6.11.14

Capítulo 30

O que não faltava eram beijos. Joe definitivamente estava conseguindo conquistá-la. Eram frases românticas, rosas e tantos carinhos. Admitia que a princípio tinha sido difícil para conseguir um beijo de Demi, mas depois da noite passada Joe colocara em prática o plano de conquistá-la novamente. Não poderia viver sem ela. A cada beijo e sorrisos radiantes de Demi o coração bombeava sangue a todo vapor que corria por suas veias furiosamente. 
A risada dela invadiu-lhe os ouvidos e Joe sorriu todo bobo olhando para a mulher que ele tanto amava. Demi conversava animadamente com um grupo de adolescentes. Tinham acabado de chegar à gravadora Jonas depois do almoço no restaurante italiano. A gravadora estava viva graças a Demi. Tudo começou na época que a banda acabou, cada um tentou seguir outro rumo. Nick em sua carreira solo, Joe trabalhando como modelo de cueca e modista da NY Times e Kevin ganhara o próprio reality show. Mas as carreiras secundárias não satisfaziam o desejo pessoal dos irmãos, eles gostavam de música e queriam trabalhar naquela área. Então tiveram a ideia de fundar a própria gravadora independente, mas daí o problema surgiu. Não se encontrava um talento a cada esquina, era difícil encontrar a pessoa certa. Como na época Demi e Joe estavam em mais de uma de suas brigas, Demi resolveu quebrar o contrato com a antiga gravadora e assinar com os Jonas. O investimento na carreira de Demi tinha sido pesado, ela era uma das melhores naquela indústria e eles não poderiam deixar a carreira da ilustre Demi Lovato fracassar do nada, conquistaram títulos importantes com a melhor produção e marketing fazendo a gravadora estar entre as melhores de todo o mundo. Tudo isso graças a Demi e aos talentos que encontraram no decorrer dos anos.
   - Meninas! Pelo amor de Deus. - Pediu Nick de cenho franzido. Nicholas era uma graça. Quando estava trabalhando Nick odiava qualquer barulho ou distração que o desconcentrasse, era sério e centrado.
   - Vamos conversar lá fora, Nick está de TPM. - Provocou Demetria fazendo ainda mais barulho por conta das risadas das meninas. Há cerca de dois anos a gravadora assinara com um dos melhores programas de caça talentos do mundo, o X Factor por pura influência de Demi, que já tinha sido jurada do programa alguns anos atrás. A band girl recentemente descoberta ganhara um contrato na Jonas Records. Chamava-se Fifth Harmony. Demi simplesmente as adorava, quando ela estava com as meninas voltava a ser adolescente. O único que não poderia ficar um minuto sozinho com o grupo era Daniel.. Deus! Aquele garoto era a cópia do pai com uma pitada a mais de pimenta...
   - E ai? Vocês estão numa boa? - Perguntou Kevin treinando a batida na guitarra.
   - Estamos nos entendo aos poucos. - Joe acenou para Demi e sorriu a deixando corada. Eles estavam na parte do estúdio onde as pessoas cantavam e tocavam, já as meninas estavam na parte onde os produtores geralmente ficavam com todos aqueles painéis de controle.
   - Ela está na sua. - Disse Kevin e Joe revirou os olhos fazendo careta.
   - É claro que ela está na minha, ela é a minha mulher, babaca. - Ambos receberam um olhar cruel de Nick e engoliram seco. - Em que você está trabalhando? - Perguntou Joe ao irmão mais novo.
   - John quer que eu mostre algumas opções de músicas que estão a venda para Demi, mas preciso fazer alguns ajustes no meu computador. - Murmurou enquanto deslizada o dedo no trackpad do Macbook impacientemente.
   - Nós trabalhamos num álbum da Demi tem pouco tempo. - Comentou Kevin de cenho franzido.
   - Sim, há um ano e cinco meses. As pessoas enjoam da mesma música, John quer a Demi nos palcos no mínimo em um mês, e para isso nós precisamos trabalhar nas novas músicas e estudar o que a Demi tem em mente para o novo CD. – Disse Nick desviando os olhos da tela do computador.
   - Tudo isso por essas malditas fotos. – Murmurou Joe. – Cara, não tem um mês que a Demi está de férias e John quer um álbum novo. – Um álbum novo significava uma futura turnê, e as turnês duravam cerca de um ano e meio ou mais, seria péssimo ter Demi longe de seus braços outra vez, não poderia conquistá-la e tudo que tinha planejado iria por água baixo.
   - O que você está fazendo? – Joe sorriu ao sentir Demi o envolver com os braços por trás.
   - Hmm.. Nada. – Disse enquanto a trazia para os seus braços. – E você princesa? – Joe não se importou se estavam ou não sozinhos, mordiscou o pescoço de Demi e sussurrou promessas de amor a deixando arrepiada, não iria perder um minuto sequer longe dela.
   - Nada.. As meninas foram embora, eu estou sozinha. – Murmurou tão manhosa se acomodando no colo dele.
   - Você pode ficar comigo. – Sugeriu entre um beijo e outro. – Nós estamos conversando sobre o seu novo álbum. – De um minuto para o outro Demi estava completamente surpresa. Um novo álbum não estava em seus planos no momento.
   - Nós temos um material que John nos enviou, basta você escolher o que quer e como quer. – Disse Nick a olhando. – John está para chegar. – Levando a mão à testa Demi suspirou pesado pensando na correria que a vida voltaria a ser. Merecia descanso, e não a loucura que era a vida nos palcos de cada cidade diferente em um mesmo dia.
   - Jogada de marketing bebê. – Sussurrou Joe a beijando no pescoço. – Você sabe.. As pessoas estão falando, você está mais que no auge, e se lançar um álbum novo não sobrará nenhum CD nas prateleiras das lojas. – Era verdade. Já não bastava os informativos com a página inicial estampada com o rosto de Demi.. Imagina o lucro que um CD novo traria.
   - Esse não é o meu estilo, eu não trabalho para fazer marketing. – Demi parecia tão distante, mal o olhara ou o tocara, era o que acontecia quando se tratava do trabalho dela. – Não posso lançar um CD do nada, não tenho nada planejado. – Murmurou levantando-se do colo de Joe. Caso ela escrevesse músicas naquele momento.. Bem, superaria a Taylor Swift e as suas músicas sobre relacionamentos.
   - Ei. Nós estamos com você. – Demi sorriu para Kevin e aproveitando que estava próxima o abraçou.
   - Eu vou buscar um café. – Anunciou Demi. Joe a acompanhou com o olhar até que Demi sumisse de sua vista. Percebeu que ela parecia estar em outro mundo, estava tão pensativa.
   - Cara, deixa de ser chiclete. – Disse Kevin de cenho franzindo quando Joe passou por ele e Nick como um furação. 
Demi não estava na maquina de café, não estava no refeitório do prédio ou em qualquer outro lugar onde procurara. Coçando a nuca Joe olhou para os lados frustrado e caminhou sem rumo pensando em como queria que as coisas estivessem em seu estado normal. Era horrível ter Demi fora de casa, e mais horrível era ter Daniel e Elizabeth fora de casa junto com a mãe. Eles não estavam viajando e ficariam uma ou duas semanas fora, estavam na mesma cidade que ele sobre o teto dos pais de Demi, tudo por conta das besteiras que fizera. Xingando-se mentalmente, Joe adentrou os bolsos na calça social com a mão e caminhou mais um pouco até que o som gracioso da risada de Demi preencheu seus ouvidos.
   - Levante-se! Vamos brincar! – Joe cruzou os braços e sorriu ao vê-la sem jeito. Demi estava numa espécie de jardim sentada num banquinho como aqueles de praça rodeada de crianças. Aquela garotada deveria ser filha dos funcionários ou do pessoal das outras seções do estúdio. As crianças corriam envolva da fonte que jorrava água graciosamente, envolta dos banquinhos e subiam nas coisas. Eram terríveis.. Porém felizes.
   - Posso me sentar com a mocinha? – Disse quando estava próximo de Demi e do grupo composto por cinco meninas, que coraram e riram envergonhadas com a presença masculina.
   - Ei meninas, digam oi para o tio Joe. – Demi fez um gesto com a mão indicando que ele poderia se sentar com ela enquanto as meninas diziam um “Oi tio Joe”.
   - Tem muitas delas. – Demi riu da feição intrigada de Joe ao ver os meninos tentarem subir na fonte. – Quem quer fazer um pedido? O tio Joe tem várias moedas para vocês. – De repente um enxame de crianças estava a sua volta, gritavam e pulavam de alegria enquanto Joe buscava a carteira no bolso da calça para satisfazer a alegria da criançada.
   - Cem pratas tio Joe? – Demi riu sem muita vontade quando as moedas de Joe acabaram e sobraram apenas algumas notas de cem dólares, que foram entregues as crianças.
   - Você está bem Dem? – Perguntou quando estavam sozinhos já que as crianças jogavam suas moedas e notas de cem dólares na fonte desejando desta um pedido especial.
   - Claro. – Demi o olhou nos olhos e automaticamente para os lábios. Adorava a forma como Joe a olhava. Ele tinha cílios tão cumpridos e curvados, os olhos tinham uma beleza única naquele misto de mel e verde. Os lábios dele eram tão másculos levemente rosados envoltos daqueles pelinhos que arranhavam a sua pele quando sentia os lábios serem selados pelos dele. Aproximando-se ainda mais, Demi levou a mão livre até o rosto de Joe e o acariciou.
   - Eu estou preo.. – Sussurrou com os lábios quase roçados aos dela.
   - Tio Joe, sobrou uma moeda, você não quer fazer um pedido? – Os lábios finalmente estavam roçados, os olhos fechados e o carinho que Demi fazia em sua bochecha começava a excitá-lo, mas o clima envolvente tinha sido quebrado. Então Joe beijou o canto esquerdo da boca de Demi demoradamente e olhou para a garotinha que lhe estendia a última moeda.
   - Obrigado meu anjo, mas o meu pedido já foi realizado e eu tenho tudo o que eu sempre quis. – Disse olhando para Demi e logo para a criança a sua frente. Joe levou a mão até a mão aberta da menininha onde tinha uma moeda brilhante para fechá-la. – Faça outro pedido. – A risada fraca se misturou a de Demi quando a menina correu envergonhada até a fonte, virou-se de costas e jogou a moeda com os olhos fechados depois de tanto pensar. – Eles são adoráveis, me lembra dos nossos filhos. – Olhando-a, Joe enlaçou os dedos aos de Demi e buscou os lábios dela para um selinho.
   - Às vezes eu sinto tanta falta da época que eles eram bebê. – Demi era uma mãe excepcional, multiplicava-se para dar conta do trabalho, da casa, do casamento e dos seus anjos. Era tão cansativo, mas no final do dia era gratificante ver o sorriso de cada um pelos feitos dela.
   - Eu me lembro de como era difícil ficar um minuto sequer sozinho com você. – Demi riu junto com ele. A todo instante palavras erradas, vozes finas e choros inacabáveis eram dirigidas a um dele. Era Joe ou Demi.
   - Você não tem direito de reclamar rapazinho. – Demi mordeu o lábio inferior ao receber o olhar carregado de más intenções de Joe e só não o beijou como queria por conta das crianças a sua volta.
   - Tudo bem.. Não vou reclamar. – Disse divertido. – Pequena, eu sei que você deve estar cansada e quer descansar, eu prometo que vou fazer de tudo para que esse álbum seja do jeito que você quiser, nós podemos trabalhar nisso juntos. – Seria um tanto egoísta da sua parte, mas aceitaria a ajuda de Joe. Juntos eles poderiam fazer qualquer coisa, e caso trabalhassem juntos naquele álbum, ele com certeza seria o melhor de todos.
   - Promete de mindinho? – Demi mostrou o dedo mindinho da mão esquerda para Joe, que logo foi abraçado pelo mesmo dedo dele. – Manhoso! – Demi riu do biquinho que Joe fizera pedindo por um beijo, mas antes de beijá-lo calorosamente como se não fosse existir o dia de amanhã, Demi olhou para os lados e quando viu que nenhuma das crianças os olhava, beijou os lábios de Joe. 
Conversaram sobre tantas lembranças do passado, riram das brigas idiotas e das transas malucas. A cada segundo Joe a fazia se sentir mais confortável e segura, era como se nada pudesse abalá-la. E quando o telefone dele vibrou mais tarde com a mensagem de Nick dizendo que John já estava no estúdio, Demi envolveu os dedos aos de Joe se sentindo determinada a concluir mais uma tarefa.

(...)

   - Está vendo aquela ali? Ela é linda. – Havia milhares e milhares daqueles pontinhos brilhantes no céu negro. Jurara Demi que se ela fosse um pouquinho mais alta poderia tocá-las.. Talvez se Joe a levantasse ela conseguira tocar uma estrela. Olhando sobre o ombro, Demi o viu morder o lábio inferior tão encantado quanto ela. Estavam num dos pontos mais altos de Los Angeles, cercados da natureza sobre a luz da noite.
   - Ela só não é mais linda que você. – Ora, aquela frase era o maior clichê, mas Joe conseguiu fazer o seu coração bater um pouquinho mais rápido e um sorriso de orelha a orelha forma-se em seus lábios. – Obrigado por estar aqui comigo. – Joe estava escorado na frente do carro e tinha Demi em seus braços, estavam aconchegados um ao outro há horas e horas.
   - Você tem sido tão maravilhoso. - Maravilhoso era pouco. Durante todo o dia Joe esteve com ela. Ele lhe enviou uma cesta de café da manhã, levou-a para almoçar em um restaurante italiano e a fez lembra-se das lembranças de tirar o fôlego da lua de mel na Itália. À tarde Joe a levou para o estúdio, deu moedas para as crianças e a beijou por incontáveis minutos. Ele confrontou as ideias de John para o novo álbum e sugeriu ideais incríveis que agradaram bastante a Demi, e agora a levara para “jantar” no ponto mais alto de Los Angeles sobre a luz das estrelas.
   - Oh Demi.. – O suspirou fundo escapou dos lábios entreabertos de Joe quando Demi virou-se e encaixou o rosto na curva do pescoço dele para mordiscá-lo e beijá-lo. – Não faz isso comigo.. – Tornou a suspirar fundo quando Demi adentrou o blusão de moletom que ele usava para arranhar o abdômen e senti-lo sobre a palma de sua mão.
   - Amor.. – De repente era ela quem estava sendo imprensada contra a frente do carro por Joe, que cobriu-lhe a boca com a dele num beijo selvagem calando-a.
   - Eu estou com tanta saudade de você Dem. – Sussurrou apertando-a contra o corpo. Não resistindo à declaração dele, Demi o beijou na boca lentamente enquanto suas mãos trabalhavam debaixo do blusão de Joe o tocando com fome e desejo. Estava sendo cada vez mais imprensada contra o carro conforme as caricias se intensificavam. As mãos de Joe passaram da cintura a costelas, das costelas aos seios os apertando ainda sobre a regata e dos seios Joe encheu as mãos com o traseiro de Demi sobre a calça jeans aproveitando para trazê-la ainda mais para ele.
   - Carro... – Ronronou quando Joe começou a subir a regata que ela usava. Em um piscar de olhos as pernas estavam enlaçadas na cintura de Joe, os lábios colados e os dedos puxando os cabelos da nuca dele enquanto caminhavam cambaleando para o carro. A porta traseira fora aberta bruscamente, Joe curvou-se e deitou Demi no banco  aproveitando para se deitar sobre ela. – A porta Joseph. – Disse entre os beijos que recebia nos lábios. Minutos depois ele finalmente entendeu o que ela quis dizer e levantou-se apressado. Resultado. Batera a cabeça no teto do carro com força. – Amor, você está bem? – Perguntou preocupada. Demi o observou por segundos esperando pela resposta, mas conforme o tempo se passava e Joe apenas tinha o cenho franzido e a mão na nuca, Demi tentou se levantar preocupada. Maldição! A trança ficara enganchada em uma das tranças de palha da cesta de piquenique. Não sabia-se ao certo quem estava mais constrangido e frustrado, Demi por ter o cabelo enganchado na cesta de piquenique ou Joe por ter batido a cabeça no teto por pura afobação.
   - Minha cabeça está doendo. – Choramingou tentando assimilar as duas imagens de Demi em uma só.
   - Eu odeio isso! – Grunhiu irritada tentando livrar-se da cesta. – Joe, você está bem? – Perguntou ainda trabalhando com o cabelo na cesta.
   - Só estou tonto. – Choramingou sentando-se ao lado de Demi tendo a visão turva e maravilhosa do traseiro dela a poucos centímetros de seu rosto.
   - Graças a Deus. – Respirou fundo quando desprendeu o cabelo da cesta. – Está melhor? – Perguntou sentando-se ao lado dele.
   - Melhorando. – Tombou a cabeça para trás repousando-a no encosto do banco. Estavam quietos. Frustrados e quietos. Demi pensando se Joe tinha se machucado muito e Joe pensando que estragara o passeio. Tudo estava tão perfeito. Ele mesmo preparou tudo que uma cesta de piquenique tinha direito, buscou por uma toalha xadrez em casa e passou na casa dos pais de Demi para levá-la para “jantar”. O lugar que Kevin tinha indicado era lindo e romântico, o cenário perfeito para um piquenique noturno. Deliciaram-se das guloseimas, trocaram beijos e conversaram sobre assuntos aleatórios incluindo até o silêncio como assunto enquanto assistiam ao show particular das estrelas no céu. E agora ele estava com a cabeça doendo e Demi com o cabelo desgrenhado.
   - Eu sou um idiota. – Disse para si mesmo e minutos depois os olhos amarronzados femininos estavam em seu campo de visão o censurando.
   - Você não é um idiota amor. – Ao menos Demi voltou a chamá-lo de amor.
   - Eu estraguei o nosso dia. – Murmurou envolvendo a cintura de Demi com os braços já que ela estava sobre ele.
   - Eu devo ter engordado uns dez quilos apenas com a cesta maravilhosa de café da manhã, depois tem os dez quilos do almoço mais divertido de toda a minha vida. Você realmente não tem noção de como aquelas crianças ficaram felizes com as moedas e as notas de cem dólares Joseph. – Demi estava sentada no colo dele como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo, tinha o corpo escorado contra as costas do banco do carona e fitava os olhos de Joe com admiração. – Acho que se o meu próximo álbum dependesse de John eu ficaria nua na capa, minhas músicas seriam todas eletrônicas e vulgares, mas você nos deu ideias incríveis. E olha só, meu cabelo está parecendo um ninho de passarinho por culpa da cesta de piquenique maravilhosa que você preparou. Quase trinta quilos Joseph! Espero que você não se importe de estar casado com uma baleia porque a culpa é sua por ser muito idiota, fofo e romântico. – Acabaram rindo juntos depois da piscadela de Joe convidando-a para um beijo.
   - Vem cá minha baixinha gostosa. – Ora, ele se perguntaria a vida inteira porque Demi sempre ficava corada? Quando ela estava a pouquíssimos centímetros dele, Joe lhe acariciou o rosto com um pequeno sorriso nos lábios admirando a própria constelação de Demi. Adorava aquele conjunto de sardinhas que pintava o rosto da amada. – Eu amo você. – Não sabia se fitava os olhos ou os lábios de Demi.. Mas quando ela sorriu, chegara ficar emocionado. Era um sorriso tão lindo que iluminara o seu ser.
   - Eu também te amo. – Disse Demi acariciando o rosto dele, mas logo juntou os lábios em um beijo intenso e apaixonado. As mãos de Demi espalmaram o peito de Joe daquele jeito que o fazia suspirar e o volume na calça crescer ainda mais.
O beijo quente um pouco acima do cós da calça o fez gemer de deleite, Demi distribuía beijos na pele quente conforme subia o blusão. – Eu faço. – Disse quando ele iria tirar a peça bruscamente. Joe tombou a cabeça para trás e deixou outro gemido escapar quando Demi rodeou o umbigo dele com a língua e mordiscou o abdômen até encontrar o peitoral. Céus! Demi gemeu manhosa friccionando o rosto contra o peitoral definido de Joe. Era tão sexy aqueles pelinhos curtos que cobriram o peitoral dele dando um leve sombreado. Distribuiu beijos tão quentes quanto o calor que ele exalava, mordiscou um mamilo e depois o outro fazendo Joe grunhir de cenho franzindo tentando conter os gemidos.
   - Menina levada. – Sussurrou um tanto surpreso quando a língua de Demi tocou um mamilo e depois o outro.. Aquilo era estranhamente.. bom? Gostara do jeito carinhoso que ela tinha feito, mas preferia estar com os mamilos dela na boca.
   - Levante os braços amor. – Joe sorriu debochado, mas fez como ela tinha mandado adorando a determinação da sua garota. – Hmm.. Tão forte. – Disse admirada tateando os bíceps e todos aqueles “íceps” de Joe.
   - Linda. – Disse sorrindo acariciando o rosto dela. – Meu anjo. – Demi roubou um selinho dos lábios de Joe quando ele se aproximou para desfazer a trança de seus cabelos. - Levante os braços amor. – Joe sorriu quando ela fez como ele pediu. Primeiro ele se deliciou das covinhas da barriga e enterrou a língua no umbigo várias vezes como ela tinha feito. – Tão absurdamente linda. – Elogiou quando livrou-se da regata jogando-a em um canto qualquer. Os seios eram graciosamente sustentados pelo sutiã de renda rosa bebê. Joe os tocou ainda sobre a peça e sorriu como um menino ao abaixar a copa da peça íntima e encontrar o mamilo amarronzado pronto para ser envolto por seus lábios. 
Beijou o seio direito depois o esquerdo antes de buscar pelo feche nas costas de Demi para finalmente deixá-la nua da cintura para cima. Primeiro ele tocou o seio de baixo para cima e observou atentamente o movimento gracioso de subida e descida. Repetiu o processo no seio esquerdo, trouxe Demi para si para deliciar-se da sensação de tê-los mais uma vez contra o peito e depois os segurou firmemente admirando a beleza feminina de sua amada. – São lindos. – Murmurou dando beijos aleatórios nos mamilos logos os chupando e os lambendo.
   - A cesta. – Disse quando Joe manejou-a para deitá-la no banco. Com muito custo Joe a soltou. Estava louco para tê-la da forma mais intensa possível, morria de saudades e queria matá-la antes que aquele sentimento agonizante o matasse. Alcançou a cesta e a colocou com dificuldade do banco do motorista. – Ei! Vem. – Demi o abraçou por trás e Joe arrepiou-se ao sentir o beijo quente e os mamilos duros roçando as costas dele assim como as pontas dos cabelos.
   - Hmmm.. Estou indo. – Ficara zonzo com os beijos dela em seu pescoço, a mão alcançou um seio para acariciá-lo enquanto tentava organizar os pensamentos.
A melodia familiar soou baixa criando aquela bolha que os envolvia. Joe ajustou a luz deixando-a fraca e virou-se pondo-se de joelhos. Demi sorriu ao ser tocada no rosto, aproximou-se dele e envolveu o pescoço de Joe com os braços. – A cada dia você me deixa mais louco. – Sussurrou contra o ouvido dela logo a beijando no pescoço. – Tão linda.. – Ronronou deliciando-se ao olhá-la. Adorava a forma como os cabelos caiam em mechas negras sobre os ombros roçando os seios, estes subiam e desciam cheios e excitados. A barriga esguia tinha alguns vergões cor-de-rosa resultado dos beijos dele. Joe a olhou nos olhos e sorriu não acreditando que ela estava ali. Beijou-a por minutos e mais minutos até que estavam deitados, ele sobre ela.
   - How deep is your love? – Cantarolou Demi nos lábios dele. Abraçou-o sentindo o calor do corpo dele aquecê-la e confortá-la, cada músculo se encaixa perfeitamente como se fossem moldados um para o outro.
   - Is your love. – Cantarolou a olhando. Sorriram e beijaram-se ao som de Bee Gees. Demi já podia sentir o volume contra seu íntimo a cada movimento de Joe, mas gostava da sensação. Amava estar nos braços dele trocando caricias e desfrutando daquele momento mágico que não viviam há anos. Back At One os deixara mais sedentos. Demi cantarolava a música entre os beijos que distribuía na curva do pescoço de Joe e quando recebia beijos no tórax e do pescoço ao queixo. Houve uma intensa troca de olhares quando Joe tocou a ponta do nariz de Demi com a dele. Os toques precisos e ousados cessaram, as respirações se misturavam, mas não se beijaram. Os olhos dela estavam alinhados aos dele, marrons, vivos e brilhantes. Nenhuma palavra precisou ser dita para que ambos entendessem o que um sentia pelo outro. Os minutos se passavam e o beijo aconteceu lento e casto por iniciativa dela. Não demorou muito para que Joe estivesse acomodado entre as pernas de Demi com os lábios ainda selados aos dela. Mas como tudo não são flores, o toque do celular de Demi os despertou daquele transe.
   - Droga. – Murmurou. Não sabia se era o telefone dele ou o dela porque não se lembrava do toque e nem mesmo do próprio nome. Diabos! Demi franziu o cenho e deixou os lábios de Joe com um selinho molhado. – Você viu a minha bolsa? – Perguntou frustrada desvinculando dele.
   - Não faço ideia de onde ela possa estar. – Murmurou tão frustrado quanto Demi.
   - Deixa tocar? – Joe sorriu maliciosamente concordando e a puxou para os braços, mas antes mesmo que a frustração fosse embora e ele pudesse beijá-la, foi  a vez do telefone dele tocar.
   - Não é possível. – Grunhiu massageando as têmporas. Não foi difícil encontrar o celular de Joe. Estava sobre o banco do motorista e tocava e vibrava furiosamente. – É a sua mãe. – Pela primeira vez em anos nunca estivera tão corada como estava. Demi sentou-se de pernas cruzadas no banco enquanto Joe conversava com Dianna dizendo apenas “Unhuns” e “Anhans”.
   - Está tudo bem? – Perguntou quando ele desligou o celular tão pálido quanto à própria Demi.
   - Sua mãe não estava brincando quando disse que era para você estar em casa as dez em ponto. – Disse frustrado sentando-se ao lado dela. – São onze e meia bebê. – Demi fechou os olhos e tombou a cabeça para trás. Diabos! Porque isso agora? Estava tudo tão bom.. E teria que ir para casa.
   - Isso é muito fodido. – Sussurrou atropelando as próprias palavras.
   - Eu queria tanto passar a noite com você. – Todas as noites sem Demi eram noites incompletas, sem sentido algum. Joe acordava várias vezes a procura do corpo quente da esposa para abraçá-lo, e quando não o encontrava suspirava frustrado e tentava dormir sem sucesso algum. – Dormir bem coladinho bebê. – Manhosa, Demi ronronou algo que Joe não entendeu e beijou o braço dele logo o abraçando.
   - Seria ótimo.. Mas infelizmente você tem que me levar para casa. – Embora soubesse que as coisas não funcionariam daquela forma, Joe a olhou tentado a perguntar se poderia leva-la para a casa que pertencia a eles. Teria que ter paciência com Demi. – Você sabe onde estão as minhas roupas? – Perguntou depois de um selinho roupado. Depois de muito procurar com ajuda de Joe, Demi encontrou o sutiã preso entre as ferragens do banco do carona. Joe a vestiu com a regata, claro que ele não se esqueceu de beijar os seios rapidamente acomodados no sutiã, e Demi o vestiu com o blusão. O nome de Dianna apareceu pelo menos três vezes na tela do celular de Demi. Na primeira ligação Dianna perguntava se já estavam chegando. Na segunda ligação perguntara onde estavam. E na terceira e última ligação perguntara por que Demi ainda não estava em casa.
   - Está entregue. – O sorriso não saiu dos lábios dele. Às vezes era de alegria por ter tido um dia incrível ao lado de Demi e às vezes o sorriso era triste, pois sabia que não conseguiria dormir a noite porque Demi e nem as crianças estavam em casa. Sentia-se sozinho e abandonado. – Dem.. Eu queria desejar boa noite para as crianças. – Disse envergonhado enquanto caminhavam pelo jardim da casa dos pais de Demi.
   - Quer entrar comigo? – Perguntou subindo os dois degraus que davam acesso à porta de entrar. Antes mesmo que Joe pudesse responder a porta foi aberta por Dianna, que vestia camisola e tinha as sobrancelhas arqueadas os olhando como se fossem dois adolescentes rebeldes. – Joe vai subir comigo, é rápido. – Disse também arqueando as sobrancelhas.
   - Boa noite Joseph. – Dianna o cumprimentou com um ligeiro abraço e assentiu o deixando entrar. Subiram os degraus cautelosamente para evitar o barulho, Demi o puxava pela mão caminhando em passos tranquilos. Lá estavam eles. Demi apostara que tinham dormido a espera dela. Elizabeth de um lado da cama enroscada na manta que pertencia a Demi dormia profundamente perto no notebook. Daniel estava no lado oposto ao da irmã, parecia sereno e nem no sono desgrudava do celular, que estava sobre a coberta com os headphones plugados.
O coração encheu-se de orgulho, os olhos de lágrimas e os lábios estavam moldados em curvas que formavam um tímido sorriso fitando Joe beijar a testa de Elizabeth demoradamente assim como a de Daniel. 
Joe os olhou por minutos e mais minutos, estava com uma saudade avassaladora dos seus pequenos. Elizabeth o procurava e agia como se nada tivesse acontecido.. Já Daniel nem queria saber do pai, tentava agir normalmente, mas não conseguia evitar a magoa no olhar ao lembrar-se de como a mãe tinha sido tratada pelo pai. 
Assim como subiram, também desceram a escada em silêncio. Joe despiu-se de Dianna com um abraço e de Demi.. Bem, ele laçou os braços a cintura dela trazendo-a para si. Começou com um selinho e terminou com um beijo digno de cinema deixando Demi com um sorriso de orelha a orelha suspirando enquanto ele se distanciava. 

Continua... oi ! Apenas uma pergunta... vocês estão preparadas? Se a resposta for não.. bem, preparem-se... obrigado pelos comentários es beijos!

3.11.14

Divulgação

Boa noite!! Passei para divulgar a fanfic da Yas First Mistakes e da brunna gabriela Profundamente sua! 
Sobre o capítulo.. Estou escrevendo!! Beijos 

1.11.14

Capítulo 29

O sol raiou na manhã daquele dia graciosamente. Acordara cedo para levar as crianças à escola sem se importar se estava vestida com o pijama. Quando voltou para a casa da mãe depois de um pequeno engarrafamento, Demi esparramou-se sobre a cama macia e quentinha para desfrutar de um sono tranquilo. A verdade era esta. Mães não podiam dormir, era como se um alarme supersensível estivesse ligado e em alerta o tempo todo somente para atender a necessidade dos filhos, e agora que eles estavam na escola Demi podia descansar sem está cem por cento preocupada. Bem, quando as crianças não te perturba outros fatores fazem o serviço sujo. O dia estava lindo, lá fora as pessoas suspiravam a cada esquina admirando a beleza da Califórnia, porém não tinha necessidade de Dianna abrir às persianas deixando todos aqueles malditos raios de sol invadir o quarto e incidirem na cama, para ser mais especifica sobre o rosto de Demi. Bufando irritada Demi cobriu-se por completa com o cobertor e deixou o sono a levar num ritmo calmo e maravilhoso. A cada minuto que se passava a visão se escurecia, o corpo relaxava agradecendo por estar acomodado e aquecido da forma que Demi sempre adorava. Ai Deus! Ultimamente ela se sentia tão preguiçosa, não estava trabalhando, mas também sabia que merecia todo o descanso que tivera durante o tempo que estivera livre, quando voltasse aos palcos não teria tempo para cochilar como fazia todas as tardes, não poderia dormir até mais tarde, não teria tempo para levar as crianças à escola, visitar a mãe e ficar até mais tarde com Joe trocando caricias. Falando nele.. O celular vibrou intensamente, o que a despertou daquele transe maravilhoso, mas Demi apenas colocou o braço para fora do cobertor e tateou o vácuo a procura do criado-mudo logo o telefone. Quando o achou o levou para o seu “cafofo” debaixo das cobertas. Ronronou de olhos fechados e se espreguiçou antes de desbloquear o telefone e sorrir de orelha a orelha ainda sonolenta ao ler a mensagem. “Bom dia! Espero que tenha tido uma maravilhosa noite de sono, estou contando os segundos para encontrá-la. Espero que goste do café da manhã, até mais tarde pequena.”. Ora, Demi envolveu o travesseiro em um abraço de urso e ao mesmo tempo escondeu o rosto no mesmo sorrindo como uma boba. Ele tinha mandado café da manhã para ela! Ok, ok. Não é para tanto. Disse a si mesma. Mas acabou sorrindo e abraçando ainda mais o travesseiro.
   - Demi? – Arregalando os olhos Demi tentou livrar-se da coberta, mas a mesma mostrou apenas o seu rosto. Dianna a olhava de cenho franzido, certamente se perguntando por que ela praticamente tinha um travesseiro entre as pernas e o abraçava..
   - Não é o que você está pensando! – Disse envergonhada e arrependeu-se quando a mãe arqueou as sobrancelhas.
   - Eu não sei o que aconteceu ontem com você e o Joe, mas tem uma cesta de café da manhã para você lá embaixo. – Disse fitando os grandes olhos marrons femininos. – Vamos, deixe esse travesseiro, eu não quero ser avó de um monte de plumas. – Arregalando os olhos Demi levantou-se preguiçosamente e calçou as pantufas.
   - Não era o que você estava pensando. – Defendeu-se novamente sem olhá-la.
   - Eu sei que você está carente, mas sexo com o travesseiro não vai resolver. – Demi arregalou os olhos e a repreendeu com um “Mãe!” – Que é? A senhorita acha que eu não vi os seus brinquedinhos no closet? – A diabos! Estava tão vermelha de vergonha.. Não os usava.. Apenas quando era necessário.. Nos casos de vida ou morte..
   - Eu não sei quem é pior.. Você ou a Miley. – Murmurou para si mesma seguindo Dianna escada abaixo. Miley sempre dava um jeito de fazê-la passar vergonha em público, não existira uma única vez que ela não aprontava. E Dianna, a Dianna adorava contar sobre as aventuras de Demi na fase criança e adolescente, era uma lástima. Ela sempre contava as aventuras que deveriam estar sobre sete chaves mais um cão de dez cabeças para Joe, e ele adorava, ria horrores e depois a pirraçava o dia inteirinho.
   - Você tem uma bela cesta de café da manhã Sra. Jonas. – Disse Dianna tocando-a no ombro. A cesta rosa bebê era enorme e deveria pesar muito, pois estava carregada de todos os alimentos que Demi gostava de degustar no café da manhã. No cartão Joe desejara que ela tivesse um maravilhoso café da manhã e disse que a buscaria para almoçar com ele.
O sorriso estivera estampado nos lábios durante todo o café da manhã, às vezes de um jeito tímido e às vezes de um jeito radiante. Estava cedendo a ele e não se arrependia, amava-o e não queria estar longe dos braços dele, Joe tinha motivos que não deveriam ser desconsiderados e Demi estava começando a compreendê-los.
   - We're like a melody with no words. – Cantarolou enquanto passava geleia numa torrada. - Until we figure it out. – Tornou a cantarolar sobre o olhar curioso de Dianna. - We sing la, la, la, l... – Tentou cantarolar, mas a torrada a fez engasgar e tossir até que Demi estivesse pálida e precisasse de tapinhas de Dianna nas costas.
   - Você está bem? – Perguntou Dianna rindo. Revirando os olhos Demi assentiu e bebericou um pouco do suco de laranja que Dianna a ofereceu.
   - Vou almoçar com o Joe. – Disse envergonhada sentando se a mesa.
   - Hum.. – Murmurou Dianna arqueando as sobrancelhas sugestivamente.
   - Eu gostava mais da senhora antes dessa besteira de sexo. – Resmungou mordendo uma torrada cautelosamente morrendo de medo de engasgar de novo.
   - Olha o respeito mocinha! – Repreendeu Dianna. – Você não sente falta dele? – Perguntou depois de minutos em silêncio.
   - Claro que sinto. – Disse entretida com a cesta. – Mas.. mas eu não quero que as coisas aconteçam rápido demais. – Referia-se a tudo. Ainda não estava preparada para voltar para casa, tinha medo de se machucar e machucar a Joe com algum complexo dela.
   - Vocês estão indo devagar? – Perguntou Dianna sorrindo em agradecimento ao receber um tabletinho de chocolate da filha.
   - Eu não sei.. Mas acredito que sim. – Céus! Joe enviara uma cesta cheia de mimos, tinha tudo que ela gostava e Demi já pensava em um lugar onde esconderia os chocolates.. Caso contrário um garoto chamado Daniel os devoraria em questão de um piscar de olhos.
   - Como foi o encontro ontem? – Perguntou Dianna recebendo um olhar cerrado de Demetria.
   - É impressão minha ou a senhora está tentando se livrar de mim? – Perguntou de sobrancelhas arqueadas e Dianna riu negando. – Tudo bem, estou brincando.. Ele me disse como estava se sentindo e eu disse como me sentia. – Murmurou. – Apenas conversamos e nos beijamos algumas vezes. – Disse sobre o olhar da mãe. Demi a olhou e revirou os olhos ao ver Dianna sorrir.
   - Que é? – Censurou rindo. – Eu torço pela felicidade de vocês! – Acabaram rindo juntas e seguiram a manhã experimentando diferentes tipos de chocolate enquanto conversavam animadamente.
(...)
Respire fundo. Você não é uma adolescente virgem, é uma mulher. Dizia para si mesma mentalmente. Para escolher uma roupa demorou séculos e séculos, elaborara modelitos, vestia-os e os tirava em questão de segundos. Eram dois problemas em um só. Primeiro, ela sairia com Joe, o que dizia que vestir vestidos ou saias não seria adequado considerando o marido que tinha, certamente ele tentaria acariciá-la da forma mais cara de pau possível ou faria um escândalo caso um homem a olhasse.. Segundo, ela iria para a gravadora, o que significava que precisava de um look ousado que envolvesse jaquetas de couro com taxas, calças coladas e blusas de banda ou que transmitisse uma mensagem diferente. Mas era dia e estava quente! Então arriscou vestir uma saia branca pouco colada no corpo que batia no meio das coxas junto da camisa de cetim azul bebê para combinar com o sapato de salto altíssimo. Contava os minutos sentada no sofá enquanto brincava com a aliança de ouro e brilhantes no dedo, o celular estava no colo e Demi esperava a ligação de Joe ansiosamente.. Ele tinha ligado mais cedo ou há meia hora... Mas ela estava tão ansiosa que vira o tempo passar num piscar de olhos e Joe não chegar.
   - Como está a minha maquiagem? – Perguntou a Dianna. Escondera as sardas, oh sim. Demi não gostava muito delas.. Delineara o contorno dos olhos, a sombra nas pálpebras era clara e discreta e alongara os cílios com rímel os deixando grandes e espessos. As maçãs do rosto estavam quase que impercebivelmente coradas, passara blush de leve apenas para equilibrar os tons da maquiagem.
   - Está linda. – Disse Dianna pela milésima vez. Demi estava nervosa, podia perceber. – Ele já va.. – Antes mesmo que pudesse completar a frase a campainha tocou e de repente estava sozinha..
   - Oi. – Disseram ao mesmo tempo sorrindo um para o outro. Joe estava na sua típica imagem de homem de negócios. O terno era preto, ao menos a calça social e os sapatos já que Joe não vestia o paletó, a camisa branca de botões estava moldada perfeitamente no torso forte masculino. Demi podia sentir o cheiro inebriante do perfume dele atingi-la fazendo as pernas tremerem conforme ele se aproximava. – Você está completamente linda. – Sussurrou a acariciando no rosto. Demi apenas deixou as pálpebras caírem e pressionou os lábios contra os dele.
   - Você também. – Ela disse o abraçando pelo pescoço. – Obrigado pela cesta. – Disse enquanto seus dedos se atolavam nos cabelos macios e sedosos da nuca dele freneticamente. Era simplesmente fascinante quando ela tomava a iniciativa de beijá-lo ou algo do tipo. Joe adorava vê-la tão tímida e feminina o tocando.
   - Sinto muito, mas vou ter que borrar o seu batom. – Mas antes mesmo que Joe pudesse beijá-la nos lábios com toda a intensidade possível Dianna surgiu do nada no hall os interrompendo.
   - Joseph! – Disse Dianna se aproximando do casal. – Como você está? – Dianna ria enquanto conversava com Joe, Demi tinha o cenho franzindo enquanto via Joe abraçar a mãe.
   - Demi está oficialmente raptada. – Envolvendo a cintura de Demi com os braços, Joe a beijou no rosto carinhosamente. Estava tão feliz por estar conseguindo tê-la de volta, tinha sido uma batalha conseguir encontrá-la a sós, sem contar os foras que ele tinha levado da própria Demi, entretanto estava conseguindo vencer as barreiras dela de evitá-lo.
   - Hmm... Quero a minha filha em casa as dez em ponto. – Dianna arqueou as sobrancelhas e sorriu ao ver a repentina surpresa estampada no rosto dos dois. Aos menos uma vez na vida Demetria teria que obedecê-la.
   - Ela está brincando. – Sussurrou Demi apenas para que Joe ouvisse.
   - As dez, entenderam? Vou buscar as crianças na escola, não se preocupem. – Era impressão deles ou Dianna estava os despachando? Demi saiu de casa com o cenho franzindo e de dedos enlaçados aos de Joe.
   - Como foi a sua noite? – Afastando as teorias da possibilidade de Dianna estar aprontando algo que ela não sabia, Demi o olhou e sorriu fraco ao ver o sorriso de menino nos lábios de Joe. Ela adorava quando ele sorria daquele jeito parecendo estar tão tímido.
   - As noites são a pior parte, nenhum dos seus filhos quer dormir no quarto dos hospedes Jonas, Daniel dorme no lado direito da cama e Elizabeth no lado esquerdo. – Demi riu da gargalhada dele. Mas era a mais pura verdade. Às vezes Lizzie era convidada para dormir com Anne, mas sempre fugia do quarto da tia para juntar-se a mãe na cama. Já Daniel ficara com um dos quartos livres da casa, mas também preferia estar acomodado junto de Lizzie e a mãe.
   - Eu sinto tanta falta de vocês, tudo está tão quieto lá em casa, tenho vivido com Buffy e os filhotes, eles estão enormes e tão bagunceiros. – Demi poderia imaginar o quão vazia aquela casa enorme deveria estar e a bagunça violenta que os cães faziam.
   - Como você está se alimentando? – Perguntou já que sabia que Joe não tinha tempo para nada, ele sabia cozinhar, mas deveria chegar muito cansado do trabalho para enfrentar as aventuras na cozinha.
   - Bem.. – Disse abrindo a porta do carro para Demi.
   - Bem.. – Sussurrou virando-se para olhá-lo.
   - Bem.. – Imitou-a dando um selinho nos lábios dela. – Minha mãe não sai do meu pé. – Disse quando adentrou o carro. – Você sabe como as mães são ch.. preocupadas. – Joe riu da careta de Demetria, não iria dizer que as mães poderiam ser muito chatas quando queriam, pois Demi era uma delas. – Estou brincando. Dona Denise me visita às vezes. – Disse ao dar partida no carro.
   - Você está me levando para onde? – Perguntou curiosa. Joe dirigia pelas ruas de Los Angeles sem pressa de chegar a qualquer lugar, admirava a vista maravilhosa da cidade e a da mulher ao seu lado.
   - Vai ficar brava se eu disser que é surpresa mio amore ? – Demi se lembrou da lua de mel na Itália. Tinha sido a viagem perfeita. Todos os dias eles conheciam lugares de beleza surreal, parecia um sonho, mas as noites quentes eram mais reais que Demi se lembrava.
   - Surpresa.. – Murmurou. Era curiosa demais e apenas a palavra “Surpresa” a deixava aflita e intrigada.
   - Não vai demorar muito, já estamos quase chegando lá.. – Limitou-se a dizer misterioso e Demi revirou os olhos. – Você sabe que fica linda até quando faz careta. – A voz saiu falha e rouca enquanto a mão direita traçava o queixo de Demi lentamente. – Eu sinto muito, mas estou sendo obrigado a borrar o seu batom. - Joe moldou a boca sobre a dela num selinho casto antes de aprofundar o beijo com precisão. Sentira as mãos de Demi uma em seu rosto na trilha da barba e a outra tinha os dedos enrolados nos cabelos de sua nuca. Beijavam-se como se não existisse o amanhã, a cada toque a sensibilidade se intensificava não permitindo que se separassem, até que a buzina ensurdecedora os despertou.
   - O carro. – Disse Demi ao deixar os lábios dele com um selinho. Quando era mais tarde Demi pegara-se sorrindo a cada vez que o olhava, Joe parecia tão animado guiando-a para o tal restaurante.
   - Mais um passinho bebê. – Ora, todos deveriam olhá-los. Joe a abraçava por trás para “tampar” os olhos de Demi, mas no fundo nenhum deles se importava mais com o fato de que não importasse o que fariam, como fariam, eles sempre seriam o centro das atenções.
   - Eu tenho a impressão que você só está tirando uma casquinha. – Acusou Demi e logo escutou a risada de Joe, mas acabou rindo junto com ele.
   - Ei! Eu não estou tirando uma casquinha. – Disse divertido e Demi o olhou sobre o ombro de sobrancelhas arqueadas. – Está bem.. Talvez um pouquinho de nada. – Assumiu sapeca.
   - Viu como eu sabia? – Virando-se Demi deu um rápido selinho nos lábios de Joe e o envolveu num abraço de urso correspondido por ele.
   - Surpresa? – Perguntou ainda com ela nos braços.
   - Confesso que sabia que nós estávamos vindo para o restaurante italiano quando você disse mio amore . – Joe a olhou fingindo estar chocado e Demi danou a rir gostosamente, chegara a tombar a cabeça para trás.
   - Sério Demetria? – Debochou e ela riu dando um leve tapa no ombro dele. – Agora diga mio amore de novo bebê. – Pediu virando-a para poder olhá-la nos olhos.
   - Mio amore. – Sussurrou de encontro aos lábios dele. – Mio amore. – Tornou a sussurrar no ouvido dele enquanto roçava os lábios uma única vez no maxilar de Joe.
   - Vamos entrar mio amore. – Joe enlaçou os dedos aos dela e adentrou o restaurante sobre o olhar de muitos. Pedira a mesa que reservara ao gerente que os acompanhou e tratou de certificar que eles estavam bem acomodados, logo o garçom anotou os pedidos confusos entre as risadas de Demi e as sugestões malucas que Joe mal sabia pronunciá-las em italiano.
   - Acho que se eu pudesse iria para a Itália de novo. – Comentou Demi. Depois da lua de mel pisara em solo italiano apenas uma vez e quase morrera de saudades ao se lembrar das aventuras que vivera em Florença com Joe.
   - Qual a sua melhor lembrança da Itália? – Perguntou Joe esticando o braço sobre a mesa para enlaçar os dedos aos dela.
   - Todas as minhas lembranças da nossa lua de mel, em especial o último dia que acabamos brigando. – Disse.
   - Foi uma lua de mel fantástica. – Joe tinha o mesmo olhar que Demi, ambos pareciam reviver os dias que estavam na Itália. – Aliás.. Tudo com você é extremamente fantástico. – Cortejou deixando Demi corada e sem jeito. – Tantos anos se passaram e você ainda fica corada. – Joe sorriu ao olhá-la. O cabelo preto o lembrava de uma época intensa e cheia de sentimentos bons e ruins. Principalmente do medo que sentiu quando encontrou Demi naquele estado deplorável dentro do banheiro do trailer, ele sequer imaginava que a namorada sofria com a anorexia e automutilação, não era à toa que Demi era famosa por saber guardar segredos. Mas também tinha sido a época que ele estava perdidamente apaixonado por Demi, o coração gritava o amor arrebatador que ele começara a sentir por ela o deixando assustado.
    - Hm.. Ok. – Demi riu tímida sem olhá-lo. Não tinha culpa se as famosas borboletas tomava conta de si toda vez que ela estava com ele. Quando era mais tarde eles finalmente almoçaram em silêncio e em meio de flertes, estavam se divertindo tanto juntos. A sensação de estar com Joe era maravilhosa mostrando a Demi que o lugar dela era nos braços dele.

Continua... Oi! Desculpem a demora, é que essa semana foi corrida por conta dos trabalhos surpresas, mas graças a Deus consegui terminar o capítulo para postá-lo para vocês. Era para ter ficado maior, porém temos 2.944 palavras sem contar com a nota final, se ficasse maior certamente ficaria cansativo para ler e o conteúdo ficaria bagunçado e confuso como objetivo era escrever um "dia" Jemi, que deverá acontecer no próximo capítulo.. Obrigado pelos comentários, beijos!
Divulgando o blog da brunna gabriela - Profundamente sua!

27.10.14

Capítulo 28

Café quente junto de biscoitos crocantes enquanto conversava com os pais era a combinação perfeita para o final de um dia cansativo. Demi se sentia perfeitamente confortável vestida com um conjunto de moletom, que por sinal pertencia a alguém.. Os cabelos estavam presos num rabo de cavalo e as pantufas com orelhas de coelho de pelúcia aquecia seus pés. Bebericando um pouco do café, Demi saboreou o gosto forte da bebida e mordeu o biscoito observando os pais conversarem. Era engraçado, a casa estava tão silenciosa.. O silêncio nunca era um bom sinal quando se tratava de Elizabeth e Daniel, significava que eles estavam aprontando.. Deduzira isso por conta das vezes que flagrara os filhos no auge das travessuras. Quando eles eram crianças praticamente colocavam fogo na casa todo santo dia.
   - Daniel! - Assentindo negativamente Demi comprovou a sua teoria que eles estavam aprontando, ou apenas Daniel estava aprontando, pois se Lizzie estivesse junto não gritaria o irmão da forma que gritara.
   - Eu juro que não sei o que vou fazer com eles. - Murmurou repousando a xícara sobre o tampo da mesa.
   - Eles são uns anjos. - Disse Eddie rindo do desespero estampado nos olhos de Demi conforme as reclamações de Elizabeth se intensificavam. - Agora a senhorita sabe como é não ter paz. - Demi fez careta, mas acabou rindo.
   - Eu sei, não posso reclamar porque eu era pior que os dois juntos. - Ao menos era o que Dianna sempre dizia e no fundo Demi sabia que era a mais pura verdade. - Ah! Eu vou esquentar o traseiro desse garoto. - Disse assentindo negativamente saindo da cozinha as pressas.
   - Daniel! - Resmungou Elizabeth tão alto que Demi franziu o cenho pensando no que Dan estava fazendo para tirar a menina do sério.
   - Posso saber o que vocês estão fazendo? - Repousou as mãos na cintura e batia o pé esquerdo ritmicamente esperando por uma resposta convincente de um deles. Demi fuzilou Daniel com os olhos o censurando por ter um travesseiro em mãos. Já Elizabeth estava deitada de bruços, tinha os cabelos bagunçados e o celular em mãos.
   - Eu estou conversando com Eric e essa peste não me deixa em paz! - Grunhiu a garota tentando acertar o irmão com uma palmada. - Tira ele daqui! - Afundando o rosto no travesseiro Elizabeth choramingou dramaticamente como sempre fazia.
   - Daniel Henri, você tem quase dezessete anos e eu vou ter que te levar para o cantinho do castigo te puxando pela orelha? - Disse Demi como dizia quando Dan era uma criança. - Deixe Beth em paz. - Demi revirou os olhos ao ouvir as gargalhadas abafadas de Elizabeth e ver Daniel ficar vermelho de raiva por conta da pirraça da irmã.
   - Ela não me deixa dormir. - Exclamou como se fosse a coisa mais absurda do mundo. - Eric, você me ama?; Eric, eu estou com saudades; Eric, você vem me ver amanhã?; Amor você já está deitado?; Eric, Eric, Eric! - Demi arregalou os olhos quando Elizabeth levantou-se bruscamente e acertou Daniel em cheio com o travesseiro.
   - Você está com ciúme! - Disse Elizabeth de dentes cerrados. Antes da menina começar a namorar, Daniel era a sua companhia, e por mais que houvesse uma pequena briga ou outra, eles se entendiam.
   - O quê? Ciúme de você? - Demi sabia que no fundo Dan realmente estava morrendo de ciúme da irmã com Eric, pois ela conhecia perfeitamente o filho que tinha. Daniel tinha ciúme até do pai.
   - Ok. Já chega. - Entrometendo-se entre eles Demi quebrou aquele fuzilamento de olhares os afastando. - Elizabeth nada de celular e Daniel nada de perturbar. - Demi recebeu olhares incrédulos e sorriu satisfeita. - Caso contrário vocês dois estão de castigo. - Houve suspiros frustrados e então olhares cerrados.
   - A culpa é sua! - Disseram ao mesmo tempo e Demi revirou os olhos.
   - Chega disso! - Demi entrometeu-se novamente os assustando. - Eu não quero saber, eu não quero compreender ou qualquer coisa. Castigo, os dois estão de castigo! - Antes mesmo que os protestos lhe deixasse surda, o Iphone sobre o criado-mudo começou a vibrar e logo tocar. - É melhor vocês não brigarem enquanto atendo o telefone, combinado? - Demi esperou pacientemente pela resposta desanimada dos filhos e pegou o telefone sobre o criado mudo e caminhou em direção à varanda do quarto. Joseph. Oh droga! Ela combinara consigo mesma que não iria atendê-lo, e agora estava em pé na varanda fitando o nome "Amor" na tela do telefone. - Oi. - Disse tão desanimada.
   - "Demi? Oi" - Disse Joe feliz por finalmente conseguir contato com a esposa. - "Eu disse que ligaria, como você está?" - Perguntou.
   - Cansada, mas bem. - Disse batendo a ponta dos dedos no parapeito da proteção da varanda. - Joe..? O que você quer? Eu quero descansar. - Preferiu abrir o jogo já que Joe era sinônimo de canseira, andar por todo um imenso shopping e depois fazer compras de alimentos a deixara super cansada.
   - "Você pode descer? Eu estou em frente a casa dos seus pais.". - Qual a parte do "Cansada" que Joe não entendeu? Demi revirou os olhos, fez careta, respirou fundo e murmurou um "Sim" entredentes louca para resolver logo aquele assunto e poder dormir por horas e horas.
   - Porra Joseph, você não desiste. - Murmurou enquanto atravessava o quarto sobre os olhares de cães que caíram da mudança de Daniel e Elizabeth. Ah! Eles iriam ficar de castigo por um bom tempo. - Continuem onde estão, volto daqui a dez minutos. - Disse aos adolescentes largados na cama dando ênfase em "dez minutos" justamente para deixar Joe ciente que ele tinha poucos minutos com ela.
   - Aonde a mocinha vai? - Perguntou Eddie ao ver Demi descer as escadas preguiçosamente.
   - Joseph está lá fora. - Disse desanimada. - Ele quer conversar comigo, e se eu não for ele vai me perturbar a noite inteirinha. - Demi apostara que a coisa que ela mais fazia nos últimos dias era revirar os olhos. E não hesitara em revirá-los para Dianna quando a mesma arqueou as sobrancelhas e sorriu sugestivamente.
   - Juízo. - Disse e Demi tornou a revirar os olhos pela milésima vigésima décima vez naquele dia.
   - Não vai rolar! - Disse saindo porta a fora. Deus! Maldito Joseph! Ela sujaria as pantufas por causa dele. Ah diabos! Demi praticamente saltitou até o carro sentindo o coração trincar a cada vez que as pantufas tocavam o chão do jardim e logo o chão da rua. - Desgraçado.. - Murmurou quando avistou o carro de Joe estacionado do outro lado da rua. Significava que ela teria que caminhar mais um pouco, ou seja, sujaria ainda mais a sola das pantufas. Encolhendo os dedos da mão de raiva, Demi traçou o percurso e o olhou claramente entediada quando Joe abriu a porta do carro sorrindo para ela.
   - Hum.. As pantufas. - Disse Joe quando Demi saltou para o carro. Sabia que ela deveria estar furiosa, Demi era uma amante nata de pantufas e odiava sujá-las, ainda mais quando elas eram rosa bebê. - Você está linda. - Cerrando os olhos Demi o olhou. Estava sem um pingo de maquiagem no rosto, usava pantufas e vestia um moletom que por sinal era dele.. Droga. Encolheu-se envergonhada com o olhar curioso de Joe sobre ela.
   - Obrigada. - Murmurou.
   - Como estão as crianças? - Demi o fitou antes de responder que Daniel e Elizabeth estavam da mesma forma que sempre estiveram, brigando. Joe estava tão bonito, a barba bem feita e cerrada, os olhos dele ganhavam um tom esverdeado sobre a luz amarela do interior do carro. A camisa que ele vestia era branca e a calça jeans escura. Demi podia jurar que ele passara horas e horas no banho e depois no closet, pois Joe era um homem vaidoso e exigente com a própria aparência. - Seus pais e Anne. - Perguntou esboçando um sorriso galanteador despertando aquele calor familiar por todo o corpo de Demi.
   - Estão bem. - Disse impaciente. - Joseph, diz logo o que você quer. - Cruzando os braços Demi viu Joe respirar fundo certamente tomando coragem para começar com o discurso para convencê-la a voltar para os braços dele.
   - Eu.. eu quero te pedir desculpa por ter sido tão bruto e inconsciente. - Começou a dizer fitando os olhos dela. - Naquela noite eu só estava cansado e irritado demais, eu estava trabalhando tanto para conseguir as minhas férias para podermos viajar para qualquer canto desse planeta para a nossa lua de mel. Dai aquelas fotos vazaram, a mídia e os produtores estavam me pressionando para dizer algo a respeito, as pessoas não paravam de me perturbar no trabalho, e eu acabei descontando em você. - Jamais pensara que Joe poderia ser tão pressionado, aliás, agora que a ficha caíra. Era ele quem estava segurando aquela barra sozinho. Joe controlara a mídia e acalmara os produtores, passara noites em claro consolando-a e na manhã seguinte estava trabalhando como um condenado no escritório. - Nós fizemos amor naquela noite e foi maravilhoso. - Disse fazendo-a corar. - Eu passei horas e horas te observando dormir nos meus braços, dai meu celular começou a vibrar. Era Alex, ela me disse coisas.. coisas que eu nunca pensei que você varia, acabei acreditando nas palavras dela, eu confesso que já estava chateado com a foto que você estava abraçada com aquele cara, e quando Alex me disse que tinha um vídeo seu com outro cara perdi o controle. - Alex. Caso Demi a visse.. Céus! Iria esbofeteá-la, mesmo que ela fosse presa, julgada como louca ou qualquer coisa do tipo, até a mesma ficar inconsciente. - E para completar você apareceu com aquele vestido. Demi, eu juro que não era ciúme, mas você não tinha noção do tanto de marmanjo que te olhava com cara de cachorro faminto, você começou a me ignorar e eu percebi que aquele filho duma puta do FBI olhava para o seu decote na maior cara de pau, o que eu poderia fazer além de ficar louco de raiva? - Tudo bem. Estava começando a compreendê-lo. O engraçado era. Demi tinha noção que as mulheres desejavam o seu homem, muitas foram às vezes que ela flagrou Joe recebendo olhares famintos de mulheres e até homens no trabalho com ela ao lado dele, mas preferiu não fazer um senhor barraco. Relevava porque sabia que ele tinha olhos apenas para ela. - Sei que te machuquei meu bebê, Daniel tem razão. Você é tão especial e eu não te valorizo. Eu não te mereço Dem, mas eu preciso tanto de você, eu te amo tanto e não sei mais o que fazer toda vez que acordo e não te encontro em lugar nenhum, eu sinto tanta falta de te ter anjo. - Demi respirou fundo sentindo o ar tão denso e um calor insuportável conforme Joe se aproximava. Lutava para não desabar em choro nos braços dele e contar como se sentia e como sentia a falta dele, mas não o faria, as palavras de Joe não consertariam seu coração.
   - Joe, por favor. - Sussurrou sem saber se fitava os olhos ou os lábios dele que estavam tão próximos dos seus. - Eu imagino como deve ter sido pesado para você, mas você me magoou tanto, você me deixou tão assustada e desolada. - Disse espalmando o peito dele como adorava, mas dessa vez para empurrá-lo.
   - Eu sei minha pequena. Às vezes nós agimos sem pensar e acabamos fazendo a coisa errada. - Disse acariciando o rosto de Demi com o polegar. - Eu só quero mais uma chance para te fazer feliz, confia em mim bebê, eu prometo que não vou te machucar de novo. - A voz dele ficava cada vez mais baixa e rouca penetrando as barreiras que ela construíra justamente para evitá-lo.
   - Eu.. eu preciso de mais tempo para pensar Joe.. - A cada segundo que se passava Demi se sentia mais envolvida por aquele homem, caso ficasse mais um segundo junto a ele cometeria uma loucura daquela de deixar qualquer boquiaberto... Trêmula Demi levou a mão à maçaneta da porta do carro lutando contra a correnteza de vontade de estar nos braços de Joe. O corpo gritava e implorava para que ela se jogasse nos braços dele, mas a razão pedia para que ela fugisse daquele carro.
   - Você tem todo o tempo do mundo para pensar. - O calor instalou-se no pé da barriga quando Joe a tocou na mão impedindo-a de sair do carro. Demi estava estática, não sabia se aproveitava que a porta do carro estava aberta para fugir ou se.. ou se cedia a ele.
   - Joseph.. - Sussurrou quando os dedos dele se enlaçaram aos dela.
   - Apenas um beijo amor. - Ele disse com a voz rouca deixando-a trêmula. Não vá para os braços dele. Não faça. Corra. Gritava o cérebro. Mas tudo que Demi fez foi fechar a porta do carro e respirar fundo antes do olhá-lo. Enlaçara os dedos aos dele com o coração quase saindo pela boca. As pálpebras desdobraram-se automaticamente e os lábios quentes e macios de Joe foram pressionados contra os dela. A sensação era mágica, deliciosa um tanto fascinante. Entreabrindo os lábios para dar passagem a língua dele, Demi levou a mão aos cabelos da nuca de Joe e os enlaçou com os dedos como desejara fazer mais cedo. - Eu estou com tantas saudades. - Disse Joe encostando a testa na dela na breve pausa que fizera. - Eu te amo Demi. - Não ouviu a declaração dela, Demi selou os lábios aos dele deliciando-se do gosto fascinante de seus lábios. Mordiscou e prendeu entre os dentes o lábio inferior de Joe antes de adentrar a boca dele com a língua para explorá-la com paixão.
Sentindo a necessidade de ter o corpo de Demi friccionado ao seu, Joe a puxou para o colo e agradeceu aos céus por Demi se juntar a ele de bom grado. Aprofundou o beijo, claro, se ainda fosse possível, levando as mãos à cintura dela para apertá-la como sempre fazia para trazê-la mais para si. - Você está tão linda, adoro o seu cabelo preto. - Disse na pausa que fizera para tomar ar. Lembrara-se da época em que começou a namorá-la. Os cabelos naturais de Demi eram castanho claros, eram lindos, mas quando Demi pintou os cabelos de preto Joe viu-se mais encantado pela namorada. E agora, depois de anos e anos ela voltara com os cabelos pretos o deixando cada vez mais apaixonado. - Você não tem noção de como está linda Dem. - Joe sorriu ao ver o sorriso dela, acariciou o rosto de Demi com as mãos e não resistiu e a puxou para mais um beijo. - Minha pequena.. - Suspirou de olhos fechados sentindo o carinho que as delicadas mãos femininas de Demi fazia em seu rosto. - Beije-me bebê. - Pediu de olhos fechados sentindo o carinho que ela fazia no rosto. Demi roçou os lábios aos de Joe uma, duas, três vezes antes de beijá-lo para valer. Conforme o beijo se intensificava e o corpo de Demi estava mais colado ao dele, Joe levava as mãos para dentro do blusão para acariciá-la. Primeiro repousou a mão direita nas costas de Demi e logo a deslizou para cima e para baixo provocando arrepios que deixara a pele quente e macia enrugada, como a mão esquerda estava livre, Joe a moldou como uma concha sobre o seio esquerdo de Demi agradecendo mentalmente por ela não estar usando sutiã. - As noites são horríveis sem você. - Sussurrou levando os beijos para o pescoço de Demi. Logo os lábios dele estavam cobrindo a pele da barriga dela em cantos aleatórios, rodeara o umbigo com a língua aproveitando para encostar Demi contra o volante do carro e segurar-lhe os seios com as mãos.
   - Eu também senti a sua falta. - Disse pela primeira vez desde que o beijara. Mordendo o lábio inferior, Demi puxou os cabelos de Joe com força quando sentiu a língua macia e quente rodear o mamilo esquerdo depois o direito. O gemido longo escapou pelos lábios quando Joe acariciou o seio direito e chupou o mamilo como um bebê faminto fazendo-a contorcer-se em seu colo. - Joseph.. - Gemeu e ao mesmo tempo o empurrou quando o farol de um automóvel iluminou todo o interior do carro os lembrando que estavam praticamente em público.
   - Droga. - Murmurou Joe a cobrindo. - Vamos para casa? - Perguntou enquanto desligava a luz do interior do carro para privá-los dos curiosos.
   - Joseph.. Eu ainda preciso de tempo, não vou voltar para casa. - Disse procurando os olhos dele em meio da luz da noite.
   - Você tem todo o tempo do mundo para se decidir. Mas como nós fazemos? Eu estou morrendo de saudade princesa. - Confessou depois de roubar um selinho.
   - Vamos.. vamos ficar aqui. - Disse pensando numa possibilidade de conseguir um pouco de privacidade apenas para ela e Joe. Se fosse no tempo que eles namoravam com certeza Demi o arrastaria para dentro de casa, mas ela não era mais aquela adolescente inconsciente.
A ideia de Joe pareceu a melhor saída, o banco de trás do carro era pequeno e desconfortável, mas era o espaço suficiente para acolhê-los. Cambaleando Demi ficou com uma das pantufas presas entre o câmbio e o banco do carona na hora que iria passar para o banco de trás, o que fez Joe gargalhar. Demetria e as pantufas era uma verdadeira comédia. Mais tarde, quando sentada no colo de Joe com o corpo dele entre as pernas, Demi gemia de deleite ao sentir os lábios de Joe e a língua esperta banquetear os seus mamilos aleatoriamente deixando-a louca de tesão. Tirara o blusão sozinha assim como tirou a camisa de Joe o arranhado no abdômen malhado. Prolongaram os beijos por minutos incontáveis enquanto um explorava o corpo do outro ousadamente. Mas quando a mão de Joe alcançou o íntimo e o provocou no ponto mais sensível, Demi simplesmente congelou ao se lembrar das palavras de Alex.
   - Joe, eu tenho que ir. - Ela disse um tanto sem jeito puxando a mão dele com a sua para fora do calção.
   - Demi.. Fica mais um pouquinho, eu estou louco para fazer amor com você. - Ele disse ainda brincando com os seios dela.
   - Não vai rolar.. Eu.. eu tenho que ir. - Dizia a si mesma que Joe não estava tentando apenas ter sexo com ela. Aquilo era coisa da sua cabeça, Joe a amava e nada mais importava. Mas ela já não estava no clima de trocar amassos com o marido as escondidas.
   - Eu não fiz nada de errado, fiz? - Perguntou Joe suspirando frustrado.
   - Não.. Está tarde, Daniel e Beth estão me esperando. - Inventou uma desculpa qualquer. - Eles estão dormindo comigo.. seria estranho, entende?
   - Tudo bem bebê. - Joe fez um breve carinho no rosto de Demi sorrindo para ela enquanto a vestia com o blusão. - Podemos almoçar juntos amanhã? Ah! Eu quase ia me esquecendo, John quer você no estúdio ainda essa semana, se possível amanhã. - Franzindo o cenho, Demi buscou a camisa de Joe e o vestiu.
   - Tudo bem, amanhã mesmo vou ao estúdio. - Já que não estava fazendo nada, principalmente nas manhãs já que as crianças estavam na escola, Demi resolveria aquele assunto com John o mais rápido possível até porque odiava ter trabalho acumulado.
   - Eu vou sentir saudade. - Um tanto sem jeito Demi saiu do colo de Joe preparando para também sair o mais rápido possível daquele carro.
   - Amanhã nos vemos. - Disse forçando um sorriso.
   - Eu amo você Dem. - Agora sorrindo verdadeiramente, Demi disse que o amava nos lábios dele antes de beijá-lo castamente e alcançar a maçaneta da porta traseira. - Demi! - Joe a chamou impedindo-a de sair do carro, e Demi, novamente, pela milésima vez revirou os olhos. - Paixão cruel desenfreada. Te trago uma rosa roubada. Para desculpar minhas mentiras, minhas mancadas. Boa noite pequena. - Sorrindo um tanto sem jeito, Demi pegou a rosa vermelha que Joe oferecia e antes de sair do carro sorrindo como uma boba beijou os lábios dele com paixão.

Continua.. Olá! Aqui estou eu com mais um capítulo para vocês.. haha, teve Jemi praticamente no capítulo todo.. Eles conversaram e se pegaram.. Mas será que a Demi vai ceder assim tão fácil? Bem, vocês só vão saber no próximo capítulo.. O circo ainda não pegou fogo hehehe.. Beijos no core e comentem mais e mais, quero saber o que vocês estão achando da fanfic! Abraço e fiquem com Deus. Aaaah, adivinhem quem tirou nove em cálculo?!  Euuu *-*
ps. Crédito ao Cazuza no trecho modificado "Paixão cruel desenfreada. Te trago uma rosa roubada. Para desculpar minhas mentiras, minhas mancadas". 
Respondendo a Yas: Oi! A imprensa ainda não sabe que eles estão separados, há apenas boatos que eles estão brigados. Beijos!

25.10.14

Capítulo 27

Mudar. Nunca era demais quando se tratava de se sentir bem consigo mesmo. Aliás, era um ponto essencial para uma vida mental saudável. Talvez fosse aquele cabelo.. Vermelho.. Mal completara quatro semanas e Demi já estava completamente enjoada do vermelho.. Pensara no loiro novamente.. O cabelo vermelho fazia com que ela se lembrasse daquela obsessão de Joe. Joseph adorava o vermelho, ele sempre dizia que ela ficava muito sexy quando tingia os cabelos de vermelho. Pondo-se de lado, Demi fitou a barriga, ou a não existência dela, e fez careta. Malhar.. Ela precisava retomar o seu relacionamento sério com a acadêmia já que não queimara calorias há semanas desde que as noites fantásticas de sexo com Joe cessaram... Esqueça-o. Disse mentalmente para si mesma. Era tão estranho, pois tudo que ela fazia a ideia de Joe estar envolvido surgia em sua cabeça. Não era para menos, Joe não era apenas o seu marido ou companheiro de cama, Joe era o seu amor-melhor-amigo, ele a fazia chorar de rir, ele "brincava" com ela, ele era carinhoso e mandão, era o seu Joe fofo e completamente tarado. Por isso que fazer as coisas sozinha era estranho. Estava decidido. Vestindo um vestido soltinho e comportado, Demi calçou sandálias rasteiras e finalmente saiu do banheiro do quarto.
   - Daniel! Por que você não espera lá fora? - Exclamou Elizabeth completamente irritada com a traquinagem do irmão. Daniel era um amor quando queria.. Apenas quando queria.
   - Anne está aos beijos com Bryan, vovó está no quarto com o vovô e a mamãe no banheiro, sinto muito, mas você é a minha única escolha para perturbar. - Revirando os olhos, Demi acertou o traseiro do garoto com um falso tapa e riu quando Dan assustou-se quase que pulando.
   - Por que você não começa a preparar o café da manhã? Eu não me responsabilizo caso vocês percam a primeira aula. - Aproximando-se de Lizzie, Demi pegou a prancha de alisar cabelo das mãos da menina. - Por que você está alisando o seu cabelo? - Perguntou de cenho franzido. Ora, os cabelos castanho claros de Elizabeth eram naturalmente lisos.
   - Lizzie quer ficar bonita para o Eric. - Disse Daniel fazendo biquinho para pirraçar a irmã.
   - Mãe.. - Choramingou Elizabeth de punhos cerrados louca para acertar Daniel.
   - Daniel. - Demi o repreendeu. Na verdade ela queria rir, Dan e Lizzie eram uma graça juntos, viviam em pé de guerra, mas no fundo não conseguiam viver um dia sequer um longe do outro. Demi se lembrou do primeiro contato entre eles. Elizabeth tinha poucas horas de vida, estava aprendendo a mamar timidamente no seio da mãe sobre a guarda do pai coruja.. Joe estava encantado com a menininha, a cada meio segundo sorria bobo observando a neném nos braços da mãe. Mas Demi sabia que a chegada da sua menina não devia tomar toda a sua atenção, Daniel era um bebê de um ano e quase três meses, estava na típica fase egoísta que toda criança tem e era completamente apegado aos pais. Com o intuito de reunir os seus pequenos e mimá-los com todo amor e carinho, Demi pediu para que Joe buscasse o pequeno Daniel que estava com os tios na sala de espera do hospital, preparara a pequena Elizabeth com um beijo carinhoso na testa e a deixara mamar. Mais tarde, quando a porta foi aberta, Demi sorriu dando as boas vindas ao bebê irritado de olhos verdes, mas tudo que Dan fez ao ver que no seio que ele se alimentava tinha um pacotinho cor-de-rosa, foi chorar escandalosamente e tomar o posto da recém nascida abocanhando o seio da mãe para sugar-lhe o leite. Foi ai que começara a pequena rixa entre eles.
   - Você implica com Eric porque você não tem namorada. - Disse Elizabeth sorrindo vitoriosa. - Todo mundo tem um namorado ou uma namorada, menos você menino patinho. - Revirando os olhos, Lizzie mostrou a língua para o irmão o pirraçando.
   - Você não sabe de nada pequena encrenqueira. - Piscando o olho esquerdo, Daniel finalmente deixou o closet depois de atiçar as duas mulheres mais curiosas que ele conhecia. - Ele arrumou uma namorada? - Perguntou Elizabeth repassando os últimos dias mentalmente procurando alguma evidência de uma suposta namorada do irmão.
   - Jenny conta? - Sugeriu Demi ao se lembrar da tarde que Dan pediu para que ela levasse a cadelinha cheia de lacinhos para escola dizendo que encontrara um lar para ela.
   - Eu não faço ideia. Na escola as garotas vivem penduradas no pescoço de Dan, exceto Jenny, que conversa com ele apenas quando a aglomeração de garotas está longe. - Demi revirou os olhos, odiava aquela coisa de ter garotas penduradas no pescoço do seu bebê.
   - Deixe Daniel, mas tarde eu o imprenso e ele não terá saída há não ser contar quem é a namoradinha dele. - Murmurou Demi e Lizzie choramingou quando teve o cabelo puxado. - Eu estou pensando em pintar o meu cabelo. - Comentou penteando os cabelos da menina com os dedos.
   - Pierre terá um infarto. - Elizabeth olhou-se no espelho ajeitando os cabelos sobre o olhar admirado da mãe. - Mas eu confesso que adoro o seu cabelo loiro. - Recebendo um beijo carinhoso na bochecha, Demi sorriu ao fitar os olhos da sua menina.
   - Você está linda meu bebê. - Demi riu das bochechas vermelhas de Lizzie e as apertou.
   - Isso doí. - Choramingou não conseguindo sorrir para a mãe. - Hum.. Papai mandou mensagem.. - Lizzie observou atentamente a mãe mudar as feições antes alegres agora indiferentes.. tensas. 
   - O que ele disse? - Perguntou Demi enquanto organizava a penteadeira lentamente.
   - Ele disse que está com saudades. - Demi mordeu o lábio inferior não gostando nadinha daquela história..
   - Se ele está com saudade, o problema é dele. - Pegando a bolsa, Demi caminhou para fora do closet acompanhada de Lizzie. - Ok, vocês resolveram ficar comigo, certo? - Disse para Lizzie que estava em pé ao seu lado e Daniel que estava jogado na cama mexendo no celular. Quando ambos assentiram Demi apontou para as toalhas molhadas na poltrona, os tênis de Daniel próximos a cama e o carregador do notebook de Elizabeth plugado na tomada. - Nós não estamos em casa, se vocês querem ficar aqui comigo vão ter que seguir as minhas regras. - Demi arqueou as sobrancelhas ao vê-los revirar os olhos. - Nada de toalhas molhadas no quarto, sapato jogado ou carregador na tomada srta. Elizabeth. - Houve múrmuros preguiçosos enquanto as toalhas eram recolhidas junto com o sapato e o carregador do notebook desplugado da tomada.
   - Mais regras? - Perguntou Daniel claramente entediado.
   - Não estou querendo ser chata, mas nós precisamos manter o nosso espaço organizado, a vovó é muito rígida com a organização da casa. - Apontando para as mochilas sobre a cama, Demi esperou pacientemente que ambos pegassem as mochilas para que ela finalmente pudesse levá-los para a escola. - E como vocês dois são bagunceiros, eu estou avisando antes que vocês levem uma senhora bronca. - Demi sabia que aquele aviso seria em vão e que a casa estaria revirada antes mesmo que completasse as vinte e quatro horas que Dan e Lizzie estavam oficialmente na casa dos avós.
   - Nós vamos tentar. - Pronunciou Elizabeth. Tentar já era alguma coisa. - Nós podemos passar lá em casa depois da escola? Eu preciso buscar mais roupas. - Passar em casa significava ver Joe. Hum.. Não.
   - Posso trazer Buffy? - Demi revirou os olhos assim como Elizabeth e as duas lançaram um duplo olhar mortal para o garoto que ergueu as mãos em defesa.
   - Vinte minutos e você pega as suas roupas em casa. - Grunhiu enquanto descia as escadas. - E Daniel, pelo amor de Deus, nada de Buffy. - Buffy era um amor, apenas um amor, pois a bagunça que aquele cão fazia sozinho era pior que a bagunça de Daniel e Elizabeth.
   - Nada de beijos.. - Demi riu quando Dan acertou Anne e Bryan com uma almofada do sofá. Adolescentes e as suas manias de namorar escondido.. Lembrara-se da sua época com Joe.. Deus! Eles não podiam ficar um segundo sozinhos que a coisa a esquentava.
(...)
   - Daniel! - Demi o chamou pela terceira vez enquanto guiava o carro pelas ruas de Los Angeles. No carro estava Elizabeth no banco do carona e atrás Anne, Bryan e Daniel. Todos conversavam animadamente sobre diversos assuntos, menos o garoto. Dan tinha o telefone em mãos e não desgrudava os olhos da tela por um segundo sequer. Era tão irritante.. - Alguém o acerte. - Murmurou e logo o grunhido do garoto a assustou.
   - Bryan! - Dan passou a mão nos cabelos franzindo o cenho. - Qual o seu problema cara? - Perguntou ainda com a expressão de dor.
   - Sua mãe quem mandou. - Bryan parecia satisfeitíssimo por acertar o primo, tinha sido o troco quase que perfeito por Dan atrapalhá-lo com Anne quando ainda estavam em casa.
   - O que eu fiz? - Choramingou Daniel massageando a cabeça.
   - Você não desgruda desse celular desde ontem, poxa, será que dá para me dar um pouquinho de atenção? - Aproveitando que o carro estava parado por conta do sinal que estava vermelho, Demi fitou o garoto pelo retrovisor e franziu o cenho ao vê-lo respirar fundo antes de guardar o telefone no bolso. - Mamãe sente a sua falta bebê. - Enlaçando os dedos aos dele, Demi riu dos falsos suspiros de Anne e Bryan e da careta enciumada de Lizzie.
   - Mãe.. - Murmurou o garoto envergonhado.
   - Dá um beijinho na bochecha da mamãe.. - Demi sorriu de orelha a orelha ao receber o beijo do garoto sobre os risos intermináveis de Anne e Bryan, e a cara de quem não estava muito feliz de Elizabeth. - Mais tarde nós conversamos.. - Depois da piscadela, Demi acelerou o carro rumo à escola. Ora, ela poderia ser a mãe mais divertida de todo o mundo, mas uma coisa que Demi não aceitava era não receber a atenção dos filhos, pois a vida profissional tomava todo o seu tempo, dificilmente ela conseguia férias ou até mesmo uma folga, e quando ela conseguia esse tempo livre, dedicava-o completamente para si mesma e a família.
   - Bebê da mamãe, você vai se atrasar para a aula de física. - Disse Anne desprendendo o cinto de segurança assim que Demi estacionou o carro.
   - Você vai ficar bem? - Perguntou Elizabeth quando Anne e Bryan desceram, e restava apenas ela, Daniel e a mãe.
   - Claro que vou. - Sorrindo timidamente, Demi os olhou e sentiu-se completamente feliz apenas por tê-los. Quando saíra de casa há uma semana, deixara os seus bebês com Joe. Sentiu falta de levá-los para a escola, sentiu falta das brigas, das perguntas bobas e da bagunça surreal que aqueles dois faziam. Mas os feitos de Lizzie e Daniel não eram nada perto do amor que Demi sentia por eles.
   - Qualquer coisa ligue, juro que vou correndo te socorrer. - Demi riu em meio do sorriso bobo e os abraçou calorosamente antes do "Tchau, eu te amo". O sorriso não sumia dos lábios enquanto os via caminhar pelo estacionamento da escola lado a lado. Daniel gesticulava as mãos enquanto conversava animadamente com a irmã a fazendo rir, Demi jurou ouvir nitidamente a risada de Elizabeth como se a menina estivesse rindo de uma de suas piadas sem graça. Os fantasiou durante todo o percurso que fizera cautelosamente para o shopping onde iria encontrar Miley. A vida era maravilhosa, não podia negar.. ela tinha o homem, por mais cabeça dura que fosse, que amava, com ele tinha filhos fortes e saudáveis, tinha a carreira fantástica que construíra com garra e determinação, e não seria apenas porque os últimos dias se resumiam turbulentos que ela diria que não era feliz.
(...)
Ao descer do carro Demi deparou-se com ondas luminosas, os malditos flashes. Agradecera por estar usando óculos escuros e acenara brevemente para os paparazzis apenas por educação. O problema não era os paparazzis, o problema era as malditas fotos estampadas nos informativos com os títulos bombásticos das matérias absurdas. A mídia era algo tão fútil e ao mesmo tempo útil, fútil para aqueles que a usava para criar uma imagem negativa de determinado elemento, e útil para promover a paz e coisas positivas, pena que este era usado com menor frequência. Bem, os flashes das câmeras dos paparazzis Demi ignorava, mas aqueles flashes, sorrisos surpresos-felizes e abraços calorosos ela jamais ignoraria. Eles eram como melhores amigos, os seus anjos, os seus Lovatics. Acenando para alguns, e abraçando os outros, Demi sentiu-se acolhida por aqueles desconhecidos, tirou fotos, autografou cadernos, camisas, CDs e até mesmo o corpo dos mais atirados..
   - Acho melhor você autografar minha b... - Antes que Miley pudesse completar a frase, as gargalhadas encheram seus ouvidos e Demi virou-se para abraçá-la calorosamente no meio daquele tanto de adolescente.
   - Você quer que autografe onde? - Perguntou Demi arqueando as sobrancelhas fazendo com que todos rissem ainda mais.
   - Quero um autografo no meu bumbum. - Ainda rindo, Demi a abraçou novamente sentindo-se acolhida e segura nos braços da amiga. - Deus! Você está tão carente. - Sussurrou Miley depois que elas se despediram dos fãs.
   - Por favor! - Demi revirou os olhos já prevendo as piadas de Miley. - Bryan estava lá em casa com Anne. Você segura o seu rapazinho porque eu sou nova demais para ser tia. - Arqueando as sobrancelhas, Miley fingiu dar um leve empurrão com o ombro em Demi e riu.
   - Sim, nova demais, uma adolescente quarentona. - Revirando os olhos, Demi enlaçou o braço ao da amiga e a beliscou.
   - Trinta e seis. - Murmurou fazendo Miley rir. - Enfim, controle Bryan porque Anne é um bebê. - Acenando para uma senhora que insistia em acenar para ela constantemente, Demi aproveitou o silêncio natural que surgiu entre ela e Miley para admirar algumas peças de roupas expostas nos manequins das lojas.
   - Eu sei. Bryan puxou a mim, ele não tem nada do Nick. - Começou a dizer Miley. - Mas eles são novos demais para terem um bebê. - Comentou de cenho franzido. Seria completamente estranho um bebê de Bryan e Anne naquele momento.
   - Sim, eu sei. Mas basta que eles não tomem cuidado para acontecer. - Disse Demi mais concentrada nas vitrines de calçados que na conversa com a amiga.
   - Baby, deixe-os praticar, na nossa época nós praticávamos o tempo todo.. Principalmente a senhorita e o Joe naquele apartamento dos pais dele. - Percebendo que Demi ficara desanimada e envergonhada de um segundo para o outro, Miley bufou irritada e olhou para a amiga. - Desculpe, eu não queria falar dele. - Por mais que não soubesse dos mínimos detalhes da discussão de Demi e Joe, Miley podia imaginar o quão doloroso poderia ser para Demi em apenas pensar no marido.
   - Eu sei. Nós passávamos o tempo todo juntos, eu sinto falta do meu Joe. - A saudade era apenas daquele Joe divertido, risonho e carinhoso. Ele era tão especial, mas quando estava enciumado sempre fazia besteira.
   - Se quiser nós podemos conversar sobre outra coisa. - Disse Miley pensando na hipótese de criar um clima desagradável entre ela e a amiga caso continuasse com aquela conversa.
   - Preciso conversar com alguém sobre essa bagunça. - Estivera rodeada pelos pais, a irmã e os filhos nos últimos dias, e conversar abertamente sobre como se sentia e sobre o que tinha acontecido não era nada apropriado, conversara apenas com Dianna, mas tinha detalhes que a mãe não entenderia.
   - Que tal um café? Nós podemos conversar e depois partir para a ação. - Assentindo com um sorriso, Demi achara a ideia perfeita. Miley era uma boa ouvinte, tinha a personalidade forte e era sincera, ou seja, a pessoa perfeita para ouvi-la e compreendê-la.
A sede representante da Starbucks do shopping estava praticamente vazia, não era para menos, pois naquela hora da manhã as pessoas geralmente estavam em seus trabalhos, em suas camas descansando ou estudando nas instituições de ensino espalhadas por LA. Sentaram-se numa das mesas mais afastadas da pequena movimentação, Demi pediu o seu incansável morango frappuccino à base de creme acompanhado de muffin de chocolate, já Miley optou por uma fatia de bolo de limão junto à baunilha frappuccino.
   - Desembucha parceira. - Foi preciso que Demi respirasse ao menos três vezes para cessar a repentina tensão.
   - Tudo começou quando as fotos vazaram, a Alex as vazou. - Demi observou os olhos azuis de Miley arregalarem-se e assentiu. - A Short. Quando o Joe me tirou do palco, ele me levou para o banheiro para que eu pudesse me recompor, pedi água e quando ele foi buscar ela apareceu no banheiro e disse coisas.. coisas que nesses últimos dias estão fazendo sentido. - Contara toda a "conversa" com Alex, principalmente a parte que Alex dissera que Joe estava apenas interessado no sexo e que ainda não tinha pedido divórcio por conta das crianças. No fundo as palavras de Alex pareciam verdadeiras, ao menos foi o que pareceu depois daquela noite de sexo com Joe que ele a deixou na cama sozinha. - Nós transamos na noite que as fotos vazaram no twitter, Joe estava tão estranho comigo, mas ele foi tão carinhoso. Na manhã seguinte eu acordei sozinha, ele mal me olhou enquanto dizia que iria trabalhar e que nós teríamos uma reunião à tarde com a minha assessoria. - Demi fez uma breve pausa para receber os pedidos que a garçonete trazia numa bandeja. - Mas eu não deixei barato, vesti o meu vestido mais curto e resolvi ignorá-lo também. Acabamos brigando na frente de todos, ele me puxou pelo braço com força para o carro e nós discutimos quando chegamos em casa. - Aquela parte Miley sabia, mas não a parte que Joe a puxou pelo braço com força.
   - E você resolveu sair de casa. - Completou Miley tão pensativa.. - Por que você acha que o Joe estava bravo com você? - Perguntou Miley a analisando.
   - Ele queria denunciar a Alex e ficou nervoso quando John falou sobre a sex tape, mas eu tenho certeza que ele está com ciúme, ele sempre está com ciúme de tudo que eu faço. - Murmurou depois de bebericar o frappuccino.
   - Ok, ciúme. Você já tentou se colocar no lugar dele? E se ele estivesse no seu lugar? O que você faria? - Demi mal disfarçou e revirou os olhos na frente de Miley..
   - Como eu iria contar sobre uma possível transa que aconteceu há anos se eu mal me lembro de nada que eu fazia quando estava chapada? E se a Alex estiver mentindo? - Realmente não se lembrava de nada que fazia quando estava alterada.
   - São possibilidades. Joe só estava com medo por você, imagina se esse vídeo realmente existir e a Alex o vender para um site de fofoca? Você estaria exposta da pior forma possível, e Daniel e Elizabeth? Como eles ficariam sabendo que a mãe deles está num site de fofoca num vídeo fazendo sexo? Eles também estão envolvidos nessa confusão de vocês, não se esqueça disso. - Jamais deixaria de pensar neles. Talvez Miley tivesse razão. Todos ali tinham motivos. Joe estava tentando a proteger, mas acabara entregando os pontos por conta do ciúme. Elizabeth e Daniel estavam neutros, porém caso acontecesse do possível vídeo vazar na internet a reação deles seria surpresa.
   - Não quero que ele pense que pode resolver tudo na cama. - Murmurou Demi fitando o nada. - Todos os nossos problemas são resolvidos com sexo e eu estou cansada disso. - Há dias Demi tivera o mesmo problema com Joe quando o mesmo ficara contra o namoro de Lizzie, eles acabaram se resolvendo sem sexo, mas Joe pareceu ter se esquecido da condição de Demi.
   - Demi, homens não gostam de discutir porque eles não sabem discutir, por isso que o Joe sempre te leva para a cama porque lá ele com certeza terá o controle da situação. - Aquele ponto era realmente verdade e Demi tinha noção disso, todos os homens estavam englobados naquela condição, claro que alguns sabiam debater e também aproveitavam da situação para levar suas mulheres para a cama, e infelizmente Joe era um deles.
   - Eu só quero que ele saiba que não importa o tamanho da minha roupa, não importa quantos homens vão dizer besteiras para mim, eu sou apenas dele e nada vai mudar isso, mas parece que ele não entende.
                                                               (...)
Depois de um dia longo, em meio de brincadeiras e olhares nada discretos sobre si, Demi caminhava de braço enlaçado ao de Daniel ao lado de Elizabeth e Eric pelos corredores do supermercado. Estava cansada, não poderia negar, o dia tinha sido cansativo, principalmente a loucura que fizera no shopping com Miley. Lotara o carro e um taxi de sacolas das tantas coisas que comprara, os cabelos estavam pretos e renovara o corte. Tinha sido simplesmente insano. Miley tinha contribuído para que o seu alto astral voltasse e agora Demi praticamente se sentia como uma adolescente risonha.
   - Vamos, conte-me sobre a sua gatinha. - Disse a Daniel. Ora, estivera insistindo naquele assunto desde mais cedo e Daniel apenas ria envergonhado e desconversava.
   - Humm.. - O garoto murmurou olhando para baixo para encontrar o olhar da mãe. - Ela não é a minha gatinha. - Tanto Demi quanto Daniel olharam para o lado completamente intrigados com o alarme que uma velhinha fizera. A pobre senhora pensava que eles eram um casal de namorados?
   - Que coisa. - Murmurou Demi puxando o garoto para longe daqueles curiosos. - Você a presentou com Lady, passa o dia inteirinho grudado no celular falando com ela, como ela não é a sua menina? - Demi mordeu o lábio inferior para não sorrir de orelha a orelha. Elizabeth com certeza herdara o seu lado manhoso, a menina abraçava o namorado pela cintura e quando o olhava os olhos brilhavam de paixão.
   - Eu estou indo devagar.. Jenny é especial demais, não vou arriscar perdê-la. - Agora sim ela deixara o sorriso tomar o seu rosto. Daniel estava apaixonado. Acontecera apenas uma vez e o menino até então era completamente traumatizado por conta da antiga "namoradinha", como Demi costumava chamá-las.
   - Quando for pedi-la em namoro posso ajudar com as alianças. - Disse parando para buscar um dos itens que Dianna pedira para que ela comprasse.
   - Obrigado, mas eu já estou trabalhando nisso. - Depois de colocar o item no carrinho e riscá-lo da lista, Demi fitou Daniel de sobrancelhas arqueadas esperando por uma resposta. - Um.. um amigo da escola me pagou para fazer alguns trabalhos, nada demais. - Coçando a nuca, Daniel sorriu fraco arrependido por ter falado demais.
   - Que trabalhos Daniel? - Perguntou de braços cruzados na típica pose de mãe durona.
   - Nada demais.. - O nervoso começara a tomar conta de si, Dan coçou os cabelos da nuca e engoliu seco quando a mãe arqueou a sobrancelha. - Trabalhos escolares. - Disse uma palavra atropelando a outra.
   - Você não precisa fazer isso, posso comprar sem nenhum problema. - Disse voltando a empurrar o carrinho.
   - Eric, mãe.. Eric comprou as alianças dele e de Lizzie com o dinheiro que ele ganhou trabalhando. - Disse olhando para o rapaz e a irmã logo a frente envolvidos no próprio mundo. - Bryan comprou um anel para Anne trabalhando com o tio Nick no estúdio, eu quero compra um anel para Jenny com o meu próprio dinheiro. - Tudo bem.. Estava chegando a fase que Demi mais temia. Daqui a alguns meses Daniel completaria dezessete anos e já queria ser independente..
   - E você acha que fazer o trabalho dos outros é a melhor forma de conseguir esse dinheiro? - Disse o olhando. - Eu não vou tocar mais nesse assunto, mas você sabe que não precisa fazer isso, o que é meu também é seu. - Dito isso Demi voltou a enlaçar o braço ao do garoto enquanto eles caminhavam sem pressa fitando as enormes prateleiras do supermercado.
   - Nós estamos indo para a lanchonete, vocês querem ir conosco? - Perguntou Elizabeth olhando para a mãe e para o irmão.
   - O que acha de terminarmos primeiro? - Perguntou Daniel a Demi.
   - Por mim tudo bem. - Disse. Como estava na casa da mãe, decidira comprar alguns alimentos já que a cozinha de Dianna não parava, eram bolos, tortas, doces e todos os pratos malucos e saborosos. Dianna adorava agradar a todos com a sua rica culinária.
Aos poucos Lizzie e Eric se distanciavam enquanto Demi e Daniel buscavam os itens que não estavam riscados da lista nas prateleiras, caminharam enquanto conversavam sobre o possível prato que Dianna faria para o jantar, cada um com a sua sugestão maluca. Virando a esquina da seção que estavam, Demi franziu o cenho ao ver Eric de costas ao lado de Elizabeth, eles conversavam com alguém.. Era ele.. A cada passo o coração acelerava mais sabendo que Joe estava a poucos metros dela. Ele estava tão bonito e ao mesmo tempo parecia tão cansado. Joe vestia uma camisa xadrez verde e preta de botões, calça e o tênis de cor negra. Os cabelos dele estavam curtos nas laterais, não curtos o suficiente para não cobrir os dedos dela caso ela.. E na parte de cima estavam maiores e penteados para trás.
   - Eu estava com tantas saudades. - Pudera escutar o sussurro de Joe quando o mesmo abraçou Elizabeth calorosamente. - Como você está? - Perguntou ainda com a menina nos braços.
   - Bem.. e você? - Perguntou Lizzie e recebeu um "Bem" tristonho do pai junto com outro abraço. Respirando fundo Demi terminou o trajeto inevitável até Eric. O clima logo ficou estranho quando os olhos de Joe encontraram com os dela. - Dan.. - Joe o chamou. Olhando para o lado Demi encontrou o garoto simultaneamente confuso e chateado.
   - Oi pai. - Daniel disse num murmuro neutro. Houve alguns minutos de silêncio e então Joe caminhou até o filho e o abraçou. O abraço demorou a ser desfeito por conta dos sussurros trocados por Joe e Dan, mas quando Joe afastou-se do filho o nervoso tomou conta de Demi. Ele a olhou e sorriu timidamente, era aquele sorriso que a deixava de pernas bambas.
   - Dem.. oi. - O coração quase saiu pela boca quando ele se aproximou. Fitaram-se por um tempo que parecia não se passar. Demi relembrava toda a conversa com Miley, tentara se colocar no lugar de Joe e sentiu-se culpada talvez por ter saído de casa, mas ao mesmo tempo sabia que se deixasse que as coisas seguissem como Joe queria o casamento afundaria. Quebraram a troca de olhares com um abraço esquisito e completamente acolhedor como se aquele ato fosse a coisa mais errada e certa ao mesmo tempo. Demi se sentia acolhida nos braços dele, mas ao mesmo tempo se sentia incomodada por tê-lo tão próximo. - Você está linda. - Ele disse sorrindo ao fitar o cabelo tingindo de preto. Murmurando um obrigado, Demi partiu o abraço.
   - Então.. Como você está? - Perguntou Joe um tanto sem jeito.
   - Bem, e você? - Perguntou com o mesmo sorriso sem graça que ele tinha nos lábios.
   - Bem. - Disse por fim.
   - Nós podemos conversar? - Perguntou Joe depois de repassar aquela pergunta mentalmente milhares de vezes.
   - Estamos fazendo compras. - Disse com um sorriso desjeitoso fitando-o.
   - Ah sim. Compras. - Joe riu fraco envergonhado. - Posso te ligar mais tarde? - A pergunta a pegou de surpresa, Demi mordeu o lábio inferior e depois dos segundos agonizantes para Joe, Demi assentiu.
   - Eu tenho que ir. - Disse quebrando o silêncio entre eles.
   - Eu te ligo. - Aproximando-se, Joe curvou-se e a beijou no canto esquerdo da boca.

Continua... Oi. Tudo bem com vocês? Eu estou bem. Desculpem a demora para postar, essa semana foi uma tragédia, ou seja, semana de provas, dai tive que estudar até quase morrer porque se eu estudasse até morrer, eu morreria e não faria as provas e vocês ficariam sem fanfic duaidoad chega de viagem! Então, agora eu estou "livre" e posso escrever e postar com frequência, acredito.. Prestem bastante atenção nesse capítulo, ok? Não ficou exatamente como eu queria, mas é por ai que... Beijos, obrigado pelos comentários e até o próximo capítulo.