9.2.16

Capítulo 1 - Verdade


Central Park, Manhattan, Nova York – Estados Unidos – 05:30PM


   - Será que a gente pode conversar sobre outro assunto? – Bufou irritada ao telefone um pouco alto demais recebendo olhares estranhos das pessoas que caminhavam pelo parque. – Mãe! – Rugiu com desgosto e acabou esbarrando num estranho que a olhou feio no mesmo instante em que o vento que soprou forte bagunçou-lhe os cabelos lisos e castanhos. – Eu estou correndo com a Sel no Central Park mamãe. – Disse tentando ser o mais paciente possível com a mãe, que apenas disse “É o encontro perfeito para você, querida, ele é rico e maravilhoso”. – Me poupe. Eu não vou, tenho que trabalhar mais tarde. – Desligando a tela do celular com raiva, Demi colocou o aparelho na braçadeira e gesticulou as mãos para que Selena tirasse os headphones.

   - Era a sua mãe? – Desconfiou Selena analisando as feições de Demi que franziu o cenho e pôs-se a correr ao lado da amiga tentando não pensar na mãe e em todas as ideias malucas da mulher.

   - Como você sabe? – Não tem como não saber, pensou Selena. As duas eram amigas desde o colegial, estudaram na mesma faculdade e trabalhavam na mesma empresa. Eram como carne e unha, só que a vida de Selena era normal, contrária a de Demi, que por mais que já era uma mulher adulta, a mãe ainda tentava se manter no controle como se ela fosse uma garotinha confusa. – Eu não quero falar sobre ela. – Dianna Hart tinha muito em comum com a falecida mãe, Amélia Hart. As duas gostavam de luxo, porém não faziam esforço algum para consegui-lo além de seduzir homens ricos para sustentá-las. - Terceiro domingo de junho. – Murmurou fechando os olhos castanhos e quando os abriu focalizou os de Selena fitando-lhe com compaixão.

   - Demi. – Selena murmurou sem saber ao certo o que dizer. Demi não a culpou, acelerou o passo ao subir a rampa da ponte e disparou na frente colocando uma música qualquer para tocar no último volume. Selena tinha um pai presente e amoroso e uma mãe que compreendia as suas vontades e os seus sentimentos e apoiava os seus relacionamentos, ao contrário de Dianna que sempre tentava arrumar “bons” partidos para ela e insistia que rosa era a cor que uma mulher deveria se orgulhar, não cores como azul e verde, as preferidas de Demi. – Demi! Calma. – Quando Selena alcançou a amiga e a puxou pelo braço, recebeu um olhar feio de Demi que imaginou que algum engraçadinho a assaltaria naquela hora do dia ou algo do tipo já que a sorte sempre estava ao lado dela, para não dizer o contrário. – Eu juro que entendo. – Disse Selena fixando os olhos aos olhos castanhos e cansados da amiga. Demi estava tipicamente corada por conta da corrida e porque estava chateada.

   - Desculpa. – Murmurou fitando os tênis de corrida. – Eu estou sendo chata. – Desacelerando o passo, Demi enlaçou o braço de Selena ao dela e choramingou. Agora ela era chata e dramática.

Demi era uma mulher forte e determinada, porém tudo que acontecia na vida sentimental tinha uma pequena probabilidade de dar certo. Quando a jovem ainda era uma adolescente e decidiu que seguiria a carreira de Designer Gráfico, a avó materna, e a única que conhecia, quase surtou e fez de tudo para que Dianna, mãe de Demi, impedisse que a adolescente engatasse na faculdade. O que não aconteceu, diferente da mãe e da avó, Demi não queria ter toda a atenção masculina para si e luxo não fazia o seu estilo de vida por mais que a mãe e a avó a criou para ser uma verdadeira “socialite” com direito a roupas de grife e tudo mais. A personalidade era forte, Demi recusara todas aquelas coisas banais do mundo da mãe e da avó para viver como uma adolescente comum. Adorava livros, séries, comer besteiras com Selena, gostava de ir ao cinema, assistir peças e musicais, andar pelas ruas movimentadas de Manhattan vestida com seus moletons que eram grandes demais e o melhor, adorava namorar.


 Bem, a lista de namorados de Demi era realmente grande, tudo começou no colegial quando teve o primeiro beijo com o garoto de seus sonhos. Ah! Carlos era perfeito e foi o primeiro namorado, mas meses depois ela o flagrou na cama com uma das piranhas do grupo das líderes de torcida. Depois veio André, um verdadeiro galã em um uniforme feio de entregador de pizza. Foi paixão na certa, e naquela época Demi deveria ter engordado pelo menos cinco quilos, pois praticamente todos os dias a menina pedia pizza quando a mãe saía para curtir a noite e voltava para casa Deus sabe lá quando. E foi numa dessas noitadas de Dianna que durou praticamente uma semana que Demi perdeu a virgindade com André no cômodo que ficava debaixo da escada do apartamento. 

O namoro durou pouco mais de um ano e meio e eles terminaram com a chegada da bendita carta. A menina tinha sido aprovada no curso dos sonhos e não teve quem a impediu de seguir caminho. Com a ajuda da mãe e um emprego temporário, Demi alugou um apartamento próximo ao campus da faculdade junto com Selena. Dividiam as despesas e engataram nos estudos. Os namoros de Demi passaram de simples rolos a intensas paixões. Teve Marcus, Paulo e Gabe. E os três partiram o coração da jovem já de vinte anos. Meses depois Amélia faleceu de ataque cardíaco em seu próprio apartamento. Tudo bem, a velha não tinha sido uma boa avó e muito menos uma boa influência, mas Demi a amava e chorou por uma semana nos braços de Selena. 

Então as manipulações de Dianna começaram.  filha era jovem e muito bonita, homens ricos e pobres mostravam interesse na menina, o que já não acontecia mais com Dianna.. Demi começou a perguntar pelo pai, o que sempre deixava Dianna terrivelmente irritada. Quando era menina Demi sempre perguntava sobre o homem que a gerou, mas quando entrou na puberdade se esqueceu do pai por conta da vida conturbada de adolescente que tinha. O jeito foi manipular a moça como Amélia fez muito tempo atrás. E Dianna conseguiu convencendo a filha a se encontrar com um velho amigo e cliente, um empresário de pouco mais de vinte e nove anos, dizendo a menina que o homem estava apaixonado por ela, claro, uma tremenda mentira que Demi acreditou e aceitou se conhecer o amigo da mãe porque Dianna a seduziu com falsas histórias de amor e mentiras sobre o pai. 

Com o primeiro encontro que armou, Dianna conseguiu um bom e gordo dinheiro. Outros encontros aconteceram sem sexo, porém a farsa não durou muito tempo, Demi era esperta, desmascarou a mãe e novamente chorou por uma semana nos braços de Selena. Ficou arrasada e alguns meses depois quando voltou a falar com a mãe exigiu que Dianna explicasse tudo desde o início e o que suspeitava desde que passou a entender o mundo e suas complicações era verdade. A mãe a avó se vendiam por dinheiro. O baque foi tão forte que na época, ao invés de chorar nos braços de Selena, Demi chorou nos braços de John, o atual namorado. Os boatos correram rápido pela faculdade e a sorte de Demi era que faltava apenas um semestre para se formar. John era um traidor e o pior, a difamou por toda a faculdade.

Completou vinte e um anos, trabalhava e finalmente se formou. As boas notas e o ótimo currículo recheado de atividades acadêmicas extras e estágios foram a chave para que ela conseguisse uma vaga como Designer na maior empresa de TI dos Estados Unidos, a Gyllenhaal. Um ano depois Selena também tinha sido aprovada e as duas amigas trabalhavam juntas. Dona do próprio nariz e do apartamento que comprou com muito esforço, Demi resolveu que daria um tempo aos namoros intensos e focaria no trabalho, o que, pela primeira vez, estava dando certo.


   - Por que você não pergunta a ela? – Pelo olhar que recebeu Selena soube que Demi não perguntaria a mãe nada sobre o pai.


   - Eu não quero nada dela. – Disse com desgosto. – Eu só queria saber quem ele é, se ele a amou e porque nunca entrou em contato. – Demi procurou o pai na internet e em cemitérios da cidade, porém não havia nenhuma informação sobre o homem. A única coisa que sabia sobre o pai era que o nome dele era Inácio Edward Lovato. Nada mais. As suas características físicas deveriam ser herdadas pela família dele. Os cabelos eram castanhos e lisos, diferentes dos da mãe e os da avó que eram loiros e encaracolados. A pele era branca e rosada, o rosto tinha sardas e os lábios eram avermelhados e carnudos. Dianna era branca amarelada, não tinha sardas e os lábios eram normais e pálidos. Já Demi era baixinha de um metro e cinquenta e nove, tinha o bumbum avantajado, coxas grossas e seios médios e firmes. A mãe era apenas seis centímetros mais alta que ela e não tinha metade de suas curvas. Demi se orgulhava de quem era e por mais que não soubesse nada a respeito do pai, nutria um amor secreto por ele e acreditava que o Sr. Lovato era a sua única faísca de felicidade naquele mundo já que a mãe, a avó e os homens que se envolvia sempre a decepcionava. – Mais um dia dos pais sem saber quem ele é, Sel. – Selena respirou fundo e abraçou a amiga. O instinto maternal sempre falava mais alto quando o assunto era Demi. Selena a protegia como podia e odiava quando a amiga desabava em lágrimas. Como alguém poderia ser tão cruel com ela? Demi era a mulher mais doce e amorosa que Selena conhecia.


   - Você sabe que pode jantar lá em casa, o papai te considera como uma filha. – Em todo terceiro domingo de junho Demi sentava-se a mesa dos Gomez para comemorar o dia dos pais, mas naquele ano ela queria fazer diferente.


   - Hmm, eu sei. – Murmurou pensativa. – Vou confrontá-la Sel. – Disse minutos mais tarde ainda caminhando de braços cruzados com Selena.


   - Você tem certeza? – Perguntou Selena com um mau pressentimento em relação àquela história. Dianna não era flor que se cheire e poderia tentar manipular Demi com um de seus truques sujos, não era à toa que ela não gostava da mulher.


   - Eu quero saber quem ele é. – Aquele tom de determinação indicava que a história não acabaria nada bem. – Vou pensar melhor, talvez hoje mesmo.. – Ótimo! Selena revirou os olhos ao comprovar o que pensara. Ela conhecia aquele olhar e aquele sorrisinho de Demi.


   - Ah não, você não vai sair com aquele cara. – Disse Selena a arrastando pelo braço ao ver que já era tarde demais, Demi já trocava sorrisos significativos com o rapaz que conversava com um amigo olhando na direção delas próximo ao carrinho de sorvete alguns metros de onde elas estavam.


   - Sel, ele é um gato! – Insistiu olhando para a amiga, mas o sentido estava no rapaz atlético, forte e moreno! O tipo preferido de Demi.


   - Demi! Não, você não ousaria a me deixar aqui sozinha. – Selena farejava problema. Demi se apaixonaria e acabaria de coração partido, era sempre assim com todos os bonitões e fortões.


   - Ele está vindo para cá, vai comprar alguma coisa. – Disse Demi tentando se livrar da amiga, mas Selena revirou os olhos e enlaçou o braço ao de Demi encarnando a amiga mãe protetora.


   - Oi meninas. – O rapaz esboçou um sorriso galã para Demi e cruzou os braços sobre o peito forte claramente se exibindo.


   - Pode dá meia volta, ela já tem namorada. – O rapaz era realmente um gato, mas Selena sabia que Demi não encontraria o pai de seus filhos no Central Park àquela hora da tarde e ainda mais com aquele sorriso mancha calcinha que deveria levar todas as mulheres para a cama e depois descartá-las como objetos.


   - Eu não acredito que você disse isso! – Disse Demi quando o rapaz deu as costas a elas tão frustrado quanto ela. – Selena! Qual o seu problema? Namorada¸ sério? – Perguntou revoltada enquanto Selena a puxava pelo braço em direção ao carro.


   - Demi, não. – Era para o bem de Demi. Selena abriu a porta do carona indicando para que a amiga entrasse no carro e quando Demi finalmente o fez emburrada, ela entrou no carro e deu partida. – Ele não é para você. – Disse sem olhá-la.


   - Eu sei muito bem o que é para mim. – Rebateu Demi. – Nunca vou te perdoar. Seria a melhor transa da minha vida. – Resmungou recebendo um olhar feio de Selena.


   - Poderia até ser, mas e depois? – Perguntou quando parou no sinal vermelho.


   - Depois? Por favor, eu não quero acordar todos os dias com um cara roncando por um bom tempo. – Disse observando o movimento dos carros e das pessoas na chegada da noite. Nova York era tão cheia e calorosa, às vezes Demi pensava em se mudar para uma cidade do interior do país onde poderia trabalhar sossegada longe de toda aquela movimentação, mas o seu coração estava ali. Cresceu e viveu os melhores momentos de toda a sua vida naquela cidade. – Seria só sexo e acabou, eu dormiria na minha cama e ele na dele. – Selena a olhou e arqueou as sobrancelhas. Com Demi nunca era só sexo. – Eu não vou me apaixonar tão cedo. – Era o que Demi lutava para conseguir, mas no fundo ela sabia que não daria muito certo. Selena deveria ser a única pessoa que a amava no mundo, a família resumia-se na mãe e na falecida avó, o que não mudava nada. A esperança era encontrar um homem que a amaria de todo o coração e juntos eles construiriam uma grande família. Pena que todos os homens só estavam interessados em estar entre as pernas dela sem compromisso algum.


   - Está entregue. – Apesar do silêncio, o clima seguiu tranquilo como sempre no interior do carro que agora estava estacionado em frente ao prédio da rua de atrás do GE Building. Demi comprou o próprio apartamento com as economias dos estágios remunerados da época da faculdade e só terminou de quitá-lo no mês passado.


   - Não quer entrar? Nós podemos tomar café e quem sabe ver as estrelas. – Midtown, região de Manhattan, era famosa pela concentração de arranha-céus, e entre eles estava o GE Building, o edifício central do Rockefeller Center, com duzentos e cinquenta e nove metros de altura que tinha a vista mais linda da cidade entre o sexagésimo sétimo andar (67º) e o septuagésimo (70º) andar, onde era conhecido como o observatório Top of the Rock. Demi e Selena sempre visitavam o observatório à noite para ver as estrelas, davam trabalho para os seguranças desde adolescente, mas agora não havia nenhuma burocracia já que as duas sempre levavam café e biscoito para eles.


   - Dem, eu tenho que ir para casa. – Disse Selena com pesar. – Você tem certeza que não vem? Nós vamos sentir a sua falta. – Esboçando um sorriso de desculpas, Demi abraçou a amiga e a olhou nos olhos.


   - Obrigada pelo convite Sel. – Agradeceu educadamente. – Mas já tomei a minha decisão. Dê lembranças aos seus pais e agradeça o convite por mim. – Disse arrumando a bolsa no ombro direito e abriu a porta do carro. – Quer sair mais tarde? – Perguntou.


   - Demi! Sossega. – Repreendeu Selena, mas elas acabariam numa balada movimentava como sempre.


   - Tudo bem! Eu desisto de encontrar um cara para transar. – Selena arqueou as sobrancelhas e Demi riu sem graça. – Amo você. – Disse finalmente se despedindo.


   - Eu também. – Demi era como a irmã que Selena nunca teve. – Por favor, me liga mais tarde. – Disse e Demi entendeu o que ela queria dizer.


   - Tudo bem. O mesmo para você quando chegar em casa, namorada. – Dando um beijo na bochecha de Selena, Demi saiu do carro e acenou sorrindo enquanto o carro da amiga sumia pelas ruas de Nova York. O que ela seria sem Selena?

Como de costume, Demi adentrou ao prédio cumprimentando o porteiro, um senhor já de idade e super simpático, e o recepcionista que conseguia conversar mais que ela e Selena. A caminhada pelo parque acontecia em todos os domingos no final da tarde, era o momento mais descontraído entre as amigas, assim, elas podiam conversar amplamente sem que ninguém as vigiasse como acontecia na Gyllenhaal. Por mais que a empresa fosse voltada à tecnologia, o setor que Demi e Selena trabalhavam havia várias mulheres exercendo cargos de secretária, programadora, designer e algumas espécies de engenheiras. Ao menos o pessoal não era machista a ponto de excluir aquelas incríveis e batalhadoras mulheres. Era bem pelo contrário, o setor era o melhor da empresa e o mais divertido, elas não paravam de conversar e uma ajudava a outra sempre que podia no desenvolvimento do melhor. Essa era a melhor parte de trabalhar para o velho Jason Gyllenhaal, claro, sem citar o salário.

Cansada demais para subir o jogo de escadas, Demi esperou pelo elevador e quando o mesmo chegou foi um verdadeiro alívio. Agora era só esperá-lo subir até o vigésimo quinto andar dos trinta e cinto andares do prédio. Porém era domingo! Não havia os filhos escandalosos do casal do sétimo andar, não havia a fofoqueira do décimo andar e muito menos o casal gay, que sempre fazia um escândalo, do penúltimo andar. Todo dia podia ser domingo, pensou Demi já imaginando como seria péssima a segunda-feira naquele terrível horário das cinco e meia ou seis horas da tarde, horário em que ela costumava chegar em casa. O elevador iria parecer um ônibus coletivo super disputado. Oh Deus! O painel de LED finalmente acendeu indicando o vigésimo quinto andar, bastaria caminhar até a sexta porta à direita, número quarenta e três e bingo! Estaria finalmente em casa. E foi o que ela fez rezando a cada passo por estar mais um dia em casa.


Não havia regras, não havia com quem compartilhá-lo, não havia nada que a impedisse de ser feliz, claro, ela não podia ligar o som no último volume, não podia gritar, não podia ter o sonhado cachorro e não podia caminhar de babydoll pelos corredores do andar, até podia, mas seria estranho. Detalhes à parte.. Aquele apartamento pertencia a ela! Sem mãe chata, sem homens chatos, sem regras chatas! Destrancando a porta, o sorriso cansado foi inevitável. O lugar não ostentava luxo, mas mesmo assim tinha o seu próprio charme.

A sala era grande de paredes brancas com alguns simples quadros de artistas desconhecimentos que a agradava. O porcelanato branco e impecável era ótimo para treinar o Moonwalker usando meias brancas. A enorme TV de setenta polegadas era o seu mimo e a sua melhor amiga, Demi passava mais tempo em frente à TV assistindo séries deitada no sofá quando estava de folga do que em seu quarto. O sofá azul turquesa era espaçoso e elegante, e tirando a sala de jantar mais recuada, a sala de TV se resumia apenas na TV e uma porrada de videogames, no sofá, no enorme tapete branco felpudo, na estante branca e azul carregadas de livros e num pequeno centro de vidro. Não se esquecendo do porta-chaves atrás da porta.


Demi trancou o apartamento e pendurou o chaveiro de ursinhos e tudo mais no porta-chaves e começou o pequeno show. Primeiro tirou os tênis de corrida os levando para a lavanderia onde terminou de se despir. Tranquilamente nua caminhou para a suíte principal, o seu quarto. Era simples e aconchegante, Demi gostava de simplicidade e conforto, e assim era o seu quarto. A enorme cama de casal a acolhia perfeitamente, era macia e o despertador sobre o criado-mudo tinha pelo menos cinco funções de soneca, já que o sono da jovem era pesado. O banheiro era fisicamente luxuoso, não tinha como negar, mas o que importava para Demi era que ele sempre estivesse limpo e que o chuveiro e a banheira pudessem aquecê-la e fazê-la esquecer de todos os problemas do mundo. E foi o que aconteceu, calçando apenas os flip-flop pretos, Demi tomou um banho digno com direito a trechos do refrão de Billie Jean e tudo mais. Michael Jackson era uma das paixões de Demi, ela tinha crescido ouvindo as músicas dele pelas ruas de Nova York e até mesmo foi a um show com Selena e André um ano antes da morte do rei do pop.

As toalhas brancas eram as preferidas de Demi, secando-se e se enrolando com uma, envolveu os cabelos noutra e caminhou para o closet onde se vestiu com shorts curtos de pijama e um moletom branco. O relógio analógico sobre o criado-mudo ainda marcava seis e quarenta da noite, era domingo e havia uma série de coisas que Demi poderia fazer: dormir na cama, dormir no sofá, dormir no tapete como ela sempre fazia, dormir assistindo séries, simplesmente dormir. A ideia era agradável, mas ainda era cedo demais para dormir e a essa altura do campeonato Demi já havia desistido da ideia de dormir e de falar com a mãe. Sentando-se à cama, Demi terminou de pentear os cabelos úmidos e foi ao banheiro guardar o pente gostando da ideia que surgia em meio aos seus pensamentos preguiçosos. Se ela terminasse o comercial da empresa naquela noite, o departamento feminino bateria mais um recorde e ela finalmente poderia focar em outros projetos que vinha fazendo por fora.


   - Onde está o carregador? – Murmurou consigo mesma a procura do carregador do notebook já que sabia que trabalharia até mais tarde, tempo em que o notebook a deixaria na mão por conta da pouca durabilidade da bateria. Quando achou o que procurava, Demi caminhou para a sala deixando o notebook sobre a mesa de vidro e foi à cozinha para preparar um misto quente junto a um suco de frutas. O trabalho começou quando Demi se sentou a cadeira acolchoada da mesa de vidro e ligou o notebook. A imaginação estava a mil e ela tinha certeza que Jason, dono da empresa e um de seus melhores amigos, adoraria e aprovaria o mais novo comercial do próximo produto da G. Enterprise que revolucionaria o mercado da tecnologia. Foram exatas duas horas trabalhando sem cessar, concentrada e séria organizando tudo que vinha em mente no papel para depois incluir no projeto em que trabalhava. Mordendo os lábios como sempre fazia quando estava indecisa, Demi cogitou a ideia de ligar para Selena para perguntar se ela poderia avaliar o seu trabalho árduo, então se lembrou de que Sel naquela hora deveria estar jantando com os pais. Esqueça, pensou tentando afastar todas as lembranças daquele dia. Era simplesmente estranho não ter amor de nenhum lado. A avó nunca agiu como tal, enxergava a menina apenas como um problema. Dianna queria usá-la e bem, havia Selena, alguém que realmente a amava. Afastando todos aqueles pensamentos, Demi revisou tudo que fez e quando a ideia perfeita surgiu, a campainha tocou. Quem diabos seria àquela hora da noite? Intrigada, salvou o projeto no dropbox em caso de segurança e caminhou até a porta um tanto desconfiada.


   - Você? – Por que ela não tinha gritado um “Quem é?” antes de abrir a porta? Agora teria que suportar Dianna e se controlar para acabar não fazendo uma besteira. – O que você quer Dianna? – Perguntou se corroendo quando a mulher invadiu o apartamento sem ao menos pedir licença.


   - Meu anjo, por favor, sou eu, a mamãe. – Demi revirou os olhos e balançou a cabeça num gesto negativo.


   - Aliás, quem foi o louco que te deixou subir? – Resmungou baixinho. - O que você está fazendo aqui, mamãe? – Ironizou levando as mãos à cintura.


   - Demetria, esse são os seus modos com a sua mãe? – Disse Dianna se aproximando e automaticamente Demi deu um passo para trás. Ela não podia confiar naquela mulher que a usou da forma mais suja para conseguir dinheiro. – Sua avó tinha razão quando dizia que não valia a pena gastar um centavo em bons colégios para você. – O olhar recriminador de Dianna não a intimidava, bem pelo contrário, Demi tinha vontade de gargalhar. Como alguém poderia ser tão cara de pau?


   - Dinheiro suado e digno, não é mesmo? – Esbravejou. – Dá para falar o que você está fazendo aqui? Se não percebeu, eu estou trabalhando. – Disse apontando para o notebook sobre a mesa de vidro.


   - Meu amor, eu não quero que entenda mal. – Disse Dianna completamente diferente da mulher orgulhosa e arrogante que era.  – Eu encontrei um rapaz que é perfeito para você. Vocês são tão parecidos, ele também gosta de todas essas coisas de tecnologia, é inteligente e educado. Falei muito sobre você para ele, e n... – Antes que Dianna pudesse terminar, Demi fechou os olhos com força e cerrou os punhos.


   - Eu já disse que não! – Gritou mesmo sabendo que poderia ter problemas com os vizinhos. – Eu não sou como você e a vovó! Eu já disse que não! – Disse ainda alterada. – E você não vai conseguir me manipular Dianna, não mais. – Indignada, Dianna olhou para a filha e sorriu levando as mãos à cintura.


   - Ah! Está tudo explicado. – Disse a mulher mais velha fitando a outra de cima a baixo. – Terceiro domingo de junho, você deveria estar na casa daquela tolinha sentada à mesa com aquele bando de pobre. – Dando um passo em direção à mãe, Demi tentou se controlar para não fazer uma besteira. – O que foi? Não vai me bater como eu aposto que você está louca para fazer? Segue em frente Demetria. Você não vale nada, prefere aqueles, aqueles po.. aquelas pessoas a sua própria mãe! – As veias chegavam a pular por conta do nervoso, mas Demi respirou fundo tentando se controlar, não adiantaria de nada se estressar com Dianna.


   - Prefiro mil vezes me sentar à mesa com a família da Selena a me sentar com você, sua vagabunda nojenta! – O sorriso lento e presunçoso de Dianna a assustou e Demi soube que a mãe estava furiosa.


   - Vagabunda nojenta que te gerou, que cuidou de você, que te sustentou e te suportou! - Disse a mulher tão calma e sorridente. – Eu deveria ter dado um fim na sua vidinha medíocre quando ainda era tempo, mas que tola fui eu.. – O coração quase saiu pela boca e os olhos estavam arregalados. Sabia que a mãe não a amava, mas jamais esperava que ouviria algo assim, mesmo que fosse de Dianna.


   - O meu pai não permitiria.. – Sussurrou indefesa e assustada. Que tipo de ser humano era aquela mulher a sua frente?



   - O seu pai? – A gargalhada amarga da mulher a fez estremecer. – Ele me estuprou e me espancou no chão frio de um banheiro. – O tom rude e os olhos carregados de ódio diziam a Demi que não era mais uma mentira. – Algumas semanas depois eu estava enjoada e descobri que estava grávida. E aqui está você, um verme como o pai. Vocês dois destruíram a minha vida. – As lágrimas rolaram grossas e rápidas, no peito o coração gritava tão alto a ponto de explodir. Demi caminhou a passos rápidos em direção a Dianna a puxando pelo braço para fora do apartamento e bateu a porta com força. Estava sozinha novamente. Sozinha, com as suas lágrimas grossas no choro que a fazia soluçar e sem ninguém para amá-la.


Continua... Eita! Que coisa :p Eu estou tãaaaaaao nervosa! Por favor, o que vocês acharam do capítulo? Eu li esse trem umas sete vezes dpadokad espero que vocês gostem, sério, que dorzinha no core. Tadinha da Demi, a mãe dela é literalmente uma fdp hsauhsa não liguem, é o nervoso. Então. Ok. Qual será a reação da Demi? A última faísca da esperança de ser feliz foi apagada pela Dianna. O que vai acontecer Brasil? Realmente, de todo o meu coração, espero que vocês gostem! Muito obrigada, muito mesmo, pelos comentários do prólogo que foram respondidos!!! Êhh! Milagre né? Pois é, eu respondi ~vergonha~ tipo, eu não respondia antes pq a internet era péssima, mas agora tá bem melhor, então resposta aqui Então é isso, vou-me indo assistir Gotham, espero, de novo, que gostem desse capítulo, beijos no core!

6.2.16

Prólogo - Em busca do amor



Manhattan, Top of the Rock - Nova York, USA

(...) Conforme anoitecia, o ar denso de Nova York ganhava movimento formando a brisa que bagunçava os cabelos castanhos. Do sexagésimo sétimo andar do GE Building as pessoas pareciam formigas, os carros eram apenas pequenos retângulos, as luzes pequenos pontos luminosos e os arranha-céus de Manhattan eram de encher os olhos com as suas luzes douradas. No céu escuro as estrelas brilhavam uma mais exibida que a outra formando um verdadeiro espetáculo. O suspiro, pela milésima vez, quebrou o silêncio e Selena, que repousava os braços no parapeito de pedra, olhou para o lado.

   - Dem, tenha fé. – Disse triste pela amiga, que como ela, repousava os braços no parapeito do prédio e tinha o queixo apoiado às mãos. – Ele vai ficar bem. – Tentou animá-la, mas Demi fechou os olhos apertando as pálpebras e nada disse por um par de minutos.

   - E se não ficar? – Resmungou amarga. Selena não a culpava e muito menos guardava rancor pelo jeito difícil que Demi insistia em adotar naqueles últimos dias. – Você não entende, ninguém entende. – Disse agora um poço de tristeza derramando as primeiras lágrimas. – Eu o amo. – Disse firme e Selena assentiu respirando fundo para não chorar. – Pela primeira vez, eu tenho certeza Selena, tenho certeza. – O olhar estava longe num ponto qualquer, os dedos comprimidos com a manga da blusa de frio que pertencia a ele contra a palma da mão.. – Eu o amo e ele vai me deixar. – Vencendo a distância que as separava, Selena abraçou a amiga com força contra o peito, a beijou na testa e sussurrou que tudo ficaria bem. (...)



Oláaaaa! E ai? Quem está deixando a Demi? Do que diabos elas estão falando? Palpites? Lembrando que é um fragmento de algum capítulo... Até mais! Quero vocês curiosas.. Beijos no core <3

3.2.16

Em busca do amor - Sinopse






O que há de errado em ser você mesma, em tentar e quebrar a cara? Demetria, uma batalhadora jovem de vinte e dois anos já viveu tantas aventuras e tem como coleção pedaços do próprio coração fruto dos relacionamentos cheios de expectativa que sempre acabam com as lágrimas da jovem. Mas Demi nunca desistiu de ser amada. A história nasce quando Demi descobre a verdade sobre o pai, um verdadeiro anônimo durante toda a sua vida... Mesmo abalada, a jovem segue o curso da vida, Demi só não esperava que o seu emprego perfeito ficasse de pernas para o ar com a morte do dono da empresa, a Gyllenhaal Enterprise. Em meio à bagunça da vida pessoal e profissional, os caminhos de Demi se cruzam com os de Joseph, um rapaz extremamente tímido que a conquista. Apaixonados, os dois enfrentarão qualquer obstáculo para permanecerem juntos. 




* Personagens:



Demetria Devonne Lovato ou Demi Lovato, como todos a chamam, é uma jovem mulher de vinte e dois anos que vive em Nova York.



 Apaixonada pela vida que desde cedo lutou para não ser controlada por sua mãe, Dianna Lovato, Demi tem um grande coração que bate forte por qualquer sorriso e num piscar de olhos a moça está apaixonada, o que nunca acaba bem. E não é diferente quando Jake, o seu então chefe, caí de paraquedas em sua vida, e se Demi ouvisse os conselhos de Selena, ela não se envolveria com ele e evitaria muita dor de cabeça..




~~


Dianna Hart, mãe de Demi, é uma mulher chantagista e dramática de opinião fraca e influenciável por toda vida pela falecida mãe, Amélia Hart. 


A finada Amélia era uma mulher sedutora e trapaceira que viveu ao comando dos desejos da carne, o que gerou Dianna quando Amélia se apaixonou pelo rico fazendeiro da Califórnia. O homem a rejeitou e entrava em contato apenas para depositar uma gorda pensão para que Amélia criasse a filha, o que não aconteceu já que o dinheiro sustentava as noitadas luxuosas da mulher gananciosa.. Quando o fazendeiro faleceu, a fortuna passou a pertencer à família original, o que não incluía Amélia e Dianna. Sem dinheiro algum e velha, Amélia manipulou a filha ainda adolescente a se deitar com homens ricos, o que a jovem e inocente Dianna fazia sem ter conhecimento que a mãe recebia dinheiro em troca de suas noites calorosas.. 

Mas o que Amélia não esperava era que um antigo namorado se passasse por mais um cliente louco pela beleza da sua jovem filha de dezessete anos, o que na verdade não era nada mais que uma mera vingança por um coração partido e naquela noite Dianna foi violentada sexualmente e agredida, o que gerou Demetria.



~~


Joseph Adam Jonas é um rapaz do interior do Texas que sai debaixo das asas da avó materna, quem o criou, para morar em Nova York em busca de uma vida melhor e trabalhar na Gyllenhaal Enterprise. 


Esforçado, tímido e inteligente, o rapaz de vinte e dois anos tenta se passar despercebido, mas como a timidez é grande, Joe sempre acaba chamando a atenção pelo jeito desastrado e pelo físico atlético que atraí as mulheres quando ele não está vestido com as típicas roupas de nerd. 

~~

Selena Gomez, amiga fiel de Demi, é uma moça doce e simpática de vinte e dois anos que quer o melhor para a amiga. 


Sel, como Demi a chama, é protetora e consegue farejar um problema a metros de distância, e os namorados de Demi estão inclusos no quesito problema... E por mais que Selena alerte a amiga, a mesma nunca a escuta e acaba de coração arrasado em meio às lágrimas em seus braços.  



~~


Jake Gyllenhaal é um empresário poderoso, perigoso e sedutor de vinte e oito anos.



 Jake é herdeiro da Gyllenhaal Enterprise, uma famosa empresa norte-americana de TI fundada por seu querido avô Jason Gyllenhaal, que é misteriosamente assassinado. Com a morte do avô, só resta Jake a assumir a empresa para a surpresa de todos. 



~Nota: outros personagens surgirão conforme o desenvolvimento da história.~

Oie :) Finalmente consegui uma nova internet, passei as férias desconectada do mundo virtual </3 

Então, vamos lá, eu tinha duas fanfics em mente, comecei a escrever uma enquanto ainda escrevia SS, mas não fluiu, ainda quero trabalhar nela, mas agora acho que não é o momento, entãaaao surgiu "Em busca do amor". Particularmente falando, eu estou muito nervosa em relação a essa fanfic, ela é muito diferente das outras que tenho aqui no blog e eu tenho medo de não dar certo, de ninguém gostar, sei lá, estou sendo sincera com vocês. Escrevi sete capítulos até agora, mas como eu sou daquelas que precisa de uma porrada de capítulo para acontecer uma treta, então já estou entrando na primeira treta, ops, segunda, da história :) 

Táa, o que posso adiantar para vocês ~mini spoiler~ A história é Jemi, óbvio \õ/ e se trata de duas pessoas com diferentes problemas, a demi com problemas insuportáveis com o amor, maturidade em determinados aspectos e confiança, e o joe com... sim.. hehehe, ele tem um sério problema
(atentem-se as palavras grifadas, maiúsculas ou em itálico..) que pode colocar tudo a perder, exatamente TUDO. É algo realmente muito sério que vai ser revelado aos pouquinhos durante algumas tretas ou simples capítulos... Ah! O Joe é muito fofo e nerd, ele é muito tímido e já passou por uma senhora barra na vida
 ps. Não se deixem iludir pelo gostoso, digo, Jake, ele é muito, muito, muito mentiroso e um grande filho d.. :)

Espero que vocês gostem de Em busca do amor, um abraço e até o próximo post!

2.2.16

Voltei!

Olá meninas, como vocês estão? Eu estou bem graças a Deus! Então, sumi por conta da minha falta de internet desde dezembro, mas agora estou com internet de novo e nesse tempo eu comecei a escrever a minha próxima fanfic, vou postar a sinopse para vocês hoje ou amanhã, estou muito ansiosa para saber a opinião de vocês. Um abraço em todas, boa noite. 

22.12.15

Aviso

Meninas, estou sem internet, mas já estou adiantando os capítulos! Espero que gostem.. beijos

6.12.15

Oi?

Oi! Alguém por aqui? Não abandonei o blog, ok? A semana de provas da faculdade já acabou e agora eu estou com mais tempo para começar uma nova história.. A sinopse está quase pronta e, não sei se perceberam, eu estou editando alguns capítulos antigos como eu disse que faria no post anterior. Então só vou finalizar a sinopse e começar a escrever o prólogo e alguns capítulos e já posto para vocês, espero ansiosamente que gostem, beeijos! :)

3.11.15

Situação do blog

Olá meninas, como vocês estão? eu estou bem graças a Deus. Então, como todas que acompanham o blog sabem, terminei a minha longa metragem em Staying Strong e por tanto a "série" acabou na quarta temporada (</3). Bem, eu quero continuar com o blog e tenho ideias para duas novas histórias.. Não defini ainda como elas serão em detalhes "profundos", uma delas eu comecei a escrever, mas como ela exige um grande trama e todas aquelas coisas pikas(?), não vai rolar por agora.. Já a outra é mais fácil e eu já pensei em como serão os personagens fisicamente e psicologicamente, montei o cenário em que eles se envolverão.. mas ainda há pontos importantes que eu não defini e que eu não acho interessante começar a fic sem que tudo esteja elaborado para que eu não me perca como aconteceu nas duas primeiras temporadas da minha fanfic principal, que na verdade não tinha nem como exigir "tanto" de mim uma vez que eu ainda estava na escola e mais empolgada que tudo para começar a minha própria fanfic, daí foi uma lástima e um assassinato da língua portuguesa, que graças a Deus eu estou corrigindo os capítulos aos poucos e encaixando melhor os fatos uns aos outros para que o negócio não fique semelhante a GoT... Voltando a nova fanfic, então, os detalhes que eu digo são: eu não sei em que ponto de vista eu vou narrar, eu não sei como será o grande "estopim" por mais que eu o imagine.. eu não sei exatamente como os personagens se envolverão e principalmente eu não sei como montar a parte do Joe, que será um pouquinho mais importante que a Demi nessa fic.. Então, são uma série de não sei... Mas eu estou pensando em tudo, o que me atrapalha é as confusões da faculdade que exige um grande tempo, por isso que os últimos capítulos de SS demoraram tanto para sair. Eu vou tentar organizar a sinopse e talvez uma apresentação decente dos personagens com fotos e tudo, já avisando que vocês vão morrer com o Joe, ele será muito diferente de todos os personagens de todas as fanfics que vocês conhecem e que eu já li.. eu acho imagino né. Então é isso, por enquanto eu vou tentar com calma montar tudo direitinho, postarei a sinopse da fanfic, talvez fecharei o blog para editar o layout e moverei as duas primeiras fanfics do blog para o rascunho para editá-las como eu já comecei fazer.. De qualquer forma manterei vocês informadas sobre tudo. Beijo e uma maravilhosa noite e semana para vocês!!!

30.10.15

Epílogo


Um ano depois...

Borboletas, pássaros e formiguinhas. O jardim era simplesmente incrível! Tudo era tão vivo e mágico. Bernardo estava sentado sobre a mantinha forrada pela mãe na grama do jardim de casa onde tinha sombra e brincava com o cubo mágico e milhares de lego que não tinha risco dele engolir que ganhara do namorado da irmã naquela manhã; O dia estava lindo para a reunião em família marcada para o almoço. O sol brilhava no céu e os raios que eram irradiados não eram tão agressivos como o de costume, os pássaros encantavam Bernardo voando e se embrenhando na grama molhada como se estivessem brincando com o pequeno. As formiguinhas às vezes subiam nas perninhas gordinhas do bebê e Bernardo as observava atentamente com os seus olhos marrons antes que a mãe se irritasse com a pobre formiguinha e a colocasse bem longe de suas perninhas. Demi, a poucos metros do pequeno, sempre observava o filho atenta a tudo que o cercava mesmo que estivesse focada em podar as roseiras para que lindas rosas crescessem daqui alguns meses. Também plantara tulipas numa área do jardim que preparara com meses de antecedência. As flores eram rosas, brancas e roxas e pela ordem que plantara cresceria um lindo espiral de tulipas que começara com a cor branca, logo vinha a rosa e depois a roxa. Passando as mãos cobertas pelas luvas de jardinagem no macacão jeans que usava para aqueles fins, Demi não se importou com a sujeira de terra que ficara na roupa e observou Bernardo como ela fazia de cinco e cinco minutos.

   - Bê? - Chamou o pequeno pelo apelido carinhoso. Mas Bernardo estava ocupado demais esboçando um sorriso babão fitando a borboleta azul que pousara em seu joelho. Mais cabeludo que os irmãos com apenas um aninho, Bernardo tinha cabelos castanhos como os da mãe, eram lisos e sempre penteados de lado como um rapazinho comportado. Os olhos alegres e meigos eram marrons e sempre estavam focados no que o bebê achava de mais interessante. As bochechas cheinhas eram gostosas de apertar quando o pequeno esboçava um lindo sorriso de um só dentinho que dera muita dor de cabeça e noites em claro para nascer. – Cuide de Bernardo para mim, vou lavar as minhas ferramentas e já volto. – Disse Demi a Buffy que se aproximou dela todo alegre, mas grunhira alguma coisa fingindo caminhar preguiçosamente para espantar os pobres passarinhos e deitar-se ao lado de Bernardo com a língua de fora ofegando.

   - Mama! Mama! Mama! – Dizia Bernardo desenfreado tentando montar o lego sem sucesso. A primeira palavrinha do pequeno fora “Mamãe” que soara mais como “Mama”, o que fez Demi derramar muitas lágrimas e sorrir boba até quando dormia até porque Bernardo só tinha sorrisos e todas àquelas fofurinhas de bebê com ela. Ele fazia a maior festa quando via a mãe e se aninhava nos braços dela para mamar a olhando com tanta paixão e amor. Adorava quando ganhava beijos e a atenção da mãe. Com Joe e com os irmãos não era muito diferente, mas a ligação com a mãe ainda conseguia ser mais forte.

   - Bê! Eu vou pegar você! – Bernardo sorriu e soltou gritinhos animados ao ouvir a voz do irmão que corria na direção dele completamente molhado vestido apenas com um calção. Joe vinha logo atrás de Daniel também molhado e risonho. Os dois beijaram as bochechas de Bernardo o arranhando com a barba e voltaram correndo para a piscina.

   - Deus! Buffy, você o lambeu? – Disse Demi assim que voltou para o jardim quando era mais tarde às pressas com medo de algo ter acontecido com o seu pequeno. E bem, Bernardo estava todo molhado. – Acho que alguém vai ficar sem patê de carne hoje. – Demi agachou-se ao lado de Bernardo e com muito custo o pegou no colo sobre as ameaças de choro do pequeno que estava adorando brincar no jardim com aquela bola de pelos brancos que ele adorava apertar e com o presente que ganhara na caixa envolta com papel de presente de ursinhos. – O senhor está muito manhoso Bernardo. – Disse o segurando com mais firmeza uma vez que o pequeno tentava sair de seus braços. Bernardo estava naquela fase impossível de querer cruzar os quatros cantos da casa engatinhando e tentando andar apoiado nas paredes com o incentivo do pai e dos irmãos que torciam pelo pequeno como quem torce por um time de futebol. – Eu já disse Buffy, nada de patê de carne para você hoje! – Disse Demi a Buffy que a seguia pelo jardim resmungando como se estivesse entendendo o que ela dizia. – E você precisa de um banho. – Murmurou e Buffy apressou o passo correndo jardim a fora. Ora, a palavra banho ele entendia muito bem.

   - Mama.. – Choramingou Bernardo e Demi o beijou na bochecha logo fazendo careta ao se lembrar de que Buffy tinha o lambido ali.

   - Mamãe vai dar banho em você. Quero o meu bebê limpinh.. – Era inacreditável! Boquiaberta, Demi fechou e abriu os olhos não acreditando no que acabara de acontecer quando virara a direita conversando com Bernardo e praticamente ganhara um banho gelado.

   - Ai caramba! – Alguém gritou e Demi não soube se fora Daniel ou Joe. Os dois estavam dentro da piscina e aos arredores dela tudo estava molhado indicando os mergulhos e “mortais” que eles davam. E se ela caísse com Bernardo no colo? Demi respirou fundo e os fuzilou com os olhos, e pelo sorrisinho amarelo de Joe ela soube que fora ele quem a molhara e molhara Bernardo da cabeça aos pés. – Foi o papai! – Disse Daniel apontando para o pai que também apontava para ele.

   - Eu já avisei sobre essas brincadeiras. – Resmungou Demi. – Machuquem com essas brincadeiras estúpidas que eu vou bater nos dois! – Até Bernardo arregalara os olhos com o tom da mãe. Ele estava achando tão divertido aquela brincadeira e estava louco para sair dos braços de Demi e engatinhar para a piscina para brincar com o irmão e com o pai. – Filhote, mamãe vai dar banho em você, não quero que você fique doente. – Disse Demi carinhosamente beijando a bochecha de Bernardo enquanto eles adentravam a casa. E bem, Joe e Dan não molharam só Bernardo e toda a região da piscina, havia traços de onde eles passaram correndo dentro de casa e Demi escorregou num deles.

   - Você está bem? – A sorte era tanta que Eric a segurou antes mesmo que ela pudesse se chocar com o chão com o pequeno Bernardo nos braços.

   - Estou! – Ela disse com o coração a mil apoiando-se ao braço de Eric e segurando Bernardo firmemente contra o peito. - Obrigada querido. – Eric era oficialmente o seu herói particular. Começara a salvando quando ela estava inconsciente e imersa na banheira, meses atrás ele a salvou de rolar montanha a baixo enquanto esquiavam e agora a salvara de cair dentro da própria casa e com Bernardo nos braços.

   - Quer ajuda com o Bê? – Perguntou Eric acariciando o rosto do bebê que sorriu para ele de orelha a orelha.

   - Está tudo bem, fique a vontade, vou banhá-lo antes que ele fique resfriado. – Eric assentiu e Demi sorriu observando o rapaz partir para a cozinha e então subiu as escadas abraçando Bernardo contra o peito como se quisesse protegê-lo de todo o mal do mundo.

   - Mama. – O pequeno a chamou e Demi sorriu parando em frente à porta do quarto dele para beijá-lo exageradamente na bochecha.

   - Mama está aqui bebê. – Disse Demi abrindo a porta do quarto do filho. – O que foi? Está com fome? – Perguntou o deitando no trocador para despi-lo. – O papai e o Dan são tão malvados com a gente, não é? A mamãe vai dar muitos tapas no bumbum deles. Ninguém molha o meu bebezinho. – Demi curvou-se e distribuiu beijinhos na barriga de Bernardo o fazendo gargalhar. Beijara-o até que encostara a testa a dele e fitou-lhe os olhos marrons como os seus sorrindo. – A mamãe ama você. – Sussurrou e Bernardo animou-se gritando e rindo quando ela o beijou na bochecha.

Despir Bernardo era impossível! O bebê era cheio de energia e adorava rir pensando que a mãe estava brincando com ele, mas na verdade Demi tentava despi-lo a todo custo e quando finalmente conseguiu, fizera careta ao ver a fralda do pequeno carregada.

   - Ugh! O bumbum do bebê da mamãe está todo sujo. – Disse Demi puxando lenços umedecidos e levantando as perninhas de Bernardo para cima para limpá-lo.. – Que tal um banho bem gostoso para ficar fresquinho? A mamãe vai te amamentar e você pode dormir à tarde todinha. – Pelo visto a ideia de dormir estava fora de cogitação. Demi observou Bernardo dar aquela risadinha gostosa olhando na direção da porta e quando ela virou-se para ver quem era cerrou os olhos ao encontrar Joe ali todo molhado que os cabelos chegavam estar colados à testa. – Joseph! – Ela o repreendeu e ele sorriu adentrando o quarto.

   - O garotão vai tomar banho? – Demi revirou os olhos quando Joe se aproximou e Bernardo como sempre esboçou o sorriso babão para o pai erguendo os bracinhos para que Joe pudesse pegá-lo. – Ei cara, você está sujo de cocô. – Disse fazendo careta e rodeando a cintura de Demi com os braços para abraçá-la por trás.

   - Deus! Joseph! Você está impossível! – Disse Demi o empurrando. Ele estava gelado, oras! – Pior que Bernardo. – Joe riu sapeca e a beijou na bochecha sem soltá-la. – Amor, já que você não vai tirar essa roupa molhada, separe um par de roupas frescas para o nosso pequeno. – Ela simplesmente não conseguia resistir a ele e ficar chateada por muito tempo. Demi o olhou e riu do estado do marido, mas o beijou na bochecha.

   - Vou separar. – Disse Joe sorrindo ao olhar para o filho inquieto no trocador brincando com os próprios dedinhos. Bernardo era tão fofo que mesmo com a bagunça que ele fez, Joe curvou-se para beijá-lo na bochecha e sorriu bobo ao ver o sorriso do filho.

   - “Pa Pa”. – O pequeno chamou pelo pai erguendo os bracinhos, mas quem o pegou foi a mãe depois de limpá-lo com os lenços umedecidos para levá-lo para o banheiro.

   - Posso lavá-lo? – Perguntou Joe logo atrás de Demi segurando a mãozinha de Bernardo enquanto Demi preparava a banheira com água morna.

   - Não é melhor você tirar essa roupa? Vai acabar ficando resfriado. – Comentou Demi colocando o pequeno na banheira dando espaço para Joe aproximar-se para lavá-lo.

   - Não vou ficar resfriado vestido apenas com bermudas. – Disse Joe ensaboando o pequeno arrancando gritinhos e risadas de Bernardo que como sempre pensava que o pai estava brincando com ele.

   - Não é bom usar roupas molhadas. – Demi encostou-se à bancada do banheiro de Bernardo e sorriu o observando todo animado brincando com o pai. Era tão gratificante vê-lo sorrir todo feliz com algo tão simples. – Meu Deus! De onde vem tanta energia? – Demi acabou se juntando a brincadeira. Aproximou-se da banheira para ajudar Joe a lavar os cabelos de Bernardo e a festa começou. A gargalhada de Bernardo era contagiante assim como a da mãe, o pequeno não economizava sorrisos e engatava em todas as brincadeiras bobas do pai.

   - Olha só! O super bebê vai para os braços da mamãe! – Joe segurava Bernardo de forma que as perninhas dele ficavam livres no ar, cortava o ar com o pequeno como se o mesmo fosse o superman e Bernardo ria animado. – Fala para a mamãe segurar você bebê. – Disse Joe o beijando na bochecha e logo Bernardo estava nos braços da mãe feliz e risonho.

   - Você está ligado na tomada? – Perguntou Demi arrumando a toalha no corpo do pequeno caminhando para dentro do quarto. Nos últimos dias Bernardo acordava no meio da noite chorando esfomeado, não queria dormir no berço e só sossegava quando estava na cama dos pais nos braços da mãe. Assim fora na última noite. – Espero que ele durma um pouco. – Comentou Demi posicionando a fralda descartável um pouco acima do bumbum do bebê depois de enchê-lo de talco e secá-lo para que o pequeno não sofresse com assaduras.

   - Você sabe como são os bebês nessa fase querida, não param um segundo. – Disse Joe pegando a camisa azul bebê que separara para vestir Bernardo. – Deixe-o apenas de fralda e camiseta para proteger o tórax dele. – Joe vestiu a camisa em Bernardo e Demi sorriu quando o pequeno bocejou. Ora! Mais cedo ou mais tarde ele teria que ceder e deixar o sono dominá-lo.

   - Agora você vai ficar com a Beth para a mamãe tomar banho com o papai, ok? Depois você pode mamar e dormir. – Demi penteou os cabelos de Bernardo como sempre fazia e o aninhou no colo para levá-lo para Lizzie. – Ele vai dormir. – Disse Demi para Joe acariciando os cabelos do pequeno enquanto eles saíam do quarto.

   - Será? Vou te esperar no banheiro. – Joe beijou a bochecha de Bernardo e roubou um selinho de Demi.

   - Meu amor, você vai ficar com a sua irmã e o Eric. – Disse Demi enquanto descia degrau por degrau da escada tendo todo o cuidado do mundo já que estava com Bernardo nos braços. – À noite a gente pode assistir um desenho do Pooh e comer chocolate. – Bernardo simplesmente adorava assistir desenhos animados, principalmente quando o desenho era do ursinho Pooh. – Bê? – Chamou o pequeno pelo apelido assim que desceu a escada. Bernardo estava tão quietinho, tinha a cabeça deitada em seu ombro esquerdo e Demi tinha certeza que ele estava a um passo de dormir. – Amor? Você está dormindo? – Demi acariciou os cabelos dele ainda úmidos e caminhou para sala onde encontrou Elizabeth e Eric concentrados nos livros sentados no tapete da sala. Lizzie estava sentada entre as pernas de Eric e lia atentamente o livro que tinha em mãos. Desde a última virada do ano, quando Eric pôs-se de joelhos e pediu a menina em casamento em frente a todos, o namoro ganhara uma força incrível e inabalável, Elizabeth tinha amadurecido tanto que a mãe ficara orgulhosa e de coração partido só de pensar que a sua menininha sairia de casa daqui alguns anos.  – Crianças? – Demi os chamou observando como Lizzie tinha crescido e não descolava de Eric nem mesmo para ler um livro. Às vezes todo aquele grude lhe causava ciúmes por Elizabeth dar toda a sua atenção para o namorado, mas daí Demi se lembrara de quando era adolescente e Joe era o seu mundo.  E em comparação a Elizabeth, ela era muito rebelde e desobediente. – Bernardo vai ficar um pouquinho com vocês, tudo bem? – Disse Demi aproximando-se para colocar o bebê nos braços da filha.

   - Eu vou adorar ficar com esse bebê babão. – Disse Elizabeth apertando as bochechas de Bernardo que mesmo sonolento ergueu-se esboçando o seu sorriso de derreter corações.

   - Ele está morrendo de sono, mas não quer admitir. – Comentou Eric sorrindo para o pequeno que sorriu de volta apoiando as mãozinhas nos ombros da irmã para tentar ficar de pé.

   - Está. – Disse Demi agachando-se para ficar pertinho de Bernardo. – Mamãe vai tomar banho, obedeça a sua irmã e o Eric, está bem? – Demi acabou roçando o nariz ao de Bernardo e distribuindo vários beijinhos pelo rosto dele arrancando risadinhas do pequeno. – Cuide dos meus filhotes Eric, volto num segundo. – Demi ergueu-se e antes de subir para finalmente tomar um banho relaxante com Joe passara no jardim para recolher os brinquedos de Bernardo e colocá-los no chiqueirinho que ficava na cozinha.

   - Você demorou querida. – Disse Joe assim que viu Demi adentrar o banheiro e fechar a porta pelo reflexo do espelho.

   - Eu estava cuidando do nosso filhote. – Disse envolvendo a cintura dele com os braços e depositando um beijo nas costas largas e nuas. – Não quero que você fique resfriado. – Sussurrou Demi um tempo depois admirada com o homem a sua frente fazendo a barba.

   - Não se preocupe querida, vou te passar o meu resfriado. – Ele disse piscando para ela e Demi riu encostando-se no balcão do banheiro para esperá-lo.

   - Vai tirar toda a barba? – Perguntou Demi fitando Joe deslizar suavemente o barbeador abaixo do maxilar onde estava cheio de espuma branca.

   - Hum.. – Ele murmurou quando toda aquela região já estava livre da espuma e dos pelos que o incomodava. – Só estou acertando. – Demi assentiu e preferiu ficar quieta olhando o marido se barbear. Joe tinha um cuidado absurdo com a barba, nunca a deixava crescer sem os devidos cuidados e retoques como ele dizia. – Está bom? – Ele finalmente perguntou quando a espuma branca já não estava em maior parte do rosto.

   - Está. – Disse Demi sem deixar de sorrir para ele puxando a blusa que para cima. – O que foi? – Ela perguntou sem deixar de notar os olhos de Joe sobre o seu corpo enquanto ela se despia.

   - Eu sou um cara de muita sorte, sabia? – A risada dela foi contagiante. Demi despiu-se ficando completamente nua na frente dele sem vergonha do corpo que batalhara na academia nos últimos meses para conseguir e o resultado fora de completo agrado. – Amor, vou tomar banho de cueca, não quero te assustar. - Revirando os olhos, Demi riu e correu para o box ligando a ducha e puxando Joe para abraçá-la enquanto a água morna levava todo o cansaço daquele dia que mal começara.

   - Vai me ajudar na cozinha? – Perguntou Demi beijando o maxilar de Joe encolhendo-se nos braços dele.

   - É claro que eu vou pequena. – Disse ele pegando a bucha e o sabão para ensaboá-la. – Agora eu vou cuidar de você bebê. – Demi fechou os olhos com o carinho que ele fazia em suas costas a ensaboando e sorriu com o beijo que ganhara na testa. Ela sim tinha muita sorte. Joe era o melhor marido que uma mulher podia desejar.
...

   - Não aperta para não estourar. – A cozinha estava uma verdadeira bagunça, havia ingredientes de todos os pratos que preparariam para o almoço em família espalhados pela mesa e pelo balcão. O fogão e o forno trabalhavam a todo vapor finalizando os pratos deliciosos que Demi montara junto com Joe. – Amor, não aperta! – Ela disse auxiliando Joe que fritava as almôndegas que acompanhariam o espaguete apimentado.

   - Se eu não apertar vai ficar crua por dentro. – Disse Joe determinado a fritar as almôndegas as apertando com a espátula e como Demi disse, a bolinha de carne que Joe apertava partiu-se.

   - Joseph! – Demi o olhou feio e tomou a espátula dele para que ela mesma fritasse as almôndegas da maneira correta. – Deus! Joseph! Deixa de ser manhoso. – Disse quando ele a abraçou por trás do jeito exagerado dele e a beijou na bochecha resmungando algo baixinho.

   - Dem, eu queimei o meu dedinho. – Resmungou manhoso e Demi riu colocando mais almôndegas para fritar.

   - Queimou o dedinho meu príncipe? – Abaixando o fogo da chama do fogão, Demi beijou o dedo indicador de Joe e envolveu o marido num abraço de urso. – Oh Deus! Que homem manhoso. – Ela disse o beijando na bochecha.

   - Você não tem noção de como é bom ser mimado por você. – Disse Joe com um sorriso de orelha a orelha nos lábios. – Você só não é uma boa chefa, acho que vou voltar para Sara. – Demi arqueou as sobrancelhas e Joe deu de ombros. Meses atrás quando ele mostrou a Demi a carta de demissão, Joe realmente não estava brincando. Pedira demissão a NY Times e ficara trabalhando no estúdio com os irmãos e como um dos empresários de Demi, o que era bem cansativo já que Demi fazia questão de jogar duro com ele ao mesmo tempo em que eles flertavam.

   - É mesmo Joseph? – Disse Demi levando as mãos à cintura e Joe engoliu em seco. – E você vai flertar com a Sara e transar com ela na mesa de vidro do seu escritório? – Joe arregalou os olhos, mas sorriu puxando Demi pela cintura.

   - Só vou flertar e fazer amor na mesa de vidro do meu escritório com você. – Ele sussurrou dando um beijo suave no maxilar dela. – Eu amo você bebê ciumento. – Disse Joe acariciando o rosto dela com a ponta dos dedos admirando cada detalhe que ele tanto amava, principalmente as sardas que pintavam o rosto da amada. Beijara os lábios dela e a vontade de sorrir quando ela não o correspondeu a início era grande, mas Joe focou-se em aninhá-la em seus braços e saborear dos lábios dela como se o mundo estivesse para acabar no próximo segundo quando Demi o correspondeu enlaçando os dedos nos cabelos dele e o beijando com paixão.

   - As almôndegas! – A voz de Elizabeth os assustou e só notaram que as almôndegas estavam esturricadas quando se separaram ofegando e assustados. – A vovó tem razão de reclamá-los, Deus! Vocês não podem ficar um segundo sozinhos. – Disse a menina entregando Bernardo nos braços do pai para que pudesse abrir a janela da cozinha. – Bê quer ficar com o papai, ele não para chamá-lo e não quer dormir. – Disse Lizzie arqueando as sobrancelhas como a mãe arqueava ao olhá-la.

   - É que está na hora da gente assistir animal planet, não é bebê? – Disse Joe limpando a baba de Bernardo com a fralda. Todos os dias naquele mesmo horário Joe e Bernardo assistiam animal planet sentados no sofá um abraçado ao outro e impressionados com os milhares de documentários sobre os animais e o mundo. – Hoje vai passar a história dos lobos, o papai viu na internet. – Joe beijou Demi na bochecha e Lizzie logo caminhando para a sala com o pequeno nos braços.

   - Ei, onde está o seu namorado? – Perguntou Demi colocando uma mecha dos cabelos loiros de Lizzie atrás da orelha da menina.

   - Está com Daniel. – Murmurou Elizabeth revirando os olhos. E Demi riu. Elizabeth e Dan nunca levantariam a bandeira branca. – Mãe, a carta chegou. – A principio Demi não sabia o que diria, o coração apertou e a vontade de chorar a dominou. Daniel terminara a escola e como todo adolescente a tão esperada carta de recomendação fora enviada a faculdade que Daniel escolhera e o retorno chegara.

   - Ele abriu? – Perguntou Demi franzindo o cenho quando Elizabeth assentiu e ela soube da resposta. – Oh Deus. – Murmurou apoiando-se na bancada. Só de pensar em Daniel na faculdade e Elizabeth casada daqui alguns anos a deixava zonza e de coração apertado.

   - Mãe.. Mecânica é o sonho dele. – Disse Elizabeth aproximando-se da mãe para limpar as lágrimas que rolavam pelo rosto de Demi. – Não chora. – Pediu abraçando a mãe e sendo abraçada por ela.

    - Meu amor.. – Começou a dizer Demi abraçando a filha contra o peito tentando conter as lágrimas e o buraco que se formava em seu peito. – Um dia.. um dia você vai ser mãe e você vai saber como é horrível ficar um segundo longe dos seus filhos. São tantas coisas que passam por nossa cabeça. Se eu pudesse, eu teria você e os seus irmãos comigo o tempo todo. Não quero que nada de mal aconteça a vocês, prefiro que aconteça comigo a ver os meus bebês machucados. – Lizzie sabia que era verdade cada palavra dita pela mãe. Ela sempre estava lá para protegê-los e guiá-los daquele jeito carinhoso e durão que só pertencia a Demi.

   - Eu queria ficar protegida em seus braços para o resto da minha vida, mas.. – Disse a menina olhando para os olhos da mãe e por mais que machucasse, Demi a entendia, pois passara o mesmo com Dianna.

   - Mas você o ama. – Sussurrou Demi acariciando o rosto da filha. – Só não case agora, quero você e os seus irmãos comigo e com o seu pai bobão por muito tempo. Nós não estamos preparados para deixá-los ir. E novos demais para ter netinhos. – Elizabeth assentiu sorrindo para a mãe e acabara roçando o nariz ao dela num beijinho de esquimó o que fez Demi chorar ainda mais a abraçando contra o corpo.

   - Eu sempre vou ser o seu bebê. – Disse a menina arrancando um sorriso da mãe em meio às lágrimas. – Dan também, e o Bê, bem, ele é um bebê. – Demi riu e a aninhou em seus braços, beijou-lhe a testa e guardou as palavras da menina em seu coração.

   - Que tal ajudar a mamãe com o almoço? Se nós dependermos do seu pai a gente não termina esse almoço hoje e o pessoal morre de fome. – Lizzie assentiu envolvendo a mãe num abraço de urso adorando toda aquela atenção que recebia. Era simplesmente fantástico ser mimada por Demi.

   - Mãe, o Bê estava tentando andar sozinho, ele deu um passinho e caiu. – Demi sorriu sabendo que aquilo era obra de Eric já que ele adorava mimar Bernardo e ensiná-lo a andar segurando nas mãozinhas do pequeno. – Você e o papai vão ter mais bebês? – Perguntou Elizabeth do nada e Demi franziu o cenho sem saber o que responder.

   - Hum.. não, vocês três já são o suficiente para me deixar louca. – Comentou Demi buscando pela batata palha para começar a fazer o salpicão. – E o seu pai.. Ele dá muito trabalho, mais trabalho que você e os seus irmãos juntos. – Disse e a menina riu assentindo. Joe era realmente um bebezão quando queria, era manhoso e muito carente de atenção feminina. – Mas se acontecer, um bebê sempre será bem-vindo na nossa família. – Lizzie assentiu e juntas elas elaboraram milhares de pratos enquanto conversavam em meio às risadas exageradas de Demi e as bochechas coradas de Elizabeth.

Não tinha coisa melhor que ter a família e os amigos reunidos numa tarde ensolarada Californiana. Não demorou muito para que o almoço ficasse pronto já que Denise e Danielle ajudaram Demi e Lizzie na cozinha. A casa então estava cheia de alegria e muitas risadas.

   - Olha só filho, o Lobo quer namorar com a Lobinha. – Em pé e escorada na parede da sala, com um sorriso radiante nos lábios e os olhos brilhantes, Demi fazia o máximo de silêncio possível e focara-se em Joe deitado no sofá com o pequeno Bernardo deitado sobre o corpo forte do pai. – Eles vão ter muitos filhotinhos, sabia? – Demi acabou rindo quando na TV mostrara o acasalamento dos lobos e Bernardo alternava-se em fechar os olhos e a assistir ao programa sem entender nada do que acontecia.

   - Joseph, ele é muito pequeno. – Disse Demi quando fora descoberta pelo marido e pelo pequeno. – Nós já vamos almoçar querido. – O pequeno aninhou-se nos braços de Demi quando ela o pegou e o beijou na testa. Bernardo estava caindo de sono, mas mesmo assim não deixara de levar a mãozinha ao seio da mãe naquela forma que ele mostrava que estava com fome. – Eu sei meu amor, está na hora de você mamar. – Bernardo chegara fechar os olhos enquanto era mimado pela mãe que acariciava os seus cabelos castanhos com as pontas dos dedos.

   - Ele está com sono, Dem. – Disse Joe assim que desligou a televisão e aproximou-se da esposa para beijar o pequeno Bernardo. – Vamos? – Demi assentiu e em silêncio caminharam lado a lado para a enorme cozinha onde todos estavam reunidos e conversavam animadamente rindo das piadas de Miley e do quão Nick estava corado.

   - Alice está com fome, posso amamentá-la no quarto do Bê? Ela sempre dorme depois que eu a amamento. – Demi assentiu espiando a bebê nos braços de Selena. A pequena era a mistura perfeita da mãe e do pai, era branquinha e miúda como Selena quando bebê e tinha os lindos olhos azuis do pai.

   - Ela é tão quietinha. – Comentou Demi enquanto caminhava com Selena para fora da cozinha. – Bernardo é um bom menino, mas não quer dormir mesmo que esteja caindo de sono. – Selena riu olhando para o pequeno Bernardo nos braços da melhor amiga lutando para não dormir e chamando a mãe daquele mesmo jeito manhoso que lembrava muito o jeito do pai.

   - Ele só quer brincar Dem, descobrir como o mundo funciona. – Disse Selena enquanto elas subiam a escada. – Alice agora quer explorar a casa toda só porque aprendeu a engatinhar e não quer engatinhar sozinha. Ontem o Chris engatinhou com ela a casa todinha, ela ficou tão cansada que dormiu a noite toda. – Demi riu olhando para a pequena Alice. Ela sabia como os bebês podiam ser emotivos e convencer os pais a fazer tudo que eles queriam apenas com um sorriso.

   - Aproveita para namorar quando ela estiver dormindo, daqui alguns meses vocês vão ficar loucos com as travessuras dela. – Selena assentiu adentrando o quarto de Bernardo com Demi a sua cola.

   - Ah Dem, nós estamos aproveitando. – Disse Selena sentando-se a poltrona para amamentar a pequena Alice e Demi sentou-se ao puff azul mimando Bernardo com beijinhos e carinhos. – Se eu soubesse que era tão bom ser casada e ter um bebê, eu teria me envolvido com o Chris anos atrás quando ele tentou flertar comigo e eu dei um senhor fora nele para ficar com o Ian. – Demi ajeitou o pequeno Bernardo em seus braços e logo ele estava sujando-lhe o leite materno com tanta fome que Demi sentiu-se culpada por passar tanto tempo envolvida com o almoço enquanto o seu filho estava com fome.

   - Deus sabe de todas as coisas. – Disse fitando os olhos de Selena. – Talvez se vocês se envolvessem antes não daria certo. – Selena assentiu pensativa e desviou os olhos dos da melhor amiga para fitar a sua menininha em seus braços mamando com tanta paciência.

   - Você tem razão. Não sou mais aquela mulher frágil de antes, me sinto forte e amada. – O sorriso de Demi foi de orelha a orelha em completa felicidade por Selena. – Nós estamos bem, sabe? Eu o amo, ele me ama e nós temos a nossa menina. – Disse Selena toda orgulhosa.

   - Não há nada que supere o amor, Sel. – Disse pensando em tudo que acontecera desde o dia que vira o anúncio que mudara a sua vida até o último olhar que trocara com Joe na sala há poucos minutos. – Eu o amo tanto, amo tudo que nós temos e tenho comigo que tudo que nós passamos foi para aprendermos a nos valorizar e amar um ao outro da forma mais pura. – Os dedos de Demi corriam pelo rosto de Bernardo que já dormia serenamente em seus braços cansado e satisfeito.

   - Vocês estão tão apaixonados. Dá para perceber até quando se olham. – Comentou Selena sorrindo. – Mas vocês são tão melosos. – Demi riu da careta de Selena. Não existia coisa melhor que ficar grudada a Joe o tempo todo, ele pensava como ela e bem, eles eram melhores amigos, namorados e casados.

   - Vocês exageram! Nós não somos tão melosos assim. – Defendeu-se Demi. – Nós brigamos às vezes, e estamos aproveitando enquanto estou parada. – De certa forma era verdade, havia um bom tempo que Demi não fazia shows em enormes arenas, optara por algo mais leve como acústicos nas redondezas de Los Angeles já que queria estar perto dos filhos e de Joe antes de partir para uma turnê mundial.

   - Vocês são melosos, confessa! – Disse Selena colocando a pequena Alice para golfar. – Você nem tanto, devo admitir, mas o Joe! Eu acho que a tia Dê não deu muito carinho para ele. – Demi riu levantando-se para colocar Bernardo no berço.

   - Ela é muito carinhosa, o Joe é que é manhoso e tão carente. – Disse Demi deitando o pequeno no berço de forma que sobrava um bom espaço para Alice.

   - E você adora! – Demi riu corada quando Selena lhe lançou aquele olhar carregado de segundas intenções. – Nossos bebês são tão lindos. – Disse Sel quando deitara Alice ao lado de Bernardo.

   - Sim, eles são. – Comentou Demi observando o filho dormir e a pequena Alice adormecida ao lado dele como um anjinho. – O que foi? – Perguntou Demi a Selena assim que ela a olhou um tanto surpresa e com um sorriso enorme nos lábios. Demi tornou a olhar para o berço e sorriu também pensando o mesmo que Selena.

   - Eles são tão fofos juntos. – Disse Selena mordendo o lábio inferior e logo sorriu fitando a amiga. – Já pensou nos dois adolescentes e apaixonados um pelo o outro? Nós vamos ser da mesma família. – Demi riu e fitou os dois bebês deitados lado a lado, não era uma má ideia.

   - Sel, a gente já é da mesma família. – Disse Demi abraçando a amiga de lado. – Você é como uma irmã para mim. – Selena sorriu e a abraçou de volta. – E eu acho que vou acabar proibindo o meu pequeno de namorar, ah Sel! Você não sabe como é ruim ser deixada de lado. Elizabeth está noiva e Daniel vai para a faculdade. – Murmurou emburrada e Selena a olhou sem entender.

   - Dem, qual o problema? Eles crescem e precisam seguir sozinhos. – Depois do que dissera Selena fitou o rosto de Alice e sentiu um nó no peito. – Tudo bem, é ruim.. mas é preciso. – Disse acariciando as bochechas da filha.

   - Ele recebeu a carta hoje Sel, o meu garotinho vai conhecer um mundo completamente diferente, vai fazer novos amigos e não vai ter tempo para ficar comigo. – Murmurou Demi cobrindo Bernardo e o observando com tanta paixão e proteção que só pertencia a uma mãe. – Beth está noiva, e ano que vem ela também receberá a carta da faculdade. – Selena tornou a abraçar Demi de lado sabendo como a amiga era apegada aos filhos.

   - Eles são os seus bebês para sempre Dem, isso nenhum namoro ou o mundo pode mudar. – Demi assentiu com pesar e esboçou um sorriso tristonho quando Selena a puxou para fora do quarto para que as crianças pudessem dormir sossegadas. – E você e o Joe podem trabalhar para ter mais bebês. – Demi revirou os olhos com o olhar malicioso de Selena e fechou a porta do quarto dando de cara com Daniel e Jenny.

   - Mais bebês mamãe? – Perguntou Daniel arqueando as sobrancelhas esperando uma resposta da mãe. Em um ano muitas coisas mudaram, é claro, para melhor. Todos estavam felizes e Daniel, bem, o rapaz estava radiante e amadurecera num pequeno prazo, mas Dan ainda era aquele velho garoto que adorava perturbar a irmã e tirar a mãe do sério.

   - A fábrica fechou. – Disse Demi fazendo careta.

   - O papai não vai gostar dessa notícia. – Daniel esboçou aquele sorriso galã que deixavam as garotas malucas e olhou para a namorada enlaçando os dedos aos dela. – Nós vamos.. Hum.. Vou mostrar algo a Jenny no meu quarto, tudo bem? – Perguntou a mãe um pouco tímido e Demi assentiu trocando um breve olhar com Jenny.

   - Ei! – Disse Demi quando já desceria o primeiro andar da escada e Daniel que abria a porta do quarto parou para olhar para a mãe. – Quer cochilar comigo mais tarde? – Perguntou um tanto sem jeito e Daniel assentiu sorrindo e a fitando.

   - Viu? Ele não vai te trocar por nada e ninguém. – Disse Selena despertando a atenção de Demi.

   - A senhorita Lovato está com ciúmes? – Demi quase infartou, mas riu assim que Elizabeth a abraçou por trás quando elas desciam o último degrau da escada.

   - Talvez eu esteja morrendo de ciúmes. – Disse Demi abraçando a filha e mostrando língua para Eric que cruzou os braços e arqueou as sobrancelhas. – Aliás, o que vocês estavam fazendo lá em cima? – Selena riu quando os dois adolescentes coraram com a pergunta da amiga.

   - O sinal do WiFi é melhor. – Mesmo corada Elizabeth controlou-se para não rir da resposta de Eric.

   - Vocês não enganam ninguém! – Disse Demi fitando os cabelos loiros de Eric bagunçados e as roupas desgrenhadas de Elizabeth. – Ei! Aonde vocês vão? – Perguntou Demi assim que Elizabeth gargalhou depois de beijá-la na bochecha e beijar Selena.

   - Procurar um lugar onde o sinal do WiFi pega melhor! – E então a menina saíra correndo para fora de casa puxando o namorado pela mão.

   - Ela é a sua cara. – Disse Selena apoiando as mãos nos ombros da amiga para que elas pudessem caminhar na direção do barulho que vinha da sala. – Eles são como você e o Joseph. – Demi assentiu enlaçando os dedos aos de Selena a olhando por cima do ombro e sorrindo para a amiga.

   - Mas eles têm mais juízo que eu e o meu Joe. – Juntas elas caminharam rindo e cochichando até que estavam na sala. Era tão bom aqueles encontros que eles sempre faziam. Demi sorriu observando todos tão animados e felizes. Marissa estava sentada na ponta do sofá ao lado de Miley e Chris e não economizava sorrisos para Josh, o finalmente noivo que a deixara balançada de paixão. E bem, Miley, sentada entre Marissa e os pais de Demi não deixava de fazer piadas que todos riam. Anne, Bryan e Alena conversavam e riam como todos os adolescentes faziam compartilhando mensagens e memes da internet. Denise e Paul estavam sentados e observavam os filhos. E o sorriso de Demi alargou-se ainda mais ao ver que no colo de Nick tinha um violão e que mesmo que Danielle estivesse agarrada a Kevin, ele também tinha um violão e dedilhava alguns acordes. E lá estava ele. Tão lindo e descontraído. Nenhum detalhe passara despercebido por Demi. Dos braços fortes cruzados as roupas simples que Joe vestia que o deixava mais lindo e natural. Demi o olhou e sorriu ao ver Buffy deitado sobre os pés de Joe que conversava com os irmãos feliz e sem poupar sorrisos. Os olhos cor de mel esverdeados chegavam a brilhar mais.

   - Pequena! Vem cá! – Chamou-a Joe quando a flagrara o olhando com um sorriso bobo nos lábios. E Demi caminhara até ele corada e quando finalmente estava de frente a Joe, ela ficou ainda mais vermelha quando ele afastou um pouco as pernas fazendo Buffy grunhir alguma coisa e a sentou ali a abraçando carinhosamente já que no sofá não tinha mais espaço. – Bernardo dormiu? – Perguntou Joe e Demi assentiu balançando a cabeça envergonhada depois que notara como Denise e Dianna a olhava sorrindo. – Olha para mim. – Ele pediu e Demi engoliu em seco quando virou-se para olhá-lo. Ele ficava tão lindo de boné e com aquele sorriso sempre nos lábios. – Por que você está com vergonha? – Sussurrou Joe acariciando o queixo dela fitando-lhes os olhos com tanta intensidade e paixão.

   - Não estou com vergonha. – Murmurou Demi desviando os olhos dos dele já que cometeria um ato insano se continuasse fitando aqueles olhos bonitos por muito tempo.

   - Está sim! – Joe a beijou na bochecha e a envolveu num abraço de urso flagrando também os olhares de Dianna e Denise, agora ele sabia por que Demi estava corada. – Não mereço um beijo? – Perguntou Joe esboçando um sorriso sapeca para Demi, que tornou a olhar para Dianna e Denise, mas riu quando elas desviaram os olhares também rindo.

   - Joseph, aqui não.. – Sussurrou Demi, mas já era tarde demais, Joe levara as mãos dela para o rosto e Demi respirou fundo deslizando a ponta dos dedos pela barba dele. – Amo você querido. – Sussurrou nos lábios dele e o beijou de forma calma e lenta para não chamar atenção.

   - Amo você bebê. – Ele sussurrou a beijando na testa e Demi deitou a cabeça no peito largo fechando os olhos para escutar os batimentos cardíacos de Joe. A melhor parte foi quando a voz calma e suave dele soou em versos melódicos, era tudo que ela ouvia além das batidas do coração dele e do som dos violões. A cada música o sorriso de Demi aumentava e ela aninhava-se a Joe sentindo o coração disparar de amor por aquele homem maravilhoso.

   - Esse foi o melhor dia da minha vida. – Disse Demi abraçando Joe de lado enquanto eles viam os carros partirem já no final da tarde. – Pensei que nunca mais te ouviria cantar como você cantou hoje, me sinto tão honrada. – Joe desviou o olhar do horizonte para fitar a baixinha agarrada a ele.

   - Eu me sinto honrado por ter você só para mim. – Ele disse envolvendo a cintura dela com os braços e curvou-se para beijá-la nos lábios. – Foi um dia maravilhoso, não acha? – Joe roubou um selinho demorado e enlaçou os dedos aos dela para entrarem para casa.

   - O melhor de todos! – Disse Demi o abraçando de lado enquanto eles caminhavam pelo caminho de pedras do jardim. – Você estava tão lindo cantando. Por favor, não pare de cantar, eu amo ouvir a sua voz. – Joe sorriu tímido e a puxou para que eles se sentassem num dos banquinhos do jardim para ver o sol se por naquele final de tarde.

   - Não vou parar. – Ele disse fitando o céu. – Obrigado por ser a minha garota. Eu amo você. – Demi sorriu e deitou a cabeça no ombro dele, beijou-lhe o pescoço e os lábios com paixão.

   - A casa está quieta demais. – Comentou Demi minutos mais tarde erguendo-se desviando os olhos do céu já escuro para olhar para Joe.

   - Estão dormindo ou aprontando. – Levantando-se, Demi o puxou pelas mãos até que Joe estivesse de pé e rindo das caretas que ela fazia. Ora, ele era pesado! – Você é uma gracinha. – Ele disse a abraçando por trás para que juntos eles caminhassem para dentro de casa.

   - Joe, você é muito pesado. – Murmurou Demi tentando desfazer do abraço dele. – Joseph! – Choramingou sentindo todo o peso do corpo dele em seus ombros e Joe riu agilmente a pegando no colo.

   - Melhor? – Ele disse roçando o nariz ao dela e Demi envolveu o pescoço dele com os braços para que não caísse.

   - Joe! – Ela gritou e riu quando ele ameaçou jogá-la para cima. – Você é muito malvado comigo amor. – Disse manhosa o beijando no peito enquanto Joe subia a escada. – Ei! Preciso checar se está tudo bem com os nossos bebês. – Joe negou balançando a cabeça e esboçando um sorriso sapeca abrindo a porta do quarto.

   - Eles estão dormindo. – Disse assim que adentrou o quarto e trancou a porta logo caminhando com Demi às escuras em direção à cama. – Já disse que você é a mulher mais linda desse mundo? – Ele a deitou na cama com todo o cuidado do mundo e deitou-se sobre ela aproveitando para acender a luz do abajur.

   - Hum.. Hoje não. – Demi não resistiu ao sorriso de menino dele e o aninhou ao corpo.

   - Você é a mulher mais linda de todo o mundo! – Ele disse erguendo-se para que ela deslizasse a camisa por seu tronco forte e a jogasse em um lugar que eles descobririam mais tarde. – E eu amo o seu sorriso e o jeito que você me olha. – Comentou beijando o tórax dela mesmo sobre a camisa que Demi vestia. – A sua risada e as suas bochechas coradinhas. – Demi sorriu e o puxou para um beijo apaixonado. – Amo como você é fofa e como você faz amor comigo como se não houvesse o amanhã. – Demi levou as mãos aos cabelos dele e os acariciou com os dedos abrigando Joe entre as pernas.

   - Eu te amo tanto, tanto, tanto! – Demi distribuiu uma série de selinhos pelo rosto dele e observou vidrada em como ele era lindo. A pele morena diferente da dela branca e rosada, o rosto bonito marcado pela barba que o deixava incrivelmente sexy, o nariz que ela adorava roçar ao dela e os olhos cheios de paz e amor naquela mistura de cor de mel e verde. Demi os fitou e os viu esconder-se quando ela os beijou carinhosamente e voltou a fitá-lo apaixonada. Ah! Enroscara os dedos nos cabelos negros lisos adorando senti-los macios em seus dedos. Demi o observou com um pequeno sorriso nos lábios e ficara boquiaberta quando seus olhos captaram em meio à cabeleira negra de Joe um fio que se destacava..

   - Dem? – Joe a chamou depois de beijá-la na bochecha e então fitara os olhos marejados dela. – Está tudo bem princesa? – Ele perguntou preocupado e ela apressou-se a assentir umedecendo os lábios e fechando os olhos para que a lembrança da primeira vez que ela o viu quando ainda eram adolescentes assim como todas aquelas lembranças de tudo que viveram juntos lhe invadisse a mente.

   - Eu te amo. – Ela disse o puxando para um beijo apaixonado. – Para todo o sempre.


Fim..

Oi.. É, acabou. Eu não sei o que dizer.. Então... Foi tão bom escrever essa fanfic, eu a amo e vou sentir tanta falta de pensar em novos capítulos, no Joe sempre tão fofo com a Demi.. Mas tem que acabar né? Muito, muito, muito, muito obrigada a todos os leitores pelos comentários e pelas visualizações, vocês não tem ideia de como é bom saber que alguém gosta do que você faz, sério, muito obrigada a todos(as) vocês! Droga, eu não vou chorar :( Um super e mega obrigada para a Srta. Alessandra Lopes por ter me dado uma luz em meio a escuridão que passei em alguns capítulos e por ter feito algumas partes também, beeeijo Leka <33 Vou ficando por aqui, tenho que estudar para a prova de amanhã e farei um post sobre um futura fanfic. Beijos, tchau! ps. voltei com o whatsapp, quem quiser o número manda dm no twitter >  https://twitter.com/mylittlediley