13.9.14

Capítulo 17

Durante um tempo Demi temeu aquele encontro, aliás, temera por vinte anos e justamente agora estava cara a cara com ela.. Alex Short. De imediato não pudera reconhecê-la, Alex estava diferente, mas o brilho dos olhos ainda era o mesmo. Empalidecera e não sabia o que fazer e como reagir. Milhares de pensamentos surgiam uns sobres os outros enlouquecendo-a.  Os olhos estavam fixos aos de Alex, o terror começara a dominá-la aos poucos, a razão pedia para que ela fugisse, mas o estado de choque a dominara de tal jeito que Demi mal conseguia mover-se. Alex tinha sido uma amiga no passado e também uma grande influência para que Demi se envolvesse com drogas e em diversas confusões.

   - Você não sabe o que eu vivi por sua culpa. - Culpa. Aquele terrível sentimento era capaz de destruir uma vida, assim como a de Demi quase foi destruída quando adolescente. - As coisas são assim, a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco. - A breve risada de Alex deixou-a espantada, mais espantada do que já estava. - Sabe o que é engraçado? Você simplesmente fez a merda toda sozinha. - Caminhando apressadamente para o lado, os olhos de Demi encontraram novamente com os de Alex. Raivosos e sarcásticos. - O meu nome e a minha imagem foram sujos tudo por culpa da estrelinha histérica do pop. - Outra risada e então Demi engoliu seco tão assustada por não saber quais eram os objetivos de Alex com toda aquela conversa sem nexo. - Você não passa de uma vadia fodida. - Afastando-se de Demi, Alex a mediu com os olhos e sorriu cinicamente arrastando os saltos pela cerâmica do banheiro. - O gato comeu a sua língua? - Outra risada e então Demi encolheu-se sentindo-se tão intimidada. - Aliás, o Jonas está demorando com a sua água. Como você faz para segurá-lo? Ele deve ter sangue de barata para foder com essa coisa que você se transformou. - As lágrimas formavam-se, tudo que Demi queria fazer era encolher-se num canto e gritar o mais alto possível, esvaziar-se daquela energia pesada que Alex transmitia. - Não seja boba, nós duas sabemos que você é bem espertinha. Ele só está acorrentado a você por causa dos seus pirralhos, e você deve dar tudo que ele quer na cama. - Não chore, não deixe-se abalar, você é forte. Repetia para si mesma, mas as palavras de Alex eram tão impactantes que conseguiram derrubar o resto das defesas já destruídas.. Deus! Então tinha sido ela. - Humm.. Putas são especialistas em sexo Demetria, é uma boa explicação para essa palhaçada do seu casamento. - Mais alguns passos de Alex e Demi pensou em correr, mas não funcionaria. As pernas simplesmente travaram deixando-a com apenas uma opção: escutar tudo que Alex tinha a dizer. - Eu tenho algumas fotos suas, coisa leve, nada que você já não tenha feito, acho que vai me render uma boa grana. - As fotos explicavam-se agora. Alex deveria ter usado alguém para ajudá-la a mostrar aquelas fotos no telão. - Eu bem que queria acabar com você, mas vou deixá-la fazer por mim, não quero sujar as minhas mãos com você. Você é suja e faz um bom serviço sozinha. - O sangue simplesmente pareceu evaporar das veias quando Alex aproximou-se ficando a poucos centímetros dela. - Você  vai pagar por tudo que fez. - Não aguentando mais, Demi deixou a primeira lágrima rolar pelo rosto e logo uma centena delas rolavam freneticamente. A visão estava tão embaçada e tudo que Demi podia ver eram borrões.

   - Dem? - A voz calma e firme de Joe foi como encontrar a luz no meio da escuridão. - Você está bem? - Joe analisou a mulher perto de Demi durante alguns segundos e então tomou Demi nos braços não gostando nada do estado dela.

   - Belo teatrinho. - Joe reconheceu aquele sorriso, mas não lembrou-se a quem ele pertencia. A mulher simplesmente virou as costas e os deixou.

   - Não chore, por favor. - Sussurrou abraçando-a. Era simplesmente de cortar o coração quando Joe sentia que a esposa não estava bem, ele não sabia como agir, queria ajudá-la, queria vê-la sorrindo, mas não tinha nada que ele poderia fazer. - Minha pequena, não chore. - Sussurrou beijando-a na testa. Sentia-se tão impotente e inútil. Os minutos se passavam e tudo que Joe fizera tinha sido abraçá-la com força tentando protegê-la da única forma que conseguia. 

As lágrimas já não rolavam com tanta frequência, Demi apenas o abraçava e aninhava-se a ele numa tentativa falha de tentar esquecer a dor. Alex não precisou fazer muito para trazer consigo toda aquela sujeira do passado, o sentimento de culpa voltara com tudo, era como se a Demi de todos aqueles anos felizes estivesse perdida no meio da escuridão. - Dem, fala comigo. - Dissera tão aflito por conta do estado de Demi, passara-se minutos e ela não dissera nada, apenas suspirava pesado e chorava.

   - Não me deixa.. - Foi tudo que conseguiu dizer. Como era possível o jogo virar de tal forma? Sentia-se segura, amada e feliz a poucos minutos, e agora sentia-se insegura, com medo de Joe não amá-la mais e completamente infeliz. Infeliz. Primeiro Alex a humilhara de uma forma tão covarde. Aquelas fotos eram de um tempo sombrio, não recentes, e Alex as mostrara ao mundo num momento tão importante. Como as pessoas acreditariam nas palavras de Demi? Simplesmente enxergariam toda aquela questão como uma jogada de marketing e não com a real intenção de Demi. Ajudar as pessoas a serem felizes com elas mesmas. Fora o medo que a assombrara. E se Joe deixasse-a? Seria o fim, simplesmente o fim de tudo o que ela era.

   - Eu não vou. - Curvando-se, Joe selou a promessa cobrindo os lábios de Demi com os dele. Beijou-lhe a boca com amor e paixão, não tinha vontade de finalizar aquele beijo de forma alguma, queria apenas ela. - Nós vamos enfrentar isso juntos, eu sempre vou estar com você. - Disse com firmeza olhando no fundo dos olhos dela e depois a beijou apertando-a contra o corpo. Depois de tudo que já passaram juntos, Joe não iria permitir-se perdê-la sobre hipótese alguma. Demi era parte de si, a melhor parte, e não iria deixar que nada destruísse aquilo que eles tinham construído juntos. - Vamos para casa anjo. - Vestindo-a com o paletó, Joe a abraçou de lado antes de saírem do banheiro feminino.
 O caos continuava, pelo visto até a polícia estava envolvida, pois o barulho da sirene junto do barulho da multidão era ensurdecedor. A limousine que os trouxe até o evento estava cercada de paparazzis que gritavam perguntas umas atrás das outras. Joe tivera que ligar para a equipe de seguranças e mesmo quando a SUV preta os esperava rodeada de carros de segurança, os flashes dispararam cegando-os enquanto Joe guiava Demi para o carro.

   - Senhora. - Demi aceitou o lenço que Max oferecia e assoou o nariz, encolheu-se nos braços de Joe e fechou os olhos tentando cochilar. Talvez se ela dormisse um pouco a dor passaria e quando ela acordasse tudo estaria normal. Era tão estranho.. Durante todo o caminho Demi não dissera nada, simplesmente nada. Joe sentia-se agoniado, Demi era sempre tão tagarela e estava quieta e aninhada a ele.

   - Querida, nós chegamos. - Batendo levemente a ponta do dedo no nariz de Demi, Joe acariciou-lhe a bochecha e sorriu para ela. Mas Demi apenas forçou um pequenino e triste sorriso. - Hoje você cuidou de mim, agora é a minha vez de cuidar de você. - Ajudando-a a sair do carro, Joe acenou para os seguranças e caminhou abraçado com Demi para casa. Tinha sido um dia cansativo e acabara de um jeito estranho.

Poucas eram as luzes acesas, as vozes baixas, que deveriam ser da tevê, vinham da sala, os filhotes de Buffy dormiam na cesta perto da lareira junto com o pai. Subindo as escadas, Joe levou Demi para o quarto, ajudou-a despir-se para que pudessem tomar banho; E novamente Demi estava calada demais, apenas dizia sim e não.

   - Você vai ficar quietinha aqui, vou buscar alguma coisa para você comer e procurar as crianças. - Novamente ela não disse nada, Demi estava embrulhada pela coberta e parecia tão distante que apenas assentiu, e Joe roubou um selinho antes de sair trazendo-a de volta a realidade. 

Daniel deveria estar dormindo, de todos da casa, quem mais dormia era o garoto, mas Joe o encontrou deitado na cama fitando o nada. - Dan? - Chamou-o e segundos depois o garoto o olhou. - Nós chegamos tem pouco tempo. - Disse ainda da porta do quarto. Não bastara estar preocupado com Demi, Joe estava louco para saber onde Lizzie estava.

   - Como ela está? - A principio não tivera coragem de olhá-lo. A voz de Dan soara tão insegura e cheia de medo. Eles não sabiam.. Demi não contara tudo aos filhos, tudo que eles sabiam era que a mãe não tivera uma boa infância e que na adolescência fora para uma clinica de reabilitação por conta de problemas alimentares.. Demi não contara sobre as bebidas e as drogas..

   - Ela precisa do nosso apoio. - Joe nunca vira o garoto tão sério e centrado como ele estava. Daniel parecia tão tenso que chegara ficar rígido.

   - Eu sei. - Murmurou e então levantou-se da cama. - Eu tenho idade suficiente para saber de tudo. - Agora muitas coisas faziam sentido. Dan nunca tivera curiosidade de pesquisar sobre os pais na internet, e mesmo quando tentou uma vez não deu certo... Sempre fora tão cercado de segurança e tão protegido pela mãe.. Ela queria esconder a verdade? Então era por conta daquelas fotos que todos na escola falavam coisas absurdas..? Era verdade ou mentira?

   - Não complique as coisas. - Disse tão surpreso. - Sua mãe é quem decide. - Encostando a porta do quarto, Joe caminhou até o final do corredor já assustado com a possibilidade de Lizzie o encher de perguntas como ela sempre fazia, mas a menina não estava no quarto.. - Oh meu Deus. - Murmurou quando viu Daniel entrar no quarto. Tudo que Demi não precisava era de ter o filho contra ela, as coisas só piorariam.. Caminhando em passos largos e temendo gritos, Joe abriu a porta do quarto e suspirou aliviado. Daniel estava deitado colado a Demi e a abraçava. Era exatamente da mesma forma de quando ele era apenas um menino indefeso que corria para o quarto dos pais para buscar a proteção da mãe quando estava assustado. Deixando-os, Joe desceu as escadas e caminhou diretamente para a sala de tevê. Lizzie estava tão aninhada ao peito de Eric, chegara suspirar em seu sono enquanto o rapaz brincava com as mechas castanhas claras do cabelo da menina.

   - Oi. - Joe murmurou tão sem jeito. Nunca tivera uma conversa com Eric.

   - Oi. - Eric sorriu para Joe quebrando aquele clima tenso entre eles. - Sei que eu deveria estar em casa, mas Lizzie estava nervosa demais, eu não poderia deixá-la, Dan também estava nervoso e eles brigaram.. - Joe passou as mãos nos cabelos e assentiu. Já imaginara a discussão de Lizzie e Dan, quando acontecia era gritos e Lizzie tentava acertar o irmão com qualquer objeto que encontrara. Eric não estava em bons lençóis, Lizzie era uma garota determinada e valente.

   - Eles só estão assustados. - Sussurrou para si mesmo agachando-se perto de Eric e Lizzie. - Está tarde, o motorista pode te levar em casa. - Beijando o rosto de Lizzie, Joe se levantou lembrando-se que Demi precisava dele. - Leve-a para o quarto rapaz. - Disse tão sério e Eric apenas assentiu. - O motorista estará te esperando, boa noite. - Com certo receio Joe estendeu a mão e ofereceu um pequeno sorriso a Eric. Se Eric fosse qualquer um, estaria se aproveitando da sua menina durante todo aquele caos. Caminhando para a cozinha, Joe não sabia ao certo o que deveria cozinhar e acabou preparando mingau para Demi já sabendo que ela recusaria qualquer outro alimento. - Demi? - Chamou-a adentrando o quarto com o prato de mingau quentíssimo.

   - Meu amor, vai dormir na sua cama. - Joe sabia que ela estava fingindo, não era à toa que Demi era uma boa atriz. - Eu vou ficar bem. - Dan olhou com certo receio para o pai e então abraçou a mãe e depositou um longo beijo na bochecha dela.

   - Qualquer coisa me chama. - Disse olhando nos olhos dela e então Demi o beijou. - Boa noite. - Levantando-se, Dan abraçou o pai de lado e antes de sair do quarto checou se a mãe continuava bem. Daniel não os deixaria sossegados pelo resto da noite, Joe sabia que o garoto iria checar se a mãe estava bem de meia e meia hora.

   - Eu fiz mingau. - Disse um tanto sem graça sentando-se na beirada da cama.

   - Eu não estou com fome. - Encolhendo-se nas cobertas, Demi evitou olhá-lo, estava tão envergonhada e com medo de perdê-lo.

   - Você vai recusar o mingau que eu fiz com tanto amor e carinho? - Revirando os olhos, Demi sentou-se na cama e aceitou a primeira colherada de mingau de Joe. - Você vai comer tudo, nada de caretas. - Mas algumas colheradas de mingau e então Joe deixou o prato sobre o criado mudo e esperou por Demi, que escovava os dentes, na cama. - Como você está? - Perguntou quando ela voltou. Demi parecia tão abatida e cansada.

   - Eu só quero esquecer. - Sussurrou contra-vontade deitando-se na cama.

   - Tudo bem. - Não iria forçá-la a nada. Mas a conversa sobre o que acontecera iria acontecer mais cedo ou mais tarde.

Continua... Oi! Desculpe pelo capítulo, ok? Eu não gostei, não estou conseguindo escrever do jeito que gosto e não sei mais o que fazer nessa história, estou pensando seriamente em cancelar. As coisas não estão fluindo, ta forçado.. Vou tentar terminá-la, por favor, se alguém tiver alguma ideia para ajudar a pobre, indefesa e inocente moça aqui, por favor, não hesite em comentar dizendo-a. Obrigado pelos comentários, beijos e desculpe mais uma vez.

9.9.14

Capítulo 16

- Solta! – A verdadeira terceira guerra mundial acabara de acontecer. Claro que não envolvia nenhuma superpotência mundial, mas sim Demi e os filhotes. – Joseph! – Gritou puxando o vestido. Os terríveis filhotes, de alguma forma não explicável pelo homem, adentraram o closet do quarto de Demi e fizeram uma senhora bagunça. – Joe! – Gritou novamente puxando a peça com tudo, dois dos filhotes travessos soltaram a peça e então avançaram sobre ela com tamanha alegria. Demi correra do closet, logo do quarto e então desceu as escadas em alta velocidade sendo seguida por filhotes alegres. – Joe! – Gritou adentrando a cozinha e jogando-se nos braços de Joe.
   - O que está acontecendo? – Perguntou assustado. Demi estava em seus braços e os pequenos e peludos filhotes pulavam alegres aos seus pés.
   - Eles pegaram o meu vestido, e agora estão querendo me pegar. – Joe arqueou as sobrancelhas e tentou colocá-la no chão, mas Demi entrelaçara com tanta força as pernas na cintura dele e cravara as unhas nos ombros impedindo-o.
   - Mãe, eles gostam de você. – Daniel disse pegando um filhotinho no colo. – Peça desculpas para a mamãe. – Os olhos amarronzados de Demi arregalaram-se quando Dan ergueu o filhote e então ele a lambeu.
   - Se eles gostam de mim porque tentam rasgar as minhas roupas? – Perguntou encolhendo-se nos braços de Joe ficando longe daquele danadinho.
   - Seu cheiro. – Disse Lizzie depois de engolir um pedaço da torrada. – É melhor se vestir logo, vocês vão se atrasar mais. – Com muito cuidado Joe colocou Demi no chão tentando protegê-la da malinesa dos pequeninos. Depois de uma pequena discussão mais cedo, ficara resolvido que Joe acompanharia Demi ao evento da noite.
   - Vamos, eu te levo para o quarto. – Joe gargalhou quando Demi começou a caminhar em passos rápidos e então começou a correr sendo seguida pelos seis filhotes que saltitavam pensando que Demi estava os convidando para uma brincadeira ou algo do tipo. – Demi, abra. – Disse batendo na porta do quarto junto com os pequeninos.
   - Não os deixe entrar. – Joe arqueou as sobrancelhas quando viu Buffy sair do quarto de Dan e espreguiçar-se, ele nem dera atenção para os filhotes e subiu para o terraço, e felizmente os filhotes, alegres por ter alguém para brincar, seguiu o pai um saltitando sobre o outro. Eles simplesmente eram terríveis demais.
   - Abra a porta anjo, eles já foram embora. – Disse calmamente, e então Demi abriu a porta em uma brecha olhando para baixo. Estava traumatizada oras!
   - Nós precisamos encontrar um lar para eles. – Joe assentiu adentrando o quarto. Demi não era muito familiarizada com animais, por mais que tivera Oliver, ela não era muito apegada a quatro patas ou penas. 
   - Eu sei, mas agora a senhorita tem que se arrumar, não podemos chegar atrasados demais. - Joe já estava arrumado. Vestira uma camisa de botões azul e terno cinza. - Já sabe o que vai vestir? - Perguntou checando a hora no relógio de pulso e logo olhou para Demi. Deus! A mulher só chegava atrasada em qualquer evento ou premiação. Os pequenos pés pálidos de unhas pintadas de preto estavam diretamente no chão quase sendo cobertos pela barra da calça de moletom rosa bebê e para completar Demi usava uma camisa branca que tinha escrito "F*uck" em letras grandes e negras.
   - Não. - Disse encolhida como uma criança que acabara de aprontar. Joe a olhou feio e balançou a cabeça sem acreditar que Demi não preparara nada para vestir num evento tão importante como aquele.
   - Eu juro, juro mesmo que qualquer dia desse eu vou dar umas boas palmadas no seu traseiro! - Mordendo o lábio inferior para não rir, Demi pôs-se cabisbaixo para não olhá-lo. Ela simplesmente não conseguia levá-lo a sério quando Joe estava bravo, era engraçado, mas também assustador.. - Ao menos tomou banho? - Perguntou de braços cruzados e batendo o pé freneticamente.
   - Hmm.. Não. - Disse envergonhada.
   - Chuveiro agora Demetria. - Bufando irritada, Demi revirou os olhos ao olhá-lo. Odiava quando Joe a chamava de Demetria. - Eu vou separar uma roupa para você porquinha. - Joe acertou uma palmada no traseiro de Demi quando ela passou por ele indo para o banheiro descalça.
   - Chato! - Gritou do banheiro quando a porta já estava trancada. Joe riu sozinho e caminhou para o closet. Vestidos, terninhos e uma variedade de roupas que nem ele mesmo conhecia. O closet era praticamente coberto pelas roupas, sapatos e acessórios de Demi, e junto com as roupas dele aquele cômodo virava uma sala gigantesca que chegara ecoar. Demi estava atrasada porque passara boa parte da tarde no cabeleireiro e quando era mais tarde, dormira durante horas e horas que chegara a ressonar enroscada nas cobertas.
Não foi preciso dedicar-se de corpo e alma para encontrar uma roupa adequada para tal evento. Joe separara uma blusa preta junto com uma saia e blazer branco e escolheu sapatos de salto alto brancos de sola preta.
   - Dem! - Gritou na porta do banheiro depois de duas batidas. - Bebê?! - Demi cantava no chuveiro, mas depois de alguns minutos ela abriu a porta do banheiro e o vapor tomou conta da visão de Joe junto com a baixinha que o olhava sorrindo.
   - Amor, você separou minha roupa? - Perguntou enquanto caminhava para o closet sendo seguida por Joe.
   - Separei. - Joe encostou a porta do closet e caminhou depressa até Demi impedindo-a de secar-se. - Eu faço isso. - Disse oferecendo um pequeno sorriso e Demi assentiu adorando a forma como ele apertava a toalha no corpo dela. - Eu vou me comportar. - Joe levou a mão à cintura de Demi e a outra até o nó da toalha frouxando-a. O pescoço foi beijado logo o busto e então Joe roçou os lábios nos mamilos e os beijou.
   - Você disse que iria se comportar. - Demi arfou sentindo os lábios dele na pele frágil do mamilo e enlaçou os cabelos dele com os dedos acariciando-os no mesmo ritmo da língua quente e macia.
   - Sutiã.. - Com muito custo Joe deixou os mamilos para dar um passo para frente junto com Demi. - Eu acho que me empolguei. - Murmurou vestindo-a com o sutiã preto delicadamente. - Acho melhor você vestir a calcinha. - Corando bruscamente, Demi assentiu e vestiu a peça sem olhá-lo.
   - Joe.. - Demi ergueu os braços e então ele deslizou a blusa no corpo dela. - Nós não podemos ficar em casa? - Perguntou o olhando.
   - Você não está animada? - Demi assentiu vestindo a saia. - Nós podemos vim embora depois do seu discurso, tudo bem? - Ajudando-a calçar os sapatos, Joe agachou-se repousando as mãos nos joelhos de Demi olhando-a nos olhos. Demi realmente parecia desanimada, o que o deixara preocupado, pois ela sempre fora animada quando se tratava daquele tipo de evento.
   - Acho que é apenas um mau pressentimento. - Joe a olhou durante segundos e curvou-se para beijá-la.
   - Não vai acontecer nada, ok? - Disse acariciando-a no rosto. - Eu prometo meu anjo. - Beijando-o, Demi o abraçou com força durante minutos e minutos sentindo-se segura nos braços dele.
   - Eu amo você. - Joe sorriu de orelha a orelha e a beijou carinhosamente.
   - Eu também amo você bebê. - Depois de selinhos trocados entre sorrisos, Joe sentou-se na poltrona e ficou a admirá-la enquanto Demi se maquiava. A cada careta no espelho feita por Demi, Joe ria. Lembrara-se do passado. De quando eram adolescentes e fugiam para o apartamento para namorar longe daquela loucura que era a vida deles. O engraçado era que depois de vinte anos ainda estavam juntos e com o mesmo fogo de sempre. - Dem, você se lembra da primeira vez que nós fizemos amor? - Perguntou como se revivesse o momento.
   - Nunca vou esquecer. - Demi sorriu timidamente lembrando-se da primeira vez com Joe. Tinha sido numa noite chuvosa, estavam brigados e Joe tropeçara na mochila quando fora buscar a camisinha. Não tinha como esquecer um dos momentos mais importantes de toda a sua vida. - Você se lembra do celeiro? - Perguntou e ele riu assentindo.
   - Nós precisamos fazer aquilo de novo. - Demi riu da piscadela de Joe e piscou de volta. As aventuras eram tantas, lembrara-se que já tinha feito amor com Joe até no palco de um galpão do ensaio da turnê. Também tinha aquela vez que fizeram no carro de Joe no estacionamento do prédio e da vez da cachoeira, da escada, em frente à lareira da casa de Miley, no ônibus da turnê de Demi e sobre as estrelas do acampamento. Céus! Era uma loucura aquela vida amorosa, sempre fora e eles sempre inovavam num lugar diferente..
   - Eu era terrível e te levava para aprontar comigo. - Disse rindo. Terrível era pouco. Demi simplesmente era indomável e rebelde quando adolescente tanto que acabara com problemas sérios, mas tinha a parte divertida da coisa. E Joe estava incluído nela, sendo a melhor coisa que já acontecera na vida de Demi.
   - Eu era um anjo, você me colocou no mau caminho. - Demi revirou os olhos e o acertou com a escova de cabelo. - Viu? Se você fosse um anjo não me acertaria com essa coisa de madeira. - Disse esfregando o braço freneticamente.
   - Se você fosse um anjo não iria ficar me perturbando o dia todo para fazer sexo com você. - Demi mostrou língua e virou-se para terminar de se maquiar. Estava atrasada, iria chegar mais atrasada porque estava discutindo com Joe e iria demorar para voltar para casa..
   - Acontece que eu sou um anjo e você é a tentação. - Demi revirou os olhos e mostrou o dedo do meio para ele. - Viu? Por isso que eu quero fazer sexo com você o dia todo, você vive me provocando. - Joe arregalou os olhos quando outra escova de cabelo passou de raspão por ele. - Me deixa morder o seu dedinho. - Demi o olhou feio quando ele aproximou-se e a beijou no pescoço.
   - Querido, você está convidado a se retirar do closet. - Disse o olhando feio de novo. - Você está me atrapalhando Joseph! - Demi tentou empurrá-lo, mas ele a segurou e atacou-lhe a boca beijando-a.
   - Querida, você e a sua menina se preparem, hoje eu vou te pegar e vai ser daquele jeito. - O arrepio percorreu todo o corpo e ela rendeu-se ao beijo caloroso dele. Já ansiava para tê-lo. Então houve uma batida na porta do quarto e Demi se afastou de Joe.
   - Entra! - Gritou sem nem mesmo olhar para Joe. Sabia que ele iria provocá-la pelo resto da noite até conseguir o que realmente queria.
   - A limousine chegou. - Daniel disse da porta do closet. - Eric também chegou. - Dan fazia careta assim como Joe. Deus! Demi revirara os olhos. Por que diabos Joe e Daniel não gostava de Eric? O rapaz era tão doce e gentil.
   - Você o deixou sozinho com Elizabeth, Daniel? - Disse Joe tão sério e Dan assentiu.
   - Eu não quero segurar vela. - Murmurou desconfortável.
   - Cinquenta dólares e  você não vai deixar Lizzie em paz durante o resto da noite. - Demi arregalou os olhos e então cerrou os dentes quando Joe buscou a carteira no bolso.
   - Cem dólares e você deixa Elizabeth em paz. - Agora quem arregalara os olhos tinha sido Joe não acreditando que Demi iria liberar o namoro enquanto eles estavam fora de casa.
   - Cento e cinquenta dólares e você perturba Elizabeth a noite toda. - Levantando-se, Demi caminhou até Joe, tomou as notas e as rasgou.
   - Duzentos dólares e você deixa Beth em paz. - Demi arqueou as sobrancelhas ao olhar para Joe e então fechou o acordo com o filho com um aperto de mão já que Joe não tinha mais dólares para concorrer com ela. - Meu amor, quando eu e o seu pai voltarmos eu te dou o seu dinheiro, comporte-se. - Dan beijou a bochecha da mãe e saiu do quarto contente por ganhar duzentos dólares sem ter que vigiar Elizabeth.
   - Demi! - Ótimo, Joe iria começar com os surtos de ciúmes. - Se esse rapaz engravidar a minha filha eu vou matá-lo! - Demi tornou a arquear as sobrancelhas e então virou-se e voltou a se maquiar.
   - Beth é um bebê, ela não faz essas coisas. - Disse defendendo a menina. - Eric tem juízo e não vai engravidar a nossa filha. - Joe revirou os olhos e ficou a resmungar sentado na poltrona enquanto Demi terminava de se maquiar.
   - Está pronta? - Perguntou de cara feia e Demi assentiu conferindo a roupa no espelho. - Você está linda. - Demi enlaçou os dedos aos dele e o beijou no rosto.
   - Confie na nossa menina, ela não vai fazer nada de errado. - Joe nada disse, apenas a puxou para fora do quarto e logou desceu as escadas.
   - Boa noite. - Disse sério ao ver o rapaz e Lizzie no sofá. Eles pareciam se divertir assistindo o desenho animado na tevê.
   - Boa noite Sr. Jonas. - Eric levantou-se e apertou a mão de Joe e sorriu para Demi. - Você está linda. - Demi disse um obrigado sem tirar os olhos de Lizzie, as duas tinham sorrisos tímidos nos lábios.
  - Nós não vamos demorar, Daniel está lá em cima. - Demi piscou para Lizzie fazendo-a corar e então puxou Joe. - Boa noite crianças, e juízo. - Eric riu como sempre e assentiu sendo abraçado por Lizzie.
   - Demetria! - Joe tivera outro pequeno surto de ciúmes enquanto adentravam a limousine e tudo que Demi fez foi revirar os olhos. - Você confia demais nesse rapaz, mal o conhece oras. - Resmungou subindo o vidro que os separava do motorista.
   - Ele é o namorado da nossa filha, não um estranho. - Se Lizzie confiava em Eric, Demi também confiaria no rapaz. - Aliás, você vai continuar o tratando mal até quando? - Joe revirou os olhos e buscou o celular no bolso.
   - Eu não quero nenhum cara perto da minha menina. - Disse ainda de cara feia.
   - Você não começa com essa coisa de ciúme. - Oh droga! Ela o beliscou várias vezes e Joe gemeu de raiva, odiava quando Demi o beliscava. - Eu estou nervosa. - Joe a olhou com tanta ironia e tentou beliscá-la, mas Demi cravou as unhas na mão dele, o que foi bem pior que o beliscão.
   - Você é tão malvada. - Demi riu e curvou-se para beijá-lo.
   - Eu não sou malvada. - Sussurrou entre os beijos. - Se eu fosse malvada você não receberia a minha visita no seu escritório. - Sorrindo maliciosamente, Joe a puxou para colo, beijou-lhe o pescoço e o pequeno decote da blusa.
   - O que você acha do nosso segundo round essa noite? - A noite passada tinha sido quente. Não bastara revirar o escritório de Joe, Demi o fizera parar o carro no acostamento e continuou o que tinham começado numa quente rapidinha e quando chegaram em casa a brincadeira se prolongou por horas e horas até que ambos mal conseguissem levantar-se. Talvez tinha sido por isso que Joe ficara tão cansado na manhã seguinte que mal conseguira trabalhar.
   - Prometo pensar na proposta do Sr. Jonas. - Encostando a cabeça no ombro de Joe, Demi o abraçou e apenas sussurrava sim, não ou ria quando Joe falava alguma coisa. Era tão bom estar com ele, Joe era tão carinhoso e brincalhão.
Tudo estava lotado, até helicópteros sobrevoavam o local do evento. Os paparazzis distribuíam seus flashes sem cessar, eram perguntas, choro de pessoas que queriam uma foto, um autógrafo ou apenas compartilhar a história de vida com a ilustre Demi Lovato. Demi não soltava-se dos braços de Joe, desfilava com o marido distribuindo sorrisos brilhantes e encantadores. Alguns minutos conversando com os idealizadores do evento, outros conversando com as autoridades da cidade e outros minutos dedicando-se aos fieis fãs e finalmente chegara a hora. Demi estava ansiosa e nervosa. O engraçado era, apresentara-se em tantos shows e estava nervosa para aquela espécie de apresentação. Mas não era nada simples, as palavras dela naquela noite eram importantíssimas para milhares de pessoas que sofriam qualquer problema consigo mesma. Demi era mestra naquilo, ela sabia exatamente como era se sentir como um nada, como era culpar-se por se sentir um nada e tentar mudar aquela triste realidade no caminho errado. Mas o tratamento a ajudou e o decorrer dos dias era a prova para que ela se manter-se forte.
   - Eu preciso falar com Joe. - Demi olhou aflita para os lados a procura do marido. Só precisava de um segundo com Joe, estava nervosa e ele ajudaria. Ignorando a cara feia dos produtores, Demi o procurou sem rumo. Os bastidores estava uma verdadeira confusão, eram tantas pessoas trabalhando para que o evento estivesse nos conformes, algumas pessoas apenas de penetra e outras que Demi não fazia ideia do que elas faziam naquela área. Caminhando mais um pouco, uma risada lhe chamou atenção, e Demi a conhecia... Não precisou de muito para ela achá-lo. Demi o reconheceu pela físico e o terno cinza. Mas não gostou nenhum pouco do que acontecia. A poucos centímetros de Joe havia uma mulher loira acompanhada por uma morena. A moça o tocava no rosto e Joe sorria.
   - Você é muito bonito. - Pudera escutar enquanto se aproximava deles cada vez não gostando nenhum pouco daquela situação. - Ele é forte? - Demi franziu o cenho quando a morena assentiu então a mulher que o tocava desceu as mãos do rosto de Joe para os ombros e então o peitoral.
   - Joseph? - Demi o chamou a flor da pele e então Joe e a morena notaram a presença dela.
   - Demi.. Oi. - Ele disse tão sem graça coçando os cabelos da nuca.
   - Eu estava te procurando. - Demi cruzou os braços esperando uma explicação.
   - Quem é ela? - Cerrando os olhos, Demi já entonara-se para argumentar com a mulher que tocara o homem dela e não sabia quem era ela.
   - Emille, essa é Demi, minha esposa. - Estivera confusa, porque Emille não se virou para olhá-la?
   - Querida, vire-se. - A morena pareceu não gostar de Demi julgando pelo olhar repreensivo que lançara sobre ela. Emille virou-se e só agora Demi percebeu que a mulher loira era apenas uma adolescente que usara óculos escuros.
   - Oi Demi. - Olhando para Joe, Demi olhou para a morena e aproximou-se da menina que tateava o vácuo a procura dela. - É a única forma que eu posso enxergá-la. - Fechando os olhos, Demi permitiu que a menina a tocasse suavemente no rosto estudando-a. Sentira-se absurdamente mal por pensar uma coisa totalmente contrária à deficiência de Emille. - Você é bonita. - A garota disse e Demi sorriu.
   - Querida, Demi precisa de alguns minutos com Joe, depois nós voltamos. - A morena mal olhou para Demi e apenas ofereceu um sorriso fraco para Joe e saiu puxando a menina que fazia uma série interminável de perguntas.
   - Joe, desculpa. - Disse olhando para a direção que Emille fora embora. - Eu estou me sentindo a pior pessoa do mundo. - Joe nada disse e a abraçou.
   - Está tudo bem, não tinha como você adivinhar. - Beijando-a na testa, Joe fez um sinal com a mão quando um produtor impaciente apareceu a procura de Demi. - Está na hora. - Respirando fundo, Demi assentiu. Não se sentia confortável, era como se alguma coisa a incomodasse naquele ambiente.. E agora se sentia culpada.. Aquela menina inocente era apenas uma deficiente visual e Demi tinha a julgado mal passando-se por uma pessoa possessiva.
   - Droga, eu estou nervosa. - Disse estalando os dedos. Demi mal conseguia concentrar-se em uma coisa só, a ansiedade e o nervoso a consumia.
   - Tudo vai dar certo. - Joe enlaçara os dedos aos dela para passar-lhe confiança. Demi não fazia ideia do tamanho do orgulho que Joe tinha por ela. Admirava-a tanto e orgulhava-se por ela ser um exemplo de superação e força. - Não fique nervosa, eu amo você. - Plantando um selinho demorado nos lábios de Demi, Joe sorriu quando ela foi puxada pelos assistentes. Chegara a hora.
A multidão de pessoas estava centrada apenas no único foco de luz do palco. O silêncio era absoluto e fora quebrado apenas pelo barulho dos sapatos de Demi chocando-se contra o piso. Subira no pequeno palanque e dissera boa noite. Então ela começara a falar. Todos estavam tão envolvidos pelas palavras de coração de Demi, focados e inspirados na história de vida dela. Alguns até choravam emocionando-a, Demi os encorajava a mudar, a não deixar-se ser vencido por vícios e a baixa autoestima. De repente os suspiros cessaram, as faces empalideceram e os olhares assustados estavam direcionados a uma pessoa só. Demi. Olhando para o lado, Demi percebeu que não era apenas o seu público que estava terrivelmente espantado, até Joe estava focado nela e a alguma coisa atrás da mesma. Olhando novamente para a multidão, Demi foi cegada por flashes e então olhou para trás. O coração parou por uma fração de segundos, tivera que agarrar-se ao pequeno palanque para não cair de joelhos. No enorme telão uma pequena sequência de três fotos repetia-se numa pequena fração de tempo. Na primeira foto Demi tinha um cigarro entre os dedos e soltara a fumaça para cima. Na segunda foto ela estava deitada seminua num sofá rodeado de garrafas de bebidas alcoólicas e o que parecia ser cápsulas de cocaína e novamente Demi tinha um cigarro entre os dedos, mas desta vez tinha uma mulher nua sobre o corpo com os lábios roçando-lhe o pescoço. E na terceira foto Demi estava sentada no chão numa rodinha de garotas e sorria para câmera oferecendo um cigarro que parecia ser de maconha. Estava tão chocada quanto aquelas pessoas, não se lembrara de absolutamente nada. Depois dos minutos em choque, Joe correu até o palco e puxou Demi para os braços protegendo-a da multidão que começara a reagir.
   - Tire essa merda! - Gritou irritado, mas ninguém parecia preocupado em abafar aquela polêmica e sim em ampliá-la. Joe não se importou em esbarrar com tudo sobre as pessoas, quando alcançara o computador do sistema que cuidava daquela parte do evento, não preocupou-se em desligá-lo pacientemente, puxara os plugs das tomadas e metade do sistema de iluminação, incluindo o telão, estava apagado. Era um verdadeiro caos. - Aqui. - Tirando o paletó, Joe a cobriu e a abraçou protegendo-a dos flashes, os paparazzis acabaram invadindo os bastidores como leões famintos. - Por favor, não chora. - Disse quando estavam sozinhos. Também estava assustado e não sabia o que fazer, apenas a abraçou com força deixando que ela encharcasse a camisa que ele vestia com as lágrimas intermináveis.
O passado sujo nunca fora segredo para ninguém, Joe também não era santo e não podia mentir dizendo que nunca bebera ou até mesmo fumara um cigarro, mas nunca imaginara que as coisas com Demi eram daquele jeito..
   - Vamos para casa. - Sussurrou beijando-a na testa tentando acalmá-la.
   - Você tem um lenço? - Choramingou entre as tantas lágrimas e Joe só fez abraçá-la mais sabendo que as defesas de Demi tinham sido destruídas mais uma vez.
   - É melhor passarmos no banheiro. - Abraçando-a de lado enquanto caminhavam, Joe se sentia agoniado por vê-la desabando aos poucos. - Eu vou entrar com você. - Demi nada disse e adentrou o banheiro feminino com Joe. A água gelada borrou a maquiagem o que fez os olhos arderem, aos poucos o choro ia embora deixando Demi mais calma.
   - Você se importa se eu for buscar um copo d'água? - Demi estava uma bagunça, mas Joe a beijou antes de sair às pressas do banheiro. Os pensamentos estavam tão confusos que Demi pensara que eles não existiam mais, era estranho não saber como tomar uma posição sobre aquela situação. Primeiro ela não se lembrara daquelas fotos. Segundo, mesmo não se lembrando exatamente do momento, Demi sabia que as fotos eram reais e não montagens porque ela realmente tivera uma fase muito sombria na adolescência e chegara a aquele ponto.. Terceir...
   - Eu deveria socá-la? - O coração não iria aguentar mais aquelas paradas naqueles momentos de terror. Todo o vestimento era preto e a voz tão familiar.. - Você me socou, lembra? - Virando-se para olhá-la, Demi engoliu seco estando cara a cara com ela...

Continua.. Oi? Oi! O que acharam do capítulo? Tenso? O que vai acontecer? Alguém sabe quem é essa mulher...? O que vai acontecer com a Demi? Espero que vocês estejam gostando, eu estou um pouco perdida nos capítulos, mas vou tentar melhorá-los para que eu possa terminara logo essa bagunça e começar outra fic, pois acho que ninguém está gostando dessa coisa. Beijos e obrigado pelos comentários :)

6.9.14

Capítulo 15

   - Daniel, mamãe está nos esperando no carro. – Disse Elizabeth impaciente.

   - Preciso só de um minuto. – Arrumando os cabelos com os dedos no típico charme, Daniel adentrou o banheiro masculino da escola e em questão de minutos voltou para perto da irmã. – Como eu estou? – Perguntou esperançoso.

   - Continua com a mesma cara de idiota. – Revirando os olhos, Dan passou a mão na camisa ajeitando-a no corpo e enterrou as mãos nos bolsos.

   - Pode ir, eu só preciso falar com uma pessoa. – Elizabeth arqueou as sobrancelhas e balançou a cabeça negativamente. – Lizzie, eu estou falando sério, espere no carro e leve minha mochila. – Dan fazia mistério durante toda a semana, primeiro ele estava se vestindo muito bem para quem frequentava a mesma escola há anos, vivia suspirando e um tanto aéreo..

   - Você está bonitinho. – Na verdade Lizzie sabia que o irmão era um dos garotos mais bonitos da escola, mas a implicância que sempre existiu entre eles era forte demais para que ela admitisse algo do tipo. – Boa sorte. – Gritou enquanto caminhava pelo corredor carregando a mochila dela e a de Dan.

   - Você quer sair comigo? – Disse a si mesmo. – Não cara, seja firme. – Adentrando novamente o banheiro, Daniel olhou-se no espelho e gostou da aparência. Os cabelos escuros e lisos estavam penteados para trás e os olhos verdes eram hipnotizantes. Aprendera vestir-se bem desde que era pequeno com o pai. A camisa jeans de lavagem clara de botões conjunte com a calça também clara e o tênis tão branco que chegara doer os olhos lhe caía bem. Dan sabia que estava bonito o suficiente para chamá-la para sair.. Caso não estivesse, as garotas de toda a escola não suspirariam ao vê-lo. – Brooke, você quer sair? – Disse um tanto nervoso. Não podia negar que gostava da menina, no começo era apenas uma amizade colorida, mas o maldito coração começara a bater mais forte quando ela estava por perto..

   - Cara, você vai chamar a Brooke para sair? – Daniel arregalou os olhos ao perceber que não estava sozinho.

   - Quer me matar Bryan? – Disse olhando para os lados verificando se estavam completamente sozinhos. – Eu gosto dela. – Murmurou adentrando os bolsos com as mãos.

   - Percebi. – Controlando-se para não rir das feições avermelhadas do primo, Bryan conferiu como estava no espelho. – Eu e Anne vamos a uma festa hoje com o papai e a mamãe. – Disse enquanto caminhavam para fora do banheiro.

   - O vovô vai te matar, ele já não gosta muito do meu pai. – Além de ser um Jonas, Bryan também era três anos mais novo que Anne, mas a pouca diferença não impedira que o filho de Miley se apaixonasse pela irmã de Demi. – E se você partir o coração da Anne, eu vou te partir no meio. – Daniel começara a ficar nervoso assim que vira Brooke a poucos metros dele.

   - Hum.. Boa sorte com a sua garota. – Trocando um rápido toque de mãos com o primo, Dan respirou fundo enquanto caminhava até a menina.

   - Brooke? – A voz soou falha e ele xingou-se mentalmente. E tudo piorou quando ela virou-se.. Céus! O perfume feminino invadiu-lhe as narinas, e o brilho nos olhos era diferente. Daniel sorriu um tanto sem graça fitando os olhos dela. A menina era baixinha como Demi, tinha os cabelos loiros e belos olhos da cor de topázio penetrantes e intensos. Brooke esboçou um sorriso sexy ao fitar o rapaz e então esperou que ele dissesse alguma coisa. – O..oi. – Gaguejou e a garota riu. – Eu estava pensando, será se você não quer dar uma volta comigo? – Daniel observou a menina morder o lábio inferior lentamente o olhando nos olhos e tivera vontade de tomá-la nos braços e beijá-la intensamente. Mas antes mesmo que Brooke pudesse dizer alguma coisa, houve um baque no armário da menina que fechou-se bruscamente.

   - Caí fora pirralho! – Daniel franziu o cenho e cerrou os pulsos ao ver os três armários humanos do time de futebol americano cercando a menina. – Vamos princesa? – O cara mais alto envolveu a cintura delicada da garota com os braços enquanto sorria cinicamente para Daniel.

    - Gabriel? – A menina perguntou e Dan murmurou “Daniel” um tanto constrangido. – Não posso, estou saindo com o Jason. – Pensara que estava vermelho, Brooke apenas ofereceu um pequeno sorriso e então caminhou abraçada com o rapaz que não deixava de olhar para trás o olhando feio.

   - Vaza pirralho. – Em meio de risadas, os outros dois armários humanos empurraram Dan, e então o garoto os empurrou de volta completamente irritado, mas eram dois contra um. Num empurrão forte, o barulho de Daniel chocando-se de costas contra alguém ou alguma coisa encheu os corredores junto com as risadas exageradas dos armários humanos.

   - Droga, eu te machuquei? – Disse um tanto zonzo tentando se levantar em meio da pilha de livros.

   - Não. – Dan arrastou-se para fora da bagunça de livros para fitar a dona da voz tão baixa, que se ele não estivesse antes em cima da garota não teria a escutado.

   - Desculpe. – Disse ao ver a bagunça que fizera, tinha papeis e livros por toda aquela área que estavam. – Não! Eu recolho. – Daniel agachou-se e pegou papel por papel tendo todo o cuidado para não amassá-los ou sujá-los, se ele não fosse tão idiota a ponto de pensar que Brooke iria sair com ele, à papelada daquela garota não estaria esparramada pelo corredor. – Desculpe.. Qual o seu nome? – Com uma mão o garoto segurava a papelada e a outra estava estendida para a menina corada.

   - Jeniffer, Jenny. – Disse rapidamente aceitando a mão oferecida pelo garoto. Daniel a ajudou quando alguns livros ameaçaram cair do braço da menina.

   - Daniel, Dan. – Apresentou-se como ela se apresentou. Dan finalmente fitou os olhos cor de mel da garota. Só agora que reparara nela. Jenny tinha a pele bronzeada beijada pelo sol, era pequenina, o rosto delicado e feminino estava livre de maquiagem. E Dan gostara daquilo, a maioria das garotas da escola viviam de maquiagem exagerada, mas Jenny parecia orgulhar-se das suas sardas discretas. Ela era bonita, não bonita como os outros garotos classificavam uma garota. Bonita discreta e simples, natural. Daniel desviou o olhar dos olhos cor de mel da garota para fitar a papelada. Ele também gostara disso.. Não.. Gostar não é o certo. Dan achara interessante e diferente, de uma forma boa, a cor dos olhos da menina, eles combinavam perfeitamente com o cabelo mel liso-ondulado e brilhante. – Acho que isso é seu. – Disse sem graça entregando a papelada para Jenny.

   - Obrigado. – Sussurrou tão corada.

   - Daniel! Mamãe está te esperando! – Olhando para o lado, Dan deparou-se com uma Elizabeth a flor da pele. Ele apostava que ela estava faminta, Lizzie sempre ficava muito brava quando estava com fome.

   - Bem, eu tenho que ir. – Disse desconfortável. – Mais uma vez desculpe pelos livros.. Hmm.. Prazer em conhecê-la Jenny. – Daniel coçou os cabelos da nuca e ofereceu um pequeno sorriso, mas logo foi puxado por Lizzie.

   - Como foi? – Perguntou enquanto caminhavam.

   - Levei um fora. – Lizzie o abraçou de lado em consolo. – E essa garota? – Perguntou.

   - Fui empurrado pelos caras do time em cima dela. – Disse franzindo o cenho ao sentir uma pequena pontada de dor nas costas.

   - Mamãe vai fazer um escândalo. – Murmurou Lizzie. Demi simplesmente iria surtar caso soubesse da história de Dan com Brooke. – Nós precisamos buscar o papai no trabalho, mamãe disse que ele não está se sentindo bem. – Daniel apenas assentiu tão frustrado. Pensara que Brooke aceitaria sair com ele, mas a garota mal lembrara o nome dele. Céus! Será se ela estava fingindo? Eles já tinham se beijado algumas vezes, e bem, Brooke dissera oi para ele no inicio da semana.

   - Oi bebê. – Dan forçou um sorriso fraco assim que adentrou o carro. – Você está tão lindo. – Demi curvou-se e o beijou na bochecha.

   - Você também mamãe. – Disse beijando-a na bochecha, mas logo buscou o celular no bolso e concentrou-se nele enquanto a mãe ligava o carro.

   - Como foi na escola? – Daniel olhou para Lizzie e a garota entendeu que era para ela ficar quieta.

   - O de sempre. – Disse guardando o telefone no bolso. – Como está o papai? – Dan observou a garota, Jenny, atravessar a rua com a pilha de livros nos braços, ela caminhava rápido em direção ao ponto do ônibus escolar, mas o ônibus acabara de passar por ela. – Mãe, nós podemos dar carona para uma amiga? – Disse com certo receio e Demi olhou surpresa para Lizzie, mas assentiu.

   - Daniel tem amigas? - Perguntou Demi assim que o garoto saiu às pressas do carro.

   - Não faço ideia. – Lizzie controlara-se para não contar sobre o episódio com Brooke, Dan ficaria uma fera caso ela deixasse escapar um detalhe sequer.

   - Como estão as coisas com Eric? – Perguntou sem desgrudar os olhos de Dan e da menina. Daniel tinha uma porção de livros no braço e parecia um tanto deslocado.

   - Maravilhosas. – Quando escutou suspiros, Demi cerrou os olhos ao olhar para a menina. Eric estava no último ano e estudava na mesma escola que Lizzie, o que deixou Joe furioso. – Ei, as coisas só estão bem e normais. – Disse já corando, mas antes que Demi pudesse deduzir outra coisa, Dan abriu a porta do carro e o adentrou com a menina.

   - Jenny, essa é a minha mãe e a minha irmã. – Daniel revirou os olhos discretamente enquanto a mãe se apresentava com aquele típico sorriso charmoso de “Você sabe quem eu sou”. Às vezes Dan se esquecia de que os pais eram mundialmente famosos. – Mamãe, Lizzie, essa é Jenny. – Disse mesmo sendo ignorado.

Daniel encolheu-se no canto do carro observando-as. Demi e Lizzie tagarelavam como sempre e tentavam incluir Jenny na conversa. A menina, por mais tímida que fosse, não deixou de tagarelar "timidamente" enquanto Demi guiava o carro para o prédio onde Joe trabalhava.

   - Onde você mora? - Perguntou Lizzie assim que passou para o banco de trás. 

Surpreenderam-se quando a menina disse que morava no mesmo condomínio que eles, mas pelas coordenadas de Jenny, ela deveria morar a certa distância da mansão Jonas.

Aproveitando que os adolescentes estavam entretidos, Demi franziu o cenho assim que a luz do sol quase cegou-a, descera do carro para buscar Joe, que mandara uma mensagem avisando que já estava descendo. Estivera tão preocupada quando mais cedo Sara ligou avisando que estava preocupada com Joe e que iria liberá-lo ao menos naquele dia já que um funcionário como Joe não poderia trabalhar nas condições de espírito que se encontrava.

   - Ei querido, aqui. – Disse quando o viu parado procurando-a com os olhos. Demi sorriu para ele assim que o mesmo sorriu para ela, era aquele sorriso inocente de menino que Joe só usava quando era realmente culpado.

   - Não precisava vir me buscar, eu estava planejando ir para casa de taxi. – Disse assim que se aproximou e Demi revirou os olhos.

   - Não senhor. – Pegando a pasta dele, Demi colocou-a entre as pernas para ter as mãos livres. – Eu vou cuidar de você, ok? – Joe assentiu suspirando cansado enquanto ela tirava o paletó que ele vestia. – Joseph, nós precisamos medir a sua temperatura. – Murmurou suspeitando de uma possível febre enquanto folgava a gravata e abria alguns dos primeiros botões da camisa. – Desabotoe os punhos e puxe a manga até o ombro. – Joe cumpriu a instrução enquanto caminhava em passos lentos ao lado dela.

   - Eu me sinto muito bem. – Alegou. – Só estou um pouquinho cansado, não precisava desse trabalho todo. – Demi arqueou as sobrancelhas ao olhá-lo e depois revirou os olhos.

   - Bebê, eu não quero que você fique doente. – Agora quem arqueara as sobrancelhas tinha sido Joe.

   - O único bebê aqui é você. – Sorrindo, Joe a abraçou de lado. – Minha pequena menina manhosa. – Demi sorriu timidamente e parou para dar uma série de selinhos nos lábios dele.

   - Mas hoje você é o bebê. – Sussurrou nos lábios dele. – Hmm.. Vamos? – Disse ao lembrar-se que estava no meio da rua e que as pessoas com certeza estariam os filmando e os fotografando.

   - Quem é aquela garota que está com as crianças? – Disse ao aproximar-se do carro.

   - Uma amiga de Dan. – Joe apenas assentiu e adentrou o carro logo acomodando-se no banco do passageiro já que Demi iria guiar o carro. Joe sorriu para a garota e ofereceu-lhe a mão para que ela pudesse apertá-la. Jenny apresentou-se timidamente com a ajuda calorosa de Lizzie. Durante todo o percurso Joe parecia animado e cansado ao mesmo tempo, Demi ficara preocupada, pois Joe sempre fora elétrico demais e agora estava esgotado.

 Enquanto Daniel ajudava Jenny com os livros, Demi sorria os espiando cuidadosamente da janela do carro. Gostara tanto de conhecer a menina e esperava que a amizade entre os filhos e Jenny se firmasse.

   - Os três, banho agora enquanto a mamãe ajeita o almoço. – Disse estacionando o carro na garagem de casa.

   - Não podemos almoçar agora? Eu estou com fome. – Protestou Elizabeth e Joe e Dan assentiram agradecidos por Lizzie ter enfrentado Demi.

   - Eu também estou com fome. – Murmurou Daniel. Demi olhara para o menino e logo percebera que ele não parecia bem, o que a deixou preocupada. O brilho singelo dos olhos dele estava apagado e Dan parecia tão desanimado quanto Joe.

   - Hum.. Ok. – Disse um tanto receosa. O almoço seguiu em meio de conversas que não terminavam e bocejos, todos pareciam realmente cansados, em exceto Demi, que tinha mais tempo para descansar já que estava de férias.

   - Animada para a noite? - Perguntou Joe escorado no balcão da cozinha observando Demi.

   - Nervosa e animada. - Disse. Seria um evento importante. Por conta da experiência de vida, Demi fora escolhida para representar e ajudar todos que tinham problemas mentais, alcoólicos e com drogas até porque ela passara por isso durante toda a adolescência e a batalha continuava todos os dias para manter-se forte. - Você vai ficar em casa descansando, Daniel e Lizzie vão me acompanhar. - Joe arqueou as sobrancelhas enquanto brincava com a aliança.

   - Nem pense nisso. - Disse de olhos cerrados. - Eu só preciso de uma boa hora de sono, não é necessário mais nada. - Talvez até não precisasse, mas todo cuidado era pouco.

   - Você quem sabe. - Disse virando-se de costas para ele.

   - O que você vai fazer pequena? – Demi sorriu timidamente adorando sentir as mãos dele em sua cintura. Era estranho, numa hora ela queria acertá-lo por ele ser teimoso demais e na outra, Demi simplesmente queria beijá-lo.

   - Agora? – Secando as mãos com o pano de prato, Demi virou-se e roubou um selinho. – Cuidar do meu menino doente. – Era a melhor sensação do mundo, ela tinha certeza que era. Ele era tão apaixonante, tão fofo e travesso. Abraçando-o como se fosse a última vez que fosse abraçá-lo, Demi o beijou repetida vezes e respirando fundo tentando controlar o ritmo louco do coração, sorriu quando ele a abraçou aninhando-se a ela.

Continua... Oi. Então, desculpem pela demora, como eu tinha comentado, essa semana foi a semana de prova da faculdade, tenho uma prova amanhã e como o capítulo estava "pronto" resolvi postar essa parte e talvez amanhã ou domingo eu poste uma senhora... hehehe! Obrigado pelos comentários.

1.9.14

Capítulo 14

A culpa corria nas veias.. Por Deus! A tentação era terrivelmente irresistível. Tinha sido bem mais forte que ela. A vontade vencera, Demi não mediu esforços para resisti-la. Por Deus! Pierre iria matá-la. Matá-la! Adentrou os cabelos com os dedos e sorriu sem acreditar na loucura que fizera. Vermelho. Tingira os cabelos de vermelho. Vermelho! Nem a própria Demi acreditara no que fizera. Mas gostara do resultado, e sabia que Joe gostaria mais ainda. Aliás, ele sempre pedira a ela para que tingisse os cabelos de vermelho. E lá estava ela, de cabelos vermelhos! Lembrara-se da época que tinha dezenove anos e tingira os cabelos de vermelho, a única coisa que mudara era que ela estava madura e era uma mulher completa. Entregando o cartão de crédito para a cabeleireira, Demi procurou o telefone que tocava na bolsa que mais parecia o buraco negro, não conseguia encontrar nada! Sem contar que ela estava atrasada, muito atrasada.
   - Eu estou indo. - Disse toda atrapalhada enquanto digitava a senha do cartão. - No salão, vinte minutos. - Disse para Daniel no telefone. - Obrigado. - Ajeitando a bolsa debaixo do braço, Demi despediu-se do pessoal do salão com um breve aceno e praticamente correu para o carro pedindo aos céus para que nenhum paparazzo fotografasse-a. Tudo começara com uma simples passagem no sex shop e bem.. Acabara no salão de beleza e tinha o carro entupido de sacolas.
Os primeiros acordes de California King Bed soaram e Demi sentiu um aperto no peito ao pensar em Joe. Tinha apenas dois dias desde o dia que Joe aceitou o namoro de Lizzie e eles fizeram as pazes. Estava com tantas saudades de estar nos braços dele, Joe estava confinado no trabalho da manhã até a noite e tomava mais café que o normal, mal tinha tempo para beijá-la ou para qualquer outra coisa. Trocando de música, Demi cantarolou Diamond e aproveitou o sinal vermelho para enviar uma mensagem para Dan avisando que ela já estava chegando. Céus! Nem o almoço fizera e a casa estava uma verdadeira zona por conta da bagunça surreal dos filhotes de Buffy.
   - Shine bright like a diamond.. - Cantarolou estacionando o carro. Minutos depois Demi avistou os filhos caminhando lado a lado. Demi sorriu como uma criança culpada assim que Daniel abriu a porta do carona e arregalou os olhos verdes em tamanha surpresa.
   - Você.. - Disse ainda surpreso. Os olhos vidrados nas mechas grossas e vermelhas que formavam belas ondas na metade do comprimento das mechas até as pontas. - Caramba, papai vai surtar. - Disse corado e Demi riu. Dan tinha uma espécie de paixão pela mãe. Admirava-a tanto, amava-a tanto e sempre dizia que ela era a mulher mais linda do mundo.
   - Daniel! Esse carro não é o da mamãe. - Disse Elizabeth atrapalhada com a mochila e mais uma pequena pilha de livros que cambaleava no colo da menina. - Saía daí! - Lizzie soprou uma mecha dos cabelos para longe do ângulo de visão e finalmente olhou para o irmão e bem.. para a mulher de cabelos vermelhos. - Não brinca! - Lizzie quase deixara cair à pilha de livros no típico surto feminino. Conversara com a mãe durante toda a sua vida sobre a época que Demi tinha os cabelos vermelhos. Era surreal demais. Demi sorriu para a menina encorajando-a e Lizzie adentrou o carro o mais rápido possível. - Está perfeito. - Suspirou em pura admiração adentrando os dedos aos cabelos da mãe. - Papai vai surtar. - Repetiu o que Dan dissera. Todos sabiam que Joe era fã de carteirinha da Demi ruiva. Céus! Ele contava para todos de forma exagerada como fora a primeira vez que vira Demi de cabelos vermelhos.
   - Sim, ele vai. - Disse ligando o carro. - Nós temos uma senhora bagunça para arrumar. - Demi sorriu de lado ao escutar as reclamações dos filhos de como estavam cansados do dia terrível que tiveram na escola, etc. Era sempre assim. - Os filhotes de Buffy são a responsabilidade de vocês, então limpem toda a sujeira, arrumem a bagunça e os alimente. - Demi adorava cada um daqueles filhotinhos, mas não conseguia estar com eles num minuto sequer. - O que vocês querem para o almoço? - Então a discussão começara. Daniel queria lasanha e Lizzie algum prato que envolvia legumes e camarão. Cada qual com um argumento melhor que o outro até que Demi encerrou a discussão propondo um prato do qual não fazia ideia do que seria.
   - Banho e desçam para ajudar a mamãe. - Disse assim que estacionou o carro na garagem. Demi os observou calados subirem as escadas, cada um na sua bolha. Aproveitando que estava sozinha, Demi buscou o celular na bolsa-buraco-negro e discou o número dele.. - Joseph? Sou eu amor. - Disse assim que Joe atendeu o telefone. - Você vem para casa almoçar? - Perguntou esperançosamente, mas a esperança foi embora assim que ele explicou que não poderia ir para casa, pois tinha muito trabalho a ser feito no escritório. - Droga. - Murmurou assim que desligou o telefone. Joe não tinha tempo para nada, não tinha tempo para a família e não tivera tempo para ficar com ela. Ora, Demi sentia-se frustrada.
Subindo as escadas sem vontade alguma, Demi caminhou diretamente para o quarto e vestiu-se com uma camisa de Joe e um simples short. Por Deus, sentia-se tão desanimada, frustrada e carente. Por sorte Demi tinha uma bela amizade com os filhos. Conversaram e riram enquanto preparavam o almoço, mas mesmo estando no clima descontraído, Demi não deixara de se lembrar de Joe. Só faltava ele para a família estar completa.
   - Eu guardei um pedacinho para você. – Buffy pareceu muito satisfeito com o belo pedaço de lasanha que ganhara de Demi e até dividiu a refeição com os terríveis e adoráveis filhotes. As atividades domésticas estavam sobre controle e escaladas para cada um deles, Daniel já não estava mais na cozinha e Lizzie subira para o quarto há poucos segundos. Olhando para o lado, Demi verificou se não se esquecera de nenhuma tarefa, mas tudo estava em perfeita ordem. Não tinha absolutamente nada para ser feito. E então ela procurara por Dan, ele estava dormindo largado na cama, e Elizabeth não estava diferente. Céus! O que ela iria fazer? Caso Joe estivesse em casa, eles poderiam assistir a algum filme na televisão, namorar, discutir ou até mesmo inventar algo insano para que pudessem fazer juntos. Mas Joe não estava em casa. Subindo as escadas sem muita vontade, Demi logo adentrou o quarto e se jogou na cama.
   - Amor, eu sinto sua falta. – Murmurou tão manhosa agarrada ao travesseiro dele. Por Deus! Demi tinha vontade de desabar em choro.. Relutante ela largou o travesseiro e praticamente saltitou até o closet. Sacolas! Sacolas! E muitas sacolas! Sentando-se no centro de onde estavam as sacolas, Demi fingiu-se estar animada e começou a desembalar cada roupa, sapato e várias outras coisas que ela nem mesmo sabia para que tinha serventia, entre elas a fantasia que comprara.
(...)
Das oito da manhã até às seis da tarde, esse era o horário de trabalho de praticamente todos os trabalhadores do mundo, claro que tinha seus casos particulares e Joe era um deles. Pilhas de relatórios, emails, revisão de textos, matérias para serem aprovados e mais uma lista gigantesca de trabalho. Lutara contra o relógio, mas o cansaço da segunda e da terça-feira não deixava que ele conseguisse trabalhar com mais agilidade. Deveria ser quase oito horas da noite e o departamento deveria estar completamente vazio, entretanto Joe não fazia ideia se ele era o único na sede da NY Times por razão que mal tivera tempo para sair do escritório. Corria contra o tempo, analisava um arquivo e depois o outro, agendara ligações ele mesmo já que o assistente fora embora no horário normal. Joe fazia todo o esforço possível e impossível para conseguir alguns meses de férias, e Sara não hesitara em atolá-lo em trabalho em cima de trabalho.
   - Entre. – Houvera uma batida suave na porta e Joe mal desviara os olhos da pilha de relatório para ver quem era. – Sara, não tem graça. – Disse ainda com os olhos fixos ao relatório. Sara tinha a péssima mania de tentar assustá-lo, mas nunca dera certo. – Eu não estou brincando. – Joe escutara antes a porta sendo fechada, mas só agora tivera tempo para verificar o que Sara queria. Arregalou os olhos e o coração acelerou de um jeito insano. – Demi? – Disse boquiaberto. Ele não acreditava, era uma miragem, o cansaço tentando sabotá-lo para que não conseguisse terminar o trabalho ou era Demi? Uma Demi de cabelos vermelhos!.
   - Boa noite querido. – Os lábios vermelhos, os cabelos vermelhos e apenas um trench coat preto que batia no meio das pernas mais o belo par de sapatos de salto de cor preta. Por Deus! Ela era a tentação em forma de mulher.
   - Boa noite. - Disse engolindo seco conforme ela se aproximava em passos lentos e sedutores sem desviar os olhos dos dele. Joe estava tão tenso que chegara a ficar imóvel e tudo piorou quando Demi estava a poucos centímetros dele. – Dem.. – O sussurro escapou dos lábios quando Demi sentou-se no colo dele. O perfume suave... Quando ela roçou os lábios aos dele, Joe teve a certeza que era mesmo a sua Demetria.
   - Eu estou com tantas saudades. – Sussurrou brincando com as pontas das unhas na barba dele. As mãos de Joe alcançaram as costas dela timidamente, e Demi tivera vontade de rir. Joe era do tipo safado demais para que pudesse sentir vergonha. – Você está com saudades? – Perguntou com um sussurro no ouvido dele, e Joe assentiu com os olhos fixos aos lábios dela.
   - Demi. – Murmurou quando ela se levantou deixando-o completamente surpreso. Os dedos desabotoavam os botões do trench coat preguiçosamente e quando ela o abriu e o deslizou lentamente para baixo para fora do corpo às respirações pesaram.. Não se sabia ao certo quem estava mais surpreso e nervoso. Joe pensara que o zíper da calça iria estourar, ele estava tão duro que chegara a latejar. Demi estava assustada com a própria coragem, vestira-se com a fantasia de enfermeira que comprara no sex shop e estava à mercê de Joe. – Meu Deus. – Sussurrou para si mesmo levando a mão à testa para verificar se estava pelando de febre ou algo do tipo. Joe pensara que iria passar mal, o arrepio percorria todo o corpo como uma corrente elétrica de excitação e desejo.
   - Joseph.. Joseph. – Um passo e ela o alcançou. Demi pegou a caneta que ele segurava e virou-se para colocá-la no porta canetas sobre a mesa de vidro. Queria tocá-la, possui-la de todas as formas cabíveis, a visão do traseiro e da minúscula calcinha branca rendada foi o suficiente para que ele perdesse totalmente o controle. – Quieto. – Demi estava em pé e tinha o corpo de Joe entre as pernas enquanto sentava-se no colo dele.
   - Demi.. – Choramingou quando ela passou a língua pelos lábios avermelhados logo plantando um beijo casto no canto da boca dele. Joe não conteu-se e levou uma mão até o rosto dela e o acariciou, brincou com as mechas vermelhas e as arrumou atrás da orelha. – Você está tão linda. – Disse adorando sentir as mãos delicadas e femininas espalmarem o peitoral dele de cima para baixo. Demi apenas deu um selinho nos lábios dele e sorriu maliciosamente.
Os olhos não largavam dos dela, Demi puxara a gravata e ele esboçou um pequeno sorriso adorando o que ela fazia com ele. Tornando a puxar a gravata, Demi enterrou o rosto no pescoço dele e o beijou ferozmente repetidas vezes deixando-o marcado de batom vermelho.
   - Eu quero tanto você, tanto você amor. – Sussurrou e logo mordiscou o lóbulo da orelha dele. – Joe.. – Gemeu enquanto o beijava por toda a região do pescoço inebriada de prazer apenas por sentir a barba recém-feita roçar-lhe o rosto. – Hum.. – Murmurou ofegante cessando os beijos para olhá-lo. Mas acabou atacando-lhe a boca com toda a vontade que sentia de tê-lo e de esfregar-se nele. Joe sorriu diversas vezes durante o beijo caloroso e a correspondia com ardor. Quando Demi largou os lábios dele, ela o agarrou pela gravata e a puxou repetidas vezes enquanto rebolava lentamente no colo dele..
   - Você vai cuidar de mim? – Disse sorrindo enquanto ela desfazia o nó da gravata. Demi assentiu sorrindo timidamente e o beijou na boca.
   - Você está dodói amor? – Não deixaram de rir e trocaram selinhos. Cada botão da camisa que era desabotoado de sua casa era um novo suspiro excitado. Demi livrou-se de vez do paletó e da camisa de botões branca logo da regata cavada também branca e distribuiu uma série de beijos por todo peitoral e por todo abdômen enquanto cravava as unhas nos braços musculosos e nos ombros largos.
Joe conhecia aquele olhar travesso e aquele sorriso sapeca. Demi desabotoava o cinto da calça social preta como se desembalasse um presente de natal. Ela mordeu o lábio inferior para conter um sorriso e ele a acariciou no queixo enquanto ela terminava de “desembalá-lo”. Era tão sexy, os cabelos jogados de lado caiam em ondas vermelhas e brilhantes que roçavam os seios sobre a mini fantasia de enfermeira branca com detalhes vermelhos que desenhavam cada curva do corpo dela com tamanha perfeição. Os lábios vermelhos estavam moldados em um sorriso malicioso e os olhos amarronzados estavam escuros e com o brilho carregado de desejo.
   - Oh Dem. – As pálpebras baixas, o cenho franzindo e a boca em uma linha. Joe respirou pesadamente quando ela agachou-se de frente a ele. Os lábios delicados selaram todo o abdômen e logo a virilha lambendo-a repetidas vezes enquanto ela o acariciava com a mão.
O coração disparou quando ela lambeu os testículos sem deixar de olhá-lo. Era tão quente e precisa. Demi o beijou repetidas vezes e continuou a lambê-lo enquanto segurava a ereção firmemente levando-a para cima e para baixo lentamente. Traçando a virilha novamente com a língua, Demi o lambeu no comprimento e logo a cabeça do membro duro e rígido. Acariciando a base com uma mão e a coxa dele com a outra, Demi o deslizou para a boca sem deixar de olhá-lo nos olhos. Tombando a cabeça para trás, Joe gemeu e ofegou enquanto ela o devorava. Adentrou os cabelos dela com a mão e arqueou a pélvis movimentando-se cuidadosamente na boca dela. Joe mal tinha forças para puxá-la para o colo e penetrá-la com força, a visão daquela mulher que tanto amava dando prazer a ele foi suficiente para fazê-lo gemer e explodir violentamente na boca dela.
   - Está tudo bem querido? – Joe fechou os olhos e os abriu, tentou dizer que estava bem, mas tudo que saiu foi mais um gemido.
   - Es..tá. – Disse minutos mais tarde. – Precisamos fazer isto mais vezes. – Demi lambeu os lábios e logo mordeu o inferior para conter um sorriso.
   - Eu adoraria. – Demi deixou um grito escapar quando ele a agarrou pelo traseiro trazendo-a para ele e a beijou ferozmente.
   - Você está tão linda. – As bochechas de Demi adotaram um leve rubor e Joe sorriu maravilhado. – Eu não sei por que ainda está vestida. – Joe mordeu o lábio inferior de Demi e aprofundou o beijo aproveitando para apertar o traseiro com tanta vontade que Demi gemeu entre o beijo. Os lábios abandonaram os dela com um selinho e então Joe trilhou o pescoço com beijos quentes e molhados até chegar onde realmente queria. Tivera que estudar atentamente como desfazia daquela fantasia. Beijou todo o tórax e enterrou a cabeça no decote aspirando o perfume que conhecia há anos. Joe estava tão disposto a dar amor a ela que esquecera completamente que tinha uma tonelada de trabalho para fazer apenas para amá-la da forma mais intensa e prazerosa possível. Desabotoando os botões vermelhos, Joe deslizou a peça pelos braços de Demi e a jogou no chão. As mãos subiram da cintura e envolveram os seios os apertando levemente. Antes de tomar um seio na boca e chupá-lo, Joe depositou um selinho nos lábios de Demi e então o fez enquanto ela brincava com os cabelos dele e gemia. Um mamilo e depois o outro. Beijou, lambeu e chupou como um bebê faminto.
   - Amor. – Demi o chamou entre gemidos e suspiros pesados. Joe a olhou ainda com o mamilo na boca e novamente viu as bochechas corarem quando ela segurou uma mão dele e a guiou para o intimo.
   - Você está tão molhadinha bebê. – O coração acelerou quando ele acariciou o intimido abrindo os lábios e deslizando as pontas dos dedos na entrada quente e escorregadia. Os mamilos eram envolvidos pelos lábios de Joe periodicamente, alternando-se e os chupando com força enquanto Demi o abrigava no intimo rebolando e cavalgando nos dedos dele.
   - Ah Joseph! – Ela tombou a cabeça para trás extasiada. Conforme ela ficava cada vez mais molhada Joe sabia que ela estava quase lá.. Então retirou os dedos cuidadosamente e Demi gemeu tão frustrada, que se Joe não estivesse tão excitado teria gargalhado do quão manhosa ela era.
   - Seja uma boa menina Demi. – Disse afastando o fundo da calcinha para o lado enquanto Demi choramingava. – Demi! – Joe tombou a cabeça para trás e controlou-se para não gritar. Demi o segurava e o movia em movimentos circulares na entrada dela. Grunhiu quando finalmente ela o enterrou tão lentamente naquele pequeno espaço quente e úmido, sentia-se acolhido, sentia-se em casa.
   - Isso é tão bom. – Disse anestesiada de prazer. Mal conseguia respirar, o intimo chegara a doer de tanto prazer a cada entrada e saída de Joe.
   - Hmm. – Gemeu nos lábios dela. Bastou mais entradas e saídas para que Demi cravasse as unhas nos ombros dele e aninhasse ao peito másculo suado sussurrando palavras inexistentes. – Dem, segure-se. – Sussurrou ainda entrando e saindo. Os olhos amarronzados estavam arregalados e as feições frustradas.
   - Eu não sei se aguento. – Joe acabara de levantar-se e as pilhas de pastas espatifaram-se quando Demi sem querer chutou-as e a cadeira foi impulsionada por Joe bruscamente para trás fazendo uma tremenda bagunça. Demi sentia que se ele não estivesse segurando-a pelo traseiro, ela iria espatifar com tudo no chão, as pernas ainda estavam moles do orgasmo que acabara de ter e sentira que outro estava a caminho.
   - Oh droga. – Gemeu deitando-a no sofá branco em formato de “L”. Relutante, Joe tivera que sair do interior de sua amada para despir a calça que ainda vestida e livrar-se dos sapatos de salto de Demi. – Abra para mim. – Sussurrou deitando-se por cima dela quando finalmente despiu-se.
   - Assim está tão gostoso. – Gemeu beijando o peito dele quando o sentiu invadi-la novamente. – Joseph.. – Chamou-o e adentrou os cabelos dele com os dedos. – Amor, eu amo você. – Sussurrando que também a amava, Joe deixou todo o peso do corpo sobre o dela enquanto movimentava-se como ela pedia beijando-a na boca com intensidade e paixão. Amava-o tanto, e a cada investida Demi sentia-se completa.
(...)
   - Essa foi a melhor surpresa de todas. – Demi riu assentindo. Estava tão aninhada a ele tipicamente manhosa e recebendo toda a atenção de Joe como desejava.
   - Eu estava com saudades. – Apoiando os cotovelos no peito, Demi beijou os lábios de Joe várias vezes e voltou a abraçá-lo.
   - Eu ainda estou com saudades. – Joe esboçou um sorriso divertido quando ela o olhou, mas acabou rindo. – Amanhã você poderia aparecer aqui no almoço vestida de cowgirl ou bombeira. – Desde que estavam deitados e “saciados” um do outro, Joe brincava com as mechas vermelhas dos cabelos de Demi sorrindo como um menino. – Nós daríamos um verdadeiro show nesse prédio. – Demi arregalou os olhos, mas riu.
   - Eu estou com sono. – Murmurou. Deitando-a ao lado dele, Joe distribuiu selinhos pelo rosto de Demi impedindo que ela fechasse os olhos e o deixasse sozinho.
   - Nada de sono. – Demi assentiu bocejando. – Ainda temos que inaugurar a minha mesa, a janela, o tapete e o elevador.
   - Não podemos inaugurar depois? Eu estou muito cansada. – Joe nunca vira uma mulher tão manhosa como Demi, quando ele levantou-se para vestir a cueca box, as feições da amada assemelharam-se a de uma criança manhosa e egoísta.
   - Vem cá, deixe-me vesti-la. – Joe tinha em mãos a camisa branca de botões e a minúscula calcinha branca transparente com detalhes vermelhos. – Não seja tímida bebê, eu já vi tudo. – Demi ignorou a piscadela e o sorriso safado de Joe e aproximou-se dele um tanto tímida.
   - Casa? – Perguntou tentando se distrair, Joe acabara de agachar-se para vesti-la a calcinha.
   - Casa. – Demi quase tivera um infarto quando ele fixou os olhos ao intimo dela e depois a olhou sorrindo. – Isso é tão sexy. – Disse vestindo-a com a camisa.
   - Eu gostaria que nós estivéssemos na nossa cama. – Assim que Joe terminou de abotoar a camisa, Demi envolveu o pescoço dele com os braços e o beijou no rosto.
   - Eu também. – Disse envolvendo-a com os braços. – Preciso repor as minhas energias. – Demi arqueou as sobrancelhas ao olhá-lo. – Uma enfermeira muito gostosa invadiu o meu escritório no relento da noite e me obrigou a fazer sexo selvagem com ela durante horas e horas. – Demi o esbofeteou, mas acabou rindo junto com ele.
   - Nós fizemos uma senhora bagunça. – Tinha papeis no chão, pastas prestes a cair e o computador emitia um barulho de alerta periodicamente que só perceberam agora. Sem citar as roupas esparramadas junto com os sapatos de Joe num canto e os sapatos de Demi no outro.
   - Querida, a culpa é sua. – Disse caminhando para a bagunça. – Se você não tivesse esse fogo todo, a papelada estaria toda organizada e intacta. – Demi revirou os olhos e aproximou-se dele.
   - Se eu não tivesse esse fogo todo. – Imitando-o, Demi pegou uma das pastas e o acertou no braço. – Nós estaríamos sem fazer amor, você não tem tempo para mim. – Disse emburrada e Joe gargalhou.
   - Meu tempo é todo seu. – Disse abraçando-a por trás. – Eu sou todo seu. – Demi mordeu o lábio inferior quando ele a beijou no pescoço e virou-se para beijá-lo na boca.
   - Vamos organizar essa bagunça, eu quero ir para casa. – Como já era noite, Demi estava preocupada com a segurança dos filhos em casa. Por mais que a casa estivesse cercada de seguranças e o condômino fosse “seguro”, ela ainda preferia estar em casa para protegê-los.
   - Cada arquivo tem uma cor para especificá-lo, organize-os pela cor do cabeçalho. – Depois que finalmente juntaram toda a papelada, agora estavam sentados na cadeira de Joe e tentavam organizar a bagunça.
   - Pensei que estivéssemos sozinhos. – Sussurrou quando houve duas leves batidas na porta. Joe levantou-se rapidamente, vestiu a calça e mal teve tempo de vestir a camisa cavada que tivera outra batida na porta e ele correu para abri-la.
   - Joseph? – Era a voz de Sara, a chefe de Joe. – Pensei que já estivesse em casa, mas o seu escritório é o único que está com as luzes acesas. – Demi encolheu-se na cadeira giratória controlando-se para não gargalhar. Sara era tão desconfiada e curiosa.. – Você está sozinho? Eu tive a impressão de ouvir ruídos estranhos. – Demi tivera que morder o lábio inferior, Joe deveria estar vermelho.
   - Hum.. Não. – Murmurou coçando os cabelos da nuca, Joe sempre o fazia quando estava numa situação embaraçosa. – Demi está comigo. – Joe abriu mais a porta e de repente Demi estava tão envergonhada quanto Joe. Sara a senhora baixinha-cheinha de cabelos negros e grandes olhos castanhos, chefe de Joe, a olhava surpresa.
   - Meu Deus. – Demi chegara a avermelhar por completa. Sara fitava as roupas esparramadas pelo escritório, e graças a Deus a papelada estava aparentemente organizada sobre a mesa. Pensara Demi que de certa forma poderia prejudicar o trabalho de Joe, e se Sara resolvesse puni-lo ou até mesmo demiti-lo por fazer sexo no escritório? – Bem, está explicado porque lá fora está brotando paparazzo. – Sara sorriu para Demi, e a mesma sorriu de volta menos tensa. – Está tarde, vão para casa.. Ou não faça muito barulho e usem camisinha. – Dizendo isto, Sara acenou brevemente e saiu do escritório rindo das feições tensas de Joe e Demi.
   - Vamos para casa? – Joe tornou a coçar a nuca e Demi assentiu corada. – Eu realmente quero tomar um belo banho com você e dormir um pouco. – Caminhando até ele, Demi o abraçou e o beijou no peito sentindo-se segura só por estar nos braços dele.
   - Desculpe pela bagunça. – Disse Demi quando era mais tarde. A papelada ficara organizada como Joe a orientou e metade dela estava na pasta de Joe, ele teria que trabalhar mais um pouco para concluir a meta diária. – Posso ajudá-lo. – Disse assim que as portas do elevador abriram-se.
   - Está tudo bem. – Disse enquanto apertava o botão para o térreo. – Eu adorei a sua visita. – Demi sorriu cabisbaixo, mas logo o olhou e sorriu mais ainda. – É realmente muito bom fugir da rotina. – Demi o abraçou de lado durante todo o tempo que estavam no elevador. Literalmente queria cuidar de Joe, e iria fazê-lo quando chegassem em casa. Joe parecia tão cansado, faminto e sonolento. A típica imagem de um homem de negócios preso ao trabalho.
Automaticamente Joe a abraçou para protegê-la dos paparazzis que os cercava. Mal conseguia enxergar por conta dos terríveis flashes que o cegava, Demi estava encolhida contra os braços dele e mal conseguia acompanhar os passos rápidos e precisos por conta do modo que estavam abraçados e dos sapatos de salto.
   - Nos deixe em paz. – Disse irritada. Estavam praticamente cercados como presas que são cercadas por predadores famintos. Virando o rosto para o sentido oposto aos flashes, Demi estremeceu, o arrepio percorreu todo o corpo e então Joe tivera que puxá-la para que ela pudesse locomover-se. Lá estava o carro preto e sua dona vestida de negro olhando diretamente para ela.

Continua... Demorei muito, eu sei. Mas é a vida, as coisas não são realmente como queremos. Espero que vocês gostem do capítulo, era para ter sido mais quente, mas acho que não sei escrever mais hots, maaaaas eu vou tentar escrever um bem melhor que esse hahaha. Comentem e comentem, vou me esforçar mais um pouquinho para conseguir postar com mais frequência, vocês merecem! É que essa semana é a semana de prova </3  Beijos no core :p