem ela expulsou da vida delas alguns dias antes. Antes mesmo de sair do quarto, Summer estava de volta ao pequeno closet, puxando as roupas e enfiando-as dentro da mala já lotada. Elas se encontraram com os pais de Demi no Aeroporto Internacional de São Francisco uma hora depois e, ao abraçar o pai e a mãe, ela de repente desejou que pudesse deixar o trabalho de lado por mais alguns dias para poder se perder na magia da Disney com a família. Entretanto, estava novamente muito ocupada tentando ser inteligente para se permitir ter algum tipo de diversão, não estava?
— Você está linda, querida. — A mãe dela segurou-a na distância dos braços e estudou-a cuidadosamente antes de começarem a caminhar até o restaurante italiano no local, onde planejaram almoçar antes de os três pegarem o avião para Los Angeles. — Você encontrou alguém? - Ela podia ler a esperança nos olhos da mãe, sabia que, mesmo não tendo ficado feliz por Demi ter se casado tão cedo, também achava que Demi era muito jovem para viver sozinha. A mãe queria outro marido para ela, um pai para Summer e mais netos. De preferência no subúrbio de Minneapolis, onde poderia supervisionar todos eles.
— Não. - Ela sentiu os olhos da mãe sobre ela, perspicazes, e preparou-se para mais perguntas, mas Summer falou primeiro.
— A mamãe contou que aprendemos snowboard no fim de semana passado? Foi fantástico! - Demi forçou um sorriso.
— Bem, foi fantástico para Summer, pelo menos. Daqui para a frente, eu só quero saber de esquis.
— Joe disse que você só precisava praticar mais um pouco — Summer declarou, antes de puxar o avô para mostrar-lhe um dos animais de pelúcia de que ela tinha gostado em uma das lojas do aeroporto. A mãe levantou uma sobrancelha. 
— Quem é Joe? - Demi respondeu a pergunta o mais diretamente possível. — Ele é o bombeiro que nos tirou do prédio. A outra sobrancelha da mãe também subiu, e então ela pegou nas mãos de Demi e fechou os olhos por um momento, como se estivesse aliviada do terror de saber que quase perdera as duas. A mãe abriu os olhos de novo, brilhantes com lágrimas ainda não derramadas.
— Eu amo esse bombeiro. Com todo o meu coração.
— Mãe! Você nem o conhece. - Diante da reação de Demi, alguns estranhos viraram-se para elas.
— Sei tudo o que importa. Ele salvou meus bebês. - Deus, isso era exatamente o que ele tinha dito, que as pessoas só o enxergavam como bombeiro... e não como o homem que era fora do trabalho. Maravilhoso. Charmoso. Carinhoso. Bem-humorado. Sem falar que era o melhor amante que já existiu na face da Terra. A mãe interrompeu seus pensamentos com:
— Quer dizer que foram esquiar com ele?
— Não. — Ela olhou para o teto e admitiu: — Sim, mas foi um acidente. — A risada de Summer fez Demi olhar para a filha. — Summer fez uma pequena armação para que isso acontecesse. - Demi ficou surpresa ao ver o sorriso da mãe.
— Esta minha netinha é muito esperta.
— Eu não... — Ela fez uma pausa e mudou o rumo da conversa. — Não vamos mais vê-lo. - A sobrancelha da mãe voltou a subir.
— Por que não? Ele é feio? - Demi podia sentir-se enrubescendo.
— Não.
— Malvado? - Demi franziu o cenho.
— Não, claro que não.
— Ah, então ele não gosta de crianças?
— Está brincando? Ele adora crianças. — Ela só percebeu o que tinha dito depois que as palavras já tinham saído. — Veja bem — ela disse à mãe —, é complicado. Simplesmente não somos feitos um para o outro. - A mãe estudou-a meticulosamente mais uma vez.
— Querida, sei que não temos a mesma opinião sobre tudo, mas posso lhe dar um conselho? - Demi tentou não grunhir.
— Vá em frente.
— Sei que foi duro perder David, especialmente tão de repente, mas você foi mais do que forte para lidar com isso. Tão forte a ponto de ignorar meus inúmeros pedidos para que voltasse para casa. - Demi estava a ponto de abrir a boca para dizer-lhe, mais uma vez, que São Francisco era a casa dela.
— Eu sei, querida. Você está em casa. — A mãe deu-lhe um sorriso triste e disse que, apesar de não estar feliz, tinha ao menos aceitado aquilo. — Nunca vi você assim, nem mesmo quando estava com David. - A culpa tomou conta de Demi e a mãe dela deve ter percebido, pois lhe pegou a mão. — O pai de Summer era um homem bom, mas não era o único homem bom aí fora. Ele se foi, Demi. Não acha que já é hora de seguir em frente? Não acha que já é hora de se arriscar em uma nova paixão? - Demi olhou para o rosto sério da mãe. O que poderia dizer a ela? Ah, bem, mãe, obrigada pelo conselho maravilhoso, mas depois que Joe e eu fizemos sexo selvagem em Lake Tahoe, disse a ele para nunca mais entrar em contato comigo e com Summer. Felizmente, Summer e o avô voltaram exibindo um novo poodle de pelúcia cor-de-rosa na mala de mão, e então todos foram em direção ao restaurante comer macarrão e ouvir Summer falar sem parar.

Continua... Então, a maratona começar aqui, ok? Não vou fazer de 10 capítulos porque se não fico sem postagem para vocês, já que não estou tendo muito tempo para LSS porque estou estudando para o vestibular que é ainda este mês.. Beijos 

2.5.14

Mini Fic - Capítulo 15

Os dias de Joe passavam um após o outro, manchados de neve, enquanto levava seu corpo ao limite da resistência. Nem mesmo a mini-tempestade de neve que fez com que todos se aglomerassem para se manter quentes e secos dentro da hospedaria ao pé da montanha o impediu de sair. No entanto, não importava quanto tentasse, não conseguia parar de pensar na forma como Demi havia sido inflexível sobre não se verem novamente. As mulheres com quem dormia sempre queriam conversar sobre as coisas, sempre queriam tentar prolongar o relacionamento. Mas Demi não. Obviamente, a princípio, ele tinha a intenção de ficar longe dela. Sim, achou que sair com ela fosse o caminho para o abismo; mas isso foi antes de conhecê-la, antes de perceber que ela era muito diferente de Kate... e antes de provar os doces lábios de Demi enquanto seus corpos gozavam juntos em uma longa explosão do prazer mais puro que ele já tinha experimentado. Entretanto, por algum motivo, na manhã seguinte ele foi o único a repensar o “acordo” deles. Tudo o que Demi disse foi nunca mais e não. Joe raramente tinha ouvido não na vida. Principalmente das mulheres. Será que ela não percebia o que “jogar a toalha” significava para um cara como ele? Que era melhor ela ter lhe chamado para um desafio?
— Como está a neve? - Pela primeira vez em dois dias, o céu era de um azul-claro e o sol brilhava. Zach decidiu subir até seu apartamento nas montanhas, e os dois concordaram em pescar no gelo durante a tarde.
— Boa. - Eles não disseram mais nada durante o curto percurso até o lago coberto de gelo. Cada um levava uma cadeira dobrável, vara e caixa de iscas. Ao chegarem, cortaram dois buracos no gelo e sentaram-se na frente deles, com os anzóis balançando na água congelada. Pela primeira vez nos últimos dias, Joe parou para apreciar o silêncio. Ele sempre gostou das montanhas no inverno, mesmo quando tinha de atravessar condições inóspitas. Apesar de tudo, continuava pensando que preferiria estar ali com uma garotinha tagarela de 7 anos... e a linda mãe dela.
— Como ela está? - Quando o narcisista Zach tinha aprendido a ler os pensamentos? Joe não esqueceu o jeito como Zach tinha paquerado Demi na festa de Natal ou o fato de ele ter ido até a casa dela para trocar o pneu do carro.
— Não é da sua conta. - Sentado em sua cadeira de lona, Zach parecia surpreso.
— Você não sabe, não é? - Balançando a cabeça, o irmão dele continuou:
— Você não conseguiu nem mesmo tirar as calças dela antes que ela te desse um chute na bunda? - Joe voou da cadeira e deu um soco em Zach, jogando-o para fora da cadeira, sobre o gelo. O barulho da cabeça do irmão batendo no gelo era a melhor coisa que Joe tinha vivenciado nos últimos dias.
— Vou quebrar você no meio, seu babaca! — ele alertou, com uma voz ameaçadora. Zach estava em ótima forma, mas a profissão de Joe exigia que ele tivesse quarenta quilos de músculos.
— Tiozão. - Joe, porém, ainda ia fazer Zach pagar por flertar e por ter consertado o pneu do carro de Demi; assim, mesmo fazendo parecer que o deixaria em paz, Joe deu-lhe mais um soco na cabeça, juntamente com uma joelhada na altura dos rins.
— Vocês todos estão perdendo a cabeça — o irmão rugiu deitado sobre o gelo, mesmo depois de Joe ter voltado para a cadeira. — Kevin, Nick. Devia ter imaginado que você seria o próximo.
— Fique longe dela — Joe advertiu. — Demi não é para o seu bico. - Zach sentou-se devagar, passou as mãos na cabeça e depois sorriu, apesar da dor que claramente sentia.
— Talvez — ele respondeu —, mas você tem de admitir que ela tem uma bunda linda. - Joe sabia que o irmão tinha começado com um velho carro quebrado e transformado a Jonas Autos em um negócio multimilionário, mas, nesse momento, era o cara mais estúpido do planeta.
— Eu te avisei. — Joe fechou os punhos e se preparou para dar outro soco no rosto de Zach. Zach ergueu as mãos para cima novamente.
— É brincadeira! Foi só uma brincadeira. Juro por Deus que não pensei que fosse entrar nessa de novo. Não depois do que aconteceu com aquela não sei quem. - E Joe, que achava que o marido morto de Demi fosse o único fantasma entre eles, agora, de repente, percebeu que Kate também era, tanto quanto David.
— Quando Nick estava passando por aquela merda toda com Miley, pensei que o restante de nós tivesse combinado o jogo. Que é melhor pegar leve. Ser casual, divertido. Ainda mais você, depois do que aconteceu daquela vez com aquela garota, que tentou se matar na sua casa. - Zach parecia muito sério e Joe sabia que ele acreditava piamente naquela merda que estava falando. Uma semana antes, Joe teria concordado com ele.
— A Demi é diferente.
— Outro que caiu de cabeça. — Parecendo inconformado, Zach fez o som de um avião caindo do céu, espatifando-se no chão. Joe olhou fixamente para o irmão, mas ele não percebeu. Será que foi assim que o marido de Demi morreu? Quem contou a ela? Quando? Como? E como ela contou a Summer? Droga, Demi enxotou-o da vida dela antes que pudessem conversar. Joe queria saber mais sobre ela. Não só sobre a morte do marido, mas do que ela gostava de comer no café da manhã. Será que gostava de escalar montanha ou preferia andar de bicicleta? Será que tinha irmãs? Onde os pais dela moravam? Será que tinha um bom relacionamento com eles? Sim, naquela manhã, Demi o havia expulsado do quarto, mas ele também foi igualmente culpado pela quebra de comunicação entre eles. Assim como ele mal pôde enxergá-la através da nuvem espessa de fumaça quando a encontrara no apartamento dois meses antes, mesmo encontrando-a muitas vezes depois, não se permitiu vê-la pelo que realmente era. Em vez disso, disse a si mesmo que era melhor olhar para ela através da fumaça espessa criada pelo comportamento insano de sua ex. Ele não conseguia esquecer o que ela lhe disse enquanto faziam amor na cama do hotel. Por favor, faça amor comigo. Será que essas palavras foram somente pelo calor do momento ou queriam dizer algo mais? Eram palavras fortes e profundas o suficiente para, finalmente, começarem a cortar a fumaça espessa e escura que ainda restava do passado dele. E dela também. Joe fechou a cadeira, pegou a vara e a caixa de iscas e voltou para a caminhonete.
— Onde está indo? - Joe ligou o motor e Zach teve de correr atrás dele para jogar-se dentro da caminhonete, junto com seu equipamento de pesca, antes que o veículo começasse a derrapar pelo terreno gelado. Ignorando o irmão, Joe repassou tudo o que sabia até aquele momento. Demi tinha estabelecido o limite no gelo e não planejava mudar de ideia. E ele entendia de onde vinha tudo aquilo; de fato, tinha estado exatamente naquele mesmo lugar. Só que isso foi quando Joe ainda não tinha planejado ultrapassar os próprios limites também. Não até perceber, com alguma ajuda do irmão babaca, que o gelo estava sempre se mexendo. Ninguém nunca o expulsou do jeito que ela fez. E, com certeza, seu orgulho estava ferido. Dessa forma, sim, não poderia negar que fazer Demi mudar de ideia era um desafio. Entretanto, assim como ele não podia negar que adorava desafios, que encarar situações perigosas das quais outras pessoas fugiriam era exatamente o objetivo da vida dele, Demi era muito mais do que um desafio. Ela era uma mulher de carne e osso que ele não só desejava, como também admirava... e de quem gostava muito. Muito mais do que jamais gostou de alguém antes. Na verdade, gostava tanto dela que Zach provavelmente tinha acertado na mosca; gostar poderia já estar começando a se tornar algo muito maior do que isso. Eles derraparam tão rápido num canto congelado que seu irmão xingou em alto e bom som enquanto se agarrava à porta para não bater a cabeça no espelho retrovisor. Sentindo-se vivo pela primeira vez depois de sair do quarto do hotel de Demi quatro dias atrás, Joe sorriu. Ele já sabia, com toda a certeza, que Demi estava longe de ser como Kate. Agora, tudo o que tinha a fazer era achar uma maneira de convencê-la de que ele também não tinha nada a ver com o marido fantasma dela. Era hora de combater o fogo com fogo. O sorriso de Joe alargou-se diante do clichê dos bombeiros no momento em que pisou no freio na frente do chalé de Zach e atirou o irmão para fora, na neve. Joe já estava louco de saudades de Demi e Summer, e isso significava dizer que já havia passado tempo demais para colocar seu novo plano em ação.

Continua.. Oi, ai está mais um capítulo. Vou tentar fazer uma maratona, mas não posso garantir nada porque, provavelmente, vou ficar o final de semana sem internet.. Então na segunda eu começo a maratona se minha linda internet não for embora, ok? Comentem aqui e em LSS. Beeeeeijos! 

Capítulo 36

   - Nós só vamos para casa Joseph. – Demi aninhou o pequeno Daniel nos braços, ele finalmente tinha dormido depois que ela o alimentou. – Amor, é o melhor que nós podemos fazer. – Respirou fundo e olhou para o pequeno. – Hoje quando te tirei da piscina, Alex estava vindo em nossa direção. – Demi acariciou o rosto sereno do filho e olhou para Joe. – Em casa nós vamos ficar longe de confusões. E eu não quero que você.. você sabe. – Levou a mão até o rosto de Joe e ele fechou os olhos para sentir a caricia.

   - Eu iria me controlar. Mas se ele te olhasse.. – Joe fixou os olhos aos dela. Compreendia o motivo de Demi, ela queria o proteger de um futuro problema com a justiça.

   - Joe. – Demi deitou o pequeno na cama cuidadosamente e sentou-se colada a Joe. – Não quero que brigue com ninguém por mim. – Disse entrelaçando os dedos aos dele. – Não quero que se machuque, ou machuque alguém, por mais que esta pessoa mereça. – Joe riu assentindo. – Entenda meu amor, eu sou a sua mulher. Por mais que outro homem me olhe, isto não muda nada porque eu só quero estar com você. – Sentou-se no colo de Joe fixando os olhos aos dele. Acariciou o rosto e selou os lábios com um beijo de amor. – Confia em mim. Eu te amo. – Demi ofereceu-lhe um lindo sorriso e o abraçou fortemente. Não tinha porque ter ciúmes. Ela jamais iria trocar o amor de sua vida e seu filho por um homem ou qualquer coisa que fosse. Os amava com sua vida e nada mudaria aquilo.

   - Já que vamos para casa, você que conta para mamãe. Ela vai ficar furiosa. – Joe riu quando Demi o olhou com os olhos arregalados. – Você consegue, é uma mulher corajosa. - Joe a segurou pela cintura e beijou os lábios de Demi entre sorrisos e caricias.

   - Ei! – Demi riu quando a toalha “caiu” revelando seu corpo nu. – Você já teve o suficiente hoje. – Disse rindo enquanto enrolava-se na toalha. – Joe! Me solta. – Demi tentava se soltar nos braços dele, mas ele a prendia enchendo-a de beijos.

   - Eu te amo pequena. – Beijou a bochecha da amada carinhosamente e Demi quase derreteu. – Vai se vestir. – Deu-lhes um tapa na bunda quando ela se levantou. Os cabelos estavam emaranhados e aquele sorriso lindo nos lábios.

   - Você vai me ajudar com sua mãe. – Curvou-se para beijar os lábios dele. – Agora vai tomar banho porquinho. – Dito isto Demi correu para o closet enquanto ria da careta de Joe.

...

Daniel amava ser o centro das atenções. E principalmente quando chamava a atenção dos pais com suas quase-falas e seus sorrisos bobos. Joe estava sentando na borda da banheira e segurava-se para não rir do estado de Demi. Pobre coitada! Ela estava tomando seu terceiro banho a força. Dan era uma espoleta. Espirava água para os quatro pontos cardeais e achava graça quando levava uma bronca da mãe.

   - Joe! Ajude-me a controlar esse pequeno. – Dan aproveitou que a mãe estava distraída conversando com o pai e beijou-lhe o rosto. Um beijo babado e depois um sorriso de orelha a orelha. – Oh meu amor. – Demi sorriu para o pequeno e também o beijou no rosto. Um beijo carregado de amor e carinho que deixou o pequeno vermelhindo e com o coração batendo um pouquinho mais rápido..

   - Ei! Esta garota é minha. – Joe sorria enquanto observava o pequeno todo tímido e com um sorriso nos lábios. – Umm, talvez nossa. – Joe curvou-se para beijar o rosto do bebê.

   - Joseph! Deixe-me banhá-lo. – Demi controlou-se para não chorar como um bebê. Daniel segurava o rosto do pai com suas pequenas mãos e olhava nos olhos de Joe. Os olhos brilhando de inocência e amor, tentou falar, mas saiu só o “Amu papa”, ele tentava dizer “ Te amo papai”. Era tão fofo, ele dizia pausadamente como se tentasse pronunciar como os pais sempre diziam para ele.

   - Demi.. – Joe olhou para Demi e logo para o bebê. Mas Dan desviou o olhar para gritar um “Mama” e gargalhar. – Eu também te amo. – Joe beijou a bochecha do filho o fazendo rir.

   - Amor, pega a toalha dele. – Demi estava tão orgulhosa do seu pequeno. Ele estava crescendo.. – Quietinho. – Disse ao filho assim que o enrolou na toalha e o aninhou nos braços. Dan a olhava com os enormes olhos verdes e um sorriso bobo e apaixonado nos lábios. Ele era fascinado por ela.

   - Eu escolho a roupa. – Disse assim que saíram do banheiro. – As gatinhas do aeroporto vão pirar quando te ver garotão. – Dan riu enquanto Demi o secava.

   - Nada disso, meu bebê não arrumar nenhuma namoradinha. – Demi colocava a fralda em Dan. – Meu amor, não coloca o dedo na boca. – Dan adorava colocar o dedo do pé na boca. Sempre que dava, ou melhor, quando Demi não estava por perto, ele colocava o dedo do pé na boca.

   - Vamos vesti-lo juntos. – Joe a abraçou por trás para que os dois pudessem vestir o filho. – Ele está lindo. – Joe sorriu para o pequeno. Dan ficava uma gracinha de calça jeans de lavagem branca e sapatênis. Vestia t-shirt branca por baixo da camisa de manga comprida branca toda listrada de verde. Os cabelos estava penteados de lado.

   - Está. Mas precisa de um casaco. – Demi deu um selinho nos lábios de Joe antes de soltar-se dos braços dele. – Pronto. – Disse assim que vestiu o bebê com um casaco branco de capuz.

   - Cadê o patinho? – Joe o procurava com os olhos. Se aquele patinho sumisse Daniel iria fazer um escândalo como fizera da outra vez. – Demi! O patinho sumiu. – Disse desesperado.

   - Não sumiu, está na bolsa de Dan. – Disse rindo do desespero de Joe. – Vamos para casa. – Demi pegou o pequeno no colo. Estava com saudades de casa.

...

   - Não está chateada, está? – Perguntou depois de abraçar Denise. Dan não aguentava mais ser espremido a cada abraço caloroso da mãe.

   - Não. Eu queria que vocês ficassem, mas entendo o seu ponto de vista. – Não fora nada fácil conversar com Denise, mas depois de uma conversa à sos com Paul, Denise entendeu que Demi só estava tentando evitar o pior.

   - De qualquer forma, obrigado. – Demi a abraçou novamente.

   - Demi! – Demi sentiu um puxão em sua calça e olhou para baixo. Sorriu para a pequena Anne. O tempo passara tão rápido, daqui a uma semana Anne faria dois anos.

   - Oi meu amor. – Agachou-se ficando na altura de Anne. - Tenho que ir para casa. Mas nós duas vamos para o shopping fazer compras, tudo bem? – Anne a olhava com os olhos azuis cheios de dúvida.

   - Dan! – Apontou para o pequeno que brincava com o colar da mãe.

   - Ele não vai, mas posso leva-lo para casa da mamãe para brincar com você. – Anne sorriu para Demi e a abraçou. – Fala para a mamãe que a Demi disse que é para ela deixar você passar um mês com a irmã mais linda e legal do mundo. – Sussurrou para a pequena. Anne balançou a cabeça e saiu correndo atrás de Dianna. Adorava ficar com a irmã. Demi a mimava ao contrário da mãe.

   - Demi, Nick está esperando. – Demi assentiu. Agradeceu Denise e Paul mais uma vez, e pediu desculpas pela confusão que tinha causado. Despediu-se de todos e entrou no carro.

   - Como está se sentindo? – Perguntou para Nick. Ele dirigia tão calado. Achara estranho Joe não conversar animadamente como sempre fazia.

   - O que? – Demi franziu o cenho. Nick estava em outro planeta, só poderia ser.

   - O que mais poderia ser? Estou falando da gravidez da Miley seu bobo. – Demi e Nick tinham uma amizade como nenhuma outra. Nick era como ela. Apaixonado pela música. – Você está feliz, certo? – Perguntou sorrindo.

   - Você não faz ideia. – Sorriu de canto. Nick estava tão feliz. Aquela simplesmente foi a melhor noticia de toda a sua vida. – Nós queríamos tanto um bebê. Parece que veio na hora certa. – Demi sorriu para Dan, lembrando-se de quando descobriu que estava grávida.

   - Quer menina ou menino? – Joe perguntou depois de alguns minutos em um silêncio tenso, pelo menos para ele e Nick. Demi brincava com Dan e nem percebia a tensão.

   - Ainda não sei, mas acho que não tenho preferência. – Os dois sorriram. O clima melhorou bastante. Joe sabia que tinha que se controlar porque se dependesse dele todo marmanjo que olhasse para Demi iria apanhar. 

Seguiram caminho até o aeroporto escutando as músicas do rádio e as gargalhadas de Dan e Demi.

 O aeroporto estava longe de paparazzi para a tranquilidade de Demi. Só de lembrar dos olhos marejados do pequeno no aeroporto de LA, o coração de Demi quebrava em mil pedaços.

   - Você não vai adotar o cachorrinho? - Nick e Demi caminhavam lado a lado, já que Joe ficou de ligar para avisar para os seguranças que iriam chegar naquela madrugada.

   - Não posso levá-lo. Não agora. - Demi tinha um sorriso misterioso no lábios..

   - O que você vai aprontar? - Nick sorriu para ela. Mas logo Joe aproximou-se deles.

   - Amor, nosso voo já está saindo.

   - Obrigado por nos trazer Nick. - Demi o abraçou calorosamente, o rapaz hesitou, mas a abraçou. - Cuide da Miley. - Demi beijou a bochecha de Nick o deixando vermelho. Céus! Joe lutou contra si mesmo para não avançar contra Nick.

   - Tchau Nicholas. - Joe apenas apertou a mão do irmão e saiu puxando Demi.

   - O que foi? - Perguntou ajeitando o pequeno nos braços.

   - Nada, só não podemos nos atrasar. - Mal a olhou. E pelas feições de Joe, ele estava chateado. Acomodaram-se em total silêncio. Dan dormia no braços de Demi e Joe estava tão quieto que chegara a ser estranho.

   - Não está com ciúme, está? - Sussurrou no ouvido dele depois de alguns minutos o observando. - Sou apenas sua. - Mordeu-lhe o lóbulo da orelha.

   - Eu não estou com ciúmes. - Disse entredentes. Bem, ele só estava chateado por Demi ter beijado o rosto de Nick. E por ele ter a visto totalmente nua.

   - Está sim. - Beijou o pescoço de Joe e a aeromoça os olhou feio. - Foi só um beijo no rosto. Você já ganhou beijos em outros lugares. - Sussurrou o provocando. Joe não pode evitar um sorriso, alcançou os lábios dela com os dele e a beijou.

   - Talvez um pouquinho.. - Joe olhou rapidamente para saber se tinha alguém os vigiando. - É melhor você ficar quietinha, se não vamos ser expulsos do voo. - Joe deu um selinho nos lábios de Demi e os dois riram quando a aeromoça passou por eles. - Quieta. - Sussurrou nos lábios dela beijando a novamente.

Continua.. Oi! Ficou pequeno, mas foi o que saiu.. Enfim, não está muito legal, mas espero que vocês gostem. Beijos. 


Mini Fic - Capítulo 14

Demi deixava Joe absolutamente maluco. A ponto de, mesmo ciente de que a estava esmagando, não conseguir mexer um só músculo, deitado e espalhado sobre ela, respirando ofegante na curva de seu pescoço, úmido de suor. Ela também estava ofegante, e isso não o surpreendia, tendo em vista toda aquela transa, que, no mínimo, tinha sido uma atividade física tão desgastante quanto qualquer coisa que fizesse como bombeiro. Joe geralmente vencia o fogo; seu trabalho era um dom, e todos os dias, quando ia trabalhar, sentia um imenso senso de satisfação com a vida que havia escolhido. Entretanto, nenhum triunfo sobre o fogo o tinha deixado tão satisfeito antes. E era por isso que, independentemente de quantas vezes pensasse na ideia de apenas uma noite com Demi, seu cérebro não conseguia se acostumar com isso. Ele não se esquecera do que combinaram no apartamento dela, mas isso não significava que não devesse levar em consideração o que acabara de acontecer entre eles. Levantando-se devagar de cima das curvas macias e doces dela, ele a olhou nos olhos, ainda inebriados pelas sensações do pós-orgasmo. Ele sorriu para ela, a mulher linda de quem nunca iria se fartar, e disse:
— Bom dia! - Duas pequenas palavras foram o tempo necessário para Demi passar de dócil e relaxada para rígida, tensa e fria. O homem das cavernas dentro de Joe quis mantê-la presa ali debaixo dele na cama. Em vez disso, forçou-se a deixar-se escapar. Ela alcançou a primeira peça de roupa que conseguiu encontrar. Joe não teve certeza se ela sabia que tinha pegado a camisa dele, que estava se enrolando nela. A única coisa de que tinha certeza era o fato de Demi estar desesperada para se afastar dele. Em seus dez anos levando mulheres para a cama, elas só queriam ficar mais perto de Joe. Tentavam achar alguma maneira de passar mais tempo com ele; faziam de tudo para seduzi-lo. Duas delas até tiveram a esperança de ganhar um anel de noivado. Nenhuma jamais quis se afastar dele. Até agora. Quando Demi se dirigiu até o canto do quarto, com as costas na parede, agarrando a camisa dele bem apertada em volta do corpo, ela finalmente parou e olhou-o com olhos arregalados e assustados.
— Isso não pode acontecer mais. — Ela balançou a cabeça, e o cabelo no qual os dedos de Joe se enroscaram alguns segundos antes caíam sobre os ombros dela feito seda amarrotada. — Nunca mais. - Joe saiu da cama e colocou a cueca para ganhar tempo para pensar antes de responder. Quando estavam no apartamento dela, a conversa sobre ficarem longe um do outro fazia sentido. Todo o sentido. Mas agora... bem, não havia absolutamente nada de normal em manterem distância. Depois de vestir a calça jeans de volta, ele virou-se para aquela linda mulher observando-o com cautela e respondeu:
— Nunca é tempo demais. Especialmente depois... — Ele apontou para a cama. — Me parece que, em vez de dizer nunca, deveríamos estar conversando sobre as coisas. - O choque no rosto dela era maior do que o medo cheio de cautela.
— Conversar sobre o quê, Joe? - Joe não ficou feliz ao ver que o nome dele nos lábios dela já não soava mais do jeito que ela o pronunciou, como uma prece, quando estava prestes a gozar embaixo dele.
— Parece que temos muita coisa para conversar, Demi. - Ela encolheu-se com o jeito que Joe pronunciou seu nome, como uma carícia, como se ainda estivessem juntos na cama, em vez de estarem em lados opostos do quarto jogando a palavra nunca de um lado para o outro.
— Não — ela insistiu, agarrando-se ainda com mais força à camisa dele. — Só porque nós... — Agora foi ela quem olhou para a cama. — Nada mudou.
— Tudo mudou. — Ele não queria forçá-la dessa maneira, mas também não gostava nada do jeito que ela o estava pressionando.
— Sim. OK. Tudo bem. — Cada uma das palavras saiu cortada, como se tivessem escorregado dos lábios dela, inchados de tanto beijar. — Fizemos sexo. E foi ótimo, mas...
— Mais do que ótimo.
— Você venceu — ela continuou, com voz firme, como se estivessem em lados opostos de uma guerra, em vez de estarem juntos tentando descobrir qual direção seguir a partir de agora. — Foi mais do que ótimo, mas isso não muda nada. Você ainda é você e eu sou eu. Isso significa que nunca, nunca mais, pode acontecer de novo. - Tudo o que ela queria é que ele concordasse. Ele era capaz de ver isso; e, poucos minutos atrás, enquanto faziam amor, tinha prometido que faria qualquer coisa por ela. Mas como ele poderia concordar com nunca mais?
— Me fale sobre ela — Demi pediu de repente. — Sobre a vítima que você salvou. Aquela que namorou e que não deu certo. Qual era o nome dela? Qual era a profissão? Qual era a cor do cabelo dela? - A surpresa de Joe diante das perguntas dela foi aguçada pelo fato de saber aonde ela queria chegar: queria forçá-lo a lembrar-se das razões para se afastar dela. Provavelmente, antes de lembrá-lo das próprias razões dela: o marido que havia morrido durante seu trabalho perigoso e que a deixou sozinha com a filha.
— Kate. Professora. Escuro. - Joe observou-a cuidadosamente enquanto respondia às perguntas. Por mais que ela dissesse que o queria fora de sua vida, na cabeça dele não havia dúvidas de que Demi odiava tentar fazer uma imagem mental da ex dele. Da mesma forma, ele odiava pensar nela nos braços do pai de Summer, com um ciúme ridículo de um homem morto, agora que sabia do carinho, da paixão e da doçura que Demi tinha para dar.
— O que aconteceu? Como você a salvou?
— Foi um incêndio num apartamento.
— Como o meu? - Ele balançou a cabeça. 
— Não, longe de ser tão ruim quanto o seu. — Kate, porém, estava chorando, tremendo, tão assustada que ele a tomou nos braços e não a soltou até a ambulância chegar.
— Como vocês começaram a namorar? - Ele não queria lhe dizer a verdade, mas sua mãe não o ensinou a mentir.
— Ela foi até o quartel. Para me agradecer. - Demi enrubesceu.
— Claro que sim. Eu deveria ter adivinhado.
— Ela era completamente diferente de você.
— Certo — ela disse com a mesma voz seca, muito diferente do tom carinhoso e rouco de quando implorava para fazer amor com ela. — Muito estranho como a situação toda é parecida. — Os olhos dela estavam muito brilhantes quando olhou de volta para ele. 
— Ela também tinha uma filha?
— Não. Ela era muito nova; só tinha 20 anos. Ainda na faculdade.
— Ela era bonita? — Ela ergueu a mão. — Não. Não responda a essa pergunta. É claro que era bonita. — Ela respirou fundo. — Então, o que aconteceu?
— Nós terminamos. - De repente, a mulher forte voltou à tona. 
— Você me disse, e eu abro aspas, “nunca dá certo”. Por que não?
— Ela era muito nova. Nós dois éramos.
— Com certeza — ela continuou. — Acredito nisso. Mas tenho certeza de que essa história toda entre bombeiro e vítima é muito maior do que só você e Kate e sobre o quanto eram jovens. — Ela parecia sentir gosto de coisa podre quando pronunciou o nome da ex dele. — Quero que me diga exatamente por que ficar com uma vítima de incêndio que você salvou em uma situação tão horrível não funciona. Quero ouvir por que nunca dá certo. - Que droga! Este era o problema com mulheres inteligentes. Elas sabiam como colocar um homem contra a parede.
— Sabe por que sou bombeiro?
— Porque gosta de ajudar as pessoas. — Ela parou um pouco, então levantou o queixo, desafiante. — E também adora a adrenalina do perigo.
— A maioria das pessoas, assim que fica sabendo o que eu faço para viver, só consegue enxergar isso. O bombeiro. — Que droga, ele não queria contar isso a ela, especialmente quando sabia o que ela faria com tal informação. Justo nesse primeiro momento em que a vida deles está na berlinda...
— É tudo o que conseguem ver. - Ele não estava surpreso por ela entender.
— Mas ninguém pode ser herói vinte e quatro horas por dia.
— Claro que não. - Joe deveria saber que ela enxergaria tudo, que ouviria tudo o que ele não estava dizendo, pois, apesar de querer que ele fosse embora, Demi o observava cuidadosamente enquanto falavam sobre a ex dele.
— Tem mais alguma coisa nessa história, não tem? - Que merda! Ele não queria contar isso a ela, não queria falar sobre isso nunca mais. Nem a família dele sabia o quanto as coisas tinham ficado ruins com Kate. Só Zach, que estava com ele quando a encontraram.
— Ela não aceitou muito bem o término do namoro. - Os olhos de Demi se arregalaram e, por um momento, ele achou que ela fosse vir para cima dele. Em vez disso, simplesmente perguntou:
— O que aconteceu, Joe? - Ele engoliu em seco, relembrando aqueles minutos terríveis quando encontrou Kate sangrando em sua casa, como se tivesse acontecido há cinco minutos, e não há cinco anos.
— Ela disse que não conseguia viver sem mim. Que eu era a única razão de ela ainda estar viva. Eu a encontrei em meu apartamento bem a tempo.
— Joe. — A voz de Demi era profunda ao pronunciar o nome dele. — Meu Deus, como ela pôde fazer isso com você? - Como Joe teve de se perguntar — ele pôde comparar essa mulher forte e magnífica na frente dele com a garota estúpida que tinha namorado cinco anos atrás?
— Você não tem nada a ver com ela, Demi — ele ressaltou, acreditando ainda mais a cada vez que repetia isso. — Você é forte, ela não era. Você não está procurando ninguém para cuidar de você. Pelo menos eu acho que não. — Ele fez uma pausa, pesando as palavras com cuidado antes de dizê-las: — Isso era tudo o que ela queria de mim.
— Sinto muito, Joe, sinto muito por ter passado por isso. — Ela balançou a cabeça. — Não é à toa que você impôs essa regra sobre suas vítimas de incêndio. Faz todo o sentido. — Ela piscou. — Eu teria seguido as mesmas regras. E nunca as quebraria. Por ninguém.
— Demi — ele começou, mesmo sem saber o que iria dizer a ela. Tudo o que sabia era que ela tinha de parar de colocar tudo em pratos limpos. Ela tirou a mão da camisa dele e fez a clássica posição de “pare”.
— O fato é que você salvou minha vida. E a vida da minha filha. Nunca poderei esquecer o que fez por nós. Tem razão em dizer que eu nunca faria uma coisa dessas com você, mas como posso parar de vê-lo como um herói depois do que fez por nós? — Ele não deu nenhum passo em direção a ela e, então, Demi abaixou a mão. — Você sempre será um bombeiro fantástico que arriscou a vida por mim, Joe. - Droga. Tudo o que ela disse fazia sentido, mas todos aqueles momentos em que eles não conversaram também faziam sentido. Tanto sentido que ele ainda não conseguia entender a magnitude dos fogos de artifício que se acenderam e explodiram entre os dois. — Você merece ficar com uma mulher que veja você por tudo o que é. — Ela engoliu em seco. — E eu mereço uma vida longa com um homem que não está fadado nem comprometido a correr atrás do perigo. Não posso passar de novo pelo que passei com David. Simplesmente não posso. Por favor — ela pediu, baixinho —, não torne isso ainda mais difícil para nós dois. Tivemos uma noite maravilhosa. — Ela olhou para fora da janela. — E parte da manhã também, e isso haverá de ser suficiente. — Virou as costas para ele. — Preciso fazer o check-out do hotel e buscar a Summer daqui a pouco.
— Vai embora agora de manhã?
— Vou. Assim que pegar a Summer.
— Posso falar ciao?
— Ciao — ela respondeu, fingindo não o entender, de propósito. Joe já tinha ouvido falar em coração partido muitas vezes, mas nunca tinha entendido, até aquele dia. Só de pensar no restante da semana em Lake Tahoe sem Demi e Summer, já sentia o peito partir, bem no meio.
— Summer vai querer saber o que aconteceu.
— Você saberá lidar com isso — ela disse, em voz baixa. — Por favor, não use minha filha para tentar me convencer a mudar de opinião sobre nós. - Ele realmente saberia lidar com isso? Quais regras teria de quebrar para ter a chance de ficar com essa mulher? As dele? As dela? Todas? De repente, ela percebeu que estava vestindo a camisa dele. Um som de consternação saiu dos lábios dela enquanto apertava a camisa ainda mais contra o corpo.
— Você precisa da sua camisa. - Joe sabia que deveria dizer que precisava da camisa para voltar ao quarto. Exceto isso, deveria virar-se e deixá-la tirar a camisa com privacidade. Apesar de muitas vezes ter sido chamado de herói, agora ele era só um homem. E, se estava sendo enxotado da vida dela, se nunca mais era tudo o que tinha a esperar pela frente, queria olhar para ela pela última vez. Ter a última oportunidade de gravar na memória a mulher mais linda que já conhecera.
— Sim, se eu for embora, acho que vou precisar da camisa. - Ela piscou, assustada.
— Não percebi que tinha pegado. — Ela mordeu os lábios e enrubesceu ao pensar em ficar nua na frente dele de novo. Como se não quisesse que Joe pensasse que ela vestira a camisa dele de propósito, por querer uma parte dele em volta dela, ela continuou: — Era o que estava mais perto da cama. - Alguns pensamentos passaram pela cabeça dele de uma vez só. Ele queria puxá-la até ele, levá-la para cama e fazê-la lembrar de quão eram bons juntos. Queria dizer a ela que também não tinha parado para pensar nisso, que não entendia aquilo tanto quanto ela, mas que não se importava. Queria trazer o marido dela de volta, queria apagar o fantasma da vida dela, assim poderia, ao menos, disputar o jogo em pé de igualdade com o cara. Gostaria de se transformar em um homem que gostasse de ternos, baias de escritório e computadores. Quando Demi começou a vir na direção de Joe, porém, ele não conseguiu fazer nada daquilo. Tudo o que conseguia fazer era olhá-la, absorvê-la, memorizar cada linha e cada contorno daquele rosto lindo. Os olhos dela estavam muito brilhantes, mas os ombros estavam para trás e o queixo para cima, quando saiu do canto do quarto. Desde o primeiro momento em que a viu, Joe sabia como ela era corajosa. Nada havia mudado desde então, nada, exceto perceber quanto havia de doçura, bondade e carinho além de toda aquela coragem. De toda aquela força. Ela abriu a camisa e deixou-a despencar dos ombros. Os lábios dela estavam levemente abertos, os olhos bem abertos, a pele corada. Faíscas saltaram entre eles, e Joe sabia que nem todos os nunca mais do mundo seriam capazes de arrefecer a química entre eles. Completamente nua de novo, Demi pegou a camisa com uma mão e devolveu-a a ele.
— Aqui está. - Ele pegou a camisa da mão dela, e seus dedos se tocaram. Ele esperou ela se virar para pegar as roupas do chão, para se cobrir com alguma coisa, qualquer coisa. Em vez disso, ficou parada, nuinha diante dele.
— Nunca — ele disse suavemente, precisando retomar aquela palavra e virá-la do avesso. — Nunca vi ninguém tão linda quanto você. - Ela colocou as duas mãos sobre o coração, como se tentasse segurá-lo lá dentro. 
— Por favor. - Uma palavra nunca teve tantos significados em potencial, mas Joe sabia que o quarto corria perigo de pegar fogo novamente se ele ficasse para tentar descobrir o significado desse “por favor”; se estava implorando para que ele ficasse... ou implorando para que ele fosse embora. Como bombeiro, tinha aprendido desde o começo de sua carreira a hora certa de entrar mais fundo nas chamas... ou de recuar para avaliar a situação. Joe forçou-se a vestir a camisa, andar até a porta, abri-la e sair do quarto. Mas recusou-se a dizer adeus. Ela tinha feito a coisa certa. A coisa mais sensata. A única coisa que poderia fazer em sã consciência como a mãe de uma garotinha que já perdera um homem importante na vida. Entretanto, nenhuma das verdades fez a saída de Joe doer menos. Sobretudo quando ela também sabia que possivelmente acabara de fazer a coisa mais estúpida da vida por ter dormido com ele, para começar... por ter se comportado exatamente como as outras garotas do quartel, loucas por uma chance de ir para a cama com um bombeiro. Demi não sabia quanto tempo tinha passado, parada no meio do quarto do hotel, nua, perdida. Vazia. O som do chuveiro aberto no quarto de cima a arrastou de volta à realidade. Sua noite de fantasia terminou. As fantasias, afirmou a si mesma, eram como sobremesas. Deliciosas, mas não se pode comer chocolate e chantilly em todas as refeições sem passar mal. Finalmente, Demi tirou as mãos do peito e passou-as pelo cabelo. Era hora de voltar à vida real, à vida que amava, com uma pessoinha de 7 anos de idade que a mantinha alerta. Quando entrou no chuveiro, Demi disse a si mesma que agora tudo voltaria ao normal e que ficaria bem. Mais importante do que tudo, agora que havia tomado a difícil decisão de ficar longe de Joe, e seu coração, e o de Summer também, estariam longe do perigo. Uma hora depois, ela estava em frente ao chalé de Julie, tocando a campainha e tremendo de frio.
— Demi, bom dia! Bem na hora. Entre e tome café da manhã conosco. - Ela abriu um sorriso.
— Obrigada. — Ela não conseguiria comer nada, já sabia disso. Entrou no chalé aquecido e, mesmo não estando mais na neve, ainda se sentia congelada. Só quando Summer, como uma macaquinha, veio se pendurando pela escada que subia pelo loft é que o coração de Demi finalmente voltou ao tamanho normal.
— Oi, mamãe! Me diverti muito ontem à noite! - Dessa vez foi um pouco mais fácil dizer a si mesma que tinha tomado a decisão correta... e que as duas ficariam bem. Sem Joe Jonas na vida delas.

Continua... Demi é durona mesmo.. Mas ela tem bons motivos.. Espero que gostem do capítulo e muito obrigado pelos "Fique bem". Ontem eu fui ao médico, e, graças a Deus, está tudo bem, mas tenho uma série de exames pela frente.. Amanhã tem LSS, eu acho... Beijos e comentem bastante que eu penso na HIPÓTESE de um, talvez, maratona da mini fic.